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Os carboidratos, (ou hidratos de carbono, glicídios, sacarídeos) são as macromoléculas que estão presentes em maior quantidade em nosso planeta e destacam-se como a principal fonte de energia do nosso organismo. Os animais são incapazes de produzir essas moléculas, sendo necessária, portanto, a sua ingestão. - São poli-hidroxialdeídos, ou poli-hidroxicetonas, ou substancias que geram esses compostos quando hidrolisadas, também são chamados de hidratos de carbono. - Formula empírica (CH2O)n, alguns também contem nitrogênio, fósforo ou enxofre. - São compostos orgânicos, assim como os lipídeos, as vitaminas, as proteínas e os ácidos nucleicos. - Carboidratos com sabor doce, como sacarose, glicose e frutose são chamados açucares. - Função energética é estrutural. - São classificados segundo o numero de unidades componentes em: Monossacarídeos: uma molécula; Oligossacarídeos: 2 a 10 moléculas; Polissacarídeos: > 10 moléculas. Monossacarídeos São as unidades mais simples de Carboidratos, chamados aldoses ou cetoses. São constituídos por apenas uma unidade de poli-hidroxialdeídos ou cetona. De acordo com seu número de átomos de carbono, são classificados em triose, tetroses, pentoses, hexoses ou heptoses. O monossacarídeo mais abundante na natureza é o açúcar de 6 carbonos D-glicose, algumas vezes chamado de dextrose. (Os dois monossacarídeos mais abundantes na natureza são a glicose e a frutose) Conversão da forma em cadeia aberta da molécula de glicose na forma cíclica – o grupo aldeído do carbono 1 reage com o grupo hidroxila do carbono 5, formando um Pentose – C5H10O5 - Ribose (DNA) - Desoxirribose (RNA) Hexose - C6H12O6 - Glicose - Frutose - Galactose hemicetal cíclico hexagonal, que pode existir como dois isômeros, α e β. Na realidade, os átomos que compõe o anel das formas cíclicas dos monossacarídeos não se situam no mesmo plano, como mostrado na figura anterior. As moléculas tendem a assumir outras conformações de menor conteúdo energético – a conformação mais frequente da glicose é chamada “cadeira”. Oligossacarídeos São monossacarídeos unidos por ligações glicosídicas e destacam-se por serem cadeias curtas. Como exemplo de oligossacarídeos, podemos citar a sacarose (formada por glicose e frutose, unidas por ligação α-1,2) e a lactose (constituída de glicose e galactose, unidas por ligação β- 1,4). Estas ligações são formadas entre duas hidroxilas de duas moléculas de monossacarídeos, pela exclusão de uma molécula de água. Maltose: glicose + glicose Polissacarídeos São monossacarídeos também unidos por ligação glicosídica, mas, diferentemente dos oligossacarídeos, apresentam milhares de monossacarídeos unidos mais comumente a glicose. Podem formar cadeias lineares, como na celulose e na quitina, ou cadeias ramificadas, como no amido e no glicogênio. - Amidos: união de glicoses, reserva energética de plantas e algas; - Glicogênio: união de glicoses, reserva energética em animais e fungos; - Celulose: parede celular (plantas); - Quitina: exoesqueleto (artrópodes), parede celular (fungos). Cada polímero está classificado como um homopolissacarideo (homo) ou hetopolissacarideo (hetero). Glicoconjugados As glicoproteínas e glicolipidios são marcadores responsáveis pela determinação dos grupos sanguíneos. Funções do carboidrato Os carboidratos apresentam diferentes funções nos organismos vivos. Destacam-se: - Função energética: Os carboidratos são utilizados pelas células para a produção de ATP, fornecendo, portanto, energia para a realização das atividades celulares. A glicose é o principal carboidrato utilizado pelas células para produzir energia; - Função estrutural: Alguns carboidratos destacam-se por seu carácter estrutural. Esse é o caso da celulose, que é o principal componente da parede celular dos vegetais, e a quitina, um carboidrato encontrado no exoesqueleto de artrópodes; - Função de reserva energética: Além de fornecer energia de maneira imediata, os carboidratos podem ser armazenados de diferentes formas. Nos vegetais, o carboidrato de reserva é o amido; nos animais, o carboidrato de reserva é o glicogênio. Fontes de carboidrato Quando falamos em fontes de carboidratos, logo pensamos em pães, massas, arroz e cereais. Entretanto, apesar de serem ricos nessas macromoléculas, não são os únicos que as contêm. Todos os produtos de origem vegetal possuem carboidratos, sendo assim, frutas, verduras e legumes são fontes desse nutriente. Vale destacar também que o mel, apesar de ter origem animal, é um exemplo de carboidrato. Nucleotídeos e metabolismo energético NAD, FAD, NADP E ATP Nucleotídeos são compostos de pentose ligada a fosfato e a uma base nitrogenada e representam os monômeros dos ácidos nucleicos. Além de participarem da informação da célula (DNA e RNA),os nucleotídeos são fundamentais para o metabolismo energético, em especial o ADP/ATP,NAD,NADP e FAD, todos nucleotídeos que apresentam o nucleosídeo adenosina. Nucleosideos = são formados de uma pentose e uma base nitrogenada. Nucleotídeo = São nucleosideos fosfatados. Fosforilando uma adenosina (ou seja, transferindo um fosfato a ela) tem se o AMP, Adenosina monofosfato: Fosforilando o AMP, forma se o ADP, adenosina difosfato: O ATP é resultado da fosforilação do ADP: Nicotinamida Adenosina Dinucleotídeo NAD NAD+ e FAD+ são antioxidantes que participam da respiração celular, recebendo hidrogênio e se tornando NADH e FADH2. NAD é formado por uma adenosina ligada por dois fosfatos a uma ribose, ligada a uma nicotinamida (vitamina B3): O NAD+ é a forma oxidada que, ao receber hidrogênio, produz a forma reduzida NADH. Observe as diferenças entre NAD+ e NADH o grupo nicotinamida do NAD+(no retângulo vermelho) que apresenta um carbono insaturado que faz ligação dupla) esse carbono se torna saturado (apenas com ligações simples), se ligando ao hidrogênio, o que forma o NADH: Flavina Adenosina Dinucleotídeo FAD Apresenta uma adenosina ligada por dois fosfatos a uma riboflavina (vitamina B2): Moléculas aceptoras de elétrons acumula muita energia: Modelos de reações de oxidação catalisadas por desidrogenases que têm NAD+ e FAD como coenzimas. O substrato reduzido (SH2) é oxidado, perdendo dois átomos de hidrogênio, e as coenzimas convertem-se às suas formas reduzidas. O NAD+ recebe dois elétrons e um próton, ficando o segundo próton no meio, o FAD recebe os dois átomos de hidrogênio. Estão representadas apenas as partes reativas do NAD+ e FAD, o restante das moléculas sendo simbolizado por R.