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PRIMEIROS SOCORROS 
Docente: Enfº Júnior Bolonha 
2º Período 
Curso: Enfermagem 
Hemorragia 
 A hemorragia é a perda de sangue que acontece 
devido ao rompimento de vasos da circulação 
sanguínea, o que pode ser consequência de um 
ferimento, pancada ou alguma doença. 
 
 A hemorragia pode ser externa, quando o 
sangramento é visualizado para fora do corpo, ou 
interna, quando acontece para dentro de alguma 
cavidade do organismo, como no abdômen, crânio 
ou pulmão, por exemplo. 
 
Hemorragia 
 Uma vez que na hemorragia externa pode haver 
uma grande perda de sangue em pouco tempo, é 
importante ir ao pronto-socorro o mais rápido 
possível, especialmente se for uma ferida muito 
extensa ou se não parar de sangrar ao fim de 5 
minutos. 
 
 Já no caso da hemorragia interna o sangramento 
pode ser mais difícil de identificar, mas ainda assim 
deve ser avaliado por um médico. Por isso, se existir 
suspeita de uma hemorragia, deve-se sempre ir ao 
hospital. 
 
Hemorragia 
 De acordo com a localização do sangramento, a 
hemorragia pode ser classificada em dois tipos 
principais: 
 
 Interna 
 
 Externa 
 
Hemorragia 
 Hemorragia externa: 
 
 A hemorragia externa é aquela em que é possível 
observar o sangramento, podendo ser mais ou 
menos intensa de acordo com o tipo de vaso afetado 
e a localização, ou seja, se acontece em uma área 
com muitos ou poucos vasos sanguíneos 
Hemorragia 
 Hemorragia Externa: 
 
 Assim, de acordo com as características do 
sangramento, a hemorragia externa pode ser 
classificada em: 
 
 Capilar: é o sangramento mais comum, que 
acontece no dia-a-dia, geralmente, devido a 
pequenos cortes ou escoriações, em que apenas os 
pequenos vasos que chegam até a superfície do 
corpo, chamados de capilares, são atingidos. 
 
Hemorragia 
 Venosa: é a hemorragia que acontece devido a 
algum corte grande ou mais profundo, com 
sangramento em fluxo contínuo e lento, por vezes 
de grande volume, através da ferida 
 
 Arterial: é o tipo de hemorragia em que 
são atingidas as artérias, isto é, os vasos que levam 
sangue do coração ao resto do corpo e, por isso, 
têm sangue vermelho vivo, com grande fluxo e 
intensidade. O sangramento arterial é o tipo mais 
grave, e pode, até, provocar jatos de sangue para 
locais distantes do corpo e risco de morte. 
 
Hemorragia 
 É importante que as características da hemorragia 
sejam devidamente identificadas para que sejam 
tomadas as medidas necessárias para evitar a 
grande perda de sangue, principalmente quando a 
artéria é atingida, o que pode colocar a vida em 
risco. 
 
Hemorragia 
 O que fazer? 
 
 No caso de hemorragia externa, é importante 
identificar que tipo de vaso foi atingido. No caso de 
hemorragia do tipo capilar ou venosa, o 
sangramento costuma parar após realizar 
compressão no local com um pano limpo. 
 
 Caso o pano encharque com sangue, deve-se 
colocar outro pano limpo por cima, não sendo 
recomendado retirar o primeiro pano. Além disso, 
caso exista algum objeto na lesão, não é 
recomendada a sua remoção. 
 
Hemorragia 
O que fazer ? 
 
 No entanto, caso seja observada que a lesão 
venosa é mais profunda, é recomendado que a 
pessoa vá ao pronto-socorro pois pode ser 
necessária a realização de uma sutura da ferida 
para que não haja risco de infecção ou novo 
sangramento. 
Hemorragia 
 O que fazer? 
 
 Já no caso da hemorragia externa que atinge 
uma artéria, é importante que o sangramento 
seja parado o mais rápido possível, o que pode 
ser feito inicialmente com a realização 
de compressão forte do local com panos limpos 
ou com a realização de um torniquete, pois é 
uma hemorragia de mais difícil controle. Deve-se 
ir rapidamente ao pronto-socorro ou ligar para o 
192. Se o sangramento for em um braço ou 
perna, pode-se elevar o membro para facilitar a 
contenção. 
 
Hemorragia 
 O torniquete não deve ficar muito tempo impedindo 
a circulação, pois, se esta ficar ausente por um 
longo período, pode causar morte dos tecidos desse 
membro, o que reforça a importância de chegar 
rapidamente ao pronto socorro. 
 
