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· Licitação é o processo por meio do qual a Administração Pública convoca, sob condições estabelecidas em ato próprio (edital de licitação), interessados para apresentação de propostas relativas ao fornecimento de bens, prestação de serviços ou execução de obras. · É um instrumento, e não um fim por si só, utilizado para concretizar uma contratação destinada a suprir uma necessidade administrativa. Não basta, portanto, realizar o processo. É necessário garantir que a contratação atinja os resultados pretendidos, atendendo à necessidade que a originou, de forma eficiente e econômica. · Vale ressaltar que a licitação é condicionada por diversos princípios, expressos no art. 5º da Lei 14.133/2021. · Art. 5º Na aplicação desta Lei, serão observados os princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência, do interesse público, da probidade administrativa, da igualdade, do planejamento, da transparência, da eficácia, da segregação de funções, da motivação, da vinculação ao edital, do julgamento objetivo, da segurança jurídica, da razoabilidade, da competitividade, da proporcionalidade, da celeridade, da economicidade e do desenvolvimento nacional sustentável, assim como as disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). · A licitação tem previsão constitucional e a Lei 14.133/2021 estabeleceu normas gerais sobre contratação para as Administrações Públicas direta, autárquica e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios191. · Assim, ressalvadas as hipóteses excepcionais de dispensa e de inexigibilidade, a celebração de contratos com terceiros na Administração Pública deve ser necessariamente precedida de licitação. · Licitar é a regra e contratar diretamente é exceção. Dessa forma, as contratações diretas devem ser devidamente justificadas. · O processo licitatório visa, portanto, obter o resultado de contratação mais vantajoso para a Administração, não somente considerando o valor a ser desembolsado de imediato, mas ao longo do tempo (ao longo do ciclo de vida do objeto), o que mitiga o risco de contratar um objeto mais barato inicialmente, mas que ao longo do tempo termina custando mais caro, de acordo com a expressão “o barato sai caro”. · Também busca garantir a justa competição entre os licitantes, evitar contratos com sobrepreço, superfaturamento, ou com preços manifestamente inexequíveis, e incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável. · A obrigatoriedade de licitar abrange os órgãos integrantes da Administração Pública direta, as autarquias, as fundações públicas, os fundos especiais e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios192. · As empresas públicas e as sociedades de economia mista devem licitar em conformidade com a Lei 13.303/2016, observada a ressalva da Lei 14.133/2021 referente a crimes em licitações e contratos administrativos, cujos dispositivos são aplicados também a essas entidades da Administração Indireta. · Os conselhos de fiscalização profissional, por terem natureza jurídica de autarquias especiais ou corporativas, e arrecadarem e gerenciarem recursos públicos de natureza parafiscal, também estão sujeitos às normas de licitações e contratações públicas. · Quanto ao terceiro setor, tem-se que, para os serviços sociais autônomos (Sistema S), que recebem contribuições parafiscais, a jurisprudência do TCU194 é no sentido de que tais entidades não se sujeitam à estrita observância da Lei de Licitações e Contratos, mas sim aos seus regulamentos próprios devidamente publicados, os quais devem se pautar pelos princípios gerais da Administração Pública e específicos do processo licitatório. Tais regulamentos não podem, contudo, inovar na ordem jurídica, por exemplo, instituindo novas hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação195. · Nas hipóteses de omissão dos regulamentos ou afronta (ou risco de afronta) aos princípios citados, o TCU pode recomendar ou determinar alterações dessas normas próprias196. · Nesse sentido, o Tribunal tem determinado ao Sistema S a utilização do pregão, preferencialmente eletrônico, para aquisição de bens e serviços comuns, inclusive de engenharia197; o parcelamento do objeto, quando divisível; e a realização de procedimentos para o adequado planejamento das contratações, como a elaboração de estudo técnico preliminar e termo de referência ou projeto básico. · O mesmo entendimento aplica-se às organizações sociais (OS)200 e às entidades que se classifiquem como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), as quais devem editar regulamentos próprios para aplicação dos recursos públicos por ela geridos, de forma