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Simulado de compreensão de textos em espanhol com questões de múltipla escolha sobre uma postagem da ONU/UNICEF sobre acesso à água em campos de deslocados na Síria, a fábula "La lechera y el cántaro de leche" e outros trechos curtos de caráter poético e narrativo.

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Simuladão
Questão 1 - (Simulado)
A imagem abaixo se refere a uma postagem feita em uma
rede social. Leia, a seguir, a sua transcrição.
 
 
nacionesunidas
La pequeña Horriya, de 12 años, lleva agua para su
familia en el campo de desplazados de Ain Issa, en el
noreste de #Siria, adonde llegaron después de una
travesía de tres días desde Raqqa. "No tuve miedo
durante el camino. Oímos aviones y bombardeos, pero ya
estamos acostumbrados. Lo vemos y escuchamos todos
los días", asegura.
 
Cuando pensamos en un conflicto, probablemente el
agua no sea lo primero que se nos viene a la mente. Sin
embargo, en �empos de crisis, el acceso a agua potable
suele estar en peligro: se dañan las infraestructuras, se
deterioran las tuberías y es peligroso recoger agua.
Cuando no hay acceso a agua potable, los niños
enferman, las escuelas y los hospitales dejan de
funcionar, se propagan enfermedades y aumenta la
malnutrición. 
 
El agua es un derecho tan fundamental para la
supervivencia de los niños como la comida, la atención
médica y la protección contra los ataques. Nuestros
compañeros de @UNICEF trabajan para proporcionar
servicios de agua y saneamiento de buena calidad de
manera sostenida durante conflictos y emergencias
humanitarias. En los campos de Raqqa y Hassakeh, por
ejemplo, llevan 975.000 litros de agua cada día para cerca
de 120.000 desplazados sirios. Además, han instalado
letrinas, duchas y taques de agua, y distribuyen kits de
higiene personal para proteger a los menores de
enfermedades transmi�das por el contacto con agua
contaminada.
 
En el #DíaMundialdelAgua, este 22 de marzo,
recordemos que #CadaGotaCuenta.
© UNICEF/UN067453/Souleiman
#ParaCadaNiño #Obje�vosMundiales
www.instagram.com.
 
A par�r da leitura da transcrição, pode-se dizer que um
dos obje�vos da postagem é
a) tratar dos medos relacionados ao mundo infan�l.
b) debater sobre a qualidade da água nas grandes
cidades.
c) mostrar a relação entre a desidratação e o aumento
das internações hospitalares.
d) apresentar a importância da atuação de agências
internacionais em campos de refugiados.
e) desmis�ficar a ideia de que os conflitos prejudicam o
acesso à água potável.
Questão 2 - (Simulado)
La lechera y el cántaro de leche
Había una vez una muchacha, cuyo padre era lechero,
con un cántaro de leche en la cabeza. Caminaba ligera y
dando grandes zancadas para llegar lo antes posible a la
ciudad, a donde iba para vender la leche que llevaba. Por
el camino empezó a pensar lo que haría con el dinero que
le darían a cambio de la leche.
− Compraré un centenar de huevos. O no, mejor tres
pollos. ¡Sí, compraré tres pollos! La muchacha seguía
adelante poniendo cuidado de no tropezar mientras su
imaginación iba cada vez más y más lejos.
− Criaré los pollos y tendré cada vez más, y aunque
aparezca por ahí el zorro y mate algunos, seguro que
tengo suficientes para poder comprar un cerdo. Cebaré al
cerdo y cuando esté hermoso lo revenderé a buen precio.
1@professorferretto @prof_ferretto
Entonces compraré una vaca, y a su ternero también….
Pero de repente, la muchacha tropezó, el cántaro se
rompió y con él se fueron la ternera, la vaca, el cerdo y
los pollos.
(Disponível em: [object Promise] Acesso em: 30 out.
2019).
 
Depreende-se da leitura da fábula que
a) a menina perdeu o bezerro, a vaca, o porco e as
galinhas que levava à cidade.
b) ao final, a menina possuía apenas três frangos.
c) além do leite, a menina perdeu seus sonhos.
d) a menina temia a vinda de um herói mascarado.
e) os sonhos são nocivos aos jovens.
Questão 3 - (Simulado)
Pode-se dizer que o personagem da �rinha
a) apresenta sen�mentos antagônicos com relação a
seus atos recentes.
b) descobriu que men�r sempre causa sofrimento.
c) decidiu evitar o contato com pessoas.
d) deseja mudar urgentemente seu comportamento.
e) somente diz a verdade, doa a quem doer.
Questão 4 - (Simulado)
De acordo com a sugestão da personagem Libertad,
a) o governo deveria chamar o exército para re�rar os
aposentados das praças.
b) as aposentadorias pagas são muito altas.
c) os aposentados deveriam entrar em greve.
d) os avôs que foram soldados deveriam ser mais
respeitados.
e) os velhos deveriam se alistar no exército, para ter
direito à aposentadoria.
Questão 5 - (Simulado)
Verdad que sería estupendo
Verdad que sería estupendo
que las espadas fueran un palo de la baraja
que el escudo una moneda portuguesa
y un tanque una jarra grande de cerveza.
2@professorferretto @prof_ferretto
 
Verdad que sería estupendo
que las bases fueran el lado de un triángulo
que las escuadras sólo reglas de diseño
y los ga�llos gatos pequeños
 
que apuntar fuera soplarle la tabla a Manolito
que disparar darle una patada a un balón
y que los "persing" fueran esa marca de rotulador
con los que tú siempre pintas mi corazón.
.......................................................................
 
Y no exis�era más arma en el mundo
y no exis�era más arma en el mundo
más que el "mi arma" andaluz.
 
Verdad que sería estupendo.
(T. Cardalda - J. M. Montes) 
(In: CUÑAT & outros. Encuentro. 1995.)
 
 
O uso de palavras polissêmicas confere à música 
a) um tom nostálgico, que retoma um passado
idealizado.
b) uma melodia dissonante.
c) um conteúdo idealista.
d) um acento la�no-americano, em razão do significado
das palavras empregadas nos países da América
La�na.
e) uma mensagem religiosa.
Questão 6 - (Simulado)
O comentário feito pelo gato Garfield, no úl�mo
quadrinho, transmite a ideia de que
a) Garfield discorda da afirmação feita por seu dono, Jon.
b) Jon possui uma vida chata.
c) Garfield e Jon estão com sono.
d) Jon não trata bem seu gato Garfield.
e) Garfield está pensando em fugir.
Questão 7 - (Simulado)
A crí�ca presente no cartoon se refere
a) ao fato de que os imigrantes �ram trabalho dos
americanos.
b) ao prejuízo que trabalhadores estrangeiros causam à
economia.
c) à xenofobia injus�ficada dos americanos.
d) à falta de capacitação dos trabalhadores imigrantes.
e) ao envio de dólares para o exterior.
Questão 8 - (Simulado)
3@professorferretto @prof_ferretto
O efeito cômico da charge se encontra na sugestão de
que, ao pedir “happy meals”,
a) o casal economizará dinheiro.
b) o cliente aumentará a chance de se tornar depressivo.
c) a comida ficará pronta mais rapidamente.
d) a refeição será mais saudável.
e) será possível equilibrar o efeito nocivo das “fast-
foods”.
Questão 9 - (Simulado)
THE FROG PRINCE, CONTINUED
The Princess kissed the frog.
He turned into a prince.
And they lived happily ever a�er...
 
Well, let's just say they lived sort of
happily for a long �me.
Okay, so they weren't so happy.
In fact, they were miserable.
"Stop s�cking your tongue out like that,"
nagged the Princess.
"How come you never want to go down to
the pond anymore?" whined the Prince.
The Prince and Princess were so unhappy.
They didn't know what to do.
[...]
 
The Prince kissed the Princess.
They both turned into frogs.
And they hopped off happily ever a�er.
 The End.
SCIESZKA, J. The Frog Prince, Con�nued. Illustrated by
Steve Johnson. New York: Penguin Books, 1994.
 
Vocabulário:
hop: pular
 
A par�r da leitura do poema, que retoma elementos do
conto “O príncipe sapo”, dos irmãos Grimm, podemos
concluir que o príncipe e a princesa
a) foram felizes para sempre, conforme descrito no conto
de fadas.
b) superaram seus problemas por meio do diálogo.
c) encontraram a felicidade ao inverter o desfecho
original da história.
d) não encontraram a felicidade, e a princesa resolveu
“pular fora”.
e) foram felizes separadamente: ele como sapo, e ela na
forma humana.
Questão 10 - (Simulado)
FORGOTTEN LANGUAGE
Once I spoke the language of the flowers,
Once I understood each word the caterpillar said,
Once I smiled in secret at the gossip of the starlings,
And shared a conversa�on with the housefly in my bed.
Once I heard and answered all the ques�ons of the
crickets,
And joined the crying of each falling dying flake of snow,
Once I spoke the language of the flowers...
How did it go?geo-histórias,
geopolí�cas, territoriais, ideológicas etc. As prá�cas do
trabalho criaram modos de produção que marcaram
épocas e regimes de historicidade. Algumas das
experiências humanas encerram seus ciclos juntamente
com o seu contexto histórico, outras são ressignificadas
ou permanecem na longa duração. 
 
No modo de produção feudal, que perdurou em boa
parte da Idade Média, exis�am relações de suserania e
de vassalagem, sustentadas, respec�vamente, por uma
economia baseada no(a):
a) terra para a subsistência e na servidão.
b) escravidão e na terra para mercado interno.
c) contrato vassálico ou homenagem e nas trocas entre
Estados.
d) mercan�lismo e nas grandes navegações.
e) relações burguesas e nas corporações de o�cio.
Questão 53 - (Simulado)
Ano de 2023 é o mais quente do planeta desde 1850
A temperatura média global foi de 14,98°C, quase 1,5 °C
superior à do período pré-industrial
Pesquisa FAPESP - 28 jan 2024
 
Nada do que vem a seguir neste parágrafo tem
paralelo na história moderna da humanidade. Todos os
365 dias de 2023 foram ao menos 1 grau Celsius (ºC)
mais quentes do que a temperatura média global
calculada entre 1850 e 1900. Quase metade deles esteve
pelo menos 1,5 °C acima desse parâmetro de base, que
representa o clima da era pré-industrial. 
(...)
Há pra�camente consenso de que, além das
mudanças climá�cas globais, o fenômeno natural
24@professorferretto @prof_ferretto
denominado El Niño tem um peso importante nos
recordes de calor registrados desde o ano passado.
Pesquisa FAPESP
 
A elevação da temperatura global exposta no texto,
associada às mudanças climá�cas e ao fenômeno El Niño,
revelam a possibilidade de
a) maior ocorrência de chuvas em todas as regiões do
planeta.
b) maior frequência de es�agens no Sul do Brasil.
c) maior estabilidade na produção agrícola mundial com
o aumento das precipitações.
d) maior ocorrência e intensidade de eventos climá�cos
extremos.
e) maior estabilidade na dinâmica climá�ca brasileira.
Questão 54 - (Simulado)
A escravidão das populações indígenas e negras no
Brasil produziu a desintegração dos seus diversos
universos religiosos de origem e, ao longo do processo de
formação social brasileiro, ocorreu a assimilação de
elementos fraturados das crenças ameríndias e africanas
pelas tradições cristã e católica. E, por outro lado, houve
também processos de assimilação ou sincre�smo na
criação de novas religiões produzidas a par�r de crenças
remanescentes indígenas e africanas misturadas com
elementos do cris�anismo. Para Or�z (1999), o que
ocorreu foi uma cris�anização daquelas an�gas religiões
fraturadas em algumas crenças cul�vadas por índios e
negros escravizados e que resultaram, por exemplo, na
Umbanda e no Candomblé.
ORTIZ, Renato. A morte branca do fei�ceiro negro:
umbanda e sociedade brasileira. São Paulo: Brasiliense,
1999.
 
No contexto do Brasil do século XIX, a Umbanda e o
Candomblé representam
a) assimilação de prá�cas cristãs em sua forma
tradicional.
b) rompimento total de tradições medievais.
c) resistência das populações de negros e indígenas em
relação à tradição cristã.
d) afastamento total de religiões abraâmicas.
e) pacificação de conflitos no âmbito religioso.
Questão 55 - (Simulado)
“A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua
Majestade, o Imperador e Senhor D. Pedro II, faz saber a
todos os súditos do Império que a Assembleia Geral
Decretou, e ela Sancionou a Lei seguinte:
Art. 1º Os filhos de mulher escrava que nascerem no
Império desde a data desta lei serão considerados de
condição livre. 
§ 1º Os ditos filhos menores ficarão sob a autoridade
dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de
criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos.
Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da
mãe terá a opção, ou de receber do Estado indenização
de 600 mil réis, ou de u�lizar-se dos serviços do menor
até a idade de 21 anos completos." (redação atualizada)
(Disponível em: h�p://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/lim/lim2040.htm.)
 
Sobre o contexto das leis abolicionistas no Brasil do
século XIX, havia
a) convergência entre o pensamento escravocrata e o
abolicionista.
b) divergência entre os senhores de escravizados e a elite
agrária.
c) divergência entre os la�fundiários e os barões do café.
d) contradição histórica entre o passado colonial e o
presente imperial.
e) contradição entre os interesses da elite agrária e os
dos escravizados.
Questão 56 - (Simulado)
“As chuvas foram resultado de uma combinação de
fatores, entre eles uma massa de ar quente sobre a área
central do país, que bloqueia a frente fria que está na
região Sul e faz com que a instabilidade fique sobre o
Estado, causando chuvas intensas e con�nuas.”
25@professorferretto @prof_ferretto
h�ps://www.bbc.com/portuguese/ar�cles/
cd1qwpg3z77o
 
O ar mais seco na região central do Brasil permite a
elevação da temperatura durante o dia; sua dinâmica,
associada à pressão atmosférica, foi responsável pelo
bloqueio atmosférico que manteve a frente fria e as
chuvas que provocaram a tragédia no Rio Grande do Sul
em 2023.
 
