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<p>1</p><p>Alderlany</p><p>Emily</p><p>Marcelo Martins Torres</p><p>Maria Eduarda</p><p>Paulo Maria Furtado Junior</p><p>Valdenilson da Silva Duarte</p><p>Teoria da Inteligência Musical</p><p>Manaus-AM</p><p>2024</p><p>2</p><p>Alderlany</p><p>Emily</p><p>Marcelo Martins Torres</p><p>Maria Eduarda</p><p>Paulo Maria Furtado Junior</p><p>Valdenilson da Silva Duarte</p><p>Teoria da Inteligência Musical</p><p>Manaus-AM</p><p>2024</p><p>Trabalho Solicitado pela Professora</p><p>Ila Vito Lima de Souza, da disciplina</p><p>Psicologia do Desenvolvimento e</p><p>Teoria da Aprendizagem, para</p><p>obtenção de nota de Participação, do</p><p>semestre 2024.2</p><p>3</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 4</p><p>TEORIA DA INTELIGÊNCIA MUSICAL .................................................................................. 5</p><p>CRÍTICAS E LIMITAÇÕES DA TEORIA ................................................................................. 7</p><p>ATIVIDADE PEDAGÓGICA: EXPLORANDO A INTELIGÊNCIA MUSICAL ................... 8</p><p>Objetivo da Atividade ................................................................................................ 8</p><p>Habilidade de Acordo com a BNCC ....................................................................... 8</p><p>Procedimentos Metodológicos ................................................................................. 8</p><p>Recursos Materiais .................................................................................................... 9</p><p>ATIVIDADE PEDAGÓGICA: HISTÓRIA EM SONS E REALIDADE AUMENTADA ...... 9</p><p>Objetivo da Atividade ................................................................................................ 9</p><p>Habilidades de acordo com a BNCC ...................................................................... 9</p><p>Procedimentos Metodológicos ............................................................................... 10</p><p>Recursos Materiais .................................................................................................. 11</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................................... 12</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................... 13</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A música tem desempenhado um papel fundamental na vida humana desde</p><p>tempos pré-históricos, sendo parte essencial de diferentes culturas e</p><p>civilizações. Sua presença como uma forma de expressão e comunicação tem</p><p>sido documentada desde antes da descoberta do fogo, quando os primeiros</p><p>humanos utilizavam sons rítmicos e gestos para interagir. Ao longo dos séculos,</p><p>a música evoluiu de forma diversa, refletindo o contexto cultural e social de cada</p><p>povo e época.</p><p>Desde a gestação, como foi apontado por Brito (2003), o ser humano já é</p><p>exposto a estímulos sonoros, como os sons produzidos pelo corpo da mãe. A</p><p>pulsação do coração, por exemplo, é o primeiro contato do bebê com o ritmo</p><p>musical, um dos elementos mais fundamentais da música, segundo Jeandot</p><p>(1997). Esse envolvimento precoce com o universo sonoro pode influenciar</p><p>significativamente o desenvolvimento da criança, como mostram diversos</p><p>estudos.</p><p>A música, além de seus efeitos no cérebro, também desempenha um papel</p><p>crucial no desenvolvimento emocional e social das crianças. Cantigas de roda e</p><p>brincadeiras musicais são práticas culturais que, além de divertirem, ensinam</p><p>importantes lições de vida, como regras sociais, perdas e decepções. Nogueira</p><p>(2012) afirma que essas atividades permitem às crianças vivenciar experiências</p><p>complexas que as preparam para o futuro.</p><p>Por fim, a música também contribui para o desenvolvimento psicomotor e</p><p>emocional das crianças, especialmente quando associada à dança e à</p><p>expressão corporal. Chiarelli e Barreto (2005) ressaltam que essa prática pode</p><p>auxiliar no tratamento de problemas como inibição e instabilidade, além de</p><p>promover a adaptação social. O processo de musicalização, como destacado</p><p>por Bréscia (2003), oferece uma gama de benefícios, incluindo o</p><p>desenvolvimento da sensibilidade, criatividade e disciplina, enquanto Barreto</p><p>(2000) enfatiza sua relevância para a coordenação motora e a socialização.