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6Caderno Mapeado - CNU - Eixo Temático 4 - Administração Financeira e Orçamentária

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Grasielle Cristina Chaves Bandeira - grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90
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Seja muito bem-vindo! 
 
 
Você acaba de adquirir o material: Caderno Mapeado para o Concurso Nacional 
Unificado – 2024. 
 
Esse material é totalmente focado no certame e aborda ponto a ponto do edital da 
disciplina de Administração Financeira e Orçamentária. 
 
Nele foi inserido toda a teoria sobre a matéria cobrada no certame, para facilitar a sua 
compreensão, e marcações das partes mais importantes. 
 
Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova com foco na 
banca Cesgranrio. 
 
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus 
questionamentos para o suporte: suporte@cadernomapeado.com.br e WhatsApp. 
 
 
Bons Estudos! 
Rumo à Aprovação!! 
 
 
 
Grasielle Cristina Chaves Bandeira - grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90
 
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SUMÁRIO 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS .......................................................................................................................... 8 
PAPEL DO ESTADO E ATUAÇÃO DO GOVERNO NAS FINANÇAS ...................................................... 9 
1) Introdução.................................................................................................................................................. 9 
2) Papel do Estado e Atuação do Governo na Economia .................................................................... 9 
2.1) Descentralização das Funções do Governo................................................................................... 10 
3) Formas e Dimensões da Intervenção da Administração na Economia ...................................... 10 
3.1) Intervenção Direta .............................................................................................................................. 11 
3.1.1) Monopólio Estatal ........................................................................................................................... 12 
3.2) Intervenção Indireta ........................................................................................................................... 12 
3.2.1) Agente Normativo .......................................................................................................................... 13 
3.2.2) Fiscalização Estatal .......................................................................................................................... 13 
3.2.3) Incentivo Estatal .............................................................................................................................. 14 
3.2.4) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE ............................................... 14 
3.2.5) Exploração de Recursos Naturais ................................................................................................ 15 
3.2.6) Parcerias Público-Privadas - PPPS ............................................................................................... 15 
4) Funções do Orçamento Público .......................................................................................................... 16 
ORÇAMENTO PÚBLICO .............................................................................................................................. 18 
1) Introdução................................................................................................................................................ 18 
2) Conceito .................................................................................................................................................... 18 
3) Princípios Orçamentários ..................................................................................................................... 19 
4) Técnicas Orçamentárias ........................................................................................................................ 23 
5) Ciclo Orçamentário ................................................................................................................................ 24 
5.1) Elaboração e Planejamento .............................................................................................................. 25 
5.2) Debate e Aprovação ........................................................................................................................... 25 
5.3) Execução ............................................................................................................................................... 26 
5.4) Avaliação e Controle .......................................................................................................................... 27 
6) Processo Orçamentário ......................................................................................................................... 28 
6.1) Elaboração ............................................................................................................................................ 29 
6.2) Aprovação ............................................................................................................................................. 29 
6.3) Execução ............................................................................................................................................... 29 
6.4) Avaliação e Controle .......................................................................................................................... 30 
ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL ........................................................................................................ 30 
Grasielle Cristina Chaves Bandeira - grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90
 
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1) Introdução................................................................................................................................................ 30 
2) Sistema de Planejamento e de Orçamento ...................................................................................... 30 
3) Plano Plurianual - PPA .......................................................................................................................... 32 
4) Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO .............................................................................................. 33 
5) Lei Orçamentária Anual - LOA ............................................................................................................. 34 
5.1) Orçamento Fiscal ................................................................................................................................. 35 
5.2) Orçamento da Seguridade Social .................................................................................................... 35 
5.3) Orçamento de Investimento ............................................................................................................ 36 
5.3.1) Empresas Estatais............................................................................................................................. 36 
6) Programas Nacionais, Regionais e Setoriais .................................................................................... 40 
7) Classificação Orçamentária .................................................................................................................. 40 
7.1) Classificação da Despesa Pública .................................................................................................... 41 
7.2) Classificação da Receita Pública ...................................................................................................... 42 
8) Estrutura Programática .........................................................................................................................- grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90
 
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Vamos agora, nos aprofundar no tocante aos processos orçamentários brasileiros. 
 
6.1) Elaboração 
Na fase de elaboração, o processo orçamentário tem início com a formulação das propostas de 
orçamento pelo Poder Executivo, através do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
Essas propostas são elaboradas com base em diretrizes estabelecidas pelo governo, considerando 
as demandas da sociedade e as prioridades políticas e econômicas do país. Durante essa etapa, são 
estimadas as receitas esperadas e definidas as despesas que serão realizadas no próximo período. 
Todo esse processo demanda análise detalhada das necessidades e recursos disponíveis, visando 
garantir a alocação eficiente dos recursos públicos. 
 
6.2) Aprovação 
Após a elaboração das propostas de orçamento pelo Executivo, elas são encaminhadas ao 
Legislativo para apreciação e aprovação. No Congresso Nacional, as propostas passam por debates 
e análises nas comissões temáticas e no plenário das duas casas legislativas. Durante esse processo, 
os parlamentares têm a oportunidade de propor emendas e alterações ao texto original. Após as 
discussões e negociações, o orçamento é votado e aprovado pelo Legislativo, seguindo para sanção 
ou veto do chefe do Executivo. 
 
6.3) Execução 
Com o orçamento aprovado, inicia-se a fase de execução. Nessa etapa, as receitas são arrecadadas 
e as despesas são realizadas conforme o planejado no orçamento. A execução orçamentária envolve 
a utilização das dotações previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA), enquanto a execução 
financeira refere-se ao uso efetivo dos recursos disponíveis. É importante ressaltar que a execução 
Processo 
Orçamentário
Ciclo 
Orçamentário
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deve seguir os princípios da legalidade e da eficiência, garantindo que os recursos sejam aplicados 
de acordo com as leis e normas vigentes. 
 
6.4) Avaliação e Controle 
Após a execução do orçamento, é realizada uma avaliação para verificar o cumprimento das metas 
e objetivos estabelecidos. Nessa fase, são analisados os resultados alcançados em relação ao que 
foi planejado, levando em consideração critérios como eficácia, eficiência e efetividade. Além disso, 
ocorre o controle da legalidade dos atos relacionados à execução orçamentária, garantindo que os 
recursos públicos sejam aplicados de forma transparente e conforme as normas estabelecidas. 
Essa avaliação e controle são fundamentais para aprimorar o processo orçamentário e garantir a boa 
gestão dos recursos públicos. 
 
ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – O orçamento público no Brasil. 3.1 Sistema de planejamento e de orçamento federal. 3.2 
Plano plurianual. 3.3 Diretrizes orçamentárias. 3.4 Orçamento anual. 3.5 Outros planos e 
programas. 3.6 Sistema e processo de orçamentação. 3.7 Classificações orçamentárias. 3.8 
Estrutura programática. 3.9 Créditos ordinários e adicionais. 
 
2) Sistema de Planejamento e de Orçamento 
Vamos agora entender melhor as leis orçamentárias, que são essenciais para planejar e distribuir 
recursos visando à execução das políticas públicas no Brasil, como indicado no artigo 165 da 
Constituição Federal de 1988: 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: 
I - o plano plurianual; 
II - as diretrizes orçamentárias; 
III - os orçamentos anuais. 
 
Plano Plurianual (PPA)
Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO)
Orçamentos Anuais - Lei 
Orçamentária Anual (LOA)
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Esses dispositivos são as leis orçamentárias que, com características e objetivos específicos, regem o 
planejamento e a alocação de recursos dos entes públicos em todas as esferas de governo. Dentro 
de cada esfera, essas leis representam etapas separadas, mas interligadas, visando possibilitar um 
planejamento coeso das atividades governamentais. 
 
 
Em síntese, o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária 
Anual (LOA) são legislações estabelecidas pelo artigo 165 da CF. O PPA define diretrizes de médio 
prazo (quatro anos). A LDO, alinhada ao PPA, estabelece metas e prioridades do governo federal, 
orientando a elaboração da LOA para o próximo ano. Por sua vez, a LOA, em conformidade com o 
PPA e a LDO, abrange os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos das estatais. 
 
 Tome nota! 
 
Lei Orçamentária Anual -
nível operacional (curto 
prazo)
Lei de Diretrizes 
Orçamentárias - nível tático 
(prioridades)
Plano Plurianual - nível 
estratégico (médio prazo)
PPA – Planejamento 
LDO – Orientação
LOA – Execução 
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3) Plano Plurianual - PPA 
O Plano Plurianual é um instrumento de planejamento de médio prazo utilizado para estabelecer 
as diretrizes, objetivos e metas que orientarão as ações do governo ao longo de um período de 
quatro anos. 
Vamos entender quais são essas diretrizes, objetivos e metas: 
Plano Plurianual 
Diretrizes Objetivos Metas 
referem-se a orientações 
gerais ou princípios que 
guiarão a captação e o uso dos 
recursos públicos para atingir 
determinados propósitos. 
 Ex.: a sustentabilidade 
ambiental e garantir a 
igualdade de oportunidades. 
são as descrições dos resultados 
desejados por meio das ações do 
governo. 
 Ex.: reduzir a taxa de 
desemprego em determinada 
região ou melhorar o acesso à 
saúde pública para grupos 
vulneráveis. 
representam as quantificações 
específicas, tanto físicas quanto 
financeiras, dos objetivos 
estabelecidos. 
 Ex.: a criação de 500 postos de 
trabalho em um determinado setor 
econômico ou a construção de 100 
unidades de saúde em áreas 
carentes. 
 
Portanto, o PPA abrange um período de quatro anos, começando no primeiro ano de mandato do 
Presidente da República e se estendendo pelos três anos subsequentes. Este ciclo de planejamento 
coincide com o mandato do chefe do Executivo Federal. A ausência do envio do PPA pelo Chefe do 
Executivo configura crime de responsabilidade. 
 
•O líder do Poder 
Executivo 
administra com 
base no PPA 
estabelecido por 
seu antecessor e 
desenvolve seu 
próprio PPA para 
os próximos quatro 
anos.
1º ano de 
mandato 
•O líder do Poder 
Executivo opera 
com o seu PPA 
aprovado pelo 
Poder Legislativo. 
Este é o primeiro 
ano de 
implementação de 
seu planejamento.
2º ano de 
mandato •Trata-se do 
segundo ano de 
implementação do 
seu PPA.
3º ano de 
mandato
•Trata-se do 
terceiro ano de 
implementação do 
seu PPA.
4º ano de 
mandato 
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O PPA define os objetivos estratégicos que o governo pretende alcançar ao longo do período de 
vigência. Esses objetivos são desdobrados em metas específicas e mensuráveis, que servem como 
referência para avaliar o desempenho e o cumprimento das políticas públicas. 
Além disso, o PPA é o ponto de partida para a elaboração do Orçamento Anual, pois orienta a 
alocação de recursos de acordo com as prioridades estabelecidas no plano. Dessa forma, ele está 
diretamente relacionado com a Lei Orçamentária Anual (LOA) e com a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO). 
O prazo para o envio é o mesmo da Lei orçamentária, até 31 de agosto (quatro meses antes do 
término do primeiro exercício do Presidente) e tem que ser aprovada até o final da sessão legislativa, 
cuja data é 22 de dezembro. 
 
4) Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO 
A LDO determinará as metas e diretrizes da Administração Pública, bem como estabelecerá as 
diretrizesde política fiscal e respectivas metas, em observância à trajetória sustentável da dívida 
pública. Orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação 
tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
A LDO tem vigência de um ano fiscal e é válida para o exercício financeiro subsequente à sua 
aprovação. 
 Ex.: a LDO de 2023 é elaborada em 2022 e vale para o ano de 2023. 
 
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma legislação que direciona a elaboração da Lei 
Orçamentária Anual (LOA), sendo encaminhada pelo Chefe do Executivo até 15 de abril e devolvida 
para sanção até o término do primeiro período da sessão legislativa, estabelecido para 17 de julho. 
Atualmente, a LDO é a principal lei orçamentária em vigor. Em conformidade com o artigo 57, §2º 
da Constituição Federal de 1988 (CF/88), caso o prazo de devolução da LDO seja descumprido, os 
congressistas não poderão entrar de férias até que a LDO seja aprovada e remetida para sanção: 
Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro 
a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. 
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de 
diretrizes orçamentárias. 
 
A LDO compreende as metas e prioridades da administração pública federal, estabelece diretrizes 
de política fiscal e suas metas, alinhadas com a trajetória sustentável da dívida pública. Além disso, 
a LDO orienta a elaboração da LOA, trata de alterações na legislação tributária e estabelece a política 
de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
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 Importante! 
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece a conexão entre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei 
Orçamentária Anual (LOA). 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) aumentou a relevância da Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO), conferindo-lhe a responsabilidade de regulamentar o equilíbrio entre receitas e despesas, 
estabelecer critérios e procedimentos para limitar os gastos, definir condições para transferências de 
recursos e prever diversas outras situações, além das já previstas na Constituição. 
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não tem autoridade para determinar a exclusão de qualquer 
tipo de despesa primária da apuração da meta de resultado primário dos orçamentos fiscal e da 
seguridade social. Isso significa que a LDO não pode escolher quais despesas considerar ou não 
quando se avalia se o governo está economizando ou gastando demais em relação à sua arrecadação 
de dinheiro. 
 
5) Lei Orçamentária Anual - LOA 
A LOA é uma lei elaborada anualmente pelo Poder Executivo e submetida ao Legislativo para 
aprovação. Ela estabelece o orçamento do governo para o ano seguinte, detalhando as receitas a 
serem arrecadadas e as despesas a serem realizadas em todos os órgãos e áreas de atuação do 
governo. 
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é válida por um ano fiscal, abrangendo o período financeiro 
seguinte à sua aprovação. O projeto da LOA deve ser enviado ao Congresso Nacional até 30 de 
agosto e deve ser devolvido para sanção até o término da sessão legislativa. Sua vigência 
corresponde a um ano civil. 
 Ex.: a LOA de 2023 é elaborada em 2022 e vale para o ano de 2023. 
 
A Lei Orçamentária Anual (LOA) constitui o orçamento público em si. A LOA atua como uma 
ferramenta de planejamento operacional, demonstrando como os recursos públicos serão 
distribuídos. Ela é implementada por meio de uma variedade de ações. 
Art. 165. § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: 
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da 
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; 
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, 
detenha a maioria do capital social com direito a voto; 
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III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela 
vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos 
e mantidos pelo Poder Público. 
 
É importante destacar a diferença entre previsão de receita e fixação de despesa no orçamento 
público. A receita pode exceder o valor previsto, pois não tem um limite máximo. No entanto, a 
despesa é fixada dentro de um limite estabelecido, denominado dotação orçamentária. 
 
 
A dotação é a quantia autorizada na Lei Orçamentária Anual (LOA) para cumprir determinadas 
atividades, enquanto o crédito orçamentário detalha as classificações das despesas associadas a essa 
dotação. Em resumo, o crédito orçamentário complementa a dotação, fornecendo informações 
detalhadas sobre como os recursos serão gastos dentro do limite estabelecido. 
Vamos agora nos aprofundar nos elementos específicos que compõem o LOA. 
 
5.1) Orçamento Fiscal 
O Orçamento Fiscal é uma parte do orçamento público que engloba todas as receitas e despesas 
do governo destinadas a financiar as atividades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, 
bem como as despesas com serviços públicos em geral. Ele abrange despesas como pagamento de 
salários dos servidores públicos, custeio das atividades dos órgãos governamentais, investimentos 
em infraestrutura, educação, saúde, segurança, entre outros. 
As receitas do Orçamento Fiscal incluem principalmente impostos, taxas e contribuições pagas pelos 
cidadãos e empresas ao governo. 
 
5.2) Orçamento da Seguridade Social 
O Orçamento da Seguridade Social é uma parcela do orçamento público destinada a financiar 
políticas e programas sociais, como previdência, assistência social e saúde. Ele engloba receitas e 
Receitas - recursos arrecadados que compõem o 
orçamento público (A receita poderá exerder ao valor 
previsto no LOA)
Despesas - aplicação do dinheiro arrecadado para custear 
os serviços públicos prestados à sociedade e/ou aquisição 
de bens e serviços (A despesa é fixada dentro do limite do 
LOA)
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despesas relacionadas aos sistemas de previdência social, seguro-desemprego, benefícios 
assistenciais, saúde pública, entre outros. 
As receitas do Orçamento da Seguridade Social são provenientes principalmente das contribuições 
sociais, como as contribuições para a Previdência Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço (FGTS). 
 
 Tome nota! 
Os órgãos e entidades que têm uma ligação direta com a Seguridade Social fazem parte do 
orçamento da seguridade social, independentemente do tipo de despesa que tenham. Já para os 
órgãos e entidades que não estão diretamente relacionados à Seguridade Social, apenas as despesas 
que são consideradas típicas dessa área fazem parte do orçamento da seguridade social. 
 
5.3) Orçamento de Investimento 
O Orçamento de Investimento refere-se às despesas destinadas a investimentos em infraestrutura 
e desenvolvimento econômico do país. Ele inclui gastos com obras públicas, construção e 
manutenção de estradas, portos, aeroportos, investimentos em educação, saúde, pesquisa e 
desenvolvimento, entre outros. 
As receitas para o Orçamento de Investimento podem vir de recursos próprios do governo, 
empréstimos internos e externos, parcerias público-privadas (PPPs) e outras fontes de financiamento. 
O objetivo desse tipo de orçamento é promover o crescimento econômico, aumentar a 
produtividade e melhorar a qualidade de vida da população por meio de investimentos em setores 
estratégicos. 
O orçamento de investimento das estatais é uma parte importante da Lei Orçamentária Anual (LOA). 
Como o próprio nome sugere, ele se concentra apenas nos investimentos que as empresasestatais 
vão fazer durante o ano. Mas aqui está o detalhe: não se trata de todas as empresas estatais, apenas 
daquelas em que o governo federal tem a maior parte das ações com direito a voto. Ou seja, 
estamos falando das empresas que são controladas pelo governo federal. Essas empresas precisam 
incluir seus planos de investimento na LOA para garantir que os recursos sejam disponibilizados e 
utilizados da maneira planejada. 
 
5.3.1) Empresas Estatais 
Quando falamos de empresas estatais, estamos falando de empresas que são controladas pelo 
governo. Essas empresas podem ser divididas em duas categorias: dependentes e não dependentes. 
 
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Empresas Estatais 
Estatais 
Dependentes 
Essas são as empresas que recebem dinheiro do governo para ajudar a cobrir seus 
custos de funcionamento. Em outras palavras, o governo ajuda essas empresas a se 
manterem financeiramente. 
Estatais Não 
Dependentes 
Como o próprio nome sugere, essas empresas não recebem dinheiro do governo 
para cobrir seus custos de funcionamento. Elas precisam se sustentar por conta 
própria, sem depender de ajuda financeira do governo. 
 
Agora, quando se trata do orçamento, as estatais dependentes aparecem apenas no Orçamento 
Fiscal (OF) e no Orçamento da Seguridade Social (OSS). Isso significa que o dinheiro destinado a 
essas empresas é registrado apenas nos orçamentos relacionados às atividades do governo e à 
segurança social. 
Por outro lado, as estatais não dependentes devem ser incluídas no Orçamento de Investimentos 
(OI). Isso porque essas empresas não recebem dinheiro do governo para se manterem, então seus 
investimentos são registrados no orçamento dedicado a investimentos em infraestrutura e 
desenvolvimento econômico. 
Em resumo, se uma empresa estatal precisa de ajuda financeira do governo para funcionar, ela 
aparece no Orçamento Fiscal e no Orçamento da Seguridade Social. Mas se ela consegue se manter 
por conta própria, seus investimentos são registrados no Orçamento de Investimentos. 
 
 Importante! 
Cuidado com as pegadinhas na prova! 
Se considerarmos somente a Constituição federal, as estatais têm algumas regras sobre onde devem 
aparecer seus investimentos nos orçamentos. Se a questão disser "de acordo com a CF...", basta 
saber que apenas os investimentos das estatais não dependentes devem estar no orçamento de 
investimento. 
 
 Momento das Questões 
CESGRANRIO 2019 – Na elaboração do Plano Plurianual, de acordo com as disposições 
constitucionais, os objetivos, as diretrizes e as metas da Administração Pública Federal devem 
ser estabelecidas 
a) a partir de critérios de desempenho. 
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b) de forma regionalizada. 
c) em conformidade com a LDO. 
d) em alinhamento ao programa de governo. 
e) para atendimento das metas fiscais. 
Gabarito: Letra B. 
 Comentário: Na elaboração do Plano Plurianual (PPA), os objetivos, diretrizes e metas da 
Administração Pública Federal devem ser estabelecidos levando em consideração as especificidades 
regionais. Isso significa que no processo de elaboração do PPA, o governo deve considerar as 
especificidades e necessidades de diferentes regiões do país, garantindo que as políticas públicas 
atendam às demandas locais e contribuam para o desenvolvimento equilibrado e sustentável de 
todas as áreas geográficas. Essa regionalização promove uma distribuição mais justa e eficiente dos 
recursos públicos, buscando reduzir desigualdades regionais e promover o desenvolvimento social 
e econômico em todo o território nacional. 
 
CESGRANRIO 2016 – O processo orçamentário no Brasil é conduzido a partir de instrumentos 
de planejamento legalmente regulamentados e adotados por todos os entes da Federação. O 
instrumento que estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública é o(a) 
a) Plano Plurianual. 
b) Anexo de Metas Fiscais. 
c) Anexo de Riscos Fiscais. 
d) Lei Orçamentária Anual. 
e) Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
Gabarito: Letra A. 
 Comentário: A legislação que cria o plano plurianual determinará, de maneira regionalizada, as 
orientações, objetivos e metas da administração pública federal para gastos de capital e outras 
despesas relacionadas, assim como para programas de longa duração. 
 
CESGRANRIO 2013 – Analise as seguintes proposições acerca de normas aplicáveis ao 
orçamento público. 
I - O orçamento monetário deverá compatibilizar-se com Lei Orçamentária Anual (LOA) e Lei de 
Diretrizes Orçamentárias (LDO), bem como deverá estabelecer, de forma regionalizada, diretrizes, 
objetivos e metas da administração pública para as despesas de capital e programas de duração 
continuada. 
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II - O poder executivo publicará, até 30 dias após o encerramento de cada bimestre, relatório 
resumido de execução orçamentária. 
III - As emendas ao projeto de lei orçamentária anual ou aos projetos que o modifiquem somente 
podem ser aprovadas caso indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de 
anulação de despesa excluídas, entre outras hipóteses previstas em lei, as que incidam dotação para 
pessoal e seus encargos. 
IV - As leis orçamentárias incluem o orçamento monetário, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. 
São corretas APENAS as proposições 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) III e IV. 
d) I, II e IV. 
e) I, III e IV. 
Gabarito: Letra B. 
 Comentário: Vamos analisar cada proposição: 
I - A proposição descreve corretamente que o orçamento deve ser compatível com a Lei 
Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e também estabelece diretrizes 
regionalizadas para despesas de capital e programas de duração continuada. Portanto, essa 
proposição está correta. 
II - Esta proposição está correta. De fato, o Poder Executivo é responsável por publicar, até 30 dias 
após o encerramento de cada bimestre, um relatório resumido de execução orçamentária, conforme 
previsto na legislação. 
III - Esta proposição está incorreta. As emendas ao projeto de lei orçamentária anual podem incluir 
recursos de diversas fontes, não se limitando apenas à anulação de despesas. A inclusão de recursos 
provenientes de anulação de despesas é apenas uma das possibilidades, mas não a única. Portanto, 
esta proposição está incorreta. 
IV - Esta proposição também está incorreta. As leis orçamentárias não incluem o orçamento 
monetário. O Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária 
Anual (LOA) são os principais instrumentos orçamentários. Portanto, esta proposição está incorreta. 
 
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40 
 
6) Programas Nacionais, Regionais e Setoriais 
Os programas nacionais, regionais e setoriais referem-se a iniciativas de planejamento e 
desenvolvimento adotadas pelo governo em níveis nacional, regional e setorial. Isso inclui diversos 
planos e programas destinados a diferentes áreas. Esses planos e programas são elaborados para 
promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental, levando em consideração as 
necessidades e particularidades de cada região e setor. 
 Programas Nacionais: Os programas nacionais são iniciativas de abrangência nacional, 
planejadas e implementadas pelo governo central ou federal. Eles visam atender às necessidades e 
demandas que afetam todo o país. Geralmente, esses programas têm como objetivo principal 
promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental em nível nacional. 
 Ex.: Programa Bolsa Família, que é uma iniciativa do governo federal voltada para o combate à 
pobreza e à desigualdade social em todo o país. 
 
 Programas Regionais:Os programas regionais são voltados para uma determinada região 
geográfica dentro do país. Eles são desenvolvidos levando em consideração as características, 
necessidades e potencialidades específicas de uma determinada região. Esses programas visam 
promover o desenvolvimento regional equilibrado, reduzindo desigualdades socioeconômicas e 
fortalecendo a economia local. Podem incluir projetos de infraestrutura regional, incentivos para 
atrair investimentos, desenvolvimento de cadeias produtivas locais, entre outros. 
 Ex.: Programa de Desenvolvimento do Nordeste, destinado a promover o desenvolvimento 
socioeconômico da região Nordeste do Brasil. 
 
 Programas Setoriais: Os programas setoriais são direcionados para setores específicos da 
economia ou da sociedade, como saúde, educação, agricultura, meio ambiente, entre outros. Eles 
têm como objetivo principal atender às demandas e necessidades de um setor específico, buscando 
melhorias na prestação de serviços, na qualidade de vida da população e no desenvolvimento 
sustentável do setor em questão. 
 Ex.: Programa Nacional de Imunização (PNI), que é responsável por coordenar as políticas de 
vacinação em todo o território nacional. 
 
7) Classificação Orçamentária 
As despesas e receitas públicas podem ser organizadas em diferentes categorias, o que facilita a 
compreensão e análise de como o dinheiro público está sendo utilizado e arrecadado. Essas 
classificações são importantes tanto antes quanto durante e depois da execução do orçamento, pois 
fornecem informações essenciais para avaliar o gasto público de forma eficaz. 
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41 
 
As classificações das despesas permitem identificar de maneira mais precisa onde os recursos estão 
sendo aplicados, o que é fundamental para garantir que o dinheiro seja utilizado de forma adequada 
e em conformidade com as prioridades estabelecidas. Da mesma forma, as classificações das receitas 
ajudam a entender de onde vem o dinheiro e para onde ele está sendo direcionado, o que facilita o 
planejamento financeiro e a previsão de recursos. 
Agora vamos explorar algumas das classificações mais importantes utilizadas na elaboração dos 
orçamentos públicos, especialmente para o governo federal. 
 
7.1) Classificação da Despesa Pública 
A classificação da despesa pública é um sistema usado para organizar e categorizar os gastos do 
governo de forma detalhada e compreensível. Essa classificação é fundamental para garantir 
transparência, controle e eficiência na gestão dos recursos públicos. Vamos estudar as principais 
classificações: 
 Por Categoria Econômica: Essa classificação divide as despesas em duas categorias principais: 
Despesas Correntes e Despesas de Capital. 
 
 
 Por Natureza da Despesa: Essa classificação detalha as despesas de acordo com sua natureza 
econômica, ou seja, para que fim o dinheiro está sendo utilizado. Alguns exemplos de naturezas de 
despesa incluem: 
Classificação das 
Despesas
Por Categoria 
Econômica
Despesa 
Corrente
são os gastos necessários 
para manter a máquina 
pública funcionando, como 
salários, custeio de serviços 
públicos, pagamento de 
juros da dívida, entre 
outros.
Despesas de 
Capital
são os investimentos em 
infraestrutura e bens 
duráveis, como construção 
de estradas, compra de 
equipamentos, realização 
de obras públicas, entre 
outros.
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42 
 
 
 
 Por Função e Subfunção: Essa classificação organiza as despesas de acordo com as áreas de 
atuação do governo. As funções representam os grandes objetivos das políticas públicas, enquanto 
as subfunções detalham as atividades dentro de cada função. Exemplos de funções incluem saúde, 
educação, segurança pública, entre outras. 
 
 Por Programa, Projeto e Atividade: Essa classificação relaciona as despesas aos programas 
governamentais, que são conjuntos de ações voltadas para alcançar objetivos específicos. Os 
projetos são iniciativas temporárias que contribuem para esses objetivos, enquanto as atividades são 
ações contínuas que sustentam a operação do governo. 
 
7.2) Classificação da Receita Pública 
A classificação da receita pública é um sistema utilizado para categorizar e organizar as fontes de 
recursos financeiros que ingressam nos cofres públicos. Essa classificação é essencial para 
proporcionar transparência, controle e eficiência na gestão dos recursos do governo. Vou explicar 
cada aspecto dessa classificação: 
 Por Origem: Essa classificação divide as receitas de acordo com sua origem ou fonte de 
arrecadação. Algumas categorias comuns incluem: 
Receitas Tributárias: provenientes da arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
 
• gastos com salários, benefícios e encargos trabalhistas 
dos servidores públicos.
Pessoal e Encargos 
Sociais
•pagamentos de juros e amortizações da dívida pública.
Juros e Encargos da 
Dívida
•despesas destinadas à aquisição de bens e serviços de 
longo prazo.
Investimentos
•despesas destinadas à manutenção e operação dos 
serviços públicos.
Custeio
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Por Origem da Receita 
Receitas de Transferências 
Correntes 
recursos repassados de outras esferas de governo ou de instituições, como 
transferências da União para estados e municípios. 
Receitas de Operações de 
Crédito 
recursos obtidos por meio de empréstimos ou financiamentos. 
Receitas Patrimoniais provenientes da exploração de bens públicos, como aluguéis e royalties. 
Receitas de Contribuições recursos arrecadados por meio de contribuições sociais, como a 
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 
 
 Por Categoria Econômica: Essa classificação divide as receitas em duas categorias principais: 
 
 
 Por Destinação: Essa classificação organiza as receitas de acordo com sua finalidade de uso. 
Algumas categorias comuns incluem: 
Classificação 
das Receitas
Por Categoria 
Econômica
Receita 
Corrente
são aquelas obtidas de 
forma regular e recorrente, 
como arrecadação de 
impostos e taxas.
Receita de 
Capital
são recursos provenientes 
de operações 
extraordinárias, como venda 
de bens ou obtenção de 
empréstimos.
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44 
 
 
 
 Por Setor ou Função: Essa classificação relaciona as receitas às áreas de atuação do governo. 
Por exemplo, receitas destinadas à saúde, educação, segurança pública, entre outras. 
 
8) Estrutura Programática 
A estrutura programática organiza as ações governamentais em diferentes níveis, incluindo 
programas que representam temas de políticas públicas, objetivos que delineiam o que se espera 
alcançar, iniciativas que detalham o que será entregue, e ações que descrevem as atividades a serem 
desenvolvidas para atingir esses objetivos. 
 
