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MÓDULO V 
PRÁTICA DE DIREÇÃO 
VEICULAR EM VEÍCULOS DE 
DUAS E QUATRO RODAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
Com o advento da Lei 9503/97, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, e 
posteriormente com a edição da Resolução Contran nº 358/2010, o Curso de 
Formação de Instrutor de Trânsito foi contemplado com a disciplina “PRÁTICA DE 
DIREÇÃO VEICULAR EM VEÍCULO DE DUAS E QUATRO RODAS”. 
 
Esta disciplina tem o objetivo de capacitar o aluno instrutor de trânsito a transmitir 
os conhecimentos básicos nas aulas de prática de direção veicular, para a primeira 
habilitação, para a mudança de categoria ou adição de categoria, instruindo cada 
aluno para que tenha controle do veículo na via pública, conscientizando da 
importância de dirigir com educação e segurança, pois, assim que receber a CNH 
estará diante das mais variadas relações que se estabelecem entre os demais 
usuários da via. 
 
Mais do que conduzir o veículo, o aluno deve compreender as condições que se 
apresentam e como reagir diante delas, demonstrando habilidades para evitar os 
acidentes, neste sentido, o instrutor de trânsito pode fazer uma diferença, não só 
para o aluno como também para a sociedade em geral, visto que, teremos 
melhores condutores. De forma contrária, teremos condutores que provocam 
acidentes. 
 
Se o objetivo é formar condutor educado e seguro, tem que existir um ambiente 
harmonioso entre o CFC, instrutor de trânsito e o aluno, pois qualquer obstáculo 
compromete toda a formação do aprendiz, com o risco de futuramente habilitar 
uma pessoa totalmente despreparada para encarar a complexidade de transitar no 
sistema viário. 
 
O conteúdo programático desta disciplina tem previsão na Resolução 168/04, com 
suas alterações posteriores, assim como a Resolução 358/10, ambas do 
CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO, fato este, que mesmo aos olhos do 
especialista ou aprendiz, não se pode inovar, pois é necessário que sejam 
cumpridas todas as etapas do conteúdo previsto no anexo do item 3.1, subitem 
3.1.5 – MODULO IV, da referenciada Resolução 358/10. 
 
Objetivos das aulas de praticas de direção veicular 
Ajudar o candidato a tornar-se mais consciente das suas características e 
capacidades, do veículo, da interação entre ele e os outros usuários da via, num 
contexto de tráfego (social); 
Tornar o candidato um condutor mais responsável por si próprio, pela sua 
aprendizagem e pelo seu comportamento no trânsito; 
Ajudar o candidato a manter o sentido de responsabilidade em situações 
complexas de trânsito; 
Permitir ao instrutor e ao candidato criar uma relação de parceria, onde o primeiro, 
através da observação ativa, interrogação e “feedback” encoraja o segundo a ser 
ele próprio, a identificar objetivos, a refletir sobre a sua própria experiência e a 
desenvolver estratégias para alcançar os seus objetivos no futuro. 
 
Postura do instrutor na condução das orientações com o veículo em 
movimento e procedimentos nas solicitações de manobra. 
 
É fundamental que o instrutor de trânsito tenha consciência de seu papel ao 
assumir a responsabilidade de ensinar as técnicas de pratica de direção veicular, 
haja vista, que as instruções ensinadas ao aprendiz serão compreendidas como a 
verdade real, ou seja, é daquela maneira que pelo resto da vida irá comportar-se 
interagindo com os demais usuários da via de forma legal ou ilegal. 
 
A aula de pratica de direção dá ao instrutor de trânsito a oportunidade de interagir 
diretamente com o aprendiz, ou seja, não é como em uma aula teórica que tem 
uma sala de até 35 (trinta e cinco) participantes. (conforme prevê a Resolução 
168/04, com as alterações introduzidas pela resolução 444/13). 
A prática é um ambiente propicio para observações entre estimulo e resposta. 
Nesta, é possível corrigir de imediato as imperfeições e estimular os acertos 
durante a condução do veículo. 
 
 Durante a formação no curso de instrutor de trânsito são orientadas as 
responsabilidades do instrutor de trânsito, não sendo diferente nesta disciplina. 
Nas aulas ministradas de prática de direção veicular, algumas atitudes quando 
praticados pelo aluno, recai na pessoa do instrutor, excepcionalmente quanto este 
ato é de inteira deliberação do discente, visto que, o aluno está desenvolvendo 
suas habilidades, se quer sabe dirigir, assim como não é habilitado, por estas 
razões que erros praticados pelo aluno, o instrutor, diretor geral e de ensino do 
CFC, respondem nas esferas administrativa, penal e civil, conforme for 
comprovado em procedimento administrativo, cada um per si, no couber pelos atos 
praticados ou omissos. 
 
Inspeções diárias 
Para dar inicio as aulas de direção veicular, o instrutor deve antes de receber o 
aluno verificar as condições do veículo. É muito desagradável informar ao aluno 
que o veículo de instrução está quebrado, ou que este fato ocorra durante a aula. 
 
Inspeção diária no veículo antes da instrução: 
 Combustível 
 Pneus 
 Iluminação 
 Buzina 
 Água do sistema de refrigeração e limpeza dos vidros 
 Freios, embreagem, acelerador (incluindo o duplo comando) 
 Equipamentos obrigatórios 
 Caso o veículo seja equipado, com sinais de advertência de falhas 
mecânicas 
 Vidros de portas se estão em funcionamento 
 Corrente de transmissão para motocicleta 
 
Orientações com o veículo em movimento e procedimentos nas solicitações 
de manobra. 
 
Após a inspeção do veículo, o instrutor ainda deve certificar-se de que no veículo 
está o documento obrigatório (CRLV), se o veículo está devidamente licenciado, 
como também se o aluno esta portando a LADV. Para os veículos de duas rodas, 
é essencial que o instrutor e o aluno tenha consigo o equipamento de segurança 
“capacete”. 
 
Estando o veículo e o aluno em conformidade com a lei o instrutor deve dar inicio à 
aula, considerando que é o primeiro contato com o veículo, o aprendiz deve ter 
conhecimento do veículo que vai operar. Dessa forma, é inconcebível que alguém 
entre no veículo para receber instrução sem conhecer suas funções principais, 
seus equipamentos, o acionamento correto dos instrumentos, leitura do painel, 
entre outros. 
É importante que os alunos tenham essa noção, antes de operar o veículo, pois 
fica mais fácil entender o que esta ocorrendo quando em movimento, para tanto, é 
importante que o aluno, mesmo não fixando todas as informações na primeira 
aula, seja apresentado à simbologia do veículo e o que representa cada 
mensagem. 
Simbologia prevista na Resolução Contran Nº 225/07. 
 
Interruptor geral de 
luzes 
Lâmpada piloto: Cor 
verde- Uso facultativo 
 
Ventilação 
forçada 
 
 
 
Farol baixo 
Lâmpada piloto: Cor 
verde- Uso facultativo 
 
 
Pré aquecimento 
para diesel 
Lâmpada piloto: 
Cor âmbar - Uso 
facultativo 
 
Farol Alto 
Lâmpada piloto: Cor 
azul - Uso obrigatório 
 
 
Afogador manual 
Lâmpada piloto: 
Cor âmbar - Uso 
facultativo 
 
Luzes de posição 
Lâmpada piloto: Cor 
verde - Uso 
obrigatório 
 
 
Lâmpada piloto 
de funcionamento 
defeituoso do 
sistema de freio 
Lâmpada piloto: 
Cor vermelha - 
Uso obrigatório 
 
Farol de neblina 
anterior 
Lâmpada piloto: Cor 
verde - Uso 
facultativo 
 
Indicador do nível 
de combustível 
Lâmpada piloto: 
Cor âmbar - Uso 
facultativo 
 
Lanterna de neblina 
traseira 
Lâmpada piloto: Cor 
ambar - Uso 
facultativo 
 
Indicador da 
carga da bateria 
Lâmpada piloto: 
Cor vermelha - 
Uso facultativo 
 
Regulagem de farol 
 
 
Indicador da 
temperatura do 
líquido de 
arrefecimento do 
motor 
Lâmpada piloto: 
Cor vermelha - 
 
Uso facultativo 
Luzes de 
estacionamento 
Lâmpada piloto: Cor 
verde–Uso facultativo 
 
 
Freio de 
estacionamento 
Lâmpada piloto: 
Cor vermelha - 
Uso facultativo 
 
 
Indicador de direção 
Lâmpada piloto: Cor 
verde-Uso obrigatório 
 
 
Limpador do vidro 
traseiro 
 
 
Luz intermitente de 
advertência 
Lâmpada piloto: Cor 
vermelha -Uso 
obrigatório 
 
