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2  CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias
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E.O. AprEndizAgEm
1. (Upe-ssa 1 2022) A Filosofia aparece na Grécia por 
volta do século VII, antes de nossa era. Os primeiros fi-
lósofos foram designados pré-socráticos; Tales, Herácli-
to e Parmênides são alguns desses primeiros filósofos. 
Embora cada um deles tivesse um pensamento bastan-
te peculiar, havia um problema comum que norteava a 
filosofia em seus primeiros anos de vida.
Assinale a alternativa que corresponde ao debate fun-
damental dos pré-socráticos. 
a) Procuravam definir o princípio de todas as coisas, isto 
é, aquilo pelo qual existem e subsistem todas as coisas. 
b) Procuravam definir a essência de Deus, ou seja, como 
é possível criar o mundo a partir de seu exterior. 
c) Procuravam estabelecer quais as melhores leis para a 
Pólis, isto é, qual a melhor forma de governo. 
d) Procuravam distinguir a essência humana da essência 
dos outros seres, quer dizer, as características basilares 
do gênero humano. 
e) Procuravam estabelecer um método científico, ou seja, 
comprovar empiricamente a importância da filosofia. 
2. (Upe-ssa 1 2022) Observe a tirinha de Mafalda:
Com os Sofistas e com Sócrates, a filosofia passa tam-
bém a se perguntar sobre as ações humanas. Além de 
problematizar os modos de vida, a filosofia também 
propunha, e ainda hoje propõe, modelos ou formas de 
agir no mundo e nas relações com os outros.
Assinale a alternativa que corresponde à área da filoso-
fia responsável em discutir as ações humanas. 
a) Estética d) Religião 
b) Ontologia e) Epistemologia 
c) Ética 
3. (Uepg-pss 1 2022) Sobre os mitos gregos, assinale o 
que for correto. 
01) Eles apresentam uma religião de base politeísta. 
02) Eles trazem também em suas narrativas a repre-
sentação de fenômenos da natureza. 
04) Eles se baseiam numa teologia monoteísta. 
08) A religião politeísta apresentada na mitologia 
grega traz o antropomorfismo como uma de suas ca-
racterísticas. 
4. (Enem 2021) Sócrates: “Quem não sabe o que uma 
coisa é, como poderia saber de que tipo de coisa ela é? 
Ou te parece ser possível alguém que não conhece ab-
solutamente quem é Mênon, esse alguém saber se ele é 
belo, se é rico e ainda se é nobre? Parece-te ser isso pos-
sível? Assim, Mênon, que coisa afirmas ser a virtude?”.
PLATÃO. MênOn. RiO de JAneiRO: PUC-RiO; 
SÃO PAULO: LOyOLA, 2001 (AdAPTAdO).
A atitude apresentada na interlocução do filósofo com 
Mênon é um exemplo da utilização do(a) 
a) escrita epistolar. 
b) método dialético. 
c) linguagem trágica. 
d) explicação fisicalista. 
e) suspensão judicativa. 
5. (Ufu 2021) “Meti-me, então, a explicar-lhe que su-
punha ser sábio, mas não o era. A consequência foi 
tornar-me odiado dele e de muitos dos circunstantes. 
Ao retirar-me, ia concluindo de mim para comigo: ‘Mais 
sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que 
nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber 
alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tam-
pouco suponho saber”.
PLATÃO, defeSA de SóCRATeS, v. ii. SÃO PAULO: AbRiL 
CULTURAL, 1972, P. 15. APUd ARAnHA, M.L.A. e MARTinS, 
M.H.P. fiLOSOfAndO. SÃO PAULO, MOdeRnA: 2009.
INTRODUÇÃO À FILOSOFIA: 
PRÉ-SOCRÁTICOS, SOFISTAS E SOCRÁTES
COMPETÊNCIA(s)
x, x, x, x e x
HABILIDADE(s)
x, x, x, x, x, x e x
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A partir do trecho, é correto afirmar que a sabedoria de 
Sócrates consiste em 
a) reconhecer a própria ignorância e ver nisso uma 
grande virtude. 
b) recusar-se a reconhecer a sabedoria alheia por 
pura vaidade. 
c) atribuir valor ao conhecimento dos sábios sem lhes 
fazer críticas. 
d) acreditar que ele e os outros são conhecedores de 
importantes verdades. 
6. (Uece 2021) Considere o seguinte trecho da obra de 
John Burnet sobre o surgimento da filosofia na Grécia: 
“Foi somente após se desarticularem a visão tradicional 
do mundo e as normas costumeiras de vida que os gre-
gos começaram a sentir as necessidades que a filosofia 
da natureza e da conduta procuram satisfazer”.
bURneT, J. A AURORA dA fiLOSOfiA gRegA. TRAd. bRAS. 
veRA RibeiRO. RiO de JAneiRO: ediTORA PUC-RiO, 2006.
No que diz respeito ao surgimento da filosofia na Gré-
cia, a tese de John Burnet defende que 
a) a filosofia rearticula a visão tradicional do mundo e 
as formas de conduta. 
b) há uma ruptura entre a filosofia da natureza e da 
conduta e a visão tradicional. 
c) a filosofia mantém, transmutando-a numa nova 
forma dircursiva, a mitologia. 
d) a filosofia, embora tenha mudado a visão da natu-
reza, mantém a ética anterior. 
