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INCLUSÃO DA CRIANÇA AUTISTA NA SALA REGULAR Rildo Gonçalves Mira 1 INTRODUÇÃO A inclusão é o processo de inserção das pessoas com necessidades especiais no ensino regular, fazendo valer seus direitos comuns de cidadão. A inclusão permite uma socialização e maior participação do aluno especial na sociedade, promove a interação entre todos os alunos, além de um melhor desenvolvimento, sem exclusão e impedimentos. O autismo é uma síndrome que engloba múltiplas origens e diferentes graus de severidade. É caracterizada por um comprometimento em várias áreas do desenvolvimento e apresenta três problemas comportamentais: limitação ou ausência de comunicação verbal, falta de interação social e padrões de comportamento restritos. Incluir esse aluno numa sala regular tem sido uma tarefa primordial para o educador. A relevância deste trabalho se justifica pela atualidade do tema, especialmente no contexto brasileiro, onde há uma busca crescente por políticas educacionais consistentes que visem a inclusão do autista. A pergunta orientadora da pesquisa pode ser assim contextualizada: como incluir esse aluno que apresenta o autismo em sala de aula? O objetivo geral do trabalho é ajudar na compreensão dos obstáculos enfrentados na construção de estratégias para uma educação inclusiva, para que o autista tenha uma experiência escolar significativa. Os objetivos específicos são: investigar as práticas e desafios que envolvem a inserção de alunos com autismo no ambiente escolar; analisar as estratégias que os professores utilizam para atender às necessidades específicas desse aluno; examinar como a pedagogia inclusiva pode ser aplicada no ensino do autista. Para fundamentação, realização e conclusão do estudo o levantamento de referências bibliográficas é imprescindível. Portanto, este trabalho se desenvolverá por meio delas. Além de livros, serão examinados sites e artigos que fundamentem a clareza da temática. 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 INCLUSÃO ESCOLAR A inclusão é essencial para construir uma sociedade justa, criando oportunidades para todos os cidadãos ocuparem seu espaço e alcançarem seus objetivos. Na educação, a inclusão possibilita que alunos com diferentes necessidades convivam com seus pares, desenvolvendo-se a partir dos conteúdos curriculares, sem comprometer a qualidade do ensino e da aprendizagem. Incluir é um ato de respeito e acolhimento que valoriza as individualidades e considera o tempo e as necessidades de cada um. A escola, portanto, desempenha um papel fundamental ao promover esse direito, sendo o espaço ideal para formar uma sociedade mais justa e empática.Freire (2008, p. 37), sobre a Inclusão, diz: a inclusão é um movimento educacional, social e político que defende o direito de todos os indivíduos participarem na sociedade, de uma forma consciente e responsável e de serem aceitos e respeitados naquilo que os diferencia dos outros (FREIRE, 2008, p. 37). A inclusão escolar, embora cada vez mais discutida e valorizada, ainda enfrenta incompreensão e resistência significativa em muitos setores da sociedade, inclusive no próprio sistema educacional. Muitas escolas, ainda enraizadas em modelos tradicionais de ensino, têm dificuldade em assimilar o conceito de inclusão em sua prática cotidiana e frequentemente acabam aplicando um modelo de integração. A integração se diferencia da inclusão por sua abordagem limitada: enquanto a primeira busca acomodar o aluno dentro de um padrão preexistente, a inclusão propõe uma mudança estrutural e metodológica mais profunda. Na educação inclusiva, o foco é a adaptação do sistema e das práticas pedagógicas para atender a todos os alunos, respeitando as singularidades de cada um. Para Mantoan (2011, p. 23) a escola é “o lugar comum ideal para garantir as relações entre as crianças livre de descriminações, pode proporcionar o desenvolvimento afetivo, cognitivo e social dos educandos”. No paradigma da inclusão, reconhecer e valorizar as especificidades de cada indivíduo é essencial para construir um ambiente verdadeiramente democrático e acolhedor. Esse paradigma enfatiza que os indivíduos não são meros receptores passivos do processo educativo; ao contrário, eles possuem capacidades próprias, vozes singulares e formas de interagir e se expressar que devem ser respeitadas e potencializadas. Assim, a inclusão torna-se um processo dinâmico e colaborativo, no qual todos os envolvidos – professores, alunos e a comunidade escolar – atuam de forma a transformar as práticas pedagógicas e sociais.Sassaki (2019) salienta que, “é a sociedade quem deve ser modificada para incluir todas as pessoas”. Ao refletir sobre essa dinâmica, Mantoan (2013) ressalta a importância de uma postura sincera e transparente por parte dos professores. Isso implica não apenas reconhecer as limitações e desafios do sistema educacional, mas também adotar uma atitude proativa, buscando formas práticas de integração real. Dessa forma, é possível criar oportunidades genuínas de participação e aprendizagem, onde cada aluno, com suas singularidades, possa se sentir valorizado e integrado ao espaço escolar.Atualmente, as agências governamentais e os especialistas recomendam a inclusão como a principal estratégia educacional para as pessoas com deficiência. A inclusão é o princípio da Educação Especial. É de responsabilidade do professor, a orientação sobre a atuação da família em toda a vida do filho com necessidades especiais, daí a necessidade do professor conhecer a legislação e as políticas públicas que contemplam pessoas que apresentam deficiências. 