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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA GRUPO C: GABRIELLE MACEDO JÉSSICA SILVA COSSE (COORD.) LIA BEATRIZ ANDRADE BRITO LUIZ ALVES DE ARAÚJO NETO MARIA CLARA REDUZINO SOUSA (SEC.) MARINA GONÇALVES OLIVEIRA YASMIN DOS SANTOS CARVALHO E SILVA MARC: SEMANA 16 – TIREOIDOPATIAS E HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR (PTS) TERESINA – PI 2024 PTS: ANDRALINA, 40 ANOS 1. DIAGNÓSTICO: · Hipertireoidismo primário: Tsh = 0,27 microUI/ml / T4 livre = 3,51 microUI/ml + Manifestações clínicas como: taquicardia, agitação, insônia; exames laboratoriais (Anti TPO: negativo e Trab: negativo); US de tireoide (mostrando tireoide assimétrica às custas do lobo direito, onde se observou nódulo sólido, isoecóico, de contornos regulares, maior eixo paralelo à pele e sem calcificações (TIRADS 3). Sugerindo Adenoma Tóxico da Tireóide. · Hipertensão pulmonar moderada (ecocardiograma). 2. PLANO TERAPÊUTICO: 2.1 CURTO PRAZO · Iniciar tratamento medicamentoso: Prescrever Metimazol 50mg, VO (para dose de ataque), seguido de 10mg, VO, a cada 8h. · Informo ao paciente sobre efeitos colaterais do Metimazol (Orientações e Intercorrências) · Prescrever propranolol 40mg, VO, a cada 6h. · Solicitar Cintilografia com iodo da tireoide onde espera-se ver nódulo hipercaptante (“quente”) para confirmar o diagnóstico de Adenoma Tóxico. · Solicitar a PAAF quando a paciente estabilizar o quadro sintomático (TI-RADS 3). Orientar que o procedimento é doloroso e autolimitado (orientações e intercorrências). · Orientar a paciente sobre sinais de alerta de hipertireoidismo descompensado, como por exemplo: Paralisia periódica hipocalêmica, osteoporose, fraturas, tremor e sintomas neuropsiquiátricos. · Retorno em 8 semanas com exames. 2.2 MÉDIO PRAZO · Avaliar regressão dos sintomas · Analisar resultado da PAAF. Se nódulo maligno, realizar tratamento com tireodoctomia total. Se nódulo benigno, realizar lobectomia ipsilateral ou · Esclarecer sobre as opções de tratamento e suas contraindicações. A radioiodoterapia tem como vantagens maiores a simplicidade de administração, o baixo custo e a boa tolerabilidade, além de evitar os potenciais riscos inerentes à tireoidectomia e à anestesia geral. As indicações desses procedimentos são: pacientes idosos com comorbidades; pacientes com reduzida expectativa de vida; contraindicação ou recusa à cirurgia; hipertireoidismo persistente ou recidivante após a cirurgia. E está contraindicada caso a paciente deseje engravidar nos 6 meses seguintes ao procedimento ou esteja gestante ou amamentando. · Sobre a cirurgia: As principais vantagens da cirurgia em relação ao RAI incluem controle mais rápido do hipertireoidismo, maior resolução de sintomas compressivos e possibilidade de ressecção de lesão potencialmente maligna. Em pacientes com Adenoma Tóxico, recomenda-se lobectomia ipsilateral com ou sem istmectomia. · Solicitar exames pré-cirúrgicos (risco cardiovascular, TSH, T4 livre e T3) 2.3 LONGO PRAZO 3. OBRIGAÇÕES E PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS 4. ORIENTAÇÕES E INTERCORRÊNCIAS · Informar a paciente sobre os efeitos colaterais do medicamento antitireoidiano: Metimazol e sobre a necessidade de informar o médico se sintomas sugestivos de agranulocitose (por exemplo: dor de garganta, febre, cansaço, infecção urinária) ou lesão hepática (cansaço, dor abdominal, edema) se desenvolverem. O paciente deve ser informado ao iniciar os medicamentos antitireoidianos e em cada visita subsequente. · Tornar o paciente eutireoideo com pré-tratamento de Metimazol e com betabloqueador. · Ao realizar a PAAF é comum o surgimento de dor, equimose ou desconfortos locais autolimitados (desaparecendo em algumas horas). · É importante ressaltar que a radioiodoterapia raramente erradicará o nódulo, e o acompanhamento clínico deve ser considerado e individualizado. · As possíveis complicações da tireoidectomia total incluem hipoparatireoidismo permanente (