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AÇÕES CONSTITUCIONAIS
 (REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS):
 HABEAS CORPUS; 
 HABEAS DATA; 
 MANDADO DE SEGURANÇA; 
 MANDADO DE INJUNÇÃO;
 AÇÃO POPULAR; 
 AÇÃO CIVIL PÚBLICA. 
Se dividem em 2 grupos: mandamentais e de procedimento 
comum civil. 
Como não confundir ações (remédios) e ações (controle de 
constitucionalidade) ??
Habeas Corpus (Art. 5º, LXXII da CF/88 + Lei nº 
9507/97
 Liberdade de locomoção;
 Ação constitucional gratuita
 Modalidades: preventivo e repressivo; 
 Possibilidade de concessão de ofício do HC;
 Prisão ou ameaça de prisão; 
 Não ser preso em flagrante por falso testemunho em CPI 
como testemunha em situação que figure como 
investigado. 
Habeas Corpus: Conceder-se-á  habeas corpus sempre que 
alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em 
sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.  
 Legitimidade ativa: Qualquer pessoa. Desnecessária  a atuação 
de advogado (“Não  se inclui na atividade privativa de advocacia a 
impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.” A 
1º, § 1º, Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil 
–  Lei 8.906/1994). Até  mesmo o Ministério Público pode 
impetrar habeas corpus.
 IMPETRATE / PACIENTE 
 Legitimidade passiva: Autoridade que praticar a coação  ou 
ilegalidade ao direito de locomoção do paciente. 
 ESPÉCIE / MODALIDADES 
 REPRESSIVO:  a restrição da liberdade de locomoção já aconteceu 
 ( pedir aqui o alvará de soltura);
 PREVENTIVO: há o efetivo risco à liberdade (pedir o salvo conduto);
 SUSPENSIVO: quando a constrição a liberdade já superou a fase da 
ameaça. Ex: mandado se prisão está pendente de cumprimento. Neste 
caso cabe pedido de contramandado de prisão. 
 HIPÓTESES DE CABIMENTO (ROL EXEMPLIFICATIVO) art. 
648 do Código de Processo Penal:
 (i) ausência de justa causa: ausência de materialidade do crime e 
indícios de autoria. Exigem-se provas que sustentem a persecução 
penal. O processo judicial que padecer desse vício  deverá  ser 
extinto, e a prisão  cautelar deferida sem amparo probatório 
deverá ser imediatamente relaxada;
 ii) alguém estiver preso por mais tempo que determina a lei;
 (iii) quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo;
 (iv) houver cessado o motivo que autorizou a coação;
 (v) não for admitida a prestação de fiança, nos casos em que a lei 
autoriza: a recusa em admitir a fiança, uma vez preenchidos os 
seus requisitos, caracteriza abuso de autoridade;
 (vi) o processo for manifestamente nulo;
 (vii) extinta a punibilidade: as hipóteses  de extinção  da 
punibilidade estão consignadas no art. 107 do Código Penal.
 Vale informar que a Constituição Federal estabelece, em seu art. 
142, §  2.º,  que "não  caberá  habeas corpus em relação  a 
punições disciplinares militares. A jurisprudência  vem 
afirmando que o dispositivo constitucional afasta a possibilidade 
de impetração  do writ para discutir o mérito  da punição 
disciplinar, mas não impede o manejo desse instrumento para 
impugnar a forma, a legalidade da punição,  como acontece na 
hipótese de uma autoridade incompetente decretá-la.
 COMPETÊNCIA
 Será competente o STF, originariamente, quando (art. 102, I, "d", da CF) o 
paciente for:
o Presidente da República;
o Vice-Presidente;
os membros do Congresso Nacional;
os Ministros do Supremo Tribunal Federal; 
Procurador-Geral da República;
os Ministros de Estado;
os Comandantes da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica;
os membros dos Tribunais Superiores;
os membros do Tribunal de Contas da União;
os chefes de missão diplomática de caráter permanente.
