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Simuladão Questão 1 - (Simulado) A imagem abaixo se refere a uma postagem feita em uma rede social. Leia, a seguir, a sua transcrição. nacionesunidas La pequeña Horriya, de 12 años, lleva agua para su familia en el campo de desplazados de Ain Issa, en el noreste de #Siria, adonde llegaron después de una travesía de tres días desde Raqqa. "No tuve miedo durante el camino. Oímos aviones y bombardeos, pero ya estamos acostumbrados. Lo vemos y escuchamos todos los días", asegura. Cuando pensamos en un conflicto, probablemente el agua no sea lo primero que se nos viene a la mente. Sin embargo, en �empos de crisis, el acceso a agua potable suele estar en peligro: se dañan las infraestructuras, se deterioran las tuberías y es peligroso recoger agua. Cuando no hay acceso a agua potable, los niños enferman, las escuelas y los hospitales dejan de funcionar, se propagan enfermedades y aumenta la malnutrición. El agua es un derecho tan fundamental para la supervivencia de los niños como la comida, la atención médica y la protección contra los ataques. Nuestros compañeros de @UNICEF trabajan para proporcionar servicios de agua y saneamiento de buena calidad de manera sostenida durante conflictos y emergencias humanitarias. En los campos de Raqqa y Hassakeh, por ejemplo, llevan 975.000 litros de agua cada día para cerca de 120.000 desplazados sirios. Además, han instalado letrinas, duchas y taques de agua, y distribuyen kits de higiene personal para proteger a los menores de enfermedades transmi�das por el contacto con agua contaminada. En el #DíaMundialdelAgua, este 22 de marzo, recordemos que #CadaGotaCuenta. © UNICEF/UN067453/Souleiman #ParaCadaNiño #Obje�vosMundiales www.instagram.com. A par�r da leitura da transcrição, pode-se dizer que um dos obje�vos da postagem é a) tratar dos medos relacionados ao mundo infan�l. b) debater sobre a qualidade da água nas grandes cidades. c) mostrar a relação entre a desidratação e o aumento das internações hospitalares. d) apresentar a importância da atuação de agências internacionais em campos de refugiados. e) desmis�ficar a ideia de que os conflitos prejudicam o acesso à água potável. Questão 2 - (Simulado) La lechera y el cántaro de leche Había una vez una muchacha, cuyo padre era lechero, con un cántaro de leche en la cabeza. Caminaba ligera y dando grandes zancadas para llegar lo antes posible a la ciudad, a donde iba para vender la leche que llevaba. Por el camino empezó a pensar lo que haría con el dinero que le darían a cambio de la leche. − Compraré un centenar de huevos. O no, mejor tres pollos. ¡Sí, compraré tres pollos! La muchacha seguía adelante poniendo cuidado de no tropezar mientras su imaginación iba cada vez más y más lejos. − Criaré los pollos y tendré cada vez más, y aunque aparezca por ahí el zorro y mate algunos, seguro que tengo suficientes para poder comprar un cerdo. Cebaré al cerdo y cuando esté hermoso lo revenderé a buen precio. 1@professorferretto @prof_ferretto Entonces compraré una vaca, y a su ternero también…. Pero de repente, la muchacha tropezó, el cántaro se rompió y con él se fueron la ternera, la vaca, el cerdo y los pollos. (Disponível em: [object Promise] Acesso em: 30 out. 2019). Depreende-se da leitura da fábula que a) a menina perdeu o bezerro, a vaca, o porco e as galinhas que levava à cidade. b) ao final, a menina possuía apenas três frangos. c) além do leite, a menina perdeu seus sonhos. d) a menina temia a vinda de um herói mascarado. e) os sonhos são nocivos aos jovens. Questão 3 - (Simulado) Pode-se dizer que o personagem da �rinha a) apresenta sen�mentos antagônicos com relação a seus atos recentes. b) descobriu que men�r sempre causa sofrimento. c) decidiu evitar o contato com pessoas. d) deseja mudar urgentemente seu comportamento. e) somente diz a verdade, doa a quem doer. Questão 4 - (Simulado) De acordo com a sugestão da personagem Libertad, a) o governo deveria chamar o exército para re�rar os aposentados das praças. b) as aposentadorias pagas são muito altas. c) os aposentados deveriam entrar em greve. d) os avôs que foram soldados deveriam ser mais respeitados. e) os velhos deveriam se alistar no exército, para ter direito à aposentadoria. Questão 5 - (Simulado) Verdad que sería estupendo Verdad que sería estupendo que las espadas fueran un palo de la baraja que el escudo una moneda portuguesa y un tanque una jarra grande de cerveza. 2@professorferretto @prof_ferretto Verdad que sería estupendo que las bases fueran el lado de un triángulo que las escuadras sólo reglas de diseño y los ga�llos gatos pequeños que apuntar fuera soplarle la tabla a Manolito que disparar darle una patada a un balón y que los "persing" fueran esa marca de rotulador con los que tú siempre pintas mi corazón. ....................................................................... Y no exis�era más arma en el mundo y no exis�era más arma en el mundo más que el "mi arma" andaluz. Verdad que sería estupendo. (T. Cardalda - J. M. Montes) (In: CUÑAT & outros. Encuentro. 1995.) O uso de palavras polissêmicas confere à música a) um tom nostálgico, que retoma um passado idealizado. b) uma melodia dissonante. c) um conteúdo idealista. d) um acento la�no-americano, em razão do significado das palavras empregadas nos países da América La�na. e) uma mensagem religiosa. Questão 6 - (Simulado) O comentário feito pelo gato Garfield, no úl�mo quadrinho, transmite a ideia de que a) Garfield discorda da afirmação feita por seu dono, Jon. b) Jon possui uma vida chata. c) Garfield e Jon estão com sono. d) Jon não trata bem seu gato Garfield. e) Garfield está pensando em fugir. Questão 7 - (Simulado) A crí�ca presente no cartoon se refere a) ao fato de que os imigrantes �ram trabalho dos americanos. b) ao prejuízo que trabalhadores estrangeiros causam à economia. c) à xenofobia injus�ficada dos americanos. d) à falta de capacitação dos trabalhadores imigrantes. e) ao envio de dólares para o exterior. Questão 8 - (Simulado) 3@professorferretto @prof_ferretto O efeito cômico da charge se encontra na sugestão de que, ao pedir “happy meals”, a) o casal economizará dinheiro. b) o cliente aumentará a chance de se tornar depressivo. c) a comida ficará pronta mais rapidamente. d) a refeição será mais saudável. e) será possível equilibrar o efeito nocivo das “fast- foods”. Questão 9 - (Simulado) THE FROG PRINCE, CONTINUED The Princess kissed the frog. He turned into a prince. And they lived happily ever a�er... Well, let's just say they lived sort of happily for a long �me. Okay, so they weren't so happy. In fact, they were miserable. "Stop s�cking your tongue out like that," nagged the Princess. "How come you never want to go down to the pond anymore?" whined the Prince. The Prince and Princess were so unhappy. They didn't know what to do. [...] The Prince kissed the Princess. They both turned into frogs. And they hopped off happily ever a�er. The End. SCIESZKA, J. The Frog Prince, Con�nued. Illustrated by Steve Johnson. New York: Penguin Books, 1994. Vocabulário: hop: pular A par�r da leitura do poema, que retoma elementos do conto “O príncipe sapo”, dos irmãos Grimm, podemos concluir que o príncipe e a princesa a) foram felizes para sempre, conforme descrito no conto de fadas. b) superaram seus problemas por meio do diálogo. c) encontraram a felicidade ao inverter o desfecho original da história. d) não encontraram a felicidade, e a princesa resolveu “pular fora”. e) foram felizes separadamente: ele como sapo, e ela na forma humana. Questão 10 - (Simulado) FORGOTTEN LANGUAGE Once I spoke the language of the flowers, Once I understood each word the caterpillar said, Once I smiled in secret at the gossip of the starlings, And shared a conversa�on with the housefly in my bed. Once I heard and answered all the ques�ons of the crickets, And joined the crying of each falling dying flake of snow, Once I spoke the language of the flowers... How did it go?geo-histórias, geopolí�cas, territoriais, ideológicas etc. As prá�cas do trabalho criaram modos de produção que marcaram épocas e regimes de historicidade. Algumas das experiências humanas encerram seus ciclos juntamente com o seu contexto histórico, outras são ressignificadas ou permanecem na longa duração. No modo de produção feudal, que perdurou em boa parte da Idade Média, exis�am relações de suserania e de vassalagem, sustentadas, respec�vamente, por uma economia baseada no(a): a) terra para a subsistência e na servidão. b) escravidão e na terra para mercado interno. c) contrato vassálico ou homenagem e nas trocas entre Estados. d) mercan�lismo e nas grandes navegações. e) relações burguesas e nas corporações de o�cio. Questão 53 - (Simulado) Ano de 2023 é o mais quente do planeta desde 1850 A temperatura média global foi de 14,98°C, quase 1,5 °C superior à do período pré-industrial Pesquisa FAPESP - 28 jan 2024 Nada do que vem a seguir neste parágrafo tem paralelo na história moderna da humanidade. Todos os 365 dias de 2023 foram ao menos 1 grau Celsius (ºC) mais quentes do que a temperatura média global calculada entre 1850 e 1900. Quase metade deles esteve pelo menos 1,5 °C acima desse parâmetro de base, que representa o clima da era pré-industrial. (...) Há pra�camente consenso de que, além das mudanças climá�cas globais, o fenômeno natural 24@professorferretto @prof_ferretto denominado El Niño tem um peso importante nos recordes de calor registrados desde o ano passado. Pesquisa FAPESP A elevação da temperatura global exposta no texto, associada às mudanças climá�cas e ao fenômeno El Niño, revelam a possibilidade de a) maior ocorrência de chuvas em todas as regiões do planeta. b) maior frequência de es�agens no Sul do Brasil. c) maior estabilidade na produção agrícola mundial com o aumento das precipitações. d) maior ocorrência e intensidade de eventos climá�cos extremos. e) maior estabilidade na dinâmica climá�ca brasileira. Questão 54 - (Simulado) A escravidão das populações indígenas e negras no Brasil produziu a desintegração dos seus diversos universos religiosos de origem e, ao longo do processo de formação social brasileiro, ocorreu a assimilação de elementos fraturados das crenças ameríndias e africanas pelas tradições cristã e católica. E, por outro lado, houve também processos de assimilação ou sincre�smo na criação de novas religiões produzidas a par�r de crenças remanescentes indígenas e africanas misturadas com elementos do cris�anismo. Para Or�z (1999), o que ocorreu foi uma cris�anização daquelas an�gas religiões fraturadas em algumas crenças cul�vadas por índios e negros escravizados e que resultaram, por exemplo, na Umbanda e no Candomblé. ORTIZ, Renato. A morte branca do fei�ceiro negro: umbanda e sociedade brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1999. No contexto do Brasil do século XIX, a Umbanda e o Candomblé representam a) assimilação de prá�cas cristãs em sua forma tradicional. b) rompimento total de tradições medievais. c) resistência das populações de negros e indígenas em relação à tradição cristã. d) afastamento total de religiões abraâmicas. e) pacificação de conflitos no âmbito religioso. Questão 55 - (Simulado) “A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade, o Imperador e Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral Decretou, e ela Sancionou a Lei seguinte: Art. 1º Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados de condição livre. § 1º Os ditos filhos menores ficarão sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado indenização de 600 mil réis, ou de u�lizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos." (redação atualizada) (Disponível em: h�p://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/lim/lim2040.htm.) Sobre o contexto das leis abolicionistas no Brasil do século XIX, havia a) convergência entre o pensamento escravocrata e o abolicionista. b) divergência entre os senhores de escravizados e a elite agrária. c) divergência entre os la�fundiários e os barões do café. d) contradição histórica entre o passado colonial e o presente imperial. e) contradição entre os interesses da elite agrária e os dos escravizados. Questão 56 - (Simulado) “As chuvas foram resultado de uma combinação de fatores, entre eles uma massa de ar quente sobre a área central do país, que bloqueia a frente fria que está na região Sul e faz com que a instabilidade fique sobre o Estado, causando chuvas intensas e con�nuas.” 25@professorferretto @prof_ferretto h�ps://www.bbc.com/portuguese/ar�cles/ cd1qwpg3z77o O ar mais seco na região central do Brasil permite a elevação da temperatura durante o dia; sua dinâmica, associada à pressão atmosférica, foi responsável pelo bloqueio atmosférico que manteve a frente fria e as chuvas que provocaram a tragédia no Rio Grande do Sul em 2023. O sistema atmosférico responsável pelo bloqueio apresenta caracterís�ca de a) alta pressão atmosférica dispersora dos ventos. b) baixa pressão atmosférica dispersora dos ventos. c) alta pressão atmosférica receptora dos ventos. d) baixa pressão atmosférica receptora dos ventos. e) ciclone tropical receptor dos ventos. Questão 57 - (Simulado) Tales foi o iniciador da reflexão sobre a physis, pois foi o primeiro filósofo a afirmar a existência de um princípio originário e único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio de tudo é a água. Tudo se origina a par�r dela. Essa proposta é importan�ssima [...] podendo, com