Prévia do material em texto
<p>1</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA –</p><p>nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>GESTÃO ESCOLAR E EDUCAÇÃO INCLUSIVA COM ÊNFASE NO TEA</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO EM TEA – TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO</p><p>Núbia Alves Teixeira¹</p><p>01/01/2019</p><p>2</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>SUMÁRIO</p><p>RESUMO ...................................................................................................................................................3</p><p>ABSTRACT .................................................................................................................................................3</p><p>INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................4</p><p>O PAPEL DO GESTOR NA INCLUSÃO ESCOLAR .........................................................................................4</p><p>DOCUMENTOS E LEIS ...............................................................................................................................6</p><p>TEA E A INCLUSÃO ESCOLAR ....................................................................................................................9</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................ 12</p><p>BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................................ 13</p><p>3</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA –</p><p>nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>RESUMO</p><p>O presente artigo tem como objetivo apresentar a relação entre a gestão</p><p>escolar e a proposta de educação inclusiva, tendo como ênfase o autismo; o que é,</p><p>suas demandas e dificuldades, tendo na escola inclusiva a oportunidade para o seu</p><p>desenvolvimento e socialização. É crescente a demanda de alunos com</p><p>necessidades especiais nas escolas de ensino regular, trazendo à tona algumas</p><p>questões entre a gestão escolar, a educação inclusiva e as orientações dos</p><p>documentos oficiais. A educação inclusiva é um dos novos desafios impostos à</p><p>gestão escolar, pois segundo a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146 de julho de</p><p>2015), consagrou a política de educação inclusiva no Brasil, sendo que, a escola</p><p>precisa elaborar um (PPI) Plano Pedagógico Individualizado. Temos uma sociedade</p><p>que se democratiza e se transforma diariamente, tendo a escola como o centro de</p><p>suas atenções. A educação é reconhecida numa sociedade globalizada e de</p><p>economia centrada no conhecimento, como um grande valor estratégico para o</p><p>desenvolvimento de qualquer sociedade, dando condição importante para a</p><p>qualidade de vida das pessoas.</p><p>Palavras-chave: Educação Inclusiva; Gestão Escolar e Autismo.</p><p>ABSTRACT</p><p>This article aims to present the relationship between school management and the</p><p>proposal for inclusive education, with an emphasis on autism; what it is, its demands</p><p>and difficulties, having the inclusive school the opportunity for its development and</p><p>socialization. There is a growing demand for students with special needs in</p><p>mainstream schools, raising questions about school management, inclusive</p><p>education and the guidelines of official documents. Inclusive education is one of the</p><p>new challenges imposed on school management, because according to the Brazilian</p><p>Inclusion Law (Law 13,146 of July 2015), it enshrined the inclusive education policy</p><p>in Brazil, and the school needs to develop a (PPI) Plan Individualized Pedagogical.</p><p>We have a society that is democratized and transformed daily, with the school as the</p><p>center of its attention. Education is recognized in a globalized society with an</p><p>economy centered on knowledge, as a great strategic value for the development of</p><p>any society, providing an important condition for the quality of life of people.</p><p>4</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>Key-words: Inclusive Education; School Management and Autism.