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AUXÍLIO ACIDENTE – GUIA COMPLETO | MUDANÇAS EM 2020 
 
O auxílio acidente é um benefício do INSS que sofreu algumas mudanças em 
2020. Confira esse guia completo sobre o auxílio acidente que preparei para você. 
A cada 48 segundos uma pessoa sofre acidente de trabalho aqui no Brasil. E 
hoje neste post você vai conferir as mudanças no auxílio acidente em 2020. 
Preparei um guia completo do auxílio acidente. 
 
O que é o Auxílio Acidente? 
O Auxílio Acidente é um benefício previdenciário indenizatório do INSS 
devido aos segurados que sofrem qualquer tipo de acidente que resultam em 
sequelas que diminuam a sua capacidade para o trabalho. 
Observando que essas sequelas devem ser permanentes, há um prejuízo na 
vida profissional do trabalhador. 
A lei não estabelece um grau mínimo de redução na capacidade de 
trabalho do segurado para ter direito ao benefício. A regra é simples, se há uma 
redução permanente, você tem direito. 
Por exemplo, se uma pessoa é serralheira e tem um de seus braços cortados 
por acidente de trabalho. Foi diminuída a capacidade de trabalho dela, porque ela 
não tem mais um dos braços. 
Provavelmente ela será readaptada em outra função dentro da empresa, 
porque os serralheiros, em regra, precisam das duas mãos para o trabalho. 
Nesse caso, essa pessoa tem direito a uma indenização mensal pelo INSS: o 
que conhecemos como Auxílio Acidente. 
Cabe dizer que você continua recebendo seu salário normalmente junto 
com esse auxílio, pois ele tem natureza de indenização. 
Em tese, esse benefício é vitalício, possuindo 3 hipóteses de cessação, 
conforme vou falar mais para a frente. 
 
Quem tem direito ao auxílio acidente? 
Primeiro preciso te explicar que somente os seguintes tipos de segurados 
têm direito a esse benefício: 
 empregados urbanos ou rurais; 
 segurados especiais; 
 empregados domésticos; 
 trabalhadores avulsos. 
 
Isso quer dizer que os contribuintes individuais e os facultativos não tem 
direito ao Auxílio Acidente. 
Para ter acesso a esse benefício, você precisa cumprir o seguintes requisitos: 
 qualidade de segurado (estar contribuindo para o INSS ou estar no período 
de graça); 
 ter sofrido um acidente ou ter adquirido uma doença de qualquer natureza, 
sendo eles relacionados ao trabalho ou não; 
 redução parcial e permanente da capacidade para o trabalho; 
 a relação entre o acidente sofrido e a redução da capacidade laboral, o 
chamado nexo causal. 
 
Tenho uma boa notícia para você: para esse benefício não é necessário cumprir 
um período de carência, ou seja, você não precisa ter um tempo mínimo de 
recolhimento previdenciário. 
Por exemplo, se você começar sua vida profissional hoje e amanhã você 
sofrer um acidente que reduz permanentemente sua capacidade de trabalho, você 
terá direito ao Auxílio Acidente. 
O nexo causal entre o acidente e a redução da capacidade é comprovada 
através de um perito do INSS na hora da perícia médica. 
Fora os acidentes, as doenças adquiridas ao longo do tempo com o trabalho 
também dão direito ao auxílio. 
A Lesão por Esforços Repetitivos (LER) é um exemplo clássico de doença 
do trabalho. 
Como é o caso da Verônica que trabalhava em uma fábrica de carros. Ela faz 
os mesmos esforços repetidos todos os dias, podendo adquirir uma tendinite. 
Ou seja, essa tendinite, que foi adquirida no trabalho, pode reduzir a capacidade de 
trabalho dela. 
Vou te dar outro exemplo para você entender melhor os requisitos: 
https://ingracio.adv.br/periodo-de-graca
https://ingracio.adv.br/periodo-de-graca
https://ingracio.adv.br/pericia-medica-do-inss
Imagine a situação de Lucas, um caminhoneiro da empresa privada X. Certo dia ele 
estava dirigindo normalmente até que ele se envolveu em um acidente que o 
deixou paraplégico. 
Ele terá direito ao Auxílio Acidente porque: 
 tem qualidade de segurado, porque é um empregado da empresa privada X, 
então ele é segurado do INSS; 
 ele sofreu um acidente de trabalho; 
 houve uma redução parcial (porque ele pode ser readaptado em outra função 
na empresa) e permanente (ele não pode ter suas pernas “de volta”); 
 há relação entre o acidente e a redução da capacidade de trabalho de Lucas, 
uma vez que foi esse acidente que o deixou paraplégico. 
Ficou mais fácil de entender, né? 
 
