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Regimes Tributários – 
Parte II
Prof. Me. Eder Anelli
São Paulo, 2º Semestre de 2024
Lucro Real
É o resultado obtido pelo lucro líquido contábil, ajustadas pelas adições, exclusões e as 
compensações. Esses ajustes são efetuados via Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), no qual 
se obtém as informações das receitas que o fisco não permitiu tributar e as despesas que o fisco não 
permitiu deduzir.
Servirá de base de cálculo para incidências de IRPJ e CSLL.
Poderá realizar adições, exclusões e compensações que tratam dos prejuízos fiscais.
Lucro Real
Alíquota I.R: fixa em 15%, mais adicional de 10%, nas parcelas mensais superiores a R% 20.000,00 
ou sobre esse valor multiplicado pelo número de meses do período (trimestral ou anual).
Alíquota CSLL: fixa em 9% (PJ em Geral) e 15% (entidades financeiras) sobre o valor apurado.
O regime tributário do lucro real, ao contrário do que muitos empresários pensam, pode ser muito 
mais benéfico para algumas empresas, em função de seu nível de lucratividade e também, de forma 
indireta, em razão dos controles e relatórios que proporcionam para os resultados da empresa. Com 
esses controles, é possível ter melhores informações sobre todos os gastos, custos, recursos 
financeiros a curto e a longo prazo, gestão de seus tributos e uma minuciosa precisão nas 
informações geradas para os sócios, acionistas e afins.
Lucro Real
A regra geral para que o gasto possa ser deduzido do lucro é sua obtenção ou esforço para gerar 
receitas para a atividade empresarial. Isso significa que os custos e as despesas têm que estar 
envolvidos com o operacional da empresa, pois se não tiverem essa característica, deverão ser 
adicionados na parte A do LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real).
O LALUR ajusta todas as contas após o lucro líquido contábil, por meio de adições de despesas que 
o fisco não permite deduzir do lucro, das exclusões das receitas que o fisco não permite serem 
tributáveis e, também, das compensações com prejuízos fiscais de períodos anteriores.
• Parte A do LALUR é composta pelas adições e exclusões do lucro líquido. 
• Parte B do LALUR é composta para o controle das utilizações de parte do prejuízo fiscal de 
períodos anteriores do lucro real.
o LALUR é apresentado anualmente pelos contribuintes que são tributados no lucro real por meio da 
Escrituração Contábil Fiscal (ECF), que possui um registro específico chamado Livro Eletrônico de 
Apuração do Lucro Real (e-Lalur).
Lucro Real
A legislação do imposto de renda, especificamente o Decreto nº 9.580/2018, permite que as 
empresas que tiveram prejuízos fiscais em anos anteriores possam compensá-los com o IR devido, 
seja ele trimestral ou anual. 
Essa possibilidade não depende de a empresa ter apresentado lucro ou prejuízo contábil no 
passado, mas sim de a empresa ter apresentado prejuízo fiscal no passado, ou seja, prejuízo 
resultante da apuração do IRPJ no passado (BRASIL, 2018).
Poderá ser compensado o prejuízo fiscal do período anterior, limitado a 30% do lucro líquido do 
período, ajustado as adições, exclusões e as compensações.
Lucro Real (DRE):
Lucro Real (DRE):
Lucro Real (Base de cálculo IRPJ e CSLL):
Lucro Presumido
O lucro presumido é um regime simplificado para apuração do IRPJ e da CSLL, como o conceito do 
nome já diz, trata-se da presunção da margem de lucro sobre as receitas de determinados ramos de 
atividades, fazendo ser até mais benéfico o pagamento por esse regime se a empresa trabalhar com 
a margem de lucro igual ou superior do que a estipulada pela lei.
Presunção varia de 1,6% a 32% de acordo com o ramo de atividade.
• Revenda de Combustível: 1,6%
• Comércio e Indústria: 8%
• Prestação de Serviços 32%
Para optar pelo Lucro Presumido, a empresa precisa obter receita bruta anual inferior a R$ 
78.000.000,00 no ano calendário anterior; ou R$ 6.500.000,00 mensais multiplicado pelo número de 
meses do ano de atividade.
