Prévia do material em texto
Situação Problema 14 – 4ª etapa Anatomia e Radiologia Dracena, novembro de 2024 Luciana S. Ota Raíssa Mantovani Não autorizamos a gravação das aulas. Descrever e identificar macroscopicamente os componentes do estômago (relações com outras vísceras, partes e características da mucosa). A superfície anterior (superior) é posterior: - à margem costal esquerda e está em contato com o diafragma, - às fixações costais das fibras superiores do músculo transverso do abdome, - à superfície gástrica do baço, - aos lobos esquerdo e quadrado do fígado e - à parede abdominal anterior. Quando o estômago está vazio, o cólon transverso pode se encontrar adjacente à superfície anterior. Descrever e identificar macroscopicamente os componentes do estômago (relações com outras vísceras, partes e características da mucosa). A superfície posterior (inferior) se encontra anterior: - ao diafragma, - à glândula suprarrenal esquerda, - ao polo superior do rim esquerdo, - à parte do baço - à artéria esplênica, - à superfície pancreática anterior e - à camada superior do mesocólon transverso. Coletivamente, estes elementos formam o leito raso do estômago: eles estão separados do estômago pela bolsa omental (sobre a qual o estômago desliza à medida que se distende). - Curvatura menor: inserção para o omento menor, que contém os vasos gástricos D e E. - Curvatura maior: inserção para o lig. gastroesplênico e o omento maior, que contém os vasos gastro-omentais. (SCHÜNKE; SCHULTE; SCHUMACHER, 2024) • Durante a deglutição, forma-se um sulco ou um canal gástrico temporário entre as pregas longitudinais ao longo da curvatura menor, que pode ser visto por radiografia e endoscopia. • A saliva e pequenas quantidades de alimento mastigado e outros líquidos drenam ao longo do canal gástrico para o canal pilórico quando o estômago está quase vazio. • As pregas gástricas diminuem e desaparecem quando o estômago está distendido. • A mucosa gástrica que reveste o óstio cárdico encontra-se enrugada em cristas; é ligeiramente espessada neste ponto, com um contorno elevado, formando parte da “roseta da mucosa” que reveste o óstio. A “roseta” ajuda o fechamento do óstio cárdico e auxilia a prevenir o refluxo do conteúdo estomacal. • O corpo do estômago tem as pregas mais pronunciadas da mucosa. • As áreas no interior do antro são pequenas elevações ou enrugamentos da superfície da mucosa adjacente ao canal pilórico. • Há um ligeiro enrugamento da mucosa no óstio pilórico, causado pela contração do esfíncter pilórico. Descrever e identificar macroscopicamente o intestino delgado (relações com outras vísceras, partes e características da mucosa). - Duodeno • Parte superior (primeira): curta (aproximadamente 5 cm), situada anterolateralmente ao corpo da vértebra L I • Parte descendente (segunda): mais longa (7 a 10 cm), desce ao longo das faces direitas das vértebras L I a L III • Parte inferior (terceira): 6 a 8 cm de comprimento, cruza a vértebra L III • Parte ascendente (quarta): curta (5 cm), começa à esquerda da vértebra L III e segue superiormente até a margem superior da vértebra L II. - Duodeno A primeira parte do duodeno se encontra: - posterior e inferiormente ao lobo quadrado do fígado, - posterior ao colo da vesícula biliar, - anteriormente à artéria gastroduodenal, ao ducto colédoco e a veia porta, e - anterossuperior à cabeça e ao colo do pâncreas. A segunda parte do duodeno se encontra: - posteriormente ao colo da vesícula biliar e ao lobo direito do fígado em seu inicio, - é atravessada anteriormente pelo colón transverso, - anteriormente ao hilo do rim direito, aos vasos renais direitos, a margem da veia cava inferior e ao musculo psoas D. - Duodeno A terceira parte do duodeno se encontra: - posterior ao mesocólon transverso, à origem do mesentério do intestino delgado, e aos vasos mesentéricos superiores; - anterior à VCI, tornando-se contínua com a quarta parte em frente à aorta abdominal. - anterior ao ureter direito, ao musculo psoas maior D, aos vasos gonadais direitos A quarta parte do duodeno se encontra: - anterior ao tronco simpático E, ao músculo psoas maior E, aos vasos renais E e gonadais E - posterior à parte superior da raiz do mesentério do intestino delgado, ao mesocolon transverso e ao cólon transverso. *O rim e o ureter E estão em posição posterolateral. (Coleção Prometheus, 2019) - Duodeno · A mucosa dos primeiros 2 ou 3 cm tem aparência interna suave, parte frequentemente denominada “capuz” duodenal. · A partir da extremidade do capuz duodenal, sua aparência interna é caracterizada por extensas pregas profundas da mucosa. - Jejuno e íleo - Jejuno e íleo - O jejuno: As pregas circulares se tornam progressivamente menos evidentes na mucosa distal no íleo; elas tendem a ser isoladas e mais achatadas, com cristas menos pronunciadas, e a mucosa do íleo terminal imediatamente proximal ao óstio ileal (valva ileocecal) pode parecer quase plana. O íleo terminal frequentemente se encontra na pelve, de onde ele sobe por sobre o musculo psoas maior direito e os vasos ilíacos