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w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A o n d e v o c ê q u e r c h e g a r ? Vai com a w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Degradação de Carboidratos Profª Ana Montemezzo Mestre em Biociências e Fisiopatologia w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Introdução ao Metabolismo Energético A energia necessária para nos manter vivos provém dos alimentos que ingerimos. Bioquimicamente, esses alimentos são classificados como proteínas, carboidratos e lipídios. A gordura oferece maior rendimento energético, mas os carboidratos fornecem ATP com mais rapidez e podem ser utilizados mesmo quando a oferta de oxigênio é limitada. As proteínas têm função predominantemente estrutural. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A Energia da Glicose A oxidação total da glicose tende a liberar uma quantidade de energia equivalente a 2.870 KJ·mol-1, um valor muito alto para que a célula consiga resistir de uma só vez. Por isso, a energia é liberada em etapas controladas, permitindo que a célula capture e utilize essa energia de forma eficiente. A insulina, hormônio produzido no pâncreas, é responsável por aumentar a captação de glicose do sangue para o interior das células, onde ela será metabolizada e oxidada a CO₂, H₂O e ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Imagem criada por IA w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | C6H12O6 + 6 O2 6 CO2 + 6 H2O + Energia (ATP) O oxigênio é obtido pela respiração pulmonar. Nas células, atua como aceptor final de elétrons na cadeia respiratória, permitindo a formação de água. Nos seres humanos, a glicose utilizada na respiração celular vem principalmente da digestão dos carboidratos. Entre as refeições, ela também pode ser obtida pela degradação do glicogênio, armazenado principalmente no fígado e nos músculos. O CO₂ produzido é transportado até os pulmões e eliminado na expiração. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Vias de Degradação da Glicose Via Anaeróbica • Ocorre no citosol. • O piruvato é reduzido a lactato. • Regenera NAD⁺ e mantém a glicólise. • Saldo: 2 ATP por glicose. Via Aeróbica • O piruvato entra na mitocôndria. • Forma acetil-CoA e participa do ciclo de Krebs. • O oxigênio atua como aceptor final de elétrons. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O ATP é a forma imediata de energia utilizada pela célula. Não é reserva: precisa ser continuamente regenerado a partir de ADP + fosfato inorgânico. Transporte ativo Manutenção de gradientes iônicos de Na⁺, K⁺ e Ca²⁺ contra seus gradientes de concentração Síntese molecular Produção de proteínas, ácidos nucleicos, lipídeos e outros componentes celulares w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | 4 CADEIA RESPIRATÓRIA Produção de ATP via fosforilação oxidativa e teoria quimiosmótica. 3 CICLO DE KREBS Oxidação completa do Acetil-CoA, produzindo CO₂ e coenzimas reduzidas. 2 DESCARBOXILAÇÃO DO PIRUVATO Conversão do piruvato em Acetil-CoA na mitocôndria. 1 GLICÓLISE Quebra da glicose no citosol, produzindo piruvato e 2 ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Primeira Etapa: Glicólise A glicólise é a principal via para a extração de energia (ATP) e ocorre no citosol (citoplasma) da maioria das células, sendo considerada uma via universal. Ela pode ocorrer tanto na presença de oxigênio (aerobiose) quanto na total ausência do oxigênio (anaerobiose). Resultado Uma molécula de glicose (6C) é convertida em duas moléculas de piruvato (3C), com saldo de apenas 2 ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Fase de Investimento A glicose é uma molécula relativamente estável. Para que a célula consiga quebrá-la, ela precisa primeiro "ativar" essa molécula. Para isso, a célula gasta 2 moléculas de ATP, transferindo os grupos fosfato para o açúcar. Ao final desta fase, a glicose (6 carbonos) é dividida em duas moléculas de G3P (Gliceraldeído-3-fosfato), que têm 3 carbonos e um fosfato cada. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Fase de Pagamento Agora que as moléculas de G3P estão ativadas e instáveis, elas passam por uma sequência de reações que oxidam esses carbonos. Essa quebra libera energia suficiente para acoplar fosfatos ao ADP, gerando 4 ATPs por fosforilação em nível de substrato. Ao final, as duas moléculas de G3P são convertidas em duas moléculas de Piruvato (ou ácido pirúvico). w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Recuperação Redox Acontece simultaneamente ao início da fase de pagamento. Durante a fase de pagamento, o G3P é oxidado e o NAD⁺ recebe elétrons, formando NADH. Nas células humanas, os elétrons do NADH citosólico são transferidos por lançadeiras até a cadeia respiratória. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Imagem criada por Gemini IA w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Segunda Etapa: Descarboxilação do Piruvato Nas células humanas com mitocôndrias, o piruvato entra na matriz mitocondrial. O complexo piruvato desidrogenase libera CO₂, forma NADH e liga o grupo acetil à coenzima A, produzindo acetil-CoA. Por glicose: • 2 acetil-CoA, • 2 CO₂, • 2 NADH. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Destino do Piruvato Imagem criada por Gemini IA Há dois destinos no metabolismo anaeróbico: em organismos que apresentam enzimas capazes de realizar fermentação alcoólica ou a fermentação láctica. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Para que a glicólise continue, é necessário haver NAD⁺ disponível. Quando a célula não consegue levar os elétrons do NADH para a cadeia respiratória na mesma velocidade em que eles são produzidos (por baixa oferta de oxigênio, baixa perfusão ou demanda energética muito intensa) o NAD⁺ começa a ficar indisponível. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Para resolver isso, a enzima lactato desidrogenase transfere os elétrons do NADH para o piruvato: Piruvato + NADH + H⁺ → Lactato + NAD⁺ Assim: • O piruvato é convertido em lactato; • O NADH retorna à forma NAD⁺; • O NAD⁺ pode ser reutilizado na glicólise; w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O Acetil-CoA é o ponto de convergência do metabolismo de carboidratos. Ele também pode ser produzido através de outros aminoácidos e ácido graxo diretamente, sem a formação do piruvato. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Formação de Acetil-CoA O piruvato é transportado do citoplasma para a matriz mitocondrial, onde sofre: • Descarboxilação: liberação de CO₂ • Desidrogenação: formação de NADH+H⁺ • Ligação à CoA: formação de Acetil-CoA Cada molécula de glicose produz 2 Acetil-CoA, 2 NADH+H⁺ e 2 CO2. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Na etapa anterior (a Descarboxilação do Piruvato), a célula pegou o piruvato (3 C), arrancou um carbono na forma de CO2 e acoplou o restante a um transportador. O resultado foi o Acetil-CoA. O Acetil-CoA é uma molécula de 2 Carbonos (2 C) atada à Coenzima A. A Coenzima A (CoA) funciona exatamente como um caminhão de entrega. A função dela é pegar os 2 carbonos no pátio da descarboxilação e descarregá-los na entrada do Ciclo de Krebs. Ela mesma não entra no ciclo; ela apenas leva o grupo acetil até a porta. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Imagem criada por IA w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Quarta Etapa: Cadeia Respiratória e Fosforilação Oxidativa Cadeia Transportadora de Elétrons • NADH e FADH₂ fornecem elétrons. • A energia liberada bombeia H⁺ para o espaço intermembranar. • O O₂ recebe os elétrons e forma H₂O. Fosforilação Oxidativa • Os H⁺ retornam à matriz pela ATP sintase. • Esse fluxo fornece energia para formar ATP: ADP + Pi → ATP O transporte de elétrons cria o gradiente de prótons que impulsiona a produção de ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Na cadeia respiratória, os elétrons transportados por NADH e FADH₂ percorremcomplexos localizados na membrana mitocondrial interna. A energia liberada é utilizada para bombear prótons e formar o gradiente necessário à síntese de ATP. O processo acontece nas cristas mitocôndriais (a membrana interna da mitocôndria). Imagine a membrana interna da mitocôndria como uma linha de transmissão cheia de tomadas, compostas por quatro grandes complexos proteicos fixos (Complexos I, II, III e IV) e transportadores móveis. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Complexo I NADH desidrogenase: oxida o NADH e bombeia prótons para o espaço intermembranoso. Complexo II Succinato desidrogenase: oxida succinato a fumarato; o FAD ligado à enzima recebe os elétrons e os transfere à ubiquinona. Complexo III Citocromo bc1: transfere elétrons da ubiquinona ao citocromo c, bombeando prótons. Complexo IV Citocromo c oxidase: transfere elétrons ao O₂, formando H₂O. Aceptor final de elétrons. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r |Fonte da imagem: Livro da Disciplina, p.91. O NADH e o FADH2 entregam seus elétrons nos Complexos I e II Os elétrons fluem pelos complexos da membrana via Ubiquinona e Citocromo c, liberando energia a cada salto. A energia liberada pelos elétrons é usada pelos Complexos I, III e IV para bombear prótons (H+) da matriz para o espaço intermembranas. No Complexo IV, o oxigênio atua como aceptor final, recolhendo os elétrons exaustos e unindo-se aos prótons para formar água (H2O). w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Quimiosmose O resultado do bombeamento constante de H+ é que o espaço entre as membranas da mitocôndria fica superlotado de hidrogênio. Criou-se ali um gradiente de concentração e de carga elétrica (muito H+ fora, pouco dentro). w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O H+ quer voltar para o lado de dentro (matriz), mas a membrana é impermeável. A única “porta” para eles passarem é a ATP Sintase. Quando os íons H+ passam sob alta pressão pelo canal da ATP Sintase, eles giram fisicamente a cabeça da proteína. Isso força a junção de um ADP com um Fosfato (Pi), gerando ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O Sistema de Lançadeiras de NADH Nas células humanas com mitocôndrias, a glicólise produz 2 NADH no citosol por molécula de glicose. Como o NADH não atravessa a membrana mitocondrial interna, seus elétrons são transferidos por lançadeiras metabólicas, principalmente malato-aspartato e glicerol-3-fosfato. Essas lançadeiras conduzem os elétrons até a cadeia respiratória, permitindo que sua energia contribua para a produção de ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Lançadeira malato-aspartato Predomina no fígado, coração e rins. O NADH citosólico transfere seus elétrons ao oxaloacetato, formando malato. Este atravessa a membrana mitocondrial interna. Na matriz, volta a oxaloacetato e produz NADH. Esse NADH entrega os elétrons ao complexo I da cadeia respiratória. Cada NADH citosólico rende aproximadamente 2,5 ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Lançadeira glicerol-3-fosfato É mais usada no músculo esquelético e cérebro. O NADH citosólico transfere seus elétrons à di-hidroxiacetona-fosfato, formando glicerol-3-fosfato. Na membrana mitocondrial interna, os elétrons são transferidos para o FAD, formando FADH₂. Os elétrons entram na cadeia respiratória pela coenzima Q, sem passar pelo complexo I. Cada NADH citosólico rende aproximadamente 1,5 ATP. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Etapa Metabólica Produtos da Etapa Destino na Cadeia Respiratória Saldo Convertido em ATP Glicólise (Citosol) 2 ATP (líquidos) 2 NADH (citosol) Gasto imediato na célula Entra via lançadeiras 2 ATP 3 a 5 ATP Descarboxilação do Piruvato 2 CO₂ (liberados) 2 NADH (matriz) Gás expirado Entra no Complexo I 0 ATP 5 ATP Ciclo de Krebs (Matriz) 4 CO₂ (liberados) 2 ATP (ou GTP) 6 NADH (matriz) 2 FADH₂ (matriz) Gás expirado Gasto imediato Entra no Complexo I Entra no Complexo II 0 ATP 2 ATP 15 ATP 3 ATP SALDO TOTAL LÍQUIDO 6 CO2 liberados — 30 a 32 ATP por glicose w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r Bons estudos! Siga em frente com a