Atividades de Bancos e Seguradoras e realização de investimentos resultantes em lucro, 
rendimentos ou ganhos de capital, não podem optar pelo Lucro Presumido.
Lucro Presumido
Alíquota I.R: fixa em 15%, mais adicional de 10%, nas parcelas mensais superiores a R% 20.000,00 
ou sobre esse valor multiplicado pelo número de meses do período (trimestral ou anual).
Alíquota CSLL: fixa em 9% (PJ em Geral) e 15% (entidades financeiras) sobre o valor apurado.
Lucro Presumido (Base de cálculo IRPJ e CSLL):
Lucro Presumido (DRE):
Lucro Presumido (DRE):
REFERÊNCIAS
 FARIA, Ramon Alberto Cunha de. Contabilidade Tributária. Porto Alegre: Sagah, 2016.
Obrigado!
Regimes 
Tributários – Parte 1 
Prof. Me. Eder Anelli
São Paulo, 2º Semestre de 2024
Simples Nacional:
Sistema simplificado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos. Foi estabelecido pela Lei 
Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006, e é destinado às microempresas (ME) e empresas 
de pequeno porte (EPP). A ME e/ou EPP que se habilitar e optar por essa sistemática recolhe IRPJ, 
CSLL, ICMS, IPI, ISS e contribuições para PIS/PASEP, COFINS e INSS em uma única guia de 
arrecadação, denominada DAS.
Simples Nacional:
A definição de ME e de EPP é dada pelo art. 3º da LC n. 123/2006:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de 
pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 
966 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente registrados no Registro de Empresas 
Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
Simples Nacional:
I – no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II – no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a 
R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões 
e oitocentos mil reais).
Simples Nacional:
Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de 
arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições:
I – Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ;
II – Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, observado o disposto no inciso XII do § 1º deste 
artigo;
III – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL;
IV – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, observado o disposto no 
inciso XII do § 1º deste artigo;
Simples Nacional:
V – Contribuição para o PIS/Pasep, observado o disposto no inciso XII do § 1º deste artigo;
VI – Contribuição Patronal Previdenciária – CPP para a Seguridade Social, a cargo da pessoa 
jurídica, de que trata o art. 22 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, exceto no caso da 
microempresa e da empresa de pequeno porte que se dedique às atividades de prestação de 
serviços referidas no § 5º-C do art. 18 desta Lei Complementar;
VII – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de 
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS;
VIII – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS.
Simples Nacional:
As MEs e as EPPs devem formalizar a opção pelo Simples Nacional até o último dia útil do mês de 
janeiro, sendo irretratável para o ano inteiro. Eis o teor do art. 16 da LC n. 123/2006:
Art. 16. A opção pelo Simples Nacional da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa 
e empresa de pequeno porte dar-se-á na forma a ser estabelecida em ato do Comitê Gestor, sendo 
irretratável para todo o ano-calendário.
§ 1º Para efeito de enquadramento no Simples Nacional, considerar-se-á microempresa ou empresa 
de pequeno porte aquela cuja receita bruta no ano-calendário anterior ao da opção esteja 
compreendida dentro dos limites previstos no art. 3º desta Lei Complementar.
Simples Nacional:
§ 2º A opção de que trata o caput deste artigo deverá ser realizadano mês de janeiro, até o seu 
último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção, ressalvado o 
disposto no § 3º deste artigo.
§ 3º A opção produzirá efeitos a partir da data do início de atividade, desde que exercida nos termos, 
prazo e condições a serem estabelecidos no ato do Comitê Gestor a que se refere o caput deste 
artigo.
Simples Nacional:
SIMEI
É o sistema de recolhimento em valores fixos mensais dos tributos abrangidos pelo Simples 
Nacional, devidos pelo Microempreendedor Individual, conforme previsto no artigo 18-A da Lei 
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Em resumo, é um sistema de pagamento de tributos unificados em valores fixos mensais.
Simples Nacional:
SIMEI
Considera-se Microempreendedor Individual - MEI o empresário a que se refere o art. 966 da Lei 
10.406/2002 (Código Civil), que tenha auferido receita bruta acumulada nos anos-calendário anterior 
e em curso de até R$ 81.000,00, ou seu limite proporcional se estiver no ano de início de atividade, e 
que atenda aos seguintes requisitos:
•exerça tão-somente as ocupações constantes do Anexo XIII da Resolução CGSN 94/2011;
•possua um único estabelecimento;
•não participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador;
•não contrate mais de um empregado, observado o disposto no art. 96 da Resolução CGSN 94/2011.
