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Você acaba de adquirir o material: Caderno Mapeado para o Concurso Nacional
Unificado – 2024.
Esse material é totalmente focado no certame e aborda ponto a ponto do edital da
disciplina de Administração Financeira e Orçamentária.
Nele foi inserido toda a teoria sobre a matéria cobrada no certame, para facilitar a sua
compreensão, e marcações das partes mais importantes.
Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova com foco na
banca Cesgranrio.
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus
questionamentos para o suporte: suporte@cadernomapeado.com.br e WhatsApp.
Bons Estudos!
Rumo à Aprovação!!
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SUMÁRIO
CONSIDERAÇÕES INICIAIS .......................................................................................................................... 8
PAPEL DO ESTADO E ATUAÇÃO DO GOVERNO NAS FINANÇAS ...................................................... 9
1) Introdução.................................................................................................................................................. 9
2) Papel do Estado e Atuação do Governo na Economia .................................................................... 9
2.1) Descentralização das Funções do Governo................................................................................... 10
3) Formas e Dimensões da Intervenção da Administração na Economia ...................................... 10
3.1) Intervenção Direta .............................................................................................................................. 11
3.1.1) Monopólio Estatal ........................................................................................................................... 12
3.2) Intervenção Indireta ........................................................................................................................... 12
3.2.1) Agente Normativo .......................................................................................................................... 13
3.2.2) Fiscalização Estatal .......................................................................................................................... 13
3.2.3) Incentivo Estatal .............................................................................................................................. 14
3.2.4) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE ............................................... 14
3.2.5) Exploração de Recursos Naturais ................................................................................................ 15
3.2.6) Parcerias Público-Privadas - PPPS ............................................................................................... 15
4) Funções do Orçamento Público .......................................................................................................... 16
ORÇAMENTO PÚBLICO .............................................................................................................................. 18
1) Introdução................................................................................................................................................ 18
2) Conceito .................................................................................................................................................... 18
3) Princípios Orçamentários ..................................................................................................................... 19
4) Técnicas Orçamentárias ........................................................................................................................ 23
5) Ciclo Orçamentário ................................................................................................................................ 24
5.1) Elaboração e Planejamento .............................................................................................................. 25
5.2) Debate e Aprovação ........................................................................................................................... 25
5.3) Execução ............................................................................................................................................... 26
5.4) Avaliação e Controle .......................................................................................................................... 27
6) Processo Orçamentário ......................................................................................................................... 28
6.1) Elaboração ............................................................................................................................................ 29
6.2) Aprovação ............................................................................................................................................. 29
6.3) Execução ............................................................................................................................................... 29
6.4) Avaliação e Controle .......................................................................................................................... 30
ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL ........................................................................................................ 30
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1) Introdução................................................................................................................................................ 30
2) Sistema de Planejamento e de Orçamento ...................................................................................... 30
3) Plano Plurianual - PPA .......................................................................................................................... 32
4) Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO .............................................................................................. 33
5) Lei Orçamentária Anual - LOA ............................................................................................................. 34
5.1) Orçamento Fiscal ................................................................................................................................. 35
5.2) Orçamento da Seguridade Social .................................................................................................... 35
5.3) Orçamento de Investimento ............................................................................................................ 36
5.3.1) Empresas Estatais............................................................................................................................. 36
6) Programas Nacionais, Regionais e Setoriais .................................................................................... 40
7) Classificação Orçamentária .................................................................................................................. 40
7.1) Classificação da Despesa Pública .................................................................................................... 41
7.2) Classificação da Receita Pública ...................................................................................................... 42
8) Estrutura Programática .........................................................................................................................- grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90
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Vamos agora, nos aprofundar no tocante aos processos orçamentários brasileiros.
6.1) Elaboração
Na fase de elaboração, o processo orçamentário tem início com a formulação das propostas de
orçamento pelo Poder Executivo, através do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Essas propostas são elaboradas com base em diretrizes estabelecidas pelo governo, considerando
as demandas da sociedade e as prioridades políticas e econômicas do país. Durante essa etapa, são
estimadas as receitas esperadas e definidas as despesas que serão realizadas no próximo período.
Todo esse processo demanda análise detalhada das necessidades e recursos disponíveis, visando
garantir a alocação eficiente dos recursos públicos.
6.2) Aprovação
Após a elaboração das propostas de orçamento pelo Executivo, elas são encaminhadas ao
Legislativo para apreciação e aprovação. No Congresso Nacional, as propostas passam por debates
e análises nas comissões temáticas e no plenário das duas casas legislativas. Durante esse processo,
os parlamentares têm a oportunidade de propor emendas e alterações ao texto original. Após as
discussões e negociações, o orçamento é votado e aprovado pelo Legislativo, seguindo para sanção
ou veto do chefe do Executivo.
6.3) Execução
Com o orçamento aprovado, inicia-se a fase de execução. Nessa etapa, as receitas são arrecadadas
e as despesas são realizadas conforme o planejado no orçamento. A execução orçamentária envolve
a utilização das dotações previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA), enquanto a execução
financeira refere-se ao uso efetivo dos recursos disponíveis. É importante ressaltar que a execução
Processo
Orçamentário
Ciclo
Orçamentário
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deve seguir os princípios da legalidade e da eficiência, garantindo que os recursos sejam aplicados
de acordo com as leis e normas vigentes.
6.4) Avaliação e Controle
Após a execução do orçamento, é realizada uma avaliação para verificar o cumprimento das metas
e objetivos estabelecidos. Nessa fase, são analisados os resultados alcançados em relação ao que
foi planejado, levando em consideração critérios como eficácia, eficiência e efetividade. Além disso,
ocorre o controle da legalidade dos atos relacionados à execução orçamentária, garantindo que os
recursos públicos sejam aplicados de forma transparente e conforme as normas estabelecidas.
Essa avaliação e controle são fundamentais para aprimorar o processo orçamentário e garantir a boa
gestão dos recursos públicos.
ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – O orçamento público no Brasil. 3.1 Sistema de planejamento e de orçamento federal. 3.2
Plano plurianual. 3.3 Diretrizes orçamentárias. 3.4 Orçamento anual. 3.5 Outros planos e
programas. 3.6 Sistema e processo de orçamentação. 3.7 Classificações orçamentárias. 3.8
Estrutura programática. 3.9 Créditos ordinários e adicionais.
2) Sistema de Planejamento e de Orçamento
Vamos agora entender melhor as leis orçamentárias, que são essenciais para planejar e distribuir
recursos visando à execução das políticas públicas no Brasil, como indicado no artigo 165 da
Constituição Federal de 1988:
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
Plano Plurianual (PPA)
Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO)
Orçamentos Anuais - Lei
Orçamentária Anual (LOA)
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Esses dispositivos são as leis orçamentárias que, com características e objetivos específicos, regem o
planejamento e a alocação de recursos dos entes públicos em todas as esferas de governo. Dentro
de cada esfera, essas leis representam etapas separadas, mas interligadas, visando possibilitar um
planejamento coeso das atividades governamentais.
Em síntese, o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária
Anual (LOA) são legislações estabelecidas pelo artigo 165 da CF. O PPA define diretrizes de médio
prazo (quatro anos). A LDO, alinhada ao PPA, estabelece metas e prioridades do governo federal,
orientando a elaboração da LOA para o próximo ano. Por sua vez, a LOA, em conformidade com o
PPA e a LDO, abrange os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos das estatais.
Tome nota!
Lei Orçamentária Anual -
nível operacional (curto
prazo)
Lei de Diretrizes
Orçamentárias - nível tático
(prioridades)
Plano Plurianual - nível
estratégico (médio prazo)
PPA – Planejamento
LDO – Orientação
LOA – Execução
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3) Plano Plurianual - PPA
O Plano Plurianual é um instrumento de planejamento de médio prazo utilizado para estabelecer
as diretrizes, objetivos e metas que orientarão as ações do governo ao longo de um período de
quatro anos.
Vamos entender quais são essas diretrizes, objetivos e metas:
Plano Plurianual
Diretrizes Objetivos Metas
referem-se a orientações
gerais ou princípios que
guiarão a captação e o uso dos
recursos públicos para atingir
determinados propósitos.
Ex.: a sustentabilidade
ambiental e garantir a
igualdade de oportunidades.
são as descrições dos resultados
desejados por meio das ações do
governo.
Ex.: reduzir a taxa de
desemprego em determinada
região ou melhorar o acesso à
saúde pública para grupos
vulneráveis.
representam as quantificações
específicas, tanto físicas quanto
financeiras, dos objetivos
estabelecidos.
Ex.: a criação de 500 postos de
trabalho em um determinado setor
econômico ou a construção de 100
unidades de saúde em áreas
carentes.
Portanto, o PPA abrange um período de quatro anos, começando no primeiro ano de mandato do
Presidente da República e se estendendo pelos três anos subsequentes. Este ciclo de planejamento
coincide com o mandato do chefe do Executivo Federal. A ausência do envio do PPA pelo Chefe do
Executivo configura crime de responsabilidade.
•O líder do Poder
Executivo
administra com
base no PPA
estabelecido por
seu antecessor e
desenvolve seu
próprio PPA para
os próximos quatro
anos.
1º ano de
mandato
•O líder do Poder
Executivo opera
com o seu PPA
aprovado pelo
Poder Legislativo.
Este é o primeiro
ano de
implementação de
seu planejamento.
2º ano de
mandato •Trata-se do
segundo ano de
implementação do
seu PPA.
3º ano de
mandato
•Trata-se do
terceiro ano de
implementação do
seu PPA.
4º ano de
mandato
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O PPA define os objetivos estratégicos que o governo pretende alcançar ao longo do período de
vigência. Esses objetivos são desdobrados em metas específicas e mensuráveis, que servem como
referência para avaliar o desempenho e o cumprimento das políticas públicas.
Além disso, o PPA é o ponto de partida para a elaboração do Orçamento Anual, pois orienta a
alocação de recursos de acordo com as prioridades estabelecidas no plano. Dessa forma, ele está
diretamente relacionado com a Lei Orçamentária Anual (LOA) e com a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO).
O prazo para o envio é o mesmo da Lei orçamentária, até 31 de agosto (quatro meses antes do
término do primeiro exercício do Presidente) e tem que ser aprovada até o final da sessão legislativa,
cuja data é 22 de dezembro.
4) Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
A LDO determinará as metas e diretrizes da Administração Pública, bem como estabelecerá as
diretrizesde política fiscal e respectivas metas, em observância à trajetória sustentável da dívida
pública. Orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação
tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
A LDO tem vigência de um ano fiscal e é válida para o exercício financeiro subsequente à sua
aprovação.
Ex.: a LDO de 2023 é elaborada em 2022 e vale para o ano de 2023.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma legislação que direciona a elaboração da Lei
Orçamentária Anual (LOA), sendo encaminhada pelo Chefe do Executivo até 15 de abril e devolvida
para sanção até o término do primeiro período da sessão legislativa, estabelecido para 17 de julho.
Atualmente, a LDO é a principal lei orçamentária em vigor. Em conformidade com o artigo 57, §2º
da Constituição Federal de 1988 (CF/88), caso o prazo de devolução da LDO seja descumprido, os
congressistas não poderão entrar de férias até que a LDO seja aprovada e remetida para sanção:
Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro
a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de
diretrizes orçamentárias.
A LDO compreende as metas e prioridades da administração pública federal, estabelece diretrizes
de política fiscal e suas metas, alinhadas com a trajetória sustentável da dívida pública. Além disso,
a LDO orienta a elaboração da LOA, trata de alterações na legislação tributária e estabelece a política
de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
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Importante!
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece a conexão entre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei
Orçamentária Anual (LOA).
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) aumentou a relevância da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO), conferindo-lhe a responsabilidade de regulamentar o equilíbrio entre receitas e despesas,
estabelecer critérios e procedimentos para limitar os gastos, definir condições para transferências de
recursos e prever diversas outras situações, além das já previstas na Constituição.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não tem autoridade para determinar a exclusão de qualquer
tipo de despesa primária da apuração da meta de resultado primário dos orçamentos fiscal e da
seguridade social. Isso significa que a LDO não pode escolher quais despesas considerar ou não
quando se avalia se o governo está economizando ou gastando demais em relação à sua arrecadação
de dinheiro.
5) Lei Orçamentária Anual - LOA
A LOA é uma lei elaborada anualmente pelo Poder Executivo e submetida ao Legislativo para
aprovação. Ela estabelece o orçamento do governo para o ano seguinte, detalhando as receitas a
serem arrecadadas e as despesas a serem realizadas em todos os órgãos e áreas de atuação do
governo.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é válida por um ano fiscal, abrangendo o período financeiro
seguinte à sua aprovação. O projeto da LOA deve ser enviado ao Congresso Nacional até 30 de
agosto e deve ser devolvido para sanção até o término da sessão legislativa. Sua vigência
corresponde a um ano civil.
Ex.: a LOA de 2023 é elaborada em 2022 e vale para o ano de 2023.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) constitui o orçamento público em si. A LOA atua como uma
ferramenta de planejamento operacional, demonstrando como os recursos públicos serão
distribuídos. Ela é implementada por meio de uma variedade de ações.
Art. 165. § 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,
detenha a maioria do capital social com direito a voto;
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III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela
vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos
e mantidos pelo Poder Público.
É importante destacar a diferença entre previsão de receita e fixação de despesa no orçamento
público. A receita pode exceder o valor previsto, pois não tem um limite máximo. No entanto, a
despesa é fixada dentro de um limite estabelecido, denominado dotação orçamentária.
A dotação é a quantia autorizada na Lei Orçamentária Anual (LOA) para cumprir determinadas
atividades, enquanto o crédito orçamentário detalha as classificações das despesas associadas a essa
dotação. Em resumo, o crédito orçamentário complementa a dotação, fornecendo informações
detalhadas sobre como os recursos serão gastos dentro do limite estabelecido.
Vamos agora nos aprofundar nos elementos específicos que compõem o LOA.
5.1) Orçamento Fiscal
O Orçamento Fiscal é uma parte do orçamento público que engloba todas as receitas e despesas
do governo destinadas a financiar as atividades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário,
bem como as despesas com serviços públicos em geral. Ele abrange despesas como pagamento de
salários dos servidores públicos, custeio das atividades dos órgãos governamentais, investimentos
em infraestrutura, educação, saúde, segurança, entre outros.
As receitas do Orçamento Fiscal incluem principalmente impostos, taxas e contribuições pagas pelos
cidadãos e empresas ao governo.
5.2) Orçamento da Seguridade Social
O Orçamento da Seguridade Social é uma parcela do orçamento público destinada a financiar
políticas e programas sociais, como previdência, assistência social e saúde. Ele engloba receitas e
Receitas - recursos arrecadados que compõem o
orçamento público (A receita poderá exerder ao valor
previsto no LOA)
Despesas - aplicação do dinheiro arrecadado para custear
os serviços públicos prestados à sociedade e/ou aquisição
de bens e serviços (A despesa é fixada dentro do limite do
LOA)
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despesas relacionadas aos sistemas de previdência social, seguro-desemprego, benefícios
assistenciais, saúde pública, entre outros.
As receitas do Orçamento da Seguridade Social são provenientes principalmente das contribuições
sociais, como as contribuições para a Previdência Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS).
Tome nota!
Os órgãos e entidades que têm uma ligação direta com a Seguridade Social fazem parte do
orçamento da seguridade social, independentemente do tipo de despesa que tenham. Já para os
órgãos e entidades que não estão diretamente relacionados à Seguridade Social, apenas as despesas
que são consideradas típicas dessa área fazem parte do orçamento da seguridade social.
5.3) Orçamento de Investimento
O Orçamento de Investimento refere-se às despesas destinadas a investimentos em infraestrutura
e desenvolvimento econômico do país. Ele inclui gastos com obras públicas, construção e
manutenção de estradas, portos, aeroportos, investimentos em educação, saúde, pesquisa e
desenvolvimento, entre outros.
As receitas para o Orçamento de Investimento podem vir de recursos próprios do governo,
empréstimos internos e externos, parcerias público-privadas (PPPs) e outras fontes de financiamento.
O objetivo desse tipo de orçamento é promover o crescimento econômico, aumentar a
produtividade e melhorar a qualidade de vida da população por meio de investimentos em setores
estratégicos.
O orçamento de investimento das estatais é uma parte importante da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Como o próprio nome sugere, ele se concentra apenas nos investimentos que as empresasestatais
vão fazer durante o ano. Mas aqui está o detalhe: não se trata de todas as empresas estatais, apenas
daquelas em que o governo federal tem a maior parte das ações com direito a voto. Ou seja,
estamos falando das empresas que são controladas pelo governo federal. Essas empresas precisam
incluir seus planos de investimento na LOA para garantir que os recursos sejam disponibilizados e
utilizados da maneira planejada.
5.3.1) Empresas Estatais
Quando falamos de empresas estatais, estamos falando de empresas que são controladas pelo
governo. Essas empresas podem ser divididas em duas categorias: dependentes e não dependentes.
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Empresas Estatais
Estatais
Dependentes
Essas são as empresas que recebem dinheiro do governo para ajudar a cobrir seus
custos de funcionamento. Em outras palavras, o governo ajuda essas empresas a se
manterem financeiramente.
Estatais Não
Dependentes
Como o próprio nome sugere, essas empresas não recebem dinheiro do governo
para cobrir seus custos de funcionamento. Elas precisam se sustentar por conta
própria, sem depender de ajuda financeira do governo.
Agora, quando se trata do orçamento, as estatais dependentes aparecem apenas no Orçamento
Fiscal (OF) e no Orçamento da Seguridade Social (OSS). Isso significa que o dinheiro destinado a
essas empresas é registrado apenas nos orçamentos relacionados às atividades do governo e à
segurança social.
Por outro lado, as estatais não dependentes devem ser incluídas no Orçamento de Investimentos
(OI). Isso porque essas empresas não recebem dinheiro do governo para se manterem, então seus
investimentos são registrados no orçamento dedicado a investimentos em infraestrutura e
desenvolvimento econômico.
Em resumo, se uma empresa estatal precisa de ajuda financeira do governo para funcionar, ela
aparece no Orçamento Fiscal e no Orçamento da Seguridade Social. Mas se ela consegue se manter
por conta própria, seus investimentos são registrados no Orçamento de Investimentos.
Importante!
Cuidado com as pegadinhas na prova!
Se considerarmos somente a Constituição federal, as estatais têm algumas regras sobre onde devem
aparecer seus investimentos nos orçamentos. Se a questão disser "de acordo com a CF...", basta
saber que apenas os investimentos das estatais não dependentes devem estar no orçamento de
investimento.
Momento das Questões
CESGRANRIO 2019 – Na elaboração do Plano Plurianual, de acordo com as disposições
constitucionais, os objetivos, as diretrizes e as metas da Administração Pública Federal devem
ser estabelecidas
a) a partir de critérios de desempenho.
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b) de forma regionalizada.
c) em conformidade com a LDO.
d) em alinhamento ao programa de governo.
e) para atendimento das metas fiscais.
Gabarito: Letra B.
Comentário: Na elaboração do Plano Plurianual (PPA), os objetivos, diretrizes e metas da
Administração Pública Federal devem ser estabelecidos levando em consideração as especificidades
regionais. Isso significa que no processo de elaboração do PPA, o governo deve considerar as
especificidades e necessidades de diferentes regiões do país, garantindo que as políticas públicas
atendam às demandas locais e contribuam para o desenvolvimento equilibrado e sustentável de
todas as áreas geográficas. Essa regionalização promove uma distribuição mais justa e eficiente dos
recursos públicos, buscando reduzir desigualdades regionais e promover o desenvolvimento social
e econômico em todo o território nacional.
CESGRANRIO 2016 – O processo orçamentário no Brasil é conduzido a partir de instrumentos
de planejamento legalmente regulamentados e adotados por todos os entes da Federação. O
instrumento que estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública é o(a)
a) Plano Plurianual.
b) Anexo de Metas Fiscais.
c) Anexo de Riscos Fiscais.
d) Lei Orçamentária Anual.
e) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Gabarito: Letra A.
Comentário: A legislação que cria o plano plurianual determinará, de maneira regionalizada, as
orientações, objetivos e metas da administração pública federal para gastos de capital e outras
despesas relacionadas, assim como para programas de longa duração.
CESGRANRIO 2013 – Analise as seguintes proposições acerca de normas aplicáveis ao
orçamento público.
I - O orçamento monetário deverá compatibilizar-se com Lei Orçamentária Anual (LOA) e Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO), bem como deverá estabelecer, de forma regionalizada, diretrizes,
objetivos e metas da administração pública para as despesas de capital e programas de duração
continuada.
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II - O poder executivo publicará, até 30 dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido de execução orçamentária.
III - As emendas ao projeto de lei orçamentária anual ou aos projetos que o modifiquem somente
podem ser aprovadas caso indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa excluídas, entre outras hipóteses previstas em lei, as que incidam dotação para
pessoal e seus encargos.
IV - As leis orçamentárias incluem o orçamento monetário, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes
Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual.
São corretas APENAS as proposições
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
Gabarito: Letra B.
Comentário: Vamos analisar cada proposição:
I - A proposição descreve corretamente que o orçamento deve ser compatível com a Lei
Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e também estabelece diretrizes
regionalizadas para despesas de capital e programas de duração continuada. Portanto, essa
proposição está correta.
II - Esta proposição está correta. De fato, o Poder Executivo é responsável por publicar, até 30 dias
após o encerramento de cada bimestre, um relatório resumido de execução orçamentária, conforme
previsto na legislação.
III - Esta proposição está incorreta. As emendas ao projeto de lei orçamentária anual podem incluir
recursos de diversas fontes, não se limitando apenas à anulação de despesas. A inclusão de recursos
provenientes de anulação de despesas é apenas uma das possibilidades, mas não a única. Portanto,
esta proposição está incorreta.
IV - Esta proposição também está incorreta. As leis orçamentárias não incluem o orçamento
monetário. O Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária
Anual (LOA) são os principais instrumentos orçamentários. Portanto, esta proposição está incorreta.
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6) Programas Nacionais, Regionais e Setoriais
Os programas nacionais, regionais e setoriais referem-se a iniciativas de planejamento e
desenvolvimento adotadas pelo governo em níveis nacional, regional e setorial. Isso inclui diversos
planos e programas destinados a diferentes áreas. Esses planos e programas são elaborados para
promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental, levando em consideração as
necessidades e particularidades de cada região e setor.
Programas Nacionais: Os programas nacionais são iniciativas de abrangência nacional,
planejadas e implementadas pelo governo central ou federal. Eles visam atender às necessidades e
demandas que afetam todo o país. Geralmente, esses programas têm como objetivo principal
promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental em nível nacional.
Ex.: Programa Bolsa Família, que é uma iniciativa do governo federal voltada para o combate à
pobreza e à desigualdade social em todo o país.
Programas Regionais:Os programas regionais são voltados para uma determinada região
geográfica dentro do país. Eles são desenvolvidos levando em consideração as características,
necessidades e potencialidades específicas de uma determinada região. Esses programas visam
promover o desenvolvimento regional equilibrado, reduzindo desigualdades socioeconômicas e
fortalecendo a economia local. Podem incluir projetos de infraestrutura regional, incentivos para
atrair investimentos, desenvolvimento de cadeias produtivas locais, entre outros.
Ex.: Programa de Desenvolvimento do Nordeste, destinado a promover o desenvolvimento
socioeconômico da região Nordeste do Brasil.
Programas Setoriais: Os programas setoriais são direcionados para setores específicos da
economia ou da sociedade, como saúde, educação, agricultura, meio ambiente, entre outros. Eles
têm como objetivo principal atender às demandas e necessidades de um setor específico, buscando
melhorias na prestação de serviços, na qualidade de vida da população e no desenvolvimento
sustentável do setor em questão.
Ex.: Programa Nacional de Imunização (PNI), que é responsável por coordenar as políticas de
vacinação em todo o território nacional.
7) Classificação Orçamentária
As despesas e receitas públicas podem ser organizadas em diferentes categorias, o que facilita a
compreensão e análise de como o dinheiro público está sendo utilizado e arrecadado. Essas
classificações são importantes tanto antes quanto durante e depois da execução do orçamento, pois
fornecem informações essenciais para avaliar o gasto público de forma eficaz.
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As classificações das despesas permitem identificar de maneira mais precisa onde os recursos estão
sendo aplicados, o que é fundamental para garantir que o dinheiro seja utilizado de forma adequada
e em conformidade com as prioridades estabelecidas. Da mesma forma, as classificações das receitas
ajudam a entender de onde vem o dinheiro e para onde ele está sendo direcionado, o que facilita o
planejamento financeiro e a previsão de recursos.
Agora vamos explorar algumas das classificações mais importantes utilizadas na elaboração dos
orçamentos públicos, especialmente para o governo federal.
7.1) Classificação da Despesa Pública
A classificação da despesa pública é um sistema usado para organizar e categorizar os gastos do
governo de forma detalhada e compreensível. Essa classificação é fundamental para garantir
transparência, controle e eficiência na gestão dos recursos públicos. Vamos estudar as principais
classificações:
Por Categoria Econômica: Essa classificação divide as despesas em duas categorias principais:
Despesas Correntes e Despesas de Capital.
Por Natureza da Despesa: Essa classificação detalha as despesas de acordo com sua natureza
econômica, ou seja, para que fim o dinheiro está sendo utilizado. Alguns exemplos de naturezas de
despesa incluem:
Classificação das
Despesas
Por Categoria
Econômica
Despesa
Corrente
são os gastos necessários
para manter a máquina
pública funcionando, como
salários, custeio de serviços
públicos, pagamento de
juros da dívida, entre
outros.
Despesas de
Capital
são os investimentos em
infraestrutura e bens
duráveis, como construção
de estradas, compra de
equipamentos, realização
de obras públicas, entre
outros.
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Por Função e Subfunção: Essa classificação organiza as despesas de acordo com as áreas de
atuação do governo. As funções representam os grandes objetivos das políticas públicas, enquanto
as subfunções detalham as atividades dentro de cada função. Exemplos de funções incluem saúde,
educação, segurança pública, entre outras.
Por Programa, Projeto e Atividade: Essa classificação relaciona as despesas aos programas
governamentais, que são conjuntos de ações voltadas para alcançar objetivos específicos. Os
projetos são iniciativas temporárias que contribuem para esses objetivos, enquanto as atividades são
ações contínuas que sustentam a operação do governo.
7.2) Classificação da Receita Pública
A classificação da receita pública é um sistema utilizado para categorizar e organizar as fontes de
recursos financeiros que ingressam nos cofres públicos. Essa classificação é essencial para
proporcionar transparência, controle e eficiência na gestão dos recursos do governo. Vou explicar
cada aspecto dessa classificação:
Por Origem: Essa classificação divide as receitas de acordo com sua origem ou fonte de
arrecadação. Algumas categorias comuns incluem:
Receitas Tributárias: provenientes da arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria.
• gastos com salários, benefícios e encargos trabalhistas
dos servidores públicos.
Pessoal e Encargos
Sociais
•pagamentos de juros e amortizações da dívida pública.
Juros e Encargos da
Dívida
•despesas destinadas à aquisição de bens e serviços de
longo prazo.
Investimentos
•despesas destinadas à manutenção e operação dos
serviços públicos.
Custeio
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Por Origem da Receita
Receitas de Transferências
Correntes
recursos repassados de outras esferas de governo ou de instituições, como
transferências da União para estados e municípios.
Receitas de Operações de
Crédito
recursos obtidos por meio de empréstimos ou financiamentos.
Receitas Patrimoniais provenientes da exploração de bens públicos, como aluguéis e royalties.
Receitas de Contribuições recursos arrecadados por meio de contribuições sociais, como a
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Por Categoria Econômica: Essa classificação divide as receitas em duas categorias principais:
Por Destinação: Essa classificação organiza as receitas de acordo com sua finalidade de uso.
Algumas categorias comuns incluem:
Classificação
das Receitas
Por Categoria
Econômica
Receita
Corrente
são aquelas obtidas de
forma regular e recorrente,
como arrecadação de
impostos e taxas.
Receita de
Capital
são recursos provenientes
de operações
extraordinárias, como venda
de bens ou obtenção de
empréstimos.
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Por Setor ou Função: Essa classificação relaciona as receitas às áreas de atuação do governo.
Por exemplo, receitas destinadas à saúde, educação, segurança pública, entre outras.
8) Estrutura Programática
A estrutura programática organiza as ações governamentais em diferentes níveis, incluindo
programas que representam temas de políticas públicas, objetivos que delineiam o que se espera
alcançar, iniciativas que detalham o que será entregue, e ações que descrevem as atividades a serem
desenvolvidas para atingir esses objetivos.
9) Tipos de Créditos Orçamentários
Os créditos orçamentários são autorizações constantes na Lei Orçamentária cuja finalidade é a
realização de despesas.
9.1) Créditos Iniciais
O crédito orçamentário inicial é a autorização concedida pelo Poder Legislativo para que o Poder
Executivo utilize recursos financeiros para a realização de despesas previstas no orçamento público.
Esse crédito é estabelecido no momento da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e
representa o montante máximo que pode ser gasto em determinado período, geralmente um ano
fiscal.
Esse crédito inicial define os limites de gastos para cada programa, projeto ou atividade previstos
no orçamento, garantindo que as despesas públicas estejam dentro dos parâmetros estabelecidos
pelo Legislativo. É importante ressaltar que o crédito orçamentário inicial não é fixo e pode sofrer
• recursos usados paramanter e operar os serviços
públicos.