 
Lavador do vidro 
traseiro 
 
Limpador do pára-
brisa 
 
 
Limpador e 
lavador do vidro 
traseiro 
 
 
Lavador do pára-brisa 
 
 
Limpador do 
pára-brisa 
intermitente 
 
Lavador e limpador 
do pára-brisa 
combinados 
Buzina 
 
Dispositivo limpador 
de faróis 
 
Abertura da 
tampa dianteira 
do compartimento 
do 
motor/bagagem 
 
 
Desembaçador de 
pára-brisa 
Lâmpada piloto: Cor 
âmbar - Uso 
facultativo 
 
Abertura da 
tampa traseira do 
compartimento de 
bagagem/motor 
 
 
Desembaçador do 
vidro traseiro 
Lâmpada piloto: Cor 
âmbar - Uso 
facultativo 
 
 
Cinto de 
segurança 
Lâmpada piloto: 
Cor vermelha - 
Uso facultativo 
 
 
Gasolina sem 
chumbo 
 
 
Indicador da 
pressão de óleo 
Lâmpada piloto: 
Cor vermelha - 
Uso facultativo 
 
 
Após este conhecimento, deve receber noções de como deve acionar os pedais de 
acelerador, freio e embreagem, da iluminação, as alavancas de setas, luz baixa, 
luz alta, buzina, pisca - alerta, freio de estacionamento, desembaçador. 
 
Uma vez identificado com os itens acima citados, o instrutor deve mapear na 
mente do aluno o curso do volante (direção), para que tenha noção do giro para 
direita e esquerda, os pedais até que ponto devem ser acionados, com mais ou 
menos pressão nos pés, isso faz com que o aluno tenha a percepção de que 
maneira ele pode interagir com o veículo sem perder o controle. 
 
Tendo este prévio conhecimento do veículo, o aluno deve ser instruído para sentar 
no banco do motorista, neste momento, o instrutor deve orientá-lo quais os itens 
que deve ser ajustado para que possa dar inicio ao movimento, tais como: banco, 
retrovisores interno e externo, cinto de segurança, posição das mãos eqüidistantes 
no volante, tendo como referência o relógio, nas posições que são recomendadas, 
9 e 15; 10 e 20 ou 8 e 10. 
 
Neste momento, o aluno está prestes a ligar o veículo, mais antes o instrutor deve 
ensinar quais as providências que são importantes tomar para o motor funcionar. 
Nesse momento são dadas as noções de câmbio com marcha engrenada ou 
desengrenada (desengatada), as posições das marchas, ou seja, sincronizar a 
movimentação da alavanca do câmbio com a embreagem: faça-o movimentar a 
alavanca sem ligar o motor passando por todas as marchas existentes no veículo, 
para que o aluno tenha idéia exata dessa relação de câmbio e embreagem. 
 
Ao ligar o motor peça a atenção do aluno para que observe no painel o que ocorre; 
os sinais que se apresentam e quais são as relações com a funcionalidade do 
motor, o que é contato elétrico, e subsequentemente, o movimento do motor pelo 
acionamento. 
 
Com o motor funcionando, cabe ao instrutor dar as instruções gerais e especificas 
para que efetivamente o veículo comece seu movimento, o controle dos pedais 
para a movimentação, redução de velocidade e parada são importantes, para tal, 
faça exercícios que desenvolva essas habilidades. 
 
Com os exercícios de controle, o aluno deve ter noções de como trocar as 
marchas no tempo e velocidade correta, A velocidade de giro ou rotações por 
minuto (rpm) de cada veículo varia, mas pode ser medida pelo conta giro que fica 
no painel do automóvel. A hora certa de trocar a marcha na aceleração é quando o 
ponteiro indicar um valor próximo de 2.500 rpm. Com a mudança, o ponteiro vai 
diminuir o número. Assim que ele se aproximar novamente do valor, é o momento 
de aumentar para a próxima marcha, e assim por diante, com decorrer do tempo, 
esta percepção torna-se automática na troca de marcha. 
Com o veículo em movimento, cabe ao instrutor de trânsito dar noções de como 
seguir em frente, virar a esquerda, virar a direita, senso espacial, controle de 
velocidade, entrar e sair na posição de estacionar e de garagem, o correto 
acionamento da sinalização em toda e qualquer manobra. 
 
Um dos maiores receios do aprendiz é subir ou descer em vias íngremes, superar 
este obstáculo não é difícil desde que o aluno esteja disposto a treinar e o instrutor 
a ensinar, pois com alguns exercícios sincronizando os pedais de embreagem, 
acelerador e freio de estacionamento o aluno não terá mais essa barreira 
intransponível. 
 
Aspectos legais da pratica de direção veicular 
 
A matéria da prática de direção veicular está presente em boa parte do Código de 
Trânsito Brasileiro, assim como nas resoluções em comento, além de outras 
correlatas a disciplina, todavia, neste primeiro momento, será tratado sobre as 
relações do instrutor de trânsito com o CTB e as resoluções supramencionadas. 
Neste aspecto, é importante que o instrutor de trânsito conheça o Código e as 
normas complementares que estabelecem regras na formação do condutor para 
que possa exercer sua atividade dentro da legalidade, assim como conscientizar o 
aprendiz até a conclusão do processo de habilitação e após na condição de 
condutor. 
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO E RESOLUIÇÕES CORRELATAS A 
HABILITAÇÃO 
artigo 140 (CTB) – dos requisitos para habilitar Resolução 168-04 
Artigo 141 (CTB) - da habilitação e normas relativas à 
aprendizagem para conduzir veículos 
Resolução 168-04 
artigo 142 (CTB) – dos habilitados em outros países Resoluções 168-04 – 
358/10 
artigo 143 – (CTB) das categorias da habilitações. (Lei nº 12.452, de 2011) 
– resolução 168-04 
artigo 145 – (CTB) habilitação nas categorias “D” - “E” Resolução 168-04 
artigo 147 – (CTB) dos exames para a habilitação Resolução 168-04 
artigo 148 – (CTB) da expedição da PD e a CNH Resolução 168-04 
artigo 151 – (CTB) da reprovação dos exames teórico e 
prático 
Resolução 168-04 
artigo 153 - (CTB) registro dos instrutores no prontuário 
do condutor 
Resoluções 168/04 e 
358/10 
artigo 156 - regulamentação dos cfc’s 
 
Resoluções 168/04, 
358/10 e portaria 
540/00 – Detran) 
artigo 158 - regulamentação das atividades de aulas e 
locais 
(Lei nº 12.217, de 
2010). Resoluções 
168/04 e 347/12 
 
Para melhor compreensão do estudo na tabela abaixo cita-se as alterações 
ocorridas nas normas complementares: 
RESOLUÇÃO 168/04 RESOLUÇÃO 358/10 
RES. 
169/04 
REVOGA ARTS. 37 E 38 – 
RES. 168/04 
RES. 
411/12 
ALTERA § 1º INCISOS III 
e IV DO ARTIGO 1º 
RES. 
222/07 
ACRESCENTA § 5º AO ART. 
33 – RES. 168/04 
RES. 
415/12 
ALTERA INCISO IV, 
ACRESCENTA INCISO V 
DO ART. 1º 
RES. 
285/08 
ALTERA ANEXO II - RES. 
168/04 
RES. 
421/12 
INSUBSISTENTE 
RES. 
307/09 
ALTERA ART. 2º e 
ACRESCENTA PARÁGRAFO 
ÚNICO DA RES. 285/08, QUE 
ALTERA RES. 168/04 
RES. 
423/12 
ALTERA INCISO II DO 
ART. 5º - ALÍNEA “b” DO 
INCISO I e V DO ART.8º 
- ARTIGO 43 – REVOGA 
ALÍNEA “f” INCISO III DO 
ART. 8º 
RES. 
347/10 
ALTERA ART. 13 e ITENS 
1.2.1 – 2.1.1 – 3.1.1 DO 
ANEXO II - RES. 168/04 
RES. 
444/13 
ALTERA INCISO II DO 
ART. 5º - ALTERA 
ALÍNEA “b” INCISO I, III 
e V DO ART. 8º - § 11 
DO ART. 8º - P.U. ART. 
43 
RES. 
360/10 
REVOGA ARTS. 29, 30, 31 e 
32 - RES. 168/04 
 
RES. 
409/12 
ALTERA ART.33 e INCLUI §§ 
6º, 7º e 8º - RES. 168/04 
 
RES. 
413/12 
ALTERA ART. 33, §§ 7º e 8º, 
ACRESCENTA §9º, COM 
ALTERAÇÃO DADA PELA 
RES 409/12, QUE ALTERA 
RES. 168/04 
 
RES. INSUBSISTENTE 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12452.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12217.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12217.htm
420/12 
RES. 
422/12 
ALTERAR ITEM 1.1.1 - 
INCLUIR ITENS 1.1.2.6 a 
1.1.2.8 - ANEXO II – RES. 
285/08, QUE ALTERA RES. 
168/04 
 
