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NÃO PODE FALTAR
HISTÓRIA DO AUTISMO
Danilo J. Goulart dos Santos
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CONVITE AO ESTUDO
Olá, aluno!
Começamos aqui nosso percurso de estudos sobre o TEA, que é o Transtorno do
Espectro Autista. Por muito tempo esse transtorno foi classi�cado como autismo,
termo que ainda é entendido popularmente como sua de�nição.
Nesta jornada, estudaremos a história do autismo, veremos como ele foi descrito
pela primeira vez e quais classi�cações psiquiátricas foram empregadas para a
compreensão desse transtorno do neurodesenvolvimento.
Você já parou para pensar de onde vem o autismo? O que pode causar o autismo?
Atualmente, a ciência descreve várias hipóteses em relação à origem desse
transtorno, porém essas hipóteses mudaram muito ao decorrer dos anos, em
conjunto com o avanço dos estudos cientí�cos na área do desenvolvimento. 
Sabemos que fatores genéticos e ambientais podem in�uenciar o
desenvolvimento do autismo, contudo, na história desse transtorno, causas
afetivas e relacionais também já foram consideradas e contribuíram muito para
a compreensão e intervenção junto às pessoas autistas.
Como se classi�ca o autismo hoje? Você já deve ter parado para re�etir sobre o
signi�cativo aumento de diagnósticos de pessoas com esse transtorno nos
últimos anos. Quais os fatores que in�uenciaram esse crescimento exponencial?
Há algum elemento social, ambiental, genético envolvido ou a classi�cação
psicopatológica se tornou responsável por esse fenômeno? Estamos mais
especializados e com um olhar clínico mais apurado para veri�car esses desvios
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do desenvolvimento? Nossa cultura normalizadora tem sido cada vez mais
intolerante com os diversos e singulares processos de desenvolvimento, o que
acaba tornando-os patológicos? Qual o papel e a in�uência dos manuais
psiquiátricos para a produção desse fenômeno?
Desse modo, nesta unidade, você entenderá, a partir da história do autismo,
como as de�nições e compreensões sobre esse transtorno in�uenciaram as
hipóteses de origem, bem como sua estreita relação com o aumento signi�cativo
de diagnósticos nos tempos atuais.
É relevante levar em consideração que vivemos em um mundo globalizado, no
qual, em tempos de smartphones, a conexão tecnológica passa a ser constitutiva
dos processos subjetivos de desenvolvimento. Hoje, as relações sociais são
atravessadas pela tecnologia das redes sociais, assim como o tempo se
transforma, tornando a rapidez um imperativo.
Vamos juntos nessas re�exões!
Bons estudos! 
PRATICAR PARA APRENDER
Olá, estimado aluno!
Vamos iniciar nossos estudos?
Nesta seção, discutiremos sobre a história do autismo. Nos últimos anos, esse
transtorno tem sido um tema bastante debatido nas escolas, nas áreas da saúde e
na sociedade de forma geral.
Você já parou para pensar em como o autismo se tornou um assunto tão falado?
Por que houve um aumento tão signi�cativo de crianças com esse diagnóstico?
Imagino que essas perguntas nos levem a re�etir sobre esse transtorno, como
também sobre o número de pessoas com esse diagnóstico. Talvez você já conheça
alguma pessoa com TEA ou ainda vai conhecer em sua prática pro�ssional.
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Nas últimas décadas, nosso mundo passou por grandes transformações. A
principal delas foi a relação com a tecnologia. Com isso, as relações sociais
passaram a ser mediadas pelas redes sociais, o que indiretamente transformou o
modo pelo qual nos relacionamos, assim como as formas de aprendizagem e de
desenvolvimento.
No que diz respeito às crianças, atualmente temos acompanhado que boa parte
do tempo elas passam interagindo com as tecnologias, por meio de jogos, vídeos e
brincadeiras. Isso, de fato, altera as relações sociais e de progresso, visto que o
cérebro humano, em intensa transformação, se adapta e reponde a esses novos
estímulos.
Será que as transformações sociais, tecnológicas e cientí�cas tiveram impacto no
diagnóstico de autismo? A história do autismo acompanha esses mesmos fatores,
re�etindo diretamente nas compreensões e intervenções que hoje estão
disponíveis.
Cientistas das áreas da infância e adolescência descreveram sintomas que hoje
consideramos como TEA. Mas como isso se deu no decorrer dos anos? Quais
aspectos do desenvolvimento são importantes para essa leitura nosológica?
Nesta seção, nosso percurso se apoiará nesses questionamentos e em como a
evolução dos estudos sobre o autismo foram se modi�cando a partir de autores
como Kanner e Asperger. 
A importância de estudar essa história se deve ao alto número de pessoas com
esse diagnóstico, mas também à necessidade de compreendermos o quanto a
inclusão escolar de pessoas com TEA impactou a atuação dos pro�ssionais de
educação, especialmente do professor especialista em educação especial. 
Conhecer o autismo, suas classi�cações e de�nições capacita você, pro�ssional,
para uma leitura diagnóstica da situação pedagógica e de inclusão, o que
bene�ciará seu trabalho e a orientação junto aos demais envolvidos no âmbito
educacional.
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Além disso, estudar o autismo e a sua história prepara você para conseguir lidar
com as angústias dos pais, que terão o professor como uma das referências no
cuidado e progresso de seus �lhos, bem como no raciocínio interventivo frente
aos desa�os da inclusão escolar, considerando as di�culdades de aprendizagem e
comportamentais que a pessoa com autismo pode manifestar.
Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você lecione para uma
turma dos anos iniciais do Ensino Fundamental e nunca tenha ministrado aulas
para crianças diagnosticadas com TEA. Neste ano, você recebe Miguel, um
menino de 6 anos com o diagnóstico de TEA. Miguel é uma criança bastante
agitada e que apresenta muita di�culdade com a comunicação expressiva e
receptiva, repetindo falas dos desenhos animados preferidos e, muitas vezes, as
perguntas que lhe são dirigidas. Suas di�culdades são expressas por uma fala
inteligível, o que di�culta bastante sua compreensão. 
Com isso, quando Miguel não é compreendido, ele �ca nervoso, chegando a se
bater às vezes. Sua di�culdade na comunicação receptiva faz com que tenha
pouca compreensão das instruções verbais realizadas por você durante a sua
aula ou até mesmo diante de intervenções pontuais com ele. 
Com essa situação, você �cou bastante interessada e curiosa para entender sobre
esse transtorno, do qual já tinha ouvido falar apenas por parte de outros
professores. Você, como professora, provavelmente conhecerá um ou mais
alunos com esse diagnóstico.
Vamos re�etir: você já parou para pensar quais são as causas do autismo? Por
que esse transtorno tem aumentado signi�cativamente nos últimos tempos? 
Imagine que você, enquanto professora desse menino, começou a ler sobre o
autismo e recebeu muitas informações da internet, mas �cou confusa em relação
às nomenclaturas encontradas e sua descoberta. 
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Até aqui, já compreendemos como o TEA foi descrito e apresentado à
comunidade cientí�ca, assim como as hipóteses para o desenvolvimento desse
transtorno. Vimos, também, o quanto os percursos históricos sobre essa temática
moldam a forma como compreendemos determinados fenômenos e como nos
relacionamos com ele. Isso não é diferente na sala de aula e nos processos de
aprendizagem. Ou seja, entender o autismo a partir das concepções atuais nos
ajuda a pensar em estratégias clínicas e pedagógicas que facilitam e permitem
que os processos de aprendizagem sejam mais efetivos. 
Sendo assim, diante desses questionamentos,como podemos ajudar na inclusão
de Miguel na sala de aula? Quais estratégias de aprendizagem podem bene�ciar
a compreensão dessa criança? Quais técnicas comportamentais poderiam ajudar
na condução das instruções com a criança em sala de aula? Você, enquanto
professora, como organizaria a sala, os demais alunos e os conteúdos para
melhor receber Miguel?
Vamos discutir? 
Conhecer o mundo do autismo é, sem dúvida, fascinante. É uma jornada que
promove a todos os envolvidos a aquisição de muito conhecimento, além de ser
muito instigante e interessante. Vamos juntos nesse percurso! 
CONCEITO-CHAVE
Em 1943, o psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos Leo Kanner (1894-
1981) descreveu características fundamentais do desenvolvimento infantil nas
áreas das relações afetivas com o meio: solidão autística extrema, inabilidade no
uso da linguagem para comunicação, aspecto físico aparentemente normal,
comportamentos ritualísticos, início precoce e incidência predominante no sexo
masculino. Tal caracterização recebeu o nome de Distúrbio Autístico do Contato
Afetivo. 
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Rapidamente, essa descrição nosológica do desenvolvimento atípico de crianças
foi absorvida pela Psiquiatria Infantil. Com isso, o autismo infantil, denominação
utilizada pela Classi�cação Internacional de Doenças – 10ª edição (CID-10), foi
separada do que até então era compreendido como sintoma autístico de psicose
infantil.
Pouco mais de três décadas depois, Kanner propôs uma classi�cação nosológica
que diferenciaria o autismo infantil de um sintoma da esquizofrenia ou da
psicose infantil. São eles: 
Perda do interesse social e da responsividade;
Alterações de linguagem que vão desde a ausência de fala até o uso peculiar;
Comportamentos bizarros, ritualísticos e compulsivos;
Jogo limitado e rígido;
Início precoce do quadro, ou seja, antes dos 30 meses de vida.
Durante os primeiros anos de descrição dessa nova psicopatologia do
desenvolvimento, a relação afetiva no desenvolvimento teve centralidade na
tentativa de compreensão, sendo muitas vezes responsabilizada pela “produção”
do autismo em crianças. Kanner e outros psiquiatras da época consideraram que
as relações afetivas precoces poderiam ser responsáveis pelo transtorno, visto
que as crianças tinham como principal característica o “fechamento” em si
mesmas, recusando-se, assim, a se relacionarem socialmente. 
Para tal, essa teoria relacionada à ausência de afetividade parental se tornou o
grande ponto de intervenção médica-terapêutica na época. Por muito tempo foi
popularizado o termo “mãe-geladeira”, referente à ausência de afetividade dos
cuidadores, que até então eram considerados os responsáveis por “causar” esse
transtorno. Tal concepção, hoje em desuso, foi infeliz em sua contribuição, uma
vez que a culpa do desenvolvimento atípico dos �lhos recaía integralmente nos
pais.
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Em 1944, ano seguinte à descrição dos sintomas autísticos feita pelo psiquiatra
Kanner, outro psiquiatra, Hans Asperger (1906-1980), estudando um grupo de
crianças em uma clínica em Viena, na Áustria, realizou a descrição de um quadro
de desenvolvimento que denominou como Psicopatia Autista na Infância, o qual
posteriormente ganhou seu nome: Síndrome de Asperger. No entanto, qual seria
a relação entre a Síndrome de Asperger e o autismo infantil, descrito por
Kanner?
Veja, Hans Asperger descreveu seus achados com as seguintes características:
Distanciamento social;
Formalidade linguística.
No estudo intitulado Psicopatia autista na infância, o psiquiatra austríaco relata
que, mesmo com a inteligência dentro da normalidade, essas crianças
apresentavam di�culdades em compreender a comunicação não verbal e em
demonstrar empatia por outras pessoas. Asperger ainda aponta essas crianças
como desajeitadas, com linguagem articulada e excessivamente formal, porém
mantendo diálogos restritos em assuntos de seu interesse. Curiosamente, o
psiquiatra costumava denominar essas crianças como “pequenos professores”.