Simples Nacional:
SIMEI
Os valores pagos mensalmente pelo MEI correspondem a:
•R$ 5,00 de ISS, caso seja contribuinte deste imposto;
•R$ 1,00 de ICMS, caso seja contribuinte deste imposto e
•5% do valor do salário mínimo
Valores 2024: Comércio e Indústria (R$ 71,60); Serviços (R$ 75,60); Comércio e Serviços (R$ 
76,60)
Vencimento da guia no dia 20 de cada mês.
Simples Nacional (DASN e DAS):
Fonte: Conteto
Fonte: Capital Social
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Empresas que não podem optar):
•Empresas que tenham uma pessoa jurídica como sócia.
•Filiais, sucursais, agências ou representações, no país, de pessoa jurídica com sede no exterior.
•O empresário cujo sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa não beneficiada 
pelo Simples Nacional, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões.
•Empresas cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins 
lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões.
•Empresas constituídas sob a forma de cooperativas, menos as de consumo, que podem ser 
beneficiadas.
•Negócios cujo capital tenha participação de pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja 
sócia de outra empresa optante pelo Simples Nacional, desde que a receita bruta global também 
ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Simples Nacional. Disponível em: 
https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/documentos/pagina.aspx?id=4. Acesso em: 06 Set. 2024.
POHLMANN, Marcelo Coletto. Contabilidade tributária. 2. ed. Barueri [SP]: Atlas, 2024. ISBN 978-65-
5977-587-3 (e-book) 
SEBRAE. Saiba quais empresas podem optar pelo Simples Nacional. Disponível em: 
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-quais-empresas-podem-optar-pelo-simples-
nacional,d908ce20d5191510VgnVCM1000004c00210aRCRD. Acesso em: 06 Set. 2024.
SOUSA, Edmilson P. Contabilidade tributária: aspectos práticos e conceituais. 1. ed. São Paulo:
Atlas, 2018. E-book.
https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/documentos/pagina.aspx?id=4
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-quais-empresas-podem-optar-pelo-simples-nacional,d908ce20d5191510VgnVCM1000004c00210aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-quais-empresas-podem-optar-pelo-simples-nacional,d908ce20d5191510VgnVCM1000004c00210aRCRD
Obrigado!
Princípios 
Tributários
Prof. Me. Eder Anelli
São Paulo, 2º Semestre de 2024
Sistema Tributário:
Conjunto de Normas Constitucionais de natureza tributária, inserido no sistema jurídico global, 
formado por um conjunto unitário e ordenado de normas subordinadas aos princípios fundamentais, 
reciprocamente harmônicos, que organiza os elementos constitutivos do Estado [...] (Harada, 2005).
Art. 1º (EC 18/1965) O sistema tributário nacional compõem-se de impostos, taxas e contribuições
de melhoria, e é regido pelo disposto nesta Emenda, em leis complementares, em resoluções do
Senado Federal, e, nos limites das respectivas competências, em leis federal, estadual ou municipal.
Sistema Tributário:
Art. 145 (CF 88). A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os
seguintes tributos:
I - impostos;
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Art. 145 § 3º (CF 88) O Sistema Tributário Nacional deve observar os princípios da simplicidade, da
transparência, da justiça tributária, da cooperação e da defesa do meio ambiente.
Sistema Tributário:
Art. 2º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - Instituir ou majorar tributo sem que a lei o estabeleça, ressalvados os casos previstos nesta 
Emenda;
II - cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda, com base em lei posterior à data inicial do exercício 
financeiro a que corresponda;
III - estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de pessoas ou mercadorias, por meio de 
tributos interestaduais ou intermunicipais;
Sistema Tributário:
Art. 2º É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
IV - cobrar impostos sobre:
a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) o patrimônio, a renda ou serviços de Partidos políticos e de instituições de educação ou de 
assistência social, observados os requisitos fixados em lei complementar;
d) o papel destinado exclusivamente à impressão de jornais, periódicos e livros.
