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AUXÍLIO-DOENÇA 2020 – COMO FUNCIONA E QUEM TEM DIREITO? 
 
Descubra o valor do auxílio-doença, como ele é calculado, quem tem direito e 
o que fazer caso o benefício seja negado no INSS. 
 
*Atualizado com a Reforma da Previdência por especialistas no assunto. 
O auxílio-doença é um dos principais benefícios do INSS para quem teve 
um problema de saúde e não vai poder trabalhar por um tempo. Por isso, é 
imprescindível saber se você tem direito, quanto você vai receber e o que fazer se o 
INSS negar o benefício. 
E por ser tão cheio de detalhes, esse assunto acaba gerando muitas dúvidas. 
Para receber o benefício, o trabalhador precisa se encaixar em algumas regras que 
mudam conforme o caso. Para complicar, volta e meia são ajustadas pelo governo. 
Portanto, é preciso cuidado ao pesquisar sobre esse assunto. Sempre que 
uma lei muda, muitos artigos ficam completamente desatualizados. 
Com a Reforma, houve uma pequena mudança em relação ao cálculo do 
benefício. Pequena, porém, com grande impacto. Vou falar disso depois mais tarde. 
O pagamento pode ser feito nos casos em que, por doença ou acidente, você 
fique temporariamente incapacitado de trabalhar. 
Para facilitar, vou te mostrar o que você precisa saber para receber o 
auxílio-doença em 2020. 
1. Quem tem direito ao auxílio-doença? 
2. O que mudou no auxílio doença em 2020? 
3. Há isenção de carência para doenças graves? 
4. Qual é o momento certo para pedir o auxílio-doença? 
5. Como faço para pedir o auxílio-doença? 
6. E o valor? Quanto vou receber de auxílio-doença? 
7. Fiz tudo certinho e mesmo assim meu auxílio-doença foi negado. O que 
faço? 
8. Quem eu devo procurar para resolver dúvidas ou entrar com ação? 
9. Como fica depois da Reforma da Previdência? 
10. Como me mantenho informado sobre tudo isso? 
Quem tem direito ao auxílio-doença? 
https://ingracio.adv.br/aposentadoria-inss-reforma-da-previdencia
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h17sk5qtsmi11eg9de412tnm4rbhl4q7
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h119sk5qtsvzkuy5csv11r2pov161d78f
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h146sk5qtt3jk1wuioubs58kve1ir87fz
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h207sk5qtthv41qr54mv57x0mslprrlp
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h263sk5qttqeo1593tci1p5vsz61hjmvps
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h304sk5qttyyoj3b82vwqdlph1klygoq
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h351sk5qtu5bs1qc51mfm5gkj6rwvgs
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h351sk5qtu5bs1qc51mfm5gkj6rwvgs
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#auxilio-doen%C3%A7a-advogado
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h428sk5qtul201wxi0j51amqzvsr0p9wi
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/#h472sk5qtuteg1mez2lm1ebsieg1aknbeo
Já mostrei que é necessário preencher três requisitos básicos para ter direito ao 
auxílio-doença: 
1. carência, que é um tempo mínimo pagando o INSS; 
2. qualidade do segurado, que é o período em que você tem direito a pedir 
o benefício e 
3. incapacidade laboral, que é o impedimento do segurado de trabalhar na 
sua função. 
São esses requisitos que podem acabar sendo alterados pelo governo, ou 
que podem mudar dependendo da época que você ficou doente ou que fez o pedido 
no INSS. 
 
 
Os casos em que a pessoa não tem direito ao auxílio-doença são: 
 Perda da qualidade de segurado: quando por exemplo um trabalhador 
deixa de contribuir por mais de 12 meses para o INSS, sem esse recolhimento 
ele perde esse direito; 
 Segurado recluso em regime fechado: quando o trabalhador é mantido em 
regime fechado, o seu auxílio-doença é suspendido por 60 dias, valendo a 
partir do momento da prisão. Após esse prazo o benefício será suspenso; 
 Portadores de doença/lesão preexistente à filiação no Regime 
Geral: quando o trabalhador já possuía uma doença ou lesão antes mesmo 
de começar a contribuir com a Previdência; Mas atenção: se a incapacidade 
laboral tiver sido originada pela doença já existente, então ele terá direito; 
https://ingracio.adv.br/3-dicas-valiosas-sobre-auxilio-doenca/
https://ingracio.adv.br/3-dicas-valiosas-sobre-auxilio-doenca/
https://ingracio.adv.br/servicos-meu-inss/
https://ingracio.adv.br/servicos-meu-inss/
 Incapacidade laboral por período inferior a 15 dias, para os segurados 
empregados: se a sua doença ou lesão incapacitar por menos do que 15 dias, 
nesse caso a empresa é responsável pelo seu pagamento durante esse 
período. 
 