Hemorragia 
 Hemorragia interna: 
 
 A hemorragia interna é mais difícil de ser 
identificada, pois o sangramento acontece sem 
que exista lesão na pele, e acontece quando 
há lesão em algum órgão, sendo o tipo de 
hemorragia mais comum de acontecer após 
acidentes. 
 
Hemorragia 
 Hemorragia interna: 
 
 Os sinais e sintomas de hemorragia interna 
podem demorar mais para surgir, mas à medida 
que acontece e que o sangue vai sendo 
acumulado no corpo, é possível notar: 
 
 Palidez e cansaço; 
 Pele fria; 
 Pulso rápido e fraco; 
 Respiração acelerada; 
 
Hemorragia 
 Hemorragia interna: 
 
 Muita sede; 
 Queda da pressão; 
 Tontura; 
 Náuseas ou vômitos com sangue; 
 Confusão mental ou desmaios; 
 Muita dor do abdômen, que fica endurecido. 
 
Hemorragia 
 Hemorragia Interna: 
 
 Além disso, dependendo da lesão, em alguns 
casos é possível também que seja verificada a 
saída de sangue pela boca, nariz, urina ou 
fezes. Conheça mais sobre a hemorragia 
interna. 
Hemorragia 
 O que fazer? 
 
 Em caso de suspeita de hemorragia interna, é 
recomendado que a assistência médica seja 
acionada para que sejam tomadas as medidas 
necessárias e seja possível evitar o choque 
hipovolêmico, que é uma situação grave e que pode 
colocar a vida da pessoa em risco, já que é 
caracterizada pela diminuição da circulação de 
oxigênio no organismo devido à incapacidade do 
coração em bombear quantidade suficiente de 
sangue. 
 
CHOQUE 
O choque é definido como fornecimento 
inadequado de oxigênio e glicose para as 
células. Se não for tratado, o choque é 
fatal. Caso o socorrista não reconheça e 
trate o choque imediatamente, a vítima 
pode morrer. 
 
Causas do choque 
 Diminuição da circulação por causa de perda 
sanguínea externa e acúmulo de sangue dentro 
dos grandes vasos internos; 
 
 Tecidos e órgãos recebem irrigação inadequadas 
de sangue; 
 
 Frequência cardíaca rápida e pulso fraco e razão 
de perda sanguínea. 
 
Causas do Choque 
 Vasos sanguíneos dos membros se contraem 
para conservar o sangue, resultando em uma 
pele fria e pegajosa; 
 Baixo nível de suprimento de oxigênio e 
nutrientes aos tecidos do corpo. Acarretam a 
diminuição da temperatura corporal; 
 Diminuição de eliminações de resíduos pelos 
pulmões e rins. 
 
Causas do choque 
 Baixos níveis nos centros de controle da 
respiração no cérebro tornam a respiração 
rápida e superficial; 
 A reação do sistema nervoso resulta em 
sudorese profusa. 
 Os músculos das paredes dos vasos 
sanguíneos começam a relaxar e a pressão 
arterial cai. 
 
Causas do choque 
 Os extravasamentos de capilares leva a perda 
de plasma sanguíneo vital provocando 
depressão circulatória e sede 
 
 Perda de consciência e morte podem ocorrer 
 
 Traumas de qualquer tipo. 
 
Estágios do Choque 
 O choque é progressivo e ocorre em três 
estágios: 
 
 Choque Compensado 
 
 Choque Progressivo 
 
 Choque Irreversível 
 
Estágios do choque 
 O choque pode apresentar um quadro um 
pouco diferente em crianças, em geral, ele se 
desenvolve logo de início, com poucas 
evidências e progride com extrema rapidez. A 
criança pode não exibir nenhum sinal ou 
sintoma, apenas sinais sutis e de repente exibi 
sinais dramáticos de choque progressivo. 
 
Estágios de choque 
Choque Compensado: 
 
 Primeiro estágio do choque, no qual o 
corpo tenta compensar a perfusão 
tecidual diminuída. 
 
Estágios do choque 
 Choque Compensado (Sinais Sintomas): 
 
 A pressão arterial parece estar dentro dos 
limites normais, pulso levemente aumentado, 
pele ligeiramente fria, pegajosa e pálida, 
ansiedade e inquietação. 
 
Estágios do choque Choque Progressivo (descompensado): 
 
 Segundo estágio do choque, no qual os 
mecanismos compensatório falham, a 
pressão arterial começa a cair e os órgãos 
começam a sofrer por falta de perfusão. 
 