 OBS: Se o coator for algum dos Tribunais Superiores, ou quando o 
impetrado ou o paciente for autoridade ou funcionário  cujos atos 
estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, 
ou se trate de crime sujeito à  mesma jurisdição  em uma única 
instância, a competência também será do STF (art. 102, I, "j", da CF).
 O STF também  será  competente, na via recursal, julgando recurso 
ordinário,  quando o habeas corpus for denegado em única  instância 
por Tribunais Superiores (art. 102, II, "a", da CF).
 SERÁ COMPETENTE O STJ, ORIGINARIAMENTE (ART. 105, I, "C", DA 
CF), SE FOR O COATOR OU O PACIENTE:
Governador de Estado ou do Distrito Federal;
Desembargador dos Tribunais de Justiça dos Estados;
Desembargador do Distrito Federal;
Membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal;
Membros dos Tribunais Regionais Federais;
Membros dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho;
Membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios;
Membros do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais.
 TAMBÉM SERÁ COMPETENTE O STJ, SE O COATOR FOR:
Tribunal sujeito à sua jurisdição; 
Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da 
Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
SÚMULAS SOBRE NÃO CABIMENTO EM HC 
→ Não  cabe habeas corpus contra decisão  condenatória  a pena de 
multa, ou relativo a processo em curso por infração  penal a que a 
pena pecuniária seja a única cominada (Súmula 693 do STF).  
→ Não se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de 
extradição, se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não 
constatava dos autos, nem foi ele provocado a respeito (Súmula 692 do 
STF). 
→ Não  se reconhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja 
resolver sobre o ônus  das custas, por não  estar mais em causa a 
liberdade de locomoção (Súmula 395 do STF). 
→ Ao estrangeiro, residente no exterior, é  assegurado o direito de 
impetrar habeas corpus. O habeas corpus não pode ser proposto em 
favor de pessoa jurídica,  pois não  há  que se falar em liberdade 
ambulatorial.23 Entretanto, segundo a doutrina e jurisprudência 
majoritária, a pessoa jurídica pode impetrar habeas corpus em favor de 
pessoa física.
→ O habeas corpus é  medida idônea  para impugnar decisão 
judicial que autoriza a quebra de sigilos fiscal e bancário 
em procedimento criminal, haja vista a possibilidade destes 
resultarem em constrangimento à liberdade do investigado. 
→ O habeas corpus é meio processual destinado à proteção do 
direito de ir e vir ameaçado por ilegalidade ou abuso de poder. 
Daí a impropriedade desse instrumento processual para solver 
controvérsia  cível.  Ainda que se admita que a ação  de 
improbidade administrativa tem natureza penal, não  há 
como trancá-la  em habeas corpus, porquanto as sanções 
previstas na Lei 8.429/1992 não consubstanciam risco à 
liberdade de locomoção. 
→ Não  cabe habeas corpus quando já  extinta a pena 
privativa de liberdade (Súmula 695 do STF).  
→ Não  cabe habeas corpus contra a imposição  de pena de 
exclusão de militar ou de perda de patente ou de função 
pública (Súmula 694 do STF).  
ESTRUTURA BÁSICA 
IDENTIFICAÇÃO DA PEÇA COM FUNDAMENTAÇÃO NORMATIVA (ART. 5º, LXVIII-CF; ART. 5º, XV-CF). 
ENDEREÇAMENTO;
LEGITIMIDADE ATIVA;
LEGITIMIDADE PASSIVA;
GRATUIDADE DA JUSTIÇA;
DOS FATOS;
DA TUTELA DE URGÊNCIA; 
DO DIREITO;
DOS PEDIDOS:
INTIMAÇÃO DO MP;
PRODUÇÃO DE PROVAS COM JUNTADA DE DOCUMENTOS;
NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA;
PEDE–SE TUTELA DE URGÊNCIA (PEDIDO LIMINAR);
EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE SOLTURA OU CONCESSÃO DE SALVO-CONDUTO.
VALOR DA CAUSA;
LOCAL, DATA, ADVOGADO, OAB.