Como isso funciona? 
Carência 
Primeiro vou te falar da carência, que funciona de forma parecida com a 
carência dos planos de saúde. A mais comum é de 12 meses (ou 12 pagamentos), 
ou seja: é preciso que o trabalhador tenha feito pelo menos 12 contribuições ao 
INSS para ter direito ao auxílio-doença. 
Então, se uma pessoa começou a contribuir em 01/03/2018 e continuou 
contribuindo por 12 meses, já cumpriu a carência em 01/02/2019. 
 
Qualidade do segurado 
Cumprida a carência, você passa a ter a chamada qualidade do segurado, 
que é o direito a receber benefícios da Previdência. 
 
 
Enquanto continuar contribuindo com o INSS, sua qualidade do 
segurado será mantida. Então, se tiver um problema de saúde que o impeça de 
trabalhar, é muito provável que tenha o direito de receber o auxílio-doença. 
https://ingracio.adv.br/quem-tem-direito-ao-auxilio-doenca
A qualidade do segurado pode ser perdida caso você pare de contribuir por 
um tempo. Ainda assim, a lei garante a manutenção da qualidade de segurado por 
um certo período. 
Para você saber se tem a qualidade de segurado, use esta calculadora 
desenvolvida pelo Cálculo Jurídico (o Cálculo Jurídico é um software de cálculos 
jurídicos usado por mais de 2.000 escritórios previdenciários e um de seus 
fundadores é o Rafael Ingrácio Beltrão, um dos sócios do Ingrácio Advocacia). 
 
Vou explicar melhor o que a calculadora está fazendo. 
O contribuinte obrigatório (caso do empregado e do autônomo) que 
parou de contribuir mantém a qualidade de segurado por 1 ano e 45 
dias. Não importa o motivo da perda do emprego ou porque parou de pagar o 
INSS. 
Ou seja: se um cidadão que já cumpriu a carência perder o emprego em 
31/03/2019, ainda terá o direito de pedir auxílio-doença pelo menos até 
16/05/2020. 
Se o segurado foi mandado embora de seu último emprego, ou seja, 
ficou desempregado de forma involuntária e tentou achar um novo emprego, ele 
conserva a qualidade de segurado por mais tempo: 2 anos e 45 dias. Mas, para isso, 
é preciso comprovar para o INSS que o segurado tentou uma recolocação 
profissional no mercado. 
Para comprovar que você estava buscando emprego, pode compartilhar 
envio de CVs, e-mails de processos seletivos, candidatura em site de vagas de 
emprego ou qualquer outra forma que demonstre que você tentou procurar um 
emprego. 
No exemplo acima, o trabalhador mantém o direito de pedir auxílio-doença 
até 16/05/2021. 
Se o trabalhador já contribuiu para o INSS por mais de 120 meses (ou 
seja, 10 anos de contribuição), ganha mais um ano: 3 anos e 45 dias. 
Já quem paga INSS como facultativo conserva a carência por menos tempo: 
apenas 7 meses e 15 dias. Ou seja, no exemplo acima, só pode pedir auxílio-doença 
até 16/11/2019. 
https://calculojuridico.com.br/
Com a Reforma, os requisitos para conseguir o auxílio-doença continuam 
os mesmos. 
 
O que mudou no auxílio doença em 2020? 
“E se eu perder a qualidade de segurado, como faço pra recuperar?” 
Pois é. Aí surge uma regra que tem mudado nos últimos anos, o que torna 
muitas informações desencontradas pela internet. 
Antes, era possível que o contribuinte voltasse a obter a qualidade de 
segurado se deixasse de contribuir por um tempo e depois voltasse a pagar por 
poucos meses. 
O ano de 2019 foi um ano de grandes mudanças nesse assunto. Em janeiro 
de 2019 o governo alterou a regra: a exigência era a de que o trabalhador tinha 
que contribuir novamente por mais 12 meses para poder ter direito ao benefício 
depois de ter perdido a qualidade de segurado.Mas em junho do mesmo ano foi feita uma lei que mudou novamente esse 
assunto: agora é necessário contribuir novamente durante 6 meses para ter 
direito ao auxílio-doença depois de ter perdido a qualidade de segurado. 
Vou colocar aqui uma tabela histórica da carência do auxílio doença para 
você ver como mudou muita coisa nos últimos anos e também para evitar 
confusões em conta de todas essas leis que foram criadas: 
Período Carência 
até 07/07/2016 4 meses 
08/07/2016 a 04/11/2016 12 meses 
05/11/2016 a 05/01/2017 4 meses 
06/01/2017 a 26/06/2017 12 meses 
27/06/2017 a 17/01/2019 6 meses 
18/01/2019 a 17/06/2019 12 meses 
18/06/2019 até hoje 6 meses 
 
