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25/06/2022 00:35 Aparelho Locomotor
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APARELHO	LOCOMOTOR
UNIDADE 3 - QUAIS OSSOS, ARTICULAÇO� ES E
MU� SCULOS FAZEM PARTE DOS MEMBROS
SUPERIORES?
Ricardo Cavalcante Oliveira Santos; Vivian Alessandra Silva
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Introdução
Muitas atividades que realizamos diariamente são possibilitadas pelos membros superiores, que envolvem as
articulações do ombro, do cotovelo, do punho e da mão. No entanto, também temos outra estrutura que faz
parte desse complexo, que é a cintura escapular, a qual inclui a escápula e a clavı́cula.
Você já parou para pensar que uma das principais funções do membro superior é possibilitar o movimento
dos dedos da mão? Desde o ombro até o punho, todas as estruturas vão se conectando, a �im de chegar até os
dedos e viabilizar que eles realizem os movimentos necessários para nossa rotina.
Já imaginou o quanto seus membros superiores se movimentam diariamente e você nem se dá conta disso?
Muitos movimentos são realizados de forma tão automática que não há a necessidade de parar e pensar no
comando que será dado para cada músculo, articulação, tendão, de como o neurônio realizará o estı́mulo até
chegar o comando no músculo para a realização do movimento. Você já percebeu? Tudo isso é feito em frações
de milésimos de segundos e, assim, uma ação complexa, como tocar uma música ao piano, torna-se rápida e
automática para o músico, pois todas as estruturas do membro superior estarão trabalhando de forma
equilibrada e conjunta.
Mas quais são os ossos, os músculos e as articulações que compreendem os membros superiores? E� o que
vamos estudar a partir de agora. Acompanhe! 
3.1 Esqueleto do cíngulo do membro superior e da parte
livre
Estudaremos agora a estrutura do esqueleto humano, que é considerado o responsável pela sustentação do
corpo. O corpo humano é composto por 206 ossos, a maioria em pares, já que em várias partes do corpo
temos ossos dos lados direito e esquerdo. Na realidade, quando nascemos, temos mais do que essa
quantidade de ossos, porque, durante nosso crescimento e desenvolvimento, alguns ossos se fundem, casos
de ossos da coluna vertebral, como sacro e cóccix.
O esqueleto apendicular possui os 126 ossos e está relacionado com os cı́ngulos e a parte livre dos membros
superiores e inferiores.
Nosso corpo tem uma variedade fantástica de ossos, de tipos diferentes, tamanho, formatos. Já imaginou se
todos ossos fossem iguais? Como poderı́amos ter os ossos da coxa iguais aos ossos dos dedos? Essa é a
fascinante diversidade que o corpo humano apresenta. Continue conosco neste estudo!
3.1.1 Ossos do cíngulo e da parte livre do membro superior
O cı́ngulo do membro superior envolve duas estruturas: a escápula e a clavı́cula. Tenha em mente que sua
principal função é a união dos ossos da parte livre do membro superior ao esqueleto axial.
Osso posterior do cı́ngulo do membro superior, a escápula é um osso grande, triangular e achatado. Ela é
formada por uma face costal, anterior e em contato com as costelas e uma face posterior. Possui três margens
(superior, medial e lateral), além da espinha da escápula, a qual atravessa horizontalmente o corpo da
escápula e é facilmente palpável. Na extremidade da espinha da escápula, encontra-se o acrômio que, por sua
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vez, é outra importante estrutura, pois se articula com a clavı́cula. A escápula também é formada pelo
processo coracoide, que é semelhante a um dedo �lexionado, servindo para inserções musculares e está
localizado na face costal.
Figura 1 - Acidentes ósseos da escápula.
Fonte: Te�i, Shutterstock, 2019.
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Quando uma costureira vai medir seu dorso para poder tirar a medida necessária para fazer uma roupa, é a
partir do acrômio que essa medida é feita. O úmero, osso do braço, será encaixado justamente em uma região
chamada de cavidade glenoidal que �ica abaixo do acrômio.
Existem algumas fossas na escápula. Clique e veja quais são.
VOCÊ SABIA?
Antigamente, a escápula era chamada de “omoplata”, palavra de origem grega,
omoplaté, que signi�ica “o osso largo e plano que une ou que é igual ao outro”. Nos
anos 1990, ele teve seu nome atualizado para “escápula”, que tem origem no latim
scapula, simplesmente por descrever melhor sua aparência, pois o nome atual
signi�ica “osso que tem forma de espátula”.
Fossa	supraespinal	
Onde é inserido o músculo supraespinal.
Fossa	infraespinal	
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Nome originário do latim clavis, que signi�ica “chave de porta”, o osso da clavícula recebeu esse nome por ter
um aspecto semelhante a uma maçaneta de porta curta. E� o osso anterior do cı́ngulo do membro superior com
formato de “S” e alongado, localizado horizontalmente na região anterior do tórax e acima da primeira costela.
A clavı́cula é super�icial, o que signi�ica dizer que �ica debaixo da pele, o que facilita sua palpação. Sua metade
medial é convexa e a metade lateral é côncava, sendo mais curvada nos homens do que nas mulheres. A
extremidade medial, conhecida como extremidade esternal, é arredondada e articula-se com o manúbrio do
esterno formando a articulação esternoclavicular. A extremidade lateral ou extremidade acromial é larga e
plana e articula-se com o acrômio da escápula, formando a articulação acromioclavicular (CAEL, 2013).
O tubérculo conoide na face inferior da extremidade lateral do osso é ponto de inserção do ligamento conoide,
que liga a clavı́cula à escápula. Como o próprio nome sugere, a impressão	do	ligamento	costoclavicular na
face inferior da extremidade esternal é onde ocorre a inserção do ligamento costoclavicular, que conecta a
clavı́cula à primeira costela (TORTORA; DERRICKSON, 2015).
Onde é inserido o músculo infraespinal.
Fossa	subescapular	
Onde é inserido o músculo subescapular.
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A clavı́cula e a escápula são ossos movimentados pelos músculos toracoapendiculares e sua frágil articulação
com o úmero conferem grande mobilidade à parte livre do membro superior.
Vamos conferir se você sabe identi�icar os acidentes ósseos da escápula e da clavı́cula?
A clavı́cula é um dos ossos do membro superior que mais sofrem fratura. E� mais frequente em crianças que se
apoiam na mão durante a queda ou quando a queda ocorre sobre o ombro, como nos casos de motoqueiros. O
músculo esternocleidomastoideo se insere na clavı́cula e, quando há fratura, sua contração pode tracionar o
segmento ósseo para cima, aumentando a separação entre os segmentos. Esse tipo de fratura é chamado de
fratura por avulsão.
Figura 2 - Clavı́cula e seus acidentes ósseos.
Fonte: TORTORA; DERRICKSON, 2015, p. 240.
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Quando denominamos parte livre do membro superior, estamos nos referindo aos ossos que fazem parte do
braço, do antebraço e da mão. Vamos, neste momento, detalhar os ossos que compõem a parte livre do
membro superior. Clique nas setas e continue acompanhando!
Figura 3 - Radiogra�iado tórax. Observe a fratura da clavı́cula esquerda no cı́rculo vermelho.
Fonte: Suttha Burawonk, Shutterstock. 2019.
U� nico osso que constitui o braço, o úmero	tem na sua extremidade superior uma cabeça redonda
que se articula com a cavidade glenoidal da escápula, formando a articulação do ombro. Nos
ossos longos, como o úmero, existe algo chamado de cartilagem epi�isial, que é uma placa
formada por cartilagem hialina encontrada em crianças e adolescentes durante a fase de
crescimento. 
A cartilagem epi�isial permite o crescimento ósseo em comprimento, por crescimento
endocondral. Após se tornar adulto, o osso não crescerá mais, então essa placa é substituı́da pela
linha epi�isial. Nesse local do úmero, encontramos o colo anatômico. Lateral e distalmente ao
colo, está o tubérculo maior, uma projeção palpável, e anteriormente a ele o tubérculo menor.
Entre eles, temos o chamado “sulco intertubercular” para separá-los.
O corpo, ou diá�ise, do úmero é quase cilı́ndrico em sua extremidade proximal, mas, de maneira
gradativa, torna-se triangular até se achatar e alargar em sua extremidade distal. 
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Lateralmente, há uma área rugosa em forma de V chamada tuberosidade para o músculo deltoide. Essa região
serve para a inserção dos tendões do músculo deltoide. Na face posterior do úmero, há o sulco do nervo
radial, que percorre a tuberosidade deltoidea e contém o nervo (TORTORA; DERRICKSON, 2015).