O sistema atmosférico responsável pelo bloqueio
apresenta caracterís�ca de
a) alta pressão atmosférica dispersora dos ventos.
b) baixa pressão atmosférica dispersora dos ventos.
c) alta pressão atmosférica receptora dos ventos.
d) baixa pressão atmosférica receptora dos ventos.
e) ciclone tropical receptor dos ventos.
Questão 57 - (Simulado)
Tales foi o iniciador da reflexão sobre a physis, pois foi
o primeiro filósofo a afirmar a existência de um princípio
originário e único, causa de todas as coisas que existem,
sustentando que esse princípio de tudo é a água. Tudo se
origina a par�r dela. Essa proposta é importan�ssima [...]
podendo, com boa dose de razão, ser qualificada como a
primeira proposta filosófica daquilo que se costuma
chamar de começo da formação do universo.
REALE, Giovanni. História da filosofia. São Paulo:
Loyola, 1990.
 
A par�r do texto, pode-se afirmar que o princípio
originário buscado pelo filósofo pré-socrá�co Tales se
encontrava no(a)
a) mundo das ideias, desvinculado da realidade empírica.
b) interior do próprio homem, com base na ideia do
“conhece a � mesmo”.
c) plano é�co, fundamentado em valores construídos
socialmente.
d) natureza, por se tratar de um princípio �sico.
e) plano transcendental, a par�r de concepções
religiosas.
Questão 58 - (Simulado)
O cien�sta polí�co e sociólogo se elegeu presidente
da República em primeiro turno no mesmo ano em que o
plano foi lançado. Exerceu o cargo por dois mandatos
consecu�vos, período em que outros “pais” do Real
ocuparam posições estratégicas na condução da polí�ca
econômica.
(Disponível em
h�ps://www.infomoney.com.br/economia/30-anos-
depois-por-onde-andam-e-o-que-fazem-os-pais-do-
plano-real/)
 
Em 2024, o Plano Real, iniciado no governo de Itamar
Franco e consolidado no governo de Fernando Henrique
Cardoso, completa 30 anos de existência. O plano faz
parte de uma polí�ca de relações internacionais
consolidadas e estabelecidas pelo(a):
a) socialismo.
b) capitalismo monopolista.
c) keynesianismo.
d) neoliberalismo.
e) liberalismo clássico.
Questão 59 - (Simulado)
TEXTO I
Fonte: Macnica DHW
 
TEXTO II
Em 11 anos, agricultura familiar perde 9,5% dos
estabelecimentos e 2,2 milhões de postos de trabalho
25/10/2019
A agricultura familiar encolheu no país. Dados do
Censo Agropecuário de 2017 apontam uma redução de
9,5% no número de estabelecimentos classificados como
26@professorferretto @prof_ferretto
de agricultura familiar, em relação ao úl�mo Censo, de
2006. O segmento também foi o único a perder mão de
obra. Enquanto na agricultura não familiar houve a
criação de 702 mil postos de trabalho, a agricultura
familiar perdeu um con�ngente de 2,2 milhões de
trabalhadores.
h�ps://agenciadeno�cias.ibge.gov.br/agencia-
no�cias/2012-agencia-de-no�cias/no�cias/25786-em-11-
anos-agricultura-familiar-perde-9-5-dos-
estabelecimentos-e-2-2-milhoes-de-postos-de-trabalho
 
Os textos expõem a dinâmica atual doespaço agrário
brasileiro com consequências na estrutura do campo
brasileiro, como o(a)
a) melhor distribuição de terras.
b) redução da produção de commodi�es agrícolas.
c) aumento rela�vo da produ�vidade de gêneros
agrícolas para o mercado interno.
d) maior concentração de terras.
e) fortalecimento da agricultura i�nerante.
Questão 60 - (Simulado)
“Mas enquanto encantava os naturalistas, a floresta
também oferecia as razões econômicas para a exploração
e ocupação do Brasil. O bloqueio das rotas comerciais
para o Oriente após a tomada de Constan�nopla pelos
Mouros, em 1453, tornou as fontes alterna�vas de
especiarias e de outros produtos extremamente
lucra�vas, e os europeus logo perceberam o potencial
econômico do pau-brasil (Cisalpina e chinata)”
(TONHASCA JR, 2005, p.2).
 
Os acontecimentos descritos no texto referem-se,
respec�vamente, aos seguintes períodos relacionados à
História do Brasil:
a) Cruzada Comercial e Ciclo do Açúcar.
b) União Ibérica e Invasões Holandesas.
c) Brasil francês e Capitanias Hereditárias.
d) Expansão Marí�ma e Período Pré-Colonial.
e) Federação dos Tamoios e Governo Geral.
Questão 61 - (Simulado)
Por Fana�smo se entende uma cega obediência a uma
ideia, servida com zelo obs�nado, até exercer violência
para obrigar outros a segui-la e punir quem não está
disposto a abraçá-la. (...) O Fana�smo está geralmente
ligado ao dogma�smo, isto é, à crença numa verdade ou
num sistema de verdades que, uma vez aceitas, não
devem ser mais postas em discussão e rejeitam a
discussão com os outros; a este corresponde no campo
prá�co o sectarismo, isto é, a parcialidade para com os
adeptos e o ódio para com os não crentes. Numa
sociedade em que um grupo de faná�cos ganha poder,
gera-se como reação e se alastra o espírito do
conformismo.
BOBBIO, Norberto. Dicionário de Polí�ca. Brasília: Editora
UNB, 1998 (adaptado).
 
De acordo com o texto, o fana�smo
a) estrutura sua mentalidade como a que deverá se
sobrepor a todas as outras.
b) favorece aos indivíduos uma concepção plural de
sociedade.
c) é baseado em um senso crí�co com a leitura coerente
da realidade.
d) estabelece as bases de uma democracia.
e) converge com polí�cas públicas para as minorias.
Questão 62 - (Simulado)
Os dados da dinâmica das marés apresentados na tabela
resultam da
a) oscilação da brisa marí�ma e da terrestre.
b) estruturação do relevo oceânico.
c) interação gravitacional do Sol e da Lua.
d) variação sazonal dos ventos alísios.
e) alteração da pressão atmosférica.
Questão 63 - (Simulado)
Convicção é a crença de estar na posse da verdade
absoluta. Essa crença pressupõe que há verdades
absolutas, que foram encontrados métodos perfeitos
para chegar a elas e que todo aquele que tem convicções
se serve desses métodos perfeitos. Esses três
pressupostos demonstram que o homem das convicções
está na idade da inocência, e é uma criança, por adulto
que seja quanto ao mais. Mas milênios viveram nesses
pressupostos infan�s, e deles jorraram as mais poderosas
27@professorferretto @prof_ferretto
fontes de força da humanidade. Se, entretanto, todos
aqueles que faziam uma ideia tão alta de sua convicção
houvessem dedicado apenas metade de sua força para
inves�gar por que caminho haviam chegado a ela: que
aspecto pacífico teria a história da humanidade!
(Nietzsche. Obras incompletas, 1991. Adaptado.)
 
Nesse excerto, Nietzsche apresenta uma defesa
a) da vida ascé�ca cristã.
b) do empirismo como forma de a�ngir verdades
absolutas.
c) do método genealógico.
d) da ciência como caminho seguro ao conhecimento.
e) dos dogmas apresentados por Zaratustra.
Questão 64 - (Simulado)
“O fator mais nega�vo para a cidadania foi a
escravidão. Os escravos começaram a ser importados na
segunda metade do século XVI. A importação con�nuou
ininterrupta até 1850, 28 anos após a independência.
Calcula-se que até 1822 tenham sido introduzidos na
colônia cerca de 3 milhões de escravos. Na época da
independência, numa população de cerca de 5 milhões,
incluindo 800 mil índios, havia mais de 1 milhão de
escravos. Embora concentrados nas áreas de grande
agricultura exportadora e de mineração, havia escravos
em todas as a�vidades, inclusive urbanas.” (CARVALHO,
Cidadania no Brasil: o longo caminho, 2014, p. 25-26).
 
Tendo em vista o passado de escravidão relacionado ao
con�nente africano e o Brasil do século XVI ao XIX, os
escravizados que cruzavam o Atlân�co foram subme�dos
à condição de
a) imigrantes, por definição.
b) refugiados, por definição.
c) negação de cidadania.
d) repatriamento.
e) servidão cole�va.
Questão 65 - (Simulado)
A sociólogo francês Émile Durkheim (1858 - 1917) se
preocupou em analisar fenômenos que explicitavam a
força da sociedade sobre os indivíduos. Neste sen�do, a
organização da sociedade é crucial, segundo o autor, para
a delimitação do problema a ser analisado. O suicídio
geralmente é �do como algo de foro ín�mo, da esfera
subje�va. Durkheim em sua obra "O Suicídio" se esforça
em conceituar e caracterizar o suicídio como um fato
social, portanto como algo que ganha reflexos e tem
ligação com a vida social.
 
Na perspec�va de Émile Durkheim, a sociedade
a) se apresenta como uma construção feita pela dialé�ca
de classes.
b) existe naturalmente, sem a par�cipação humana.
c) se contrapõe ao modelo apresentado por Weber, que
define a sociedade como um organismo autônomo.
d) é construída por fatos sociais como um organismo
vivo.
e) é uma construção revolucionária ao longo da História.
Questão 66 - (Simulado)
O Google Maps é uma plataforma desenvolvida pelo
Google a par�r das informações oferecidas pelo Sistema
Global de Navegação por Satélite, onde os usuários
encontram mapas para visualizar rotas, es�mar a
distância e o tempo de viagem entre dois pontos,
encontrar estabelecimentos, entre outras opções.
 
 
O recorte de um trajeto no centro de Florianópolis é uma
representação cartográfica iden�ficada como 
a) planta urbana produzida sob escala grande.
b) mapa produzido sob escala pequena.
c) carta produzida sob escala média.
d) anamorfose produzida sob escala grande.
e) mapa hipsométrico produzido sob escala pequena.
Questão 67 - (Simulado)
“Creio tudo o que entendo, mas nem tudo que creio
também entendo. Tudo o que compreendo conheço, mas
nem tudo que creio conheço.”
(Agos�nho. De Magistro. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
p. 319. Coleção “Os Pensadores”).
 
De acordo com o pensamento do filósofo cristão
Agos�nho de Hipona, fé e razão são
28@professorferretto @prof_ferretto
a) incompa�veis entre si.
b) compa�veis e possuem o mesmo nível hierárquico.
c) compa�veis, sendo a razão superior à fé.
d) compa�veis, sendo a fé superior à razão.
e) ilusões, pois não possuem validade lógica.
Questão 68 - (Simulado)
A par�r do século XV, um clima de inquietação intelectual
e existencial pairava sobre diversas regiões da Europa.
Nesse período, ocorreram dois movimentos expressivos:
o Renascimento Cultural e a Reforma Protestante. Um
renovou as artes e a ciência, o outro abalou a hegemonia
da Igreja Católica.
 
Um conceito fundamental do período, que se relaciona
com o texto e a figura, é o
a) Teocentrismo.
b) Eurocentrismo.
c) Patriarcalismo.
d) Humanismo.
e) Politeísmo.
Questão 69 - (Simulado)
“A indústria cultural não cessa de lograr seus
consumidores quanto àquilo que está con�nuamente a
lhes prometer. A promissória sobre o prazer, emi�da pelo
enredo e pela encenação, é prorrogada indefinidamente:
maldosamente, a promessa a que afinal se reduz o
espetáculo significa que jamais chegaremos à coisa
mesma, que o convidado deve se contentar com a leitura
do cardápio. [...] Cada espetáculo da indústria cultural
vem mais uma vez aplicar e demonstrar de maneira
inequívoca a renúncia permanente que a civilização
impõe às pessoas. Oferecer-lhes algo e ao mesmo tempo
privá-las disso é a mesma coisa”.
(ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialé�ca do
esclarecimento. Trad. de Guido Antônio de Almeida. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. p. 130-132.)
 
De acordo com o texto, a indústria cultural
a) entregao prazer prome�do aos consumidores, por
meio da encenação.
b) oferece espetáculo ao público, mas o priva do
alimento.
c) promove uma crí�ca à civilização capitalista.
d) subverte critérios mercadológicos, ao fazer promessas
maldosas.
e) produz consumidores, e não a cultura que promete
entregar.
Questão 70 - (Simulado)
TEXTO I
 
 
TEXTO II
Expansão de cidades médias é destaque no Censo 2022
Municípios com população entre 100 mil e 500 mil
habitantes �veram crescimento rela�vo superior ao de
cidades grandes e capitais nos úl�mos 12 anos.
h�ps://jornal.unesp.br/2023/07/07/expansao-de-
cidades-medias-e-destaque-no-censo-2022/
 
Os textos estão relacionados a momentos dis�ntos da
urbanização brasileira: a segunda metade do século XX e
29@professorferretto @prof_ferretto
o contexto atual, ambos revelados pelo Censo
Demográfico 2022 e iden�ficados pelos processos de
a) conurbação e macrocefalia urbana.
b) gentrificação e formação de macrometrópoles.
c) metropolização e desmetropolização.
d) arranjos populacionais e favelização.
e) interiorização e inchaço urbano.
Questão 71 - (Simulado)
Número de mortos em terremoto no Japão sobe para
200, e mais de 1.000 seguem isolados
Tremor, de magnitude 7,6, a�ngiu costa oeste do país em
1º de janeiro. Alerta de tsunami com 'grandes ondas'
chegou a ser a�vado. Governo japonês mobilizou tropas
de todo o país para ajudar no trabalho de reconstrução.
09/01/2024 – G1
h�ps://g1.globo.com/mundo/no�cia/2024/01/09/numero-
de-mortos-em-terremoto-no-japao-sobe.ghtml
 
Os terremotos resultam da manifestação dos agentes
endógenos da geologia terrestre, no caso do Japão, a
região está situada onde a dinâmica das placas tectônicas
descreve um movimento orogené�co
a) divergente com formação de dorsais oceânicas.
b) convergente com formação de fossas oceânicas.
c) transformante com formação de falhas geológicas.
d) divergente com formação de ri�eamentos.
e) transcorrente com formação de vulcões a�vos.
Questão 72 - (Simulado)
“Concebei agora, se quiserdes, que a pedra, enquanto
con�nua a mover-se, saiba e pense que se esforça tanto
quanto pode para con�nuar a mover-se. Seguramente,
essa pedra, visto não ser consciente senão de seu esforço
e não ser indiferente, acreditará ser livre e perseverar no
movimento apenas porque quer. É essa a tal liberdade
humana que todos se jactam de possuir e que consiste
apenas em que os seres humanos são cônscios
[conscientes] de seus ape�tes [desejos], mas ignorantes
das causas que os determinam. É assim que uma criança
crê apetecer livremente o leite; um rapazinho, se irritado,
querer vingar-se, mas fugir quando in�midado.” 
(ESPINOSA. Carta 58. Apud SAVIAN FILHO, J. Filosofia e
filosofias. Existência e sen�do. Belo Horizonte: Autên�ca,
2016, p. 213).
 