Estágios do Choque 
 Choque Progressivo (Sinais Sintomas): 
 
 Pele torna-se mais pálida, fria e pegajosa, 
pressão arterial cai abaixo dos limites 
normais, frequência cardíaca se eleva, sede, 
náuseas e ou vômitos, diminuição do nível 
de consciência. 
 
Estágios do choque 
 Choque Irreversível: 
 
 Estágio final do choque, no qual os órgãos 
do corpo começam a morrer por falta de 
oxigenação. 
 
Estágios do Choque 
 Choque Irreversível (Sinais Sintomas): 
 
 Olhos estáticos e opacos, pupilas dilatadas, 
respiração irregular e superficial, pressão 
arterial extremamente baixa ou ausente, 
diminuição da frequência cardíaca, perda 
completa da consciência. 
 
Tipos de choques 
 Choque Hipovolêmico; 
 Choque Cardiogênico; 
 Choque Distributivo; 
 Choque Obstrutivo; 
 Choque Anafilático; 
 Choque Séptico. 
 
Tipos de Choques 
 Choque Hipovolêmico: 
 
 Perda de sangue por trauma ou perda de 
fluídos decorrentes, vômitos, diarreia ou 
qualquer outra condições na qual fluído é 
perdido pelo corpo não existindo sangue 
suficiente no sistema para fornecer circulação 
adequada as todas as partes do corpo. 
 
Tipos de Choques 
 Choque Cardiogênico: 
 
 O músculo cardíaco não bomba com 
eficiência para circular o sangue, geralmente 
e decorrência de lesão, ataque cardíaco ou 
doenças cardíacas. 
 
Tipos de Choques 
 Choque Distributivos: 
 
 Dilatação vascular sanguínea extrema por perda do 
controle nervoso associado a lesão de coluna 
vertebral ou liberação de agentes químicos no corpo 
e alguns casos acompanhadas de extravasamento 
de fluídos capilares espalhados pelo corpo como 
ocorre no choque anafilático e sépticos, ambas 
resultam na quantidade inadequada de volume 
sanguíneo para preencher os vasos. 
 
Tipos de Choques 
Choque Obstrutivo: 
 
 Bloqueio do envio de sangue pelas artérias 
do corpo, em geral associado a um grande 
coágulo no vaso pulmonar, o ar aprisionado 
em um dos lados do tórax pressiona os 
grandes vasos torácicos ou cardíacos e 
comprime o coração. 
 
Tipos de Choques 
 Choque Anafilático: 
 
 É a forma mais grave de reação de 
hipersensibilidade (alergia), desencadeada 
por diversos agentes como drogas, alimentos 
e contrastes radiológicos. Os sinais e 
sintomas podem ter início após segundos à 
exposição ao agente ou até uma hora 
depois. A avaliação e o tratamento imediatos 
são fundamentais para evitar a morte. 
 
Tipos de choques 
 Choque Anafilático Principais causas: 
 
 Venenos: abelhas, marimbondos, vespas, etc; 
 Medicamentos: alguns antibióticos, como a 
penicilina, alguns anti-inflamatórios, anestésicos, 
contrastes contendo iodo, insulina, entre outros; 
 Alimentos: camarão, mariscos, frutos do mar, 
amendoim, dentre outros; 
 Latex: derivados da borracha, como luvas. 
 
Tipos de choques 
 Choque Anafilático, Sintomas: 
 
 sensação de desmaio; 
 pulso rápido; 
 dificuldade de respiração, incluindo chiados no peito, 
tosse; 
 náusea e vômito; 
 dor no estômago; 
 inchaço nos lábios, língua ou garganta; 
 placas altas e com coceira na pele (urticária); 
 pele pálida, fria e úmida; 
 tontura, confusão mental, perda da consciência; 
 parada cardíaca. 
 
Tipos de choques 
 Choque séptico: 
 
Choque séptico é o resultado de uma 
infecção que se alastra pelo corpo, 
rapidamente, afetando vários órgãos e que 
pode levar à morte. 
 
Tipos de choques 
 Choque Séptico: Causas: 
 
 Geralmente, o choque séptico é causado por 
uma infecção bacteriana. Vírus e fungos 
também podem causar o choque séptico. As 
toxinas liberadas pelos agentes invasores 
podem causar danos graves aos tecidos e 
resultar em funções reduzidas dos órgãos e 
pressão arterial baixa. 
Tipos de Choques 
 Choque Séptico: Sintomas: 
 
 tontura; 
 temperatura alta ou muito baixa; 
 tremores; 
 frequência cardíaca acelerada; 
 falta de ar; 
 pressão arterial baixa; 
 palpitações; 
 inquietação, letargia, agitação ou confusão; 
 exantema cutâneo ou descoloração da pele.

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