compatível com os princípios constitucionais da Administração Pública201. Conforme acórdão do STF referente à ADI 1.923-DF, de 16/04/2015: · As organizações sociais, por integrarem o Terceiro Setor, não fazem parte do conceito constitucional de Administração Pública, razão pela qual não se submetem, em suas contratações com terceiros, ao dever de licitar, o que consistiria em quebra da lógica de flexibilidade do setor privado, finalidade por detrás de todo o marco regulatório instituído pela Lei. Por receberem recursos públicos, bens públicos e servidores públicos, porém, seu regime jurídico tem de ser minimamente informado pela incidência do núcleo essencial dos princípios da Administração Pública (CF, art. 37, caput), dentre os quais se destaca o princípio da impessoalidade, de modo que suas contratações devem observar o disposto em regulamento próprio (Lei nº 9.637/98, art. 4º, VIII), fixando regras objetivas e impessoais para o dispêndio de recursos públicos. [...] · [Voto Min. Luiz Fux] A mesma lógica, felizmente de modo mais abrangente, presidiu com mais intensidade a posterior edição da Lei das OSCIP’s -Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, Lei nº 9.790/99, que não está em análise, mas que guarda um vínculo muito íntimo de pertinência com a matéria aqui tratada, já que relativa também ao Terceiro Setor: é o que se lê do art. 4º, inc. I, que subordina as entidades, para que se qualifiquem como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, à “observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência”. · Os bens móveis também poderão ser leiloados, podendo-se dispensar a licitação nas hipóteses de doação (fins de interesse social), permuta entre organizações públicas, venda de ações em bolsas de valores e de títulos públicos, venda de bens produzidos ou comercializados por entidades da Administração Pública, venda de materiais e equipamentos para outras organizações públicas (que não serão utilizados por quem deles dispõe). · As diretrizes para realização de compras, obras e serviços de engenharia, e serviços em geral estão dispostas na seção IV (arts. 40 a 50) da Lei 14.133/2021. Os conceitos estão apresentados na Lei citada: · A locação também está disciplinada na Lei 14.133/2021, destacando-se o dispositivo que obriga a avaliação prévia e a licitação para locação de bens imóveis (art. 51), e o que dispõe sobre a inexigibilidade de licitação para alugar imóvel “cujas características de instalações e de localização tornem necessária sua escolha” (art. 74, inciso V). Sobre o assunto, há jurisprudência do TCU que alerta para o risco de direcionamento da contratação quando há excessivo detalhamento das características do imóvel que se pretende adquirir ou alugar, sem a demonstração da necessidade dessas particularidades209. · Quanto à permissão e à concessão de uso de bem público, a permissão é ato administrativo unilateral, de natureza precária, pelo qual um particular é autorizado a fazer uso do bem, para atender ao interesse coletivo. A concessão é um contrato administrativo, pelo qual a Administração atribui a particular a utilização privativa de bem público, para que o explore por prazo determinado. Ambas serão precedidasde licitação. · Conforme previsto no art. 186 da Lei 14.133/2021, as normas gerais de licitações e contratos administrativos se aplicam apenas de forma subsidiária às Leis 8.987/1995 (concessões e permissões), 11.079/2004 (parcerias público-privada), e 12.232/2010 (serviços de publicidade). · Identificada uma necessidade da Administração, pautada pelo interesse público, deve-se formalizar a demanda e solicitar a sua inclusão no PCA, para que a contratação possa ser planejada para o exercício subsequente. · Aprovada a contratação, quando for o momento de iniciar a fase preparatória da licitação, será elaborado o estudo técnico preliminar, por meio do qual serão identificadas e comparadas as possíveis soluções para o atendimento da necessidade. · Definida a melhor solução e sendo considerada como viável essa contratação, o objeto deve ser detalhado em termo de referência ou projeto básico. A Administração deve conduzir processo licitatório ou, excepcionalmente, efetuar contratação direta (dispensa ou inexigibilidade). · No caso de realização de licitação, devem ser executados os demais atos preparatórios previstos em lei e regulamentos, com a subsequente divulgação do edital e a convocação dos interessados na disputa. A Administração deve planejar a forma como será realizada a seleção do fornecedor, por meio da definição do critério de julgamento, do modo de disputa, da ordem das fases de habilitação e de julgamento das propostas e da