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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA – CAMPUS VIII CENTRO DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA E SAÚDE – CCTS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL MECÂNICA DOS SOLOS II PHILLIPY JOHNY LINDOLFO DA SILVA PEDRO ARTHUR DE ARAÚJO MACÊDO – 211670197 KAYLANNE GOMES DE OLIVEIRA - 211670022 LISTA DE EXERCÍCIOS – 2024.2 Araruna, PB Novembro/2024 Mecânica dos Solos II 2024.2 LISTA DE EXERCÍCIOS – 2024.2 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA – UEPB CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA – CCTS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Professor: Phillipy Johny Mecânica dos Solos II Data: 20 / 11 / 2024 Aluno (a) Kaylanne Gomes e Pedro Macêdo Instruções: • A lista abordará questões teóricas e de cálculo; • Algumas questões irão fazer uso da solução gráfica com círculo de mohr. Para essas questões é de inteira responsabilidade do aluno(a) a clareza nos desenhos; • As questões de cálculo também exigem muita clareza na solução, de modo a não deixar dúvidas durante a correção; • Questões de cunho teórico exigem respostas críticas, objetivas e claras, transcrever textos de outros autores não serão considerados, deve haver raciocínio próprio; • Respostas com texto podem ser digitadas, no entanto, os cálculos deverão ser feitos a mão; • Todas as soluções deverão ser entregues a mão ou em material impresso na data marcada. 1. Qual critério de ruptura adotado para solos? 2. Quais ensaios de laboratório utilizados para determinar a envoltória de resistência? 3. Qual a situação em que o comportamento da areia pode ser não drenado? 4. O que significa coesão aparente? 5. Deseja-se estudar a estabilidade de uma encosta. O solo local é arenoso e o NA foi encontrado a 1,0 m de profundidade, paralelo à superfície do terreno. Quais ensaios você sugeriria para determinar a resistência do solo? Análises de estabilidade devem ser conduzidas considerando-se comportamento drenado? Como as poro-pressões devem ser avaliadas? 6. O quadro abaixo apresenta resultados de ensaios CD em areia média, nos quais os corpos de prova tinham o mesmo índice de vazios inicial. Obter os círculos de Mohr e estimar o valor de φ’ para níveis de tensão entre 0 - 500 kPa e 1000 – 1500 kPa. Mecânica dos Solos II 2024.2 7. Para cada um dos elementos de solo, abaixo esquematizados, determinar: a) Círculo de Mohr de tensões. b) Os planos principais maior e menor. c) A máxima tensão de cisalhamento 8. Nos planos vertical e horizontal de um elemento de solo atuam as tensões principais de 100 kPa e 300 kPa, respectivamente. Determinar: a) As tensões que atuam num plano que forma um ângulo de 30° com o plano principal maior; b) Inclinação dos planos em que a tensão normal é 250 kPa e as respectivas tensões de cisalhamento; c) Os planos em que ocorre a tensão de cisalhamento de 50 kPa e as respectivas tensões normais. 9. Pede-se determinar, para o problema anterior (7), a partir do círculo de Mohr: a) As componentes de tensão normal e de cisalhamento que atuam no plano AA’ da figura abaixo. Verificar a solução analiticamente. b) O valor da máxima tensão de cisalhamento nesta profundidade. c) O valor da tensão normal nos planos de cisalhamento máximo. Mecânica dos Solos II 2024.2 10. O peso específico de um solo seco normalmente adensado é γ = 20 kN/m³. Se a superfície do terreno for horizontal a tensão geostática vertical representa a tensão principal maior. Com relação ao ponto P, determinar graficamente através do círculo de Mohr: a) A máxima tensão de cisalhamento atuante no ponto; b) O valor da tensão de Cisalhamento τx’z’. Conforme figura abaixo c) O coeficiente de empuxo no repouso ko. 11. Um solo tem peso específico de 17,28 kN/m² e coeficiente de empuxo no repouso de 0,45. Admitindo que as condições de tensões são geostáticas, elaborar um gráfico mostrando as tensões vertical e horizontal a partir da superfície até a profundidade de 15 metros. 12. Um ensaio triaxial do tipo drenado (CD) foi realizado em uma areia. Na ruptura obteve−se a seguinte relação: σ’1/σ’3 = 4,0. Se A tensão confinante utilizada no ensaio foi de 100 kPa, pede−se o ângulo de atrito efetivo do solo e um esboço da sua envoltória de resistência, em conjunto com o círculo de Mohr na ruptura. 