Receitas destinadas à
Manutenção e Custeio
•recursos usados para financiar obras, infraestrutura e
outros investimentos de longo prazo.
Receitas destinadas a
Investimentos
• recursos usados para pagar juros e amortizações da
dívida pública.
Receitas destinadas a
Amortização da Dívida
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alterações ao longo do exercício financeiro por meio de créditos adicionais, como os suplementares,
especiais ou extraordinários, conforme as necessidades e prioridades identificadas pelo governo.
9.2) Créditos Adicionais
Os créditos adicionais são autorizações de despesas que não estavam previstas ou que possuíam
dotação insuficiente na Lei Orçamentária Anual (LOA). Eles são uma ferramenta importante para
garantir que o governo possa realizar despesas que não foram previstas no orçamento inicial ou que
necessitam de um reforço de recursos.
Esses créditos adicionais são divididos em três tipos principais, quais sejam:
Importante!
Sempre que houver a necessidade de uma nova dotação orçamentária ou a complementação das
dotações existentes, é plenamente viável abrir créditos adicionais. Essa iniciativa é de
responsabilidade do Presidente da República, inclusive para os créditos destinados aos Poderes
Judiciário e Legislativo, assim como ao Ministério Público da União.
Tanto os créditos suplementares quanto os especiais serão autorizados por lei e abertos por
decreto executivo. É proibida a abertura desses créditos sem autorização legislativa prévia e sem a
indicação dos recursos correspondentes. A abertura dos créditos suplementares e especiais está
condicionada à existência de recursos disponíveis para cobrir as despesas e deve ser antecedida por
uma justificativa detalhada.
Finalmente, a vigência dos créditos adicionais não poderá ultrapassar o exercício financeiro,
exceto os especiais e os extraordinários, quando houver expressa determinação legal.
•São destinados a reforçar dotações orçamentárias já
existentes quando estas se mostram insuficientes para
cobrir determinadas despesas.
Suplementares
•são os destinados a despesas para as quais não haja
dotação orçamentária específica.
Especiais
•São destinados a despesas urgentes e imprevisíveis,
como em casos de guerra, calamidade pública ou outras
situações de emergência.
Extraordinários
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PROGRAMA E EXECUÇÃO FINANCEIRA NO BRASIL
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Programação e execução orçamentária e financeira. Descentralização orçamentária e
financeira. Acompanhamento da execução. Alterações orçamentárias.
2) Aspectos Gerais
A execução dos orçamentos demanda uma série de medidas de natureza orçamentária e financeira.
Essas medidas, que variam em formalidade, são essenciais durante o processo de execução
orçamentária e financeira.
A Execução Orçamentária refere-se à utilização das quantias aprovadas e consignadas no
orçamento para cada atividade ou projeto. Por outro lado, a execução financeira diz respeito à
utilização efetiva dos recursos financeiros disponíveis para garantir a implementação das ações
planejadas em conformidade com o orçamento atribuído a cada unidade ou setor. Em suma,
enquanto a execução orçamentária lida com a alocação de recursos conforme o planejamento, a
execução financeira envolve a movimentação real de dinheiro para realizar as atividades planejadas.
Com base na Receita estimada e na despesa fixada na Lei Orçamentária Anual (LOA), e seguindo as
normas estabelecidas para execução e programação financeira do exercício, é iniciada a execução
orçamentária e financeira nas Unidades Orçamentárias (UOs).
Na técnica orçamentária, os termos Crédito e Recurso possuem significados diferentes. Crédito se
refere ao aspecto orçamentário, representando a quantia autorizada para ser gasta em determinada
finalidade. Por outro lado, Recurso diz respeito ao aspecto financeiro, indicando o dinheiro
disponível ou saldo financeiro existente. Em outras palavras, Crédito representa o montante
autorizado para despesas, enquanto Recurso representa os fundos reais disponíveis para essas
despesas.
Em até 30 dias após a publicação da Lei Orçamentária Anual, o Poder Executivo estabelecerá a
programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Esta programação
financeira é a distribuição dos recursos ao longo do exercício, de acordo com as prioridades
estabelecidas nas leis.
No âmbito federal, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) envia um arquivo eletrônico contendo
as informações orçamentárias para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A STN, por sua vez,
realiza o lançamento dessas informações no Sistema Integrado de Administração Financeira do
Governo Federal (Siafi), por meio da geração automática do documento chamado Nota de Dotação
(ND). Para efetuar esse lançamento, o Siafi possui uma tabela que associa cada Unidade
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Orçamentária (UO) listada no Quadro de Detalhamento da Despesa (QDD) a uma Unidade Gestora
(UG) do próprio Siafi. Essa Unidade Gestora será encarregada da descentralização e/ou da execução
dos créditos recebidos.
3) Execução Orçamentária
O detalhamento do crédito orçamentário é um processo operacional que desmembra, discrimina e
especifica a despesa a ser realizada. No âmbito federal, antes da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) de 1998, o detalhamento exigia formalização e publicação.
A partir desse momento, o detalhamento dos orçamentos passou a ser realizado diretamente no
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), antes da execução
das despesas. Alguns estudiosos consideram que o detalhamento é o ponto inicial para a execução
orçamentária. Após a carga do orçamento no Siafi, devido à necessidade de informações gerenciais
para orientar o gestor em suas decisões, torna-se necessário realizar o detalhamento do crédito
orçamentário. Geralmente, esse procedimento é conduzido pela Unidade Gestora responsável pela
supervisão funcional dos atos de execução orçamentária.
3.1) Descentralização Orçamentária e Financeira
A descentralização dos créditos orçamentários refere-se à transferência de uma parte do
orçamento para que outras unidades administrativas possam executar despesas orçamentárias. A
descentralização envolve a transferência da autoridade para utilizar créditos orçamentários entre
Unidades Orçamentárias (UOs) ou Unidades Gestoras (UGs). Essa descentralização pode ocorrer de
forma externa ou interna. Ambas
as formas de descentralização de
crédito no Sistema Integrado de
Administração Financeira do
Governo Federal (Siafi) são
conduzidas por meio da emissão
da Nota de Movimentação de
Crédito (NC).
Em outras palavras, a
descentralização de créditos
ocorre quando há transferência da autoridade para utilizar créditos orçamentários entre diferentes
unidades dentro de uma organização governamental. Isso pode ser feito tanto de forma externa,
entre unidades diferentes, como de forma interna, dentro da mesma unidade organizacional.
Ex.: uma Secretaria de Saúde pode descentralizar parte de seus créditos para um determinado
hospital, permitindo que o hospital utilize esses recursos para aquisição de equipamentos médicos
ou contratação de pessoal.
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3.2) Movimentação de Recursos
A execução financeira refere-se à aplicação prática dos recursos para concretizar os programas de
trabalho estabelecidos no orçamento. A transferência derecursos entre as unidades do sistema de
programação financeira é realizada através de liberações de cota, repasses e sub-repasses,
realizados da seguinte forma:
Ex.: após a descentralização de créditos de uma Secretaria de Saúde para um hospital, a
movimentação financeira ocorre quando o valor correspondente a essa descentralização é
transferido da conta da Secretaria de Saúde para a conta do hospital, garantindo que os recursos
estejam disponíveis para serem utilizados conforme autorizado no orçamento.
Tome nota!
Para fixar os temas, fizemos o seguinte quadro-resumo:
Origem Descentralização de Crédito Movimentação de Recursos
Órgão central Dotação – para órgãos setoriais Cota – colocação à disposição dos órgãos
setoriais de programação financeira
Externa Destaque – entre órgãos distintos Repasse – entre órgãos distintos
Interna Provisão – entre unidades gestoras
executoras do mesmo órgão
Sub-repasse – órgãos setoriais de
programação financeira sob sua jurisdição e
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as unidades gestoras executoras de mesmo
órgão/entidade
Assim, a descentralização de créditos e a movimentação financeira são integrados dentro da
execução financeira e orçamentária, como podemos ver no fluxograma abaixo:
4) Acompanhamento da Execução
É o processo de monitoramento e controle das atividades orçamentárias e financeiras durante o
período de execução. Isso inclui o acompanhamento da arrecadação de receitas, o controle de
gastos, a verificação do cumprimento das metas estabelecidas e a identificação de eventuais desvios.
O controle dos gastos públicos é realizado pelos gestores públicos, pelas entidades responsáveis
pelos atos da Administração Pública, pelos órgãos de controle interno de cada Poder e pelo órgão
de controle externo.
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O controle institucional na Administração Pública é realizado por órgãos legalmente habilitados
para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, como o Ministério da Transparência, Fiscalização e
Controladoria-Geral da União (CGU), entre outros. Além da CGU e dos Controles Internos dos
Estados e Municípios, também exercem controle institucional órgãos como os Ministérios Públicos
Federal e Estaduais, os Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios, a Polícia Federal, as Polícias
Estaduais, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e algumas organizações privadas.
Devido à vasta extensão territorial do Brasil, com quase 5.565 municípios, é essencial promover
constantemente a participação social. Isso permite que os cidadãos, como coautores da gestão dos
recursos públicos, tenham acesso a mais informações sobre os gastos públicos.
A seguir, iremos detalhar os seguintes segmentos de controle: Controle interno, Controle externo e
Controle social.
4.1) Controle Interno
O controle interno é exercido pelo sistema de controle de cada poder, conforme definido na
Constituição Federal de 1988, nos artigos 31, 70, 71 e 74. Segundo Arruda e Teles (2010), ele é
realizado por órgãos dentro da própria administração pública. Seu papel é auxiliar o controle externo
e servir como elo entre as ações administrativas e a análise da legalidade. Além disso, é responsável
por garantir a conformidade com a legislação e os programas governamentais, avaliar o
desempenho dos órgãos supervisionados e fiscalizar o uso dos recursos públicos.
Castro (2007) argumenta que o controle interno não apenas promove uma gestão eficiente e
transparente, mas também fortalece a cidadania ao tornar o gestor público responsável pela
prestação de contas à população. Essa transparência dificulta a adoção de práticas clientelistas.
Sistema de
Controle
Externo
Sistema de
Controle
Interno
Controle do
próprio gestor
público
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As atividades de controle interno são amplamente disseminadas na estrutura da Administração
Pública Federal. Devem ser adotadas não apenas em um único órgão, mas em todos os níveis,
incluindo as chefias competentes e os próprios órgãos de cada sistema, conforme determina o artigo
13 do Decreto-Lei nº 200/67.
Na esfera federal, o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU)
desempenha o papel de defender o patrimônio público e promover a transparência na gestão. Ele
realiza diversas ações, como controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à
corrupção, além de manter uma ouvidoria. Como Órgão Central, a CGU também supervisiona
tecnicamente os órgãos que compõem o Sistema de Controle Interno e o Sistema de Correição, bem
como as unidades de ouvidoria do Poder Executivo Federal, oferecendo a orientação normativa
necessária para o seu funcionamento adequado.
Assim, na imagem a seguir, iremos verificar o sistema de controle na Administração Pública Federal:
4.2) Controle Externo
Em diversas modalidades e níveis de governo, o controle externo das entidades públicas é realizado
pelo Poder Legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas, quando este existe, conforme estipulado
nos artigos 70 e 71 da CF/88. Essa disposição é aplicável de forma simétrica a Estados e Municípios.
No âmbito do Governo Federal, de acordo com o que determina a Constituição, o Tribunal de
Contas da União (TCU) é o órgão responsável por auxiliar o Congresso Nacional na realização do
controle externo. Essa atividade deve ser apoiada pelo sistema de controle interno de cada poder,
conforme previsto na legislação.
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4.3) Controle Social
Por fim, o Controle Social é a forma de controle exercida pela própria sociedade, ou seja, pelos
cidadãos. Envolve o entendimento, a participação e a fiscalização dos indivíduos sobre as ações
realizadas pelo Estado. É uma maneira de praticar a democracia de forma efetiva.
No contexto do controle social, os cidadãos podem acompanhar os gastos públicos e fiscalizar as
atividades do governo. Isso pode ser feito por meio de organizações civis que buscam maior acesso
às informações públicas. Cada cidadão tem o direito e a responsabilidade de orientar a administração
pública para que adote medidas que verdadeiramente atendam ao interesse público, além de exigir
que os gestores públicos prestem contas de suas ações.
Embora a Constituição Federal de 1988 não obrigue os cidadãos a fiscalizar e controlar, ela assegura
esse direito como fundamental para a democracia e para garantir uma gestão transparente e
responsável dos recursos públicos.
A participação ativa dos cidadãos na gestão pública, na fiscalização, no monitoramento e no
controle das ações do governo é um mecanismo essencial para fortalecer a cidadania. Essa
participação contribui significativamente para a prevenção da corrupção e, ao mesmo tempo,
promove a conscientização da população sobre o papel socioeconômico dos impostos. Além disso,
estimula o acompanhamento da utilização dos recursos públicos pela sociedade, criando condições
para uma relação mais harmoniosa entre o Estado e os cidadãos.
O controle social, portanto, é uma forma fundamental de controle externo exercido pela própria
sociedade. Ele permite que os cidadãos tenham uma voz ativa na governança pública, contribuindo
para a transparência, a responsabilidade e a eficiência na administração dos recursos públicos.
Controle Institucional
Controle Externo
realizado pelo Poder
Legislativo
Auxílio dos Tribunais de
Contas
Controle Interno
CGU - órgão central do sistema de
controle interno do Poder
Executivo Federal
Controladorias dos Estados e
Municípios ou órgãos
equivalentes
Outros orgãos
públicos
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5) Alterações Orçamentárias
Após a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA), pode ser necessário ajustar a programação
originalmente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. Esses
ajustes têm como objetivo:
Esses ajustes, se realizados, modificam de alguma forma a posição inicial da LOA e são divididos em
créditos adicionais e outras alterações orçamentárias.
Tome nota!
As modificações no orçamento são efetuadas por meio dos créditos adicionais, os quais foram
discutidos em detalhes na classificação abordada no tópico anterior.
Momento das Questões
CESGRANRIO 2013 – A dinâmica inerente ao processo de execução orçamentária criou a
necessidade de definir conceitos e mecanismos relacionados às movimentações que ocorrem
entre órgãos e unidades orçamentárias e unidades administrativas e gestoras. Dois
mecanismos comuns são a descentralização de créditos orçamentários e as transferências
financeiras. Considerando-se os conceitos relacionados ao mecanismo de descentralização de
créditos orçamentários, tem-se que
a) a provisão é uma operação descentralizadora de crédito orçamentário em que um órgão transfere
a outro órgão a prerrogativa de utilizar recursos que a ele foram dotados.
Objetivo dos reajustres da
programação financeira
Atender programações inicialmente subdotadas, para
permitir a realização de ações previstas na LOA.
Responder à necessidade de despesas não autorizadas
inicialmente na LOA.
Realizar ajustes nos classificadores de receita ou
despesa, sem implicar aumento nas dotações
originalmente aprovadas.
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b) a provisão depende de celebração de convênios, com disposições sobre os objetivos pretendidos
e as relações e obrigações das partes.
c) as dotações, no destaque, serão empregadas obrigatória e integralmente na consecução do objeto
previsto pelo programa de trabalho pertinente, respeitada fielmente a classificação funcional
programática.
d) o destaque é uma descentralização externa e a provisão é uma descentralização interna.
e) o destaque é uma operação descentralizadora de crédito orçamentário em que a unidade
orçamentária de origem torna possível a realização de seus programas de trabalho por parte de
unidade de administração diretamente subordinada.
Gabarito: Letra D.
Comentário: A descentralização de créditos é uma prática que proporciona maior flexibilidade
e agilidade na implementação de projetos e atividades governamentais. Existem dois tipos principais
de descentralização de créditos:
Descentralização Interna de Crédito ou Provisão: Envolve a transferência de créditos entre
diferentes unidades gestoras dentro da mesma estrutura administrativa, como entre diferentes
departamentos ou setores de um mesmo órgão ou entidade.
Descentralização Externa de Crédito ou Destaque: Consiste na transferência de créditos entre
unidades gestoras de órgãos ou entidades administrativas distintas, ou seja, de um órgão para outro
dentro da estrutura governamental.
CESGRANRIO 2013 – Nos termos do Sistema Integrado de Administração Financeira do
Governo Federal – SIAFI, a descentralização de recursos financeiros internos constitui-se na
movimentação financeira intitulada
a) cota financeira.
b) baixa financeira.
c) repasse financeiro.
d) provisão financeira.
e) sub-repasse financeiro.
Gabarito: Letra E.
Comentário: O sub-repasse financeiro é a movimentação interna de recursos financeiros dentro
de uma mesma estrutura administrativa, ou seja, a transferência de recursos entre unidades gestoras
dentro do mesmo órgão ou entidade.
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CESGRANRIO 2014 – Os créditos orçamentários transferidos de um Ministério para outro
Ministério, integrante da mesma esfera de governo, conceitualmente representam um(a)
a) destaque.
b) provisão.
c) dotação.
d) descentralização interna.
e) transferência voluntária.
Gabarito: Letra A.
Comentário: A descentralização de créditos, também conhecida como movimentação de
créditos, é o processo pelo qual o poder de utilizar créditos orçamentários é transferido de uma
unidade gestora para outra. Esses créditos podem ter sido originalmente consignados no orçamento
da unidade ou transferidos posteriormente. Existem duas formas de descentralização:
Destaque: Trata-se da descentralização externa de créditos, pois ocorre entre órgãos ou
entidades administrativas distintos dentro da estrutura governamental.
Provisão: Configura-se como a descentralização interna de créditos, pois ocorre entre unidades
gestoras pertencentes ao mesmo órgão ou entidade administrativa.
CONTABILIDADE PÚBLICA
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Contabilidade Pública: Princípios fundamentais: Patrimônio: Componentes Patrimoniais ‐
Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais na
área pública.
2) Princípios Fundamentais
Os princípios da contabilidade representam a base fundamental das doutrinas e teorias que regem
a ciência da contabilidade, refletindo o entendimento predominante nos âmbitos científico e
profissional.
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Estes princípios têm aplicação abrangente, considerando-a como uma ciência social voltada para o
estudo e a gestão do patrimônio das entidades.
A Resolução CFC nº 750/93, que passou por modificações por meio da Resolução CFC nº 1.282/10,
estabelece diretrizes relativas aos Princípios de Contabilidade (PC). Anteriormente às alterações,
havia sete princípios fundamentais. No entanto, com a promulgação da Resolução CFC nº 1.282/10,
o parágrafo único do artigo 8º e os incisos I, II e III, que tratavam do Princípio da Atualização
Monetária, foram revogados.
Portanto, fique atento a pegadinhas que podem vir pela banca!
2.1) Princípio da Entidade
O Princípio da Entidade estabelece que o Patrimônio é o foco da Contabilidade, reconhecendo a
autonomia patrimonial. Isso significa que o Patrimônio de uma entidade deve ser tratado
separadamente de qualquer outro, seja de indivíduos, grupos de pessoas, sociedades ou instituições,
independentemente de fins lucrativos ou não. Isso implica que o Patrimônio de uma entidade não
se mistura com o dos seus sócios ou proprietários, mesmo em casos de sociedades.
2.2) Princípio da Continuidade
O Princípio da Continuidade parte do pressuposto de que a entidade continuará suas operações no
futuro previsível. Portanto, as informações contábeis devem considerar essa continuidade na
mensuração e apresentação dos elementos patrimoniais.
Princípios da
Contabilidade
Princípio da Entidade
Princípio da Continuidade
Princípio da Oportunidade
Princípio do Registro pelo Valor Original
Princípio da Competência
Princípio da Prudência
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2.3) Princípio da Oportunidade
O Princípio da Oportunidade diz respeito ao processo de mensuração e apresentação dos
componentes do patrimônio de forma a produzir informações íntegras e oportunas, ou seja, que
sejam relevantes e estejam disponíveis quando necessárias.
2.4) Princípio do Registro pelo Valor Original
O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem
ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional.
No entanto, após a integração ao patrimônio, os ativos e passivos podem sofrer variações em seu
valor, considerando fatores como custocorrente, valor realizável, valor presente, valor justo e
atualização monetária.
2.5) Princípio da Competência
O Princípio da Competência estabelece que os efeitos das transações e eventos devem ser
reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente de quando ocorre o recebimento
ou pagamento. Isso implica que as receitas e despesas devem ser registradas no período em que
são geradas, considerando a simultaneidade da confrontação de receitas e despesas relacionadas.
2.6) Princípio da Prudência
O Princípio da Prudência orienta a adoção do menor valor para os ativos e o maior valor para os
passivos, sempre que existirem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações
patrimoniais que afetam o Patrimônio Líquido. Isso reflete uma abordagem conservadora na
mensuração dos elementos patrimoniais.
3) Patrimônio
Como já introduzimos anteriormente, o patrimônio da entidade é a soma de todos os recursos e
obrigações, seja ela empresa, organização sem fins lucrativos, governo ou até mesmo um indivíduo.
Trata-se do elemento-chave dos registros contábeis e desempenha um papel crucial na análise
financeira e tomada de decisões.
Importante!
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Sob a perspectiva contábil, itens como bens, direitos e obrigações que não podem ser avaliados em
termos de moeda corrente não são reconhecidos como parte do patrimônio.
A seguir, analisaremos com detalhes os componentes do patrimônio.
3.1) Bens
Os bens englobam tudo o que é essencial para atender as necessidades de uma família ou entidade
e pode ser avaliado em termos de moeda, ou seja, em dinheiro corrente. Os bens podem ser
categorizados da seguinte forma:
Bens numerários: representados pelo dinheiro em espécie ou depositado em instituições
bancárias.
Bens de venda: compreendem as mercadorias destinadas à comercialização, constituindo o
objeto principal da empresa.
Bens de renda: referem-se aos investimentos da empresa, como letras de câmbio, ações de
outras empresas, aplicações em ouro, entre outros.
Bens fixos: englobam ativos necessários para manter a operação da empresa. Podem ser
classificados como tangíveis – incluindo veículos, móveis e edifícios e intangíveis – marcas e
patentes, findos de comércio e direitos autorais.
3.2) Direitos
Correspondem a todos os valores que uma família ou empresa possui a receber de terceiros, seja
por vendas de bens ou prestação de serviços. Esses valores são considerados parte integral do
Patrimônio. Dentro do contexto empresarial, esses direitos podem ser categorizados da seguinte
forma:
Créditos de funcionamento: Representam direitos resultantes de vendas realizadas a prazo, nos
quais o pagamento pelo comprador será efetuado em um momento posterior.
Créditos de financiamento: Referem-se aos direitos provenientes de empréstimos concedidos
pela empresa em forma de dinheiro a terceiros.
Patrimônio = Bens + Direitos + Obrigações
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3.3) Obrigações
Englobam todos os valores que uma família ou empresa deve pagar a terceiros, ou seja, todas as
dívidas e compromissos financeiros com terceiros, constituindo uma parte essencial do Patrimônio.
Nas empresas, essas obrigações representam os recursos financeiros de fontes externas, e podem
ser categorizadas da seguinte maneira:
Débitos de funcionamento: Correspondem ao compromisso de fornecimento de mercadorias
e outras obrigações resultantes de despesas ou aquisições de bens no decorrer das atividades.
Débitos de financiamento: Refletem os valores representados por empréstimos tomados em
dinheiro e financiamentos de bens ou serviços.
3.4) Componentes Patrimoniais – Ativo e Passivo
O patrimônio é composto por três elementos principais – ativo, passivo e patrimônio líquido. Vamos
estudar cada elemento:
Ativos (bens e direitos): Os ativos são recursos econômicos controlados pela entidade que têm
o potencial de gerar benefícios econômicos futuros. Eles incluem coisas tangíveis, como caixa,
equipamentos, estoques e propriedades, bem como ativos intangíveis, como patentes, marcas
registradas e goodwill (valor da marca). Os ativos são divididos em ativos circulantes (curto prazo) e
ativos não circulantes (longo prazo).
Passivos (obrigação): Os passivos representam as obrigações financeiras e compromissos da
entidade. São as dívidas e obrigações que a entidade deve a terceiros. Isso inclui empréstimos, contas
a pagar, salários a serem pagos e outras obrigações. Os passivos também são divididos em passivos
circulantes (curto prazo) e passivos não circulantes (longo prazo).
Patrimônio Líquido: O patrimônio líquido é a diferença entre os ativos e os passivos. Ele
representa o valor residual que pertence aos proprietários ou acionistas da entidade. Em outras
palavras, é o valor líquido que os proprietários têm na entidade após a liquidação de todas as
obrigações.
3.5) Patrimônio Líquido
O patrimônio líquido ou situação líquida é um dos principais componentes do patrimônio de uma
entidade e desempenha um papel fundamental na contabilidade. Ele representa a diferença entre
os ativos e passivos da entidade em um determinado momento, ou seja, é o valor residual que
pertence aos proprietários ou acionistas após a liquidação de todas as obrigações.
O patrimônio líquido, na contabilidade empresarial, é a representação da riqueza de uma família ou
empresa resultante de uma situação líquida favorável. Portanto, podemos expressar o Patrimônio
Líquido por meio da seguinte fórmula matemática:
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3.6) Situação Líquida
Contudo, é fundamental compreender que a situação líquida nem sempre é favorável. Tanto
famílias quanto empresas podem possuir bens e direitos, mas ainda assim apresentar uma situação
líquida negativa (desfavorável) devido às suas obrigações superiores à soma de seus bens e direitos.
Nesse caso, não existe, de fato, riqueza.
Em resumo, o Patrimônio pode assumir uma das três situações líquidas a seguir:
Situações Líquidas do Patrimônio
Situação Positiva
Isso ocorre quando a soma dos bens e direitos é maior do que a das obrigações.
Nesse caso, a diferença representa o Patrimônio Líquido, indicando uma situação
financeira favorável.
Ativo > Passivo ∴ Patrimônio Líquido > 0
Situação Negativa
Isso ocorre quando a soma dos bens e direitos é menor do que a das obrigações,
resultando na ausência de verdadeira riqueza, uma vez que todos os bens e direitos
foram absorvidos pelas obrigações.
Ativoé responsável pelo registros dos fatos contábeis. Os fatos contábeis são eventos
econômicos que ocorrem em uma entidade e que têm impacto nas demonstrações financeiras,
resultando em variações patrimoniais. Eles são a base para o registro contábil e a elaboração das
demonstrações financeiras.
O registro de um fato contábil ocorre através do lançamento.
Existem dois tipos de fatos contábeis: fatos permutativos e fatos modificativos.
4.1) Fatos Permutativos
São eventos em que há uma troca entre elementos do patrimônio, mantendo o valor total do
patrimônio inalterado. Em outras palavras, não há aumento ou diminuição líquidos no patrimônio
líquido da entidade.
Ex.: Pagamento de uma dívida com dinheiro em caixa. Nesse caso, o ativo (caixa) diminui, mas o
passivo (dívida) também diminui na mesma quantia, mantendo o valor total do patrimônio
inalterado.
4.2) Fatos Modificativos
São eventos que resultam em uma variação líquida no patrimônio da entidade. Eles podem ser
subdivididos em fatos modificativos aumentativos e fatos modificativos diminutivos.
Em contabilidade, os termos "débito" e "crédito" são usados para registrar transações financeiras e
outros eventos econômicos em contas contábeis. Quando se trata de fatos modificativos, esses
termos também são fundamentais para compreender as variações patrimoniais que ocorrem devido
a esses eventos.
Fatos Modificativos Aumentativos: São eventos que aumentam o patrimônio líquido da
entidade. Ao adquirir um ativo, o que resulta em um aumento do ativo, registramos um débito na
conta correspondente. Esse débito é efetuado para refletir o aumento dos recursos aplicados na
empresa.
Ex.: Recebimento de uma receita de vendas em dinheiro. Isso aumenta o ativo (caixa) e o
patrimônio líquido da entidade.
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Fatos Modificativos Diminutivos: São eventos que diminuem o patrimônio líquido da
entidade. Ao assumir uma obrigação com os fornecedores, o que resulta em um aumento do
passivo, registramos um crédito na conta correspondente. Esse crédito é efetuado para indicar o
aumento das origens de recursos da empresa.
Ex.: Pagamento de despesas de aluguel em dinheiro. Isso reduz o ativo (caixa) e,
consequentemente, o patrimônio líquido da entidade.
Tome nota!
Os fatos contábeis são registrados por meio da escrituração contábil, que envolve a utilização de
contas contábeis para representar os elementos do patrimônio afetados pelos eventos. Através da
escrituração, é possível manter o registro adequado das variações patrimoniais e elaborar as
demonstrações financeiras, como o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício
(DRE).
É importante notar que os fatos contábeis devem ser registrados de acordo com os princípios
contábeis aceitos e as normas contábeis aplicáveis, garantindo a fidedignidade e a transparência das
informações financeiras da entidade.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2016 – Os Princípios de Contabilidade Pública estão estabelecidos em normas
que são obrigatórias para todos os órgãos e entidades da administração direta e da
administração indireta dos entes da Federação, incluindo seus fundos, autarquias, fundações
e empresas estatais dependentes. Nesse contexto, o Princípio de Contabilidade que, sob as
perspectivas do Setor Público, no âmbito da entidade pública, está vinculado ao estrito
cumprimento da destinação social do seu patrimônio é o Princípio da
a) Competência.
b) Continuidade.
c) Entidade.
d) Oportunidade.
e) Prudência.
Gabarito: Letra B.