Alguns acidentes anatômicos podem ser vistos na região epı́�ise do úmero. Clique e con�ira.
Capítulo
Protuberância arredonda que se articula com a
cabeça do rádio.
Tróclea
Localizada medialmente ao capıt́ulo, articula-se
com a incisura troclear da ulna.
Fossa radial
Uma depressão posicionada anteriormente ao
capıt́ulo e só se articula com a cabeça do rádio,
quando �lexionamos o antebraço.
Fossa do olécrano
Quando estendemos o antebraço, essa depressão
posterior se conecta com o olécrano da ulna.
Fossa coronoidea
Quando �lexionamos o antebraço, essa depressão
anterior se conecta com o processo coronoide da
ulna.
Epicôndilos
Podem ser laterais ou mediais e são projeções
dos dois lados da região distal do úmero, que
recebem a maioria dos tendões do antebraço.
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Na imagem abaixo, podemos observar a maior parte dos acidentes ósseos do úmero, tanto na vista anterior
quanto na vista posterior.
VOCÊ SABIA?
Se você palpar a face posterior do epicôndilo medial, você sentirá o nervo ulnar.
Com essa exposição, ele é facilmente alvo de pancadas leves e se torna o
responsável por aquele ‘choque’ que sentimos no cotovelo. Isso porque a função
de um nervo é comunicar ao sistema nervoso central as sensações de percepção
de temperatura, tato, dor etc. Quando há uma batida nessa região, o nervo
provoca uma descarga elétrica gerando uma falsa informação de dor.
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A ulna é localizada na região medial do antebraço. Na epı́�ise proximal, encontramos posteriormente o
olecrano, que é justamente a protuberância do cotovelo, e anteriormente encontramos o processo coronoide.
O olécrano e o processo coronoide articulam-se com a tróclea do úmero. Ainda entre o olecrano e o processo
coronoide, existe uma curvatura chamada de incisura troclear, a qual é formada a articulação do cotovelo.
Inferior e lateralmente a essa inscisura, encontramos outra, a denominada incisura radial que, por sua vez,
articula-se com a cabeça do rádio.
Após o processo coronoide, podemos evidenciar a tuberosidade da ulna, local em que ocorre a inserção do
músculo braquial. Na região distal, a ulna é composta por uma cabeça, que é separada do punho por uma
cartilagem �ibrosa. Por �im, temos o processo estiloide, que é visto na parte posterior dessa região distal e ali
insere-se o ligamento colateral ulnar.
Outro osso do antebraço é o rádio, porém ele está localizado na região externa ou lateral e apresenta uma
constituição mais estreita na parte proximal e mais larga na distal. A cabeça do rádio, que está na epı́�ise
proximal, liga-se ao capı́tulo do úmero e com a incisura radial da ulna. Abaixo da cabeça, temos o colo do
rádio e, mais abaixo, a tuberosidade do rádio, que é o local em que o músculo bı́ceps braquial é inserido. Na
Figura 4 - Acidentes ósseos do úmero.
Fonte: Achiichiii, Shutterstock, 2019.
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face lateral desse osso, temos o processo	estiloide, que facilmente é palpado próximo ao carpo. Nele, ocorre a
inserção do músculo braquiorradial e o ligamento colateral radial do punho, em sua região mais distal há a
incisura	ulnar, que se conecta com a cabeça da ulna.
Esses dois ossos, rádio e ulna, formam com o úmero a articulação do cotovelo. Unindo a diá�ise (corpo) do
rádio e da ulna, há a membrana interóssea do antebraço, uma faixa de tecido conjuntivo que impede que esses
ossos se separem, mesmo quando carregamos peso com o antebraço.
O punho ou região do carpo consiste em oito pequenos ossos que estão uni�icados por ligamentos, sendo as
articulações entre esses ossos chamadas de articulações intercarpais. Saiba que os nomes dos ossos estão
relacionados aos formatos deles. Na linha proximal (indo de lateral para medial), temos: escafoide; semilunar;
piramidal; pisiforme. Na linha distal (também indo de lateral para medial), temos: trapézio, trapezoide,
capitato, hamato. O capitato entre todos os ossos do carpo é o maior deles.
Em fraturas no carpo, segundo Severo et	 al. (2018), 60% dos casos ocorrem no osso escafoide, sendo o
trauma mais comum a hiperextensão com desvio ulnar. Esse tipo de fratura ocorre, por exemplo, quando
escorregamos e, ao cair, apoiamos a palma da mão no chão para nos proteger do choque.
Figura 5 - Ossos do antebraço.
Fonte: TORTORA; DERRICKSON, 2015, p. 245.
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A estrutura denominada túnel do carpo, que gera uma série de lesões que serão estudadas ao �inal desta
unidade, é formada por um espaço côncavo entre os ossos pisiforme e hamato do lado ulnar e dos ossos
trapézio e escafoide do lado radial. Estes são cobertos por feixes �ibrosos de tecido conjuntivo, também
conhecidos como retináculo dos músculos �lexores. Por esse túnel, passa o nervo mediano e os tendões
�lexores dos dedos e do polegar.
O metacarpo é a região da palma da mão que possui cinco ossos metarcapais numerados de I a V, iniciando a
contagem de lateral para medial. Esses ossos se articulam com o carpo, para formar as articulações
carpometacarpais, e às falanges proximais para, juntos, formarem as articulações metacarpo falangeanas.
VOCÊ O CONHECE?
O corpo humano é formado por 206 ossos. Agora, imagine passar por mais do que o
dobro desse número em fraturas. Pois é o que ocorreu com um dublê norte-americano
chamado Robert Craig Knievel, mais conhecido como Evel Kienevel, que sofreu 433
fraturas em 35 ossos diferentes ao longo da sua carreira. Na mais grave delas, �icou 29
dias em coma. E como ele morreu? Com uma �ibrose pulmonar em 30 de novembro de
2007, ou seja, algo sem relação com suas fraturas anteriores.
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Mais conhecidas como ossos dos dedos, também são numerados de I a V, iniciando a contagem pela região
lateral, as falanges formam a parte mais distal da mão. Cada mão possui 14 falanges em seus cinco dedos,
isso porque o dedo polegar possui duas falanges (proximal e distal), enquanto os demais possuem três
falanges (proximal, média e distal). Os dedos, de lateral para medial, são chamados de polegar ou primeiro
dedo, II dedo, III dedo, IV dedo e V dedo.
Vamos conferir se você sabe identi�icar os acidentes ósseos da parte livre do membro superior? 
Clique nas abas e con�ira mais sobre a localização das principais fraturas na parte livre do membro superior.
Figura 6 - Ossos do punho e mão.
Fonte: TORTORA; DERRICKSON, 2015, p. 247.
Colo	cirúrgico	do	úmero 
Ulna	e	rádio 
Mais frequentes em pessoas idosas com osteoporose. Pode
comprometer o nervo axilar, que inerva todos os músculos
extensores da parte posterior do membro superior.
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Para conhecer mais sobre o membro superior, observe a �igura abaixo.
Escafoide 
Em crianças mais frequentemente ocorrem fraturas incompletas do
tipo galho verde. Em adultos é mais frequente em indivı́duos idosos
com osteoporose, nos quais ocorre a fratura na região distal do rádio
e da ulna.
Frequentemente fraturado quando se apóia a mão no chão para
proteger-se uma queda. Dos ossos do carpo é o que mais sofre
fraturas.
Figura 7 - Radiogra�ia do membro superior. A. Radiogra�ia anteroposterior do antebraço. B. Radiogra�ia de
per�il do antebraço. C. Radiogra�ia anteroposterior da mão.
Fonte: samunella/joel bubble ben. Shutterstock, 2019.
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Conhecer os acidentes ósseos é fundamental para compreender quais movimentos executam uma articulação
e como os músculos agem. Agora que já conhecemos todos os ossos do membro superior, passaremos ao
estudo das articulações. Continue acompanhando!
3.2 Fisiologia das articulações do ombro, cotovelo, punho e
mão
Neste tópico, abordaremos, de forma mais detalhada, as articulações do membro superior (ombro, cotovelo,
punho e mão) e sua �isiologia articular. Tão importante quanto conhecer quais são as articulações é
compreender seus componentes e as funções que cada um possui para que a articulação �ique preservada e
tenha uma boa condição �isiológica.
Talvez você se pergunte: “Mas a articulação não é apenas a estrutura que realiza a ligação entre os ossos
permitindo que haja movimento?” ou então “Quantas estruturas mais são necessárias para que tais
movimentos sejam realizados?”. E� justamente isso que veremos a seguir. Continue acompanhando!
