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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 
 1. Orçamento público 
 Instrumento de gestão utilizado pelos governos para 
 organizar os seus recursos �nanceiros → as despesas só 
 podem ser realizadas se forem previstas ou incorporadas ao 
 orçamento. 
 Refere-se ao planejamento �nanceiro que de�ne como o 
 governo irá utilizar os recursos arrecadados (receitas), 
 como impostos e taxas, para �nanciar as despesas do 
 Estado, em um período especí�co. 
 1.1. Funções 
 a. Função alocativa: O governo dirige a utilização dos 
 recursos totais da economia criando incentivos para 
 desenvolver certos setores econômicos em relação a 
 outros → classi�cações de despesas para alocar os 
 recursos públicos 
 ➔ Provisão de bens meritórios e públicos; 
 ➔ Desenvolver mais alguns setores que outros. 
 Objetivos: corrigir falhas de mercado quando estes não 
 conseguirem atender de forma e�ciente a demanda; 
 oferecer bens públicos essenciais; fomentar o 
 desenvolvimento econômico e social. 
 b. Função distributiva ou redistributiva: Reduzir as 
 desigualdades socioeconômicas dentro da sociedade, 
 utilizando o orçamento público para transferir 
 recursos de forma a bene�ciar as camadas menos 
 favorecidas, promovendo uma distribuição mais justa 
 de renda e de oportunidades. 
 ➔ Reduzir as desigualdades sociais e inter-regionais; 
 ➔ Melhorar a posição de algumas pessoas. 
 Objetivos: reduzir desigualdades de renda; promover 
 justiça social; criar oportunidades para todos. 
 c. Função estabilizadora: Manter a estabilidade 
 econômica de um país, especialmente em momentos de 
 crise econômica, in�ação, ou recessão. 
 ➔ Intervenção direta na economia; 
 ➔ Estabilizar preços, taxas, demandas… 
 Objetivos: controlar a in�ação, reduzindo gastos e 
 aumentando a arrecadação de impostos; estimular o 
 crescimento econômico em recessões; manter o nível de 
 emprego. 
 1.2. Técnicas orçamentárias 
 a. Orçamento Clássico ou Tradicional: Controle da 
 legalidade da atuação ( �scalização do poder legislativo 
 sobre o executivo); 
 Centrado no controle das despesas: �xar despesas e prever 
 receitas com ênfase nos gastos (não se questionam 
 objetivos e metas do Governo, nem com os resultados ou 
 impacto social). 
 Critério utilizado para a classi�cação dos gastos: Unidade 
 Administrativa (classi�cação institucional) e elemento de 
 despesa (objeto do gasto), e as projeções eram feitas em 
 função dos orçamentos executados nos anos anteriores, 
 recaindo nas mesmas falhas e na perpetuação dos erros. 
 b. Orçamento de Desempenho/ Funcional: Interesse no 
 que o governo fazia ( ações orçamentárias ) e não só no 
 que comprava ( elemento da despesa ) → foco nos 
 resultados. 
 Ênfase no desempenho organizacional e avaliação dos 
 resultados, em termo de e�cácia (não de efetividade). 
 Possui duas dimensões: o objeto do gasto e um programa de 
 trabalho, contendo as ações desenvolvidas. 
 c. Orçamento de Programa (4.320/1964): Atual e mais 
 moderno orçamento público. 
 Ligado ao planejamento e representa o maior nível de 
 classi�cação das ações governamentais. 
 Integra planejamento e orçamento com objetivos e metas a 
 alcançar. 
 Ênfase nas realizações e na avaliação de resultados, que 
 abrange a e�cácia (alcance das metas) e a efetividade 
 (análise do impacto �nal das ações). 
 Prioriza o planejamento e a execução de programas e 
 projetos especí�cos. Cada programa tem objetivos, metas e 
 indicadores para avaliar os resultados. 
 Possibilita melhor controle da execução dos programas de 
 trabalho, identi�cação dos gastos, das funções, da situação, 
 das soluções, dos objetivos, recursos etc. 
 d. Orçamento Base Zero: Toda despesa é considerada 
 nova, independentemente de tratar-se de despesa 
 continuada oriunda de período passado ou se tratar de 
 uma despesa inédita/nova. 
 Cada despesa precisa ser justi�cada e aprovada anualmente 
 para ser incluída no orçamento. 
 Exige que o administrador justi�que, a cada ano, todas as 
 dotações solicitadas em seu orçamento, incluindo 
 alternativas, análise de custo, �nalidade, medidas de 
 desempenho, e as consequências da não aprovação do 
 orçamento. A ênfase é na e�ciência, e não se preocupa com 
 as classi�cações orçamentárias, mas com o porquê de se 
 realizar determinada despesa. 
 Principais características: foca em objetivos e metas 
 atuais; analisa o custo-benefício dos projetos e atividades; 
 identi�ca e elimina duplicidades; assegura a alocação 
 racional de recursos; fornece subsídio p/ tomada de decisão 
 (apresenta várias opções, vários “pacotes de decisão”); 
 facilita o controle de resultados → é incompatível com 
 qualquer planejamento de médio ou longo prazo. 
 e. Orçamento Participativo: Restringido ao âmbito 
 municipal. 
 A alocação de alguns recursos contidos no Orçamento 
 Público é decidida com a participação direta da população , ou 
 através de grupos organizados da sociedade civil, como a 
 associação de moradores, a qual decide as prioridades de 
 investimentos em obras e serviços a serem realizados, a 
 cada ano, com os recursos do orçamento. 
 f. Orçamento incremental: Método em que o orçamento 
 é baseado no valor gasto no ano anterior , com ajustes 
 incrementais, seja para aumentos ou cortes. É 
 realizado através de ajustes marginais nos seus itens 
 de receita e despesa. 
 A partir dos gastos atuais, propõe um aumento percentual 
 para o ano seguinte, considerando apenas o aumento ou 
 diminuição dos gastos, sem análise de alternativas possíveis 
 1.3. Princípios orçamentários 
 a. Legalidade: estabelece que o orçamento deve respeitar 
 as limitações legais em relação às receitas e gastos 
 (PPA, LDO e LOA). 
 b. Universalidade: TODAS as receitas e TODAS as 
 despesas do governo devem estar incluídas no 
 orçamento, sem exceções, garantindo que o 
 documento re�ita a totalidade das �nanças públicas → 
 indispensável para o controle parlamentar. 
 c. Unidade: um orçamento para cada ente federativo. O 
 orçamento anual compreenderá obrigatoriamente as 
 despesas e receitas relativas a todos os Poderes, 
 órgãos, fundos, tanto da administração Direta quanto 
 da Indireta (menos as entidades), em um único 
 documento . 
 d. Totalidade: possibilidade de coexistência de múltiplos 
 orçamentos que devem estar consolidados , de forma a 
 permitir uma visão geral do conjunto das �nanças 
 públicas. Refere-se à abrangência do orçamento, 
 assegurando que todos os recursos �nanceiros do 
 Estado sejam incluídos, evitando a existência de 
 orçamentos paralelos. 
 e. Anualidade: o orçamento deve ser elaborado e 
 autorizado para um determinado período de tempo , 
 geralmente um ano. 
 - Exceção: Créditos ESPECIAIS e 
 EXTRAORDINÁRIOS autorizados nos últimos 4 
 meses do exercício, reabertos nos limites de 
 seus saldos, serão incorporados ao orçamento do 
 exercício subsequente. 
 f. Exclusividade: estabelece que o orçamento deve tratar 
 exclusivamente da previsão de receitas e �xação de 
 despesas , sem incluir assuntos estranhos, mantendo o 
 foco na gestão �nanceira → limita o conteúdo da lei 
 orçamentária. 
 - Exceção: Autorização para abertura de créditos 
 SUPLEMENTARES e contratações de operações de 
 crédito, ainda que por antecipação de receita. 
 g. Equilíbrio: o orçamento deveser elaborado de forma 
 que as despesas previstas não superem as receitas 
 estimadas , promovendo responsabilidade �scal e 
 sustentabilidade �nanceira. É vedado a realização de 
 operações de crédito que excedam o montante das 
 despesas de capital, ressalvadas as autorizadas 
 mediante créditos SUPLEMENTARES ou ESPECIAIS com 
 �nalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo 
 por maioria absoluta. Isto é, o endividamento só pode 
 ser admitido para a realização de investimento ou 
 abatimento da dívida. 
 h. Especialização/ discriminação: cada despesa deve ser 
 detalhada e especi�cada no orçamento, evitando o uso 
 de classi�cações genéricas e garantindo maior 
 controle e transparência sobre os gastos públicos, de 
 forma a que se possa saber a origem dos recursos e 
 sua aplicação. 