Comentário: Dentro de uma entidade pública, a continuidade está diretamente ligada ao
cumprimento rigoroso da finalidade social de seu patrimônio. Isso significa que a existência contínua
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63
da entidade está garantida enquanto ela continuar a cumprir seu propósito ou objetivo principal. Em
outras palavras, enquanto a entidade continuar a desempenhar sua função social, sua continuidade
estará assegurada.
RECEITA PÚBLICA
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Receita pública. Conceito e classificações. Estágios. Fontes. Dívida ativa.
2) Conceito
As receitas públicas compreendem o total de recursos arrecadados pelo Tesouro Nacional, que
serão incorporados ao patrimônio do Estado. Esses fundos são destinados a cobrir as despesas
governamentais e suprir as necessidades de investimentos públicos. Existem duas categorias
fundamentais de entradas nos Cofres Públicos:
Entradas Extraorçamentárias Entradas Orçamentárias
Estas constituem meramente entradas
compensatórias, ou seja, são recursos financeiros de
caráter temporário que não fazem parte da Lei
Orçamentária Anual (LOA). Nesse contexto, o Estado
atua como custodiante temporário desses recursos.
A título de exemplo, incluem-se depósitos em
garantia, fianças, bem como operações de crédito
através de antecipação de receita orçamentária
(ARO).
Essas entradas representam disponibilidades de
recursos financeiros para o erário público.
Consequentemente, as receitas orçamentárias
pertencem ao Estado, são incorporadas ao
patrimônio das autoridades públicas, incrementam o
saldo financeiro e estão previstas na própria Lei
Orçamentária Anual (LOA).
A quantia total das receitas públicas que ingressa no Tesouro é a resultante da soma das receitas
orçamentárias e das receitas extraorçamentárias.
Receita
Orçamentária
Ingressos
Extraordinários
Ingressos dos
valores nos
cofres públicos
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3) Classificação das Receitas Públicas
As Receitas Públicas correspondem aos recursos adquiridos pelo governo através do exercício da
tributação. No entanto, é crucial destacar que essa não é a única maneira pela qual o governo obtém
financiamento para suas atividades. O governo também detém ativos patrimoniais e pode gerar
receita através de vendas, privatizações, concessões e alienações, entre outras abordagens. Vamos
explorar a seguir essas diversas formas pelas quais o governo angaria recursos para sustentar suas
operações.
As Receitas Públicas se originam das seguintes fontes de recursos:
Fontes de Recursos
Receitas derivadas
Estas decorrem do poder estatal de tributação sobre a população (receita tributária,
abrangendo impostos, taxas e contribuições de melhoria). O governo as obtém
através de seu direito soberano de determinar que cidadãos e empresas contribuam
parte de seus rendimentos para financiar as atividades governamentais. Estas receitas
são impositivas, derivadas de normas constitucionais ou legais, e são arrecadadas
dos contribuintes sem uma contraprestação específica, como no caso de impostos,
ou com alguma contraprestação obrigatória, independentemente do uso do serviço,
como nas taxas.
Receitas
originárias
São oriundas do patrimônio do Estado e incluem vendas, privatizações, concessões
e outras atividades. O governo também gera receitas ao prestar serviços ou explorar
atividades econômicas, constituindo-se em uma forma semelhante à iniciativa
privada. Essas receitas têm origem real em bens ou serviços vendidos, sendo
faturadas como preços públicos ou tarifas. A participação é voluntária - apenas
aqueles que desejam o serviço ou bem pagam por ele.
Uma análise mais detalhada da estrutura de codificação das naturezas de receita merece destaque,
especialmente a categoria econômica, que mede o impacto das decisões governamentais na
economia. De acordo com essa classificação, as receitas se dividem em:
Fontes de Categoria Econômica
Receitas
correntes
São arrecadadas durante o exercíciofinanceiro, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, e
aumentam os recursos financeiros do Estado. Elas servem para financiar programas e
ações relacionados às políticas públicas. Exemplos incluem tributos como o Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e
Imposto de Renda (IR).
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Receitas de
capital
Também aumentam os recursos financeiros do Estado, mas não afetam o patrimônio
líquido, uma vez que sempre geram uma contrapartida. Por exemplo, quando o
governo adquire recursos através de empréstimos internacionais, possui o dinheiro em
caixa, mas também assume a obrigação de pagar a dívida do empréstimo.
Além dessas categorias, as receitas ainda são divididas em:
Receitas de cunho Financeiro
Receitas primárias (ou
não financeiras) do
governo
Estas são provenientes, por exemplo, da arrecadação de impostos, taxas e
contribuições de melhoria, compreendendo a "carga tributária" do Brasil. Além
disso, o governo gera receitas através de seus ativos patrimoniais, como
receitas patrimoniais, agropecuárias, industriais e de serviços.
Receitas financeiras
Originam-se de operações de crédito (empréstimos), alienações de ativos e
outras fontes que não causam alterações patrimoniais. Como resultado, o
ente público não registra ganhos efetivos em seu patrimônio. Visto que ocorre
uma permutação entre contas, essas receitas não são consideradas no cálculo
do resultado primário. Elas criam obrigações de pagamento futuro e/ou
eliminam direitos de natureza financeira, sendo assim registradas como
receitas financeiras.
4) Estágios
Os estágios da receita pública referem-se aos processos pelos quais as receitas são geradas,
registradas e utilizadas pelo Estado. Esses estágios são fundamentais para garantir o adequado
funcionamento das finanças públicas e sua correta aplicação. Geralmente, os estágios da receita
pública são divididos em quatro etapas principais:
Vamos agora detalhar cada um desses estágios.
Previsão /
Planejamento
Lançamento Arrecadação Recolhimento
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4.1) Previsão / Planejamento
Nesta etapa, é realizada uma estimativa das receitas que o Estado espera arrecadar ao longo de
um período específico, geralmente um ano fiscal. Essa previsão é elaborada com base em diversas
fontes de informação, como dados econômicos, históricos de arrecadação, políticas fiscais e
projeções de crescimento. A previsão é fundamental para o planejamento financeiro do Estado e
para a elaboração do orçamento público.
Para realizar a previsão da receita, é necessário considerar:
4.2) Lançamento
O estágio de lançamento consiste na identificação e quantificação das receitas que realmente
ingressaram nos cofres públicos. O lançamento da receita é o procedimento realizado pela
autoridade competente para verificar a origem do crédito fiscal e identificar a pessoa responsável
por ele (o sujeito passivo), registrando assim o débito correspondente. Esse processo também pode
envolver a aplicação de penalidades, caso necessário.
O lançamento poderá ocorrer:
Formas de Lançamento
De ofício – direito O lançamento é efeituado unilateralmente pela Administração sem a
intervenção do contribuinte (IPVA, IPTU)
Por declaração - misto O lançamento é efetuado pela Administração com a colaboração do
próprio contribuinte ou de uma terceira pessoa obrigada por lei a prestar
informações (ITR)
Por homologação – auto
lançamento
O lançamento é homologado pelo próprio contribuinte e posteriormente
é efetuado pelo contribuinte (IR, ISS, ICMS, IPI, II, IE)
Previsão de Receita
alterações legislativas
variação dos índices de preço
crescimento econômico
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De acordo com a Lei 4.320/64, o lançamento da receita é feito pela repartição competente, que
verifica a legitimidade do crédito tributário e identifica o devedor, registrando sua obrigação de
pagamento. Esse lançamento é crucial para a constituição do crédito tributário, envolvendo a
verificação do fato gerador da obrigação fiscal, a determinação da base tributável, o cálculo do valor
devido, a identificação do sujeito passivo e, se aplicável, a proposição de penalidades.
Embora o lançamento não seja obrigatório para todas as receitas públicas, é essencial para aquelas
provenientes de obrigações estabelecidas em lei, contrato ou regulamento, bem como para os
impostos diretos. Essa etapa é fundamental para garantir a legalidade e a eficiência na arrecadação
das receitas públicas.
4.3) Arrecadação
A arrecadação é o estágio em que as receitas previstas são efetivamente arrecadadas pelo Estado.
Isso ocorre por meio do pagamento de tributos, taxas, contribuições ou outras obrigações
financeiras pelos contribuintes ou devedores. A arrecadação pode ser realizada por diversos meios,
como depósitos bancários, transferências eletrônicas, pagamentos em dinheiro ou cartão de crédito,
entre outros.
Os créditos da Fazenda Pública, sejam eles relacionados a tributos ou não, serão registrados como
receita no exercício em que forem efetivamente arrecadados, e não no momento em que são
lançados. Isso significa que, para fins orçamentários, a receita é contabilizada conforme o regime de
caixa, ou seja, quando o dinheiro entra efetivamente nos cofres públicos. No entanto, sob o regime
de competência, a receita é reconhecida no momento em que é lançada, independentemente de
quando é arrecadada. Essa diferença entre regimes reflete como a contabilidade pública trata a
receita, seja com base no fluxo de caixa real ou na alocação de acordo com os princípios contábeis.
4.4) Recolhimento
Por fim, o estágio de recolhimento refere-se à transferência das receitas arrecadadas para os cofres
públicos, onde serão registradas e utilizadas para financiar as atividades governamentais. Essas
receitas são depositadas em contas específicas do Tesouro Público, conforme o previsto no
orçamento público. O recolhimento é essencial para garantir a segurança e a transparência na gestão
dos recursos públicos.
5) Dívida Ativa
A dívida ativa é o conjunto de valores devidos aos cofres públicos por pessoas físicas ou jurídicas,
sejam eles relacionados a tributos, taxas, contribuições ou outras obrigações financeiras. Esses
valores são considerados dívida ativa quando não são pagos dentro do prazo estabelecido pela
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legislação tributária ou contratual. Em outras palavras, é o montante que o Estado tem a receber e
que não foi quitado pelos contribuintes ou devedores nos prazos determinados por lei. A dívida
ativa é objeto de cobrança pelo Estado, podendo envolver medidas administrativas e judiciais para
sua recuperação.
A dívida ativa da União, que inclui tanto os débitos relacionados a tributos quanto aqueles de outras
naturezas, é apurada e registrada pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN). A cobrança
dessas dívidas é realizada pela PGFN, que emite uma certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da
União. Essa certidão funciona como um título executivo, o que significa que ela possui um valor
definido e certo, facilitando o processo de cobrança judicial da dívida. Em outras palavras, a certidão
de dívida ativa é um documento oficial que comprova a existência e o valor da dívida perante a
Fazenda Pública da União, permitindo que medidas judiciais sejam tomadas para sua recuperação.
Importante!
Quando a dívida é quitada, a receita proveniente desse pagamento é classificada como "Outras
Receitas Correntes".
Quanto à natureza da receita, a receita da dívida ativa inclui não apenas o valor originalmente44
9) Tipos de Créditos Orçamentários ....................................................................................................... 44
9.1) Créditos Iniciais ................................................................................................................................... 44
9.2) Créditos Adicionais ............................................................................................................................. 45
PROGRAMA E EXECUÇÃO FINANCEIRA NO BRASIL........................................................................... 46
1) Introdução................................................................................................................................................ 46
2) Aspectos Gerais ....................................................................................................................................... 46
3) Execução Orçamentária ........................................................................................................................ 47
3.1) Descentralização Orçamentária e Financeira ............................................................................... 47
3.2) Movimentação de Recursos ............................................................................................................. 48
4) Acompanhamento da Execução ......................................................................................................... 49
4.1) Controle Interno .................................................................................................................................. 50
4.2) Controle Externo ................................................................................................................................. 51
4.3) Controle Social .................................................................................................................................... 52
5) Alterações Orçamentárias .................................................................................................................... 53
CONTABILIDADE PÚBLICA ........................................................................................................................ 55
1) Introdução................................................................................................................................................ 55
2) Princípios Fundamentais ...................................................................................................................... 55
2.1) Princípio da Entidade ......................................................................................................................... 56
2.2) Princípio da Continuidade ................................................................................................................ 56
2.3) Princípio da Oportunidade ............................................................................................................... 57
2.4) Princípio do Registro pelo Valor Original ..................................................................................... 57
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5
2.5) Princípio da Competência ................................................................................................................. 57
2.6) Princípio da Prudência ....................................................................................................................... 57
3) Patrimônio ............................................................................................................................................... 57
3.1) Bens ........................................................................................................................................................ 58
3.2) Direitos .................................................................................................................................................. 58
3.3) Obrigações ............................................................................................................................................ 59
3.4) Componentes Patrimoniais – Ativo e Passivo .............................................................................. 59
3.5) Patrimônio Líquido ............................................................................................................................. 59
3.6) Situação Líquida .................................................................................................................................. 60
4) Fatos Contábeis e Respectivas Variações Patrimoniais ................................................................. 61
4.1) Fatos Permutativos ............................................................................................................................. 61
4.2) Fatos Modificativos ............................................................................................................................ 61
RECEITA PÚBLICA ........................................................................................................................................ 63
1) Introdução................................................................................................................................................ 63
2) Conceito .................................................................................................................................................... 63
3) Classificação das Receitas Públicas .................................................................................................... 64
4) Estágios ..................................................................................................................................................... 65
4.1) Previsão / Planejamento ................................................................................................................... 66
4.2) Lançamento .......................................................................................................................................... 66
4.3) Arrecadação ......................................................................................................................................... 67
4.4) Recolhimento ....................................................................................................................................... 67
5) Dívida Ativa ............................................................................................................................................. 67
DESPESA PÚBLICA....................................................................................................................................... 69
1) Introdução................................................................................................................................................ 69
2) Conceito .................................................................................................................................................... 69
3) Classificação das Despesas Públicas .................................................................................................. 70
4) Estágios das Despesas Públicas ........................................................................................................... 72
4.1) Empenho ............................................................................................................................................... 72
4.2) Liquidação ............................................................................................................................................ 73
4.3) Pagamento ........................................................................................................................................... 73
5) Restos a Pagar .........................................................................................................................................devido, mas também a atualização monetária, multas, juros de mora e outros encargos relacionados.
Em resumo, quando a dívida ativa é paga, os valores recebidos são considerados receitas correntes
e englobam não apenas o montante inicial, mas também todos os acréscimos e penalidades
associadas à dívida.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2014 – A realização da receita orçamentária se dá em estágios, caracterizados
por fatos e procedimentos que dão objetividade aos registros contábeis. O momento a partir
do qual os valores estão efetivamente disponíveis para o ente público caracteriza o estágio
da(o)
a) arrecadação.
b) liquidação.
c) lançamento.
d) pagamento.
e) recolhimento.
Gabarito: Letra E.
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Comentário: O recolhimento refere-se à transferência dos valores arrecadados pelos agentes
administrativos ou pelos bancos autorizados para a Conta Única do Tesouro Nacional. Se o
recolhimento for realizado por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) ou
Guia de Recolhimento da União (GPS), os bancos têm apenas um dia útil para repassar os recursos
ao Tesouro Nacional. Já no caso do recolhimento por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU),
os recursos são inicialmente centralizados no Banco do Brasil, que tem até dois dias úteis para realizar
a transferência para o Tesouro Nacional.
DESPESA PÚBLICA
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Despesa pública. Conceito e classificações. Estágios. Restos a pagar. Despesas de exercícios
anteriores. Dívida flutuante e fundada. Suprimento de fundos.
2) Conceito
Agora abordaremos o conceito de despesa pública, com o intuito de estabelecer os fundamentos
para uma compreensão mais sólida das saídas financeiras do governo e seu impacto no orçamento.
Podemos iniciar nossas explanações sobre esse tema com duas ponderações:
Primeiramente, assim como você planeja, organiza e acompanha suas despesas pessoais, o governo
também o faz. As despesas públicas, delineadas na Lei Orçamentária Anual (LOA), representam os
gastos autorizados para o governo nas diversas atividades e programas que compõem o orçamento
público. Esse conjunto abrange despesas com pessoal, educação, saúde, transporte, segurança e
muito mais.
Para ilustrar, vamos fazer uma comparação com uma situação familiar. No cotidiano, categorizar as
despesas é uma forma eficaz de adquirir consciência dos gastos da família. Inicialmente, é necessário
anotá-las e classificá-las ao longo do tempo. Isso nos possibilita avaliar se a família gasta mais com
lazer do que com alimentação, ou se despende mais recursos do que o esperado em saúde e
educação, por exemplo.
Existem diversas maneiras de categorizar as despesas no contexto familiar. É possível subdividi-las
em várias categorias menores, visando a uma análise detalhada de cada gasto; posteriormente,
agrupá-las em categorias maiores para obter uma visão mais abrangente do orçamento.
Da mesma forma, o governo emprega várias classificações de despesas para alocar os recursos
públicos. Essa função do governo é chamada de função alocativa. O orçamento público é
estruturado de modo a agrupar as despesas conforme critérios definidos com o objetivo de suprir
Grasielle Cristina Chaves Bandeira - grazy.cris@hotmail.com - CPF: 045.442.303-90
70
necessidades sociais. Em outras palavras, as despesas públicas viabilizam a realização dos resultados
das políticas públicas planejadas pelos governos, requerendo autorização legal para sua execução.
As despesas planejadas no orçamento servem para gerar produtos, como rodovias, e serviços, como
atendimento médico. Nesses cenários, o orçamento também estipula a quantidade de produtos que
serão disponibilizados à sociedade. Mais do que simplesmente definir os montantes de despesas, o
orçamento delineia o que, onde e em que quantidade os cidadãos e a sociedade em geral receberão
de bens e serviços prestados pelo Estado como contrapartida aos tributos pagos.
Cabe destacar que algumas despesas são mandatórias por força de lei, e, portanto, o governo não
tem a liberdade de deixar de efetuá-las. Exemplos dessas despesas incluem transferências
constitucionais para Estados e Municípios, benefícios previdenciários e assistenciais, bem como
despesas com pessoal.
3) Classificação das Despesas Públicas
No contexto da definição das despesas orçamentárias, é possível categorizá-las em dois amplos
grupos: despesas de caráter discricionário e despesas de caráter obrigatório.
No âmbito do orçamento federal, o
montante das despesas obrigatórias é
consideravelmente significativo,
constituindo quase 90% do total do
orçamento, ou seja, praticamente todo
valor arrecadado já tem uma destinação
legalmente estabelecida. Apenas uma
pequena porção dos recursos fica
disponível para ser utilizado em outras
atividades governamentais.
Tal cenário se deve à maioria das despesas
governamentais serem regidas por
obrigações constitucionais ou legais que
devem ser cumpridas obrigatoriamente.
As despesas também são categorizadas como primárias e financeiras (despesas não primárias). A
seguir, serão detalhadas essas diferentes classificações.
Classificação Básica
Despesas Discricionárias
(ou despesas não
obrigatórias)
são aquelas efetuadas com base na disponibilidade de recursos
orçamentários. Podemos dizer que se trata de despesas nas quais o governo
tem a opção de executar ou não, por sua própria decisão. São despesas nas
quais o governo tem liberdade de escolher quando e onde alocar os recursos
arrecadados. Embora sujeitas a algumas regras constitucionais, como o
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71
cumprimento do piso de gastos para saúde e educação, chamadas de
"proteções orçamentárias", essas despesas não são determinadas por
nenhum ato legal.
São essencialmente constituídas pelo orçamento dos Ministérios
(excluindo despesas com pessoal e encargos, ou seja, folha de pagamento),
divididas em despesas correntes (como a manutenção de programas
governamentais) e investimentos, como o Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), que inclui o programa Minha Casa, Minha Vida.
Despesas Obrigatórias
são aquelas cuja execução não pode ser suspensa pelo ente público. Os
valores correspondentes a essas despesas são fixados com base em
condições definidas em lei. Exemplos de despesas obrigatórias incluem o
pagamento de pessoal e encargos sociais, decisões judiciais, benefícios
previdenciários, gastos mínimos em educação e saúde, entre outros.
O governo é legalmente obrigado a efetuar esses pagamentos, a menos
que sejam tomadas decisões administrativas ou as leis que regulamentam
essas despesas sejam alteradas.
Vale ressaltar que, ao calcular as despesas obrigatórias, é essencial considerar as implicações para a
economia no futuro. Aumentos no salário-mínimo, por exemplo, também implicam em aumento das
despesas com aposentadorias, que são despesas obrigatórias em longo prazo.
Além da distinção entre despesas obrigatórias e discricionárias, há também a categoria de despesas
primárias e financeiras (despesas não primárias). Essa subdivisão é abordada a seguir.
Classificação Primárias e Financeiras
Despesas
Primárias
são os gastos realizados pelo governo para fornecer bens e serviços públicos à
população, como saúde, educação, construção de estradas, além de despesas
necessárias para a manutenção da estrutura estatal (manutenção da máquina pública).
Essas despesas são utilizadas para custear programas governamentais e realizar
investimentos de grande envergadura. Despesas primárias podem ser obrigatórias ou
discricionárias, conforme jáabordado anteriormente.
Despesas
Financeiras
(ou despesas não primárias) surgem a partir do pagamento de dívidas
governamentais ou da concessão de empréstimos contraídos pelo governo em
benefício de outras instituições ou indivíduos. Tais despesas extinguem obrigações ou
criam direitos de natureza financeira. Exemplos incluem pagamento de juros da dívida
pública, financiamento estudantil (FIES) e subsídios de programas governamentais
como o Minha Casa, Minha Vida.
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Essa subdivisão reflete um maior equilíbrio, embora também possa indicar endividamento excessivo
por parte do governo, o que é prejudicial para o equilíbrio orçamentário em longo prazo. O montante
obrigatório é determinado por vinculações estabelecidas na Constituição de 1988, por outras
obrigações legais e por compromissos contratuais, incluindo contratos de dívida pública.
4) Estágios das Despesas Públicas
Os estágios das despesas públicas são as etapas pelas quais passam os recursos financeiros desde
o momento em que são previstos no orçamento até a sua efetiva utilização para a realização de
despesas. Geralmente, os estágios das despesas públicas são divididos em empenho, liquidação e
pagamento.
Vamos estudar cada uma das etapas de forma mais aprofundada.
4.1) Empenho
O empenho é o primeiro estágio das despesas públicas. Ele ocorre quando há a reserva de recursos
no orçamento para a realização de determinada despesa. Nesta etapa, é emitido o empenho, que é
o ato administrativo que autoriza o gasto e fixa o montante a ser utilizado. Em outras palavras, o
empenho representa o comprometimento do recurso para uma despesa específica.
Existem três tipos de empenho, os quais descrevemos no quadro-resumo a seguir:
Empenho individual ou
ordinário
Empenho global Emprenho estimado
Destina-se a despesas contratuais
e outras sujeitas a parcelamento.
É utilizado para despesas em que
o valor já está determinado, mas a
prestação dos serviços ocorrerá
ao longo do ano, com
pagamentos parcelados.
Despesas provenientes de
contratos ou passíveis de
parcelamento.
Despesas com montante já
estabelecido, cuja prestação de
serviços se estende ao longo do
ano, com pagamentos em
parcelas.
Refere-se a despesas que foram
contratadas previamente, porém
o valor a ser pago será
determinado apenas
posteriormente.
No momento da contratação e
emissão do empenho, não é
possível precisar o valor exato da
despesa, apenas fazer uma
estimativa.
Ex.: a aquisição de móveis para
uso da Administração.
Ex.: assinatura de uma revista.
Ex.: serviços de água, energia e
telefone, nos quais, no momento
da contratação e emissão do
empenho, não é possível
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determinar o valor exato da
despesa, apenas estimá-lo.
4.2) Liquidação
O segundo estágio é a liquidação, que consiste na verificação da efetivação da despesa. Nesta etapa,
são conferidos os serviços prestados ou os bens adquiridos, garantindo que foram entregues
conforme o contratado e que estão de acordo com as especificações e quantidades estabelecidas. A
liquidação é o reconhecimento do direito do credor ao recebimento da quantia devida pelo
Estado.
4.3) Pagamento
O terceiro estágio é o pagamento, que é a efetiva liberação dos recursos financeiros para quitar
a despesa liquidada. Nesta etapa, o valor devido é transferido para o credor, seja por meio de
transferência bancária, cheque, ordem bancária, entre outros meios de pagamento disponíveis.
Tome nota!
Diferentemente das receitas, que podem ser tratadas de maneiras distintas e até mesmo serem
puladas algumas etapas, as despesas públicas seguem um processo rigoroso e sequencial. Isso
significa que todas as despesas devem obrigatoriamente passar por cada um dos estágios
estabelecidos e na ordem determinada. Não é possível avançar para o próximo estágio sem que o
anterior tenha sido devidamente cumprido.
5) Restos a Pagar
Restos a pagar são despesas empenhadas, ou seja, compromissadas no exercício financeiro
anterior, mas que não foram pagas até o final do período contábil. Em outras palavras, são valores
que o governo ou entidade pública já se comprometeu a pagar, por meio de empenho, mas que
por algum motivo não foram desembolsados até o encerramento do ano fiscal.
Existem três categorias de restos a pagar:
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Os restos a pagar não processados que não são liquidadas até 31 de dezembro do segundo ano
subsequente ao empenho serão bloqueados pela Secretaria do Tesouro Nacional em 30 de junho.
No entanto, existem exceções para despesas do Ministério da Saúde e emendas individuais e de
bancada impositivas.
Para desbloquear os restos a pagar, as unidades gestoras devem iniciar a execução até 30 de
junho do ano de bloqueio, ou garantir que os instrumentos estejam vigentes e cumpram os
requisitos para eficácia até 31 de dezembro.
Os restos a pagar processados têm prazo de prescrição de cinco anos. O Manual do SIAFI classifica
os restos a pagar não processados em liquidação, que estão em processo de liquidação no momento
da inscrição, e a liquidar, que não estavam liquidados no momento da inscrição e requerem indicação
do Ordenador de Despesa da Unidade Gestora no SIAFI.
6) Despesas de Exercícios Anteriores
Caso uma despesa não tenha sido empenhada no exercício correspondente e seja cobrada no
exercício subsequente, isso não significa que o credor ficará sem receber. Para cobrir esses gastos,
existe uma dotação específica no orçamento chamada de despesas de exercícios anteriores.
Essas despesas são discriminadas por elementos e, sempre que possível, devem ser pagas em ordem
cronológica. Segundo a Lei nº 4.320/1964 e o Decreto nº 93.872/1986, as despesas de exercícios
anteriores englobam diversas situações:
Categorias de Restos a
Pagar
processados
no momento da inscrição a despesa
estaava empenhada e liquidada
não processados em
liquidação
no momento da inscrição a despesa
empenhada estava em processo de
liquidação e sua inscrição está
condicionada a indicação pelo
ordenador de despesa da unidade
gestora
não processados a
liquidar
no momento da inscrição a despesa
empenhada não estava liquidada e
sua inscriação está condicionada a
indicação pelo ordenador de despesa
da unidade gestora
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Mesmo que os restos a pagar tenham sido cancelados, se o credor ainda tiver direito ao recebimento,
o pagamento deve ser realizado por meio das dotações destinadas às despesas de exercícios
anteriores. É importante destacar que para efetuar esses pagamentos, é necessário haver dotação
específica no orçamento, discriminação por elementos e seguir uma ordem cronológica, sempre
que viável.
7) Dívida Flutuante e Fundada
De acordo com a Lei 4.320/1964 e o Decreto 93.872/1986, a dívida flutuante inclui diversos
compromissos financeiros que são exigíveis a curto prazo e não dependem de autorização
orçamentária para pagamento. Isso engloba os restos a pagar, exceto os relacionados aos serviços
da dívida, os serviços da dívida em aberto (como parcelas de amortização e juros não pagos),
depósitos, operações de crédito por antecipação de receita e até mesmo o papel-moeda em
circulação.
Por outro lado, a dívida fundada, também conhecida como consolidada, refere-se a compromissos
financeiros com prazo de exigibilidade superior a 12 meses, que foram contraídos por meio da
emissão de títulos ou celebração de contratos. Geralmente, são utilizados para cobrir desequilíbrios
orçamentários ou financiar obras e serviços públicos. A amortização ouresgate desses
compromissos requer autorização legislativa.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) aprimorou as definições e estabeleceu limites mais rigorosos
para o endividamento público. Conforme a LRF, a dívida pública consolidada abrange o total das
obrigações financeiras do governo, incluindo aquelas provenientes de leis, contratos, convênios ou
tratados, além das operações de crédito para amortização em prazo superior a 12 meses. Também
são consideradas na dívida pública consolidada as emissões de títulos pelo Banco Central do
Brasil e as operações de crédito de curto prazo cujas receitas estejam no orçamento.
Despesas que estavam consignadas no orçamento, mas não foram
processadas no tempo adequado.
Restos a pagar que tiveram sua prescrição interrompida e foram
cancelados.
Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício
correspondente.
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Adicionalmente, os precatórios judiciais não pagos durante o exercício orçamentário em que foram
incluídos são contabilizados na dívida consolidada para fins de limites de endividamento.
Em suma, a Dívida Pública Consolidada ou Fundada inclui diversos elementos:
Amortização em prazo superior a 12
meses
Refere-se ao pagamento programado dos valores devidos em
um período de tempo superior a um ano.
Títulos emitidos pelo Banco Central
do Brasil e operações de crédito de
prazo inferior a 12 meses cujas
receitas foram incluídas na Lei
Orçamentária Anual (LOA)
Isso abrange compromissos financeiros assumidos por meio de
títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e
operações de crédito de curto prazo cujas receitas estejam
previstas no orçamento anual.
Precatórios judiciais não pagos
durante a execução do orçamento em
que foram incluídos
Os precatórios judiciais não quitados durante o exercício
orçamentário em que foram incluídos também fazem parte
dessa dívida consolidada.
