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ACIDENTE DO TRABALHO E 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO 
EMPREGADOR
Marcelo Bittencourt
Mestre em Direito
@marcelobittencourt.adv
CONCEITO DE ACIDENTE DO 
TRABALHO
•Evento ocorrido com o segurado a serviço da 
empresa ou empregador doméstico, pelo 
exercício da atividade, que provoque lesão 
corporal ou perturbação funcional que cause a 
morte, a perda ou redução da capacidade para o 
trabalho.
•Vide artigo 19 da Lei 8213/1991
DOENÇA PROFISSIONAL E DOENÇA 
DO TRABALHO
Consideram-se acidente do trabalho (art. 20 da 
Lei 8213/1991)
I. Doença profissional produzida ou 
desencadeada pelo exercício do trabalho;
II. Doença do trabalho, adquirida ou 
desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado.
O QUE NÃO É ACIDENTE DO 
TRABALHO
Não é considerado acidente do trabalho (§1º):
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado 
habitante de região em que ela se desenvolva, 
salvo comprovação de que é resultante de 
exposição ou contato direto determinado pela 
natureza do trabalho.
O QUE NÃO É ACIDENTE DO 
TRABALHO
•Art. 21 § 2º Não é considerada agravação 
ou complicação de acidente do trabalho a 
lesão que, resultante de acidente de outra 
origem, se associe ou se superponha às 
consequências do anterior.
CAUSALIDADE INDIRETA
É a concausa que pode ser preexiste, 
simultânea ou superveniente, desde que 
ocorrido como condição fundamental 
para o acidente do trabalho.
CONCAUSA
O acidente de trabalho que, embora não tenha 
sido a causa única, haja contribuído 
diretamente para a morte do funcionário, para 
redução ou perda da sua capacidade para o 
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção 
médica para a sua recuperação.
CONCAUSA
•Na concausa a empresa ajuda e contribui para o 
agravamento da doença que viria a ocorrer num 
longo prazo. 
•Exemplo de um funcionário que tem um 
histórico típico de doença, que pode chegar a 
desenvolvê-la, mas aparece bem mais cedo que 
o normal, pelo fato da empresa não ter dado a 
devida segurança do trabalho.
EQUIPARAÇÃO À ACIDENTE DO 
TRABALHO
• Equiparam-se a acidente do trabalho (art. 21 da Lei 8213/1991)
I. acidente ligado ao trabalho que não tenha sido causa única, mas que tenha 
contribuído;
II. acidente sofrido no local ou horário de trabalho, em consequencia de:
a) agressão e similares por terceiro ou colega de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência, negligência ou imperícia de terceiro ou companheiro 
de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão (ex.: uso de força excessiva para 
apartar briga);
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes 
de força maior;
EQUIPARAÇÃO À ACIDENTE DO 
TRABALHO
Equiparam-se a acidente do trabalho (art. 21 da Lei 8213/1991)
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no 
exercício de sua atividade;
 IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de 
trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo 
ou proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, (...), independentemente do meio de 
locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela, independente do 
meio de locomoção, podendo ser veículo do empregado.
EQUIPARAÇÃO À ACIDENTE DO 
TRABALHO
Equiparam-se a acidente do trabalho (art. 21 da Lei 8213/1991)
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no 
exercício de sua atividade;
 IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de 
trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo 
ou proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, (...), independentemente do meio de 
locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela, independente do 
meio de locomoção, podendo ser veículo do empregado.
DOENÇA PROFISSIONAL À DOENÇA 
DO TRABALHO
•A legislação equiparou doença profissional à 
doença do trabalho (art. 20 incisos I e II);
•São moléstias de evolução lenta e 
progressiva, originárias de uma causa 
igualmente gradativa e durável, vinculadas às 
condições de trabalho.
DOENÇA PROFISSIONAL À DOENÇA 
DO TRABALHO
São moléstias laborativas:
• tecnopatias ou ergopatias (inerentes a 
trabalhos peculiares, com nexo causal 
presumido);
• mesopatias (moléstias profissionais atípicas, 
normalmente decorrentes de condições de 
agressividade no local de trabalho)
DOENÇA PROFISSIONAL À DOENÇA 
DO TRABALHO
•Doenças profissionais: perturbações 
funcionais, lesões agudas ou crônicas, por 
força da atividade;
•Seja na manipulação de materiais;
•Processo de industrialização;
•Que produza dano físico ou psíquico.