3.2.1 Componentes articulares
A articulação	 do	 ombro é classi�icada como esferoide e formada pela cabeça do úmero e pela cavidade
glenoidal da escápula. Ela é composta anatomicamente por: 
cápsula articular: uma bolsa fina e frouxa que reveste
externamente a articulação;
ligamento coracoumeral: estrutura forte e larga que reforça a
parte antero-superior da cápsula articular;
ligamento glenoumeral: três ligamentos que estabilizam a
articulação quando o úmero excede ou chega perto de exceder
seus limites de movimento;
ligamento transverso do úmero: tem uma função de retináculo,
ou seja, de segurar a cabeça longa do músculo bíceps braquial;
lábio glenoidal: uma cartilagem fibrosa pequena e estreita, em
formato de anel ao redor da cavidade glenoidal;
bolsas sinoviais: são sacos formados por membrana sinovial que
circundam um tendão ou ligamento. As bolsas produzem líquido
sinovial para lubrificar a estrutura que ela envolve e o
deslizamento entre duas estruturas. São frequentes no ombro e
cotovelo. Sua inflamação é chamada de bursite. Há três bolsas que
têm relação com a articulação do ombro: bolsa subtendínea do
músculo subescapular; bolsa subdeltoidea; bolsa subacromial.
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A articulação do ombro é a que possibilita o maior número de movimentos do corpo: �lexão; extensão; rotação
medial; rotação lateral; abdução; adução; circundução. Essa mobilidade é possı́vel graças à frouxidão da
capsula articular e o fato de a cabeça do úmero ser grande enquanto a cavidade glenoidal não se aprofunda
muito.
Figura 8 - Articulação do ombro.
Fonte: Alila Medical Media, Shutterstock, 2019.
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A articulação	do	cotovelo	 é formada pelas articulações úmeroulnar e úmerorradial, é do tipo gı́nglimo e é
formada por quatro estruturas: capitulo e tróclea do úmero, cabeça do rádio e incisura troclear da ulna. Ela
conta com alguns componentes anatômicos importantes. Clique e con�ira!
VOCÊ QUER LER?
Um bom artigo cientı�́ico que pode aumentar seu conhecimento anatômico sobre a
articulação do ombro, já trazendo para a prática pro�issional, foi escrito por Alvarenga
et al. (2014). Ele trata sobre a melhoria na performance do arremesso em jogadoras de
handebol. O artigo pode ser lido em: http://www.scielo.br/pdf/rbce/v36n3/0101-
3289-rbce-36-03-0679.pdf (http://www.scielo.br/pdf/rbce/v36n3/0101-3289-rbce-
36-03-0679.pdf ).
Cápsula	articular	
A região anterior da cápsula e a posterior são delgadas e mais frágeis.
Ligamento	colateral	ulnar	
Feixe triangular, mais frágil, reforça a cápsula articular na região mais medial.
http://www.scielo.br/pdf/rbce/v36n3/0101-3289-rbce-36-03-0679.pdf
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Para conhecer mais sobre a articulação do cotovelo e a rediulnar proximal, observe a �igura abaixo. 
Ligamento	colateral	radial	
Feixe triangular, mais forte, reforça a cápsula articular na região mais lateral.
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Saiba que os movimentos realizados pela articulação do cotovelo se limitam à �lexão e à extensão. Na posição
anatômica, há um ângulo de até 15° entre o braço e antebraço em homens e pouco maior de 15° em mulheres,
de maneira que o antebraço tem uma posição divergente em relação ao tronco. Essa angulação é importante
para a �lexão do cotovelo, principalmente quando estamos transportando algo pesado nos braços. Nesse caso,
o ângulo de transporte na articulação de cotovelo foca em torno de 170°.
Outra articulação que encontramos no cotovelo é a radioulnar proximal, do tipo trocoide, que �ica situada
entre cabeça do rádio e incisura radial da ulna, com a função de gerar os movimentos de pronação, gira a
palma da mão para posterior, e supinação, gira a palma da mão para anterior.
A articulação radio-ulnar distal também é do tipo trocoide e �ica situada entre a incisura ulnar e a cabeça da
ulna. Participa dos movimentos de pronação e supinação, sendo que na pronação o rádio cruza sobre a ulna e
depois descruza na pronação.
Figura 9 - Articulação do cotovelo e rediulnar proximal.
Fonte: MOORE 2019, p. 267.
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Veja listados, abaixo, os componentes anatômicos da articulação radio-ulnar proximal e distal:
cápsula articular: prolongamento da cápsula articular da
articulação do cotovelo na articulação radio-ulnar proximal e
frouxana articulação radio-ulnar distal para permitir a torção
durante a pronação e supinação;
ligamento anular do rádio: um feixe de fibras muito forte que
circunda a cabeça do rádio e a mantém contra a incisura radial da
ulna durante a rotação;
disco articular: anel fibrocartilaginoso com formato triangular
situado na articulação radio-ulnar distal, que amortece os
movimentos repetitivos com o punho e confere congruência às
faces articulares da cabeça da ulna e do osso semilunar do carpo.
Figura 10 - Pronação e supinação do antebraço.
Fonte: Alila Medical Media. Shutterstock, 2019.
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A articulação	 radiocarpal	 �ica na região distal do rádio, conectando-se aos ossos escafoide, semilunar e
piramidal, e é do tipo condilar e biaxial. Pode realizar movimentos de �lexão, extensão, abdução, adução e
circundunção do punho. Essa articulação permite que a mão entre em posição ótima para a pega.
Em relação às articulações da mão, temos a articulação	intercarpal, localizada entre os ossos proximais e
distais do carpo. E� do tipo plana e possibilita movimentos de deslizamento, mais �lexão, extensão, abdução,
adução e leve rotação da articulação mediocarpal.
A articulação	carpometacarpal possui uma divisão: articulação carpometacarpal do polegar, que é do tipo
selar; e articulação carpometacarpal dos dedos, que é plana. A primeira está localizada entre o trapézio e o
primeiro metacarpal e a segunda entre os ossos carpais e do segundo ao quinto metacarpais. São capazes de
proporcionar os movimentos de �lexão, extensão, adução, abdução e circundunção do polegar e o
deslizamento nos outros dedos.
Figura 11 - Articulações da mão.
Fonte: CAEL, 2013, p. 140.
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VAMOS PRATICAR?
O tênis é um esporte que requisita muitos movimentos do punho. D
empunhadura da raquete até os movimentos de ataque à bola podem
lesões. As lesões mais comuns no punho do tenista são a lesão do disco a
principalmente no movimento de topspin, a lesão do osso hamato, no
raquete �ica apoiada, e a tendinite dos extensores devido aos movime
extensão do punho. Uma das maneiras de evitá-las é manter a mobilid
distensibilidade dos elementos que compõem essa articulação, além de fo
a musculatura envolvida.
Nesta atividade, você exercitará sua capacidade de compreender o que f
aplicar o que foi aprendido na sua prática pro�issional. Para auxiliá-lo, vo
consultar o material de apoio a seguir:
MOORE, K. L. Anatomia	 orientada	 para	 a	 clínica. 8. ed. Rio de 
Guanabara Koogan, 2019.
MOTUS HOMINIS. Movimentos	 do	 punho	 em	 3D. 6 mar. 2018. Dispon
https://youtu.be/l1X-Ey4fYqo	 (https://youtu.be/l1X-Ey4fYqo). Acesso 
ago. 2019.
Situação-problema:
Em sua casa, sente-se em uma cadeira próxima à ponta de uma mesa. 
parte posterior do antebraço no canto da mesa e deixe o punho caindo p
desse móvel,, de tal maneira que você possa movimentá-lo livr
Executaremos os movimentos da articulação radiocarpal. Começaremos 
movimentos de �lexão e extensão; para isso, feche a mão, como se e
preparando um soco. Execute o movimento de �lexão e extensão do
seguidamente. Nesse movimento, o punho como um todo se aprox
antebraço anteriormente e depois se afasta. O antebraço não se movimen
isso, volte à posição inicial e execute os movimentos de abdução e ad
punho. Esses movimentos são bem curtos e você perceberá o pol
aproximando do rádio na abdução e se afastando na adução. Volte nova
posição anatômica e faça todos os movimentos de maneira sequencial: e
abdução, �lexão e adução do punho. Para isso, �lexione todos os dedos, fech
e perceba que o punho desenhará um cıŕculo. Repita algumas vezes. Ao e
cada um destes movimentos observe: qual segmento do membro sup
move e qual �ica parado? Em qual plano de secção ocorre cada mo
realizado? Qual é o eixo do corpo humano em que cada movimento foi re
Quais desses movimentos podem promover lesão do disco articular do pun
https://youtu.be/l1X-Ey4fYqo
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Já a articulação	 metacarpofalangeana, localizada entre as cabeças dos ossos metacarpos e as bases
proximais das falanges, é do tipo elipsoide e realiza movimentos de �lexão, extensão, abdução, adução e
circundunção das falanges.