RES. 
435/13 
ALTERAR § 8º DO ART. 33 e 
ITENS 1.1.1 – 1.1.2.6 – 1.1.2.7 
ANEXO II DA RES. 285/08, 
QUE ALTERA RES. 168/04 
 
RES. 
444/13 
ALTERAR ITENS 1.1.1 – 
1.1.2.6 – 1.1.2.7 – 1.1.2.8 – 
INCLUIR 1.1.2.9 a 1.1.2.13 
ANEXO II – ALTERADA RES 
285/08, QUE ALTERA RES. 
168/04 
 
 
O artigo 140 do (CTB) e o artigo 2º da resolução 168/04, enumera os requisitos 
necessário para habilitar-se, ou seja, no Brasil qualquerpretendente a habilitação 
deve atender as condições mínimas que são: 
I – ser penalmente imputável; 
II – saber ler e escrever; 
III – possuir documento de identidade; 
IV – possuir Cadastro de Pessoa Física – CPF. 
Uma vez atendidos os requisitos enumerados acima, é necessário um prévio 
cadastro do candidato, informado no Registro Nacional de Condutores Habilitados 
– RENACH. (§ 1º, Res. 168/04) 
 
Feito o referido cadastro, o candidato deverá cumprir etapas até a conclusão do 
processo de habilitação que é seqüencial, ou seja, Avaliação Psicológica, Exame 
de Aptidão Física e Mental, Curso Teórico-técnico, Exame Teórico-técnico, Curso 
de Prática de Direção Veicular e Exame de Prática de Direção Veicular. (§ 1º, Res. 
168/04) 
 
Ao candidato é facultado escolher as categorias “ACC” ou “B”, ou simultaneamente 
as categorias, “ACC” e “B” ou “A” e “B”, para habilitar-se, desde que seja aprovado 
nos exames de Aptidão Física e Mental e Avaliação Psicológica, sendo 
considerado apto para ambas, sendo que processo de habilitação uma vez 
iniciado, obrigatoriamente deverá ser concluído em 12 meses, sob pena de ter que 
reiniciar todas as etapas novamente. (§§ 1º e 2º do art. 2º da Res. 168/04) 
 
Os exames de aptidão física e mental além de ser preliminar, obriga o condutor a 
renová-lo no período de 5 (cinco) anos até que complete 65 (sessenta e cinco) 
anos, após em períodos de 3 (três) anos, salvaguardando casos especiais se 
houver indícios de deficiência física, mental ou de progressividade de doença que 
possa diminuir a capacidade para conduzir veículo, a critério perito examinador. É 
importante ressaltar, caso o condutor identifique qualquer deficiência retro 
mencionada, a legislação estabelece que este se apresente no Órgão Executivo 
Estadual ou Distrital de Trânsito para que seja submetido aos exames em comento 
para verificar se há impedimentos ou reclassificação de categorias da CNH. (art. 
4º, §2º da Res. 168/04) 
 
Para os profissionais no exercício de atividades de transporte remunerado de 
pessoas ou bens, a lei impõe a obrigatoriedade de o condutor realizar os exames 
de aptidão física e mental e a avaliação psicológica, conforme prescreve os 
parágrafos 2º e 3º do artigo 147 (CTB), e fazer constar no campo de observação 
da CNH “exerce atividade remunerada” (§ 1º do art. 4º da Res. 168/04) 
 
O instrutor de trânsito para iniciar as aulas de prática de direção, deverá certificar-
se de suas condições e as do candidato, para que ao ministrar as aulas não tenha 
o dissabor de ser penalizado, assim como o aluno, por violações a legislação de 
trânsito, neste sentido, é importante conhecer as regras legais para que a 
instrução seja favorável conforme trataremos abaixo. 
 
 Nas aulas de prática de direção veicular o aluno obrigatoriamente deve estar 
acompanhado do instrutor de prática de direção veicular e portar a LICENÇA 
PARA APRENDIZAGEM DE DIREÇÃO VEICULAR “LADV” original, que será 
expedida pelo Órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito 
Federal, mediante a solicitação do candidato ou do CFC, ao qual o mesmo esteja 
vinculado para a formação de prática de direção veicular, acompanhada de um 
documento de identidade e na Unidade da Federação em que tenha sido 
expedida, contendo as seguintes informações: (art. 8º da Res. 168/04). 
 
 identificação do órgão ou entidade executivo de trânsito expedidor; 
 nome completo, número do documento de identidade, do Cadastro de 
Pessoa Física - CPF e do formulário RENACH do candidato; 
 categoria pretendida; 
 nome do Centro de Formação de Condutores – CFC responsável pela 
instrução; 
 prazo de validade. 
 
O aluno que por interesses pessoais solicite sua transferência do processo de 
habilitação, por mudança de CFC, para outro município do mesmo Estado ou 
unidade da federação, terá assegurado o seu direito de continuar o processo de 
habilitação, sem prejuízo dos exames nos quais tenha sido aprovado. Esse direito 
estende-se também aos que estejam no processo de adição ou mudança de 
categoria. 
 
Nos casos de mudança, o Órgão Executivo Estadual de Trânsito, além do 
cadastro, expedirá uma nova LADV com as referências do atual CFC, para as 
aulas de prática de direção, caso seja esta a medida a ser tomada, haja vista, que 
nem todas as transferências do processo de habilitação o aluno já superou a fase 
teórica. (§§ 1º, 2º e 3º do art. 8º e art. 28 parágrafo único da Res. 168/04) 
 
Caso seja flagrado pela fiscalização sem a LADV nas aulas de direção veicular, a 
penalidade prevista é a suspensão pelo prazo de seis meses, sem contar os 
efeitos na pessoa do instrutor de trânsito, e o próprio CFC. (§§ 1º, 2º e 3º do art. 8º 
e da Res. 168/04) 
 
A Resolução Contran nº 168/04 impõe no mínimo a carga horária de prática de 
direção, conforme descrição abaixo:(art. 13 da Res. 168/04) 
 
obtenção da ACC: mínimo de 20 (vinte) horas/aula 
obtenção da CNH: mínimo de 20 (vinte) horas/aula por categoria pretendida 
adição de categoria: mínimo de 15 (quinze) horas/aula em veículo da 
categoria na qual esteja sendo adicionada; 
mudança de 
categoria: 
 
mínimo de 15 (quinze) horas/aula em veículo da 
categoria para a qual esteja mudando. 
 
OBS: Deverão ser observados, em todos os casos, 20% (vinte por cento) da carga 
horária cursada para a prática de direção veicular no período noturno. (Res. 
168/04 Contran, Alterada pela Resolução Contran 347/2010 e lei nº 12.217, de 
2010). 
 
Critérios de avaliação no exame de pratica de direção 
 
O instrutor deve explicar para o aluno que a avaliação nos exames de prática de 
direção veicular, em todas as suas etapas, é composta de critérios visando 
conhecer se o candidato atendeu ou não as condições mínimas necessárias para 
aprovação. Tais critérios foram divididos em grupos de faltas para obtenção da 
“ACC”, categoria “A”, “B”, “C”, “D” e “E”, na seguinte conformidade: (art. 18 da Res. 
168/04) 
 
 uma falta eliminatória: reprovação 
 
 uma falta grave: 03 (três) pontos negativos 
 
 uma falta média: 02 (dois) pontos negativos 
 
 uma falta leve: 01 (um) ponto negativo 
 
Para que o candidato tenha sua aprovação não deverá cometer durante o exame 
nenhuma falta do grupo eliminatório, ou que a soma nos demais grupos de faltas 
não ultrapasse 03 (três) pontos negativos. (parágrafo único do art. 18 da Res. 
168/04) 
 
Todo instrutor de trânsito que se dedique a instrução da prática de direção veicular 
tem que conhecer e orientar seu aluno, quanto à divisão dos grupos e suas 
respectivas faltas, facilitando o entendimento e preparando o aluno, para que 
diante da avaliação e do examinador esteja com mais segurança e tranqüilidade. A 
seguir é reproduzido na íntegra o artigos 19 e 20 da Resolução Contran nº 168/04, 
onde consta todas as faltas agrupadas segundo sua gravidade e categorias de 
habilitação. 
 
