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Diabetes Mellitus
 Ana Laura de Jesus Damante
Nutricionista PSF- Prefeitura de Sacramento- MG
Aprimoramento Profissional em Nutrição Hospitalar HC-USP/ RP
Aperfeiçoamento Profissional em Nutrição Clínica Baseada em Evidências Científicas HC-USP/ RP
Introdução
Pâncreas
Pâncreas
Pâncreas
Glândula com tamanho médio de 20 cm
Pesa cerca de 100 gramas 
É uma glândula mista responsável por várias funções chamadas de endócrinas e exócrinas
Função endócrina produz insulina e glucagon, dois hormônios que garantem níveis adequados de açúcares no sangue
Função exócrina produz enzimas que auxiliam na digestão e absorção dos alimentos (suco pancreático).
O que é glicose?
Glicose
Nosso corpo é como uma máquina e precisa de um “combustível” para funcionar
 O principal combustível que nosso corpo usa é a GLICOSE.
Glicose
A glicose é a mais importante fonte de energia do nosso corpo (células, cérebro, tecidos etc.).
Glicose
Assim, para que a menor parte do nosso corpo (as células) consigam ter energia para funcionar, os alimentos (que são fontes de energia) precisam ser “quebrados” e transformados em GLICOSE (pois é basicamente dela que conseguimos energia).
O que é insulina?
INSULINA hormônio, produzido pelo pâncreas, responsável por transportar a glicose (açúcar) da corrente sanguínea para as células do organismo para que seja utilizada como fonte de energia.
Insulina
 Sem insulina , os mamíferos (dentre eles o ser humano), não conseguem crescer adequadamente
Também, na falta da insulina, as células do nosso corpo utilizam quantidades grandes de gorduras, o que provoca condições de debilidade extrema, tais como perda de peso e até mesmo coma
Diabetes
14 de novembro- dia mundial do Diabetes Mellitus(DM)
Introdução
O diabetes é um grupo de distúrbios metabólicos caracterizados pela elevação da glicose (açúcar) no sangue
Surge quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não a utiliza de modo eficaz 
Função da insulina transformar glicose em energia para que seja aproveitada por todas as células.
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2016b) 
Epidemiologia do DM
Mundo:
	Número de casos entre os adultos
Estima-se que esse aumento será de 54% (2010-2030)  representa um aumento anual de 2,2%
Crescimento global da obesidade ligado ao desenvolvimento da Síndrome Metabólica (SM).
(COZZOLINO; COMINETI, 2013)
15
Brasil5º lugar diabetes
Prováveis razões:
Urbanização
Envelhecimento
Estilo de vida sedentarismo/ aumento da obesidade
Acomete mais as mulheres se comparadas aos homens.
( ISER et al., 2015; RODRIGUEZ, SANTOS, LOPES, 2014; COZZOLINO, COMINETI, 2013; FARIA et al., 2013 ) 
Epidemiologia do DM
16
Classificação
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2016b) 
Tipo 1 (DM 1)
Tipo 2 (DM 2) 
Gestacional (DMG) 
Outros tipos específicos de DM
DM 1
5 a 10% dos casos
Caracteriza-se pela destruição das células beta do pâncreas
Acredita-se que fatores genéticos, imunológicos e, possivelmente ambientais combinados contribuem para a destruição das células beta
Sua destruição leva a uma diminuição na produção de insulina, produção não controlada de glicose pelo fígado e hiperglicemia em jejum
Hoje, sabe-se que sua incidência tem crescido principalmente nas crianças menores de cinco anos de idade má alimentação e sedentarismo.
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2016b; COZZOLINO, COMINETI, 2013)
DM 2
90-95% dos casos
Caracterizado pela resistência à insulina e comprometimento de sua secreção
 Refere-se a uma sensibilidade tecidual diminuída à insulina, onde normalmente liga-se a receptores especiais sobre as superfícies celulares e desencadeia uma série de reações envolvidas no metabolismo da glicose 
Pode ocorrer em qualquer idade, mas, em geral, o DM 2 é diagnosticado após os 40 anos.
