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Histologia e Embriologia 
 
 
Profa. Tatiana Amorim Muniz de Alencar 
 
 
E mail: tatiana.muniz@souunisuam.com.br 
Conteúdo da aula de hoje: 
• Tecido epitelial glandular. 
Tecido epitelial glandular 
• As células do tecido epitelial glandular possuem as mesmas características do 
epitélio de revestimento, no entanto, ao contrário delas raramente são 
encontradas em camadas; 
• Suas células são muito unidas e geralmente dispostas em um única camada; 
• Os epitélios glandulares são tecidos com função secretora, que constituem 
órgãos especializados chamados glândulas; 
• São constituídos por células especializadas na atividade de secreção - as 
moléculas a serem secretadas são, em geral, armazenadas nas células em 
pequenas vesículas envolvidas por membrana, chamadas de grânulos de 
secreção; 
• As células epiteliais secretoras são capazes de sintetizar moléculas, a partir de 
moléculas precursoras menores, ou modificá-las; 
• As células de secreção também podem estar isoladas entre as células do epitélio 
de revestimento, ou formando esse epitélio; 
• Podem sintetizar, armazenar e secretar: 
 Proteínas (pâncreas); 
 Lipídeos (adrenal e glândulas sebáceas); 
 Complexo de carboidratos e proteínas (glândulas salivares). 
O pâncreas é uma glândula que faz parte do 
sistema digestório e endócrino dos 
vertebrados. O pâncreas produz o suco 
pancreático que age no processo digestivo, 
pois possui enzimas digestivas. Esta 
glândula também é responsável pela 
produção de hormônios como, por exemplo, 
insulina e glucagon. 
As glândulas adrenais ou supra-renais, localizadas 
uma sobre cada rim, são constituídas por dois tecidos 
secretores bastante distintos. 
Um deles forma a parte externa da glândula, o córtex, 
enquanto o outro forma a sua porção mais interna, 
a medula. 
Medula adrenal 
A medula adrenal produz dois hormônios principais: 
a adrenalina (ou epinefrina) e a noradrenalina (ou 
norepinefrina). Esses dois hormônios são 
quimicamente semelhantes, produzidos a partir de 
modificações bioquímicas no aminoácido tirosina. 
As glândulas sebáceas são estruturas 
normalmente associadas aos folículos 
pilosos e são responsáveis pela 
produção do sebo. 
As glândulas salivares são glândulas 
exócrinas responsáveis pela 
produção de saliva, fluído que possui 
funções digestivas, lubrificantes e 
protetoras. Além das glândulas 
pequenas que estão dispersas 
espalhadas pela cavidade oral, 
existem três glândulas salivares 
maiores: as glândulas parótidas, 
submandibular (também conhecida 
como submaxilar) e sublingual. 
• Classificação das glândulas quanto ao número de células que formam a 
glândula: 
 Unicelulares – célula caliciforme – presente no intestino delgado e na traqueia – 
são células originalmente colonares (cálice), pela contínua produção de acúmulo 
temporário de vesículas no seu citoplasma, a célula se mostra mais volumosa – 
assumindo forma triangular. 
 
 
 
 
 Multicelular – formado pelo epitélio de revestimento cujas células proliferam e 
invadem o tecido conjuntivo. Podem ser de três tipos: exócrinas e endócrinas. 
 Glândulas Endócrinas: durante o processo de formação (invaginação) o 
ducto que manteria a comunicação com o meio externo se fecha. Assim 
sendo, o produto produzido por esse tipo de célula será secretado na 
corrente circulatória através do contato entre a glândula e a grande 
quantidade de capilares que a circunda. Ex: hipófise 
 Glândulas Exócrinas: durante a formação seu ducto (elo com o epitélio 
originário) se mantém presente, possibilitando, assim, que o produto de 
secreção seja excretado no meio externo. Ex. glândula sudorípara. De 
acordo com a quantidade de ductos a glândula exócrina pode ser 
classificada em Simples (com somente um ducto não ramificado) e 
Compostas (com ductos ramificados que variam desde simples ramificações 
até arranjos mais complexos). 
As Glândulas exócrinas possuem unidades secretoras – ácinos ou adenômeros e 
possuem ductos que conduzem a secreção para o meio externo 
 Glândulas Mistas (anfícrinas): essas glândulas desempenham tanto função 
endócrina quanto exócrina, liberando suas secreções no sangue ou em 
cavidades. Exemplo de glândulas mistas: o testículo e o ovário. Essas glândulas 
sexuais produzem respectivamente os hormônios testosterona e a progesterona, 
além de espermatozóides e óvulos. Outro exemplo é o fígado, produzindo e 
secretando proteínas e a bile e o pâncreas, 
• Classificação das glândulas exócrinas quanto aos ductos: 
• Glândulas simples - ducto não ramificado. Ex.: glândulas gástricas, intestinais e 
sudoríparas; 
 
 
 
 
 
 
• Glândulas compostas - Sistema de ductos ramificados que permite a conexão 
de vários adenômeros. Ex.: glândulas salivares e mamárias. 
• Classificação das glândulas exócrinas quanto à morfologia dos ácinos 
 Glândulas tubulosas - adenômeros em forma de túbulo alongado. Ex.: glândulas 
intestinais e gástricas. 
 
 
 
 
 
 
Glândulas Exócrinas Simples 
Tubulares (Glândulas 
Intestinais) 
 Glândulas acinosas (alveolares) - unidade secretora com aspecto arredondado 
(cacho de uva); são chamados de alvéolos. Ex.: glândulas sebáceas. 
 Glândulas tubuloacinosas (ou tubuloalveolares) - Adenômeros em forma de 
túbulos e de ácinos. Ex.: glândulas submandibular e mamária. 
 
• Classificação das glândulas exócrinas quanto ao tipo de secreção 
 Glândulas mucosas: secreção viscosa, rica mucoproteínas (proteoglicanas). Ex.: 
glândulas salivares menores da boca. 
 Glândulas serosas: secreção aquosa e fluida, pouco viscosa, rica em proteínas 
ou glicoproteínas; de aspecto físico semelhante ao soro sanguíneo. Ex.: glândula 
parótida. 
 Glândulas mistas: secretam tanto secreções mucosas como serosas porque 
possuem células serosas e mucosas. Ex.: glândulas submandibular e sublingual. 
 
 
• Classificação das glândulas exócrinas quanto à forma de eliminação da 
secreção 
 Glândulas merócrinas (ou écrinas): apenas a secreção é liberada por exocitose, 
sem perda de citoplasma. Ex.: pâncreas, glândulas salivares. 
 Glândulas holócrinas: a medida que as células secretoras amadurecem e 
morrem, destacam- se da glândula e tornam-se 
produto de secreção. Ex.: glândulas sebáceas. 
 Glândulas apócrinas: perdem parte do citoplasma apical de suas células durante 
a secreção de seus produtos. Ex.: glândulas mamárias. 
 
• Classificação das glândulas endócrinas quanto ao arranjo das células 
secretoras 
 Glândulas cordonais: células dispostas em cordões ramificados, separados por 
capilares sanguíneos; não acumulam a secreção. Ex.: ilhotas pancreáticas (de 
Langerhans), glândulas adrenal e hipófise. 
 
 Glândulas vesiculares: células agrupadas em vesículas ou folículos, limitam uma 
cavidade (luz) onde armazenam a secreção até o momento de sua liberação nos 
vasos sanguíneos. Ex.: tireóide.

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