7. (Ufu 2020) “Tenho isto em comum com as parteiras: 
sou estéril em sabedoria; e aquilo que há anos muitos 
censuram em mim, que interrogo os outros, mas nunca 
respondo por mim porque não tenho pensamentos sá-
bios a expor, é censura justa”. (Teeteto, 15c).
O trecho acima é do livro Teeteto, de Platão, no qual 
Sócrates (469 – 399 a.C.) descreve sua arte chamada 
de maiêutica, em grego, o parto, sendo que, pelo que 
se entende pelo excerto, a principal caracterização da 
maiêutica é a aporia, que pode ser entendida como um 
método de refletir filosoficamente que 
a) reforça as hipóteses sem fundamentação. 
b) desvela a ignorância dos interlocutores. 
c) valoriza os pensamentos intransigentes. 
d) aceita a opinião comum como sabedoria. 
8. (Ufu 2020) “[...] em lugar de querer apresentar a fi-
losofia como inovação radical, como queria Burnet; e 
também, em lugar de apresentar a filosofia como pura 
continuação do herdado, como queria Conford quando 
afirma que a filosofia era continuação racional do que 
os mitos narravam, Vernant apresenta as condições his-
tóricas, culturais e políticas que marcaram o surgimento 
da filosofia.”
CHAUÍ, MARiLenA. inTROdUçÃO à fiLOSOfiA: dOS PRé-SOCRáTiCOS A ARiSTóTeLeS. 
 SÃO PAULO: CiA dAS LeTRAS, 2002. P. 36. (AdAPTAdO)
De acordo com o excerto acima, a terceira corrente 
compreende o surgimento da Filosofia de um modo 
diferente de suas antecessoras, pois considera que a 
origem da Filosofia foi 
a) promovida pela influência oriental e pelo fenôme-
no do milagre grego. 
b) impulsionada pela genialidade do povo grego sem 
influência externa. 
c) decorrente da história e não do súbito despertar do 
espírito helênico. 
d) provocada pela expansão do domínio grego sobre 
os povos bárbaros. 
9. (Uece 2020) Atente para a seguinte passagem que 
expressa uma das mais importantes e longevas formas 
de explicação e de interpretação do mundo e da vida 
humana:
“Odin é o mais poderoso e mais velho dos deuses. Ele 
conhece muitos segredos. Abriu mão de um dos seus 
olhos em troca de sabedoria. Odin tem muitos nomes. É 
o Pai de Todos, o senhor dos mortos, o deus da força”.
gAiMAn, neiL. MiTOLOgiA nóRdiCA. RiO de JAneiRO: 
inTRÍnSeCA, 2018. P. 19-20 (AdAPTAdO).
Sobre esta forma de explicação da realidade, é correto 
afirmar que 
a) se trata da forma racional-filosófica de pensamen-
to, subjacente à cultura dos povos da antiguidade, tais 
como gregos, romanos e nórdicos. 
b) se refere ao conhecimento artístico, tão caracterís-
tico das formas de expressão do início da vida social 
humana. 
c) representa a maneira mitológica de explicação da 
realidade, baseada, essencialmente, na existência de 
seres sobrenaturaisque conduzem a vida humana. 
d) explicita o conhecimento científico ainda em seu iní-
cio, baseado na proposição de percepções hipotéticas 
sobre a origem dos humanos a partir das divindades. 
10. (Enem 2017) Uma conversação de tal natureza 
transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa 
e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir 
à atenção uma direção incomum: os temperamentais, 
como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele 
todo o bem de que são capazes, mas fogem porque re-
ceiam essa influência poderosa, que os leva a se censu-
rarem. E sobretudo a esses jovens, muitos quase crian-
ças, que ele tenta imprimir sua orientação.
bRéHieR, e. HiSTóRiA dA fiLOSOfiA. SÃO PAULO: MeSTRe JOU, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida so-
crático, que se baseava na 
a) contemplação da tradição mítica. 
b) sustentação do método dialético. 
c) relativização do saber verdadeiro. 
d) valorização da argumentação retórica. 
e) investigação dos fundamentos da natureza. 
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E.O. FixAçãO
1. (Enem 2022) Advento da Polis, nascimento da filoso-
fia: entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são 
demasiado estreitos para que o pensamento racional 
não apareça, em suas origens, solidário das estruturas 
sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim reco-
locada na história, a filosofia despoja-se desse caráter 
de revelação absoluta que às vezes lhe foi atribuído, 
saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão intem-
poral que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto 
não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma 
primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não 
é a razão experimental da ciência contemporânea.
veRnAnT, J. P. ORigenS dO PenSAMenTO 
gRegO. RiO de JAneiRO: difeL, 2002.
Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho fo-
ram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de 
pensadores, a saber: 
a) Os epicuristas, envolvidos com o ideal de vida feliz. 
b) Os estoicos, dedicados à superação dos infortúnios. 
c) Os sofistas, comprometidos com o ensino da retórica. 
d) Os peripatéticos, empenhados na dinâmica do ensino. 
e) Os poetas rapsodos, responsáveis pela narrativa do 
mito. 
2. (Uece 2021) Observe a seguinte passagem do diálo-
go entre Sócrates e Glauco em A República:
“Sócrates – Não afirmamos ser impossível à parte ra-
cional da alma ter opiniões contrárias, ao mesmo tem-
po, sobre as mesmas coisas?