</p><p>5</p><p>TEORIA DA INTELIGÊNCIA MUSICAL</p><p>A inteligência musical refere-se à capacidade de uma pessoa</p><p>compreender, criar, interpretar e apreciar música. Esta é uma das múltiplas</p><p>inteligências propostas por Howard Gardner em sua teoria das Múltiplas</p><p>Inteligências, apresentada em 1983. A inteligência musical é caracterizada pela</p><p>sensibilidade a ritmos, tons, timbres e padrões sonoros, bem como pela</p><p>capacidade de reproduzir, improvisar e compor músicas.</p><p>Compreensão da inteligência passou por diversas transformações ao</p><p>longo dos anos. Em um contexto mais amplo, a inteligência musical</p><p>pode influenciar positivamente outras áreas do conhecimento e habilidades. Por</p><p>exemplo, a coordenação motora e a percepção espacial são aprimoradas ao se</p><p>aprender a tocar um instrumento. Da mesma forma, a compreensão de ritmos e</p><p>padrões musicais pode facilitar o aprendizado em matemática e outras</p><p>disciplinas que exigem habilidades analíticas.</p><p>Portanto, incentivar e desenvolver a inteligência musical não é apenas</p><p>sobre música; é sobre fomentar um conjunto diversificado de habilidades que</p><p>podem enriquecer todos os aspectos da vida de uma pessoa. A música é uma</p><p>linguagem universal que transcende as fronteiras convencionais do aprendizado,</p><p>oferecendo um caminho singular para o crescimento e a autodescoberta.</p><p>“Onde as palavras falham, a música fala” – Hans</p><p>Christian Andersen.</p><p>O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil aborda a</p><p>importância de se trabalhar com Artes em suas diferentes linguagens, dentre</p><p>elas a música. Assim, tratando-se da música, o enfoque concentra-se na</p><p>“musicalização” e não em “educação musical”. A partir da musicalização</p><p>pretende-se viabilizar a vivência e a reflexão sobre as questões musicais, por</p><p>meio da expressão e sensibilização, com a perspectiva de que o indivíduo</p><p>desenvolva habilidades, formule hipóteses e elabore conceitos sobre a</p><p>música.</p><p>6</p><p>O processo de construção do conhecimento envolvendo musicalização</p><p>favorece o desenvolvimento afetivo da criança, e aumenta a atividade cerebral.</p><p>Sendo assim, melhora seu desempenho propiciando avanços relacionados à</p><p>sensibilidade, criatividade, senso rítmico, imaginação, memória, concentração,</p><p>atenção, autodisciplina, respeito ao próximo, socialização e gosto em ouvir</p><p>músicas. Além disso, colabora com uma efetiva consciência corporal e de</p><p>movimentação, favorecendo a integração social do sujeito (BRÉSCIA, 2003).</p><p>A vivência musical integra experiências em torno da prática e percepção,</p><p>por meio do desenvolvimento e compreensão de brincadeiras que inclui o ouvir,</p><p>cantar uma canção, realizar jogos ou brincar de roda. A partir disso, as crianças</p><p>começam a dominar tais conteúdos o que permite uma transformação e</p><p>recriação deles. O trabalho com a música também integra o gesto ao movimento</p><p>corporal, pois o som é movimento vibratório que o corpo ao percebê-lo interpreta</p><p>em forma de gesto.</p><p>Os movimentos de locomoção, os quais envolvem saltitar, galopar, correr,</p><p>entre outros; e os de flexão, balanceio, torção, estiramento fazem relação direta</p><p>com os diferentes gestos sonoros (BRASIL, 1998). De acordo com o exposto</p><p>por Snyders (1997), tem-se que a música não deve se fechar em seu próprio</p><p>campo, mas que intervenha na interdisciplinaridade, em condições de que sua</p><p>colaboração possa repercutir positivamente. O trabalho em comum envolvendo</p><p>outras áreas é significativo, pois a partir da participação e contribuição resultados</p><p>satisfatórios são alcançados.</p><p>O conhecimento da</p><p>linguagem musical por meio da musicalização, de</p><p>acordo com Barreto (2000) se constrói com base em vivências e reflexões</p><p>orientadas, as quais proporcionam o desenvolvimento da sensibilidade à música</p><p>e ativando o desenvolvimento cognitivo, que favorece a construção</p><p>significativa dos conhecimentos, equilibrando o terreno das emoções e</p><p>estimulando as várias áreas cerebrais, melhorando a concentração, memória,</p><p>coordenação motora, socialização, acuidade auditiva e disciplina. Em</p><p>consonância, Bréscia (2003) diz que a música na vida das pessoas favorece</p><p>melhorias na concentração e eleva o desempenho na aprendizagem de</p><p>matemática, leitura e demais habilidades linguísticas.