9) Tipos de Créditos Orçamentários 
Os créditos orçamentários são autorizações constantes na Lei Orçamentária cuja finalidade é a 
realização de despesas. 
 
9.1) Créditos Iniciais 
O crédito orçamentário inicial é a autorização concedida pelo Poder Legislativo para que o Poder 
Executivo utilize recursos financeiros para a realização de despesas previstas no orçamento público. 
Esse crédito é estabelecido no momento da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e 
representa o montante máximo que pode ser gasto em determinado período, geralmente um ano 
fiscal. 
Esse crédito inicial define os limites de gastos para cada programa, projeto ou atividade previstos 
no orçamento, garantindo que as despesas públicas estejam dentro dos parâmetros estabelecidos 
pelo Legislativo. É importante ressaltar que o crédito orçamentário inicial não é fixo e pode sofrer 
• recursos usados paramanter e operar os serviços 
públicos.
Receitas destinadas à 
Manutenção e Custeio
•recursos usados para financiar obras, infraestrutura e 
outros investimentos de longo prazo.
Receitas destinadas a 
Investimentos
• recursos usados para pagar juros e amortizações da 
dívida pública.
Receitas destinadas a 
Amortização da Dívida
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45 
 
alterações ao longo do exercício financeiro por meio de créditos adicionais, como os suplementares, 
especiais ou extraordinários, conforme as necessidades e prioridades identificadas pelo governo. 
 
9.2) Créditos Adicionais 
Os créditos adicionais são autorizações de despesas que não estavam previstas ou que possuíam 
dotação insuficiente na Lei Orçamentária Anual (LOA). Eles são uma ferramenta importante para 
garantir que o governo possa realizar despesas que não foram previstas no orçamento inicial ou que 
necessitam de um reforço de recursos. 
Esses créditos adicionais são divididos em três tipos principais, quais sejam: 
 
 
 Importante! 
Sempre que houver a necessidade de uma nova dotação orçamentária ou a complementação das 
dotações existentes, é plenamente viável abrir créditos adicionais. Essa iniciativa é de 
responsabilidade do Presidente da República, inclusive para os créditos destinados aos Poderes 
Judiciário e Legislativo, assim como ao Ministério Público da União. 
 
Tanto os créditos suplementares quanto os especiais serão autorizados por lei e abertos por 
decreto executivo. É proibida a abertura desses créditos sem autorização legislativa prévia e sem a 
indicação dos recursos correspondentes. A abertura dos créditos suplementares e especiais está 
condicionada à existência de recursos disponíveis para cobrir as despesas e deve ser antecedida por 
uma justificativa detalhada. 
Finalmente, a vigência dos créditos adicionais não poderá ultrapassar o exercício financeiro, 
exceto os especiais e os extraordinários, quando houver expressa determinação legal. 
•São destinados a reforçar dotações orçamentárias já 
existentes quando estas se mostram insuficientes para 
cobrir determinadas despesas. 
Suplementares
•são os destinados a despesas para as quais não haja 
dotação orçamentária específica.
Especiais
•São destinados a despesas urgentes e imprevisíveis, 
como em casos de guerra, calamidade pública ou outras 
situações de emergência.
Extraordinários
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PROGRAMA E EXECUÇÃO FINANCEIRA NO BRASIL 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Programação e execução orçamentária e financeira. Descentralização orçamentária e 
financeira. Acompanhamento da execução. Alterações orçamentárias. 
 
2) Aspectos Gerais 
A execução dos orçamentos demanda uma série de medidas de natureza orçamentária e financeira. 
Essas medidas, que variam em formalidade, são essenciais durante o processo de execução 
orçamentária e financeira. 
A Execução Orçamentária refere-se à utilização das quantias aprovadas e consignadas no 
orçamento para cada atividade ou projeto. Por outro lado, a execução financeira diz respeito à 
utilização efetiva dos recursos financeiros disponíveis para garantir a implementação das ações 
planejadas em conformidade com o orçamento atribuído a cada unidade ou setor. Em suma, 
enquanto a execução orçamentária lida com a alocação de recursos conforme o planejamento, a 
execução financeira envolve a movimentação real de dinheiro para realizar as atividades planejadas. 
Com base na Receita estimada e na despesa fixada na Lei Orçamentária Anual (LOA), e seguindo as 
normas estabelecidas para execução e programação financeira do exercício, é iniciada a execução 
orçamentária e financeira nas Unidades Orçamentárias (UOs). 
Na técnica orçamentária, os termos Crédito e Recurso possuem significados diferentes. Crédito se 
refere ao aspecto orçamentário, representando a quantia autorizada para ser gasta em determinada 
finalidade. Por outro lado, Recurso diz respeito ao aspecto financeiro, indicando o dinheiro 
disponível ou saldo financeiro existente. Em outras palavras, Crédito representa o montante 
autorizado para despesas, enquanto Recurso representa os fundos reais disponíveis para essas 
despesas. 
Em até 30 dias após a publicação da Lei Orçamentária Anual, o Poder Executivo estabelecerá a 
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Esta programação 
financeira é a distribuição dos recursos ao longo do exercício, de acordo com as prioridades 
estabelecidas nas leis. 
No âmbito federal, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) envia um arquivo eletrônico contendo 
as informações orçamentárias para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A STN, por sua vez, 
realiza o lançamento dessas informações no Sistema Integrado de Administração Financeira do 
Governo Federal (Siafi), por meio da geração automática do documento chamado Nota de Dotação 
(ND). Para efetuar esse lançamento, o Siafi possui uma tabela que associa cada Unidade 
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47 
 
Orçamentária (UO) listada no Quadro de Detalhamento da Despesa (QDD) a uma Unidade Gestora 
(UG) do próprio Siafi. Essa Unidade Gestora será encarregada da descentralização e/ou da execução 
dos créditos recebidos. 
 
3) Execução Orçamentária 
O detalhamento do crédito orçamentário é um processo operacional que desmembra, discrimina e 
especifica a despesa a ser realizada. No âmbito federal, antes da Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO) de 1998, o detalhamento exigia formalização e publicação. 
A partir desse momento, o detalhamento dos orçamentos passou a ser realizado diretamente no 
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), antes da execução 
das despesas. Alguns estudiosos consideram que o detalhamento é o ponto inicial para a execução 
orçamentária. Após a carga do orçamento no Siafi, devido à necessidade de informações gerenciais 
para orientar o gestor em suas decisões, torna-se necessário realizar o detalhamento do crédito 
orçamentário. Geralmente, esse procedimento é conduzido pela Unidade Gestora responsável pela 
supervisão funcional dos atos de execução orçamentária. 
 
3.1) Descentralização Orçamentária e Financeira 
A descentralização dos créditos orçamentários refere-se à transferência de uma parte do 
orçamento para que outras unidades administrativas possam executar despesas orçamentárias. A 
descentralização envolve a transferência da autoridade para utilizar créditos orçamentários entre 
Unidades Orçamentárias (UOs) ou Unidades Gestoras (UGs). Essa descentralização pode ocorrer de 
forma externa ou interna. Ambas 
as formas de descentralização de 
crédito no Sistema Integrado de 
Administração Financeira do 
Governo Federal (Siafi) são 
conduzidas por meio da emissão 
da Nota de Movimentação de 
Crédito (NC). 
Em outras palavras, a 
descentralização de créditos 
ocorre quando há transferência da autoridade para utilizar créditos orçamentários entre diferentes 
unidades dentro de uma organização governamental. Isso pode ser feito tanto de forma externa, 
entre unidades diferentes, como de forma interna, dentro da mesma unidade organizacional. 
 Ex.: uma Secretaria de Saúde pode descentralizar parte de seus créditos para um determinado 
hospital, permitindo que o hospital utilize esses recursos para aquisição de equipamentos médicos 
ou contratação de pessoal. 
 
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48 
 
3.2) Movimentação de Recursos 
A execução financeira refere-se à aplicação prática dos recursos para concretizar os programas de 
trabalho estabelecidos no orçamento. A transferência derecursos entre as unidades do sistema de 
programação financeira é realizada através de liberações de cota, repasses e sub-repasses, 
realizados da seguinte forma: 
 
 
 Ex.: após a descentralização de créditos de uma Secretaria de Saúde para um hospital, a 
movimentação financeira ocorre quando o valor correspondente a essa descentralização é 
transferido da conta da Secretaria de Saúde para a conta do hospital, garantindo que os recursos 
estejam disponíveis para serem utilizados conforme autorizado no orçamento. 
 
 Tome nota! 
Para fixar os temas, fizemos o seguinte quadro-resumo: 
Origem Descentralização de Crédito Movimentação de Recursos 
Órgão central Dotação – para órgãos setoriais Cota – colocação à disposição dos órgãos 
setoriais de programação financeira 
Externa Destaque – entre órgãos distintos Repasse – entre órgãos distintos 
Interna Provisão – entre unidades gestoras 
executoras do mesmo órgão 
Sub-repasse – órgãos setoriais de 
programação financeira sob sua jurisdição e 
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49 
 
as unidades gestoras executoras de mesmo 
órgão/entidade 
 
Assim, a descentralização de créditos e a movimentação financeira são integrados dentro da 
execução financeira e orçamentária, como podemos ver no fluxograma abaixo: 
 
 
4) Acompanhamento da Execução 
É o processo de monitoramento e controle das atividades orçamentárias e financeiras durante o 
período de execução. Isso inclui o acompanhamento da arrecadação de receitas, o controle de 
gastos, a verificação do cumprimento das metas estabelecidas e a identificação de eventuais desvios. 
O controle dos gastos públicos é realizado pelos gestores públicos, pelas entidades responsáveis 
pelos atos da Administração Pública, pelos órgãos de controle interno de cada Poder e pelo órgão 
de controle externo. 
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50 
 
 
 
O controle institucional na Administração Pública é realizado por órgãos legalmente habilitados 
para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, como o Ministério da Transparência, Fiscalização e 
Controladoria-Geral da União (CGU), entre outros. Além da CGU e dos Controles Internos dos 
Estados e Municípios, também exercem controle institucional órgãos como os Ministérios Públicos 
Federal e Estaduais, os Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios, a Polícia Federal, as Polícias 
Estaduais, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e algumas organizações privadas. 
Devido à vasta extensão territorial do Brasil, com quase 5.565 municípios, é essencial promover 
constantemente a participação social. Isso permite que os cidadãos, como coautores da gestão dos 
recursos públicos, tenham acesso a mais informações sobre os gastos públicos. 
A seguir, iremos detalhar os seguintes segmentos de controle: Controle interno, Controle externo e 
Controle social. 
 
4.1) Controle Interno 
O controle interno é exercido pelo sistema de controle de cada poder, conforme definido na 
Constituição Federal de 1988, nos artigos 31, 70, 71 e 74. Segundo Arruda e Teles (2010), ele é 
realizado por órgãos dentro da própria administração pública. Seu papel é auxiliar o controle externo 
e servir como elo entre as ações administrativas e a análise da legalidade. Além disso, é responsável 
por garantir a conformidade com a legislação e os programas governamentais, avaliar o 
desempenho dos órgãos supervisionados e fiscalizar o uso dos recursos públicos. 
Castro (2007) argumenta que o controle interno não apenas promove uma gestão eficiente e 
transparente, mas também fortalece a cidadania ao tornar o gestor público responsável pela 
prestação de contas à população. Essa transparência dificulta a adoção de práticas clientelistas. 
Sistema de 
Controle 
Externo
Sistema de 
Controle 
Interno
Controle do 
próprio gestor 
público
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51 
 
As atividades de controle interno são amplamente disseminadas na estrutura da Administração 
Pública Federal. Devem ser adotadas não apenas em um único órgão, mas em todos os níveis, 
incluindo as chefias competentes e os próprios órgãos de cada sistema, conforme determina o artigo 
13 do Decreto-Lei nº 200/67. 
Na esfera federal, o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) 
desempenha o papel de defender o patrimônio público e promover a transparência na gestão. Ele 
realiza diversas ações, como controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à 
corrupção, além de manter uma ouvidoria. Como Órgão Central, a CGU também supervisiona 
tecnicamente os órgãos que compõem o Sistema de Controle Interno e o Sistema de Correição, bem 
como as unidades de ouvidoria do Poder Executivo Federal, oferecendo a orientação normativa 
necessária para o seu funcionamento adequado. 
Assim, na imagem a seguir, iremos verificar o sistema de controle na Administração Pública Federal: 
 
 
4.2) Controle Externo 
Em diversas modalidades e níveis de governo, o controle externo das entidades públicas é realizado 
pelo Poder Legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas, quando este existe, conforme estipulado 
nos artigos 70 e 71 da CF/88. Essa disposição é aplicável de forma simétrica a Estados e Municípios. 
No âmbito do Governo Federal, de acordo com o que determina a Constituição, o Tribunal de 
Contas da União (TCU) é o órgão responsável por auxiliar o Congresso Nacional na realização do 
controle externo. Essa atividade deve ser apoiada pelo sistema de controle interno de cada poder, 
conforme previsto na legislação. 
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52 
 
 
 
4.3) Controle Social 
Por fim, o Controle Social é a forma de controle exercida pela própria sociedade, ou seja, pelos 
cidadãos. Envolve o entendimento, a participação e a fiscalização dos indivíduos sobre as ações 
realizadas pelo Estado. É uma maneira de praticar a democracia de forma efetiva. 
No contexto do controle social, os cidadãos podem acompanhar os gastos públicos e fiscalizar as 
atividades do governo. Isso pode ser feito por meio de organizações civis que buscam maior acesso 
às informações públicas. Cada cidadão tem o direito e a responsabilidade de orientar a administração 
pública para que adote medidas que verdadeiramente atendam ao interesse público, além de exigir 
que os gestores públicos prestem contas de suas ações. 
Embora a Constituição Federal de 1988 não obrigue os cidadãos a fiscalizar e controlar, ela assegura 
esse direito como fundamental para a democracia e para garantir uma gestão transparente e 
responsável dos recursos públicos. 
A participação ativa dos cidadãos na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no 
controle das ações do governo é um mecanismo essencial para fortalecer a cidadania. Essa 
participação contribui significativamente para a prevenção da corrupção e, ao mesmo tempo, 
promove a conscientização da população sobre o papel socioeconômico dos impostos. Além disso, 
estimula o acompanhamento da utilização dos recursos públicos pela sociedade, criando condições 
para uma relação mais harmoniosa entre o Estado e os cidadãos. 
O controle social, portanto, é uma forma fundamental de controle externo exercido pela própria 
sociedade. Ele permite que os cidadãos tenham uma voz ativa na governança pública, contribuindo 
para a transparência, a responsabilidade e a eficiência na administração dos recursos públicos. 
Controle Institucional
Controle Externo
realizado pelo Poder 
Legislativo
Auxílio dos Tribunais de 
Contas
Controle Interno 
CGU - órgão central do sistema de 
controle interno do Poder 
Executivo Federal
Controladorias dos Estados e 
Municípios ou órgãos 
equivalentes
Outros orgãos 
públicos 
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5) Alterações Orçamentárias 
Após a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA), pode ser necessário ajustar a programação 
originalmente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. Esses 
ajustes têm como objetivo: 
 
 
Esses ajustes, se realizados, modificam de alguma forma a posição inicial da LOA e são divididos em 
créditos adicionais e outras alterações orçamentárias. 
 
 Tome nota! 
As modificações no orçamento são efetuadas por meio dos créditos adicionais, os quais foram 
discutidos em detalhes na classificação abordada no tópico anterior. 
 
Momento das Questões 
CESGRANRIO 2013 – A dinâmica inerente ao processo de execução orçamentária criou a 
necessidade de definir conceitos e mecanismos relacionados às movimentações que ocorrem 
entre órgãos e unidades orçamentárias e unidades administrativas e gestoras. Dois 
mecanismos comuns são a descentralização de créditos orçamentários e as transferências 
financeiras. Considerando-se os conceitos relacionados ao mecanismo de descentralização de 
créditos orçamentários, tem-se que 
a) a provisão é uma operação descentralizadora de crédito orçamentário em que um órgão transfere 
a outro órgão a prerrogativa de utilizar recursos que a ele foram dotados. 
Objetivo dos reajustres da 
programação financeira 
Atender programações inicialmente subdotadas, para 
permitir a realização de ações previstas na LOA.
Responder à necessidade de despesas não autorizadas 
inicialmente na LOA.
Realizar ajustes nos classificadores de receita ou 
despesa, sem implicar aumento nas dotações 
originalmente aprovadas.
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54 
 
b) a provisão depende de celebração de convênios, com disposições sobre os objetivos pretendidos 
e as relações e obrigações das partes. 
c) as dotações, no destaque, serão empregadas obrigatória e integralmente na consecução do objeto 
previsto pelo programa de trabalho pertinente, respeitada fielmente a classificação funcional 
programática. 
d) o destaque é uma descentralização externa e a provisão é uma descentralização interna. 
e) o destaque é uma operação descentralizadora de crédito orçamentário em que a unidade 
orçamentária de origem torna possível a realização de seus programas de trabalho por parte de 
unidade de administração diretamente subordinada. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: A descentralização de créditos é uma prática que proporciona maior flexibilidade 
e agilidade na implementação de projetos e atividades governamentais. Existem dois tipos principais 
de descentralização de créditos: 
 Descentralização Interna de Crédito ou Provisão: Envolve a transferência de créditos entre 
diferentes unidades gestoras dentro da mesma estrutura administrativa, como entre diferentes 
departamentos ou setores de um mesmo órgão ou entidade. 
 Descentralização Externa de Crédito ou Destaque: Consiste na transferência de créditos entre 
unidades gestoras de órgãos ou entidades administrativas distintas, ou seja, de um órgão para outro 
dentro da estrutura governamental. 
 
CESGRANRIO 2013 – Nos termos do Sistema Integrado de Administração Financeira do 
Governo Federal – SIAFI, a descentralização de recursos financeiros internos constitui-se na 
movimentação financeira intitulada 
a) cota financeira. 
b) baixa financeira. 
c) repasse financeiro. 
d) provisão financeira. 
e) sub-repasse financeiro. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: O sub-repasse financeiro é a movimentação interna de recursos financeiros dentro 
de uma mesma estrutura administrativa, ou seja, a transferência de recursos entre unidades gestoras 
dentro do mesmo órgão ou entidade. 
 
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CESGRANRIO 2014 – Os créditos orçamentários transferidos de um Ministério para outro 
Ministério, integrante da mesma esfera de governo, conceitualmente representam um(a) 
a) destaque. 
b) provisão. 
c) dotação. 
d) descentralização interna. 
e) transferência voluntária. 
Gabarito: Letra A. 
 Comentário: A descentralização de créditos, também conhecida como movimentação de 
créditos, é o processo pelo qual o poder de utilizar créditos orçamentários é transferido de uma 
unidade gestora para outra. Esses créditos podem ter sido originalmente consignados no orçamento 
da unidade ou transferidos posteriormente. Existem duas formas de descentralização: 
 Destaque: Trata-se da descentralização externa de créditos, pois ocorre entre órgãos ou 
entidades administrativas distintos dentro da estrutura governamental. 
 Provisão: Configura-se como a descentralização interna de créditos, pois ocorre entre unidades 
gestoras pertencentes ao mesmo órgão ou entidade administrativa. 
 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Contabilidade Pública: Princípios fundamentais: Patrimônio: Componentes Patrimoniais ‐ 
Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais na 
área pública. 
 
2) Princípios Fundamentais 
Os princípios da contabilidade representam a base fundamental das doutrinas e teorias que regem 
a ciência da contabilidade, refletindo o entendimento predominante nos âmbitos científico e 
profissional. 
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56 
 
 
 
Estes princípios têm aplicação abrangente, considerando-a como uma ciência social voltada para o 
estudo e a gestão do patrimônio das entidades. 
A Resolução CFC nº 750/93, que passou por modificações por meio da Resolução CFC nº 1.282/10, 
estabelece diretrizes relativas aos Princípios de Contabilidade (PC). Anteriormente às alterações, 
havia sete princípios fundamentais. No entanto, com a promulgação da Resolução CFC nº 1.282/10, 
o parágrafo único do artigo 8º e os incisos I, II e III, que tratavam do Princípio da Atualização 
Monetária, foram revogados. 
Portanto, fique atento a pegadinhas que podem vir pela banca! 
 
2.1) Princípio da Entidade 
O Princípio da Entidade estabelece que o Patrimônio é o foco da Contabilidade, reconhecendo a 
autonomia patrimonial. Isso significa que o Patrimônio de uma entidade deve ser tratado 
separadamente de qualquer outro, seja de indivíduos, grupos de pessoas, sociedades ou instituições, 
independentemente de fins lucrativos ou não. Isso implica que o Patrimônio de uma entidade não 
se mistura com o dos seus sócios ou proprietários, mesmo em casos de sociedades. 
 
2.2) Princípio da Continuidade 
O Princípio da Continuidade parte do pressuposto de que a entidade continuará suas operações no 
futuro previsível. Portanto, as informações contábeis devem considerar essa continuidade na 
mensuração e apresentação dos elementos patrimoniais. 
Princípios da 
Contabilidade
Princípio da Entidade
Princípio da Continuidade
Princípio da Oportunidade
Princípio do Registro pelo Valor Original
Princípio da Competência 
Princípio da Prudência
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57 
 
 
2.3) Princípio da Oportunidade 
O Princípio da Oportunidade diz respeito ao processo de mensuração e apresentação dos 
componentes do patrimônio de forma a produzir informações íntegras e oportunas, ou seja, que 
sejam relevantes e estejam disponíveis quando necessárias. 
 
2.4) Princípio do Registro pelo Valor Original 
O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem 
ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. 
No entanto, após a integração ao patrimônio, os ativos e passivos podem sofrer variações em seu 
valor, considerando fatores como custocorrente, valor realizável, valor presente, valor justo e 
atualização monetária. 
 
2.5) Princípio da Competência 
O Princípio da Competência estabelece que os efeitos das transações e eventos devem ser 
reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente de quando ocorre o recebimento 
ou pagamento. Isso implica que as receitas e despesas devem ser registradas no período em que 
são geradas, considerando a simultaneidade da confrontação de receitas e despesas relacionadas. 
 
2.6) Princípio da Prudência 
O Princípio da Prudência orienta a adoção do menor valor para os ativos e o maior valor para os 
passivos, sempre que existirem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações 
patrimoniais que afetam o Patrimônio Líquido. Isso reflete uma abordagem conservadora na 
mensuração dos elementos patrimoniais. 
 
3) Patrimônio 
Como já introduzimos anteriormente, o patrimônio da entidade é a soma de todos os recursos e 
obrigações, seja ela empresa, organização sem fins lucrativos, governo ou até mesmo um indivíduo. 
Trata-se do elemento-chave dos registros contábeis e desempenha um papel crucial na análise 
financeira e tomada de decisões. 
 
 Importante! 
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58 
 
Sob a perspectiva contábil, itens como bens, direitos e obrigações que não podem ser avaliados em 
termos de moeda corrente não são reconhecidos como parte do patrimônio. 
 
A seguir, analisaremos com detalhes os componentes do patrimônio. 
 
 
3.1) Bens 
Os bens englobam tudo o que é essencial para atender as necessidades de uma família ou entidade 
e pode ser avaliado em termos de moeda, ou seja, em dinheiro corrente. Os bens podem ser 
categorizados da seguinte forma: 
 Bens numerários: representados pelo dinheiro em espécie ou depositado em instituições 
bancárias. 
 Bens de venda: compreendem as mercadorias destinadas à comercialização, constituindo o 
objeto principal da empresa. 
 Bens de renda: referem-se aos investimentos da empresa, como letras de câmbio, ações de 
outras empresas, aplicações em ouro, entre outros. 
 Bens fixos: englobam ativos necessários para manter a operação da empresa. Podem ser 
classificados como tangíveis – incluindo veículos, móveis e edifícios e intangíveis – marcas e 
patentes, findos de comércio e direitos autorais. 
 
3.2) Direitos 
Correspondem a todos os valores que uma família ou empresa possui a receber de terceiros, seja 
por vendas de bens ou prestação de serviços. Esses valores são considerados parte integral do 
Patrimônio. Dentro do contexto empresarial, esses direitos podem ser categorizados da seguinte 
forma: 
 Créditos de funcionamento: Representam direitos resultantes de vendas realizadas a prazo, nos 
quais o pagamento pelo comprador será efetuado em um momento posterior. 
 Créditos de financiamento: Referem-se aos direitos provenientes de empréstimos concedidos 
pela empresa em forma de dinheiro a terceiros. 
 
Patrimônio = Bens + Direitos + Obrigações 
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59 
 
3.3) Obrigações 
Englobam todos os valores que uma família ou empresa deve pagar a terceiros, ou seja, todas as 
dívidas e compromissos financeiros com terceiros, constituindo uma parte essencial do Patrimônio. 
Nas empresas, essas obrigações representam os recursos financeiros de fontes externas, e podem 
ser categorizadas da seguinte maneira: 
 Débitos de funcionamento: Correspondem ao compromisso de fornecimento de mercadorias 
e outras obrigações resultantes de despesas ou aquisições de bens no decorrer das atividades. 
 Débitos de financiamento: Refletem os valores representados por empréstimos tomados em 
dinheiro e financiamentos de bens ou serviços. 
 
3.4) Componentes Patrimoniais – Ativo e Passivo 
O patrimônio é composto por três elementos principais – ativo, passivo e patrimônio líquido. Vamos 
estudar cada elemento: 
 Ativos (bens e direitos): Os ativos são recursos econômicos controlados pela entidade que têm 
o potencial de gerar benefícios econômicos futuros. Eles incluem coisas tangíveis, como caixa, 
equipamentos, estoques e propriedades, bem como ativos intangíveis, como patentes, marcas 
registradas e goodwill (valor da marca). Os ativos são divididos em ativos circulantes (curto prazo) e 
ativos não circulantes (longo prazo). 
 Passivos (obrigação): Os passivos representam as obrigações financeiras e compromissos da 
entidade. São as dívidas e obrigações que a entidade deve a terceiros. Isso inclui empréstimos, contas 
a pagar, salários a serem pagos e outras obrigações. Os passivos também são divididos em passivos 
circulantes (curto prazo) e passivos não circulantes (longo prazo). 
 Patrimônio Líquido: O patrimônio líquido é a diferença entre os ativos e os passivos. Ele 
representa o valor residual que pertence aos proprietários ou acionistas da entidade. Em outras 
palavras, é o valor líquido que os proprietários têm na entidade após a liquidação de todas as 
obrigações. 
 
3.5) Patrimônio Líquido 
O patrimônio líquido ou situação líquida é um dos principais componentes do patrimônio de uma 
entidade e desempenha um papel fundamental na contabilidade. Ele representa a diferença entre 
os ativos e passivos da entidade em um determinado momento, ou seja, é o valor residual que 
pertence aos proprietários ou acionistas após a liquidação de todas as obrigações. 
O patrimônio líquido, na contabilidade empresarial, é a representação da riqueza de uma família ou 
empresa resultante de uma situação líquida favorável. Portanto, podemos expressar o Patrimônio 
Líquido por meio da seguinte fórmula matemática: 
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60 
 
 
 
 
 
3.6) Situação Líquida 
Contudo, é fundamental compreender que a situação líquida nem sempre é favorável. Tanto 
famílias quanto empresas podem possuir bens e direitos, mas ainda assim apresentar uma situação 
líquida negativa (desfavorável) devido às suas obrigações superiores à soma de seus bens e direitos. 
Nesse caso, não existe, de fato, riqueza. 
Em resumo, o Patrimônio pode assumir uma das três situações líquidas a seguir: 
Situações Líquidas do Patrimônio 
Situação Positiva 
Isso ocorre quando a soma dos bens e direitos é maior do que a das obrigações. 
Nesse caso, a diferença representa o Patrimônio Líquido, indicando uma situação 
financeira favorável. 
Ativo > Passivo ∴ Patrimônio Líquido > 0 
Situação Negativa 
Isso ocorre quando a soma dos bens e direitos é menor do que a das obrigações, 
resultando na ausência de verdadeira riqueza, uma vez que todos os bens e direitos 
foram absorvidos pelas obrigações. 
Ativoé responsável pelo registros dos fatos contábeis. Os fatos contábeis são eventos 
econômicos que ocorrem em uma entidade e que têm impacto nas demonstrações financeiras, 
resultando em variações patrimoniais. Eles são a base para o registro contábil e a elaboração das 
demonstrações financeiras. 
O registro de um fato contábil ocorre através do lançamento. 
Existem dois tipos de fatos contábeis: fatos permutativos e fatos modificativos. 
 
4.1) Fatos Permutativos 
São eventos em que há uma troca entre elementos do patrimônio, mantendo o valor total do 
patrimônio inalterado. Em outras palavras, não há aumento ou diminuição líquidos no patrimônio 
líquido da entidade. 
 Ex.: Pagamento de uma dívida com dinheiro em caixa. Nesse caso, o ativo (caixa) diminui, mas o 
passivo (dívida) também diminui na mesma quantia, mantendo o valor total do patrimônio 
inalterado. 
 
4.2) Fatos Modificativos 
São eventos que resultam em uma variação líquida no patrimônio da entidade. Eles podem ser 
subdivididos em fatos modificativos aumentativos e fatos modificativos diminutivos. 
Em contabilidade, os termos "débito" e "crédito" são usados para registrar transações financeiras e 
outros eventos econômicos em contas contábeis. Quando se trata de fatos modificativos, esses 
termos também são fundamentais para compreender as variações patrimoniais que ocorrem devido 
a esses eventos. 
 Fatos Modificativos Aumentativos: São eventos que aumentam o patrimônio líquido da 
entidade. Ao adquirir um ativo, o que resulta em um aumento do ativo, registramos um débito na 
conta correspondente. Esse débito é efetuado para refletir o aumento dos recursos aplicados na 
empresa. 
 Ex.: Recebimento de uma receita de vendas em dinheiro. Isso aumenta o ativo (caixa) e o 
patrimônio líquido da entidade. 
 
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 Fatos Modificativos Diminutivos: São eventos que diminuem o patrimônio líquido da 
entidade. Ao assumir uma obrigação com os fornecedores, o que resulta em um aumento do 
passivo, registramos um crédito na conta correspondente. Esse crédito é efetuado para indicar o 
aumento das origens de recursos da empresa. 
 Ex.: Pagamento de despesas de aluguel em dinheiro. Isso reduz o ativo (caixa) e, 
consequentemente, o patrimônio líquido da entidade. 
 
 Tome nota! 
Os fatos contábeis são registrados por meio da escrituração contábil, que envolve a utilização de 
contas contábeis para representar os elementos do patrimônio afetados pelos eventos. Através da 
escrituração, é possível manter o registro adequado das variações patrimoniais e elaborar as 
demonstrações financeiras, como o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício 
(DRE). 
 