boa dose de razão, ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar de começo da formação do universo. REALE, Giovanni. História da filosofia. São Paulo: Loyola, 1990. A par�r do texto, pode-se afirmar que o princípio originário buscado pelo filósofo pré-socrá�co Tales se encontrava no(a) a) mundo das ideias, desvinculado da realidade empírica. b) interior do próprio homem, com base na ideia do “conhece a � mesmo”. c) plano é�co, fundamentado em valores construídos socialmente. d) natureza, por se tratar de um princípio �sico. e) plano transcendental, a par�r de concepções religiosas. Questão 58 - (Simulado) O cien�sta polí�co e sociólogo se elegeu presidente da República em primeiro turno no mesmo ano em que o plano foi lançado. Exerceu o cargo por dois mandatos consecu�vos, período em que outros “pais” do Real ocuparam posições estratégicas na condução da polí�ca econômica. (Disponível em h�ps://www.infomoney.com.br/economia/30-anos- depois-por-onde-andam-e-o-que-fazem-os-pais-do- plano-real/) Em 2024, o Plano Real, iniciado no governo de Itamar Franco e consolidado no governo de Fernando Henrique Cardoso, completa 30 anos de existência. O plano faz parte de uma polí�ca de relações internacionais consolidadas e estabelecidas pelo(a): a) socialismo. b) capitalismo monopolista. c) keynesianismo. d) neoliberalismo. e) liberalismo clássico. Questão 59 - (Simulado) TEXTO I Fonte: Macnica DHW TEXTO II Em 11 anos, agricultura familiar perde 9,5% dos estabelecimentos e 2,2 milhões de postos de trabalho 25/10/2019 A agricultura familiar encolheu no país. Dados do Censo Agropecuário de 2017 apontam uma redução de 9,5% no número de estabelecimentos classificados como 26@professorferretto @prof_ferretto de agricultura familiar, em relação ao úl�mo Censo, de 2006. O segmento também foi o único a perder mão de obra. Enquanto na agricultura não familiar houve a criação de 702 mil postos de trabalho, a agricultura familiar perdeu um con�ngente de 2,2 milhões de trabalhadores. h�ps://agenciadeno�cias.ibge.gov.br/agencia- no�cias/2012-agencia-de-no�cias/no�cias/25786-em-11- anos-agricultura-familiar-perde-9-5-dos- estabelecimentos-e-2-2-milhoes-de-postos-de-trabalho Os textos expõem a dinâmica atual doespaço agrário brasileiro com consequências na estrutura do campo brasileiro, como o(a) a) melhor distribuição de terras. b) redução da produção de commodi�es agrícolas. c) aumento rela�vo da produ�vidade de gêneros agrícolas para o mercado interno. d) maior concentração de terras. e) fortalecimento da agricultura i�nerante. Questão 60 - (Simulado) “Mas enquanto encantava os naturalistas, a floresta também oferecia as razões econômicas para a exploração e ocupação do Brasil. O bloqueio das rotas comerciais para o Oriente após a tomada de Constan�nopla pelos Mouros, em 1453, tornou as fontes alterna�vas de especiarias e de outros produtos extremamente lucra�vas, e os europeus logo perceberam o potencial econômico do pau-brasil (Cisalpina e chinata)” (TONHASCA JR, 2005, p.2). Os acontecimentos descritos no texto referem-se, respec�vamente, aos seguintes períodos relacionados à História do Brasil: a) Cruzada Comercial e Ciclo do Açúcar. b) União Ibérica e Invasões Holandesas. c) Brasil francês e Capitanias Hereditárias. d) Expansão Marí�ma e Período Pré-Colonial. e) Federação dos Tamoios e Governo Geral. Questão 61 - (Simulado) Por Fana�smo se entende uma cega obediência a uma ideia, servida com zelo obs�nado, até exercer violência para obrigar outros a segui-la e punir quem não está disposto a abraçá-la. (...) O Fana�smo está geralmente ligado ao dogma�smo, isto é, à crença numa verdade ou num sistema de verdades que, uma vez aceitas, não devem ser mais postas em discussão e rejeitam a discussão com os outros; a este corresponde no campo prá�co o sectarismo, isto é, a parcialidade para com os adeptos e o ódio para com os não crentes. Numa sociedade em que um grupo de faná�cos ganha poder, gera-se como reação e se alastra o espírito do conformismo. BOBBIO, Norberto. Dicionário de Polí�ca. Brasília: Editora UNB, 1998 (adaptado). De acordo com o texto, o fana�smo a) estrutura sua mentalidade como a que deverá se sobrepor a todas as outras. b) favorece aos indivíduos uma concepção plural de sociedade. c) é baseado em um senso crí�co com a leitura coerente da realidade. d) estabelece as bases de uma democracia. e) converge com polí�cas públicas para as minorias. Questão 62 - (Simulado) Os dados da dinâmica das marés apresentados na tabela resultam da a) oscilação da brisa marí�ma e da terrestre. b) estruturação do relevo oceânico. c) interação gravitacional do Sol e da Lua. d) variação sazonal dos ventos alísios. e) alteração da pressão atmosférica. Questão 63 - (Simulado) Convicção é a crença de estar na posse da verdade absoluta. Essa crença pressupõe que há verdades absolutas, que foram encontrados métodos perfeitos para chegar a elas e que todo aquele que tem convicções se serve desses métodos perfeitos. Esses três pressupostos demonstram que o homem das convicções está na idade da inocência, e é uma criança, por adulto que seja quanto ao mais. Mas milênios viveram nesses pressupostos infan�s, e deles jorraram as mais poderosas 27@professorferretto @prof_ferretto fontes de força da humanidade. Se, entretanto, todos aqueles que faziam uma ideia tão alta de sua convicção houvessem dedicado apenas metade de sua força para inves�gar por que caminho haviam chegado a ela: que aspecto pacífico teria a história da humanidade! (Nietzsche. Obras incompletas, 1991. Adaptado.) Nesse excerto, Nietzsche apresenta uma defesa a) da vida ascé�ca cristã. b) do empirismo como forma de a�ngir verdades absolutas. c) do método genealógico. d) da ciência como caminho seguro ao conhecimento. e) dos dogmas apresentados por Zaratustra. Questão 64 - (Simulado) “O fator mais nega�vo para a cidadania foi a escravidão. Os escravos começaram a ser importados na segunda metade do século XVI. A importação con�nuou ininterrupta até 1850, 28 anos após a independência. Calcula-se que até 1822 tenham sido introduzidos na colônia cerca de 3 milhões de escravos. Na época da independência, numa população de cerca de 5 milhões, incluindo 800 mil índios, havia mais de 1 milhão de escravos. Embora concentrados nas áreas de grande agricultura exportadora e de mineração, havia escravos em todas as a�vidades, inclusive urbanas.” (CARVALHO, Cidadania no Brasil: o longo caminho, 2014, p. 25-26). Tendo em vista o passado de escravidão relacionado ao con�nente africano e o Brasil do século XVI ao XIX, os escravizados que cruzavam o Atlân�co foram subme�dos à condição de a) imigrantes, por definição. b) refugiados, por definição. c) negação de cidadania. d) repatriamento. e) servidão cole�va. Questão 65 - (Simulado) A sociólogo francês Émile Durkheim (1858 - 1917) se preocupou em analisar fenômenos que explicitavam a força da sociedade sobre os indivíduos. Neste sen�do, a organização da sociedade é crucial, segundo o autor, para a delimitação do problema a ser analisado. O suicídio geralmente é �do como algo de foro ín�mo, da esfera subje�va. Durkheim em sua obra "O Suicídio" se esforça em conceituar e caracterizar o suicídio como um fato social, portanto como algo que ganha reflexos e tem ligação com a vida social. Na perspec�va de Émile Durkheim, a sociedade a) se apresenta como uma construção feita pela dialé�ca de classes. b) existe naturalmente, sem a par�cipação humana. c) se contrapõe ao modelo apresentado por Weber, que define a sociedade como um organismo autônomo. d) é construída por fatos sociais como um organismo vivo. e) é uma construção revolucionária ao longo da História. Questão 66 - (Simulado) O Google Maps é uma plataforma desenvolvida pelo Google a par�r das informações oferecidas pelo Sistema Global de Navegação por Satélite, onde os usuários encontram mapas para visualizar rotas, es�mar a distância e o tempo de viagem entre dois pontos, encontrar estabelecimentos, entre outras opções. O recorte de um trajeto no centro de Florianópolis é uma representação cartográfica iden�ficada como a) planta urbana produzida sob escala grande. b) mapa produzido sob escala pequena. c) carta produzida sob escala média. d) anamorfose produzida sob escala grande. e) mapa hipsométrico produzido sob escala pequena. Questão 67 - (Simulado) “Creio tudo o que entendo, mas nem tudo que creio também entendo. Tudo o que compreendo conheço, mas nem tudo que creio conheço.” (Agos�nho. De Magistro. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 319. Coleção “Os Pensadores”). De acordo com o pensamento do filósofo cristão Agos�nho de Hipona, fé e razão são 28@professorferretto @prof_ferretto a) incompa�veis entre si. b) compa�veis e possuem o mesmo nível hierárquico. c) compa�veis, sendo a razão superior à fé. d) compa�veis, sendo a fé superior à razão. e) ilusões, pois não possuem validade lógica. Questão 68 - (Simulado) A par�r do século XV, um clima de inquietação intelectual e existencial pairava sobre diversas regiões da Europa. Nesse período, ocorreram dois movimentos expressivos: o Renascimento Cultural e a Reforma Protestante. Um renovou as artes e a ciência, o outro abalou a hegemonia da Igreja Católica. Um conceito fundamental do período, que se relaciona com o texto e a figura, é o a) Teocentrismo. b) Eurocentrismo. c) Patriarcalismo. d) Humanismo. e) Politeísmo. Questão 69 - (Simulado) “A indústria cultural não cessa de lograr seus consumidores quanto àquilo que está con�nuamente a lhes prometer. A promissória sobre o prazer, emi�da pelo enredo e pela encenação, é prorrogada indefinidamente: maldosamente, a promessa a que afinal se reduz o espetáculo significa que jamais chegaremos à coisa mesma, que o convidado deve se contentar com a leitura do cardápio. [...] Cada espetáculo da indústria cultural vem mais uma vez aplicar e demonstrar de maneira inequívoca a renúncia permanente que a civilização impõe às pessoas. Oferecer-lhes algo e ao mesmo tempo privá-las disso é a mesma coisa”. (ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialé�ca do esclarecimento. Trad. de Guido Antônio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. p. 130-132.) De acordo com o texto, a indústria cultural a) entregao prazer prome�do aos consumidores, por meio da encenação. b) oferece espetáculo ao público, mas o priva do alimento. c) promove uma crí�ca à civilização capitalista. d) subverte critérios mercadológicos, ao fazer promessas maldosas. e) produz consumidores, e não a cultura que promete entregar. Questão 70 - (Simulado) TEXTO I TEXTO II Expansão de cidades médias é destaque no Censo 2022 Municípios com população entre 100 mil e 500 mil habitantes �veram crescimento rela�vo superior ao de cidades grandes e capitais nos úl�mos 12 anos. h�ps://jornal.unesp.br/2023/07/07/expansao-de- cidades-medias-e-destaque-no-censo-2022/ Os textos estão relacionados a momentos dis�ntos da urbanização brasileira: a segunda metade do século XX e 29@professorferretto @prof_ferretto o contexto atual, ambos revelados pelo Censo Demográfico 2022 e iden�ficados pelos processos de a) conurbação e macrocefalia urbana. b) gentrificação e formação de macrometrópoles. c) metropolização e desmetropolização. d) arranjos populacionais e favelização. e) interiorização e inchaço urbano. Questão 71 - (Simulado) Número de mortos em terremoto no Japão sobe para 200, e mais de 1.000 seguem isolados Tremor, de magnitude 7,6, a�ngiu costa oeste do país em 1º de janeiro. Alerta de tsunami com 'grandes ondas' chegou a ser a�vado. Governo japonês mobilizou tropas de todo o país para ajudar no trabalho de reconstrução. 