 - Exceção: os Programas Especiais de Trabalho 
 que, por sua natureza, não possam cumprir-se 
 subordinadamente às normas gerais de execução 
 da despesa poderão ser custeadas por dotações 
 GLOBAIS, classi�cadas como Despesas de Capital. 
 i. Orçamento bruto: todas as receitas e despesas devem 
 constar no orçamento em seus valores totais , sem 
 deduções, para dar uma visão completa das operações 
 �nanceiras 
 j. Não vinculação do produto dos impostos: impede a 
 vinculação de receitas especí�cas a certas despesas, 
 órgãos ou fundos. 
 - Exceções previstas na Constituição: destinação 
 dos impostos para ensino e saúde; manutenção 
 das atividades da Adm. Tributária; prestação de 
 Garantias às operações de crédito por 
 antecipação de receita; prestações de garantia e 
 contragarantia à União, pelos Estados e 
 Municípios; pagamento de débitos com a União, 
 pelos Estados e Municípios; destinação das 
 receitas aos fundos constitucionais. 
 k. Tesouraria: determina que os recursos �nanceiros do 
 governo devem ser centralizados em uma única conta, 
 facilitando o controle e a gestão e�ciente dos fundos 
 públicos. As disponibilidades de caixa da União serão 
 depositadas no Banco Central; as dos Estados, DF e 
 Municípios e dos órgãos e entidades do Poder Público e 
 das Empresas por ele controladas, serão depositadas 
 em instituições �nanceiras o�ciais, salvo os casos 
 previstos em lei. 
 1.4. Ciclos orçamentários 
 Período de tempo em que o Poder Público elabora, aprova, 
 executa, controla e avalia os programas do setor público. 
 Trata-se de um processo estruturado, dividido em etapas 
 que organizam como os recursos públicos serão planejados, 
 alocados, executados e controlados. 
 A iniciativa de elaboração é privativa do PODER 
 EXECUTIVO , seja na União, nos Estados ou nos Municípios. 
 Essa atribuição é privativa do Presidente da República , 
 sendo ela indelegável (Art.84, CF/88). 
 Apesar do Poder Executivo ser o responsável em enviar a 
 proposta orçamentária ao Poder Legislativo, cada poder 
 (Legislativo, Judiciário e Ministério Público) possui sua 
 autonomia para criar a sua própria proposta, os quais a 
 enviam ao Poder Executivo, que a consolida e a encaminha 
 ao Legislativo. 
 ETAPAS 
 a. Elaboração da proposta: o Poder Executivo estima 
 receitas e �xa despesas , apresentando dados de forma 
 padronizada. 
 Artigo 165, CF/88 : Estabelece as três leis orçamentárias 
 (Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei 
 Orçamentária Anual) e de�ne as competências de cada uma 
 delas. 
 b. Apreciação legislativa: o Poder Legislativo (senadores 
 e deputados) recebe os projetos de lei, discute, emenda 
 e aprova. Essa aprovação se dá por maioria simples . 
 Durante a fase de discussão, o projeto de Lei 
 Orçamentária pode ser alterado pelos congressistas 
 na Comissão Mista, por meio das chamadas Emendas 
 Parlamentares. 
 c. Execução orçamentária: esta fase consiste na 
 arrecadação de receitas e realização de despesas, ou 
 seja, o Poder Público executa o que foi planejado e 
 aprovado. 
 Orçamentária Financeira 
 Utilização das dotações dos 
 créditos designados na Lei 
 Orçamentária Anual (LOA). 
 Execução do recurso 
 �nanceiro propriamente 
 dito, de modo a subsidiar a 
 realização dos projetos e 
 atividades programadas. 
 d. Monitoramento e avaliação 1 : consiste na veri�cação do 
 cumprimento das ações a serem realizadas durante a 
 execução do orçamento. O acompanhamento dos 
 programas implementados permite avaliar os 
 resultados e fazer ajustes. 
 Artigo 166, CF/88 : Trata do processo legislativo para a 
 aprovação do orçamento, incluindo os procedimentos para 
 emendas e discussões nas comissões de orçamento. 
 e. Fiscalização: o Poder Legislativo �scaliza o que foi 
 realizado ao longo do ano. O Tribunal de Contas detém 
 a competência de apreciar anualmente as contas 
 prestadas pelo Presidente da República, mediante um 
 parecer prévio. Sendo de responsabilidade do 
 Congresso Nacional o julgamento anual dessas contas, 
 de modo a constatar se o chefe do executivo agiu com 
 responsabilidade durante a execução do orçamento 
 aprovado. 
 Artigo 70, CF/88 : A �scalização contábil, �nanceira, 
 orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
 entidades da administração direta e indireta, quanto à 
 legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das 
 subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo 
 Congresso Nacional, mediante controle externo (exercido 
 por uma entidade ou órgão independente, fora da estrutura 
 administrativa do órgão �scalizado, com auxílio do TC), e 
 pelo sistema de controle interno (dentro do próprio órgão ou 
 entidade pública) de cada Poder. 
 Artigos 71-75, CF/88 . 
 1 A e�cácia trata do atingimento das metas em relação ao que foi 
 traçado. 
 A e�ciência é a relação entre os recursos utilizados e as metas 
 alcançadas em relação ao que foi estabelecido. 
 A efetividade permite identi�car os efeitos produzidos no mundo 
 externo em decorrência dos programas implementados. 
 ➔ A Controladoria-Geral da União, órgão central do 
 sistema de controle interno do Poder Executivo 
 federal, é responsável pela �scalização da aplicação de 
 recursos públicos federais repassados, por meio de 
 convênios, aos municípios. 
 2. Orçamento público no Brasil 
 2.1. Plano Plurianual (PPA) 
 Instrumento de planejamento governamental que de�ne as 
 prioridades, metas e objetivos do governo para um período 
 de quatro anos . Ou seja, �xa, de forma regionalizada, as 
 diretrizes, objetivos e metas do Governo para as despesas 
 da capital, as despesas correntes derivadas das despesas de 
 capital e os programas de duração continuada. 
 Se inicia no segundo ano de mandato de um presidente e se 
 prolonga até o �nal do primeiro ano do mandato de seu 
 sucessor. 
 O Projeto de Lei do PPA é encaminhado à Câmara Legislativa 
 no dia 15 de setembro do 1º ano de mandato do Governador e 
 tem vigência até o 1º ano de mandato do próximo governo (o 
 último foi de 2024 a 2027). 
 ➔ No DF, o PPA será elaborado com vistas ao 
 desenvolvimento econômico e social, podendo ser 
 revisto ou modi�cado quando necessário, mediante lei 
 especí�ca. 
 ➔ Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um 
 exercício �nanceiro poderá ser iniciado sem prévia 
 inclusão no PPA ou sem lei que autoriza a inclusão, sob 
 pena de crime de responsabilidade.Artigo 165, § 1º - A lei que instituir o plano plurianual 
 estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, 
 objetivos e metas da administração pública federal para as 
 despesas de capital e outras delas decorrentes e para as 
 relativas aos programas de duração continuada. 
 2.2. Lei de Diretrizes 
 Orçamentárias (LDO) 
 Vínculo entre o PPA e a LOA. 
 Estabelece as metas e prioridades da administração pública 
 federal, incluindo as despesas de capital para o exercício 
 �nanceiro do ano seguinte, ajudando a organizar a aplicação 
 dos recursos públicos de acordo com as diretrizes políticas 
 e econômicas → �xa a despesa pública autorizada para um 
 exercício �nanceiro . 
 Serve como orientação para a elaboração da LOA, pois �xa 
 parâmetros e limites que deverão ser seguidos no 
 orçamento anual, garantindo que a LOA esteja alinhada com 
 as metas �scais estabelecidas. 
 Art. 165, § 2º/CF - A lei de diretrizes orçamentárias 
 compreenderá as metas e prioridades da administração 
 pública federal, estabelecerá as diretrizes de política 
 �scal e respectivas metas, em consonância com 
 trajetória sustentável da dívida pública, orientará a 
 elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as 
 alterações na legislação tributária e estabelecerá a 
 política de aplicação das agências �nanceiras o�ciais de 
 fomento. 
 Art. 166, § 4º/CF - As emendas ao projeto de lei de 
 diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas 
 quando incompatíveis com o plano plurianual. 
 ➔ A LDO também deve conter: anexo de riscos �scais 
 (conterá a avaliação e as providências necessárias em 
 relação aos passivos contingentes e a outros riscos 
 capazes de afetar as contas públicas) e anexo metas 
 �scais (estoque de dívida, resultado primário 
 requerido, projeção de receitas, projeção de despesas 
 obrigatórias, despesas discricionárias, projeção de 
 juros e resultado nominal). 