Mudanças do auxílio acidente em 2020 
Agora você vai entender quais foram as mudanças que aconteceram 2020! 
A partir de uma Medida Provisória do fim de 2019, ocorreram 4 grandes mudanças 
para o Auxílio Acidente, e já te adianto que elas são muito prejudiciais a você! 
Foram elas: 
 mudança no cálculo do benefício; 
 mais uma possibilidade de cancelamento do benefício; 
 somente as sequelas previstas em lista elaborada pelo governo podem dar 
direito ao benefício; 
 acidente ocorrido entre a casa e o trabalho do segurado, e vice versa, não é 
mais considerado acidente de trabalho por equiparação. 
 
Vou explicar cada uma delas separadamente para você. 
 
Mudança no cálculo do benefício 
Eu vou te explicar mais para frente sobre o cálculo do Auxílio Acidente, 
mas já te adianto que essa Medida Provisória alterou, para pior, o valor do 
benefício. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/Mpv/mpv905.htm
Antes dessa lei, o valor do Auxílio era 50% do valor do seu Salário de 
Benefício (SB). O cálculo do SB leva em conta a média dos seus 80% maiores 
salários de contribuição desde julho de 1994. 
Após essa lei, o valor passa a ser 50% do valor que você teria direito se 
fosse aposentado por invalidez na hora do acidente. 
Para você entender melhor: antes dessa lei, se você tivesse R$ 2.500,00 
como Salário de Benefício e ocorresse algum acidente que reduzisse sua 
capacidade para o trabalho, você teria direito a R$ 1.250,00 de benefício. 
Agora com a nova lei, você tem que calcular o valor que você teria direito 
caso fosse aposentado por invalidez na hora do acidente. 
 
O cálculo para saber o valor da Aposentadoria por Invalidez é feito dessa 
forma: 
Para acidentes ocorridos até o dia 12/11/2019 
 é feita a média aritmética dos seus 80% maiores salários de contribuição 
desde julho de 1994; 
 você recebe 100% do valor dessa média como valor de aposentadoria; 
 o valor do Auxílio Acidente será 50% desse valor. 
 
Para acidentes ocorridos a partir do dia 13/11/2019 (entrada em vigor da 
Reforma da Previdência) 
 é feita a média aritmética de todos os seus salários de contribuição desde 
julho de 1994 ou desde quando você começou a contribuir; 
 desse valor, você receberá 60% desta média + 2% ao ano que exceder 20 
anos de tempo de contribuição para os homens ou que exceder 15 anos de 
tempo de contribuição para as mulheres; 
 em casos de acidente do trabalho, o valor da Aposentadoria por 
Invalidez será 100% do valor de todas as médias do seus salários de 
contribuição. 
 o valor do Auxílio Acidente será 50% do valor que resultar esse cálculo. 
 