A dívida pública mobiliária, por sua vez, é representada por títulos emitidos pelo governo federal,
incluindo os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. Essa é uma especificação da
dívida consolidada geral que permite um controle mais detalhado.
Operações de crédito são compromissos financeiros assumidos por entidades governamentais por
meio de mútuos, abertura de crédito, emissão e aceite de títulos, entre outros. Isso também inclui a
concessão de garantias para obrigações financeiras ou contratuais assumidas por entidades
vinculadas ao governo.
O refinanciamento da dívida mobiliária envolve a emissão de novos títulos para pagar o principal
da dívida existente, mais os juros e a correção monetária. Esse refinanciamento não pode exceder,
ao final de cada exercício financeiro, o montante total da dívida do exercício anterior, somado às
operações de crédito autorizadas e efetivamente realizadas, além da correção monetária.
Importante!
Quanto às restrições às despesas com pessoal, se um ente não conseguir reduzir esses gastos dentro
do prazo estabelecido, ele fica proibido de contratar novas operações de crédito, exceto aquelas
destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e aquelas que visam à redução dos gastos
com pessoal.
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Por fim, a dívida consolidada líquida é calculada deduzindo-se da dívida pública consolidada as
disponibilidades de caixa, as aplicações financeiras e outros ativos financeiros.
8) Suprimentos de Fundos
As despesas públicas, geralmente, precisam seguir um planejamento de longo prazo. No entanto,
há situações em que certos gastos, seja pela sua natureza ou urgência, não podem aguardar o
processo normal de execução orçamentária e financeira, o que poderia prejudicar a administração
pública.
Para lidar com essas situações excepcionais, foi estabelecida a figura do suprimento de fundos,
que é uma modalidade de despesa orçamentária usada em casos expressamente definidos em lei.
Nesse procedimento, um servidor é encarregado de administrar um montante em dinheiro para
pagamento de despesas que não se encaixam nos procedimentos normais de contratação de
bens e serviços.
O suprimento de fundos é um tipo de adiantamento, pois o valor em dinheiro é disponibilizado
para o servidor antes mesmo que a despesa seja realizada. No entanto, assim como outras despesas
orçamentárias, os suprimentos de fundos devem passar por todas as etapas regulares de
despesa: empenho, liquidação e pagamento. Isso significa que a despesa deve ser empenhada e
liquidada antes mesmo de o numerário ser entregue ao servidor.
Durante a liquidação da despesa, ocorre o registro de um passivo e a incorporação de um ativo, que
representa o direito de receber um bem ou serviço ou a devolução do dinheiro adiantado. Apesar
de ser considerado uma despesa sob o enfoque orçamentário, o suprimento de fundos não é
considerado como tal sob o enfoque patrimonial, pois não há redução do patrimônio líquido no
momento de sua concessão, mas apenas quando o servidor presta contas.
Se o servidor não utilizar todo o valor adiantado, ele deve devolver o saldo restante, o que será
tratado como anulação de despesa se ocorrer no mesmo exercício financeiro ou como receita
orçamentária se ocorrer no exercício seguinte.
De acordo com a legislação, o suprimento de fundos pode ser concedido em três situações:
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Existem também algumas situações em que não é concedido o suprimento de fundos, como quando
o servidor já é responsável por dois suprimentos, quando ele é responsável pelo cuidado ou uso
do material a ser adquirido, quando não presta contas do suprimento esgotado ou quando é
declarado em alcance, ou seja, não comprova o uso adequado dos recursos recebidos.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2014 – O suprimento de fundos consiste na entrega de numerário a servidor,
sempre precedida de empenho na dotação própria, para o fim de realizar despesas que não
possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. O suprimento de fundos poderá ser
utilizado para atender a diversos casos. NÃO constitui um desses casos as despesas
a) em viagem e com serviços especiais que exijam pronto pagamento.
b) eventuais que exijam pronto pagamento.
c) extraordinárias e urgentes.
d) de caráter sigiloso.
e) de pequeno vulto.
Gabarito: Letra C.
Comentário: A Lei nº 4.320/1964 e o Decreto nº 93.872/1986 estabelecem três tipos de
despesas ou suprimentos de fundos:
para atender despesas eventuais que demandem pagamento
imediato.
para despesas sigilosas conforme classificação em regulamento.
para despesas de pequeno valor, estabelecidas por portaria do
Ministério da Fazenda/Economia.
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I - Despesas eventuais, incluindo viagens e serviços especiais que necessitam de pagamento
imediato;
II - Despesas sigilosas, conforme regulamentação específica;
III - Despesas de pequeno valor, que não excedam um limite estabelecido pelo Ministro da Fazenda.
Portanto, nem todas as despesas podem ser realizadas através de suprimento de fundos. Conforme
a Instrução Normativa (IN) - STN nº 04/2004, não é permitido dividir despesas para se enquadrar
nos critérios de suprimento de fundos. A falta de planejamento não pode ser usada como justificativa
para realizar compras contínuas usando esse método.
A mesma instrução normativa não permite a aquisição de bens permanentes por meio de suprimento
de fundos, a menos que haja justificativa especial e detalhada para casos excepcionais.
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeirae Orçamentária:
1 – Lei de Responsabilidade Fiscal. Conceitos e objetivos. Planejamento. Receita Pública.
Despesa Pública. Dívida e endividamento. Transparência, controle e fiscalização.
2) Conceito e Objetivos
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é a norma jurídica que estabelece normas de finanças
públicas a serem seguidas por todos os entes federativos (União, estados, municípios e Distrito
Federal), promulgada pela Lei Complementar nº 101/2000. Ela foi criada com o objetivo de
promover a responsabilidade na gestão fiscal, buscando o equilíbrio entre receitas e despesas e
garantindo a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo.
As normas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) são de cumprimento obrigatório
para diversos entes públicos, incluindo a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e
suas respectivas estruturas administrativas, como administrações diretas, fundos, autarquias,
fundações e empresas estatais dependentes. É importante ressaltar que sempre que a Lei menciona
os estados, ela automaticamente inclui o Distrito Federal.
A LRF é fundamentada em princípios essenciais que norteiam a gestão fiscal responsável. Dentre
esses princípios, destacam-se o planejamento, que envolve a elaboração de metas e estratégias
para a gestão dos recursos públicos; a transparência, que requer a divulgação clara e acessível das
informações sobre as finanças públicas; o controle, que engloba mecanismos internos e externos
para fiscalizar a aplicação dos recursos; e a responsabilização, que implica na prestação de contas
e na responsabilização dos gestores públicos por suas ações e decisões.
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A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe que haja:
Portanto, a LRF visa garantir uma gestão fiscal equilibrada, transparente e responsável,
promovendo a eficiência na utilização dos recursos públicos e evitando o descontrole financeiro que
possa comprometer o bem-estar da sociedade e a estabilidade econômica do país.
3) Planejamento
O processo de planejamento na gestão pública envolve a elaboração e execução de três leis
fundamentais: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária
Anual (LOA). Essas leis são essenciais para garantir uma gestão fiscal responsável e eficiente, exigindo
uma ação planejada e aprovação legislativa.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00), a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) inclui um Anexo de Metas Fiscais, que estabelece as metas anuais em valores correntes e
constantes relacionadas a receitas, despesas, resultados fiscal e primário, e o montante da dívida
pública para o exercício em questão e para os dois anos seguintes. Além disso, a LDO deve conter
um Anexo de Riscos Fiscais, que avalia os passivos contingentes e outros riscos que possam afetar
as finanças públicas, informando as medidas a serem tomadas caso se concretizem.
O projeto de lei orçamentária anual deve ser elaborado de forma compatível com o PPA e a LDO,
conforme estabelecido pela LC 101/00. Ele deve conter um demonstrativo da compatibilidade da
programação orçamentária com os objetivos e metas, bem como medidas para compensar renúncias
de receita e aumentos de despesas obrigatórias. Além disso, deve incluir uma reserva de
Responsablidade na
Gestão Fiscal
Ação planejada e transparente.
Prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o
equilíbrio das contas públicas.
Garantia de equilíbrio nas contas, mediante o cumprimento de
metas de resultados entre receitas e despesas.
Garantia de equilíbrio nas contas, com limites e condições para a
renúncia de receita e a geração de despesas com pessoal,
seguridade social, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de
garantia e inscrição em restos a pagar.
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contingência, destinada a lidar com passivos contingentes e outros riscos fiscais imprevistos, cujo
montante e forma de utilização são definidos na LDO.
A LOA deve conter todas as despesas relacionadas à dívida pública, seja mobiliária ou contratual, e
as receitas destinadas a cobri-las.
Importante!
É vedado incluir na LOA créditos com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada, garantindo
assim a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Momento das Questões
CESGRANRIO 2015 – No Brasil, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) se baseia no Plano
Plurianual, orienta o projeto de Lei Orçamentária Anual e a ela dá apoio. Nesse sentido, os
seguintes itens estão presentes na LDO, à EXCEÇÃO de:
a) apresentação de anexos de Metas Fiscais e de Riscos Fiscais.
b) concessão de autorizações para quaisquer vantagens de aumento da remuneração, e para a
criação de cargos.
c) definição de limites para a elaboração das propostas orçamentárias do Ministério Público e do
Judiciário.
d) definição de parâmetros para a fixação da remuneração de pessoal no âmbito de Poder
Legislativo.
e) definição de metas plurianuais dos objetivos do governo.
Gabarito: Letra E.
Comentário: De acordo com essa lei, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deve conter um
Anexo de Metas Fiscais, que estabelece metas anuais para receitas, despesas, resultados nominal e
primário, e montante da dívida pública para o exercício em questão e para os dois seguintes.
Esse Anexo também deve incluir uma avaliação do cumprimento das metas do ano anterior e um
demonstrativo das metas anuais, com uma explicação detalhada da metodologia de cálculo usada
para justificar os resultados esperados, comparando-os com os três anos anteriores e garantindo sua
consistência com as premissas e objetivos da política econômica nacional.
CESGRANRIO 2014 – A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000)
estabelece os procedimentos de finanças públicas a serem seguidos, visando ao planejamento
e à transparência das ações governamentais. Essa lei
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a) é aplicável à União e ao Distrito Federal, apenas.
b) é aplicável aos Estados e aos Municípios, apenas.
c) é aplicável ao Poder Executivo, apenas.
d) impõe limites e condições a respeito da renúncia de receitas pelos governos.
e) determina as despesas de capital para o próximo exercício financeiro.
Gabarito: Letra D.
Comentário: A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), por meio da Lei Complementar nº
101/2000, define uma série de diretrizes e regras a serem seguidas pelos entes governamentais para
garantir uma gestão fiscal responsável. Uma das áreas abordadas por essa lei é a renúncia de receitas
pelos governos, que se refere à redução de impostos, isenções fiscais e outros benefícios que
resultam em menor arrecadação para o Estado.
A LRF estabelece limites e condições para essas renúncias de receitas, buscando garantir que elas
sejam realizadas de forma transparente e responsável. Isso significa que qualquer medida que resulte
em redução da receita pública deve ser cuidadosamente avaliada, levando em consideração seu
impacto financeiro e fiscal, além de exigir medidas de compensação para garantir o equilíbrio das
contas públicas. Essas medidas visam evitar o comprometimento da capacidade do Estado de
cumprir com suas obrigações financeiras e garantir a sustentabilidade das finanças públicas a longo
prazo.
4) Receita pública
As previsões de receita devem considerar diversos fatores, como mudanças na legislação, variações
nos índices de preços e o crescimento econômico. Essas previsões devem ser acompanhadas de um
histórico dos últimos três anos, projeções para os dois anos seguintes e detalhes sobre a
metodologia de cálculo eas premissas utilizadas.
O Poder Executivo deve fornecer aos demais poderes estudos e estimativas das receitas para o
próximo exercício, incluindo a receita corrente líquida, pelo menos 30 dias antes do prazo final para
envio das propostas orçamentárias.
Transferências voluntárias para outros entes serão proibidas se eles não cumprirem os requisitos
básicos de responsabilidade fiscal em relação aos impostos, como instituição, previsão e
arrecadação efetiva. É vedado realizar transferências voluntárias para entes que não cumpram esses
requisitos.
Quando há concessão ou ampliação de benefícios tributários que resultam em renúncia de receita,
é necessário estimar o impacto financeiro no exercício em que o benefício entra em vigor e nos dois
seguintes. Além disso, deve-se observar se a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei
orçamentária e se não afetará as metas fiscais estabelecidas.
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Essa renúncia de receita inclui diversas ações, como anistia, subsídios, isenções de tributos, entre
outros benefícios fiscais. No entanto, o cancelamento de débitos de valor inferior aos custos de
cobrança não é considerado renúncia de receita, embora possa ser visto como um tipo de benefício
fiscal.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2014 – A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada no ano 2000, buscou definir
parâmetros que guiassem a gestão pública das finanças públicas. Dentre as principais medidas
adotadas pela LRF, constam as seguintes, EXCETO a
a) vedação da possibilidade de refinanciamento ou postergação de dívidas entre entes da federação.
b) limitação do endividamento público, com penalidades caso o limite seja ultrapassado e não ocorra
o retorno rápido a determinados níveis de endividamento.
c) definição de tetos para gastos com pessoal, como o percentual da receita corrente líquida.
d) definição de regras rígidas para os gastos com pessoal no ano final de mandato dos governantes.
e) definição de limites iguais de gasto com funcionalismo entre as diferentes esferas e poderes,
garantindo isonomia na gestão.
Gabarito: Letra E.
Comentário: A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) definiu limites máximos para os gastos com
pessoal em cada um dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) nos níveis federal, estadual e
municipal. Esses tetos foram estabelecidos como uma forma de garantir o equilíbrio das contas
públicas e evitar o comprometimento excessivo dos recursos com folha de pagamento, o que
poderia prejudicar outras áreas essenciais da administração pública.
Esses limites são determinados como percentuais da Receita Corrente Líquida (RCL) de cada ente
federativo e variam de acordo com a esfera governamental e o poder em questão. O
descumprimento desses limites pode acarretar sanções, como a impossibilidade de realizar novas
contratações, concessão de vantagens, aumentos ou pagamento de horas extras, entre outras
medidas. A LRF busca, assim, promover uma gestão fiscal responsável e sustentável, garantindo o
equilíbrio das contas públicas e a eficiência na alocação dos recursos.
6) Despesa pública
Quando há a criação, ampliação ou melhoria de uma ação governamental que resulta em aumento
de despesas, é necessário realizar duas etapas importantes:
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Estimar o impacto financeiro e orçamentário dessa ação nos próximos três anos, ou seja, no
exercício em que será implementada e nos dois anos seguintes. Isso significa calcular e prever os
custos adicionais que serão incorridos.
Obter uma declaração do responsável pela despesa de que esse aumento está de acordo com
as previsões e diretrizes estabelecidas no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA). Essa declaração assegura que a despesa adicional está
alinhada com o planejamento financeiro e orçamentário do governo.
No entanto, essa exigência não se aplica quando as despesas adicionais são consideradas
insignificantes, conforme definido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ou seja, em casos em
que os custos extras são mínimos e não impactam significativamente o orçamento geral, essa
formalidade pode ser dispensada.
6.1) Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado
Essas são despesas obrigatórias decorrentes de leis, medidas provisórias ou atos administrativos
normativos que estabelecem a obrigação legal para o governo de realizá-las por um período superior
a dois anos. Para criar ou aumentar essas despesas, algumas exigências precisam ser cumpridas:
Essas regras não se aplicam às despesas destinadas ao pagamento da dívida pública nem aos
aumentos anuais de remuneração de pessoal, conforme previsto na Constituição Federal de 1988.
Exigências
Estimar o impacto financeiro e orçamentário dessa despesa
no ano em que entrará em vigor e nos dois anos seguintes.
Garantir a origem dos recursos necessários para custear essa
despesa.
Provar que o aumento ou criação dessa despesa não
prejudicará as metas fiscais estabelecidas no Anexo de Metas
Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Compensar o aumento permanente de despesa com aumento
permanente de receita ou redução permanente de outra
despesa.
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Além disso, considera-se aumento de despesa a prorrogação de uma despesa criada por um período
determinado.
6.2) Despesas com Pessoal
As despesas com pessoal abrangem todos os gastos relacionados a funcionários ativos,
aposentados e pensionistas, incluindo salários, benefícios e encargos sociais, como contribuições
para a previdência. No entanto, não são consideradas despesas com pessoal aquelas relacionadas
a pagamentos indenizatórios, como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, diárias e ajuda de custo,
entre outras.
Além disso, os contratos de terceirização de mão de obra que substituem servidores e
empregados públicos também devem ser contabilizados como despesas com pessoal, mas são
categorizados separadamente como outras despesas de pessoal.
Para calcular o total das despesas com pessoal, é considerada a remuneração bruta do servidor,
sem nenhuma dedução ou retenção, exceto quando necessário para cumprir o limite
constitucional estabelecido.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2009 – A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ou Lei Complementar Imagem
014.jpg 101/2000, estabelece normas de finanças públicas para a boa gestão fiscal. Assim,
a) exige um superavit fiscal anual mínimo de 4% do PIB para o setor público consolidado.
b) proíbe, de modo absoluto, a existência de restos a pagar.
c) proíbe a ação do Banco Central no mercado de títulos públicos para evitar a monetização da
dívida.
d) limita e condiciona a geração de despesas com pessoal.
e) reduz a carga tributária de caráter regressivo.
Gabarito: Letra D.
Comentário: A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem como objetivo principal assegurar que
as contas públicas sejam administradas de forma responsável e sustentável em todos os níveis de
governo (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Essa lei estabelece diretrizes e normas para
a gestão fiscal, baseando-se no que está previsto no Capítulo II do Título VI da Constituição.
Para garantir a responsabilidade na gestão fiscal, a LRF exige que os entes federativos ajam de forma
planejada e transparente, antecipando-se a possíveis riscos e corrigindo desvios que possam
prejudicar o equilíbrio das contas públicas. Isso inclui o cumprimento de metas que equilibrem as
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receitas e despesas, além do respeito a limites e condições relacionados à renúncia de receita, gastos
com pessoale seguridade social, endividamento público, operações de crédito, concessão de
garantias e gestão dos restos a pagar.
7) Dívida e endividamento
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabeleceu ferramentas fundamentais para acompanhar
como as receitas e despesas evoluem ao longo do tempo, com o objetivo de garantir uma
administração fiscal responsável e equilibrada. Além disso, a LRF enfatiza a importância de controlar
o endividamento público.
O Estado tem duas maneiras de financiar suas atividades: através das receitas públicas e através
do crédito público, que é a obtenção de recursos por meio de empréstimos. O crédito público surge
quando o Estado se endivida, obtendo recursos de terceiros e concordando em pagar juros sobre o
valor emprestado.
Essa obtenção de recursos é feita por meio de empréstimos públicos, que podem ser classificados
como internos (realizados dentro do território nacional) ou externos (obtidos de instituições
internacionais).
O processo de empréstimo público envolve a emissão de títulos ou obrigações pelo Estado,
apresentando as condições do empréstimo. Essa emissão pode ser direta, se o Estado contrair
diretamente a obrigação, ou indireta, se a captação for feita por terceiros. Após a obtenção do
empréstimo, surge a dívida pública, que pode ser federal, estadual ou municipal, dependendo de
qual ente federativo foi beneficiado pela operação.
Como vimos anteriormente, existem duas classificações específicas das dívidas públicas: dívida
flutuante e dívida fundada.
Tome nota!
Quando um ente federativo deixa de pagar sua dívida fundada por dois anos consecutivos, isso
pode acarretar medidas drásticas. A não quitação desse tipo de dívida por esse período prolongado
pode ser considerada um sinal de grave desequilíbrio financeiro. Como consequência, isso pode
justificar a intervenção federal ou estadual nesse ente, dependendo do contexto e da esfera de
governo afetada.
8) Transparência, controle e fiscalização
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) estabelece princípios fundamentais de
transparência, controle e fiscalização na gestão dos recursos públicos. A transparência significa que
todas as informações relacionadas às finanças públicas, incluindo receitas, despesas, dívidas e
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resultados fiscais, devem ser disponibilizadas de forma clara e acessível ao público em geral. Isso
permite que os cidadãos e órgãos de controle acompanhem e avaliem como o dinheiro público está
sendo arrecadado e utilizado.
Já o controle refere-se à necessidade de estabelecer mecanismos para garantir que as ações do
governo estejam em conformidade com as leis e os princípios de boa gestão fiscal. Isso inclui
auditorias internas e externas, análise das contas públicas por órgãos independentes e a
responsabilização dos gestores por suas decisões.
Por fim, a fiscalização implica na vigilância constante das atividades financeiras do governo,
tanto pelos órgãos de controle interno quanto pelos órgãos de controle externo, como os tribunais
de contas. Esses órgãos têm a responsabilidade de verificar a legalidade, legitimidade,
economicidade e eficiência na utilização dos recursos públicos.
8.1) Transparência da Gestão Fiscal
São instrumentos de transparência da gestão fiscal, que devem ser amplamente divulgados:
É essencial assegurar a participação da população e a realização de audiências públicas durante a
elaboração e discussão desses documentos. Informações detalhadas sobre a execução do orçamento
e das finanças devem ser prontamente disponibilizadas em meios eletrônicos acessíveis ao público
em tempo real. Além disso, é necessário adotar um sistema integrado de administração financeira e
controle de qualidade, seguindo os padrões estabelecidos pelo Poder Executivo da União.
os planos.
orçamentos.
leis de diretrizes orçamentárias.
prestações de contas.
relatórios de execução orçamentária.
gestão fiscal.
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8.2) Escrituração e Consolidação das Contas
A escrituração das contas públicas deve seguir rigorosos critérios estabelecidos pela legislação,
além das normas de contabilidade pública. Isso implica em diversos aspectos a serem observados.
Primeiramente, a disponibilidade de caixa precisa ser registrada de forma separada, garantindo que
os recursos destinados a órgãos, fundos ou despesas obrigatórias sejam identificados
individualmente.
Além disso, as despesas e compromissos assumidos devem ser registrados conforme o regime de
competência, que considera quando a despesa é incorrida, e também pelo regime de caixa, que
considera quando ela é efetivamente paga. Essa dupla abordagem proporciona uma visão mais
abrangente da situação financeira.
As demonstrações contábeis devem abranger todas as transações e operações de cada órgão,
fundo ou entidade da administração pública, incluindo empresas estatais dependentes. Isso permite
uma análise completa e detalhada das finanças governamentais.
As receitas e despesas previdenciárias devem ser tratadas de forma específica, em demonstrativos
próprios, considerando a natureza particular desses recursos. Operações de crédito, inscrições em
Restos a Pagar e outras formas de financiamento devem ser registradas de maneira a evidenciar o
montante e a variação da dívida pública, detalhando os tipos de credores e os compromissos
assumidos.
Por fim, a demonstração das variações patrimoniais deve destacar a origem e o destino dos recursos
provenientes da venda de ativos, fornecendo informações importantes sobre a gestão dos bens
públicos. Esses são alguns dos aspectos essenciais que devem ser observados na escrituração das
contas públicas, garantindo transparência e responsabilidade na gestão dos recursos
governamentais.
8.3) Relatório Resumido da Execução Orçamentária
Outro ponto crucial é o relatório resumido da execução orçamentária, conforme estipulado no art.
165, §3º da Constituição. Este relatório deve ser divulgado até 30 dias após o fim de cada bimestre
e abrange todos os Poderes e o Ministério Público.
Este relatório deve conter:
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No último bimestre do ano, o relatório deve ser acompanhado por demonstrativos adicionais,
projeções atuariais dos regimes de previdência e variação patrimonial evidenciando a venda de
ativos e o uso dos recursos resultantes.
Quando necessário, justificativas devem ser apresentadas para a limitação de empenho e frustração
de receitas, especificando as medidas adotadas e a serem adotadas para combater a sonegação
fiscal, bem como as ações de fiscalização e cobrança.
8.4) Relatório da Gestão Fiscal
O Relatório de Gestão Fiscal é elaborado ao término de cada quadrimestre pelos responsáveis
dos Poderes e órgãos públicos, com assinatura do Chefe do Poder Executivo, Presidente do
Legislativo, Presidente do Tribunal e Chefe do Ministério Público. Além disso, outras autoridades
ligadas à administração financeira e ao controle interno também o assinam, conforme determinado
por cada entidade. Este relatório deve incluir:
Um balanço orçamentário detalhando as
receitas por fonte e as despesas por
grupo de natureza, incluindo a dotação
para o exercício, a despesa liquidada e o
saldo.
Demonstrativos da execução das receitas
e despesas por categoria econômica e
fonte, especificando as previsões iniciais e
atualizadas, as receitas realizadas no
bimestre e no exercício, bem como as
previsões futuras.
Além disso, devem ser incluídos
demonstrativos relacionados à apuração
da receita corrente líquida, receitas e
despesas previdenciárias, resultados
nominal e primário, despesas com juros e
restos a pagar, detalhando valores
inscritos,pagos e a pagar por Poder e
órgão.
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8.5) Prestação de contas
As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo não se limitam apenas às suas próprias, mas
também incluem as contas dos Presidentes dos órgãos do Legislativo e Judiciário, além do Chefe do
Ministério Público. Cada uma dessas contas será analisada separadamente pelos respectivos
Tribunais de Contas, que emitirão um parecer prévio conclusivo no prazo de 60 dias após o
recebimento.
No caso do Poder Judiciário, as contas serão apresentadas pelos Presidentes do Supremo Tribunal
Federal e dos Tribunais Superiores, consolidando as dos tribunais inferiores. Nos Estados, essa
responsabilidade caberá aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, consolidando as contas dos
demais tribunais estaduais.
Os resultados da análise das contas, uma vez julgadas ou tomadas, serão amplamente divulgados.
Em municípios com menos de duzentos mil habitantes que não sejam capitais, o prazo para emissão
do parecer prévio é estendido para 180 dias. Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso
enquanto houver contas pendentes de parecer prévio.
Por fim, a prestação de contas destacará o desempenho da arrecadação em relação ao previsto, além
de mostrar as medidas tomadas para fiscalizar as receitas, combater a sonegação, recuperar créditos
e aumentar as receitas tributárias e de contribuições.
8.6) Fiscalização da gestão fiscal
Por último, no que se refere à fiscalização da gestão fiscal, conforme estipulado pelo artigo 59 da
LC nº 101/00, tanto o Poder Legislativo, diretamente ou com a colaboração dos Tribunais de Contas,
Uma comparação dos limites estabelecidos pela
Lei Complementar 101/00, abrangendo a
despesa total com pessoal, dívidas consolidadas
e mobiliárias, concessão de garantias,
operações de crédito e outras despesas
definidas na lei.
Indicação das medidas corretivas adotadas ou a
serem adotadas caso algum desses limites seja
ultrapassado.
Demonstrativos, no último quadrimestre, que
incluem o montante disponível em caixa até 31
de dezembro, informações sobre Restos a
Pagar, como despesas liquidadas, empenhadas
e não liquidadas, além do cumprimento de
determinações específicas estabelecidas na
legislação.
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quanto o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público, serão responsáveis
por garantir o cumprimento da referida lei, levando em conta as normas de padronização
metodológica.
Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos em algumas circunstâncias pontuais
constatadas por eles.
Fiscalização da gestão
fiscal
atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes
orçamentárias
limites e condições para realização de operações de crédito e
inscrição em Restos a Pagar
medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao
respectivo limite
providências tomadas para recondução dos montantes das dívidas
consolidada e mobiliária aos respectivos limites.
destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo
em vista as restrições constitucionais e as desta Lei Complementar
cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais,
quando houver
Alerta pelo Tribunal de
Contas nas seguintes
situações
possibilidade de ocorrência das situações previstas no
inciso II do art. 4º e no art. 9º
montante da despesa total com pessoal ultrapassou
90% (noventa por cento) do limite
montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das
operações de crédito e da concessão de garantia se
encontram acima de 90% (noventa por cento) dos
respectivos limites
gastos com inativos e pensionistas se encontram acima
do limite definido em lei
fatos que comprometam os custos ou os resultados
dos programas ou indícios de irregularidades na gestão
orçamentária
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Finalmente, aos Tribunais de Contas compete também a verificação em relação aos cálculos dos
limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão.
Momento das Questões
CESGRANRIO 2019 – O orçamento público no Brasil é regido pela Constituição e por Lei
complementar e ordinária que definem conteúdos e características dos instrumentos básicos
de planejamento, de forma a prover a sociedade com informações prévias sobre os planos do
governo.
Se um cidadão desejar saber quais as medidas aprovadas pelo governo para controle de custos
e avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos do orçamento de um dado
período, ele deve consultar o(a)
a) Plano Plurianual.
b) Anexo de Metas Fiscais.
c) Relatório de Gestão Fiscal.
d) Lei Orçamentária Anual.
e) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Gabarito: Letra E.
Comentário: Se um cidadão quiser encontrar informações sobre as medidas aprovadas pelo
governo para controlar custos e avaliar os resultados dos programas financiados com recursos do
orçamento, ele deve consultar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Essa lei, conforme
estabelecido no artigo 4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), aborda aspectos como normas de
controle de custos e avaliação de resultados dos programas financiados pelos orçamentos públicos.
Então, mesmo que a LRF não detalhe diretamente essas medidas, a LDO é o documento que fornece
essas informações.
