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FARMÁCIA FARMÁCIA INTERDISCIPLINAR (FI) POSTAGEM 1 ATIVIDADE 1 – RELATÓRIO Foz do Iguaçu 2024 RESUMO Este trabalho aborda o problema de hemólise em amostras de soro coletadas em tubos secos no laboratório “DIAGNÓSTICO”, afetando a qualidade dos exames bioquímicos. A hemólise interfere nos resultados, comprometendo a confiabilidade dos diagnósticos. O objetivo deste estudo é identificar as causas da hemólise e propor soluções para minimizar ou eliminar o problema, garantindo um controle de qualidade eficaz na fase pré-analítica. Para isso, utilizou-se o Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe) como ferramenta para mapear as possíveis causas, agrupando-as em categorias como método, mão de obra, material e ambiente. A análise dos dados foi realizada por meio de reuniões com os responsáveis pelo processo de coleta e transporte, e com base nas informações coletadas, as principais causas da hemólise foram identificadas e propostas ações corretivas. O desenvolvimento do diagrama permitiu uma visão clara das causas-raiz do problema, possibilitando a implementação de melhorias no controle de qualidade. PALAVRAS-CHAVE: Hemólise. Controle de Qualidade. Fase Pré-analítica, Diagrama de Ishikawa. Laboratórios Clínicos. INTRODUÇÃO O funcionamento de laboratórios clínicos no Brasil, como o do laboratório "DIAGNÓSTICO", com seus dez postos de coleta distribuídos na cidade e um laboratório central, é regulamentado por uma série de legislações que buscam garantir a qualidade e a segurança no manejo das amostras biológicas. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 302/2005, da ANVISA, estabelece os requisitos mínimos para a operação desses laboratórios, incluindo a estrutura física, a organização interna e as boas práticas de coleta, transporte e análise de amostras. Além disso, essa legislação destaca a importância do controle de qualidade em todas as fases dos processos laboratoriais, o que é essencial para evitar problemas como a hemólise, um fenômeno em que ocorre a degradação das células vermelhas do sangue, interferindo na integridade da amostra (Brasil, 2005). A hemólise das amostras de soro em tubos secos, um problema observado recentemente pelo setor de Bioquímica do laboratório, pode ser causada por falhas em diversas etapas, desde a coleta até o transporte das amostras. Normas como a ISO 15189:2015, que rege a competência dos laboratórios clínicos, enfatizam a necessidade de procedimentos operacionais padronizados e de treinamento adequado para a equipe envolvida (ISO, 2015). O uso de materiais apropriados, como agulhas de calibre correto, e o cuidado com o manuseio das amostras são fundamentais para evitar a hemólise. Além disso, o transporte das amostras dos postos de coleta ao laboratório central deve respeitar condições específicas de tempo e temperatura, conforme regulamentado, para garantir a preservação das amostras (WHO, 2010). Portanto, a operação de um laboratório com múltiplos postos de coleta exige o cumprimento rigoroso das normas regulatórias para assegurar a qualidade dos exames. O laboratório "DIAGNÓSTICO", ao identificar um aumento significativo de amostras hemolisadas, deve revisar seus processos à luz das legislações vigentes, como a RDC 302/2005, que normatiza as boas práticas laboratoriais, e adotar medidas corretivas no manejo, transporte e armazenamento das amostras. Isso garantirá maior confiabilidade nos resultados dos exames, preservando a qualidade dos serviços prestados à população. Os tubos de coleta de sangue são recipientes essenciais no processo de obtenção de amostras biológicas, variando em tipos e cores conforme os aditivos que contêm, que são específicos para diferentes finalidades analíticas (Lima, 2023). Segundo Ugarte e Trunzo (2021), o tubo seco, por exemplo, é amplamente utilizado para a obtenção de soro, não possuindo anticoagulantes em seu interior, o que permite que o sangue coagule após a coleta. Além do tubo seco, há outros tipos como o tubo com EDTA, utilizado para hemogramas, e os tubos com heparina ou citrato, usados em exames específicos de coagulação. Cada tubo tem uma finalidade e aditivo próprios para otimizar a análise. No caso do tubo seco, o soro é separado após a centrifugação, sendo esse o material ideal para diversas análises bioquímicas. Contudo, esse processo deve ser conduzido com cuidado, pois o manuseio inadequado pode comprometer a qualidade da amostra (WHO, 2024). A hemólise, que ocorre quando as hemácias (glóbulos vermelhos) se rompem, é uma das principais causas de interferência nas análises laboratoriais. Esse fenômeno pode ocorrer por vários motivos, como o uso de agulhas inadequadas, aspiração excessivamente rápida durante a coleta, ou transporte inadequado das amostras, como agitação excessiva (Sousa et al., 2021). Segundo Martins et al. (2021), a hemólise libera componentes intracelulares no soro, como hemoglobina, potássio e enzimas, alterando as concentrações dos analitos e comprometendo a confiabilidade dos resultados. Dependendo do grau de hemólise, a amostra pode ter que ser descartada, atrasando o diagnóstico e possivelmente levando a interpretações erradas, o que pode prejudicar o tratamento do paciente. Conforme relatado por Manso e Seabra (2020), a fase pré-analítica em um laboratório clínico é uma das etapas mais críticas para garantir a confiabilidade dos resultados laboratoriais. Ela abrange todas as atividades realizadas antes da análise propriamente dita, como o preparo do paciente, coleta, identificação, transporte e armazenamento das amostras biológicas. Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 302/2005 da ANVISA, os laboratórios clínicos devem adotar procedimentos padronizados para garantir que essas etapas sejam executadas de maneira correta e segura. A fase pré-analítica, se realizada de forma inadequada, pode introduzir erros que impactam negativamente a qualidade da amostra, levando a resultados laboratoriais falsamente alterados e, consequentemente, diagnósticos incorretos. Portanto, o treinamento da equipe, a correta manipulação das amostras e a utilização de materiais adequados são fundamentais para minimizar os riscos de interferência, como a hemólise, que pode ocorrer em caso de manuseio inadequado das amostras (Basso et al., 2022). A influência da fase pré-analítica sobre o resultado da análise é tão relevante que grande parte dos erros laboratoriais ocorre nesta fase, segundo a literatura e regulamentações. O transporte adequado das amostras, por exemplo, é regulado pela RDC 302/2005, que exige condições específicas, como controle de temperatura e tempo, para que as amostras não sejam comprometidas. Além disso, fatores como a correta identificação dos tubos e a escolha do tipo de coleta, conforme o exame solicitado, são cruciais para evitar trocas e contaminações. Qualquer falha nesses processos pode gerar a necessidade de uma nova coleta ou até mesmo a inutilização da amostra, resultando em atrasos no diagnóstico e possíveis consequências para o tratamento dos pacientes (Rezino, 2023). Dessa forma, Sousa e Junior (2021) relatam que a qualidade dos exames laboratoriais depende diretamente da excelência na condução da fase pré-analítica, fazendo com que essa etapa seja decisiva para garantir a precisão e confiabilidade dos resultados. O controle de qualidade na fase pré-analítica é essencial para garantir que as amostras biológicas sejam coletadas, manipuladas e transportadas de maneira adequada, a fim de preservar sua integridade até a fase analítica (Souza; Coan; Anghebem, 2020). A implementação de protocolos rigorosos e padronizados, conforme estipulado pela RDC Nº 302/2005 da ANVISA, visa minimizar os erros que podem ocorrer durante essa etapa, como má coleta, transporte inadequado ou tempo excessivo entre a coleta e a análise. Segundo relatado por Sousa e Junior (2021), esses erros podem comprometer os resultados dos exames e levar a diagnósticos incorretos. Um controle de qualidade eficiente busca garantir que todas as variáveiscontroláveis, como temperatura, tempo de transporte, identificação adequada das amostras e uso correto dos materiais, estejam devidamente monitoradas, o que impacta positivamente nos resultados das análises, tornando-os mais precisos e confiáveis. O objetivo deste trabalho é desenvolver um relatório sobre a importância do controle de qualidade na fase pré-analítica, abordando as boas práticas e as legislações pertinentes que contribuem para a garantia de resultados laboratoriais confiáveis. Pretende-se, com isso, identificar os principais pontos críticos dessa etapa e propor melhorias nos processos para reduzir a incidência de erros, como hemólise ou contaminação das amostras. A justificativa para a realização deste relatório baseia-se na necessidade prática de otimizar o fluxo de trabalho nos laboratórios clínicos, minimizando retrabalhos e desperdícios, além de garantir a qualidade dos exames oferecidos. Dessa forma, busca-se evidenciar que o investimento no controle de qualidade pré-analítico é um fator determinante para a excelência nos serviços laboratoriais e, consequentemente, para a saúde dos pacientes. METODOLOGIA Neste relatório, será utilizada a ferramenta de qualidade Diagrama de Ishikawa (ou Diagrama de Espinha de Peixe), com o objetivo de identificar e analisar as causas que levam à hemólise nas amostras de soro coletadas em tubos secos no laboratório “DIAGNÓSTICO”. O Diagrama de Ishikawa é uma técnica que permite a visualização de causas potenciais de um problema específico, agrupando-as em categorias para facilitar a análise e compreensão (Costa et al., 2023). No contexto deste trabalho, essa ferramenta será essencial para estruturar e identificar os fatores que estão causando a hemólise nas amostras, visando propor ações corretivas eficazes. Para a elaboração do Diagrama de Ishikawa, primeiramente, será realizada uma coleta de dados sobre as condições e práticas atuais na fase pré-analítica do laboratório, com foco nos processos de coleta, transporte e manipulação das amostras de soro. A seguir, a equipe responsável pelo projeto reunirá os envolvidos no processo laboratorial (técnicos de laboratório, coletores, gerentes de qualidade) para um brainstorming, onde serão identificadas as possíveis causas do problema de hemólise. Essas causas serão distribuídas nas categorias principais do diagrama: Método, Mão de obra, Materiais, Máquinas/equipamentos, Meio ambiente, e Medidas. Com as informações organizadas, o diagrama será construído e as causas potenciais serão analisadas em detalhe para priorizar as mais relevantes. A partir dessa análise, serão propostas soluções para corrigir ou eliminar as causas mais significativas, visando a redução ou eliminação do problema de hemólise. REFERÊNCIAS BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 302, de 13 de outubro de 2005. Dispõe sobre regulamento técnico para funcionamento de laboratórios clínicos. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 14 out. 2005. Seção 1, p. 62-63. WORLD HEALTH ORGANIZATION et al. WHO best practices for injections and related procedures toolkit. World Health Organization, 2010. LIMA, Gabriela Duque. Erros pré-analíticos e suas interferências nos exames de rotinas. 2023. 13 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Patologia Clínica Veterinária) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023. UGARTE, Vannia Ballesteros; TRUNZO, Carolina Giselle. Errores preanalíticos en el laboratorio clínico: enfoque desde la gestión de enfermería. Salud, Ciencia y Tecnología, v. 1, p. 27-27, 2021. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Manual laboratorial da febre amarela. World Health Organization, 2024. SOUSA, Rener Leite et al. 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