 CASO PRÁTICO DE HC 
 Tito Flávio Domiciano é um empresário que está sendo investigado por 
desvio de verbas públicas, no tocante a contratos de empresa pública 
federal de energia eólica  chamada Aerobrás.  Há  na Câmara  dos 
Deputados uma CPI, intitulada CPI da Aerobrás,  que convocou Tito 
para prestar depoimento, na próxima  semana. Na última  sessão  da 
comissão,  o presidente da CPI deputado Públio  Cornélio  Tácito 
esbravejou que se Tito ficasse sem falar iria ser preso, com sua 
determinação "em nome de Deus e da Lei. A fala consta de jornais e 
da própria ata pública da sessão. Assustado, Tito o procura para que 
tome as providências judiciais. Redija a peça cabível parao caso.
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HABEAS DATA (art. 5º:LXXII da CF + Lei nº 9.507/97)
Para acessar informação a respeito do impetrante ou Retificar 
Informação ou Anotar informação;
 
Direito de informação do impetrante 
(particular/personalíssima); 
Já haver solicitado por Via Administrativa; 
 ART. 5º - LXXII - conceder-se-á habeas data:
 a) para  assegurar o conhecimento de informações  relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público;
 b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por 
processo sigiloso, judicial ou administrativo;
NÃO  CONFUNDIR O DIREITO TUTELADO PELO HD COM O 
DIREITO GERAL DE INFORMAÇÃO (ART. 5º INCISO XXXIII) !!
É  IMPRESCINDÍVEL  QUE O IMPETRATE DEMONSTRE O 
INTERESSE DE AGIR E A NEGATIVA ADMINISTRATIVA DO 
PEDIDO DA INFORMAÇÃO. 
Direito de informação,  cuidado!!!! Se eu preciso de informação 
coletiva e for negado HD uso o que???? Qual outro remédio???
 LEGITIMIDADE ATIVA DO HABEAS DATA: Qualquer pessoa, 
tanto natural quanto jurídica, nacional ou estrangeira, que deseje 
ter acesso às  informações  a seu res- peito, devido ao caráter 
personalíssimo da ação.
 LEGITIMIDADE PASSIVA: Entidades governamentais, bem 
como entidades particulares, que tenham caráter público (isto é, 
que mantenham registro ou banco de dados e deem publicidade 
aos dados coletados). Ver art. 1º da Lei nº 9.507/97).
 FUNDAMENTOS JURÍDICOS: Demonstrar que as informações 
são pessoais e que houve recusa/omissão em conceder 
informações  referentes ao impetrante, ou recusa/omissão  em 
fazer a retificação,  ou recusa/ omissão  em fazer a anotação, 
mesmo após realização de pedido administrativo. Que se notifique 
o coator do conteúdo da petição, entregando-lhe a segunda via 
apresentada pelo impetrante, com as cópias dos documentos, a 
fim de que, no prazo de dez dias, preste as informações  que 
julgar necessárias (art. 9º da Lei nº 9.507/97);
 PARTICULARIDADES
 É uma ação gratuita, mas 
Deve-se atribuir como valor da causa R$ 1.000,00 (mil reais), já que o 
art. 291 do CPC/15 dispõe que a toda causa deverá ser conferido um 
valor certo, ainda que ela não possua conteúdo econômico imediato. No 
caso do habeas data, não  há  como mensurar um valor económico 
especifico para a ação, de forma que deva ser atribuído  valor infimo, 
para efeitos fiscais. 
Não há condenação em honorários advocatícios; 
Art. 8º da Lei nº 9.507/97 
 Art. 8º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 
282 a 285 do Código de Processo Civil, será apresentada em duas vias, 
e os documentos que instruírem a primeira serão reproduzidos por 
cópia na segunda.
 Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova:
 I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de 
dez dias sem decisão;
 II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de 
quinze dias, sem decisão; ou
 III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2º do art. 
4º ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão.