RESUMO DOS TIPOS DE ACIDENTE
Nexo técnico previdenciário. Nexo Profissional / 
Trabalho- Doença profissional ou do trabalho 
(art. 20 da Lei 8213/91 e lista A e B do Anexo II 
do Decreto 3048/99). 
Ex.: leptospirose, para casos de exposição a 
trabalhos em minas, exposto a água suja, trabalho 
de drenagem, trabalho com roedores, trabalhos 
em minas, túneis, galerias.
RESUMO DOS TIPOS DE ACIDENTE
•Acidente típico (funcionário escorrega dentro 
da empresa no piso molhado). Presume-se a 
culpa da empresa, pois deve zelar pela 
segurança dos funcionários.
•Acidente por doença laboral (ocupacional). 
Doença profissional: aquela produzida ou 
desencadeada pelo exercício do trabalho por 
uma determinada atividade. 
RESUMO DOS TIPOS DE ACIDENTE
•Doença do Trabalho: Aquela adquirida ou 
desencadeada em função de condições 
especiais em que o trabalho é realizado e 
com ele se relacione diretamente. Tem que 
ter o nexo causal, e havendo, será culpa da 
empresa.
•Acidente de trajeto, regulamentado no artigo 
21 da Lei 8.213/01, inciso IV, letra D.
COMUNICAÇÃO DO 
ACIDENTE DO TRABALHO (CAT)
Instrução Normativa 45 no art. 355 determina que o acidente 
do trabalho deverá ser comunicado ao INSS por meio da CAT 
e deve se referir às seguintes ocorrências:
I - CAT inicial: acidente do trabalho típico, trajeto, doença 
profissional, do trabalho ou óbito imediato;
II - CAT de reabertura: afastamento por agravamento de lesão 
de acidente do trabalho ou de doença profissional ou do 
trabalho; ou
III - CAT de comunicação de óbito: falecimento decorrente de 
acidente ou doença profissional ou do trabalho, após o 
registro da CAT inicial.
COMUNICAÇÃO DO 
ACIDENTE DO TRABALHO (CAT)
O dia do acidente (art. 23):
- em caso de doença profissional ou do trabalho, a 
data do início da incapacidade laborativa;
- dia da segregação compulsória (afastamento 
obrigatório que impossibilite o trabalho);
- ou o dia que for realizado o diagnóstico (valendo o 
que ocorrer primeiro).
COMUNICAÇÃO DO 
ACIDENTE DO TRABALHO (CAT)
• A comunicação do acidente ao INSS será no 
primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, 
em caso de morte, de imediato, sob pena de 
multa.
• Da comunicação receberão cópia fiel o 
acidentado, seus dependentes e sindicato 
correspondente à categoria.
COMUNICAÇÃO DO 
ACIDENTE DO TRABALHO (CAT)
• Na falta de comunicação por parte da empresa, 
poderá formalizá-la o próprio acidentado, seus 
dependentes e o sindicato, o médico que o 
assistiu ou qualquer autoridade pública.
• A CAT poderá ser protocolada em uma agência 
do INSS ou pelo site (art. 356 da IN 45 do 
INSS).
NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO 
PREVIDENCIÁRIO (NTEP)
•Ferramenta usada pela perícia do INSS para 
identificar quais doenças ou acidentes estão 
relacionadas estatisticamente com a prática de 
determinada atividade.
•O Nexo técnico associa a doença/lesãoa uma 
atividade profissional. Ex.: insuficiência renal 
aguda é um fator de risco ocupacional para 
trabalhador exposto ao chumbo ou seus 
componentes.
NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO 
PREVIDENCIÁRIO (NTEP)
•Visa preservar a saúde do trabalhador, uma vez que nem 
sempre a CAT é feita de forma eficiente;
•Ter uma melhor fotografia sobre o adoecimento no 
trabalho;
•Visa as empresas a investirem em saúde ocupacional;
•Há um cruzamento de dados entre o CID e da CNAE 
(Classificação Nacional da Atividade Econômica).
NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO 
PREVIDENCIÁRIO (NTEP)
Face a dificuldade na falta de evidência do 
nexo causal, o NTEP auxilia no ônus 
probatório. Inverte-se o ônus da prova, pois 
antes do NTEP era do trabalhador. Assim, 
com o NTEP, deverá o empregador provar 
que não é caso de acidente do trabalho.
NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO 
PREVIDENCIÁRIO (NTEP)
Quando constatado o nexo técnico 
epidemiológico entre o trabalho e o agravo, 
o art. 21-A da Lei 8213/1991 considerou 
caracterizada a natureza acidentária do 
benefício.
NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO 
PREVIDENCIÁRIO (NTEP)
- Quando constatado o nexo técnico 
epidemiológico entre o trabalho e o agravo, o art. 
21-A da Lei 8213/1991 considerou caracterizada 
a natureza acidentária do benefício.
- Vide Lista C do Anexo II do Decreto 3048/99 
(conexão entre CID e CNAE). 
NEXO TÉCNICO EPIDEMIOLÓGICO 
PREVIDENCIÁRIO (NTEP)
Pode ser feita dilação de prova para constatar 
nexo entre o trabalho e o agravo, como ouvir 
testemunhas, vistoria no local de trabalho, 
solicitar PPP do empregador, entre outros (art. 
350 IN 45).
O QUE É O AGRAVO NO 
ACIDENTE DO TRABALHO
•Vide artigo 2º caput e parágrafo único da 
IN31/08.
•A lesão, a doença, o transtorno de saúde, o 
distúrbio, a disfunção ou síndrome de 
evolução aguda, subaguda ou crônica, de 
natureza clínica ou subclínica, inclusive 
morte, independente do tempo de latência.
INCIDÊNCIA DO NTEP E AS 
CONSEQUÊNCIAS PARA A EMPRESA
Quando o NTEP é reconhecido pela Previdência Social, 
existem consequências para a empresa. Veja quais são as 
principais:
∙ pagamento de indenizações;
∙ estabilidade do trabalhador no emprego por 12 meses e 
recolhimento de FGTS obrigatório até quando durar o 
auxílio-doença acidentário;
∙ multas;
INCIDÊNCIA DO NTEP E AS 
CONSEQUÊNCIAS PARA A EMPRESA
Veja quais são as principais:
∙ influência no FAP (Fator Acidentário de Prevenção), 
que eleva os custos da empresa;
∙ ações regressivas (quando o governo exige o 
ressarcimento pelos benefícios previdenciários pagos);
∙ risco de embargo ao estabelecimento.
https://www.piposaude.com.br/blog/o-que-e-fap
INCIDÊNCIA DO NTEP E AS 
CONSEQUÊNCIAS PARA A EMPRESA
Não caberá multa para a empresa por não 
emissão da CAT, quando o enquadramento 
decorrer da NTEP (§5º artigo 22 da Lei 
8213/1991).
CONTESTAÇÃO E RECURSO NA 
APLICAÇÃO DO NTEP (Vide IN 31/2008)
•Poderá a empresa contestar a aplicação do NTEP 
(requerimento impugnativo, prazo 15 dias), não 
cabendo concessão de efeito suspensivo
•Quando houver concessão de benefício e configuração 
de natureza acidentária, haverá prazo para recurso (30 
dias) com futuro julgamento do recurso pelo Conselho 
de Recursos da Previdência Social. O recurso terá 
efeito suspensivo.
CONTESTAÇÃO E RECURSO NA 
APLICAÇÃO DO NTEP (Vide IN 31/2008)
Provas para a empresa de que a doença não tem ligação para com 
o trabalho e que a empresa zela pela saúde do trabalhador.
∙ PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional);
∙ Programa de qualidade de vida no trabalho;
∙ PCA (Programa de Conservação Auditiva);
∙ PPR (Programa de Proteção Respiratória);
https://www.piposaude.com.br/blog/pcmso
https://www.piposaude.com.br/blog/pcmso
https://www.piposaude.com.br/blog/programa-de-conservacao-auditiva
CONTESTAÇÃO E RECURSO NA 
APLICAÇÃO DO NTEP (Vide IN 31/2008)
Provas para a empresa de que a doença não tem ligação para com 
o trabalho e que a empresa zela pela saúde do trabalhador.
∙ PGR (Programa de Gerenciamento de Risco);
∙ PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente do 
Trabalho na Indústria da Construção);
∙ AET (Análise Ergonômica do Trabalho);
∙ PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).
https://www.piposaude.com.br/blog/pcmat
https://www.piposaude.com.br/blog/pcmat
https://www.piposaude.com.br/blog/ppra
CONTESTAÇÃO E RECURSO NA 
APLICAÇÃO DO NTEP (Vide IN 31/2008)
A perícia poderá deixar de aplicar o NTEP, 
mediante decisão fundamentada, quando 
dispuser de informações ou elementos 
circunstanciados e contemporâneos do 
exercício da atividade que evidenciam a 
inexistência de nexo técnico.
