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Poxviridae- interesse veterinário- Mpox
 AUGUSTO MCKLAYTON BARBOSA DE SOUZA
 ARTHUR MCKLAYTON BARBOSA DE SOUZA 
 BRENO HENRIQUE 
 ELIEL JOSÉ DA SILVA
 GEORGE LUCAS DE ARAÚJO SILVA
 GIOVANA MARIA RAMOS
 VITORIA DE SANTO ANTÃO 
 2024
 
Conceito: 
A Mopx, conhecida pelo nome de Monkeypox ou a varíola dos macacos, causada pelo Monkeypox vírus, uma zoonose viral pertencente à família poxviridae, da mesma da varíola humana. Ela foi identificada no ano de 1958, em macacos utilizados para pesquisa, a MPOX tem, um reservatório natural predominante em roedores e outros pequenos mamíferos na África Central e Ocidental. Reconhecida pela primeira vez em humanos em 1970, na República Democrática do Congo, e desde então tem sido endêmica em regiões da África, com surtos esporádicos ocorrendo fora desse continente, especialmente a partir de 2022. A família Poxviridae contém 2 subfamílias: a subfamília Chordopoxvirinae agrega 18 gêneros, entre os quais o gênero Orthopoxvirus, no qual estão inseridos os vírus causadores da varíola humana, varíola bovina, varíola dos macacos (monkeypox virus - MPXV), varíola equina (horsepox virus - HPXV) e diversos outros poxvírus similares. Infecção por um determinado Orthopoxvirus não se restringe a um único hospedeiro vertebrado, pelo contrário, geralmente ocorre em diversas espécies incluindo a espécie Homo sapiens, e a infecção pode induzir proteção heteróloga entre alguns membros da mesma subfamília.
EPIDEMIOLOGIA:
Mpox historicamente aponta para sua presença endêmica em regiões da África Central e Ocidental, com surtos principalmente em áreas rurais e florestais. Antes de 2022, a maioria dos casos ocorria nessas regiões, com uma taxa de mortalidade variando entre 3,6% e 10,6%, especialmente entre indivíduos não vacinados contra a varíola e imunocomprometidos. A doença afetava igualmente homens e mulheres, sendo mais comum em pessoas com menos de 40 a 50 anos, que não haviam recebido a vacina contra a varíola. O contato de animais com pessoas ou animais infectados deve ser evitado. No ambiente natural (África Ocidental e Central), Mopx tem sido encontrado com frequência em pequenos mamíferos roedores como esquilos (Funisciurus anerythrus e Heliosciurus gambianus) e ratos gigantes africanos (Crycetomys gambianus). Além destas espécies, o MPXV pode infectar primatas, humanos, chimpanzés, macacos, e Orangotangos, esquilos, chinchilas, marmotas, porcos-espinhos, tamanduás, coelhos, ratos, camundongos e gambás. A infecção em pequenos mamíferos ocorre de forma assintomática enquanto que em primatas não humanos a infecção se manifesta de forma similar àquela observada em humanos. A infecção em felinos, bovinos, camelos, suínos, ovinos e caprinos ainda não foi demonstrada. A transmissão pode ocorrer pelo contato direto por meio de atividades recreativas, lazer ou durante manejo de animais infectados e/ou contato com lesões no corpo (erupções cutâneas) e fluidos corporais infectados, incluindo secreções respiratórias e, potencialmente, urina e fezes ou pelo contato indireto pelo compartilhamento de gaiolas e cama com animais infectados. Deve-se, portanto, estar atento a relatos de casos suspeitos ou confirmados de infecção por Mopx nas famílias de tutores e prestar informações adequadas quanto à proteção dos animais.
Patogenia: 
A MPOX, apesar de ser clinicamente menos grave que a varíola, apresenta um conjunto de sinais e sintomas que podem variar em intensidade. O quadro clínico começa geralmente com um período prodrômico de 0 a 3 dias, caracterizado por: febre alta, mal-estar, dor de cabeça intensa, mialgia, fadiga, elinfadenopatia, especialmente nas regiões cervical e submandibular.  Esses sintomas iniciais são seguidos pelo surgimento de lesões cutâneas características, que evoluem de máculas a pápulas, vesículas, pústulas e, finalmente, crostas que se desprendem. As lesões costumam aparecer inicialmente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, exibindo uma distribuição centrífuga. As lesões também podem ser encontradas na boca, na garganta, no ânus, no reto, na vagina ou nos olhos. O número de feridas pode variar de uma a milhares. Algumas pessoas desenvolvem ainda inflamação no reto, que pode causar dor intensa, além de inflamação dos órgãos genitais, provocando dificuldade para urinar.
Diagnóstico: 
O diagnóstico deve ser realizado de forma laboratorial, por análises moleculares (PCR convencional, qPCR e sequenciamento genético). A amostra a ser analisada deve ser coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado deve ser crostas das lesões. Podem ser analisados suabes oral, nasofaríngeo, anal, fecal ou das lesões. Pacientes com erupção cutânea característica devem ser investigados mesmo quando outros testes sejam positivos. Entre as principais condições que devem ser diferenciadas da MPOX, destacam-se: Varicela, Herpes-zoster, Sífilis secundaria, Impetigo e Molusco contagioso. 
 Tratamento e Controle:
O principal tratamento do Mpox é sintomático e de suporte, já que a maioria dos casos é autolimitada, com recuperação em duas a quatro semanas. As gestões dos sintomas incluem o uso de antipiréticos e analgésicos para controlar a febre e a dor, bem como manter uma hidratação adequada. As lesões cutâneas devem ser mantidas limpas e secas para prevenir infecções secundárias, e em alguns casos, pode ser necessária a utilização de antibióticos para tratar infecções bacterianas que se desenvolvem nas lesões da pele. Os métodos de controle e Prevenção da MPOX envolve uma combinação de medidas de vigilância e práticas de higiene. As estratégias principais são: Isolamento de casos confirmados, Higiene das mãos e uso de Equipamentos de proteção Individual, vacinação, educação e conscientização e controle de reservatórios animais. 
Bibliografia: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/mpox
https://med.estrategia.com/
https://www.arsveterinaria.org.br/index.php/ars/article/view/1477/1434
https://butantan.gov.br/
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-08/mpox-conheca-sintomas-e-tire-principais-duvidas-sobre-doenca
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/poxv%C3%ADrus/mpox-var%C3%ADola-dos-macacos
https://lacen.saude.pr.gov.br/sites/lacen/arquivos_restritos/files/documento/2022-07/manejo_dos_casos_monkeypox.pdf
 
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