CESGRANRIO 2013 – De acordo com a Lei Complementar N° 101, de 4 de maio de 2000, que
estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, são
instrumentos de transparência dessa gestão: os planos, orçamentos e leis de diretrizes
orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da
Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses
documentos. Em relação a como essa transparência será também assegurada, considere as
afirmativas a seguir:
I – Mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os
processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos.
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II – Mediante liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real,
de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos
de acesso público.
III – Mediante adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a
padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto em Lei
Complementar.
É correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
Gabarito: Letra E.
Comentário: A questão aborda os mecanismos de transparência estabelecidos pela Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF) e como essa transparência será assegurada. De acordo com a
legislação, os instrumentos de transparência incluem os planos, orçamentos, leis de diretrizes
orçamentárias, prestações de contas, relatórios resumidos da execução orçamentária e relatórios de
gestão fiscal, além das versões simplificadas desses documentos. Quanto à forma como essa
transparência será garantida, as afirmativas apresentadas são:
I. O incentivo à participação popular e a realização de audiências públicas durante os processos de
elaboração e discussão dos planos, leis de diretrizes orçamentárias e orçamentos.
II. A liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de
informações detalhadas sobre a execução orçamentária e financeira, por meio de meios eletrônicos
de acesso público.
III. A adoção de um sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrões
mínimosde qualidade estabelecidos pelo Poder Executivo da União e à legislação complementar.
CESGRANRIO 2013 – Quando ocorre o incentivo à participação popular e à realização de
audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos orçamentos, a lei de
responsabilidade fiscal está realizando o princípio da
a) ampliação.
b) aquisição.
c) comunicação.
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d) realidade.
e) transparência.
Gabarito: Letra E.
Comentário: A questão aborda o princípio da transparência no contexto da Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF). Quando a LRF incentiva a participação popular e a realização de
audiências públicas durante os processos de elaboração e discussão dos orçamentos, está
promovendo a transparência nas ações governamentais. A transparência é fundamental para garantir
que as decisões relacionadas às finanças públicas sejam tomadas de forma clara, acessível e
compreensível para os cidadãos.
TERMO DE EXECUÇÃO
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Termo de execução descentralizada, convênios, termo de referência e relatório de
cumprimento de objeto.
2) Termo de Execução Descentralizada – TED
É um documento formal que estabelece os termos e condições para a transferência de recursos
financeiros de um órgão central para outro órgão ou entidade descentralizada, como prefeituras,
autarquias ou organizações não governamentais. Esse instrumento define as responsabilidades das
partes envolvidas, as metas a serem alcançadas e os prazos para a execução do objeto do convênio.
3) Convênios
Os convênios são acordos firmados entre entidades públicas ou entre órgãos públicos e
organizações da sociedade civil, visando à realização de atividades de interesse comum. Os
convênios estabelecem obrigações recíprocas, como repasse de recursos financeiros, prestação de
serviços, realização de obras ou fornecimento de bens, de acordo com o interesse público. Podem
envolver a execução de políticas sociais, culturais, educacionais, entre outras.
4) Termo de Referência
O termo de referência é um documento que define as características, requisitos e especificações
técnicas de um projeto, serviço, obra ou aquisição de bens a serem contratados por meio de
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licitação ou por convênio. O termo de referência serve como base para a elaboração do edital de
licitação ou para a formalização de contratos, garantindo a clareza e transparência do processo e
facilitando a escolha do fornecedor ou executor mais adequado.
5) Relatório de Cumprimento de Objeto
Por fim, o relatório de cumprimento de objeto é o documento elaborado pela entidade executora
ou pelo convenente, que apresenta informações sobre o andamento e o cumprimento das
atividades, metas e objetivos estabelecidos no convênio ou no termo de execução descentralizada.
Esse relatório geralmente é solicitado periodicamente pelos órgãos concedentes de recursos para
avaliar a efetividade e a regularidade da aplicação dos recursos públicos.
LICITAÇÃO
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Licitação. Conceito, natureza jurídica, objeto e finalidade. Princípios básicos e correlatos.
Modalidades. Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade. Procedimento licitatório. Anulação,
revogação e recursos administrativos. Sanções e procedimento sancionatório. Crimes em
licitações e contratos administrativos.
2) Considerações Iniciais
A nova Lei de Licitações, também conhecida como Lei nº 14.133/2021, foi sancionada em abril de
2021 e entrou em vigor em abril de 2023, revogando a antiga Lei de Licitações e Contratos (Lei nº
8.666/1993), a Lei do Pregão (Lei nº 10.520/2002) e parte da Lei do Regime Diferenciado de
Contratações (Lei nº 12.462/2011).
Essa nova legislação busca modernizar e aprimorar o sistema de contratações públicas no Brasil,
introduzindo diversas inovações e atualizações em relação às normas anteriores. Alguns dos
principais pontos da nova Lei de Licitações incluem:
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3) Aspectos Iniciais da Norma
A Lei 14.133, também conhecida como "nova Lei de Licitações e Contratos" (NLLC ou NLL), estabelece
normas que são obrigatórias para todas as esferas de governo (União, Estados/DF e Municípios),
pois é considerada uma norma geral de aplicação nacional.
Apesar disso, a existência dessa Lei não impede que Estados, Municípios e o Distrito Federal legislem
sobre questões específicas relacionadas a licitações, mesmo sem uma autorização expressa da União.
No entanto, é importante ressaltar que as regras específicas estabelecidas por esses entes
subnacionais não devem entrar em conflito com as regras gerais estabelecidas pela União.
3.1) Conceito e Natureza Jurídica
O conceito de licitação refere-se ao procedimento administrativo utilizado pela administração
pública para contratar obras, serviços, compras e alienações, visando garantir a igualdade de
Principais pontos da Nova
Lei de Licitações
Ampliação do rol de modalidades de licitação, introduzindo a
modalidade de diálogo competitivo, além das já existentes,
como concorrência, pregão, concurso e leilão.
Fortalecimento dos princípios da eficiência, transparência,
competitividade, sustentabilidade, mitigação de riscos e
ampliação da competitividade.
Criação de novos instrumentos de contratação, como o
sistema de registro de preços global, que permite a formação
de um único registro de preços para contratação por diversos
órgãos públicos.
Estabelecimento de regras mais claras e objetivas para a fase
de habilitação dos licitantes, com a previsão de um cadastro
nacional de empresas idôneas.
Introdução de critérios de julgamento mais flexíveis,
permitindo a combinação de critérios técnicos e de preço, de
acordo com a natureza do objeto licitado.
Fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e controle,
com a previsão de sanções mais rigorosas para empresas e
agentes públicos envolvidos em irregularidades nas licitações
e contratos.
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oportunidades entre os interessados em contratar com o poder público e a seleção da proposta mais
vantajosa para a administração.
Quanto à natureza jurídica, a licitação é um instituto do direito administrativo, sendo um
procedimento que possui natureza pública, uma vez que está vinculado à atuação estatal na
contratação de bens e serviços. Ela é regida por normas e princípios específicos estabelecidos pela
legislação vigente, visando assegurar a legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade,
publicidade, eficiência e economicidade nos processos de contratação pública.
3.1.1) Alcance da Nova Lei de Licitações
A Nova Lei de Licitações, instituída pela Lei nº 14.133/2021, possui um alcance amplo e abrange
diversas esferas da administração pública, estabelecendo normas gerais aplicáveis a todos os entes
federativos do Brasil: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Isso significa que suas disposições
se estendem a órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional, bem como às
empresas estatais dependentes e às entidades privadas que recebam recursos públicos para a
realização de obras, serviços ou fornecimento de bens.
Alcance a Lei de Licitações Não alcança a Lei de Licitações
Administração direta – inclusive Legislativo e
Judiciário (quando estão no exercício da função
administrativa)
Estatais – as regras estão descritas na Lei13.303/16
Autarquias Repartições no exterior – regulamento próprio
Fundações públicas Contratações que envolvem recursos estrangeiros –
podem ter regras próprias
Fundos especiais Reservas internacionais – ato normativo do Bacen
Entidades controladas
Além disso, a nova lei se aplica nas contratações realizadas sobre a contratação de alguns objetos
específicos, bem como possibilidade de aplicação subsidiária, as quais fizemos o seguinte quadro
esquematizado para que você consiga fixar o tema e não fazer confusão na prova!
A nova lei se aplica compra (inclusive por encomenda)
prestação de serviços (inclusive os técnico-profissionais especializados)
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obras e serviços de arquitetura e engenharia
contratações de tecnologia da informação e de comunicação (TIC)
alienação de bens
locação
concessão e permissão de uso de bens públicos
concessão de direito real de uso de bens
Não se aplica operações de crédito e gestão da dívida pública
Contratações sujeitas à legislação própria
Aplica-se de forma
subsidiária
licitações para serviços de publicidade (Lei 12.232/2010)
licitações p/ concessão de serviço público (Leis 8.987/95 e 11.079/04)
Portanto, a nova lei se aplica a todas as contratações realizadas pela administração pública, sejam
elas para aquisição de bens, serviços ou obras, independentemente do valor do contrato. Além disso,
também abrange os processos de licenciamento e concessões, entre outros instrumentos de
contratação pública.
3.2) Objeto e Finalidade
O objeto da licitação se refere ao que será contratado pela administração pública, ou seja, o bem,
serviço ou obra que está sendo colocada em disputa para contratação. Esse objeto deve ser
claramente definido no edital de licitação, de forma a especificar as características, quantidades e
demais detalhes relevantes para que os interessados possam apresentar suas propostas de forma
adequada.
Já a finalidade da licitação é garantir a seleção da proposta mais vantajosa para a administração
pública, levando em consideração não apenas o preço, mas também outros critérios estabelecidos
no edital, como qualidade, prazo de entrega, capacidade técnica, entre outros. Além disso, a licitação
busca promover a competitividade entre os interessados, assegurando a igualdade de
oportunidades e a transparência nos processos de contratação pública. Em suma, a finalidade da
licitação é assegurar uma gestão eficiente e responsável dos recursos públicos, buscando sempre
o interesse público.
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3.3) Definições Importantes da Nova Lei de Licitações
O artigo 6º da nova lei de licitações contém uma lista de 60 definições importantes que podem ser
abordadas nas provas. Dentro desse conjunto, vamos dar ênfase especial às definições relacionadas
aos objetos das licitações, aos principais projetos envolvidos em uma contratação e aos agentes
públicos que participam do processo licitatório. Compreender esses conceitos será fundamental para
o estudo das diferentes modalidades de licitação.
3.3.1) Objetos de uma Licitação
A nova Lei de Licitações especifica que os objetos da licitação podem incluir várias atividades, como,
compras; alienação de bens; serviços; obras; locações; concessões e permissões. Agora, vamos
fornecer algumas informações adicionais sobre esses objetos da licitação para ajudar a entender
melhor o assunto.
Compras: Através dos contratos de compras, também conhecidos como contratos de
fornecimento, a Administração Pública adquire os bens móveis que são necessários para suas
operações. Esses bens podem ser entregues de uma vez só ou em várias etapas, conforme a
necessidade.
É crucial distinguir entre compras comuns e especiais, pois isso influencia a decisão de adotar ou
não a modalidade de pregão:
Compras
Comum
Adota-se a modalidade de pregão
- independente do ente federativo
que realizará a licitação.
São aqueles para os quais é
possível definir objetivamente os
padrões de desempenho e
qualidade por meio de
especificações usuais no mercado.
Especial
Adota-se a modalidade de
concorrência.
São aqueles que, devido à sua
grande variedade ou
complexidade, não podem ser
descritos de forma objetiva no
edital, como acontece com os
bens comuns. O conceito de
"especial" abrange situações que
não se enquadram na definição
de comum.
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Além disso, veja que a compra imediata possui o prazo de entrega de até 30 dias da ordem de
fornecimento do produto.
Alienação de Bens: Uma licitação pode ser realizada para vender um bem pertencente ao poder
público, seja ele móvel ou imóvel. No caso de bens imóveis, essa venda está condicionada a certos
requisitos, como justificação do interesse público, avaliação prévia, autorização legislativa e
realização da licitação na modalidade de leilão. Houve um avanço significativo na nova Lei, que agora
exige o uso do leilão para a venda de qualquer tipo de imóvel, independentemente da forma como
foi adquirido. Além disso, para facilitar a venda de imóveis provenientes de dação em pagamento
ou de procedimentos judiciais, não é mais necessária autorização legislativa.
No caso de bens móveis, também é necessário justificar o interesse público, realizar uma avaliação
prévia e realizar a licitação na modalidade de leilão, com exceção dos casos específicos previstos na
nova Lei.
A dispensa da licitação está descrita no art. 76 da nova lei, a qual transcrevemos para facilitar os
estudos:
Art. 76. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse
público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes
normas:
I - tratando-se de bens imóveis, inclusive os pertencentes às autarquias e às fundações,
exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a
realização de licitação nos casos de:
a) dação em pagamento;
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública,
de qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto nas alíneas “f”, “g” e “h” deste inciso;
c) permuta por outros imóveis que atendam aos requisitos relacionados às finalidades
precípuas da Administração, desde que a diferença apurada não ultrapasse a metade do valor
do imóvel que será ofertado pela União, segundo avaliação prévia, e ocorra a torna de valores,
sempre que for o caso;
d) investidura;
e) venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública de qualquer esfera de governo;
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação e
permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente
usados em programas de habitação ou de regularização fundiária de interesse social
desenvolvidos por órgão ou entidade da Administração Pública;
g) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação e
permissão de uso de bens imóveis comerciais de âmbito local, com área de até 250 m²
(duzentos e cinquenta metros quadrados) e destinados a programas de regularização
fundiária de interesse social desenvolvidos por órgão ou entidade da Administração Pública;
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h) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais
da União e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) onde incidam
ocupações até o limite de que trata o § 1º do art. 6º da Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009,
para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais;
i) legitimação de posse de que trata o art.29 da Lei nº 6.383, de 7 de dezembro de 1976,
mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública competentes;
j) legitimação fundiária e legitimação de posse de que trata a Lei nº 13.465, de 11 de julho de
2017;
II - tratando-se de bens móveis, dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a
realização de licitação nos casos de:
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de
oportunidade e conveniência socioeconômica em relação à escolha de outra forma de
alienação;
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública;
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica;
d) venda de títulos, observada a legislação pertinente;
e) venda de bens produzidos ou comercializados por entidades da Administração Pública, em
virtude de suas finalidades;
f) venda de materiais e equipamentos sem utilização previsível por quem deles dispõe para
outros órgãos ou entidades da Administração Pública.
Serviços: Seguindo a definição legal de serviço como uma atividade ou conjunto de atividades
que busca obter uma utilidade específica, seja intelectual ou material, de interesse da
Administração, os contratos de serviços são definidos pela doutrina como aqueles que têm como
objetivo realizar uma atividade para alcançar uma utilidade específica que seja do interesse da
Administração.
Nesse tipo de contrato, a obrigação do contratado pelo poder público é executar algo que seja útil
para a Administração. É importante destacar que aqui não estamos falando dos contratos de serviços
públicos, que são direcionados à população, mas sim da prestação de serviços privados para a
Administração. Nestes contratos de serviços, fica evidente a prática de terceirização realizada pela
Administração.
Na nova legislação de licitações, foram incluídas categorias significativas dentro do âmbito de
serviços:
Serviços
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Quanto à natureza
Serviços Comuns - são aqueles para os quais é possível definir objetivamente
os padrões de desempenho e qualidade no edital, utilizando especificações
usuais no mercado.
Obrigatoriedade de adoção da modalidade pregão na licitação (independente
do ente federativo)
Serviços Especiais - são aqueles que, devido à sua grande diversidade ou
complexidade, não podem ser descritos de forma objetiva no edital, ao
contrário dos serviços comuns, que possuem especificações claras e padrões
definidos.
Em regra, adota-se a modalidade concorrência.
Quanto à continuidade
Serviços Contínuos - são
aqueles contratados pela
Administração Pública para
manter suas atividades em
funcionamento, atendendo a
necessidades que ocorrem de
forma constante ou por um
período prolongado.
Com dedicação exclusiva de mão de obra -
os trabalhadores terceirizados são
designados exclusivamente para um
órgão, sem serem compartilhados com
outros contratos, e prestam serviços nas
instalações físicas do próprio órgão
público.
Sem dedicação exclusiva de mão de obra -
um trabalhador terceirizado pode ser
designado para vários contratos ao
mesmo tempo, sem estar vinculado a
nenhum órgão público ou contrato
específico durante a prestação dos serviços.
Serviços não contínuos (por escopo) - Esses contratos estabelecem que o
contratado tem a responsabilidade de fornecer um serviço específico dentro
de um período pré-determinado, como um projeto. Embora haja um prazo
inicialmente fixado, é possível prorrogá-lo, desde que devidamente justificado,
pelo tempo necessário para concluir o trabalho.
Antes da Lei 14.133/2021, cada estado ou município decidia se usaria o
pregão para compras comuns. Mas, no governo federal, o Decreto
10.024/2019 obrigava seu uso.
Quanto ao objeto
Serviços de engenharia - todas
as atividades que não se
enquadram como obras e que,
por lei, são reservadas às
profissões de arquiteto e
engenheiro, ou a técnicos
Comuns – são aquelas ações que podem
ser claramente definidas em termos de
desempenho e qualidade, como
manutenção, ajustes ou adaptações de
bens móveis e imóveis, sem alterar suas
características originais.
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especializados. Essas atividades
têm como objetivo alcançar uma
utilidade específica, seja ela
intelectual ou material, de
interesse para a Administração.
Para a contratação desses serviços, é
possível utilizar as modalidades de pregão
ou concorrência.
Especiais - são aqueles que possuem uma
grande diversidade ou complexidade em
sua realização.
Para contratar esses serviços, apenas a
modalidade de concorrência é admissível.
Outros serviços – são todas as demais atividades que não se enquadram nos
serviços de engenharia
Obras: De acordo com a lei, uma obra é qualquer atividade que, por lei, só pode ser realizada
por arquitetos e engenheiros e que envolve a intervenção no ambiente natural através de uma
série de ações coordenadas, resultando em uma mudança significativa no espaço físico da natureza
ou nas características originais de um imóvel. Nas licitações que envolvem obras públicas, o objetivo
é realizar indiretamente atividades como construção, reforma, fabricação, recuperação ou
expansão de bens públicos. Antes da Lei 14.133/2021, a decisão de usar o pregão para objetos
comuns era tomada por cada ente federativo, enquanto no âmbito federal, o uso do pregão era
obrigatório conforme o Decreto 10.024/2019.
Locações: também conhecida como aluguel, é um contrato baseado nas leis do direito privado,
no qual uma parte concede à outra o direito de usar e desfrutar de um determinado bem, em troca
de um pagamento.
•Realizado pela própria Administração Execução Direta
•Administração celebra contrato de obra pública com
terceiros - após a licitação de obras públicas.
•Licitante vencedor que realizará a obra
Execução Indireta
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Uma novidade introduzida pela Nova Lei de Licitações é que a locação de imóveis pode ser feita
sem a necessidade de licitação prévia, através do procedimento de inexigibilidade de licitação,
em vez de ser dispensada da licitação. No entanto, caso não se aplique a inexigibilidade de licitação,
a locação de imóveis ainda deve passar por um processo de licitação, que inclui a avaliação prévia
do bem, seu estado de conservação, os custos de adaptação necessários e o prazo de recuperação
dos investimentos.
Concessões: Nesse modelo, o poder público transfere a responsabilidade pela prestação de um
serviço público a uma empresa privada, por um determinado período de tempo e mediante o
pagamento de uma tarifa pelos usuários.
Permissões: o poder público autoriza temporariamente um particular a prestar um serviço
público, geralmente de menor porte e com menor prazo de duração em comparação com as
concessões.
3.3.2) Anteprojeto, Projeto Básico e Projeto Executivo
Para que uma licitação seja realizada de forma eficaz, a Administração precisa definir claramente o
que deseja contratar, de modo que todos os interessados possam entender o que está sendo
solicitado a partir do edital da licitação. Isso é especialmente importante em projetos complexos,
como obras ou serviços, onde é necessário elaborar projetos detalhados para descrever exatamente
o que se espera que seja feito pelos licitantes.
Então, antes da licitação, durante a fase preparatória, a Administração começa com um estudo
técnico preliminar (ETP), que serve como base para a elaboração do projeto básico. Este projeto
básico é uma descrição inicial do que será feito, e serve como referência para os licitantes
entenderem o escopo do trabalho. Posteriormente,73
6) Despesas de Exercícios Anteriores ..................................................................................................... 74
7) Dívida Flutuante e Fundada ................................................................................................................. 75
8) Suprimentos de Fundos ........................................................................................................................ 77
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL ........................................................................................................ 79
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6
1) Introdução................................................................................................................................................ 79
2) Conceito e Objetivos ............................................................................................................................. 79
3) Planejamento .......................................................................................................................................... 80
4) Receita pública ........................................................................................................................................ 82
6) Despesa pública ...................................................................................................................................... 83
6.1) Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado ............................................................................ 84
6.2) Despesas com Pessoal ........................................................................................................................ 85
7) Dívida e endividamento........................................................................................................................ 86
8) Transparência, controle e fiscalização............................................................................................... 86
8.1) Transparência da Gestão Fiscal ........................................................................................................ 87
8.2) Escrituração e Consolidação das Contas ....................................................................................... 88
8.3) Relatório Resumido da Execução Orçamentária ......................................................................... 88
8.4) Relatório da Gestão Fiscal ................................................................................................................. 89
8.5) Prestação de contas ............................................................................................................................ 90
8.6) Fiscalização da gestão fiscal ............................................................................................................. 90
TERMO DE EXECUÇÃO ............................................................................................................................... 94
1) Introdução................................................................................................................................................ 94
2) Termo de Execução Descentralizada – TED ...................................................................................... 94
3) Convênios ................................................................................................................................................. 94
4) Termo de Referência ............................................................................................................................. 94
5) Relatório de Cumprimento de Objeto ............................................................................................... 95
LICITAÇÃO .................................................................................................................................................... 95
1) Introdução................................................................................................................................................ 95
2) Considerações Iniciais ........................................................................................................................... 95
3) Aspectos Iniciais da Norma .................................................................................................................. 96
3.1) Conceito e Natureza Jurídica ........................................................................................................... 96
3.1.1) Alcance da Nova Lei de Licitações ............................................................................................... 97
3.2) Objeto e Finalidade ............................................................................................................................ 98
3.3) Definições Importantes da Nova Lei de Licitações ..................................................................... 99
3.3.1) Objetos de uma Licitação .............................................................................................................. 99
3.3.2) Anteprojeto, Projeto Básico e Projeto Executivo .................................................................. 104
3.3.3) Agentes Públicos Atuantes na Licitação .................................................................................. 105
3.3.4) Outras Definições Relevantes ..................................................................................................... 107
4) Princípios Básicos e Correlatos ......................................................................................................... 108
5) Modalidades .......................................................................................................................................... 112
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7
5.1) Pregão.................................................................................................................................................. 113
5.2) Concorrência ...................................................................................................................................... 113
5.3) Concurso ............................................................................................................................................. 114
5.4) Leilão .................................................................................................................................................... 114
5.5) Diálogo Competitivo ........................................................................................................................ 115
6) Dispensa e Inexigibilidade ................................................................................................................. 117
6.1) Dispensa .............................................................................................................................................. 118
6.1.1) Licitação Dispensada..................................................................................................................... 118
6.1.2) Licitação Dispensável .................................................................................................................... 119
6.2) Inexigibilidade ................................................................................................................................... 120
7) Processo Licitatório ............................................................................................................................. 120
8) Sanções e Processos Sancionatórios ................................................................................................ 122
9) Crimes em Licitações e Contratos Administrativos ...................................................................... 124
CONTRATO ADMINISTRATIVO ..............................................................................................................o projeto básico é detalhado no projeto
executivo, que fornece informações mais precisas e completas sobre a obra ou serviço a ser
realizado. Em certos casos, antes do projeto básico, é necessário desenvolver um documento inicial
chamado de anteprojeto.
Desta forma, para facilitar os estudos, elaboramos o seguinte quadro-resumido:
Anteprojeto (em
algumas
situações)
Projeto Básico
Projeto
Executivo
Execução da obra
ou serviço
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Anteprojeto Projeto Básico Projeto Executivo
Regra Geral Não é exigido Administração Pública elabora
Contratação semi-
integrada
Não é exigido Administração elabora Contratado elabora
Contratação integrada Administração elabora Contratado elabora
Obs.: contratação integrada: método de execução de obras no qual o contratado assume praticamente
todas as etapas do projeto. Em resumo, o contratado é responsável por todas as fases do projeto, o que
simplifica a coordenação e pode agilizar o processo de entrega.
3.3.3) Agentes Públicos Atuantes na Licitação
Antes de entrarmos nos detalhes sobre os agentes envolvidos em uma contratação, é importante
destacar algumas regras gerais relacionadas à sua designação. Para garantir a profissionalização na
atuação desses agentes públicos, a Lei de Licitações estabelece em seu art. 7º:
Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem as normas de
organização administrativa indicarem, promover gestão por competências e designar
agentes públicos para o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei que
preencham os seguintes requisitos:
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado público dos quadros
permanentes da Administração Pública;
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou possuam formação
compatível ou qualificação atestada por certificação profissional emitida por escola de
governo criada e mantida pelo poder público; e
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contratados habituais da
Administração nem tenham com eles vínculo de parentesco, colateral ou por afinidade, até
o terceiro grau, ou de natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista e civil.
Além disso, para garantir a segregação de funções e reduzir riscos de erros ou fraudes, é proibida a
designação do mesmo agente público para funções que possam ser suscetíveis a conflitos de
interesse. Esses requisitos também se aplicam aos órgãos de assessoramento jurídico e de
controle interno da Administração.
Vamos agora estudar os principais agentes da condução da licitação, através do quadro abaixo:
Agentes da Condução da Licitação
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Regra Geral Agente de contratação – são servidores efetivos ou empregados
públicos dos quadros permanentes da Administração Pública, os quais
serão auxiliados por uma equipe de apoio.
Tome nota!
Se um agente cometer irregularidades, ele será responsável
individualmente por suas ações, a menos que seja induzido a erro pela
atuação da equipe. Isso significa que cada agente é responsável por suas
próprias condutas, mas se for influenciado ou levado a erro pelas ações de
outros membros da equipe, pode haver uma consideração diferente. Em
resumo, cada pessoa é responsável por suas ações, mas há exceções se for
influenciada ou enganada pelo comportamento de outros – da sua equipe
de apoio.
Exceções
Bens ou serviços Pode ser substituído pela comissão de
contratação na modalidade concorrência.
Diálogo competitivo Realizado pela comissão de contratação –
conjunto de, no mínimo, três agentes públicos
que são coletivamente responsável por todas
as decisões tomadas pela comissão, a menos
que um deles tenha opinião diversa e
fundamentada, devendo ser registrada em ata
de reunião onde a decisão foi tomada.
Pregão Realizado pelo pregoeiro
Leilão Realizado pelo leiloeiro ou servidor designado
A Nova Lei de Licitações traz uma novidade para proteger os agentes públicos que participam das
licitações e incentivar sua aderência às orientações legais.
Caso, no futuro, um agente público envolvido em uma licitação for investigado ou acusado de
irregularidades e ele tiver seguido as orientações legais dos advogados públicos, geralmente os
advogados públicos poderão defender o agente sem que ele tenha que pagar por isso. Isso
também se aplica se o agente já não estiver mais no cargo que ocupava durante a licitação.
Imagine que você é um funcionário público encarregado de conduzir uma licitação para contratar
um serviço ou comprar algo para o governo. Você quer fazer tudo certo, mas às vezes surgem
problemas e você é acusado de fazer algo errado, mesmo seguindo as orientações legais que
recebeu.
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A nova lei diz que se você seguir os conselhos dos advogados do governo durante o processo de
licitação e, mais tarde, enfrentar problemas legais por causa disso, geralmente os advogados do
governo podem te defender sem que você precise pagar por isso. Isso vale mesmo se você já não
trabalhar mais para o governo.
Importante!
No entanto, essa regra não se aplica se houver evidências de que o agente cometeu
deliberadamente atos ilícitos, como consta nos registros do processo administrativo ou judicial.
3.3.4) Outras Definições Relevantes
Finalmente, nesta seção estudaremos outras definições que ajudarão na compreensão das novas
regulamentações legais da Lei de Licitações.
Portal Nacional de Contratações Públicas - PNCP: Este Portal é basicamente um grande banco
de dados online que contém informações sobre licitações e contratos. Ele desempenha um papel
fundamental na implementação dos principais processos estabelecidos pela Nova Lei de Licitações
(NLL). Sua função principal é divulgar de forma centralizada e obrigatória os atos exigidos pela
lei. Além disso, opcionalmente, ele possibilita que os órgãos e entidades de todos os poderes e
esferas realizem suas próprias contratações através dele.
O portal é administrado por um comitê composto por sete membros, liderado pelo representante
designado pelo Presidente da República. Sua composição inclui representantes da União (3
membros: um representante e dois membros), dos Estados (2 membros indicados pelo Conselho
Nacional de Secretários de Estado da Administração) e dos municípios (2 membros indicados pela
Confederação Nacional de Municípios).
Grande Vulto: O legislador definiu que serviços, obras e fornecimentos de grande vulto são
aqueles cujo valor estimado ultrapassa R$ 200 milhões, posteriormente atualizado para R$
239.624.058,14. Para esses contratos de grande vulto, a lei estabelece diversos controles adicionais,
incluindo:
Implantação obrigatória de um
programa de integridade
pela empresa contratada.