</p><p>7</p><p>CRÍTICAS E LIMITAÇÕES DA TEORIA</p><p>Embora a Teoria das Inteligências Múltiplas (IM) de Howard Gardner</p><p>tenha ganhado popularidade no campo da educação e da psicologia, ela também</p><p>foi alvo de várias críticas ao longo dos anos. Um dos pontos centrais de crítica</p><p>diz respeito à falta de evidências científicas robustas para sustentar a separação</p><p>clara entre as inteligências. Alguns pesquisadores argumentam que as</p><p>inteligências propostas por Gardner não são independentes umas das outras e</p><p>que, na realidade, elas podem ser vistas como facetas.</p><p>Linda Gottfredson, uma psicóloga especializada no estudo da inteligência,</p><p>questiona a base científica da teoria de Gardner, afirmando que "as múltiplas</p><p>inteligências são, na verdade, habilidades ou talentos específicos, e não podem</p><p>ser consideradas inteligências no sentido tradicional da palavra" (Gottfredson,</p><p>2004). A ideia de que todas as inteligências têm o mesmo valor e importância</p><p>também é criticada, já que, na prática, algumas inteligências, como a lógico-</p><p>matemática e a linguística, são muito mais valorizadas em sistemas</p><p>educacionais e no mercado de trabalho.</p><p>Outra crítica importante é a dificuldade de mensurar essas inteligências</p><p>de forma objetiva. Enquanto o teste de QI é criticado por ser limitado em relação</p><p>à amplitude de habilidades humanas, ele é amplamente utilizado por sua</p><p>capacidade de oferecer uma medida padronizada. A Teoria das Inteligências</p><p>Múltiplas, por outro lado, carece de um mecanismo eficaz para medir cada uma</p><p>das inteligências com a mesma precisão, o que levanta questões sobre a</p><p>aplicabilidade prática dessa teoria no ambiente escolar, além disso, há críticas</p><p>sobre a aplicabilidade da teoria em sala de aula.</p><p>Para muitos educadores, implementar um currículo que abranja todas as</p><p>inteligências de forma equilibrada é um desafio. A criação de atividades que</p><p>atendam a cada uma das inteligências individuais pode se tornar inviável,</p><p>especialmente em turmas grandes e em sistemas educacionais que exigem</p><p>resultados padronizados. Isso faz com que a teoria seja vista por alguns como</p><p>idealista e de difícil execução em contextos reais de ensino.</p><p>8</p><p>ATIVIDADE PEDAGÓGICA: EXPLORANDO A INTELIGÊNCIA MUSICAL</p><p>Objetivo da Atividade</p><p>Desenvolver a inteligência musical por meio de uma atividade</p><p>interdisciplinar, integrando a música ao conteúdo de outras disciplinas, como</p><p>matemática e história. Além disso, a atividade buscará promover a expressão</p><p>criativa dos alunos e aumentar sua consciência sobre o papel da música em</p><p>diferentes culturas e contextos históricos.</p><p>Habilidade de Acordo com a BNCC</p><p>(EF06HI03): Relacionar fatos e processos históricos significativos com as</p><p>transformações econômicas, sociais e culturais em diferentes contextos.</p><p>(EF69AR06): Utilizar o conhecimento musical para realizar e criar práticas</p><p>artísticas em projetos interdisciplinares, colaborando de forma criativa e</p><p>valorizando a expressão coletiva.</p><p>(EF69AR08): Criar composições musicais experimentando ritmos, melodias e</p><p>harmonias e utilizando diferentes recursos sonoros e digitais.</p><p>(EF69LP24): Expressar-se de forma oral com clareza e organização, adaptando</p><p>a linguagem para diferentes contextos e interlocutores.</p><p>(EF67AR15): Explorar diferentes materiais, instrumentos e tecnologias para a</p><p>criação de composições musicais e poéticas.</p><p>Procedimentos Metodológicos</p><p>Introdução ao conteúdo histórico: a atividade começará com uma breve</p><p>revisão do evento histórico escolhido, destacando os pontos principais que</p><p>devem ser abordados na composição musical.</p><p>Discussão sobre ritmos e melodias: o professor introduzirá aos alunos</p><p>alguns conceitos básicos de composição musical, como ritmos, harmonias e a</p><p>estrutura de uma canção.</p><p>9</p><p>Criação da música: cada grupo deverá trabalhar na criação de uma</p><p>musica original, que deve incluir pelo menos dois instrumentos e uma letra que</p><p>aborde o tema histórico. Os alunos com maior afinidade pela área musical podem</p><p>assumir a criação da melodia, enquanto os outros podem se concentrar na</p><p>elaboração da letra ou na pesquisa histórica.