Art. 19. Constituem faltas no Exame de Direção Veicular, para veículos das 
categorias “B”,“C”, “D” e “E”: (Res. 168/04) 
I – FALTAS ELIMINATÓRIAS: 
a) desobedecer à sinalização semafórica e de parada obrigatória; 
b) avançar sobre o meio fio; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12217.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12217.htm
c) não colocar o veículo na área balizada, em no máximo três tentativas, no tempo 
estabelecido; 
d) avançar sobre o balizamento demarcado quando do estacionamento do veículo 
na vaga; 
e) transitar em contramão de direção; 
f) não completar a realização de todas as etapas do exame; 
g) avançar a via preferencial; 
h) provocar acidente durante a realização do exame; 
i) exceder a velocidade regulamentada para a via; 
j) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza gravíssima. 
II – FALTAS GRAVES: 
a) desobedecer a sinalização da via, ou ao agente da autoridade de trânsito; 
b) não observar as regras de ultrapassagem ou de mudança de direção;c) não dar preferência de passagem ao pedestre que estiver atravessando a via 
transversal para onde se dirige o veículo, ou ainda quando o pedestre não haja 
concluído a travessia, mesmo que ocorra sinal verde para o veículo ; 
d) manter a porta do veículo aberta ou semi-aberta durante o percurso da prova 
ou parte dele; 
e) não sinalizar com antecedência a manobra pretendida ou sinalizá-la 
incorretamente; 
f) não usar devidamente o cinto de segurança; 
g) perder o controle da direção do veículo em movimento; 
h) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza grave. 
 
III – FALTAS MÉDIAS: 
a) executar o percurso da prova, no todo ou parte dele, sem estar o freio de mão 
inteiramente livre; 
b) trafegar em velocidade inadequada para as condições adversas do local, da 
circulação, do veículo e do clima; 
c) interromper o funcionamento do motor, sem justa razão, após o início da prova; 
d) fazer conversão incorretamente; 
e) usar buzina sem necessidade ou em local proibido; 
f) desengrenar o veículo nos declives; 
g) colocar o veículo em movimento, sem observar as cautelas necessárias; 
h) usar o pedal da embreagem, antes de usar o pedal de freio nas frenagens; 
i) entrar nas curvas com a engrenagem de tração do veículo em ponto neutro; 
j) engrenar ou utilizar as marchas de maneira incorreta, durante o percurso; 
k) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza média. 
 
IV – FALTAS LEVES: 
a) provocar movimentos irregulares no veículo, sem motivo justificado; 
b) ajustar incorretamente o banco de veículo destinado ao condutor; 
c) não ajustar devidamente os espelhos retrovisores; 
d) apoiar o pé no pedal da embreagem com o veículo engrenado e em 
movimento; 
e) utilizar ou Interpretar incorretamente os instrumentos do painel do veículo; 
f) dar partida ao veículo com a engrenagem de tração ligada; 
g) tentar movimentar o veículo com a engrenagem de tração em ponto neutro; 
h) cometer qualquer outra infração de natureza leve. 
 
Art. 20. Constituem faltas, no Exame de Direção Veicular, para obtenção da ACC 
ou para veículos da categoria “A”: (Res. 168/04) 
 
I – Faltas eliminatórias: 
a) iniciar a prova sem estar com o capacete devidamente ajustado à cabeça ou 
sem viseira ou óculos de proteção; 
b) descumprir o percurso preestabelecido; 
c) abalroar um ou mais cones de balizamento; 
d) cair do veículo, durante a prova; 
e) não manter equilíbrio na prancha, saindo lateralmente da mesma; 
f) avançar sobre o meio fio ou parada obrigatória; 
g) colocar o(s) pé(s) no chão, com o veículo em movimento; 
h) provocar acidente durante a realização do exame. 
i) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza gravíssima. (Incluído 
pela Resolução Contran 169/2005) 
 
II – Faltas graves: 
a) deixar de colocar um pé no chão e o outro no freio ao parar o veículo; 
b) invadir qualquer faixa durante o percurso; 
c) fazer incorretamente a sinalização ou deixar de fazê-la; 
d) fazer o percurso com o farol apagado; 
e) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza grave. (Alterado pela 
Resolução Contran 169/2005) 
 
III – Faltas Médias: 
a) utilizar incorretamente os equipamentos; 
b) engrenar ou utilizar marchas inadequadas durante o percurso; 
c) não recolher o pedal de partida ou o suporte do veículo, antes de iniciar o 
percurso; 
d) interromper o funcionamento do motor sem justa razão, após o início da prova; 
e) conduzir o veículo durante o exame sem segurar o guidom com ambas as 
mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras; 
f) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza média. 
 
O candidato reprovado, só poderá retornar a refazer novo exame teórico-técnico e 
de pratica de direção veicular após 15 (quinze) dias da divulgação do resultado, 
dispensando-se daqueles já aprovados. (art. 22 da Res. 168/04) 
 
O veículo de duas ou três rodas: funcionamento, equipamentos obrigatórios 
e sistemas. 
 
IV – Faltas leves: 
a) colocar o motor em funcionamento, quando já engrenado; 
b) conduzir o veículo provocando movimento irregular no mesmo sem motivo 
justificado; 
c) regular os espelhos retrovisores durante o percurso do exame; 
d) cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza leve. 
DICAS DE SEGURANÇA PARA MOTOCICLISTA
Mantenha a motocicleta sempre em ordem 
FAROLSETAS
RETROVISORES
PNEUS
ESCAPAMENTO
SIST. FREIOS
ILUMINAÇÃO
KIT TRANSMISSÃO
HASTE DE PROTEÇÃO PARA 
LINHA COM CEROL
AMORTECEDORES
 
 
Funcionamento 
O veículo de duas rodas tem suas próprias características, a começar pelo 
equilíbrio dinâmico, ou seja, só se mantém em equilíbrio quando em movimento, e 
basta parar para que seja necessário o apoio do condutor, caso contrário, o aluno 
poderá se ferir. 
Se compararmos a funcionalidade deste veículo com os demais, os princípios são 
muitos semelhantes, pois dispõem de motor de combustão (alguns elétrico), Pneus 
e Rodas, Comandos e Cabos, Freios, Luzes e Parte Elétrica, Filtros de óleo e de 
ar, Óleo e Combustível, Corrente, Bateria. 
 
A revisão completa de diversos componentes leva poucos minutos e deve ser feita, 
preferencialmente, com o motor em funcionamento para verificar ruídos estranhos, 
vazamentos ou parafusos soltos. Essa prática diária assegura excelente 
conservação da motocicleta. 
Fazer uma vistoria na motocicleta diariamente antes de utilizá-la é fundamental 
para garantir uma pilotagem segura, principalmente antes das aulas. Em alguns 
percursos, nem sempre há assistência mecânica, por isso, é importante que a 
moto esteja em condições ideais de funcionamento antes de sair do CFC. Com a 
revisão de apenas alguns itens, é possível prevenir problemas em comandos e 
manter as peças e acessórios em ótimo estado. Para lidar com estas situações, os 
especialistas recomendam uma série de dicas que auxiliam na manutenção da 
motocicleta. 
 
Pneus e rodas 
Usar pneus em perfeitas condições garante um deslocamento seguro. Por isso, 
antes das aulas, é aconselhável conferir se a calibragem está de acordo com as 
especificações do Manual do Proprietário. Se for trafegar com garupa, por 
exemplo, o pneu traseiro deve receber pressão maior, especificada no Manual do 
Proprietário, para compensar o peso extra. 
Outra dica é observar a presença de objetos presos, como cacos de vidro e 
pedras, e verificar se algum raio da roda está quebrado, pois pode perfurar a 
câmara de ar. 
Comandos e cabos 
As folgas dos pedais dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da alavanca da 
embreagem, devem estar reguladas com a medida média de 20mm. Também é 
importante fazer o check-up da regulagem e lubrificação dos cabos de 
embreagem, do acelerador e do sistema de freios. 
Freios 
O sistema de freios tem que estar devidamente regulados e lubrificados. Se o freio 
for hidráulico, deve-se ainda verificar semanalmente o nível do fluido que, se 
estiver abaixo do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento ou desgaste 
excessivo da pastilha. 
Luzes e parte elétrica 
Durante a inspeção, é importante observar se todas as luzes (de freio, piscas, 
lanterna, farol e painel) estão funcionando. Qualquer problema em um desses 
equipamentos é considerado infração média, segundo o Código de Trânsito 
Brasileiro, com penalidade na carteira de habilitação e multa. 
Filtros de óleo e de ar 
Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e limpeza do filtro de ar. 
Para não comprometer a lubrificação do motor, o primeiro deve ser limpo ou 
substituído de acordo com a tabela de manutenção do Manual do Proprietário de 
cada modelo. Já o filtro de ar, por reter muitas impurezas, tem de ser limpo 
periodicamente (e substituído quando necessário) para evitar desgaste prematuro 
dos anéis e cilindros do motor. Se o mesmo for de espuma, é necessário lavar com 
querosene e reaplicar óleo de motor, espremendo para tirar o excesso. 
Óleo e combustível 
Para manter o bom funcionamento do motor, é recomendada a verificaçãodiária 
do nível do óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do nível recomendado, 
deve-se preencher ou efetuar a troca completa, conforme a necessidade, sempre 
seguindo os procedimentos descritos no Manual do Proprietário. Lembre-se 
também de verificar o nível do líquido de arrefecimento, caso a motocicleta seja 
dotada de sistema de arrefecimento líquido. É importante também verificar se o 
combustível está chegando normalmente ao carburador. Para isso, é necessário 
desapertar o parafuso de drenagem. 
Corrente 
Para que o sistema de corrente, coroa e pinhão não seja prejudicado, após a 
utilização em vias com terra, lama, ele deve ser lavado e lubrificado. Caso esteja 
solto ou tencionado, basta ajustar a folga de acordo com as especificações 
descritas no Manual do Proprietário. 
Bateria 
No caso de bateria não selada, é necessário verificar o nível da água e conferir se 
os terminais estão oxidados, limpando-os, posteriormente, com uma escova e com 
uma solução de água e vinagre. 
Para ter certeza de uma aula segura, é importante que todos esses cuidados em 
relação a cada componente da motocicleta sejam observados. É importante 
lembrar que, sempre que surgirem dúvidas, o melhor a fazer é consultar o manual 
do 
proprietário ou a rede de concessionárias. 
 