Por �im, a articulação	 interfalangeana, situada entre a cabeça da falange e a região distal dela, do tipo
gı́nglimo, realiza movimentos de �lexão e extensão dos dedos.
3.3 Músculos do membro superior que agem na articulação
do ombro e do cotovelo
Estudaremos agora a variedade de músculos que possuı́mos nos membros superiores. Desde a região do
ombro até a ponta de nossos dedos, uma grande quantidade de músculos existe para que cada pessoa seja
capaz de realizar movimentos rotineiros.
Todos os nossos músculos são formados pelo ventre muscular (região contrátil), pela fáscia muscular e pelos
tendões. Os tendões podem ser classi�icados como: de origem (quando �icam �ixos durante a contração
muscular) ou de inserção (quando se deslocam durante a contração). Outro ponto importante é que, quando
ocorre a contração muscular, o tendão de inserção sempre se desloca na direção do tendão de origem,
aproximando-se dele.
Músculos que atuam a favor de um movimento são chamados de músculos agonistas, e aqueles que atuam
auxiliando os agonistas são ditos sinergistas. Os músculos que executam o movimento contrário ou de
reposição do agonista são chamados de antagonistas.
O controle neural dos músculos é realizado de forma voluntária e é bastante complexo. Uma grande área do
córtex cerebral se ocupa em executar precisamente os movimentos do membro superior.
Não é fantástico como nosso corpo se comporta? Agora, que tal conhecermos cada músculo que compõe
essa parte do corpo e como agem? Vamos identi�icar quais músculos realizam cada movimento do membro
superior e que doenças podem estar relacionadas a eles? Acompanhe abaixo!
3.3.1 Músculos que agem na articulação do ombro
Estes músculos promovem a �lexão, extensão, abdução, adução, rotação medial e lateral do ombro. Agora,
detalharemos onde cada músculo está localizado, seus locais de origem e inserção e sua ação, com base nos
autores Kendal et	al. (2007). Acompanhe!
O primeiro grupo de músculos forma o manguito rotador. São os músculos supraespinal, infraespinal,
redondo menor e subescapular. Esses músculos e o tendão da cabeça longa do músculo bı́ceps braquial dão
estabilidade à articulação do ombro. Nessa articulação, a instabilidade ocorre devido à desproporção entre a
cabeça do úmero e a cavidade glenoidal, sendo que a maior parte da cabeça �ica sem contato com a cavidade
glenoidal.
Os músculos supraespinal, infraespinal e redondo menor inserem-se no tubérculo posterior do úmero, e são
responsáveis pela rotação lateral do ombro, enquanto o músculo subescapular faz a rotação medial.
Con�ira abaixo a origem, inserção e ação de cada um desses músculos.
Músculo	supraespinal
Origem: fossa supraespinal da escápula.
Inserção: tubérculo maior do úmero.
Ação: rotação lateral da articulação do ombro e estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal
durante movimentos dessa articulação.
Músculo	infraespinal
Origem: fossa infraespinal da escápula.
Inserção: tubérculo maior do úmero.
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Ação: rotação lateral da articulação do ombro e estabilização da cabeça do úmerona cavidade glenoidal
durante movimentos dessa articulação.
Músculo	redondo	menor
Origem: margem lateral da escápula.
Inserção: tubérculo maior do úmero.
Ação: rotação lateral da articulação do ombro e estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal
durante movimentos dessa articulação.
Músculo	subescapular
Origem: fossa subescapular.
Inserção: tubérculo menor do úmero.
Ação: rotação medial da articulação do ombro e estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenoidal
durante movimentos dessa articulação.
Segundo Carvalho et	al. (2016), cerca de 70% das dores no ombro são ocasionadas por lesões no manguito
rotador. Outro nome dado é a sı́ndrome do impacto, que é de�inida como uma patologia in�lamatória e
degenerativa, caracterizada por uma compressão de estruturas localizadas no espaço umerocoracoacromial,
como o tendão do músculo supraespinal, a cabeça longa do bı́ceps braquial, a bolsa subacromial e a
articulação acrômioclavicular.
A sı́ndrome do impacto acomete mais frequentemente esportistas, pois eles elevam o braço acima do ombro,
em especial nos arremessos do tênis, vôlei, golfe e, muitas vezes, nos nadadores. Observe na �igura abaixo
como ocorre a compressão do músculo supraespinal contra o arco coracoacromial, promovendo a lesão.
Figura 12 - Lesão do manguito rotador por compressão do músculo supraespinal contra o arco
coracoacromial.
Fonte: Alila Medical Media, Shutterstock, 2019.
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A progressão dessa sı́ndrome se dá de acordo com o efeito acumulativo do impacto, tendo a possibilidade de
causar lesões nas estruturas citadas acima, chegando a uma �ibrose na bolsa, ou até o rompimento do
manguito rotador. O fato de o manguito rotador passar inúmeras vezes sobre o arco coracoacromial causa
uma irritação no tendão do supraespinal e assim o espaço se torna cada vez menor. Esse constante atrito gera
uma degeneração (METZKER, 2010).
Qualquer pessoa que utiliza o braço estendido para o alto com frequência tende a sofrer esse tipo de lesão, até
mesmo as donas de casa, ao pendurar roupa no varal, e os professores, ao escrever na lousa.
Os músculos agonistas da �lexão da articulação do ombro são os músculos peitoral maior (parte clavicular) e
deltoide (parte anterior e média), sendo o músculo coracobraquial um sinergista. Os músculos agonistas da
extensão desta articulação é o músculo deltoide (parte posterior) e os sinergistas são os músculos redondo
maior, latı́ssimo do dorso e a cabeça longa do m. trı́ceps braquial.
O músculo peitoral maior tem um formato de leque e divide-se em parte clavicular e esternocostal de acordo
com a origem de suas �ibras. A parte clavicular apresenta �ibras em posição oblı́qua com inserção no
tubérculo maior do úmero. Essas �ibras �lexionam o ombro. A parte esternocostal tem �ibras mais horizontais
e aduzem o ombro quando este está �lexionado.
O músculo deltoide também apresenta formato de leque e divide-se em três partes: anterior, média e posterior.
Utilizamos as partes anterior e posterior, principalmente, quando caminhamos e balançamos o membro
superior ao lado do corpo para a frente (�lexão) e para trás (extensão).
O músculo latı́ssimo do dorso também apresenta formato de leque e estende, abaixa e faz rotação medial do
úmero. Utilizamos esse músculo quando dobramos o braço para trás para coçar as costas, no nado crawl, para
elevar o tronco na direção do braço quando escalamos, subimos em uma árvore ou quando elevamos o corpo
na barra. Com o músculo peitoral maior, forma a fossa axilar.
VOCÊ QUER VER?
Você é daqueles que gosta de ver procedimentos cirúrgicos? Nossa sugestão de vıd́eo
dá uma esclarecida sobre a sıńdrome do impacto e ainda mostra vıd́eos de uma
intervenção cirúrgica. Você poderá ver as estruturas do corpo internamente. Acesse:
https://www.youtube.com/watch?v=Mqq0pjTOjAU
(https://www.youtube.com/watch?v=Mqq0pjTOjAU).
https://www.youtube.com/watch?v=Mqq0pjTOjAU
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Con�ira abaixo a origem, inserção e ação de cada um dos músculos relacionados com a �lexão e extensão do
ombro.
Músculo	peitoral	maior	–	parte	clavicular
Origem: clavı́cula.
Inserção: tubérculo maior do úmero.
Ação: �lexionam e rodam medialmente a articulação do ombro e aduzem horizontalmente o úmero em direção
ao ombro oposto.
Músculo	peitoral	maior	–	parte	esternocostal
Origem: esterno.
Inserção: tubérculo maior do úmero.
Ação: aduz obliquamente o úmero em direção à crista ilı́aca oposta.
Figura 13 - Músculos que movimentam a articulação do ombro.
Fonte: adike, Shutterstock, 2019.
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Músculo	coracobraquial
Origem: processo coracoide da escápula.
Inserção: superfı́cie medial da diá�ise umeral, oposta à tuberosidade deltoide.
Ação: �lexiona e aduz a articulação do ombro.