 2.3. Lei de Orçamento Anual (LOA) 
 = Orçamento Público 
 Estima as receitas e �xa as despesas para um período de 1 
 ano → detalha todos os gastos e receitas previstos para o 
 ano seguinte. 
 Especi�ca de onde o governo espera arrecadar recursos 
 (receitas) e onde ele planeja aplicá-los (despesas). Isso 
 inclui gastos com saúde, educação, segurança pública, 
 infraestrutura, entre outros. 
 Deve seguir as diretrizes estabelecidas pela LDO, visando 
 manter o equilíbrio entre as receitas e despesas → a 
 arrecadação esperada deve cobrir os gastos planejados, 
 evitando dé�cits. 
 DIVISÃO EM ORÇAMENTOS ESPECÍFICOS 
 Orçamento Fiscal: as despesas e receitas dos órgãos 
 públicos que fazem parte dos três poderes (Executivo, 
 Legislativo e Judiciário). 
 Orçamento da Seguridade Social: despesas com saúde, 
 previdência social e assistência social, garantindo direitos 
 fundamentais da população. 
 Orçamento de Investimento das Estatais: refere-se às 
 empresas públicas que recebem recursos do governo e 
 inclui investimentos voltados para a expansão e melhoria de 
 serviços. 
 Art. 165, § 5º - A lei orçamentária anual, compatível com 
 o plano plurianual e com a lei de diretrizes 
 orçamentárias, compreenderá: 
 I - o orçamento �scal (OF) referente aos Poderes da 
 União, seus fundos, órgãos e entidades da administração 
 direta e indireta, inclusive fundações instituídas e 
 mantidas pelo Poder Público; 
 II - o orçamento de investimento das empresas (OI) em 
 que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria 
 do capital social com direito a voto; 
 III - o orçamento da seguridade social (OSS) , abrangendo 
 todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da 
 administração direta ou indireta, bem como os fundos e 
 fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. 
 § 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo 
 estranho à previsão da receita e à �xação da despesa, não 
 se incluindo na proibição a autorização para abertura de 
 créditos suplementares e contratação de operações de 
 crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos 
 da lei. 
 PRAZOS NO ÂMBITO FEDERAL 
 ➔ Estes prazos não são determinantes para os Estados e 
 Municípios, pois cada ente federativo possui autonomia 
 para determinar os seus próprios prazos. 
 Envío ao Congresso Devolução para sanção 
 PPA 
 Até quatro meses antes 
 do encerramento do 
 primeiro exercício 
 �nanceiro. 
 (31/08 - do primeiro ano 
 do mandato do 
 presidente). 
 Até o encerramento da 
 sessão legislativa 
 (22/12). 
 LDO 
 Até oito meses e meio 
 antes do encerramento do 
 Até o encerramento do 
 da sessão legislativa 
 exercício �nanceiro. 
 (15/04 - anualmente) 
 (17/07). 
 LOA 
 Até quatro meses antes 
 do encerramento do 
 exercício �nanceiro 
 (31/08 - anualmente). 
 Até o encerramento da 
 sessão legislativa 
 (22/12). 
 2.4. Estrutura Programática 
 É a classi�cação básica do orçamento-programa. Tem como 
 �nalidade demonstrar as realizações do governo e o 
 resultado pretendido. 
 Programa: organiza as ações do governo para alcançar 
 objetivos especí�cos. Cada programa é alinhado a políticas 
 públicas e contém metas que devem ser cumpridas ao longo 
 do tempo (ex.: “Saúde da Família”, “Bolsa Família” e 
 “Segurança Pública”). 
 ➔ Compõe-se de 04 algarismos, contém objetivo de�nido, 
 mensurado por indicadores no plano plurianual. 
 Ações: atividades ou projetos especí�cos que o governo 
 executa para alcançar os objetivos do programa. A ação 
 pode ser uma obra, a compra de equipamentos, a 
 contratação de serviços, etc. 
 ● Projeto: ações temporárias com início e �m (ex.: 
 construção de uma estrada ou escola) → resulta na 
 expansão ou aperfeiçoamento da ação do governo 
 limitadas no tempo. 
 ● Atividade: ações contínuas e permanentes que 
 envolvem manutenção ou custeio (ex.: pagamento de 
 salários). 
 ● Operação especial: atividades que não resultam 
 diretamente em um bem ou serviço (ex.: pagamento de 
 dívidas) → não contribuem para a manutenção das 
 ações do governo. 
 ➔ A codi�cação das ações é composta de 4 algarismos 
 cujos códigos iniciais são: para projeto 1, 3, 5; 
 atividade 2, 4, 6 ou 8; operações especiais e a reserva 
 de contingência 9. 
 Subtítulo: os projetos, atividades e operações especiais são 
 desdobrados em subtítulos, para especi�car a localização 
 geográ�ca (física) integral ou parcial da ação desenvolvida, 
 sem alteração da �nalidade e das metas estabelecidas na 
 ação. O código conterá 4 (quatro) algarismos com apenas 
 01 (um) produto/meta, que deverá ser o da ação a qual está 
 vinculada. 
 2.5. Créditos Ordinários E 
 Adicionais 
 Créditos ordinários: são aqueles previstos originalmente na 
 LOA (fazem parte do orçamento aprovado antes do início do 
 exercício �nanceiro). Esses créditos cobrem as despesas 
 correntes e de capital que já foram planejadas para o ano, 
 sem necessidade de autorização adicional. 
 No entanto, durante a execução do orçamento, é possível 
 que ocorram situações não previstas em sua elaboração, o 
 que permite a utilização de créditos adicionais. 
 Créditos adicionais: suplementam o orçamento ordinário, 
 sendo autorizados por leis especí�cas ao longo do ano. 
 Servem para ajustar o orçamento diante de novas 
 necessidades ou insu�ciências, garantindo que os órgãos 
 públicospossam continuar a execução de suas atividades → 
 alterações no orçamento para atender despesas não 
 previstas ou insu�cientemente previstas 
 Crédito 
 suplementar 
 Alteração quantitativa. 
 Reforça uma dotação existente no 
 orçamento original. É usado quando 
 os recursos previstos para uma ação 
 ou projeto se mostram insu�cientes. 
 Autorizado por lei e aberto mediante 
 decreto. 
 Crédito especial 
 Alteração qualitativa. 
 Destina-se a despesas que não 
 estavam previstas no orçamento 
 original. Ele cria uma nova dotação 
 que não existia na LOA. 
 Autorizado por lei e aberto mediante 
 decreto. 
 Crédito 
 extraordinário 
 Utilizado para cobrir despesas 
 urgentes e imprevisíveis, como em 
 casos de guerra, calamidade pública 
 ou emergência. 
 Aberto mediante medida provisória. 
 3. Programação e execução 
 orçamentária e �nanceira 
 Programação orçamentária e �nanceira: processo de 
 planejamento da utilização dos recursos, que ocorre após a 
 aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA). Nessa fase, o 
 governo organiza e distribui os recursos de maneira a 
 garantir que as despesas sejam realizadas conforme o 
 cronograma de arrecadação e a necessidade dos serviços 
 públicos. 
 ➔ Deve ser feita em até 30 dias após a aprovação da LOA. 
 Execução orçamentária e �nanceira: etapa onde as ações 
 planejadas na programação são realizadas. Ela abrange 
 todos os processos necessários para que os recursos 
 previstos no orçamento sejam aplicados na prestação de 
 serviços públicos e na implementação de políticas. A 
 execução se dá por meio de etapas especí�cas: 
 ● Empenho: É o primeiro passo da execução. O empenho 
 é o comprometimento do governo com a realização de 
 uma despesa, ou seja, uma espécie de "reserva" do 
 recurso. Ele ocorre quando um serviço é contratado ou 
 uma compra é feita → compromete o crédito. 
 ● Liquidação: Nessa fase, veri�ca-se se a despesa foi 
 efetivamente realizada. A liquidação comprova que o 
 bem ou serviço foi entregue, ou que o direito do credor 
 foi atendido, e é o passo necessário antes de realizar o 
 pagamento → recebe o bem ou serviço. 
 ● Pagamento: O pagamento é a última etapa da 
 execução. Após a liquidação, o governo faz o 
 pagamento ao credor, efetivando a saída dos recursos 
 → �nanceiro. 
 3.1. Descentralização 
 Orçamentária E Financeira 
 Uma vez arrecadada a receita na execução orçamentária e 
 �nanceira, ocorre a �xação da despesa, ou seja, a liberação 
 de crédito → ocorre ainda na etapa de planejamento. 