O cálculo piorou muito, porque antigamente você recebia o valor 
proporcional ao seus maiores salários de contribuição, e agora com essa nova 
https://ingracio.adv.br/aposentadoria-por-invalidez-reforma-da-previdencia
https://ingracio.adv.br/aposentadoria-por-invalidez-reforma-da-previdencia
https://ingracio.adv.br/aposentadoria-por-invalidez-reforma-da-previdencia
forma, você recebe proporcional a todos (não só os maiores) os seus salários de 
contribuição, o que pode reduzir, e muito, o seu benefício. 
Por exemplo, imagine a situação de Joana que teve 17 anos de tempo de 
contribuição. Ocorreu um acidente (não relacionado com o trabalho) com ela em 
dezembro de 2019 que deu direito a solicitar o Auxílio Acidente. 
A média de todos os seus salários de contribuição está no valor de R$ 2.000,00. 
Fazendo o cálculo, ela teria direito a 60% + 4% (2% x 2 anos acima de 15 anos 
de tempo de contribuição) = 64% de R$ 2.000,00 = R$ 1.280,00 de Aposentadoria 
por Invalidez. 
Como a lei fala que Joana tem direitoa 50% do valor que ela teria direito se 
aposentando por invalidez, 50% de R$ 1.280,00 = R$ 640,00 de Auxílio Acidente. 
Atenção: esse benefício pode ser inferior ao salário-mínimo, porque ele tem 
natureza de indenização. 
Agora imagine se o acidente tivesse ocorrido antes do dia 13/11/2019, e 
que ela tivesse uma média dos 80% maiores salários no valor de R$ 2.200,00 (o 
valor aqui aumentou porque foram descartados os 20% maiores salários). 
Ela teria direito a 50% de R$ 2.200,00 = R$ 1.100,00 de Auxílio Acidente. 
Viu como a diferença para a Joana antes e depois da Medida Provisória chegou nos 
absurdos R$ 460,00 por mês? 
Em 20 anos, a Joana perderá mais de R$ 110.400,00, isso é muito dinheiro. 
Mais uma possibilidade de cancelamento do benefício 
A nova lei também criou mais uma hipótese do benefício ser cancelado. 
O segurado perderá direito ao Auxílio Acidente se sua sequela for 
revertida. Ou seja, caso sua capacidade de trabalho não esteja mais reduzida, por 
melhora na sequela, você não terá mais direito ao benefício. 
Assim, você pode ser chamado para uma perícia média de tempos em 
tempos, para avaliar sua capacidade para o trabalho, o famoso pente-fino. 
Essa inclusão foi bem justa, porque não faz sentido o governo pagar para 
alguém que está com plenas condições de trabalho. 
Isso já acontece com a Aposentadoria por Invalidez, por exemplo. Se a 
pessoa não é mais inválida, ela perde direito a aposentadoria. 
Somente as sequelas previstas em lista elaborada pelo governo podem dar 
direito ao benefício 
https://ingracio.adv.br/pericia-medica-do-inss
https://youtu.be/Qll0dOoDtFk
A partir da Medida Provisória do fim de 2019 que comentei agora há pouco, 
você só terá direito ao Auxílio Acidente se sua sequela estiver prevista numa 
lista elaborada (e atualizada a cada 3 anos) pela Secretaria Especial de Previdência 
e Trabalho do Ministério da Economia, de acordo com critérios técnicos e 
científicos. 
Provavelmente essa lista de doenças e acidentes poderão ser equiparadas a 
outras. Por exemplo, se na lista estiver a tendinite como uma sequela e a 
tenossinovite (uma doença bastante parecida com a tendinite) não. 
Isso não quer dizer que a tenossinovite não é uma moléstia que não dá direito 
ao Auxílio Acidente. 
Por equiparação das doenças, poderíamos dizer que a tenossinovite dá 
direito ao benefício. 
 