Sistema Tributário:
Seção III Art. 8º Competem à União:
I - o imposto sobre a propriedade territorial rural;
II - o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.
Art. 9º Compete aos Estados o imposto sobre a transmissão, a qualquer título, de bens imóveis por 
natureza ou por cessão física, como definidos em lei, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os 
direitos reais de garantia.
§ 1º O imposto incide sobre a cessão de direitos relativos à aquisição dos bens referidos neste 
artigo.
Sistema Tributário:
Seção III Art. 9º Competem à União:
§ 2º O imposto não incide sobre a transmissão dos bens ou direitos referidos neste artigo, para sua 
incorporação ao capital de pessoas jurídicas, salvo o daquelas cuja atividade preponderante, como 
definida em lei complementar, seja a venda ou a locação da propriedade imobiliária ou a cessão de 
direitos relativos à sua aquisição.
§ 3º O imposto compete ao Estado da situação do imóvel sobre que versar a mutação patrimonial, 
mesmo que esta decorra de sucessão aberta no estrangeiro.
§ 4º A alíquota do imposto não excederá os limites fixados em resolução do Senado Federal, nos 
termos do disposto em lei complementar, e o seu montante será dedutível do devido à União, a título 
do imposto de que trata o art. 8º, nº II, sobre o provento decorrente da mesma transmissão.
Seção III Art. 10. Compete aos Municípios o imposto sobre a prioridade predial e territorial urbana.
Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5172/66:
Seção IV Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer 
natureza tem como fato geradora aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
 I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos;
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não 
compreendidos no inciso anterior.
§ 1o A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da 
localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de 
percepção. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
§ 2o Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as 
condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto 
referido neste artigo. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp104.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp104.htm
Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5172/66:
Seção IV Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer 
natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
Seção IV Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda 
ou dos proventos tributáveis.
Seção IV Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o artigo 43, 
sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de 
renda ou dos proventos tributáveis.
Seção IV Parágrafo único. A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis 
a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.
Definição de Contabilidade Tributária
É a disciplina ou o ramo da Contabilidade que se dedica ao estudo dos princípios, 
conceitos, técnicas, métodos e procedimentos aplicáveis à apuração dos tributos 
devidos pelas empresas e entidades em geral, à busca e à análise de alternativas 
para a redução da carga tributária e ao cumprimento das obrigações acessórias 
estabelecidas pelo Fisco.
Definição de Planejamento Tributário
É toda e qualquer medida lícita adotada pelos contribuintes no sentido de reduzir o 
ônus tributário ou postergar a incidência de determinado tributo. O planejamento 
tributário pode ser visto, também, como o conjunto de atividades permanentemente 
desenvolvidas por profissionais especializados com o intuito de encontrar 
alternativas lícitas de reduzir ou postergar a carga tributária das empresas.
Definição de Planejamento Tributário
Interno: envolve medidas que não dependem de qualquer providência judicial ou 
administrativa. São exemplos dessa espécie de planejamento a escolha de opções 
de tributação, a reorganização societária por meio de fusões, cisões e 
incorporações, e a utilização de incentivos fiscais.
Administrativo: envolve medidas envolvendo a administração tributária, como 
consultas, recursos, requerimentos de ressarcimentos e solicitações de regimes 
especiais de tributação.
Definição de Planejamento Tributário
Judicial: é aquele estruturado com base em ações ajuizadas contra o Fisco, 
usualmente buscando ver afastada a incidência de determinado tributo ou a 
restituição de tributo já recolhido. É necessária a intervenção de um advogado, que 
é o profissional legitimado a atuar em juízo.
Tributos
É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada (CTN, art. 3º).
Impostos: têm por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte. Podem ser classificados, por sua vez, em: 1 
– nominados (CF, art. 145, I, art. 153, art. 155 e art. 156); 2 – residuais, que são os 
decorrentes da possibilidade que a União tem de criar novos impostos (CF, art. 154, I); 
e 3 – extraordinários de guerra (CF, art. 154, II).
Tributos
Taxas: têm por fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, 
efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte 
ou posto à sua disposição (CF, art. 145, II), bem como o uso de vias conservadas pelo 
poder público (art. 150, V).
Contribuições de melhoria: instituídas para fazerem face ao custo de obras públicas de 
que decorra valorização imobiliária (CF, art. 145, III).