O texto acima, escrito pelo filósofo Espinosa, apresenta,
com relação à causa das ações dos homens,
a) uma visão determinista.
b) uma doutrina fundada no livre-arbítrio.
c) uma abordagem esta�s�ca.
d) uma ideologia liberal.
e) uma síntese existencialista.
Questão 73 - (Simulado)
Criada durante o governo de Getúlio Vargas (1950-
1954), em um contexto de intensos debates e
mobilizações associados à campanha “O petróleo é
nosso”, a Petrobras se vinculou, naquela época, à
valorização da “bandeira nacionalista”, conforme se
observa no cartaz.
 
Em relação à polí�ca econômica e ao contexto daquele
período de governo Vargas, havia contradição entre
a) a polí�ca desenvolvimen�sta de bens de consumo
duráveis e não duráveis e os movimentos socialistas.
b) as bases da reforma agrária e os interesses das ligas
camponesas.
c) a polí�ca nacional desenvolvimen�sta e os chamados
grupos entreguistas.
d) o desenvolvimen�smo e o Plano Cruzado.
e) o Plano Salte e a ilegalidade do PCB.
Questão 74 - (Simulado)
De acordo com Max Weber, a dominação é a
probabilidade de encontrar obediência a um
determinado mandato e se funda em mo�vos de
submissão por parte dos dominados. Em outros termos,
quando se obedece a uma ordem ou a um mandato, se
reconhece como certas as razões da dominação, e ela se
torna, assim, legí�ma. Existem, para Weber, três �pos
30@professorferretto @prof_ferretto
puros de dominação: a tradicional, a carismá�ca e a
racional-legal. A primeira tem nos costumes o princípio
legí�mo de dominação; a segunda embasa sua
legi�midade em dotes e qualidades pessoais; a terceira
carrega a marca da impessoalidade, das leis e do
pensamento racional como princípios básicos.
 
Para Max Weber, o Estado
a) é portador da dominação prá�ca e irracional.
b) tem o poder legí�mo e o monopólio do uso da
violência.
c) é autoritário e deveria ser suprimido.
d) é irracional e ilegí�mo.
e) é subje�vo em relação a cada sociedade.
Questão 75 - (Simulado)
A dinâmica da pirâmide etária brasileira entre os censos
de 2010 e 2022 revela o(a)
a) aumento da taxa de natalidade.
b) estabilização do crescimento populacional.
c) aumento do crescimento vegeta�vo.
d) redução da taxa de fecundidade.
e) redução dos gastos previdenciários.
Questão 76 - (Simulado)
31@professorferretto @prof_ferretto
O foco recai sobre as regras eleitorais e argumentos
mobilizados em contextos delibera�vos que trataram do
exercício dos direitos polí�cos pelas mulheres.
Argumentamos que, apesar do direito ao sufrágio ter
sido concedido em 1932, a par�cipação polí�ca das
mulheres casadas não foi garan�da, ficando ainda na
dependência das decisões de seus maridos nas três
décadas subsequentes. O direito pleno à par�cipação só
foi ob�do em 1965.
(Adaptado de Scielo).
 
O gráfico e o texto representam
a) a garan�a de controle do Estado.
b) a superação do patriarcalismo.
c) a negação aos direitos das mulheres até a atualidade.
d) a superação do sufrágio feminino.
e) a conquista de cidadania das mulheres.
Questão 77 - (Simulado)
Um aspecto importante do calvinismo é a valorização
moral do trabalho e da poupança, que resulta numa
situação de bem-estar social e econômico, o que poderia
ser interpretado como sinal favorável de Deus à salvação
do indivíduo.
(Fernando Seffner. Da Reforma à Contrarreforma, 1993.)
 
No contexto das reformas religiosas de Lutero e Calvino
no século XVI, ocorreram relações entre sujeitos e classes
para que as ideias começassem a ser difundidas lenta e
gradualmente. Entre essas relações temos
a) filósofos iluministas e clérigos agos�nianos.
b) burguesia crescente e duques e nobres.
c) nobreza feudal e papado.
d) burguesia industrial e pequenos ducados.
e) cabeças redondas e nobreza parasitária.
Questão 78 - (Simulado)
O fenômeno das inundações mostrado na imagem pode
ser mi�gado a par�r do (a)
a) construção de moradias em áreas de encostas.
b) impermeabilização do solo urbano com concreto e
asfalto.
c) canalização de rios e córregos em áreas urbanas.
d) ver�calização do espaço urbano.
e) recuperação da mata ciliar e da vegetação das
encostas.
Questão 79 - (Simulado)
“Suponha-se, agora, que esse homem adquiriu mais
experiência e viveu no mundo o tempo suficiente para
ter observado uma conjunção constante entre objetos ou
acontecimentos familiares: qual é o resultado desta
experiência? Ele infere imediatamente a existência de um
objeto do aparecimento do outro. E, sem embargo, nem
toda a sua experiência lhe deu qualquer ideia ou
conhecimento do poder secreto pelo qual um objeto
produz outro; e tampouco é levado a fazer essa
inferência por qualquer processo de raciocínio. No
entanto, é levado a fazê-la. (...) Há algum outro princípio
que o determina a �rar essa conclusão”.
(HUME, David. Inves�gação sobre o entendimento
humano. Col. Os Pensadores, Abril Cultural, 1978)
 
32@professorferretto @prof_ferretto
“O hábito é, pois, o grande guia da vida humana. É
aquele princípio único que faz com que nossa experiência
nos seja ú�l e nos leve a esperar, no futuro, uma
sequência de acontecimentos semelhantes aos que se
verificaram no passado.”
(Hume, São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 146)
 
Nos excertos do filósofo David Hume, encontra-se a tese
de que é o hábito que torna nossa experiência ú�l.A
par�r dessa ideia, pode-se afirmar que 
a) o princípio de causa e efeito possui validade absoluta.
b) não há garan�a de que a regularidade observada na
natureza se repe�rá no futuro.
c) o conhecimento depende de ideias inatas.
d) o homem é incapaz de fazer inferências a par�r da
experiência.
e) o hábito é um dogma da religião natural.
Questão 80 - (Simulado)
A par�r do governo do Presidente Juscelino
Kubistchek, os camponeses entraram de vez na vida
polí�ca nacional. Questões como a desigualdade campo-
cidade, a reforma agrária e os direitos trabalhistas para
os trabalhadores do campo passaram a fazer parte dos
discursos co�dianos. Nesse processo se desenvolveram e
ganharam atenção as Ligas Camponesas. 
 
A reforma agrária proposta por João Goulart
a) era radical e influenciada pela revolução cubana.
b) se alinhava aos interesses da URSS para revolução sul-
americana.
c) rompia com o capital sem promover um processo
revolucionário.
d) era moderada, apenas em terras improdu�vas com
indenização aos proprietários.
e) era revolucionária, alinhada ao Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Questão 81 - (Simulado)
Quais países fazem parte do G20, que se reúne no Brasil
em 2024
20 de fevereiro de 2024 – Nexo Jornal
 
h�ps://www.nexojornal.com.br/grafico/2024/02/20/rio-
g20-2024-paises
 
Com exceção da União Europeia e da União Africana, o
G20, criado em 1999 no contexto do processo de
globalização, é composto por países com destaque na(s)
a) produção de fontes de energia renováveis.
b) gestão polí�ca democrá�ca.
c) produção industrial de bens de consumo.
d) exportação de commodi�es.
e) redes e fluxos do mercado mundial.
Questão 82 - (Simulado)
33@professorferretto @prof_ferretto
Os avanços técnicos no campo brasileiro permitem
romper com as adversidades da geografia �sica para
produção. No caso da produção de manga, o avanço
técnico das áreas de maior destaque na produção foi o(a)
a) calagem para redução da acidez do solo.
b) fer�lização química para suprir a lixiviação do solo.
c) terraceamento para conter processos erosivos.
d) irrigação para suprir o menor índice pluviométrico.
e) aragem para reduzir a compactação do solo.
Questão 83 - (Simulado)
“A escola exclui, como sempre, mas ela exclui agora de
forma con�nuada, a todos os níveis de curso, e mantém
oculto o próprio âmago daqueles que ela exclui,
simplesmente marginalizando-os nas ramificações mais
ou menos desvalorizadas. Esses ‘marginalizados por
dentro’ estão condenados a oscilar entre a adesão
maravilhada à ilusão proposta e a resignação aos seus
veredictos, entre a submissão ansiosa e a revolta
impotente”
(BOURDIEU, P. (org.). A miséria do mundo. Petrópolis:
Vozes, 1993, p. 485).
 
Segundo a perspec�va de Pierre Bourdieu, a escola
a) oculta os próprios mecanismos de exclusão dos
marginalizados.
b) exclui as diferenças sociais, superando-as.
c) homogeniza os problemas de cunho social, tornando-
os irrelevantes.
d) garante direitos aos marginalizados.
e) supera as exclusões.
Questão 84 - (Simulado)
Ao considerar o modo de vida e a organização
sociopolí�ca das principais cidades-estados na Grécia do
século V a.C., observa-se que assembleias de cidadãos
para decidirem leis, a presença de magistrados enquanto
poder de garan�a das leis votadas representavam uma
face do modelo polí�co ateniense. Por outro lado, a
presença de uma forte aristocracia, e de anciãos
pertencentes às famílias mais ricas, responsáveis pela
tomada de decisões polí�cas, assim como a presença de
magistrados com poder para garan�r e executar as
decisões dos anciãos, representa o modo de vida polí�co
espartano.
 
Baseado no texto sobre a an�guidade clássica, pode-se
afirmar que as cidades gregas, em sua totalidade,
estruturavam-se baseadas em
a) modelo imperial.
b) democracia.
c) aristocracia.
d) diarquia.
e) autonomia.
Questão 85 - (Simulado)
[...] o poder soberano, quer resida num homem, como
numa monarquia, quer numa assembleia, como nos
estados populares e aristocrá�cos, é o maior que é
possível imaginar que os homens possam criar. E, embora
seja possível imaginar muitas más consequências de um
poder tão ilimitado, apesar disso as consequências da
falta dele, isto é, a guerra perpétua de todos os homens
com os seus vizinhos, são muito piores.
(HOBBES, T. Leviatã. Tradução de João Paulo Monteiro e
Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural,
1988. capítulo XX, p. 127.)
 
O poder descrito no texto está melhor representado
a) nas democracias liberais.
b) nas monarquias parlamentaristas.
c) em Estados que adotam a tripar�ção do poder.
d) nas monarquias absolu�stas.
e) nas cidades-estados oligárquicas.
Questão 86 - (Simulado)
O paulista Manuel Ferraz de Campos Sales assumiu a
presidência da república em 1898, após o fim do
mandato de Prudente de Morais. Candidato das elites
oligárquicas, Campos Sales procurou adotar medidas que
visavam à consolidação dos interesses polí�cos dos
cafeicultores.
As principais ações do governo Campos Sales se
concentraram na área econômica, uma vez que a crise
gerada pela polí�ca do encilhamento do governo de
Deodoro da Fonseca só se agravava mais. Além de uma
inflação em níveis al�ssimos e uma desvalorização cada
vez maior da moeda, o preço do café, principal produto
brasileiro, estava em constante declínio no mercado
internacional.
Campos Sales procurou renegociar a dívida externa
com os ingleses, maiores credores do Brasil na época. De
fato, a Inglaterra aceitou a suspensão temporária do
pagamento de juros da dívida e a concessão de dez
milhões de libras em troca de uma série de medidas de
austeridade: combate à inflação, valorização da moeda e
corte de gastos.
 
A Primeira República, especificamente o poder das
oligarquias, era caracterizada
34@professorferretto @prof_ferretto
a) por um sistema eleitoral frágil devido à ausência da
Jus�ça Eleitoral.
b) por um modelo de industrialização com êxodo rural.
c) pela centralização polí�co-administra�va do chefe de
governo, em relação aos estados.
d) pelo sistema popular de reforma agrária.
e) pelo sufrágio direto, secreto e universal.
Questão 87 - (Simulado)
Estados Unidos quadruplicam o imposto de importação
de carros elétricos da China
14/05/2024 – G1 – Jornal Nacional
 
O governo dos Estados Unidos decidiu aumentar os
impostos de importação para produtos da China.
As tarifas sobre carros elétricos chineses vão
quadruplicar: de 25% para 100%. As taxas sobre chips e
células solares vão dobrar. Aço e alumínio terão tarifas de
25%. 
(...)
Os Estados Unidos vinham de uma época em que
defendiam o livre mercado com unhas e dentes –
derrubando tarifas. Agora, para enfrentar a China, tanto
Donald Trump, do Par�do Republicano, como Joe Biden,
do Par�do Democrata, adotam a estratégia de
protecionismo.
h�ps://g1.globo.com/jornal-
nacional/no�cia/2024/05/14/estados-unidos-
quadruplicam-o-imposto-de-importacao-de-carros-
eletricos-da-china.ghtml
 
Na década de 1980, os Estados Unidos foram um dos
países precursores da polí�ca econômica que conflita
com o exposto no texto, reconhecida como
a) keynesianismo.
b) desenvolvimen�smo.
c) neoliberalismo.
d) mercan�lismo.
e) liberalismo.
Questão 88 - (Simulado)
“(...) Em fevereiro, padre Júlio marretou os blocos de
paralelepípedos instalados pela gestão do então prefeito
Bruno Covas (PSDB) na parte inferior de viadutos na Zona
Leste da capital. Os blocos inibiam a presença de pessoas
em situação de rua para passar a noite.”
(Adaptado de G1)
 
A imagem e o texto tratam de dois assuntos que tomam
cada vez mais os no�ciários, que são
a) urbanização e higienização.
b) sanitarismo e profilaxia.
c) aporofobia e arquitetura hos�l.
d) xenofobia e modernização.
e) racismo estrutural e moralização de costumes.
Questão 89 - (Simulado)
“No Vietnã, o Exército dos EUA travou duas guerras:
uma contra o VietCong e outra contra a natureza. Nesta,
os militares americanos usaram milhões de litros de
herbicidas contra a selva onde se escondiam os
comunistas e as plantações de arroz que os alimentavam.
O herbicidamais usado foi o agente laranja. Uma revisão
de diversos estudos mostra que, 50 anos depois que as
forças dos EUA pararam de pulverizá-lo, ainda há restos
altamente tóxicos desse desfolhante no solo e em
sedimentos, por onde entram na cadeia alimentar”.
El País Brasil, 2019. Adaptado.
 
