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ATIVIDADE 1 Conforme pudemos perceber ao longo das aulas, há uma relação muito estreita entre a economia e política. Em outras palavras, as políticas públicas e, principalmente, as políticas sociais, no geral, destinadas às camadas menos favorecidas da sociedade, sofrem a interferência e estão submetidas às políticas econômicas. De tal modo, essa atividade lhes é oferecida no sentido de possibilitar uma reflexão bastante crítica sobre esse assunto. Segue o passo a passo: a) Leia, integralmente, todas as oito aulas do seu Guia de Estudo; b) Selecione matérias de jornais, atuais ou não, que revelem a submissão das políticas sociais aos interesses econômicos (Por exemplo: matéria sobre cortes de verbas destinadas a atendimentos indispensáveis à população mais pobre, movimentos grevistas por melhores salários e condições de trabalho); c) Analise criteriosamente a matéria selecionada, inclusive, confrontando-a com outros veículos de informação que deram a mesma notícia, buscando identificar eventuais contradições; d) Busque uma referência teórica para embasar sua análise. Ela pode ser extraída das próprias aulas do Guia de Estudo ou dos textos disponíveis no arquivo da plataforma. Você também pode utilizar legislações variadas como a própria Constituição Federal Ou seja, trata-se de algum comentário ou informação que venha a contribuir com aquilo que você deseja destacar ou, do contrário, oferecer uma perspectiva diferente para a análise. Não se esqueça de fazer a citação corretamente, preferencialmente ao final do parágrafo, contendo (SOBRENOME, ano, p.xx); e) Cumpridas essas etapas, é hora de escrever o texto, no formato dissertativo-argumentativo, pelo qual você irá analisar o problema. Lembre-se que ele deve ser pensado dentro de uma perspectiva científica e acadêmica. Isso implica que você deve deixar fora das análises suas preferências políticas e/ou partidárias; f) O texto deverá ter, no mínimo, duas páginas, sem limite máximo. Lembre-se de respeitar as normas acadêmicas: Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1.5, justificado. Se tiver alguma dificuldade nesse sentido, não se esqueça de solicitar auxílio no seu polo; g) IMPORTANTE: caso você tenha dúvida teórica ou metodológica, deixe registrado explicitamente qual é no Quadro de Avisos, evitando, por exemplo, indicações como “professor, não entendi nada!”. Isso me ajudará a orientar melhor. h) MAIS IMPORTANTE AINDA: Pense bem se é viável pegar a atividade pronta na internet. Se for identificado o uso indevido de atividade anterior, você terá sua nota de portfólio zerada. Bons estudos! Política e Economia Social Apesar de dizer que tem sobrado dinheiro para pagar o auxílio emergencial, pago a trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) deixou de pagar o benefício para 2 milhões de pessoas apenas este ano. Entre abril e junho, o total de beneficiários caiu de 39,1 milhões para 37,1 milhões, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Este ano, quando voltou a pagar o auxílio depois de três meses sem a ajuda, apesar da pandemia estar descontrolada, o governo reduziu a quantidade de beneficiários e o valor. Passaram a receber apenas pessoas que moram sozinhas (R$ 150 por mês), as mulheres chefes de família (R$ 375 por mês) e os famílias com mais de duas pessoas (R$ 250 a cada mês). De acordo com o Ministério da Cidadania, o corte de 2 milhões de pessoas se deve a revisões para conferir se as pessoas continuam dentro dos critérios para receber o benefício, além de bloqueios recomendados pela Controladoria-Geral da União (CGU) em caso de indícios de pagamentos indevidos. O ritmo da exclusão de pessoas do programa tem sido maior do que a inclusão de novos beneficiários Neste recorte de notícia sobre o corte de verba destinadas a atendimentos indispensáveis à população mais pobre. Nota-se que área de avaliação de políticas sociais vem se fortalecendo nos anos atuais. Mas, apesar disso, ainda observa-se uma predominância na concepção voltada para os objetivos específicos de programas e projetos, e não para a política. Isso se torna um poderoso instrumento de melhoria das condições de exercício do serviço público. Essa diferenciação é de suma importância quando se trata de políticas sociais, já que estas têm uma especificidade no conjunto das políticas públicas, onde uma grande parte da estrutura de proteção social convive com a desigualdade e exclusão. Visto que durante o século XVI, a Inglaterra aumentou bastante esse número, e por isso repercutiu em diversas cidades inglesas as migrações de trabalhadores rurais para a cidade