 Segundo o STF, “o habeas data configura remédio  jurídico-processual, 
de natureza constitucional, que se destina a garantir, em favor da pessoa 
interessada, o exercício de pretensão  jurídica discernível em seu tríplice 
aspecto: a) direito de acesso aos registros; b) direito de retificação dos 
registros; c) direito de complementação  dos registros. Trata-se de 
relevante instrumento de ativação  da jurisdição  constitucional das 
liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva 
reação  jurídica  do Estado às  situações  que lesem efetiva ou 
potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa, quaisquer que 
sejam as dimensões em que estes se projetem. 
 O acesso ao habeas data pressupõe,  entre outras condições  de 
admissibilidade, a existência do interesse de agir. Ausente o interesse 
legitimador da ação,  torna-se inviável  o exercício  desse remédio 
constitucional. A prova do anterior indeferimento do pedido de 
informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo,  constitui 
requisito indispensável  para que se concretize o interesse de agir no 
habeas data. Sem que se configure situação prévia de pretensão 
resistida, há carência da ação constitucional do habeas data.
ESTRUTURA BÁSICA 
IDENTIFICAÇÃO DA PEÇA COM FUNDAMENTAÇÃO NORMATIVA (ART. 5º, LXXII e Lei n. 9507/97).
ENDEREÇAMENTO;
LEGITIMIDADE ATIVA;
LEGITIMIDADE PASSIVA;
GRATUIDADE DA JUSTIÇA;
DOS FATOS;
DA TUTELA DE URGÊNCIA; 
DA COMPROVAÇÃO DE RECUSA POR PARTE DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA (Súmula 2 do STJ);
DO DIREITO;
DOS PEDIDOS:
INTIMAÇÃO DO MP;
PRODUÇÃO DE PROVAS COM JUNTADA DE DOCUMENTOS;
NOTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA;
PEDE–SE TUTELA DE URGÊNCIA (PEDIDO LIMINAR);
VALOR DA CAUSA;
LOCAL, DATA, ADVOGADO, OAB.
No que se refere a legitimidade ativa, tem-se que pessoa 
jurídica pode impetrar habeas data. Conforme entendeu 
o STF no RE 673.707, julgado em 2015 e relatado pelo 
Ministro Luiz Fux, “A  legitimidade ad causam para 
impetração de Habeas Data estende-se às pessoas físicas 
e jurídicas,  nacionais e estrangeiras, porquanto garantia 
constitucional aos direitos individuais ou coletivos”.
(Informativo 790, STF, 2015). 
CASO PRÁTICO DE HD 
Paulo inscrevera-se no concurso para ingresso na Policia Militar do Estado 
de São Paulo, visando ser admitido como cabo. Prestou as duas primeiras 
fases do certame, obtendo excelente pontuação,  mas fora reprovado na 
etapa de "investi- gação  social. Como as razões de reprovação não  foram 
publicadas, o candidato requereu esclarecimentos ao Diretor da Divisão de 
Investigação  Social da Policia Militar do Estado de São  Paulo, o qual lhe 
negou, por escrito, acesso à informação acerca do motivo que determinara 
sua reprovação  ao argumento de que o edital conferiu sigilo a tais 
informações.POComo  advogado de Paulo, proponha a medida judicial 
cabível em face da recente decisão do Sr. Diretor da Divisão de Investigação 
Social da Policia Militar, atentando-se para os requisitos específicos da: 
a) competência do órgão julgador: 
b) b) legitimidade ativa e passiva; 
c) c) requisitos específicos da medida judicial pro- posta; 
d) d) pedido.
MANDADO DE SEGURANÇA (ART. 5º LXIX E LXX DA 
CF/88 Nº12.016/09
ART. 5 LXIX —  conceder-se-á  mandado de segurança  para 
proteger direito l íquido e certo, não amparado por habeas 
corpus ou habeas data, quando o responsável  pela 
i legal idade ou abuso de poder for autoridade pública  ou 
agente de pessoa jurídica  no exercício  de atribuições  do 
poder público; 
 Direito  l íquido e certo não tutelado por hc e hd; 
 Líquido  e certo é  aquele que se prova no momento da 
impetração da ação  –  não admite produção de prova no 
decorrer da ação; 
 NATUREZA DA AÇÃO: ação subsidiária, residual; 
 Súmula  nº  625 do stf: controvérsia  sobre matéria  de 
direito não impede a concessão de ms; 
 Prazo decadencial de 120 dias; 
 Tutela= direito fundamentais. 