Tributos
Contribuições especiais: são tributos vinculados pela finalidade a que se destinam. 
São assim subdivididas: 1 – contribuições sociais gerais, de seguridade social, de 
previdência e assistência do funcionalismo público estadual, distrital e municipal 
(CF, art. 149 e art. 195); 2 – contribuições de intervenção no domínio econômico 
(CF, art. 149, 2a parte); 3 – contribuições de interesse das categorias profissionais 
(CF, art. 149, 3a parte); e 4 – contribuição para o custeio do serviço de iluminação 
pública (CF, art. 149-A).
Empréstimos compulsórios: são tributos restituíveis e vinculados à despesa que 
fundamentou sua instituição. São de duas espécies: 1 – extraordinários de calamidade 
ou guerra (CF, art. 148, I); e 2 – de investimentos (art. 148, II).
Princípio da Legalidade
É o princípio tributário considerado mais relevante. Ele prevê a necessidade de lei 
para instituir ou majorar tributo e está disposto no art. 150, inciso I da CF/1988. 
Esse princípio é a base de todo o sistema democrático e estabelece que o tributo só 
pode ser cobrado mediante lei. Isso significa que outros atos normativos, como 
decretos, portarias e instruções normativas, não podem instituir tributos.
Princípio da Isonomia
Estabelece a igualdade de todos perante a lei. É importante observar, então, que o 
legislador trata de forma igual os que estejam em situações semelhantes, e de 
forma desigual quem esteja em situação díspar. Para melhor compreender esse 
princípio, você pode pensar na tabela progressiva do Imposto de Renda (IR), 
apresentada na Tabela 1.1. Nela, observamos que quem recebe mais, em teoria, 
paga mais imposto; por sua vez, quem recebe menos, paga menos ou não paga. 
Observe que os valores partem de uma faixa de isenção do imposto, concedida 
para aqueles com renda mais baixa, até a alíquota de 27,5%, cobrada dos 
contribuintes com maior renda.
Princípio da Irretroatividade
Faz com que ela possa ser aplicada somente aos fatos ocorridos após sua entrada 
em vigor, não podendo alcançar aqueles ocorridos na vigência de lei anterior.
Princípio da Anterioridade
Estabelece que um tributo novo ou o aumento de um existente só poderá ser 
cobrado no ano seguinte. Para isso, a lei que estabelece tal mudança deve ser 
publicada até o último dia útil do exercício anterior.
Princípio da Vedação ao Confisco (Não Confisco)
Dispõe que é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios 
utilizar tributo com efeito de confisco, ou seja, a imposição de determinado tributo 
não pode ter por consequência o desaparecimento total de determinado bem. 
Contudo, cabe ao Poder Judiciário estipular quando um tributo é confiscatórios, pois 
não há norma que disponha o caráter confiscatório, até porque, se existisse, estaria 
ferindo o princípio da isonomia
Tributos Diretos e Indiretos
REFERÊNCIAS
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Casa 
Civil, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. 
Acesso em: 11 Ago. 2024.
BRASIL. [Constituição (1946)]. Emenda constitucional n. 18, de 01 de dezembro de 1965. Brasília, DF: Casa Civil, 1965. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03////Constituicao/Emendas/Emc_anterior1988/emc18-65.htm. 
Acesso em: 11 Ago. 2024.
BRASIL. [Constituição (1946)]. Emenda constitucional n. 5172, de 25 de outubro de 1966. Brasília, DF: Casa Civil, 1965. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm. Acesso em: 11 Ago. 2024.HAUSER, Paolla. Contabilidade tributária: dos conceitos à aplicação. 1. ed. Curitiba: Intersaberes,
2017. E-book.
POHLMANN, Marcelo Coletto. Contabilidade tributária. 2. ed. Barueri [SP]: Atlas, 2024. ISBN 978-65-
5977-587-3 (e-book) 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/Constituicao/Emendas/Emc_anterior1988/emc18-65.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
Obrigado!
