Prévia do material em texto
3/12/24 1 TRAUMAS ORTOPÉDICOS DOS MEMBROS INFERIORES F I S I O T E R A P I A M U S C U L O E S Q U E L É T I C A Profª. Emília C. Martinez 1 2 3 4 5 FRATURAS DA PELVE 6 3/12/24 2 7 Fratura de GRANDE ENERGIA Raramente é a única Grande associação com lesões de grandes vasos e nervos • Artéria Ilíaca e plexo lombo sacro Avaliação correta e rápida pode salvar a vida do paciente PELVE 8 9 (A, B) Imagens de radiografia e tomografia computadorizada de uma mulher de 50 anos que sofreu um impacto direto por um objeto pesado e apresentou compressão lateral, fratura pélvica tipo III combinada com luxação da direita articulação sacroilíaca e fratura de straddle. Lesões associadas incluíram luxação posterior da articulação do quadril direito e fratura bilateral da diáfise do fêmur. (C) Para tratar a lesão, a fixação temporal da região púbica da sínfise foi realizada usando uma miniplaca de 2,7 mm, e uma fixação de placa pélvica recon de 3,5 mm foi então realizada bilateralmente. O anel pélvico posterior foi estabilizado pela inserção percutânea de um parafuso canulado de 7,0 mm. (D) Após 1 ano, a união óssea anatômica foi alcançada e o escore funcional foi “bom. https://doi.org/10.1016/j.asjsur.2020.03.021 10 PELVE • TC é o melhor exame para identifica esse tipo de fratura • Paciente muitas evolui de forma lenta • Alto índice de mortalidade 11 •Fratura por Avulsão ou Arrancamento •Fratura isolado do Anel Pélvico •Luxação Isolada •Lesões simultâneas CLASSIFICAÇÃO 12 https://doi.org/10.1016/j.asjsur.2020.03.021 3/12/24 3 Fratura Isolada do Anel Pélvico Fratura do Ilíaco üForça direta na asa do Ilíaco üDor na Abdução do quadril üTratamento é feito com fixação e repouso PELVE 13 Fratura Isolada do Anel Pélvico • Fratura do Ilíaco PELVE 14 PELVE 15 PELVE 16 17 18 3/12/24 4 19 FRATURA DE ACETÁBULO 20 • Tem formato esférico • Formado por 3 ossos (ilíaco, púbico e isquio) • Fraturas raras • Grande energia de compressão • Parede posterior • Teto • Parede anterior (contato direto) ACETÁBULO 21 Fratura sempre vem associada a outras lesões • Pelve • Fêmur • Órgãos maciços • Lesão Vascular • Tratamento de alta complexidade • Necessário uma equipe altamente treinada ACETÁBULO 22 Classificação ACETÁBULO 23 Tratamento Conservador • Na maioria dos casos • Repouso total Cirúrgico • Placa de reconstrução • Parafusos de compressão ACETÁBULO 24 3/12/24 5 25 FÊMUR 26 • Estrutura com anatomia complexa FÊMUR 27 FÊMUR 28 • Traumas de alta ou baixa energia • Alto índice de mortalidade • Incapacidade funcional • Redução da qualidade de vida FRATURAS DE FÊMUR Rocha, 2009; Bortolon, 2011 29 FRATURAS DE FÊMUR Fratura de Colo do Fêmur Fratura Transtrocantéria Fratura Subtrocantérica Fratura da Diáfise de Fêmur Fratura Supracondiliana 30 3/12/24 6 FRATURA DE COLO DO FÊMUR 31 • 53% das fraturas do quadril • Sexo Feminino • Idosos • Enfraquecimento da Cortical • Trabeculado Ósseo • 3 – 5% pacientes jovens FRATURAS DO COLO DO FÊMUR Hoppenfeld, 2001; Dani, 2006 32 INCIDÊNCIA MUNDIAL 33 MECANISMO DE LESÃO • Golpe direto ao nível do grande trocanter •Mecanismo torcional