2.2 A CRIANÇA AUTISTA NA ESCOLA O autismo é uma síndrome que engloba múltiplas origens e diferentes graus de severidade. É caracterizada por um comprometimento em várias áreas do desenvolvimento e é necessário que haja uma maior compreensão do transtorno e incentivos à busca por novos tratamentos. Incluir a criança autista vai além de colocá-la em uma escola regular e numa sala regular. Para Bridi (2016), “A inclusão do aluno com autismo no ensino regular suscita uma série de adaptações e recursos para viabilizar o processo. Deve ser realizada de forma criteriosa e bem orientada”. De acordo com Facion (2017), indivíduos com autismo geralmente enfrentam grandes desafios no desenvolvimento de relacionamentos interpessoais. Essa dificuldade pode ser expressa por meio de um interesse limitado ou inexistente por interações sociais e pela tendência a evitar o contato humano. Essas características fazem com que a interação social se torne um campo de obstáculos para pessoas com autismo, impactando a maneira como elas se conectam com o ambiente ao seu redor e com outras pessoas. Esse entendimento é essencial para que educadores e profissionais de apoio possam construir abordagens de ensino e acolhimento mais eficazes, que contemplem as necessidades específicas desses alunos, promovendo uma inclusão mais verdadeira e respeitosa. Pode-se dizer que o ambiente escolar é desafiador, tanto para o professor quanto para a criança e sua família, mesmo que já seja um ambiente conhecido, pois a cada ano implica novas descobertas, novos obstáculos, grandes superações e também frustrações (XAVIER, 2020). O movimento pela inclusão é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos, visando promover uma educação de qualidade, menos desigualdade, em busca da construção de uma sociedade democrática (MOTTA, 2019). A política inclusiva brasileira objetiva atender as demandas dos alunos portadores de necessidades educacionais especiais, em sala de aula de escola regular, promovendo a aprendizagem e desenvolvendo de forma global a todos os interessados. 3 CONCLUSÃO Pesquisas sobre o autismo têm desempenhado um papel crucial na expansão do conhecimento sobre essa condição, explorando áreas fundamentais como a incidência, causas, diagnóstico, tratamento e consequências. Um desafio significativo na escola é incluir o aluno com autismo de forma efetiva no contexto escolar. Isso exige que o professor possua habilidadese conhecimentos específicos para intervir adequadamente em situações de dificuldade de aprendizagem. É fundamental que o educador esteja preparado para adaptar suas práticas pedagógicas e criar um ambiente de apoio que favoreça a participação ativa e o desenvolvimento do aluno. Além disso, o professor deve saber identificar as particularidades de cada aluno, utilizando abordagens inclusivas que respeitem seu ritmo de aprendizado e promovam interações positivas entre todos os estudantes.Ele logo deve perceber que algo está errado com a criança e essas dificuldades que causam déficit na aprendizagem e no desenvolvimento escolar precisam ser entendidas, a partir de sua observação. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRIDI, F. R. de S., FORTES, C. C. e BRIDII FILHO, C. A. Educação e Autismo: as sutilezas e as possibilidades do processo inclusivo. (In): ROTH, Berenice Weissheimer (org). Experiências educacionais inclusivas: Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2016. FACION, J. R. AsíndromedoAutismoeosproblemasnaformulaçãododiagnóstico. In: GAUDERER, Ch. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento: guia prático para pais e profissionais. Rio de Janeiro: Revinter, 2017. FREIRE, Sofia. Um olhar sobre a inclusão. Revista Educação. v. XVI, n. 1, 2008. MANTOAN, Maria Teresa Eglér et al. A Educação Especial na perspectiva da inclusão escolar: a escola comum inclusiva. Brasília: Ministério da Educação, 2011. MANTOAN, Maria Tereza Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo. Moderna, 2013. Disponível em: http://www.acessibilidade.ufg.br/up/211/o/INCLUS%C3%83O-ESCOLARMaria-Teresa-Egl%C3%A9r-Mantoan-Inclus%C3%A3o-Escolar.pdf?1473202907 Acesso em: 26 de outubro 2024 MOTTA, C. O. Por que a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino fundamental da rede pública?Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes, 2019. SASSAKI, Luiz Albérico. Surdez, cognição visual e libras: estabelecendo novos diálogos.4. ed. Recife, PE: Ed. do Autor, 2019. XAVIER, Evaldo. A Política e as Bases do Direito Educacional. In: Caderno do Cedes, ano XXI, n° 55, novembro/2020.