Músculo	deltoide
Origem das �ibras anteriores: clavı́cula.
Origem das �ibras médias (parte acromial): acrômio.
Origem das �ibras posteriores: espinha da escápula.
Inserção: tuberosidade deltoidea.
Ação: abdução da articulação do ombro pelas �ibras médias, com estabilização pelas �ibras anteriores e
posteriores. As �ibras anteriores �lexionam a articulação do ombro. As �ibras posteriores estendem a
articulação do ombro.
Músculo	redondo	maior
Origem: margem lateral da escápula.
Inserção: tubérculo menor do úmero.
Ação: estende, aduz e gira medialmente o úmero; eleva o corpo em direção aos braços durante a escalada.
Músculo	latíssimo	do	dorso
Origem: vértebras T.VII à L.V, crista ilı́aca e sacro.
Inserção: sulco intertubercular.
Ação: extensão, adução e rotação medial do úmero; eleva o corpo em direção ao braço.
Os músculos agonistas da abdução do ombro são a parte média do músculo deltoide e o músculo
supraespinal. A adução é realizada pelo músculo peitoral maior e latı́ssimo do dorso, sendo sinergistas o
músculo redondo menor e a cabeça longa do músculo trı́ceps braquial. A origem, inserção e ação destes
músculos foram descritas acima.
E� muito importante para os pro�issionais de saúde, em especial pro�issionais de Educação Fı́sica, Fisioterapia
e Enfermagem serem capazes de localizar os músculos na superfı́cie do corpo. Vamos treinar a localização no
corpo de cada um dos músculos que movimentam a articulação do ombro?
Os músculos descritos até o momento movimentam diretamente a articulação do ombro. Há, ainda, os
músculos toracoapendiculares que movimentam indiretamente o ombro, pois atuam na escápula.
Os movimentos escapulares são descritos abaixo. Clique e con�ira!
Elevação	
As escápulas aproximam-se das orelhas. Os agonistas desse movimento são: a parte
descendente do músculo trapézio, o músculo levantador da escápula e os músculos
romboides maior e menor.
Depressão	
As escápulas abaixam na direção das cristas ilı́acas. Os agonistas desse movimento
são: a ação da gravidade e a parte ascendente do m. trapézio. 
Protração	
As escápulas se afastam do plano mediano. Os agonistas desse movimento são: o
músculo serrátil anterior e os peitorais maior e menor.
Retração	
As escápulas se aproximam do plano mediano. Os agonistas desse movimento são: a
parte transversa do músculo trapézio e os músculos romboides maior e menor.
Rotação	
As escápulas rodam para cima e para baixo, deslizando sobre as costelas. Os
agonistas do deslizamento para cima é a parte descendente do músculo trapézio e
para baixo o m. Latı́ssimo do dorso. 
25/06/2022 00:35 Aparelho Locomotor
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VAMOS PRATICAR?
Muitos esportes utilizam o soco como movimento principal. O boxe e o m
estão entre eles. A boa performance do soco depende de diferentes fatores
de apoio e a postura, a mira no local adequado, a largada do soco co
expiração e o uso do peso do corpo para aumentar o impacto são tr
exaustivamente pelos esportistas. O treinamento dos movimentos escap
essencial para que o soco seja preciso e explosivo.
Nesta atividade, você exercitará sua capacidade de compreender o que f
aplicará o que foi aprendido na sua prática pro�issional. Para auxiliá-lo, vo
consultar o material de apoio a seguir:
MOORE, K. L. Anatomia	 orientada	 para	 a	 clínica. 8. ed. Rio de 
Guanabara Koogan, 2019.
MOTUS HOMINIS. Movimentos	da	escápula	em	3D. 14 jun. 2018. Dispon
https://youtu.be/APOEkqViCOg	(https://youtu.be/APOEkqViCOg). Ace
27 ago. 2019.
Situação-problema:
Em sua casa, encontre um local com espaço em que você possa praticar
movimentos em segurança, sem esbarrar em móveis e objetos. Vamos exe
movimentos da escápula. Fique em posição anatômica. Começaremos
movimento de elevação. Para isso, movimente as escápulas na direção das 
Abaixe suavemente. Repita esse procedimento mais três vezes observan
inevitavelmente o úmero se movimentará com as escápulas. Volte à 
anatômica. Agora, faremos a depressão da escápula. Tente aproximar o
inferior das suas escápulas do quadril. Repita esse procedimento mais trê
Volte à posição anatômica. Agora, faremos o movimento de retração das es
Aproxime as duas escápulas da coluna vertebral e sinta o tórax expa
Repita esse procedimento mais três vezes. Volte à posição anatômica
faremos o movimento de protração das escápulas. Afaste as duas escáp
coluna vertebral, perceba que os ombros se aproximam do o esterno, 
quisessem se unir anteriormente. Repita este procedimento mais três vez
à posição anatômica e vamos fazer o movimento de retração e protração 
maneira diferente, como se estivéssemos socando o ar com os dois 
simultaneamente. Flexione os cotovelos, eleve os braços na altura do o
estenda o cotovelo como se estivesse socando o ar, lentamente. 
lentamente, até levar as escápulas o máximo possıv́el para próximo da
vertebral. Repita este procedimento mais três vezes. Ao executar cada um
movimentos, observe: qual segmento do corpo se move e qual �ica para
qual plano de secção ocorre cada movimento realizado? Qual é o eixo d
humano em que cada movimento foi realizado? Quais músculos são agon
cada um destes movimentos?
https://youtu.be/APOEkqViCOg
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Con�ira abaixo a origem, inserção e ação de cada um dos músculos relacionados com os movimentos
escapulares.
Músculo	peitoral	menor
Origem: terceira, quarta e quinta costelas.
Inserção: processo coracoide da escápula.
Ação: inclina a escápula anteriormente. Com a escápula estabilizada, auxilia na inspiração forçada.
Músculo	romboide	maior
Origem: processos espinhosos de T2 a T5.
Inserção: margem medial da escápula.
Ação: retração e elevação da escápula.
Músculo	romboide	menor
Origem: processos espinhosos C7 e T1.
Inserção: espinha da escápula.
Ação: retração da escápula.
Músculo	levantador	da	escápula
Origem: processos transversos de C1 a C4.
Inserção: margem medial da escápula.
Ação: eleva a escápula.
Músculo	trapézio
Origem das �ibras superiores: protuberância occipital externa e processos espinhosos de C2 até C7.
Origem das �ibras médias: processos espinhosos de T1 a T5.
Origem das �ibras inferiores: processos espinhosos de T6 a T12.
Inserção das �ibras superiores: clavı́cula e acrômio.
Inserção das �ibras médias: acrômio e espinha da escápula.
Inserção das �ibras inferiores: espinha da escápula.
Ação: as �ibras superiores elevam a escápula. As �ibras inferiores deprimem a escápula. As �ibras transversas
fazem a retração da escápula.
Músculo	serrátil	anterior
Origem: oito ou nove costelas superiores.
Inserção: margem medial da escápula.
Ação: protração da escápulao.
O conhecimento da ação de cada um dos músculos estudados é fundamental o estudo da cinesiologia e da
biomecânica. Por isso, aplique os conhecimentos da anatomia e �isiologia articular no vı́deo interativo abaixo.
En�im, �inalizamos o estudo da anatomia e �isiologia articular do ombro. Por ser a articulação com o maior
grau de liberdade do corpo, seu estudo é extenso e complexo. Vamos passar para as demais partes do membro
superior? Acompanhe. 
3.3.2 Músculos que agem na articulação do cotovelo e radioulnar proximal e
distal
A articulação do cotovelo faz os movimentos de �lexão e extensão. Os músculos agonistas da �lexão do
cotovelo são o bı́ceps braquial e braquial. O músculo braquiorradial atua como sinergista. Para a extensão do
agonistam é o músculo trı́ceps braquial, e o músculo ancôneo atua como sinergista.
Embora o normal seja o músculo bı́ceps braquial ter duas cabeças, cerca de 10% de indivı́duos da raça branca
e 20% da raça negra apresentam uma terceira cabeça no músculo bı́ceps braquial. Nesses indivı́duos, a
terceira cabeça surge como uma divisão da cabeça curta e apresenta a mesma inserção e inervação que as
demais cabeça (ASVAT et	al., 1993).
Conheça abaixo a origem e inserção de cada um dos músculos que atuam no cotovelo.
Músculo	bíceps	braquial
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Origem da cabeça curta: processo coracoide da escápula.
Origem da cabeça longa: tubérculo supraglenoidal da escápula.
Inserção: tuberosidade do rádio.