 Quando a LOA é aprovada, a Secretaria Orçamentária e 
 Financeira - SOF libera o crédito ( dotação ) aos órgãos, os 
 quais podem movimentar os créditos de maneira interna 
 ( provisão ) ou externa ( destaque ). Quando a despesa é 
 empenhada (comprometimento do crédito) e liquidada 
 (recebida), a Secretaria do Tesouro Nacional - STN faz a 
 transferência do recurso ( cota ) aos órgãos, que ao receber 
 o recurso poderá repassar a outro ministério (externo) ou 
 dentro do mesmo ministério ( sub-repasse ). 
 ● Dotação: movimentação de crédito da Secretária 
 Orçamentária e Financeira para os Ministérios. 
 ● Destaque: movimentação de crédito externo → de um 
 órgão para outro. 
 ● Provisão: movimentação de crédito interno → dentro 
 do mesmo órgão. 
 ➔ Apesar da movimentação dos créditos orçamentários, 
 são mantidas as classi�cações institucional, funcional, 
 programática e econômica. 
 Orçamentária Financeira 
 Execução do crédito 
 (orçamento) liberado para 
 os órgãos públicos 
 executarem a despesa 
 orçamentária. 
 Execução do recurso 
 (pagamento das despesas) 
 liberado do órgão central 
 para as unidades gestoras. 
 3.2. Acompanhamento Da Execução 
 Conforme a LRF, até 30 dias após a publicação da LOA, o 
 Poder Executivo, junto com os demais poderes, o Ministério 
 Público da União e a Defensoria Pública da União, 
 estabelecerá a programação �nanceira e publicará o 
 cronograma de execução mensal de desembolso (art. 8°, 
 caput), onde deve constar os recursos orçamentários da 
 LOA, os créditos adicionais, os restos a pagar e as 
 restituições de receitas. 
 Metas bimestrais de arrecadação: o Poder Executivo 
 também publicará o relatório resumido de execução 
 orçamentária em até 30 dias após o encerramento de cada 
 bimestre. 
 4. Receita pública 
 Montante total em recursos recolhidos pelo Tesouro 
 Nacional e que serão incorporados ao patrimônio do Estado. 
 Essas receitas servem para custear as despesas públicas e 
 as necessidades de investimentos públicos. 
 Ingressos 
 Extraorçamentários 
 Ingressos Orçamentários 
 Entradas compensatórias. 
 São recursos �nanceiros de 
 caráter temporário e não 
 integram a LOA. 
 Não são receitas públicas. 
 Ex.: depósitos em caução, 
 �anças, inscrição em 
 restos a pagar 2 , operações 
 de crédito por Antecipação 
 de Receita Orçamentária 
 (ARO), emissão de moeda… 
 Recurso �nanceiro 
 disponível ao erário. 
 Integram o patrimônio do 
 Poder Público, 
 aumentam-lhe o saldo 
 �nanceiro. Estão previstos 
 na LOA. 
 São receitas públicas. 
 ➔ O tributo é a principal fonte de receitas e compreende 
 impostos, taxas, contribuições de melhoria, 
 empréstimos compulsórios e contribuições especiais. 
 A. Classi�cação segundo a CATEGORIA ECONÔMICA 
 Receitas correntes (primárias): são arrecadadas dentro do 
 exercício, ou seja, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, e 
 aumentam as disponibilidades �nanceiras do Estado. 
 Receitas de capital (�nanceiras): aumentam as 
 disponibilidades �nanceiras do Estado, porém, não provocam 
 efeito sobre o patrimônio líquido, uma vez que geram 
 sempre uma contrapartida (ex.: empréstimo internacional). 
 2 A inscrição de Restos a Pagar do Exercício será computada na 
 Receita Extraorçamentária para COMPENSAR sua inclusão na 
 despesa ORÇAMENTÁRIA do exercício. 
 Exemplos: 
 Impostos, Taxas e Contribuições: Obrigações 
 compulsórias (ex.: Imposto de Renda). 
 Receitas Patrimoniais: Provenientes de bens públicos 
 (ex.: aluguel de imóveis públicos). 
 Receitas de Transferências: Recursos recebidos de outros 
 entes federativos (ex.: Fundo de Participação dos 
 Municípios). 
 B. Classi�cação segundo a FONTE DE RECURSO 
 Receitas derivadas: derivam do poder de polícia do Estado 
 em tributar a população (receita tributária - impostos, 
 taxas e contribuições de melhoria). São obtidas pelo poder 
 público por meio da soberania estatal, ou seja, o Estado é 
 investido de autoridade para determinar que os cidadãos e 
 empresas destinem parte de sua renda para o �nanciamento 
 das atividades governamentais. 
 Receitas originárias: decorrem do patrimônio do estado e 
 são originadas da cobrança de serviços prestados pelo 
 Estado, decorrentes da exploração de atividades econômicas 
 pela Adm. Pública. 
 C. Outras classi�cações 
 Receitas primárias (ou receitas não �nanceiras): 
 provenientes da arrecadação tributária com impostos, taxas 
 e contribuições de melhoria, que compõem a chamada 
 “carga tributária”. Além disso, o governo consegue auferir 
 receita por meio do seu patrimônio, as chamadas receitas 
 patrimoniais, agropecuárias, industriais, serviços, entre 
 outras. 
 Receitas �nanceiras: oriundas de operações de crédito 
 (empréstimos), alienação de ativos, etc., que não 
 provoquem alterações patrimoniais (o ente público nãotem 
 ganhos efetivos em seu patrimônio). Uma vez que ocorre 
 apenas uma permutação entre contas, essas receitas não 
 entram na apuração do resultado primário. Criam uma 
 obrigação de pagamento futuro e/ou extinguem um direito 
 de natureza �nanceira. Esses recursos têm caráter 
 �nanceiro e são contabilizados como receita �nanceira. 
 4.1. Classi�cação Segundo A 
 Natureza 
 Este tipo de classi�cação é utilizada por todos os entes da 
 Federação e visa identi�car a origem do recurso segundo o 
 fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso 
 da receita nos cofres públicos. 
 A classi�cação da receita pública por natureza é formada 
 por um código de 8 dígitos, chamado de código de natureza 
 da receita. 
 DÍGITO SIGNIFICADO 
 1º Categoria Econômica 
 2º Origem 
 3º Espécie 
 4º a 7º 
 Desdobramento para identi�cação 
 de peculiaridades da receita 
 8º Tipo 
 CATEGORIA ECONÔMICA: Receitas Correntes (código 1) e 
 Receitas de Capital (código 2). 
 ● Receitas intraorçamentárias: dígitos 7 e 8. Realizadas 
 entre órgãos e demais entidades da Administração 
 Pública integrantes dos ORÇAMENTOS FISCAL e da 
 SEGURIDADE SOCIAL do MESMO ENTE federativo. 
 Ex.: imagine que a União recebeu R$ 800 milhões em 
 tributos federais e resolveu remanejar R$ 100 milhões para 
 alguns órgãos. Dessa maneira a receita que deve ser 
 contabilizada são os R$ 800 mi. Aqueles órgãos que 
 estiverem recebendo a transferência de R$ 100 mi não 
 poderão contabilizar este valor como receita corrente ou de 
 capital. 
 Caso contrário, estariam contabilizando em dobro um 
 mesmo valor. Seria como se União estivesse recebendo R$ 
 900 mi, e não os R$ 800 mi. 
 Dessa maneira, ingressos intraorçamentários não 
 representam novas entradas de recursos, mas apenas 
 remanejamento de receitas entre seus órgãos. 
 ORIGEM: é o detalhamento das categorias econômicas 
 Receitas Correntes e Receitas de Capital, com vistas a 
 identi�car a PROCEDÊNCIA das receitas no momento em 
 que ingressam nos cofres públicos. 
 Algumas arrecadações dependem da existência de um fator 
 gerador inicial a partir do qual, por decurso de prazo sem 
 pagamento, originam-se outros: primeiro (principal); 
 segundo (juros e multa de mora); terceiro (inscrição em 
 dívida ativa) e quarto (juros e multa sobre dívida ativa). 
 ESPÉCIE: nível de classi�cação VINCULADO À ORIGEM, 
 permite quali�car com maior detalhe o fato gerador das 
 receitas. 
 TIPO: identi�car o tipo de arrecadação a que se refere 
 aquela natureza. 
 ● “0”, quando se tratar de natureza de receita não 
 valorizável ou agregadora; 
 ● “1”, quando se tratar da arrecadação Principal da 
 receita; 
 ● “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da 
 respectiva receita; 
 ● “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva 
 receita; e 
 ● “4”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da 
 Dívida Ativa da respectiva receita. 
 4.2. Etapas E Estágios 
 ➔ Nem todos os estágios da receita estarão presentes 
 para todas as receitas públicas. 
 ➔ São dependentes da ordem de ocorrência dos 
 fenômenos econômicos. 