ESTABILIDADE DO ACIDENTADO 
NO EMPREGO
Art. 118. O segurado que sofreu acidente do 
trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de 
doze meses, a manutenção do seu contrato de 
trabalho na empresa, após a cessação do 
auxílio-doença acidentário, 
independentemente de percepção de 
auxílio-acidente.
ESTABILIDADE DO ACIDENTADO 
NO EMPREGO
•Proteção contra despedida arbitrária e sem justa causa;
•Esta estabilidade não vale para o auxílio-doença 
previdenciário, mas somente para o acidentário, 
conforme determina a lei;
•Em caso de não cumprimento da manutenção do 
contrato de trabalho, cabe reclamatória trabalhista 
contra a empresa para indenizar ao trabalhador o 
período da estabilidade.
LIMINAR PARA REINTEGRAÇÃO NO 
EMPREGO (TRT6 0000719-57.2021.5.06.0000)
•MS contra decisão que indeferiu liminar de reintegração no 
emprego;
•Reintegração e restabelecimento plano de saúde;
•Ajudante de distribuição e lesão no ombro;
•Reintegração em função compatível;
•Durante a pandemia não pode realizar a cirurgia;
•Voto divergente com relação à prova da doença 
ocupacional ao tempo do desligamento.
https://apps.trt6.jus.br/consultaAcordaos/exibirInteiroTeor?documento=23574213&tipoProcesso=eletronico
CONTRATO POR TEMPO DETERMINADO GERA 
ESTABILIDADE PROVISÓRIA NO CASO DE ACIDENTE
• SÚMULA 378 TST - ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO 
TRABALHO. ART. 118 DA LEI Nº 8.213/1991. (inserido o item III) - Res. 
185/2012 – DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012 
• I - É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8.213/1991 que assegura o direito à 
estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do 
auxílio-doença ao empregado acidentado. 
• II - São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 
15 dias e a conseqüente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se 
constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de 
causalidade com a execução do contrato de emprego.
• III – O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado 
goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho 
prevista no art. 118 da Lei nº 8.213/91. 
 INDENIZAÇÃO SUBSTITUTIVA DO PERÍODO DA 
ESTABILIDADE ACIDENTÁRIA
• Processo RRAg-169-24.2018.5.12.0025 (5ª Turma do TST);
•Demissão do trabalhador com sofria de artrose e espondilose com 
discopatias degenerativas na coluna lombar;
•Atividades apontadas como causadoras do agravamento da doença, 
relatou que preparava tintas e tinha de movimentar tambores de 200 kg 
em posturas inadequadas;
•Empresa relata que a doença não tem relação ao trabalho;
•Que o benefício previdenciário foi concedido quase um ano após a 
rescisão do contrato de trabalho;
•A decisão levou em conta a conclusão da perícia de que as atividades 
exercidas pelo servente contribuíram para o agravamento da doença 
(concausa).
http://aplicacao4.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&conscsjt=&numeroTst=169&digitoTst=24&anoTst=2018&orgaoTst=5&tribunalTst=12&varaTst=0025&submit=Consultar
DIREITOS DO TRABALHADOR E 
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA
•A empresa mantém obrigada ao pagamento do 
FGTS em caso de acidente ou doença que 
incapacite temporária ou permanentemente (Lei 
8036/90, Decreto 99684/90 e IN 17/00)
•Indenização por danos morais/estéticos, caso 
comprovada a negligência e cumplicidade da 
empresa no acidenteou doença adquirida no 
trabalho. Ex.: cicatrizes, perda de membros, etc.
DIREITOS DO TRABALHADOR E 
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA
•Pensão por morte. Pago aos dependentes do mesmo, quando o 
cidadão vem a falecer em decorrência de um acidente de 
trabalho. A pensão, por ser oriunda de acidente do trabalho, terá 
o cálculo de exceção à regra geral, sendo 100% do salário de 
benefício. 
•A pensão também será vitalícia, independentemente do 
recolhimento de 18 (dezoito) contribuições mensais ou da 
comprovação de 2 (dois) anos de casamento ou de união estável.