Ação: �lexiona a articulação do cotovelo. A cabeça curta ajuda na adução do ombro e a cabeça longa na
abdução.
Músculo	braquial
Origem: face anterior do úmero.
Inserção: tuberosidade da ulna.
Ação: �lexiona o cotovelo.
Músculo	tríceps	braquial
Origem da cabeça longa: tubérculo infraglenoidal da escápula.
Origem da cabeça curta: face posterior do úmero.
Origem da cabeça medial: face medial e posterior do úmero.
Inserção: olécrano.
Ação: estende a articulação do cotovelo. A cabeça longa auxilia a adução e a extensão dessa articulação.
Músculo	braquiorradial
Origem: margem lateral do úmero.
Inserção: processo estiloide do rádio.
Ação: �lexiona a articulação do cotovelo, além de auxiliar na pronação e supinação do antebraço.
A articulação radioulnar proximal e distal realizam os movimentos de pronação e supinação do antebraço. A
supinação sem resistência é realizada pelo músculo supinador, mas quando é necessário força para vencer
alguma resistência o músculo bı́ceps braquial atua como sinergista. A pronação é feita principalmente pelo
músculo pronador quadrado, na região distal do antebraço, com ajuda do músculo pronador redondo, na
região proximal.
Veja a seguir a origem e inserção dos músculos pronadores e supinadores do antebraço.
Músculo	pronador	quadrado
Origem: lado medial, superfı́cie anterior do quarto distal da ulna.
Inserção: lado lateral, superfı́cie anterior do quarto distal do rádio.
Ação: prona o antebraço.
Músculo	pronador	redondo
Origem da cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero.
Origem da cabeça ulnar: processo coronoide da ulna.
Inserção: face lateral do rádio.
Ação: pronação do antebraço.
Músculo	supinador
Origem: epicôndilo lateral do úmero, ligamento colateral radial da articulação do cotovelo, ligamento anular
do rádio.
Inserção: face lateral do corpo do rádio.
Ação: supinação do antebraço.
Muito bem! Até aqui �izemos um ótimo trabalho estudando detalhadamente os músculos que movimentam o
ombro e o cotovelo. Agora, vamos passar para as demais regiões da parte livre do membro superior.
Acompanhe!
3.4 Músculos do membro superior que agem na articulação
do punho e da mão
Os músculos que agem na mão e nos dedosem sua maioria estão situados no antebraço. Há uma grande
quantidade desses músculos, já que os movimentos realizados pela mão e pelos dedos são precisos e
essenciais para a manutenção da vida cotidiana. São eles que nos permitem escrever, segurar e fazer
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movimentos precisos como os de pinça.
Vamos mergulhar no estudo destes músculos?
3.4.1 Músculos que agem na articulação do punho
A articulação radiocarpal realiza os movimentos de �lexão e extensão e adução e abdução. Os agonistas do
movimento de �lexão são os músculos �lexor radial do carpo, �lexor ulnar do carpo, auxiliados pelos
sinergistas abdutor longo do polegar e músculos �lexores dos dedos e do polegar.
Os agonistas do movimento de extensão são os músculos extensor radial longo e curto do carpo, extensor
ulnar do carpo, auxiliados pelos sinergistas extensor do polegar e extensor dos dedos.
No movimento de abdução da articulação do punho, temos como sinergistas os músculos: abdutor longo do
polegar, �lexor radial do carpo, extensor radial longo e curto do carpo. Já a adução conta com os músculos
extensor e �lexor ulnar do carpo.
Acompanhe abaixo a origem e inserção de cada um desses músculos. 
Músculo	�lexor	radial	do	carpo
Origem: epicôndilo medial do úmero.
Inserção: II e III metacarpos.
Ação: �lexiona e abduz o punho.
Músculo	�lexor	ulnar	do	carpo
Origem da cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero.
Origem da cabeça ulnar: olécrano.
Inserção: osso pisiforme até os ossos hamato e V metacarpo.
Ação: �lexiona e aduz o punho.
Músculo	�lexor	super�icial	dos	dedos
Origem da cabeça umeral: epicôndilo medial do úmero, ligamento colateral ulnar.
Origem da cabeça ulnar: processo coronoide.
Origem da cabeça radial: linha oblı́qua do rádio.
Inserção: por quatro tendões, nos lados das falanges médias do II ao V metacarpos.
Ação: �lexiona os dedos de II a V.
Músculo	�lexor	profundo	dos	dedos
Origem: superfı́cies anterior e medial da ulna.
Inserção: por quatro tendões, nas bases das falanges distais.
Ação: �lexiona os dedos de II a V.
Músculo	extensor	dos	dedos
Origem: epicôndilo lateral do úmero.
Inserção: por quatro tendões, no dorso do II ao V metacarpos e se dividindo sobre a falange proximal.
Ação: estende os dedos de II a V.
Músculo	extensor	radial	longo	do	carpo
Origem: sulco supracondilar lateral do úmero.
Inserção: superfı́cie dorsal da base do II metacarpo.
Ação: estende e abduz o punho.
Músculo	extensor	radial	curto	do	carpo
Origem: epicôndilo lateral do úmero.
Inserção: superfı́cie dorsal da base do III metacarpo.
Ação: estende e auxilia a abdução do punho.
Músculo	extensor	ulnar	do	carpo
Origem: epicôndilo lateral do úmero.
Inserção: base do V metacarpo.
Ação: estende e aduz o punho.
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Agora observe a �igura abaixo:
Há muitos músculos na região anterior do braço e a maioria deles são músculos �lexores. Uma maneira de
facilitar o estudo desses músculos é dividi-los em três camadas. Na camada mais super�icial, encontraremos
os músculos pronador redondo, �lexor radial do carpo, �lexor ulnar do carpo e palmar longo. Na camada
intermediária, encontraremos somente o músculo �lexor super�icial dos dedos e, na última camada, a camada
mais profunda, encontraremos o músculo pronador quadrado, �lexor profundo dos dedos e �lexor longo do
polegar. Na região posterior do antebraço, situam-se os músculos extensores do punho e dos dedos.
Acompanhe no quadro abaixo um resumo de todos esses músculos.
Figura 14 - Camadas dos músculos �lexores do antebraço.
Fonte: MOORE, 2019, p. 214.
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Vamos treinar a localização dos músculos do antebraço?
Os epicôndilos do úmero servem como origem para diversos músculos do antebraço e podem ser acometidos
por uma tendinite, chamada de epicondilite. A epicondilite pode ocorrer no epicôndilo lateral, causando uma
in�lamação dos músculos extensores do punho e dos dedos na região proximal. Por ter uma grande ocorrência
em tenistas, mais de 50% deles, também é chamada de cotovelo de tenista. O tendão que geralmente é
acometido é o extensor radial curto do carpo, que auxilia na estabilização do punho quando o cotovelo é
estendido. Essa sobrecarga sobre o tendão causa microlesões na inserção do tendão no epicôndilo, causando
dor na região lateral do cotovelo.
Em apenas 10% dos casos, recomenda-se o tratamento conservador, mas na maioria deles é necessário o
procedimento cirúrgico (HEBERT et	al., 2016).
Quadro 1 - Músculos que movimentam a articulação do punho.
Fonte: Elaborado pela autora, 2019.
Figura 15 - Local da lesão da epicondilite lateral.
Fonte: corbac40, Shutterstock, 2019.
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A epicondilite também pode ocorrer no epicôndilo medial, com a in�lamação nos tendões dos músculos
�lexores do punho. Em aspectos gerais, é semelhante à patologia que ocorre na região lateral, porém a medial
acomete mais gol�istas, por isso também é conhecida como cotovelo de gol�ista.
O punho é a região que faz a conexão entre o antebraço e a mão. Você pode observar há muitos músculos
�lexores que cruzam essa anteriormente e músculos extensores que o fazem posteriormente. Para manter
todos os tendões desses músculos em suas devidas posições, encontramos na região mais distal do antebraço
os retináculos.
O retináculo é uma espessa faixa de tecido conjuntivo. O retináculo extensores situa-se posteriormente no
antebraço, mantendo os músculos extensores em posição. Já na região anterior, há o retı́naculo dos �lexores,
também denominado ligamento carpal transverso. O retináculo dos �lexores une os ossos carpais
super�icialmente formando um túnel, o túnel do carpo, pelo qual passam nove tendões e o nervo mediano. Os
tendões que passam pelo túnel do carpo são os quatro tendões do músculo �lexor super�icial dos dedos, os
quatro tendões do músculo �lexor profundo dos dedos e o tendão do músculo �lexor longo do polegar.
