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PROJETO “AUTISMO: APRENDER PARA COMPREENDER” Introdução A formação de profissionais da educação, saúde, assistência social e especialmente de famílias para os temas da inclusão, desenvolvimento infantil e autismo, com foco em uma atuação conjunta e estruturada no atendimento e garantia de direitos, tem desafiado toda a gestão pública e as instituições de ensino e formação a construírem novas lógicas de aprendizagem e reflexão. A proposta do “Projeto Aprender para compreender o Autismo”, além de estar prevista na Lei 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão), Lei 12.764/2012 (Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) e Lei 13.257/2016 (Marco Legal da Primeira Infância) e novas práticas no gerenciamento de processos inclusivos e o compliance inclusivo. Neste sentido, o primeiro passo é compreender o que é o Transtorno do Espectro do Autismo- TEA. Esta condição, o autismo, caracteriza-se, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 1993) como: “Uma síndrome presente desde o nascimento ou que começa quase sempre durante os trinta primeiros meses. Caracterizando-se por respostas anormais a estímulos auditivo ou visual, e por problemas graves quanto à compreensão da linguagem falada. A fala custa aparecer e, quando isto acontece, nota-se ecolalia, uso inadequado dos pronomes, estrutura gramatical, uma incapacidade na utilização social, tanto da linguagem verbal quanto corpórea”. Assim, pode-se observar que o Transtorno do Espectro do Autismo, em especial seu diagnóstico e intervenção, guarda estreita relação com o desenvolvimento infantil. Ainda de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2013), as características do autismo podem dificultar seriamente o cotidiano das pessoas nessas condições e impedir realizações educacionais e sociais, considerando ser esta uma condição que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo. No Brasil, a partir da edição da Lei 12.764/2012, que institui a "Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista", a pessoa com autismo passou a ser definida também como pessoa com deficiência e em decorrência da novel legislação foi possível estender às pessoas com autismo os mesmos direitos já garantidos às demais pessoas com deficiência. O público-alvo do Projeto serão: alunos, pais, responsáveis e comunidade em geral. Duração do Projeto: de abril a dezembro Objetivo Geral: · Orientar professores e comunidade em geral sobre o Autismo, sendo que 80% da demanda da rede municipal de Camanducaia são crianças fazem parte do Espectro. Objetivos Específicos: · Desenvolver o estudo sobre o tema, visando contribuir para o desenvolvimento da criança do Espectro; · Capacitar os docentes e a equipe pedagógica para a atuação com os alunos que fazem parte do TGO/TEA; · Compreender o processo de constituição do sujeito autista e sua estrutura psíquico cognitiva · Analisar como a escola se organiza e o lugar do sujeito autista na instituição · Desenvolver abordagens metodológicas no trabalho com os alunos do TEA; · Promover a socialização, a autoestima, a autonomia, a linguagem, o pensamento critérios relevantes para a formação do TEA; · Estabelecer a comunicação escola/família; · Apresentar à comunidade como é feito o trabalho em sala de aula com o TEA. Justificativa A inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas de ensino regular requer a superação de vários desafios, dentre os quais a preparação dos docentes, já que o processo de inclusão não se limita à matrícula do aluno na escola regular. Cabe a unidade escolar atender os alunos em suas especificidades e singularidades, a fim de garantir uma educação de qualidade. Segundo Cunha (2014, p 101) declara que “não há como falar em inclusão sem mencionar o papel do professor”. É necessário que ele tenha condições de trabalhar com a inclusão e na inclusão. Dessa forma, é importante que os docentes estejam aptos e atuar com alunos autistas a fim de que estes se desenvolvam em todos os seus aspectos: físico, afetivo, social e cognitivo. A prática e a vivência diária na escola pode-se ver que os professores do ensino regular, afirmam que não possuem formações suficientes para trabalhar com as crianças do Espectro em sala de aula. Levando as inquietações e preocupações aos que estão na linha de frente com o trabalho com essas crianças. O que