• Competência da pensão por morte decorrente de acidente do 
trabalho é na JF.
DIREITOS DO TRABALHADOR E 
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA
•Restituição de gastos com medicamentos, próteses, e 
tratamentos médicos;
•Atividade de risco acentuado, a responsabilidade é objetiva, 
devendo a empresa responder por indenização. Ex.: em caso de 
morte ou sequelas decorrentes de tiroteio para com o trabalhador 
em transporte de valores. Também vale (jurisprudência 
favorável) aos motociclistas, expostos ao trânsito pesado;
•O dano moral decorrente do acidente do trabalho é espécie de 
dano in re ipsa, que prescinde de comprovação, bastando 
demonstrar o ato ilícito e o nexo causal;
DIREITOS DO TRABALHADOR E 
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA
•Deve-se levar em conta o grau do acidente e o reflexo 
no labor do trabalhador. Se a incapacidade foi 
temporária ou permanente. 
•A consequência da lesão no futuro labor do 
acidentado.
•Análise de caso de morte de empregado no trajeto de 
casa para o trabalho num acidente de trânsito. Avaliar 
a pensão por morte acidentária e possibilidade de 
indenização contra a empresa empregadora.
DIREITOS DO TRABALHADOR E 
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA
Art. 950 do CC. Se da ofensa resultar defeito pelo 
qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou 
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de 
trabalho, a indenização, além das despesas do 
tratamento e lucros cessantes até ao fim da 
convalescença, incluirá pensão correspondente à 
importância do trabalho para que se inabilitou, ou 
da depreciação que ele sofreu.
DIREITOS DO TRABALHADOR E 
RESPONSABILIDADE DA EMPRESA
Enunciado nº 48 da Jornada de Direito Material e 
Processual na Justiça do Trabalho promovida pelo TST: 
“48. ACIDENTE DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO. 
NÃO COMPENSAÇÃO DO BENEFÍCIO 
PREVIDENCIÁRIO. A indenização decorrente de 
acidente de trabalho ou doença ocupacional, fixada por 
pensionamento ou arbitrada para ser paga de uma só 
vez, não pode ser compensada com qualquer benefício 
pago pela Previdência Social”
CÁLCULO DA PENSÃO VITALÍCIA EM 
CASO DE MORTE:
(1) Apura-se o valor equivalente a 2/3 da 
remuneração do falecido; 
(2) Multiplica-se esse valor por 13, já que é direito 
do empregado receber, anualmente, 12 
remunerações e, ainda, o 13º salário (ou seja, 13 x 
2/3 da remuneração); 
CÁLCULO DA PENSÃO VITALÍCIA EM 
CASO DE MORTE:
(3) Busca-se na Tábua Completa de Mortalidade publicada 
pelo IBGE (art. 2º, do Decreto no 3.266/1999) o número de 
anos de expectativa de vida do empregado falecido. Essa 
tábua apresenta um quadro relativo a cada sexo. Por 
exemplo, um trabalhador que tinha 38 anos, segundo a 
tábua específica para o sexo masculino, teria 38,5 anos 
de expectativa de vida; 
(4) Multiplica-se o número de anos de expectativa de vida 
do falecido pelo valor resultante da resultante da operação 
descrita no item nº 2 retro (ou seja, tomando-se como 
exemplo um empregado de 38 anos, teríamos: 13 x 2/3 da 
remuneração x 38,5);
CÁLCULO DA PENSÃO VITALÍCIA EM 
CASO DE MORTE:
(5) Haveremos ainda que apurar o valor equivalente 
a 1/3 das férias do empregado morto. Afinal, 
considera-se que a morte o privou não só da 
remuneração mensal, mas também do 1/3 de férias 
referente a cada ano de sua expectativa de vida; 
(6) Encontrado esse valor, ele deverá ser também 
multiplicado pelo número de anos da expectativa de 
vida do empregado falecido (no exemplo, 1/3 de 
férias x 38,5 anos de expectativa de vida);
CÁLCULO DA PENSÃO VITALÍCIA EM 
CASO DE MORTE:
(7) O resultado dessa última multiplicação 
será somado ao resultado apurado na 
operação citada no item nº 4 acima. E o que 
resultar dessa soma será o valor total da 
indenização por dano patrimonial/material 
devido aos dependentes do empregado morto 
no acidente.

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