por rotação lateral da coxa • Trocanter Maior à Acetábulo FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 34 FRATURAS DO COLO DO FÊMUR DIAGNÓSTICO • História do trauma • Dor local • Limitação Funcional • Encurtamento e RE do membro acometido • Exames de imagem 35 Diagnóstico FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 36 3/12/24 7 Classificação: • Garden FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 37 TRATAMENTO: •APQ/ATQ • Fixação in-situ • Parafusos de Compressão • DHS FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 38 RE AB IL IT AÇ ÃO ETAPA 1: limitar a carga no segmento em recuperação EXERCÍCIOS ISOMÉTRICOS ETAPA 2: Tolerar a sustentação do peso TREINAR O EQUILÍBRIO REEDUCAÇÃO DA MARCHA ETAPA 3: Focada na força, resistência e movimentos funcionais. ELIMINAR QUALQUER PROBLEMA ADM FLEXIBILIDADE E MOBILIDADE 39 FRATURAS DO COLO DO FÊMUR Processo de cicatrização total dura de 6 a 8 semanas Pacientes sem intercorrência ficam, aproximadamente, de 3 a 5 dias internados • Analgesia • Crioterapia • Eletroanalgesia Exercícios isométricos para quadríceps e glúteo Exercícios ativos de pernas e pés REABILITAÇÃO HOSPITALAR 40 REABILITAÇÃO AMBULATORIAL: • Deambulação vai depender do estado geral do paciente e a fixação utilizada • Segundo tolerado pelo paciente com dispositivo auxiliar • 3 pontos ou andador •Mobilização • Deve ser realizada de forma ativa FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 41 Reabilitação Ambulatorial (1-3 semanas): • Fortalecimentos isométricos: üGlúteo médio üAdutores • Fortalecimento isotônicos üQuadríceps üIsquiostibiais üTríceps Sural FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 42 3/12/24 8 Reabilitação Ambulatorial (4-6 semanas): • Treino de marcha com carga aumentada • Fortalecimento isotônicos üGlúteo Médio üAdutor üQuadríceps üIsquiostibiais üTríceps Sural FRATURAS DO COLO DO FÊMUR 43 FRATURAS DO COLO DO FÊMUR • Treino de marcha com carga total • Treinos funcionais üSubir e descer escadas üMudança de direção Reabilitação Ambulatorial (7 semanas) 44 üNecrose da Cabeça do Fêmur üPseudoartrose üArtrose COMPLICAÇÕES 45 COMPLICAÇÕES 46 • Necrose avascular 47 FRATURA TRANSTROCANTÉRICA 48 3/12/24 9 • 35% das fraturas do terço proximal do Fêmur • Idosas, acima de 70 anos (3:1) • Baixa energia • Jovens • Alta energia com fraturas cominutivas • Área mais esponjosa com boa irrigação • Tem o quadro de encurtamento do membro com Rotação latera TRANSTROCANTÉRICA 49 •Classificação de Tronzo TRANSTROCANTÉRICA Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV Tipo V 50 TRANSTROCANTÉRICA Tipo I Trata-se de um traço simples e sem desvio; Tipo II Há pequeno desvio e o pequeno trocanter pode estar fraturado; Tipo III Ocorre fratura completa com deslocamento, mantendo o apoio do fragmento proximal, ou pode ter uma fratura com deslocamento do grande trocanter; Tipo IV Existe fratura completa com deslocamento do colo cirúrgico; Tipo V Caracteriza por fratura completa com deslocamento do colo anatômico, associado com deslocamento do trocanter menor. 