Equipamentos obrigatórios para veículos de duas ou três rodas 
 
Como já tratado o veículo utilizado na prática de direção deve atender todas as 
exigências legais para ser empregado nas aulas. O artigo 105 (CTB) combinado 
com a resolução 14/98 – CONTRAN estabelece quais os equipamentos 
obrigatórios para as motonetas, motocicletas e triciclos, que estão assim 
especificados: 
 
espelhos retrovisores, de ambos os lados; 
farol dianteiro, de cor branca ou amarela; 
lanterna, de cor vermelha, na parte traseira; 
lanterna de freio, de cor vermelha 
iluminação da placa traseira; 
indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiro e traseiro; 
velocímetro; 
buzina; 
pneus que ofereçam condições mínimas de segurança; 
A Resolução 228/07 – CONTRAN, estabelece o “dispositivo destinado ao controle 
de ruído do motor, dimensionado para manter a temperatura de sua superfície 
externa em nível térmico adequado ao uso seguro do veículo pelos ocupantes sob 
condições normais de utilização e com uso de vestimentas e acessórios indicados 
no manual do usuário fornecido pelo fabricante, devendo ser complementado por 
redutores de temperatura nos pontos críticos de calor, a critério do fabricante. 
 
OBS: durante as aulas pratica de direção, é dever do instrutor de trânsito, instruir o 
aprendiz sobre os equipamentos obrigatórios. Peça para que identifique no próprio 
veículo que está em treinamento. 
 
Equipamentos de segurança do motociclista 
 
DICAS DE SEGURANÇA PARA MOTOCICLISTA
UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA 
OBRIGATÓTIO
 
 
Segundo dados estatísticos, na maioria dos acidentes com motociclistas, os 
ferimentos se localizam na região da cabeça. É responsabilidade do instrutor, além 
de ensinar as técnicas, conscientizar o aluno da importância do uso do capacete 
regulamentado pelo CONTRAN, pois como prevê o artigo 54 (CTB), combinado 
com as Resoluções Contran nºs 203/06, 257/07 e 270/08, é o único equipamento 
de segurança obrigatório em circulação, os demais equipamentos de segurança, 
como luvas, calças de couro, bota, jaqueta são recomendados seu uso, por não ter 
sido até o presente momento, regulamentado o inciso III do art. 54 (CTB) pelo 
CONTRAN. 
 
Sistemas dos veículos de duas ou três rodas 
 
Para que a motocicleta e similares possam circular, necessita-se que seus 
componentes estejam em perfeitas condições de uso, e quando o assunto é CFC, 
o proprietário, diretores e instrutores, devem levar a serio a manutenção e os 
ajustes necessários para que as aulas transcorram dentro do planejado. 
 
A composição desse veículo se faz de várias partes, onde cada uma tem sua 
importância colaborando para o bom funcionamento do veículo, o instrutor deve 
conhecer para poder informar ao aluno, não só para o processo de habilitação, 
mas para toda sua vida enquanto condutor. Tais medidas garantem uma vida 
longa para o veículo sem necessidade de ser realizada manutenção inesperada. 
Sem falar que vai refletir positivamente perante o cliente. 
Os sistemas se dividem em: 
Motor 
É o produtor da força necessária para movimentar a motocicleta. 
Sistema de Transmissão 
Tem por finalidade a transmissão às rodas da força gerada pelo motor. 
Sistema Elétrico 
Assegura o bom funcionamento da ignição, da iluminação e dos demais acessórios 
da motocicleta. 
Sistema de Freio 
Encarregado de deter parcial ou totalmente a motocicleta. 
Sistema de Suspensão 
Responsável pela absorção dos solavancos produzidos pelas irregularidades do 
solo. 
Sistema de Direção 
Serve de guia à motocicleta para a direção desejada pelo condutor. 
Sistema de Alimentação 
Alimenta o motor com o combustível necessário ao deslocamento da motocicleta. 
Sistema de Distribuição 
Faz com que o funcionamento do motor seja sincronizado juntamente com o 
comando valvular e distribuidor. 
 Sistema de lubrificação 
É incumbido de manter lubrificadas as partes móveis do motor e da caixa de 
mudanças. 
Sistema de Embreagem 
Encarrega-se de facilitar a troca de marchas, desligando o motor da caixa de 
mudanças. 
 
 O veículo de quatro rodas: funcionamento, equipamentos obrigatórios e 
sistemas 
 
Funcionamento 
Quando se trata da funcionalidade da máquina automotora o instrutor de prática de 
direção deve ter conhecimento amplo dos sistemas do veículo, como será 
estudado mais a frente, visto que, sem este conhecimento não poderá ensinar 
corretamente. Os veículos são fabricados para operar com todos os sistemas 
interligados, a partir do momento em que o motor é colocado em funcionamento. 
 
Quando a chave é ligada, de imediato o painel já começa mostrar uma série de 
sinalização informando se o veículo está dentro da normalidade ou se tem algum 
problema nos sistemas. Estes sinais são disciplinados pela resolução 225/07 – 
CONTRAN, como de uso facultativo e de uso obrigatório, que são: Indicador de 
direção; Luz intermitente de advertência; Luzes de posição; Lâmpada piloto de 
funcionamento defeituoso do sistema de freio; Farol Alto; Cinto de segurança. Os 
de uso facultativo, quando existentes no veículo devem funcionar corretamente. 
 
Durante a circulação também podem ocorrer defeitos, que serão detectados no 
painel, conforme os critérios da Resolução 225/07 – CONTRAN. O importante é 
que o instrutor informe corretamente todos, com o veículo parado ou em 
movimento. Procure ser o mais transparente possível, como exemplo, indagado 
pelo aluno sobre determinado sinal que apareceu no painel, o instrutor sem saber 
a resposta, disse “não é relevante este conhecimento”, posteriormente o aluno 
acabou por descobrir que se tratava de falha no sistema de alimentação. 
 
O instrutor de prática de direção não precisa ser mecânico, pois não se formou em 
mecânica, mais no mínimo deve saber interpretar os sinais e transmitir de forma 
correta para que o aluno possa correlacionar o aviso de alerta e o sistema que 
está com falha, para que no futuro próximo possa se sair bem diante dos 
problemas que irá enfrentar como condutor. As consequências por não saber 
identificar alguns sinais no painel podem gerar danos nos sistemas e dependendo, 
contribuir com acidentes. 
 
Nem sempre através dos sinais o aluno/condutor vai aprender identificar falhas 
ocorridas durante o treinamento, pois como já foi dito, os veículos nem sempre 
dispõem de todas as sinalizações previstas na Resolução 225/07 – CONTRAN, 
visto algumas serem de uso facultativo, neste sentido, cabe ao instrutor de trânsito 
treinar seu aluno para detectar falhas que ocorrem através dos sentidos humanos, 
tais como: vibrações do veículo, odores fortes de queima ou combustível, ruídosanormais, uma lâmpada do farol a noite queimada, fumaça, entre outras, que 
permite o aprendiz desenvolver a sensibilidade automotiva. 
 