Criação de uma matriz de
alocação de riscos para obras
e serviços de grande vulto.
Ampliação do seguro-
garantia para até 30% do
valor do contrato, no caso de
obras e serviços de engenharia
de grande vulto.
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Matriz de Risco: é um documento que define claramente as responsabilidades da
Administração e da empresa contratada em caso de eventos adversos. Este documento tem o poder
de contrato, sendo essencial para a gestão do contrato. No entanto, nem todas as licitações precisam
incluir uma matriz de riscos. Geralmente, sua inclusão no edital é opcional. No entanto, ela se torna
obrigatória em contratos de grande valor (acima de R$ 239 milhões), bem como nos regimes de
contratação integrada e semi-integrada.
Consulta e Audiência Públicas: Embora não estejam especificamente mencionados no artigo 6ºda NLL, é importante abordar os conceitos de consulta pública e audiência pública, que podem ser
utilizados pela Administração durante a fase preparatória da licitação, de forma opcional. Ambos
são mecanismos de participação social.
A audiência pública é um evento específico onde os interessados se reúnem para discutir a
contratação, seja pessoalmente ou virtualmente. Por outro lado, na consulta pública, a
Administração pública um documento e abre um prazo para receber críticas e sugestões.
Anteriormente, pela Lei 8.666, a audiência pública era obrigatória para licitações acima de R$ 330
milhões, mas agora, com a Lei 14.133, não há mais essa obrigatoriedade. Tanto a audiência quanto
a consulta públicas são facultativas segundo a NLL. Se a Administração optar por realizar uma
audiência pública, ela deve convocar os interessados com pelo menos 8 dias úteis de
antecedência, fornecendo informações relevantes sobre a contratação, incluindo estudos técnicos
preliminares e elementos do edital de licitação, permitindo que todos os interessados se manifestem.
4) Princípios Básicos e Correlatos
A nova lei de licitações ampliou significativamente o número de princípios a serem observados
nos processos licitatórios, passando de 8 para 22, conforme estabelecido na Lei 14.133/2021, em
comparação com a antiga Lei 8.666. Alguns desses princípios já faziam parte da legislação anterior,
como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, os quais são aplicáveis a toda
atividade administrativa, não se restringindo apenas às licitações públicas.
No entanto, a nova lei adicionou princípios específicos das licitações, como a vinculação ao edital e
o julgamento objetivo, que têm o objetivo de garantir a transparência e a imparcialidade nos
processos de seleção de fornecedores e contratação de serviços pelo poder público.
Além dos princípios expressos na própria lei, o legislador também fez referência aos princípios
mencionados na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), como a irretroatividade,
transparência, isonomia e legalidade. Esses princípios são considerados fundamentais para o
ordenamento jurídico brasileiro e servem como base para a interpretação e aplicação das normas
em geral, incluindo as relacionadas às licitações públicas.
Para o entendimento dos princípios da Lei de Licitação, fizemos o quadro-resumo para que você
verifique todos os 22 princípios expressos:
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Princípios da Nova Lei de Licitações
Legalidade Refere-se à necessidade de que todas as atividades da administração pública
estejam em conformidade com a lei. Significa que os atos administrativos devem
ter respaldo em normas jurídicas, sendo vedada qualquer atuação contrária à
legislação vigente.
Ex.: A administração pública lança um edital de licitação apenas após garantir
que todos os requisitos legais foram atendidos, como a elaboração de um
estudo técnico preliminar conforme exigido pela legislação.
Impessoalidade
Consiste na obrigação de que a administração pública trate todos os cidadãos
de forma igual, sem privilegiar ou discriminar pessoas ou grupos em suas
decisões.
Ex.: Durante a avaliação das propostas, a comissão de licitação baseia-se
estritamente nos critérios objetivos estabelecidos no edital, sem favorecer
qualquer licitante em particular.
Moralidade
Exige que a administração pública atue de forma ética e íntegra, buscando
sempre o interesse público e evitando práticas que violem os padrões éticos e
os valores sociais.
Ex.: A administração pública recusa qualquer tentativa de suborno por parte
dos licitantes, mantendo a integridade e a ética no processo de contratação.
Publicidade
Determina que os atos administrativos e os procedimentos licitatórios sejam
transparentes e acessíveis ao conhecimento de todos os interessados,
garantindo a ampla divulgação das informações relacionadas aos processos de
contratação pública.
Ex.: O edital de licitação é divulgado amplamente em meios de comunicação
acessíveis ao público, garantindo que todos os interessados tenham
conhecimento do processo.
Eficiência
Pressupõe a busca pela melhor utilização dos recursos públicos, visando
alcançar os resultados pretendidos com o menor custo possível e no menor
tempo possível, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Ex.: Os contratos são executados dentro do prazo e do orçamento
estabelecidos, garantindo a otimização dos recursos públicos sem comprometer
a qualidade dos serviços.
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Interesse Público
Estabelece que todas as ações da administração pública devem estar voltadas
para a promoção do bem comum e o atendimento das necessidades coletivas
da sociedade.
Probidade
Administrativa
Refere-se à honestidade, retidão e responsabilidade dos agentes públicos no
exercício de suas funções, impedindo o uso indevido do poder para benefício
próprio ou de terceiros.
Igualdade Garante que todos os cidadãos sejam tratados de forma igual perante a lei, sem
discriminação de qualquer natureza, assegurando a igualdade de oportunidades
a todos os participantes dos processos licitatórios.
Planejamento
Preconiza a importância do planejamento prévio das contratações públicas,
visando à definição clara dos objetivos, metas e necessidades da administração,
bem como a otimização dos recursos disponíveis.
Ex.: Antes de lançar um edital, a administração pública realiza um
planejamento detalhado, definindo claramente os objetivos, metas e
necessidades da contratação.
Transparência
Corresponde à divulgação clara e acessível de informações sobre os atos e
decisões da administração pública, promovendo a prestação de contas e a
fiscalização por parte da sociedade.
Ex.: A administração pública divulga todas as informações relevantes sobre o
processo de licitação, garantindo que a sociedade possa acompanhar e fiscalizar
as ações governamentais.
Eficácia
Refere-se à capacidade de alcançar os resultados pretendidos com a execução
das atividades administrativas, garantindo a efetividade das políticas públicas e
a satisfação das necessidades da sociedade.
Segregação de
Funções
Determina a separação das funções de planejamento, execução, controle e
fiscalização das contratações públicas, visando evitar conflitos de interesse e
assegurar a lisura dos processos.
Motivação
Exige que as decisões administrativas sejam fundamentadas em razões de fato
e de direito, com justificativas claras e objetivas que demonstrem a pertinência
e a legalidade dos atos praticados.
Vinculação ao Edital
Estabelece que os licitantes devem obedecer integralmente às regras e
condições estabelecidas no edital, vinculando-se aos termos do documento
durante todo o processo licitatório.
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Julgamento Objetivo
Determina que a avaliação das propostas apresentadas pelos licitantes seja
realizada de forma objetiva e imparcial, com critérios claros e previamente
estabelecidos, visando garantir a igualdade de condições a todos os
concorrentes.
Segurança Jurídica
Garante a estabilidade e previsibilidade das relações jurídicas, proporcionando
confiança e estabilidade aos agentes públicos e privados envolvidos nos
processos licitatórios e contratos administrativos.
Razoabilidade
Exige que os atos administrativos e as decisões dos gestores públicos sejam
razoáveis e proporcionais aos objetivos pretendidos, evitando excessos ou
arbitrariedades.
Competitividade
Incentiva a ampla concorrência entre os licitantes, visando à obtenção de
propostas mais vantajosas para a administração pública e à promoção da
eficiência naalocação de recursos.
Proporcionalidade
Determina que as medidas adotadas pela administração pública sejam
proporcionais aos objetivos pretendidos, evitando restrições excessivas ou
desproporcionais aos direitos dos particulares.
Celeridade
Busca a agilidade e a rapidez nos processos licitatórios e na execução dos
contratos administrativos, visando evitar a burocracia e os atrasos que possam
comprometer a eficácia e a eficiência das ações governamentais.
Economicidade
Visa à obtenção do melhor custo-benefício nas contratações públicas, buscando
a otimização dos recursos disponíveis e a redução de gastos desnecessários,
sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Desenvolvimento
Nacional Sustentável
Promove a realização de contratações públicas que contribuam para o
desenvolvimento socioeconômico do país, respeitando os princípios da
sustentabilidade ambiental, social e econômica.
Tome nota!
Mas professor, como vou saber diferenciar eficiência, eficácia e economicidade?
Tomando como exemplo a contratação de um novo sistema informatizado para a área de saúde
pública, que visa monitorar e rastrear a propagação de doenças infecciosas em uma determinada
região:
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112
Sob o prisma da eficiência, se a contratação do software envolveu um investimento de R$ 8
milhões de recursos públicos, uma equipe de 30 profissionais da saúde durante 4 meses, para
analisar uma região de 10.000km². Aqui, avaliamos se os recursos investidos foram utilizados da
melhor maneira possível para alcançar os resultados esperados, ou seja, se a análise da área foi
realizada de forma adequada dentro do orçamento e do prazo estabelecido.
Focando na eficácia, podemos afirmar que a utilização do sistema permitiu identificar os locais
de maior incidência de determinada doença infecciosa, facilitando o direcionamento de recursos e
ações de prevenção e controle. O sucesso em alcançar o objetivo principal do sistema, que é o
monitoramento e rastreamento da propagação de doenças, demonstra a eficácia da ferramenta.
Em relação à economicidade, se considerarmos que o custo financeiro do sistema
informatizado foi de R$ 8 milhões, analisaremos se houve um bom uso dos recursos públicos, ou
seja, se o sistema oferece uma relação custo-benefício favorável em comparação com os resultados
e benefícios obtidos na prevenção e controle de doenças infecciosas.
5) Modalidades
As modalidades de licitação são os procedimentos utilizados pela administração pública para
selecionar a proposta mais vantajosa para contratação de obras, serviços, compras ou alienações. A
escolha da modalidade adequada depende do valor e da natureza do objeto a ser licitado, além das
peculiaridades de cada situação.
Importante!
Antes da entrada em vigor da Nova Lei de Licitações (NLL), tínhamos um conjunto de modalidades
de licitação estabelecidas pela Lei 8.666/93 e pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Com
a NLL, houve uma reorganização dessas modalidades. Veja como era antes e como ficou:
Antes da Nova Lei de Licitações
•Concorrência
•Tomada de preços
•Convite
•Leilão
•Concurso
•Pregão
•Regime diferenciado de contratação
Nova Lei de Licitações
•Concorrência
•Leilão
•Concurso
•Pregão
•Diálogo competitivo
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Vamos estudar aprofundadamente cada modalidade da nova Lei de Licitações.
5.1) Pregão
O pregão, agora obrigatório segundo a Nova Lei de Licitações, era opcional anteriormente. Essa
mudança é significativa. Quando os bens ou serviços a serem adquiridos são considerados
comuns, o pregão é o método apropriado. Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de
qualidade e desempenho podem ser facilmente definidos pelo edital, usando especificações comuns
do mercado. No entanto, se o objeto for especial e não puder ser descrito objetivamente no edital
devido à sua complexidade ou heterogeneidade, o pregão não é adequado.
É importante observar que há situações em que o pregão não pode ser utilizado, como para serviços
técnicos especializados, obras, serviços de engenharia (a menos que sejam comuns) ou alienações.
Outra novidade é que agora é permitido usar tanto o critério do menor preço quanto o do maior
desconto no pregão. Antes, só o menor preço era considerado. Isso significa que a Administração
pode escolher entre o fornecedor que oferece o menor preço ou aquele que oferece o maior
desconto sobre um preço de referência.
A condução do pregão é realizada por um pregoeiro designado para essa função. Além disso, a Nova
Lei de Licitações permite que o pregão seja utilizado para formar um registro de preços, o que é
útil quando a Administração precisa adquirir os mesmos itens repetidamente ao longo do tempo.
5.2) Concorrência
A Nova Lei de Licitações introduz mudanças significativas na modalidade de concorrência. Antes,
sua utilização era determinada pelo valor da contratação, mas agora, de acordo com a NLL, a
concorrência é adotada independentemente do valor para bens e serviços especiais, obras e
serviços de engenharia.
Essa nova abordagem significa que a escolha da concorrência está relacionada à natureza do objeto
licitado, não ao seu valor financeiro. Ex.: para serviços de engenharia, a concorrência é obrigatória
para serviços especiais e opcional para os comuns.
Além disso, os critérios de julgamento na concorrência são mais amplos do que no pregão.
Enquanto o pregão se restringe principalmente ao menor preço ou maior desconto, na concorrência,
outros critérios, como melhor técnica, conteúdo artístico, técnica e preço, e maior retorno
econômico, podem ser adotados.
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5.3) Concurso
Inicialmente, é essencial esclarecer que não estamos tratando aqui de concursos públicos para
contratação de funcionários para a Administração Pública. Estamos falando de uma modalidade de
licitação utilizada para firmar contratos administrativos com o licitante vencedor.
Nesse contexto, a Nova Lei de Licitações define o concurso como uma modalidade de licitação
voltada para a seleção de trabalhos técnicos, científicos ou artísticos, bem como para premiar ou
remunerar os vencedores, com base no critério de melhor técnica ou conteúdo artístico.
Ex.: se um órgão público deseja criar um novo logotipo para melhorar sua imagem institucional,
mas não possui artistas em sua equipe, ele pode realizar um concurso por meio de licitação para
contratar um profissional particular para criar o logotipo. Nesse concurso, vários profissionais
competiriam entre si para criar o melhor logotipo.
Existem duas principais mudanças em relação à legislação anterior:
1) Critério de seleção: Antes, a Lei 8.666 não especificava os critérios de seleção a serem utilizados.
Agora, a NLL determina que o critério de seleção do fornecedor deve ser a melhor técnica ou
conteúdo artístico.
2) Prazo mínimo do edital: O tempo mínimo entre a publicação do edital e a data de apresentação
das propostas era de 45 dias, mas agora foi reduzido para 35 dias úteis.
Além disso, o edital do concurso deve incluir informações como a qualificação exigida dos
participantes, as diretrizes para a apresentação dos trabalhos e as condições para a realização do
concurso, incluindo o prêmio ou remuneração a ser concedido ao vencedor. Nos concursos para
elaboração de projetos, o vencedor deve ceder todos os direitos patrimoniais relativos ao projeto à
Administração Pública, que terá liberdade para executá-lo conforme julgar conveniente, sem
necessidade de nova autorização do autor do projeto. Em resumo, o autor do projeto não receberá
royalties ou outras remunerações futuras, pois seus direitos foram cedidosà Administração.
5.4) Leilão
O leilão é uma forma de licitação usada para vender tanto bens móveis quanto imóveis para quem
oferecer o lance mais alto. Aqui está um alerta importante: embora a definição legal do leilão na
NLL mencione apenas a venda de bens imóveis ou móveis inservíveis ou legalmente apreendidos,
na prática, a lei permite o uso do leilão para qualquer tipo de alienação de bens, sem as restrições
da Lei 8.666.
Então, o que mudou com a NLL em relação ao leilão?
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Antes, na Lei 8.666, o leilão era usado apenas para vender bens móveis legalmente apreendidos ou
penhorados, com um limite de valor, e bens imóveis decorrentes de situações específicas. Com a
NLL, o leilão pode ser usado para vender qualquer tipo de bem móvel ou imóvel.
Quanto ao processo, o leilão pode ser conduzido por um leiloeiro oficial ou por um servidor
designado pela Administração. Se for por um leiloeiro, a Administração deve selecioná-lo por meio
de credenciamento ou licitação. O critério de julgamento para selecionar o leiloeiro é o maior
desconto nas comissões cobradas.
O procedimento do leilão é especial e tem algumas diferenças em relação ao processo padrão da
NLL. Não há uma fase de habilitação, não é necessário registro prévio e o leilão deve ser
homologado imediatamente após a fase de lances, tudo para facilitar a participação das pessoas
interessadas em adquirir os bens da Administração.
O prazo mínimo entre a publicação do edital e a data do leilão é de 15 dias úteis. Além disso, antes
de realizar o leilão, a Administração deve avaliar os bens para estimar seu valor de mercado, o que
vai ajudar a definir o preço mínimo para a venda, a ser especificado no edital.
Por fim, o edital do leilão deve ser divulgado no site oficial da Administração, afixado em local visível
na sede da Administração e pode ser divulgado por outros meios para atrair mais interessados. O
objetivo é garantir que o leilão seja amplamente conhecido para aumentar a competição entre
os interessados em adquirir os bens da Administração.
5.5) Diálogo Competitivo
O diálogo competitivo segue um procedimento específico, que difere do processo usual da
concorrência e do pregão, conforme resumido a seguir:
Fase de Diálogo: o processo de diálogo competitivo é dividido em duas fases distintas. Na
primeira fase, a Administração se dedica a explorar e desenvolver diferentes opções que possam
atender às suas necessidades. Isso envolve uma etapa de "pré-seleção", onde são escolhidos os
participantes com os quais a Administração irá dialogar.
Com o encerramento da indicação da solução a ser contratada, inicia-se a fase competitiva.
Instauração da
comissão de
contratação
edital de pré-
seleção
diálogo com os
interessados
indicação da
solução a ser
contratada
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Fase Competitiva: Na segunda fase, conhecida como fase competitiva, uma vez que uma
alternativa tenha sido desenvolvida ou escolhida, a Administração busca propostas específicas das
empresas para fornecer essa alternativa. Em resumo, na primeira fase a Administração procura
entender suas opções, enquanto na segunda fase ela solicita propostas específicas para implementar
a solução escolhida.
A condução da concorrência é geralmente feita pelo agente de contratação, mas a NLL permite a
formação de uma comissão para essa finalidade em casos específicos de bens ou serviços especiais.
Essa comissão é composta por no mínimo três membros.
Algumas similaridades com o pregão permanecem, como a possibilidade de utilizar a concorrência
para formar um registro de preços e o seguimento do mesmo procedimento comum detalhado na
legislação.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2022 – O presidente de uma companhia pretende participar de licitações para a
realização de diversas obras que possuem alto valor comercial. Nos termos das normas
aplicáveis, as obras de valores expressivos devem ser licitadas através da
a) tomada de preços.
b) competição.
c) tradição.
d) concorrência.
e) concessão.
Gabarito: Letra D.
Comentário: A modalidade adequada de licitação para contratar obras de grande valor é a
concorrência. Nessa modalidade, todos os interessados que atendam aos requisitos mínimos de
qualificação estabelecidos no edital podem participar. A concorrência é caracterizada pela sua ampla
competitividade e é obrigatória em contratos de elevado montante, como é o caso de obras de alto
valor. Ela é essencial para garantir a igualdade de oportunidades a todos os concorrentes e para
selecionar a proposta que melhor atenda aos interesses da Administração Pública, considerando
critérios como custo e técnica.
Edital da fase
competitiva
proposta dos
licitantes
seleção da proposta
mais vantajosa
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Após estudarmos as modalidade de licitação, fizemos o quadro-resumo com os principais aspectos
referente aos critérios de julgamento de cada uma dessas modalidades:
Critérios de Julgamento
Menor preço pode incluir os custos indiretos do ciclo de vida, sendo vedado em disputa
fechada.
Maior desconto Sobre o preço global e seus aditivos – pode incluir os custos indiretos do
ciclo de vida, sendo vedado em disputa fechada.
Melhor técnica ou
conteúdo artístico
O valor já consta no edital, realizados para projetos e trabalhos de
natureza técnica, cientifica e artística.
Técnicas e preço Serviços predominantemente intelectuais, tecnologia sofisticada ou de
domínio restrito, objetos especiais de técnica, cientifica e artística, obras,
serviços especiais de engenharia, soluções especificas e alternativas e
variações de execução (repercussões significativas)
Considera-se desempenho pretérito – nota técnica
Máximo de 70% para nota técnica, sendo vedado para disputa aberta.
Maior lance Realizado para leilão.
Maior retorno econômico Contratos de eficiência (maior economia para a administração)
Proposta de trabalhos – com economia estimada
Proposta de preços – com percentual sobre a economia
6) Dispensa e Inexigibilidade
Neste tema, não houve grandes mudanças estruturais com a nova lei, mas alguns detalhes
importantes foram alterados. Um ponto crucial é a ampliação de 3 para 5 hipóteses de
inexigibilidade de licitação, enquanto, por outro lado, o número de hipóteses de licitação
dispensável foi reduzido de 34 para 28.
É essencial lembrar que, como princípio geral, a Administração Pública deve realizar licitação antes
de contratar, exceto nos casos especificados na legislação, nos quais é permitida a contratação
direta, ou seja, sem licitação prévia.
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Neste contexto, vamos explorar essas situações excepcionais em que a legislação permite que a
Administração contrate um fornecedor sem abrir a possibilidade de competição com outros. Estamos
falando das exceções ao dever de licitar.
6.1) Dispensa
A dispensa de licitação é uma exceção à obrigatoriedade de licitar, permitindo que a Administração
Pública contrate diretamente um fornecedor sem a necessidade de realizar um processo licitatório.
Vamos estudar as duas formas de dispensa da licitação – dispensável e dispensada.
6.1.1) Licitação Dispensada
Nos casos abordados adiante, o legislador concedeu ao administrador público a prerrogativa de
escolher entre (i) realizar um processo licitatório ou (ii) celebrar o contrato diretamente. Nesse
contexto de tomada de decisão, caracterizamos a conduta do administrador como discricionária
nas licitações dispensáveis. Dessa forma, é evidente que, ao contrário das situações de licitação
dispensada, aqui o legislador permiteao administrador optar por não realizar a licitação.
Contratação Direta
inexigibilidade de licitação
- inviabilidade de
competição (art. 74, rol
exemplificativo)
dispensa de licitação -
decisão do legislador
licitação dispensável
(discricionário - art. 75, rol
taxativo)
licitação dispensada
(vinculado - art. 76, rol
taxativo)
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6.1.2) Licitação Dispensável
Nas próximas situações que vamos discutir, o legislador definiu que o administrador público tem
apenas uma opção: não realizar uma licitação. Esses casos estão relacionados à venda de bens que
pertencem ao Estado, conhecidos como bens dominicais. Seja para alienar bens imóveis, como
terrenos, ou móveis, como carros, em certas circunstâncias, o governo não precisa seguir o processo
de licitação tradicional, onde as pessoas fazem ofertas. Isso acontece quando a lei permite que o
governo simplesmente venda os bens sem passar por todo esse processo.
Essas situações estão detalhadas na lei e são chamadas de dispensa de licitação. No entanto, é
fundamental lembrar que essa dispensa só é válida se houver uma razão específica e legal para
isso, e o governo precisa explicar por que está optando por não realizar a licitação.
Portanto, quando falamos sobre a alienação de bens do governo, às vezes o governo pode evitar o
processo de licitação se tiver uma justificativa sólida e se estiver dentro dos limites estabelecidos
pela lei.
possibilidade de
comprometimento da
segurança nacional -
casos pelo Ministro da
Defesa
hortifrutigranjeiros, pão e
outros gêneros perecíveis
aquisição nos termos de
acordo intencional
específico - condições
mais vantajosas
abastacimento de navios,
embarcações, unidades
aéreas ou tropas e seus
meios de deslocamento -
estada de curta duração
valor baixo - até R$
119.812,02 (obras e
serviços de engenharia +
manutenção de veículo) e
R$ 59.906,02 (compras e
demais serviços)
guerra, grave perturbação
da ordem, estado de
defesa, de sítio ou
intervenção federal
emergência ou
calamidade pública
licitação realizada há no
máximo 1 ano (quando
não surgirem licitates,
sem propostas válidas e
incompatíveis com os
preços)
bens e serviços -
produzidos ou prestados
no país (alta
complexidade teconlógica
+ defesa nacional)
atender forças militares
em operações de paz no
exterior
resíduos sólidos urbanos
obras de arte e objetos
históricos
equipamentos de
rastreamento e obtenção
de provas em inquérito e
processo criminal - sigilo
das informações
materal de uso pelas
forças armadas
aquisição de peças para
manutenção de
equipamentos durante
período de garantia -
indispensável para
garantia
produto para pesquisa e
desenvolvimento
contração por instituição
cientifica e tecnológica ou
por agências de formento
contratação de associação
de portadores de
deficiência física
contratação de instituição
brasileira incumbida de
pesquisa, ensino ou
desenvolvimento
institucional ou dedicada
à recuperação do preso
pessoa jurídica de direito
público adquirir insumos
estratégicos para saúde
cisternas ou outras
tecnologias de acesso à
água
prgrama de cozinha
solidária
medicamento para
doenças raras
construção de ambientes
especializados e
cooperativos de inovação
aquisição de bens e
serviços produzidos ou
serviços prestados que
integre a Administração -
PJ de direito público
União intervir no domínio
econômico
contrato de programa
com ente público, para a
prestação associada de
serviços públicos
transferência de
tecnologia de produtos
estratégicos para o SUS
contratação de profissionais
para compor Banca de
avaliação de critérios técnico -
profissional de notória
especialização
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Como mencionamos anteriormente, exploramos de forma mais detalhada as situações envolvendo
a alienação de bens. A dispensa de licitação exige uma justificativa legal específica para cada caso
e deve ser devidamente explicada pela Administração Pública.
6.2) Inexigibilidade
A inexigibilidade de licitação também é uma exceção à obrigatoriedade de licitar, mas ocorre
quando a competição é inviável, seja por características singulares do objeto ou pela inexistência de
concorrentes aptos a fornecer o serviço ou produto.
A nova Lei de Licitações estabelece as situações em que a licitação pode ser considerada inexigível,
como veremos a seguir:
Assim como na dispensa de licitação, a inexigibilidade requer fundamentação legal específica e
justificativa técnica que comprove a inviabilidade de competição.
7) Processo Licitatório
Vamos simplificar o conceito de licitação e entender suas etapas. A licitação é um processo
administrativo que segue um conjunto de regras estabelecidas por lei. Existem diferentes
modalidades de licitação, mas vamos focar nas etapas comuns a algumas delas, como concorrência
e pregão.
Fornecedor
Exclusivo
•vedada
preferência de
marca.
•Necessidade
de
comprovação
da
exclusividade.
serviços
técnicos
•natureza
intelectual
predominante
+ notória
especialização
+ enumerados
no art. 74.
•vedada a
utilização do
serviço para a
publicidade e
divulgação.
•vedada a
subcontratação
para a atuação
distintos dos
contratados.
Artista
consagrado
•divulgar o
cachê do
artista -
obrigatoriedad
e.
Aquisição ou
locação de
imóvel
•avaliação prévia
do bem.
•inexistência de
imóveis
públicos
disponiveis.
•justificativas
das singulares
do imóvel.
Credenciamento
•inclusão da
hipótese na NLL.
•determinados
serviços.
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Antes mesmo de o edital da licitação ser divulgado, ela já está acontecendo dentro da Administração,
internamente. Isso significa que, mesmo antes de se tornar pública, a licitação está em andamento,
na chamada fase preparatória.
Com a Nova Lei de Licitações, ficou mais clara a distinção entre a fase preparatória, que ocorre antes
da publicação do edital, e a fase externa, que começa com a publicação do edital e torna a licitação
pública.
Agora, vamos observar a ordem geral das etapas do procedimento licitatório, conforme previsto na
NLL:
Na nova lei, houve uma mudança importante na ordem das etapas da licitação. Agora, geralmente,
a fase de habilitação dos concorrentes acontece depois da análise das propostas ou dos lances. Isso
significa que, em vez de verificar se os concorrentes estão aptos para participar logo no início,
primeiro são avaliadas as propostas ou lances para escolher a melhor oferta. Essa mudança é
chamada de inversão de fases.
No entanto, ainda é possível, em casos especiais e devidamente justificados, que o edital estabeleça
a realização da habilitação antes da apresentação das propostas e lances. Isso é chamado de
desinversão de etapas e precisa ser justificado adequadamente.
A maioria das licitações agora ocorre de forma eletrônica, mas em casos específicos, pode-se
realizar presencialmente. Quando isso acontece, é necessário justificar essa escolha e registrar tudo
o que foi discutido e decidido durante a sessão, seja em ata ou por meio de gravação.
Além disso, as licitações agora têm apenas uma fase de recurso, simplificando o processo, assim
como já acontecia no pregão.
Vamos esquematizar as etapas da Nova Lei de Licitações, descritas como rito comum, para que você
entenda os pontos mais importantes:
Nova Lei de Licitações – etapas comuns
Fase preparatória
divulgação do
edital
apresentação das
propostas e
lances
julgamento
habilitação recursos homologação
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Fase preparatória Nestafase, a Administração Pública inicia os procedimentos internos para a
realização da licitação. Isso inclui a definição das especificações do objeto a ser
contratado, a estimativa de custos, a elaboração do edital e a escolha do tipo de
licitação a ser utilizada.
Divulgação do edital Após a fase preparatória, o edital de licitação é divulgado publicamente. Esse
documento contém todas as informações necessárias para que os interessados
possam participar do processo, como descrição do objeto, critérios de
participação, prazos e condições de pagamento.
A impugnação do edital poderá ser realizado por qualquer pessoa no prazo de 3
dias úteis.
Apresentação das
propostas
Os interessados em participar da licitação devem apresentar suas propostas ou
lances dentro do prazo estabelecido pelo edital. Nesta fase, os concorrentes
competem entre si para oferecer a melhor proposta ou lance em relação ao objeto
da licitação.