direitos para terminar por se abrir no óstio ileal. - Descrever e identificar macroscopicamente o intestino grosso (relações com outras vísceras, partes e características da mucosa). CECO E COLO ASCENDENTE A superfície posterior está relacionada: - à fossa ilíaca, - aos vasos gonadais, - ao ligamento iliolombar, - ao músculo quadrado do lombo, - à aponeurose do músculo transverso do abdome e - à fáscia perirrenal anterior inferolateralmente ao rim direito. Anteriormente, se encontram em contato com: - as alças do íleo, - o omento maior e - a parede abdominal anterior. FLEXURA DIREITA DO COLO - A superfície anterior do polo inferior do rim direito é posterior, - O lobo hepático direito é superior e anterolateral, - A parte descendente (segunda parte) do duodeno é medial e - O fundo da vesícula biliar é anteromedial. COLO TRANSVERSO Acima dele encontram-se: - o fígado e a vesícula biliar, - a curvatura maior do estômago e - o corpo do baço. Por trás e abaixo dele encontram-se: - a parte descendente do duodeno, - a cabeça do pâncreas, - a extremidade superior do mesentério do intestino delgado, - a flexura duodenojejunal e - as alças do jejuno e do íleo. FLEXURA ESQUERDA DO COLO • Se posiciona anteriormente à cauda do pâncreas e também ao rim E, do qual ela está separada pela fáscia perirrenal anterior. • Sua posição com relação ao baço é variável: em geral ela se encontra diretamente inferomedial ao polo inferior, formando a impressão cólica, mas pode se posicionar anteriormente ao hilo esplênico, e até mesmo um pouco acima. COLO DESCENDENTE Sua superfície posterior está relacionada: - à fáscia perirrenal anterior, inferolateral ao rim esquerdo, - à aponeurose dos músculos transverso do abdome, quadrado do lombo, ilíaco e a parte mais superolateral do psoas maior, - aos vasos e nervos subcostais, - aos nervos ílio-hipogástrico, ilioinguinal, cutâneo femoral lateral, femoral e genitofemoral. * Alças do jejuno se encontram anteriormente. COLO SIGMOIDE Sua posição é extremamente variável, mas termina em uma posição relativamente constante, dispondo-se logo à esquerda da linha mediana, no nível do corpo de S3, onde se dobra inferiormente e é contínuo com o reto. Suas relações são, consequentemente, variáveis. Lateralmente, estão: - os vasos ilíacos externos esquerdos, - o nervo obturatório, - o ovário ou o ducto deferente, e - a parede pélvica lateral. Posteriormente encontram-se: - os vasos ilíacos externos e internos esquerdos - os vasos gonadais, - o ureter, - o músculo piriforme e o plexo sacral. Anteroinferiormente encontram-se: - a bexiga urinária em homens, ou o útero e a bexiga urinária em mulheres; Superiormente e à direita, está em contato com alças do íleo. Colonoscopia e relevo interno normal de diferentes seções do colo a Vista do colo descendente (lúmen oval e saculação regular); b Flexura esquerda do colo com baço adjacentee superficial; c Vista do colo transverso com configuração triangular típica; d Vista do colo descendente com a válvula ileocecal (seta) no fundo. No lado direito das figuras, estão apresentadas as respectivas posições do endoscópio (fotos de: Messmann H, Hrsg. Lehratlas der Koloskopie. 2. Aufl. Stuttgart: Thieme; 2014 – IN SCHÜNKE; SCHULTE; SCHUMACHER, 2024). • Na porção do ceco, as três tênias longitudinais do colo convergem para formar um característico padrão em “trevo” na parede cecal. • Em qualquer outra parte, a parede do ceco é geralmente desprovida de saculações, embora um padrão espiral da mucosa seja frequentemente visto na região do óstio do apêndice. • A parte superior do ceco e o colo ascendente possuem saculações rasas, porém longas. Nos segmentos do cólon, a mucosa é pálida, lisa e elevada em numerosas pregas em formato de crescente entre as saculações. Tal padrão é mais pronunciado no colo transverso, onde conferem uma aparência triangular ao corte transversal do lúmen. • As saculações dos colos descendente e sigmoide tendem a ser mais espessas e mais curtas que as do colo transverso, e isto dá um corte transversal de formato mais circular. • O diâmetro luminal total é frequentemente menor no colo descendente. • As saculações do reto tendem a formar pregas consistentes e reconhecíveis. A mucosa é mais espessa, mais escura, mais vascularizada e mais frouxamente aderida à submucosa. O que é a Síndrome de Loeffler e quais são as alterações radiológicas? Radiografia de tórax inicial de um homem de 54 anos mostrando na imagem (A) opacidade sutil (setas) na zona pulmonar média direita. (C) mostrando opacidade migratória no lobo inferior esquerdo (setas) obtida 20 dias após a imagem anterior. Alves, ACM et.al 2012 - http://files.bvs.br/upload/S/0101-5907/2012/v26n2/a3213.pdf Tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) obtida em um homem de 54 anos mostrando consolidação com opacidade em vidro fosco circundante no lobo inferior esquerdo e broncograma aéreo. Esta tomografia computadorizada foi obtida entre a primeira (A) e a segunda (C) radiografia. Alves, ACM et.al 2012 - http://files.bvs.br/upload/S/0101-5907/2012/v26n2/a3213.pdf