51 Tratamento: • Cirúrgico • DHS (estáveis) • PFN (instáveis) • Restaurar o ângulo do colo • 125º TRANSTROCANTÉRICA 52 DHS vs. PFN • DHS • Pacientes Jovens • PFN • Osteoporose e fraturas oblíquas 53 TRANSTROCANTÉRICA • Processo de consolidação dura de 12 a 15 semanas • Fase hospitalar entre 3 e 5 dias • Deambulação com cuidado no grau da lesão • Conforme o tolerado pelo paciente • Andador REABILITAÇÃO HOSPITALAR 54 3/12/24 10 Reabilitação Hospitalar: • Analgesia • Crioterapia • Eletroanalgesia Mobilização: • Ativao-assitida de quadril • Exercícios isométricos para quadríceps • Exercícios ativos para perna e tornozelo TRANSTROCANTÉRICA 55 FRATURA SUBTROCANTÉRICA 56 • Fratura abaixo do trocanter menor • Área que mais recebe carga em todo o corpo humano • Tem dois picos de idade predominante • Jovens, alta energia • Idosos, com baixa energia (osteoporose) • Clinicamente o principal sintoma é a dor no quadril, com encurtamento e rotação lateral SUBTROCANTÉRICA 57 Classificação • Não existe uma classificação específica • AO SUBTROCANTÉRICA 58 •Tratamento SUBTROCANTÉRICA 59 Reabilitação •Mobilização ativa para flexo extensão • Evitar as rotações • Isometria para glúteos • Treino de transferências e marcha • Segundo o tolerado pelo paciente SUBTROCANTÉRICA 60 3/12/24 11 FRATURA DIAFISÁRIA DO FÊMUR 61 DIAFISÁRIA • Lesão grave • Trauma de alta energia • Adultos jovens, homens • Tem como principal clínica dor e o encurtamento do membro • Alto índice de associação a lesões ligamentares do joelho 62 Classificação •Winquist üTipo I – Traço simples üTipo II – Cominução até 50% da circunferência da diáfise üTipo III – Cominução de 50 a 100% üTipo IV – Cominução total sem contato das duas extremidades DIAFISÁRIA 63 DIAFISÁRIA 64 Tratamento • Placaou Hastes • Primeira escolha • Rápida • Fixação Externa • Lesão de pele • Tração DIAFISÁRIA 65 Reabilitação • Nos casos de tração apenas a mobilização de tornozelo é possível • Nas demais fixações deve-se estimular a deambulação e as mobilizações • Isometria de glúteos DIAFISÁRIA 66 3/12/24 12 FRATURA SUPRACONDILIANA 67 SUPRACONDILIANA Corresponde cerca de 7% da fraturas femorais JOVENS – alta energia • Multifragmentada com comprometimento de partes moles e articular IDOSOS – queda com joelho flexionado • Traço helicoidal, sem muitas lesões de partes moles • Periprotéticas • A peculiaridade do tratamento é a manutenção do valgo presente no fêmur • Presença de deslocamento posterior do fragmento 68 •Classificação • AO SUPRACONDILIANA 69 TRATAMENTO • Tração Esquelética • Co-morbidades aumentadas • Fixação Externa • Fratura articular e lesão de pele • Haste Intramedular Retrograda – Tipo A • Quando o fragmento é minimo • Placas Especiais (LISS) – Tipo B e C • Quando existe vários fragmentos SUPRACONDILIANA 70 Tratamento SUPRACONDILIANA 71 Tratamento SUPRACONDILIANA 72 3/12/24 13 •Tratamento SUPRACONDILIANA Placa LISS – AP e Perfil 73 •Tratamento SUPRACONDILIANA 74 SUPRACONDILIANA REABILITAÇÃO • Isometria de quadríceps não pode ser feita inicialmente •Movimentação ativa de quadril e pé •Marcha com toque de marcha 75 TÍBIA 76 • Articulação do Joelho • Proximal