A revisão completa de todos os sistemas do veículo leva poucos minutos e deve 
ser feita, preferencialmente, com o motor em funcionamento para verificar ruídos 
estranhos, vazamentos ou parafusos soltos. Essa prática diária assegura 
excelente conservação do veículo, além de garantir a realização da aula. 
Enfim, a funcionalidade correta de qualquer veículo está diretamente condicionada 
às suas revisões periódicas, também conhecidas como manutenção preventiva, 
que nada mais é do que ter um relatório detalhado do veículo com as revisões 
feitas e as peças que foram substituídas e quando será a próxima troca, conforme 
as recomendações do fabricante. 
 
Empresas ou proprietários que resolveram adotar tais revisões periódicas revelam 
os benefícios, pois raramente têm problemas de ordem mecânica. Para os CFC 
“B” não faltam razões para adotarem tais medidas, o empenhado diário com 
manobras repetitivas e contínuas necessárias na formação dos alunos, sejam os 
iniciantes, os da fase intermediária e os que estão finalizando as aulas de prática 
de direção, traz maior desgaste em todos os sistemas, porém as revisões, se 
efetuadas, garantem a continuidade da atividade de instruções e o sucesso na 
formação de condutores 
 
Equipamentos obrigatórios 
 
Os equipamentos obrigatórios dos veículos estão previstos no artigo 105 (CTB), 
combinado com a Resolução 14/98- Contran. Nas instruções de prática de direção 
o aluno deve, por orientação do instrutor, saber quais são os equipamentos 
obrigatórios e onde estão localizados no veículo de instrução. Para os efeitos 
desse estudo nas tabelas abaixo, estão relacionados os equipamentos dos 
veículos automotores, ônibus elétricos, reboque e semi-reboque. 
 
Nos veículos automotores e ônibus elétricos 
 
pára choques, dianteiro e traseiro 
protetores das rodas traseiras dos caminhões 
espelhos retrovisores, interno e externo 
limpador de pára-brisa 
lavador de pára-brisa 
pala interna de proteção contra o sol (pára-sol) para o condutor 
faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela 
luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou amarela 
lanternas de posição traseiras de cor vermelha 
lanternas de freio de cor vermelha 
lanternas indicadoras de direção: dianteiras de cor âmbar e traseiras de cor âmbar 
ou vermelha 
lanterna de marcha à ré, de cor branca 
retrorefletores (catadióptrico) traseiros, de cor vermelha 
lanterna de iluminação da placa traseira, de cor branca 
Velocímetro 
Buzina 
freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes 
pneus que ofereçam condições mínimas de segurança 
dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência, independente do 
sistema de iluminação do veículo 
extintor de incêndio 
registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, nos veículos de 
transporte e condução de escolares, nos de transporte de passageiros com mais 
de dez lugares e nos de carga com capacidade máxima de tração superior a 19t 
cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo 
dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles dotados de motor a 
combustão 
roda sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou sem câmara de ar, 
conforme o caso 
macaco, compatível com o peso e carga do veículo 
chave de roda 
chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção de calotas 
lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos de carga, quando suas 
dimensões assim o exigirem 
cinto de segurança para a árvore de transmissão em veículos de transporte 
coletivo e carga 
Reboques e semi-reboques 
pára-choque traseiro; 
protetores das rodas traseiras; 
lanternas de posição traseiras, de cor vermelha; 
freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes, para 
veículos com capacidade superior a 750 quilogramas e produzidos a partir de 
1997; 
lanternas de freio, de cor vermelha; 
iluminação de placa traseira; 
lanternas indicadoras de direção traseiras, de cor âmbar ou vermelha; 
pneus que ofereçam condições mínimas de segurança; 
lanternas delimitadoras e lanternas laterais, quando suas dimensões assim o 
exigirem. 
 
 
Os sistemas que compõem o veículo 
 
 
 
Motor: composto de várias partes é responsável pela produção de força 
necessária para movimentar o veículo. Partes fixas são as partes que não entram 
em movimento, quando o motor entra em funcionamento, em relação aos outros 
componetes do motor, por exemplo: bloco, cárter e cabeçote. Partes móveis são 
caracterizadas pelas partes que se movimentam quando o motor entra em 
funcionamento, tais como, árvore de manivelas, pistão, biela e comando de 
válvulas. 
 
Partida: O motor de arranque ou motor de partida é um motor elétrico com 
escovas que têm a função de acionar o motor do automóvel até que tenha 
condições de funcionar sozinho (ou seja, dar a partida no carro). Sendo assim fica 
inoperante após esse periodo, permanecendo parado mesmo enquanto o motor do 
automóvel estiver em funcionamento. 
 
Elétrico: sistema elétrico de um carro é constituído por quatro partes principais: 
uma bateria, que fornece a corrente elétrica; uma bobina, que eleva a tensão da 
corrente; um distribuidor, que envia a corrente às velas no momento adequado e 
finalmente as velas, que produzem as faíscas que inflamam a mistura contida nos 
cilindros. 
 
Lubrificação: é o processo ou técnica utilizada na aplicação de uma camada 
chamada lubrificante com a finalidade de reduzir o atrito e o desgaste entre duas 
superfícies sólidas em movimento relativo, separando-as parcialmente ou 
completamente. Além de separar as superfícies, a camada também tem a função 
de retirar do sistema o calor e detritos gerados na interação das superfícies. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cambota
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pist%C3%A3o_do_motor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biela
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_de_cames
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_de_cames
http://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_el%C3%A9ctrico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_explos%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Atrito
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desgaste
Refrigeração: é o sistema que controla a temperatura do motor a explosão de um 
automóvel. Nos automóveis, sobretudo nos modernos dotados de gerenciamento 
eletrônico do motor, qualquer mudança na sua temperatura é alterado a 
quantidade de combustível injetado e o ponto de ignição. Portanto quando o 
sistema de arrefecimento trabalha na temperatura ideal o motor terá maior 
durabilidade, menor desgaste e atrito, maior economia de combustível, menos 
manutenção, emitirá menos poluentes e aumentará seu desempenho. 
 
Sinalização: Esse sistema é responsável pelo acionamento automático dos 
equipamentos do veículo. Permite a comunicação do condutor com os outros 
usuários das vias indicando freadas, marcha à ré, conversões. Faz parte do 
sistema elétrico do veículo. 
Alguns cuidados: a) Mantenha os faróis alinhados para possibilitar maior 
visibilidade e evitar ofuscamento aos outros motoristas; 
 b) Substitua imediatamente qualquer lâmpada queimada, para 
isso, tenha sempre no veículo, fusíveis e lâmpadas sobressalentes ou procure um 
mecânico eletricista; 
 c) Desligue os faróis e equipamentos elétricos quando o 
veículo não estiver funcionando; 
d) Preste atenção quando a luz da bateria (amperímetro) 
continuar acesa no painel com o veículo em movimento: isso indica que o 
alternador não está carregando a bateria. 
 
Alimentação: Sistema responsável por introduzir o combustível no motor, 
misturando-o com ar. No caso de um motor a álcool/gasolina, a alimentação é feita 
mediante um carburador ou através de injetores colocados nos condutores de 
admissão. Fruto da introdução doscatalisadores, os sistemas de alimentação 
foram obrigados a eliminar os carburadores. Atualmente quase a maioria dos 
veículos são equipados com sistema de injeção eletrônica. No caso dos motores 
Diesel, o sistema de alimentação utiliza injetores de alta pressão que injetam o 
gasóleo diretamente para dentro do motor (injeção direta) ou para uma 
antecâmara (injeção indireta) 
 
Transmissão: O sistema de transmissão, tanto mecânica como automática, é 
composto por um conjunto de componentes com características de serem robustas 
e resistentes, a fim de transmitirem toda a força e torque para as rodas motoras. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Temperatura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_explos%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Injec%C3%A7%C3%A3o_electr%C3%B3nica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Injec%C3%A7%C3%A3o_electr%C3%B3nica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igni%C3%A7%C3%A3o_automotiva
http://pt.wikipedia.org/wiki/Polui%C3%A7%C3%A3o_atmosf%C3%A9rica
 
Escapamento: O tubo de escape ou escapamento no Brasil, é um condutor que 
possibilita ao automóvel encaminhar os gases do resultado da combustão para 
fora do ambiente do motor. É composto de tubulações, sendo uma conectada 
diretamente ao coletor de escape do motor, intermediários, abafador de ruído e 
nos veículos fabricados a partir de meados dos anos 90, passou a ser obrigatório o 
uso do catalisador, responsável pela oxidação dos agentes poluentes provindos da 
combustão, atendendo assim a regulamentação vigente de emissões. 
 