É importante notar que os fatos contábeis devem ser registrados de acordo com os princípios 
contábeis aceitos e as normas contábeis aplicáveis, garantindo a fidedignidade e a transparência das 
informações financeiras da entidade. 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2016 – Os Princípios de Contabilidade Pública estão estabelecidos em normas 
que são obrigatórias para todos os órgãos e entidades da administração direta e da 
administração indireta dos entes da Federação, incluindo seus fundos, autarquias, fundações 
e empresas estatais dependentes. Nesse contexto, o Princípio de Contabilidade que, sob as 
perspectivas do Setor Público, no âmbito da entidade pública, está vinculado ao estrito 
cumprimento da destinação social do seu patrimônio é o Princípio da 
a) Competência. 
b) Continuidade. 
c) Entidade. 
d) Oportunidade. 
e) Prudência. 
Gabarito: Letra B. 
 Comentário: Dentro de uma entidade pública, a continuidade está diretamente ligada ao 
cumprimento rigoroso da finalidade social de seu patrimônio. Isso significa que a existência contínua 
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63 
 
da entidade está garantida enquanto ela continuar a cumprir seu propósito ou objetivo principal. Em 
outras palavras, enquanto a entidade continuar a desempenhar sua função social, sua continuidade 
estará assegurada. 
 
RECEITA PÚBLICA 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Receita pública. Conceito e classificações. Estágios. Fontes. Dívida ativa. 
 
2) Conceito 
As receitas públicas compreendem o total de recursos arrecadados pelo Tesouro Nacional, que 
serão incorporados ao patrimônio do Estado. Esses fundos são destinados a cobrir as despesas 
governamentais e suprir as necessidades de investimentos públicos. Existem duas categorias 
fundamentais de entradas nos Cofres Públicos: 
Entradas Extraorçamentárias Entradas Orçamentárias 
Estas constituem meramente entradas 
compensatórias, ou seja, são recursos financeiros de 
caráter temporário que não fazem parte da Lei 
Orçamentária Anual (LOA). Nesse contexto, o Estado 
atua como custodiante temporário desses recursos. 
A título de exemplo, incluem-se depósitos em 
garantia, fianças, bem como operações de crédito 
através de antecipação de receita orçamentária 
(ARO). 
Essas entradas representam disponibilidades de 
recursos financeiros para o erário público. 
Consequentemente, as receitas orçamentárias 
pertencem ao Estado, são incorporadas ao 
patrimônio das autoridades públicas, incrementam o 
saldo financeiro e estão previstas na própria Lei 
Orçamentária Anual (LOA). 
A quantia total das receitas públicas que ingressa no Tesouro é a resultante da soma das receitas 
orçamentárias e das receitas extraorçamentárias. 
 
Receita 
Orçamentária
Ingressos 
Extraordinários
Ingressos dos 
valores nos 
cofres públicos 
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64 
 
 
3) Classificação das Receitas Públicas 
As Receitas Públicas correspondem aos recursos adquiridos pelo governo através do exercício da 
tributação. No entanto, é crucial destacar que essa não é a única maneira pela qual o governo obtém 
financiamento para suas atividades. O governo também detém ativos patrimoniais e pode gerar 
receita através de vendas, privatizações, concessões e alienações, entre outras abordagens. Vamos 
explorar a seguir essas diversas formas pelas quais o governo angaria recursos para sustentar suas 
operações. 
As Receitas Públicas se originam das seguintes fontes de recursos: 
Fontes de Recursos 
Receitas derivadas 
Estas decorrem do poder estatal de tributação sobre a população (receita tributária, 
abrangendo impostos, taxas e contribuições de melhoria). O governo as obtém 
através de seu direito soberano de determinar que cidadãos e empresas contribuam 
parte de seus rendimentos para financiar as atividades governamentais. Estas receitas 
são impositivas, derivadas de normas constitucionais ou legais, e são arrecadadas 
dos contribuintes sem uma contraprestação específica, como no caso de impostos, 
ou com alguma contraprestação obrigatória, independentemente do uso do serviço, 
como nas taxas. 
Receitas 
originárias 
São oriundas do patrimônio do Estado e incluem vendas, privatizações, concessões 
e outras atividades. O governo também gera receitas ao prestar serviços ou explorar 
atividades econômicas, constituindo-se em uma forma semelhante à iniciativa 
privada. Essas receitas têm origem real em bens ou serviços vendidos, sendo 
faturadas como preços públicos ou tarifas. A participação é voluntária - apenas 
aqueles que desejam o serviço ou bem pagam por ele. 
 
Uma análise mais detalhada da estrutura de codificação das naturezas de receita merece destaque, 
especialmente a categoria econômica, que mede o impacto das decisões governamentais na 
economia. De acordo com essa classificação, as receitas se dividem em: 
Fontes de Categoria Econômica 
Receitas 
correntes 
São arrecadadas durante o exercíciofinanceiro, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, e 
aumentam os recursos financeiros do Estado. Elas servem para financiar programas e 
ações relacionados às políticas públicas. Exemplos incluem tributos como o Imposto 
sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e 
Imposto de Renda (IR). 
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65 
 
Receitas de 
capital 
Também aumentam os recursos financeiros do Estado, mas não afetam o patrimônio 
líquido, uma vez que sempre geram uma contrapartida. Por exemplo, quando o 
governo adquire recursos através de empréstimos internacionais, possui o dinheiro em 
caixa, mas também assume a obrigação de pagar a dívida do empréstimo. 
 
Além dessas categorias, as receitas ainda são divididas em: 
Receitas de cunho Financeiro 
Receitas primárias (ou 
não financeiras) do 
governo 
Estas são provenientes, por exemplo, da arrecadação de impostos, taxas e 
contribuições de melhoria, compreendendo a "carga tributária" do Brasil. Além 
disso, o governo gera receitas através de seus ativos patrimoniais, como 
receitas patrimoniais, agropecuárias, industriais e de serviços. 
Receitas financeiras 
Originam-se de operações de crédito (empréstimos), alienações de ativos e 
outras fontes que não causam alterações patrimoniais. Como resultado, o 
ente público não registra ganhos efetivos em seu patrimônio. Visto que ocorre 
uma permutação entre contas, essas receitas não são consideradas no cálculo 
do resultado primário. Elas criam obrigações de pagamento futuro e/ou 
eliminam direitos de natureza financeira, sendo assim registradas como 
receitas financeiras. 
 
4) Estágios 
Os estágios da receita pública referem-se aos processos pelos quais as receitas são geradas, 
registradas e utilizadas pelo Estado. Esses estágios são fundamentais para garantir o adequado 
funcionamento das finanças públicas e sua correta aplicação. Geralmente, os estágios da receita 
pública são divididos em quatro etapas principais: 
 
 
Vamos agora detalhar cada um desses estágios. 
 
Previsão / 
Planejamento
Lançamento Arrecadação Recolhimento
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66 
 
4.1) Previsão / Planejamento 
Nesta etapa, é realizada uma estimativa das receitas que o Estado espera arrecadar ao longo de 
um período específico, geralmente um ano fiscal. Essa previsão é elaborada com base em diversas 
fontes de informação, como dados econômicos, históricos de arrecadação, políticas fiscais e 
projeções de crescimento. A previsão é fundamental para o planejamento financeiro do Estado e 
para a elaboração do orçamento público. 
Para realizar a previsão da receita, é necessário considerar: 
 
 
4.2) Lançamento 
O estágio de lançamento consiste na identificação e quantificação das receitas que realmente 
ingressaram nos cofres públicos. O lançamento da receita é o procedimento realizado pela 
autoridade competente para verificar a origem do crédito fiscal e identificar a pessoa responsável 
por ele (o sujeito passivo), registrando assim o débito correspondente. Esse processo também pode 
envolver a aplicação de penalidades, caso necessário. 
O lançamento poderá ocorrer: 
Formas de Lançamento 
De ofício – direito O lançamento é efeituado unilateralmente pela Administração sem a 
intervenção do contribuinte (IPVA, IPTU) 
Por declaração - misto O lançamento é efetuado pela Administração com a colaboração do 
próprio contribuinte ou de uma terceira pessoa obrigada por lei a prestar 
informações (ITR) 
Por homologação – auto 
lançamento 
O lançamento é homologado pelo próprio contribuinte e posteriormente 
é efetuado pelo contribuinte (IR, ISS, ICMS, IPI, II, IE) 
Previsão de Receita
alterações legislativas
variação dos índices de preço
crescimento econômico
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67 
 
 
De acordo com a Lei 4.320/64, o lançamento da receita é feito pela repartição competente, que 
verifica a legitimidade do crédito tributário e identifica o devedor, registrando sua obrigação de 
pagamento. Esse lançamento é crucial para a constituição do crédito tributário, envolvendo a 
verificação do fato gerador da obrigação fiscal, a determinação da base tributável, o cálculo do valor 
devido, a identificação do sujeito passivo e, se aplicável, a proposição de penalidades. 
Embora o lançamento não seja obrigatório para todas as receitas públicas, é essencial para aquelas 
provenientes de obrigações estabelecidas em lei, contrato ou regulamento, bem como para os 
impostos diretos. Essa etapa é fundamental para garantir a legalidade e a eficiência na arrecadação 
das receitas públicas. 
 
4.3) Arrecadação 
A arrecadação é o estágio em que as receitas previstas são efetivamente arrecadadas pelo Estado. 
Isso ocorre por meio do pagamento de tributos, taxas, contribuições ou outras obrigações 
financeiras pelos contribuintes ou devedores. A arrecadação pode ser realizada por diversos meios, 
como depósitos bancários, transferências eletrônicas, pagamentos em dinheiro ou cartão de crédito, 
entre outros. 
Os créditos da Fazenda Pública, sejam eles relacionados a tributos ou não, serão registrados como 
receita no exercício em que forem efetivamente arrecadados, e não no momento em que são 
lançados. Isso significa que, para fins orçamentários, a receita é contabilizada conforme o regime de 
caixa, ou seja, quando o dinheiro entra efetivamente nos cofres públicos. No entanto, sob o regime 
de competência, a receita é reconhecida no momento em que é lançada, independentemente de 
quando é arrecadada. Essa diferença entre regimes reflete como a contabilidade pública trata a 
receita, seja com base no fluxo de caixa real ou na alocação de acordo com os princípios contábeis. 
 
4.4) Recolhimento 
Por fim, o estágio de recolhimento refere-se à transferência das receitas arrecadadas para os cofres 
públicos, onde serão registradas e utilizadas para financiar as atividades governamentais. Essas 
receitas são depositadas em contas específicas do Tesouro Público, conforme o previsto no 
orçamento público. O recolhimento é essencial para garantir a segurança e a transparência na gestão 
dos recursos públicos. 
 
5) Dívida Ativa 
A dívida ativa é o conjunto de valores devidos aos cofres públicos por pessoas físicas ou jurídicas, 
sejam eles relacionados a tributos, taxas, contribuições ou outras obrigações financeiras. Esses 
valores são considerados dívida ativa quando não são pagos dentro do prazo estabelecido pela 
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legislação tributária ou contratual. Em outras palavras, é o montante que o Estado tem a receber e 
que não foi quitado pelos contribuintes ou devedores nos prazos determinados por lei. A dívida 
ativa é objeto de cobrança pelo Estado, podendo envolver medidas administrativas e judiciais para 
sua recuperação. 
A dívida ativa da União, que inclui tanto os débitos relacionados a tributos quanto aqueles de outras 
naturezas, é apurada e registrada pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN). A cobrança 
dessas dívidas é realizada pela PGFN, que emite uma certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da 
União. Essa certidão funciona como um título executivo, o que significa que ela possui um valor 
definido e certo, facilitando o processo de cobrança judicial da dívida. Em outras palavras, a certidão 
de dívida ativa é um documento oficial que comprova a existência e o valor da dívida perante a 
Fazenda Pública da União, permitindo que medidas judiciais sejam tomadas para sua recuperação. 
 
 Importante! 
Quando a dívida é quitada, a receita proveniente desse pagamento é classificada como "Outras 
Receitas Correntes". 
 
Quanto à natureza da receita, a receita da dívida ativa inclui não apenas o valor originalmente44 
9) Tipos de Créditos Orçamentários ....................................................................................................... 44 
9.1) Créditos Iniciais ................................................................................................................................... 44 
9.2) Créditos Adicionais ............................................................................................................................. 45 
PROGRAMA E EXECUÇÃO FINANCEIRA NO BRASIL........................................................................... 46 
1) Introdução................................................................................................................................................ 46 
2) Aspectos Gerais ....................................................................................................................................... 46 
3) Execução Orçamentária ........................................................................................................................ 47 
3.1) Descentralização Orçamentária e Financeira ............................................................................... 47 
3.2) Movimentação de Recursos ............................................................................................................. 48 
4) Acompanhamento da Execução ......................................................................................................... 49 
4.1) Controle Interno .................................................................................................................................. 50 
4.2) Controle Externo ................................................................................................................................. 51 
4.3) Controle Social .................................................................................................................................... 52 
5) Alterações Orçamentárias .................................................................................................................... 53 
CONTABILIDADE PÚBLICA ........................................................................................................................ 55 
1) Introdução................................................................................................................................................ 55 
2) Princípios Fundamentais ...................................................................................................................... 55 
2.1) Princípio da Entidade ......................................................................................................................... 56 
2.2) Princípio da Continuidade ................................................................................................................ 56 
2.3) Princípio da Oportunidade ............................................................................................................... 57 
2.4) Princípio do Registro pelo Valor Original ..................................................................................... 57 
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5 
 
2.5) Princípio da Competência ................................................................................................................. 57 
2.6) Princípio da Prudência ....................................................................................................................... 57 
3) Patrimônio ............................................................................................................................................... 57 
3.1) Bens ........................................................................................................................................................ 58 
3.2) Direitos .................................................................................................................................................. 58 
3.3) Obrigações ............................................................................................................................................ 59 
3.4) Componentes Patrimoniais – Ativo e Passivo .............................................................................. 59 
3.5) Patrimônio Líquido ............................................................................................................................. 59 
3.6) Situação Líquida .................................................................................................................................. 60 
4) Fatos Contábeis e Respectivas Variações Patrimoniais ................................................................. 61 
4.1) Fatos Permutativos ............................................................................................................................. 61 
4.2) Fatos Modificativos ............................................................................................................................ 61 
RECEITA PÚBLICA ........................................................................................................................................ 63 
1) Introdução................................................................................................................................................ 63 
2) Conceito .................................................................................................................................................... 63 
3) Classificação das Receitas Públicas .................................................................................................... 64 
4) Estágios ..................................................................................................................................................... 65 
4.1) Previsão / Planejamento ................................................................................................................... 66 
4.2) Lançamento .......................................................................................................................................... 66 
4.3) Arrecadação ......................................................................................................................................... 67 
4.4) Recolhimento ....................................................................................................................................... 67 
5) Dívida Ativa ............................................................................................................................................. 67 
DESPESA PÚBLICA....................................................................................................................................... 69 
1) Introdução................................................................................................................................................ 69 
2) Conceito .................................................................................................................................................... 69 
3) Classificação das Despesas Públicas .................................................................................................. 70 
4) Estágios das Despesas Públicas ........................................................................................................... 72 
4.1) Empenho ............................................................................................................................................... 72 
4.2) Liquidação ............................................................................................................................................ 73 
4.3) Pagamento ........................................................................................................................................... 73 
5) Restos a Pagar .........................................................................................................................................devido, mas também a atualização monetária, multas, juros de mora e outros encargos relacionados. 
Em resumo, quando a dívida ativa é paga, os valores recebidos são considerados receitas correntes 
e englobam não apenas o montante inicial, mas também todos os acréscimos e penalidades 
associadas à dívida. 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2014 – A realização da receita orçamentária se dá em estágios, caracterizados 
por fatos e procedimentos que dão objetividade aos registros contábeis. O momento a partir 
do qual os valores estão efetivamente disponíveis para o ente público caracteriza o estágio 
da(o) 
a) arrecadação. 
b) liquidação. 
c) lançamento. 
d) pagamento. 
e) recolhimento. 
Gabarito: Letra E. 
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69 
 
 Comentário: O recolhimento refere-se à transferência dos valores arrecadados pelos agentes 
administrativos ou pelos bancos autorizados para a Conta Única do Tesouro Nacional. Se o 
recolhimento for realizado por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) ou 
Guia de Recolhimento da União (GPS), os bancos têm apenas um dia útil para repassar os recursos 
ao Tesouro Nacional. Já no caso do recolhimento por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), 
os recursos são inicialmente centralizados no Banco do Brasil, que tem até dois dias úteis para realizar 
a transferência para o Tesouro Nacional. 
 
DESPESA PÚBLICA 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Despesa pública. Conceito e classificações. Estágios. Restos a pagar. Despesas de exercícios 
anteriores. Dívida flutuante e fundada. Suprimento de fundos. 
 
2) Conceito 
Agora abordaremos o conceito de despesa pública, com o intuito de estabelecer os fundamentos 
para uma compreensão mais sólida das saídas financeiras do governo e seu impacto no orçamento. 
Podemos iniciar nossas explanações sobre esse tema com duas ponderações: 
Primeiramente, assim como você planeja, organiza e acompanha suas despesas pessoais, o governo 
também o faz. As despesas públicas, delineadas na Lei Orçamentária Anual (LOA), representam os 
gastos autorizados para o governo nas diversas atividades e programas que compõem o orçamento 
público. Esse conjunto abrange despesas com pessoal, educação, saúde, transporte, segurança e 
muito mais. 
Para ilustrar, vamos fazer uma comparação com uma situação familiar. No cotidiano, categorizar as 
despesas é uma forma eficaz de adquirir consciência dos gastos da família. Inicialmente, é necessário 
anotá-las e classificá-las ao longo do tempo. Isso nos possibilita avaliar se a família gasta mais com 
lazer do que com alimentação, ou se despende mais recursos do que o esperado em saúde e 
educação, por exemplo. 
Existem diversas maneiras de categorizar as despesas no contexto familiar. É possível subdividi-las 
em várias categorias menores, visando a uma análise detalhada de cada gasto; posteriormente, 
agrupá-las em categorias maiores para obter uma visão mais abrangente do orçamento. 
Da mesma forma, o governo emprega várias classificações de despesas para alocar os recursos 
públicos. Essa função do governo é chamada de função alocativa. O orçamento público é 
estruturado de modo a agrupar as despesas conforme critérios definidos com o objetivo de suprir 
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70 
 
necessidades sociais. Em outras palavras, as despesas públicas viabilizam a realização dos resultados 
das políticas públicas planejadas pelos governos, requerendo autorização legal para sua execução. 
As despesas planejadas no orçamento servem para gerar produtos, como rodovias, e serviços, como 
atendimento médico. Nesses cenários, o orçamento também estipula a quantidade de produtos que 
serão disponibilizados à sociedade. Mais do que simplesmente definir os montantes de despesas, o 
orçamento delineia o que, onde e em que quantidade os cidadãos e a sociedade em geral receberão 
de bens e serviços prestados pelo Estado como contrapartida aos tributos pagos. 
Cabe destacar que algumas despesas são mandatórias por força de lei, e, portanto, o governo não 
tem a liberdade de deixar de efetuá-las. Exemplos dessas despesas incluem transferências 
constitucionais para Estados e Municípios, benefícios previdenciários e assistenciais, bem como 
despesas com pessoal. 
 
3) Classificação das Despesas Públicas 
No contexto da definição das despesas orçamentárias, é possível categorizá-las em dois amplos 
grupos: despesas de caráter discricionário e despesas de caráter obrigatório. 
No âmbito do orçamento federal, o 
montante das despesas obrigatórias é 
consideravelmente significativo, 
constituindo quase 90% do total do 
orçamento, ou seja, praticamente todo 
valor arrecadado já tem uma destinação 
legalmente estabelecida. Apenas uma 
pequena porção dos recursos fica 
disponível para ser utilizado em outras 
atividades governamentais. 
Tal cenário se deve à maioria das despesas 
governamentais serem regidas por 
obrigações constitucionais ou legais que 
devem ser cumpridas obrigatoriamente. 
As despesas também são categorizadas como primárias e financeiras (despesas não primárias). A 
seguir, serão detalhadas essas diferentes classificações. 
Classificação Básica 
Despesas Discricionárias 
(ou despesas não 
obrigatórias) 
são aquelas efetuadas com base na disponibilidade de recursos 
orçamentários. Podemos dizer que se trata de despesas nas quais o governo 
tem a opção de executar ou não, por sua própria decisão. São despesas nas 
quais o governo tem liberdade de escolher quando e onde alocar os recursos 
arrecadados. Embora sujeitas a algumas regras constitucionais, como o 
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71 
 
cumprimento do piso de gastos para saúde e educação, chamadas de 
"proteções orçamentárias", essas despesas não são determinadas por 
nenhum ato legal. 
São essencialmente constituídas pelo orçamento dos Ministérios 
(excluindo despesas com pessoal e encargos, ou seja, folha de pagamento), 
divididas em despesas correntes (como a manutenção de programas 
governamentais) e investimentos, como o Programa de Aceleração do 
Crescimento (PAC), que inclui o programa Minha Casa, Minha Vida. 
Despesas Obrigatórias 
são aquelas cuja execução não pode ser suspensa pelo ente público. Os 
valores correspondentes a essas despesas são fixados com base em 
condições definidas em lei. Exemplos de despesas obrigatórias incluem o 
pagamento de pessoal e encargos sociais, decisões judiciais, benefícios 
previdenciários, gastos mínimos em educação e saúde, entre outros. 
O governo é legalmente obrigado a efetuar esses pagamentos, a menos 
que sejam tomadas decisões administrativas ou as leis que regulamentam 
essas despesas sejam alteradas. 
 
Vale ressaltar que, ao calcular as despesas obrigatórias, é essencial considerar as implicações para a 
economia no futuro. Aumentos no salário-mínimo, por exemplo, também implicam em aumento das 
despesas com aposentadorias, que são despesas obrigatórias em longo prazo. 
Além da distinção entre despesas obrigatórias e discricionárias, há também a categoria de despesas 
primárias e financeiras (despesas não primárias). Essa subdivisão é abordada a seguir. 
Classificação Primárias e Financeiras 
Despesas 
Primárias 
são os gastos realizados pelo governo para fornecer bens e serviços públicos à 
população, como saúde, educação, construção de estradas, além de despesas 
necessárias para a manutenção da estrutura estatal (manutenção da máquina pública). 
Essas despesas são utilizadas para custear programas governamentais e realizar 
investimentos de grande envergadura. Despesas primárias podem ser obrigatórias ou 
discricionárias, conforme jáabordado anteriormente. 
Despesas 
Financeiras 
(ou despesas não primárias) surgem a partir do pagamento de dívidas 
governamentais ou da concessão de empréstimos contraídos pelo governo em 
benefício de outras instituições ou indivíduos. Tais despesas extinguem obrigações ou 
criam direitos de natureza financeira. Exemplos incluem pagamento de juros da dívida 
pública, financiamento estudantil (FIES) e subsídios de programas governamentais 
como o Minha Casa, Minha Vida. 
 
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72 
 
Essa subdivisão reflete um maior equilíbrio, embora também possa indicar endividamento excessivo 
por parte do governo, o que é prejudicial para o equilíbrio orçamentário em longo prazo. O montante 
obrigatório é determinado por vinculações estabelecidas na Constituição de 1988, por outras 
obrigações legais e por compromissos contratuais, incluindo contratos de dívida pública. 
 
4) Estágios das Despesas Públicas 
Os estágios das despesas públicas são as etapas pelas quais passam os recursos financeiros desde 
o momento em que são previstos no orçamento até a sua efetiva utilização para a realização de 
despesas. Geralmente, os estágios das despesas públicas são divididos em empenho, liquidação e 
pagamento. 
Vamos estudar cada uma das etapas de forma mais aprofundada. 
 
4.1) Empenho 
O empenho é o primeiro estágio das despesas públicas. Ele ocorre quando há a reserva de recursos 
no orçamento para a realização de determinada despesa. Nesta etapa, é emitido o empenho, que é 
o ato administrativo que autoriza o gasto e fixa o montante a ser utilizado. Em outras palavras, o 
empenho representa o comprometimento do recurso para uma despesa específica. 
Existem três tipos de empenho, os quais descrevemos no quadro-resumo a seguir: 
Empenho individual ou 
ordinário 
Empenho global Emprenho estimado 
Destina-se a despesas contratuais 
e outras sujeitas a parcelamento. 
É utilizado para despesas em que 
o valor já está determinado, mas a 
prestação dos serviços ocorrerá 
ao longo do ano, com 
pagamentos parcelados. 
Despesas provenientes de 
contratos ou passíveis de 
parcelamento. 
Despesas com montante já 
estabelecido, cuja prestação de 
serviços se estende ao longo do 
ano, com pagamentos em 
parcelas. 
Refere-se a despesas que foram 
contratadas previamente, porém 
o valor a ser pago será 
determinado apenas 
posteriormente. 
No momento da contratação e 
emissão do empenho, não é 
possível precisar o valor exato da 
despesa, apenas fazer uma 
estimativa. 
 Ex.: a aquisição de móveis para 
uso da Administração. 
 Ex.: assinatura de uma revista. 
 
 Ex.: serviços de água, energia e 
telefone, nos quais, no momento 
da contratação e emissão do 
empenho, não é possível 
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73 
 
determinar o valor exato da 
despesa, apenas estimá-lo. 
 
4.2) Liquidação 
O segundo estágio é a liquidação, que consiste na verificação da efetivação da despesa. Nesta etapa, 
são conferidos os serviços prestados ou os bens adquiridos, garantindo que foram entregues 
conforme o contratado e que estão de acordo com as especificações e quantidades estabelecidas. A 
liquidação é o reconhecimento do direito do credor ao recebimento da quantia devida pelo 
Estado. 
 
4.3) Pagamento 
O terceiro estágio é o pagamento, que é a efetiva liberação dos recursos financeiros para quitar 
a despesa liquidada. Nesta etapa, o valor devido é transferido para o credor, seja por meio de 
transferência bancária, cheque, ordem bancária, entre outros meios de pagamento disponíveis. 
 
 Tome nota! 
Diferentemente das receitas, que podem ser tratadas de maneiras distintas e até mesmo serem 
puladas algumas etapas, as despesas públicas seguem um processo rigoroso e sequencial. Isso 
significa que todas as despesas devem obrigatoriamente passar por cada um dos estágios 
estabelecidos e na ordem determinada. Não é possível avançar para o próximo estágio sem que o 
anterior tenha sido devidamente cumprido. 
 
5) Restos a Pagar 
Restos a pagar são despesas empenhadas, ou seja, compromissadas no exercício financeiro 
anterior, mas que não foram pagas até o final do período contábil. Em outras palavras, são valores 
que o governo ou entidade pública já se comprometeu a pagar, por meio de empenho, mas que 
por algum motivo não foram desembolsados até o encerramento do ano fiscal. 
Existem três categorias de restos a pagar: 
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74 
 
 
 
Os restos a pagar não processados que não são liquidadas até 31 de dezembro do segundo ano 
subsequente ao empenho serão bloqueados pela Secretaria do Tesouro Nacional em 30 de junho. 
No entanto, existem exceções para despesas do Ministério da Saúde e emendas individuais e de 
bancada impositivas. 
Para desbloquear os restos a pagar, as unidades gestoras devem iniciar a execução até 30 de 
junho do ano de bloqueio, ou garantir que os instrumentos estejam vigentes e cumpram os 
requisitos para eficácia até 31 de dezembro. 
Os restos a pagar processados têm prazo de prescrição de cinco anos. O Manual do SIAFI classifica 
os restos a pagar não processados em liquidação, que estão em processo de liquidação no momento 
da inscrição, e a liquidar, que não estavam liquidados no momento da inscrição e requerem indicação 
do Ordenador de Despesa da Unidade Gestora no SIAFI. 
 
6) Despesas de Exercícios Anteriores 
Caso uma despesa não tenha sido empenhada no exercício correspondente e seja cobrada no 
exercício subsequente, isso não significa que o credor ficará sem receber. Para cobrir esses gastos, 
existe uma dotação específica no orçamento chamada de despesas de exercícios anteriores. 
Essas despesas são discriminadas por elementos e, sempre que possível, devem ser pagas em ordem 
cronológica. Segundo a Lei nº 4.320/1964 e o Decreto nº 93.872/1986, as despesas de exercícios 
anteriores englobam diversas situações: 
Categorias de Restos a 
Pagar
processados
no momento da inscrição a despesa 
estaava empenhada e liquidada
não processados em 
liquidação
no momento da inscrição a despesa 
empenhada estava em processo de 
liquidação e sua inscrição está 
condicionada a indicação pelo 
ordenador de despesa da unidade 
gestora
não processados a 
liquidar
no momento da inscrição a despesa 
empenhada não estava liquidada e 
sua inscriação está condicionada a 
indicação pelo ordenador de despesa 
da unidade gestora
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75 
 
 
 
Mesmo que os restos a pagar tenham sido cancelados, se o credor ainda tiver direito ao recebimento, 
o pagamento deve ser realizado por meio das dotações destinadas às despesas de exercícios 
anteriores. É importante destacar que para efetuar esses pagamentos, é necessário haver dotação 
específica no orçamento, discriminação por elementos e seguir uma ordem cronológica, sempre 
que viável. 
 
7) Dívida Flutuante e Fundada 
De acordo com a Lei 4.320/1964 e o Decreto 93.872/1986, a dívida flutuante inclui diversos 
compromissos financeiros que são exigíveis a curto prazo e não dependem de autorização 
orçamentária para pagamento. Isso engloba os restos a pagar, exceto os relacionados aos serviços 
da dívida, os serviços da dívida em aberto (como parcelas de amortização e juros não pagos), 
depósitos, operações de crédito por antecipação de receita e até mesmo o papel-moeda em 
circulação. 
Por outro lado, a dívida fundada, também conhecida como consolidada, refere-se a compromissos 
financeiros com prazo de exigibilidade superior a 12 meses, que foram contraídos por meio da 
emissão de títulos ou celebração de contratos. Geralmente, são utilizados para cobrir desequilíbrios 
orçamentários ou financiar obras e serviços públicos. A amortização ouresgate desses 
compromissos requer autorização legislativa. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) aprimorou as definições e estabeleceu limites mais rigorosos 
para o endividamento público. Conforme a LRF, a dívida pública consolidada abrange o total das 
obrigações financeiras do governo, incluindo aquelas provenientes de leis, contratos, convênios ou 
tratados, além das operações de crédito para amortização em prazo superior a 12 meses. Também 
são consideradas na dívida pública consolidada as emissões de títulos pelo Banco Central do 
Brasil e as operações de crédito de curto prazo cujas receitas estejam no orçamento. 
Despesas que estavam consignadas no orçamento, mas não foram 
processadas no tempo adequado.
Restos a pagar que tiveram sua prescrição interrompida e foram 
cancelados.
Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício 
correspondente.
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76 
 
Adicionalmente, os precatórios judiciais não pagos durante o exercício orçamentário em que foram 
incluídos são contabilizados na dívida consolidada para fins de limites de endividamento. 
Em suma, a Dívida Pública Consolidada ou Fundada inclui diversos elementos: 
Amortização em prazo superior a 12 
meses 
Refere-se ao pagamento programado dos valores devidos em 
um período de tempo superior a um ano. 
Títulos emitidos pelo Banco Central 
do Brasil e operações de crédito de 
prazo inferior a 12 meses cujas 
receitas foram incluídas na Lei 
Orçamentária Anual (LOA) 
Isso abrange compromissos financeiros assumidos por meio de 
títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e 
operações de crédito de curto prazo cujas receitas estejam 
previstas no orçamento anual. 
Precatórios judiciais não pagos 
durante a execução do orçamento em 
que foram incluídos 
Os precatórios judiciais não quitados durante o exercício 
orçamentário em que foram incluídos também fazem parte 
dessa dívida consolidada. 
 