A sı́ndrome do túnel do carpo é de�inida pela tração ou compressão do nervo mediano na região do punho.
Ocorre em 4 a 5% da população, mais frequentemente em adultos de 40-50 anos e no sexo feminino, está
relacionada com atividades manuais repetitivas e traumatismos.
CASO
A epicondilite é muito comum em tenistas e até mesmo os mais famosos e talentosos
são vıt́imas da lesão. E� o caso do sérvio Novak Djokovic. Ele tentou o tratamento
conservador, realizando �isioterapia praticamente todos os dias a �im de curar essa
in�lamação na articulação do cotovelo, mas essa técnica não trouxe o resultado
esperado, na realidade só lhe tirava um pouco da dor, mas com os treinamentos e
jogos, o problema retornava e ia se agravando. Após um longo perıódo de negociação
com a dor, o tenista decidiu passar por um procedimento cirúrgico para então poder
ser curado. Djokovic �icou seis meses afastado das quadras para se dedicar ao
tratamento e à reabilitação, e assim conseguiu superar a lesão e retornar aos
gramados em alto nıv́el (ESTADA�O, 2018).
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A compressão pode ocorrer em dois locais: no limite proximal ao túnel do carpo e próximo ao osso hamato.
Essa compressão e tração podem ocasionar di�iculdades na circulação sanguı́nea dentro donervo, e alterar o
tecido conjuntivo, pois se a pressão for muito grande, di�icultará o retorno venoso, causando diminuição de
oxigênio na região e um edema.
VOCÊ QUER LER?
Dois artigos cientı�́icos bem interessantes foram publicados por autores nacionais. Você
pode consultá-los com o objetivo de dar uma aprofundada nesse assunto. O primeiro
deles se chama “Sıńdrome do túnel do carpo” e está disponıv́el em:
http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n5/pt_0102-3616-rbort-49-05-0429.pdf
(http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n5/pt_0102-3616-rbort-49-05-0429.pdf ). O
segundo, que complementa o assunto, focando no tratamento da lesão, você pode
acessar em: http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n5/pt_0102-3616-rbort-49-05-
0437.pdf (http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n5/pt_0102-3616-rbort-49-05-
0437.pdf ). 
http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n5/pt_0102-3616-rbort-49-05-0429.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbort/v49n5/pt_0102-3616-rbort-49-05-0437.pdf
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Duas patologias podem estar associadas à sı́ndrome do túnel do carpo: polineuropatia, que é um distúrbio
simultâneo de diversos nervos periféricos no organismo todo, e sı́ndrome da compressão nervosa ou do túnel
cubital ou ulnar, que é uma doença que se caracteriza pela compressão do nervo cubital ou nervo ulnar a nı́vel
do cotovelo, originando uma neuropatia cubital.
Vamos passar ao estudo dos músculos da mão? Acompanhe abaixo!
3.4.2 Músculos que agem nas articulações da mão e dos dedos
Os músculos da mão podem ser divididos em:
músculos da eminência tenar, sendo os músculos abdutor curto
do polegar, flexor curto do polegar e oponente do polegar;
músculos da eminência hipotênar, sendo abdutor do dedo
mínimo, flexor curto do dedo mínimo e oponente do dedo
mínimo;
Figura 16 - Estruturas afetadas na sı́ndrome do túnel do carpo.
Fonte: Alila Medical Media, Shutterstock, 2019.
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músculo adutor do polegar;
músculos profundos da mão, sendo os músculos lumbricais e
interósseos.
Os dedos da mão podem fazer os movimentos de �lexão e extensão e de adução e abdução. Os músculos
responsáveis pela �lexão dos dedos da mão são os músculos interósseos, lumbricais, �lexor curto do dedo
mı́nimo, �lexor super�icial dos dedos, �lexor profundo dos dedos. Para realizar a extensão dos dedos temos os
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Figura 17 - Músculos da palma da mão.
Fonte: MOORE, 2019, p. 242.
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músculos: extensor dos dedos, extensor do indicador, extensor do dedo mı́nimo, interósseos, lumbricais. Para
a abdução, utilizamos os músculos interósseos dorsais e o abdutor do dedo mı́nimo, e para a adução,
utilizaremos os músculos interósseos palmares.
Veja abaixo a origem e inserção de cada um destes músculos.
Músculo	adutor	do	polegar
Origem das �ibras oblı́quas: osso capitato e bases dos II e III metacarpos.
Origem das �ibras transversas: superfı́cie palmar do III metacarpo.
Inserção: II e III metacarpos e capitato e falange proximal do polegar.
Ação: aduz a articulação carpometacarpal e aduz e auxilia na �lexão da articulação metacarpofalângeana com o
polegar se movendo em direção a palma da mão.
Músculo	abdutor	curto	do	polegar
Origem: retináculo �lexor, osso trapézio e escafoide.
Inserção: falange proximal do polegar.
Ação: aduz a articulação carpometacarpal, aduz e auxilia na �lexão da articulação metacarpofalângica, com o
polegar se movendo em direção a palma da mão.
Músculo	oponente	do	polegar
Origem: retináculo �lexor e osso trapézio.
Inserção: I metacarpo.
Ação: realiza a oponência, ou seja, �lexiona e abduz com pequena rotação medial a articulação
carpometacarpal do polegar, deixando-o em uma posição para que, pela �lexão da articulação
metacarpofalângica, ele possa opor-se aos dedos da mão.
Músculo	�lexor	longo	do	polegar
Origem: corpo do rádio, margem medial do processo coronoide da ulna e/ou epicôndilo medial do úmero.
Inserção: falange distal do polegar e superfı́cie palmar.
Ação: �lexiona a articulação interfalângeana do polegar, ajuda na �lexão das articulações metacarpofalângeanas
e carpometacarpal, auxiliando também a �lexão do punho.
Músculo	�lexor	curto	do	polegar
Origem da cabeça super�icial: retináculo �lexor e osso trapézio.
Origem da cabeça profunda: ossos trapezoide e capitato.
Inserção: falange proximal do polegar.
Ação: �lexiona as articulações metacarpofalângeanas e carpometacarpal do polegar, auxilia a oposição do
polegar em direção ao dedo mı́nimo, também pode estender a articulação interfalângeana.
Músculo	extensor	longo	do	polegar
Origem: superfı́cie posterior da ulna.
Inserção: falange distal do polegar.
Ação: estende a articulação interfalângeana, auxiliando na extensão das articulações metacarpofalângeana e
carpometacarpal do polegar.
Músculo	extensor	curto	do	polegar
Origem: superfı́cie posterior do corpo do rádio.
Inserção: falange proximal do polegar.
Ação: estende a articulação metacarpofalângeana do polegar e estende e abduz a articulação carpometacarpal,
além de auxiliar na abdução/desvio radial do punho.
Músculo	abdutor	longo	do	polegar
Origem: superfı́cie posterior do corpo da ulna.
Inserção: base do I metacarpo.
Ação: abduz e estende a articulação carpometacarpal do polegar, abduz/desvio radial e auxilia na �lexão do
punho.
Músculo	oponente	do	dedo	mínimo
Origem: osso hamato e retináculo �lexor.
Inserção: V metacarpo.
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Ação: realiza a oponência, ou seja, �lexiona com leve rotação a articulação carpometacarpal do dedo mı́nimo,
elevando a borda ulnar da mão até uma posição em que os �lexores metacarpofalângicos podem opor o dedo
mı́nimo ao polegar. Auxilia ainda a fechar a palma da mão em forma de concha.
Músculo	abdutor	do	dedo	mínimo
Origem: tendão do �lexor ulnar do carpo e osso pisiforme.
Inserção: por duas camadas, sendo a primeira no dedo mı́nimo e a segunda no músculo extensor do mı́nimo.
Ação: abduz, ajuda na oposição e na �lexão da articulação metacarpofalângeana do dedo mı́nimo, e ainda na
extensão das articulações interfalângeanas.
Músculo	�lexor	do	dedo	mínimo
Origem: osso hamato e retináculo �lexor.
Inserção: falange proximal do dedo mı́nimo.
Ação: �lexiona a articulação metacarpofalângica do dedo mı́nimo e auxilia na oposição do dedo mı́nimo em
direção ao polegar
Músculos	interósseos	dorsais
Origens: primeiro, cabeça lateral – I metacarpal; primeiro, cabeça medial – II metacarpo; segundo, terceiro e
quarto – lados adjacentes dos ossos metacarpais em cada interespaço.
Inserções: primeiro, dedo indicador; segundo, dedo médio; terceiro, dedo médio; quarto, dedo anular.