A u�lização do agente laranja durante a Guerra do Vietnã
exemplifica uma estratégia militar que:
35@professorferretto @prof_ferretto
a) priorizava o desenvolvimento de tecnologias
sustentáveis para minimizar o impacto ambiental.
b) buscava proteger a saúde das populações civis por
meio do controle de doenças transmi�das por insetos.
c) �nha como obje�vo principal garan�r a segurança das
fronteiras dos Estados Unidos com o Vietnã.
d) u�lizava tá�cas de guerra química para eliminar
recursos essenciais aos combatentes inimigos.
e) u�lizava a cooperação internacional visando à
resolução pacífica de conflitos territoriais.
Questão 90 - (Simulado)
A Pales�na tem, desde 2012, o status de “Estado
observador não membro” da ONU, o que não garante seu
reconhecimento como um estado-nação ou um país
membro da organização. Um dos elementos na
cons�tuição de um estado-nação, cujo reconhecimento é
dificultado pela atual ocupação militar de Israel na Faixa
de Gaza, ocorrido em 2024, e pelos assentamentos
israelenses na Cisjordânia, existentes desde a Guerra dos
Seis Dias (1967), é a
a) iden�dade nacional.
b) organização polí�ca governamental.
c) soberania sobre o território.
d) representa�vidade internacional.
e) estabilidade econômica.
Questão 91 - (Simulado)
A felicidade e a liberdade começam com a clara
compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob
nosso controle e outras não. Só depois de aceitar essa
regra fundamental e aprender a dis�nguir entre o que
podemos e o que não podemos controlar é que a
tranquilidade interior e a eficácia tornam-se possíveis.
Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que
de fato lhe compete e tenha sempre em mente que
aquilo que pertence aos outros é problema deles, e não
seu. Se agir assim, estará imune a coações e ninguém o
poderá reprimir. Será verdadeiramente livre e eficiente
em suas ações, pois seus esforços serão canalizados para
boas a�vidades, e não desperdiçados em crí�cas ou
confronto com outras pessoas.
(Adaptado de: EPICTETO. A arte de viver/Epicteto: uma
nova interpretação de Sharon Lebell. Tradução de: Maria
Luiza Newlands da Silveira. Rio de Janeiro: Sextante,
2018. p.21-23.)
 
Com base no texto acima e no estoicismo do filósofo
Epicteto (55 d.C. – 135 d.C.), a felicidade deriva
a) da polí�ca, única a�vidade capaz de alcançar o bem
comum.
b) do livre-arbítrio, que torna os homens inteiramente
responsáveis por suas ações.
c) da fé, pois a graça divina é o único caminho para a
salvação.
d) da glória pública, ob�da pela eloquência dos
discursos.
e) da apa�a, por meio do domínio e controle das
emoções.
Questão 92 - (Simulado)
Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas
para os Refugiados (ACNUR), 40% dos refugiados têm
menos de 18 anos. Dentre os fatores que jus�ficam o
maior percentual de jovens entre os refugiados está o
fato de que a maioria dos países de origem apresentam
a) elevada taxa de natalidade.
b) restrições à migração de adultos e de idosos.
c) elevado índice de desenvolvimento humano.
d) baixo crescimento vegeta�vo.
e) polí�cas de es�mulo à migração de jovens.
Questão 93 - (Simulado)
36@professorferretto @prof_ferretto
 
A cidade de Paris está situada no fuso horário de GMT +1
(15º E) e, durante os Jogos Olímpicos, a cidade adotou o
horário de verão.
 
Para assis�r aos Jogos Olímpicos, um grupo de turistas
saiu de São Paulo (45ºW) às 9 horas local do dia 24 de
julho e chegou a Paris, após 12 horas de voo, às
a) 02 horas do dia 25 de julho.
b) 01 hora do dia 25 de julho.
c) 23 horas do dia 24 de julho.
d) 02 horas do dia 24 de julho.
e) 22 horas do dia 25 de julho.
Questão 94 - (Simulado)
“A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua
Majestade o Imperador e Senhor D. Pedro II, faz saber a
todos os súditos do Império que a Assembleia Geral
Decretou, e ela Sancionou a Lei seguinte:
Art. 1º Os filhos de mulher escrava que nascerem no
Império desde a data desta lei serão considerados de
condição livre. 
§ 1º Os ditos filhos menores ficarão sob a autoridade
dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de
criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos.
Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da
mãe terá a opção, ou de receber do Estado indenização
de 600 mil réis, ou de u�lizar-se dos serviços do menor
até a idade de 21 anos completos." (redação atualizada)
(Disponível em: h�p://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/lim/lim2040.htm.)
 
A Lei do Ventre Livre, promulgada em 1871 no Brasil,
representou um marco legisla�vo porque:
a) aboliu imediatamente a escravidão em todo o
território nacional, proporcionando liberdade irrestrita
aos filhos de escravizadas.
b) concedeu liberdade aos filhos de mulheres
escravizadas nascidos a par�r da data de sua
promulgação, porém mantendo-os sob a tutela de
seus senhores até os oito anos de idade.
c) foi a primeira lei no mundo a reconhecer direitos civis
plenos aos filhos de escravizadas, independentemente
de qualquer compensação aos senhores.
d) estabeleceu uma polí�ca de incen�vos econômicos
para os senhores que libertassem os filhos menores de
oito anos de mulheres escravizadas.
e) estabeleceu que os filhos de mulheres escravizadas,
nascidos após a lei, fossem automa�camente
incorporados às forças armadas brasileiras.
Questão 95 - (Simulado)
“Nas fábricas onde a disciplina do operariado era mais
urgente, descobriu-se que era mais conveniente
empregar as dóceis (e mais baratas) mulheres e crianças:
de todos os trabalhadores nos engenhos de algodão
ingleses em 1834-47, cerca de um quarto eram homens
adultos, mais da metade era de mulheres e meninas, e o
restante de rapazes abaixo dos 18 anos”.
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções 1789-1848. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 2003, p. 58.
 
O trecho acima, sobre o processo de Revolução
Industrial, aborda os seguintes assuntos:
a) exploração dos trabalhadores e ausência de legislação.
b) bem-estar social e mecanização do trabalho.
c) divisão internacional do trabalho e exploração.
d) mais-valia e nacionalização dos meios de produção.
e) fordismo e maquinofatura.
37@professorferretto @prof_ferrettoHow did it go?
Shel Silverstein
. Acesso em: 29 ago. 2006.
 
Vocabulário:
caterpillar: lagarta
starling: pássaro europeu
cricket: grilo
 
 
O uso reiterado do advérbio “Once” passa a ideia de que
4@professorferretto @prof_ferretto
a) o autor não fala mais a língua das flores.
b) os animais citados estão ex�ntos.
c) a natureza perdeu a capacidade de comunicação
verbal.
d) as perguntas dos grilos nunca foram respondidas.
e) o autor foi uma flor na vida passada.
Questão 11 - (Simulado)
Em entrevista à revista Info Exame, o pesquisador Don
Tapsco�, autor que estuda o fenômeno da Geração Net,
quando perguntado acerca do aumento do desnível entre
quem tem acesso à tecnologia e quem não tem,
respondeu que “O divisor digital é um problema, mas
está melhorando. Nos países mais desenvolvidos, como
os do G20 (grupo que inclui o Brasil), o acesso a
ferramentas digitais não é terrivelmente caro para a
maioria da população. Obviamente, há famílias que têm
dificuldades até para se alimentar. Assim, a experiência
de bibliotecas ou centros comunitários com acesso livre à
Internet é importante”.
INFO Exame. Para quem vive de tecnologia. São Paulo:
Ed. Abril, n.º 274, dez. 2008, p. 53. (fragmento).
 
A liberdade de acesso à Internet está relacionada ao
acesso aos saberes gerados pela sociedade. Diante do
exposto pelo autor, infere-se que
a) a era digital não é um problema; na sua integridade,
os produtos disponíveis na Web funcionam como
maneiras de facilitação da informação,
independentemente de se tratar de países
desenvolvidos ou não desenvolvidos.
b) é necessária a experiência de bibliotecas e centros
comunitários com acesso livre à internet, embora o
entrave representado pelo divisor digital esteja
melhorando.
c) nos países não desenvolvidos e também nos países
desenvolvidos o acesso às ferramentas digitais é de
baixo custo para a maioria das pessoas.
d) o acesso às ferramentas digitais deve ser priorizado
até pelas famílias que têm dificuldades para se
alimentar.
e) os formatos de acesso às ferramentas digitais, no
Brasil, são “terrivelmente caros” para a maioria da
população.
Questão 12 - (Simulado)
Mudança
NA PLANÍCIE avermelhada os juazeiros alargavam
duas manchas verdes. Os infelizes �nham caminhado o
dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente
andavam pouco, mas como haviam repousado bastante
na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.
Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem
dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados
da ca�nga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o
filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha
na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a �racolo, a
cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a
espingarda de pederneira no ombro. O menino mais
velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros
aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais
velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
Disponível em:
h�ps://universosdepapellivros.wordpress.com/por�olio/
leia-agora-um-trecho-de-vidas-secas-graciliano-ramos/
 
Para se entender o trecho como uma unidade de sen�do,
é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus
elementos. Nesse texto, a coesão é, muitas vezes,
construída pelo uso da elipse. O fragmento do texto em
que há coesão por elipse do sujeito é:
a) “NA PLANÍCIE avermelhada os juazeiros alargavam
duas manchas verdes.”
b) “Os infelizes �nham caminhado o dia inteiro (...)”
c) “(...) a viagem progredira bem três léguas.”
d) “Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o
filho mais novo (...)”
e) “Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-
se.”
Questão 13 - (Simulado)
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos
passados há dez anos – e, antes de começar, digo os
mo�vos por que silenciei e por que me decido. Não
conservo notas: algumas que tomei foram inu�lizadas e,
assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada
dia mais di�cil, quase impossível, redigir esta narra�va.
Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças,
esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não
vai aqui falsa modés�a, como adiante se verá. Também
me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem
disfarces, com os nomes que têm no registro civil.
Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer
do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito
de u�lizá-las em história presumivelmente verdadeira?
Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos
esquecidos, repe�ndo palavras contestáveis e
obliteradas?
RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro:
Record, 2000, v.1, p. 33.
 
Considerando o seu contexto literário, social e histórico,
esse fragmento da obra Memórias do Cárcere, do autor
5@professorferretto @prof_ferretto
alagoano Graciliano Ramos,
a) inaugura a ficção psicológica que caracteriza a
produção romanesca do modernismo da década de 30
do século XX.
b) foca, de modo lírico, teses socialistas, o que faz do
romance de Graciliano Ramos um texto panfletário e
essencialmente ideológico.
c) é marcado pelo traço regionalista pitoresco e
român�co, que é retomado pelo autor em pleno
modernismo.
d) mostra, em linguagem concisa e lapidada, a tensão
entre o eu do escritor e o contexto que o compõe.
e) configura-se como uma narra�va de linguagem
hermé�ca e sintaxe complexa, de di�cil leitura.
Questão 14 - (Simulado)
A FLOR E A NÁUSEA
[…]
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
 
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança
mínima.
[…]
ANDRADE, Carlos Drummond de. A flor e a náusea. A
Rosa do Povo. In: Reunião: 10 livros de poesia. 5. ed. Rio
de Janeiro: José Olympio,1973. p. 78.”
 
Disponível em: h�p://banco.agenciaoglobo.com.br/
Pages/DetalheDaImagem/ ?idimagem=28314
 
A foto mostra o aspecto da estátua de Carlos Drummond
de Andrade, localizada na cidade do Rio de Janeiro, com
destaque para os óculos danificados do monumento, em
decorrência de atos de vandalismo e dano ao patrimônio
público. No trecho do poema “A flor e a náusea”, por sua
vez, o eu lírico pergunta-se como se podem perdoar os
“crimes da terra” e divaga sobre crimes diversos daquele
de que sua estátua, muitos anos mais tarde, seria alvo.
Relacionando imagem e texto — a foto como denúncia e
defesa do patrimônio ar�s�co e cultural, do qual fazem
parte tanto a escultura quanto a poesia, e o poema como
uma forma de dar “a poucos uma esperança mínima” —
é possível afirmar que
a) a a�tude de vândalos diante da imagem do poeta
certamente seria perdoada por ele, já que se trata de
um “crime suave”, considerando que o eu lírico afirma:
“Tomei parte em muitos, outros escondi”.
b) a a�vidade do poeta de escrever pode tomar temas
diversos, como crimes ou erros co�dianos e, por meio
da arte literária, torná-los belos. Dessa forma, tanto o
poeta quanto o fotógrafo transformam o mal em
esperança.
c) os crimes, os erros e o ódio são elementos defendidos
por Drummond, pois sem eles o poeta não se salvaria,
tendo em vista que ele tomou parte em diversos
crimes quando menino, o que lhe rendeu o apelido de
anarquista.
d) o crime ilustrado na foto e os “Crimes suaves, que
ajudam a viver” podem ser interpretados da mesma
maneira, mas nem por isso serão facilmente
perdoados, tendo em vista a denúncia registrada no
poema e na foto.
e) o eu lírico, convencido de que o ódio é o melhor de si,
por meio do verso “Pôr fogo em tudo, inclusive em
mim”, reforça que teria a�tude semelhante,
destruindo uma estátua com a qual não concorda e
que não o representa.
Questão 15 - (Simulado)
Os poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
comode um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em �...
QUINTANA, Mário. Antologia Poé�ca. Porto Alegre:
L&PM Pocket, 2001, p. 104.
 
6@professorferretto @prof_ferretto
O poema indica suges�vamente o leitor como parte
fundamental no processo de construção de sen�do da
poesia. O verso que melhor representa essa tese é
a) “Os poemas são pássaros que chegam”.
b) “Quando fechas o livro, eles alçam voo”.
c) “Eles não têm pouso”.
d) “E olhas, então, essas tuas mãos vazias,”.
e) “que o alimento deles já estava em �...”.
Questão 16 - (Simulado)
As artes plás�cas refletem a forma de ver e encarar o
mundo de cada sociedade em seu dado tempo. O
Renascimento, por exemplo, representou uma
valorização de aspectos culturais e humanos, voltando-
se, essencialmente, para os modelos clássicos greco-
romanos. Em contrapar�da, há registros de pintores que,
fugindo de moldes clássicos, fizeram uma arte
desestabilizadora, que seria supervalorizada tempos
depois. 
 