</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Todos têm o direito à vida, ao lazer e, principalmente, à educação,</p><p>respeitando as diferenças existentes entre as pessoas; reconhecendo o direito à</p><p>educação, independentemente de gênero, etnia, deficiência, idade, classe social ou</p><p>qualquer outra condição. Tendo o seu valor principal, no princípio da igualdade e</p><p>diversidade, trazendo propostas para uma sociedade democrática e justa,</p><p>fundamentada numa concepção de educação de qualidade para todos, respeitando</p><p>a diversidade dos alunos e realizando o atendimento às suas necessidades</p><p>educativas. Buscando adaptações diante das diferenças e das necessidades</p><p>individuais de aprendizagem de cada aluno. É dever das escolas - de seus</p><p>educadores e gestores - acolher, sem exclusão ou preconceitos, todos os discentes</p><p>que nelas se disponham a estudar, incluindo aqueles que apresentem alguma</p><p>dificuldade, deficiência ou transtorno.</p><p>2. O PAPEL DO GESTOR NA INCLUSÃO ESCOLAR</p><p>A gestão escolar democrática e participativa é responsável pelo envolvimento</p><p>de todos no processo educacional, para uma construção da escola inclusiva, onde</p><p>se faz necessário a aproximação da comunidade com a escola, só assim, é possível</p><p>identificar e eliminar as barreiras que impedem o acesso dos alunos ao</p><p>conhecimento, trazendo mudanças na construção do projeto político pedagógico. O</p><p>diálogo, não é um único meio para a construção de uma educação inclusiva, mas</p><p>sim em conhecer os conflitos e saber mediar junto aos pais, comunidade e os órgãos</p><p>competentes, tornando-os essenciais.</p><p>Segundo Sage, o diretor deve ser o principal revigorador do comportamento do</p><p>professor que demonstra pensamentos e ações cooperativas a serviço da inclusão. É comum</p><p>que os professores temam inovação e assumam riscos que sejam encarados de forma</p><p>negativa e com desconfiança pelos pares que estão aferrados aos modelos tradicionais. O</p><p>diretor é de fundamental importância na superação dessas barreiras previsíveis e pode fazê-lo</p><p>através de palavras e ações adequadas que reforçam o apoio aos professores (SAGE, 1999, p.</p><p>138).</p><p>5</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>Os gestores escolares lideram e mantêm a estabilidade do sistema sendo</p><p>essenciais nesse processo. Vários níveis do sistema administrativo: secretarias de</p><p>educação, organização das escolas e procedimentos didáticos em sala de aula</p><p>fazem parte das mudanças apontadas para a construção da escola inclusiva. “O</p><p>papel do diretor é de importância vital em cada nível, e diferentes níveis de pessoal</p><p>administrativo estão envolvidos”. Diante desta perspectiva, o autor recomenda:</p><p>Primeiro passo, é construir uma comunidade inclusiva que englobe o</p><p>planejamento e o desenvolvimento curricular; Segundo passo, é a preparação da</p><p>equipe para trabalhar de maneira cooperativa e compartilhar seus saberes,</p><p>desenvolvendo um programa de equipe em progresso contínuo; Terceiro passo, é</p><p>criar dispositivos de comunicação entre a comunidade e a escola; Quarto passo</p><p>abrange a criação de tempo para reflexão sobre a prática desenvolvida.</p><p>Segundo Sant’Ana, para a consolidação da atual proposta de educação inclusiva, é</p><p>necessário o envolvimento de todos os membros da equipe escolar no planejamento dos</p><p>programas a serem implementados. “Docentes, diretores e funcionários apresentam papéis</p><p>específicos, mas precisam agir coletivamente para que a inclusão escolar seja efetivada nas</p><p>escolas” (SANT’ANA, 2005, p. 228).</p><p>Diante da orientação inclusiva, as funções do gestor escolar incluem a definição dos</p><p>objetivos da instituição, o estímulo à capacitação de professores, o fortalecimento de apoio às</p><p>interações e a</p><p>processos que se compatibilizem com a filosofia da escola” (SANT’ANA, 2005,</p><p>p. 228)</p><p>Carvalho aponta alguns dos caminhos para a construção da escola inclusiva:</p><p>valorização profissional e aperfeiçoamento do corpo docente e das escolas, utilização dos</p><p>professores das classes de AEE, trabalho em equipe e adaptações curriculares.</p><p>Carvalho(2004, p. 29).</p><p>Para ele, as escolas inclusivas são para todos, onde reconheça e atenda</p><p>àsdiferenças e respeite as necessidades de qualquer aluno, não apenas portadores</p><p>de deficiência e sim todos os alunos que, por inúmeras causas, endógenas ou</p><p>exógenas, temporárias ou permanentes, apresentem, dificuldades de aprendizagem</p><p>ou no desenvolvimento.