 O QUE É ILEGALIDADE?? Autoridade coatora não agiu em conformidade 
com a lei. 
 O QUE É ABUSO DE PODER?? Autoridade atua fora dos limites de sua 
competência. 
MODALIDADES
 PREVENTIVO: ainda não ocorreu a violação; 
 REPRESSIVO: já  teve o direito violado. Ex: SUS nega cirurgia que á 
assegurada. Aqui o prazo é de 120 a partir da negativa. E se eu perder o 
prazo??? Procedimento comum. 
 OBS: não  há  condenação  em honorários  de sucumbência,  apenas custas 
processuais. 
 OBS: Não haverá dilação probatória – prova pré-constituída. 
 Havendo duas exceções: 1º quando o documento para provar o alegado 
está em poder da autoridade e esta se recusa a entregar. 2ºpara contrapor 
docs apresentados posteriormente no processo pela autoridade. 
 NÃO CABIMENTO: 
a) Contra lei;
b) Coisa julgada; 
c) Atos interna corporis; 
d) Atos do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo e 
independente decaução; 
e) Decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
LEGITIMIDADE ATIVA: qualquer pessoa interessada. 
LEGITIMIDADE PASSIVA: autoridade coatora + pessoa jurídica a qual se 
vincula. 
 ENDEREÇAMENTO/ COMPETÊNCIA PARA JULGAR 
 De acordo com o órgão competente. Não há peça de interposição.
I. Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente do Supremo Tribunal 
Federal;
II. Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente do Superior Tribunal de 
Justiça;
III. Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente do (Tribunal Superior);
IV. Excelentíssimo Senhor Desembargador Presidente do Tribunal de 
Justiça do Estado...;
V. Excelentíssimo Senhor Desembargador Federal Presidente do 
Tribunal Regional Federal da... Região;
VI. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da... Vara Federal da 
Seção Judiciária de...;
VII. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Cível da 
Comarca... do Estado... (ou Vara de Fazenda Pública, se o caso).
RESOLUÇÃO DE CASO PRÁTCO
 Pedro sonhava lecionar às crianças da rede pública municipal, por isso dedicou parte de 
sua vida ao estudo da pedagogia, psicologia e matemática. Apaixonado pela arte do 
ensino e sentindo-se preparado para a carreira docente, prestou concurso de provas e 
títulos para o cargo de Professor de Educação Infantil - Nível 1, organizado pela 
Secretaria de Educação do Município K, obtendo o primeiro lugar no certame. 
 Lecionando há apenas 76 dias, Pedro foi denunciado pela suposta prática de infração 
funcional, prevista no Estatuto dos Servidores Públicos daquele Município como capaz 
de gerar a sua demissão. Seu supervisor recomendou ao Secretário Municipal de 
Educação que o demitisse, pois "o acusado não logrou comprovar a inocorrência do ato 
que lhe é imputado, antes, apenas requereu a instauração de processo administrativo, 
com respeito ao contraditório e ampla defesa, o que não pode ser exigido por funcio- 
nário em estágio probatório (...)". Há cinco dias publicou-se no Diário Oficial a 
demissão de Pedro. Argumentou-se que, por não se tratar de funcionário estável, mas 
em estágio probatório, dispensável seria obedecer ao contraditório e a ampla defesa no 
trâmite de dispensa. 
 Na qualidade de advogado de Pedro adote a medida judicial cabível a fim de reconduzi-
lo ao cargo que perdera, atentando-se para: a) Competência; b) Legitimidade ativa e 
passiva; c) Fundamentos legais e constitucionais pertinentes ao caso; d) Tutela de 
urgência.

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