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No contexto da contratação pública, a efetivação do princípio da legalidade estrita 
em um processo licitatório, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021, envolve a 
conformidade rigorosa de todos os atos com as normas e regulamentos aplicáveis. 
Tomemos como exemplo a licitação para serviços de manutenção predial para escolas 
municipais. 
A legalidade estrita começa na elaboração do edital, que deve ser redigido com 
clareza e objetividade, evitando ambiguidades. Ele precisa ser meticulosamente alinhado 
com os requisitos legais, especificando os serviços necessários e estabelecendo critérios de 
avaliação claros. 
O planejamento prévio é fundamental, exigindo um estudo técnico preliminar que 
justifique a necessidade da contratação e explore alternativas viáveis. Esse planejamento 
deve estar em conformidade com os princípios da eficiência e economicidade, refletindo o 
comprometimento com a gestão responsável dos recursos públicos. 
No que diz respeito à documentação e qualificação dos licitantes, a legalidade 
estrita exige critérios claros e objetivos, conforme estabelecido na legislação. A análise 
cuidadosa da capacidade técnica, econômico-financeira e jurídica dos participantes é 
crucial para garantir a adequação aos padrões legais. 
A transparência e publicidade do processo são elementos centrais. A ampla 
divulgação do edital, inclusive por meio eletrônico, é essencial para garantir a participação 
de interessados e fortalecer a confiança na lisura do procedimento. 
Durante o procedimento licitatório em si, é fundamental seguir as modalidades e 
trâmites previstos na lei, assegurando que todas as etapas sejam conduzidas em estrita 
conformidade com os requisitos legais. Os critérios de julgamento devem ser objetivos e 
vinculados ao objeto da contratação, evitando subjetividades que possam comprometer a 
legalidade do processo. 
Ademais, a aplicação de sanções e penalidades em casos de descumprimento das 
normas licitatórias deve ser realizada de acordo com os princípios da proporcionalidade e 
razoabilidade, reforçando o compromisso com a legalidade em todas as fases do processo. 
Em síntese, a efetivação do princípio da legalidade estrita em um processo 
licitatório, conforme delineado pela Lei nº 14.133/2021, não apenas resguarda a 
conformidade com os preceitos legais, mas também está intrinsecamente ligada ao 
interesse público. Ao seguir rigorosamente as normas e regulamentos, desde a fase de 
planejamento até a adjudicação, o poder público assegura que a contratação de bens e 
serviços atenda aos anseios da sociedade de forma transparente, justa e eficiente. 
A legalidade estrita, quando aplicada no contexto de licitações, atua como um 
mecanismo vital para proteger os recursos públicos, garantir a igualdade de oportunidades 
entre os licitantes e promover a eficiência na gestão dos serviços prestados à comunidade. 
A elaboração clara e objetiva do edital, a avaliação criteriosa dos participantes, a 
observância dos critérios de julgamento e a imposição de sanções proporcionais em caso 
de irregularidades são todos aspectos que convergem para o alcance desse objetivo maior: 
o interesse público. 
Ao agir em estrita conformidade com a legalidade, a administração pública reforça 
a confiança dos cidadãos nas instituições, contribuindo para a construção de uma gestão 
transparente, ética e alinhada com os princípios democráticos. Portanto, a busca pela 
legalidade estrita em licitações não é apenas um imperativo legal, mas um compromisso 
ético e moral que visa atender da melhor forma possível às necessidades e expectativas da 
sociedade.

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