Julgamento Após a apresentação das propostas ou lances, a comissão responsável pela
licitação realiza o julgamento para escolher a proposta mais vantajosa para a
Administração Pública, levando em consideração os critérios estabelecidos no
edital.
Habilitação Na fase de habilitação, verifica-se se o concorrente selecionado atende a todos os
requisitos legais e técnicos exigidos pelo edital. Isso inclui a comprovação da
regularidade fiscal e trabalhista, capacidade técnica e financeira, entre outros.
Recursos Após o julgamento e a habilitação, os concorrentes que se sentirem prejudicados
têm o direito de interpor recursos administrativos, contestando decisões da
comissão de licitação que considerem injustas ou inadequadas.
O prazo para a interposição do recurso se dará no prazo de 3 dias úteis. Devendo
a decisão ser proferida no prazo máximo de 10 dias úteis.
Homologação Finalmente, após a análise dos recursos e a confirmação da regularidade de todo
o processo, a autoridade superior homologa o resultado da licitação, declarando
o vencedor e autorizando a celebração do contrato. Essa etapa encerra
formalmente o processo licitatório.
8) Sanções e Processos Sancionatórios
Uma das principais novidades introduzidas pela Nova Lei de Licitações é a incorporação de um
capítulo inteiro destinado às infrações e sanções administrativas. Ao contrário da legislação
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anterior, a Lei nº 8.666/93, que tratava das sanções apenas no artigo 87, a Nova Lei nº 14.133/2021
amplia o escopo desse tema em nove artigos, do 155 ao 163.
O artigo 155 lista várias condutas que podem resultar em responsabilização administrativa para o
licitante ou o contratado, conforme transcrevemos abaixo:
Art. 155. O licitante ou o contratado será responsabilizado administrativamente pelas
seguintes infrações:
I - dar causa à inexecução parcial do contrato;
II - dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à Administração, ao
funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse coletivo;
III - dar causa à inexecução total do contrato;
IV - deixar de entregar a documentação exigida para o certame;
V - não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente devidamente
justificado;
VI - não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a contratação,
quando convocado dentro do prazo de validade de sua proposta;
VII - ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação sem motivo
justificado;
VIII - apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame ou prestar
declaração falsa durante a licitação ou a execução do contrato;
IX - fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato;
X - comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza;
XI - praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação;
XII - praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013 (atos
lesivos contra a Administração Pública).
A Nova Lei de Licitações apresenta quatro tipos principais de sanções:
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A Nova Lei aboliu as punições de suspensão temporária e impedimento de contratar com a
Administração por até dois anos, que eram parte da legislação anterior. Agora, as sanções são mais
precisas e específicas. Uma mudança importante é a inclusão da possibilidade de implementação
ou melhoria de programas de integridade como critério para aplicação ou redução das punições,
evidenciando uma preocupação com a ética e a transparência nas relações contratuais com a
Administração Pública.
Além disso, a multa não está atrelada a um tipo específico de infração, o que significa que pode
ser aplicada em várias circunstâncias, até mesmo de forma acumulativa.
O prazo para a prescrição das punições é de cinco anos, começando a partir do momento em que
a Administração tem ciência da infração. Esse prazo pode ser interrompido ou suspenso em certas
situações, como quando é iniciado o processo de responsabilização ou é feito um acordo de
leniência.
Para que um infrator possa ser reabilitado, é necessário cumprir uma série de requisitos, como
pagar a multa e esperar um período mínimo de um ano para impedimento de licitar e contratar,
e de três anos para declaração de inidoneidade. Também é exigida a implementação ou melhoria de
programas de integridade.
9) Crimes em Licitações e Contratos Administrativos
Crimes em licitações e contratos administrativos são ações ilegais ou antiéticas que ocorrem
durante o processo de contratação pública. Esses crimes podem envolver corrupção, fraude,
conluio entre licitantes, entre outros comportamentos ilícitos. Anteriormente, esses crimes estavam
especificamente definidos na Lei 8.666, que regulamentava as licitações e contratos no Brasil. No
entanto, com a entrada em vigor da Lei 14.133, esses crimes foram transferidos para o Código
Advertência: é uma espécie de aviso
oficial, uma notificação de que houve
uma infração, sem necessariamente
aplicar uma punição severa de
imediato.
Multa: consiste em uma penalidade
financeira imposta ao infrator. A
quantia da multa pode variar entre
0,5% e 30% do valor total do contrato,
dependendo da gravidade da infração.
Impedimento de licitar e contratar: é
uma punição mais séria, que proíbe o
infrator de participar de licitações ou
contratar com a Administração Pública.
Esse impedimento pode durar até três
anos.
Declaração de inidoneidade para
licitar ou contratar: é a sanção mais
grave, que impede o infrator de
participar de licitações ou contratar
com a Administração Pública por um
período mínimo de três anos e máximo
de seis anos.
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Penal, especificamente no capítulo que trata dos crimes contra a Administração Pública. Essa
mudança não altera a gravidade dos crimes, mas apenas sua localização legal:
Momento das Questões
Questão inédita – Na Nova Lei de Licitações, qual modalidade de licitação é obrigatória para a
contratação de obras e serviços de engenharia de grande vulto?
a) Concorrência.
b) Tomada de Preços.
Crimes contra licitação e
contratos
administrativos
Contratação direta ilegal - Art. 337-E.
Pena - reclusão, de 4 a 8 anos, e multa.
Frustração do caráter competitivo de
licitação - Art. 337-F. Pena - reclusão, de 4
anos a 8 anos, e multa.
Patrocínio de contratação indevida - Art.
337-G. Pena - reclusão, de 6 meses a 3
anos, e multa.
Modificação ou pagamento irregular em
contrato administrativo - Art. 337-H.
Pena - reclusão, de 4 anos a 8 anos, e
multa.
Perturbação de processo licitatório - Art.
337-I. Pena - detenção, de 6 meses a 3
anos, e multa.
Violação de sigilo em licitação - Art. 337-
J. Pena- detenção, de 2 anos a 3 anos, e
multa.
Afastamento de licitante - Art. 337-K.
Pena - reclusão, de 3 anos a 5 anos, e
multa, além da pena correspondente à
violência.
Fraude em licitação ou contrato - Art.
337-L. Pena - reclusão, de 4 anos a 8 anos,
e multa.
Contratação inidônea - Art. 337-M. Pena -
reclusão, de 1 ano a 3 anos, e multa.
§ 1º Celebrar contrato
com empresa ou
profissional declarado
inidôneo - Pena -
reclusão, de 3 anos a 6
anos, e multa. Impedimento indevido - Art. 337-N. Pena
- reclusão, de 6 meses a 2 anos, e multa.
Omissão grave de dado ou de
informação por projetista - Art. 337-O.
Pena - reclusão, de 6 meses a 3 anos, e
multa.
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c) Convite.
d) Pregão.
e) Leilão.
Gabarito: Letra A.
Comentário: A modalidade de licitação obrigatória para a contratação de obras e serviços de
engenharia de grande vulto, conforme estabelecido na Nova Lei de Licitações, é a concorrência. Essa
modalidade é escolhida em situações de contratos de grande monta, visando garantir ampla
competitividade e a seleção da proposta que melhor atenda aos interesses da Administração Pública.
Questão inédita – No contexto das contratações públicas, o processo licitatório desempenha
um papel crucial na busca por transparência, eficiência e economia na utilização dos recursos
públicos. Este mecanismo visa selecionar os fornecedores mais qualificados e oferecer
condições justas para a prestação de serviços ou aquisição de bens pela administração pública.
Nesse sentido, compreender os diferentes tipos de modalidades de licitação e seus critérios é
essencial para garantir uma gestão eficaz e ética dos recursos governamentais.
Considerando o papel fundamental do processo licitatório nas contratações públicas, qual das
seguintes afirmações sobre a modalidade de pregão, conforme estabelecido na nova lei de
licitações, está correta?
a) O pregão é a modalidade de licitação mais adequada para contratações de obras de grande vulto,
devido à sua agilidade e simplicidade processual.
b) Na modalidade de pregão, o critério de julgamento das propostas é o de menor preço,
independentemente da natureza do objeto licitado.
c) O pregão é exclusivamente aplicável a contratações de bens e serviços comuns, não sendo
adequado para aquisição de itens de alta complexidade técnica.
d) O pregão é regido pelos mesmos princípios da concorrência, porém é realizado de forma
eletrônica, dispensando a presença física dos licitantes.
e) A modalidade de pregão permite a utilização de critérios subjetivos para avaliação das propostas,
visando à seleção do fornecedor que apresente maior qualificação técnica.
Gabarito: Letra D.
Comentário: O pregão se destaca como uma modalidade de licitação especialmente adequada
para aquisição de bens e serviços comuns, devido à sua agilidade e simplicidade procedimental. Uma
das principais vantagens do pregão é sua realização de forma eletrônica, o que dispensa a presença
física dos licitantes e permite uma maior participação de interessados, ampliando a competitividade
e a transparência do processo. Além disso, o critério de julgamento das propostas no pregão é o de
menor preço, embora possam existir outras modalidades de pregão em que critérios como melhor
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técnica ou técnica e preço sejam adotados. Essa modalidade, regida pelos mesmos princípios da
concorrência, representa um avanço significativo na modernização e eficiência das contratações
públicas.
CONTRATO ADMINISTRATIVO
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Contrato administrativo para compras na administração pública. Conceito, principais
características e espécies. Formalização, execução e inexecução. Duração, prorrogação,
renovação e extinção. Revisão e rescisão.
2) Conceito, Principais Características e Espécies
Assim como a licitação, os contratos administrativo estão inseridos na NLL (Lei nº 14.133/21). Os
contratos da Administração são todos os contratos celebrados pela Administração Pública, tanto
os submetidos ao regime jurídico de direito público, quanto os submetidos ao regime de direito
privado parcialmente derrogado por normas de direito público.
Os contratos administrativos são ferramentas empregadas pelo poder público para formalizar a
contratação de um determinado objeto, mediante um processo licitatório. Além disso, o contrato
administrativo possui algumas características específicas:
Consensual: Isso significa que o contrato é estabelecido por acordo de vontades entre a
administração pública e o particular, ou seja, ambas as partes concordam com os termos do contrato.
Formal: Isso quer dizer que o contrato administrativo segue uma forma específica, geralmente
escrita, para ser válido e eficaz. Essa formalidade é necessária para garantir a segurança jurídica das
partes envolvidas.
Oneroso: Isso indica que o contrato implica em benefícios e obrigações para ambas as partes.
Ou seja, cada uma das partes recebe algo em troca do que fornece ou faz, havendo uma
contraprestação econômica.
Comutativo: Isso significa que as vantagens e obrigações para ambas as partes são conhecidas
e determinadas no momento da celebração do contrato. Não há incerteza sobre o que cada parte
receberá em troca.
Intuitu Personae: Isso se refere à confiança depositada na pessoa ou na empresa contratada,
baseada em suas qualidades específicas, habilidades ou capacidades. Ou seja, a administração
pública escolhe o contratado com base em suas características pessoais ou profissionais específicas.
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Tome nota!
Essas características são de extrema importância para as provas de concursos públicos. Por isso, anote
esse mnemônico: Co-F-O-Co-I (Isso vai te salvar na hora da prova).
Além disso, os contratos administrativos são classificados em diversas espécies, cada uma
adequada a diferentes necessidades e modalidades de prestação de serviços ou fornecimento de
bens pela administração pública. As espécies são: contratos administrativos, os contratos de gestão,
os contratos de fornecimento, os contratos de serviços, os contratos de obras públicas, os contratos
de concessão e os contratos de alienação.
2.1) Cláusulas Exorbitantes
As cláusulas exorbitantes são disposições presentes nos contratos administrativos que conferem
certos poderes especiais à Administração Pública, poderes esses que não seriam permitidos em
contratos entre particulares, pois colocariam a Administração em uma posição superior à outra parte
contratante. Essas cláusulas são consideradas incomuns ou até mesmo nulas em contratos privados,
pois concedem privilégios ou prerrogativas à Administração que não seriam aceitáveis em
relações entre empresas ou pessoas físicas.
Segundo a Lei de Licitações e Contratos, essas cláusulas permitem que a Administração Pública faça
algumas coisas especiais, como:
Modificar o contrato unilateralmente: Isso significa que a Administração pode alterar o
contrato sem a concordância do contratado, desde que seja para melhor atender aos interesses
públicos, respeitando, é claro, os direitos do contratado.
Co
•Consensual
F
•Formal
O
•Oneroso
Co
•Comunitativo
I
•Instuitu Pesonae / personalidade
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Rescindir o contrato unilateralmente: Em certas situações previstas em lei, a Administração
pode encerrar o contrato sem precisar da autorização do contratado.
Fiscalizar a execução do contrato: A Administração tem o direito de acompanhar de pertocomo
o contrato está sendo executado.
Aplicar sanções: Se o contratado não cumprir completamente ou parcialmente o que foi
acordado, a Administração pode aplicar penalidades, como multas, por exemplo.
Ocupar temporariamente bens e serviços: Em casos de serviços essenciais, como fornecimento
de água ou energia, a Administração pode temporariamente ocupar bens ou serviços do contratado,
se necessário para investigar violações contratuais ou após a rescisão do contrato.
Essas cláusulas são importantes para garantir que a Administração possa agir de forma eficaz e
proteger os interesses públicos, mas é fundamental que seu exercício seja feito de maneira justa e
dentro dos limites legais.
2.2) Exigência de Garantias
Uma das cláusulas exorbitantes é a exigência de garantias que a Administração Pública tem sobre o
contratado. Em outras palavras, é possível que a Administração Pública exija uma garantia desde que
haja precisão legal. As garantias que os contratantes podem dar são:
Tome nota!
Será de responsabilidade do contratado selecionar o tipo de garantia a ser fornecida à
Administração Pública. A garantia para o contrato administrativo será de até 5% do valor do
contrato.
Garantias
Caução em direito ou em
títulos de dívida pública
Seguro-garantia Fiança bancária
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3) Formalização, Execução e Inexecução
O contrato administrativo será elaboração e assinado pelas partes envolvidas, ou seja, pela
Administração Pública e pelo contratado. A formalização é o momento em que são definidos os
termos, condições, obrigações e os direitos de ambas as partes.
Após a formalização, inicia-se a fase de execução do contrato. Durante esta etapa, as partes devem
cumprir todas as obrigações e responsabilidades estipuladas no contrato, isso inclui a realização
das atividades contratadas, o fornecimento de bens ou serviços conforme especificado, o pagamento
das atividades contratadas e o cumprimento de prazos estabelecidos.
A inexecução ocorre quando uma das partes não cumpre com suas obrigações contratuais de
forma adequada. Pode ser parcial, quando apenas parte das obrigações é descumprida, ou total,
quando nenhuma obrigação é cumprida. A inexecução pode acarretar diversas consequências, como
aplicação de penalidades, rescisão do contrato, perda de garantias, entre outras medidas previstas
em lei ou no próprio contrato.
4) Duração, Prorrogação, Renovação e Extinção
Agora vamos estudar de forma mais aprofunda sobre a vida do contrato administrativo. Ela é
marcada por diferentes fases relacionadas à sua duração, possíveis prorrogações, renovações e, por
fim, sua extinção.
A duração de um contrato administrativo é o período de tempo durante o qual ele está em vigor e
suas cláusulas são aplicáveis. Esse prazo é estabelecido no próprio contrato e pode variar de acordo
com a natureza do objeto contratado e as necessidades da Administração Pública. Esquematizamos
para facilitar o entendimento, sobre os diferentes prazos dos contratos administrativos:
Prazos dos Contratos Administrativos
Máx. 5 anos
Serviços e fornecimentos contínuos (prorrogável por até 10 anos)
Aluguel de equipamentos
Utilização de programas de informática
Máx. 10 anos
Alta complexidade tecnológica + defesa nacional
Materiais de uso das Forças Armadas – exceto uso pessoal e administrativo
Inovação tecnológica
Segurança nacional
Transferência tecnológica do SUS + produtos estratégicos
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Insumos estratégicos do SUS
Contratos de eficiência ou que gerem receita – sem investimento
Máx. 15 anos Operação continuada de sistemas estruturantes de TI
Máx. 35 anos Contratos de eficiência e que geram receita – com investimento
Situações específicas
Fornecimento + prestação de serviço associado: soma dos prazos – serviços,
no máx. 5/10 anos
Contrato por escopo – prazo automaticamente prorrogado se não concluído
a tempo.
A renovação de um contrato administrativo implica na celebração de um novo contrato após o
término do contrato anterior, com o mesmo objeto ou objeto semelhante. Geralmente, a renovação
é utilizada quando não há prorrogação possível ou quando se deseja atualizar as condições do
contrato.
Por fim, a extinção marca o fim do contrato administrativo. Isso pode ocorrer de diversas maneiras,
como o término do prazo estabelecido, o cumprimento integral das obrigações por ambas as partes,
a rescisão contratual por iniciativa de uma das partes devido a inexecução ou outras causas previstas
em lei, ou por motivos excepcionais, como a decretação de falência do contratado.
5) Revisão e Rescisão
A revisão e rescisão de contratos administrativos são procedimentos previstos na nova Lei de
Licitações para lidar com situações em que é necessário ajustar ou encerrar um contrato firmado
entre a Administração Pública e um particular.
Revisão: A revisão de contrato é um procedimento que permite fazer ajustes nas cláusulas
contratuais durante sua vigência. Isso pode ocorrer quando há necessidade de corrigir algum
desequilíbrio econômico-financeiro que afete o contrato, como aumento imprevisto de custos ou
alteração nas condições de execução do objeto contratado. A nova Lei de Licitações estabelece
critérios para a revisão, garantindo que seja feita de forma transparente e justa para ambas as partes.
Rescisão: A rescisão de contrato, por sua vez, ocorre quando uma das partes decide encerrar o
contrato antes do prazo previsto ou por descumprimento das cláusulas contratuais. A nova lei
estabelece as hipóteses em que a rescisão pode ocorrer, como a inexecução total ou parcial do
contrato, a falência do contratado, entre outras situações previstas em lei. A rescisão pode ser feita
de forma amigável, por acordo entre as partes, ou de forma unilateral, por decisão da Administração
Pública.
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Momento das Questões
Questão inédita – Qual das seguintes alternativas descreve uma característica dos contratos
administrativos?
a) São sempre consensuais e informais.
b) Podem ser unilaterais, ou seja, apenas uma das partes assume obrigações.
c) São celebrados intuitu personae, ou seja, levam em consideração as características pessoais das
partes envolvidas.
d) Não estão sujeitos à fiscalização da Administração Pública.
e) Podem ser rescindidos apenas por iniciativa do contratado.
Gabarito: Letra C.
Comentário: Os contratos administrativos são celebrados intuitu personae, o que significa que
são levadas em consideração as características pessoais das partes envolvidas, especialmente no que
diz respeito à capacidade técnica e idoneidade para o cumprimento das obrigações contratuais. Isso
é importante para garantir que a Administração contrate empresas ou indivíduos que possuam as
qualificações necessárias para a execução dos serviços ou fornecimento dos bens contratados.
Questão inédita – De acordo com a Nova Lei de Licitações, quais são algumas das prerrogativas
da Administração Pública nos contratos administrativos?
a) A Administração não pode modificar unilateralmente o contrato.
b) A Administração não tem o direito de rescindir unilateralmente o contrato nos casos especificados
em Lei.
c) A Administração não pode fiscalizar a execução do contrato.
d) A Administração não pode aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste.
e) A Administração não pode ocupar provisoriamente bens vinculados ao objeto do contrato nos
casos de serviços essenciais.
Gabarito: Letra C.
Comentário: A Administração Pública tem diversas prerrogativas nos contratos administrativos,
incluindo o direito de fiscalizar a execução do contrato. Essafiscalização é essencial para garantir
que o contratado esteja cumprindo as obrigações estabelecidas no contrato e para verificar a
qualidade e adequação dos serviços ou produtos fornecidos.
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Parabéns por ter concluído o estudo da matéria!
Bora para cima!
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1) Introdução.............................................................................................................................................. 127
2) Conceito, Principais Características e Espécies ............................................................................. 127
2.1) Cláusulas Exorbitantes ..................................................................................................................... 128
2.2) Exigência de Garantias ..................................................................................................................... 129
3) Formalização, Execução e Inexecução ............................................................................................. 130
4) Duração, Prorrogação, Renovação e Extinção .............................................................................. 130
5) Revisão e Rescisão................................................................................................................................ 131
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal!
Antes de iniciarmos o estudo da matéria de Eixo Temático 4 – Administração Financeira e
Orçamentária, apresentaremos os assuntos que são cobrados no edital. Siga firme com os estudos
que a aprovação virá!!
CONTEÚDO
1 O papel do Estado e a atuação do governo nas finanças públicas. 1.1 Formas e dimensões da intervenção
da administração na economia. 1.2 Funções do orçamento público.
2 Orçamento público. 2.1 Conceito. 2.2 Técnicas orçamentárias. 2.3 Princípios orçamentários. 2.4 Ciclo
orçamentário. 2.5 Processo orçamentário.
3 O orçamento público no Brasil. 3.1 Sistema de planejamento e de orçamento federal. 3.2 Plano plurianual.
3.3 Diretrizes orçamentárias. 3.4 Orçamento anual. 3.5 Outros planos e programas. 3.6 Sistema e processo
de orçamentação. 3.7 Classificações orçamentárias. 3.8 Estrutura programática. 3.9 Créditos ordinários e
adicionais.
4 Programação e execução orçamentária e financeira. 4.1 Descentralização orçamentária e financeira. 4.2
Acompanhamento da execução. 4.3 Alterações orçamentárias.
5 Contabilidade Pública: Princípios fundamentais 5.1 Patrimônio: Componentes Patrimoniais ‐ Ativo, Passivo
e Patrimônio Líquido. 5.2 Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais na área pública.
6 Receita pública. 6.1 Conceito e classificações. 6.2 Estágios. 6.3 Fontes. 6.4 Dívida ativa.
7 Despesa pública. 7.1 Conceito e classificações. 7.2 Estágios. 7.3 Restos a pagar. 7.4 Despesas de exercícios
anteriores. 7.5 Dívida flutuante e fundada. 7.6 Suprimento de fundos.
8 Lei de Responsabilidade Fiscal. 8.1 Conceitos e objetivos. 8.2 Planejamento. 8.3 Receita Pública. 8.4 Despesa
Pública. 8.5 Dívida e endividamento. 8. Transparência, controle e fiscalização.
9 Termo de execução descentralizada, convênios, termo de referência e relatório de cumprimento de objeto.
10 Licitação. 10.1 Conceito, natureza jurídica, objeto e finalidade. 10.2 Princípios básicos e correlatos. 10.3
Modalidades. 10.4 Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade. 10.5 Procedimento licitatório. 10.6 Anulação,
revogação e recursos administrativos. 10.7 Sanções e procedimento sancionatório. 10.8 Crimes em licitações
e contratos administrativos.
11 Contrato administrativo para compras na administração pública. 11.1 Conceito, principais características
e espécies. 11.2 Formalização, execução e inexecução. 11.3 Duração, prorrogação, renovação e extinção. 11.4
Revisão e rescisão.
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PAPEL DO ESTADO E ATUAÇÃO DO GOVERNO NAS FINANÇAS
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – O papel do Estado e a atuação do governo nas finanças públicas: Formas e dimensões da
intervenção da administração na economia. Funções do orçamento público.
2) Papel do Estado e Atuação do Governo na Economia
Antes de adentrar especificamente aos temas cobrados no seu edital, precisamos entender os
estudos de finanças públicas. O estudo de finanças públicas se concentra no papel do governo na
economia. O governo é responsável por implementar políticas que visam melhorar o bem-estar da
população. Isso inclui aspectos de arrecadação de impostos e uso dos recursos públicos para
financiar serviços e atender às necessidades sociais.
No contexto da economia brasileira, o papel do Estado e a atuação do governo são especialmente
relevantes devido à extensão das suas intervenções em diversos setores. O Estado brasileiro teve
uma participação significativa na economia, com empresas estatais desempenhando papeis
importantes em setores-chaves, como energia (Petrobras), financeiro (Banco do Brasil e Caixa
Econômica Federal), transporte (Embraer), entre outros.
Além disso, o governo frequentemente adota políticas industriais e de desenvolvimento para
promover setores específicos da economia. Isso pode incluir incentivos fiscais, subsídios,
investimentos em infraestrutura e pesquisa, bem como proteção comercial através de tarifas e
barreiras não-tarifárias.
O Estado mantém sua responsabilidade na regulação econômica de diversos setores, com o
objetivo de assegurar a concorrência equitativa, proteger os consumidores e fomentar o
desenvolvimento sustentável. Entre suas principais atribuições, destacam-se quatro grupos que
constituem os pilares fundamentais da economia:
Soberania - defesa nacional, relações externas, polícia, entre
outros.
Economia - no controle da emissão da moeda, créditos, impostos,
comércio externo, preços e produção.
Responsabilidade social - saúde, segurança social, habitação,
urbanismo, entre outros.
Ordem social - educação, cultura, ensino, pesquisa científica, entre
outros.
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2.1) Descentralização das Funções do Governo
As esferas político-administrativas no Brasil são compostas por um sistema fiscal que engloba as
esferas Federal, Estadual e Municipal, cada uma com sua própria autonomia fiscal.
A competência geral do Estado ou da União foi estabelecida a partir da Constituição Federal de 1988,
juntamente com suas alterações por meio de emendas constitucionais. A responsabilidade do Estado
foi dividida em três temas principais: ordem social, ordem econômica e financeira, e defesa do
Estado.
3) Formas e Dimensões da Intervenção da Administração na Economia
A intervenção do Estado na economia pode ocorrer de forma direta e indireta, cada uma com
diferentes abordagens e impactos. Vamos nos aprofundar em cada uma delas.
Responsabilidade
Estatal
Ordem Social
Seguridade Social
Educação
Cultura e Desporto
Ciência e Tecnologia
Comunicação Social
Meio Ambiente
Família, Adolescntes e Idoso
Índios
Ordem Econômica e
Financeira
Princípios Gerais da Atividade Econômica
Política Urbana
Política Agrícola e Fundiária e Reforma
Sistema Financeiro Nacional
Defesa do Estado
Forças Armadas
Segurança Pública
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3.1) Intervenção Direta
A atuação direta do Estado ocorre quando este se envolve diretamente no domínio econômico,
conduzindo atividades econômicas por si mesmo. Isso acontece em setores como os serviços
públicos ou outras atividades em que a segurança nacional ou o interesse coletivo exigem que o
Estado conduza diretamente a atividade econômica.
A atuação direta do Estado está descrita explicitamente no rol taxativo do art. 173 da CF, o qual
transcrevemos abaixo para facilitar os estudos:
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade
econômica peloEstado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança
nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia
mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos
e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios
da administração pública;
IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a
participação de acionistas minoritários;
V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.
In
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Envolvimento direto em atividades de propriedade
pública - intervenção direta
Envolvimento direto em atividades de propriedade
privada - intervenção direta
Intervenção nos assuntos econômicos privados de
forma indireta - intervenção indireta
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De acordo com a interpretação do trecho da Constituição Federal de 1988 mencionado, podemos
notar que a participação do Estado na atividade econômica é uma situação extraordinária, devendo
ocorrer apenas em casos de imperativos relacionados à segurança nacional ou a um interesse
coletivo significativo.
É importante ressaltar que, embora a participação do Estado na esfera econômica seja incomum, a
decisão de participar ou não cabe ao próprio Estado. Este justificará, ao criar empresas estatais, os
motivos que se enquadram como questões de segurança nacional ou relevante interesse coletivo,
permitindo-lhe, assim, participar de acordo com seus próprios interesses.
3.1.1) Monopólio Estatal
O monopólio estatal é a situação em que o Estado possui o controle exclusivo sobre a produção,
distribuição ou fornecimento de determinados bens ou serviços em diferentes setores da economia.
Em outras palavras, a norma estabelece a prevalência da liberdade de empreendimento e de
competição justa, reservando o monopólio estatal apenas aos setores de petróleo, gás natural e
minerais nucleares. Sob essa diretriz, o monopólio estatal tem como objetivo proteger o interesse
público, como vemos no art. 177 da CF:
Art. 177. Constituem monopólio da União:
I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos;
II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades
previstas nos incisos anteriores;
IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de
petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto,
seus derivados e gás natural de qualquer origem;
V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio
de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja
produção, comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão,
conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Constituição Federal.
3.2) Intervenção Indireta
Quando o Estado não se envolve diretamente na atividade econômica, mas sim regula, fiscaliza,
incentiva, normatiza e planeja, sua atuação é considerada indireta. É importante ressaltar que o
Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica, desempenha funções de
fiscalização, incentivo e planejamento, sendo determinante para o setor público e orientador para
o setor privado, conforme estabelecido pelo artigo 174 da CF/88:
Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá,
na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este
determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.
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Conforme o disposto em nossa Constituição, a lei deve definir as diretrizes e bases para o
planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado, incorporando e compatibilizando os
planos nacionais e regionais de desenvolvimento, conforme o parágrafo 1º do artigo 174.
Em relação ao planejamento, é importante observar que a responsabilidade pelo desenvolvimento
da produção, consumo, tecnologia, entre outros aspectos, não cabe apenas ao agente econômico
privado. O Estado também deve organizar a atividade econômica, seja ela direta ou indireta, visando
alcançar os objetivos estabelecidos na ordem econômica.
