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Princípios 
Tributários
Prof. Me. Eder Anelli
São Paulo, 2º Semestre de 2024
Sistema Tributário:
Conjunto de Normas Constitucionais de natureza tributária, inserido no sistema jurídico global, 
formado por um conjunto unitário e ordenado de normas subordinadas aos princípios fundamentais, 
reciprocamente harmônicos, que organiza os elementos constitutivos do Estado [...] (Harada, 2005).
Art. 1º (EC 18/1965) O sistema tributário nacional compõem-se de impostos, taxas e contribuições
de melhoria, e é regido pelo disposto nesta Emenda, em leis complementares, em resoluções do
Senado Federal, e, nos limites das respectivas competências, em leis federal, estadual ou municipal.
Sistema Tributário:
Art. 145 (CF 88). A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os
seguintes tributos:
I - impostos;
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Art. 145 § 3º (CF 88) O Sistema Tributário Nacional deve observar os princípios da simplicidade, da
transparência, da justiça tributária, da cooperação e da defesa do meio ambiente.
Sistema Tributário:
Art. 2º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - Instituir ou majorar tributo sem que a lei o estabeleça, ressalvados os casos previstos nesta 
Emenda;
II - cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda, com base em lei posterior à data inicial do exercício 
financeiro a que corresponda;
III - estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de pessoas ou mercadorias, por meio de 
tributos interestaduais ou intermunicipais;
Sistema Tributário:
Art. 2º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
IV - cobrar impostos sobre:
a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) o patrimônio, a renda ou serviços de Partidos políticos e de instituições de educação ou de 
assistência social, observados os requisitos fixados em lei complementar;
d) o papel destinado exclusivamente à impressão de jornais, periódicos e livros.
Sistema Tributário:
Seção III Art. 8º Competem à União:
I - o imposto sobre a propriedade territorial rural;
II - o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.
Art. 9º Compete aos Estados o imposto sobre a transmissão, a qualquer título, de bens imóveis por 
natureza ou por cessão física, como definidos em lei, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os 
direitos reais de garantia.
§ 1º O imposto incide sobre a cessão de direitos relativos à aquisição dos bens referidos neste 
artigo.
Sistema Tributário:
Seção III Art. 9º Competem à União:
§ 2º O imposto não incide sobre a transmissão dos bens ou direitos referidos neste artigo, para sua 
incorporação ao capital de pessoas jurídicas, salvo o daquelas cuja atividade preponderante, como 
definida em lei complementar, seja a venda ou a locação da propriedade imobiliária ou a cessão de 
direitos relativos à sua aquisição.
§ 3º O imposto compete ao Estado da situação do imóvel sobre que versar a mutação patrimonial, 
mesmo que esta decorra de sucessão aberta no estrangeiro.
§ 4º A alíquota do imposto não excederá os limites fixados em resolução do Senado Federal, nos 
termos do disposto em lei complementar, e o seu montante será dedutível do devido à União, a título 
do imposto de que trata o art. 8º, nº II, sobre o provento decorrente da mesma transmissão.
Seção III Art. 10. Compete aos Municípios o imposto sobre a prioridade predial e territorial urbana.
Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5172/66:
Seção IV Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer 
natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
 I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos;
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não 
compreendidos no inciso anterior.
§ 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da 
localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de 
percepção. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
§ 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as 
condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto 
referido neste artigo. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp104.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp104.htm
Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5172/66:
Seção IV Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer 
natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
Seção IV Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda 
ou dos proventos tributáveis.
Seção IV Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o artigo 43, 
sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de 
renda ou dos proventos tributáveis.
Seção IV Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis 
a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.
Definição de Contabilidade Tributária
É a disciplina ou o ramo da Contabilidade que se dedica ao estudo dos princípios, 
conceitos, técnicas, métodos e procedimentos aplicáveis à apuração dos tributos 
devidos pelas empresas e entidades em geral, à busca e à análise de alternativas 
para a redução da carga tributária e ao cumprimento das obrigações acessórias 
estabelecidas pelo Fisco.
Definição de Planejamento Tributário
É toda e qualquer medida lícita adotada pelos contribuintes no sentido de reduzir o 
ônus tributário ou postergar a incidência de determinado tributo. O planejamento 
tributário pode ser visto, também, como o conjunto de atividades permanentemente 
desenvolvidas por profissionais especializados com o intuito de encontrar 
alternativas lícitas de reduzir ou postergar a carga tributária das empresas.
Definição de Planejamento Tributário
Interno: envolve medidas que não dependem de qualquer providência judicial ou 
administrativa. São exemplos dessa espécie de planejamento a escolha de opções 
de tributação, a reorganização societária por meio de fusões, cisões e 
incorporações, e a utilização de incentivos fiscais.
Administrativo: envolve medidas envolvendo a administração tributária, como 
consultas, recursos, requerimentos de ressarcimentos e solicitações de regimes 
especiais de tributação.