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2016a; COZZOLINO, COMINETI, 2013)
DMG
Característica qualquer grau de intolerância à glicose, com início durante a gravidez ou quando reconhecida pela primeira vez durante a gestação
No Brasil cerca de 7% das gestações são complicadas pela hiperglicemia gestacional com aumento de morbidade e mortalidade perinatais
Incidência está progredindo paralelamente ao aumento da DM 2 e da obesidade feminina.
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2016b; COZZOLINO, COMINETI, 2013) 
Outros tipos específicos de DM
É uma categoria de DM causada por:
 uso de medicamentos ou substâncias químicas
Doenças como fibrose cística
Defeitos genéticos nas células do pâncreas ou na ação da insulina.
(FERREIRA et al., 2017)
Diretrizes
Conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2015-2016, há o pré-diabetes (glicemia de jejum alterada) e a tolerância à glicose diminuída
que são outras duas categorias que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares e o desenvolvimento de DM.
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2016a) 
Causas/ Fatores de risco da DM
IDADE
GENÉTICA
OBESIDADE
SEDENTARISMO
(Journal of Medicinal Chemistry, 2014, Vol. 47, Nº 17)
MÁ ALIMENTAÇÃO
DM
Critérios de diagnóstico do DM
Sintomas de :
Poliuria (urina em excesso)
Polidipsia (sede excessiva)
Perda ponderal (gradativa) de peso
Glicemia casual (realizada a qualquer hora do dia, independentemente do horário das refeições)>200 mg/ dL
Glicemia de jejum>=126
Glicemia de 2 horas pós sobrecarga de 75g de glicose >200
Atenção!
Pessoas com glicemia de jejum entre 110 e 125 mg/ dL tem grandes chances de desenvolverem DM!
Fazer o teste de tolerância à glicose avaliação da glicemia de 2h pós- sobrecarga de 75 g de glicose
Atenção
O teste de tolerância à glicose (TTG) pode ser usado para triagem do DM
Todavia, esse exame não é recomendado para uso clínico de rotina ou seja, enfermeiros, médicos ou nutricionistas devem pedir o exame de glicemia e, se possível, a hemoglobina glicosilada (ou glicada).
Hemoglobina glicada
Avalia exposição à glicemia nos últimos 2 a 3 meses consegue mostrar se o indivíduo está ingerindo mais carboidratos que o adequado, e se está com DM.
	Valores de referência da HbA1c		
	Nível adequado- sem DM	Indivíduos com alto risco para desenvolver DM	Indivíduos com DM
	=6,5
À medida que a hiperglicemia aumenta, os indivíduos passam a apresentar:
Infecções recorrentes/ persistentes
Visão turva/ alterada
Irritabilidade
Fraqueza 
Micção (urina) excessiva
Sede excessiva
Perda de peso
Desidratação
Fadiga 
29
DM e suas complicações
Levam a 4 milhões de mortes/ ano
Que corresponde a 9% das mortes mundiais totais.
FERREIRA et al., 2017
DM e suas complicações
Amputações de membros inferiores
Insuficiência renal crônica
Infartos/ AVC
Náuseas e vômitos intratáveis/ diarreia crônica
Hospitalizações
Óbito.
(FERREIRA et al., 2017)
Hipoglicemia- queda do açúcar no sangue
Sintoma mais comum de quem faz tratamento com insulina
Pode ocorrer devido:
 atrasar o horário das refeições 
Pular refeições
Quantidades insuficientes de alimentos
Ingestão de álcool sem consumir alimentos juntamente
Prática de exercício físico.
Como prevenir a DM?