A obra que representa essa inovação de técnica e de
conteúdo é 
a)
b)
c)
7@professorferretto @prof_ferretto
d)
e)
Questão 17 - (Simulado)
Em 1826, o pintor francês Jean-Bap�ste Debret, em
uma das mais expressivas obras que pintou no Rio de
Janeiro, O escravo do naturalista, registrou a par�cipação
dos escravos e auxiliares locais no trabalho de campo dos
naturalistas estrangeiros que, a par�r do início do século
19, percorreram várias partes do Brasil.
A contribuição das culturas na�vas para o
conhecimento cien�fico adquirido ou construído
pelos naturalistas quase sempre tem sido desconsiderada
pelos historiadores da ciência. A atenção destes é dirigida
para as observações e teorias daqueles, seus
instrumentos e métodos de trabalho e para as influências
polí�cas, filosóficas e econômicas em suas obras, com
frequência, eles descrevem as populações locais como
iletradas e ignorantes; porém, delas dependia, em boa
medida, o êxito das expedições dos naturalistas.
Em muitos trechos de seus relatos, cien�stas como
Alfred Wallace, Henry Bates e Louis Agassiz descrevem
como os habitantes locais contribuíram com
conhecimentos para o seu trabalho. Havia, é claro, o
previsível apoio logís�co e de infraestrutura, tais como o
fornecimento de alimentos, meios de transporte e outros
recursos materiais, bem como sua presença como guias,
carregadores, intérpretes e companhia pessoal. Muitas
vezes, porém – e é esse ponto que nos interessa –,
verifica-se também, por parte de indivíduos e
comunicantes locais, a transmissão de conhecimentos
ob�dos com a longa experiência na floresta. Esses
conteúdos viriam a ser sistema�zados pelos naturalistas,
deputados dentro da visão cien�fica predominante e
incorporados ao cabedal cien�fico universal.
(Adaptado de. MOREIRA, Ildeu de Castro. O escravo do
naturalista. Ciência Hoje, v. 31, n. 184, jul.2002.)
 
Considerando-se as operações de retomada de
informações do texto, há interdependência entre as
expressões
a) “Jean-Bap�ste Debret” e “O escravo do naturalista”.
b) “Rio de Janeiro” e “início do século 19”.
c) “naturalistas” e “daqueles”.
d) “eles” e “os habitantes locais”.
e) “indivíduos” e “naturalistas”.
Questão 18 - (Simulado)
A BIBLIOTECA DE BABEL
[…] 
A escrita metódica me distrai da presente condição
dos homens. A certeza de que tudo está escrito nos anula
ou faz de nós fantasmas. Conheço distritos em que os
jovens se prosternam diante dos livros e beijam com
barbárie as páginas, mas não sabem decifrar uma única
letra. As epidemias, as discórdias heré�cas, as
peregrinações que inevitavelmente degeneram em
bandi�smo, dizimaram a população. Creio ter
mencionado os suicídios, cada ano mais frequentes.
Talvez a velhice e o medo me enganem, mas suspeito que
a espécie humana – a única – está em vias de ex�nção e
que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita,
8@professorferretto @prof_ferretto
perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos,
inú�l, incorrup�vel, secreta. 
Acabo de escrever infinita. Não introduzi esse adje�vo
por hábito retórico; digo que não é ilógico pensar que o
mundo é infinito. Os que o julgam limitado postulam que
em lugares remotos os corredores e escadas e hexágonos
podem inconcebivelmente cessar – o que é absurdo. Os
que o imaginam sem limites esquecem que não é
ilimitado o número possível de livros. Eu me atrevo a
insinuar esta solução do an�go problema: “A Biblioteca é
ilimitada e periódica”. Se um viajante eterno a
atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao cabo
de séculos que os mesmos volumes se repetem na
mesma desordem (que, repe�da, seria uma ordem: a
Ordem). Minha solidão se alegra com essa elegante
esperança. 
[…] 
BORGES, Jorge Luis. A biblioteca de Babel. In: Ficções. São
Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 78-79.
 
O conto "A biblioteca de Babel", do escritor argen�no
Jorge Luis Borges, trata, por meio da alegoria de uma
biblioteca que con�vesse todos os livros, da relação entre
o desejo infinito do homem por conhecimento e sua
condição finita. Nesse caso, o uso do gênero conto
permite ao autor
a) apresentar um pequeno relato fantasioso dos conflitos
de uma personagem fic�cia.
b) construir um enredo breve, u�lizando-se de relatos
pessoais e co�dianos.
c) criar uma narra�va breve e fantás�ca em que
realidade e imaginário se misturam.
d) desenvolver um relato sucinto e imagé�co sobre o
sen�do da biblioteca.
e) realizar uma crí�ca social das consequências da busca
humana por conhecimento.
Questão 19 - (Simulado)
A transparência na administração pública tem um
lado posi�vo, ao permi�r o acompanhamento das ações
e das despesas dos governos por parte dos cidadãos. Por
outro lado, a divulgação indiscriminada de informações,
especialmente associadas a indivíduos, pode levar a
maledicências, chantagens e exposição da privacidade
em aspectos irrelevantes para o interesse público.
 
Levando-se em conta as informações apresentadas,
sustenta-se a divulgação de dados referentes aos
indivíduos quando
a) exis�r alguma suspeita sobre alguém, já que “quem
não deve não teme”.
b) o indivíduo �ver come�do algum ato socialmente
ques�onável, mesmo que não seja ilegal.
c) se tratar de uma personalidade pública, como agente
do Estado, um ator famoso ou um grande espor�sta.
d) a pessoa es�ver associada com indivíduos sob
suspeita, já que ela pode estar envolvida no mesmo
�po de irregularidade.
e) houver envolvimento de dinheiro público, associando-
se claramente o valor e o propósito desses recursos.
Questão 20 - (Simulado)
Linhas tortas
Há uma literatura an�pá�ca e insincera que só usa
expressões corretas, só se ocupa de coisas agradáveis,
não se molha em dias de inverno e por isso ignora que há
pessoas que não podem comprar capas de borracha.
Quando a chuva aparece, essa literatura fica em casa,
bem aquecida, com as portas fechadas. [...] Acha que
tudo está direito, que o Brasil é um mundo e que somos
felizes. [...] Ora, não é verdade que tudo vá tão bem [...].
Nos algodoais e nos canaviais do Nordeste, nas
plantações de cacau e de café, nas cidadezinhas
decadentes do interior, nas fábricas, nas casas de
cômodos, nos pros�bulos, há milhões de criaturas que
andam aperreadas.
[...]
Os escritores atuais foram estudar o subúrbio, a
fábrica, o engenho, a prisão da roça, o colégio do
professor mambembe.
Para isso resignaram-se a abandonar o asfalto e o
café, [...] �veram a coragem de falar errado como toda
gente, sem dicionário, sem gramá�cas, sem manual de
retórica. Ouviram gritos, palavrões e meteram tudo nos
livros que escreveram.
RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. 8.ª ed. São Paulo:
Record, 1980, p. 92/3.
 
A tese defendida pelo autor
9@professorferretto @prof_ferretto
a) condena comportamentos de escritores que usam
tudo em seus livros: palavrões, palavras erradas e
gritos.
b) evoca as inverdades que os autores atuais construíram
ao fazer um nacionalismo inócuo das culturas
nacionais e internacionais.c) hipervaloriza uma literatura que resgate os aspectos
psicológico, simbólico e imaginário dos personagens
nacionais.
d) iden�fica o perigo de se construir uma literatura
engajada que busque na realidade social sua
inspiração e seu es�mulo.
e) reconhece o valor de uma literatura que resgate nossa
realidade social e que reforce a construção iden�tária
de uma memória nacional.
Questão 21 - (Simulado)
A coesão textual está relacionada às palavras e às frases
que compõem um texto. Esses componentes devem estar
conectados entre si por meio de dependências de ordem
grama�cal, como podemos perceber no trecho
a) “Tome, pensei em ficar com o troco (...)”, em que os
verbos destacados indicam coesão pela elipse de um
mesmo sujeito.
b) “(...) mas não consegui”, em que a conjunção
destacada estabelece uma relação de concessão com a
oração anterior.
c) “e tudo por causa do maldito inquilino (...), em que o
pronome destacado tem função catafórica, já que será
explicado posteriormente.
d) “(...) que começou a dizer (...)”, em que o pronome
destacado tem uma natureza anafórica e inicia uma
oração de natureza adje�va.
e) “(...) que não se faz (...)”, em que a conjunção
destacada retoma o verbo “dizer”, mantendo uma
relação de dependência sintá�ca.
Questão 22 - (Simulado)
Co�diano
Chico Buarque
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
 
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
 
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
 
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
 
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Disponível em: h�ps://www.letras.mus.br/chico-
buarque/82001/
 
Valor semân�co é a significação ou o sen�do que uma
palavra, frase ou texto carrega em um determinado
contexto. O trecho que traz um termo destacado com
valor semân�co de instrumento é
a) Me sacode às seis horas da manhã
b) Diz que está me esperando pro jantar
c) E me calo com a boca de feijão
d) Seis da tarde como era de se esperar
e) E me morde com a boca de pavor
Questão 23 - (Simulado)
TEXTO I
José de Anchieta fazia parte da Companhia de Jesus,
veio ao Brasil aos 19 anos para catequizar a população
das primeiras cidades brasileiras e, como instrumento de
trabalho, escreveu manuais, poemas e peças teatrais.
 
TEXTO II
Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosque e não
se vê em todo ano árvore nem erva seca. Os arvoredos se
vão às nuvens de admirável altura e grossura e variedade
de espécies. Muitos dão bons frutos e o que lhes dá graça
10@professorferretto @prof_ferretto
é que há neles muitos passarinhos de grande formosura e
variedades e em seu canto não dão vantagem aos
rouxinóis, pintassilgos, colorinos e canários de Portugal e
fazem uma harmonia quando um homem vai por este
caminho, que é para louvar o Senhor, e os bosques são
tão frescos que os lindos e ar�ficiais de Portugal ficam
muito abaixo.
ANCHIETA, José de. Cartas, informações, fragmentos
históricos e sermões do Padre Joseph de Anchieta. Rio de
Janeiro: S.J., 1933, 430-31 p.
 
A atenta leitura dos excertos atesta a preocupação do
jesuíta com o enaltecimento da religiosidade. No texto 2,
o autor exalta, ainda, a exuberância da fauna e da flora
nacionais por meio do(a)
a) uso da primeira pessoa para narrar a história de
pássaros e de bosques brasileiros, comparando-os aos
de Portugal.
b) criação de procedimentos �picos do discurso
argumenta�vo para defender a beleza dos pássaros e
dos bosques de Portugal.
c) descrição de elementos que valorizam o aspecto
natural dos bosques brasileiros, a variedade e o
encanto dos pássaros do Brasil.
d) u�lização de marcadores de cena do gênero dramá�co
para evidenciar a frescura dos bosques brasileiros e a
beleza dos rouxinóis.
e) uso tanto de caracterís�cas da narração quanto do
discurso argumenta�vo para convencer o leitor da
superioridade de Portugal em relação ao Brasil.
Questão 24 - (Simulado)
Ex-bbb e influenciador Nego Di, suspeito de estelionato, é
transferido para presídio no RS
Dilson Alves da Silva Neto par�cipou do Big Brother Brasil
em 2021 e causou mais de R$ 5 milhões de prejuízo a
clientes; ele vendia produtos por um preço abaixo do
mercado e não os entregava
15/07/2024 às 07:42
Talyssa Lima
 
O humorista e influenciador Nego Di, preso nesse
domingo (14), em Santa Catarina, foi levado sob custódia
para o Rio Grande do Sul, onde ocorre o processo em que
é acusado de estelionato. As inves�gações a par�r de
agora está entrando em uma nova fase, de ‘aprofundar a
questão patrimonial’, de acordo com o Chefe da Polícia
do RS, Delegado Fernando Sodré.
“Verificar a questão da lavagem de dinheiro, algum
�po de bem patrimonial, crime patrimonial envolvido”,
detalha Sodré, ao g1. Ainda conforme a PC, o prejuízo das
370 ví�mas no esquema liderado pelo humorista Dilson
Alves da Silva Neto, o Nego Di, ultrapassa a casa dos R$ 5
milhões de reais.
O humorista chegou a Porto Alegre no domingo (14),
após ser preso preven�vamente pela Polícia Civil do RS
na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa
Catarina. Na úl�ma sexta (12), ele havia sido alvo de uma
operação do Ministério Público por suspeita de lavagem
de dinheiro. Segundo Sodré, o humorista foi direcionado
para a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).
Dilson Alves da Silva Neto, mais conhecido como Nego
Di, par�cipou do Big Brother Brasil (BBB) em 2021. Ele
entrou como integrante do grupo Camarote, pois já
trabalhava como influenciador digital e comediante, e foi
o terceiro eliminado do programa, com 98,76%. O
trabalho nas redes sociais iniciou após o reality, quando o
ex-bbb promoveu rifas, divulgando no regulamento que
“quem comprar mais números” ganha o prêmio.
Nego Di já sofreu sanções da Jus�ça do Rio Grande do
Sul por divulgação de fake news em seus perfis nas redes
sociais. Em decisão em maio deste ano, o Tribunal de
Jus�ça (TJ), ele teve que apagar publicações sobre as
enchentes.
(...)
A Polícia Civil afirma que tentou por diversas vezes
in�mar Nego Di para prestar esclarecimentos, mas ele
nunca foi encontrado.
Antes da prisão, Nego Di se manifestou na sua conta
de X, o an�go Twi�er. “Estávamos preparados para o que
aconteceu ontem [sexta]. Nós sabíamos que iria
acontecer mais cedo ou mais tarde, e todo mundo sabe o
porquê do que aconteceu ontem”, escreveu ele.
h�ps://www.ita�aia.com.br/brasil/2024/07/15/ex-bbb-e-
influenciador-nego-di-suspeito-de-estelionato-e-
transferido-para-presidio-no-rs
 
Sobre os aspectos grama�cais do texto, é correto afirmar
que, no trecho
11@professorferretto @prof_ferretto
a) “(...) ele vendia produtos por um preço abaixo do
mercado e não os entregava”, a conjunção traz ideia
de oposição.
b) “As inves�gações a par�r de agora está entrando em
uma nova fase (...)”, verifica-se um caso específico de
concordância que permite o verbo no singular.
c) “após ser preso preven�vamente pela Polícia Civil do
RS na praia de Jurerê Internacional (...)”, verifica-se
uma oração que traz valor semân�co de causa.
d) Segundo Sodré, o humorista foi direcionado para a
Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).”, as
preposições “segundo” e “para” trazem valores
semân�cos semelhantes.
e) “(...) e todo mundo sabe o porquê do que aconteceu
ontem(...)”, o termo “porquê”, poderia, de acordo com
a norma-padrão, ser u�lizado sem o acento
circunflexo.
Questão 25 - (Simulado)
Nos balões do 1.º e do 3.º quadrinhos, notam-se
caracterís�cas que demonstram a intenção do cartunista
em adotar uma
12@professorferretto @prof_ferretto
a) linguagem padrão na fala de Ataliba e do cien�sta, de
acordo com as regras grama�cais do português culto.
b) linguagem rebuscadamenteformal na fala do
cien�sta, com emprego de termos técnicos de sua
área de pesquisa cons�tuindo a variação diastrá�ca.
c) variante regional ou diatópica na fala de um dos
clones, �pica da região brasileira em que os meninos
nasceram e foram criados.
d) linguagem coloquial na fala dos dois personagens, sem
preocupação com as normas da língua, obje�vando
uma comunicação mais eficaz.
e) variação de registro ou diafásica, para dis�nguir o
discurso do cien�sta da fala dos garotos, pois são
personagens de gerações diferentes, em situações
comunica�vas dis�ntas.
Questão 26 - (Simulado)
TEXTO I 
Em português, não há dúvida: a literatura é o
conjunto das produções feitas com base na criação de um
es�lo que é finalidade de si mesmo e não instrumento
para demonstração ou exposição. Mais restritamente, é o
conjunto de obras em es�lo literário que manifestam o
intuito de criar um objeto expressivo, fic�cio na maior
parte. 
CANDIDO, Antonio. Introdução. O estudo analí�co do
poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004. p. 18.
 