</p><p>Apresentação final: os grupos irão apresentar suas composições para a</p><p>turma, explicando o processo criativo e como integraram a história à música. O</p><p>professor irá avaliar a musicalidade e o entendimento do conteúdo histórico.</p><p>Recursos Materiais</p><p>• Instrumentos musicais (violão, flauta, percussão simples, etc.).</p><p>• Acesso a aplicativos de criação musical (Garage Band, Soundtrap, etc.)</p><p>para alunos que preferirem compor digitalmente.</p><p>• Materiais de pesquisa histórica (livros, sites confiáveis, anotações da</p><p>aula).</p><p>ATIVIDADE PEDAGÓGICA: HISTÓRIA EM SONS E REALIDADE</p><p>AUMENTADA</p><p>Objetivo da Atividade</p><p>Integrar a inteligência musical com o uso de tecnologia digital e realidade</p><p>aumentada para criar uma experiência interativa onde os alunos conectem</p><p>história e música. O objetivo é não só estimular a criatividade musical, mas</p><p>também ampliar a compreensão dos alunos sobre momentos históricos,</p><p>promovendo uma aprendizagem mais envolvente.</p><p>Habilidades de acordo com a BNCC</p><p>(EF06HI03): Relacionar fatos e processos históricos significativos com as</p><p>transformações econômicas, sociais e culturais em diferentes.</p><p>(EF06AR06): Utilizar o conhecimento musical para realizar e criar práticas</p><p>artísticas.</p><p>10</p><p>(EF69LP24): Expressar-se de forma oral com clareza e organização, adaptando</p><p>a linguagem para diferentes contextos e interlocutores.</p><p>(EF06H|15): Identificar as diferentes formas de organização do trabalho ao longo</p><p>da história e suas relações com os projetos de vida.</p><p>(EF69AR04): Valorizar o processo criativo e reconhecer suas próprias</p><p>capacidades em produções artísticas.</p><p>(EF09HI01): Analisar criticamente diferentes versões e interpretações de fatos e</p><p>processos históricos, considerando o contexto social, econômico, político e</p><p>cultural.</p><p>Procedimentos Metodológicos</p><p>Antes de iniciar a atividade, o professor precisa preparar os materiais</p><p>necessários e garantir que os recursos tecnológicos, como tablets ou</p><p>smartphones, estejam disponíveis para os alunos., além disso, será necessário</p><p>baixar os aplicativos de criação musical e de realidade aumentada.</p><p>O professor inicia a atividade com uma breve revisão dos conteúdos</p><p>históricos a serem abordados, como Revolução Francesa, Era Vargas, ou</p><p>qualquer tema que tenha sido previamente trabalhado em sala de aula. O</p><p>objetivo desta etapa é que os alunos escolham um evento histórico de seu</p><p>interesse para trabalhar na atividade.</p><p>Os alunos serão divididos em grupos com 4 ou 5 integrantes, e cada grupo</p><p>escolherá um evento histórico. Cada grupo deverá distribuir as tarefas: quem</p><p>será responsável pela criação musical, pela pesquisa histórica e pela criação do</p><p>mural visual. O professor deve orientar os grupos sobre a divisão de tarefas e</p><p>explicar o cronograma e os critérios de avaliação.</p><p>Os alunos usarão as aulas para trabalhar na criação da trilha sonora</p><p>original, utilizando aplicativos de criação musical, como o Garage Band ou</p><p>BandLab. Eles poderão explorar diferentes ritmos, melodias e instrumentos,</p><p>buscando refletir as características do evento histórico escolhido.</p><p>11</p><p>Com as trilhas sonoras e os murais prontos, os alunos usarão</p><p>um</p><p>aplicativo de realidade aumentada para "anexar" a música ao mural. Quando</p><p>escaneado, o mural mostrará elementos visuais interativos e tocará a trilha</p><p>sonora composta pelo grupo. O professor fará uma breve introdução sobre o uso</p><p>do aplicativo e ajudará os grupos no processo técnico de integração.</p><p>Cada grupo apresentará seu mural interativo para a turma, explicando a</p><p>escolha do evento histórico, o processo de criação da trilha sonora e a integração</p><p>visual feita com o mural. Os outros alunos poderão interagir com o mural,</p><p>escanear com seus dispositivos móveis e ouvir as músicas compostas pelos</p><p>colegas. O professor poderá fazer perguntas sobre as escolhas artísticas e</p><p>históricas de cada grupo para garantir que os alunos tenham assimilado o</p><p>conteúdo.