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w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A o n d e v o c ê q u e r c h e g a r ? Vai com a w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Glicogenólise e Gliconeogênese Profª Ana Montemezzo Mestre em Biociências e Fisiopatologia w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | De onde vem a glicose durante o jejum? Uma pessoa janta às 20 horas e realiza a próxima refeição somente às 8 horas. Durante esse período, não há entrada significativa de glicose pelo intestino. Mesmo assim, as hemácias, os neurônios e outros tecidos continuam recebendo glicose. Se não estamos ingerindo carboidratos, de onde vem a glicose presente no sangue? w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Imagem criada por IA w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Imagem criada por IA w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Glicogênio: reserva de glicose O glicogênio é um polímero muito ramificado formado por moléculas de glicose. Sua estrutura ramificada permite a liberação rápida de várias unidades de glicose ao mesmo tempo. Principais locais de armazenamento: • Fígado: aprox. 80 a 120 g. • Músculos esqueléticos: aprox. 300 a 400 g. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Imagem criada por IA w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | As reservas possuem funções diferentes Glicogênio hepático Funciona como uma reserva para todo o organismo. O fígado pode transformar a glicose-6-fosfato em glicose livre e liberá-la na corrente sanguínea. Glicogênio muscular É uma reserva específica do músculo. Sua degradação fornece glicose-6- fosfato para a produção local de ATP durante a contração. O músculo não compartilha diretamente seu glicogênio com o restante do organismo. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Glicogenólise = Degradação do Glicogênio Ocorre no citosol, principalmente nas células hepáticas e musculares. A partir desse ponto, o destino da glicose-6-fosfato depende do tecido em que a reação está acontecendo. Fluxo geral: Glicogênio ↓ Glicose-1-fosfato ↓ Glicose-6-fosfato w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Regulação: Como a glicogenólise é ativada • Baixa glicemia: estimula a liberação de glucagon, que atua principalmente no fígado. • Exercício ou estresse: promove a liberação de adrenalina, que atua no fígado e nos músculos, sinalizando a necessidade de mais energia e ativando a quebra do glicogênio. • No músculo: o aumento de Ca²⁺ durante a contração, e de AMP quando há pouca energia também estimula o processo. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Regulação: Como a glicogenólise é inibida Após uma refeição, o aumento da glicemia estimula a liberação de insulina, que ativa a proteína-fosfatase 1 (PP1), retirando grupos fosfato das enzimas da glicogenólise e deixando-as menos ativas. Resultado: A quebra do glicogênio é interrompida e a glicogênese é estimulada, favorecendo o armazenamento da glicose na forma de glicogênio. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Gliconeogênese A gliconeogênese é a síntese de glicose a partir de compostos que não são carboidratos. Ela não produz glicose a partir de matéria inorgânica. Utiliza moléculas orgânicas provenientes de outros tecidos. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Lactato e Ciclo de Cori As hemácias produzem lactato continuamente porque não possuem mitocôndrias. O músculo produz lactato durante exercícios intensos. O ciclo de Cori transfere para o fígado parte do trabalho metabólico necessário para recuperar a glicose. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Ciclo Glicose-Alanina O músculo transfere o nitrogênio dos aminoácidos para o piruvato, formando alanina. Esta vai até o fígado, onde vira piruvato: o nitrogênio vira ureia e é eliminado, e o piruvato vai para gliconeogênese. A glicose produzida retorna pelo sangue ao músculo, ajudando a manter a glicemia e fornecendo energia. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Ciclo Glicose-Alanina Depois da lipólise, o glicerol segue pelo sangue até o fígado, onde é convertido em di- hidroxiacetona-fosfato (DHAP). Esse intermediário entra na gliconeogênese e contribui para a produção de glicose, ajudando a manter a glicemia durante o jejum. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Ácidos graxos produzem glicose? Os ácidos graxos de cadeia par formam acetil-CoA e não produzem glicose líquida, embora sua oxidação forneça energia para a gliconeogênese. Já os de cadeia ímpar formam propionil-CoA, convertido em succinil-CoA e depois em oxaloacetato, que pode originar glicose. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A gliconeogênese funciona como uma via de segurança contra a hipoglicemia, principalmente durante jejum, exercício prolongado ou baixa ingestão de carboidratos. • Hemácias precisam de glicose, pois não possuem mitocôndrias; • O cérebro necessita de glicose direta; • O estoque de glicogênio hepático é limitado. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Na Glicólise: Na Gliconeogênese: FOSFOENOLPIRUVATO PIRUVATO + ATP PIRUVATO QUINASE PIRUVATO (3C) + CO2 + ATP + H2O OXALOACETATO (4C) + ADP + Pi + 2H+ PIRUVATO CARBOXILASE OXALOACETATO (4C) + GTP FOSFOENOLPIRUVATO (3C) + CO2 + GDP FOSFOENOLPIRUVATO CARBOXIQUINASE * O piruvato não consegue voltar a fosfoenolpiruvato. 1º Desvio: Piruvato a Fosfoenolpiruvato (PEP) w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Na Glicólise: Na Gliconeogênese: FRUTOSE-6-FOSFATO + ATP FRUTOSE+1,6 BIFOSFATO FRUTOSE-1,6 BIFOSFATO + H2O FRUTOSE-6-FOSFATO + Pi FRUTOSE-1,6 BIFOSFATASE FOSFOFRUTOQUINASE-1 (PFK-1) * 2º Desvio: Frutose 1,6 bifosfato para frutose-6-fosfato Essa reação libera muita energia e ocorre fortemente em uma direção, como uma “descida”. O Pi é retirado e liberado, sem formar ATP (energeticamente desfavorável). w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Na Glicólise: Na Gliconeogênese: GLICOSE + ATP GLICOSE-6-FOSFATO + ADP GLICOSE-6-FOSFATO + H2O GLICOSE + Pi GLICOSE-6-FOSFATASE GLICOQUINASE * 3º Desvio: Glicose-6-fosfato a glicose A enzima glicose-6-fosfatase retira o último grupo fosfato. A glicose livre pode ser liberada no sangue. O músculo não possui G6Pase e, por isso, não consegue liberar glicose livre na circulação. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Regulação Hormonal da Gliconeogênese Glucagon Liberado quando a glicemia está baixa. Estimula o fígado a produzir glicose durante o jejum. Cortisol Atua principalmente no jejum prolongado e no estresse, disponibilizando matérias-primas para produzir glicose. Insulina Hormônio antagônico ao glucagon, liberado após as refeições. Inibe a gliconeogênese, pois há glicose disponível no sangue. Adrenalina Liberada durante exercício ou estresse. Ajuda a aumentar a disponibilidade de glicose, embora sua ação seja mais intensa sobre a glicogenólise. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Após a refeição • A insulina está elevada. • A glicose alimentar abastece os tecidos. • Predominam glicólise e glicogênese. Entre as refeições • A insulina diminui e o glucagon aumenta. • A glicogenólise hepática mantém a glicemia. • A gliconeogênese já contribui. Jejum de 12-24h • O glicogênio hepático está bastante reduzido. • A gliconeogênese torna-se a principal fonte de glicose. Jejum prolongado • Fígado e rins produzem glicose por gliconeogênese. • Lipólise e cetogênese aumentam, fornecem energia e ajudam a poupar glicose. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | GLICONEOGÊNESEGLICOGENÓLISE Lactato, glicerol e aminoácidos glicogênicos.Glicogênio armazenado.Matéria- prima Resposta mais lenta e sustentada.Resposta rápida.Velocidade Depende da disponibilidade de precursores e energia. Limitada pelo estoque de glicogênio.Capacidade Fígado e córtex renal.Fígado e músculo.Principais tecidos Produção sustentada de nova glicose. Hepática: manutenção rápida da glicemia. Muscular:produção local de ATP. Função w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r Bons estudos! Siga em frente com a