Glauco – Afirmamos, e com razão.
Sócrates – Portanto, a parte da alma que formula uma 
opinião à margem da medida não poderá ser a mesma 
que opina com medida.
Glauco – Com efeito, não.
Sócrates – Mas por certo que a parte que confia na me-
dida e no cálculo é a melhor parte da alma.
Glauco – Sem dúvida.”
PLATÃO. A RePúbLiCA, 602d-603A. TRAd. PORT. MARiA HeLenA dA ROCHA 
PeReiRA. – 9ª ediçÃO. LiSbOA: CALOUSTe gULbenkiAn, 2001. AdAPTAdO.
No contexto do diálogo acima, o trecho “ser impossí-
vel à parte racional da alma ter opiniões contrárias, ao 
mesmo tempo, sobre as mesmas coisas” expressa 
a) a tese psicológica da alma unitária. 
b) a exigência ética de não mentir. 
c) o princípio lógico da identidade. 
d) a impossibilidade do discurso falso. 
3. (Unesp 2021) A crítica de Sócrates aos sofistas con-
siste em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se 
a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que 
visa a convencer o oponente daquilo que se diz, mas 
não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência 
disso era que, devido à influência dos sofistas, as deci-
sões políticas na Assembleia estavam sendo tomadas 
não com base em um saber, ou na posição dos mais sá-
bios, mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam 
não ser os mais sábios ou virtuosos.
(dAniLO MARCOndeS. iniCiAçÃO à HiSTóRiA dA fiLOSOfiA, 2010.)
De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas 
dizia respeito 
a) ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento 
baseava-se no exercício da retórica. 
b) à desvalorização da pluralidade de opiniões e de posi-
cionamentos político-ideológicos. 
c) ao prevalecimento das técnicas discursivas nas decisões 
da Assembleia acerca dos rumos das cidades-Estado. 
d) ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas 
virtudes na composição da Assembleia. 
e) à defesa de formas tirânicas de exercício do poder de-
senvolvida pela retórica convincente. 
4. (Enem digital 2020) Há um tempo, belas e boas são 
todas as ações justas e virtuosas. Os que as conhecem 
nada podem preferir-lhes. Os que não as conhecem, não 
somente não podem praticá-las como, se o tentam, só 
cometem erros. Assim praticam os sábios atos belos e 
bons, enquanto os que não o são só podem descambar 
em faltas. E se nada se faz justo, belo e bom que não 
pela virtude, claro é que na sabedoria se resumem a 
justiça e todas as mais virtudes.
XenOfOnTe. diTOS e feiTOS MeMORáveiS de SóCRATeS. APUd 
CHALiTA, g. vivendO A fiLOSOfiA. SÃO PAULO: áTiCA, 2005.
Ao fazer referência ao conteúdo moral da filosofia so-
crática narrada por Xenofonte, o texto indica que a vida 
virtuosa está associada à 
a) aceitação do sofrimento como gênese da felicidade 
suprema. 
b) moderação dos prazeres com vistas à serenidade 
da alma. 
c) contemplação da physis como fonte de conheci-
mento. 
d) satisfação dos desejos com o objetivo de evitar a 
melancolia. 
e) persecução da verdade como forma de agir corre-
tamente. 
5. (Uece 2020) Antes do surgimento do pensar racional-
-filosófico, os povos antigos possuíam outra forma de 
explicação do mundo: o pensamento mítico.
Considerando as características do conhecimento míti-
co, atente para o que se afirma a seguir e assinale com 
V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A mitologia foi a segunda forma de explicação so-
bre o mundo, sucedendo as explicações fornecidas pe-
las ciências dos antigos povos, como a agrimensura e a 
astrologia.
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( ) Os mitos eram transmitidos por gerações, princi-
palmente através da forma narrativa e faziam parte da 
tradição cultural de um povo, não sendo originários da 
criação por parte de um indivíduo específico.
( ) A mitologia explicava a origem do mundo e depen-
dia da adesão, pelas pessoas, de um conjunto de verda-
des tidas como inquestionáveis e imunes à crítica.
( ) Baseado, principalmente, nas forças da natureza 
– physis –, as mitologias antigas, ao contrário das re-
ligiões que as sucederam, evitavam o recurso às forças 
sobrenaturais como fonte de explicação da existência.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) F, V, V, F. 
b) V, F, V, F.c) F, V, F, V. 
d) V, F, F, V. 
6. (Enem digital 2020) Os sofistas inventam a educa-
ção em ambiente artificial, o que se tornará uma das 
características de nossa civilização. Eles são os profis-
sionais do ensino, antes de tudo pedagogos, ainda que 
seja necessário reconhecer a notável originalidade de 
um Protágoras, de um Górgias ou de um Antifonte, por 
exemplo. Por um salário, eles ensinavam a seus alunos 
receitas que lhes permitiam persuadir os ouvintes, de-
fender, com a mesma habilidade, o pró e o contra, con-
forme o entendimento de cada um.
HAdOT, P. O qUe é A fiLOSOfiA AnTigA? SÃO 
PAULO: LOyOLA, 2010 (AdAPTAdO).