Ação: abduz os dedos indicadores, médio e anelar, auxilia a �lexão das articulações metacarpofalângeanas e a
extensão das articulações interfalângeanas dos mesmos dedos da mão. O primeiro auxilia, ainda, na adução do
polegar.
Músculos	interósseos	palmares
Origens: primeiro, I metacarpo; segundo, II metacarpo; terceiro, IV metacarpo; quarto, V metacarpo.
Inserções: músculo extensor do dedo da mão respectivo, �ixado na base da falange proximal da seguinte
maneira: primeiro, polegar; segundo, dedo indicador; terceiro, dedo anelar; quarto, dedo mı́nimo.
Ação: adução do polegar e do dedo indicador, anelar e mı́nimo em direção à linha axial. Auxilia a �lexão das
articulações metacarofalângeanas e a extensão das articulações interfalângeanas desses três dedosda mão.
Músculos	lumbricais
Origens: primeiro e segundo, tendões do músculo �lexor profundo dos dedos – indicador e médio,
respectivamente; terceiro, tendões do músculo �lexor profundo dos dedos – médio e anelar; quarto, tendões do
músculo �lexor profundo dos dedos – anelar e mı́nimo.
Inserção: dorso dos respectivos dedos da mão.
Ação: estendem as articulações interfalângeanas ao mesmo tempo em que �lexionam as articulações
metacarpofalângeanas do II ao V metacarpos. Também estendem as interfalângeanas quando as articulações
metacarpofalângeanas se estendem. Quando todas as articulações dos dedos da mão se estendem, os tendões
do músculo �lexor profundo dos dedos oferecem uma forma de resistência passiva ao movimento.
Músculo	palmar	longo
Origem: epicôndilo medial do úmero.
Inserção: retináculo �lexor e aponeurose palmar.
Ação: tensiona a fáscia palmar, �lexiona o punho e auxilia a �lexão do cotovelo.
Músculo	palmar	curto
Origem: aponeurose palmar e retináculo �lexor.
Inserção: borda ulnar da mão.
Ação: enruga a pele da mão.
Músculo	extensor	do	indicador
Origem: corpo da ulna.
Inserção: músculo extensor do indicador com músculo extensor longo dos dedos.
Ação: estende a articulação metacarpofalângeana e, com os músculos lumbricais e interósseos, estende as
articulações interfalângeanas do dedo indicador, auxilia a adução do dedo indicador.
Músculo	extensor	do	dedo	mínimo
Origem: epicôndilo lateral do úmero.
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Inserção: músculo extensor do dedo mı́nimo com músculo extensor dos dedos.
Ação: estende a articulação metacarpofalângeana e com os músculos lumbricais e interósseos, estende as
articulações interfalângeanas do dedo mı́nimo, auxilia a abdução do dedo mı́nimo.
Con�ira, no vı́deo a seguir. um caso prático que exempli�ica os movimentos articulares realizados no membro
superior e os músculos envolvidos em cada um desses movimentos. 
Veja um resumo dos músculos que movimentam os dedos no quadro abaixo. Eles estão separados de acordo
com os movimentos que realizam.
A mão é responsável pelos movimentos de preensão, manuseio de precisão e pinçamento. A preensão pode
ser palmar, por exemplo, quando seguramos o cabo de uma raquete, ou em gancho, quando carregamos uma
mala, por exemplo. No manuseio de precisão somos capazes de segurar um lápis, subir um zı́per, segurar o
garfo. Já o pinçamento ocorre quando comprimimos um objeto entre o polegar e o indicador, por exemplo
quando você segura a asa da xı́cara de café.
Quadro 2 - Músculos que movimentam os dedos.
Fonte: Elaborado pela autora, 2019.
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VAMOS PRATICAR?
Os movimentos das mãos nos distanciam de nossos ancestrais na cadeia e
e foi o Homo habilis o primeiro ancestral humano a utilizar a mão para a e
dos movimentos �inos. Andar ereto, em dois apoios, fez com que evoluıśsem
membros superiores mais frágeis e adaptados para a manipulação e m
inferiores fortes e adaptados para a sustentação do peso. Na mão, a estrut
mais precisou de adaptar para adequar-se às funções de preensão, manip
pinçamento foi o polegar. Esse dedo faz seis movimentos, sendo �lexão e e
abdução e a adução e oposição e reposição.
Nesta atividade, você exercitará sua capacidade de compreender o que f
aplicar o que foi aprendido na sua prática pro�issional. Para auxiliá-lo, vo
consultar o material de apoio a seguir:
MOORE, K. L. Anatomia	 orientada	 para	 a	 clínica.	 8.	 ed. Rio de 
Guanabara Koogan, 2019.
MOTUS HOMINIS. Anatomia	 dos	 músculos	 da	 mão	 em	 3D. 20 dez
Disponıv́el em: https://youtu.be/hfvYMfJ_fBU	 (https://youtu.be/hfvYM
Acesso em: 28 ago. 2019.
Situação-problema:
Em sua casa, sente-se em uma cadeira próxima à ponta de uma mesa. 
parte posterior do antebraço no canto da mesa e deixe o punho caindo p
da mesa, de tal maneira que você possa movimentá-lo livremente. Execu
os movimentos do polegar. Começaremos com os movimentos abdução e 
para isso, �ique com a palma da mão aberta e virada para cima. Afaste o 
do II dedo, fazendo a abdução, depois aproxime-o do II dedo fazendo a 
Repita este procedimento mais três vezes. Mantenha seu polegar abduzido
faremos a �lexão e extensão. Para fazer a �lexão, dobre a falange distal 
falange proximal do polegar, de tal maneira que você possa ver su
Cuidado: mantenha o punho imóvel! Movimentaremos apenas o polegar! 
o polegar à posição inicial, ou seja, em extensão. Repita este procedimen
três vezes e cuide para não movimentar o punho com o polegar. Volte à
inicial. Agora, faremos o movimento de oposição e reposição. Aproxime a p
polegar à ponta do V dedo, essa é a oposição. Retorne o polegar à posição
Essa é a reposição. Repita esse procedimento mais três vezes. Ao executar c
desses movimentos, observe: qual segmento do corpo se move e qual �ica 
Em qual plano de secção ocorre cada movimento é realizado? Qual é o 
corpo humano em que cada movimento foi realizado? Quais múscu
agonistas de cada um desses movimentos?
https://youtu.be/hfvYMfJ_fBU
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O pro�issional de Educação Fı́sica desenvolve a coordenação dos movimentos das mãos em crianças
pequenas em ambiente escolar. A ação deste pro�issional é essencial para que os pequenos desenvolvam a
habilidade de pinçamento e a coordenação motora para o aprendizado da escrita.
Vamos treinar o que aprendemos até agora?
Finalizamos o estudo da anatomia e da �isiologia articular do membro superior. Você pode observar o quão
complexo o membro superior e agora está pronto para o estudo de outras partes do corpo. Continue
acompanhando e bons estudos!
Síntese
Concluı́mos, assim, esta unidade, em que abordamos os ossos, os músculos e as articulações dos membros
superiores. Agora você possui um maior entendimento sobre essas estruturas e as particularidades que cada
uma possui para possibilitar o equilı́brio no corpo humano.
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:
compreender a divisão do esqueleto humano;
analisar detalhadamente cada acidente ósseo dos ossos que
compõem o membro superior, identificando a importância de
cada um deles, afinal, em muitos deles, temos origens e inserções
musculares;
correlacionar a fisiologia articular das articulações do ombro, do
cotovelo, do punho e da mão com as estruturas que compõem
cada articulação, tais como ligamentos, tendões, bolsas, cápsulas
e perceber a importância;
comparar a origem e inserção dos músculos que atuam nos
membros superiores para prever sua ação;
comparar a origem e inserção dos músculos que atuam nos
membros superiores para prever sua ação;
•
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•
•
Bibliografia
ALVARENGA, C. R. et	al. Relação entre a força dos músculos rotadores do ombro e a capacidade de ativação do
músculo transverso abdominal em atletas de handebol. Revista	Brasileira	de	Ciências	do	Esporte [online],
Brası́lia, UnB, v. 36, n. 3, p. 679-684, 2014. Disponı́vel em: http://www.scielo.br/pdf/rbce/v36n3/0101-3289-
http://www.scielo.br/pdf/rbce/v36n3/0101-3289-rbce-36-03-0679.pdf
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rbce-36-03-0679.pdf (http://www.scielo.br/pdf/rbce/v36n3/0101-3289-rbce-36-03-0679.pdf). Acesso em:
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25/06/2022 00:35 Aparelho Locomotor
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