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O que é o Relatório Brundtland O Relatório Brundtland é um documento intitulado Nosso Futuro Comum. A partir de 1962, a publicação do livro “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson alertou o mundo para os perigos ambientais, impulsionando debates entre especialistas internacionais sobre a questão. Depois disso, em 1972 na conferência de Estocolmo, a ONU passou a se preocupar com o meio ambiente e criou uma comissão para estudar o assunto. Por fim, em 1987 surgiu o documento Nosso Futuro Comum, mais conhecido como Relatório Brundtland, que tem esse nome em função de sua coordenadora Gro Harlem Brundtland. O relatório da comissão apresentou dados sobre o aquecimento global, as chuvas ácidas e a destruição da camada de ozônio, ou seja, temas novos na época. Em razão disso, o Relatório Brundtland propôs á Assembleia Geral da ONU a realização de uma nova conferência internacional, dessa vez para avaliar esses e outros grandes impactos ambientais, como a perda de biodiversidade, bem como os desastres ecológicos causados por indústrias. O Relatório Brundtland critica o modelo de desenvolvimento dos países ricos e pobres, alertando para os perigos da exploração desenfreada dos recursos naturais. O documento afirma que o desenvolvimento sustentável é inviável sob os padrões atuais de produção e consumo. Em suma, esse documento foi a primeira tentativa de estabelece metas globais para evitar a degradação ambiental e o desequilíbrio climático. Então, apesar dos desafios para alcançar um consenso global, o Relatório Brundtland continua a ser um marco na luta pelo desenvolvimento sustentável. Legado O Relatório Brundtland foi um marco na história do desenvolvimento sustentável porque estabeleceu um novo paradigma para desenvolvimento, que passou a considera as necessidades ambientais e sociais, além das econômicas. Portanto, foi um passo essencial para a conscientização sobre a importância de um futuro sustentável para próximas gerações. Desafios identificados pelo Relatório Brundtland O relatório identificou uma série de desafios para o desenvolvimento sustentável, incluindo a pobreza, a desigualdade, a degradação ambiental e as mudanças climáticas. Afinal, ele recomenda uma série de ações para enfrentar esses desafios, incluindo investimentos em educação, saúde, infraestrutura e proteção ambiental. O relatório Brundtland destacou a pobreza nos países em desenvolvimentos, bem como o consumismo excessivo nos países desenvolvimento como obstáculos ao desenvolvimento global equitativo. Essa análise inovadora lançou luz sobre a interdependência entre as nações e principalmente a necessidade de solução conjuntas. Acordo Paris O Acordo de Paris é um compromisso mundial sobre as alterações climáticas e prevê metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa. Para que esse acordo entrasse em vigor era necessário que os países que representam em torno de 55% da emissão de gases de efeito estufa ratificassem-no. Em 12 de dezembro de 2015, o acordo foi assinado após várias negociações entrando em vigor em 4 de novembro de 2016. Ate 2017, 195 países assinaram e 147 ratificaram. Objetivos Reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, é o principal objetivo do Acordo de Paris. O uso intenso de combustível fósseis como matriz energética no mundo intensifica a liberação de dióxido de carbono e outros gases nocivos á atmosfera. Essa emissão de gases contribui de maneira significativa para o aumento da temperatura do planeta. Metas para países desenvolvidos e subdesenvolvidos Uma das metas do Acordo de Paris é estimular os países desenvolvidos a dar suporte financeiro e tecnológico aos países subdesenvolvidos. A ideia é que essa ajuda colabore na ampliação de ações propostas pelos países subdesenvolvidos, mas todos devem apresentar planos de ação. Entre os acordos firmados pelos países, um deles sugere que a cada cinco anos os governos comuniquem de forma voluntária os mecanismos para a revisão das suas contribuições para que as metas possam ser elevadas. Os países desenvolvidos encontram-se á frente do acordo e devem estabelecer metas numéricas e serem alcançadas em relação á emissão de gases de efeito estufa. Já os países subdesenvolvidos precisam elevar os esforços para continuar atingindo as metas propostas. Países que não aderiram ao Acordo de Paris Por causa da dramática guerra civil em que está envolvida, a Síria não faz parte do acordo. A Nicarágua , por sua vez, alegou que o acordo era ambicioso demais e que seria ineficaz, visto que os países apresentariam seus compromissos voluntariamente, acabando por boicotá-lo. Em 2017, após ser devastada por furacões o então presidente da Nicarágua decidiu aderir ao acordo. O Brasil assinou o Acordo de Paris em 2015, comprometendo-se a reduzir até 2025 suas emissões de gases de efeito estufa em 37% comparado aos níveis emitidos em 2005 estendendo essa meta para 43% ate 2030 As principais metas do governo brasileiro são: • Utilizar tecnologias limpas nas indústrias • Melhorar a infraestrutura dos transportes • Diminuir o desmatamento • Restaurar o reflorestamento até 12 milhões de hectares Os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU Os objetivos de desenvolvimentos sustentável são um apelo global a ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e a garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 Brasil. Os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um conjunto de 17 metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para eliminar a pobreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030. A agenda inclui ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentável, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura industrialização entre outros. Os (ODS) fazem parte de uma resolução da assembleia Geral da ONU de 2015 conhecida como Agenda 2030. No total, são 169 alvos distribuídos entre os 17 ODS, que são • Erradicação da pobreza • Fome zero agricultura sustentável • Saúde e bem-estar • Educação de qualidade • Igualdade de gênero • Água potável e saneamento • Energia limpa e acessível • Trabalho decente e crescimento econômico • Indústria, inovação e infraestrutura • Redução das desigualdades • Cidades e comunidades sustentáveis • Consumo e produção responsáveis • Ação contra a mudança global do clima • Vida na água • Vida terrestre • Paz, justiça e instituição eficazes • Parcerias e meios de implementação