Prevenção
A prevenção se dá, principalmente, através da adoção de hábitos saudáveis
Alimentação equilibrada, com substituição de alimentos que fornecem açúcar rapidamente para a corrente sanguínea por outros que a fornecem mais lentamente (alimentos com mais fibras).
Fibras solúveis
São as fibras que reduzem a velocidade de absorção da glicose no intestino delgado resultando em menor pico glicêmico pós prandial (após se alimentar)
				2 minutos= 5 minutos
Recomendação da ingestão de fibras para o diabético:
25g= quantidade indicada a população em geral.
Substituir quando possível
Prevenção
Além disso, a prática de exercícios físicos também é fundamental, uma vez que as células musculares usam grandes quantidades de glicose para realizar os movimentos.
Tratamento
Tratamento medicamentoso
Exercício físico
Alimentação balanceada
Terapia medicamentosa
Quando o paciente recebe o diagnóstico de DM tipo 2, junto com as medidas que orientam modificações adequadas no seu estilo de vida (educação em saúde, alimentação e atividade física), o médico geralmente prescreve um antidiabético oral 
Importância da alimentação no controle da DM
A alimentação saudável é primordial para prevenir e tratar o diabetes, e integra o conjunto de medidas de autocuidado e educação em saúde, pois auxilia no controle sistólico e glicêmico e ajuda na manutenção ou perda de peso, contribuindo dessa maneira para minimizar as complicações da doença.
(BRASIL, 2014b; TAVARES et al., 2014)
Importância da alimentação no controle da DM
Contudo, o que se observa é que as orientações ao autocuidado, à prática de exercícios físicos e a alimentação saudável apesar de serem importantes para o controle do diabetes, possuem pequena adesão.
Exercícios físicos
Indicada a todos os pacientes com DM:
Melhora o controle metabólico
Reduz a necessidade de medicamentos hipoglicemiantes
Ajuda no emagrecimento dos obesos
Diminui os riscos de doença cardiovascular
Melhora a qualidade de vida.
É de suma importância o papel da equipe multiprofissional neste processo de levantamento epidemiológico e de propostas nas medidas preventivas no controle e tratamento do DM.
Educação em diabetes e mudanças de comportamento 
Dados
Pesquisas demonstram que pessoas que convivem com a condição do diabetes, tendem a considerar as orientações fornecidas pelos profissionais de saúde muito difíceis de serem seguidas, ou seja, as orientações são vistas como restritivas.
Relevância da educação em saúde no DM
A American Diabetes Association (ADA), em uma recente revisão demonstrou que o DM é uma das situações clínicas mais estudadas com resultados positivos de abordagens na mudança de comportamento
Sendo assim, para que haja controle da doença e que não ocorram complicações, além da realização de exames e medicamentos, seguir uma dieta balanceada, a prática de exercícios físicos e manter um equilíbrio emocional são fundamentais, visto que estes influenciam diretamente sobre a doença.
(ALVARENGA et al., 2015) 
Dados
Estudos mostram que 58% da incidência de diabetes foram reduzidas em três anos com a mudança do estilo de vida, e que os tratamentos farmacológicos reduziram a incidência em 31% no mesmo período.
(VIEIRA; CECÍLIO; TORRES, 2017)
Conclusão
DM doença crônica requer cuidados para toda a vida
Para isso, é preciso adquirir e mudar certos hábitos de vida, e adotar algumas medidas de autocuidado para manter o bom controle glicêmico
Conclusão
O ideal é trabalhar de forma multidisciplinar, orientando quanto às condutas que vão oferecer uma maior qualidade de vida ao diabético
A equipe deve educar o paciente quanto à fisiopatologia da doença e suas possíveis complicações, visando uma maior adesão por parte do mesmo, onde a mudança de comportamento e o empoderamento pelo usuário contribuem positivamente sobre a doença.
Conclusão
Uma forma de estratégia educacional inclui atividades em grupos operativos, oficinas e palestras Grupo HIPERDIA/ SINTONIA etc.