A semelhança nos aspectos do desenvolvimento social, da linguagem e de
comportamentos restritos aproximava as categorias diagnósticas descritas tanto
por Kanner como por Asperger. Entretanto, é importante destacar que Kanner,
por estar nos Estados Unidos, fez com que seus estudos tomassem maiores
dimensões na época.
Vale destacar que ambos os psiquiatras não tinham conhecimento da obra um do
outro. O ambiente da guerra contribuiu para que a descoberta de Hans Asperger
permanecesse desconhecida por mais tempo.
Outro fato que merece destaque é que Kanner recebeu in�uência nos Estados
Unidos por estudiosos do desenvolvimento humano, enquanto Asperger, ainda
na Europa, baseou seus achados nos conhecimentos sobre a esquizofrenia e nos
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Transtornos de Personalidade, tendo Bleuler (1857-1939), psiquiatra conhecido
pela descrição da esquizofrenia, como seu mestre.
Os estudos sobre a Síndrome de Asperger foram popularizados apenas no ano de
1981, por meio da psiquiatra britânica Lorna Wing (1928-2014), grande estudiosa
do autismo. Seu papel foi fundamental aos estudos atuais e classi�cações sobre
esse transtorno. Nessa época, os conhecimentos que se tinham sobre o autismo
derivavam da teoria psicanalítica. 
Tal teoria, a partir de Kanner, considerava a relação parental como responsável
por esse transtorno. Contudo, Lorna Wing, a partir de um estudo inglês, produziu
uma nova descrição apresentando a possibilidade de uma causalidade genética
para o transtorno e também a�rmou haver um prejuízo nas capacidades
imaginativas.
Vocês notaram que a história da evolução do autismo passa por descobertas
importantes em relação ao quadro diagnóstico? Todas essas descrições foram
necessárias para que hoje pudéssemos ter uma compreensão mais integral sobre
a intensidade das di�culdades das pessoas com TEA.
Você já pensou em como deve ter sido essa época em que haviam poucas
respostas em relação à diferenciação do desenvolvimento atípico de crianças que
pouco interagiam com seus pares, bem como apresentavam muitas di�culdades
de comunicação? Observa-se que o entendimento sobre o autismo carrega o peso
de uma etiologia ainda desconhecida por parte da ciência, o que gera intensa
curiosidade em relação a essa temática.
O fato é que até hoje a ciência não sabe responder qual a etiologia do autismo, ou
seja, quais as causas desse transtorno do neurodesenvolvimento, se ele é
decorrente de um fator genético, visto que os cientistas ainda não conseguiram
determinar tal a�rmação, ou então quais os fatores ambientais que puderam
contribuir para essa manifestação. Sabe-se, até o momento, que em alguns casos
o autismo se apresenta precocemente, sendo possível observar em bebês
alterações nas relações sociais recíprocas, por exemplo.
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Torna-se válido ressaltar que a aproximação das teorias de Kanner e Asperger
ocorreu apenas nos anos de 1979, após a tradução para o inglês da descrição de
Asperger. Com isso, passou-se a utilizar as nomenclaturas de autismo infantil,
descrito por Kanner, e Síndrome de Asperger, descrito por Asperger. 
Os estudiosos da época tiveram receio, porém acabaram concordando que se
tratava de duas descrições nosológicas distintas. Na primeira, de Kanner, a
criança apresenta grande prejuízo na aquisição da fala e uma intensa di�culdade
com as relações sociais, bem como comportamentos restritos e estereotipados. Já
na descrição de Asperger, a linguagem verbal está presentee com aspectos
requintados do vocabulário, aproximando-se da descrição de Kanner no que diz
respeito às interações sociais que não apresentavam qualidade, uma vez que as
crianças com Síndrome de Asperger utilizavam-se da fala, principalmente para
os seus interesses restritos, perdendo, muitas vezes, o valor dialógico da
comunicação.
Até os dias atuais, a apresentação clínica de ambos os diagnósticos é bem
distinta, mesmo sendo contemplada pela mesma nomenclatura: TEA.
O autismo infantil e a Síndrome de Asperger são descritos e classi�cados por
meio dos manuais diagnósticos de doenças, são eles: a CID-10, que é a
Classi�cação Internacional de Doenças em sua 10ª edição, e o Manual
Diagnóstico e Estatísticos dos Transtornos Mentais (DSM), tradução da obra
originalmente escrita em inglês: Diagnostic and Statistical Manual of Mental
Disorders. 
Em resumo, o primeiro é um documento da Organização Mundial da Saúde
(OMS), enquanto o segundo trata-se de um manual feito pela Associação
Psiquiátrica Americana (APA).
Na décima revisão da CID, o autismo e a Síndrome de Asperger aparecem como
subcategorias dos Transtornos Globais do Desenvolvimento, já que ambos
apresentam comprometimento nas áreas da comunicação, interação social e
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comportamentos restritos. O documento também aponta que os dois transtornos
devem ocorrer antes dos três anos de idade e acometem predominantemente
pessoas do sexo masculino.
Vale destacar que a diferenciação sintomatológica da Síndrome de Asperger em
relação ao autismo infantil concentra-se na linguagem, pois não apresenta
prejuízos para sua aquisição nem em relação aos aspectos cognitivos, visto que
essa síndrome não manifesta rebaixamento da inteligência, fato que se observa
em muitos casos de autismo infantil.