A dívida pública mobiliária, por sua vez, é representada por títulos emitidos pelo governo federal, 
incluindo os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. Essa é uma especificação da 
dívida consolidada geral que permite um controle mais detalhado. 
Operações de crédito são compromissos financeiros assumidos por entidades governamentais por 
meio de mútuos, abertura de crédito, emissão e aceite de títulos, entre outros. Isso também inclui a 
concessão de garantias para obrigações financeiras ou contratuais assumidas por entidades 
vinculadas ao governo. 
O refinanciamento da dívida mobiliária envolve a emissão de novos títulos para pagar o principal 
da dívida existente, mais os juros e a correção monetária. Esse refinanciamento não pode exceder, 
ao final de cada exercício financeiro, o montante total da dívida do exercício anterior, somado às 
operações de crédito autorizadas e efetivamente realizadas, além da correção monetária. 
 
 Importante! 
Quanto às restrições às despesas com pessoal, se um ente não conseguir reduzir esses gastos dentro 
do prazo estabelecido, ele fica proibido de contratar novas operações de crédito, exceto aquelas 
destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e aquelas que visam à redução dos gastos 
com pessoal. 
 
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77 
 
Por fim, a dívida consolidada líquida é calculada deduzindo-se da dívida pública consolidada as 
disponibilidades de caixa, as aplicações financeiras e outros ativos financeiros. 
 
8) Suprimentos de Fundos 
As despesas públicas, geralmente, precisam seguir um planejamento de longo prazo. No entanto, 
há situações em que certos gastos, seja pela sua natureza ou urgência, não podem aguardar o 
processo normal de execução orçamentária e financeira, o que poderia prejudicar a administração 
pública. 
Para lidar com essas situações excepcionais, foi estabelecida a figura do suprimento de fundos, 
que é uma modalidade de despesa orçamentária usada em casos expressamente definidos em lei. 
Nesse procedimento, um servidor é encarregado de administrar um montante em dinheiro para 
pagamento de despesas que não se encaixam nos procedimentos normais de contratação de 
bens e serviços. 
O suprimento de fundos é um tipo de adiantamento, pois o valor em dinheiro é disponibilizado 
para o servidor antes mesmo que a despesa seja realizada. No entanto, assim como outras despesas 
orçamentárias, os suprimentos de fundos devem passar por todas as etapas regulares de 
despesa: empenho, liquidação e pagamento. Isso significa que a despesa deve ser empenhada e 
liquidada antes mesmo de o numerário ser entregue ao servidor. 
Durante a liquidação da despesa, ocorre o registro de um passivo e a incorporação de um ativo, que 
representa o direito de receber um bem ou serviço ou a devolução do dinheiro adiantado. Apesar 
de ser considerado uma despesa sob o enfoque orçamentário, o suprimento de fundos não é 
considerado como tal sob o enfoque patrimonial, pois não há redução do patrimônio líquido no 
momento de sua concessão, mas apenas quando o servidor presta contas. 
Se o servidor não utilizar todo o valor adiantado, ele deve devolver o saldo restante, o que será 
tratado como anulação de despesa se ocorrer no mesmo exercício financeiro ou como receita 
orçamentária se ocorrer no exercício seguinte. 
De acordo com a legislação, o suprimento de fundos pode ser concedido em três situações: 
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78 
 
 
 
Existem também algumas situações em que não é concedido o suprimento de fundos, como quando 
o servidor já é responsável por dois suprimentos, quando ele é responsável pelo cuidado ou uso 
do material a ser adquirido, quando não presta contas do suprimento esgotado ou quando é 
declarado em alcance, ou seja, não comprova o uso adequado dos recursos recebidos. 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2014 – O suprimento de fundos consiste na entrega de numerário a servidor, 
sempre precedida de empenho na dotação própria, para o fim de realizar despesas que não 
possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. O suprimento de fundos poderá ser 
utilizado para atender a diversos casos. NÃO constitui um desses casos as despesas 
a) em viagem e com serviços especiais que exijam pronto pagamento. 
b) eventuais que exijam pronto pagamento. 
c) extraordinárias e urgentes. 
d) de caráter sigiloso. 
e) de pequeno vulto. 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: A Lei nº 4.320/1964 e o Decreto nº 93.872/1986 estabelecem três tipos de 
despesas ou suprimentos de fundos: 
para atender despesas eventuais que demandem pagamento 
imediato.
para despesas sigilosas conforme classificação em regulamento.
para despesas de pequeno valor, estabelecidas por portaria do 
Ministério da Fazenda/Economia.
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I - Despesas eventuais, incluindo viagens e serviços especiais que necessitam de pagamento 
imediato; 
II - Despesas sigilosas, conforme regulamentação específica; 
III - Despesas de pequeno valor, que não excedam um limite estabelecido pelo Ministro da Fazenda. 
Portanto, nem todas as despesas podem ser realizadas através de suprimento de fundos. Conforme 
a Instrução Normativa (IN) - STN nº 04/2004, não é permitido dividir despesas para se enquadrar 
nos critérios de suprimento de fundos. A falta de planejamento não pode ser usada como justificativa 
para realizar compras contínuas usando esse método. 
A mesma instrução normativa não permite a aquisição de bens permanentes por meio de suprimento 
de fundos, a menos que haja justificativa especial e detalhada para casos excepcionais. 
 
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeirae Orçamentária: 
1 – Lei de Responsabilidade Fiscal. Conceitos e objetivos. Planejamento. Receita Pública. 
Despesa Pública. Dívida e endividamento. Transparência, controle e fiscalização. 
 
2) Conceito e Objetivos 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é a norma jurídica que estabelece normas de finanças 
públicas a serem seguidas por todos os entes federativos (União, estados, municípios e Distrito 
Federal), promulgada pela Lei Complementar nº 101/2000. Ela foi criada com o objetivo de 
promover a responsabilidade na gestão fiscal, buscando o equilíbrio entre receitas e despesas e 
garantindo a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. 
As normas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) são de cumprimento obrigatório 
para diversos entes públicos, incluindo a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e 
suas respectivas estruturas administrativas, como administrações diretas, fundos, autarquias, 
fundações e empresas estatais dependentes. É importante ressaltar que sempre que a Lei menciona 
os estados, ela automaticamente inclui o Distrito Federal. 
A LRF é fundamentada em princípios essenciais que norteiam a gestão fiscal responsável. Dentre 
esses princípios, destacam-se o planejamento, que envolve a elaboração de metas e estratégias 
para a gestão dos recursos públicos; a transparência, que requer a divulgação clara e acessível das 
informações sobre as finanças públicas; o controle, que engloba mecanismos internos e externos 
para fiscalizar a aplicação dos recursos; e a responsabilização, que implica na prestação de contas 
e na responsabilização dos gestores públicos por suas ações e decisões. 
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80 
 
A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe que haja: 
 
 
Portanto, a LRF visa garantir uma gestão fiscal equilibrada, transparente e responsável, 
promovendo a eficiência na utilização dos recursos públicos e evitando o descontrole financeiro que 
possa comprometer o bem-estar da sociedade e a estabilidade econômica do país. 
 
3) Planejamento 
O processo de planejamento na gestão pública envolve a elaboração e execução de três leis 
fundamentais: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária 
Anual (LOA). Essas leis são essenciais para garantir uma gestão fiscal responsável e eficiente, exigindo 
uma ação planejada e aprovação legislativa. 
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00), a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO) inclui um Anexo de Metas Fiscais, que estabelece as metas anuais em valores correntes e 
constantes relacionadas a receitas, despesas, resultados fiscal e primário, e o montante da dívida 
pública para o exercício em questão e para os dois anos seguintes. Além disso, a LDO deve conter 
um Anexo de Riscos Fiscais, que avalia os passivos contingentes e outros riscos que possam afetar 
as finanças públicas, informando as medidas a serem tomadas caso se concretizem. 
O projeto de lei orçamentária anual deve ser elaborado de forma compatível com o PPA e a LDO, 
conforme estabelecido pela LC 101/00. Ele deve conter um demonstrativo da compatibilidade da 
programação orçamentária com os objetivos e metas, bem como medidas para compensar renúncias 
de receita e aumentos de despesas obrigatórias. Além disso, deve incluir uma reserva de 
Responsablidade na 
Gestão Fiscal
Ação planejada e transparente.
Prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o 
equilíbrio das contas públicas.
Garantia de equilíbrio nas contas, mediante o cumprimento de 
metas de resultados entre receitas e despesas.
Garantia de equilíbrio nas contas, com limites e condições para a 
renúncia de receita e a geração de despesas com pessoal, 
seguridade social, dívidas consolidada e mobiliária, operações de 
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de 
garantia e inscrição em restos a pagar.
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81 
 
contingência, destinada a lidar com passivos contingentes e outros riscos fiscais imprevistos, cujo 
montante e forma de utilização são definidos na LDO. 
A LOA deve conter todas as despesas relacionadas à dívida pública, seja mobiliária ou contratual, e 
as receitas destinadas a cobri-las. 
 
 Importante! 
É vedado incluir na LOA créditos com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada, garantindo 
assim a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. 
 
Momento das Questões 
CESGRANRIO 2015 – No Brasil, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) se baseia no Plano 
Plurianual, orienta o projeto de Lei Orçamentária Anual e a ela dá apoio. Nesse sentido, os 
seguintes itens estão presentes na LDO, à EXCEÇÃO de: 
a) apresentação de anexos de Metas Fiscais e de Riscos Fiscais. 
b) concessão de autorizações para quaisquer vantagens de aumento da remuneração, e para a 
criação de cargos. 
c) definição de limites para a elaboração das propostas orçamentárias do Ministério Público e do 
Judiciário. 
d) definição de parâmetros para a fixação da remuneração de pessoal no âmbito de Poder 
Legislativo. 
e) definição de metas plurianuais dos objetivos do governo. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: De acordo com essa lei, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve conter um 
Anexo de Metas Fiscais, que estabelece metas anuais para receitas, despesas, resultados nominal e 
primário, e montante da dívida pública para o exercício em questão e para os dois seguintes. 
Esse Anexo também deve incluir uma avaliação do cumprimento das metas do ano anterior e um 
demonstrativo das metas anuais, com uma explicação detalhada da metodologia de cálculo usada 
para justificar os resultados esperados, comparando-os com os três anos anteriores e garantindo sua 
consistência com as premissas e objetivos da política econômica nacional. 
 
CESGRANRIO 2014 – A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000) 
estabelece os procedimentos de finanças públicas a serem seguidos, visando ao planejamento 
e à transparência das ações governamentais. Essa lei 
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a) é aplicável à União e ao Distrito Federal, apenas. 
b) é aplicável aos Estados e aos Municípios, apenas. 
c) é aplicável ao Poder Executivo, apenas. 
d) impõe limites e condições a respeito da renúncia de receitas pelos governos. 
e) determina as despesas de capital para o próximo exercício financeiro. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), por meio da Lei Complementar nº 
101/2000, define uma série de diretrizes e regras a serem seguidas pelos entes governamentais para 
garantir uma gestão fiscal responsável. Uma das áreas abordadas por essa lei é a renúncia de receitas 
pelos governos, que se refere à redução de impostos, isenções fiscais e outros benefícios que 
resultam em menor arrecadação para o Estado. 
A LRF estabelece limites e condições para essas renúncias de receitas, buscando garantir que elas 
sejam realizadas de forma transparente e responsável. Isso significa que qualquer medida que resulte 
em redução da receita pública deve ser cuidadosamente avaliada, levando em consideração seu 
impacto financeiro e fiscal, além de exigir medidas de compensação para garantir o equilíbrio das 
contas públicas. Essas medidas visam evitar o comprometimento da capacidade do Estado de 
cumprir com suas obrigações financeiras e garantir a sustentabilidade das finanças públicas a longo 
prazo. 
 
4) Receita pública 
As previsões de receita devem considerar diversos fatores, como mudanças na legislação, variações 
nos índices de preços e o crescimento econômico. Essas previsões devem ser acompanhadas de um 
histórico dos últimos três anos, projeções para os dois anos seguintes e detalhes sobre a 
metodologia de cálculo eas premissas utilizadas. 
O Poder Executivo deve fornecer aos demais poderes estudos e estimativas das receitas para o 
próximo exercício, incluindo a receita corrente líquida, pelo menos 30 dias antes do prazo final para 
envio das propostas orçamentárias. 
Transferências voluntárias para outros entes serão proibidas se eles não cumprirem os requisitos 
básicos de responsabilidade fiscal em relação aos impostos, como instituição, previsão e 
arrecadação efetiva. É vedado realizar transferências voluntárias para entes que não cumpram esses 
requisitos. 
Quando há concessão ou ampliação de benefícios tributários que resultam em renúncia de receita, 
é necessário estimar o impacto financeiro no exercício em que o benefício entra em vigor e nos dois 
seguintes. Além disso, deve-se observar se a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei 
orçamentária e se não afetará as metas fiscais estabelecidas. 
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83 
 
Essa renúncia de receita inclui diversas ações, como anistia, subsídios, isenções de tributos, entre 
outros benefícios fiscais. No entanto, o cancelamento de débitos de valor inferior aos custos de 
cobrança não é considerado renúncia de receita, embora possa ser visto como um tipo de benefício 
fiscal. 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2014 – A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada no ano 2000, buscou definir 
parâmetros que guiassem a gestão pública das finanças públicas. Dentre as principais medidas 
adotadas pela LRF, constam as seguintes, EXCETO a 
a) vedação da possibilidade de refinanciamento ou postergação de dívidas entre entes da federação. 
b) limitação do endividamento público, com penalidades caso o limite seja ultrapassado e não ocorra 
o retorno rápido a determinados níveis de endividamento. 
c) definição de tetos para gastos com pessoal, como o percentual da receita corrente líquida. 
d) definição de regras rígidas para os gastos com pessoal no ano final de mandato dos governantes. 
e) definição de limites iguais de gasto com funcionalismo entre as diferentes esferas e poderes, 
garantindo isonomia na gestão. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) definiu limites máximos para os gastos com 
pessoal em cada um dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) nos níveis federal, estadual e 
municipal. Esses tetos foram estabelecidos como uma forma de garantir o equilíbrio das contas 
públicas e evitar o comprometimento excessivo dos recursos com folha de pagamento, o que 
poderia prejudicar outras áreas essenciais da administração pública. 
Esses limites são determinados como percentuais da Receita Corrente Líquida (RCL) de cada ente 
federativo e variam de acordo com a esfera governamental e o poder em questão. O 
descumprimento desses limites pode acarretar sanções, como a impossibilidade de realizar novas 
contratações, concessão de vantagens, aumentos ou pagamento de horas extras, entre outras 
medidas. A LRF busca, assim, promover uma gestão fiscal responsável e sustentável, garantindo o 
equilíbrio das contas públicas e a eficiência na alocação dos recursos. 
 
6) Despesa pública 
Quando há a criação, ampliação ou melhoria de uma ação governamental que resulta em aumento 
de despesas, é necessário realizar duas etapas importantes: 
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 Estimar o impacto financeiro e orçamentário dessa ação nos próximos três anos, ou seja, no 
exercício em que será implementada e nos dois anos seguintes. Isso significa calcular e prever os 
custos adicionais que serão incorridos. 
 Obter uma declaração do responsável pela despesa de que esse aumento está de acordo com 
as previsões e diretrizes estabelecidas no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA). Essa declaração assegura que a despesa adicional está 
alinhada com o planejamento financeiro e orçamentário do governo. 
 
No entanto, essa exigência não se aplica quando as despesas adicionais são consideradas 
insignificantes, conforme definido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ou seja, em casos em 
que os custos extras são mínimos e não impactam significativamente o orçamento geral, essa 
formalidade pode ser dispensada. 
 
6.1) Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado 
Essas são despesas obrigatórias decorrentes de leis, medidas provisórias ou atos administrativos 
normativos que estabelecem a obrigação legal para o governo de realizá-las por um período superior 
a dois anos. Para criar ou aumentar essas despesas, algumas exigências precisam ser cumpridas: 
 
 
Essas regras não se aplicam às despesas destinadas ao pagamento da dívida pública nem aos 
aumentos anuais de remuneração de pessoal, conforme previsto na Constituição Federal de 1988. 
Exigências
Estimar o impacto financeiro e orçamentário dessa despesa 
no ano em que entrará em vigor e nos dois anos seguintes.
Garantir a origem dos recursos necessários para custear essa 
despesa.
Provar que o aumento ou criação dessa despesa não 
prejudicará as metas fiscais estabelecidas no Anexo de Metas 
Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Compensar o aumento permanente de despesa com aumento 
permanente de receita ou redução permanente de outra 
despesa.
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Além disso, considera-se aumento de despesa a prorrogação de uma despesa criada por um período 
determinado. 
 
6.2) Despesas com Pessoal 
As despesas com pessoal abrangem todos os gastos relacionados a funcionários ativos, 
aposentados e pensionistas, incluindo salários, benefícios e encargos sociais, como contribuições 
para a previdência. No entanto, não são consideradas despesas com pessoal aquelas relacionadas 
a pagamentos indenizatórios, como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, diárias e ajuda de custo, 
entre outras. 
Além disso, os contratos de terceirização de mão de obra que substituem servidores e 
empregados públicos também devem ser contabilizados como despesas com pessoal, mas são 
categorizados separadamente como outras despesas de pessoal. 
Para calcular o total das despesas com pessoal, é considerada a remuneração bruta do servidor, 
sem nenhuma dedução ou retenção, exceto quando necessário para cumprir o limite 
constitucional estabelecido. 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2009 – A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ou Lei Complementar Imagem 
014.jpg 101/2000, estabelece normas de finanças públicas para a boa gestão fiscal. Assim, 
a) exige um superavit fiscal anual mínimo de 4% do PIB para o setor público consolidado. 
b) proíbe, de modo absoluto, a existência de restos a pagar. 
c) proíbe a ação do Banco Central no mercado de títulos públicos para evitar a monetização da 
dívida. 
d) limita e condiciona a geração de despesas com pessoal. 
e) reduz a carga tributária de caráter regressivo. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem como objetivo principal assegurar que 
as contas públicas sejam administradas de forma responsável e sustentável em todos os níveis de 
governo (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Essa lei estabelece diretrizes e normas para 
a gestão fiscal, baseando-se no que está previsto no Capítulo II do Título VI da Constituição. 
Para garantir a responsabilidade na gestão fiscal, a LRF exige que os entes federativos ajam de forma 
planejada e transparente, antecipando-se a possíveis riscos e corrigindo desvios que possam 
prejudicar o equilíbrio das contas públicas. Isso inclui o cumprimento de metas que equilibrem as 
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receitas e despesas, além do respeito a limites e condições relacionados à renúncia de receita, gastos 
com pessoale seguridade social, endividamento público, operações de crédito, concessão de 
garantias e gestão dos restos a pagar. 
 
7) Dívida e endividamento 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabeleceu ferramentas fundamentais para acompanhar 
como as receitas e despesas evoluem ao longo do tempo, com o objetivo de garantir uma 
administração fiscal responsável e equilibrada. Além disso, a LRF enfatiza a importância de controlar 
o endividamento público. 
O Estado tem duas maneiras de financiar suas atividades: através das receitas públicas e através 
do crédito público, que é a obtenção de recursos por meio de empréstimos. O crédito público surge 
quando o Estado se endivida, obtendo recursos de terceiros e concordando em pagar juros sobre o 
valor emprestado. 
Essa obtenção de recursos é feita por meio de empréstimos públicos, que podem ser classificados 
como internos (realizados dentro do território nacional) ou externos (obtidos de instituições 
internacionais). 
O processo de empréstimo público envolve a emissão de títulos ou obrigações pelo Estado, 
apresentando as condições do empréstimo. Essa emissão pode ser direta, se o Estado contrair 
diretamente a obrigação, ou indireta, se a captação for feita por terceiros. Após a obtenção do 
empréstimo, surge a dívida pública, que pode ser federal, estadual ou municipal, dependendo de 
qual ente federativo foi beneficiado pela operação. 
Como vimos anteriormente, existem duas classificações específicas das dívidas públicas: dívida 
flutuante e dívida fundada. 
 
 Tome nota! 
Quando um ente federativo deixa de pagar sua dívida fundada por dois anos consecutivos, isso 
pode acarretar medidas drásticas. A não quitação desse tipo de dívida por esse período prolongado 
pode ser considerada um sinal de grave desequilíbrio financeiro. Como consequência, isso pode 
justificar a intervenção federal ou estadual nesse ente, dependendo do contexto e da esfera de 
governo afetada. 
 
8) Transparência, controle e fiscalização 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) estabelece princípios fundamentais de 
transparência, controle e fiscalização na gestão dos recursos públicos. A transparência significa que 
todas as informações relacionadas às finanças públicas, incluindo receitas, despesas, dívidas e 
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87 
 
resultados fiscais, devem ser disponibilizadas de forma clara e acessível ao público em geral. Isso 
permite que os cidadãos e órgãos de controle acompanhem e avaliem como o dinheiro público está 
sendo arrecadado e utilizado. 
Já o controle refere-se à necessidade de estabelecer mecanismos para garantir que as ações do 
governo estejam em conformidade com as leis e os princípios de boa gestão fiscal. Isso inclui 
auditorias internas e externas, análise das contas públicas por órgãos independentes e a 
responsabilização dos gestores por suas decisões. 
Por fim, a fiscalização implica na vigilância constante das atividades financeiras do governo, 
tanto pelos órgãos de controle interno quanto pelos órgãos de controle externo, como os tribunais 
de contas. Esses órgãos têm a responsabilidade de verificar a legalidade, legitimidade, 
economicidade e eficiência na utilização dos recursos públicos. 
 
8.1) Transparência da Gestão Fiscal 
São instrumentos de transparência da gestão fiscal, que devem ser amplamente divulgados: 
 
 
É essencial assegurar a participação da população e a realização de audiências públicas durante a 
elaboração e discussão desses documentos. Informações detalhadas sobre a execução do orçamento 
e das finanças devem ser prontamente disponibilizadas em meios eletrônicos acessíveis ao público 
em tempo real. Além disso, é necessário adotar um sistema integrado de administração financeira e 
controle de qualidade, seguindo os padrões estabelecidos pelo Poder Executivo da União. 
os planos.
orçamentos.
leis de diretrizes orçamentárias.
prestações de contas.
relatórios de execução orçamentária.
gestão fiscal.
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88 
 
 
8.2) Escrituração e Consolidação das Contas 
A escrituração das contas públicas deve seguir rigorosos critérios estabelecidos pela legislação, 
além das normas de contabilidade pública. Isso implica em diversos aspectos a serem observados. 
Primeiramente, a disponibilidade de caixa precisa ser registrada de forma separada, garantindo que 
os recursos destinados a órgãos, fundos ou despesas obrigatórias sejam identificados 
individualmente. 
Além disso, as despesas e compromissos assumidos devem ser registrados conforme o regime de 
competência, que considera quando a despesa é incorrida, e também pelo regime de caixa, que 
considera quando ela é efetivamente paga. Essa dupla abordagem proporciona uma visão mais 
abrangente da situação financeira. 
As demonstrações contábeis devem abranger todas as transações e operações de cada órgão, 
fundo ou entidade da administração pública, incluindo empresas estatais dependentes. Isso permite 
uma análise completa e detalhada das finanças governamentais. 
As receitas e despesas previdenciárias devem ser tratadas de forma específica, em demonstrativos 
próprios, considerando a natureza particular desses recursos. Operações de crédito, inscrições em 
Restos a Pagar e outras formas de financiamento devem ser registradas de maneira a evidenciar o 
montante e a variação da dívida pública, detalhando os tipos de credores e os compromissos 
assumidos. 
Por fim, a demonstração das variações patrimoniais deve destacar a origem e o destino dos recursos 
provenientes da venda de ativos, fornecendo informações importantes sobre a gestão dos bens 
públicos. Esses são alguns dos aspectos essenciais que devem ser observados na escrituração das 
contas públicas, garantindo transparência e responsabilidade na gestão dos recursos 
governamentais. 
 
8.3) Relatório Resumido da Execução Orçamentária 
Outro ponto crucial é o relatório resumido da execução orçamentária, conforme estipulado no art. 
165, §3º da Constituição. Este relatório deve ser divulgado até 30 dias após o fim de cada bimestre 
e abrange todos os Poderes e o Ministério Público. 
Este relatório deve conter: 
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No último bimestre do ano, o relatório deve ser acompanhado por demonstrativos adicionais, 
projeções atuariais dos regimes de previdência e variação patrimonial evidenciando a venda de 
ativos e o uso dos recursos resultantes. 
Quando necessário, justificativas devem ser apresentadas para a limitação de empenho e frustração 
de receitas, especificando as medidas adotadas e a serem adotadas para combater a sonegação 
fiscal, bem como as ações de fiscalização e cobrança. 
 
8.4) Relatório da Gestão Fiscal 
O Relatório de Gestão Fiscal é elaborado ao término de cada quadrimestre pelos responsáveis 
dos Poderes e órgãos públicos, com assinatura do Chefe do Poder Executivo, Presidente do 
Legislativo, Presidente do Tribunal e Chefe do Ministério Público. Além disso, outras autoridades 
ligadas à administração financeira e ao controle interno também o assinam, conforme determinado 
por cada entidade. Este relatório deve incluir: 
Um balanço orçamentário detalhando as 
receitas por fonte e as despesas por 
grupo de natureza, incluindo a dotação 
para o exercício, a despesa liquidada e o 
saldo.
Demonstrativos da execução das receitas 
e despesas por categoria econômica e 
fonte, especificando as previsões iniciais e 
atualizadas, as receitas realizadas no 
bimestre e no exercício, bem como as 
previsões futuras.
Além disso, devem ser incluídos 
demonstrativos relacionados à apuração 
da receita corrente líquida, receitas e 
despesas previdenciárias, resultados 
nominal e primário, despesas com juros e 
restos a pagar, detalhando valores 
inscritos,pagos e a pagar por Poder e 
órgão.
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8.5) Prestação de contas 
As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo não se limitam apenas às suas próprias, mas 
também incluem as contas dos Presidentes dos órgãos do Legislativo e Judiciário, além do Chefe do 
Ministério Público. Cada uma dessas contas será analisada separadamente pelos respectivos 
Tribunais de Contas, que emitirão um parecer prévio conclusivo no prazo de 60 dias após o 
recebimento. 
No caso do Poder Judiciário, as contas serão apresentadas pelos Presidentes do Supremo Tribunal 
Federal e dos Tribunais Superiores, consolidando as dos tribunais inferiores. Nos Estados, essa 
responsabilidade caberá aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, consolidando as contas dos 
demais tribunais estaduais. 
Os resultados da análise das contas, uma vez julgadas ou tomadas, serão amplamente divulgados. 
Em municípios com menos de duzentos mil habitantes que não sejam capitais, o prazo para emissão 
do parecer prévio é estendido para 180 dias. Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso 
enquanto houver contas pendentes de parecer prévio. 
Por fim, a prestação de contas destacará o desempenho da arrecadação em relação ao previsto, além 
de mostrar as medidas tomadas para fiscalizar as receitas, combater a sonegação, recuperar créditos 
e aumentar as receitas tributárias e de contribuições. 
 
8.6) Fiscalização da gestão fiscal 
Por último, no que se refere à fiscalização da gestão fiscal, conforme estipulado pelo artigo 59 da 
LC nº 101/00, tanto o Poder Legislativo, diretamente ou com a colaboração dos Tribunais de Contas, 
Uma comparação dos limites estabelecidos pela 
Lei Complementar 101/00, abrangendo a 
despesa total com pessoal, dívidas consolidadas 
e mobiliárias, concessão de garantias, 
operações de crédito e outras despesas 
definidas na lei.
Indicação das medidas corretivas adotadas ou a 
serem adotadas caso algum desses limites seja 
ultrapassado.
Demonstrativos, no último quadrimestre, que 
incluem o montante disponível em caixa até 31 
de dezembro, informações sobre Restos a 
Pagar, como despesas liquidadas, empenhadas 
e não liquidadas, além do cumprimento de 
determinações específicas estabelecidas na 
legislação.
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91 
 
quanto o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público, serão responsáveis 
por garantir o cumprimento da referida lei, levando em conta as normas de padronização 
metodológica. 
 
 
Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos em algumas circunstâncias pontuais 
constatadas por eles. 
 
Fiscalização da gestão 
fiscal
atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes 
orçamentárias
limites e condições para realização de operações de crédito e 
inscrição em Restos a Pagar
medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao 
respectivo limite
providências tomadas para recondução dos montantes das dívidas 
consolidada e mobiliária aos respectivos limites.
destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo 
em vista as restrições constitucionais e as desta Lei Complementar
cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais, 
quando houver
Alerta pelo Tribunal de 
Contas nas seguintes 
situações
possibilidade de ocorrência das situações previstas no 
inciso II do art. 4º e no art. 9º
montante da despesa total com pessoal ultrapassou 
90% (noventa por cento) do limite
montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das 
operações de crédito e da concessão de garantia se 
encontram acima de 90% (noventa por cento) dos 
respectivos limites
gastos com inativos e pensionistas se encontram acima 
do limite definido em lei
fatos que comprometam os custos ou os resultados 
dos programas ou indícios de irregularidades na gestão 
orçamentária
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Finalmente, aos Tribunais de Contas compete também a verificação em relação aos cálculos dos 
limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão. 
 
Momento das Questões 
CESGRANRIO 2019 – O orçamento público no Brasil é regido pela Constituição e por Lei 
complementar e ordinária que definem conteúdos e características dos instrumentos básicos 
de planejamento, de forma a prover a sociedade com informações prévias sobre os planos do 
governo. 
Se um cidadão desejar saber quais as medidas aprovadas pelo governo para controle de custos 
e avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos do orçamento de um dado 
período, ele deve consultar o(a) 
a) Plano Plurianual. 
b) Anexo de Metas Fiscais. 
c) Relatório de Gestão Fiscal. 
d) Lei Orçamentária Anual. 
e) Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: Se um cidadão quiser encontrar informações sobre as medidas aprovadas pelo 
governo para controlar custos e avaliar os resultados dos programas financiados com recursos do 
orçamento, ele deve consultar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Essa lei, conforme 
estabelecido no artigo 4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), aborda aspectos como normas de 
controle de custos e avaliação de resultados dos programas financiados pelos orçamentos públicos. 
Então, mesmo que a LRF não detalhe diretamente essas medidas, a LDO é o documento que fornece 
essas informações. 
 