O texto apresenta uma característica dos sofistas, mes-
tres da oratória que defendiam a(o) 
a) ideia do bem, demonstrado na mente com base na 
teoria da reminiscência. 
b) relativismo, evidenciado na convencionalidade das 
instituições políticas. 
c) ética, aprimorada pela educação de cada indivíduo 
com base na virtude. 
d) ciência, comprovada empiricamente por meio de 
conceitos universais. 
e) religião, revelada pelos mandamentos das leis di-
vinas. 
7. (Uece 2019) A dialética não é um mero método que 
organiza, mentalmente, na cabeça do filósofo, a reali-
dade que lhe é exterior. Ao contrário, a dialética é, para 
autores como Hegel e Marx, a única forma de ler a rea-
lidade sem traí-la ou distorcê-la, pois é na própria reali-
dade que se situam as contradições dialéticas.
Ciente dessa compreensão, assinale a opção que expri-
me corretamente essa identificação da contradição do 
real com a forma de pensar. 
a) O filósofo, ao olhar para o real, identifica-o como 
um mundo ausente de negações, fixo e imóvel, como 
o ser no poema de Parmênides. 
b) Como pensou Platão, o devir dos entes finitos lhes 
permite participar de ideias contraditórias, mas estas 
próprias ideias não devêm. 
c) Como pensou Heráclito, a própria realidade é reple-
ta de mudanças e conflitualidades, o que faz com que 
o filósofo a pense mutável e contraditória. 
d) A realidade, como pensou Demócrito, é um turbi-
lhão de átomos agregando-se e desagregando-se em 
uma queda perpétua no vazio. 
8. (Uel 2019) Leia o texto a seguir.
Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo 
me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido 
pelo caminho famoso da divindade [...] E a deusa aco-
lheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando, e 
com estas palavras se me dirigiu: [...] Vamos, vou dizer-
-te – e tu escuta e fixa o relato que ouviste – quais os 
únicos caminhos de investigação que há para pensar, 
um que é, que não é para não ser, é caminho de con-
fiança (pois acompanha a realidade): o outro que não 
é, que tem de não ser, esse te indico ser caminho em 
tudo ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é 
possível, nem indicá-lo [...] pois o mesmo é pensar e ser.
PARMênideS. dA nATURezA, fRAgS. 1-3. TRAd. JOSé TRindAde 
SAnTOS. 2. ed. SÃO PAULO: LOyOLA, 2009. P. 13-15.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filoso-
fia de Parmênides, assinale a alternativa correta. 
a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento 
só pode tratar e expressar o que é, e não o que não 
é – o não ser. 
b) A percepção sensorial nos possibilita conhecer as 
coisas como elas verdadeiramente são. 
c) O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, 
a razão consegue conhecê-lo e expressá-lo. 
d) A linguagem pode expressar tanto o que é como o 
que não é, pois ela obedece aos princípios de contra-
dição e de identidade. 
e) O ser é e o não ser não é indica que a realidade 
sensível é passível de ser conhecida pela razão. 
9. (Ufu 2019) Sócrates buscou verdades absolutas, en-
quanto os sofistas, por sua vez, afirmaram que a verda-
de era construída pela linguagem, logo, para eles, todo 
conhecimento era relativo.
“Embora em sua época tenha sido confundido com os 
sofistas, Sócrates travou uma polêmica profunda com 
estes filósofos. Ele procurava um fundamento último 
para as interrogações humanas (O que é o bem? O que 
é a virtude? O que é a justiça?)”.
COTRiM, giLbeRTO e feRnAndeS, MiRnA. fUndAMenTOS 
de fiLOSOfiA. SÃO PAULO: SARAivA, 2017. P. 284
Com base nas considerações e no excerto acima, diz-se 
que Sócrates buscava principalmente 
a) valores relativos. 
b) verdades morais. 
c) domínio retórico. 
d) ensinar dogmas. 
 
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10. (Ufpr 2019) Quando soube daquele oráculo, pus-me 
a refletir assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sentido 
oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de 
ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então 
significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente 
não está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por 
longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; por 
fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma inves-
tigação, que passo a expor. 
(PLATÃO. defeSA de SóCRATeS. TRAd. JAiMe bRUnA. COLeçÃO OS 
PenSAdOReS. vOL. ii. SÃO PAULO: viCTOR CiviTA, 1972, P. 14.) 
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para 
ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, 
a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é 
caracterizada: 
a) pela transição de um tipo de conhecimento racio-
nal para um conhecimento centrado na fabulação. 
b) pela dedicação dos filósofos em resolver as incer-
tezas por meio da razão. 
c) pela aceitação passiva do que era afirmado pela 
divindade. 
d) por um acento cada vez maior do valor conferido 
ao discurso de cunho religioso. 
e) pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo 
Sócrates, inclusive, condenado por isso. 
E.O. AprOFundAmEntO
1. (Uepg-pss 1 2023) Sobre as ideias filosóficas dos pré-
-socráticos Heráclito e Parmênides, assinale o que for 
correto. 
01) Parmênides ilustrou sua teoria usando o exemplo de 
um rio, para mostrar que o movimento é ilusório. 
02) O raciocínio apresentado por Parmênides é dedutivo. 
04) Para Parmênides, tudo o que é real deve ser eterno e 
imutável e, ainda, ter uma unidade indivisível. 
08) Heráclito propõe que todas as coisas são fundamen-
talmente imutáveis. 