Para a classi�cação da CID-10, os Transtornos Globais do Desenvolvimento estão
subcategorizados em:
Autismo infantil;
Autismo atípico;
Síndrome de Rett;
Outro Transtorno Desintegrativo da Infância;
Transtorno com Hipercinesia Associada a Retardo Mental e a Movimentos
Estereotipados;
Síndrome de Asperger;
Outros Transtornos Globais do Desenvolvimento;
Transtornos Globais Não Especi�cados do Desenvolvimento.
Contudo, as classi�cações popularizadas e mais utilizadas se referem ao autismo
infantil e à Síndrome de Asperger, às quais nos deteremos aqui.
Na CID-10, a de�nição para o autismo infantil é descrita da seguinte forma:
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Já a Síndrome de Asperger é caracterizada por uma alteração qualitativa das
interações sociais recíprocas, semelhante à observada no autismo, com um
repertório de interesses e atividades restrito, prosódia monótona ou
estereotipada e tendência monotemática. Ela se diferencia do autismo
essencialmente pelo fato de que não acompanha um atraso e nenhuma
de�ciência de linguagem ou no desenvolvimento cognitivo. 
A autora Natalie Mas também aponta que
Os manuais estatísticos e descritivos dos transtornos mentais seguem
atualizações de acordo com as mudanças e avanços cientí�cos da área. Desse
modo, em 2014, o DSM lançou sua 5ª edição com mudanças signi�cativas em
relação ao autismo, a principal delas é a própria nomenclatura, que agora é tida
como TEA, excluindo subcategorias e considerando os transtornos de
desenvolvimentos como um espectro. Na mesma linha seguirá a CID-11, que
atualmente está em processo de validação e tradução, prevista para entrar em
vigor em janeiro de 2022. Ela manterá a tendência norte-americana de
classi�cação. Fique tranquilo, pois estudaremos melhor a classi�cação atual na
terceira seção de nosso livro.
Transtorno global do desenvolvimento que é caracterizado: 
a) por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos;
b) pela apresentação de uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios
seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo;
c) além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecí�cas,
como por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade
(autoagressividade).
Inclui: Autismo Infantil, Psicose Infantil, Síndrome de Kanner, Transtorno Autístico.
Exclui: Psicopatia Autista (F84.5). (OMS, 1997, p. 76)
“
[...] os sujeitos que apresentam este transtorno são, em geral, muito desajeitados. As anomalias persistem
frequentemente na adolescência e idade adulta. Além disso, o transtorno é acompanhado, muitas vezes, de
episódios psicóticos no início da idade adulta. O diagnóstico inclui: Psicopatia Autística, Transtorno
Esquizoide da Infância. (OMS, 2008, p. 78 apud MAS, 2018, p. 21)
“
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Com exceção da Síndrome de Rett, que apresenta etiologia de base genética, as
demais subcategorias descritas se agruparam, de�nindo todo o “espectro” do
autismo.
Muito foi discutido e ainda se discute sobre o autismo. O que é importante
ressaltar é que todo o processo de construção diagnóstica inaugurado por Kanner
e Asperger acabou criando uma nova categoria nosológica que passou a excluir o
autismo do grupo das psicoses.
ASSIMILE
É importante assimilar a diferenciação da classi�cação diagnóstica entre
autismo infantil, conceito proposto pelo psiquiatra Kanner, do diagnóstico
da Síndrome de Asperger, proposto por Hans Asperger. Lembre-se de que
o primeiro cientista considera prejuízos qualitativamente alterados nas
áreas da comunicação, interação social e comportamentos repetitivos e/ou
estereotipados, enquanto para a Síndrome de Asperger não existe atraso
na aquisição da linguagem, porém há di�culdade qualitativa na
compreensão da comunicação verbal, sendo apresentada clinicamente
por meio de uma fala rebuscada e com repertório restrito de interesse.
REFLITA
Como vimos anteriormente, há uma diferenciação clínica signi�cativa na
apresentação do autismo infantil e da Síndrome de Asperger. Como você
considera essa diferenciação na sua prática no ambiente escolar? Quais os
benefícios que esse entendimento pode trazer para a compreensão desses
diagnósticos?
EXEMPLIFICANDO
Diante de um aluno com diagnóstico de autismo infantil, podemos inferir
que há um comprometimento qualitativo nas áreas da comunicação,
interação social e nos comportamentos repetitivos e/ou estereotipados. No
entanto, com um aluno com Síndrome de Asperger, o prejuízo no
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desenvolvimento está centrado na compreensão da comunicação, na
reciprocidade emocional ou na empatia com os pares. No primeiro caso, é
importante dominarmos os conceitos do autismo infantil, visto que,
havendo di�culdade cognitiva e comportamental mais acentuada, nossa
intervenção estará com foco direcionado a essa organização do material e
a estruturas que facilitem sua compreensão. Já no caso de uma criança
com Síndrome de Asperger, nossa atuação deverá focar o estímulo das
habilidades sociais recíprocas e o aumento do repertório comunicativo,
que são os maiores dé�cits desse quadro clínico. Dessa maneira, nosso
material pedagógico deve tomar como tema central as habilidades a
serem desenvolvidas, considerando sempre os estilos cognitivos e
comportamentais dos alunos, com vistas a um processo de aprendizagem
mais especí�co e inclusivo. Mas não se esqueça: sempre haverá a
necessidade de avaliar pedagogicamente esse aluno para conhecer suas
habilidades e di�culdades, uma vez que atuar pedagogicamente com a
avaliação é atuar de forma inclusiva.
FOCO NA BNCC 
Vimos, nesta seção, a história dadescrição do autismo infantil e da
Síndrome de Asperger. Entendemos como as categorias nosológicas se
diferem clinicamente, exigindo do pro�ssional de educação uma
capacidade analítica para intervir diante das especi�cidades das
di�culdades de desenvolvimento apresentadas. Diante disso, é importante
reforçar que, mesmo diante de categorias descritivas sintomatológicas no
autismo, cada sujeito se desenvolve de maneira única, sendo fruto da sua
relação com sua comunidade, cultura, raça, gênero e classe social.