09/01/2024 – G1 h�ps://g1.globo.com/mundo/no�cia/2024/01/09/numero- de-mortos-em-terremoto-no-japao-sobe.ghtml Os terremotos resultam da manifestação dos agentes endógenos da geologia terrestre, no caso do Japão, a região está situada onde a dinâmica das placas tectônicas descreve um movimento orogené�co a) divergente com formação de dorsais oceânicas. b) convergente com formação de fossas oceânicas. c) transformante com formação de falhas geológicas. d) divergente com formação de ri�eamentos. e) transcorrente com formação de vulcões a�vos. Questão 72 - (Simulado) “Concebei agora, se quiserdes, que a pedra, enquanto con�nua a mover-se, saiba e pense que se esforça tanto quanto pode para con�nuar a mover-se. Seguramente, essa pedra, visto não ser consciente senão de seu esforço e não ser indiferente, acreditará ser livre e perseverar no movimento apenas porque quer. É essa a tal liberdade humana que todos se jactam de possuir e que consiste apenas em que os seres humanos são cônscios [conscientes] de seus ape�tes [desejos], mas ignorantes das causas que os determinam. É assim que uma criança crê apetecer livremente o leite; um rapazinho, se irritado, querer vingar-se, mas fugir quando in�midado.” (ESPINOSA. Carta 58. Apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e filosofias. Existência e sen�do. Belo Horizonte: Autên�ca, 2016, p. 213). O texto acima, escrito pelo filósofo Espinosa, apresenta, com relação à causa das ações dos homens, a) uma visão determinista. b) uma doutrina fundada no livre-arbítrio. c) uma abordagem esta�s�ca. d) uma ideologia liberal. e) uma síntese existencialista. Questão 73 - (Simulado) Criada durante o governo de Getúlio Vargas (1950- 1954), em um contexto de intensos debates e mobilizações associados à campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras se vinculou, naquela época, à valorização da “bandeira nacionalista”, conforme se observa no cartaz. Em relação à polí�ca econômica e ao contexto daquele período de governo Vargas, havia contradição entre a) a polí�ca desenvolvimen�sta de bens de consumo duráveis e não duráveis e os movimentos socialistas. b) as bases da reforma agrária e os interesses das ligas camponesas. c) a polí�ca nacional desenvolvimen�sta e os chamados grupos entreguistas. d) o desenvolvimen�smo e o Plano Cruzado. e) o Plano Salte e a ilegalidade do PCB. Questão 74 - (Simulado) De acordo com Max Weber, a dominação é a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato e se funda em mo�vos de submissão por parte dos dominados. Em outros termos, quando se obedece a uma ordem ou a um mandato, se reconhece como certas as razões da dominação, e ela se torna, assim, legí�ma. Existem, para Weber, três �pos 30@professorferretto @prof_ferretto puros de dominação: a tradicional, a carismá�ca e a racional-legal. A primeira tem nos costumes o princípio legí�mo de dominação; a segunda embasa sua legi�midade em dotes e qualidades pessoais; a terceira carrega a marca da impessoalidade, das leis e do pensamento racional como princípios básicos. Para Max Weber, o Estado a) é portador da dominação prá�ca e irracional. b) tem o poder legí�mo e o monopólio do uso da violência. c) é autoritário e deveria ser suprimido. d) é irracional e ilegí�mo. e) é subje�vo em relação a cada sociedade. Questão 75 - (Simulado) A dinâmica da pirâmide etária brasileira entre os censos de 2010 e 2022 revela o(a) a) aumento da taxa de natalidade. b) estabilização do crescimento populacional. c) aumento do crescimento vegeta�vo. d) redução da taxa de fecundidade. e) redução dos gastos previdenciários. Questão 76 - (Simulado) 31@professorferretto @prof_ferretto O foco recai sobre as regras eleitorais e argumentos mobilizados em contextos delibera�vos que trataram do exercício dos direitos polí�cos pelas mulheres. Argumentamos que, apesar do direito ao sufrágio ter sido concedido em 1932, a par�cipação polí�ca das mulheres casadas não foi garan�da, ficando ainda na dependência das decisões de seus maridos nas três décadas subsequentes. O direito pleno à par�cipação só foi ob�do em 1965. (Adaptado de Scielo). O gráfico e o texto representam a) a garan�a de controle do Estado. b) a superação do patriarcalismo. c) a negação aos direitos das mulheres até a atualidade. d) a superação do sufrágio feminino. e) a conquista de cidadania das mulheres. Questão 77 - (Simulado) Um aspecto importante do calvinismo é a valorização moral do trabalho e da poupança, que resulta numa situação de bem-estar social e econômico, o que poderia ser interpretado como sinal favorável de Deus à salvação do indivíduo. (Fernando Seffner. Da Reforma à Contrarreforma, 1993.) No contexto das reformas religiosas de Lutero e Calvino no século XVI, ocorreram relações entre sujeitos e classes para que as ideias começassem a ser difundidas lenta e gradualmente. Entre essas relações temos a) filósofos iluministas e clérigos agos�nianos. b) burguesia crescente e duques e nobres. c) nobreza feudal e papado. d) burguesia industrial e pequenos ducados. e) cabeças redondas e nobreza parasitária. Questão 78 - (Simulado) O fenômeno das inundações mostrado na imagem pode ser mi�gado a par�r do (a) a) construção de moradias em áreas de encostas. b) impermeabilização do solo urbano com concreto e asfalto. c) canalização de rios e córregos em áreas urbanas. d) ver�calização do espaço urbano. e) recuperação da mata ciliar e da vegetação das encostas. Questão 79 - (Simulado) “Suponha-se, agora, que esse homem adquiriu mais experiência e viveu no mundo o tempo suficiente para ter observado uma conjunção constante entre objetos ou acontecimentos familiares: qual é o resultado desta experiência? Ele infere imediatamente a existência de um objeto do aparecimento do outro. E, sem embargo, nem toda a sua experiência lhe deu qualquer ideia ou conhecimento do poder secreto pelo qual um objeto produz outro; e tampouco é levado a fazer essa inferência por qualquer processo de raciocínio. No entanto, é levado a fazê-la. (...) Há algum outro princípio que o determina a �rar essa conclusão”. (HUME, David. Inves�gação sobre o entendimento humano. Col. Os Pensadores, Abril Cultural, 1978) 32@professorferretto @prof_ferretto “O hábito é, pois, o grande guia da vida humana. É aquele princípio único que faz com que nossa experiência nos seja ú�l e nos leve a esperar, no futuro, uma sequência de acontecimentos semelhantes aos que se verificaram no passado.” (Hume, São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 146) Nos excertos do filósofo David Hume, encontra-se a tese de que é o hábito que torna nossa experiência ú�l.A par�r dessa ideia, pode-se afirmar que a) o princípio de causa e efeito possui validade absoluta. b) não há garan�a de que a regularidade observada na natureza se repe�rá no futuro. c) o conhecimento depende de ideias inatas. d) o homem é incapaz de fazer inferências a par�r da experiência. e) o hábito é um dogma da religião natural. Questão 80 - (Simulado) A par�r do governo do Presidente Juscelino Kubistchek, os camponeses entraram de vez na vida polí�ca nacional. Questões como a desigualdade campo- cidade, a reforma agrária e os direitos trabalhistas para os trabalhadores do campo passaram a fazer parte dos discursos co�dianos. Nesse processo se desenvolveram e ganharam atenção as Ligas Camponesas. A reforma agrária proposta por João Goulart a) era radical e influenciada pela revolução cubana. b) se alinhava aos interesses da URSS para revolução sul- americana. c) rompia com o capital sem promover um processo revolucionário. d) era moderada, apenas em terras improdu�vas com indenização aos proprietários. e) era revolucionária, alinhada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Questão 81 - (Simulado) Quais países fazem parte do G20, que se reúne no Brasil em 2024 20 de fevereiro de 2024 – Nexo Jornal h�ps://www.nexojornal.com.br/grafico/2024/02/20/rio- g20-2024-paises Com exceção da União Europeia e da União Africana, o G20, criado em 1999 no contexto do processo de globalização, é composto por países com destaque na(s) a) produção de fontes de energia renováveis. b) gestão polí�ca democrá�ca. c) produção industrial de bens de consumo. d) exportação de commodi�es. e) redes e fluxos do mercado mundial. Questão 82 - (Simulado) 33@professorferretto @prof_ferretto Os avanços técnicos no campo brasileiro permitem romper com as adversidades da geografia �sica para produção. No caso da produção de manga, o avanço técnico das áreas de maior destaque na produção foi o(a) a) calagem para redução da acidez do solo. b) fer�lização química para suprir a lixiviação do solo. c) terraceamento para conter processos erosivos. d) irrigação para suprir o menor índice pluviométrico. e) aragem para reduzir a compactação do solo. Questão 83 - (Simulado) “A escola exclui, como sempre, mas ela exclui agora de forma con�nuada, a todos os níveis de curso, e mantém oculto o próprio âmago daqueles que ela exclui, simplesmente marginalizando-os nas ramificações mais ou menos desvalorizadas. Esses ‘marginalizados por dentro’ estão condenados a oscilar entre a adesão maravilhada à ilusão proposta e a resignação aos seus veredictos, entre a submissão ansiosa e a revolta impotente” (BOURDIEU, P. (org.). A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 485). Segundo a perspec�va de Pierre Bourdieu, a escola a) oculta os próprios mecanismos de exclusão dos marginalizados. b) exclui as diferenças sociais, superando-as. c) homogeniza os problemas de cunho social, tornando- os irrelevantes. d) garante direitos aos marginalizados. e) supera as exclusões. Questão 84 - (Simulado) Ao considerar o modo de vida e a organização sociopolí�ca das principais cidades-estados na Grécia do século V a.C., observa-se que assembleias de cidadãos para decidirem leis, a presença de magistrados enquanto poder de garan�a das leis votadas representavam uma face do modelo polí�co ateniense. Por outro lado, a presença de uma forte aristocracia, e de anciãos pertencentes às famílias mais ricas, responsáveis pela tomada de decisões polí�cas, assim como a presença de magistrados com poder para garan�r e executar as decisões dos anciãos, representa o modo de vida polí�co espartano. Baseado no texto sobre a an�guidade clássica, pode-se afirmar que as cidades gregas, em sua totalidade, estruturavam-se baseadas em a) modelo imperial. b) democracia. c) aristocracia. d) diarquia. e) autonomia. Questão 85 - (Simulado) [...] o poder soberano, quer resida num homem, como numa monarquia, quer numa assembleia, como nos estados populares e aristocrá�cos, é o maior que é possível imaginar que os homens possam criar. E, embora seja possível imaginar muitas más consequências de um poder tão ilimitado, apesar disso as consequências da falta dele, isto é, a guerra perpétua de todos os homens com os seus vizinhos, são muito piores. (HOBBES, T. Leviatã. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988. capítulo XX, p. 127.) O poder descrito no texto está melhor representado a) nas democracias liberais. b) nas monarquias parlamentaristas. c) em Estados que adotam a tripar�ção do poder. d) nas monarquias absolu�stas. e) nas cidades-estados oligárquicas. Questão 86 - (Simulado) O paulista Manuel Ferraz de Campos Sales assumiu a presidência da república em 1898, após o fim do mandato de Prudente de Morais. Candidato das elites oligárquicas, Campos Sales procurou adotar medidas que visavam à consolidação dos interesses polí�cos dos cafeicultores. As principais ações do governo Campos Sales se concentraram na área econômica, uma vez que a crise gerada pela polí�ca do encilhamento do governo de Deodoro da Fonseca só se agravava mais. Além de uma inflação em níveis al�ssimos e uma desvalorização cada vez maior da moeda, o preço do café, principal produto brasileiro, estava em constante declínio no mercado internacional. Campos Sales procurou renegociar a dívida externa com os ingleses, maiores credores do Brasil na época. De fato, a Inglaterra aceitou a suspensão temporária do pagamento de juros da dívida e a concessão de dez milhões de libras em troca de uma série de medidas de austeridade: combate à inflação, valorização da moeda e corte de gastos. A Primeira República, especificamente o poder das oligarquias, era caracterizada 34@professorferretto @prof_ferretto a) por um sistema eleitoral frágil devido à ausência da Jus�ça Eleitoral. b) por um modelo de industrialização com êxodo rural. c) pela centralização polí�co-administra�va do chefe de governo, em relação aos estados. d) pelo sistema popular de reforma agrária. e) pelo sufrágio direto, secreto e universal. Questão 87 - (Simulado) Estados Unidos quadruplicam o imposto de importação de carros elétricos da China 14/05/2024 – G1 – Jornal Nacional O governo dos Estados Unidos decidiu aumentar os impostos de importação para produtos da China. As tarifas sobre carros elétricos chineses vão quadruplicar: de 25% para 100%. As taxas sobre chips e células solares vão dobrar. Aço e alumínio terão tarifas de 25%. (...) Os Estados Unidos vinham de uma época em que defendiam o livre mercado com unhas e dentes – derrubando tarifas. Agora, para enfrentar a China, tanto Donald Trump, do Par�do Republicano, como Joe Biden, do Par�do Democrata, adotam a estratégia de protecionismo. h�ps://g1.globo.com/jornal- nacional/no�cia/2024/05/14/estados-unidos- quadruplicam-o-imposto-de-importacao-de-carros- eletricos-da-china.ghtml Na década de 1980, os Estados Unidos foram um dos países precursores da polí�ca econômica que conflita com o exposto no texto, reconhecida como a) keynesianismo. b) desenvolvimen�smo. c) neoliberalismo. d) mercan�lismo. e) liberalismo. Questão 88 - (Simulado) “(...) Em fevereiro, padre Júlio marretou os blocos de paralelepípedos instalados pela gestão do então prefeito Bruno Covas (PSDB) na parte inferior de viadutos na Zona Leste da capital. Os blocos inibiam a presença de pessoas em situação de rua para passar a noite.” (Adaptado de G1) A imagem e o texto tratam de dois assuntos que tomam cada vez mais os no�ciários, que são a) urbanização e higienização. b) sanitarismo e profilaxia. c) aporofobia e arquitetura hos�l. d) xenofobia e modernização. e) racismo estrutural e moralização de costumes. Questão 89 - (Simulado) “No Vietnã, o Exército dos EUA travou duas guerras: uma contra o VietCong e outra contra a natureza. Nesta, os militares americanos usaram milhões de litros de herbicidas contra a selva onde se escondiam os comunistas e as plantações de arroz que os alimentavam. O herbicidamais usado foi o agente laranja. Uma revisão de diversos estudos mostra que, 50 anos depois que as forças dos EUA pararam de pulverizá-lo, ainda há restos altamente tóxicos desse desfolhante no solo e em sedimentos, por onde entram na cadeia alimentar”. El País Brasil, 2019. Adaptado. A u�lização do agente laranja durante a Guerra do Vietnã exemplifica uma estratégia militar que: 35@professorferretto @prof_ferretto a) priorizava o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para minimizar o impacto ambiental. b) buscava proteger a saúde das populações civis por meio do controle de doenças transmi�das por insetos. c) �nha como obje�vo principal garan�r a segurança das fronteiras dos Estados Unidos com o Vietnã. d) u�lizava tá�cas de guerra química para eliminar recursos essenciais aos combatentes inimigos. e) u�lizava a cooperação internacional visando à resolução pacífica de conflitos territoriais. Questão 90 - (Simulado) A Pales�na tem, desde 2012, o status de “Estado observador não membro” da ONU, o que não garante seu reconhecimento como um estado-nação ou um país membro da organização. Um dos elementos na cons�tuição de um estado-nação, cujo reconhecimento é dificultado pela atual ocupação militar de Israel na Faixa de Gaza, ocorrido em 2024, e pelos assentamentos israelenses na Cisjordânia, existentes desde a Guerra dos Seis Dias (1967), é a a) iden�dade nacional. b) organização polí�ca governamental. c) soberania sobre o território. d) representa�vidade internacional. e) estabilidade econômica. Questão 91 - (Simulado) A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle e outras não. Só depois de aceitar essa regra fundamental e aprender a dis�nguir entre o que podemos e o que não podemos controlar é que a tranquilidade interior e a eficácia tornam-se possíveis. Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que de fato lhe compete e tenha sempre em mente que aquilo que pertence aos outros é problema deles, e não seu. Se agir assim, estará imune a coações e ninguém o poderá reprimir. Será verdadeiramente livre e eficiente em suas ações, pois seus esforços serão canalizados para boas a�vidades, e não desperdiçados em crí�cas ou confronto com outras pessoas. (Adaptado de: EPICTETO. A arte de viver/Epicteto: uma nova interpretação de Sharon Lebell. Tradução de: Maria Luiza Newlands da Silveira. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.21-23.) Com base no texto acima e no estoicismo do filósofo Epicteto (55 d.C. – 135 d.C.), a felicidade deriva a) da polí�ca, única a�vidade capaz de alcançar o bem comum. b) do livre-arbítrio, que torna os homens inteiramente responsáveis por suas ações. c) da fé, pois a graça divina é o único caminho para a salvação. d) da glória pública, ob�da pela eloquência dos discursos. e) da apa�a, por meio do domínio e controle das emoções. Questão 92 - (Simulado) Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), 40% dos refugiados têm menos de 18 anos. Dentre os fatores que jus�ficam o maior percentual de jovens entre os refugiados está o fato de que a maioria dos países de origem apresentam a) elevada taxa de natalidade. b) restrições à migração de adultos e de idosos. c) elevado índice de desenvolvimento humano. d) baixo crescimento vegeta�vo. e) polí�cas de es�mulo à migração de jovens. Questão 93 - (Simulado) 36@professorferretto @prof_ferretto A cidade de Paris está situada no fuso horário de GMT +1 (15º E) e, durante os Jogos Olímpicos, a cidade adotou o horário de verão. Para assis�r aos Jogos Olímpicos, um grupo de turistas saiu de São Paulo (45ºW) às 9 horas local do dia 24 de julho e chegou a Paris, após 12 horas de voo, às a) 02 horas do dia 25 de julho. b) 01 hora do dia 25 de julho. c) 23 horas do dia 24 de julho. d) 02 horas do dia 24 de julho. e) 22 horas do dia 25 de julho. Questão 94 - (Simulado) “A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador e Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral Decretou, e ela Sancionou a Lei seguinte: Art. 1º Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados de condição livre. § 1º Os ditos filhos menores ficarão sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado indenização de 600 mil réis, ou de u�lizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos." (redação atualizada) (Disponível em: h�p://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/lim/lim2040.htm.) A Lei do Ventre Livre, promulgada em 1871 no Brasil, representou um marco legisla�vo porque: a) aboliu imediatamente a escravidão em todo o território nacional, proporcionando liberdade irrestrita aos filhos de escravizadas. b) concedeu liberdade aos filhos de mulheres escravizadas nascidos a par�r da data de sua promulgação, porém mantendo-os sob a tutela de seus senhores até os oito anos de idade. c) foi a primeira lei no mundo a reconhecer direitos civis plenos aos filhos de escravizadas, independentemente de qualquer compensação aos senhores. d) estabeleceu uma polí�ca de incen�vos econômicos para os senhores que libertassem os filhos menores de oito anos de mulheres escravizadas. e) estabeleceu que os filhos de mulheres escravizadas, nascidos após a lei, fossem automa�camente incorporados às forças armadas brasileiras. Questão 95 - (Simulado) “Nas fábricas onde a disciplina do operariado era mais urgente, descobriu-se que era mais conveniente empregar as dóceis (e mais baratas) mulheres e crianças: de todos os trabalhadores nos engenhos de algodão ingleses em 1834-47, cerca de um quarto eram homens adultos, mais da metade era de mulheres e meninas, e o restante de rapazes abaixo dos 18 anos”. HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003, p. 58. O trecho acima, sobre o processo de Revolução Industrial, aborda os seguintes assuntos: a) exploração dos trabalhadores e ausência de legislação. b) bem-estar social e mecanização do trabalho. c) divisão internacional do trabalho e exploração. d) mais-valia e nacionalização dos meios de produção. e) fordismo e maquinofatura. 37@professorferretto @prof_ferrettoHow did it go? Shel Silverstein . Acesso em: 29 ago. 2006. Vocabulário: caterpillar: lagarta starling: pássaro europeu cricket: grilo O uso reiterado do advérbio “Once” passa a ideia de que 4@professorferretto @prof_ferretto a) o autor não fala mais a língua das flores. b) os animais citados estão ex�ntos. c) a natureza perdeu a capacidade de comunicação verbal. d) as perguntas dos grilos nunca foram respondidas. e) o autor foi uma flor na vida passada. Questão 11 - (Simulado) Em entrevista à revista Info Exame, o pesquisador Don Tapsco�, autor que estuda o fenômeno da Geração Net, quando perguntado acerca do aumento do desnível entre quem tem acesso à tecnologia e quem não tem, respondeu que “O divisor digital é um problema, mas está melhorando. Nos países mais desenvolvidos, como os do G20 (grupo que inclui o Brasil), o acesso a ferramentas digitais não é terrivelmente caro para a maioria da população. Obviamente, há famílias que têm dificuldades até para se alimentar. Assim, a experiência de bibliotecas ou centros comunitários com acesso livre à Internet é importante”. INFO Exame. Para quem vive de tecnologia. São Paulo: Ed. Abril, n.º 274, dez. 2008, p. 53. (fragmento). A liberdade de acesso à Internet está relacionada ao acesso aos saberes gerados pela sociedade. Diante do exposto pelo autor, infere-se que a) a era digital não é um problema; na sua integridade, os produtos disponíveis na Web funcionam como maneiras de facilitação da informação, independentemente de se tratar de países desenvolvidos ou não desenvolvidos. b) é necessária a experiência de bibliotecas e centros comunitários com acesso livre à internet, embora o entrave representado pelo divisor digital esteja melhorando. c) nos países não desenvolvidos e também nos países desenvolvidos o acesso às ferramentas digitais é de baixo custo para a maioria das pessoas. d) o acesso às ferramentas digitais deve ser priorizado até pelas famílias que têm dificuldades para se alimentar. e) os formatos de acesso às ferramentas digitais, no Brasil, são “terrivelmente caros” para a maioria da população. Questão 12 - (Simulado) Mudança NA PLANÍCIE avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes �nham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da ca�nga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a �racolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. Disponível em: h�ps://universosdepapellivros.wordpress.com/por�olio/ leia-agora-um-trecho-de-vidas-secas-graciliano-ramos/ Para se entender o trecho como uma unidade de sen�do, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é, muitas vezes, construída pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é: a) “NA PLANÍCIE avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes.” b) “Os infelizes �nham caminhado o dia inteiro (...)” c) “(...) a viagem progredira bem três léguas.” d) “Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo (...)” e) “Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram- se.” Questão 13 - (Simulado) Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos – e, antes de começar, digo os mo�vos por que silenciei e por que me decido. Não conservo notas: algumas que tomei foram inu�lizadas e, assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada dia mais di�cil, quase impossível, redigir esta narra�va. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modés�a, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de u�lizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repe�ndo palavras contestáveis e obliteradas? RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 2000, v.1, p. 33. Considerando o seu contexto literário, social e histórico, esse fragmento da obra Memórias do Cárcere, do autor 5@professorferretto @prof_ferretto alagoano Graciliano Ramos, a) inaugura a ficção psicológica que caracteriza a produção romanesca do modernismo da década de 30 do século XX. b) foca, de modo lírico, teses socialistas, o que faz do romance de Graciliano Ramos um texto panfletário e essencialmente ideológico. c) é marcado pelo traço regionalista pitoresco e român�co, que é retomado pelo autor em pleno modernismo. d) mostra, em linguagem concisa e lapidada, a tensão entre o eu do escritor e o contexto que o compõe. e) configura-se como uma narra�va de linguagem hermé�ca e sintaxe complexa, de di�cil leitura. Questão 14 - (Simulado) A FLOR E A NÁUSEA […] Crimes da terra, como perdoá-los? Tomei parte em muitos, outros escondi. Alguns achei belos, foram publicados. Crimes suaves, que ajudam a viver. Ração diária de erro, distribuída em casa. Os ferozes padeiros do mal. Os ferozes leiteiros do mal. Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima. […] ANDRADE, Carlos Drummond de. A flor e a náusea. A Rosa do Povo. In: Reunião: 10 livros de poesia. 5. ed. Rio de Janeiro: José Olympio,1973. p. 78.” Disponível em: h�p://banco.agenciaoglobo.com.br/ Pages/DetalheDaImagem/ ?idimagem=28314 A foto mostra o aspecto da estátua de Carlos Drummond de Andrade, localizada na cidade do Rio de Janeiro, com destaque para os óculos danificados do monumento, em decorrência de atos de vandalismo e dano ao patrimônio público. No trecho do poema “A flor e a náusea”, por sua vez, o eu lírico pergunta-se como se podem perdoar os “crimes da terra” e divaga sobre crimes diversos daquele de que sua estátua, muitos anos mais tarde, seria alvo. Relacionando imagem e texto — a foto como denúncia e defesa do patrimônio ar�s�co e cultural, do qual fazem parte tanto a escultura quanto a poesia, e o poema como uma forma de dar “a poucos uma esperança mínima” — é possível afirmar que a) a a�tude de vândalos diante da imagem do poeta certamente seria perdoada por ele, já que se trata de um “crime suave”, considerando que o eu lírico afirma: “Tomei parte em muitos, outros escondi”. b) a a�vidade do poeta de escrever pode tomar temas diversos, como crimes ou erros co�dianos e, por meio da arte literária, torná-los belos. Dessa forma, tanto o poeta quanto o fotógrafo transformam o mal em esperança. c) os crimes, os erros e o ódio são elementos defendidos por Drummond, pois sem eles o poeta não se salvaria, tendo em vista que ele tomou parte em diversos crimes quando menino, o que lhe rendeu o apelido de anarquista. d) o crime ilustrado na foto e os “Crimes suaves, que ajudam a viver” podem ser interpretados da mesma maneira, mas nem por isso serão facilmente perdoados, tendo em vista a denúncia registrada no poema e na foto. e) o eu lírico, convencido de que o ódio é o melhor de si, por meio do verso “Pôr fogo em tudo, inclusive em mim”, reforça que teria a�tude semelhante, destruindo uma estátua com a qual não concorda e que não o representa. Questão 15 - (Simulado) Os poemas Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam voo comode um alçapão. Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em �... QUINTANA, Mário. Antologia Poé�ca. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2001, p. 104. 6@professorferretto @prof_ferretto O poema indica suges�vamente o leitor como parte fundamental no processo de construção de sen�do da poesia. O verso que melhor representa essa tese é a) “Os poemas são pássaros que chegam”. b) “Quando fechas o livro, eles alçam voo”. c) “Eles não têm pouso”. d) “E olhas, então, essas tuas mãos vazias,”. e) “que o alimento deles já estava em �...”