Referências
ALVARENGA, M. et al. (Orgs.). Nutrição Comportamental. Barueri: Manole, 2015. 549 p. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus. Brasília, v. 36, 160 p., 2013. Disponível em:. Acesso em 27/05/2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Brasília, 38 p., 2013. Disponível em:. Acesso em 15/06/2016.
CHAVES, M. O.; TEIXEIRA, M. R. F.; SILVA, S. E. D. Percepções de portadores de diabetes sobre a doença: contribuições da Enfermagem. Rev. Brasileira de Enfermagem, v. 66, n. 02, p. 215- 221, 2013. Disponível em:. Acesso em 07/11/2016. 
CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Manual Operacional- Ação Nacional 2011-2015: Multiplicando a Estratégia – “O Ministério Público na Defesa do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica”. Brasília, 2014. Disponível em:. Acesso em 30/06/2017. 
COZZOLINO, S. M. F.; COMINETTI, C. (Orgs.). Bases Bioquímicas e Fisiológicas da Nutrição. Barueri: Manole, 2013. 1288 p. 
Referências
FARIA, H. T. G. et al. Adesão ao tratamento em diabetes mellitus em unidades da Estratégia Saúde da Família. Rev. Esc. Enfermagem USP, v. 48, n. 02, p. 257- 263, 2014. Disponível em:. Acesso em 15/02/2017. 
GARUZI, M. et al. Acolhimento na Estratégia Saúde da Família: revisão integrativa. Rev. Panam. Salud Publica (online), v. 35, n. 02, p. 144- 149, 2014. Disponível em:. Acesso em 20/05/2017. 
IQUIZE, R. C. C. et al. Práticas educativas no paciente diabético e perspectiva do profissional de saúde: uma revisão sistemática. J. Bras Nefrol 2017, vol. 39(2):p. 196-204, 2017. 
ISER, B. P. M. et al. Prevalência de diabetes autorreferido no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Rev. Epidemiol. Serv. Saúde: Brasília, v. 24, n. 02, p. 305- 314, 2015. Disponível em:. Acesso em 27/06/2017. 
MEDEIROS, P. M. et al. Processo de cuidar do portador de diabetes mellitus: Revisão integrativa da literatura. Rev. Com. Ciências Saúde: Rio Grande do Norte, v. 24, n. 03, p. 251- 258, 2014. Disponível em:. Acesso em 22/03/2017. 
NOGUEIRA, L. G. F.; NÓBREGA, M. M. L. Construção e validação de diagnósticos de enfermagem para pessoas com diabetes na atenção especializada. Rev. Esc. Enferm. USP: São Paulo, v. 49, n. 01, p. 54- 60, 2015. Disponível em:. Acesso em 15/02/2017.
Referências
OHARA, E. C. C.; SAITO, R. X. S. (Orgs.). Saúde da Família: considerações teóricas e aplicabilidade. São Paulo: Martinari, 2014. 535 p. 
RODRIGUEZ, M. T. G.; SANTOS, L. C.; LOPES, A. C. S. Adesão ao aconselhamento nutricional para o diabetes mellitus em serviço de atenção primária à saúde. Rev. Min. Enf.: Belo Horizonte, v. 18, n. 03, p. 685- 690, 2014. Disponível em:. Acesso em 28/06/201
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2015- 2016. AC Farmacêutica: São Paulo, 2016. Disponível em:. Acesso em 25/05/2017.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. O que é diabetes. AC Farmacêutica: São Paulo, 2016. Disponível em:300015>. Acesso em 11/05/2017.
VIEIRA, G. L. C.; CECÍLIO, S. G.; TORRES, H. C. A percepção dos usuários com diabetes sobre a estratégia de educação em grupos na promoção do autocuidado. Esc. Anna Nery (online), v. 21, n. 01, p. 305- 314, 2017. Disponível em:. Acesso em 29/06/2017. 
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