Sabemos que isso, de certo modo, atravessa os processos de
desenvolvimento, assim como os acessos aos cuidados necessários de cada
pessoa. Portanto, cada pessoa é única em seu processo de
desenvolvimento. No que se refere a um aluno com TEA, o importante
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para nós é sabermos como o TEA interfere em seu desenvolvimento. Não
se esqueça: o aluno NÃO é o TEA, isto é, as características do transtorno
in�uenciarão, sim, em seu desenvolvimento, mas NÃO serão um
impeditivo quanto à evolução em seu desenvolvimento. Outro aspecto
fundamental é a importância na frequência de pessoas com TEA em salas
de aula comuns, para que, além da garantia desse direito, elas também
sejam bene�ciadas e estimuladas com relação ao desenvolvimento das
suas necessidades biopsicossociais.
VOCABULÁRIO
Etiologia: substantivo feminino; ramo do conhecimento cujo objeto é a
pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado
fenômeno; Medicina: estudo das causas das doenças.
Nosologia: substantivo feminino; Medicina: ramo da medicina que estuda
e classi�ca as doenças.
Bom, aluno, encerramos aqui nossa primeira seção sobre a história e
classi�cação do autismo. 
Assim, fechamos nosso primeiro capítulo. Espero que o conteúdo apresentado
tenha despertado o seu interesse em aprender mais sobre essa história tão
importante da psicopatologia infantil, bem como sobre a história do autismo. 
Aprofunde seus estudos, pesquise e discuta sobre o tema com o professor! Boa
sorte!
Seguiremos neste percurso procurando compreender as hipóteses da origem do
autismo, assunto que instiga muita gente. Vamos lá!
FAÇA A VALER A PENA
Questão 1
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O autismo foi descrito nos anos de 1943 e 1944 por diferentes autores. Embora
ambos fossem austríacos, não se conheceram e tampouco estudaram a obra um
do outro. O primeiro foi Leo Kanner, com a descrição do autismo de Kanner, e o
segundo foi Hans Asperger, com a descrição do que hoje é conhecido como
Síndrome de Asperger.
Em 1943, o psiquiatra austríaco Kanner descreveu a sintomatologia do
desenvolvimento de crianças atípicas. Quais são esses aspectos apontados pelo
cientista?
a.  Perda do interesse social; alterações de linguagem; comportamentos bizarros; e jogo limitado.
b.  Perda do interesse social; alterações de linguagem; comportamentos bizarros; e jogo simbólico.
c.  Perda do interesse de linguagem; comportamentos bizarros; e jogo limitado.
d.  Interesse social; alterações de linguagem; comportamentos restritos; e jogo limitado.
e.  Di�culdades nas relações sociais recíprocas e psicopatia.
Questão 2
Em 1944, Hans Asperger descreveu, a partir de suas observações no Hospital
Pediátrico em Viena, o comportamento atípico de algumas crianças. Suas
características eram o distanciamento social e a formalidade linguística.
Neste primeiro momento, Asperger denominou o quadro psicopatológico
descrito acima como:
a.  Psicopatia autista na infância.
b.  Psicose infantil precoce.
c.  Esquizofrenia infantil.
d.  Autismo de Kanner.
e.  TEA
Questão 3
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REFERÊNCIAS
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual de diagnóstico e estatística de
distúrbios mentais DSM-IV. São Paulo: Manole, 1994.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual de diagnóstico e estatística de
distúrbios mentais DSM-5. São Paulo: Manole, 2014.
ASPENGER e autismo: duas faces do mesmo espectro. Autismo e Realidade, 8 jul.
2019. Disponível em: https://autismoerealidade.org.br/2019/07/08/asperger-e-
autismo-duas-faces-do-mesmo-espectro/. Acesso em: 30 jan. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa
com Transtornos do Espectro do Autismo. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
Disponível em: http://pt.slideshare.net/MinSaude/diretrizes-de-atenoreabilitao-
da-pessoa-com-transtornos-do-espectro-do-autismo-tea. Acesso em: 30 jan. 2021.
A história do autismo leva em consideração as várias de�nições decorrentes de
Kanner e Asperger, porém a sua popularização e utilização diagnóstica ocorreu
no ano de 1970, com a inclusão dessa psicopatologia nos manuais de doenças
mentais.
Com relação ao autismo, quais manuais norteiam nossa compreensão nos dias
atuais?
a.  DSM e CID.
b.  DSM e Medicina Ocidental.
c.  CID-10 e Ciência positivista.
d.  DSM e OMS.
e.  DSM e APA.  
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https://autismoerealidade.org.br/2019/07/08/asperger-e-autismo-duas-faces-do-mesmo-espectro/
https://autismoerealidade.org.br/2019/07/08/asperger-e-autismo-duas-faces-do-mesmo-espectro/
http://pt.slideshare.net/MinSaude/diretrizes-de-atenoreabilitao-da-pessoa-com-transtornos-do-espectro-do-autismo-tea
http://pt.slideshare.net/MinSaude/diretrizes-de-atenoreabilitao-da-pessoa-com-transtornos-do-espectro-do-autismo-tea
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas. Linha de cuidado para a atenção às pessoas
com Transtornos do Espectro do Autismo e suas famílias na Rede de Atenção
Psicossocial do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em:
http://www.autismo.org.br/site/images/Downloads/linha_cuid_autismo.pdf.
Acesso em: 30 jan. 2021.
MAS, N. A. Transtorno do espectro autista: história da construção de um
diagnóstico. 2018. 103 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica) – Instituto
de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em:
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-26102018-
191739/publico/mas_me.pdf. Acesso em: 30 jan. 2021.