</p><p>6</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>A educação inclusiva não se resume apenas a eliminar as barreiras</p><p>arquitetônicas dos prédios escolares; é preciso ter um novo olhar para o currículo</p><p>escolar, para proporcionar a todos os alunos o acesso aos processos de</p><p>aprendizagem e desenvolvimento.</p><p>Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus</p><p>alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma</p><p>educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais,</p><p>estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades. (BRASIL, 1997, p. 5).</p><p>3. DOCUMENTOS E LEIS</p><p>Podemos observar em alguns documentos oficiais (nacionais e internacionais) a</p><p>relação entre a gestão escolar e a educação inclusiva, ainda que nas entrelinhas, por ser uma</p><p>proposta nova de trabalho. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos,</p><p>promulgada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948,</p><p>estabelece, no Artigo 26, que a educação é um direito de todos; deve ser gratuita; o ensino</p><p>fundamental (elementar) obrigatório; o ensino técnico e profissional generalizado e o ensino</p><p>superior aberto a todos em plena igualdade, sendo afirmada pelo documento como fator</p><p>essencial à expansão da personalidade humana e reforço dos direitos do ser humano, pois só</p><p>assim esse será capaz de compreender, tolerar e realizar laços de amizade com seus pares e</p><p>com as demais nações, promovendo assim a manutenção da paz.</p><p>O último item sobre educação do documento ressalta que cabe aos pais o direito de</p><p>escolher o gênero de educação a darem aos seus filhos, ressaltando a educação como direito</p><p>de todo cidadão, sendo gratuita e obrigatória no ensino fundamental (elementar) sem</p><p>discriminação de raça, cor, credo ou deficiência. Durante a Conferência de Jomtien realizada,</p><p>em 1990, na Tailândia, foi promulgada a Declaração Mundial sobre Educação para Todos</p><p>(BRASIL, 1990). Vários países, inclusive o Brasil, participaram da assinatura do documento e</p><p>se comprometeram, com suas diretrizes, onde se norteia o conteúdo do documento que</p><p>consiste em satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem de todos os alunos. Com o</p><p>estudo da Declaração Mundial sobre Educação para Todos (BRASIL, 1990) – que são</p><p>apontados os sujeitos responsáveis pela mudança e a necessidade da formação em exercício</p><p>7</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>para todos os envolvidos no processo de garantia das necessidades básicas de aprendizagem</p><p>para todos. A Conferência Mundial de Salamanca (Espanha), realizada em 1994, trouxe</p><p>destaque, o acesso e qualidade relativamente à educação, sendo promulgada a Declaração de</p><p>Salamanca: sobre princípios, política e prática em educação especial (BRASIL, 1997). Em 20</p><p>de dezembro de 1996, foi promulgada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei</p><p>n.º 9394/96 (BRASIL, 1996), trazendo um grande avanço na área da educação especial</p><p>destinando um capítulo específico para esta modalidade de ensino e estabelecendo que o</p><p>ensino do aluno, com necessidade educacional especial, aconteça preferencialmente na rede</p><p>regular de ensino.</p><p>O Artigo 58 estabelece que a educação especial deve ser oferecida no ensino regular</p><p>para os alunos com necessidades educacionais especiais e o Artigo 59 estabelece a</p><p>reorganização social para atendimento das pessoas com igualdade, quanto às mais complexas</p><p>e diversas diferenças, físicas ou cognitivas, sendo que a diversidade está estabelecida na</p><p>referida Lei, garantindo à todos o acesso e a permanência na escola.</p><p>Há uma regulamentação da gestão democrática das escolas públicas e a transformação</p><p>do Projeto Político-Pedagógico traçando-o como um instrumento de inteligibilidade e fator de</p><p>mudanças significativas (BRASIL, 1996). O Artigo 14 estabelece os princípios da gestão</p><p>democrática, garantindo a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto</p><p>pedagógico da escola.</p><p>Conforme estabelecido, na LDBEN (BRASIL, 1996), a participação na construção</p><p>coletiva do documento está assegurada, pois reconhece a escola como espaço de autonomia.