. Questão 16 - (Simulado) As artes plás�cas refletem a forma de ver e encarar o mundo de cada sociedade em seu dado tempo. O Renascimento, por exemplo, representou uma valorização de aspectos culturais e humanos, voltando- se, essencialmente, para os modelos clássicos greco- romanos. Em contrapar�da, há registros de pintores que, fugindo de moldes clássicos, fizeram uma arte desestabilizadora, que seria supervalorizada tempos depois. A obra que representa essa inovação de técnica e de conteúdo é a) b) c) 7@professorferretto @prof_ferretto d) e) Questão 17 - (Simulado) Em 1826, o pintor francês Jean-Bap�ste Debret, em uma das mais expressivas obras que pintou no Rio de Janeiro, O escravo do naturalista, registrou a par�cipação dos escravos e auxiliares locais no trabalho de campo dos naturalistas estrangeiros que, a par�r do início do século 19, percorreram várias partes do Brasil. A contribuição das culturas na�vas para o conhecimento cien�fico adquirido ou construído pelos naturalistas quase sempre tem sido desconsiderada pelos historiadores da ciência. A atenção destes é dirigida para as observações e teorias daqueles, seus instrumentos e métodos de trabalho e para as influências polí�cas, filosóficas e econômicas em suas obras, com frequência, eles descrevem as populações locais como iletradas e ignorantes; porém, delas dependia, em boa medida, o êxito das expedições dos naturalistas. Em muitos trechos de seus relatos, cien�stas como Alfred Wallace, Henry Bates e Louis Agassiz descrevem como os habitantes locais contribuíram com conhecimentos para o seu trabalho. Havia, é claro, o previsível apoio logís�co e de infraestrutura, tais como o fornecimento de alimentos, meios de transporte e outros recursos materiais, bem como sua presença como guias, carregadores, intérpretes e companhia pessoal. Muitas vezes, porém – e é esse ponto que nos interessa –, verifica-se também, por parte de indivíduos e comunicantes locais, a transmissão de conhecimentos ob�dos com a longa experiência na floresta. Esses conteúdos viriam a ser sistema�zados pelos naturalistas, deputados dentro da visão cien�fica predominante e incorporados ao cabedal cien�fico universal. (Adaptado de. MOREIRA, Ildeu de Castro. O escravo do naturalista. Ciência Hoje, v. 31, n. 184, jul.2002.) Considerando-se as operações de retomada de informações do texto, há interdependência entre as expressões a) “Jean-Bap�ste Debret” e “O escravo do naturalista”. b) “Rio de Janeiro” e “início do século 19”. c) “naturalistas” e “daqueles”. d) “eles” e “os habitantes locais”. e) “indivíduos” e “naturalistas”. Questão 18 - (Simulado) A BIBLIOTECA DE BABEL […] A escrita metódica me distrai da presente condição dos homens. A certeza de que tudo está escrito nos anula ou faz de nós fantasmas. Conheço distritos em que os jovens se prosternam diante dos livros e beijam com barbárie as páginas, mas não sabem decifrar uma única letra. As epidemias, as discórdias heré�cas, as peregrinações que inevitavelmente degeneram em bandi�smo, dizimaram a população. Creio ter mencionado os suicídios, cada ano mais frequentes. Talvez a velhice e o medo me enganem, mas suspeito que a espécie humana – a única – está em vias de ex�nção e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, 8@professorferretto @prof_ferretto perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inú�l, incorrup�vel, secreta. Acabo de escrever infinita. Não introduzi esse adje�vo por hábito retórico; digo que não é ilógico pensar que o mundo é infinito. Os que o julgam limitado postulam que em lugares remotos os corredores e escadas e hexágonos podem inconcebivelmente cessar – o que é absurdo. Os que o imaginam sem limites esquecem que não é ilimitado o número possível de livros. Eu me atrevo a insinuar esta solução do an�go problema: “A Biblioteca é ilimitada e periódica”. Se um viajante eterno a atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao cabo de séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, repe�da, seria uma ordem: a Ordem). Minha solidão se alegra com essa elegante esperança. […] BORGES, Jorge Luis. A biblioteca de Babel. In: Ficções. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 78-79. O conto "A biblioteca de Babel", do escritor argen�no Jorge Luis Borges, trata, por meio da alegoria de uma biblioteca que con�vesse todos os livros, da relação entre o desejo infinito do homem por conhecimento e sua condição finita. Nesse caso, o uso do gênero conto permite ao autor a) apresentar um pequeno relato fantasioso dos conflitos de uma personagem fic�cia. b) construir um enredo breve, u�lizando-se de relatos pessoais e co�dianos. c) criar uma narra�va breve e fantás�ca em que realidade e imaginário se misturam. d) desenvolver um relato sucinto e imagé�co sobre o sen�do da biblioteca. e) realizar uma crí�ca social das consequências da busca humana por conhecimento. Questão 19 - (Simulado) A transparência na administração pública tem um lado posi�vo, ao permi�r o acompanhamento das ações e das despesas dos governos por parte dos cidadãos. Por outro lado, a divulgação indiscriminada de informações, especialmente associadas a indivíduos, pode levar a maledicências, chantagens e exposição da privacidade em aspectos irrelevantes para o interesse público. Levando-se em conta as informações apresentadas, sustenta-se a divulgação de dados referentes aos indivíduos quando a) exis�r alguma suspeita sobre alguém, já que “quem não deve não teme”. b) o indivíduo �ver come�do algum ato socialmente ques�onável, mesmo que não seja ilegal. c) se tratar de uma personalidade pública, como agente do Estado, um ator famoso ou um grande espor�sta. d) a pessoa es�ver associada com indivíduos sob suspeita, já que ela pode estar envolvida no mesmo �po de irregularidade. e) houver envolvimento de dinheiro público, associando- se claramente o valor e o propósito desses recursos. Questão 20 - (Simulado) Linhas tortas Há uma literatura an�pá�ca e insincera que só usa expressões corretas, só se ocupa de coisas agradáveis, não se molha em dias de inverno e por isso ignora que há pessoas que não podem comprar capas de borracha. Quando a chuva aparece, essa literatura fica em casa, bem aquecida, com as portas fechadas. [...] Acha que tudo está direito, que o Brasil é um mundo e que somos felizes. [...] Ora, não é verdade que tudo vá tão bem [...]. Nos algodoais e nos canaviais do Nordeste, nas plantações de cacau e de café, nas cidadezinhas decadentes do interior, nas fábricas, nas casas de cômodos, nos pros�bulos, há milhões de criaturas que andam aperreadas. [...] Os escritores atuais foram estudar o subúrbio, a fábrica, o engenho, a prisão da roça, o colégio do professor mambembe. Para isso resignaram-se a abandonar o asfalto e o café, [...] �veram a coragem de falar errado como toda gente, sem dicionário, sem gramá�cas, sem manual de retórica. Ouviram gritos, palavrões e meteram tudo nos livros que escreveram. RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. 8.ª ed. São Paulo: Record, 1980, p. 92/3. A tese defendida pelo autor 9@professorferretto @prof_ferretto a) condena comportamentos de escritores que usam tudo em seus livros: palavrões, palavras erradas e gritos. b) evoca as inverdades que os autores atuais construíram ao fazer um nacionalismo inócuo das culturas nacionais e internacionais.c) hipervaloriza uma literatura que resgate os aspectos psicológico, simbólico e imaginário dos personagens nacionais. d) iden�fica o perigo de se construir uma literatura engajada que busque na realidade social sua inspiração e seu es�mulo. e) reconhece o valor de uma literatura que resgate nossa realidade social e que reforce a construção iden�tária de uma memória nacional. Questão 21 - (Simulado) A coesão textual está relacionada às palavras e às frases que compõem um texto. Esses componentes devem estar conectados entre si por meio de dependências de ordem grama�cal, como podemos perceber no trecho a) “Tome, pensei em ficar com o troco (...)”, em que os verbos destacados indicam coesão pela elipse de um mesmo sujeito. b) “(...) mas não consegui”, em que a conjunção destacada estabelece uma relação de concessão com a oração anterior. c) “e tudo por causa do maldito inquilino (...), em que o pronome destacado tem função catafórica, já que será explicado posteriormente. d) “(...) que começou a dizer (...)”, em que o pronome destacado tem uma natureza anafórica e inicia uma oração de natureza adje�va. e) “(...) que não se faz (...)”, em que a conjunção destacada retoma o verbo “dizer”, mantendo uma relação de dependência sintá�ca. Questão 22 - (Simulado) Co�diano Chico Buarque Todo dia ela faz tudo sempre igual Me sacode às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café Todo dia eu só penso em poder parar Meio-dia eu só penso em dizer não Depois penso na vida pra levar E me calo com a boca de feijão Seis da tarde como era de se esperar Ela pega e me espera no portão Diz que está muito louca pra beijar E me beija com a boca de paixão Toda noite ela diz pra eu não me afastar Meia-noite ela jura eterno amor E me aperta pra eu quase sufocar E me morde com a boca de pavor Disponível em: h�ps://www.letras.mus.br/chico- buarque/82001/ Valor semân�co é a significação ou o sen�do que uma palavra, frase ou texto carrega em um determinado contexto. O trecho que traz um termo destacado com valor semân�co de instrumento é a) Me sacode às seis horas da manhã b) Diz que está me esperando pro jantar c) E me calo com a boca de feijão d) Seis da tarde como era de se esperar e) E me morde com a boca de pavor Questão 23 - (Simulado) TEXTO I José de Anchieta fazia parte da Companhia de Jesus, veio ao Brasil aos 19 anos para catequizar a população das primeiras cidades brasileiras e, como instrumento de trabalho, escreveu manuais, poemas e peças teatrais. TEXTO II Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosque e não se vê em todo ano árvore nem erva seca. Os arvoredos se vão às nuvens de admirável altura e grossura e variedade de espécies. Muitos dão bons frutos e o que lhes dá graça 10@professorferretto @prof_ferretto é que há neles muitos passarinhos de grande formosura e variedades e em seu canto não dão vantagem aos rouxinóis, pintassilgos, colorinos e canários de Portugal e fazem uma harmonia quando um homem vai por este caminho, que é para louvar o Senhor, e os bosques são tão frescos que os lindos e ar�ficiais de Portugal ficam muito abaixo. ANCHIETA, José de. Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões do Padre Joseph de Anchieta. Rio de Janeiro: S.J., 1933, 430-31 p. A atenta leitura dos excertos atesta a preocupação do jesuíta com o enaltecimento da religiosidade. No texto 2, o autor exalta, ainda, a exuberância da fauna e da flora nacionais por meio do(a) a) uso da primeira pessoa para narrar a história de pássaros e de bosques brasileiros, comparando-os aos de Portugal. b) criação de procedimentos �picos do discurso argumenta�vo para defender a beleza dos pássaros e dos bosques de Portugal. c) descrição de elementos que valorizam o aspecto natural dos bosques brasileiros, a variedade e o encanto dos pássaros do Brasil. d) u�lização de marcadores de cena do gênero dramá�co para evidenciar a frescura dos bosques brasileiros e a beleza dos rouxinóis. e) uso tanto de caracterís�cas da narração quanto do discurso argumenta�vo para convencer o leitor da superioridade de Portugal em relação ao Brasil. Questão 24 - (Simulado) Ex-bbb e influenciador Nego Di, suspeito de estelionato, é transferido para presídio no RS Dilson Alves da Silva Neto par�cipou do Big Brother Brasil em 2021 e causou mais de R$ 5 milhões de prejuízo a clientes; ele vendia produtos por um preço abaixo do mercado e não os entregava 15/07/2024 às 07:42 Talyssa Lima O humorista e influenciador Nego Di, preso nesse domingo (14), em Santa Catarina, foi levado sob custódia para o Rio Grande do Sul, onde ocorre o processo em que é acusado de estelionato. As inves�gações a par�r de agora está entrando em uma nova fase, de ‘aprofundar a questão patrimonial’, de acordo com o Chefe da Polícia do RS, Delegado Fernando Sodré. “Verificar a questão da lavagem de dinheiro, algum �po de bem patrimonial, crime patrimonial envolvido”, detalha Sodré, ao g1. Ainda conforme a PC, o prejuízo das 370 ví�mas no esquema liderado pelo humorista Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, ultrapassa a casa dos R$ 5 milhões de reais. O humorista chegou a Porto Alegre no domingo (14), após ser preso preven�vamente pela Polícia Civil do RS na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina. Na úl�ma sexta (12), ele havia sido alvo de uma operação do Ministério Público por suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo Sodré, o humorista foi direcionado para a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). Dilson Alves da Silva Neto, mais conhecido como Nego Di, par�cipou do Big Brother Brasil (BBB) em 2021. Ele entrou como integrante do grupo Camarote, pois já trabalhava como influenciador digital e comediante, e foi o terceiro eliminado do programa, com 98,76%. O trabalho nas redes sociais iniciou após o reality, quando o ex-bbb promoveu rifas, divulgando no regulamento que “quem comprar mais números” ganha o prêmio. Nego Di já sofreu sanções da Jus�ça do Rio Grande do Sul por divulgação de fake news em seus perfis nas redes sociais. Em decisão em maio deste ano, o Tribunal de Jus�ça (TJ), ele teve que apagar publicações sobre as enchentes. (...) A Polícia Civil afirma que tentou por diversas vezes in�mar Nego Di para prestar esclarecimentos, mas ele nunca foi encontrado. Antes da prisão, Nego Di se manifestou na sua conta de X, o an�go Twi�er. “Estávamos preparados para o que aconteceu ontem [sexta]. Nós sabíamos que iria acontecer mais cedo ou mais tarde, e todo mundo sabe o porquê do que aconteceu ontem”, escreveu ele. h�ps://www.ita�aia.com.br/brasil/2024/07/15/ex-bbb-e- influenciador-nego-di-suspeito-de-estelionato-e- transferido-para-presidio-no-rs Sobre os aspectos grama�cais do texto, é correto afirmar que, no trecho 11@professorferretto @prof_ferretto a) “(...) ele vendia produtos por um preço abaixo do mercado e não os entregava”, a conjunção traz ideia de oposição. b) “As inves�gações a par�r de agora está entrando em uma nova fase (...)”, verifica-se um caso específico de concordância que permite o verbo no singular. c) “após ser preso preven�vamente pela Polícia Civil do RS na praia de Jurerê Internacional (...)”, verifica-se uma oração que traz valor semân�co de causa. d) Segundo Sodré, o humorista foi direcionado para a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).”, as preposições “segundo” e “para” trazem valores semân�cos semelhantes. e) “(...) e todo mundo sabe o porquê do que aconteceu ontem(...)”, o termo “porquê”, poderia, de acordo com a norma-padrão, ser u�lizado sem o acento circunflexo. Questão 25 - (Simulado) Nos balões do 1.