apresenta um platô • Platô Lateral (Convexo) • Platô Medial (Côncavo) • Inclinação A-P • 10 – 15° • Platô Medial Maior • Maior Compressão Axial • Anatomia Ligamentar e meniscal TÍBIA Labronici, PJ et al., 2011 Herbert, S et al., 2009 77 • Dentre os ossos longos é o que mais se fratura • Preferência pelo sexo Masculino • Acidentes automobilístico (20 – 30 anos) TÍBIA Labronici, PJ et al., 2011 Herbert, S et al., 2009 78 3/12/24 14 TÍBIA Principais fraturas são • Fratura de Planalto / Platô Tibial •Fratura da Diáfise da Tíbia • Fratura do Pilão Tibial 79 FRATURA DE PLANALTO TIBIAL 80 • Tratamento complexo • Fratura articular • Preferência pelo platô lateral • Devido a anatomia, (platô medial é mais denso) • 1 – 8 % das fraturas PLANALTO TIBIAL 81 MECANISMO DO TRAUMA • Forças em valgo • Varo + compressão axial • Compressões Coronais • 20% lesão ligamentar associada PLANALTO TIBIAL 82 Classificação • Schatzker PLANALTO TIBIAL Tipo I: Cisalhamento do platô lateral Tipo II: Cisalhamento e depressão do platô lateral Tipo III: depressão isolada do platô lateral Tipo IV: Cisalhamento do platô medial Tipo V: Bicondilares, sem dissociação entre diáfise e metáfise Tipo VI: Bicondilares, com dissociação entre diáfise e metáfise 83 Quadro Clínico • Dor • Limitação da ADM • Edema • Hemartrose com gotículas de gordura PLANALTO TIBIAL 84 3/12/24 15 PLANALTO TIBIAL CONSERVADOR • Tração Esquelética • Aparelho Gessado FIXAÇÃO EXTERNA PLACA ANGULADA • Enxertia Autógena • Fixação com manutenção do valgo • Depende do grau de lesão TRATAMENTO 85 86 87 87 Tratamento PLANALTO TIBIAL 88 FRATURA DIAFISÁRIA DA TÍBIA 89 •Muitas vezes associado com a fx de Fíbula • Das apresentadas é a que melhor se consolida • Tem alto número de casos DIÁFISE DA TÍBIA 90 3/12/24 16 DIÁFISE DA TÍBIA • Trauma direto • Alta energia, FAF • Traço Transverso ou Cominutivo • Focos desviados • Pode haver exposição Mecanismos de Lesão 91 MECANISMOS DE LESÃO • Trauma indireto • Torções e queda da própria altura • Traço Oblíquo ou Espiróide • Poucos desvios • Sem exposição DIÁFISE DA TÍBIA 92 Classificação • Fraturas Fechadas • AO • Fraturas expostas • Gustilo-Anderson DIÁFISE DA TÍBIA 93 Classificação DIÁFISE DA TÍBIA 94 Classificação I – Ferida 10 cm , com danos graves aos tecidos moles e contaminação substancial, cobertura torna-se dificil. DIÁFISE DA TÍBIA 95 • Classificação DIÁFISE DA TÍBIA 96 3/12/24 17 DIÁFISE DA TÍBIA TRATAMENTO • Depende do grau da lesão • Lesões fechadas e sem desvio à Tto. Conservador • Lesão graves à Cirúrgico 97 Tratamento • Consolidação • Conservador – 15 a 20 semanas • RAFI – 12 a 16 semanas • RFFE – 15 a 17 semanas • HIM – 14 a 16 semanas DIÁFISE DA TÍBIA 98 • Tratamento • Consolidação • Conservador – 15 a 20 semanas • RAFI – 12 a 16 semanas • RFFE – 15 a 17 semanas • HIM – 14 a 16 semanas DIÁFISE DA TÍBIA 99 TRATAMENTO Consolidação • Conservador – 15 a 20 semanas • RAFI – 12 a 16 semanas • RFFE – 15 a 17 semanas • HIM – 14 a 16 semanas DIÁFISE DA TÍBIA 100 Tratamento Consolidação • Conservador – 15 a 20 semanas • RAFI – 12 a 16 semanas • RFFE – 15 a 17 semanas • HIM – 14 