</p><p>Recursos Materiais</p><p>• Tablets ou smartphones</p><p>• Fones de ouvido</p><p>• Aplicativos de criação musical</p><p>• Aplicativo de realidade aumentada</p><p>• Acesso à internet</p><p>• Murais</p><p>• Cartolinas</p><p>• Tintas</p><p>• Pincéis</p><p>• Lápis de cor</p><p>• Marcadores</p><p>• Tesouras</p><p>• Cola</p><p>• Projetores e caixas de som</p><p>• Livros ou fontes históricas</p><p>12</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A partir dos estudos realizados, foi possível constatar que a música tem</p><p>um papel significativo na vida das pessoas, isso devido à multiplicidade de</p><p>aspectos que consegue atingir, tais como a função integradora entre os aspectos</p><p>sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos; o caráter de promover a interação e</p><p>comunicação social; e, por ser uma das formas de expressão humana.</p><p>Esses aspectos contribuem para justificar a presença do trabalho com</p><p>musicalização no contexto escolar, especialmente na educação infantil, onde fica</p><p>evidente a importância de se trabalhar com artes em suas diferentes linguagens</p><p>dentre elas a música, em virtude de possibilitar que a criança desenvolva</p><p>habilidades, conceitos e hipóteses, portanto, contribuindo para sua formação</p><p>integral.</p><p>Foi identificado que o ensino de musica é de grande relevância no</p><p>processo de formação das crianças e de acordo com Brasil (1998), tornou-se</p><p>ensino obrigatório, amparado pela lei n° 11.769/2008, aprovada após o exaustivo</p><p>trabalho que visou reconhecimento da necessidade da aplicação do conteúdo</p><p>musical durante o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes.</p><p>Em complemento ao exposto anteriormente, as análises permitiram</p><p>constatar que o contato dos bebês com a música é fundamental, pois antes</p><p>mesmo da fala já apresentam a gênese do pensamento musical. A criança se</p><p>desenvolve musicalmente no contato com os sons, pois ao ouvi-los faz</p><p>combinações entre eles e o silêncio, em uma sequência de espaço tempo e</p><p>assim ela organiza a prática do pensamento musical.</p><p>O presente estudo atingiu seus objetivos, pois foi possível identificar que</p><p>a musicalização infantil está diretamente correlacionada com o desenvolvimento</p><p>cognitivo dos indivíduos, principalmente por ser um componente importante das</p><p>inteligências múltiplas das pessoas. Esse contato com o som favorece sua</p><p>aprendizagem, desenvolvimento de habilidades motoras e a expressão de</p><p>estruturas musicais, também se tornam mais equilibradas emocionalmente,</p><p>sensíveis e felizes.</p><p>13</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ALVES, C. S. Musicalização na Educação Infantil. Trabalho de conclusão de</p><p>curso de graduação em Pedagogia - Universidade Estadual da</p><p>Paraíba, Guarabira – PB, 2013.</p><p>ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação de múltiplas inteligências.</p><p>Petrópolis: Ed. Vozes, 1998.</p><p>GAMBA, A. P. Alto e bom som. Páginas abertas. São Paulo, vol.29, nº.20,</p><p>jun./jul. 2004.p.26-35.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional</p><p>para a Educação Infantil. Vol.3. Brasília, MEC/SEF, 1998.</p><p>BRÉSCIA, V. L. P. Educação Musical: bases psicológicas e ação</p><p>preventiva. São Paulo: Átomo, 2003.</p><p>BRITO, T. A. Música na educação infantil: propostas para formação integral da</p><p>criança. 4ª ed. São Paulo: Peirópolis, 2003.</p><p>CAVALCANTE, R. Música na cabeça. In: www.habro.com.br, acessado em 10</p><p>de fevereiro de 2004.</p><p>CHIARELLI, L. K. M.; BARRETO, S. J. A importância da Musicalização na</p><p>Educação Infantil e na Educação Fundamental: a música como meio de</p><p>desenvolver a inteligência e a integração do ser. Revista Recrearte, n. 3, p. 1-</p><p>10. 2005.</p><p>FROTA, A. R. da. A Educação Sensível. Em: CUNHA, D. S. S. da. (Orgs.). Arte,</p><p>atualidade e ensino. Guarapuava: Unicentro, 2013.</p><p>GAINZA, V. H. de. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed. São</p><p>Paulo: Summus, 1988.</p><p>GAINZA, V. H. de. Prefácio. In: FONTERRADA, Maria Trench de Oliveira.</p><p>2. ed. De tramas e Fios: um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Editora</p><p>UNESP; Rio de Janeiro: FUNARTE, 2008.</p>

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