modalidade de licitação. · Os riscos ao sucesso da licitação e à boa execução contratual devem ser analisados e tratados ao longo de todas as etapas do processo de contratação. · Importante mencionar que, mesmo quando não houver licitação, ou seja, nas hipóteses de contratação direta, também será necessária a previsão em PCA, a formalização da demanda e, quando aplicável, a elaboração do estudo técnico preliminar, da análise de riscos, do termo de referência, do projeto básico ou do projeto executivo212. · Também é necessária a estimativa de despesa, que deverá ser calculada na forma estabelecida no art. 23 da Lei 14.133/2021, devidamente justificada. Quando não for possível estimar o valor do objeto na forma estabelecida no art. 23 da Lei, o contratado deverá comprovar previamente que os preços estão em conformidade com os praticados em contratações semelhantes de objetos de mesma natureza. · Contudo, há situações, estabelecidas por regulamento, em que é dispensada a previsão da contratação no PCA, bem como a elaboração de ETP e de TR, a exemplo do disposto no Decreto 10.947/2022, art. 7º, na IN - Seges/ME 58/2022, art. 14, e na IN - Seges/ME 81/2022, art. 11. · Por fim, cabe reiterar que, sempre que possível, a Administração deve realizar contratações de forma centralizada ou compartilhada, bem como utilizar especificações de objetos e modelos de documentos padronizados por órgãos centrais, com vistas à racionalização processual e à economia de escala. Essa é uma das diretrizes da Lei 14.133/2021, previstas no art. 19: A Lei 14.133/21, conhecida como a Nova Lei de Licitações e Contratos, reformulou o processo de licitação no serviço público no Brasil, substituindo legislações anteriores como a Lei 8.666/93. Essa lei tem como objetivo trazer maior eficiência, transparência e controle nos processos de contratação pela Administração Pública. Os principais pontos da Lei 14.133/21 incluem: · Planejamento aprimorado: A lei dá ênfase ao planejamento prévio das contratações, buscando evitar desperdícios e garantir aquisições mais eficientes. · Simplificação e modernização: Introduz mecanismos digitais e simplifica procedimentos, facilitando o acesso e participação dos interessados. · Publicidade e transparência: Reforça exigências de publicidade dos atos administrativos, promovendo maior controle social. · Normas mais rígidas contra irregularidades: Fortalece regras para prevenir fraudes e corrupção. · Sustentabilidade: Inclui critérios para contratações que considerem impactos sociais e ambientais. A Lei 14.133/21 trouxe várias mudanças significativas para modernizar o processo de licitações públicas em comparação com a antiga Lei 8.666/93. Aqui estão algumas das principais diferenças: 1. Integração de legislações: A nova lei unificou normas que estavam dispersas em diferentes legislações (como a Lei do Pregão e a Lei do Regime Diferenciado de Contratações), simplificando o arcabouço jurídico. 2. Planejamento mais detalhado: Há maior ênfase no planejamento das contratações, com etapas mais claras e exigências para justificar e detalhar a necessidade da licitação. 3. Uso de tecnologia: A digitalização ganhou destaque, com incentivo ao uso de plataformas eletrônicas, como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), para dar maior transparência e eficiência. 4. Critérios de julgamento modernizados: Além dos tradicionais critérios de "menor preço" e "melhor técnica", a nova lei introduziu "maior retorno econômico", ampliando as opções para atender diferentes tipos de contratos. 5. Valorização da sustentabilidade: A lei agora inclui critérios relacionados a impactos ambientais, sociais e econômicos para as contratações públicas. 6. Combate a irregularidades: A responsabilização de agentes públicos e empresas foi ampliada, com maior foco em prevenir fraudes e garantir a integridade dos processos. 7. Prazo de transição: As administrações públicas podem optar entre usar a Lei 8.666/93 e a Lei 14.133/21 até 2023, o que permite uma adaptação gradual ao novo regime. A Lei 14.133/21 está fundamentada em uma série de princípios que norteiam as licitações e contratos administrativos, garantindo eficiência, transparência e legalidade. Aqui estão os principais: 1. Legalidade: Todos os atos devem estar de acordo com a lei. 2. Impessoalidade: Não pode haver favorecimento de uma pessoa ou empresa específica. 3. Moralidade: As ações devem ser éticas e respeitar os valores morais da administração pública. 4. Publicidade: Os atos administrativos devem ser transparentes e divulgados. 5. Eficiência: Busca-se a melhor utilização dos recursos públicos. 6. Planejamento: A contratação deve ser bem planejada, evitando desperdícios. 