</p><p>Para Silva Júnior, o Projeto Político-Pedagógico “indicará as grandes linhas de reflexão e de</p><p>consideração mantenedoras de suas etapas de trabalho; consubstanciará os valores e critérios</p><p>determinantes das ações a serem desenvolvidas nos diferentes núcleos da prática escolar”.</p><p>Silva Júnior (2002, p. 206).</p><p>De acordo com Carneiro, o projeto pedagógico não pode se constituir como um fim em</p><p>si mesmo. Ele é verdadeiramente o início de um processo de trabalho. Carneiro (2006, p. 32).</p><p>A partir dele (PPP), a escola vai estruturando seu trabalho, avaliando e</p><p>reorganizando suas práticas, sendo ele mesmo, a somatório dos valores que os</p><p>membros da unidade escolar têm. Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação</p><p>Nacional (BRASIL, 1996), encontramos apenas sugestões de ações sobre a relação</p><p>8</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>entre gestão escolar e educação inclusiva e nos Parâmetros Curriculares Nacionais</p><p>encontramos – Adaptações Curriculares:</p><p>Estratégias para educação de alunos com necessidades especiais (BRASIL,</p><p>1998), que fornecem subsídios para a prática pedagógica inclusiva. O Plano</p><p>Nacional de Educação (PNE) (BRASIL, 2001a), promulgado em 9 de janeiro de</p><p>2001, por meio da Lei n.º 10.172, tendo este a vigência de dez anos, (BRASIL,</p><p>2001a, Artigos 34, 35, 36), especifica que o processo de formação em serviço não</p><p>se restringe apenas ao professor, mas a todos os envolvidos no âmbito escolar com</p><p>o objetivo de garantir qualidade no atendimento prestado para todos os alunos</p><p>diante da diversidade, sendo que, o PNE designa responsabilidades aos Estados,</p><p>Municípios e Universidades para que estas metas sejam alcançadas. O Conselho</p><p>Nacional de Educação aprovou o Relatório da Câmara de Educação Básica, Parecer</p><p>n.º 17/2001 que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na</p><p>Educação Básica (BRASIL, 2001b), onde na organização dos sistemas de ensino</p><p>para o atendimento ao aluno com necessidades educacionais especiais, especifica</p><p>que: Os administradores locais e os diretores de estabelecimentos escolares devem</p><p>ser convidados a criar procedimentos mais flexíveis de gestão, a remanejar os</p><p>recursos pedagógicos, diversificar as opções educativas, estabelecer relações com</p><p>pais e a comunidade. (BRASIL, 2001b, p. 18). O documento aponta a necessidade</p><p>de criação de uma equipe multidisciplinar de atendimento ao aluno quando a</p><p>unidade escolar não tiver condições, para sua efetivação na construção da escola</p><p>exclusiva.</p><p>A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação</p><p>Inclusiva – versão preliminar (BRASIL, 2007) estabelece que o objetivo do</p><p>documento é assegurar o processo de inclusão dos alunos com necessidades</p><p>educacionais especiais, de modo a garantir: acesso com participação e</p><p>aprendizagem no ensino comum; oferta do atendimento educacional especializado;</p><p>continuidade de estudos</p><p>e acesso aos níveis mais elevados de ensino; promoção da</p><p>acessibilidade universal; formação continuada de professores para o atendimento</p><p>educacional especializado; formação dos profissionais da educação e comunidade</p><p>9</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>escolar; transversalidade da modalidade de ensino especial desde a educação</p><p>infantil até a educação superior; e articulação intersetorial na implementação das</p><p>políticas públicas.</p><p>4. TEA E A INCLUSÃO ESCOLAR</p><p>O autismo é considerado como um transtorno, onde reúne a síndrome de</p><p>Asperger e recebe o nome de Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresentando</p><p>diversas dificuldades no seu desenvolvimento humano, necessitando de trabalho e</p><p>comprometimento de todos os profissionais envolvidos com a educação e do</p><p>empenho e dedicação dos seus familiares. Um fator importante para o</p><p>relacionamento social e desenvolvimento das habilidades de todos os educandos, é</p><p>uma escola inclusiva, onde o autista, por suas necessidades educativas especiais</p><p>tem direito de fazer uso de todos os benefícios que a inclusão oferecida na rede</p><p>regular de ensino, garantida por lei(Lei 13.146 de julho de 2015).