2. (Unisc 2023) São conhecidos como “Pré-Socráticos” 
os filósofos que, historicamente, antecederam Sócrates. 
Viveram na Grécia Antiga entre os séculos VII e V a.C., 
aproximadamente. A grande preocupação dos filósofos 
Pré-Socráticos residiu em encontrar um elemento que 
pudesse ser entendido como o originador das coisas, 
da matéria e do mundo. Esse elemento foi buscado na 
natureza física, daí serem conhecidos, também, como 
“filósofos da natureza”. Além disso, foram esses filóso-
fos os responsáveis pela transição da consciência mítica 
para a consciência filosófica, buscando uma explicação 
racional para a origem de todas as coisas.
Assinale a alternativa que possui um elemento que não 
foi pensado pelos filósofos Pré-Socráticos como origi-
nador das coisas. 
a) número, átomo, fogo, elétrons e prótons. 
b) fogo, número, átomo, ilimitado. 
c) água, número, fogo, ar. 
d) ilimitado, átomo, ar, fogo. 
e) água, ar, número, ilimitado. 
3. (Unemat 2023) A característica central da explica-
ção da natureza pelos primeiros filósofos é, portanto, o 
apelo à noção de causalidade, interpretada em termos 
puramente naturais. O estabelecimento de uma cone-
xão causal entre determinados fenômenos naturais 
constituiassim a forma básica da explicação científica e 
é, em grande parte, por esse motivo, que consideramos 
as primeiras tentativas de elaboração de teorias sobre 
o real como o início do pensamento científico. Explicar 
é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o 
determina. Explicar é, portanto, reconstruir o nexo cau-
sal existente entre os fenômenos da natureza, é tomar 
um fenômeno como efeito de uma causa. É a existência 
desse nexo que torna a realidade inteligível e nos per-
mite considerá-la como tal.
MARCOndeS, d. iniCiAçÃO à HiSTóRiA dA fiLOSOfiA. 
RiO de JAneiRO: zAHAR, 2010, P. 23.
Assinale a alternativa que corresponde a noção de cau-
salidade exposta no texto acima. 
a) Impossibilidade de a ciência estabelecer nexos cau-
sais entre eventos naturais. 
b) Relação de causa e efeito entre dois fenômenos. 
c) Influência de causas desconhecidas ocultas em fe-
nômenos naturais. 
d) Forma como o senso comum percebe os fenôme-
nos naturais. 
e) Existência de nexos causais não verificáveis cien-
tificamente. 
4. (Uece 2023) Sócrates assim diz no diálogo Fédon:
“A alma utiliza às vezes o corpo para observar alguma 
coisa por intermédio da vista, ou do ouvido, ou de outro 
sentido. Observar algo através do corpo é fazê-lo por 
intermédio de sentidos. Então a alma é arrastada pelo 
corpo na direção daquelas coisas que jamais permane-
cem em si; e a alma se torna inconstante, agitada, e 
titubeia como se estivesse embriagada, por estar em 
contato com as coisas que nunca permanecem em si. 
Mas, quando a própria alma examina a realidade por si 
mesma, move-se em direção ao que é puro e sempre e 
imortal e do que se mantém de modo igual; e, sendo do 
mesmo gênero que ele, fica junto dele sempre quando 
lhe é possível. Por isso, ela cessa de vaguear e, na vizi-
nhança desses seres dos quais falamos, passa também a 
manter-se de modo igual, pois lhe está próxima”.
PLATÃO, fédOn, 79C-d. 1972, P. 89. SÃO PAULO: AbRiL 
CULTURAL, 1972A. (COLeçÃO OS PenSAdOReS) – AdAPTAdO.
Considerando a passagem acima apresentada, assinale 
a afirmação verdadeira no que diz respeito à CONCEP-
ÇÃO DA ALMA em Platão. 
a) Enquanto as coisas que a alma contempla são vari-
áveis, mutáveis e finitas, ela própria se mantém em si, 
pura e imutável. Ela é o ponto parado do qual pode 
ser observada a mutabilidade do mundo. 
b) Há realidades que, por serem em si e por si mes-
mas, não variam, não se modificam nem findam, mas 
a alma dos homens sempre se modifica e varia. As-
sim, a alma não consegue contemplar o em si e por si. 
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c) Quando a alma contempla o variável, mutável e 
finito, ela se comporta de modo variável, mutável e 
finito. Mas quando contempla o invariável, imutável e 
eterno, comporta-se em conformidade a ele. 
d) A alma é imortal, por isso ela não consegue con-
templar o mutável, variável e finito. Ela sempre e ne-
cessariamente contempla as realidades invariáveis, 
imutáveis e eternas. É o que Platão concebe como 
verdade. 
5. (Ufu 2023) A obra Teeteto é famosa por ser aquela em 
que Sócrates se apresenta como parteiro de ideias e por 
investigar o que é o conhecimento. Uma das definições 
de conhecimento oferecida no diálogo é aquela segun-
do a qual o conhecimento é opinião (doxa) verdadeira, 
sendo esta uma crença que está em conformidade com 
o modo como a realidade acontece. Sócrates, entretan-
to, apresenta a seguinte objeção a essa definição: 
Sócrates. – Estás então a dizer que persuadir é fazer 
com que alguém opine?
Teeteto. – Sem dúvida.