Acidente ocorrido entre a casa e o trabalho, e vice versa, não é mais 
considerado acidente de trabalho por equiparação 
Existem 3 tipos de acidente de trabalho atualmente: 
 acidentes que acontecem dentro do ambiente de trabalho (ou fora dele, 
enquanto você estiver trabalhando); 
 doenças profissionais e do trabalho, como a Lesão de Esforço Repetitivo; 
 acidentes de trabalho atípicos. 
Quanto a esse último, uma das hipóteses previstas em lei é que o percurso 
entre a casa e o trabalho do segurado (e vice versa), qualquer que seja o meio de 
transporte (inclusive carro próprio da pessoa) é equiparado a acidente de 
trabalho. 
Mas essa lei mudou isso e agora o percurso entre o trabalho e a casa, e vice 
versa, não é mais considerado acidente de trabalho. 
Isso reflete no cálculo do benefício, uma vez que o valor do Auxílio 
Acidente agora é feito com base no cálculo da Aposentadoria por Invalidez. 
Como eu te disse antes, se a pessoa sofre um acidente de trabalho, ela terá direito 
a 100% do valor do benefício da Aposentadoria, aplicando, nesse valor, 50% 
para chegarmos ao valor exato do Auxílio. 
 
 
Direito Adquirido | Boas notícias 
Graças ao direito adquirido, os acidentes/doenças ocorridos até o dia 
11/11/2019 (um dia antes dessa Medida Provisória entrar em vigor) observarão 
as regras feitas de acordo com a lei antiga. 
 
Se esse for o seu caso, você terá direito a todas as regras antigas, como: 
 a forma de cálculo será a mais vantajosa (50% dos seus Salário de Benefício); 
 o acidente em percurso entre a casa e o trabalho do segurado, e vice versa, 
será considerado como acidente de trabalho; 
 você não precisa se preocupar se o tipo da sua sequela está na lista da 
Secretaria Especial da Previdêncio e Trabalho; 
 o seu benefício não pode ser cancelado se sua capacidade para o trabalho não 
estiver mais reduzida. 
Isso acontece porque o fato gerador (o acidente) ocorreu quando estava 
vigente a lei antiga que tinham essas regras mais benéficas. 
Agora se o acidente que fez você diminuir sua capacidade para o trabalho 
ocorreu a partir do dia 12/11/2019 (quando a Medida Provisória entrou em 
vigor), você estará abarcado por essas novas regras. 
Boa notícia 
Como essa nova lei é uma Medida Provisória, ela só tem a duração de 60 
dias (prorrogáveis por mais 60 dias), mas ela pode ser convertida em lei comum. 
Para isso, o Poder Legislativo deve apreciar essa Medida Provisória e ver 
se transforma ou não em lei. 
No processo de votação podem ocorrer vetos de alguns pontos da Medida 
Provisória, inclusive das regras mais maléficas para os segurados, então nem tudo 
está perdido. 
Continue acompanhando nosso blog que você ficará sabendo em primeira 
mão as eventuais mudanças no Auxílio Acidente caso essa Medida Provisória 
seja convertida em lei comum. 
 
Valor do benefício do auxílio acidente 
https://ingracio.adv.br/direito-adquirido-reforma-da-previdencia
O cálculo do valor do Auxílio Acidente, como eu expliquei agora há pouco, 
dependerá de quando ocorreu o fato gerador, ou seja o acidente ou doença, sejam 
elas de origem laboral ou não. 
 
Acidentes (ou doenças profissionais e do trabalho) ocorridos até o dia 
11/11/2019 
Nesse caso, o benefício será 50% do valor do seu Salário de Benefício 
(SB). 
Esse SB é calculado da seguinte forma: é feita a média aritmética dos seus 
80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994. 
Por exemplo, imagine que ocorreu um acidente no dia 3 de outubro de 2019 
que fez reduzir sua capacidade laboral, dando direito a você pedir o Auxílio 
Acidente. 
Seus 80% maiores salários de contribuição estão no valor de R$ 3.000,00. 
O valor do seu benefício será 50% de R$ 3.000,00, ou seja, R$ 1.500,00. 
 