</p><p>Sassaki assegura que, o mundo caminha para a construção de uma sociedade cada</p><p>vez mais inclusiva. Sinais desse processo de construção são visíveis com frequência</p><p>crescente, por exemplo, na escola, na mídia, nas nossas vizinhanças, nos recursos da</p><p>comunidade e nos programas e serviços (SASSAKI, 2005, p. 22).</p><p>A Lei Berenice Piana 12.764/12 – Institui a Política Nacional de proteção dos</p><p>direitos da pessoa com transtorno com Transtorno do Espectro Autismo, sancionada</p><p>pela presidente da república Dilma Rousseff em 2012, com a colaboração de José</p><p>Henrique Paim Fernandes e Miriam Belchior, publicada no site do planalto, altera o §</p><p>3º do Art.98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, em seu parágrafo único</p><p>sobre o sobre o acesso ao ensino regular. (BRASIL, 2012).</p><p>Nos termos do inciso IV do artigo 2º diz que a pessoa com o Transtorno do</p><p>Espectro Autista tem direito a um acompanhante especializado se assim for</p><p>comprovada a necessidade. Ainda na lei 12.764/12 em seu artigo 7º diz que haverá</p><p>punição de uma multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários mínimos ao gestor da escola</p><p>que negar a matrícula do aluno com Transtorno do Espectro Autista, bem como,</p><p>também a qualquer outra deficiência (BRASIL, 2012). É necessária a inclusão dos</p><p>10</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>autistas nas escolas públicas, pois desperta nos educandos atitudes de</p><p>solidariedade, orientando o aluno a trabalhar suas atitudes diante da sociedade.</p><p>Incluir não é só integrar [...] Não é estar dentro de uma sala onde a inexistência de</p><p>consciencialização de valores e a aceitação não existem. É aceitar integralmente e</p><p>incondicionalmente as diferenças de todos, em uma valorização do ser enquanto semelhante a</p><p>nós com igualdade de direitos e oportunidades. É mais do que desenvolver comportamentos, é</p><p>uma questão de consciencialização e de atitudes (CAVACO, 2014, p. 31).</p><p>A separação dos indivíduos com autismo de um ambiente normal contribui para</p><p>agravar os seus sintomas. As crianças com autismo têm necessidades especiais, mas devem</p><p>ser educadas com as mínimas restrições possíveis" (GÓMEZ; TERÁN, 2014, p. 543).</p><p>Para as crianças autistas quanto menos restringi-las ao contato com os</p><p>outros, melhor será seu desenvolvimento na sociedade em que vive, pois é através</p><p>dessa interação que os mesmos evoluem, com apoio de todos.</p><p>Para Cunha (2014, p. 100), “não podemos pensar em inclusão escolar, sem pensarmos em</p><p>ambiente inclusivo. Inclusivo não somente em razão dos recursos pedagógicos, mas também pelas</p><p>qualidades humanas”.</p><p>No processo de inclusão da criança autista há vários métodos educacionais</p><p>importantes que podem auxiliar, como o TEACCH – Tratamento e Educação para</p><p>autistas e crianças com deficiências relacionadas à comunicação, Sistema de</p><p>Comunicação através de troca de figuras – PECS (The Picture Exchange</p><p>Communications System), ABA – Análise Aplicada do Comportamento e o programa</p><p>Son-Rise. O TEACCH visa indicar, especificar e definir de maneira operacional os</p><p>comportamentos que devem ser trabalhados, possibilitando o desenvolvimento de</p><p>repertórios usados para avaliar os aspectos referentes à interação e organização do</p><p>comportamento, além do desenvolvimento do indivíduo nos diferentes níveis. O</p><p>ambiente é totalmente manipulado pelo professor ou pelo profissional que atua com</p><p>o autista, visando ao desaparecimento ou à redução de comportamentos</p><p>inadequados a partir de reforço positivo.</p><p>O método TEACCH utiliza estímulos audiovisuais, visuais e audiocinestesicovisuais</p><p>para produzir comunicação [...] A metodologia de ensino se dá a partir da condução das mãos</p><p>do aluno que faz uso dos símbolos, em um contínuo direcionamento de sua ação até que se</p><p>11</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>encontre em condições (ou se mostre capaz) de realizar a atividade proposta sozinha, porém,</p><p>com o uso do recurso visual (ORRÚ, 2007, p. 61).</p><p>Podemos também citar o método ABA – Análise aplicada ao comportamento.