13. O índice de vazios crítico de uma areia é de 0,70, para uma tensão confinante de 200 kPa. Esboce o comportamento típico desta areia em amostras com um índice de vazios de 0,70, quando ensaiadas a tensões confinantes de 50 kPa, 200 kPa e 500 kPa. 14. Uma amostra de argila foi submetida a um ensaio CU com uma tensão de confinamento de 200 kPa. A tensão desviadora de ruptura da amostra foi de 600 kPa. Se a pressão neutra na ruptura da amostra foi de 30 kPa, calcule o seu ângulo de atrito interno (adotar c = 5 kPa). Mecânica dos Solos II 2024.2 15. Uma areia é adensada em um teste triaxial a um valor de tensão confinante de 420 kPa e então é cisalhada mantendo−se as válvulas de drenagem abertas, a uma velocidade de cisalhamento compatível. Na ruptura obtém−se (σ1 − σ3) = 1046 kPa. Determine o ângulo de atrito da areia 16. Uma amostra de argila é adensada em um teste triaxial a um valor de tensão confinante de 420 kPa e então é cisalhada mantendo-se as válvulas de drenagem abertas, a uma velocidade de cisalhamento compatível. Na ruptura obtém-se (σ1 − σ3) = 1046 kPa. Determine o ângulo de atrito e a coesão da argila, sabendo-se que o ângulo de inclinação do plano de ruptura com o plano principal maior é de 58° RESOLUÇÃO 1° A análise do estado de tensões que provoca a ruptura é um estudo da resistência ao cisalhamento dos solos. Os critérios de ruptura que melhor representam o comportamento dos solos são os de Coulomb e o Mohr. (a) Mohr: Não há ruptura enquanto o círculo representativo do estado de tensões se encontrar no interior de uma curva que é a envoltória dos círculos relativos a estados de ruptura, observados experimentalmente para o material. (b) Coulomb: Não há ruptura se a tensão de cisalhamento não ultrapassar um valor dado pela expressão c + f.(𝜎) tensão normal ( Coeficiente de atrito interno e coesão). 2° Ensaios de cisalhamento direto e compressão triaxial. Ensaios de cisalhamento direto: baseia-se diretamente no critério de Coulomb. Aplica-se uma tensão normal num plano e verifica-se a tensão cisalhante que provoca ruptura. Por meio da realização de ensaios com diversas tensões normais, obtém-se a envoltória de resistência. Compressão triaxial: Consiste na aplicação de um estado hidrostático de tensões e de um carregamento axial sobre um corpo de prova cilíndrico no solo. No que se refere às condições de drenagem, os três tipos descritos a seguir são básicos. (CD) Ensaio adensado drenado: há permanente drenagem. É lento para dissipação de pressão neutra. (CU) Ensaio adensado não drenado: Permite determinar a envoltória de resistência em termos de tensão efetiva num prazo menor do que no CD, se as pressões neutras forem medidas. (UU) Ensaio não adensado não drenado: ensaio rápido por não requerer tempo para a drenagem, e é interpretado em termos de tensões totais. 3° O comportamento da areia pode ser considerado não drenado em situações de carregamentos rápidos, nos quais não há tempo suficiente para que a água nos poros escoe. Isso ocorre, por exemplo, em eventos como explosões, vibrações causadas por máquinas pesadas ou durante terremotos. Nessas condições, a aplicação súbita de carga faz com que as poro-pressões aumentem, e o solo se comporte como não drenado, mesmo sendo naturalmente permeável. Outro caso ocorre em areias muito compactas ou sob altos confinamentos, onde a permeabilidade efetiva pode ser reduzida devido à alta densidade ou pressões elevadas. Adicionalmente,em camadas de areia fina ou em solos arenosos que contenham frações significativas de silte, o fluxo da água pode ser restrito, resultando em comportamento não drenado. Nessas situações, a incapacidade do solo de dissipar rapidamente as pressões neutras pode levar ao desenvolvimento de poro-pressões elevadas, aumentando o risco de instabilidade. Um dos fenômenos associados a essas condições é a liquefação, na qual a areia perde temporariamente sua resistência ao cisalhamento, causando deformações significativas ou até colapso estrutural. 4° A coesão aparente é uma resistência adicional ao cisalhamento que ocorre em solos devido a condições temporárias ou específicas, como forças de capilaridade em solos parcialmente saturados, que geram sucção e "unem" os grãos; cimentação temporária causada por sais ou agentes químicos que ligam os grãos; ou intertravamento em solos granulares densamente compactados. Esse comportamento ocorre principalmente em solos que, em condições normais, possuem coesão intrínseca nula, como areias. Como depende de fatores externos e não é intrínseca ao solo, a coesão aparente tende a desaparecer com mudanças nas condições, sendo considerada apenas em análises específicas ou de curto prazo. 5° Para avaliar a estabilidade de uma encosta em solo arenoso com o nível d’água a 1,0 m, recomenda-se realizar ensaios como SPT e CPT para obter parâmetros de resistência, além de ensaios de cisalhamento direto ou triaxiais drenados para determinar o ângulo de atrito interno (ϕ′). Ensaios pressiométricos e de densidade in situ também podem ser úteis. As análises de estabilidade devem considerar o comportamento drenado, pois solos arenosos possuem alta permeabilidade, permitindo a rápida dissipação das poro-pressões. A avaliação das pressões neutras pode ser feita com piezômetros instalados no campo e, para análises detalhadas, integrar os dados em modelos computacionais. É essencial monitorar o impacto de variações no nível freático, especialmente em condições de infiltração ou fluxo, para garantir a segurança da encosta.