Acidentes (ou doenças profissionais e do trabalho) ocorridos no dia 
12/11/2019 
É uma situação bem específica, porque o dia 12/11/2019 foi a data que a 
Medida Provisória entrou em vigor, como havia te dito. Ela estabeleceu que o 
Auxílio Acidente será 50% da renda que você teria direito caso fosse 
aposentado por invalidez. 
Em termos práticos, não há mudança na forma de cálculo, porque, até o 
dia 12/11/2019, a Aposentadoria por Invalidez leva em conta a média aritmética 
dos seus 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994, e você recebe 
100% desse valor como Aposentadoria. 
Como o Auxílio Acidente será 50% desse valor, dá na mesma. 
Ou seja, não vai mudar o cálculo, mas te dei essa informação para te deixar 
inteirado sobre tudo. 
O que vai mudar mesmo você verá agora! 
 
Acidentes (ou doenças profissionais e do trabalho) ocorridos a partir do dia 
13/11/2019 
Essa foi a data que a Reforma da Previdência entrou em vigor e ela alterou a 
forma de cálculo da Aposentadoria por Invalidez. 
Lembrando que ainda continua em vigor o valor do Auxílio Acidente, 
correspondendo a 50% do valor da renda da Aposentadoria por Invalidez. 
 
A partir da Reforma, essa Aposentadoria leva em conta: 
 a média de todos os seus salários, a partir de 1994 ou desde quando você 
começou a contribuir; 
 desse valor, você receberá 60% + 2% ao ano que exceder 20 anos de tempo 
de contribuição para os homens ou que exceder 15 anos de tempo de 
contribuição para as mulheres; 
 se você for aposentado por invalidez em decorrência de acidente de trabalho, 
doença profissional ou doença do trabalho, você terá direito a 100% da 
média salarial. 
 
Por exemplo, um homem sofreu um acidente não laboral e possuía 23 anos de 
tempo de contribuição, com uma média salarial de R$ 2.500,00. 
Ele tem direitoa 60% + 6% (2% x 3 anos acima de 20 anos de contribuição) = 
66% de R$ 2.500,00 = R$ 1.650,00. Esse é o valor que ele teria direito se fosse 
aposentado por invalidez na hora do acidente. 
Como o valor do Auxílio Acidente é 50% desse valor, essa pessoa receberia R$ 
825,00 de benefício. A Medida Provisória e a Reforma da Previdência foram 
brutais com os trabalhadores, porque mudaram toda a forma de cálculo. 
A parte boa é que a maioria dos benefícios concedidos por Auxílio 
Acidente estão ligados a um acidente de trabalho, você entraria na exceção do 
cálculo: o valor da Aposentadoria por Invalidez seria 100% da média de todos os 
seus salários, aplicando os 50% para chegar no valor do Auxílio. 
A parte ruim é que a média leva em conta a média de todos os seus 
salários de contribuição, inclusive os mais baixos. 
A regra antiga previa que seria feito a média dos seus 80% maiores salários, 
sendo descartadas os 20% mais baixos. 
 
 
https://ingracio.adv.br/reforma-da-previdencia
Data do início do benefício 
Se for o seu caso, o Auxílio Acidente é devido ao dia seguinte do fim do 
Auxílio Doença do acidente ou doença que deu causa aos benefícios. 
Caso você não tenha solicitado Auxílio Doença, o Auxílio Acidente terá como início 
do benefício a data que você entrou com o requerimento no INSS. 
 
Hipóteses de cessação do benefício 
Como o Auxílio Acidente é um benefício indenizatório, em tese, ele será 
vitalício, mas há 3 casos em que ele será cessado: 
 morte do segurado, uma vez que não faz mais sentido ser pago um 
benefício que é para indenizar o trabalhador que teve sua capacidade de 
trabalho reduzida; 
 concessão de aposentadoria para o segurado, porque a lei veda 
expressamente a acumulação entre o Auxílio Acidente e qualquer 
aposentadoria; 
 se sua capacidade de trabalho não ficar mais reduzida, ou seja, se houve 
melhora das sequelas. Isso é atestado pelo perito do INSS a partir de perícias 
feitas de tempos em tempos. 
 Essa hipótese só é válida para os acidentes ocorridos a partir do dia 
12/11/2019, data em que a Medida Provisória entrou em vigor. Caso 
seu acidente tenha ocorrido antes, não se preocupe, seu benefício não 
pode ser cessado por esse motivo. 
 