</p><p>“É uma técnica comportamental de origem do campo científico behaviorista, onde é</p><p>objetivada a observação, análise e explicação da associação entre o comportamento</p><p>humano e aprendizagem do indivíduo, que visa mais a mudança de comportamentos</p><p>específicos do que os comportamentos globais apresentados”. Cunha (2014), e o</p><p>método PECS, que tem como objetivo estimular o aprendente autista com baixo</p><p>nível comunicativo a se comunicarem através da percepção que ele mesmo pode</p><p>alcançar bem mais rápido as coisas que almeja, fazendo uso de figuras. Tal sistema</p><p>não necessita de materiais caros, pois usa apenas cartões, podendo ser utilizado em</p><p>qualquer ambiente para organizar a linguagem não verbal com crianças ou</p><p>adolescentes que não falam. Cunha (2014)</p><p>Os métodos TEACCH, ABA e PECS tem foco comportamental, que de acordo</p><p>com Cunha (2014), visam à promoção da independência para o desenvolvimento do</p><p>autista.</p><p>Ainda existe o programa Son-Rise, que segundo Cunha (2014), em seu conjunto</p><p>apresenta técnicas e estratégias, que visam à interação espontânea e o</p><p>relacionamento social. Através do programa Son-Rise, os pais e professores</p><p>aprendem de forma satisfatória com a criança autista, buscando assim, o</p><p>desenvolvimento cognitivo e emocional da mesma. Programa Son-Rise procura ir até a</p><p>pessoa com autismo. Propõe ser uma ponte entre o autista e o cotidiano. Interagindo a partir</p><p>dos seus afetos, o vê como um ser que precisa ser amado e compreendido com base em sua</p><p>realidade, para que possa haver comunicação e interação social (CUNHA, 2014, p. 76).</p><p>12</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>Para o atendimento educacional especializado na escola inclusiva, houve o</p><p>lançamento e a implantação da sala de recursos multifuncionais com o objetivo de</p><p>apoiar a organização e a oferta do atendimento educacional especializado para a</p><p>prestação de serviços complementares e suplementares aos educandos que</p><p>apresentam deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades</p><p>ou superdotação que se encontravam matriculados nas classes comuns do ensino</p><p>regular, possibilitando condições de melhor acesso, participação e aprendizagem</p><p>oferecida (BRASIL, 2015).</p><p>É dever da sala de recursos trabalhar o desenvolvimento das potencialidades</p><p>dos alunos atendidos, porém, precisa manter o convívio social na sala de ensino</p><p>regular, pois inclusão é socialização e são trabalhadas de forma conjunta para que o</p><p>processo inclusivo se desenvolva.</p><p>De acordo com Machado</p><p>(2009), o professor especializado que atua na sala</p><p>de recursos trabalha para identificar as dificuldades e as habilidades apresentadas</p><p>pela criança atendida, possibilitando para que em seguida elabore um planejamento</p><p>para realizar um atendimento com os recursos necessários.</p><p>Incluir não é apenas receber o aluno, mas se faz necessário uma estrutura</p><p>escolar adequada e uma equipe docente bem preparada.</p><p>Segundo Fonseca (2014), é de fundamental relevância, a preparação de todos agentes</p><p>educacionais especializados e do corpo docente regular para o atendimento coerente com as</p><p>necessidades apresentadas.</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Concluímos que o gestor escolar tem suma importância na construção de</p><p>uma escola para todos. Para que aja uma educação inclusiva, é necessário</p><p>adaptações que priorizem a formação dos recursos humanos, materiais e</p><p>financeiros, com uma prática pedagógica coerente com as necessidades do aluno,</p><p>garantir adaptações curriculares tendo o apoio de um especialista, proporcionando</p><p>13</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>sua presença na sala de recursos. Facilitar o transporte escolar, a comunicação e</p><p>eliminar as barreiras arquitetônicas.</p><p>Já na inclusão de alunos autistas na escola regular da rede pública é um</p><p>grande desafio, pois abrange complexidade em todos os âmbitos sociais,</p><p>principalmente no âmbito escolar, fazendo se necessário a preparação dos docentes</p><p>e de todo corpo escolar. É uma conquista assegurada por lei, visto que, o convívio</p><p>social contribuiu para o desenvolvimento do autista e o importante é que pode ser</p><p>realizada de forma gratuita.</p><p>Para que o processo inclusivo ocorra da melhor maneira, segundo as</p><p>pesquisas bibliográficas levantadas, se faz necessário o trabalho tanto dos</p><p>profissionais do atendimento educacional especializado, quanto do trabalho do</p><p>professor regente.