Suspensão: é um conjunto de peças que adequa a transmissão de energia da 
excitação de base (uma lombada, por exemplo) e a capacidade de aderência do 
veículo ao solo. É feito por um conjunto de mola e amortecedor 
 
Pneus/rodas: Buracos e guias são os seus maiores inimigos. Elas amassam e 
entortam em choques mais fortes e só uma troca resolve o problema. Rodas em 
bom estado e pneus com especificação correta, devidamente calibrados, evitam 
desgastes, melhoram a segurança e economizam combustível. Para cada tipo de 
veículo, existem rodas com medidas adequadas para não prejudicar seu 
desempenho. Portanto, não é só a beleza que conta na hora de escolher rodas 
que não sejam originais de fábrica para seu carro. 
Freios: O sistema de freios constitui uma das partes mais importantes e vitais de 
um veículo, sendo projetado para dar o máximo de rendimento com um mínimo de 
manutenção. Corretamente conservado e ajustado, o sistema de freios 
proporciona ao motorista a garantia de uma frenagem segura, sob as mais 
diversas condições de tráfego. 
Carroçaria: Em geral, é constituído por duas longarinas de aço paralelas, com um 
"X" ou travessas no meio, isto melhora a resistência à torção ao qual o veículo é 
submetido. A carroçaria é apenas o elemento de cobertura, para abrigar os 
passageiros. É a estrutura que envolve o veiculo e, geralmente, define a sua 
forma. Por regra, é constituída pelo cofre do motor, habitáculo dos passageiros e 
porta-malas. O chassi é o suporte do veículo. É sobre ele que se montam a 
carroçaria, o motor, a ele se prendem as rodas, sendo a própria estrutura do 
veículo. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ve%C3%ADculo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mola
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amortecedor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Motor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porta-malas
Tendo o conhecimento dos sistemas do veículo, o instrutor pode proporcionar uma 
melhor interação entre o veículo e o aluno no momento da aprendizagem. 
 
Os pedestres, os ciclistas e demais atores do processo de circulação 
 
Este tópico é dedicado a outros personagens do trânsito, não tratados em outros 
temas abordados: os pedestres, os ciclistas e demais atores do processo de 
circulação, que são participantes ativos no sistema viário, sendo assim, o instrutor 
de trânsito deve planejar suas aulas orientando o aluno dos riscos que podem 
encontrar em relação aos pedestres, e quais as medidas preventivas a serem 
adotadas para evitar acidentes. 
 Pedestres - Além de outras matérias que visa a proteção dos pedestres, ressalta-
se o artigo 29, inciso XII, parágrafo 2º, que diz “Respeitadas as normas de 
circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os 
veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, 
os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”, 
o legislador ao aprovar tal regra coloca o pedestre como o mais frágil elemento do 
trânsito, pois nos acidentes, por sua fragilidade sempre tem riscos mais sérios, 
neste sentido, cabe ao instrutor de trânsito informar sobre os deveres, obrigações 
e direitos consagrados na legislação de trânsito. 
Mesmo que a lei preveja obrigações, deveres e direitos aos pedestres, é notório 
que não são cumpridas. Os atropelamentos são responsáveis por muitas mortes 
anuais. A diferença de peso e resistência entre uma pessoa e um veículo provoca 
um encontro bem desigual, resultando em ferimentos graves e mortes na maioria 
dos casos. 
Como o comportamento dos pedestres é imprevisível, a melhor regra para se 
evitar atropelamento é ser cuidadoso com ele e lhe conceder sempre o direito de 
passagem. 
Ciclistas – Dividir o espaço viário entre os outros veículos e a bicicleta não é 
tarefa fácil, pois se trata de um veículo levíssimo que qualquer toque ou mesmo as 
correntes aerodinâmicas pode projetá-lo no asfalto. 
Nos últimos anos estamos percebendo um número considerado de ciclistas 
ocupando o leito carroçável, inclusive com resultados catastróficos. Ora essa 
responsabilidade recai no motorista, ora no ciclista. 
Sem querer discutir quem está certo ou errado, o instrutor deve instruir o aluno 
alertando qual a melhor conduta a ser adotada diante de ciclista, tais como: por ser 
um veículo silencioso, muitas vezes não é percebido pelo demais condutores; 
trafegam entre veículos parados; ao abrir a porta do veículo para o embarque e 
desembarque, certifique-se de que não tem ciclista próximo; tenha especial 
cuidado quando for entrar a direita ou esquerda quando se tratar de via com o 
mesmo sentido de direção, pois entre o meio-fio e o veículo pode surgir um ciclista; 
ao passar ou ultrapassar, buzine e mantenha uma boa distância deles; a noite o 
condutor pode não avistá-lo, visto as características das vestimentas. 
Demais atores – o aluno deve ter conhecimento que suas relações que vão além 
daqueles que estão na condição de condutores ou pedestre, e por fazerem parte 
do processo de circulação se faz necessário conhecê-los. 
Autoridade de Trânsito, dirigente máximo de órgão ou entidade executivo 
integrante do Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa por ele expressamente 
credenciada, que é uma das relações do aluno no processo de habilitação, e por 
vezes estará à frente de outras ações pertinentes a sua circunscrição. 
Agente da Autoridade de Trânsito - pessoa, civil ou policial militar, credenciada 
pela autoridade de trânsito para o exercício das atividades de fiscalização, 
operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento, o aluno e futuro 
condutor estará convivendo com estes agentes no dia a dia, exemplos: na cidade 
de São Paulo temos policiais militares de trânsito e agentes municipais de trânsito. 
Operadoras de serviços de utilidade pública – aqueles que interferem 
diretamente na via pública com a finalidade de prestar serviço essencial à 
população, exemplo: telefônica, SABESP, Eletropaulo, COMGAS. 
Centro de Formação de Condutores – o CFC tem sua participação como um dos 
atores no trânsito, pois está preparando diariamente pessoas para se habilitar, 
então tem sua contribuição direta no sistema. 
Montadoras de veículos – são responsáveis em montar veículos que atendam os 
requisitos de conforto, higiene e segurança. 
 
Prática de direção veicular na via pública: direção defensiva,normas de 
circulação e conduta, parada e estacionamento, observância da sinalização e 
comunicação; cuidados e atenção especiais com a circulação com veículos 
de duas ou três rodas 
 
Direção Defensiva – esta disciplina que hoje faz parte de qualquer currículo de 
formação de condutor, iniciando pela primeira habilitação e presente nos cursos de 
especialização (transporte de produtos perigosos, escolar, emergência, coletivo de 
passageiros), capacitação (instrutor de trânsito, instrutor dos cursos de 
especialização), entre ações na área de transporte de passageiros e carga. 
 
O instrutor de trânsito, obviamente que tem conhecimento desta disciplina, pois 
como já foi dito acima, faz parte da grade curricular de sua formação. Neste 
sentido, é de sua responsabilidade ensinar o aluno sobre estas técnicas. 
 
Durante as aulas o educador de trânsito, além de outras lições importantes, pode a 
cada encontro promover um conhecimento das técnicas defensivas, como: 
 quais os objetivos da direção defensiva 
 o que é um acidente evitável, 
 quais as condições adversas presentes em cada aula e o risco que 
apresenta 
 como manter a distância de segurança evitando a colisão com o veículo da 
frente 
 quais os pontos importantes a serem observados para evitar uma colisão 
pela traseira 
 os cuidados nos cruzamentos 
 como ultrapassar e ser ultrapassado 
 As colisões consideradas as mais graves (sentido contrário) 
 O acidente que envolve somente um veículo 
 As correntes aerodinâmicas, hidroplanagem ou aquaplanagem 
 O pedestre e os comportamentos imprudente que causam acidentem. 
 A presença de animais na pista 
 Álcool X volante 
 
Normas de circulação e conduta 
O capitulo III do (CTB), que trata “DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E 
CONDUTA, previstas do artigo 26 até o artigo 67, são regras que devem ser 
obedecidas pelos condutores não importando onde esteja dirigindo, e com que 
veículo está em circulação. 
O ambiente trânsito propicia ao instrutor propor várias manobras durante as aulas, 
seja em movimento ou parado, pois o aluno vivencia a realidade antes de se tornar 
um condutor, por isso que o docente educador de trânsito deve aproveitar o 
máximo o potencial do aluno para desenvolver as habilidades necessárias ao 
controle do veículo. 
Um planejamento estratégico bem elaborado pode fazer a diferença no 
treinamento pratico de direção, por isso, saiba distribuir adequadamente o 
conteúdo das 15 ou 20 aulas (primeira habilitação, adição ou mudança de 
categoria), conforme a evolução de cada aluno, pois nem todos terão os mesmos 
desempenhos. 
 