 PREVISÃO: estimativa de arrecadação da receita constante 
 na LOA (arrecadada no exercício seguinte). Devem 
 considerar os efeitos das alterações na legislação; a 
 variação do índice de preços, do crescimento econômico ou 
 de qualquer outro fator relevante; e serão acompanhadas de 
 demonstrativos de sua evolução nos últimos 3 anos, da 
 projeção para os dois anos seguintes àquele a que se 
 referirem e da metodologia de cálculo e premissas 
 utilizadas. Objetivo: garantir equilíbrio entre receitas e 
 despesas, baseando-se em dados econômicos e históricos. 
 LANÇAMENTO: procedimento administrativo que identi�ca o 
 contribuinte, a base do cálculo e o valor devido dos tributos 
 → veri�car a ocorrência do fato gerador da obrigação, 
 determinar a matéria tributável, calcular o montante do 
 tributo, identi�car o sujeito passivo (pessoa devedora) e 
 propor aplicação da penalidade cabível (ex.: IPTU). Nem 
 todas as receitas passam por essa etapa → aplicável em 
 receitas tributárias. 
 ● Lançamento por declaração (misto): declaração do 
 sujeito passivo à autoridade administrativa → o 
 contribuinte informa ao agente cobrador e este 
 calcula o valor do tributo e realiza o lançamento da 
 receita (ex.: transmissão causa mortis e doação, 
 imposto de importação); 
 ● Lançamento por homologação (autolançamento): o 
 sujeito passivo antecipa o pagamento sem qualquer 
 prévio exame da autoridade administrativa. 
 Posteriormente, a autoridade �scalizará o pagamento 
 e o homologará (ex.: imposto de renda). 
 ● Lançamento direto (de ofício): ocorre em relação aos 
 tributos sobre os quais o poder público já possui todas 
 as informações necessárias (em bancos de dados), 
 bastando à autoridade administrativa consultá-las 
 para obtenção dos valores e demais condições 
 necessárias ao lançamento (ex.: IPTU e IPVA). Ocorre 
 independentemente da declaração do sujeito passivo. 
 ARRECADAÇÃO: entrega dos recursos devidos ao Tesouro, 
 realizado pelos contribuintes ou devedores aos agentes 
 arrecadadores ou bancos autorizados. Ocorre somente 1 
 vez, vindo em seguida o recolhimento (ex.: guia de 
 recolhimento da União - GRU). 
 RECOLHIMENTO: consiste na transferência dos valores 
 arrecadados à conta especí�ca do Tesouro. Esse 
 recolhimento é realizado pelo agente arrecadador e deve 
 proceder-se em observância ao princípio da unidade de 
 tesouraria. 
 Superávit Orçamentário Dé�cit Orçamentário 
 Ocorre quando as receitas 
 públicas previstas e 
 arrecadadas são maiores do 
 que as despesas públicas 
 executadas em um 
 determinado período. 
 Ocorre quando as despesas 
 públicas executadas são 
 maiores do que as receitas 
 previstas e arrecadadas no 
 mesmo período. Pode indicar 
 a necessidade de maior 
 controle dos gastos ou 
 Representa uma sobra de 
 recursos, que pode ser 
 utilizada para investimentos 
 futuros, amortização de 
 dívidas ou formação de 
 reservas �nanceiras. 
 Um superávit indica maior 
 capacidade de planejamento 
 e execução das políticas 
 públicas sem endividamento. 
 aumento de receitas. 
 Frequentemente leva ao 
 endividamento público para 
 cobrir o dé�cit. 
 Um dé�cit pode ser 
 tolerável em curto prazo 
 para �nanciar investimentos 
 estratégicos, mas pode se 
 tornar um problema 
 estrutural se recorrente. 
 5. Despesa pública 
 As despesas públicas, �xadas na LOA, representam os 
 gastos autorizados para o governo nas diversas atividades e 
 programas que compõem o orçamento público. Nesse 
 conjunto estão as despesas com pessoal, educação, saúde, 
 transporte, segurança, etc. 
 O orçamento, mais do que de�nir os valores das despesas, 
 aponta o que, onde e em que quantidade o cidadão e a 
 sociedade receberão de bens e serviços oferecidos pelo 
 Estado em retribuição aos tributos pagos. 
 5.1. Tipos De Despesa 
 Despesas 
 Correntes 
 Gastos de manutenção e 
 funcionamento dos serviços públicos 
 em geral que não contribuem, 
 diretamente, para a formação ou 
 aquisição de um bem de capital. 
 Despesas de 
 Capital 
 Despesas que contribuirão para a 
 produção ou geração de novos bens ou 
 serviços e integrarão o patrimônio 
 público. Contribuem, diretamente,para 
 a formação ou aquisição de um bem de 
 capital. 
 Despesas 
 Discricionárias 
 Livre para ser usado nas demais ações 
 governamentais, a critério do 
 governador. São realizadas a partir da 
 disponibilidade de recursos 
 orçamentários. 
 Despesas 
 Obrigatórias 
 Valor com destino de�nido por lei. São 
 aquelas cuja execução o ente público 
 não tem a discricionariedade para 
 suspender (quase 90% da receita). 
 Despesas 
 Primárias 
 Gastos realizados pelo governo para 
 prover bens e serviços públicos à 
 população, tais como saúde, educação, 
 construção de rodovias, além de gastos 
 necessários para a manutenção da 
 estrutura do Estado (manutenção da 
 máquina pública). 
 Despesas 
 Financeiras 
 Resultantes do pagamento de uma 
 dívida do governo ou da concessão de 
 um empréstimo tomado pelo governo 
 em favor de outra instituição ou 
 pessoa. Logo, as despesas �nanceiras 
 extinguem uma obrigação ou criam um 
 direito, ambos de natureza �nanceira. 
 5.2. Classi�cação segundo A 
 Natureza 3 
 3 Para outras classi�cações: 
 https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/2209/1/Or%C3%A7ament 
 o%20P%C3%BAblico%20Conceitos%20B%C3%A1sicos%20-%20M%C3% 
 B3dulo%20%20%284%29.pdf 
 É a forma de organizar as despesas públicas em categorias 
 que expliquem sua origem, �nalidade e tipo. 
 Esse tipo de classi�cação, tem por �nalidade possibilitar a 
 obtenção de informações macroeconômicas sobre os efeitos 
 dos gastos do setor público na economia e compõe-se de: 
 CATEGORIA ECONÔMICA: 1º dígito. Despesas correntes e de 
 capital → Qual o efeito econômico da realização da 
 despesa? Propicia elementos para a avaliação do efeito 
 econômico das transações do setor público e ênfase no 
 efeito dos gastos sobre a economia → representa a 
 �nalidade econômica da despesa. 
 GRUPO DE NATUREZA DA DESPESA: 2º dígito. Subdivide a 
 categoria econômica em: 
 ● Para despesas correntes : despesas de custeio 
 (manutenção das atividades do dia a dia) e 
 transferências correntes (repasses sem 
 contrapartida, como aposentadorias e benefícios 
 sociais). 
 ● Para despesas de capital : investimentos (construção, 
 aquisição de bens ou serviços para gerar acréscimo 
 patrimonial), inversões �nanceiras (aquisição de 
 imóveis ou participações acionárias) e amortização da 
 dívida (pagamento da dívida pública). 
 MODALIDADE DE APLICAÇÃO: 3º e 4º dígito. Agregação de 
 elementos de despesa → Como serão aplicados os recursos 
 e quem executará a despesa? Indica se os recursos serão 
 aplicados diretamente pela unidade detentora do crédito 
 orçamentário ou transferidos, ainda que na forma de 
 descentralização, a outras esferas de governo, órgãos ou 
 entidades. 
 ELEMENTO DA DESPESA: 5º e 6º dígito. Objetos de gasto → 
 O que será adquirido? Não consta na LOA e são utilizados 
 apenas na execução do orçamento e como informação 
 complementar na elaboração do mesmo. 
 5.3. Etapas E Estágios 
 1. Fixação: inclusão das despesas no orçamento público 
 por meio da LOA. 
 2. Execução: estágios pelos quais passam a execução das 
 despesas. 
 EMPENHO: 1º estágio da execução. Se caracteriza pelo ato 
 emanado de autoridade competente que compromete 
 parcela de dotação orçamentária disponível. Consiste na 
 reserva de uma parte do orçamento para garantir que o 
 valor necessário à realização da despesa estará disponível 
 → gera obrigação jurídica do ente público para com o 
 fornecedor. 
 Art. 58. Lei nº 4.320/1964: O empenho de despesa é o ato 
 emanado de autoridade competente que cria para o 
 Estado obrigação de pagamento pendente ou não de 
 implemento de condição. 