CESGRANRIO 2013 – De acordo com a Lei Complementar N° 101, de 4 de maio de 2000, que 
estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, são 
instrumentos de transparência dessa gestão: os planos, orçamentos e leis de diretrizes 
orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da 
Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses 
documentos. Em relação a como essa transparência será também assegurada, considere as 
afirmativas a seguir: 
I – Mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os 
processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos. 
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93 
 
II – Mediante liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, 
de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos 
de acesso público. 
III – Mediante adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a 
padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto em Lei 
Complementar. 
É correto o que se afirma em 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I e III, apenas. 
e) I, II e III. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: A questão aborda os mecanismos de transparência estabelecidos pela Lei de 
Responsabilidade Fiscal (LRF) e como essa transparência será assegurada. De acordo com a 
legislação, os instrumentos de transparência incluem os planos, orçamentos, leis de diretrizes 
orçamentárias, prestações de contas, relatórios resumidos da execução orçamentária e relatórios de 
gestão fiscal, além das versões simplificadas desses documentos. Quanto à forma como essa 
transparência será garantida, as afirmativas apresentadas são: 
I. O incentivo à participação popular e a realização de audiências públicas durante os processos de 
elaboração e discussão dos planos, leis de diretrizes orçamentárias e orçamentos. 
II. A liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de 
informações detalhadas sobre a execução orçamentária e financeira, por meio de meios eletrônicos 
de acesso público. 
III. A adoção de um sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrões 
mínimosde qualidade estabelecidos pelo Poder Executivo da União e à legislação complementar. 
 
CESGRANRIO 2013 – Quando ocorre o incentivo à participação popular e à realização de 
audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos orçamentos, a lei de 
responsabilidade fiscal está realizando o princípio da 
a) ampliação. 
b) aquisição. 
c) comunicação. 
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d) realidade. 
e) transparência. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: A questão aborda o princípio da transparência no contexto da Lei de 
Responsabilidade Fiscal (LRF). Quando a LRF incentiva a participação popular e a realização de 
audiências públicas durante os processos de elaboração e discussão dos orçamentos, está 
promovendo a transparência nas ações governamentais. A transparência é fundamental para garantir 
que as decisões relacionadas às finanças públicas sejam tomadas de forma clara, acessível e 
compreensível para os cidadãos. 
 
TERMO DE EXECUÇÃO 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Termo de execução descentralizada, convênios, termo de referência e relatório de 
cumprimento de objeto. 
 
2) Termo de Execução Descentralizada – TED 
É um documento formal que estabelece os termos e condições para a transferência de recursos 
financeiros de um órgão central para outro órgão ou entidade descentralizada, como prefeituras, 
autarquias ou organizações não governamentais. Esse instrumento define as responsabilidades das 
partes envolvidas, as metas a serem alcançadas e os prazos para a execução do objeto do convênio. 
 
3) Convênios 
Os convênios são acordos firmados entre entidades públicas ou entre órgãos públicos e 
organizações da sociedade civil, visando à realização de atividades de interesse comum. Os 
convênios estabelecem obrigações recíprocas, como repasse de recursos financeiros, prestação de 
serviços, realização de obras ou fornecimento de bens, de acordo com o interesse público. Podem 
envolver a execução de políticas sociais, culturais, educacionais, entre outras. 
 
4) Termo de Referência 
O termo de referência é um documento que define as características, requisitos e especificações 
técnicas de um projeto, serviço, obra ou aquisição de bens a serem contratados por meio de 
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licitação ou por convênio. O termo de referência serve como base para a elaboração do edital de 
licitação ou para a formalização de contratos, garantindo a clareza e transparência do processo e 
facilitando a escolha do fornecedor ou executor mais adequado. 
 
5) Relatório de Cumprimento de Objeto 
Por fim, o relatório de cumprimento de objeto é o documento elaborado pela entidade executora 
ou pelo convenente, que apresenta informações sobre o andamento e o cumprimento das 
atividades, metas e objetivos estabelecidos no convênio ou no termo de execução descentralizada. 
Esse relatório geralmente é solicitado periodicamente pelos órgãos concedentes de recursos para 
avaliar a efetividade e a regularidade da aplicação dos recursos públicos. 
 
LICITAÇÃO 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Licitação. Conceito, natureza jurídica, objeto e finalidade. Princípios básicos e correlatos. 
Modalidades. Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade. Procedimento licitatório. Anulação, 
revogação e recursos administrativos. Sanções e procedimento sancionatório. Crimes em 
licitações e contratos administrativos. 
 
2) Considerações Iniciais 
A nova Lei de Licitações, também conhecida como Lei nº 14.133/2021, foi sancionada em abril de 
2021 e entrou em vigor em abril de 2023, revogando a antiga Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 
8.666/1993), a Lei do Pregão (Lei nº 10.520/2002) e parte da Lei do Regime Diferenciado de 
Contratações (Lei nº 12.462/2011). 
Essa nova legislação busca modernizar e aprimorar o sistema de contratações públicas no Brasil, 
introduzindo diversas inovações e atualizações em relação às normas anteriores. Alguns dos 
principais pontos da nova Lei de Licitações incluem: 
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3) Aspectos Iniciais da Norma 
A Lei 14.133, também conhecida como "nova Lei de Licitações e Contratos" (NLLC ou NLL), estabelece 
normas que são obrigatórias para todas as esferas de governo (União, Estados/DF e Municípios), 
pois é considerada uma norma geral de aplicação nacional. 
Apesar disso, a existência dessa Lei não impede que Estados, Municípios e o Distrito Federal legislem 
sobre questões específicas relacionadas a licitações, mesmo sem uma autorização expressa da União. 
No entanto, é importante ressaltar que as regras específicas estabelecidas por esses entes 
subnacionais não devem entrar em conflito com as regras gerais estabelecidas pela União. 
 
3.1) Conceito e Natureza Jurídica 
O conceito de licitação refere-se ao procedimento administrativo utilizado pela administração 
pública para contratar obras, serviços, compras e alienações, visando garantir a igualdade de 
Principais pontos da Nova 
Lei de Licitações
Ampliação do rol de modalidades de licitação, introduzindo a 
modalidade de diálogo competitivo, além das já existentes, 
como concorrência, pregão, concurso e leilão.
Fortalecimento dos princípios da eficiência, transparência, 
competitividade, sustentabilidade, mitigação de riscos e 
ampliação da competitividade.
Criação de novos instrumentos de contratação, como o 
sistema de registro de preços global, que permite a formação 
de um único registro de preços para contratação por diversos 
órgãos públicos.
Estabelecimento de regras mais claras e objetivas para a fase 
de habilitação dos licitantes, com a previsão de um cadastro 
nacional de empresas idôneas.
Introdução de critérios de julgamento mais flexíveis, 
permitindo a combinação de critérios técnicos e de preço, de 
acordo com a natureza do objeto licitado.
Fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e controle, 
com a previsão de sanções mais rigorosas para empresas e 
agentes públicos envolvidos em irregularidades nas licitações 
e contratos.
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oportunidades entre os interessados em contratar com o poder público e a seleção da proposta mais 
vantajosa para a administração. 
Quanto à natureza jurídica, a licitação é um instituto do direito administrativo, sendo um 
procedimento que possui natureza pública, uma vez que está vinculado à atuação estatal na 
contratação de bens e serviços. Ela é regida por normas e princípios específicos estabelecidos pela 
legislação vigente, visando assegurar a legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade, 
publicidade, eficiência e economicidade nos processos de contratação pública. 
 
3.1.1) Alcance da Nova Lei de Licitações 
A Nova Lei de Licitações, instituída pela Lei nº 14.133/2021, possui um alcance amplo e abrange 
diversas esferas da administração pública, estabelecendo normas gerais aplicáveis a todos os entes 
federativos do Brasil: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Isso significa que suas disposições 
se estendem a órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional, bem como às 
empresas estatais dependentes e às entidades privadas que recebam recursos públicos para a 
realização de obras, serviços ou fornecimento de bens. 
Alcance a Lei de Licitações Não alcança a Lei de Licitações 
Administração direta – inclusive Legislativo e 
Judiciário (quando estão no exercício da função 
administrativa) 
Estatais – as regras estão descritas na Lei13.303/16 
Autarquias Repartições no exterior – regulamento próprio 
Fundações públicas Contratações que envolvem recursos estrangeiros – 
podem ter regras próprias 
Fundos especiais Reservas internacionais – ato normativo do Bacen 
Entidades controladas 
 
Além disso, a nova lei se aplica nas contratações realizadas sobre a contratação de alguns objetos 
específicos, bem como possibilidade de aplicação subsidiária, as quais fizemos o seguinte quadro 
esquematizado para que você consiga fixar o tema e não fazer confusão na prova! 
A nova lei se aplica compra (inclusive por encomenda) 
prestação de serviços (inclusive os técnico-profissionais especializados) 
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obras e serviços de arquitetura e engenharia 
contratações de tecnologia da informação e de comunicação (TIC) 
alienação de bens 
locação 
concessão e permissão de uso de bens públicos 
concessão de direito real de uso de bens 
Não se aplica operações de crédito e gestão da dívida pública 
Contratações sujeitas à legislação própria 
Aplica-se de forma 
subsidiária 
licitações para serviços de publicidade (Lei 12.232/2010) 
licitações p/ concessão de serviço público (Leis 8.987/95 e 11.079/04) 
 
Portanto, a nova lei se aplica a todas as contratações realizadas pela administração pública, sejam 
elas para aquisição de bens, serviços ou obras, independentemente do valor do contrato. Além disso, 
também abrange os processos de licenciamento e concessões, entre outros instrumentos de 
contratação pública. 
 
3.2) Objeto e Finalidade 
O objeto da licitação se refere ao que será contratado pela administração pública, ou seja, o bem, 
serviço ou obra que está sendo colocada em disputa para contratação. Esse objeto deve ser 
claramente definido no edital de licitação, de forma a especificar as características, quantidades e 
demais detalhes relevantes para que os interessados possam apresentar suas propostas de forma 
adequada. 
Já a finalidade da licitação é garantir a seleção da proposta mais vantajosa para a administração 
pública, levando em consideração não apenas o preço, mas também outros critérios estabelecidos 
no edital, como qualidade, prazo de entrega, capacidade técnica, entre outros. Além disso, a licitação 
busca promover a competitividade entre os interessados, assegurando a igualdade de 
oportunidades e a transparência nos processos de contratação pública. Em suma, a finalidade da 
licitação é assegurar uma gestão eficiente e responsável dos recursos públicos, buscando sempre 
o interesse público. 
 
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3.3) Definições Importantes da Nova Lei de Licitações 
O artigo 6º da nova lei de licitações contém uma lista de 60 definições importantes que podem ser 
abordadas nas provas. Dentro desse conjunto, vamos dar ênfase especial às definições relacionadas 
aos objetos das licitações, aos principais projetos envolvidos em uma contratação e aos agentes 
públicos que participam do processo licitatório. Compreender esses conceitos será fundamental para 
o estudo das diferentes modalidades de licitação. 
 
3.3.1) Objetos de uma Licitação 
A nova Lei de Licitações especifica que os objetos da licitação podem incluir várias atividades, como, 
compras; alienação de bens; serviços; obras; locações; concessões e permissões. Agora, vamos 
fornecer algumas informações adicionais sobre esses objetos da licitação para ajudar a entender 
melhor o assunto. 
 Compras: Através dos contratos de compras, também conhecidos como contratos de 
fornecimento, a Administração Pública adquire os bens móveis que são necessários para suas 
operações. Esses bens podem ser entregues de uma vez só ou em várias etapas, conforme a 
necessidade. 
É crucial distinguir entre compras comuns e especiais, pois isso influencia a decisão de adotar ou 
não a modalidade de pregão: 
 
Compras
Comum
Adota-se a modalidade de pregão 
- independente do ente federativo 
que realizará a licitação.
São aqueles para os quais é 
possível definir objetivamente os 
padrões de desempenho e 
qualidade por meio de 
especificações usuais no mercado.
Especial
Adota-se a modalidade de 
concorrência.
São aqueles que, devido à sua 
grande variedade ou 
complexidade, não podem ser 
descritos de forma objetiva no 
edital, como acontece com os 
bens comuns. O conceito de 
"especial" abrange situações que 
não se enquadram na definição 
de comum.
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100 
 
 
Além disso, veja que a compra imediata possui o prazo de entrega de até 30 dias da ordem de 
fornecimento do produto. 
 
 Alienação de Bens: Uma licitação pode ser realizada para vender um bem pertencente ao poder 
público, seja ele móvel ou imóvel. No caso de bens imóveis, essa venda está condicionada a certos 
requisitos, como justificação do interesse público, avaliação prévia, autorização legislativa e 
realização da licitação na modalidade de leilão. Houve um avanço significativo na nova Lei, que agora 
exige o uso do leilão para a venda de qualquer tipo de imóvel, independentemente da forma como 
foi adquirido. Além disso, para facilitar a venda de imóveis provenientes de dação em pagamento 
ou de procedimentos judiciais, não é mais necessária autorização legislativa. 
No caso de bens móveis, também é necessário justificar o interesse público, realizar uma avaliação 
prévia e realizar a licitação na modalidade de leilão, com exceção dos casos específicos previstos na 
nova Lei. 
A dispensa da licitação está descrita no art. 76 da nova lei, a qual transcrevemos para facilitar os 
estudos: 
Art. 76. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse 
público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes 
normas: 
I - tratando-se de bens imóveis, inclusive os pertencentes às autarquias e às fundações, 
exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a 
realização de licitação nos casos de: 
a) dação em pagamento; 
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública, 
de qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto nas alíneas “f”, “g” e “h” deste inciso; 
c) permuta por outros imóveis que atendam aos requisitos relacionados às finalidades 
precípuas da Administração, desde que a diferença apurada não ultrapasse a metade do valor 
do imóvel que será ofertado pela União, segundo avaliação prévia, e ocorra a torna de valores, 
sempre que for o caso; 
d) investidura; 
e) venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública de qualquer esfera de governo; 
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação e 
permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente 
usados em programas de habitação ou de regularização fundiária de interesse social 
desenvolvidos por órgão ou entidade da Administração Pública; 
g) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação e 
permissão de uso de bens imóveis comerciais de âmbito local, com área de até 250 m² 
(duzentos e cinquenta metros quadrados) e destinados a programas de regularização 
fundiária de interesse social desenvolvidos por órgão ou entidade da Administração Pública; 
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h) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais 
da União e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) onde incidam 
ocupações até o limite de que trata o § 1º do art. 6º da Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009, 
para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais; 
i) legitimação de posse de que trata o art.29 da Lei nº 6.383, de 7 de dezembro de 1976, 
mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública competentes; 
j) legitimação fundiária e legitimação de posse de que trata a Lei nº 13.465, de 11 de julho de 
2017; 
II - tratando-se de bens móveis, dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a 
realização de licitação nos casos de: 
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de 
oportunidade e conveniência socioeconômica em relação à escolha de outra forma de 
alienação; 
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública; 
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica; 
d) venda de títulos, observada a legislação pertinente; 
e) venda de bens produzidos ou comercializados por entidades da Administração Pública, em 
virtude de suas finalidades; 
f) venda de materiais e equipamentos sem utilização previsível por quem deles dispõe para 
outros órgãos ou entidades da Administração Pública. 
 
 Serviços: Seguindo a definição legal de serviço como uma atividade ou conjunto de atividades 
que busca obter uma utilidade específica, seja intelectual ou material, de interesse da 
Administração, os contratos de serviços são definidos pela doutrina como aqueles que têm como 
objetivo realizar uma atividade para alcançar uma utilidade específica que seja do interesse da 
Administração. 
Nesse tipo de contrato, a obrigação do contratado pelo poder público é executar algo que seja útil 
para a Administração. É importante destacar que aqui não estamos falando dos contratos de serviços 
públicos, que são direcionados à população, mas sim da prestação de serviços privados para a 
Administração. Nestes contratos de serviços, fica evidente a prática de terceirização realizada pela 
Administração. 
Na nova legislação de licitações, foram incluídas categorias significativas dentro do âmbito de 
serviços: 
Serviços 
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Quanto à natureza 
Serviços Comuns - são aqueles para os quais é possível definir objetivamente 
os padrões de desempenho e qualidade no edital, utilizando especificações 
usuais no mercado. 
Obrigatoriedade de adoção da modalidade pregão na licitação (independente 
do ente federativo) 
Serviços Especiais - são aqueles que, devido à sua grande diversidade ou 
complexidade, não podem ser descritos de forma objetiva no edital, ao 
contrário dos serviços comuns, que possuem especificações claras e padrões 
definidos. 
Em regra, adota-se a modalidade concorrência. 
Quanto à continuidade 
Serviços Contínuos - são 
aqueles contratados pela 
Administração Pública para 
manter suas atividades em 
funcionamento, atendendo a 
necessidades que ocorrem de 
forma constante ou por um 
período prolongado. 
Com dedicação exclusiva de mão de obra - 
os trabalhadores terceirizados são 
designados exclusivamente para um 
órgão, sem serem compartilhados com 
outros contratos, e prestam serviços nas 
instalações físicas do próprio órgão 
público. 
Sem dedicação exclusiva de mão de obra - 
um trabalhador terceirizado pode ser 
designado para vários contratos ao 
mesmo tempo, sem estar vinculado a 
nenhum órgão público ou contrato 
específico durante a prestação dos serviços. 
Serviços não contínuos (por escopo) - Esses contratos estabelecem que o 
contratado tem a responsabilidade de fornecer um serviço específico dentro 
de um período pré-determinado, como um projeto. Embora haja um prazo 
inicialmente fixado, é possível prorrogá-lo, desde que devidamente justificado, 
pelo tempo necessário para concluir o trabalho. 
Antes da Lei 14.133/2021, cada estado ou município decidia se usaria o 
pregão para compras comuns. Mas, no governo federal, o Decreto 
10.024/2019 obrigava seu uso. 
Quanto ao objeto 
Serviços de engenharia - todas 
as atividades que não se 
enquadram como obras e que, 
por lei, são reservadas às 
profissões de arquiteto e 
engenheiro, ou a técnicos 
Comuns – são aquelas ações que podem 
ser claramente definidas em termos de 
desempenho e qualidade, como 
manutenção, ajustes ou adaptações de 
bens móveis e imóveis, sem alterar suas 
características originais. 
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especializados. Essas atividades 
têm como objetivo alcançar uma 
utilidade específica, seja ela 
intelectual ou material, de 
interesse para a Administração. 
 Para a contratação desses serviços, é 
possível utilizar as modalidades de pregão 
ou concorrência. 
Especiais - são aqueles que possuem uma 
grande diversidade ou complexidade em 
sua realização. 
Para contratar esses serviços, apenas a 
modalidade de concorrência é admissível. 
Outros serviços – são todas as demais atividades que não se enquadram nos 
serviços de engenharia 
 
 Obras: De acordo com a lei, uma obra é qualquer atividade que, por lei, só pode ser realizada 
por arquitetos e engenheiros e que envolve a intervenção no ambiente natural através de uma 
série de ações coordenadas, resultando em uma mudança significativa no espaço físico da natureza 
ou nas características originais de um imóvel. Nas licitações que envolvem obras públicas, o objetivo 
é realizar indiretamente atividades como construção, reforma, fabricação, recuperação ou 
expansão de bens públicos. Antes da Lei 14.133/2021, a decisão de usar o pregão para objetos 
comuns era tomada por cada ente federativo, enquanto no âmbito federal, o uso do pregão era 
obrigatório conforme o Decreto 10.024/2019. 
 
 
 Locações: também conhecida como aluguel, é um contrato baseado nas leis do direito privado, 
no qual uma parte concede à outra o direito de usar e desfrutar de um determinado bem, em troca 
de um pagamento. 
•Realizado pela própria Administração Execução Direta
•Administração celebra contrato de obra pública com 
terceiros - após a licitação de obras públicas. 
•Licitante vencedor que realizará a obra
Execução Indireta
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Uma novidade introduzida pela Nova Lei de Licitações é que a locação de imóveis pode ser feita 
sem a necessidade de licitação prévia, através do procedimento de inexigibilidade de licitação, 
em vez de ser dispensada da licitação. No entanto, caso não se aplique a inexigibilidade de licitação, 
a locação de imóveis ainda deve passar por um processo de licitação, que inclui a avaliação prévia 
do bem, seu estado de conservação, os custos de adaptação necessários e o prazo de recuperação 
dos investimentos. 
 
 Concessões: Nesse modelo, o poder público transfere a responsabilidade pela prestação de um 
serviço público a uma empresa privada, por um determinado período de tempo e mediante o 
pagamento de uma tarifa pelos usuários. 
 
 Permissões: o poder público autoriza temporariamente um particular a prestar um serviço 
público, geralmente de menor porte e com menor prazo de duração em comparação com as 
concessões. 
 
3.3.2) Anteprojeto, Projeto Básico e Projeto Executivo 
Para que uma licitação seja realizada de forma eficaz, a Administração precisa definir claramente o 
que deseja contratar, de modo que todos os interessados possam entender o que está sendo 
solicitado a partir do edital da licitação. Isso é especialmente importante em projetos complexos, 
como obras ou serviços, onde é necessário elaborar projetos detalhados para descrever exatamente 
o que se espera que seja feito pelos licitantes. 
Então, antes da licitação, durante a fase preparatória, a Administração começa com um estudo 
técnico preliminar (ETP), que serve como base para a elaboração do projeto básico. Este projeto 
básico é uma descrição inicial do que será feito, e serve como referência para os licitantes 
entenderem o escopo do trabalho. Posteriormente,73 
6) Despesas de Exercícios Anteriores ..................................................................................................... 74 
7) Dívida Flutuante e Fundada ................................................................................................................. 75 
8) Suprimentos de Fundos ........................................................................................................................ 77 
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL ........................................................................................................ 79 
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6 
 
1) Introdução................................................................................................................................................ 79 
2) Conceito e Objetivos ............................................................................................................................. 79 
3) Planejamento .......................................................................................................................................... 80 
4) Receita pública ........................................................................................................................................ 82 
6) Despesa pública ...................................................................................................................................... 83 
6.1) Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado ............................................................................ 84 
6.2) Despesas com Pessoal ........................................................................................................................ 85 
7) Dívida e endividamento........................................................................................................................ 86 
8) Transparência, controle e fiscalização............................................................................................... 86 
8.1) Transparência da Gestão Fiscal ........................................................................................................ 87 
8.2) Escrituração e Consolidação das Contas ....................................................................................... 88 
8.3) Relatório Resumido da Execução Orçamentária ......................................................................... 88 
8.4) Relatório da Gestão Fiscal ................................................................................................................. 89 
8.5) Prestação de contas ............................................................................................................................ 90 
8.6) Fiscalização da gestão fiscal ............................................................................................................. 90 
TERMO DE EXECUÇÃO ............................................................................................................................... 94 
1) Introdução................................................................................................................................................ 94 
2) Termo de Execução Descentralizada – TED ...................................................................................... 94 
3) Convênios ................................................................................................................................................. 94 
4) Termo de Referência ............................................................................................................................. 94 
5) Relatório de Cumprimento de Objeto ............................................................................................... 95 
LICITAÇÃO .................................................................................................................................................... 95 
1) Introdução................................................................................................................................................ 95 
2) Considerações Iniciais ........................................................................................................................... 95 
3) Aspectos Iniciais da Norma .................................................................................................................. 96 
3.1) Conceito e Natureza Jurídica ........................................................................................................... 96 
3.1.1) Alcance da Nova Lei de Licitações ............................................................................................... 97 
3.2) Objeto e Finalidade ............................................................................................................................ 98 
3.3) Definições Importantes da Nova Lei de Licitações ..................................................................... 99 
3.3.1) Objetos de uma Licitação .............................................................................................................. 99 
3.3.2) Anteprojeto, Projeto Básico e Projeto Executivo .................................................................. 104 
3.3.3) Agentes Públicos Atuantes na Licitação .................................................................................. 105 
3.3.4) Outras Definições Relevantes ..................................................................................................... 107 
4) Princípios Básicos e Correlatos ......................................................................................................... 108 
5) Modalidades .......................................................................................................................................... 112 
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7 
 
5.1) Pregão.................................................................................................................................................. 113 
5.2) Concorrência ...................................................................................................................................... 113 
5.3) Concurso ............................................................................................................................................. 114 
5.4) Leilão .................................................................................................................................................... 114 
5.5) Diálogo Competitivo ........................................................................................................................ 115 
6) Dispensa e Inexigibilidade ................................................................................................................. 117 
6.1) Dispensa .............................................................................................................................................. 118 
6.1.1) Licitação Dispensada..................................................................................................................... 118 
6.1.2) Licitação Dispensável .................................................................................................................... 119 
6.2) Inexigibilidade ................................................................................................................................... 120 
7) Processo Licitatório ............................................................................................................................. 120 
8) Sanções e Processos Sancionatórios ................................................................................................ 122 
9) Crimes em Licitações e Contratos Administrativos ...................................................................... 124 
CONTRATO ADMINISTRATIVO ..............................................................................................................o projeto básico é detalhado no projeto 
executivo, que fornece informações mais precisas e completas sobre a obra ou serviço a ser 
realizado. Em certos casos, antes do projeto básico, é necessário desenvolver um documento inicial 
chamado de anteprojeto. 
 
 
Desta forma, para facilitar os estudos, elaboramos o seguinte quadro-resumido: 
Anteprojeto (em 
algumas 
situações)
Projeto Básico
Projeto 
Executivo
Execução da obra 
ou serviço
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 Anteprojeto Projeto Básico Projeto Executivo 
Regra Geral Não é exigido Administração Pública elabora 
Contratação semi-
integrada 
Não é exigido Administração elabora Contratado elabora 
Contratação integrada Administração elabora Contratado elabora 
Obs.: contratação integrada: método de execução de obras no qual o contratado assume praticamente 
todas as etapas do projeto. Em resumo, o contratado é responsável por todas as fases do projeto, o que 
simplifica a coordenação e pode agilizar o processo de entrega. 
 
3.3.3) Agentes Públicos Atuantes na Licitação 
Antes de entrarmos nos detalhes sobre os agentes envolvidos em uma contratação, é importante 
destacar algumas regras gerais relacionadas à sua designação. Para garantir a profissionalização na 
atuação desses agentes públicos, a Lei de Licitações estabelece em seu art. 7º: 
Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem as normas de 
organização administrativa indicarem, promover gestão por competências e designar 
agentes públicos para o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei que 
preencham os seguintes requisitos: 
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado público dos quadros 
permanentes da Administração Pública; 
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou possuam formação 
compatível ou qualificação atestada por certificação profissional emitida por escola de 
governo criada e mantida pelo poder público; e 
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contratados habituais da 
Administração nem tenham com eles vínculo de parentesco, colateral ou por afinidade, até 
o terceiro grau, ou de natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista e civil. 
 
Além disso, para garantir a segregação de funções e reduzir riscos de erros ou fraudes, é proibida a 
designação do mesmo agente público para funções que possam ser suscetíveis a conflitos de 
interesse. Esses requisitos também se aplicam aos órgãos de assessoramento jurídico e de 
controle interno da Administração. 
Vamos agora estudar os principais agentes da condução da licitação, através do quadro abaixo: 
Agentes da Condução da Licitação 
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106 
 
Regra Geral Agente de contratação – são servidores efetivos ou empregados 
públicos dos quadros permanentes da Administração Pública, os quais 
serão auxiliados por uma equipe de apoio. 
 
 Tome nota! 
Se um agente cometer irregularidades, ele será responsável 
individualmente por suas ações, a menos que seja induzido a erro pela 
atuação da equipe. Isso significa que cada agente é responsável por suas 
próprias condutas, mas se for influenciado ou levado a erro pelas ações de 
outros membros da equipe, pode haver uma consideração diferente. Em 
resumo, cada pessoa é responsável por suas ações, mas há exceções se for 
influenciada ou enganada pelo comportamento de outros – da sua equipe 
de apoio. 
Exceções 
Bens ou serviços Pode ser substituído pela comissão de 
contratação na modalidade concorrência. 
Diálogo competitivo Realizado pela comissão de contratação – 
conjunto de, no mínimo, três agentes públicos 
que são coletivamente responsável por todas 
as decisões tomadas pela comissão, a menos 
que um deles tenha opinião diversa e 
fundamentada, devendo ser registrada em ata 
de reunião onde a decisão foi tomada. 
Pregão Realizado pelo pregoeiro 
Leilão Realizado pelo leiloeiro ou servidor designado 
 
A Nova Lei de Licitações traz uma novidade para proteger os agentes públicos que participam das 
licitações e incentivar sua aderência às orientações legais. 
Caso, no futuro, um agente público envolvido em uma licitação for investigado ou acusado de 
irregularidades e ele tiver seguido as orientações legais dos advogados públicos, geralmente os 
advogados públicos poderão defender o agente sem que ele tenha que pagar por isso. Isso 
também se aplica se o agente já não estiver mais no cargo que ocupava durante a licitação. 
Imagine que você é um funcionário público encarregado de conduzir uma licitação para contratar 
um serviço ou comprar algo para o governo. Você quer fazer tudo certo, mas às vezes surgem 
problemas e você é acusado de fazer algo errado, mesmo seguindo as orientações legais que 
recebeu. 
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107 
 
A nova lei diz que se você seguir os conselhos dos advogados do governo durante o processo de 
licitação e, mais tarde, enfrentar problemas legais por causa disso, geralmente os advogados do 
governo podem te defender sem que você precise pagar por isso. Isso vale mesmo se você já não 
trabalhar mais para o governo. 
 
 Importante! 
No entanto, essa regra não se aplica se houver evidências de que o agente cometeu 
deliberadamente atos ilícitos, como consta nos registros do processo administrativo ou judicial. 
 
3.3.4) Outras Definições Relevantes 
Finalmente, nesta seção estudaremos outras definições que ajudarão na compreensão das novas 
regulamentações legais da Lei de Licitações. 
 Portal Nacional de Contratações Públicas - PNCP: Este Portal é basicamente um grande banco 
de dados online que contém informações sobre licitações e contratos. Ele desempenha um papel 
fundamental na implementação dos principais processos estabelecidos pela Nova Lei de Licitações 
(NLL). Sua função principal é divulgar de forma centralizada e obrigatória os atos exigidos pela 
lei. Além disso, opcionalmente, ele possibilita que os órgãos e entidades de todos os poderes e 
esferas realizem suas próprias contratações através dele. 
O portal é administrado por um comitê composto por sete membros, liderado pelo representante 
designado pelo Presidente da República. Sua composição inclui representantes da União (3 
membros: um representante e dois membros), dos Estados (2 membros indicados pelo Conselho 
Nacional de Secretários de Estado da Administração) e dos municípios (2 membros indicados pela 
Confederação Nacional de Municípios). 
 