Vou te dar um exemplo. Um trabalhador que cumpriu a carência, mas 
deixou de contribuir por 5 anos. Ao voltar a contribuir, ele recuperava a 
qualidade de segurado depois de 4 contribuições antes de 2016. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8213cons.htm#art27a.0
Mas se ele voltou a contribuir em 2018, ele precisaria de 6 contribuições 
para voltar a ter a qualidade de segurado ou, depois de 2017, de 6 contribuições. 
Entre janeiro e junho de 2019, o trabalhador precisaria de 12 contribuições. 
Como ficou agora: se perder a qualidade de segurado, o cidadão deverá 
cumprir metade da carência (6 meses) para voltar a ter direito ao auxílio-
doença. 
Na prática, é como se, uma vez perdida a qualidade do segurado, a carência 
volte à estaca zero – ou seja, o segurado volta a mesma situação de quando se 
inscreveu no INSS pela primeira vez. 
Vale dizer que a Reforma da Previdência não mudou essas regras. 
 
Há isenção de carência para doenças graves? 
 
 
Sim! 
Essa é a resposta curta. Mas toda regra tem exceções… 
Em caso de doenças profissionais, acidentes de trabalho e acidentes de 
qualquer natureza ou causa, ou nos casos da lista abaixo, a perícia médica pode 
avaliar e aprovar a concessão do auxílio-doença sem carência. 
É bom também deixar claro que não é porque a doença está na lista 
que o benefício já está garantido. E que também há casos em que o problema 
não está listado, mas o trabalhador ainda pode obter o direito. 
Na dúvida, o ideal é consultar o próprio INSS, pelo telefone 135, ou 
um profissional que atue com Direito Previdenciário. 
A lei que dispõe sobre os benefícios da Previdência Social garante o 
pagamento do auxílio doença, sem carência, aos seguintes casos: 
 tuberculose ativa, 
https://ingracio.adv.br/aposentadorias-reforma-da-previdencia/
https://ingracio.adv.br/pericia-medica-do-inss
https://ingracio.adv.br/servicos/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8213cons.htm#art151
 hanseníase, 
 alienação mental, 
 esclerose múltipla, 
 hepatopatia grave, 
 neoplasia maligna, 
 cegueira, 
 paralisia irreversível e incapacitante, 
 cardiopatia grave, 
 doença de Parkinson, 
 espondiloartrose anquilosante, 
 nefropatia grave, 
 estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), 
 síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids) ou 
 contaminação por radiação. 
 
Isso quer dizer que se você estiver em algum dos casos acima, e comprovar 
isso na perícia médica, o INSS pode conceder o auxílio-doença sem exigir carência. 
Para casos que você sofreu um acidente decorrente de trabalho, também não se 
exige a carência. 
A Reforma também não tocou nesse ponto. Ainda vale a isenção de carência 
para as doenças que mencionei acima. 
 
Qual é o momento certo para pedir o auxílio-doença? 
No caso do segurado contribuinte individual, facultativo, trabalhador 
avulso e empregado doméstico, o pedido pode ser feito logo no momento em que 
você ficar incapacitado. 
Segurados empregados, sejam urbanos ou rurais, têm que esperar 
completar 15 dias de afastamento. Não são necessários 15 dias seguidos. Basta 
somar 15 dias dentro de um período de 60 dias. 
Nos dois casos, lembre-se que é exigida a carência de 12 meses de 
contribuição, a não ser no caso das doenças graves. 
O outro tipo de benefício, o auxílio-doença acidentário (decorrente de 
acidente de trabalho), também segue a mesma regra dos 15 dias dentro de um 
intervalo de 60 dias. A diferença é que neste caso não se exige a carência de 12 
meses. 
A Reforma não alterou essas regras. 
 