Sócrates. – Então, quando os juízes foram justamente 
persuadidos acerca de assuntos dos quais apenas pode 
saber aquele que viu e não outro, nesse momento, ao 
decidir sobre esses assuntos por ouvir dizer e ao ad-
quirir uma opinião verdadeira, ainda que tenham sido 
corretamente persuadidos, tomaram a sua decisão, sem 
saber se na realidade julgaram bem, não? [201a]. 
PLATÃO. TeeTeTO. 3. ed. TRAd. AdRiAnA MAnUeLA 
nOgUeiRA e MARCeLO bOeRi. LiSbOA: fUndAçÃO CALOUSTe 
gULbenkiAn, 2010. P. 302. (fRAgMenTO).
Marque a alternativa que descreve corretamente a ob-
jeção apontada por Sócrates no trecho citado. 
a) Ter opinião verdadeira é possuir um tipo de estado 
cognitivo que apenas aparentemente se conforma às 
coisas, uma vez que toda opinião é, para Platão, falsa. 
b) Ter opinião verdadeira sobre algo não é condição su-
ficiente para se ter conhecimento sobre algo, uma vez 
que é possível dizer coisas verdadeiras sobre o mundo 
sem saber se o juízo realizado é justificado. 
c) Ter opinião verdadeira é intuir como é a realidade 
inteligível, uma vez que o domínio do sensível é apa-
rente e enganador, não havendo nele verdade alguma. 
d) Ter opinião verdadeira é ter conhecimento, pois a 
proposição que apresenta a opinião verdadeira é exa-
tamente a mesma que apresenta um juízo do conhe-
cimento. 
6. (Unesp 2023) Leia o excerto, baseado num documen-
to maia do século XVI.
Este é o princípio da concepção dos humanos, de quan-
do se buscou o que devia compor a carne do homem. [...]
De Paxil (Lugar da Fenda), Cayalá (de Água Amarga), 
esse é seu nome, vieram as espigas de milho amarelo e 
as espigas de milho branco.
E estes são os nomes dos animais, dos que trouxeram a 
comida: Yac (Raposa Cinzenta), Utiú (Coiote), Quel (Peri-
quito) e Hoh (Corvo). Esses quatro animais lhes deram a 
notícia das espigas de milho amarelo e das espigas de 
milho branco. [...]
Foi assim que eles encontraram o milho — milho que 
compôs a carne da gente criada, da gente formada —, e 
a água, que se tornou o sangue, a linfa do ser humano. 
[...]
E então puseram em palavras a criação, a formação de 
nossas primeiras mães, de nossos primeiros pais. De mi-
lho amarelo e de milho branco se fez sua carne; apenas 
de alimento se fizeram os braços e as pernas do ser hu-
mano.
(POPOL vUH, 2019.)
O excerto expõe 
a) uma visão estereotipada da criação humana, que 
contraria os preceitos básicos do pensamento cientí-
fico da época. 
b) um reconhecimento das limitações alimentares 
locais e a incorporação de valores e princípios do ca-
tolicismo europeu. 
c) um lamento dos nativos diante da dominação eu-
ropeia e a reafirmação dos valores originais da comu-
nidade indígena. 
d) uma representação mítica das origens do homem, 
que associa o processo da criação humana a elemen-
tos do mundo natural. 
e) uma interpretação mitológica da criação da fauna 
nativa e a preocupação com a carência alimentar do 
período. 
7. (Uece 2023) Da mesma forma que a Filosofia, a His-
tória surgiu na época clássica da Grécia. Seu mais anti-
go escrito que chegou aos nossos dias é a História, de 
Heródoto. No começo de sua narrativa, esse autor diz:
“São apresentados aqui os resultados das investiga-
ções de Heródoto de Halicarnassos, para que a memó-
ria dos acontecimentos não se apague entre os homens 
com o passar do tempo; e para que os feitos maravilho-
sos e admiráveis dos gregos e dos bárbaros não deixem 
de ser lembrados, inclusive as razões pelas quais eles 
guerrearam uns contra os outros”.
HeRódOTO. HiSTóRiA, i, 1. – 3ª ed. bRASÍLiA, df: ediTORA 
UniveRSidAde de bRASÍLiA, 1988, P. 20 (TeXTO AdAPTAdO).
Assim como a Filosofia, a narrativa de Heródoto teste-
munha a transição do mito ao logos porque 
a) pretende salvaguardar namemória os feitos e os 
acontecimentos. 
b) escreve sobre os feitos humanos que são maravi-
lhosos e admiráveis. 
c) expõe investigações sobre as causas das ações e 
dos acontecimentos. 
d) considera que as guerras de gregos e bárbaros não 
têm razão de ser. 
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8. (Uel 2023) Leia o texto a seguir.
O mito opõe-se ao logos, como a fantasia opõe-se à ra-
zão e a palavra que relata à que demonstra. Logos e my-
thos são as duas metades da linguagem, duas funções 
igualmente fundamentais da vida do espírito. O logos, 
sendo um raciocínio, pretende convencer; ele provoca 
em quem ouve a necessidade de fazer um julgamento. 
O logos é verdadeiro se for correto e conforme à “lógi-
ca”; é falso se dissimular algum embuste secreto (um 
“sofisma”). Mas o “mito” não tem outro fim senão ele 
mesmo. Quer se acredite nele ou não, ao bel-prazer, por 
um ato de fé, quer seja considerado “belo” ou verossí-
mil, ou simplesmente porque se deseja acreditar nele. 