Definição de Planejamento Tributário
Judicial: é aquele estruturado com base em ações ajuizadas contra o Fisco, 
usualmente buscando ver afastada a incidência de determinado tributo ou a 
restituição de tributo já recolhido. É necessária a intervenção de um advogado, que 
é o profissional legitimado a atuar em juízo.
Tributos
É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada (CTN, art. 3º).
Impostos: têm por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte. Podem ser classificados, por sua vez, em: 1 
– nominados (CF, art. 145, I, art. 153, art. 155 e art. 156); 2 – residuais, que são os 
decorrentes da possibilidade que a União tem de criar novos impostos (CF, art. 154, I); 
e 3 – extraordinários de guerra (CF, art. 154, II).
Tributos
Taxas: têm por fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível,prestado ao contribuinte 
ou posto à sua disposição (CF, art. 145, II), bem como o uso de vias conservadas pelo 
poder público (art. 150, V).
Contribuições de melhoria: instituídas para fazerem face ao custo de obras públicas de 
que decorra valorização imobiliária (CF, art. 145, III).
Tributos
Contribuições especiais: são tributos vinculados pela finalidade a que se destinam. 
São assim subdivididas: 1 – contribuições sociais gerais, de seguridade social, de 
previdência e assistência do funcionalismo público estadual, distrital e municipal 
(CF, art. 149 e art. 195); 2 – contribuições de intervenção no domínio econômico 
(CF, art. 149, 2a parte); 3 – contribuições de interesse das categorias profissionais 
(CF, art. 149, 3a parte); e 4 – contribuição para o custeio do serviço de iluminação 
pública (CF, art. 149-A).
Empréstimos compulsórios: são tributos restituíveis e vinculados à despesa que 
fundamentou sua instituição. São de duas espécies: 1 – extraordinários de calamidade 
ou guerra (CF, art. 148, I); e 2 – de investimentos (art. 148, II).
Princípio da Legalidade
É o princípio tributário considerado mais relevante. Ele prevê a necessidade de lei 
para instituir ou majorar tributo e está disposto no art. 150, inciso I da CF/1988. 
Esse princípio é a base de todo o sistema democrático e estabelece que o tributo só 
pode ser cobrado mediante lei. Isso significa que outros atos normativos, como 
decretos, portarias e instruções normativas, não podem instituir tributos.
Princípio da Isonomia
Estabelece a igualdade de todos perante a lei. É importante observar, então, que o 
legislador trata de forma igual os que estejam em situações semelhantes, e de 
forma desigual quem esteja em situação díspar. Para melhor compreender esse 
princípio, você pode pensar na tabela progressiva do Imposto de Renda (IR), 
apresentada na Tabela 1.1. Nela, observamos que quem recebe mais, em teoria, 
paga mais imposto; por sua vez, quem recebe menos, paga menos ou não paga. 
Observe que os valores partem de uma faixa de isenção do imposto, concedida 
para aqueles com renda mais baixa, até a alíquota de 27,5%, cobrada dos 
contribuintes com maior renda.
Princípio da Irretroatividade
Faz com que ela possa ser aplicada somente aos fatos ocorridos após sua entrada 
em vigor, não podendo alcançar aqueles ocorridos na vigência de lei anterior.
Princípio da Anterioridade
Estabelece que um tributo novo ou o aumento de um existente só poderá ser 
cobrado no ano seguinte. Para isso, a lei que estabelece tal mudança deve ser 
publicada até o último dia útil do exercício anterior.
Princípio da Vedação ao Confisco (Não Confisco)
Dispõe que é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios 
utilizar tributo com efeito de confisco, ou seja, a imposição de determinado tributo 
não pode ter por consequência o desaparecimento total de determinado bem. 
Contudo, cabe ao Poder Judiciário estipular quando um tributo é confiscatórios, pois 
não há norma que disponha o caráter confiscatório, até porque, se existisse, estaria 
ferindo o princípio da isonomia
Tributos Diretos e Indiretos
REFERÊNCIAS
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Casa 
Civil, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. 
Acesso em: 11 Ago. 2024.
BRASIL. [Constituição (1946)]. Emenda constitucional n. 18, de 01 de dezembro de 1965. Brasília, DF: Casa Civil, 1965. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03////Constituicao/Emendas/Emc_anterior1988/emc18-65.htm. 
Acesso em: 11 Ago. 2024.
BRASIL. [Constituição (1946)]. Emenda constitucional n. 5172, de 25 de outubro de 1966. Brasília, DF: Casa Civil, 1965. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm. Acesso em: 11 Ago. 2024.
HAUSER, Paolla. Contabilidade tributária: dos conceitos à aplicação. 1. ed. Curitiba: Intersaberes,
2017. E-book.
POHLMANN, Marcelo Coletto. Contabilidade tributária. 2. ed. Barueri [SP]: Atlas, 2024. ISBN 978-65-
5977-587-3 (e-book) 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/Constituicao/Emendas/Emc_anterior1988/emc18-65.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
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