 LIQUIDAÇÃO: 2º estágio da execução. consiste na 
 veri�cação objetiva do cumprimento contratual, de onde 
 nasce o direito adquirido pelo credor, tendo por base os 
 títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
 Nesta etapa são realizados os atos de conferência do objeto 
 contratado, que pode ser serviços prestados ou bens 
 fornecidos ou entregues → Veri�cação de que a despesa foi 
 efetivamente realizada conforme contratado ou previsto. 
 Art. 63. Lei nº 4.320/1964: A liquidação da despesa 
 consiste na veri�cação do direito adquirido pelo credor 
 tendo por base os títulos e documentos comprobatórios 
 do respectivo crédito. 
 § 1° Essa veri�cação tem por �m apurar: 
 I - a origem e o objeto do que se deve pagar; 
 II - a importância exata a pagar; 
 III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a 
 obrigação. 
 § 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou 
 serviços prestados terá por base: 
 I - o contrato, ajuste ou acôrdo respectivo; 
 II - a nota de empenho; 
 III - os comprovantes da entrega do material ou da 
 prestação efetiva do serviço. 
 PAGAMENTO: transferência do valor devido ao credor, 
 encerrando a obrigação �nanceira do ente público. 
 Art. 64. Lei nº 4.320/1964: A ordem de pagamento é o 
 despacho exarado por autoridade competente, 
 determinando que a despesa seja paga. 
 Parágrafo único. A ordem de pagamento só poderá ser 
 exarada em documentos processados pelos serviços de 
 contabilidade. 
 5.4. Restos a Pagar 
 São despesas empenhadas (comprometidas no orçamento) 
 mas não pagas até o �nal do exercício �nanceiro, sendo 
 transferidas para pagamento no exercício seguinte. Tem 
 por �nalidade garantir que despesas autorizadas no 
 orçamento continuem válidas no exercício seguinte, 
 respeitando a vinculação com o orçamento anterior. 
 Processados Não Processados 
 Refere-se às despesas que 
 já foram liquidadas. Isso 
 signi�ca que o governo 
 con�rmou a entrega do 
 bem ou a prestação do 
 serviço, mas o pagamento 
 não foi efetuado até 31 de 
 dezembro. 
 Refere-se às despesas que 
 foram empenhadas, mas 
 ainda não liquidadas. Isso 
 signi�ca que o serviço 
 ainda não foi prestado ou o 
 bem não foi entregue até o 
 �nal do exercício. 
 ➔ Apenas despesas que foram empenhadas até 31 de 
 dezembro podem ser inscritas como restos a pagar. 
 ➔ Caso os restos a pagar não sejam liquidados no 
 exercício seguinte e percam sua utilidade, podem ser 
 cancelados. 
 ➔ A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000) 
 exige que haja disponibilidade �nanceira para o 
 pagamento de restos a pagar ao �nal do mandato de 
 um gestor público, evitando "heranças �nanceiras" 
 negativas. 
 Art. 42. LC nº 101/2000: É vedado ao titular de Poder ou 
 órgão referido no art. 20, nos últimos dois 
 quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de 
 despesa que não possa ser cumprida integralmente 
 dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no 
 exercício seguinte sem que haja su�ciente disponibilidade 
 de caixa para este efeito. 
 Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de 
 caixa serão considerados os encargos e despesas 
 compromissadas a pagar até o �nal do exercício. 
 5.5. Despesas de Exercícios 
 Anteriores 
 As Despesas de Exercícios Anteriores referem-se às dívidas 
 reconhecidas para as quais não existe empenho inscrito em 
 Restos a Pagar, seja pela sua anulação ou pela não emissão 
 da nota de empenho no momento oportuno. 
 As DEA são gastos que deveriam ter sido pagos em 
 exercícios �nanceiros anteriores, mas por algum motivo 
 não foram registrados ou pagos a tempo, e por isso 
 precisam ser reconhecidos e pagos no exercícioatual → só 
 podem ser pagas quando forem devidamente reconhecidas e 
 comprovadas. 
 A. DIFERENÇAS ENTRE DEA E RESTOS A PAGAR 
 Aspecto DEA Restos a pagar 
 Origem 
 Não foram 
 empenhadas ou 
 inscritas no 
 Despesas 
 empenhadas, mas não 
 pagas a tempo 
 exercício correto. 
 Execução 
 Pagas com recursos 
 do orçamento atual. 
 Pagas com recursos 
 vinculados ao 
 orçamento anterior. 
 Registro 
 Não têm vinculação 
 com restos a pagar. 
 São obrigatoriamente 
 registradas como 
 restos a pagar. 
 Art. 37. Lei nº 4.320/1964: As despesas de exercícios 
 encerrados, para as quais o orçamento respectivo 
 consignava crédito próprio, com saldo su�ciente para 
 atendê-las, que não se tenham processado na época 
 própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição 
 interrompida e os compromissos reconhecidos após o 
 encerramento do exercício correspondente poderão ser 
 pagos à conta de dotação especí�ca consignada no 
 orçamento, discriminada por elementos, obedecida, 
 sempre que possível, a ordem cronológica. 
 6. Lei de responsabilidade �scal 
 (LC, nº 101/2000) 
 A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), instituída pela Lei 
 Complementar nº 101/2000, é um marco legal que 
 estabelece normas para a responsabilidade na gestão �scal, 
 orientada por planejamento, controle, transparência e 
 equilíbrio �scal → prevenção de riscos e correção de 
 desvios capazes de afetar o equilíbrio (entre receitas e 
 despesas) das contas públicas. 
 PLANEJAMENTO 
 TRANSPARÊNCIA 
 CONTROLE 
 RESPONSABILIDADE 
 Objetivos: assegurar o equilíbrio das contas públicas, 
 promovendo maior transparência, controle e e�ciência no 
 uso dos recursos públicos e garantir que os entes 
 federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) 
 administrem suas receitas e despesas de forma 
 responsável, evitando dívidas excessivas e promovendo a 
 sustentabilidade �scal. 
 Esta lei reforça o princípio de anualidade ao estabelecer que 
 as obrigações assumidas no exercício sejam compatíveis 
 com os recursos �nanceiros obtidos no mesmo exercício. 
 A. ASPECTOS FUNDAMENTAIS 
 1. Limites de gastos: de�ne limites máximos para 
 despesas com o pessoal (os salários e encargos devem 
 respeitar o percentual da Receita Corrente Líquida - 
 RCL) → União até 50% da RCL e Estados e Municípios 
 até 60% da RCL.; e para a dívida pública (limites para o 
 endividamento). 
 ➔ Não serão computadas as despesas de indenização 
 por demissão de servidores ou empregados; 
 relativas a incentivos à demissão voluntária; etc. 
 2. Endividamento e responsabilidade: proíbe que o 
 governo contraia dívida para pagar despesas correntes 
 (salários, aluguéis, etc.), salvo em situações 
 excepcionais aprovadas pelo Legislativo e exige que 
 novas dívidas sejam compatíveis com a capacidade de 
 pagamento do ente público. 
 3. Controle de restos a pagar: obriga que gestores 
 mantenham recursos su�cientes para quitar despesas 
 empenhadas no exercício �nanceiro, evitando que 
 sejam transferidas dívidas excessivas para o mandato 
 seguinte. 
 4. Ajustes �scais: Quando um ente ultrapassa os limites 
 de despesa com pessoal ou endividamento, a LRF impõe 
 medidas corretivas, como redução de cargos e funções 
 e suspensão de reajustes salariais. 
 Art. 9º - Se veri�cado, ao �nal de um bimestre, que a 
 realização da receita poderá não comportar o 
 cumprimento das metas de resultado primário ou 
 nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os 
 Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato 
 próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias 
 subseqüentes, limitação de empenho e movimentação 
 �nanceira, segundo os critérios �xados pela LDO. 
 § 1º No caso de restabelecimento da receita prevista, 
 ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos 
 empenhos foram limitados dar-se-á de forma 
 proporcional às reduções efetivadas. 
 § 2º Não serão objeto de limitação as despesas que 
 constituam obrigações constitucionais e legais do ente, 
 inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da 
 dívida, e as ressalvadas pela LDO. 
 5. Transparência e prestação de contas: obriga os entes 
 públicos a divulgar relatórios periódicos, como o 
 Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), 
 apresentado bimestralmente, e o Relatório de Gestão 
 Fiscal (RGF), publicado ao �nal de cada quadrimestre. 
 6.1. Planejamento 
 Integração entre o Plano Plurianual (PPA), a Lei de 
 Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual 
 (LOA), que deverá ser compatível com o PPA e com a LDO. 
 Determina que o PPA, a LDO e a LOA devem incluir metas 
 �scais e uma análise detalhada sobre riscos �scais que 
 possam afetar as contas públicas. 