O mito se vê, assim, atraindo a sua volta toda a parte 
irracional do pensamento humano: ele é, pela própria 
natureza, aparentado da arte em todas as suas criações.
gRiMAL, PieRRe. MiTOLOgiA gRegA. TRAd. de ReJAne 
JAnOwiTzeR. PORTO ALegRe, RS: L&PM, 2013. P. 8.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgi-
mento da Filosofia na Grécia Antiga, assinale a alterna-
tiva correta. 
a) O logos e o mito são expressões humanas: o primei-
ro busca explicar e convencer, já o segundo procura 
encantar. 
b) O logos e o mito são duas formas de fundamentar 
argumentos verdadeiros, usando método bem estrutu-
rado. 
c) O mito é belo e verossímil por incitar o raciocínio a 
descobrir as relações que explicam certos fenômenos 
naturais. 
d) O logos encanta por dizer respeito ao irracional e, 
contrário ao mito, persuade revelando os desejos hu-
manos. 
e) O mito e o logos não buscam revelar a verdade so-
bre as coisas do mundo, mas convencem pela fantasia. 
9. (Uece 2023) Leia com atenção a seguinte citação:
“É no plano político que a razão, na Grécia, primeira-
mente se exprimiu, constituiu-se e formou-se. A experi-
ência social pôde tornar-se entre os gregos o objeto de 
uma reflexão positiva, porque se prestava, na cidade, a 
um debate público de argumentos. O declínio do mito 
data do dia em que os primeiros sábios puseram em 
discussão a ordem humana, procuraram defini-la em si 
mesma, traduzi-la em fórmulas acessíveis à sua inteli-
gência, aplicar-lhe a norma do número e da medida”.
veRnAnT, JeAn-PieRRe. AS ORigenS dO PenSAMenTO gRegO. – 
2ª ed. RiO de JAneiRO; SÃO PAULO: difeL, 1977, P. 42.
Considerando a passagem acima, assinale a opção que 
corresponde à explicação da tese de Jean-Pierre Ver-
nant de que a filosofia “é filha da pólis” 
a) A cidade grega clássica era planejada, construída e 
instituída em princípios racionais por filósofos, mate-
máticos, técnicos, dentre outros. 
b) Os gregos deliberaram, em assembleia de cida-
dãos, abandonar as narrativas poéticas e adotar um 
estilo racional de vida. 
c) O uso da matemática para estabelecer a norma do 
número e da medida da vida política criou as condi-
ções para nascer a filosofia. 
d) A vida política grega antiga se caracterizava pela 
argumentação, criando uma cultura que serviu de 
base ao surgimento da filosofia. 
10. (Utfpr 2023) “A partir deste ponto de vista devemos 
encarar a história da filosofia grega como o processo 
de racionalização progressiva da concepção religiosa 
do mundo implícita nos mitos. Se o representarmos por 
uma série de círculos concêntricos a partir da exteriori-
dade da periferia para a interioridade do centro, vere-
mos que o processo pelo qual o pensamento racional 
toma posse do mundo se realiza na forma de uma pene-
tração progressiva que vai das esferas exteriores para 
as mais profundas e interiores, até chegar, com Sócrates 
e Platão, ao centro, quer dizer, à alma”.
fOnTe: JAegeR, w. PAidéiA. TRAdUçÃO de ARTUR M. PARReiRA. 
4.ed. SÃO PAULO: MARTinS fOnTeS, 2001, P. 192.
Com base no texto e sobre a relação entre mito e filoso-
fia na Grécia, é correto afirmar: 
a) O pensamento mítico e o filosófico apresentam-se 
interligados e a Filosofia necessita do mito para se 
estruturar como campo do conhecimento. 
b) A Filosofia na Grécia Clássica é fruto de um salto 
de conhecimento realizado por um povo privilegiado 
que teve como ponto de partida o conhecimento re-
ligioso. 
c) Enquanto o mito é uma narrativa cujo conteúdo 
não se questiona, a Filosofia problematiza e convida 
à discussão. No mito a inteligibilidade é dada e na 
Filosofia ela é procurada. 
d) Com o surgimento da Filosofia, o pensamento mí-
tico é banido de modo definitivo das sociedades pri-
mitivas, pois havia perdido força explícita em relação 
à verdade sobre o mundo. 
e) Nos povos primitivos as explicações míticas esta-
vam circunscritas unicamente aos fenômenos e vivên-
cias religiosas das comunidades. 
E.O. COmplEmEntAr
1. (Uece 2023) “A relação que constatamos entre o nas-
cimento do filósofo e o aparecimento do cidadão não é 
para nos surpreender. A Cidade (pólis) realiza no plano 
das formas sociais uma separação entre a sociedade e 
a natureza; e essa separação pressupõe, no plano das 
formas mentais, o exercício de um pensamento racio-
nal. Com a Cidade, a ordem política se separou da or-
ganização cósmica; a Cidade aparece como objeto de 
uma constante indagação e reflexão, de uma discussão 
apaixonada e, ao mesmo tempo, argumentada”.
veRnAnT, J.-P. A fORMAçÃO dO PenSAMenTO POSiTivO nA gRéCiA ARCAiCA. 
in: MiTO e PenSAMenTO enTRe OS gRegOS. TRAdUçÃO de HAigAnUCH SARiAn. 