 Grande Vulto: O legislador definiu que serviços, obras e fornecimentos de grande vulto são 
aqueles cujo valor estimado ultrapassa R$ 200 milhões, posteriormente atualizado para R$ 
239.624.058,14. Para esses contratos de grande vulto, a lei estabelece diversos controles adicionais, 
incluindo: 
 
 
Implantação obrigatória de um 
programa de integridade
pela empresa contratada.
Criação de uma matriz de 
alocação de riscos para obras 
e serviços de grande vulto.
Ampliação do seguro-
garantia para até 30% do 
valor do contrato, no caso de 
obras e serviços de engenharia 
de grande vulto.
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108 
 
 Matriz de Risco: é um documento que define claramente as responsabilidades da 
Administração e da empresa contratada em caso de eventos adversos. Este documento tem o poder 
de contrato, sendo essencial para a gestão do contrato. No entanto, nem todas as licitações precisam 
incluir uma matriz de riscos. Geralmente, sua inclusão no edital é opcional. No entanto, ela se torna 
obrigatória em contratos de grande valor (acima de R$ 239 milhões), bem como nos regimes de 
contratação integrada e semi-integrada. 
 
 Consulta e Audiência Públicas: Embora não estejam especificamente mencionados no artigo 6ºda NLL, é importante abordar os conceitos de consulta pública e audiência pública, que podem ser 
utilizados pela Administração durante a fase preparatória da licitação, de forma opcional. Ambos 
são mecanismos de participação social. 
A audiência pública é um evento específico onde os interessados se reúnem para discutir a 
contratação, seja pessoalmente ou virtualmente. Por outro lado, na consulta pública, a 
Administração pública um documento e abre um prazo para receber críticas e sugestões. 
Anteriormente, pela Lei 8.666, a audiência pública era obrigatória para licitações acima de R$ 330 
milhões, mas agora, com a Lei 14.133, não há mais essa obrigatoriedade. Tanto a audiência quanto 
a consulta públicas são facultativas segundo a NLL. Se a Administração optar por realizar uma 
audiência pública, ela deve convocar os interessados com pelo menos 8 dias úteis de 
antecedência, fornecendo informações relevantes sobre a contratação, incluindo estudos técnicos 
preliminares e elementos do edital de licitação, permitindo que todos os interessados se manifestem. 
 
4) Princípios Básicos e Correlatos 
A nova lei de licitações ampliou significativamente o número de princípios a serem observados 
nos processos licitatórios, passando de 8 para 22, conforme estabelecido na Lei 14.133/2021, em 
comparação com a antiga Lei 8.666. Alguns desses princípios já faziam parte da legislação anterior, 
como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, os quais são aplicáveis a toda 
atividade administrativa, não se restringindo apenas às licitações públicas. 
No entanto, a nova lei adicionou princípios específicos das licitações, como a vinculação ao edital e 
o julgamento objetivo, que têm o objetivo de garantir a transparência e a imparcialidade nos 
processos de seleção de fornecedores e contratação de serviços pelo poder público. 
Além dos princípios expressos na própria lei, o legislador também fez referência aos princípios 
mencionados na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), como a irretroatividade, 
transparência, isonomia e legalidade. Esses princípios são considerados fundamentais para o 
ordenamento jurídico brasileiro e servem como base para a interpretação e aplicação das normas 
em geral, incluindo as relacionadas às licitações públicas. 
Para o entendimento dos princípios da Lei de Licitação, fizemos o quadro-resumo para que você 
verifique todos os 22 princípios expressos: 
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109 
 
Princípios da Nova Lei de Licitações 
Legalidade Refere-se à necessidade de que todas as atividades da administração pública 
estejam em conformidade com a lei. Significa que os atos administrativos devem 
ter respaldo em normas jurídicas, sendo vedada qualquer atuação contrária à 
legislação vigente. 
 Ex.: A administração pública lança um edital de licitação apenas após garantir 
que todos os requisitos legais foram atendidos, como a elaboração de um 
estudo técnico preliminar conforme exigido pela legislação. 
Impessoalidade 
 
Consiste na obrigação de que a administração pública trate todos os cidadãos 
de forma igual, sem privilegiar ou discriminar pessoas ou grupos em suas 
decisões. 
 Ex.: Durante a avaliação das propostas, a comissão de licitação baseia-se 
estritamente nos critérios objetivos estabelecidos no edital, sem favorecer 
qualquer licitante em particular. 
Moralidade 
 
Exige que a administração pública atue de forma ética e íntegra, buscando 
sempre o interesse público e evitando práticas que violem os padrões éticos e 
os valores sociais. 
 Ex.: A administração pública recusa qualquer tentativa de suborno por parte 
dos licitantes, mantendo a integridade e a ética no processo de contratação. 
Publicidade 
 
Determina que os atos administrativos e os procedimentos licitatórios sejam 
transparentes e acessíveis ao conhecimento de todos os interessados, 
garantindo a ampla divulgação das informações relacionadas aos processos de 
contratação pública. 
 Ex.: O edital de licitação é divulgado amplamente em meios de comunicação 
acessíveis ao público, garantindo que todos os interessados tenham 
conhecimento do processo. 
Eficiência 
 
Pressupõe a busca pela melhor utilização dos recursos públicos, visando 
alcançar os resultados pretendidos com o menor custo possível e no menor 
tempo possível, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. 
 Ex.: Os contratos são executados dentro do prazo e do orçamento 
estabelecidos, garantindo a otimização dos recursos públicos sem comprometer 
a qualidade dos serviços. 
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110 
 
Interesse Público 
 
Estabelece que todas as ações da administração pública devem estar voltadas 
para a promoção do bem comum e o atendimento das necessidades coletivas 
da sociedade. 
Probidade 
Administrativa 
Refere-se à honestidade, retidão e responsabilidade dos agentes públicos no 
exercício de suas funções, impedindo o uso indevido do poder para benefício 
próprio ou de terceiros. 
Igualdade Garante que todos os cidadãos sejam tratados de forma igual perante a lei, sem 
discriminação de qualquer natureza, assegurando a igualdade de oportunidades 
a todos os participantes dos processos licitatórios. 
Planejamento 
 
Preconiza a importância do planejamento prévio das contratações públicas, 
visando à definição clara dos objetivos, metas e necessidades da administração, 
bem como a otimização dos recursos disponíveis. 
 Ex.: Antes de lançar um edital, a administração pública realiza um 
planejamento detalhado, definindo claramente os objetivos, metas e 
necessidades da contratação. 
Transparência 
 
Corresponde à divulgação clara e acessível de informações sobre os atos e 
decisões da administração pública, promovendo a prestação de contas e a 
fiscalização por parte da sociedade. 
 Ex.: A administração pública divulga todas as informações relevantes sobre o 
processo de licitação, garantindo que a sociedade possa acompanhar e fiscalizar 
as ações governamentais. 
Eficácia 
 
Refere-se à capacidade de alcançar os resultados pretendidos com a execução 
das atividades administrativas, garantindo a efetividade das políticas públicas e 
a satisfação das necessidades da sociedade. 
Segregação de 
Funções 
Determina a separação das funções de planejamento, execução, controle e 
fiscalização das contratações públicas, visando evitar conflitos de interesse e 
assegurar a lisura dos processos. 
Motivação 
 
Exige que as decisões administrativas sejam fundamentadas em razões de fato 
e de direito, com justificativas claras e objetivas que demonstrem a pertinência 
e a legalidade dos atos praticados. 
Vinculação ao Edital 
 
Estabelece que os licitantes devem obedecer integralmente às regras e 
condições estabelecidas no edital, vinculando-se aos termos do documento 
durante todo o processo licitatório. 
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111 
 
Julgamento Objetivo 
 
Determina que a avaliação das propostas apresentadas pelos licitantes seja 
realizada de forma objetiva e imparcial, com critérios claros e previamente 
estabelecidos, visando garantir a igualdade de condições a todos os 
concorrentes. 
Segurança Jurídica 
 
Garante a estabilidade e previsibilidade das relações jurídicas, proporcionando 
confiança e estabilidade aos agentes públicos e privados envolvidos nos 
processos licitatórios e contratos administrativos. 
Razoabilidade 
 
Exige que os atos administrativos e as decisões dos gestores públicos sejam 
razoáveis e proporcionais aos objetivos pretendidos, evitando excessos ou 
arbitrariedades. 
Competitividade 
 
Incentiva a ampla concorrência entre os licitantes, visando à obtenção de 
propostas mais vantajosas para a administração pública e à promoção da 
eficiência naalocação de recursos. 
Proporcionalidade 
 
Determina que as medidas adotadas pela administração pública sejam 
proporcionais aos objetivos pretendidos, evitando restrições excessivas ou 
desproporcionais aos direitos dos particulares. 
Celeridade 
 
Busca a agilidade e a rapidez nos processos licitatórios e na execução dos 
contratos administrativos, visando evitar a burocracia e os atrasos que possam 
comprometer a eficácia e a eficiência das ações governamentais. 
Economicidade 
 
Visa à obtenção do melhor custo-benefício nas contratações públicas, buscando 
a otimização dos recursos disponíveis e a redução de gastos desnecessários, 
sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. 
Desenvolvimento 
Nacional Sustentável 
Promove a realização de contratações públicas que contribuam para o 
desenvolvimento socioeconômico do país, respeitando os princípios da 
sustentabilidade ambiental, social e econômica. 
 
 Tome nota! 
Mas professor, como vou saber diferenciar eficiência, eficácia e economicidade? 
Tomando como exemplo a contratação de um novo sistema informatizado para a área de saúde 
pública, que visa monitorar e rastrear a propagação de doenças infecciosas em uma determinada 
região: 
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112 
 
 Sob o prisma da eficiência, se a contratação do software envolveu um investimento de R$ 8 
milhões de recursos públicos, uma equipe de 30 profissionais da saúde durante 4 meses, para 
analisar uma região de 10.000km². Aqui, avaliamos se os recursos investidos foram utilizados da 
melhor maneira possível para alcançar os resultados esperados, ou seja, se a análise da área foi 
realizada de forma adequada dentro do orçamento e do prazo estabelecido. 
 Focando na eficácia, podemos afirmar que a utilização do sistema permitiu identificar os locais 
de maior incidência de determinada doença infecciosa, facilitando o direcionamento de recursos e 
ações de prevenção e controle. O sucesso em alcançar o objetivo principal do sistema, que é o 
monitoramento e rastreamento da propagação de doenças, demonstra a eficácia da ferramenta. 
 Em relação à economicidade, se considerarmos que o custo financeiro do sistema 
informatizado foi de R$ 8 milhões, analisaremos se houve um bom uso dos recursos públicos, ou 
seja, se o sistema oferece uma relação custo-benefício favorável em comparação com os resultados 
e benefícios obtidos na prevenção e controle de doenças infecciosas. 
 
5) Modalidades 
As modalidades de licitação são os procedimentos utilizados pela administração pública para 
selecionar a proposta mais vantajosa para contratação de obras, serviços, compras ou alienações. A 
escolha da modalidade adequada depende do valor e da natureza do objeto a ser licitado, além das 
peculiaridades de cada situação. 
 
 Importante! 
Antes da entrada em vigor da Nova Lei de Licitações (NLL), tínhamos um conjunto de modalidades 
de licitação estabelecidas pela Lei 8.666/93 e pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Com 
a NLL, houve uma reorganização dessas modalidades. Veja como era antes e como ficou: 
 
 
Antes da Nova Lei de Licitações
•Concorrência 
•Tomada de preços
•Convite
•Leilão
•Concurso
•Pregão 
•Regime diferenciado de contratação
Nova Lei de Licitações
•Concorrência
•Leilão
•Concurso 
•Pregão
•Diálogo competitivo
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113 
 
Vamos estudar aprofundadamente cada modalidade da nova Lei de Licitações. 
 
5.1) Pregão 
O pregão, agora obrigatório segundo a Nova Lei de Licitações, era opcional anteriormente. Essa 
mudança é significativa. Quando os bens ou serviços a serem adquiridos são considerados 
comuns, o pregão é o método apropriado. Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de 
qualidade e desempenho podem ser facilmente definidos pelo edital, usando especificações comuns 
do mercado. No entanto, se o objeto for especial e não puder ser descrito objetivamente no edital 
devido à sua complexidade ou heterogeneidade, o pregão não é adequado. 
É importante observar que há situações em que o pregão não pode ser utilizado, como para serviços 
técnicos especializados, obras, serviços de engenharia (a menos que sejam comuns) ou alienações. 
Outra novidade é que agora é permitido usar tanto o critério do menor preço quanto o do maior 
desconto no pregão. Antes, só o menor preço era considerado. Isso significa que a Administração 
pode escolher entre o fornecedor que oferece o menor preço ou aquele que oferece o maior 
desconto sobre um preço de referência. 
A condução do pregão é realizada por um pregoeiro designado para essa função. Além disso, a Nova 
Lei de Licitações permite que o pregão seja utilizado para formar um registro de preços, o que é 
útil quando a Administração precisa adquirir os mesmos itens repetidamente ao longo do tempo. 
 
5.2) Concorrência 
A Nova Lei de Licitações introduz mudanças significativas na modalidade de concorrência. Antes, 
sua utilização era determinada pelo valor da contratação, mas agora, de acordo com a NLL, a 
concorrência é adotada independentemente do valor para bens e serviços especiais, obras e 
serviços de engenharia. 
Essa nova abordagem significa que a escolha da concorrência está relacionada à natureza do objeto 
licitado, não ao seu valor financeiro. Ex.: para serviços de engenharia, a concorrência é obrigatória 
para serviços especiais e opcional para os comuns. 
Além disso, os critérios de julgamento na concorrência são mais amplos do que no pregão. 
Enquanto o pregão se restringe principalmente ao menor preço ou maior desconto, na concorrência, 
outros critérios, como melhor técnica, conteúdo artístico, técnica e preço, e maior retorno 
econômico, podem ser adotados. 
 
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5.3) Concurso 
Inicialmente, é essencial esclarecer que não estamos tratando aqui de concursos públicos para 
contratação de funcionários para a Administração Pública. Estamos falando de uma modalidade de 
licitação utilizada para firmar contratos administrativos com o licitante vencedor. 
Nesse contexto, a Nova Lei de Licitações define o concurso como uma modalidade de licitação 
voltada para a seleção de trabalhos técnicos, científicos ou artísticos, bem como para premiar ou 
remunerar os vencedores, com base no critério de melhor técnica ou conteúdo artístico. 
 Ex.: se um órgão público deseja criar um novo logotipo para melhorar sua imagem institucional, 
mas não possui artistas em sua equipe, ele pode realizar um concurso por meio de licitação para 
contratar um profissional particular para criar o logotipo. Nesse concurso, vários profissionais 
competiriam entre si para criar o melhor logotipo. 
 
Existem duas principais mudanças em relação à legislação anterior: 
1) Critério de seleção: Antes, a Lei 8.666 não especificava os critérios de seleção a serem utilizados. 
Agora, a NLL determina que o critério de seleção do fornecedor deve ser a melhor técnica ou 
conteúdo artístico. 
2) Prazo mínimo do edital: O tempo mínimo entre a publicação do edital e a data de apresentação 
das propostas era de 45 dias, mas agora foi reduzido para 35 dias úteis. 
 
Além disso, o edital do concurso deve incluir informações como a qualificação exigida dos 
participantes, as diretrizes para a apresentação dos trabalhos e as condições para a realização do 
concurso, incluindo o prêmio ou remuneração a ser concedido ao vencedor. Nos concursos para 
elaboração de projetos, o vencedor deve ceder todos os direitos patrimoniais relativos ao projeto à 
Administração Pública, que terá liberdade para executá-lo conforme julgar conveniente, sem 
necessidade de nova autorização do autor do projeto. Em resumo, o autor do projeto não receberá 
royalties ou outras remunerações futuras, pois seus direitos foram cedidosà Administração. 
 
5.4) Leilão 
O leilão é uma forma de licitação usada para vender tanto bens móveis quanto imóveis para quem 
oferecer o lance mais alto. Aqui está um alerta importante: embora a definição legal do leilão na 
NLL mencione apenas a venda de bens imóveis ou móveis inservíveis ou legalmente apreendidos, 
na prática, a lei permite o uso do leilão para qualquer tipo de alienação de bens, sem as restrições 
da Lei 8.666. 
Então, o que mudou com a NLL em relação ao leilão? 
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Antes, na Lei 8.666, o leilão era usado apenas para vender bens móveis legalmente apreendidos ou 
penhorados, com um limite de valor, e bens imóveis decorrentes de situações específicas. Com a 
NLL, o leilão pode ser usado para vender qualquer tipo de bem móvel ou imóvel. 
Quanto ao processo, o leilão pode ser conduzido por um leiloeiro oficial ou por um servidor 
designado pela Administração. Se for por um leiloeiro, a Administração deve selecioná-lo por meio 
de credenciamento ou licitação. O critério de julgamento para selecionar o leiloeiro é o maior 
desconto nas comissões cobradas. 
O procedimento do leilão é especial e tem algumas diferenças em relação ao processo padrão da 
NLL. Não há uma fase de habilitação, não é necessário registro prévio e o leilão deve ser 
homologado imediatamente após a fase de lances, tudo para facilitar a participação das pessoas 
interessadas em adquirir os bens da Administração. 
O prazo mínimo entre a publicação do edital e a data do leilão é de 15 dias úteis. Além disso, antes 
de realizar o leilão, a Administração deve avaliar os bens para estimar seu valor de mercado, o que 
vai ajudar a definir o preço mínimo para a venda, a ser especificado no edital. 
Por fim, o edital do leilão deve ser divulgado no site oficial da Administração, afixado em local visível 
na sede da Administração e pode ser divulgado por outros meios para atrair mais interessados. O 
objetivo é garantir que o leilão seja amplamente conhecido para aumentar a competição entre 
os interessados em adquirir os bens da Administração. 
 
5.5) Diálogo Competitivo 
O diálogo competitivo segue um procedimento específico, que difere do processo usual da 
concorrência e do pregão, conforme resumido a seguir: 
 Fase de Diálogo: o processo de diálogo competitivo é dividido em duas fases distintas. Na 
primeira fase, a Administração se dedica a explorar e desenvolver diferentes opções que possam 
atender às suas necessidades. Isso envolve uma etapa de "pré-seleção", onde são escolhidos os 
participantes com os quais a Administração irá dialogar. 
 
 
Com o encerramento da indicação da solução a ser contratada, inicia-se a fase competitiva. 
 
Instauração da 
comissão de 
contratação
edital de pré-
seleção
diálogo com os 
interessados
indicação da 
solução a ser 
contratada 
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 Fase Competitiva: Na segunda fase, conhecida como fase competitiva, uma vez que uma 
alternativa tenha sido desenvolvida ou escolhida, a Administração busca propostas específicas das 
empresas para fornecer essa alternativa. Em resumo, na primeira fase a Administração procura 
entender suas opções, enquanto na segunda fase ela solicita propostas específicas para implementar 
a solução escolhida. 
 
 
A condução da concorrência é geralmente feita pelo agente de contratação, mas a NLL permite a 
formação de uma comissão para essa finalidade em casos específicos de bens ou serviços especiais. 
Essa comissão é composta por no mínimo três membros. 
Algumas similaridades com o pregão permanecem, como a possibilidade de utilizar a concorrência 
para formar um registro de preços e o seguimento do mesmo procedimento comum detalhado na 
legislação. 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2022 – O presidente de uma companhia pretende participar de licitações para a 
realização de diversas obras que possuem alto valor comercial. Nos termos das normas 
aplicáveis, as obras de valores expressivos devem ser licitadas através da 
a) tomada de preços. 
b) competição. 
c) tradição. 
d) concorrência. 
e) concessão. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: A modalidade adequada de licitação para contratar obras de grande valor é a 
concorrência. Nessa modalidade, todos os interessados que atendam aos requisitos mínimos de 
qualificação estabelecidos no edital podem participar. A concorrência é caracterizada pela sua ampla 
competitividade e é obrigatória em contratos de elevado montante, como é o caso de obras de alto 
valor. Ela é essencial para garantir a igualdade de oportunidades a todos os concorrentes e para 
selecionar a proposta que melhor atenda aos interesses da Administração Pública, considerando 
critérios como custo e técnica. 
Edital da fase 
competitiva
proposta dos 
licitantes
seleção da proposta 
mais vantajosa
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Após estudarmos as modalidade de licitação, fizemos o quadro-resumo com os principais aspectos 
referente aos critérios de julgamento de cada uma dessas modalidades: 
Critérios de Julgamento 
Menor preço pode incluir os custos indiretos do ciclo de vida, sendo vedado em disputa 
fechada. 
Maior desconto Sobre o preço global e seus aditivos – pode incluir os custos indiretos do 
ciclo de vida, sendo vedado em disputa fechada. 
Melhor técnica ou 
conteúdo artístico 
O valor já consta no edital, realizados para projetos e trabalhos de 
natureza técnica, cientifica e artística. 
Técnicas e preço Serviços predominantemente intelectuais, tecnologia sofisticada ou de 
domínio restrito, objetos especiais de técnica, cientifica e artística, obras, 
serviços especiais de engenharia, soluções especificas e alternativas e 
variações de execução (repercussões significativas) 
Considera-se desempenho pretérito – nota técnica 
Máximo de 70% para nota técnica, sendo vedado para disputa aberta. 
Maior lance Realizado para leilão. 
Maior retorno econômico Contratos de eficiência (maior economia para a administração) 
Proposta de trabalhos – com economia estimada 
Proposta de preços – com percentual sobre a economia 
 
6) Dispensa e Inexigibilidade 
Neste tema, não houve grandes mudanças estruturais com a nova lei, mas alguns detalhes 
importantes foram alterados. Um ponto crucial é a ampliação de 3 para 5 hipóteses de 
inexigibilidade de licitação, enquanto, por outro lado, o número de hipóteses de licitação 
dispensável foi reduzido de 34 para 28. 
É essencial lembrar que, como princípio geral, a Administração Pública deve realizar licitação antes 
de contratar, exceto nos casos especificados na legislação, nos quais é permitida a contratação 
direta, ou seja, sem licitação prévia. 
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Neste contexto, vamos explorar essas situações excepcionais em que a legislação permite que a 
Administração contrate um fornecedor sem abrir a possibilidade de competição com outros. Estamos 
falando das exceções ao dever de licitar. 
 
6.1) Dispensa 
A dispensa de licitação é uma exceção à obrigatoriedade de licitar, permitindo que a Administração 
Pública contrate diretamente um fornecedor sem a necessidade de realizar um processo licitatório. 
Vamos estudar as duas formas de dispensa da licitação – dispensável e dispensada. 
 
6.1.1) Licitação Dispensada 
Nos casos abordados adiante, o legislador concedeu ao administrador público a prerrogativa de 
escolher entre (i) realizar um processo licitatório ou (ii) celebrar o contrato diretamente. Nesse 
contexto de tomada de decisão, caracterizamos a conduta do administrador como discricionária 
nas licitações dispensáveis. Dessa forma, é evidente que, ao contrário das situações de licitação 
dispensada, aqui o legislador permiteao administrador optar por não realizar a licitação. 
Contratação Direta
inexigibilidade de licitação 
- inviabilidade de 
competição (art. 74, rol 
exemplificativo) 
dispensa de licitação -
decisão do legislador 
licitação dispensável 
(discricionário - art. 75, rol 
taxativo)
licitação dispensada 
(vinculado - art. 76, rol 
taxativo)
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6.1.2) Licitação Dispensável 
Nas próximas situações que vamos discutir, o legislador definiu que o administrador público tem 
apenas uma opção: não realizar uma licitação. Esses casos estão relacionados à venda de bens que 
pertencem ao Estado, conhecidos como bens dominicais. Seja para alienar bens imóveis, como 
terrenos, ou móveis, como carros, em certas circunstâncias, o governo não precisa seguir o processo 
de licitação tradicional, onde as pessoas fazem ofertas. Isso acontece quando a lei permite que o 
governo simplesmente venda os bens sem passar por todo esse processo. 
Essas situações estão detalhadas na lei e são chamadas de dispensa de licitação. No entanto, é 
fundamental lembrar que essa dispensa só é válida se houver uma razão específica e legal para 
isso, e o governo precisa explicar por que está optando por não realizar a licitação. 
Portanto, quando falamos sobre a alienação de bens do governo, às vezes o governo pode evitar o 
processo de licitação se tiver uma justificativa sólida e se estiver dentro dos limites estabelecidos 
pela lei. 
possibilidade de 
comprometimento da 
segurança nacional -
casos pelo Ministro da 
Defesa
hortifrutigranjeiros, pão e 
outros gêneros perecíveis
aquisição nos termos de 
acordo intencional 
específico - condições 
mais vantajosas
abastacimento de navios, 
embarcações, unidades 
aéreas ou tropas e seus 
meios de deslocamento -
estada de curta duração
valor baixo - até R$ 
119.812,02 (obras e 
serviços de engenharia + 
manutenção de veículo) e 
R$ 59.906,02 (compras e 
demais serviços)
guerra, grave perturbação 
da ordem, estado de 
defesa, de sítio ou 
intervenção federal
emergência ou 
calamidade pública
licitação realizada há no 
máximo 1 ano (quando 
não surgirem licitates, 
sem propostas válidas e 
incompatíveis com os 
preços)
bens e serviços -
produzidos ou prestados 
no país (alta 
complexidade teconlógica 
+ defesa nacional)
atender forças militares 
em operações de paz no 
exterior
resíduos sólidos urbanos 
obras de arte e objetos 
históricos
equipamentos de 
rastreamento e obtenção 
de provas em inquérito e 
processo criminal - sigilo 
das informações
materal de uso pelas 
forças armadas 
aquisição de peças para 
manutenção de 
equipamentos durante 
período de garantia -
indispensável para 
garantia
produto para pesquisa e 
desenvolvimento
contração por instituição 
cientifica e tecnológica ou 
por agências de formento
contratação de associação 
de portadores de 
deficiência física
contratação de instituição 
brasileira incumbida de 
pesquisa, ensino ou 
desenvolvimento 
institucional ou dedicada 
à recuperação do preso
pessoa jurídica de direito 
público adquirir insumos 
estratégicos para saúde
cisternas ou outras 
tecnologias de acesso à 
água 
prgrama de cozinha 
solidária 
medicamento para 
doenças raras
construção de ambientes 
especializados e 
cooperativos de inovação
aquisição de bens e 
serviços produzidos ou 
serviços prestados que 
integre a Administração -
PJ de direito público
União intervir no domínio 
econômico
contrato de programa 
com ente público, para a 
prestação associada de 
serviços públicos
transferência de 
tecnologia de produtos 
estratégicos para o SUS
contratação de profissionais 
para compor Banca de 
avaliação de critérios técnico -
profissional de notória 
especialização 
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120 
 
Como mencionamos anteriormente, exploramos de forma mais detalhada as situações envolvendo 
a alienação de bens. A dispensa de licitação exige uma justificativa legal específica para cada caso 
e deve ser devidamente explicada pela Administração Pública. 
 
6.2) Inexigibilidade 
A inexigibilidade de licitação também é uma exceção à obrigatoriedade de licitar, mas ocorre 
quando a competição é inviável, seja por características singulares do objeto ou pela inexistência de 
concorrentes aptos a fornecer o serviço ou produto. 
A nova Lei de Licitações estabelece as situações em que a licitação pode ser considerada inexigível, 
como veremos a seguir: 
 
 
Assim como na dispensa de licitação, a inexigibilidade requer fundamentação legal específica e 
justificativa técnica que comprove a inviabilidade de competição. 
 
7) Processo Licitatório 
Vamos simplificar o conceito de licitação e entender suas etapas. A licitação é um processo 
administrativo que segue um conjunto de regras estabelecidas por lei. Existem diferentes 
modalidades de licitação, mas vamos focar nas etapas comuns a algumas delas, como concorrência 
e pregão. 
Fornecedor 
Exclusivo 
•vedada
preferência de 
marca.
•Necessidade 
de 
comprovação 
da 
exclusividade.
serviços 
técnicos
•natureza 
intelectual 
predominante 
+ notória 
especialização 
+ enumerados 
no art. 74.
•vedada a 
utilização do 
serviço para a 
publicidade e 
divulgação.
•vedada a 
subcontratação 
para a atuação 
distintos dos 
contratados.
Artista 
consagrado
•divulgar o 
cachê do 
artista -
obrigatoriedad
e.
Aquisição ou 
locação de 
imóvel
•avaliação prévia 
do bem.
•inexistência de 
imóveis 
públicos 
disponiveis.
•justificativas 
das singulares 
do imóvel.
Credenciamento
•inclusão da 
hipótese na NLL. 
•determinados 
serviços.
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121 
 
Antes mesmo de o edital da licitação ser divulgado, ela já está acontecendo dentro da Administração, 
internamente. Isso significa que, mesmo antes de se tornar pública, a licitação está em andamento, 
na chamada fase preparatória. 
Com a Nova Lei de Licitações, ficou mais clara a distinção entre a fase preparatória, que ocorre antes 
da publicação do edital, e a fase externa, que começa com a publicação do edital e torna a licitação 
pública. 
Agora, vamos observar a ordem geral das etapas do procedimento licitatório, conforme previsto na 
NLL: 
 
 
Na nova lei, houve uma mudança importante na ordem das etapas da licitação. Agora, geralmente, 
a fase de habilitação dos concorrentes acontece depois da análise das propostas ou dos lances. Isso 
significa que, em vez de verificar se os concorrentes estão aptos para participar logo no início, 
primeiro são avaliadas as propostas ou lances para escolher a melhor oferta. Essa mudança é 
chamada de inversão de fases. 
No entanto, ainda é possível, em casos especiais e devidamente justificados, que o edital estabeleça 
a realização da habilitação antes da apresentação das propostas e lances. Isso é chamado de 
desinversão de etapas e precisa ser justificado adequadamente. 
A maioria das licitações agora ocorre de forma eletrônica, mas em casos específicos, pode-se 
realizar presencialmente. Quando isso acontece, é necessário justificar essa escolha e registrar tudo 
o que foi discutido e decidido durante a sessão, seja em ata ou por meio de gravação. 
Além disso, as licitações agora têm apenas uma fase de recurso, simplificando o processo, assim 
como já acontecia no pregão. 
Vamos esquematizar as etapas da Nova Lei de Licitações, descritas como rito comum, para que você 
entenda os pontos mais importantes: 
Nova Lei de Licitações – etapas comuns 
Fase preparatória
divulgação do 
edital
apresentação das 
propostas e 
lances
julgamento
habilitação recursos homologação
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122 
 
Fase preparatória Nestafase, a Administração Pública inicia os procedimentos internos para a 
realização da licitação. Isso inclui a definição das especificações do objeto a ser 
contratado, a estimativa de custos, a elaboração do edital e a escolha do tipo de 
licitação a ser utilizada. 
Divulgação do edital Após a fase preparatória, o edital de licitação é divulgado publicamente. Esse 
documento contém todas as informações necessárias para que os interessados 
possam participar do processo, como descrição do objeto, critérios de 
participação, prazos e condições de pagamento. 
A impugnação do edital poderá ser realizado por qualquer pessoa no prazo de 3 
dias úteis. 
Apresentação das 
propostas 
Os interessados em participar da licitação devem apresentar suas propostas ou 
lances dentro do prazo estabelecido pelo edital. Nesta fase, os concorrentes 
competem entre si para oferecer a melhor proposta ou lance em relação ao objeto 
da licitação. 
Julgamento Após a apresentação das propostas ou lances, a comissão responsável pela 
licitação realiza o julgamento para escolher a proposta mais vantajosa para a 
Administração Pública, levando em consideração os critérios estabelecidos no 
edital. 
Habilitação Na fase de habilitação, verifica-se se o concorrente selecionado atende a todos os 
requisitos legais e técnicos exigidos pelo edital. Isso inclui a comprovação da 
regularidade fiscal e trabalhista, capacidade técnica e financeira, entre outros. 
Recursos Após o julgamento e a habilitação, os concorrentes que se sentirem prejudicados 
têm o direito de interpor recursos administrativos, contestando decisões da 
comissão de licitação que considerem injustas ou inadequadas. 
O prazo para a interposição do recurso se dará no prazo de 3 dias úteis. Devendo 
a decisão ser proferida no prazo máximo de 10 dias úteis. 
Homologação Finalmente, após a análise dos recursos e a confirmação da regularidade de todo 
o processo, a autoridade superior homologa o resultado da licitação, declarando 
o vencedor e autorizando a celebração do contrato. Essa etapa encerra 
formalmente o processo licitatório. 
 