Posso acumular esse auxílio com outros benefícios previdenciários? 
Em regra, o Auxílio Acidente pode ser cumulado com quaisquer outros 
benefícios do INSS, com exceção de: 
1. Auxílio Acidente com Auxílio Doença, quando se tratar da mesma doença ou 
acidente que deu origem ao Auxílio Acidente; 
 Uma exceção: pode haver acumulação de um Auxílio Acidente com 
um Auxílio Doença quando não se tratar da mesma doença ou acidente 
que deu origem ao Auxílio Acidentário. Por exemplo, uma Lesão de 
Esforço Repetitivo (Auxílio Acidente) com uma tuberculose (Auxílio 
Doença); 
https://ingracio.adv.br/quem-tem-direito-ao-auxilio-doenca
2. Auxílio Acidente com qualquer tipo de aposentadoria; 
3. Auxílio Acidente com Auxílio Acidente; 
 
Isso quer dizer que pode haver acumulação de Auxílio Acidente com Pensão 
por Morte, Auxílio Acidente com Salário Maternidade, Auxílio Acidente com Auxílio 
Reclusão, etc. 
 
Diferença entre Auxílio Doença, Auxílio Doença Acidentário e Auxílio 
Acidente 
Durante a leitura deste post, você pode ter ficado com uma certa dúvida: 
será que o Auxílio Doença (ou Auxílio Doença Acidentário) não é a mesma coisa 
que o Auxílio Acidente? 
Mas te digo rapidamente que esses 3 auxílios são diferentes. Vou te explicar 
rapidamente cada um para você entender. 
 
Auxílio Doença Previdenciário 
Ele é destinado para os segurados que estão afastados há mais de 15 dias do 
trabalho em razão de alguma doença ou acidente que não tem relação alguma com 
o trabalho que exercem. 
Esses 15 dias de afastamento não precisam ser seguidos, podendo ser 15 
dias em um período de 60 dias. 
Desse modo, eles fazem um requerimento de Auxílio Doença no INSS para 
provarem que eles estão incapacitados de forma temporária para o trabalho. 
Ou seja, eles não podem trabalhar durante o tempo em que recebem o Auxílio 
Doença, porque não tem condições para exercer o trabalho em conta da doença ou 
acidente (não relacionados ao trabalho). 
Posso dar o exemplo do rompimento de um tendão de um segurado que 
estava jogando futebol com os amigos, por exemplo. 
 
Auxílio Doença Acidentário 
Esse auxílio possui praticamente as mesmas regras que o Auxílio Doença 
Previdenciário: é preciso que o segurado esteja afastado há mais de 15 dias de 
https://ingracio.adv.br/pensao-por-morte-reforma-da-previdencia/
https://ingracio.adv.br/pensao-por-morte-reforma-da-previdencia/
https://ingracio.adv.br/salario-maternidade/
https://ingracio.adv.br/3-dicas-valiosas-sobre-auxilio-doenca
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca
trabalho. Mas agora, o motivo dele ficar afastado deve ter origem num acidente de 
trabalho ou uma doença ocupacional (contraída no ambiente de trabalho). 
Esse acidente ou doença do trabalho deve deixar o segurado 
temporariamente incapacitado para o trabalho. Ou seja, ele também não pode 
trabalhar durante o recebimento do Auxílio Doença Acidentário. 
Para esse benefício, posso dar o exemplo de alguém que está em 
um refeitório recém-encerado de sua empresa. Essa pessoa escorregou e caiu, 
machucando sua coluna. 
O tempo de recuperação dela foi superior a 15 dias, dando direito a um 
Auxílio Doença Acidentário enquanto durar a sua incapacidade. 
 