NAZARI, A. C. G; NAZARI, J.; GOMES, M. A. Transtorno do espectro autista:
discutindo o seu conceito e métodos de abordagem para o trabalho, p. 1-13, 2017.
Disponível em:
http://www.eventos.ufu.br/sites/eventos.ufu.br/�les/documentos/transtorno_do_e
spectro_autista_discutindo_o_seu_conceito_e_metodos_de_abordagem_para_o_tra
balho.pdf. Acesso em: 30 jan. 2021.
NOVA classi�cação de doenças, CID-11, uni�ca Transtorno do Espectro Autismo:
6A02. Tismoo, 21 set. 2018. Disponível em:
https://tismoo.us/saude/diagnostico/nova-classi�cacao-de-doencas-cid-11-uni�ca-
transtorno-do-espectro-do-autismo-6a02/. Acesso em: 30 jan. 2021.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CID-10. Classi�cação estatística
internacional de doenças e problemas relacionados à saúde. 10. ed. São Paulo:
Universidade de São Paulo, 1997.
OS SÍMBOLOS do autismo. Autismo e Realidade, 22 mar. 2019. Disponível em:
https://autismoerealidade.org.br/2019/03/22/os-simbolos-do-autismo/. Acesso em:
30 jan. 2021.
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https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3324964 17/18
http://www.autismo.org.br/site/images/Downloads/linha_cuid_autismo.pdf
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-26102018-191739/publico/mas_me.pdf
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-26102018-191739/publico/mas_me.pdf
http://www.eventos.ufu.br/sites/eventos.ufu.br/files/documentos/transtorno_do_espectro_autista_discutindo_o_seu_conceito_e_metodos_de_abordagem_para_o_trabalho.pdfhttp://www.eventos.ufu.br/sites/eventos.ufu.br/files/documentos/transtorno_do_espectro_autista_discutindo_o_seu_conceito_e_metodos_de_abordagem_para_o_trabalho.pdf
http://www.eventos.ufu.br/sites/eventos.ufu.br/files/documentos/transtorno_do_espectro_autista_discutindo_o_seu_conceito_e_metodos_de_abordagem_para_o_trabalho.pdf
https://tismoo.us/saude/diagnostico/nova-classificacao-de-doencas-cid-11-unifica-transtorno-do-espectro-do-autismo-6a02/
https://tismoo.us/saude/diagnostico/nova-classificacao-de-doencas-cid-11-unifica-transtorno-do-espectro-do-autismo-6a02/
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QUAIS os Símbolos que representam o autismo? Instituto NeuroSaber, 7 out.
2020. Disponível em: https://institutoneurosaber.com.br/quais-os-simbolos-que-
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QUIROZ, F. C. et al. Una breve historia del autismo. Revista de Psicología, Perú,
Arequipa, Universidad Católica San Pablo, ano 2018, v. 8, n. 2, p. 127-133.
RIOS, C. et al. Da invisibilidade à epidemia: a construção narrativa do autismo na
mídia impressa brasileira. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu,
2015, v. 19, n. 53, p. 325-335. Disponível em:
https://www.scielosp.org/pdf/icse/2015.v19n53/325-336/pt. Acesso em: 30 jan. 2021.
SÃO PAULO. Protocolo do Estado de São Paulo de Diagnóstico, Tratamento e
encaminhamento de Pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). São
Paulo: Secretaria de Estado da Saúde, 2013. Disponível em:
https://docs.bvsalud.org/biblioref/ses-sp/2013/ses-25063/ses-25063-3618.pdf.
Acesso em: 30 jan. 2021.
SETÚBAL, J. L. Símbolos que representam o autismo, saiba o signi�cado. Instituto
PENSI, 11 jul. 2018. Disponível em: https://institutopensi.org.br/blog-saude-
infantil/simbolos-que-representam-o-autismo-saiba-o-
signi�cado/#:~:text=O%20logotipo%20da%20pe%C3%A7a%20de,%C3%A9%20a%
20pe%C3%A7a%20que%20falta. Acesso em: 30 jan. 2021.
TAMANAHA, A. C.; PERISSINOTO, J.; CHIARI, B. M. Uma breve revisão histórica
sobre a construção dos conceitos do Autismo Infantil e da síndrome de Asperger.
Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, São Paulo, v. 13, n. 3, p. 296-
299, 2008. Disponível
em:  https://www.scielo.br/j/rsbf/a/4R3nNtz8j9R9kgRLnb5JNrv/?lang=pt. Acesso
em: 30 jan. 2021.
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https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3324964 18/18
https://institutoneurosaber.com.br/quais-os-simbolos-que-representam-o-autismo/
https://institutoneurosaber.com.br/quais-os-simbolos-que-representam-o-autismo/
https://www.scielosp.org/pdf/icse/2015.v19n53/325-336/pt
https://docs.bvsalud.org/biblioref/ses-sp/2013/ses-25063/ses-25063-3618.pdf
https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/simbolos-que-representam-o-autismo-saiba-o-significado/#:~:text=O%20logotipo%20da%20pe%C3%A7a%20de,%C3%A9%20a%20pe%C3%A7a%20que%20falta
https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/simbolos-que-representam-o-autismo-saiba-o-significado/#:~:text=O%20logotipo%20da%20pe%C3%A7a%20de,%C3%A9%20a%20pe%C3%A7a%20que%20falta
https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/simbolos-que-representam-o-autismo-saiba-o-significado/#:~:text=O%20logotipo%20da%20pe%C3%A7a%20de,%C3%A9%20a%20pe%C3%A7a%20que%20falta
https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/simbolos-que-representam-o-autismo-saiba-o-significado/#:~:text=O%20logotipo%20da%20pe%C3%A7a%20de,%C3%A9%20a%20pe%C3%A7a%20que%20falta
https://www.scielo.br/j/rsbf/a/4R3nNtz8j9R9kgRLnb5JNrv/?lang=pt
FOCO NO MERCADO DE TRABALHO
HISTÓRIA DO AUTISMO
Danilo J. Goulart dos Santos
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SEM MEDO DE ERRAR
Vamos retomar a nossa situação-problema: você é professora de uma turma
comum dos anos iniciais do Ensino Fundamental e recebe, pela primeira vez, um
aluno com diagnóstico de TEA, chamado Miguel. Esse estudante apresenta
bastante di�culdade para compreender regras verbais, distraindo-se facilmente e
repetindo constantemente as falas de desenhos animados que gosta. Quando não
é compreendido, algumas vezes apresenta comportamentos autolesivos.