 A LDO deve conter o Anexo de Metas Fiscais , que detalha: 
 ● Metas anuais de resultado primário e nominal, 
 relativas às receitas e despesas. 
 ● Avaliação da situação �nanceira e patrimonial do ente 
 público. 
 ● Comparativo entre metas �xadas e resultados obtidos 
 nos 3 anos anteriores. 
 A LDO também deve conter o Anexo de Riscos Fiscais , que: 
 ● Identi�ca possíveis passivos contingentes (obrigações 
 potenciais) que possam impactar as contas públicas. 
 ● Aponta medidas para mitigar esses riscos. 
 Exige a ampla divulgação desses instrumentos para 
 permitir o controle social e a �scalização por parte dos 
 cidadãos e órgãos competentes. 
 6.2. Limites de despesa com 
 pessoal 
 O art. 20 detalha como os limites de gastos com pessoal 
 devem ser repartidos entre os Poderes e órgãos públicos de 
 cada ente federativo, considerando os limites globais 
 de�nidos pelo art.19 (limite de gastos). 
 UNIÃO 
 50% 
 distribuído 
 entre 
 ESTADOS 
 60% 
 distribuído 
 entre 
 MUNICÍPIO 
 60% 
 distribuído 
 entre 
 Executivo 
 Pode gastar 
 até 40,9% da 
 RCL 
 Pode gastar 
 até 49% da 
 RCL. 
 Pode gastar 
 até 54% da 
 RCL 
 Legislativo 
 (incluindo 
 TCU e TCE) 
 Pode gastar 
 até 2,5% da 
 RCL. 
 Pode gastar 
 até 3% da 
 RCL. 
 Pode gastar 
 até 6% da 
 RCL. 
 Judiciário 
 Pode gastar 
 até 6% da 
 RCL. 
 Pode gastar 
 até 6% da 
 RCL. 
 Ministério 
 Público 
 Pode gastar 
 até 0,6% da 
 RCL. 
 Pode gastar 
 até 2% da 
 RCL. 
 Se um Poder ou órgão ultrapassar os limites estabelecidos, 
 poderá acarretar: Suspensão de contratações; Redução de 
 cargos em comissão e funções de con�ança; Proibição de 
 conceder aumentos ou reajustes salariais; o gestor público 
 pode ser responsabilizado por improbidade administrativa, 
 podendo sofrer penalidades, como inelegibilidade. 
 6.3. Regras de endividamento 
 público 
 Dívida pública é o conjunto de obrigações �nanceiras 
 assumidas pelos entes públicos, sejam elas de curto ou 
 longo prazo . 
 Dívida pública contratual: Resultante de contratos de 
 empréstimos ou �nanciamentos. 
 O endividamento público está sujeito a limites globais da 
 dívida consolidada (saldo das obrigações �nanceiras, 
 excluídas as garantias) estabelecidos pelo Senado Federal , 
 com base na Receita Corrente Líquida (RCL): 
 O Congresso Nacional , por meio de projeto de lei, 
 estabelece limites globais para o montante da dívida 
 mobiliária federal (dívidas representadas por títulos 
 emitidos pelo Tesouro Nacional no mercado �nanceiro para 
 captação de recursos). Esses limites têm como objetivo 
 controlar o endividamento público, garantindo que o 
 governo federalnão exceda sua capacidade �nanceira. 
 ➔ Os limites variam para União, Estados e Municípios e 
 consideram critérios especí�cos para cada ente. 
 ➔ Todo endividamento precisa ser autorizado em lei 
 especí�ca (LOA ou lei complementar). 
 ➔ É vedada a realização de operações de crédito que 
 excedam os limites ou que �nanciem despesas 
 correntes, exceto em situações excepcionais (como 
 calamidade pública), assim como a utilização de 
 receitas vinculadas como garantia de pagamento (Art. 
 38 da LRF). 
 ➔ A União não pode realizar operações de crédito para 
 �nanciar diretamente os Estados, Municípios ou o 
 Distrito Federal, exceto no caso de reestruturação de 
 dívidas (Art. 35 da LRF). 
 ➔ Estados e Municípios não podem emitir títulos para 
 �nanciar suas dívidas (exceto nos casos permitidos 
 pela Constituição) (Art. 36 da LRF). 
 ➔ É proibido contrair dívida para �nanciar despesas 
 correntes (como salários), salvo se houver 
 autorização legislativa especí�ca (Art. 167, III da 
 CF/88). 
 O gestor público deve divulgar as informações sobre o 
 endividamento, incluindo relatórios periódicos: 
 ● Relatório de Gestão Fiscal (RGF): Apresenta a evolução 
 da dívida pública. 
 ● Anexos de Riscos Fiscais (Art. 4º da LRF): Relatam 
 riscos associados ao endividamento e estratégias de 
 mitigação. 
 Se os limites de endividamento forem ultrapassados, a LRF 
 exige: Redução da dívida no prazo estabelecido; Vedação de 
 novos empréstimos enquanto os limites não forem 
 retomados; Responsabilização dos gestores públicos, com 
 possibilidade de sanções administrativas, suspensão de 
 transferências voluntárias e ações penais em caso de dolo 
 ou má-fé. 
 CAPÍTULO II 
 Do Planejamento 
 SEÇÃO II 
 Da Lei de Diretrizes Orçamentárias 
 Art. 4º A lei de diretrizes orçamentárias 
 atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da 
 Constituição e: 
 I – disporá também sobre: 
 a) equilíbrio entre receitas e despesas; 
 b) critérios e forma de limitação de empenho, a 
 ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea 
 “b” do inciso II deste artigo, no art. 9º e no inciso 
 II do § 1º do art. 31; 
 e) normas relativas ao controle de custos e à 
 avaliação dos resultados dos programas 
 financiados com recursos dos orçamentos; 
 f) demais condições e exigências para 
 transferências de recursos a entidades públicas 
 e privadas; 
 § 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes 
 orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que 
 serão estabelecidas metas anuais, em valores 
 correntes e constantes, relativas a receitas, 
 despesas, resultados nominal e primário e 
 montante da dívida pública, para o exercício a 
 que se referirem e para os dois seguintes. 
 § 2º O Anexo conterá, ainda: 
 I – avaliação do cumprimento das metas 
 relativas ao ano anterior; 
 II – demonstrativo das metas anuais, instruído 
 com memória e metodologia de cálculo que 
 justifiquem os resultados pretendidos, 
 comparando-as com as fixadas nos três 
 exercícios anteriores, e evidenciando a 
 consistência delas com as premissas e os 
 objetivos da política econômica nacional; 
 III – evolução do patrimônio líquido, também 
 nos últimos três exercícios, destacando a 
 origem e a aplicação dos recursos obtidos com 
 a alienação de ativos; 
 IV – avaliação da situação financeira e atuarial: 
 a) dos regimes geral de previdência social e 
 próprio dos servidores públicos e do Fundo de 
 Amparo ao Trabalhador; 
 b) dos demais fundos públicos e programas 
 estatais de natureza atuarial; 
 V – demonstrativo da estimativa e 
 compensação da renúncia de receita e da 
 margem de expansão das despesas 
 obrigatórias de caráter continuado. 
 § 3º A lei de diretrizes orçamentárias conterá 
 Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados 
 os passivos contingentes e outros riscos 
 capazes de afetar as contas públicas, 
 informando as providências a serem tomadas, 
 caso se concretizem. 
 § 4º A mensagem que encaminhar o projeto da 
 União apresentará, em anexo específico, os 
 objetivos das políticas monetária, creditícia e 
 cambial, bem como os parâmetros e as 
 projeções para seus principais agregados e 
 variáveis, e ainda as metas de inflação, para o 
 exercício subseqüente. 
 SEÇÃO III 
 Da Lei Orçamentária Anual 
 Art. 5º O projeto de lei orçamentária anual, 
 elaborado de forma compatível com o plano 
 plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias 
 e com as normas desta Lei Complementar: 
 I – conterá, em anexo, demonstrativo da 
 compatibilidade da programação dos 
 orçamentos com os objetivos e metas 
 constantes do documento de que trata o § 1º do 
 art. 4º; 
 II – será acompanhado do documento a que se 
 refere o § 6º do art. 165 da Constituição, bem 
 como das medidas de compensação a renúncias 
 de receita e ao aumento de despesas 
 obrigatórias de caráter continuado; 
 III – conterá reserva de contingência, cuja forma 
 de utilização e montante, definido com base na 
 receita corrente líquida, serão estabelecidos na 
 lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao: 
 b) atendimento de passivos contingentes e 
 outros riscos e eventos fiscais imprevistos. 