Como faço para pedir o auxílio-doença? 
O primeiro passo para tentar receber o auxílio-doença é solicitar a perícia 
médica. Mas, cuidado. Se você solicitar a perícia médica e não cumprir alguns 
requisitos, seu benefício pode ser negado pelo INSS. 
 
 
Ela pode ser agendada pelo telefone 135 (gratuito para quem ligar de 
telefone fixo ou orelhão), ou no próprio site do INSS. 
É bom ficar atento: um erro comum é não ler com atenção as 
informações quando você está fazendo o agendamento. Lá estão informações 
cruciais para seu atendimento, como: 
1. Data, hora e local da perícia médica. 
2. Documentos que você precisa levar no dia. 
3. Requerimentos necessários para sua perícia. 
Se você pular esta parte e não levar tudo que precisa no dia do seu 
atendimento, suas chances de conseguir o auxílio doença vão lá embaixo. 
https://ingracio.adv.br/pericia-medica-do-inss
https://ingracio.adv.br/pericia-medica-do-inss
https://ingracio.adv.br/beneficio-foi-negado-pelo-inss
https://www.inss.gov.br/beneficios/auxilio-doenca/
Antes de tudo, é bom reunir todos os documentos que o INSS pede para o auxílio 
doença: 
 documento de identificação oficial com foto, o mais atualizado possível, que 
permita o reconhecimento do requerente; 
 número do CPF; 
 carteira de trabalho, carnês de contribuição e outros documentos que 
comprovem pagamento ao INSS; 
 documentos médicos decorrentes de seu tratamento, como atestados, 
exames ou relatórios, para serem analisados no dia da perícia médica; 
 Para o empregado: declaração carimbada e assinada do empregador, 
informando a data do último dia trabalhado (se precisar, imprima o 
requerimento); 
 Comunicação de acidente de trabalho (CAT), se for o caso; 
 Para o segurado especial (trabalhador rural, lavrador, 
pescador): documentos que comprovem esta situação, como declaração de 
sindicato, contratos de arrendamento, entre outros. 
 
Essa lista está no próprio site do INSS. 
A marcação da perícia e os documentos que comprovam os requisitos para o 
auxílio-doença continuam do mesmo jeito com a Reforma. 
Vale lembrar que por conta da pandemia Coronavírus, as perícias 
presenciais no INSS encontram-se suspensas, e, para requerer o benefício, é 
necessário anexar os documentos no portal Meu INSS. 
E o valor? Quanto vou receber de auxílio-doença? 
Antes de responder essa pergunta, preciso te avisar que essa regra de 
cálculo é válida para quem reuniu os requisitos para conseguir o auxílio-
doença até a vigência da Reforma (13/11/2019). 
Depois da Reforma há uma pequena mudança na regra de cálculo, mais 
especificamente no salário de benefício, mas vou falar disso mais pra frente. 
Para calcular o valor antes da Reforma, o sistema do INSS vai procurar uma série 
de variáveis. O cálculo é feito da seguinte forma: 
1. Salário de Benefício (que é a média das 80% maiores contribuições a partir 
de 07/1994). 
https://ingracio.adv.br/aposentadoria-rural
https://www.inss.gov.br/beneficios/auxilio-doenca/
https://meu.inss.gov.br/
https://ingracio.adv.br/reforma-da-previdencia
2. Aplica-se a alíquota de 91% (por exigência da lei). 
3. Este valor é limitado a média dos 12 últimos salários de contribuição. 
4. O valor desta conta é a Renda Mensal Inicial, ou RMI (o valor inicial do auxílio 
doença). 
O valor da RMI não pode ser inferior a 1 salário mínimo e nem superior à 
média dos seus últimos 12 salários de contribuição. 
Vou te dar dois exemplos para deixar bem claro como funciona o cálculo do 
auxílio doença, o caso do Enzo e da Valentina. 
Para calcular o auxílio doença de Enzo e Valentina, o INSS primeiro determina 
o valor do salário de benefício. É um cálculo um pouco complexo: o sistema vai 
analisarseu histórico completo, separar as suas 80% maiores contribuições e fazer 
uma média desses valores. 
 