procurando trabalho, essas pessoas nem sempre achavam lugar no ,dessa forma aumentava na Inglaterra o número de pessoas vagando o que causava o problema. Em conformidade com a leitura do material estudado na plataforma “A Lei dos Pobres foi criada em 1601, no final do reinado da Rainha Elizabeth. Assim como temos hoje, na época houve a necessidade da criação dessa lei, a partir de alguns fatores básicos que contribuíram para isso, dos quais, são: o aumento excessivo da população, o fato da igreja pregar que era dever do estado suprir as necessidades dos menos favorecidos e, por último um controle hegemônico perante a população. Agora perceba a coincidência, a Lei dos Pobres consistia basicamente em: Um fundo monetário a todos que não tinham trabalho ou condição de sustentar seus filhos, mas tinham força o suficiente para trabalhar, assim, essas pessoas deveriam trabalhar para o estado e para a igreja” Por em discussão esses elementos apontam-se, primeiramente se destaca argumento referente ao trabalho para depois discutir as possibilidades da avaliação para além de programas e projetos. No final, apresentam-se, preliminarmente, alguns desafios atuais da avaliação de políticas sociais. Em muitos países, esses elementos foram consequências das iniciativas de reforma do Estado levadas a cabo nas últimas três décadas. O que se nota é que Em esses mecanismos visavam dar ao Estado e à administração pública um resultado eficiente e necessário para lidar com as novas demandas da economia globalizada, que por sua vez exigiria uma velocidade de gestão incompatível com as estruturas mais antigas e burocráticas. “A citada “Lei dos Pobres” suplementava os salários de fome, então pagos proporcionalmente ao preço do trigo e ao número de filhos da família. O dinheiro necessário não vinha diretamente do Estado, mas da “taxa dos pobres” paga pelos contribuintes cujas posses ultrapassassem um valor determinado. Para os proprietários de terras o sistema era muito vantajoso, pois transferia a todos os contribuintes os gastos com os trabalhadores e, na entressafra, quando o salário era cortado, os trabalhadores eram mantidos com o adicio nal garantido pela “Lei dos Pobres” (Bueno, 2003). Dessa forma, vê-se que a política social tem sido, no trajeto do capitalismo, uma excelência, de conflitos inerentes a todas as formas de desigualdade e exclusão. Sendo assim, ela se distingue de um conjunto de outras políticas públicas, por revelar esses conflitos do dia a dia. Mesmo que qualquer política pública interfira direta ou indiretamente nas condições de bem-estar da população, é para a política social que confluem os atores, as demandas e os conflitos referentes a essas condições. Mesmo uma política social que não gere nenhum bem-estar é ainda uma política social. Contudo, sob o ponto de vista da avaliação, cujo objetivo é atribuir valor, valorar, há que se adotar o critério preliminar do bem-estar para se avaliar uma política social. Por outro lado, a política social, ao gerar bem-estar, altera condições existentes de distribuição da riqueza social. Entretanto, não altera necessariamente as relações sociais que sustentam as regras dessa distribuição, daí as políticas distribuídas como privilégios, por critérios clientelistas ou assistencialistas. Diante dessa gravíssimasituação social que o Brasil vive atualmente, a área de avaliação tem uma contribuição particular. A desigualdade é reconhecidamente o principal problema nacional, e não há indícios de sua redução expressiva em curto prazo. Por outro lado, as políticas sociais têm passado por transformações importantes, como a pluralização e democratização das arenas decisórias, a descentralização, o fortalecimento do poder e das ações locais. Entretanto, pouco se sabe sobre os resultados das políticas implantadas. E De fato, apesar das muitas propostas de metodologias, pouco se avalia de concreto. Outros fatores corretamente levantados são a baixa tradição de avaliação no país, a falta de continuidade das políticas, o uso político das avaliações ou as avaliações de caráter político. Um caminho é utilizar, seria explorar mais as técnicas qualitativas e diminuir os universos de investigação, pois as grandes avaliações recentes da política sociais são necessárias chegar mais próximo dos indivíduos menos favorecidos, sem voz e nem vez para conhecer suas estratégias, seus modos de vida, suas expectativas e como interagem com as políticas. A avaliação da política social deve necessariamente associar processo e impacto, ou seja, processo e impacto são avaliações de políticas públicas e programas e projetos sociais, mas não de política social. image1.png