8) Sanções e Processos Sancionatórios 
Uma das principais novidades introduzidas pela Nova Lei de Licitações é a incorporação de um 
capítulo inteiro destinado às infrações e sanções administrativas. Ao contrário da legislação 
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123 
 
anterior, a Lei nº 8.666/93, que tratava das sanções apenas no artigo 87, a Nova Lei nº 14.133/2021 
amplia o escopo desse tema em nove artigos, do 155 ao 163. 
O artigo 155 lista várias condutas que podem resultar em responsabilização administrativa para o 
licitante ou o contratado, conforme transcrevemos abaixo: 
Art. 155. O licitante ou o contratado será responsabilizado administrativamente pelas 
seguintes infrações: 
I - dar causa à inexecução parcial do contrato; 
II - dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à Administração, ao 
funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse coletivo; 
III - dar causa à inexecução total do contrato; 
IV - deixar de entregar a documentação exigida para o certame; 
V - não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente devidamente 
justificado; 
VI - não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a contratação, 
quando convocado dentro do prazo de validade de sua proposta; 
VII - ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação sem motivo 
justificado; 
VIII - apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame ou prestar 
declaração falsa durante a licitação ou a execução do contrato; 
IX - fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato; 
X - comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza; 
XI - praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação; 
XII - praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 (atos 
lesivos contra a Administração Pública). 
 
A Nova Lei de Licitações apresenta quatro tipos principais de sanções: 
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124 
 
 
 
A Nova Lei aboliu as punições de suspensão temporária e impedimento de contratar com a 
Administração por até dois anos, que eram parte da legislação anterior. Agora, as sanções são mais 
precisas e específicas. Uma mudança importante é a inclusão da possibilidade de implementação 
ou melhoria de programas de integridade como critério para aplicação ou redução das punições, 
evidenciando uma preocupação com a ética e a transparência nas relações contratuais com a 
Administração Pública. 
Além disso, a multa não está atrelada a um tipo específico de infração, o que significa que pode 
ser aplicada em várias circunstâncias, até mesmo de forma acumulativa. 
O prazo para a prescrição das punições é de cinco anos, começando a partir do momento em que 
a Administração tem ciência da infração. Esse prazo pode ser interrompido ou suspenso em certas 
situações, como quando é iniciado o processo de responsabilização ou é feito um acordo de 
leniência. 
Para que um infrator possa ser reabilitado, é necessário cumprir uma série de requisitos, como 
pagar a multa e esperar um período mínimo de um ano para impedimento de licitar e contratar, 
e de três anos para declaração de inidoneidade. Também é exigida a implementação ou melhoria de 
programas de integridade. 
 
9) Crimes em Licitações e Contratos Administrativos 
Crimes em licitações e contratos administrativos são ações ilegais ou antiéticas que ocorrem 
durante o processo de contratação pública. Esses crimes podem envolver corrupção, fraude, 
conluio entre licitantes, entre outros comportamentos ilícitos. Anteriormente, esses crimes estavam 
especificamente definidos na Lei 8.666, que regulamentava as licitações e contratos no Brasil. No 
entanto, com a entrada em vigor da Lei 14.133, esses crimes foram transferidos para o Código 
Advertência: é uma espécie de aviso 
oficial, uma notificação de que houve 
uma infração, sem necessariamente 
aplicar uma punição severa de 
imediato.
Multa: consiste em uma penalidade 
financeira imposta ao infrator. A 
quantia da multa pode variar entre 
0,5% e 30% do valor total do contrato, 
dependendo da gravidade da infração.
Impedimento de licitar e contratar: é 
uma punição mais séria, que proíbe o 
infrator de participar de licitações ou 
contratar com a Administração Pública. 
Esse impedimento pode durar até três 
anos.
Declaração de inidoneidade para 
licitar ou contratar: é a sanção mais 
grave, que impede o infrator de 
participar de licitações ou contratar 
com a Administração Pública por um 
período mínimo de três anos e máximo 
de seis anos.
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125 
 
Penal, especificamente no capítulo que trata dos crimes contra a Administração Pública. Essa 
mudança não altera a gravidade dos crimes, mas apenas sua localização legal: 
 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Na Nova Lei de Licitações, qual modalidade de licitação é obrigatória para a 
contratação de obras e serviços de engenharia de grande vulto? 
a) Concorrência. 
b) Tomada de Preços. 
Crimes contra licitação e 
contratos 
administrativos
Contratação direta ilegal - Art. 337-E. 
Pena - reclusão, de 4 a 8 anos, e multa. 
Frustração do caráter competitivo de 
licitação - Art. 337-F. Pena - reclusão, de 4 
anos a 8 anos, e multa. 
Patrocínio de contratação indevida - Art. 
337-G. Pena - reclusão, de 6 meses a 3 
anos, e multa. 
Modificação ou pagamento irregular em 
contrato administrativo - Art. 337-H. 
Pena - reclusão, de 4 anos a 8 anos, e 
multa. 
Perturbação de processo licitatório - Art. 
337-I. Pena - detenção, de 6 meses a 3 
anos, e multa. 
Violação de sigilo em licitação - Art. 337-
J. Pena- detenção, de 2 anos a 3 anos, e 
multa. 
Afastamento de licitante - Art. 337-K.
Pena - reclusão, de 3 anos a 5 anos, e 
multa, além da pena correspondente à 
violência. 
Fraude em licitação ou contrato - Art. 
337-L. Pena - reclusão, de 4 anos a 8 anos, 
e multa. 
Contratação inidônea - Art. 337-M. Pena -
reclusão, de 1 ano a 3 anos, e multa. 
§ 1º Celebrar contrato 
com empresa ou 
profissional declarado 
inidôneo - Pena -
reclusão, de 3 anos a 6 
anos, e multa. Impedimento indevido - Art. 337-N. Pena 
- reclusão, de 6 meses a 2 anos, e multa. 
Omissão grave de dado ou de 
informação por projetista - Art. 337-O. 
Pena - reclusão, de 6 meses a 3 anos, e 
multa. 
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126 
 
c) Convite. 
d) Pregão. 
e) Leilão. 
Gabarito: Letra A. 
 Comentário: A modalidade de licitação obrigatória para a contratação de obras e serviços de 
engenharia de grande vulto, conforme estabelecido na Nova Lei de Licitações, é a concorrência. Essa 
modalidade é escolhida em situações de contratos de grande monta, visando garantir ampla 
competitividade e a seleção da proposta que melhor atenda aos interesses da Administração Pública. 
 
Questão inédita – No contexto das contratações públicas, o processo licitatório desempenha 
um papel crucial na busca por transparência, eficiência e economia na utilização dos recursos 
públicos. Este mecanismo visa selecionar os fornecedores mais qualificados e oferecer 
condições justas para a prestação de serviços ou aquisição de bens pela administração pública. 
Nesse sentido, compreender os diferentes tipos de modalidades de licitação e seus critérios é 
essencial para garantir uma gestão eficaz e ética dos recursos governamentais. 
Considerando o papel fundamental do processo licitatório nas contratações públicas, qual das 
seguintes afirmações sobre a modalidade de pregão, conforme estabelecido na nova lei de 
licitações, está correta? 
a) O pregão é a modalidade de licitação mais adequada para contratações de obras de grande vulto, 
devido à sua agilidade e simplicidade processual. 
b) Na modalidade de pregão, o critério de julgamento das propostas é o de menor preço, 
independentemente da natureza do objeto licitado. 
c) O pregão é exclusivamente aplicável a contratações de bens e serviços comuns, não sendo 
adequado para aquisição de itens de alta complexidade técnica. 
d) O pregão é regido pelos mesmos princípios da concorrência, porém é realizado de forma 
eletrônica, dispensando a presença física dos licitantes. 
e) A modalidade de pregão permite a utilização de critérios subjetivos para avaliação das propostas, 
visando à seleção do fornecedor que apresente maior qualificação técnica. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: O pregão se destaca como uma modalidade de licitação especialmente adequada 
para aquisição de bens e serviços comuns, devido à sua agilidade e simplicidade procedimental. Uma 
das principais vantagens do pregão é sua realização de forma eletrônica, o que dispensa a presença 
física dos licitantes e permite uma maior participação de interessados, ampliando a competitividade 
e a transparência do processo. Além disso, o critério de julgamento das propostas no pregão é o de 
menor preço, embora possam existir outras modalidades de pregão em que critérios como melhor 
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127 
 
técnica ou técnica e preço sejam adotados. Essa modalidade, regida pelos mesmos princípios da 
concorrência, representa um avanço significativo na modernização e eficiência das contratações 
públicas. 
 
CONTRATO ADMINISTRATIVO 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Contrato administrativo para compras na administração pública. Conceito, principais 
características e espécies. Formalização, execução e inexecução. Duração, prorrogação, 
renovação e extinção. Revisão e rescisão. 
 
2) Conceito, Principais Características e Espécies 
Assim como a licitação, os contratos administrativo estão inseridos na NLL (Lei nº 14.133/21). Os 
contratos da Administração são todos os contratos celebrados pela Administração Pública, tanto 
os submetidos ao regime jurídico de direito público, quanto os submetidos ao regime de direito 
privado parcialmente derrogado por normas de direito público. 
Os contratos administrativos são ferramentas empregadas pelo poder público para formalizar a 
contratação de um determinado objeto, mediante um processo licitatório. Além disso, o contrato 
administrativo possui algumas características específicas: 
 Consensual: Isso significa que o contrato é estabelecido por acordo de vontades entre a 
administração pública e o particular, ou seja, ambas as partes concordam com os termos do contrato. 
 Formal: Isso quer dizer que o contrato administrativo segue uma forma específica, geralmente 
escrita, para ser válido e eficaz. Essa formalidade é necessária para garantir a segurança jurídica das 
partes envolvidas. 
 Oneroso: Isso indica que o contrato implica em benefícios e obrigações para ambas as partes. 
Ou seja, cada uma das partes recebe algo em troca do que fornece ou faz, havendo uma 
contraprestação econômica. 
 Comutativo: Isso significa que as vantagens e obrigações para ambas as partes são conhecidas 
e determinadas no momento da celebração do contrato. Não há incerteza sobre o que cada parte 
receberá em troca. 
 Intuitu Personae: Isso se refere à confiança depositada na pessoa ou na empresa contratada, 
baseada em suas qualidades específicas, habilidades ou capacidades. Ou seja, a administração 
pública escolhe o contratado com base em suas características pessoais ou profissionais específicas. 
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128 
 
 
 Tome nota! 
Essas características são de extrema importância para as provas de concursos públicos. Por isso, anote 
esse mnemônico: Co-F-O-Co-I (Isso vai te salvar na hora da prova). 
 
 
Além disso, os contratos administrativos são classificados em diversas espécies, cada uma 
adequada a diferentes necessidades e modalidades de prestação de serviços ou fornecimento de 
bens pela administração pública. As espécies são: contratos administrativos, os contratos de gestão, 
os contratos de fornecimento, os contratos de serviços, os contratos de obras públicas, os contratos 
de concessão e os contratos de alienação. 
 
2.1) Cláusulas Exorbitantes 
As cláusulas exorbitantes são disposições presentes nos contratos administrativos que conferem 
certos poderes especiais à Administração Pública, poderes esses que não seriam permitidos em 
contratos entre particulares, pois colocariam a Administração em uma posição superior à outra parte 
contratante. Essas cláusulas são consideradas incomuns ou até mesmo nulas em contratos privados, 
pois concedem privilégios ou prerrogativas à Administração que não seriam aceitáveis em 
relações entre empresas ou pessoas físicas. 
Segundo a Lei de Licitações e Contratos, essas cláusulas permitem que a Administração Pública faça 
algumas coisas especiais, como: 
 Modificar o contrato unilateralmente: Isso significa que a Administração pode alterar o 
contrato sem a concordância do contratado, desde que seja para melhor atender aos interesses 
públicos, respeitando, é claro, os direitos do contratado. 
Co
•Consensual
F
•Formal
O
•Oneroso
Co
•Comunitativo
I
•Instuitu Pesonae / personalidade
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129 
 
 Rescindir o contrato unilateralmente: Em certas situações previstas em lei, a Administração 
pode encerrar o contrato sem precisar da autorização do contratado. 
 Fiscalizar a execução do contrato: A Administração tem o direito de acompanhar de pertocomo 
o contrato está sendo executado. 
 Aplicar sanções: Se o contratado não cumprir completamente ou parcialmente o que foi 
acordado, a Administração pode aplicar penalidades, como multas, por exemplo. 
 Ocupar temporariamente bens e serviços: Em casos de serviços essenciais, como fornecimento 
de água ou energia, a Administração pode temporariamente ocupar bens ou serviços do contratado, 
se necessário para investigar violações contratuais ou após a rescisão do contrato. 
 
Essas cláusulas são importantes para garantir que a Administração possa agir de forma eficaz e 
proteger os interesses públicos, mas é fundamental que seu exercício seja feito de maneira justa e 
dentro dos limites legais. 
 
2.2) Exigência de Garantias 
Uma das cláusulas exorbitantes é a exigência de garantias que a Administração Pública tem sobre o 
contratado. Em outras palavras, é possível que a Administração Pública exija uma garantia desde que 
haja precisão legal. As garantias que os contratantes podem dar são: 
 
 
 Tome nota! 
Será de responsabilidade do contratado selecionar o tipo de garantia a ser fornecida à 
Administração Pública. A garantia para o contrato administrativo será de até 5% do valor do 
contrato. 
 
Garantias
Caução em direito ou em 
títulos de dívida pública
Seguro-garantia Fiança bancária 
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130 
 
3) Formalização, Execução e Inexecução 
O contrato administrativo será elaboração e assinado pelas partes envolvidas, ou seja, pela 
Administração Pública e pelo contratado. A formalização é o momento em que são definidos os 
termos, condições, obrigações e os direitos de ambas as partes. 
Após a formalização, inicia-se a fase de execução do contrato. Durante esta etapa, as partes devem 
cumprir todas as obrigações e responsabilidades estipuladas no contrato, isso inclui a realização 
das atividades contratadas, o fornecimento de bens ou serviços conforme especificado, o pagamento 
das atividades contratadas e o cumprimento de prazos estabelecidos. 
A inexecução ocorre quando uma das partes não cumpre com suas obrigações contratuais de 
forma adequada. Pode ser parcial, quando apenas parte das obrigações é descumprida, ou total, 
quando nenhuma obrigação é cumprida. A inexecução pode acarretar diversas consequências, como 
aplicação de penalidades, rescisão do contrato, perda de garantias, entre outras medidas previstas 
em lei ou no próprio contrato. 
 
4) Duração, Prorrogação, Renovação e Extinção 
Agora vamos estudar de forma mais aprofunda sobre a vida do contrato administrativo. Ela é 
marcada por diferentes fases relacionadas à sua duração, possíveis prorrogações, renovações e, por 
fim, sua extinção. 
A duração de um contrato administrativo é o período de tempo durante o qual ele está em vigor e 
suas cláusulas são aplicáveis. Esse prazo é estabelecido no próprio contrato e pode variar de acordo 
com a natureza do objeto contratado e as necessidades da Administração Pública. Esquematizamos 
para facilitar o entendimento, sobre os diferentes prazos dos contratos administrativos: 
Prazos dos Contratos Administrativos 
Máx. 5 anos 
Serviços e fornecimentos contínuos (prorrogável por até 10 anos) 
Aluguel de equipamentos 
Utilização de programas de informática 
Máx. 10 anos 
Alta complexidade tecnológica + defesa nacional 
Materiais de uso das Forças Armadas – exceto uso pessoal e administrativo 
Inovação tecnológica 
Segurança nacional 
Transferência tecnológica do SUS + produtos estratégicos 
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131 
 
Insumos estratégicos do SUS 
Contratos de eficiência ou que gerem receita – sem investimento 
Máx. 15 anos Operação continuada de sistemas estruturantes de TI 
Máx. 35 anos Contratos de eficiência e que geram receita – com investimento 
Situações específicas 
Fornecimento + prestação de serviço associado: soma dos prazos – serviços, 
no máx. 5/10 anos 
Contrato por escopo – prazo automaticamente prorrogado se não concluído 
a tempo. 
 
A renovação de um contrato administrativo implica na celebração de um novo contrato após o 
término do contrato anterior, com o mesmo objeto ou objeto semelhante. Geralmente, a renovação 
é utilizada quando não há prorrogação possível ou quando se deseja atualizar as condições do 
contrato. 
Por fim, a extinção marca o fim do contrato administrativo. Isso pode ocorrer de diversas maneiras, 
como o término do prazo estabelecido, o cumprimento integral das obrigações por ambas as partes, 
a rescisão contratual por iniciativa de uma das partes devido a inexecução ou outras causas previstas 
em lei, ou por motivos excepcionais, como a decretação de falência do contratado. 
 
5) Revisão e Rescisão 
A revisão e rescisão de contratos administrativos são procedimentos previstos na nova Lei de 
Licitações para lidar com situações em que é necessário ajustar ou encerrar um contrato firmado 
entre a Administração Pública e um particular. 
 Revisão: A revisão de contrato é um procedimento que permite fazer ajustes nas cláusulas 
contratuais durante sua vigência. Isso pode ocorrer quando há necessidade de corrigir algum 
desequilíbrio econômico-financeiro que afete o contrato, como aumento imprevisto de custos ou 
alteração nas condições de execução do objeto contratado. A nova Lei de Licitações estabelece 
critérios para a revisão, garantindo que seja feita de forma transparente e justa para ambas as partes. 
 Rescisão: A rescisão de contrato, por sua vez, ocorre quando uma das partes decide encerrar o 
contrato antes do prazo previsto ou por descumprimento das cláusulas contratuais. A nova lei 
estabelece as hipóteses em que a rescisão pode ocorrer, como a inexecução total ou parcial do 
contrato, a falência do contratado, entre outras situações previstas em lei. A rescisão pode ser feita 
de forma amigável, por acordo entre as partes, ou de forma unilateral, por decisão da Administração 
Pública. 
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132 
 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Qual das seguintes alternativas descreve uma característica dos contratos 
administrativos? 
a) São sempre consensuais e informais. 
b) Podem ser unilaterais, ou seja, apenas uma das partes assume obrigações. 
c) São celebrados intuitu personae, ou seja, levam em consideração as características pessoais das 
partes envolvidas. 
d) Não estão sujeitos à fiscalização da Administração Pública. 
e) Podem ser rescindidos apenas por iniciativa do contratado. 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: Os contratos administrativos são celebrados intuitu personae, o que significa que 
são levadas em consideração as características pessoais das partes envolvidas, especialmente no que 
diz respeito à capacidade técnica e idoneidade para o cumprimento das obrigações contratuais. Isso 
é importante para garantir que a Administração contrate empresas ou indivíduos que possuam as 
qualificações necessárias para a execução dos serviços ou fornecimento dos bens contratados. 
 
Questão inédita – De acordo com a Nova Lei de Licitações, quais são algumas das prerrogativas 
da Administração Pública nos contratos administrativos? 
a) A Administração não pode modificar unilateralmente o contrato. 
b) A Administração não tem o direito de rescindir unilateralmente o contrato nos casos especificados 
em Lei. 
c) A Administração não pode fiscalizar a execução do contrato. 
d) A Administração não pode aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. 
e) A Administração não pode ocupar provisoriamente bens vinculados ao objeto do contrato nos 
casos de serviços essenciais. 
Gabarito: Letra C. 
 Comentário: A Administração Pública tem diversas prerrogativas nos contratos administrativos, 
incluindo o direito de fiscalizar a execução do contrato. Essafiscalização é essencial para garantir 
que o contratado esteja cumprindo as obrigações estabelecidas no contrato e para verificar a 
qualidade e adequação dos serviços ou produtos fornecidos. 
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133 
 
 
 
 
Parabéns por ter concluído o estudo da matéria! 
 
Bora para cima! 
Grasielle Cristina Chaves Bandeira - grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90127 
1) Introdução.............................................................................................................................................. 127 
2) Conceito, Principais Características e Espécies ............................................................................. 127 
2.1) Cláusulas Exorbitantes ..................................................................................................................... 128 
2.2) Exigência de Garantias ..................................................................................................................... 129 
3) Formalização, Execução e Inexecução ............................................................................................. 130 
4) Duração, Prorrogação, Renovação e Extinção .............................................................................. 130 
5) Revisão e Rescisão................................................................................................................................ 131 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Pessoal! 
Antes de iniciarmos o estudo da matéria de Eixo Temático 4 – Administração Financeira e 
Orçamentária, apresentaremos os assuntos que são cobrados no edital. Siga firme com os estudos 
que a aprovação virá!! 
CONTEÚDO 
1 O papel do Estado e a atuação do governo nas finanças públicas. 1.1 Formas e dimensões da intervenção 
da administração na economia. 1.2 Funções do orçamento público. 
2 Orçamento público. 2.1 Conceito. 2.2 Técnicas orçamentárias. 2.3 Princípios orçamentários. 2.4 Ciclo 
orçamentário. 2.5 Processo orçamentário. 
3 O orçamento público no Brasil. 3.1 Sistema de planejamento e de orçamento federal. 3.2 Plano plurianual. 
3.3 Diretrizes orçamentárias. 3.4 Orçamento anual. 3.5 Outros planos e programas. 3.6 Sistema e processo 
de orçamentação. 3.7 Classificações orçamentárias. 3.8 Estrutura programática. 3.9 Créditos ordinários e 
adicionais. 
4 Programação e execução orçamentária e financeira. 4.1 Descentralização orçamentária e financeira. 4.2 
Acompanhamento da execução. 4.3 Alterações orçamentárias. 
5 Contabilidade Pública: Princípios fundamentais 5.1 Patrimônio: Componentes Patrimoniais ‐ Ativo, Passivo 
e Patrimônio Líquido. 5.2 Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais na área pública. 
6 Receita pública. 6.1 Conceito e classificações. 6.2 Estágios. 6.3 Fontes. 6.4 Dívida ativa. 
7 Despesa pública. 7.1 Conceito e classificações. 7.2 Estágios. 7.3 Restos a pagar. 7.4 Despesas de exercícios 
anteriores. 7.5 Dívida flutuante e fundada. 7.6 Suprimento de fundos. 
8 Lei de Responsabilidade Fiscal. 8.1 Conceitos e objetivos. 8.2 Planejamento. 8.3 Receita Pública. 8.4 Despesa 
Pública. 8.5 Dívida e endividamento. 8. Transparência, controle e fiscalização. 
9 Termo de execução descentralizada, convênios, termo de referência e relatório de cumprimento de objeto. 
10 Licitação. 10.1 Conceito, natureza jurídica, objeto e finalidade. 10.2 Princípios básicos e correlatos. 10.3 
Modalidades. 10.4 Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade. 10.5 Procedimento licitatório. 10.6 Anulação, 
revogação e recursos administrativos. 10.7 Sanções e procedimento sancionatório. 10.8 Crimes em licitações 
e contratos administrativos. 
11 Contrato administrativo para compras na administração pública. 11.1 Conceito, principais características 
e espécies. 11.2 Formalização, execução e inexecução. 11.3 Duração, prorrogação, renovação e extinção. 11.4 
Revisão e rescisão. 
 
 
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PAPEL DO ESTADO E ATUAÇÃO DO GOVERNO NAS FINANÇAS 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – O papel do Estado e a atuação do governo nas finanças públicas: Formas e dimensões da 
intervenção da administração na economia. Funções do orçamento público. 
 
2) Papel do Estado e Atuação do Governo na Economia 
Antes de adentrar especificamente aos temas cobrados no seu edital, precisamos entender os 
estudos de finanças públicas. O estudo de finanças públicas se concentra no papel do governo na 
economia. O governo é responsável por implementar políticas que visam melhorar o bem-estar da 
população. Isso inclui aspectos de arrecadação de impostos e uso dos recursos públicos para 
financiar serviços e atender às necessidades sociais. 
No contexto da economia brasileira, o papel do Estado e a atuação do governo são especialmente 
relevantes devido à extensão das suas intervenções em diversos setores. O Estado brasileiro teve 
uma participação significativa na economia, com empresas estatais desempenhando papeis 
importantes em setores-chaves, como energia (Petrobras), financeiro (Banco do Brasil e Caixa 
Econômica Federal), transporte (Embraer), entre outros. 
Além disso, o governo frequentemente adota políticas industriais e de desenvolvimento para 
promover setores específicos da economia. Isso pode incluir incentivos fiscais, subsídios, 
investimentos em infraestrutura e pesquisa, bem como proteção comercial através de tarifas e 
barreiras não-tarifárias. 
O Estado mantém sua responsabilidade na regulação econômica de diversos setores, com o 
objetivo de assegurar a concorrência equitativa, proteger os consumidores e fomentar o 
desenvolvimento sustentável. Entre suas principais atribuições, destacam-se quatro grupos que 
constituem os pilares fundamentais da economia: 
 
Soberania - defesa nacional, relações externas, polícia, entre 
outros.
Economia - no controle da emissão da moeda, créditos, impostos, 
comércio externo, preços e produção.
Responsabilidade social - saúde, segurança social, habitação, 
urbanismo, entre outros. 
Ordem social - educação, cultura, ensino, pesquisa científica, entre 
outros. 
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2.1) Descentralização das Funções do Governo 
As esferas político-administrativas no Brasil são compostas por um sistema fiscal que engloba as 
esferas Federal, Estadual e Municipal, cada uma com sua própria autonomia fiscal. 
A competência geral do Estado ou da União foi estabelecida a partir da Constituição Federal de 1988, 
juntamente com suas alterações por meio de emendas constitucionais. A responsabilidade do Estado 
foi dividida em três temas principais: ordem social, ordem econômica e financeira, e defesa do 
Estado. 
 
 
3) Formas e Dimensões da Intervenção da Administração na Economia 
A intervenção do Estado na economia pode ocorrer de forma direta e indireta, cada uma com 
diferentes abordagens e impactos. Vamos nos aprofundar em cada uma delas. 
Responsabilidade 
Estatal 
Ordem Social
Seguridade Social
Educação
Cultura e Desporto
Ciência e Tecnologia
Comunicação Social
Meio Ambiente
Família, Adolescntes e Idoso
Índios
Ordem Econômica e 
Financeira
Princípios Gerais da Atividade Econômica
Política Urbana
Política Agrícola e Fundiária e Reforma
Sistema Financeiro Nacional
Defesa do Estado
Forças Armadas
Segurança Pública
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11 
 
 
 
3.1) Intervenção Direta 
A atuação direta do Estado ocorre quando este se envolve diretamente no domínio econômico, 
conduzindo atividades econômicas por si mesmo. Isso acontece em setores como os serviços 
públicos ou outras atividades em que a segurança nacional ou o interesse coletivo exigem que o 
Estado conduza diretamente a atividade econômica. 
A atuação direta do Estado está descrita explicitamente no rol taxativo do art. 173 da CF, o qual 
transcrevemos abaixo para facilitar os estudos: 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade 
econômica peloEstado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança 
nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia 
mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou 
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: 
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; 
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos 
e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; 
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios 
da administração pública; 
IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a 
participação de acionistas minoritários; 
V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. 
 
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Envolvimento direto em atividades de propriedade 
pública - intervenção direta
Envolvimento direto em atividades de propriedade 
privada - intervenção direta
Intervenção nos assuntos econômicos privados de 
forma indireta - intervenção indireta
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De acordo com a interpretação do trecho da Constituição Federal de 1988 mencionado, podemos 
notar que a participação do Estado na atividade econômica é uma situação extraordinária, devendo 
ocorrer apenas em casos de imperativos relacionados à segurança nacional ou a um interesse 
coletivo significativo. 
É importante ressaltar que, embora a participação do Estado na esfera econômica seja incomum, a 
decisão de participar ou não cabe ao próprio Estado. Este justificará, ao criar empresas estatais, os 
motivos que se enquadram como questões de segurança nacional ou relevante interesse coletivo, 
permitindo-lhe, assim, participar de acordo com seus próprios interesses. 
 
3.1.1) Monopólio Estatal 
O monopólio estatal é a situação em que o Estado possui o controle exclusivo sobre a produção, 
distribuição ou fornecimento de determinados bens ou serviços em diferentes setores da economia. 
Em outras palavras, a norma estabelece a prevalência da liberdade de empreendimento e de 
competição justa, reservando o monopólio estatal apenas aos setores de petróleo, gás natural e 
minerais nucleares. Sob essa diretriz, o monopólio estatal tem como objetivo proteger o interesse 
público, como vemos no art. 177 da CF: 
Art. 177. Constituem monopólio da União: 
I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos; 
II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro; 
III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades 
previstas nos incisos anteriores; 
IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de 
petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, 
seus derivados e gás natural de qualquer origem; 
V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio 
de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja 
produção, comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão, 
conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Constituição Federal. 
 
3.2) Intervenção Indireta 
Quando o Estado não se envolve diretamente na atividade econômica, mas sim regula, fiscaliza, 
incentiva, normatiza e planeja, sua atuação é considerada indireta. É importante ressaltar que o 
Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica, desempenha funções de 
fiscalização, incentivo e planejamento, sendo determinante para o setor público e orientador para 
o setor privado, conforme estabelecido pelo artigo 174 da CF/88: 
Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, 
na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este 
determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. 
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Conforme o disposto em nossa Constituição, a lei deve definir as diretrizes e bases para o 
planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado, incorporando e compatibilizando os 
planos nacionais e regionais de desenvolvimento, conforme o parágrafo 1º do artigo 174. 
Em relação ao planejamento, é importante observar que a responsabilidade pelo desenvolvimento 
da produção, consumo, tecnologia, entre outros aspectos, não cabe apenas ao agente econômico 
privado. O Estado também deve organizar a atividade econômica, seja ela direta ou indireta, visando 
alcançar os objetivos estabelecidos na ordem econômica. 
 