Por estas razões, que o instrutor de trânsito, deve conhecer e exercitar seu aluno 
nas aulas práticas explorando as normas de circulação e conduta, como exemplo: 
 Parada e estacionamento 
 
As definições dadas para a parada e estacionamento se encontram no anexo do 
(CTB) como segue abaixo: 
 
Parada - imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente 
necessário para efetuar embarque ou desembarque de passageiros. O CTB 
disciplina que esta operação poderá ser realizada: (art. 47 e 48) 
 sendo proibido o estacionamento 
 restringindo-se ao tempo indispensável para embarque ou desembarque de 
passageiros 
 desde que não interrompa ou perturbe o fluxo de veículos ou a locomoção 
de pedestres. 
 o veículo deverá ser posicionado no sentido do fluxo, paralelo ao bordo da 
pista de rolamento 
 junto à guia da calçada (meio-fio) 
 admitidas as exceções devidamente sinalizadas. 
 no acostamento, os veículos parados em operação de carga ou descarga 
deverão estar situados fora da pista de rolamento 
Estacionamento - imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para 
embarque ou desembarque de passageiros. O CTB prevê as seguintes regras: ( 
par. Único do art. 47 e art. 48) 
 Que a operação de carga e descarga é considerada estacionamento 
não bloquear a via 
a mão de direção adotada no Brasil 
cruzamento não sinalizados 
veículo de emergência e de utilidade pública 
regras de ultrapassagem 
manobras para retornar, convergir 
utilização de buzina e iluminação do veículo 
Tipos de vias públicas e suas respectivas velocidades 
cinto de segurança 
transporte de menores 
sinalização 
 será regulamentada pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via. 
 o veículo deverá ser posicionado no sentido do fluxo, paralelo ao bordo da 
pista de rolamento 
 junto à guia da calçada (meio-fio) 
 admitidas as exceções devidamente sinalizadas 
 no acostamento, os veículos estacionados em operação de carga ou 
descarga deverão estar situados fora da pista de rolamento 
 O estacionamento dos veículos motorizados de duas rodas será feito em 
posição perpendicular à guia da calçada (meio-fio) e junto a ela, salvo 
quando houver sinalização que determine outra condição 
 O estacionamento dos veículos sem abandono do condutor poderá ser feito 
somente nos locais previstos neste Código ou naqueles regulamentados 
por sinalização específica 
 O estacionamento dos veículos motorizados de duas rodas será feito em 
posição perpendicular à guia da calçada (meio-fio) e junto a ela, salvo 
quando houver sinalização que determine outra condição 
Quando tratar do assunto de parar e estacionar, o instrutor poderá extrair 
exemplos flagrados durante as aulas, informando que este comportamento é 
prejudicial a todos, já que vivemos em sociedade, e como tal, todos têm o direito 
de utilizar a via de forma legal sem atrapalhar o próximo. 
 
Observância da sinalização e comunicação 
O aluno dever ser treinado sobre a importância da sinalização, de que maneira ela 
interfere positivamente ou negativamente na condução do veículo. Temos a 
sinalização de trânsito que se classifica em: verticais; horizontais; dispositivos de 
sinalização auxiliar; luminosos; sonoros; gestos do agente de trânsito e do 
condutor. 
Como já visto, o instrutor de prática de direção ministra suas aulas no espaço 
viário, o que é uma vantagem, pois não precisa preparar material para instrução, 
haja vista a sinalização estar em toda a extensão do sistema viário. Basta orientar 
o aluno para observar e pôr em prática a mensagem que a sinalização indicar, 
permitindo neste momento fazer considerações e possíveis correções em caso de 
dúvidas ou interpretações incorretas. 
Sinalização vertical 
É um subsistema da sinalização viária cujo meio de comunicação está na posição 
vertical, normalmente em placa, fixado ao lado ou suspenso sobre a pista, 
transmitindo mensagens de caráter permanente e, eventualmente, variáveis, 
através de legendas e/ou símbolos pré-reconhecidos e legalmente instituídos. 
A sinalização vertical é classificada de acordo com sua função, compreendendo os 
seguintes tipos: 
 
Sinalização de Regulamentação Sinalização de 
Advertência 
 
 
 
Sinalização de Indicação 
 
 
 
 
 
Sinalização horizontal 
É um subsistema da sinalização viária que se utiliza de linhas, marcações, 
símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o pavimento das vias. 
Têm como função organizar o fluxo de veículos e pedestres; controlar e orientar os 
deslocamentos em situações com problemas de geometria, topografia ou frente a 
obstáculos; complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou 
indicação. Em casos específicos, tem poder de regulamentação. 
 
A sinalização horizontal é classificada em: 
 
marcas longitudinais marcas transversais 
 
 
marcas de canalização inscrições no pavimento 
 
 
 
 
marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada 
 
 
 
Dispositivos de sinalização auxiliar 
 
Dispositivos Auxiliares são elementos aplicados ao pavimento da via, junto a ela, 
ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente e segura a operação 
da via. São constituídos de materiais, formas e cores diversos, dotados ou não de 
refletividade. 
Exemplos:Luminosos 
 
São dispositivos que se utilizam de recursos luminosos para proporcionar 
melhores condições de visualização da sinalização, ou que, conjugados a 
elementos eletrônicos, permitem a variação da sinalização ou de mensagens. 
Exemplos: 
 
Semafórica 
 
A sinalização semafórica é um subsistema da sinalização viária que se compõe de 
indicações luminosas acionadas alternada ou intermitentemente através de 
sistema elétrico/eletrônico, cuja função é controlar os deslocamentos. 
Exemplos: 
 
 
 
 
Sonoros 
 
Sinais de apito Significado Emprego 
um silvo breve siga liberar o trânsito em 
direção / sentido indicado 
pelo agente 
dois silvos breves pare indicar parada obrigatória 
um silvo longo diminuir a marcha quando for necessário 
fazer 
diminuir a marcha dos 
veículos 
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto com os gestos dos 
agentes. 
 
Gestos do agente de trânsito e do condutor 
 
Agente de trânsito 
 
As ordens emanadas por gestos de Agentes da Autoridade de Trânsito prevalecem 
sobre as regras de circulação e as normas definidas por outros sinais de trânsito. 
(ART. 89 CTB) 
 
 
 
Condutor 
 
 
 
Comunicação 
 
É todo o processo de transmissão e de troca de mensagens entre seres humanos, 
que pode ser verbal ou não verbal. 
 
Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de comunicação. 
 
Linguagem não-verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, 
postura corporal, pintura, música, escultura, sinalização de trânsito e gestos como 
meio de comunicação. 
 
Na comunicação é importante que o instrutor desperte no aluno as maneiras pelas 
quais ele deve interagir com o ambiente trânsito, o próprio veículo vem equipado 
com várias sinalizações no painel que de imediato informa sobre suas 
normalidades ou defeitos. Externamente o veículo foi projetado com um sistema de 
sinalização para que o condutor possa interagir com os transeuntes, demonstrando 
suas intenções de manobra. Por exemplo: ao acionar a luz de seta para a direita, 
os demais condutores pela comunicação não verbal vão entender que o condutor 
pretende virar ou estacionar para aquele lado da via. 
 
Outra forma de comunicação estabelecida ente o usuário e a via e a sinalização de 
trânsito que é o conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança 
colocados na via pública com o objetivo de garantir sua utilização adequada, 
possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e 
pedestres, devendo o instrutor de trânsito levar o aprendiz a observar, interpretar e 
respeitá-las. 
 
Cuidados e atenção especiais com a circulação com veículos de duas ou três 
rodas 
 
Estes veículos são de pouca visibilidade em razão do seu tamanho. Outro ponto a 
ser considerado é que os motociclistas conduzem com um comportamento 
imprudente, negligente e imperito. 
O aluno deve ser orientado para não disputar lugar com os motociclistas. Abaixo 
alguns comportamentos que podem contribuir para acidentes com motocicletas, 
triciclos e similares envolvendo o motorista. 
CUIDADO COM MOTOCICLISTA
 
CUIDADO COM MOTOCICLISTA
. 
 
Cuidado quando transitar com Distração é um dos fatores de 
motociclistas nos corredores acidentes, fique atento 
 
CUIDADO COM MOTICICLISTA
 
CUIDADO COM MOTOCICLISTA
RESPEITE A SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO
 
Muitas vezes as condições a sinalização não foi feita para 
Adversas impedem a visibilidade decorar a via, respeite-a 
 
CUIDADO COM MOTOCICLISTA
 
CUIDADO COM MOTOCICLISTA 
 
Acidentes em cruzamentos são Nem sempre estes condutores 
frequentes estão bem visíveis 
 
 
CUIDADOS COM MOTOCICLISTA
PONTOS MORTOS DE VISÃO
SÃO ÁREAS NÃO VISÍVEIS PELO MOTORISTA QUE CAUSAM ACIDENTES.
 
CUIDADO COM MOTOCICLISTA
 
Um ponto importante para evitar acidentes é a visibilidade do motociclista. Cuidado 
com os pontos cegos de visão.

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