TEXTO II 
[…] 
Na medida em que a arte é […] um sistema simbólico
de comunicação inter-humana, ela pressupõe o jogo
permanente de relações entre os três [a obra, o autor e o
público], que formam uma tríade indissolúvel. O público
dá sen�do e realidade à obra, e sem ele o autor não se
realiza, pois ele é de certo modo o espelho que reflete a
sua imagem enquanto criador. Os ar�stas
incompreendidos, ou desconhecidos em seu tempo,
passam realmente a viver quando a posteridade define
afinal o seu valor. Deste modo, o público é fator de
ligação entre o autor e a sua própria obra. A obra, por sua
vez, vincula o autor ao público, pois o interesse deste é
inicialmente por ela, só se estendendo à personalidade
que a produziu depois de estabelecido aquele contacto
[sic] indispensável. Assim, à série autor-público-obra,
junta-se outra: autor-obra-público. Mas o autor, do seu
lado, é intermediário entre a obra, que criou, e o público,
a que se dirige; é o agente que desencadeia o processo,
definindo uma terceira série intera�va: obra-autor-
público. […] 
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: Estudos de
teoria e história literária. 10. ed. Rio de Janeiro: Ouro
sobre Azul, 2008. p. 47-48.
 
O texto I apresenta uma definição de literatura, ao passo
que o texto II coloca a obra de arte, o autor e o leitor
como fatores de um sistema interdependente. Tendo em
vista esses conceitos, pode-se considerar que a literatura
a) é uma forma de arte eli�sta, feita por poucos e para
poucos, pois procura privilegiar um círculo pequeno,
limitado pelo autor que escreve e seu leitor alvo.
b) abrange toda e qualquer forma de expressão, ar�s�ca
ou não, em linguagem denota�va ou conota�va,
produzida verbal ou visualmente, para um público
ilimitado.
c) possui um papel humanís�co intrínseco, pois é
produzida por autores que têm em vista um público,
sem desconsiderar as obras e os autores que os
precederam.
d) depende mais do autor do que do público e das
demais obras que a compõem, pois, para que se
realize, basta que alguém a escreva para que um leitor
qualquer a leia.
e) ao contrário do sistema obra-autor-público, independe
de outros elementos externos, como a época e o meio
social, e não tem nenhuma função delimitada.
Questão 27 - (Simulado)
FIGURA 1
 
FIGURA 2
 
13@professorferretto @prof_ferretto
FIGURA 3
 
FIGURA 4
 
FIGURA 5
 
A arte musical desempenha diversas funções na
sociedade: educar, entreter, louvar, dominar, seduzir,
entre outras.
 
Considerando o trabalho do ar�sta em seu meio cultural,
é correto afirmar que a figura 
a) 3 apresenta uma situação em que a música é usada
com fins terapêu�cos.
b) 1 retrata um contexto que ilustra o poder do som
produzido por um ser dominando outro ser.
c) 2 mostra a música em um contexto de exaltação
espiritual.
d) 4 ilustra uma a�vidade mundana que envolve a
música.
e) 5 traz um grupo desempenhando uma a�vidade
profissional.
Questão 28 - (Simulado)
Terça-feira, dia 23 de abril 
 
Eu e Luisinha es�vemos conversando que foi preciso
mamãe adoecer para reconhecermos a maldade nossa
com Siá Ri�nha. Todos nós �nhamos uma birra dela tão
grande, que quando a víamos chegar já corríamos para a
cozinha para pôr a vassoura virada atrás da porta, e
púnhamos também sal no fogo para ela não demorar. A
nossa raiva toda era por ela vir sempre mexericar e dizer
a mamãe que não nos deixasse brincar de correr com as
nossas colegas pretas. Pois se nós sentamos na aula com
as pretas, por que não podíamos correr na rua? Foi bem
bom mamãe ter sido boa para ela. Agora ela tem sido tão
boa para mamãe, que eu a olho e fico mesmo admirada
de como eu a achava tão horrorosa. […] 
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2017.
 
O excerto compõe a obra "Minha vida de menina", a
publicação do diário ín�mo de uma adolescente que
viveu em Diaman�na, Minas Gerais, no fim do século XIX,
pouco tempo depois da abolição da escravatura e da
Proclamação da República. Traços da personalidade da
adolescente ficam claros ao longo do texto, entre eles, a
a) falta de confiança em elementos da sabedoria popular.
b) an�pa�a por pessoas que haviam tratado mal sua
mãe.
c) natureza ques�onadora acerca da mentalidade da
época.
d) adesão a ideias vastamente disseminadas em seu
meio.
e) reprodução de discursos que lhe eram
contemporâneos.
Questão 29 - (Simulado)
Apesar da ciência, ainda é possível acreditar no sopro
divino – o momento em que o Criador deu vida até ao
14@professorferretto @prof_ferretto
mais insignificante dos micro-organismos?
Resposta de Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São
Paulo, nomeado pelo papa Bento XVI em 2007:
“Claro que sim. Estaremos falando sempre que, em
algum momento, começou a exis�r algo, para poder
evoluir em seguida. O ato do criador precede a
possibilidade de evolução: só evolui algo que existe. Do
nada, nada surge e evolui.”
LIMA, Eduardo. Testemunha de Deus. SuperInteressante,
São Paulo, n. 263-A, p. 9, mar. 2009 (com adaptações).
 
Resposta de Daniel Dennet, filósofo americano ateu e
evolucionista radical, formado em Harvard e Doutor por
Oxford:
“É claro que é possível, assim como se pode acreditar
que um super-homem veio para a Terra há 530 milhões
de anos e ajustou o DNA da fauna cambriana,
provocando a explosão da vida daquele período. Mas não
há razão para crer em fantasias desse �po.”
LIMA, Eduardo. Advogado do Diabo. SuperInteressante,
São Paulo, n. 263-A, p. 11, mar. 2009 (com adaptações).
 
Os dois entrevistados responderam a questões idên�cas,
e as respostas a uma delas foram reproduzidas aqui. Tais
respostas revelam opiniões opostas: um defende a
existência de Deus e o outro não concorda com isso. Para
defender seu ponto de vista,
a) o religioso ataca a ciência, desqualificando a Teoria da
Evolução, e o ateu apresenta comprovações cien�ficas
dessa teoria para derrubar a ideia de que Deus existe.
b) Scherer impõe sua opinião, pela expressão “claro que
sim”, por se considerar autoridade competente para
definir o assunto, enquanto Denne� expressa dúvida,
com expressões como “é possível”, assumindo não ter
opinião formada.
c) o arcebispo cri�ca a teoria do Design Inteligente,
pondo em dúvida a existência de Deus, e o ateu
argumenta com base no fato de que algo só pode
evoluir se, antes, exis�r.
d) o arcebispo usa uma lacuna da ciência para defender a
existência de Deus, enquanto o filósofo faz uma ironia,
sugerindo que qualquer coisa inventada poderia
preencher essa lacuna.
e) o filósofo u�liza dados históricos em sua
argumentação, ao afirmar que a crença em Deus é
algo primi�vo, criado na época cambriana, enquanto o
religioso baseia sua argumentação no fato de que
algumas coisas podem “surgir do nada”.
Questão 30 - (Simulado)
Poesia [Alguma poesia]
Carlos Drummond de Andrade
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
h�ps://api-assets-produc�on.s3.us-east-1.amazonaws.com/aulusmm/files/2017/09/POESIA.pdf
 
A locução conjun�va “no entanto” e a conjunção “mas”
poderiam ser subs�tuídas, sem incorreção grama�cal
nem prejuízo de sen�do, por:
a) “todavia” e “porquanto”, respec�vamente.
b) “embora” e “porém”, respec�vamente.
c) “conquanto” e “porquanto”, respec�vamente.
d) “não obstante” e “entretanto”, respec�vamente.
e) “posto que” e “porquanto”, respec�vamente.
Questão 31 - (Simulado)
TEXTO I
Ser bro�nho não é viver em um píncaro azulado; é muito
mais! Ser bro�nho é sorrir bastante dos homens e rir
interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo,
visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso
irresis�vel.
CAMPOS, Paulo Mendes. Ser bro�nho. In: SANTOS,
Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas
brasileiras. Rio de Janeiro: Obje�va, 2005. p. 91.
 
TEXTO II
Ser gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito
mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que
teimam em viver são entrevados. É sorrir,
interminavelmente, não por necessidade interior, mas
porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a
arcada.
FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim
Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras.
Rio de Janeiro: Obje�va, 2005. p. 225.
 
Os dois fragmentos textuais valem-se dos mesmos
recursos expressivos para definir as fases da vida, entre
eles,
15@professorferretto @prof_ferretto
a) termos coloquiais com significados semelhantes.
b) ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres
humanos.
c) recursos específicos de textos escritos em linguagem
formal.
d) expressões denota�vas que se realizam com sen�do
obje�vo.
e) metalinguagem que explica comicamente o sen�do de
palavras.
Questão 32 - (Simulado)
A humanidade conseguiu desenvolver sistemas
simbólicos (códigos) para u�lizá-los em situações
específicas de interlocução. A necessidade de criar
disposi�vos que permi�ssem o diálogo em momentos
e/ou lugares dis�ntos levou à adoção universal de alguns
desses sistemas. Considerando que a interpretação de
textos codificados depende da sintonia e da sincronia
entre o emissor e o receptor, pode-se afirmar que a
a) recepção das mensagens que u�lizam o sistema
simbólico da figura 1 pode ser feita horas depois de
sua emissão.
b) recepção de uma mensagem codificada com o auxílio
do sistema simbólico mostrado na figura 2 independe
do momento de sua emissão.
c) mensagem que é mostrada na figura 4 será
decodificada sem o auxílio da língua falada.
d) figura 3 mostra um sistema simbólico cuja criação é
anterior à criação do sistema mostrado na figura 2.
e) figura 4 representa um sistema simbólico que recorre
à u�lização do som para a transmissão das
mensagens.
Questão 33 - (Simulado)
Sempre cri numa espécie de organicidade da
assimilação de informações, e faço questão de tratar com
naturalidade a acumulação de cultura, retendo dos livros,
das aulas, das canções, somente o que me for congenial,
e transmi�ndo somente o que já es�ver em mim
incorporado.
VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008. 
 
O relato de Caetano Veloso nos permite pensar em uma
sistema�zação de como pode funcionar o processo de
criação de uma obra. Marque a alterna�va que melhor
descreve o fluxo cria�vo, conforme relatado pelo autor
em seu livro "Verdade tropical".
a) O ar�sta, por meio da assimilação de referências
culturais (aulas, livros), é capaz de criar uma obra
nova, conforme sua própria essência, transmi�ndo
informações por ele incorporadas.
b) Por organicidade da assimilação de informações, o
cantor entende que tudo o que se absorve em um
processo de criação precisa ter, em si, um aspecto
biológico, cien�fico.
c) O cantor acha muito natural que uma pessoa saiba
muitos livros e canções de cor; tal pessoa seria um
grande ar�sta em potencial, por causa de sua
capacidade de acumulação cultural.
d) É preciso ler muitos livros, assis�r a muitas aulas e
ouvir muitas canções, que deverão ser analisadas e
compreendidas, para que algo possa ser transmi�do.
Do contrário, a arte é impossível.
e) A acumulação de cultura só pode ser ob�da por meio
de uma vasta quan�dade de leituras, escutas atentas
de músicas e par�cipações em diversas aulas.
Questão 34 - (Simulado)
O American Idol islâmico
16@professorferretto @prof_ferretto
Quem não gosta do Big Brother diz que os reality
shows são programas vazios, sem cultura. No mundo
árabe, esse problema já foi resolvido: em The Millions’
Poet (“O Poeta dos Milhões”), líder de audiência no golfo
pérsico, o prêmio vai para o melhor poeta. O programa,
que é transmi�do pela Abu Dhabi TV e tem 70 milhões de
espectadores, é uma compe�ção entre 48 poetas de 12
países árabes – em que o vencedor leva um prêmio de
US$ 1,3 milhão.
Mas lá, como aqui, o reality gera controvérsia.
O BBB teve a polêmica dos “coloridos” (grupo em que
todos os par�cipantes eram homossexuais). E Millions’
Poet detonou uma discussão sobre os direitos da mulher
no mundo árabe.
GARATTONI, B. O American Idol islâmico.
SuperInteressante. Edição 278, maio 2010 (fragmento).
 