Diante disso, vejamos algumas intervenções possíveis que vão ao encontro da
compreensão sobre o TEA que temos atualmente.
Primeiramente, considerando a di�culdade na comunicação receptiva, ou seja,
na compreensão das instruções verbais dadas a ele, é indicado que você se dirija
diretamente a ele, chamando-o pelo nome. Quando tiver a atenção dele, opte pelo
uso de palavras-chave pouco complexas e que indiquem a ordem, por exemplo:
“sente-se”, “banheiro”, “comer”, “atividade”, “guardar”, “esperar”, etc. Em
momentos como esse, muitas vezes será importante dar o suporte físico,
indicando a ordem com sinais claros ou até mesmo tocando a criança
delicadamente, com o objetivo de direcioná-la à instrução dada. 
Outro recurso que pode ser utilizado nessas situações é a identi�cação visual das
atividades, como marcar o local e o espaço onde a criança deve permanecer
sentada, manter a carteira com poucos estímulos visuais, diminuindo, assim, a
concorrência sensorial. 
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Mais uma estratégia importante é pedir para as demais crianças da sala de aula
que diminuam o volume das conversas, com a �nalidade de melhorar a atenção
de Miguel, uma vez que ele tem di�culdades com a discriminação auditiva.
Em relação à comunicação expressiva, uma dica é trabalhar com um tipo de
comunicação alternativa, com desenhos e �guras do interesse da criança, para
que facilite sua interação.
Outras alternativas serão necessárias durante o processo de inclusão,
considerando a complexidade desse processo e do contexto escolar, o que exige
inúmeras intervenções que in�uenciam o desenvolvimento integral das crianças.
Considerando a di�culdade atencional de Miguel, é indicado o menor número
possível de estímulos visuais diante dele, pois isso o ajudaria a manter o foco
direcionado às atividades. 
Sabemos que Miguel gosta muito de desenhos animados, com isso, para ganhar o
foco atencional dele, incorpore os personagens dos desenhos nas atividades
dadas. Isso também diminuirá a poluição visual no ambiente e produzirá um
material mais organizado e estruturado, de acordo com o seu real interesse.
O foco no trabalho pedagógico junto ao autista consiste na estruturação,
organização e prática de atividades que utilizem algo que desperte a sua atenção
e que partam sempre de algo que ele realmente goste. Esse é o primeiro passo!
Não se esqueça disso!
E você, já pensou em outras possíveis intervenções para seu aluno? Compartilhe
com seus colegas para que vocês construam juntos mais alternativas que possam
efetivar esse lindo trabalho da educação especial. 
Boa sorte!
AVANÇANDO NA PRÁTICA
ATENDIMENTO NO AEE (ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO)
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Já re�etimos sobre uma situação em que você era professora de uma turma
comum com um aluno autista. Agora, imagine-se como professora de AEE em
uma sala de recursos multifuncionais, que representa uma importante estratégia
para a inclusão de crianças com de�ciências ou transtornos em escolas regulares.
Você recebe a família de um aluno com autismo que acabou de receber o
diagnóstico.
A mãe te aborda por considerar você uma referência em educação especial. Ela
te faz a seguinte pergunta:
“Meu �lho já passou por diversos pro�ssionais que disseram muitas coisas
diferentes para mim. Falaram que ele tem autismo leve, outros disseram que
tem Síndrome de Asperger, enquanto outros chegaram até a me culpar pelo
atraso em seu desenvolvimento, alegando excesso de mimo. O que você acha
sobre isso?”.
Essa mãe apresenta um relato bastante comum à realidade das mães de crianças
autistas. Isso ocorre porque, ainda hoje, muitos pro�ssionais não estão
capacitados para realizarou lidar com o diagnóstico de TEA. Muitos deles ainda
levam em consideração antigas descrições nosológicas ou até mesmo consideram
o autismo como um transtorno afetivo, o que pode gerar a culpabilização por
parte dos cuidadores. É uma situação bastante delicada, visto que isso atinge
diretamente os processos de luto da idealização da criança “perfeita” e de
aceitação da criança autista.
Agora, re�ita:
Como você responderia a essa angústia materna?
O que você diria sobre as mudanças e diferenças diagnósticas?
O que a história do autismo, suas de�nições e classi�cações te ensinaram
sobre isso?
Vamos discutir sobre?
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RESOLUÇÃO
Primeiramente, sabemos que o autismo, a partir da nova compreensão
diagnóstica, inclui os diversos graus de manifestação. Sendo assim, crianças
com autismo “leve”, em que os sinais são pouco aparentes, podem receber
esse diagnóstico. Dessa forma, modi�ca-se o imaginário do autismo enquanto
transtorno grave e com prognóstico fatalista.
Outro ponto importante de discussão com essa mãe é sobre o processo de
desenvolvimento da criança e a apresentação das características que
diferenciam o autismo leve da Síndrome de Asperger. Vocês lembra quais
eram? Se não, vale a pena fazer uma releitura.