a 16 semanas DIÁFISE DA TÍBIA 101 Tratamento •Mobilização ativa de todo o MMII • Descarga de peso segundo tolerado quando feito a RAFI ou RFFE • Toque de marcha no tto conservador até duas semanas DIÁFISE DA TÍBIA 102 3/12/24 18 103 FRATURA DO PILÃO TIBIAL 104 • Resultado de um trauma axial na porção distal da tíbia • Porém, existem vários outros componentes • Torção • Posicionamento do Pé • Intensidade do Trauma • Dificuldade na consolidação devido a menos aporte sanguíneo PILÃO TIBIAL 105 Classificação PILÃO TIBIAL 106 •Tratamento •Conservador • Tala Gessada • Tração Esquelética (calcâneo) •Cirúrgico PILÃO TIBIAL 107 TRATAMENTO PILÃO TIBIAL 108 3/12/24 19 PILÃO TIBIAL • Baixo nível de funcionalidade PO • Nível de dor • Aproximadamente 67 (VAS) 109 REABILITAÇÃO •Descarga de peso • Sem descarga por cerca de 2 semanas •Marcha • Toque de marcha •Mobilização ativa de quadril e joelho, limitando um pouco no tornozelo PILÃO TIBIAL 110 FRATURAS DE PATELA 111 Fraturas de patela • Representa 1% de todas as fraturas do esqueleto, sendo considerada, uma ruptura do aparelho extensor • Ocorre 2 x mais no sexo masculino com idade média em torno de 48 anos. • Em mulheres, ocorre após os 55 anos. • O principal mecanismo de trauma é o trauma direto com o joelho fletido entre 45 e 65 graus. 112 Classificação Basicamente se classificam em: • Fraturas com desvio • Fraturas sem desvio • Fraturas cominutivas 113 DIASTASE Lesão do aparelho extensor 114 3/12/24 20 Patelectomia parcial 115 TRATAMENTO Tratamento conservador é indicado para fraturas com deslocamentos menores de 3 mm por meio de órtese ou aparelho gessado por 4 a 6 semanas, com o joelho em extensão Tratamento cirúrgico é indicado para fraturas com deslocamentos maiores de 3 mm e fraturas expostas, por meio de fios de Kirschner e/ou de cerclagem, parafusos de compressão, ou ainda a patelectomia. 116 FRATURAS DE TORNOZELO 117 • Trata-se de uma fratura articular • Congruência e estabilidade são essenciais • O mecanismo de lesão é ligado a posição do pé no trauma • Pé Supinado (inversão) – Complexo lateral • Pé Pronado (eversão) – Complexo medial • Classificação de De Muller (1991) TORNOZELO 118 TORNOZELO 119 • Tratamento • Conservador • Estável – Tipo A • Cirúrgico – Tipo B e C • Banda de Tensão • Parafuso de Intersecção TORNOZELO 120 3/12/24 21 • Tratamento • Descarga de peso • Evitar em 4 semanas • Toque de marcha •Mobilização Ativa • Banda de tensão TORNOZELO 121 O Processo cirúrgico Lesão da membrana interóssea 122 Fratura Trimaleolar • Maléolo medial • Maléolo lateral • Tubérculo posterior da tíbia 123 124 125 Fratura-luxação de MAISONNEUVE 126 3/12/24 22 Fratura-luxação bimaleolarFratura-luxação bimaleolar 127 Fratura-luxação bimaleolar 128 FRATURAS DE PÉ 129 RETRO PÉ : • Talus e calcâneo MÉDIO PÉ : • Navicular, cubóide e cuneiformes ANTE PÉ : • Metatarsos e falanges PARA ESTUDO DAS LESÕES DIVIDIMOS O PÉ EM 3 REGIÕES : 130 FRATURAS DO TÁLUS Nutrido por ramos das artérias tibial anterior, posterior e fibular Aproximadamente60% é recoberto por cartilagem 131 FRATURAS DO TÁLUS • Pouco frequentes (0,32% das