º e do 3.º quadrinhos, notam-se caracterís�cas que demonstram a intenção do cartunista em adotar uma 12@professorferretto @prof_ferretto a) linguagem padrão na fala de Ataliba e do cien�sta, de acordo com as regras grama�cais do português culto. b) linguagem rebuscadamenteformal na fala do cien�sta, com emprego de termos técnicos de sua área de pesquisa cons�tuindo a variação diastrá�ca. c) variante regional ou diatópica na fala de um dos clones, �pica da região brasileira em que os meninos nasceram e foram criados. d) linguagem coloquial na fala dos dois personagens, sem preocupação com as normas da língua, obje�vando uma comunicação mais eficaz. e) variação de registro ou diafásica, para dis�nguir o discurso do cien�sta da fala dos garotos, pois são personagens de gerações diferentes, em situações comunica�vas dis�ntas. Questão 26 - (Simulado) TEXTO I Em português, não há dúvida: a literatura é o conjunto das produções feitas com base na criação de um es�lo que é finalidade de si mesmo e não instrumento para demonstração ou exposição. Mais restritamente, é o conjunto de obras em es�lo literário que manifestam o intuito de criar um objeto expressivo, fic�cio na maior parte. CANDIDO, Antonio. Introdução. O estudo analí�co do poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004. p. 18. TEXTO II […] Na medida em que a arte é […] um sistema simbólico de comunicação inter-humana, ela pressupõe o jogo permanente de relações entre os três [a obra, o autor e o público], que formam uma tríade indissolúvel. O público dá sen�do e realidade à obra, e sem ele o autor não se realiza, pois ele é de certo modo o espelho que reflete a sua imagem enquanto criador. Os ar�stas incompreendidos, ou desconhecidos em seu tempo, passam realmente a viver quando a posteridade define afinal o seu valor. Deste modo, o público é fator de ligação entre o autor e a sua própria obra. A obra, por sua vez, vincula o autor ao público, pois o interesse deste é inicialmente por ela, só se estendendo à personalidade que a produziu depois de estabelecido aquele contacto [sic] indispensável. Assim, à série autor-público-obra, junta-se outra: autor-obra-público. Mas o autor, do seu lado, é intermediário entre a obra, que criou, e o público, a que se dirige; é o agente que desencadeia o processo, definindo uma terceira série intera�va: obra-autor- público. […] CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: Estudos de teoria e história literária. 10. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2008. p. 47-48. O texto I apresenta uma definição de literatura, ao passo que o texto II coloca a obra de arte, o autor e o leitor como fatores de um sistema interdependente. Tendo em vista esses conceitos, pode-se considerar que a literatura a) é uma forma de arte eli�sta, feita por poucos e para poucos, pois procura privilegiar um círculo pequeno, limitado pelo autor que escreve e seu leitor alvo. b) abrange toda e qualquer forma de expressão, ar�s�ca ou não, em linguagem denota�va ou conota�va, produzida verbal ou visualmente, para um público ilimitado. c) possui um papel humanís�co intrínseco, pois é produzida por autores que têm em vista um público, sem desconsiderar as obras e os autores que os precederam. d) depende mais do autor do que do público e das demais obras que a compõem, pois, para que se realize, basta que alguém a escreva para que um leitor qualquer a leia. e) ao contrário do sistema obra-autor-público, independe de outros elementos externos, como a época e o meio social, e não tem nenhuma função delimitada. Questão 27 - (Simulado) FIGURA 1 FIGURA 2 13@professorferretto @prof_ferretto FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 A arte musical desempenha diversas funções na sociedade: educar, entreter, louvar, dominar, seduzir, entre outras. Considerando o trabalho do ar�sta em seu meio cultural, é correto afirmar que a figura a) 3 apresenta uma situação em que a música é usada com fins terapêu�cos. b) 1 retrata um contexto que ilustra o poder do som produzido por um ser dominando outro ser. c) 2 mostra a música em um contexto de exaltação espiritual. d) 4 ilustra uma a�vidade mundana que envolve a música. e) 5 traz um grupo desempenhando uma a�vidade profissional. Questão 28 - (Simulado) Terça-feira, dia 23 de abril Eu e Luisinha es�vemos conversando que foi preciso mamãe adoecer para reconhecermos a maldade nossa com Siá Ri�nha. Todos nós �nhamos uma birra dela tão grande, que quando a víamos chegar já corríamos para a cozinha para pôr a vassoura virada atrás da porta, e púnhamos também sal no fogo para ela não demorar. A nossa raiva toda era por ela vir sempre mexericar e dizer a mamãe que não nos deixasse brincar de correr com as nossas colegas pretas. Pois se nós sentamos na aula com as pretas, por que não podíamos correr na rua? Foi bem bom mamãe ter sido boa para ela. Agora ela tem sido tão boa para mamãe, que eu a olho e fico mesmo admirada de como eu a achava tão horrorosa. […] MORLEY, Helena. Minha vida de menina. São Paulo: Companhia de Bolso, 2017. O excerto compõe a obra "Minha vida de menina", a publicação do diário ín�mo de uma adolescente que viveu em Diaman�na, Minas Gerais, no fim do século XIX, pouco tempo depois da abolição da escravatura e da Proclamação da República. Traços da personalidade da adolescente ficam claros ao longo do texto, entre eles, a a) falta de confiança em elementos da sabedoria popular. b) an�pa�a por pessoas que haviam tratado mal sua mãe. c) natureza ques�onadora acerca da mentalidade da época. d) adesão a ideias vastamente disseminadas em seu meio. e) reprodução de discursos que lhe eram contemporâneos. Questão 29 - (Simulado) Apesar da ciência, ainda é possível acreditar no sopro divino – o momento em que o Criador deu vida até ao 14@professorferretto @prof_ferretto mais insignificante dos micro-organismos? Resposta de Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, nomeado pelo papa Bento XVI em 2007: “Claro que sim. Estaremos falando sempre que, em algum momento, começou a exis�r algo, para poder evoluir em seguida. O ato do criador precede a possibilidade de evolução: só evolui algo que existe. Do nada, nada surge e evolui.” LIMA, Eduardo. Testemunha de Deus. SuperInteressante, São Paulo, n. 263-A, p. 9, mar. 2009 (com adaptações). Resposta de Daniel Dennet, filósofo americano ateu e evolucionista radical, formado em Harvard e Doutor por Oxford: “É claro que é possível, assim como se pode acreditar que um super-homem veio para a Terra há 530 milhões de anos e ajustou o DNA da fauna cambriana, provocando a explosão da vida daquele período. Mas não há razão para crer em fantasias desse �po.” LIMA, Eduardo. Advogado do Diabo. SuperInteressante, São Paulo, n. 263-A, p. 11, mar. 2009 (com adaptações). Os dois entrevistados responderam a questões idên�cas, e as respostas a uma delas foram reproduzidas aqui. Tais respostas revelam opiniões opostas: um defende a existência de Deus e o outro não concorda com isso. Para defender seu ponto de vista, a) o religioso ataca a ciência, desqualificando a Teoria da Evolução, e o ateu apresenta comprovações cien�ficas dessa teoria para derrubar a ideia de que Deus existe. b) Scherer impõe sua opinião, pela expressão “claro que sim”, por se considerar autoridade competente para definir o assunto, enquanto Denne� expressa dúvida, com expressões como “é possível”, assumindo não ter opinião formada. c) o arcebispo cri�ca a teoria do Design Inteligente, pondo em dúvida a existência de Deus, e o ateu argumenta com base no fato de que algo só pode evoluir se, antes, exis�r. d) o arcebispo usa uma lacuna da ciência para defender a existência de Deus, enquanto o filósofo faz uma ironia, sugerindo que qualquer coisa inventada poderia preencher essa lacuna. e) o filósofo u�liza dados históricos em sua argumentação, ao afirmar que a crença em Deus é algo primi�vo, criado na época cambriana, enquanto o religioso baseia sua argumentação no fato de que algumas coisas podem “surgir do nada”. Questão 30 - (Simulado) Poesia [Alguma poesia] Carlos Drummond de Andrade Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever. No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo. Ele está cá dentro e não quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira. h�ps://api-assets-produc�on.s3.us-east-1.amazonaws.com/aulusmm/files/2017/09/POESIA.pdf A locução conjun�va “no entanto” e a conjunção “mas” poderiam ser subs�tuídas, sem incorreção grama�cal nem prejuízo de sen�do, por: a) “todavia” e “porquanto”, respec�vamente. b) “embora” e “porém”, respec�vamente. c) “conquanto” e “porquanto”, respec�vamente. d) “não obstante” e “entretanto”, respec�vamente. e) “posto que” e “porquanto”, respec�vamente. Questão 31 - (Simulado) TEXTO I Ser bro�nho não é viver em um píncaro azulado; é muito mais! Ser bro�nho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresis�vel. CAMPOS, Paulo Mendes. Ser bro�nho. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Obje�va, 2005. p. 91. TEXTO II Ser gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a arcada. FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Obje�va, 2005. p. 225. Os dois fragmentos textuais valem-se dos mesmos recursos expressivos para definir as fases da vida, entre eles, 15@professorferretto @prof_ferretto a) termos coloquiais com significados semelhantes. b) ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres humanos. c) recursos específicos de textos escritos em linguagem formal. d) expressões denota�vas que se realizam com sen�do obje�vo. e) metalinguagem que explica comicamente o sen�do de palavras. Questão 32 - (Simulado) A humanidade conseguiu desenvolver sistemas simbólicos (códigos) para u�lizá-los em situações específicas de interlocução. A necessidade de criar disposi�vos que permi�ssem o diálogo em momentos e/ou lugares dis�ntos levou à adoção universal de alguns desses sistemas. Considerando que a interpretação de textos codificados depende da sintonia e da sincronia entre o emissor e o receptor, pode-se afirmar que a a) recepção das mensagens que u�lizam o sistema simbólico da figura 1 pode ser feita horas depois de sua emissão. b) recepção de uma mensagem codificada com o auxílio do sistema simbólico mostrado na figura 2 independe do momento de sua emissão. c) mensagem que é mostrada na figura 4 será decodificada sem o auxílio da língua falada. d) figura 3 mostra um sistema simbólico cuja criação é anterior à criação do sistema mostrado na figura 2. e) figura 4 representa um sistema simbólico que recorre à u�lização do som para a transmissão das mensagens. Questão 33 - (Simulado) Sempre cri numa espécie de organicidade da assimilação de informações, e faço questão de tratar com naturalidade a acumulação de cultura, retendo dos livros, das aulas, das canções, somente o que me for congenial, e transmi�ndo somente o que já es�ver em mim incorporado. VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. O relato de Caetano Veloso nos permite pensar em uma sistema�zação de como pode funcionar o processo de criação de uma obra. Marque a alterna�va que melhor descreve o fluxo cria�vo, conforme relatado pelo autor em seu livro "Verdade tropical". a) O ar�sta, por meio da assimilação de referências culturais (aulas, livros), é capaz de criar uma obra nova, conforme sua própria essência, transmi�ndo informações por ele incorporadas. b) Por organicidade da assimilação de informações, o cantor entende que tudo o que se absorve em um processo de criação precisa ter, em si, um aspecto biológico, cien�fico. c) O cantor acha muito natural que uma pessoa saiba muitos livros e canções de cor; tal pessoa seria um grande ar�sta em potencial, por causa de sua capacidade de acumulação cultural. d) É preciso ler muitos livros, assis�r a muitas aulas e ouvir muitas canções, que deverão ser analisadas e compreendidas, para que algo possa ser transmi�do. Do contrário, a arte é impossível. e) A acumulação de cultura só pode ser ob�da por meio de uma vasta quan�dade de leituras, escutas atentas de músicas e par�cipações em diversas aulas. Questão 34 - (Simulado) O American Idol islâmico 16@professorferretto @prof_ferretto Quem não gosta do Big Brother diz que os reality shows são programas vazios, sem cultura. No mundo árabe, esse problema já foi resolvido: em The Millions’ Poet (“O Poeta dos Milhões”), líder de audiência no golfo pérsico, o prêmio vai para o melhor poeta. O programa, que é transmi�do pela Abu Dhabi TV e tem 70 milhões de espectadores, é uma compe�ção entre 48 poetas de 12 países árabes – em que o vencedor leva um prêmio de US$ 1,3 milhão. Mas lá, como aqui, o reality gera controvérsia. O BBB teve a polêmica dos “coloridos” (grupo em que todos os par�cipantes eram homossexuais). E Millions’ Poet detonou uma discussão