Auxílio Acidente 
Como já disse antes, é concedido quando há lesões (de acidentes ou doenças 
relacionadas ao trabalho ou não) permanentes que reduzem a capacidade de 
trabalho do segurado. 
O benefício é concedido como forma de indenizar o trabalhador que não 
tem capacidade total igual aos demais. Posso dizer que o Auxílio Doença (o comum 
e o acidentário) é um estágio anterior do Auxílio Acidente. 
Mas atenção: não é necessário ter sido concedido um Auxílio Doença (seja qual 
for) para o segurado ter direito ao Auxílio Acidente. 
Falo que é um estágio anterior porque o Auxílio Doença deixa a pessoa 
afastada por um tempo superior a 15 dias, pois ela não consegue trabalhar. 
Dependendo do que a pessoa tem, a sequela pode ser permanente, mas ela 
pode retornar ao trabalho, porém com uma capacidade reduzida. É nesse caso que 
o Auxílio Acidente entra em campo, para indenizar esse acidente ou doença. 
 
Como funciona o procedimento de concessão do auxílio acidente? 
É o mesmo procedimento de concessão para os benefícios por incapacidade, 
como Auxílio Doença, por exemplo. 
Para ficar mais prático para você, eu criei o seguinte passo a passo: 
1º passo: agendar uma perícia médica através do site Meu INSS, opção 
“Agendamentos / Requerimentos” e depois “Perícia”. Você vai escolher o local, data 
e hora disponíveis e depois você confirma. 
https://meu.inss.gov.br/central/index.html#/
2º passo: reunir toda a documentação necessária para comprovar que você teve 
sua capacidade laboral reduzida. Vou falar melhor sobre isso no próximo tópico. 
3º passo: ir para a perícia médica. Os peritos farão uma entrevista com você, além 
de exames físicos e outros que eles acharem necessários para eles atestarem se 
houve uma redução ou perda da capacidade laboral ou não. 
4º passo: verificar no site Meu INSS se o benefício foi deferido ou não. 
Caso seu benefício tenha sido negado, você tem 3 opções: 
 fazer um recurso administrativo; 
 fazer uma ação judicial; 
 ou aceitar a decisão do INSS. 
 
Nós temos um conteúdo exclusivo sobre o que fazer quando o INSS nega o seu 
benefício, é muito interessante e vale a pena ler 
 
Documentos importantes para ter o seu Auxílio deferido no INSS 
Reuni aqui uma informação valiosa para você ter grandes chances do seu 
benefício ser concedido pelo INSS. 
Você vai precisar reunir os seguintes documentos: 
 documento de identificação (RG, Carteira de Motorista, etc.); 
 CPF; 
 carteira de trabalho; 
 atestados médicos que comprovemsua redução na capacidade laboral; 
 radiografias, se aplicável ao seu caso; 
 Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), se aplicável ao seu caso; 
 receitas médicas; 
 outros documentos que você achar necessário para comprovar as suas 
sequelas e sua redução na capacidade para o trabalho. 
 
Fonte: https://ingracio.adv.br/auxilio-
acidente/#:~:text=O%20Aux%C3%ADlio%20Acidente%20%C3%A9%20um
,sua%20capacidade%20para%20o%20trabalho.&text=A%20lei%20n%C3
%A3o%20estabelece%20um,para%20ter%20direito%20ao%20benef%C3
%ADcio. 
https://ingracio.adv.br/beneficio-negado-inss/
https://ingracio.adv.br/beneficio-negado-inss/
https://ingracio.adv.br/auxilio-acidente/#:~:text=O%20Aux%C3%ADlio%20Acidente%20%C3%A9%20um,sua%20capacidade%20para%20o%20trabalho.&text=A%20lei%20n%C3%A3o%20estabelece%20um,para%20ter%20direito%20ao%20benef%C3%ADcio.
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