7. Sustentabilidade: Consideram-se os impactos sociais, ambientais e econômicos. O processo de licitação, de acordo com a Lei 14.133/21, é estruturado em fases bem definidas, que visam assegurar a organização, a transparência e a eficiência. Aqui estão as principais fases: 1. Fase Interna (Preparatória): · Nesta etapa, a Administração Pública realiza o planejamento da licitação. · Define-se a necessidade da contratação, o objeto e as condições do contrato. · É elaborado o Termo de Referência ou Projeto Básico, contendo os detalhes técnicos da licitação. 2. Fase Externa: · Publicação do Edital: O edital é divulgado, com todas as informações sobre o processo, prazos, critérios de julgamento e condições de participação. · Habilitação: Os participantes apresentam a documentação exigida para comprovar sua capacidade técnica, fiscal, econômica e jurídica. · Julgamento: As propostas dos licitantes são analisadas e classificadas, com base nos critérios estabelecidos no edital. · Homologação e Adjudicação: Após verificar a regularidade do processo, a autoridade responsável homologa o resultado e adjudica o objeto ao vencedor. 3. Fase de Contratação: · Com a homologação, celebra-se o contrato administrativo entre a Administração Pública e o vencedor, seguindo as condições previstas no edital e na proposta. As modalidades de licitação estabelecidas pela Lei 14.133/21 foram reformuladas para modernizar e simplificar o processo. Aqui estão as principais modalidades previstas na nova lei: 1. Concorrência: · Indicada para contratações de maior valor ou complexidade. · Permite ampla participação de licitantes, com critérios rigorosos de habilitação e julgamento. 2. Pregão: · Exclusiva para a aquisição de bens e serviços comuns (definidos como aqueles com padrões de qualidade usuais no mercado). · Pode ser realizado presencialmente ou de forma eletrônica, sendo essaúltima preferencial. 3. Concurso: · Usada para selecionar trabalhos técnicos, científicos ou artísticos, como projetos de arquitetura ou urbanismo. · O julgamento é feito por uma comissão técnica ou especializada. 4. Leilão: · Aplicado para venda de bens móveis inservíveis, produtos apreendidos ou bens imóveis oriundos de dação em pagamento ou decisão judicial. · Visa obter a melhor oferta, sempre a partir de um lance mínimo previamente estabelecido. 5. Diálogo Competitivo (nova modalidade introduzida): · Usada para contratações de objetos mais complexos ou inovadores, quando a Administração Pública precisa dialogar com os licitantes para desenvolver a melhor solução antes da apresentação de propostas. As modalidades de contratação pública, previstas na Lei 14.133/21, se referem aos métodos utilizados pela Administração Pública para formalizar contratos com fornecedores. Aqui estão as principais modalidades: 1. Empreitada por Preço Global: · A contratada realiza o objeto licitado por um valor fixo total, independentemente das quantidades de recursos utilizados. 2. Empreitada por Preço Unitário: · O pagamento é baseado nos valores unitários de itens contratados e efetivamente executados, sendo ajustado conforme as medições realizadas. 3. Empreitada Integral: · A contratada assume a responsabilidade por todo o processo, desde o projeto até a entrega completa do bem ou serviço contratado, funcionando como um pacote fechado. 4. Contrato por Tarefa: · Utilizado para pequenas contratações, como serviços pontuais e específicos, com pagamento vinculado ao esforço realizado. 5. Contrato de Locação: · A administração pode locar bens móveis ou imóveis para atender às suas necessidades temporárias. O planejamento é uma fase fundamental no processo de licitação, especialmente sob a Lei 14.133/21. Ele faz parte da fase interna (ou preparatória) e é crucial para garantir que as contratações públicas atendam às reais necessidades da Administração Pública de forma eficiente e econômica. O planejamento envolve: · Identificação da necessidade: Determinar o que será contratado e por que é necessário. · Estudo técnico preliminar: Realizar uma análise detalhada sobre as alternativas e viabilidade do objeto a ser licitado. · Elaboração do Termo de Referência ou Projeto Básico: Documento essencial que descreve o objeto da contratação e estabelece critérios para a execução e controle. · Análise dos impactos: Considerar fatores econômicos, sociais e ambientais antes da contratação. · Previsão orçamentária: Garantir que há recursos disponíveis para o contrato. Os estudos técnicos preliminares são uma etapa essencial para o planejamento das contratações públicas sob a Lei 14.133/21. Esses estudos visam garantir que a contratação seja bem fundamentada e atenda às necessidades da Administração Pública de forma eficiente e econômica. Aqui está o que deve conter: 1. Descrição da necessidade: · Uma análise detalhada do problema ou demanda que a contratação pretende resolver. · Justificativa sobre a relevância e a importância do objeto a ser contratado. 