sobre os direitos da mulher no mundo árabe. GARATTONI, B. O American Idol islâmico. SuperInteressante. Edição 278, maio 2010 (fragmento). No trecho “Mas lá, como aqui, o reality gera controvérsia”, o termo destacado foi u�lizado para estabelecer uma ligação com outro termo presente no texto, isto é, fazer referência ao a) vencedor, que é um poeta árabe. b) poeta, que mora na região da Arábia. c) mundo árabe, local em que há o programa. d) Brasil, lugar onde há o programa BBB. e) programa, que há no Brasil e na Arábia. Questão 35 - (Simulado) ACHADAS E PERDIDAS? […] Pergunto-me por que con�nuamos usando essa expressão “bala perdida”. Afinal, perdido é aquilo que sumiu, que não mais conseguimos encontrar. E as balas perdidas sabemos muito bem onde vão parar. Só no prédio de Cazarré a polícia recolheu cinco delas, sendo que uma estava encravada na cabeceira da cama do subsíndico José Carlos Freire, a um palmo da sua cabeça. […] Usa-se a palavra “perdida” também no sen�do de distante, longínqua. Mas bem gostaríamos que as balas perdidas es�vessem distantes. Antes aparentemente longínquas porque limitadas às áreas de bandidagem, estão se aproximando a cada dia, varando nossas vidraças e nossa serenidade. Bala perdida, hoje, é justamente aquela mais próxima do que todas as outras, a que nos a�nge. […] COLASANTI, Marina. Achadas e perdidas. Releituras. Disponível em: Disponível em: h�p://www.releituras.com/mcolasan�_menu.asp. Acesso em: 02 jul. 2024. O texto cri�ca o uso da expressão “bala perdida”. Essa crí�ca é percep�vel a) na maneira como a autora reprova a relação estabelecida entre os termos “bala” e “perdida”, por indicarem a presença de humor na referência aos trágicos acidentes, cada vez mais próximos, causados por �roteios. b) no modo como a autora ques�ona o uso da palavra “perdida” por não definir bem o problema das balas perdidas, pois elas estão tragicamente presentes, e não ausentes como o termo “perdida” indica. c) na maneira como a autora censura a aplicação do termo “perdida” ao termo “bala”, já que o uso isolado da palavra “bala” seria sufi ciente para designar os trágicos acidentes decorrentes de �roteio. d) na forma que a autora põe em questão o uso da expressão “bala perdida”, uma vez que o fenômeno, cada vez mais comum, de acidentes decorrentes de �roteio é a única causa da popularização da expressão. e) no modo como a autora debate o uso da palavra “bala” na designação dos acidentes de bala perdida, dado que a expressão não deveria se referir ao projé�l, mas ao agente que par�cipou desse fenômeno. Questão 36 - (Simulado) Onde ficam os "ar�stas"? Onde ficam os "artesãos"? Submergidos no interior da sociedade, sem reconhecimento formal, esses grupos passam a ser vistos de diferentes perspec�vas pelos seus intérpretes, a maioria das vezes, engajados em discussões que se polarizam entre artesanato, cultura erudita e cultura popular. PORTO ALEGRE, M. S. Arte e o�cio de artesão. São Paulo, 1985 (adaptado). O microtexto apresentado levanta uma discussão an�ga e recorrente sobre o que é arte. Artesanato é arte ou não? Levandoem conta uma tendência inclusiva sobre a relação entre arte e educação, 17@professorferretto @prof_ferretto a) o artesanato representa uma composição do passado e tem sua sobrevivência fadada à ex�nção por se tratar de trabalho está�co produzido por poucos. b) os ar�stas populares não têm capacidade de pensar e conceber a arte intelectual, visto que muitos deles sequer dominam a leitura. c) o ar�sta popular e o artesão, dotados de saber cultural empírico, têm a capacidade de exprimir, em seus trabalhos, determinada formação cultural. d) tanto os ar�stas populares quanto os ar�stas eruditos produzem suas obras pautados em normas técnicas e educacionais rígidas, aprendidas em escolas preparatórias. e) o artesanato tem seu sen�do limitado à região em que está inserido como uma produção par�cular, sem expansão de seu caráter cultural. Questão 37 - (Simulado) Anatomia Qual a matéria do poema? A fúria do tempo com suas unhas e algemas? Qual a semente do poema? A fornalha da alma com os seus divinos dilemas? Qual a paisagem do poema? A selva da língua com suas feras e fonemas? Qual o des�no do poema? O poço da página com suas pedras e gemas? Qual o sen�do do poema? O sol da semân�ca com suas sombras pequenas? Qual a pátria do poema? O caos da vida e a vida apenas? CAETANO, A. Disponível em: www.antoniomiranda.com.br. No poema, uma das funções da linguagem u�lizadas concentra-se no código e u�liza-o para falar sobre ele mesmo. Isso caracteriza o uso da função a) fá�ca, já que há uso de repe�das perguntas retóricas. b) referencial, explicitada pelas dúvidas que inquietam o eu lírico. c) poé�ca, pelos usos que se fazem das figuras de linguagem. d) metalinguís�ca, pelo fato de o poema falar de si mesmo como linguagem. e) emo�va, pela prevalência do sen�do poé�co como inquietação existencial. Questão 38 - (Simulado) TEXTO I Se eu tenho de morrer na flor dos anos, Meu Deus! não seja já; Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde, [Cantar o sabiá! Meu Deus, eu sinto e bem vês que eu morro [Respirando esse ar; Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo [Os gozos do meu lar! Dá-me os sí�os gen�s onde eu brincava [Lá na quadra infan�l; Dá que eu veja uma vez o céu da pátria, [O céu de meu Brasil! Se eu tenho de morrer na flor dos anos, Meu Deus! Não seja já! Eu quero ouvir cantar na laranjeira, à tarde, [Cantar o sabiá! ABREU, C. Poetas român�cos brasileiros. São Paulo: Scipione, 1993. TEXTO II A ideologia român�ca, argamassada ao longo do século XVIII e primeira metade do século XIX, introduziu- se em 1836. Durante quatro decênios, imperaram o “eu”, a anarquia, o liberalismo, o sen�mentalismo, o nacionalismo, através da poesia, do romance, do teatro e do jornalismo (que fazia sua aparição nessa época). MOISÉS, M. A literatura brasileira através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1971 (fragmento). Levando em conta as ponderações do estudioso da literatura brasileira Massaud Moisés no Texto II, o Texto I centra-se no(a) a) impera�vo do “eu”, reforçando a ideia de que estar longe do Brasil é uma forma de estar bem, já que o país sufoca o eu lírico. b) ufanismo, acentuado pela distância da pátria e pelo saudosismo em relação à paisagem agradável na qual o eu lírico vivera a infância. c) liberdade formal, que se manifesta na opção por versos sem métrica rigorosa e temá�ca voltada para o nacionalismo. d) fazer dadaísta, que entendia a poesia como negação do passado e da vida, seja pelas opções formais, seja pelos temas. e) exacerbação sen�mental, por meio do qual se reforça a alegria presente em oposição à infância, marcada pela melancolia. Questão 39 - (Simulado) 18@professorferretto @prof_ferretto Isto é Regulação? “Ao persis�rem os sintomas, o médico deverá ser consultado. Isto é regulação? Resultado da dissertação de Mestrado defendida no Ins�tuto de Medicina Social da UERJ, o livro analisa os interesses da indústria farmacêu�ca, agências de publicidade e empresas de comunicação que obje�vam elevar o consumo perigoso e irracional de medicamentos no Brasil. A obra analisa 100 peças publicitárias para grande público, compara seus conteúdos com as disposições reguladoras da Anvisa e demonstra a fragilidade da legislação criada para proteger a população dos riscos sanitários, cuja consequência faz com que os medicamentos sejam a principal causa de intoxicação humana no país”. h�ps://alvaronascimento.com.br/isto-e-regulacao/ A oração “Ao persis�rem os sintomas” traz uma inadequação e deveria ser reescrita como “A persis�rem os sintomas”. A explicação está no fato de que o uso de “ao” mais um verbo no infini�vo remete à ideia de tempo, todavia, nesse caso, a ideia pretendida é de a) condição, pois só se consultará o médico caso os sintomas persistam. b) finalidade, pois o obje�vo de se consultar um médico é finalizar os sintomas. c) proporção, pois à medida que os sintomas persistem, o médico deve ser consultado. d) conformidade, pois a consulta com um médico está de acordo com a persistência dos sintomas. e) consequência, pois a persistência dos sintomas acarretam a necessidade de uma nova consulta. Questão 40 - (Simulado) CURRÍCULO Iden�ficação Pessoal [Nome Completo] Brasileiro, [Estado Civil], [Idade] anos [Endereço – Rua/Av. + Número + Complemento] [Bairro] – [Cidade] – [Estado] Telefone: [Telefone com DDD] / E-mail: [E-mail] Obje�vo [Cargo pretendido] Formação Experiência Profissional [Período] – Empresa Cargo: Principais a�vidades: Qualificação Profissional [Descrição] ([Local], conclusão em [Ano de Conclusão do Curso ou A�vidade]). Informações Adicionais [Descrição Informação Adicional] A tenta�va de integração ao mercado formal de trabalho faz parte da vida de jovens e de adultos. Para tanto, faz- se necessário estruturar o currículo adequadamente. A parte da estrutura do currículo em que deve ser inserido o fato de você ter sido premiado com o �tulo de “Aluno Destaque do Ensino Médio – Menção Honrosa” é denominada de a) Iden�ficação Pessoal. b) Formação Acadêmica. c) Experiência Profissional. d) Informações Adicionais. e) Qualificação Profissional. Questão 41 - (Simulado) 19@professorferretto @prof_ferretto A imagem do herói clássico na Literatura é a de pleno virtuosismo e coragem, uma figura vista de forma elevada pelos demais. Nada nem ninguém pode detê-lo; ele sempre vence e é símbolo de jus�ça e de força �sica. Na modernidade, os heróis, embora com algumas diferenças, ainda mantêm esse ideal de coragem e jus�ça. A �rinha anterior, no entanto, ressignifica o papel do herói ao a) colocá-lo em um cenário do dia a dia para solucionar os crimes domés�cos. b) criar uma metáfora comparando a teia a um varal para estender roupas. c) ter as virtudes �picas do herói clássico, embora ambientado na cidade grande. d) demonstrar que o Homem-Aranha perdeu os seus poderes e não combate mais o crime. e) inseri-lo em contexto co�diano e comum de resolução de tarefas domés�cas. Questão 42 - (Simulado) Em torno do ano de 700 a.C., surgiu um importante invento na Grécia: o alfabeto. Com isso, tornou-se possível o preenchimento da lacuna entre o discurso falado e o escrito. Esse momento histórico foi preparado ao longo de aproximadamente três mil anos de evolução e da comunicação não alfabé�ca até a sociedade grega alcançar o que Havelock chama de um novo estado de espírito, “o espírito alfabé�co”, que originou uma transformação qualita�va da comunicação humana. As tecnologias da informação com base na eletrônica (inclusive a imprensa eletrônica) apresentam uma capacidade de armazenamento. Hoje, os textos eletrônicos permitem flexibilidade e feedback, interação e reconfiguração de texto muito maiores e, dessa forma, também alteram o próprio processo de comunicação. CASTELLS, M. A. Era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (adaptado). Com o advento do alfabeto, ocorreram, ao longo da história, várias consequências de natureza socioculturais. Com a Internet, as transformações na comunicação humana resultamdo(a) a) descoberta da mídia impressa, por meio da produção de livros, revistas e jornais. b) esvaziamento da cultura alfabe�zada, que, na era da informação, está centrada no mundo dos sons e das imagens. c) ruptura das fronteiras do espaço-tempo na integração das modalidades escrita, oral e audiovisual. d) audiência da informação difundida por meio das mídias tradicionais, cuja dinâmica favorece o crescimento da eletrônica. e) penetrabilidade da informação visual, predominante na mídia impressa, meio de comunicação de massa. Questão 43 - (Simulado) […] Capitu caminhou até a orla do mar, o mar que até então es�vera tranquilo, espelho noturno a recolher a luz da lua, mas que de repente pusera-se agitado, inquieto, as ondas turbilhonando à distância, numa linha perfeitamente reta do ponto onde Capitu, imóvel, contemplava a agitação com olhos de ressaca. E dentro do remoinho fez-se uma luminosidade crescente, como se o sol subisse das profundezas do oceano. Mas o sol é redondo e o que se ergueu dentre as ondas �nha a aparência achatada de dois pratos colados, um de boca para o outro. Um disco, enfim. Um disco, tal e qual descrevera a falecida Sancha, tal e qual vislumbrara �o Cosme, como que surgido para vingá-los de todos os que haviam duvidado de suas palavras, entre os quais contava-me eu, ora atônito, hirto, qualquer incredulidade esquecida diante do portentoso espetáculo. MANFREDI, Lucio. Dom Casmurro e os discos voadores. São Paulo: Leya, 2010, p. 219-220. O trecho anterior foi extraído de um mashup literário, termo que define a mistura de enredos de livros clássicos a elementos caracterís�cos de histórias contemporâneas. Dada a relação específica que estabelece com a história machadiana de "Dom Casmurro", tal texto tem por finalidade 20@professorferretto @prof_ferretto a) sa�rizar um escritor considerado an�quado por meio da inserção de temas da ficção cien�fica. b) introduzir novos leitores à literatura clássica ao colocá- los em contato com partes da obra original. c) desconstruir a cons�tuição fantasiosa do original a par�r do uso da linguagem denota�va das ciências. d) metaforizar o relacionamento dos personagens do original pela figura cosmológica do disco. e) parodiar a lógica da ficção machadiana por meio de elementos da realidade do século XXI. Questão 44 - (Simulado) O rap, palavra formada pelas iniciais de rhythm and poetry (ritmo e poesia), junto