3.2.1) Agente Normativo 
O agente normativo refere-se ao papel do Estado como criador e regulador das normas e leis que 
regem a atividade econômica de um país. Esse papel envolve a elaboração de legislações, 
regulamentações e políticas que estabelecem as regras do jogo para os agentes econômicos, como 
empresas, consumidores e investidores. 
O Estado define os padrões de conduta, os direitos e deveres das partes envolvidas, as condições 
de mercado e as restrições para garantir o funcionamento adequado da economia e a proteção dos 
interesses públicos, como a segurança, o meio ambiente e a equidade. Os órgãos responsáveis pela 
criação e aplicação das normas podem variar de acordo com a estrutura governamental de cada país 
e incluem ministérios, agências reguladoras, tribunais e outros órgãos especializados. 
Os mecanismos de regulamentação são geralmente categorizados em duas formas principais: 
comando e controle (C&C) e incentivos financeiros (IF). 
Os mecanismos de comando e controle se referem a diretrizes específicas estabelecidas por 
agências governamentais especialmente designadas para essa finalidade, que fazem uso de 
regulamentos e punições para garantir o cumprimento das normas. 
Por outro lado, os mecanismos de incentivos financeiros estão ligados à transferência de recursos 
por meio de impostos e subsídios. 
 
3.2.2) Fiscalização Estatal 
A fiscalização estatal é o processo pelo qual o governo monitora e verifica o cumprimento das leis, 
regulamentos e políticas estabelecidas para a atividade econômica. Esse processo envolve a 
aplicação de medidas de controle, inspeções, auditorias e sanções para garantir que as empresas e 
indivíduos cumpram as regras estabelecidas e atuem de acordo com os padrões estabelecidos pelo 
Estado. 
A fiscalização pode abranger diversas áreas, como segurança do trabalho, qualidade de produtos, 
proteção ambiental, concorrência justa, tributação e conformidade regulatória. Os órgãos 
responsáveis pela fiscalização geralmente são as agências governamentais, departamentos de 
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fiscalização e órgãos de controle, que têm o poder de aplicar multas, impor penalidades e tomar 
medidas corretivas em caso de violações das normas. 
 
3.2.3) Incentivo Estatal 
O incentivo estatal refere-se às políticas e medidas adotadas pelo governo para estimular e 
promover determinadas atividades econômicas ou comportamentos desejados na sociedade. Esses 
incentivos podem assumir diversas formas, como benefícios fiscais, subsídios, financiamento público, 
crédito facilitado, isenções tarifárias, entre outros. 
O objetivo dos incentivos é estimular o investimento, a inovação, o empreendedorismo, o 
desenvolvimento regional, a criação de empregos, a proteção ambiental, entre outros objetivos de 
interesse público. Os incentivos estatais são uma ferramenta importante para promovero 
crescimento econômico, a competitividade e o desenvolvimento sustentável, mas também podem 
gerar distorções no mercado e demandar cuidados na sua concepção e implementação para evitar 
efeitos indesejados. 
 
3.2.4) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE 
A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) é um tributo federal previsto na 
Constituição Federal brasileira. Ela é aplicada em situações específicas de intervenção do Estado na 
economia, visando atender a determinados objetivos sociais ou econômicos, assim veremos no art. 
177, §4º da CF/88: 
Art. 177, § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa 
às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e 
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: 
I - a alíquota da contribuição poderá ser: 
a) diferenciada por produto ou uso; 
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o disposto no 
art. 150, III, b; 
II - os recursos arrecadados serão destinados: 
a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural e 
seus derivados e derivados de petróleo; 
b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do 
gás; 
c) ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes. 
d) ao pagamento de subsídios a tarifas de transporte público coletivo de passageiros. 
 
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A CIDE pode incidir sobre diferentes atividades econômicas, sendo as principais relacionadas à 
exploração de recursos naturais, como petróleo, gás natural e seus derivados, além de álcool 
combustível. No entanto, sua aplicação também pode ser estendida a outros setores, conforme 
definido em lei. 
O objetivo da CIDE é duplo: em primeiro lugar, ela visa regular o mercado e intervir em 
determinados setores da economia, como forma de atingir objetivos específicos de política pública, 
como a preservação ambiental, o desenvolvimento regional ou a promoção de determinadas 
atividades econômicas. Em segundo lugar, a arrecadação da CIDE é direcionada para financiar 
programas e projetos nas áreas relacionadas à sua incidência, como investimentos em 
infraestrutura, transporte, energia, entre outros. 
 
3.2.5) Exploração de Recursos Naturais 
A exploração de recursos naturais refere-se à atividade econômica de utilização dos recursos 
presentes na natureza para diversos fins, como produção de energia, matéria-prima para a indústria, 
agricultura, turismo, entre outros. A Constituição Federal estabelece uma relação intrínseca entre a 
garantia de uma ordem econômica e um Estado Democrático Ambiental. Essa relação é 
fundamentada na sustentabilidade, que se traduz no equilíbrio entre as forças econômicas e a 
preservação do meio ambiente, evitando sua degradação de maneira insustentável. 
Nesse contexto, o Estado desempenha um papel duplo: como agente normativo, exigindo licenças 
ambientais para a realização de obras e empreendimentos, e como agente regulador da atividade 
econômica, por meio de instituições como as agências reguladoras. 
É importante destacar que um dos princípios fundamentais da ordem econômica é a proteção do 
meio ambiente, incluindo medidas diferenciadas de acordo com o impacto ambiental dos produtos, 
serviços e processos de produção. 
 
3.2.6) Parcerias Público-Privadas - PPPS 
As PPPs são acordos de colaboração entre o setor público e o setor privado para desenvolver e 
operar projetos de infraestrutura e serviços públicos. Nesse modelo, o governo compartilha 
responsabilidades e riscos com empresas privadas na concepção, financiamento, construção, 
operação e manutenção de projetos de interesse público, como estradas, portos, aeroportos, 
saneamento, saúde e educação. As PPPs são utilizadas para aumentar a eficiência, reduzir custos e 
acelerar a entrega de projetos de infraestrutura, aproveitando a expertise e os recursos do setor 
privado. 
 
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4) Funções do Orçamento Público 
Existem três funções econômicas primárias do Estado, conhecidas como funções fiscais, que têm 
impacto direto no Orçamento Público: 
 
 
Na função alocativa, o Estado concentra-se em fornecer bens e serviços que são essenciais para 
a sociedade, mas que o setor privado pode não fornecer eficientemente devido a falhas de mercado. 
Para isso, o governo direciona recursos para a produção de bens públicos. 
A função distributiva está relacionada aos diversos fatores que contribuem para a desigualdade de 
renda, como habilidades individuais, acesso à educação, herança e participação no mercado. O 
governo emprega políticas para ajustar a distribuição de renda e riqueza, visando reduzir as 
disparidades por meio de tributação mais justa e transferências de recursos. 
Quanto à função estabilizadora, o Estado utiliza instrumentos macroeconômicos para controlar o 
nível desejado de atividade econômica, buscando estabilidade na moeda, equilíbrio nas contas 
externas, manutenção do emprego e controle de preços. Nesse contexto, o governo trabalha para 
minimizar os problemas associados a flutuações econômicas. 
A intervenção do Estado tem por objetivo a eficiência, equidade e estabilidade, as quais 
esquematizamos no quadro a seguir para que você possa fixar o estudo da matéria: 
Eficiência Equidade Estabilidade 
A intervenção estatal busca 
promover a eficiência na 
alocação de recursos na 
economia. Isso envolve 
garantir que os recursos sejam 
utilizados da melhor forma 
A intervenção do Estado também 
visa promover a equidade na 
distribuição de renda, 
oportunidades e acesso a serviços 
básicos. Isso significa garantir que 
todos os membros da sociedade 
Outro objetivo da intervenção 
estatal é garantir a estabilidade 
macroeconômica, mantendo a 
inflação sob controle, reduzindo o 
desemprego e promovendo o 
crescimento econômico 
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Função alocativa
Função distributiva 
Função estabilizadora
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possível para maximizar a 
produção e o bem-estar da 
sociedade. 
O Estado pode intervir para 
corrigir falhas de mercado, 
como monopólios, 
externalidades e bens públicos, 
e promover uma competição 
justa entre os agentes 
econômicos. 
tenham condições justas e iguais 
de participar da economia e 
desfrutar dos benefícios do 
desenvolvimento econômico. 
O Estado pode implementar 
políticas fiscais progressivas, 
programas de assistência social e 
políticas de inclusão para reduzir a 
desigualdade e promover a justiça 
social. 
sustentável. Isso é feito através de 
políticas monetárias e fiscais que 
buscam estabilizar a demanda 
agregada, manter a estabilidade 
dos preços e promover um 
ambiente econômico previsível e 
seguro para os agentes 
econômicos. 
 
Momento das Questões 
Questão inédita – Considerando o papel do Estado na economia e sua atuação nas finanças 
públicas, qual das seguintes alternativas representa uma forma de intervenção da 
administração na economia? 
a) O estímulo ao aumento do endividamento público para financiar gastos excessivos. 
b) A promoção da concentração de mercado por meio de monopólios estatais. 
c) A implementação de políticas fiscais restritivas para limitar o crescimento econômico. 
d) A redução dos investimentos em infraestrutura para priorizar o equilíbrio fiscal. 
e) O incentivo à concorrência justa e ao desenvolvimento sustentável por meio de regulações 
adequadas. 
Gabarito: Letra E. 
 Comentário: A alternativa correta destaca uma das formas de intervenção do Estado na 
economia, que é o incentivoà concorrência justa e ao desenvolvimento sustentável por meio de 
regulações adequadas. Essas medidas visam criar um ambiente econômico saudável, promover a 
igualdade de oportunidades entre os agentes econômicos e garantir a proteção do meio ambiente. 
 
Questão inédita – No contexto das funções do orçamento público e do papel do Estado na 
economia, qual das seguintes alternativas representa uma das principais responsabilidades do 
governo? 
a) Aumentar a desigualdade de renda por meio da tributação regressiva. 
b) Limitar os gastos públicos apenas a áreas de interesse político-partidário. 
c) Implementar políticas monetárias para controlar a inflação. 
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d) Distribuir equitativamente os recursos para áreas prioritárias, como saúde e educação. 
e) Reduzir os investimentos em infraestrutura para aumentar o superávit primário. 
Gabarito: Letra D. 
 Comentário: A alternativa correta destaca uma das funções do orçamento público, que é a 
distribuição equitativa dos recursos para áreas prioritárias, como saúde e educação. Isso reflete a 
responsabilidade do governo em garantir o acesso universal a serviços essenciais e promover o 
desenvolvimento socioeconômico inclusivo. 
 
ORÇAMENTO PÚBLICO 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco 
7 – Administração Financeira e Orçamentária: 
1 – Orçamento público. Conceito. Técnicas orçamentárias. Princípios orçamentários. Ciclo 
orçamentário. Processo orçamentário. 
 
2) Conceito 
O orçamento público é um instrumento de planejamento, controle e gestão financeira que 
compreende o conjunto de receitas e despesas estimadas para um determinado período, geralmente 
um ano. Esse instrumento é utilizado tanto no âmbito do setor público (governo) como no setor 
privado (empresas), mas aqui vamos nos concentrar na definição relacionada ao setor público. 
O orçamento público é uma peça fundamental para a gestão responsável dos recursos públicos, 
permitindo a realização de investimentos e o atendimento às necessidades da população. É por meio 
do orçamento que o governo pode planejar suas ações e políticas, garantindo uma administração 
financeira eficiente e transparente. 
O Orçamento Público, também conhecido como "orçamentos anuais", é essencialmente 
representado pela Lei Orçamentária Anual (LOA). No entanto, sua compreensão vai além da LOA e 
engloba um processo mais abrangente que inclui o Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias (LDO). 
Este processo abrangente do Orçamento Público envolve o planejamento e previsão da arrecadação 
de receitas, como impostos, taxas e contribuições, bem como a definição das despesas públicas para 
a realização de políticas por meio de programas, projetos, atividades e operações especiais ao longo 
de um determinado período de tempo. 
Essas etapas são aprovadas nas Leis do Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA). 
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 Tome nota! 
O Orçamento Público é uma iniciativa do Poder Executivo, sendo enviado ao Poder Legislativo para 
avaliação e aprovação, e posteriormente sancionado pelo Poder Executivo. 
 
Portanto, o Orçamento Público pode ser compreendido em um sentido amplo, abrangendo o PPA, 
a LDO e a LOA, além de ser utilizado de forma restrita quando se refere especificamente à LOA, 
que representa o Orçamento Público anual propriamente dito. 
 
3) Princípios Orçamentários 
Os princípios orçamentários são um conjunto de diretrizes e fundamentos que norteiam a 
elaboração, execução e controle do orçamento público. Eles têm como objetivo garantir a 
transparência, responsabilidade, eficiência e eficácia na gestão dos recursos públicos, bem como 
promover a adequada alocação dos recursos para atender às necessidades da sociedade. 
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Os princípios orçamentários devem ser respeitados tanto durante a formulação da proposta 
orçamentária quanto na sua execução, com o objetivo de estabelecer critérios essenciais que 
promovam a racionalidade e transparência em todo o processo orçamentário. 
Vamos agora, nos aprofundar em cada um desses princípios, a partir do quadro esquematizado 
abaixo para que você compreenda toda a matéria de forma fácil e didática! 
Princípios Orçamentários 
Princípio da Legalidade Este princípio estabelece que todas as receitas e despesas públicas devem 
estar previstas em lei. Isso significa que o orçamento público só pode ser 
executado após autorização legislativa, ou seja, as ações do governo devem 
estar em conformidade com o que foi previamente aprovado pelo Poder 
Legislativo. Em outras palavras, o governo não pode realizar gastos ou 
arrecadar receitas sem a devida autorização legal. 
Princípios 
Orçamentários
Legalidade
Regionalização
Universalidade
Totalidade
Anuidade
Exclusividade
Especificação / 
Especialização
Unidade
Orçamento 
Bruto
Publicidade e 
Transparência
Não afetação 
da receita de 
impostos
Equilíbrio 
Orçamentário
Exatidão
Orçamento 
Impositivo
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Princípio da Unidade Este princípio busca evitar a inclusão de matérias estranhas ao orçamento, 
garantindo que a lei orçamentária trate exclusivamente de assuntos 
relacionados às finanças públicas. Isso é importante para evitar o que é 
conhecido como "caudas orçamentárias", que são dispositivos legais que 
tratam de assuntos diversos e não relacionados às finanças. A ideia é manter a 
lei orçamentária focada em seu objetivo principal, que é o planejamento e a 
execução das receitas e despesas do governo. 
Princípio da Totalidade Este princípio estabelece que todas as receitas e despesas devem estar 
previstas na lei orçamentária, com exceção das receitas tributárias criadas após 
a aprovação da lei orçamentária. Isso significa que todo o fluxo de recursos 
financeiros do governo deve ser contemplado no orçamento, garantindo uma 
visão abrangente e transparente das finanças públicas. 
Princípio da 
Universalidade 
O princípio da universalidade determina que todas as receitas e despesas, 
exceto as receitas tributárias criadas após a aprovação da lei orçamentária, 
devem estar previstas na lei orçamentária. Isso significa que todos os recursos 
financeiros do governo, incluindo aqueles destinados aos orçamentos fiscal, 
de investimento das empresas e da seguridade social, devem ser 
contemplados no orçamento. 
Princípio da Anuidade Este princípio estabelece que o orçamento público é anual, ou seja, o período 
de tempo em que as receitas são estimadas e as despesas são fixadas é de um 
ano. Isso coincide com o ano civil e é regulamentado pela legislação 
pertinente. 
Princípio da 
Exclusividade 
Este princípio busca garantir que a lei orçamentária trate exclusivamente de 
assuntos relacionados às finanças públicas, sem incluir matérias estranhas ao 
orçamento. Isso é importante para manter a lei orçamentária focada em seu 
objetivo principal, que é o planejamento e a execução das receitas e despesas 
do governo. 
Princípio da 
Especialização / 
Programação / Clareza / 
Especificação 
Este princípio enfatiza a importância do planejamento das ações e dos gastos 
governamentais no orçamento público. Ele destaca a necessidade de 
estabelecer metas e objetivos claros para as políticas públicas, programas e 
projetos, em conformidade com as prioridades e necessidades da sociedade. 
Princípio da 
Regionalização 
O princípio da regionalização no orçamento público busca garantir que as 
políticas governamentais sejam adaptadas às características e demandas 
únicas de cada região, promovendo um desenvolvimentomais justo, inclusivo 
e eficaz em todo o país. 
Princípio da Publicidade 
e Transparência 
Apesar de não estar expressamente previsto na Constituição, este princípio 
deriva do princípio da publicidade como um dos pilares da Administração 
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Pública. Ele visa promover a transparência nas receitas e despesas públicas, 
permitindo que os cidadãos fiscalizem a gestão dos recursos públicos. 
Princípio da Não 
vinculação ou Não 
afetação das receitas 
Este princípio determina que as receitas públicas não devem ser vinculadas a 
despesas específicas, garantindo flexibilidade na alocação de recursos de 
acordo com as necessidades prioritárias do governo. 
Princípio do Equilíbrio 
Orçamentário 
Este princípio busca garantir que as despesas autorizadas na lei orçamentária 
não sejam superiores à previsão das receitas, evitando déficits orçamentários 
e promovendo a sustentabilidade das finanças públicas. 
Princípio do Orçamento 
Bruto 
Este princípio estabelece que as receitas e despesas devem ser apresentadas 
de forma bruta, ou seja, sem deduções ou compensações, garantindo 
transparência na divulgação das informações orçamentárias. 
Princípio da Exatidão Este princípio determina que as estimativas de receitas e despesas 
apresentadas no orçamento devem ser o mais precisas e realistas possível, 
garantindo a credibilidade e a confiabilidade do documento orçamentário. 
Princípio do Orçamento 
Impositivo 
Este princípio estabelece que o orçamento público deve ser executado de 
forma obrigatória, com a alocação de recursos para as despesas autorizadas 
na lei orçamentária, sem margem de discricionariedade por parte do governo. 
 
 
Momento da Questão 
CESGRANRIO 2019 – Os Princípios Orçamentários, sob a ótica do MCASP, visam a estabelecer 
diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para 
os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. 
Nesse contexto, o Princípio Orçamentário que veda quaisquer deduções das receitas e das 
despesas na LOA é o Princípio do(a) 
a) Orçamento Bruto 
b) Exclusividade 
c) Publicidade 
d) Transparência 
e) Unidade ou Totalidade 
Gabarito: Letra A. 
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 Comentário: A questão aborda a importância dos Princípios Orçamentários na definição de 
diretrizes que garantam a racionalidade, eficiência e transparência nos processos relacionados ao 
orçamento público. No contexto apresentado, o princípio que veda quaisquer deduções das receitas 
e das despesas na Lei Orçamentária Anual (LOA) é o Princípio do Orçamento Bruto. Esse princípio 
determina que todas as receitas e despesas devem ser apresentadas de forma integral, sem qualquer 
tipo de dedução ou compensação, proporcionando uma visão clara e transparente das finanças 
públicas. 
 
4) Técnicas Orçamentárias 
As técnicas orçamentárias referem-se ao métodos e abordagens utilizados na elaboração, execução 
e controle do orçamento público. Essas técnicas são fundamentais para garantir que o processo 
orçamentário seja eficiente, transparente e capaz de atender às necessidade da administração 
pública e da sociedade. Vamos estudar as principais técnicas orçamentárias: 
 Orçamento Clássico ou Tradicional: A característica central desse tipo de orçamento é sua forte 
ênfase no controle contábil dos gastos em si, ou seja, na quantificação dos valores que serão 
despendidos. Esse modelo de orçamento negligencia a consideração dos objetivos econômicos ou 
sociais que o governo pretende alcançar por meio desses gastos. O foco principal está 
exclusivamente no montante financeiro das despesas, desconsiderando outros aspectos mais amplos 
relacionados aos fins e às finalidades das políticas governamentais. 
 Orçamento Base Zero (OBZ): Nessa técnica, cada item do orçamento é justificado do zero, sem 
considerar valores históricos. Isso obriga os gestores a justificarem cada gasto, eliminando despesas 
desnecessárias e promovendo uma alocação mais eficiente dos recursos. 
 Orçamento Participativo: Envolve a participação da sociedade civil na definição das prioridades 
e alocação de recursos públicos. Esse método busca promover a transparência e a accountability, 
além de garantir que as políticas públicas atendam às reais necessidades da população. 
 Orçamento-Programa: Nesse modelo, o orçamento é estruturado com base em programas e 
atividades governamentais, em vez de apenas em categorias de despesas. Isso facilita o 
acompanhamento dos resultados e impactos das políticas públicas, permitindo uma gestão mais 
orientada para os resultados. 
 Orçamento de Desempenho ou de realizações: Também conhecido como orçamento baseado 
em resultados, esse método enfatiza a mensuração e avaliação dos resultados alcançados com os 
recursos públicos. Os gestores são responsabilizados pelos resultados obtidos, incentivando a 
eficiência e a eficácia na aplicação dos recursos. 
 Orçamento Incremental: Esse método se fundamenta na noção de realizar ajustes incrementais 
(seja para aumentar ou reduzir) nas despesas com base nos gastos ocorridos no período anterior. 
Sua principal limitação reside no fato de não possibilitar a correção de erros ocorridos no processo 
orçamentário anterior. Em outras palavras, caso haja falhas identificadas no orçamento anterior, elas 
tenderão a se repetir no novo orçamento, uma vez que não há uma revisão significativa das previsões 
e dos procedimentos orçamentários. 
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 Orçamento por Resultado ou novo orçamento de desempenho: Atualmente, observamos 
uma tendência em direção à melhoria do desempenho dos governos, o que demanda uma 
abordagem mais racional nas decisões orçamentárias. A principal mudança em relação ao 
Orçamento de Desempenho é a sua ênfase nos resultados e na sua mensuração por meio de 
indicadores, especialmente relacionados aos Sistemas de Estrutura de Programa, de Mensuração de 
Desempenho e de Determinação de Custos. 
 PART: O Program Assessment Rating Tool (PART), utilizado nos Estados Unidos entre 2001 e 
2002, é um exemplo relevante dessa abordagem. Ele consiste em um questionário destinado a avaliar 
o propósito, o design, o planejamento, a gestão, os resultados e a prestação de contas de programas 
governamentais, com o objetivo de determinar sua eficácia. A partir das avaliações realizadas pelo 
PART, são fornecidas informações e sugestões para aprimorar os resultados dos programas 
avaliados. 
 
5) Ciclo Orçamentário 
O ciclo orçamentário é o processo pelo qual passa o orçamento público desde a sua elaboração 
até a sua execução e avaliação. Em outras palavras é a sequência de etapas que compõe o processo 
orçamentário. 
 
 
Agora vamos explorar mais detalhadamente as diferentes fases do ciclo orçamentário, especialmente 
no contexto federal. 
 
Elaboração e 
Planejamento
Debate e 
Aprovação
Execução
Avaliação e 
Controle
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5.1) Elaboração e Planejamento 
Nesta fase, os órgãos responsáveis pela administração pública, como os ministérios e secretarias, 
preparam suas propostas orçamentárias para o próximo ano fiscal. Eles estimam as receitas e 
despesas esperadas, considerando as políticas e programas governamentais em vigor. 
Além de calcular valores, esta etapa envolve o estabelecimento de metas e objetivos para o uso 
dos recursos públicos. Os gestores devem considerar as necessidades da população, as prioridades 
governamentais e os impactos econômicos e sociais das políticas propostas. 
No âmbito federal, as normas estabelecem os prazos para envio dos instrumentos orçamentários 
(LDO, PPA E LDA) pelo Poder Executivo ao Legislativo. Entretanto,para os Estados e Municípios, esses 
prazos podem variar de acordo com as disposições das respectivas Constituições Estaduais e Leis 
Orgânicas Municipais. 
 
 
5.2) Debate e Aprovação 
No âmbito federal, os projetos de leis orçamentárias enviados pelo Executivo passam por um 
processo de apreciação nas duas casas legislativas do Congresso Nacional, seguindo as regras 
estabelecidas em seus regimentos internos. 
A Comissão Mista Permanente de Senadores e Deputados é responsável por examinar e emitir 
um parecer sobre os projetos orçamentários encaminhados pelo Executivo. Durante esse processo, 
Lei do Orçamento Anual
Envio ao Congresso:
•Até 31/08 - anualmente
Devolução para sanção:
•Até dia 22/12
Lei de Diretrizes Orçamentárias
Envio ao Congresso:
•Até 15/04 - anualmente
Devolução para sanção:
•Até dia 17/07
Plano Plurianual 
Envio ao Congresso:
•Até 31/08 - do primeiro ano do mandato do 
presidente
Devolução para sanção:
•Até dia 22/12
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o chefe do Executivo tem a prerrogativa de enviar alterações aos projetos, desde que as partes a 
serem alteradas ainda não tenham sido votadas pela Comissão Mista. 
Após a análise e possível modificação na Comissão Mista, os projetos de lei orçamentária são 
submetidos à votação em cada casa legislativa, sendo aprovados por maioria simples, já que são 
formalmente considerados leis ordinárias. Após a aprovação, os projetos são encaminhados para a 
sanção presidencial. 
Nos Estados e Municípios, são instituídas comissões similares no âmbito do Poder Legislativo local 
para realizar o mesmo processo de análise e votação dos projetos de lei orçamentária. 
Durante o processo de discussão, os congressistas podem propor modificações nos projetos de lei 
orçamentária por meio das chamadas Emendas Parlamentares. Essas emendas são utilizadas pelos 
legisladores para influenciar na alocação dos recursos públicos, buscando favorecer as regiões que 
representam ou atender a demandas específicas de seus eleitores. 
 
5.3) Execução 
Essa etapa refere-se à implementação efetiva do orçamento, ou seja, à execução das receitas 
arrecadadas e das despesas realizadas, transformando em prática o que foi planejado pelo Executivo 
e aprovado pelo Legislativo. 
Existem dois tipos de execução: a orçamentária e a financeira. A execução orçamentária implica 
na utilização dos recursos alocados nos créditos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Já a 
execução financeira diz respeito ao efetivo uso do dinheiro, o que viabiliza a realização dos 
projetos e atividades programados. 
Os recursos destinados aos poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública 
são repassados pelo Executivo através de parcelas mensais, conhecidas como duodécimos, que 
devem ser entregues até o dia 20 de cada mês. 
A programação financeira, junto com o cronograma mensal de desembolso, é estabelecida em até 
30 dias após a publicação dos orçamentos, garantindo uma previsibilidade na utilização dos recursos 
ao longo do ano. 
No que diz respeito às Emendas Parlamentares, estas podem ser individuais ou de bancada 
estadual. De acordo com a Constituição Federal, é obrigatória a execução das emendas individuais 
em uma parcela correspondente a 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) realizada no exercício 
anterior. Metade desse valor deve ser destinada obrigatoriamente para ações e serviços públicos 
de saúde, enquanto o restante pode ser utilizado livremente pelos deputados e senadores em outras 
áreas, como obras e construções, visando a promoção de visibilidade política em seus redutos 
eleitorais. 
Já as emendas de bancadas estaduais devem ser executadas até o limite de 1% da Receita Corrente 
Líquida realizada no exercício anterior. 
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5.4) Avaliação e Controle 
A avaliação orçamentária consiste em verificar se as ações planejadas foram cumpridas durante a 
execução do orçamento. Seu objetivo é analisar se os objetivos estabelecidos foram alcançados, 
permitindo que o processo orçamentário seja aprimorado e tornando-o mais eficiente, eficaz e 
efetivo a cada ciclo. Para entender melhor essa avaliação, é importante considerar três aspectos: 
- Eficácia: Refere-se à capacidade de alcançar as metas estabelecidas dentro do que foi planejado. 
- Eficiência: Relaciona-se com a relação entre os recursos utilizados e as metas alcançadas, ou seja, 
fazer mais com menos. 
- Efetividade: Avalia os efeitos reais e positivos gerados pelos programas implementados no mundo 
externo. 
 
Por outro lado, o controle do orçamento é fundamental para garantir que os recursos sejam 
aplicados de acordo com as leis estabelecidas. Conforme a Lei 4.320/64, o controle da execução 
orçamentária abrange três aspectos principais: 
Artigo 75 da Lei 4.320/64. O controle da execução orçamentária compreenderá: 
I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa, 
o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações; 
II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores 
públicos; 
III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos 
de realização de obras e prestação de serviços. 
 
Esse controle pode ser feito internamente, por cada órgão do poder público, ou externamente, 
pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas. O Tribunal de Contas é responsável 
por analisar as contas prestadas pelo Presidente da República anualmente e emitir um parecer prévio. 
O Congresso Nacional, por sua vez, é responsável por julgar essas contas anualmente para verificar 
se o chefe do executivo agiu de forma responsável durante a execução do orçamento aprovado. 
 
 Importante! 
É fundamental ressaltar que a fiscalização orçamentária abrange todas as fases do ciclo 
orçamentário. Isso significa que todas as etapas do processo de elaboração, aprovação, execução 
e avaliação do orçamento público devem ser sujeitas a controle e fiscalização. 
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É importante destacar que o controle não se limita apenas aos chefes do executivo, mas se 
estende a todos os envolvidos na gestão de recursos públicos, como aqueles que arrecadam, 
guardam, gerenciam ou administram dinheiro e bens públicos. 
 
 
6) Processo Orçamentário 
Após a análise do ciclo orçamentário, vamos agora explorar o conceito de processo orçamentário. 
Embora esses conceitos estejam interligados, apresentam diferenças significativas em termos de 
abrangência e detalhamento. 
O processo orçamentário compreende o conjunto de etapas e procedimentos envolvidos na 
elaboração, aprovação, execução, controle e avaliação do orçamento público. Ele abarca desde a 
formulação das propostas orçamentárias até a análise dos resultados alcançados, incluindo a 
aprovação pelo poder legislativo, a execução dos gastos e o controle das despesas. 
Por outro lado, o ciclo orçamentário é uma parte específica do processo orçamentário que se refere 
às fases temporais pelas quais o orçamento atravessa ao longo do ano fiscal. Geralmente, é dividido 
em quatro etapas principais: elaboração, aprovação, execução e avaliação. Cada uma dessas etapas 
ocorre em momentos específicos dentro do ano fiscal e apresenta características e desafios próprios. 
Controle Institucional
Controle Interno
CGU - Órgão central do 
Sistema de Controle Interno do 
Poder Executivo Federal
Controladorias dos Estados e 
Municípios ou órgãos 
equivalentes
Controle Externo 
Realizado pelo Poder 
Legislativo
Com auxílio do Tribunal de 
Contas da União
Outros órgãos públicos -
Ministério Públicos 
Federais, Estaduais, 
Tribunais de Justiça, Polícia 
Federal e Estadual
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