 § 1º Todas as despesas relativas à dívida 
 pública, mobiliária ou contratual, e as receitas 
 que as atenderão, constarão da lei orçamentária 
 anual. 
 § 2º O refinanciamento da dívida pública 
 constará separadamente na lei orçamentária e 
 nas de crédito adicional. 
 § 3º A atualização monetária do principal da 
 dívida mobiliária refinanciada não poderá 
 superar a variação do índice de preços previsto 
 na lei de diretrizes orçamentárias, ou em 
 legislação específica. 
 § 4º É vedado consignar na lei orçamentária 
 crédito com finalidade imprecisa ou com 
 dotação ilimitada. 
 § 5º A lei orçamentária não consignará dotação 
 para investimento com duração superior a um 
 exercício financeiro que não esteja previsto no 
 plano plurianual ou em lei que autorize a sua 
 inclusão, conforme disposto no § 1º do art. 167 
 da Constituição. 
 § 6º Integrarão as despesas da União, e serão 
 incluídas na lei orçamentária, as do Banco 
 Central do Brasil relativas a pessoal e encargos 
 sociais, custeio administrativo, inclusive os 
 destinados a benefícios e assistência aos 
 servidores, e a investimentos. 
 SEÇÃO IV 
 Da Execução Orçamentária e do Cumprimento 
 das Metas 
 Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos 
 orçamentos, nos termos em que dispuser a lei 
 de diretrizes orçamentárias e observado o 
 disposto na alínea “c” do inciso I do art. 4º, o 
 Poder Executivo estabelecerá a programação 
 financeira e o cronograma de execução mensal 
 de desembolso. 
 Parágrafo único. Os recursos legalmente 
 vinculados a finalidade específica serão 
 utilizados exclusivamente para atender ao 
 objeto de sua vinculação, ainda que em 
 exercício diverso daquele em que ocorrer o 
 ingresso. 
 Art. 9° Se verificado, ao final de um bimestre, 
 que a realização da receita poderá não 
 comportar o cumprimento das metas de 
 resultado primário ou nominal estabelecidas no 
 Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o 
 Ministério Público promoverão, por ato próprio e 
 nos montantes necessários, nos trinta dias 
 subseqüentes, limitação de empenho e 
 movimentação financeira, segundo os critérios 
 fixadospela lei de diretrizes orçamentárias. 
 § 1º No caso de restabelecimento da receita 
 prevista, ainda que parcial, a recomposição das 
 dotações cujos empenhos foram limitados 
 dar-se-á de forma proporcional às reduções 
 efetivadas. 
 § 2º Não serão objeto de limitação as despesas 
 que constituam obrigações constitucionais e 
 legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao 
 pagamento do serviço da dívida, e as 
 ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. 
 § 3º No caso de os Poderes Legislativo e 
 Judiciário e o Ministério Público não 
 promoverem a limitação no prazo estabelecido 
 no caput, é o Poder Executivo autorizado a 
 limitar os valores financeiros segundo os 
 critérios fixados pela lei de diretrizes 
 orçamentárias. 
 § 4º Até o final dos meses de maio, setembro e 
 fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e 
 avaliará o cumprimento das metas fiscais de 
 cada quadrimestre, em audiência pública na 
 comissão referida no § 1º do art. 166 da 
 Constituição ou equivalente nas Casas 
 Legislativas estaduais e municipais. 
 § 5º No prazo de noventa dias após o 
 encerramento de cada semestre, o Banco 
 Central do Brasil apresentará, em reunião 
 conjunta das comissões temáticas pertinentes 
 do Congresso Nacional, avaliação do 
 cumprimento dos objetivos e metas das 
 políticas monetária, creditícia e cambial, 
 evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas 
 operações e os resultados demonstrados nos 
 balanços. 
 SEÇÃO II 
 Das Despesas com Pessoal 
 SUBSEÇÃO II 
 Do Controle da Despesa Total com Pessoal 
 Art. 23º Se a despesa total com pessoal, do 
 Poder ou órgão referido no art. 20, ultrapassar 
 os limites definidos no mesmo artigo, sem 
 prejuízo das medidas previstas no art. 22, o 
 percentual excedente terá de ser eliminado nos 
 dois quadrimestres seguintes, sendo pelo 
 menos um terço no primeiro, adotando-se, entre 
 outras, as providências previstas nos §§ 3º e 4º 
 do art. 169 da Constituição. 
 § 1° No caso do inciso I do § 3° do art. 169 da 
 Constituição, o objetivo poderá ser alcançado 
 tanto pela extinção de cargos e funções quanto 
 pela redução dos valores a eles atribuídos. 
 § 2º É facultada a redução temporária da 
 jornada de trabalho com adequação dos 
 vencimentos à nova carga horária. 
 § 3º Não alcançada a redução no prazo 
 estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o 
 ente não poderá: 
 I – receber transferências voluntárias; 
 II – obter garantia, direta ou indireta, de outro 
 ente; 
 III – contratar operações de crédito, ressalvadas 
 as destinadas ao refinanciamento da dívida 
 mobiliária e as que visem à redução das 
 despesas com pessoal. 
 § 4º As restrições do § 3º aplicam-se 
 imediatamente se a despesa total com pessoal 
 exceder o limite no primeiro quadrimestre do 
 último ano do mandato dos titulares de Poder 
 ou órgão referidos no art. 20. 
 CAPÍTULO VII 
 Da Dívida e do Endividamento 
 SEÇÃO VI 
 Dos Restos a Pagar 
 Art. 42º. É vedado ao titular de Poder ou órgão 
 referido no art. 20, nos últimos dois 
 quadrimestres do seu mandato, contrair 
 obrigação de despesa que não possa ser 
 cumprida integralmente dentro dele, ou que 
 tenha parcelas a serem pagas no exercício 
 seguinte sem que haja suficiente 
 disponibilidade de caixa para este efeito. 
 Parágrafo único. Na determinação da 
 disponibilidade de caixa serão considerados os 
 encargos e despesas compromissadas a pagar 
 até o final do exercício. 
 CAPÍTULO IX 
 Da Transparência, Controle e Fiscalização 
 SEÇÃO I 
 Da Transparência da Gestão Fiscal 
 Art. 48º. São instrumentos de transparência da 
 gestão fiscal, aos quais será dada ampla 
 divulgação, inclusive em meios eletrônicos de 
 acesso público: os planos, orçamentos e leis de 
 diretrizes orçamentárias; as prestações de 
 contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório 
 Resumido da Execução Orçamentária e o 
 Relatório de Gestão Fiscal; e as versões 
 simplificadas desses documentos. 
 Parágrafo único. A transparência será 
 assegurada também mediante incentivo à 
 participação popular e realização de audiências 
 públicas, durante os processos de elaboração e 
 de discussão dos planos, lei de diretrizes 
 orçamentárias e orçamentos. 
 SEÇÃO II 
 Da Escrituração e Consolidação das Contas 
 Art. 50º. Além de obedecer às demais normas 
 de contabilidade pública, a escrituração das 
 contas públicas observará as seguintes: 
 I – a disponibilidade de caixa constará de 
 registro próprio, de modo que os recursos 
 vinculados a órgão, fundo ou despesa 
 obrigatória fiquem identificados e escriturados 
 de forma individualizada; 
 II – a despesa e a assunção de compromisso 
 serão registradas segundo o regime de 
 competência, apurando-se, em caráter 
 complementar, o resultado dos fluxos 
 financeiros pelo regime de caixa; 
 III – as demonstrações contábeis 
 compreenderão, isolada e conjuntamente, as 
 transações e operações de cada órgão, fundo ou 
 entidade da administração direta, autárquica e 
 fundacional, inclusive empresa estatal 
 dependente; 
 IV – as receitas e despesas previdenciárias 
 serão apresentadas em demonstrativos 
 financeiros e orçamentários específicos; 
 V – as operações de crédito, as inscrições em 
 Restos a Pagar e as demais formas de 
 financiamento ou assunção de compromissos 
 junto a terceiros, deverão ser escrituradas de 
 modo a evidenciar o montante e a variação da 
 dívida pública no período, detalhando, pelo 
 menos, a natureza e o tipo de credor; 
 VI – a demonstração das variações patrimoniais 
 dará destaque à origem e ao destino dos 
 recursos provenientes da alienação de ativos. 
 § 1º No caso das demonstrações conjuntas, 
 excluir-se-ão as operações 
 intragovernamentais. 
 § 2º A edição de normas gerais para 
 consolidação das contas públicas caberá ao 
 órgão central de contabilidade da União, 
 enquanto não implantado o conselho de que 
 trata o art. 67. 
 § 3º A Administração Pública manterá sistema 
 de custos que permita a avaliação e o 
 acompanhamento da gestão orçamentária, 
 financeira e patrimonial.

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