No trecho “Mas lá, como aqui, o reality gera
controvérsia”, o termo destacado foi u�lizado para
estabelecer uma ligação com outro termo presente no
texto, isto é, fazer referência ao
a) vencedor, que é um poeta árabe.
b) poeta, que mora na região da Arábia.
c) mundo árabe, local em que há o programa.
d) Brasil, lugar onde há o programa BBB.
e) programa, que há no Brasil e na Arábia.
Questão 35 - (Simulado)
ACHADAS E PERDIDAS?
[…]
Pergunto-me por que con�nuamos usando essa
expressão “bala perdida”. Afinal, perdido é aquilo que
sumiu, que não mais conseguimos encontrar. E as balas
perdidas sabemos muito bem onde vão parar. Só no
prédio de Cazarré a polícia recolheu cinco delas, sendo
que uma estava encravada na cabeceira da cama do
subsíndico José Carlos Freire, a um palmo da sua cabeça.
[…] Usa-se a palavra “perdida” também no sen�do de
distante, longínqua. Mas bem gostaríamos que as balas
perdidas es�vessem distantes. Antes aparentemente
longínquas porque limitadas às áreas de bandidagem,
estão se aproximando a cada dia, varando nossas
vidraças e nossa serenidade. Bala perdida, hoje, é
justamente aquela mais próxima do que todas as outras,
a que nos a�nge. […] 
COLASANTI, Marina. Achadas e perdidas. Releituras.
Disponível em: Disponível em:
h�p://www.releituras.com/mcolasan�_menu.asp.
Acesso em: 02 jul. 2024.
 
O texto cri�ca o uso da expressão “bala perdida”. Essa
crí�ca é percep�vel
a) na maneira como a autora reprova a relação
estabelecida entre os termos “bala” e “perdida”, por
indicarem a presença de humor na referência aos
trágicos acidentes, cada vez mais próximos, causados
por �roteios.
b) no modo como a autora ques�ona o uso da palavra
“perdida” por não definir bem o problema das balas
perdidas, pois elas estão tragicamente presentes, e
não ausentes como o termo “perdida” indica.
c) na maneira como a autora censura a aplicação do
termo “perdida” ao termo “bala”, já que o uso isolado
da palavra “bala” seria sufi ciente para designar os
trágicos acidentes decorrentes de �roteio.
d) na forma que a autora põe em questão o uso da
expressão “bala perdida”, uma vez que o fenômeno,
cada vez mais comum, de acidentes decorrentes de
�roteio é a única causa da popularização da
expressão.
e) no modo como a autora debate o uso da palavra
“bala” na designação dos acidentes de bala perdida,
dado que a expressão não deveria se referir ao
projé�l, mas ao agente que par�cipou desse
fenômeno.
Questão 36 - (Simulado)
Onde ficam os "ar�stas"? Onde ficam os "artesãos"?
Submergidos no interior da sociedade, sem
reconhecimento formal, esses grupos passam a ser vistos
de diferentes perspec�vas pelos seus intérpretes, a
maioria das vezes, engajados em discussões que se
polarizam entre artesanato, cultura erudita e cultura
popular.
PORTO ALEGRE, M. S. Arte e o�cio de artesão. São Paulo,
1985 (adaptado).
 
O microtexto apresentado levanta uma discussão an�ga e
recorrente sobre o que é arte. Artesanato é arte ou não?
Levandoem conta uma tendência inclusiva sobre a
relação entre arte e educação,
17@professorferretto @prof_ferretto
a) o artesanato representa uma composição do passado
e tem sua sobrevivência fadada à ex�nção por se
tratar de trabalho está�co produzido por poucos.
b) os ar�stas populares não têm capacidade de pensar e
conceber a arte intelectual, visto que muitos deles
sequer dominam a leitura.
c) o ar�sta popular e o artesão, dotados de saber cultural
empírico, têm a capacidade de exprimir, em seus
trabalhos, determinada formação cultural.
d) tanto os ar�stas populares quanto os ar�stas eruditos
produzem suas obras pautados em normas técnicas e
educacionais rígidas, aprendidas em escolas
preparatórias.
e) o artesanato tem seu sen�do limitado à região em que
está inserido como uma produção par�cular, sem
expansão de seu caráter cultural.
Questão 37 - (Simulado)
Anatomia
Qual a matéria do poema?
A fúria do tempo com suas unhas e algemas?
 
Qual a semente do poema?
A fornalha da alma com os seus divinos dilemas?
 
Qual a paisagem do poema?
A selva da língua com suas feras e fonemas?
 
Qual o des�no do poema?
O poço da página com suas pedras e gemas?
 
Qual o sen�do do poema?
O sol da semân�ca com suas sombras pequenas?
 
Qual a pátria do poema?
O caos da vida e a vida apenas?
CAETANO, A. Disponível em:
www.antoniomiranda.com.br.
 
No poema, uma das funções da linguagem u�lizadas
concentra-se no código e u�liza-o para falar sobre ele
mesmo. Isso caracteriza o uso da função
a) fá�ca, já que há uso de repe�das perguntas retóricas.
b) referencial, explicitada pelas dúvidas que inquietam o
eu lírico.
c) poé�ca, pelos usos que se fazem das figuras de
linguagem.
d) metalinguís�ca, pelo fato de o poema falar de si
mesmo como linguagem.
e) emo�va, pela prevalência do sen�do poé�co como
inquietação existencial.
Questão 38 - (Simulado)
 TEXTO I
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
[Cantar o sabiá!
Meu Deus, eu sinto e bem vês que eu morro
[Respirando esse ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
[Os gozos do meu lar!
 
Dá-me os sí�os gen�s onde eu brincava
[Lá na quadra infan�l;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
[O céu de meu Brasil!
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! Não seja já!
Eu quero ouvir cantar na laranjeira, à tarde,
[Cantar o sabiá!
ABREU, C. Poetas român�cos brasileiros. São Paulo:
Scipione, 1993.
 
TEXTO II
A ideologia român�ca, argamassada ao longo do
século XVIII e primeira metade do século XIX, introduziu-
se em 1836. Durante quatro decênios, imperaram o “eu”,
a anarquia, o liberalismo, o sen�mentalismo, o
nacionalismo, através da poesia, do romance, do teatro e
do jornalismo (que fazia sua aparição nessa época).
MOISÉS, M. A literatura brasileira através dos textos. São
Paulo: Cultrix, 1971 (fragmento).
 
Levando em conta as ponderações do estudioso da
literatura brasileira Massaud Moisés no Texto II, o Texto I
centra-se no(a)
a) impera�vo do “eu”, reforçando a ideia de que estar
longe do Brasil é uma forma de estar bem, já que o
país sufoca o eu lírico.
b) ufanismo, acentuado pela distância da pátria e pelo
saudosismo em relação à paisagem agradável na qual
o eu lírico vivera a infância.
c) liberdade formal, que se manifesta na opção por
versos sem métrica rigorosa e temá�ca voltada para o
nacionalismo.
d) fazer dadaísta, que entendia a poesia como negação
do passado e da vida, seja pelas opções formais, seja
pelos temas.
e) exacerbação sen�mental, por meio do qual se reforça
a alegria presente em oposição à infância, marcada
pela melancolia.
Questão 39 - (Simulado)
18@professorferretto @prof_ferretto
Isto é Regulação?
“Ao persis�rem os sintomas, o médico deverá ser
consultado. Isto é regulação? Resultado da dissertação de
Mestrado defendida no Ins�tuto de Medicina Social da
UERJ, o livro analisa os interesses da indústria
farmacêu�ca, agências de publicidade e empresas de
comunicação que obje�vam elevar o consumo perigoso e
irracional de medicamentos no Brasil. A obra analisa 100
peças publicitárias para grande público, compara seus
conteúdos com as disposições reguladoras da Anvisa e
demonstra a fragilidade da legislação criada para
proteger a população dos riscos sanitários, cuja
consequência faz com que os medicamentos sejam a
principal causa de intoxicação humana no país”.
h�ps://alvaronascimento.com.br/isto-e-regulacao/
 
A oração “Ao persis�rem os sintomas” traz uma
inadequação e deveria ser reescrita como “A persis�rem
os sintomas”. A explicação está no fato de que o uso de
“ao” mais um verbo no infini�vo remete à ideia de
tempo, todavia, nesse caso, a ideia pretendida é de
a) condição, pois só se consultará o médico caso os
sintomas persistam.
b) finalidade, pois o obje�vo de se consultar um médico
é finalizar os sintomas.
c) proporção, pois à medida que os sintomas persistem, o
médico deve ser consultado.
d) conformidade, pois a consulta com um médico está de
acordo com a persistência dos sintomas.
e) consequência, pois a persistência dos sintomas
acarretam a necessidade de uma nova consulta.
Questão 40 - (Simulado)
CURRÍCULO
 
Iden�ficação Pessoal
[Nome Completo]
 
Brasileiro, [Estado Civil], [Idade] anos
[Endereço – Rua/Av. + Número + Complemento]
[Bairro] – [Cidade] – [Estado]
Telefone: [Telefone com DDD] / E-mail: [E-mail]
 
Obje�vo
[Cargo pretendido]
 
Formação
 
Experiência Profissional
[Período] – Empresa
Cargo:
Principais a�vidades:
 
 
Qualificação Profissional
[Descrição] ([Local], conclusão em [Ano de Conclusão do
Curso ou A�vidade]).
 
Informações Adicionais
[Descrição Informação Adicional]
 
A tenta�va de integração ao mercado formal de trabalho
faz parte da vida de jovens e de adultos. Para tanto, faz-
se necessário estruturar o currículo adequadamente. A
parte da estrutura do currículo em que deve ser inserido
o fato de você ter sido premiado com o �tulo de “Aluno
Destaque do Ensino Médio – Menção Honrosa” é
denominada de
a) Iden�ficação Pessoal.
b) Formação Acadêmica.
c) Experiência Profissional.
d) Informações Adicionais.
e) Qualificação Profissional.
Questão 41 - (Simulado)
19@professorferretto @prof_ferretto
A imagem do herói clássico na Literatura é a de pleno
virtuosismo e coragem, uma figura vista de forma
elevada pelos demais. Nada nem ninguém pode detê-lo;
ele sempre vence e é símbolo de jus�ça e de força �sica.
Na modernidade, os heróis, embora com algumas
diferenças, ainda mantêm esse ideal de coragem e
jus�ça. A �rinha anterior, no entanto, ressignifica o papel
do herói ao
a) colocá-lo em um cenário do dia a dia para solucionar
os crimes domés�cos.
b) criar uma metáfora comparando a teia a um varal para
estender roupas.
c) ter as virtudes �picas do herói clássico, embora
ambientado na cidade grande.
d) demonstrar que o Homem-Aranha perdeu os seus
poderes e não combate mais o crime.
e) inseri-lo em contexto co�diano e comum de resolução
de tarefas domés�cas.
Questão 42 - (Simulado)
Em torno do ano de 700 a.C., surgiu um importante
invento na Grécia: o alfabeto. Com isso, tornou-se
possível o preenchimento da lacuna entre o discurso
falado e o escrito. Esse momento histórico foi preparado
ao longo de aproximadamente três mil anos de evolução
e da comunicação não alfabé�ca até a sociedade grega
alcançar o que Havelock chama de um novo estado de
espírito, “o espírito alfabé�co”, que originou uma
transformação qualita�va da comunicação humana. As
tecnologias da informação com base na eletrônica
(inclusive a imprensa eletrônica) apresentam uma
capacidade de armazenamento. Hoje, os textos
eletrônicos permitem flexibilidade e feedback, interação
e reconfiguração de texto muito maiores e, dessa forma,
também alteram o próprio processo de comunicação.
CASTELLS, M. A. Era da informação: economia, sociedade
e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (adaptado).
 
Com o advento do alfabeto, ocorreram, ao longo da
história, várias consequências de natureza socioculturais.
Com a Internet, as transformações na comunicação
humana resultamdo(a)
a) descoberta da mídia impressa, por meio da produção
de livros, revistas e jornais.
b) esvaziamento da cultura alfabe�zada, que, na era da
informação, está centrada no mundo dos sons e das
imagens.
c) ruptura das fronteiras do espaço-tempo na integração
das modalidades escrita, oral e audiovisual.
d) audiência da informação difundida por meio das
mídias tradicionais, cuja dinâmica favorece o
crescimento da eletrônica.
e) penetrabilidade da informação visual, predominante
na mídia impressa, meio de comunicação de massa.
Questão 43 - (Simulado)
[…] Capitu caminhou até a orla do mar, o mar que até
então es�vera tranquilo, espelho noturno a recolher a luz
da lua, mas que de repente pusera-se agitado, inquieto,
as ondas turbilhonando à distância, numa linha
perfeitamente reta do ponto onde Capitu, imóvel,
contemplava a agitação com olhos de ressaca. E dentro
do remoinho fez-se uma luminosidade crescente, como
se o sol subisse das profundezas do oceano. Mas o sol é
redondo e o que se ergueu dentre as ondas �nha a
aparência achatada de dois pratos colados, um de boca
para o outro. Um disco, enfim. Um disco, tal e qual
descrevera a falecida Sancha, tal e qual vislumbrara �o
Cosme, como que surgido para vingá-los de todos os que
haviam duvidado de suas palavras, entre os quais
contava-me eu, ora atônito, hirto, qualquer incredulidade
esquecida diante do portentoso espetáculo. 
MANFREDI, Lucio. Dom Casmurro e os discos voadores.
São Paulo: Leya, 2010, p. 219-220.
 
O trecho anterior foi extraído de um mashup literário,
termo que define a mistura de enredos de livros clássicos
a elementos caracterís�cos de histórias contemporâneas.
Dada a relação específica que estabelece com a história
machadiana de "Dom Casmurro", tal texto tem por
finalidade
20@professorferretto @prof_ferretto
a) sa�rizar um escritor considerado an�quado por meio
da inserção de temas da ficção cien�fica.
b) introduzir novos leitores à literatura clássica ao colocá-
los em contato com partes da obra original.
c) desconstruir a cons�tuição fantasiosa do original a
par�r do uso da linguagem denota�va das ciências.
d) metaforizar o relacionamento dos personagens do
original pela figura cosmológica do disco.
e) parodiar a lógica da ficção machadiana por meio de
elementos da realidade do século XXI.
Questão 44 - (Simulado)
O rap, palavra formada pelas iniciais de rhythm and
poetry (ritmo e poesia), junto com as linguagens da
dança (o break dancing) e das artes plás�cas (o grafite),
seria difundido, para além dos guetos, com o nome de
cultura hip hop. O break dancing surge como uma dança
de rua. O grafite nasce de assinaturas inscritas pelos
jovens com sprays nos muros, trens e estações de metrô
de Nova York. As linguagens do rap, do break dancing e
do grafite se tornaram os pilares da cultura hip hop.
DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na
socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG. 2005
(adaptado).
 
