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ITU e corrimento vaginal 1
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ITU e corrimento vaginal
quando tratamos a infecção urinária?
apenas se sintomáticos ou condições especiais, como em recém 
transplantados, gestantes, etc.
o que temos de sinal de alerta nas infecções urinárias?
infecção urinária com febre é sinal de alerta pois pode indicar ascensão 
da infecção, causando uma pielonefrite, por exemplo (associada a 
lombalgia).
pelo o que está caracterizada a infecção do trato urinário em adulto?
ascensão uretral de enterobactérias.
quais os agentes mais comuns da infecção urinária?
Eschirichia coli são as bactérias + comuns  7595% das ITUs não 
complicadas;
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outras bactérias → Klebsiella pneumoniae; Proteus mirabilis; 
Staphylococcus saprophyticus; etc.
qual a epidemiologia das infecções do trato urinário?
mulheres em idade fértil tem 1x/ano pelo menor tamanho da uretra, 
maior colonização periuretral, ausência de substâncias antibacterianas do 
líquido prostático. 2ª infecção mais comum em adultos; 13% das 
prescrições de ATB na APS (atenção primária da saúde); 
rara no sexo masculino antes dos 50 anos;
qual a anamnese da cistite?
disúria, polaciúria, ausência de corrimento vaginal (na maioria dos 
casos)  96% é cistite se tiver corrimento ou irritação diminui pra 23%.
qual a anamnese da peilonefrite?
é sinal de complicação de uma infecção urinária primária;
febre
calafrios
prostração → importante avaliar estado geral;
dor lombar
não tão comuns
náuseas
vômitos
dor abdominal
diarreia
como é o exame físico das ITU?
Dor na região suprapúbica e periuretral
Punho percussão lombar PPL/Giordano)
aferição da temperatura axilar
se dúvida de diagnóstico: exame ginecológico, palpação abdominal, 
ausculta pulmonar;
diagnóstico é clínico
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quais os exames complementares das ITU?
não é necessário em mulheres adultas com alta probabilidade de 
cistite não complicada;
em mulheres com probabilidade intermediária de ITU não complicada 
podemos fazer → sedimento urinário (parcial de urina, fita urinária, urina 
tipo 1, EQU, EAS cultura de bactérias (urina), antibiograma (testagem da 
sensibilidade a antibióticos);
quando fazer urocultura?
se dúvida diagnóstica, refratariedade a 2 tratamentos, suspeita de ITU 
complicada ou pielonefrite em homens, a urocultura é o único exame que 
pode confirmar ou excluir com certeza ITU  antibiograma;
quando orientamos para urocultura?
orientar a coleta antes da 1ª dose do ATB empírico; 
quando NÃO solicitar a urocultura?
não deve ser solicitada para pessoas sem sintomas, a presença de 
uropatógenos na urina não significa ITU  bacteriúria assintomática. 
somente pedir urocultura sem sintomas em gestantes e em pré-
operatório de procedimentos urológicos.
exames complementares nas ITU?
a escolha deles depende da condição clínica e local de assistência, 
exames de imagem se necessário para excluir outros diagnósticos, não 
diferenciam cistite de pielonefrite.
qual o tratamento empírico das ITU?
nitrofurantoina  SUS
Fosfomicina → dose única; SUS apenas gestante
Cefalexina  SUS apenas gestante
Amoxicilina 
Ciprofloxacino
Cefuroxima
qual o seguimento adequado da cistite?
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solicitar urocultura de controle após o tratamento (gestantes, ITU de 
repetição, refratária a 2 ATB de 1ª linha)
orientar ingestão regular de suco de cranberry
orientar retorno, se recidivas dos sintomas
prescrever antibioticoterapia profilática.
ITU de repetição: 2 ou mais vezes em 6 meses ou 3 vezes ou mais em 1 
ano
qual a anamnese dos corrimentos vaginais?
aspecto, quantidade, odor, prurido, inflamação local, disúria, 
dispareunia, dor pélvica, MAC (método anticoncepcional) práticas 
sexuais, parcerias sexuais, ciclo menstrual, contato vaginal com esperma, 
uso de lubrificantes, sabonetes, realização de duchas íntimas.
qual o exame físico dos corrimentos vaginais?
exame da genitália externa e região anal; visualização integral do 
introito vaginal, toque vaginal, exame especular para visualização 
adequada da vagina, suas paredes, fundo de saco e colo uterino; 
observar a secreção provém da endocervice.
quando necessário e disponível realizar o teste de Whiff aplicação de 1 
a 2 gotas de KOH  odor fétido de peixe em putrificação.
quais as características da secreção fisiológica?
mucorreia, hialina ‘ʼclara de ovoʼ ,̓ odor fisiológico, sem prurido, sem 
ardência ou vermelhidão, sem dispareunia, relação com fase hormonal; 
percepção da mulher.
quais as principais patologias inflamatórias do trato genital feminino?
candidíase, vaginose bacteriana, tricomoniase, Gonorreia; Clamidia; 
Cervite/DIP. 
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qual a etiologia das principais patologias inflamatórias do trato genital 
feminino?
desequilíbrio da microbiota vaginal;
vaginose → bactérias anaeróbias
Candidiase → Candida spp → fungo
Infecção sexualmente transmissível
Tricomoníase: Trichomonas vaginalis
quais as características da candidíase?
corrimento branco, prurido, ausência de odor fétido, inflamação vulvar, 
escoriações vulvares, disúria.
tratamento → miconazol ou fluconazol
quais as características da vaginose bacteriana?
corrimento amarelo acinzentado, líquido e não aderido, odor fétido, 
ausência de prurido, exacerbações: perimenstrual e pós atividade sxual.
teste de Whiff + 
tratamento  ATB via oral ou tópico metronidazol
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quais as características da Tricomoníase?
corrimento amarelado bolhoso e aderido, inflamação vaginal (prurido e 
ardência), dispareunia, colo do útero em framboesa.
tratamento → metronidazol e tratar parcerias sexuais
considerações sobre as principais patologias inflamatórias do trato genital 
feminino?
em casos de tricomoníase, orientar também abstinência sexual até 
conclusão do tratamento e o desaparecimento dos sintomas
retomada a atividade sexual, recomenda-se o uso de preservativo para 
evitar uma nova IST
solicitar exames laboratoriais para outras IST hepatite B e C, sífilis e 
HIV
ingesta de bebida alcoólica deve ser suspensa durante o tratamento 
com metronidazol e por mais 24 horas.
quais as principais atividades preventivas?
informações sobre os diferentes tipos de corrimento
importância do exame ginecológico
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esclarecimento dobre o reconhecimento da secreção vaginal fisiológica 
e mudanças relacionadas ao período do ciclo menstrual
ênfase na adesão ao tratamento
orientação quanto ao uso de preservativos para prevenção de ISTs
oferta de testes p/ HIV, sífilis e hepatite B quando indicados
aviso sobre comunicação, diagnóstico e tratamento das parcerias 
sexuais (mesmo que assintomáticos).