E, por �m, além de acolher a mãe por meio de uma escuta ativa, sem
julgamentos, a orientação deve estar apoiada no entendimento de que o
autismo, ainda que sem uma etiologia clara, tem como direção explicativa
não somente a genética, mas também fatores ambientais, sendo possível,
inclusive, observar casos em bebês cada vez mais precocemente.
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Nesta webaula veremos os símbolos que representam o autismo e seus signi�cados, conhecimento estes,
basilares aos pro�ssionais de educação.
Símbolos do autismo
Você sabia que o símbolo do autismo é uma �ta feita com peças coloridas de um quebra-cabeças?
Essa imagem representa o mistério e a complexidade desse transtorno em relação a sua causa e diferenças
clínicas. A �ta é o símbolo mundial da conscientização sobre o autismo. Veja:
Símbolo mundial da conscientização do autismo
Fonte: Shutterstock.
Além disso, o dia 2 de abril é considerado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, quando muitos
monumentos ao redor do mundo são iluminados de azul, cor que foi escolhida para representar esse transtorno,
visto que a maior prevalência é em meninos (de aproximadamente quatro meninos para uma menina).
No entanto, como em todo estudo sobre o autismo, até mesmo o símbolo não tem unanimidade em sua escolha!
Existem também outros símbolos que representam esse transtorno. Vejamos a seguir.
In�nito colorido
O símbolo colorido do in�nito é adotado pelo movimento da neurodiversidade. Por meio dele está
representada a in�nidade de con�gurações e identidades das pessoas autistas.
Transtorno do Espectro Autista
História do autismo
Você sabia que seu material didático é interativo e multimídia? Isso signi�ca que você pode interagir com o conteúdo de diversas formas, a
qualquer hora e lugar. Na versão impressa, porém, alguns conteúdos interativos �cam desabilitados. Por essa razão, �que atento: sempre
que possível, opte pela versão digital. Bons estudos!
Quebra-cabeças
O quebra-cabeças foi utilizado pela primeira vez no ano de 1963 e divulgado pela Autism Speaks, que é a
maior organização de defesa do autismo dos Estados Unidos, muito popular em diversos países.
Sem dúvida, há várias interpretações e signi�cados implícitos nesses símbolos. As cores fortes, por exemplo,
representam a força e a esperança das famílias, enquanto o quebra-cabeças também pode signi�car o enigma
desse transtorno, dado que ainda falta a peça da cura para completá-lo.
Por dentro da BNCC
Cada pessoa se desenvolve de forma única e sofre in�uência de fatores biopsicossociais (orgânicos,
emocionais e sociais) em seu desenvolvimento. É sempre importante considerar a inclusão do aluno com TEA
em turmas de ensino regular, garantindo, assim, o seu acesso à aprendizagem cognitiva, social,
comunicacional e afetiva.
Pesquise mais
Para aprofundar seus conhecimentos sobre a história do autismo, seus símbolos e sobre a Síndrome de
Asperger, pesquise e leia os textos indicados a seguir:
NOVA classi�cação de doenças, CID-11, uni�ca Transtorno do Espectro Autismo: 6A02. Tismoo, 21 set.
2018.
ASPENGER e autismo: duas faces do mesmo espectro. Autismo e Realidade, 8 jul. 2019. 
TAMANAHA, A. C.; PERISSINOTO, J.; CHIARI, B. M. Uma breve revisão histórica sobre a construção dos
conceitos do Autismo Infantil e da síndrome de Asperger. Revista da Sociedade Brasileira de
Fonoaudiologia, São Paulo, v. 13, n. 3, p. 296-299, 2008. 
RIOS, C. et al. Da invisibilidade à epidemia: a construção narrativa do autismo na mídia impressa
brasileira. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, 2015, v. 19, n. 53, p. 325-335.
NAZARI, A. C. G; NAZARI, J.; GOMES, M. A. Transtorno do espectro autista: discutindo o seu conceito e
métodos de abordagem para o trabalho, p. 1-13, 2017. 
QUAIS os Símbolos que representam o autismo? Instituto NeuroSaber, 7 out. 2020. 
OS SÍMBOLOS do autismo. Autismo e Realidade, 22 mar. 2019.
Esta última leitura é da Revista Brasileira Autismo e Realidade, que aborda diversos temas sobre o assunto,
além de ser um importante instrumento de disseminação acerca desse transtorno, com vistas à diminuição
das barreiras e do preconceito, tão comuns em nossa sociedade.
Aproveite!
https://tismoo.us/saude/diagnostico/nova-classificacao-de-doencas-cid-11-unifica-transtorno-do-espectro-do-autismo-6a02/
https://tismoo.us/saude/diagnostico/nova-classificacao-de-doencas-cid-11-unifica-transtorno-do-espectro-do-autismo-6a02/
https://autismoerealidade.org.br/2019/07/08/asperger-e-autismo-duas-faces-do-mesmo-espectro/
https://www.scielo.br/j/rsbf/a/4R3nNtz8j9R9kgRLnb5JNrv/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/rsbf/a/4R3nNtz8j9R9kgRLnb5JNrv/?lang=pt
https://www.scielosp.org/pdf/icse/2015.v19n53/325-336/pt
http://www.eventos.ufu.br/sites/eventos.ufu.br/files/documentos/transtorno_do_espectro_autista_discutindo_o_seu_conceito_e_metodos_de_abordagem_para_o_trabalho.pdf.
https://institutoneurosaber.com.br/quais-os-simbolos-que-representam-o-autismo/
https://autismoerealidade.org.br/2019/03/22/os-simbolos-do-autismo/
Diante do exposto, percebe-se que Identi�car os símbolos que representam o autismo e seus signi�cados é o
primeiro passo para conhecer o transtorno e ajudar a divulgar a conscientização do autismo, sendo assim, trata-se
de um conhecimento elementar aos pro�ssionais de educação.

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