2. Definição do objeto: · Especificação clara e detalhada do que será adquirido ou contratado (bens, serviços, obras, etc.). 3. Levantamento de alternativas: · Estudo das possíveis soluções disponíveis no mercado para atender à necessidade. · Avaliação comparativa entre as alternativas, considerando custo-benefício e viabilidade. 4. Impactos econômicos, sociais e ambientais: · Análise dos efeitos econômicos, sociais e ambientais da contratação, para garantir sustentabilidade e responsabilidade. 5. Estudo de mercado: · Pesquisa sobre fornecedores, preços praticados, e condições de fornecimento ou execução. · Verificação de inovação tecnológica ou novidades que possam impactar o objeto. 6. Estimativa de custo: · Cálculo detalhado do valor estimado da contratação, baseado em informações coletadas no mercado. 7. Viabilidade técnica: · Avaliação técnica para garantir que o objeto atende aos padrões de qualidade e exigências legais. 8. Aspectos legais: · Identificação de requisitos legais e normativos que devem ser observados na contratação. Os contratos administrativos, segundo a Lei 14.133/21, devem obedecer a requisitos específicos para garantir clareza, eficiência e segurança jurídica. Aqui estão as principais características que esses contratos devem ter: 1. Forma Escrita: · Todo contrato administrativo deve ser formalizado por escrito, contendo todas as condições e obrigações de ambas as partes. 2. Clareza no Objeto: · O objeto do contrato deve estar bem definido, especificando exatamente o que será entregue ou executado. 3. Obediência ao Edital: · O contrato deve estar alinhado ao edital ou ao termo de referência/projeto básico que deu origem à licitação. 4. Prazo Determinado: · Os contratos devem ter prazos de vigência claros, exceto em casos de execução continuada. 5. Equilíbrio Econômico-Financeiro: · Deve haver uma relação justa entre as obrigações do contratado e o valor a ser pago, podendo ser revisado caso ocorram circunstâncias imprevistas. 6. Garantias: · Pode ser exigida garantia do contratado para assegurar o cumprimento do contrato, como caução, seguro-garantia ou fiança bancária. 7. Fiscalização: · A Administração Pública deve realizar o acompanhamento e a fiscalização da execução do contrato por meio de agentes responsáveis. 8. Rescisão: · O contrato deve prever hipóteses de rescisão, seja por descumprimento, por interesse público ou por outros motivos previstos em lei. 9. Previsão de Penalidades: · Penalidades como multas ou sanções devem estar descritas em caso de inadimplência. 10. Incorporação de Princípios: · Os contratos devem seguir os princípios da eficiência, publicidade, legalidade, impessoalidade e moralidade Existem vários aspectos importantes nos contratos administrativos que devem ser observados para garantir transparência, eficiência e segurança jurídica. Aqui estão alguns deles: 1. Equilíbrio econômico-financeiro: · O contrato deve assegurar uma relação justa entre as obrigações do contratado e o valor pactuado. Caso ocorram eventos imprevisíveis que afetem as condições inicialmente estabelecidas, é possível realizar o reequilíbrio econômico-financeiro. 2. Garantias contratuais: · A Administração Pública pode exigir garantias do contratado, como caução, seguro-garantia ou fiança bancária, para assegurar o cumprimento das obrigações. 3. Fiscalização: · O contrato deve prever mecanismos de acompanhamento e fiscalização da execução, garantindo que o objeto contratado seja entregue conforme o planejado. 4. Alterações contratuais: · A lei permite alterações no contrato, desde que estejam previstas no edital ou acordo inicial, e respeitem os limites legais, como alterações de até 25% do valor original. 5. Rescisão contratual: · O contrato deve conter cláusulas que definam os casos de rescisão, como inadimplência do contratado, necessidade pública ou descumprimento de obrigações. 6. Previsão de penalidades: · O descumprimento de cláusulas contratuais pode resultar em penalidades como multas, suspensão do direito de contratar com a Administração ou outras sanções. 7. Sustentabilidade: · Devem ser incentivadas práticas que considerem impactos ambientais e sociais, promovendo contratações responsáveis. 8. Obediência aos princípios administrativos: · Legalidade, moralidade, eficiência, publicidade e impessoalidade são princípios que devem ser seguidos em todos os contratos