se faz necessário que os professores e a própria escola busquem conhecimentos, ampliando o repertório de práticas educativas capazes de atender as necessidades dos alunos com TEA, que estudam no ensino regular. A compreensão do processo de ensino e aprendizagem de alunos com TEA não é função apenas dos docentes especialistas, mas sim de toda comunidade escolar, os funcionários da cozinha, da limpeza, da secretaria, da gestão, da equipe pedagógica. Nesse sentido, fica evidente a necessidade do Projeto Autismo: Aprender para Compreender, que será desenvolvido anualmente em toda a rede municipal de Camanducaia. O projeto tem o objetivo de proporcionar aos professores da rede de ensino municipal e a comunidade geral, um repertório de conhecimentos e estratégias pedagógicas capazes de assegurar práticas exitosas no processo de ensino e aprendizagem aos alunos com TEA matriculados na rede municipal de ensino. Justifica-se o Projeto “Autismo: Aprender para Compreender” devido ser o maior público, sendo mais da metade da demanda da Educação Especial matriculada na rede municipal de Camanducaia. Desenvolvimento O Projeto será desenvolvido em seis etapas: 1ª etapa: Apresentação do Projeto Autismo: Aprender para Compreender, para a Secretaria Municipal de Educação, gestores, coordenadores e professores da rede. 2ª etapa: Seminário de Abertura do Projeto e roda de palestras aos professores, pais e comunidade em geral, com o tema : Autismo desafios, intervenções e possibilidades. 3ºetapa: Capacitação de professores das creches, pré-escola e EFAI e EFAF por meio de palestras de convidados especialistas e coordenação pedagógica da SME. 4º etapa: Formação de professores e equipe pedagógica com a Coordenadora Pedagógica e convidados. 5ª etapa: Encontros com as famílias de pais de alunos autistas, de forma quinzenal, de abril a dezembro, sempre das 18:30 às 20;30h realizada na EM Professor Onofre Vargas, realizadas de acordo com o cronograma estabelecido pela SME. 6ª etapa: intervenções planejadas em sala de aula com os alunos durantes os meses de abril a dezembro, abordando o tema autismo. Cronograma DATA HORÁRIO ATIVIDADE PÚBLICO 22/04 10h Lançamento do Projeto Autismo: Aprender para Compreender SME, Diretores e Coordenadores das Escolas Municipais 24/04 18:30 às 20:30h Seminário de Abertura do Projeto e palestras com especialistas Dr Renato, Miraina, Yeda SME, Pais Professores, direção, coordenadores, comunidade especialistas convidados A definir 18:30 às 20:30h Módulos quinzenais Formação de Professores das creches, pré-escola e EFAI e EFAF Coordenação Pedagógica e Comunidade escolar 25/04 18:30 às 20:30h 1º Encontro com Pais e responsáveis dos alunos autistas Encontros quinzenais Equipe SME e especialistas, Pais, responsáveis e convidados 26/04 18:30 às 20:30h Encerramento do ciclo de palestras Laiz Graciano Neuropsicopedagoga Jamila SME, especialistas professores, pais e alunos, comunidade ROTINA ESCOLAR ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA Contação de histórias do livro: Meu amigo faz iii. Para Conscientização, aceitação e inclusão das diferenças Professores alunos Comunidade escolar De abril a dezembro ROTINA ESCOLAR EXTRATÉGIA PEDAGÓGICA Trabalhar conteúdos toda sexta-feira, com dinâmicas e textos sobre o autismo. Vídeos, Leitura, Músicas, teatro. Exposição de trabalhos autorais dos alunos. Professores alunos Comunidade escolar De maio a dezembro Quinzenalmente 18:30 às 20:30h Encontro com as famílias dos alunos autistas. Abordar sempre um tema diferente (Cartilhas) Especialistas,Coordenação Pedagógica e Família de Autistas Avaliação O projeto será avaliado durante a execução de cada ação viando identificar as facilidades e dificuldades encontradas ´para que sejam sanadas e/ou minimizadas no transcorrer do desenvolvimento do projeto. Dessa forma, o planejamento construído coletivamente para cada ação será flexível no sentido de oportunizar alterações caso haja necessidade. A avaliação será realizada por todos os envolvidos no processo de planejamento e participação no projeto. Referências: BRASIL. Ministério da Educação, Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n.9394/96; Brasília, D.F. : MEC, 1996. BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm CUNHA, E, Autismo e Inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família, 5 ed. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2014.