RiO de JAneiRO: PAz e TeRRA, 1990, P. 462-263. (TeXTO AdAPTAdO)
Com base na citação anterior, é correto afirmar que a 
filosofia grega nasceu 
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CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias  9
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a) do pensamento racional exercitado no debate e na 
argumentação na Cidade. 
b) quando se abandonou a discussão sobre o Cosmo, 
voltando-se para a política. 
c) do prolongamento da tradição mito-poética rural 
na nova realidade urbana. 
d) do afastamento do cidadão da vida na Cidade e 
seu interesse pelo Cosmo. 
2. (Unesp 2022) A filosofia, além do privilégio históri-
co de ter sido a primeira tentativa de compreensão do 
mito, tem consciência, desde a sua origem, do seu pa-
rentesco com ele. A filosofia, se não é filha, é, pelo me-
nos, irmã mais nova do mito e estabeleceu desde o seu 
berço uma fascinante relação de amizade e confronto 
com esse irmão mais velho. O alvorecer da filosofia na 
tradição ocidental mistura as suas luzes e sombras com 
as do mito que a precedeu na odisseia da humanidade.(MARCeLO PeRine. “MiTO e fiLOSOfiA”. in: PHiLOSOPHOS, 2002. AdAPTAdO.)
A relação apresentada no texto expressa uma passa-
gem transformadora na filosofia referente à 
a) organização da pólis. 
b) reflexão sobre a ética. 
c) expansão do território grego. 
d) valorização das figuras divinas. 
e) racionalização da natureza. 
3. (Ufpr 2021) Considere o seguinte texto:
Não vos deixeis enganar! É vossa curta vista, não a es-
sência das coisas, que vos faz acreditar ver terra firme 
onde quer que seja no mar do vir-a-ser e perecer. Usais 
nomes das coisas, como se estas tivessem uma duração 
fixa: mas mesmo o rio, em que entrais pela segunda vez, 
não é o mesmo da primeira vez.
(HeRáCLiTO de éfeSO. COLeçÃO OS PenSAdOReS. 
vOL. i. SÃO PAULO: viCTOR CiviTA, 1973, P. 109.)
Com base no texto e no conhecimento sobre o pensa-
mento de Heráclito de Éfeso, considere as seguintes 
afirmativas:
1. Em todas as coisas, tem-se a constante transformação 
e não realidades fixas.
2. Os olhos e os ouvidos são más testemunhas para os 
homens.
3. A ideia de que tudo se transforma diz respeito ao 
mundo físico, sendo que em sua essência as coisas não 
se alteram.
4. O vir-a-ser e o perecer conduzem as pessoas ao en-
gano.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. 
b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
4. (Enem PPL 2019) Tomemos o exemplo de Sócrates: é 
precisamente ele quem interpela as pessoas na rua, os 
jovens no ginásio, perguntando: “Tu te ocupas de ti?” O 
deus o encarregou disso, é sua missão, e ele não a aban-
donará, mesmo no momento em que for ameaçado de 
morte. Ele é certamente o homem que cuida do cuidado 
dos outros: esta é a posição particular do filósofo.
fOUCAULT, M. diTOS e eSCRiTOS. RiO de JAneiRO: 
fORenSe UniveRSiTáRiA, 2004.
O fragmento evoca o seguinte princípio moral da filoso-
fia socrática, presente em sua ação dialógica: 
a) Examinar a própria vida. 
b) Ironizar o seu oponente. 
c) Sofismar com a verdade. 
d) Debater visando a aporia. 
e) Desprezar a virtude alheia. 
5. (Unicentro 2019) É comum se afirmar que Sócrates 
era um filósofo dado ao diálogo e que se encontrar com 
ele para debater era sempre uma atividade de risco. 
Isso porque a forma dialogal preferida desse pensador 
consistia em colocar em prática a sua Maiêutica, cuja 
primeira parte era a Ironia. Essa Ironia Socrática deve 
ser interpretada como 
a) uma postura de deboche e desconsideração em 
relação ao saber popular da época. 
b) uma etapa do método socrático segundo o qual o 
saber dos filósofos pitagóricos precisava ser ironizado 
para demonstrar sua fragilidade e inconsistência. 
c) um método criado por Sófocles e adotado por Só-
crates para provar a existência de seres superiores, 
também chamados deuses. 
d) uma prática discursiva criada pelos sofistas e ado-
tada por Sócrates para defender a importância da 
filosofia crítica. 
e) uma etapa do método socrático que consiste em 
utilizar-se de perguntas com o objetivo de levar o in-
terlocutor a reconhecer a impropriedade de seu saber 
e, assim, torná-lo apto a construir um novo saber a 
partir das ideias inatas. 
gAbAritO
E.O. Aprendizagem
1. A 2. C 3. 01 + 02 + 08 = 11 4. B 5. A 
6. B 7. B 8. C 9. C 10. B
E.O. Fixação
1. C 2. C 3. C 4. E 5. A
6. B 7. C 8. A 9. B 10. B
E.O. Aprofundamento
1. 02 + 04 = 06 2. A 3. B 4. C 5. B
6. D 7. C 8. A 9. D 10. C
E.O. Complementar
1. A 2. E 3. B 4. A 5. E
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