</p><p>Não se deve focar nas dificuldades apresentadas pelo indivíduo autista no âmbito escolar,</p><p>mas em suas potencialidades, proporcionando maior impacto para o trabalho de seu</p><p>desenvolvimento.</p><p>6. BIBLIOGRAFIA</p><p>ARANHA, Maria Salete F. Inclusão social e municipalização. In: MANZINI,</p><p>Eduardo J. (Org.). Educação especial: temas atuais. Marília: UNESP, Publicações,</p><p>2001.</p><p>BARROSO, João. O estudo da autonomia da escola: da autonomia decretada</p><p>à autonomia construída. In: BARROSO, João (Org). O estudo da escola. Porto: Porto</p><p>Editora. 1996.</p><p>BRASIL. Câmara dos Deputados. Plano Nacional de Educação. Brasília:</p><p>09/01/2001. BRASIL. Declaração de Salamanca e Linhas de Ação sobre</p><p>Necessidades Educativas Especiais.</p><p>Brasília: Ministério da Justiça/Secretaria Nacional dos Direitos Humano, 2.</p><p>ed., 1997. BRASIL. Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Brasília:</p><p>Ministério da Educação, 1990. BRASIL. Lei n.o 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases</p><p>da Educação Nacional. Brasília: Ministério da Educação – Imprensa Oficial, 1996.</p><p>14</p><p>¹Aluno do curso de Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista – TEA – nubiaalvesteixeira2@gmail.com</p><p>BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais – Adaptações Curriculares:</p><p>estratégias para educação de alunos com necessidades especiais. Brasília:</p><p>Ministério da Educação e do Desporto; Secretaria de Educação Fundamental, 1998.</p><p>BRASIL. Parecer n.º 17, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial, na</p><p>Educação Básica. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2001.</p><p>BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação</p><p>Inclusiva. Versão preliminar, 2007.</p><p>BRASIL. Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares.</p><p>Conselho Escolar e o respeito e a valorização do saber e da cultura do estudante e</p><p>da comunidade. Brasília: MEC; SEB, 2004. v. 3. 20</p><p>CARVALHO, Rosita Edler. Educação inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto</p><p>Alegre: Mediação, 2004.</p><p>DUTRA, Cláudia. P.; GRIBOSKI, Cláudia M. Gestão para Inclusão. Revista de</p><p>Educação Especial, Santa Maria, n. 26, p. 9-17, 2005.</p><p>http://entendendoautismo.com.br/artigo/pais-e-escola-na-inclusao-do-autismo-</p><p>uma-uniao-possivel/. Acesso em 12/mar/2020</p><p>http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?c</p><p>onteudo=431.Acesso em 18/ mar/2020.</p><p>https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/autismo-na-escola-</p><p>pontos-contrapontos-na-escola-inclusiva.htm. Acesso em 18/ mar/2020.</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/18098/como-estabelecer-uma-boa-</p><p>relacao-entre-escola-e-familias-de-alunos-com-autismo,Acesso em 18/mar/2020.</p><p>https://www.sophia.com.br/blog/gestao-escolar/descubra-como-incluir-alunos-</p><p>com-autismo-em-sua-escola.Acesso em 18/mar/2020</p><p>http://www.teapoio.com/inclusao-escolar-lei-brasileira-de-inclusao,Acesso em</p><p>18/mar/2020.</p><p>http://entendendoautismo.com.br/artigo/pais-e-escola-na-inclusao-do-autismo-uma-uniao-possivel/</p><p>http://entendendoautismo.com.br/artigo/pais-e-escola-na-inclusao-do-autismo-uma-uniao-possivel/</p><p>http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=431.Acesso</p><p>http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=431.Acesso</p><p>https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/autismo-na-escola-pontos-contrapontos-na-escola-inclusiva.htm</p><p>https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/autismo-na-escola-pontos-contrapontos-na-escola-inclusiva.htm</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/18098/como-estabelecer-uma-boa-relacao-entre-escola-e-familias-de-alunos-com-autismo,Acesso</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/18098/como-estabelecer-uma-boa-relacao-entre-escola-e-familias-de-alunos-com-autismo,Acesso</p><p>https://www.sophia.com.br/blog/gestao-escolar/descubra-como-incluir-alunos-com-autismo-em-sua-escola.Acesso</p><p>https://www.sophia.com.br/blog/gestao-escolar/descubra-como-incluir-alunos-com-autismo-em-sua-escola.Acesso</p><p>http://www.teapoio.com/inclusao-escolar-lei-brasileira-de-inclusao,Acesso</p>