Exemplo do cálculo: os dois colegas já contribuíram por 50 meses. Então o 
sistema vai procurar os 40 maiores salários e fazer uma média desses valores. 
Vamos supor que essa média seja R$ 2.000 para o Enzo e R$ 2.500 para a 
Valentina. 
Após chegar ao salário de benefício, o sistema vai aplicar a alíquota de 91% 
e verificar se o resultado ultrapassa a média dos últimos 12 salários de 
contribuição. 
Se não ultrapassar, o seu RMI já estará definido. Se ultrapassar, seu RMI 
será igual à média dos seus últimos 12 salários de contribuição. 
Vamos imaginar que para o Enzo, a média das últimas 12 contribuições é R$ 
2.200. No caso da Valentina, a média é R$ 2.000. 
No caso do Enzo, o valor depois da alíquota ficou em R$ 1.820. Como é 
menor do que a média dos últimos 12 meses dele (que era de R$ 2.200), ele não vai 
sofrer limitação e vai receber R$ 1.820 de auxílio-doença. 
Já no caso da Valentina, o valor depois de aplicados os 91% ficou em R$ 
2.275. Esse valor ultrapassa a média dos últimos 12 meses dela (que era de R$ 
2.000). O auxílio-doença dela vai ficar em R$ 2.000, devido à limitação dos últimos 
salários. 
 
 
Limite do Auxílio Doença 
Essa forma de cálculo vale desde 2015 e acabou limitando os valores do 
auxílio-doença de muita gente. Também já falamos dela por aqui. 
A RMI já não podia ser maior do que o salário de benefício. Depois de 2015, 
também não pode ser maior que a média dos últimos 12 salários de contribuição 
do segurado. 
Com a Reforma, esse limite continua valendo. 
Um exemplo que me deixa triste: um trabalhador teve 4 anos de 
contribuição sobre um salário de R$ 8.000. Há 12 meses, teve que trocar de 
emprego e passou a receber R$ 2.000. Com a nova limitação, ele irá ter uma RMI 
também de R$ 2.000. Mesmo que a média dos 80% maiores salários de benefício 
dele seja de R$ 8.000. 
Quem é muito prejudicado com esta regra são as pessoas que perderam 
o emprego e continuaram pagando o INSS sobre um salário mínimo para não 
perder tempo na aposentadoria. Elas acabam recebendo o auxílio-doença sobre 
esse valor, e não sobre a média dos salários de sua carreira. 
Fiz tudo certinho e mesmo assim meu auxílio-doença foi negado. O que 
faço? 
Primeiro, é bom saber que é comum o INSS negar o auxílio-doença ao 
segurado. 
 
Isso pode acontecer por alguma inconsistência no pedido, como falta de 
comprovações médicas suficientes ou documentos rasurados. Mas a negativa 
também pode vir mesmo que os documentos estejam todos certinhos. E isso se dá 
por vários motivos. 
https://ingracio.adv.br/3-dicas-valiosas-sobre-auxilio-doenca/
Um deles é por conta dos médicos que realizam a perícia. Como nem 
sempre eles são especialistas, podem cometer erros ao não reconhecerem a 
existência da doença que gerou a incapacidade. 
Além disso, benefícios como o auxílio-doença costumam gerar um alto 
custo para a Previdência. Assim, é normal que o órgão procure motivos para não 
gerar mais gastos para o governo. 
Os custos da Previdência Social para o governo têm sido objeto de grande 
preocupação. Por isso, toda decisão que os profissionais daquele órgão tomam e 
que possam gerar gastos têm que ser muito bem fundamentadas ou o próprio 
perito pode entrar em apuros por isso. 
Dessa forma, como já informamos aqui no blog, você tem três opções caso 
seu auxílio-doença seja negado: 
1. aceitar a decisão; 
2. entrar com recurso administrativo; 
3. ingressar com ação judicial. 
Acredito que a primeira opção é inviável, já que se trata de um direito seu, 
um benefício para cobrir suas necessidades básicas durante um período em que 
você não pode trabalhar. Então não recomendo ninguém simplesmente aceitar a 
decisão. 
A segunda opção é o recurso administrativo. É menos burocrático que a 
ação judicial mas tende a ter uma efetividade menor. O que acontece no recurso 
administrativo é normalmente você passar por uma segunda avaliação de outro 
médico não especialista do INSS. 
Tudo isso pode ser feito diretamente pela internet e sem a necessidade de 
contratar um advogado. O prazo para solicitar o seu recurso é de 30 dias, a partir 
do dia em que você tomou ciência da decisão. Já demos mais detalhes no link 
acima. 
Se o Recurso Administrativo não der certo, ainda assim você pode buscar 
o Judiciário. 
No processo judicial, o perito médico nomeado pelo juiz normalmente é um 
especialista e, por isso, suas chances aumentam. 
http://www.previdencia.gov.br/2019/01/medida-provisoria-combate-fraudes-e-melhora-a-qualidade-dos-gastos-na-previdencia/
http://www.previdencia.gov.br/2019/01/medida-provisoria-combate-fraudes-e-melhora-a-qualidade-dos-gastos-na-previdencia/
https://ingracio.adv.br/beneficio-foi-negado-pelo-inss/
https://ingracio.adv.br/beneficio-negado-inss
https://www.inss.gov.br/servicos-do-inss/recurso/
https://ingracio.adv.br/papel-advogado-previdenciario-processo-aposentadoria/
O tempo para análise pode ser maior, mas se a decisão for positiva você pode 
receber o benefício retroativo, desde o momento em que você solicitou o benefício 
ou que o benefício foi cortado. 
 