fraturas) • Geralmente associados à alto impacto • Mecanismo de dorsiflexão forçada e rotação na articulação de tornozelo • Potencialmente graves! • Alta incidência de artrose pós-traumática • Alta incidência de necrose avascular • Mais frequente em jovens do sexo masculino e trabalhadores braçais 132 3/12/24 23 FRATURA DE TÁLUS Mecanismos de traumas: • Cabeça do tálus: Compressão longitudinal em flexão plantar (5 a 10% das fraturas de tálus) • Corpo do tálus: trauma compressivo axial após queda de altura (13 a 23% das fraturas de tálus) • Colo do tálus: hiperdorsiflexão de tornozelo (50% das fraturas de tálus) 133 FRATURAS DO TÁLUS 134 FRATURAS DO TÁLUS 135 FRATURAS DO TÁLUS 136 FRATURAS DO TÁLUS 137 FRATURAS DE CALCÂNEO • Relativamente comuns em jovens ativos •Mecanismo de trauma: quedas de alturas • Elevado número de complicações, levando a resultados, por muitas vezes, insatisfatório 138 3/12/24 24 • A fina cortical e predominância de osso esponjoso determinam o tipo de lesão • A parede cortical lateral sofre fragmentação e abaulamento • A parede cortical medial sofre inpactação, levando a uma deformidade em varo da fratura FRATURAS DE CALCÂNEO 139 FRATURAS DE CALCÂNEO •O comprometimento da face articular com o cubóide não é incomum em fraturas cominutivas • 10 a 20% são bilaterais • É comum o alargamento do calcâneo • Carga total, somente após a oitava semana 140 FRATURAS DE CALCÂNEO 141 FRATURAS DE CALCÂNEO 142 FRATURA-LUXAÇÃO DE LISFRANC • Fratura-luxação das articulações tarso-metatarsianas • São raras • Causadas por mecanismos de inversão ou eversão associados à forças torcionais em relação ao eixo central do pé (acidentes automobilísticos e motociclísticos, cavaleiros com o pé preso ao estribo durante a queda) 143 FRATURA-LUXAÇÃO DE LISFRANC 144 3/12/24 25 FRATURA-LUXAÇÃO DE LISFRANC • O tratamento geralmente é cirúrgico devido à ineficiência da imobilização gessada. • Utiliza-se geralmente, fios de Kirschner ou parafusos. • 1 mês de imobilização • descarga de peso somente após o terceiro mês. 145 FRATURAS DE METATARSOS • Bastante frequentes e, na maioria dos casos, sem desvios • Geralmente causadas por queda de objeto pesado sobre o pé ou giro sobre o antepé fixo. • Podem ser tratadas conservadoramente com imobilização gessado por alguamas semanas • Cirurgias com fios de Kirschner, placas com parafusos podem ser necessárias quando apresenta grande desvio 146 FRATURAS DE METATARSOS 147 Fratura de Jones 148 Fratura de Jones 149 Fratura de Jones 150 3/12/24 26 Fratura de Jones 151 FRATURAS DAS FALANGES • São as mais frequentes em antepé • São propensas à angulação • Geralmente causada por queda de objeto pesado sobre o pé com consequente lesão de tecidos moles • ´´Fratura do caminhante noturno`` = lesão por abdução • Fraturas por avulsão devido à entorses • Tratamento conservador com bota gessada por aproximadamente 6 semanas • Se a redução for insatisfatória, fixação com fios ebota gessada por 4 a 6 semanas 152 FRATURAS DAS FALANGES 153 CASOS 154 155 156 3/12/24 27 157 158 159 160 161 162 3/12/24 28 163 164 165 166 167 168 3/12/24 29 169