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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA GRADUAÇÃO (EAD) EM LOGÍSTICA MEIRE ELLEN DIAS MARTINS ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS PARA A EMPRESA ARTE BANIWA RIO DE JANEIRO 2023 1 INTRODUÇÃO A comunidade Baniwa localizada no Alto Rio Negro, Bacia do Rio Içana em uma parte da floresta Amazônica, uma comunidade indígena onde viviam da cultura da mandioca brava e da pesca, aos poucos foi mudando sua realidade e passaram a produzir artes Baniwa (cestaria). Nos últimos 5 anos, os Baniwas passaram a confeccionar sua arte e vendê-la. Tudo de forma manual, enfrentando vários desafios, principalmente, no transporte dos cestos, pois o caminho entre a confecção e seu destino final é longo, difícil e feito a pé, de barco e caminhão. 2 PROBLEMAS OBSERVADOS NO SISTEMA DE PRODUÇÃO DOS BANIWA A seguir veremos alguns problemas enfrentados pelos Baniwa no sistema de confecção de suas artes. 2.1 QUANTO À COMPETITIVIDADE Por ser fabricado em um local de difícil acesso e o tempo de chegada ao consumidor final levar semanas, existe grande possibilidade que esse consumidor escolha outro fornecedor de cestos. 2.2 QUANTO AO SISTEMA GERAL DE INFORMAÇÃO Entendemos que a comunicação possui acesso às informações através de dispositivos, mas esse acesso não é para todos e também não possuem nenhum tipo de direcionamento, nem orientação para se obter tais informações e usá-las de acordo com suas necessidades na produção de suas artes. 2.3 QUANTO À SUSTENTABILIDADE Não há um plano de preservação para que haja recomposição ou replantio da área onde a matéria prima foi retirada. 3 PROPOSTAS DE SOLUÇÃO E JUSTIFICATIVAS PROBLEMA OBSERVADO PROPOSTA DE SOLUÇÃO JUSTIFICATIVA Distância entre a origem da confecção e a chegada ao consumo final. Diminuição da quantidade dos meios de transporte, talvez utilizando um avião de pequeno porte. Com transporte mais hábil e seguro, teria menos riscos de perda das confecções, diminuiria o tempo de chegada ao consumidor final e também teria mais rotatividade da produção. Acesso tecnológico limitado e falta de utilização correta da tecnologia já disponível. Cursos e palestras para os artesãos e extratores, para que a informação seja melhor utilizada. Estariam sendo preparados, conscientizados e orientados a uma melhor ação na produção de suas artes, desde a retirada da matéria prima até o destino final. Receberiam as devidas informações sobre cada etapa do processo de sua arte. Falta consciência sustentável, pois a matéria prima é retirada de forma descontrolada sem nenhum preparo ou delimitação de área. Limitar uma determinada área na qual será retirada a matéria prima e refazer o plantio onde foi extraído. Fazer retirada dessa matéria prima em diferentes lugares daria tempo para que tal área seja replantada e sofra menos com o desgaste das retiradas. 4 CONCLUSÃO Vimos um breve resumo de um trabalho que ocorre a mais de 500 anos por um único povo indígena que ainda hoje sofre com as inúmeras dificuldades em seu trabalho realizado manualmente e mesmo com toda logística atrasada, suas peças tem chegado ao seu destino final, sua arte é reconhecida. Saindo de um lugar remoto, passando por várias situações extremamente difíceis, mas dando continuidade ao trabalho de suas origens, a arte Baniwa. “Hoje São Paulo tem à disposição no comércio, muitas vezes sem mesmo se dar conta do que tem em mãos, peças originais da arte baniwa. E quando falamos em originais, queremos dizer que são peças nas quais não há vestígio da mão branca ou ‘moderna’ em sua confecção, que o arumã é colhido, preparado e tingido, que o trançado é executado exatamente, há pelo menos mais de 500 anos, da mesma forma. Mas até chegarem a São Paulo ou a qualquer outro destino comercial, a odisséia é das mais árduas!” (ESTRADA, Maria Helena. Arte Baniwa a expressão cultural). 5 REFERÊNCIAS ESTRADA, Maria Helena. Arte Baniwa a expressão cultural. Disponível em: https://terrasindigenas.org.br/pt-br/noticia/140348. Acesso em: 15 jun. 2023. image1.jpg