Quem eu devo procurar para resolver dúvidas ou entrar com ação? 
O ideal é procurar profissionais especializados na área previdenciária, pois 
estão acostumados a lidar com esse assunto. Eles podem avaliar a sua situação e 
estimar as chances de êxito em um processo de auxílio-doença. 
Para escolher um advogado valem indicações de amigos, buscas pela 
internet ou mesmo visitar a OAB e pedir indicações de advogados especialistas em 
Direito Previdenciário. 
Minha dica é que você evite procurar advogados que resolvem sozinhos 
todo tipo de processo, desde previdenciários até criminais. Ou ainda 
“procuradores” sem especialização na área. 
Um erro no seu processo pode não ter volta. 
 
Como fica depois da Reforma da Previdência? 
A partir da vigência da Reforma, no dia 13/11/2019, vão ser consideradas, 
para o cálculo do auxílio-doença, a média aritmética simples de 100% dos seus 
salários de contribuição, e não mais 80% como era feito antes da Reforma. 
 
https://ingracio.adv.br/servicos/
Isto é, vão considerar todos os seus salários na hora de calcular o benefício, 
inclusive aqueles do início de sua carreira, que, geralmente, são baixos. 
Isso causa uma diminuição no valor final do auxílio-acidente, é muito triste. 
Dito isso, a regra de cálculo, para quem reunir os requisitos para o auxílio-
doença após a Reforma, vai ficar desse jeito: 
1. Salário de Benefício (100% da média aritmética dos seus salários). 
2. Aplica-se a alíquota de 91% (por exigência da lei). 
3. Este valor é limitado a média dos 12 últimos salários de contribuição. 
4. O valor desta conta é a Renda Mensal Inicial, ou RMI (o valor inicial do auxílio 
doença) 
Além dessa alteração, também vai ser possível que o Governo possa fazer 
modificações nas regras desse benefício de uma maneira mais fácil, por meio de lei 
complementar. 
A Reforma da Previdência teve que passar pela Câmara dos Deputados e pelo 
Senado, com aprovação de ⅔ dos parlamentares em cada casa legislativa. 
O processo de aprovação de lei complementar se dá por aprovação de maioria 
simples. Ou seja, é um processo bem mais fácil para poder modificar as regras do 
auxílio-doença. É um absurdo! 
 
Direito Adquirido 
Importante te explicar que essas regras da Reforma da Previdência são 
válidas para aqueles que ainda não possuem todos os requisitos necessários 
para o auxílio-doença. 
Se você já possuía os requisitos para esse benefício antes da Reforma, já 
tem direito adquirido. 
Isto é, o cálculo do valor do auxílio-doença será melhor para você na lei 
antiga. 
 
Como me mantenho informado sobre tudo isso? 
Se você chegou até aqui, já sabe mais do que muitos advogados 
inexperientes sobre o auxílio-doença. 
Olha o que você acabou de aprender: 
1. Quem tem direitoao benefício. 
https://ingracio.adv.br/auxilio-acidente/
https://ingracio.adv.br/reforma-da-previdencia
https://ingracio.adv.br/direito-adquirido-reforma-da-previdencia
2. O que é carência e a qualidade do segurado. 
3. Se você tem qualidade de segurado. 
4. Quando não é exigida carência. 
5. Como pode pedir o auxílio-doença. 
6. O que fazer se o auxílio-doença for negado. 
7. As mudanças do auxílio-doença na Reforma da Previdência 
 
Fonte: https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/ 
https://ingracio.adv.br/auxilio-doenca/

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