3.2.1) Agente Normativo
O agente normativo refere-se ao papel do Estado como criador e regulador das normas e leis que
regem a atividade econômica de um país. Esse papel envolve a elaboração de legislações,
regulamentações e políticas que estabelecem as regras do jogo para os agentes econômicos, como
empresas, consumidores e investidores.
O Estado define os padrões de conduta, os direitos e deveres das partes envolvidas, as condições
de mercado e as restrições para garantir o funcionamento adequado da economia e a proteção dos
interesses públicos, como a segurança, o meio ambiente e a equidade. Os órgãos responsáveis pela
criação e aplicação das normas podem variar de acordo com a estrutura governamental de cada país
e incluem ministérios, agências reguladoras, tribunais e outros órgãos especializados.
Os mecanismos de regulamentação são geralmente categorizados em duas formas principais:
comando e controle (C&C) e incentivos financeiros (IF).
Os mecanismos de comando e controle se referem a diretrizes específicas estabelecidas por
agências governamentais especialmente designadas para essa finalidade, que fazem uso de
regulamentos e punições para garantir o cumprimento das normas.
Por outro lado, os mecanismos de incentivos financeiros estão ligados à transferência de recursos
por meio de impostos e subsídios.
3.2.2) Fiscalização Estatal
A fiscalização estatal é o processo pelo qual o governo monitora e verifica o cumprimento das leis,
regulamentos e políticas estabelecidas para a atividade econômica. Esse processo envolve a
aplicação de medidas de controle, inspeções, auditorias e sanções para garantir que as empresas e
indivíduos cumpram as regras estabelecidas e atuem de acordo com os padrões estabelecidos pelo
Estado.
A fiscalização pode abranger diversas áreas, como segurança do trabalho, qualidade de produtos,
proteção ambiental, concorrência justa, tributação e conformidade regulatória. Os órgãos
responsáveis pela fiscalização geralmente são as agências governamentais, departamentos de
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fiscalização e órgãos de controle, que têm o poder de aplicar multas, impor penalidades e tomar
medidas corretivas em caso de violações das normas.
3.2.3) Incentivo Estatal
O incentivo estatal refere-se às políticas e medidas adotadas pelo governo para estimular e
promover determinadas atividades econômicas ou comportamentos desejados na sociedade. Esses
incentivos podem assumir diversas formas, como benefícios fiscais, subsídios, financiamento público,
crédito facilitado, isenções tarifárias, entre outros.
O objetivo dos incentivos é estimular o investimento, a inovação, o empreendedorismo, o
desenvolvimento regional, a criação de empregos, a proteção ambiental, entre outros objetivos de
interesse público. Os incentivos estatais são uma ferramenta importante para promovero
crescimento econômico, a competitividade e o desenvolvimento sustentável, mas também podem
gerar distorções no mercado e demandar cuidados na sua concepção e implementação para evitar
efeitos indesejados.
3.2.4) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE
A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) é um tributo federal previsto na
Constituição Federal brasileira. Ela é aplicada em situações específicas de intervenção do Estado na
economia, visando atender a determinados objetivos sociais ou econômicos, assim veremos no art.
177, §4º da CF/88:
Art. 177, § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa
às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos:
I - a alíquota da contribuição poderá ser:
a) diferenciada por produto ou uso;
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o disposto no
art. 150, III, b;
II - os recursos arrecadados serão destinados:
a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural e
seus derivados e derivados de petróleo;
b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do
gás;
c) ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes.
d) ao pagamento de subsídios a tarifas de transporte público coletivo de passageiros.
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A CIDE pode incidir sobre diferentes atividades econômicas, sendo as principais relacionadas à
exploração de recursos naturais, como petróleo, gás natural e seus derivados, além de álcool
combustível. No entanto, sua aplicação também pode ser estendida a outros setores, conforme
definido em lei.
O objetivo da CIDE é duplo: em primeiro lugar, ela visa regular o mercado e intervir em
determinados setores da economia, como forma de atingir objetivos específicos de política pública,
como a preservação ambiental, o desenvolvimento regional ou a promoção de determinadas
atividades econômicas. Em segundo lugar, a arrecadação da CIDE é direcionada para financiar
programas e projetos nas áreas relacionadas à sua incidência, como investimentos em
infraestrutura, transporte, energia, entre outros.
3.2.5) Exploração de Recursos Naturais
A exploração de recursos naturais refere-se à atividade econômica de utilização dos recursos
presentes na natureza para diversos fins, como produção de energia, matéria-prima para a indústria,
agricultura, turismo, entre outros. A Constituição Federal estabelece uma relação intrínseca entre a
garantia de uma ordem econômica e um Estado Democrático Ambiental. Essa relação é
fundamentada na sustentabilidade, que se traduz no equilíbrio entre as forças econômicas e a
preservação do meio ambiente, evitando sua degradação de maneira insustentável.
Nesse contexto, o Estado desempenha um papel duplo: como agente normativo, exigindo licenças
ambientais para a realização de obras e empreendimentos, e como agente regulador da atividade
econômica, por meio de instituições como as agências reguladoras.
É importante destacar que um dos princípios fundamentais da ordem econômica é a proteção do
meio ambiente, incluindo medidas diferenciadas de acordo com o impacto ambiental dos produtos,
serviços e processos de produção.
3.2.6) Parcerias Público-Privadas - PPPS
As PPPs são acordos de colaboração entre o setor público e o setor privado para desenvolver e
operar projetos de infraestrutura e serviços públicos. Nesse modelo, o governo compartilha
responsabilidades e riscos com empresas privadas na concepção, financiamento, construção,
operação e manutenção de projetos de interesse público, como estradas, portos, aeroportos,
saneamento, saúde e educação. As PPPs são utilizadas para aumentar a eficiência, reduzir custos e
acelerar a entrega de projetos de infraestrutura, aproveitando a expertise e os recursos do setor
privado.
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4) Funções do Orçamento Público
Existem três funções econômicas primárias do Estado, conhecidas como funções fiscais, que têm
impacto direto no Orçamento Público:
Na função alocativa, o Estado concentra-se em fornecer bens e serviços que são essenciais para
a sociedade, mas que o setor privado pode não fornecer eficientemente devido a falhas de mercado.
Para isso, o governo direciona recursos para a produção de bens públicos.
A função distributiva está relacionada aos diversos fatores que contribuem para a desigualdade de
renda, como habilidades individuais, acesso à educação, herança e participação no mercado. O
governo emprega políticas para ajustar a distribuição de renda e riqueza, visando reduzir as
disparidades por meio de tributação mais justa e transferências de recursos.
Quanto à função estabilizadora, o Estado utiliza instrumentos macroeconômicos para controlar o
nível desejado de atividade econômica, buscando estabilidade na moeda, equilíbrio nas contas
externas, manutenção do emprego e controle de preços. Nesse contexto, o governo trabalha para
minimizar os problemas associados a flutuações econômicas.
A intervenção do Estado tem por objetivo a eficiência, equidade e estabilidade, as quais
esquematizamos no quadro a seguir para que você possa fixar o estudo da matéria:
Eficiência Equidade Estabilidade
A intervenção estatal busca
promover a eficiência na
alocação de recursos na
economia. Isso envolve
garantir que os recursos sejam
utilizados da melhor forma
A intervenção do Estado também
visa promover a equidade na
distribuição de renda,
oportunidades e acesso a serviços
básicos. Isso significa garantir que
todos os membros da sociedade
Outro objetivo da intervenção
estatal é garantir a estabilidade
macroeconômica, mantendo a
inflação sob controle, reduzindo o
desemprego e promovendo o
crescimento econômico
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Função alocativa
Função distributiva
Função estabilizadora
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possível para maximizar a
produção e o bem-estar da
sociedade.
O Estado pode intervir para
corrigir falhas de mercado,
como monopólios,
externalidades e bens públicos,
e promover uma competição
justa entre os agentes
econômicos.
tenham condições justas e iguais
de participar da economia e
desfrutar dos benefícios do
desenvolvimento econômico.
O Estado pode implementar
políticas fiscais progressivas,
programas de assistência social e
políticas de inclusão para reduzir a
desigualdade e promover a justiça
social.
sustentável. Isso é feito através de
políticas monetárias e fiscais que
buscam estabilizar a demanda
agregada, manter a estabilidade
dos preços e promover um
ambiente econômico previsível e
seguro para os agentes
econômicos.
Momento das Questões
Questão inédita – Considerando o papel do Estado na economia e sua atuação nas finanças
públicas, qual das seguintes alternativas representa uma forma de intervenção da
administração na economia?
a) O estímulo ao aumento do endividamento público para financiar gastos excessivos.
b) A promoção da concentração de mercado por meio de monopólios estatais.
c) A implementação de políticas fiscais restritivas para limitar o crescimento econômico.
d) A redução dos investimentos em infraestrutura para priorizar o equilíbrio fiscal.
e) O incentivo à concorrência justa e ao desenvolvimento sustentável por meio de regulações
adequadas.
Gabarito: Letra E.
Comentário: A alternativa correta destaca uma das formas de intervenção do Estado na
economia, que é o incentivoà concorrência justa e ao desenvolvimento sustentável por meio de
regulações adequadas. Essas medidas visam criar um ambiente econômico saudável, promover a
igualdade de oportunidades entre os agentes econômicos e garantir a proteção do meio ambiente.
Questão inédita – No contexto das funções do orçamento público e do papel do Estado na
economia, qual das seguintes alternativas representa uma das principais responsabilidades do
governo?
a) Aumentar a desigualdade de renda por meio da tributação regressiva.
b) Limitar os gastos públicos apenas a áreas de interesse político-partidário.
c) Implementar políticas monetárias para controlar a inflação.
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d) Distribuir equitativamente os recursos para áreas prioritárias, como saúde e educação.
e) Reduzir os investimentos em infraestrutura para aumentar o superávit primário.
Gabarito: Letra D.
Comentário: A alternativa correta destaca uma das funções do orçamento público, que é a
distribuição equitativa dos recursos para áreas prioritárias, como saúde e educação. Isso reflete a
responsabilidade do governo em garantir o acesso universal a serviços essenciais e promover o
desenvolvimento socioeconômico inclusivo.
ORÇAMENTO PÚBLICO
1) Introdução
Seguiremos os estudos dos conhecimentos específicos do Concurso Nacional Unificado para o bloco
7 – Administração Financeira e Orçamentária:
1 – Orçamento público. Conceito. Técnicas orçamentárias. Princípios orçamentários. Ciclo
orçamentário. Processo orçamentário.
2) Conceito
O orçamento público é um instrumento de planejamento, controle e gestão financeira que
compreende o conjunto de receitas e despesas estimadas para um determinado período, geralmente
um ano. Esse instrumento é utilizado tanto no âmbito do setor público (governo) como no setor
privado (empresas), mas aqui vamos nos concentrar na definição relacionada ao setor público.
O orçamento público é uma peça fundamental para a gestão responsável dos recursos públicos,
permitindo a realização de investimentos e o atendimento às necessidades da população. É por meio
do orçamento que o governo pode planejar suas ações e políticas, garantindo uma administração
financeira eficiente e transparente.
O Orçamento Público, também conhecido como "orçamentos anuais", é essencialmente
representado pela Lei Orçamentária Anual (LOA). No entanto, sua compreensão vai além da LOA e
engloba um processo mais abrangente que inclui o Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO).
Este processo abrangente do Orçamento Público envolve o planejamento e previsão da arrecadação
de receitas, como impostos, taxas e contribuições, bem como a definição das despesas públicas para
a realização de políticas por meio de programas, projetos, atividades e operações especiais ao longo
de um determinado período de tempo.
Essas etapas são aprovadas nas Leis do Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).
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Tome nota!
O Orçamento Público é uma iniciativa do Poder Executivo, sendo enviado ao Poder Legislativo para
avaliação e aprovação, e posteriormente sancionado pelo Poder Executivo.
Portanto, o Orçamento Público pode ser compreendido em um sentido amplo, abrangendo o PPA,
a LDO e a LOA, além de ser utilizado de forma restrita quando se refere especificamente à LOA,
que representa o Orçamento Público anual propriamente dito.
3) Princípios Orçamentários
Os princípios orçamentários são um conjunto de diretrizes e fundamentos que norteiam a
elaboração, execução e controle do orçamento público. Eles têm como objetivo garantir a
transparência, responsabilidade, eficiência e eficácia na gestão dos recursos públicos, bem como
promover a adequada alocação dos recursos para atender às necessidades da sociedade.
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Os princípios orçamentários devem ser respeitados tanto durante a formulação da proposta
orçamentária quanto na sua execução, com o objetivo de estabelecer critérios essenciais que
promovam a racionalidade e transparência em todo o processo orçamentário.
Vamos agora, nos aprofundar em cada um desses princípios, a partir do quadro esquematizado
abaixo para que você compreenda toda a matéria de forma fácil e didática!
Princípios Orçamentários
Princípio da Legalidade Este princípio estabelece que todas as receitas e despesas públicas devem
estar previstas em lei. Isso significa que o orçamento público só pode ser
executado após autorização legislativa, ou seja, as ações do governo devem
estar em conformidade com o que foi previamente aprovado pelo Poder
Legislativo. Em outras palavras, o governo não pode realizar gastos ou
arrecadar receitas sem a devida autorização legal.
Princípios
Orçamentários
Legalidade
Regionalização
Universalidade
Totalidade
Anuidade
Exclusividade
Especificação /
Especialização
Unidade
Orçamento
Bruto
Publicidade e
Transparência
Não afetação
da receita de
impostos
Equilíbrio
Orçamentário
Exatidão
Orçamento
Impositivo
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Princípio da Unidade Este princípio busca evitar a inclusão de matérias estranhas ao orçamento,
garantindo que a lei orçamentária trate exclusivamente de assuntos
relacionados às finanças públicas. Isso é importante para evitar o que é
conhecido como "caudas orçamentárias", que são dispositivos legais que
tratam de assuntos diversos e não relacionados às finanças. A ideia é manter a
lei orçamentária focada em seu objetivo principal, que é o planejamento e a
execução das receitas e despesas do governo.
Princípio da Totalidade Este princípio estabelece que todas as receitas e despesas devem estar
previstas na lei orçamentária, com exceção das receitas tributárias criadas após
a aprovação da lei orçamentária. Isso significa que todo o fluxo de recursos
financeiros do governo deve ser contemplado no orçamento, garantindo uma
visão abrangente e transparente das finanças públicas.
Princípio da
Universalidade
O princípio da universalidade determina que todas as receitas e despesas,
exceto as receitas tributárias criadas após a aprovação da lei orçamentária,
devem estar previstas na lei orçamentária. Isso significa que todos os recursos
financeiros do governo, incluindo aqueles destinados aos orçamentos fiscal,
de investimento das empresas e da seguridade social, devem ser
contemplados no orçamento.
Princípio da Anuidade Este princípio estabelece que o orçamento público é anual, ou seja, o período
de tempo em que as receitas são estimadas e as despesas são fixadas é de um
ano. Isso coincide com o ano civil e é regulamentado pela legislação
pertinente.
Princípio da
Exclusividade
Este princípio busca garantir que a lei orçamentária trate exclusivamente de
assuntos relacionados às finanças públicas, sem incluir matérias estranhas ao
orçamento. Isso é importante para manter a lei orçamentária focada em seu
objetivo principal, que é o planejamento e a execução das receitas e despesas
do governo.
Princípio da
Especialização /
Programação / Clareza /
Especificação
Este princípio enfatiza a importância do planejamento das ações e dos gastos
governamentais no orçamento público. Ele destaca a necessidade de
estabelecer metas e objetivos claros para as políticas públicas, programas e
projetos, em conformidade com as prioridades e necessidades da sociedade.
Princípio da
Regionalização
O princípio da regionalização no orçamento público busca garantir que as
políticas governamentais sejam adaptadas às características e demandas
únicas de cada região, promovendo um desenvolvimentomais justo, inclusivo
e eficaz em todo o país.
Princípio da Publicidade
e Transparência
Apesar de não estar expressamente previsto na Constituição, este princípio
deriva do princípio da publicidade como um dos pilares da Administração
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Pública. Ele visa promover a transparência nas receitas e despesas públicas,
permitindo que os cidadãos fiscalizem a gestão dos recursos públicos.
Princípio da Não
vinculação ou Não
afetação das receitas
Este princípio determina que as receitas públicas não devem ser vinculadas a
despesas específicas, garantindo flexibilidade na alocação de recursos de
acordo com as necessidades prioritárias do governo.
Princípio do Equilíbrio
Orçamentário
Este princípio busca garantir que as despesas autorizadas na lei orçamentária
não sejam superiores à previsão das receitas, evitando déficits orçamentários
e promovendo a sustentabilidade das finanças públicas.
Princípio do Orçamento
Bruto
Este princípio estabelece que as receitas e despesas devem ser apresentadas
de forma bruta, ou seja, sem deduções ou compensações, garantindo
transparência na divulgação das informações orçamentárias.
Princípio da Exatidão Este princípio determina que as estimativas de receitas e despesas
apresentadas no orçamento devem ser o mais precisas e realistas possível,
garantindo a credibilidade e a confiabilidade do documento orçamentário.
Princípio do Orçamento
Impositivo
Este princípio estabelece que o orçamento público deve ser executado de
forma obrigatória, com a alocação de recursos para as despesas autorizadas
na lei orçamentária, sem margem de discricionariedade por parte do governo.
Momento da Questão
CESGRANRIO 2019 – Os Princípios Orçamentários, sob a ótica do MCASP, visam a estabelecer
diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para
os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público.
Nesse contexto, o Princípio Orçamentário que veda quaisquer deduções das receitas e das
despesas na LOA é o Princípio do(a)
a) Orçamento Bruto
b) Exclusividade
c) Publicidade
d) Transparência
e) Unidade ou Totalidade
Gabarito: Letra A.
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Comentário: A questão aborda a importância dos Princípios Orçamentários na definição de
diretrizes que garantam a racionalidade, eficiência e transparência nos processos relacionados ao
orçamento público. No contexto apresentado, o princípio que veda quaisquer deduções das receitas
e das despesas na Lei Orçamentária Anual (LOA) é o Princípio do Orçamento Bruto. Esse princípio
determina que todas as receitas e despesas devem ser apresentadas de forma integral, sem qualquer
tipo de dedução ou compensação, proporcionando uma visão clara e transparente das finanças
públicas.
4) Técnicas Orçamentárias
As técnicas orçamentárias referem-se ao métodos e abordagens utilizados na elaboração, execução
e controle do orçamento público. Essas técnicas são fundamentais para garantir que o processo
orçamentário seja eficiente, transparente e capaz de atender às necessidade da administração
pública e da sociedade. Vamos estudar as principais técnicas orçamentárias:
Orçamento Clássico ou Tradicional: A característica central desse tipo de orçamento é sua forte
ênfase no controle contábil dos gastos em si, ou seja, na quantificação dos valores que serão
despendidos. Esse modelo de orçamento negligencia a consideração dos objetivos econômicos ou
sociais que o governo pretende alcançar por meio desses gastos. O foco principal está
exclusivamente no montante financeiro das despesas, desconsiderando outros aspectos mais amplos
relacionados aos fins e às finalidades das políticas governamentais.
Orçamento Base Zero (OBZ): Nessa técnica, cada item do orçamento é justificado do zero, sem
considerar valores históricos. Isso obriga os gestores a justificarem cada gasto, eliminando despesas
desnecessárias e promovendo uma alocação mais eficiente dos recursos.
Orçamento Participativo: Envolve a participação da sociedade civil na definição das prioridades
e alocação de recursos públicos. Esse método busca promover a transparência e a accountability,
além de garantir que as políticas públicas atendam às reais necessidades da população.
Orçamento-Programa: Nesse modelo, o orçamento é estruturado com base em programas e
atividades governamentais, em vez de apenas em categorias de despesas. Isso facilita o
acompanhamento dos resultados e impactos das políticas públicas, permitindo uma gestão mais
orientada para os resultados.
Orçamento de Desempenho ou de realizações: Também conhecido como orçamento baseado
em resultados, esse método enfatiza a mensuração e avaliação dos resultados alcançados com os
recursos públicos. Os gestores são responsabilizados pelos resultados obtidos, incentivando a
eficiência e a eficácia na aplicação dos recursos.
Orçamento Incremental: Esse método se fundamenta na noção de realizar ajustes incrementais
(seja para aumentar ou reduzir) nas despesas com base nos gastos ocorridos no período anterior.
Sua principal limitação reside no fato de não possibilitar a correção de erros ocorridos no processo
orçamentário anterior. Em outras palavras, caso haja falhas identificadas no orçamento anterior, elas
tenderão a se repetir no novo orçamento, uma vez que não há uma revisão significativa das previsões
e dos procedimentos orçamentários.
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Orçamento por Resultado ou novo orçamento de desempenho: Atualmente, observamos
uma tendência em direção à melhoria do desempenho dos governos, o que demanda uma
abordagem mais racional nas decisões orçamentárias. A principal mudança em relação ao
Orçamento de Desempenho é a sua ênfase nos resultados e na sua mensuração por meio de
indicadores, especialmente relacionados aos Sistemas de Estrutura de Programa, de Mensuração de
Desempenho e de Determinação de Custos.
PART: O Program Assessment Rating Tool (PART), utilizado nos Estados Unidos entre 2001 e
2002, é um exemplo relevante dessa abordagem. Ele consiste em um questionário destinado a avaliar
o propósito, o design, o planejamento, a gestão, os resultados e a prestação de contas de programas
governamentais, com o objetivo de determinar sua eficácia. A partir das avaliações realizadas pelo
PART, são fornecidas informações e sugestões para aprimorar os resultados dos programas
avaliados.
5) Ciclo Orçamentário
O ciclo orçamentário é o processo pelo qual passa o orçamento público desde a sua elaboração
até a sua execução e avaliação. Em outras palavras é a sequência de etapas que compõe o processo
orçamentário.
Agora vamos explorar mais detalhadamente as diferentes fases do ciclo orçamentário, especialmente
no contexto federal.
Elaboração e
Planejamento
Debate e
Aprovação
Execução
Avaliação e
Controle
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5.1) Elaboração e Planejamento
Nesta fase, os órgãos responsáveis pela administração pública, como os ministérios e secretarias,
preparam suas propostas orçamentárias para o próximo ano fiscal. Eles estimam as receitas e
despesas esperadas, considerando as políticas e programas governamentais em vigor.
Além de calcular valores, esta etapa envolve o estabelecimento de metas e objetivos para o uso
dos recursos públicos. Os gestores devem considerar as necessidades da população, as prioridades
governamentais e os impactos econômicos e sociais das políticas propostas.
No âmbito federal, as normas estabelecem os prazos para envio dos instrumentos orçamentários
(LDO, PPA E LDA) pelo Poder Executivo ao Legislativo. Entretanto,para os Estados e Municípios, esses
prazos podem variar de acordo com as disposições das respectivas Constituições Estaduais e Leis
Orgânicas Municipais.
5.2) Debate e Aprovação
No âmbito federal, os projetos de leis orçamentárias enviados pelo Executivo passam por um
processo de apreciação nas duas casas legislativas do Congresso Nacional, seguindo as regras
estabelecidas em seus regimentos internos.
A Comissão Mista Permanente de Senadores e Deputados é responsável por examinar e emitir
um parecer sobre os projetos orçamentários encaminhados pelo Executivo. Durante esse processo,
Lei do Orçamento Anual
Envio ao Congresso:
•Até 31/08 - anualmente
Devolução para sanção:
•Até dia 22/12
Lei de Diretrizes Orçamentárias
Envio ao Congresso:
•Até 15/04 - anualmente
Devolução para sanção:
•Até dia 17/07
Plano Plurianual
Envio ao Congresso:
•Até 31/08 - do primeiro ano do mandato do
presidente
Devolução para sanção:
•Até dia 22/12
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o chefe do Executivo tem a prerrogativa de enviar alterações aos projetos, desde que as partes a
serem alteradas ainda não tenham sido votadas pela Comissão Mista.
Após a análise e possível modificação na Comissão Mista, os projetos de lei orçamentária são
submetidos à votação em cada casa legislativa, sendo aprovados por maioria simples, já que são
formalmente considerados leis ordinárias. Após a aprovação, os projetos são encaminhados para a
sanção presidencial.
Nos Estados e Municípios, são instituídas comissões similares no âmbito do Poder Legislativo local
para realizar o mesmo processo de análise e votação dos projetos de lei orçamentária.
Durante o processo de discussão, os congressistas podem propor modificações nos projetos de lei
orçamentária por meio das chamadas Emendas Parlamentares. Essas emendas são utilizadas pelos
legisladores para influenciar na alocação dos recursos públicos, buscando favorecer as regiões que
representam ou atender a demandas específicas de seus eleitores.
5.3) Execução
Essa etapa refere-se à implementação efetiva do orçamento, ou seja, à execução das receitas
arrecadadas e das despesas realizadas, transformando em prática o que foi planejado pelo Executivo
e aprovado pelo Legislativo.
Existem dois tipos de execução: a orçamentária e a financeira. A execução orçamentária implica
na utilização dos recursos alocados nos créditos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Já a
execução financeira diz respeito ao efetivo uso do dinheiro, o que viabiliza a realização dos
projetos e atividades programados.
Os recursos destinados aos poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública
são repassados pelo Executivo através de parcelas mensais, conhecidas como duodécimos, que
devem ser entregues até o dia 20 de cada mês.
A programação financeira, junto com o cronograma mensal de desembolso, é estabelecida em até
30 dias após a publicação dos orçamentos, garantindo uma previsibilidade na utilização dos recursos
ao longo do ano.
No que diz respeito às Emendas Parlamentares, estas podem ser individuais ou de bancada
estadual. De acordo com a Constituição Federal, é obrigatória a execução das emendas individuais
em uma parcela correspondente a 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) realizada no exercício
anterior. Metade desse valor deve ser destinada obrigatoriamente para ações e serviços públicos
de saúde, enquanto o restante pode ser utilizado livremente pelos deputados e senadores em outras
áreas, como obras e construções, visando a promoção de visibilidade política em seus redutos
eleitorais.
Já as emendas de bancadas estaduais devem ser executadas até o limite de 1% da Receita Corrente
Líquida realizada no exercício anterior.
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5.4) Avaliação e Controle
A avaliação orçamentária consiste em verificar se as ações planejadas foram cumpridas durante a
execução do orçamento. Seu objetivo é analisar se os objetivos estabelecidos foram alcançados,
permitindo que o processo orçamentário seja aprimorado e tornando-o mais eficiente, eficaz e
efetivo a cada ciclo. Para entender melhor essa avaliação, é importante considerar três aspectos:
- Eficácia: Refere-se à capacidade de alcançar as metas estabelecidas dentro do que foi planejado.
- Eficiência: Relaciona-se com a relação entre os recursos utilizados e as metas alcançadas, ou seja,
fazer mais com menos.
- Efetividade: Avalia os efeitos reais e positivos gerados pelos programas implementados no mundo
externo.
Por outro lado, o controle do orçamento é fundamental para garantir que os recursos sejam
aplicados de acordo com as leis estabelecidas. Conforme a Lei 4.320/64, o controle da execução
orçamentária abrange três aspectos principais:
Artigo 75 da Lei 4.320/64. O controle da execução orçamentária compreenderá:
I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa,
o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores
públicos;
III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em termos
de realização de obras e prestação de serviços.
Esse controle pode ser feito internamente, por cada órgão do poder público, ou externamente,
pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas. O Tribunal de Contas é responsável
por analisar as contas prestadas pelo Presidente da República anualmente e emitir um parecer prévio.
O Congresso Nacional, por sua vez, é responsável por julgar essas contas anualmente para verificar
se o chefe do executivo agiu de forma responsável durante a execução do orçamento aprovado.
Importante!
É fundamental ressaltar que a fiscalização orçamentária abrange todas as fases do ciclo
orçamentário. Isso significa que todas as etapas do processo de elaboração, aprovação, execução
e avaliação do orçamento público devem ser sujeitas a controle e fiscalização.
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É importante destacar que o controle não se limita apenas aos chefes do executivo, mas se
estende a todos os envolvidos na gestão de recursos públicos, como aqueles que arrecadam,
guardam, gerenciam ou administram dinheiro e bens públicos.
6) Processo Orçamentário
Após a análise do ciclo orçamentário, vamos agora explorar o conceito de processo orçamentário.
Embora esses conceitos estejam interligados, apresentam diferenças significativas em termos de
abrangência e detalhamento.
O processo orçamentário compreende o conjunto de etapas e procedimentos envolvidos na
elaboração, aprovação, execução, controle e avaliação do orçamento público. Ele abarca desde a
formulação das propostas orçamentárias até a análise dos resultados alcançados, incluindo a
aprovação pelo poder legislativo, a execução dos gastos e o controle das despesas.
Por outro lado, o ciclo orçamentário é uma parte específica do processo orçamentário que se refere
às fases temporais pelas quais o orçamento atravessa ao longo do ano fiscal. Geralmente, é dividido
em quatro etapas principais: elaboração, aprovação, execução e avaliação. Cada uma dessas etapas
ocorre em momentos específicos dentro do ano fiscal e apresenta características e desafios próprios.
Controle Institucional
Controle Interno
CGU - Órgão central do
Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal
Controladorias dos Estados e
Municípios ou órgãos
equivalentes
Controle Externo
Realizado pelo Poder
Legislativo
Com auxílio do Tribunal de
Contas da União
Outros órgãos públicos -
Ministério Públicos
Federais, Estaduais,
Tribunais de Justiça, Polícia
Federal e Estadual
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