Entre as manifestações da cultura hip hop apontadas no
texto, o break se caracteriza como um �po de dança que
representa aspectos contemporâneos por meio de
movimentos,
a) re�líneos, como crí�ca aos indivíduos alienados em
seus contextos sociais.
b) não sincronizados, como manifestação esté�ca da
dinâmica da vida urbana.
c) suaves, como sinônimo da ro�na dos espaços públicos
não ocupados pela população.
d) ritmados pela sola dos sapatos, como símbolo de
protesto e engajamento.
e) não cadenciados, como contestação às rápidas
mudanças culturais e socioambientais.
Questão 45 - (Simulado)
Maldades contra Machado
ENTRE OS TERRÍVEIS efeitos da crise econômica global
está o de prejudicar as fes�vidades rela�vas ao
centenário da morte de Machado de Assis, ocorrido na
segunda-feira 29 de setembro, quando os mercados
desabaram no mundo inteiro. Não é a primeira vez, nem
a segunda, que Machado de Assis se vê atropelado pelos
eventos da economia.
A primeira humilhação mais fundamental teve a ver
com o patrimônio que deixou para seus herdeiros. Em
julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um
testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre
outros bens, 7.000 contos em �tulos da dívida pública do
emprés�mo nacional de 1895. Esses �tulos entraram em
moratória pouco antes da data desse testamento.
Em 1906, com a morte de Carolina, Machado
escreveu um novo testamento, declarando possuir não
mais 7, mas 12 apólices do emprés�mo de 1895, ou seja,
as sete originais mais �tulos novos que recebeu pelos
juros e principal não pagos.
A moratória perdurou até 1910, quando a nova
herdeira, a menina Laura, filha de sua sobrinha, começou
a receber juros. Em 1914, uma nova moratória
interrompe os pagamentos até 1927, e novamente em
1931. Depois de alguns pagamentos em 1934, veio um
"calote" completo em 1937. Nos 40 anos entre 1895 e
1935, menos de 18% do emprés�mo foi amor�zado, e os
juros foram pagos apenas em 12 anos.
O Estado a que Machado serviu e honrou ao longo de
sua vida devastou-lhe a herança, a pecuniária ao menos,
com essa sucessão de "calotes". E, a par�r de 1943,
quando os pagamentos foram retomados, a inflação
funcionou como uma crueldade superveniente, pois os
�tulos não �nham correção monetária.
Como se não bastasse a desfeita, ou para tentar uma
compensação, em 1987, resolvemos homenagear
Machado de Assis em uma cédula de mil cruzados. A
cédula foi colocada em circulação em 29 de setembro de
1987, exatos 79 anos da morte do escritor, e nesse dia
valia pouco menos de US$ 20.
Em 16 de janeiro de 1989, em consequência do Plano
Verão e da mudança do padrão monetário, Machado
recebe um vergonhoso carimbo triangular cortando-lhe
três zeros: a cédula agora correspondia a um cruzado
novo, que nascia valendo cerca de US$ 1, conforme a
cotação oficial. No "paralelo" valia bem menos.
Em 31 de outubro de 1990, depois de três anos de
militância, a cédula com Machado deixa de circular por
valer menos de um centavo de dólar. Só se pode imaginar
o que Machado diria disso tudo.
h�ps://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/
fz0410200806.htm
 
“Em julho de 1898, temendo por sua saúde, escreveu um
testamento, deixando para Carolina, sua esposa, entre
outros bens, 7.000 contos em �tulos da dívida pública do
emprés�mo nacional de 1895.” A oração destacada
poderia ser reescrita, mantendo o valor semân�co
original, da seguinte maneira:
21@professorferretto @prof_ferretto
a) se temesse por sua saúde.
b) já que temia por sua saúde.
c) enquanto temia por sua saúde.
d) embora temesse por sua saúde.
e) a fim de que temesse por sua saúde.
Questão 46 - (Simulado)
Quando a propaganda é decisiva na troca de marcas
Todo supermercadista sabe que, quando um produto
está na mídia, a procura pelos consumidores aumenta.
Mas, em algumas categorias, a influência da propaganda
é maior, de acordo com pesquisa feita com 400 pessoas
pela consultoria YYY e com exclusividade para o
supermercado XXX. 
O levantamento mostrou que, mesmo não sendo a
razão o fator mais apontado para trocar de marca, não se
pode ignorar a força das campanhas publicitárias. Em
algumas categorias, um terço dos respondentes atribuem
a mudança à publicidade. Para Nicanor Guerreiro, a
propaganda estabelece uma relação mais “emocional” da
marca com o público. “Todos sen�mos necessidade de
consumir produtos que sejam ‘aceitos’ pelas outras
pessoas. Por isso, a comunicação faz o papel de endosso
das marcas”, afirma. O execu�vo ressalta, no entanto,
que nada disso adianta se o produto não cumprir as
promessas transmi�das nas ações de comunicação. Um
dos obje�vos da propaganda é tornar o produto
aspiracional, despertando o desejo de experimentá-lo. O
que o consumidor deseja é o que a loja vende. E é isso o
que o supermercadista precisa ter sempre em mente.
Veja o gráfico: 
 
 
Consoante o texto e tendo por base as informações
fornecidas pelo gráfico, para o�mizar as vendas de
produtos, faz-se necessário que
a) a campanha seja centrada em produtos alimen�cios, a
fim de aumentar o percentual de troca atual, que se
apresenta como o mais baixo.
b) a preferênciade um produto ocorra por influência da
propaganda devido à necessidade emocional das
marcas.
c) a divulgação exerça influência na troca de marca e que
o consumidor valorize a qualidade do produto.
d) os produtos mais vendidos pelo comércio não sejam
divulgados para o público como tal.
e) as marcas de qualidade inferior cons�tuam o foco da
publicidade por serem mais econômicas.
Questão 47 - (Simulado)
AMOR DE PERDIÇÃO
[…] 
Às três horas da manhã, Simão Botelho segurou entre
as mãos a testa, que se lhe abria abrasada pela febre.
Não pôde ter-se sentado, e deixou cair o meio corpo. A
cabeça, ao declinar, pousou no seio de Mariana. 
— O Anjo da compaixão sempre comigo! – murmurou
ele, — Teresa foi muito desgraçada… 
— Quer descer ao camarote? – disse ela. 
— Não poderei… Ampare-me, minha irmã. 
[…] 
— Se eu morrer, que tenciona fazer, Mariana? 
— Morrerei, senhor Simão. 
— Morrerás?!... Tanta gente desgraçada que eu fiz!…
[…] 
Entrou o comandante com uma lâmpada, e
aproximou-lha da respiração, que não embaciou
levemente o vidro. 
— Está morto! – disse ele. 
Mariana curvou-se sobre o cadáver, e beijou-lhe a
face. Era o primeiro beijo. Ajoelhou depois ao pé do
beliche com as mãos erguidas, e não orava nem chorava. 
[…] 
Foi o cadáver envolto num lençol, e transportado ao
convés. Mariana seguiu-o. 
[…]
Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a
amurada. Deram-lhe o balanço para o arremessarem
longe. E, antes que o baque do cadáver se fizesse ouvir
na água, todos viram, e ninguém já pôde segurar
Mariana, que se a�rara ao mar. 
À voz do comandante desamarraram rapidamente o
bote, e saltaram homens para salvar Mariana. 
Salvá-la!… 
Viram-na, um momento, bracejar, não para resis�r à
morte mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que
uma onda lhe a�rou aos braços. O comandante olhou
para o sí�o donde Mariana se a�rara, e viu, enleado no
cordame, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis,
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que os marujos recolheram na lancha. Eram, como
sabem, a correspondência de Teresa e Simão. 
[…] 
BRANCO, Camilo Castelo. Amor de perdição. [S.l.]:
Edições Vercial, 2017.
 
Camilo Castelo Branco foi um escritor português
notadamente reconhecido por suas obras de fundo
trágico. A obra "Amor de perdição" (1862) destaca-se
como um romance român�co por 
a) mostrar a morte como fuga para as aflições causadas
pela traição da pessoa amada.
b) u�lizar a imagem do oceano como metáfora para a
amplidão do amor sem limites.
c) inferir a possibilidade da doença �sica como resultado
da dor causada pelo sofrimento amoroso.
d) apresentar uma personagem que manifesta o desejo
de morrer em virtude da morte do amado.
e) haver um casal vivendo um romance bem-sucedido,
mesmo com a morte final de ambos.
Questão 48 - (Simulado)
O boxe está perdendo cada vez mais espaço para um
fenômeno rela�vamente recente do esporte, o MMA. E o
maior evento de Artes Marciais Mistas do planeta é
o Ul�mate Figh�ng Championship, ou simplesmente UFC.
O ringue, com oito cantos, foi desenhado para deixar os
lutadores com mais espaço para as lutas. Os atletas
podem usar as mãos e aplicar golpes de jiu-jitsu. Muitos
podem falar que a modalidade é uma espécie de vale-
tudo, mas isso já ficou no passado: agora, a modalidade
tem regras e acompanhamento médico obrigatório para
que o esporte apague o es�gma nega�vo.
CORREIA, D. “UFC: saiba como o MMA nocauteou o boxe
em oito golpes”. Veja, 10 jun. 2011 (fragmento). 
 
O conjunto de eventos que alterou as regras do MMA
retrata a tendência de redimensionamento de certas
prá�cas corporais, visando a encaixá-las em um formato
específico. O sen�do atribuído a essas transformações
incorporadas historicamente ao MMA seria, portanto, o
de que a(s)
a) a modificação das regras busca associar valores lúdicos
ao MMA, possibilitando a par�cipação de diferentes
populações como a�vidade de lazer.
b) as transformações do MMA aumentam o grau de
violência das lutas, favorecendo a busca de emoções
mais fortes tanto aos compe�dores como ao público.
c) as mudanças de regras do MMA atendem à
necessidade de tornar a modalidade menos violenta,
visando à sua introdução nas academias de ginás�ca
na dimensão da saúde.
d) as modificações incorporadas ao MMA têm por
finalidade aprimorar as técnicas das diferentes artes
marciais, favorecendo o desenvolvimento da
modalidade enquanto defesa pessoal.
e) as transformações do MMA visam a delimitar a
violência das lutas, preservando a integridade dos
atletas e enquadrando a modalidade no formato do
esporte de espetáculo.
Questão 49 - (Simulado)
Lino�pos
O Museu da Imprensa exibe duas lino�pos. Trata-se
de um �po de máquina de composição de �pos de
chumbo, inventada em 1884 em Bal�more, nos Estados
Unidos, pelo alemão O�mar Mergenthaler. O invento foi
de grande importância por ter significado um novo e
fundamental avanço na história das artes gráficas. A
lino�pia provocou, na verdade, uma revolução porque
venceu a len�dão da composição dos textos executada
na �pografia tradicional, em que o texto era composto à
mão, juntando �pos móveis um por um. Cons�tuía-se,
assim, no principal meio de composição �pográfica até
1950. A lino�po, a par�r do final do século XIX, passou a
produzir impressos a baixo custo, o que levou informação
às massas, democra�zou a informação. Promoveu uma
revolução na educação. Antes da lino�po, os jornais e
revistas eram escassos, com poucas páginas e caros. Os
livros didá�cos eram também caros, pouco acessíveis. 
Disponível em: h�p://portal.in.gov.br. Acesso em: 23 fev.
2013 (adaptado).
 
O fragmento traz uma cronologia da lino�po, uma
máquina �pográfica inventada no século XIX e
responsável pela dinamização da imprensa. Do ponto de
vista social, a contribuição da lino�po teve impacto direto
na
a) produção vagarosa de materiais didá�cos.
b) criação aprimorada de �pos de chumbo.
c) montagem acelerada de textos para impressão.
d) produção acessível de objetos de teor informacional.
e) impressão dinamizada de imagens em revistas.
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Questão 50 - (Simulado)
h�ps://br.pinterest.com/pin/2603712272463054/
 
As funções da linguagem são u�lizadas de acordo com
intenções comunica�vas e recursos linguís�cos que se
destacam em uma situação comunica�va. Por se tratar de
um anúncio publicitário, a função apela�va está
presente, todavia também é possível iden�ficar o uso da
função poé�ca, uma vez que o texto verbal:
a) evidencia o enunciador ao dirigir-se a ele.
b) coloca o canal de comunicação em evidência.
c) tem como foco o interlocutor, pois pretende que ele
realize uma ação.
d) tem base informa�va e foi privilegiado em detrimento
do texto não verbal.
e) tem uma preocupação esté�ca, evidenciada pelo uso
da linguagem conota�va.
Questão 51 - (Simulado)
A corrupção nos costumes das mulheres é ainda uma
coisa prejudicial ao fim a que se propõe o governo, e à
boa conservação das leis do Estado (...). É o que
aconteceu em Esparta (...).
Tais são as observações feitas entre os lacedemônios:
no tempo da sua dominação as mulheres resolviam
quase todas as questões. De resto, que diferença existe
em que as mulheres governem, ou que os magistrados
sejam governados por mulheres? (...) as mulheres dos
lacedemônios, mesmo no caso de perigo, fizeram-lhes o
maior mal possível.
Aristóteles, A polí�ca. Rio de Janeiro: Ediouro, s./d., p.
79-80.
 
Sobre as mulheres na Grécia an�ga, é correto afirmar que
elas, em
a) Atenas, �nham direitos a heranças e a escravizados.
b) Esparta, eram cidadãs na concepção an�ga,
par�cipando a�vamente das assembleias.
c) Esparta, recebiam educação �sica na infância, �nham
direito à herança e administravam as propriedades na
ausência dos maridos.
d) Atenas, eram consideradas guerreiras fundamentais e
mentoras de jovens guerreiros.
e) Atenas, podiam par�cipar de algumas discussões na
Eclésia e possuíam direitos polí�cos durante o período
da democracia.
Questão 52 - (Simulado)
O processo histórico é marcado por inúmeras
transformações sociopolí�cas, econômicas,

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