com as linguagens da dança (o break dancing) e das artes plás�cas (o grafite), seria difundido, para além dos guetos, com o nome de cultura hip hop. O break dancing surge como uma dança de rua. O grafite nasce de assinaturas inscritas pelos jovens com sprays nos muros, trens e estações de metrô de Nova York. As linguagens do rap, do break dancing e do grafite se tornaram os pilares da cultura hip hop. DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG. 2005 (adaptado). Entre as manifestações da cultura hip hop apontadas no texto, o break se caracteriza como um �po de dança que representa aspectos contemporâneos por meio de movimentos, a) re�líneos, como crí�ca aos indivíduos alienados em seus contextos sociais. b) não sincronizados, como manifestação esté�ca da dinâmica da vida urbana. c) suaves, como sinônimo da ro�na dos espaços públicos não ocupados pela população. d) ritmados pela sola dos sapatos, como símbolo de protesto e engajamento. e) não cadenciados, como contestação às rápidas mudanças culturais e socioambientais. Questão 45 - (Simulado) Maldades contra Machado ENTRE OS TERRÍVEIS efeitos da crise econômica global está o de prejudicar as fes�vidades rela�vas ao centenário da morte de Machado de Assis, ocorrido na segunda-feira 29 de setembro, quando os mercados desabaram no mundo inteiro. Não é a primeira vez, nem a segunda, que Machado de Assis se vê atropelado pelos eventos da economia. A primeira humilhação mais fundamental teve a ver com o patrimônio que deixou para seus herdeiros. Em julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre outros bens, 7.000 contos em �tulos da dívida pública do emprés�mo nacional de 1895. Esses �tulos entraram em moratória pouco antes da data desse testamento. Em 1906, com a morte de Carolina, Machado escreveu um novo testamento, declarando possuir não mais 7, mas 12 apólices do emprés�mo de 1895, ou seja, as sete originais mais �tulos novos que recebeu pelos juros e principal não pagos. A moratória perdurou até 1910, quando a nova herdeira, a menina Laura, filha de sua sobrinha, começou a receber juros. Em 1914, uma nova moratória interrompe os pagamentos até 1927, e novamente em 1931. Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um "calote" completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e 1935, menos de 18% do emprés�mo foi amor�zado, e os juros foram pagos apenas em 12 anos. O Estado a que Machado serviu e honrou ao longo de sua vida devastou-lhe a herança, a pecuniária ao menos, com essa sucessão de "calotes". E, a par�r de 1943, quando os pagamentos foram retomados, a inflação funcionou como uma crueldade superveniente, pois os �tulos não �nham correção monetária. Como se não bastasse a desfeita, ou para tentar uma compensação, em 1987, resolvemos homenagear Machado de Assis em uma cédula de mil cruzados. A cédula foi colocada em circulação em 29 de setembro de 1987, exatos 79 anos da morte do escritor, e nesse dia valia pouco menos de US$ 20. Em 16 de janeiro de 1989, em consequência do Plano Verão e da mudança do padrão monetário, Machado recebe um vergonhoso carimbo triangular cortando-lhe três zeros: a cédula agora correspondia a um cruzado novo, que nascia valendo cerca de US$ 1, conforme a cotação oficial. No "paralelo" valia bem menos. Em 31 de outubro de 1990, depois de três anos de militância, a cédula com Machado deixa de circular por valer menos de um centavo de dólar. Só se pode imaginar o que Machado diria disso tudo. h�ps://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/ fz0410200806.htm “Em julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre outros bens, 7.000 contos em �tulos da dívida pública do emprés�mo nacional de 1895.” A oração destacada poderia ser reescrita, mantendo o valor semân�co original, da seguinte maneira: 21@professorferretto @prof_ferretto a) se temesse por sua saúde. b) já que temia por sua saúde. c) enquanto temia por sua saúde. d) embora temesse por sua saúde. e) a fim de que temesse por sua saúde. Questão 46 - (Simulado) Quando a propaganda é decisiva na troca de marcas Todo supermercadista sabe que, quando um produto está na mídia, a procura pelos consumidores aumenta. Mas, em algumas categorias, a influência da propaganda é maior, de acordo com pesquisa feita com 400 pessoas pela consultoria YYY e com exclusividade para o supermercado XXX. O levantamento mostrou que, mesmo não sendo a razão o fator mais apontado para trocar de marca, não se pode ignorar a força das campanhas publicitárias. Em algumas categorias, um terço dos respondentes atribuem a mudança à publicidade. Para Nicanor Guerreiro, a propaganda estabelece uma relação mais “emocional” da marca com o público. “Todos sen�mos necessidade de consumir produtos que sejam ‘aceitos’ pelas outras pessoas. Por isso, a comunicação faz o papel de endosso das marcas”, afirma. O execu�vo ressalta, no entanto, que nada disso adianta se o produto não cumprir as promessas transmi�das nas ações de comunicação. Um dos obje�vos da propaganda é tornar o produto aspiracional, despertando o desejo de experimentá-lo. O que o consumidor deseja é o que a loja vende. E é isso o que o supermercadista precisa ter sempre em mente. Veja o gráfico: Consoante o texto e tendo por base as informações fornecidas pelo gráfico, para o�mizar as vendas de produtos, faz-se necessário que a) a campanha seja centrada em produtos alimen�cios, a fim de aumentar o percentual de troca atual, que se apresenta como o mais baixo. b) a preferênciade um produto ocorra por influência da propaganda devido à necessidade emocional das marcas. c) a divulgação exerça influência na troca de marca e que o consumidor valorize a qualidade do produto. d) os produtos mais vendidos pelo comércio não sejam divulgados para o público como tal. e) as marcas de qualidade inferior cons�tuam o foco da publicidade por serem mais econômicas. Questão 47 - (Simulado) AMOR DE PERDIÇÃO […] Às três horas da manhã, Simão Botelho segurou entre as mãos a testa, que se lhe abria abrasada pela febre. Não pôde ter-se sentado, e deixou cair o meio corpo. A cabeça, ao declinar, pousou no seio de Mariana. — O Anjo da compaixão sempre comigo! – murmurou ele, — Teresa foi muito desgraçada… — Quer descer ao camarote? – disse ela. — Não poderei… Ampare-me, minha irmã. […] — Se eu morrer, que tenciona fazer, Mariana? — Morrerei, senhor Simão. — Morrerás?!... Tanta gente desgraçada que eu fiz!… […] Entrou o comandante com uma lâmpada, e aproximou-lha da respiração, que não embaciou levemente o vidro. — Está morto! – disse ele. Mariana curvou-se sobre o cadáver, e beijou-lhe a face. Era o primeiro beijo. Ajoelhou depois ao pé do beliche com as mãos erguidas, e não orava nem chorava. […] Foi o cadáver envolto num lençol, e transportado ao convés. Mariana seguiu-o. […] Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. Deram-lhe o balanço para o arremessarem longe. E, antes que o baque do cadáver se fizesse ouvir na água, todos viram, e ninguém já pôde segurar Mariana, que se a�rara ao mar. À voz do comandante desamarraram rapidamente o bote, e saltaram homens para salvar Mariana. Salvá-la!… Viram-na, um momento, bracejar, não para resis�r à morte mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe a�rou aos braços. O comandante olhou para o sí�o donde Mariana se a�rara, e viu, enleado no cordame, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis, 22@professorferretto @prof_ferretto que os marujos recolheram na lancha. Eram, como sabem, a correspondência de Teresa e Simão. […] BRANCO, Camilo Castelo. Amor de perdição. [S.l.]: Edições Vercial, 2017. Camilo Castelo Branco foi um escritor português notadamente reconhecido por suas obras de fundo trágico. A obra "Amor de perdição" (1862) destaca-se como um romance român�co por a) mostrar a morte como fuga para as aflições causadas pela traição da pessoa amada. b) u�lizar a imagem do oceano como metáfora para a amplidão do amor sem limites. c) inferir a possibilidade da doença �sica como resultado da dor causada pelo sofrimento amoroso. d) apresentar uma personagem que manifesta o desejo de morrer em virtude da morte do amado. e) haver um casal vivendo um romance bem-sucedido, mesmo com a morte final de ambos. Questão 48 - (Simulado) O boxe está perdendo cada vez mais espaço para um fenômeno rela�vamente recente do esporte, o MMA. E o maior evento de Artes Marciais Mistas do planeta é o Ul�mate Figh�ng Championship, ou simplesmente UFC. O ringue, com oito cantos, foi desenhado para deixar os lutadores com mais espaço para as lutas. Os atletas podem usar as mãos e aplicar golpes de jiu-jitsu. Muitos podem falar que a modalidade é uma espécie de vale- tudo, mas isso já ficou no passado: agora, a modalidade tem regras e acompanhamento médico obrigatório para que o esporte apague o es�gma nega�vo. CORREIA, D. “UFC: saiba como o MMA nocauteou o boxe em oito golpes”. Veja, 10 jun. 2011 (fragmento). O conjunto de eventos que alterou as regras do MMA retrata a tendência de redimensionamento de certas prá�cas corporais, visando a encaixá-las em um formato específico. O sen�do atribuído a essas transformações incorporadas historicamente ao MMA seria, portanto, o de que a(s) a) a modificação das regras busca associar valores lúdicos ao MMA, possibilitando a par�cipação de diferentes populações como a�vidade de lazer. b) as transformações do MMA aumentam o grau de violência das lutas, favorecendo a busca de emoções mais fortes tanto aos compe�dores como ao público. c) as mudanças de regras do MMA atendem à necessidade de tornar a modalidade menos violenta, visando à sua introdução nas academias de ginás�ca na dimensão da saúde. d) as modificações incorporadas ao MMA têm por finalidade aprimorar as técnicas das diferentes artes marciais, favorecendo o desenvolvimento da modalidade enquanto defesa pessoal. e) as transformações do MMA visam a delimitar a violência das lutas, preservando a integridade dos atletas e enquadrando a modalidade no formato do esporte de espetáculo. Questão 49 - (Simulado) Lino�pos O Museu da Imprensa exibe duas lino�pos. Trata-se de um �po de máquina de composição de �pos de chumbo, inventada em 1884 em Bal�more, nos Estados Unidos, pelo alemão O�mar Mergenthaler. O invento foi de grande importância por ter significado um novo e fundamental avanço na história das artes gráficas. A lino�pia provocou, na verdade, uma revolução porque venceu a len�dão da composição dos textos executada na �pografia tradicional, em que o texto era composto à mão, juntando �pos móveis um por um. Cons�tuía-se, assim, no principal meio de composição �pográfica até 1950. A lino�po, a par�r do final do século XIX, passou a produzir impressos a baixo custo, o que levou informação às massas, democra�zou a informação. Promoveu uma revolução na educação. Antes da lino�po, os jornais e revistas eram escassos, com poucas páginas e caros. Os livros didá�cos eram também caros, pouco acessíveis. Disponível em: h�p://portal.in.gov.br. Acesso em: 23 fev. 2013 (adaptado). O fragmento traz uma cronologia da lino�po, uma máquina �pográfica inventada no século XIX e responsável pela dinamização da imprensa. Do ponto de vista social, a contribuição da lino�po teve impacto direto na a) produção vagarosa de materiais didá�cos. b) criação aprimorada de �pos de chumbo. c) montagem acelerada de textos para impressão. d) produção acessível de objetos de teor informacional. e) impressão dinamizada de imagens em revistas. 23@professorferretto @prof_ferretto Questão 50 - (Simulado) h�ps://br.pinterest.com/pin/2603712272463054/ As funções da linguagem são u�lizadas de acordo com intenções comunica�vas e recursos linguís�cos que se destacam em uma situação comunica�va. Por se tratar de um anúncio publicitário, a função apela�va está presente, todavia também é possível iden�ficar o uso da função poé�ca, uma vez que o texto verbal: a) evidencia o enunciador ao dirigir-se a ele. b) coloca o canal de comunicação em evidência. c) tem como foco o interlocutor, pois pretende que ele realize uma ação. d) tem base informa�va e foi privilegiado em detrimento do texto não verbal. e) tem uma preocupação esté�ca, evidenciada pelo uso da linguagem conota�va. Questão 51 - (Simulado) A corrupção nos costumes das mulheres é ainda uma coisa prejudicial ao fim a que se propõe o governo, e à boa conservação das leis do Estado (...). É o que aconteceu em Esparta (...). Tais são as observações feitas entre os lacedemônios: no tempo da sua dominação as mulheres resolviam quase todas as questões. De resto, que diferença existe em que as mulheres governem, ou que os magistrados sejam governados por mulheres? (...) as mulheres dos lacedemônios, mesmo no caso de perigo, fizeram-lhes o maior mal possível. Aristóteles, A polí�ca. Rio de Janeiro: Ediouro, s./d., p. 79-80. Sobre as mulheres na Grécia an�ga, é correto afirmar que elas, em a) Atenas, �nham direitos a heranças e a escravizados. b) Esparta, eram cidadãs na concepção an�ga, par�cipando a�vamente das assembleias. c) Esparta, recebiam educação �sica na infância, �nham direito à herança e administravam as propriedades na ausência dos maridos. d) Atenas, eram consideradas guerreiras fundamentais e mentoras de jovens guerreiros. e) Atenas, podiam par�cipar de algumas discussões na Eclésia e possuíam direitos polí�cos durante o período da democracia. Questão 52 - (Simulado) O processo histórico é marcado por inúmeras transformações sociopolí�cas, econômicas,