Tributos Incidentes sobre 
o Consumo – Parte I
Prof. Me. Eder Anelli
São Paulo, 2º Semestre de 2024
Impostos Federais
II – Impostos de Importação;
IOF – Imposto sobre Operações Financeiras;
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados;
IRPJ – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas;
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;
PIS – Programa de Integração Social;
COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
IRPF – Imposto de Renda da Pessoa Física;
ITR – Imposto sobre Propriedade Territorial Rural;
CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico;
INSS – Instituto Nacional de Seguro Social;
FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço;
Impostos Estaduais
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte Interestadual e 
Intermunicipal e de Telecomunicações;
ITCMD – Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação;
IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.
Impostos Municipais
ISS – Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza;
ITBI – Imposto sobre a Transmissão de Bens Inter Vivos;
IPTU – Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana.
Tributos Diretos:
IRPF: incide diretamente sobre o Salário.
IPTU: recai diretamente sobre a propriedade dos imóveis (proprietários ou quem tem o domínio útil).
IPVA: recai diretamente sobre o proprietário do veículo.
Tributos Indiretos:
ICMS: recai sobre o preço de venda dos produtos e serviços e, indiretamente sobre o consumo.
IPI: recai sobre a cadeia produtiva e, indiretamente sobre o consumo.
ISS: incide sobre os serviços prestados, porém de forma indireta ao preço final do serviço.
Impostos sobre o Consumo
ICMS
Imposto de competência estadual e de maior arrecadação tributária para os Estados, além de uma 
das principais fontes de arrecadação tributária do país.
Histórico
1934 – criado pela Constituição com a nomenclatura Imposto sobre Vendas e Consignações (IVM);
1965 – instituído, por Emenda Constitucional, Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICM);
1988 – atribuição de Serviço, passando a compor-se como ICMS.
Hieraquia
1º. Constituição Federal; 2º. Lei Complementar; 3º. Lei Ordinária; 4º. Decretos Estaduais; 5º. 
Portarias, Instruções Normativas, Convênios e outras normas.
Impostos sobre o Consumo
ICMS
Não é cumulativo, podendo ser compensado o que for devido em cada operação.
Tem direito de recuperação (ICMS à Recuperar) quando da aquisição de mercadoria para o estoque. 
Assim, poderá calcular a diferença em relação ao imposto devido na venda.
Isenção (não incidência):
• Incentivo à Cultura (livros, jornais, papeis destinados a impressão);
• Exportação de bens e serviços (salvo exceções da Lei);
• Operações Interestaduais com lubrificantes, petróleo, energia elétrica, combustíveis líquidos e 
gasosos.
Impostos sobre o Consumo
ICMS
Fato Gerador:
• Circulação de mercadoria, assim entendida como a saída do seu estabelecimento originário para 
outro estabelecimento, desde que seja transferida a titularidade, ou seja, desde que a mercadoria 
passe juridicamente a outro sujeito da operação.
• Fornecimento de bebidas e alimentos.
• Fornecimento de mercadoria com prestação de serviços, não compreendidos na competência do 
município, a que se refere a incidência de ISS.
• Desembaraço aduaneiro de mercadorias importadas do exterior.
Impostos sobre o Consumo
ICMS
Alíquota Interna (SP):
• 7% - arroz, feijão, pão francês, linguiça, sal, entre outros;
• 12% - serviços de transporte, farinha de trigo, cereais, areia, pedra, veículos automotores, outros;
• 25% - serviços de comunicação, fumo, álcool, carburante, gasolina, etc.
• 18% - demais operações não sujeitas as alíquotas anteriores.
Alíquota Interestadual:
• Fixada pelo Senado Federal, referente a mercadorias/serviços de contribuintes de outros 
Estados;
• Alíquotas variam entre 4%, 7% e 12%, conforme região e especificidades.
Impostos sobre o Consumo
ICMS
Exemplo de Lançamento na Compra:
D – Estoque R$ 8.200,00
D – ICMS à Recuperar R$ 1.800,00 
C – Fornecedores R$ 10.000,00
Exemplo de Lançamento na Venda:
D – Clientes R$ 10.000,00
C – Receita de Vendas R$ 10.000,00
D – ICMS sobre Vendas R$ 1.800,00
C – ICMS à Recolher R$ 1.800,00
REFERÊNCIAS
 FARIA, Ramon Alberto Cunha de. Contabilidade Tributária. Porto Alegre: Sagah, 2016.
Obrigado!
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