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Resumo 1
Resumo
Poder Judiciário 
Art 92, CF
O Poder Judiciário não tem atuação no âmbito municipal, ou seja, não está presente nos quatro entes da federação (atua apenas nos âmbitos federal, 
estadual e distrital). Divide-se em:
Justiça comum: atende matérias de competência ampla, como questões civis e criminais.
Justiça especializada: foca em áreas específicas, como trabalho, eleitoral e militar.
� Estatuto da Magistratura
Principios
Ingresso: Mediante concurso público de provas e títulos, com participação da OAB e exigência de três anos de prática jurídica comprovada até a 
inscrição definitiva.
Acesso aos TRIBUNAIS SUPERIORES Regulamentado por critérios de antiguidade e merecimento, alternadamente.
Remoção, disponibilidade e aposentadoria: dará-se por voto de maioria absoluta do respectivo CNJ ou Tribunal
Julgamento publico: Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário devem ser públicos, assegurando transparência e acesso à justiça.
Quinto Constitucional: 
O quinto constitucional, previsto no art. 94 da Constituição Federal, estabelece que 1/5 dos membros dos Tribunais deve ser composto 
por advogados e membros do Ministério Público MP, com o objetivo de promover a diversidade de origens no Poder Judiciário. Essa regra se aplica aos 
seguintes tribunais:
Tribunais de Justiça (TJs) dos Estados, Distrito Federal e Territórios;
Tribunais Regionais Federais TRFs);
Tribunais Regionais do Trabalho TRTs);
Tribunal Superior do Trabalho TST.
Requisitos: 
Advogados: Devem ter notório saber jurídico, reputação ilibada e pelo menos 10 anos de atividade profissional.
Membros do Ministério Público: Devem ter 10 anos de carreira.
Procedimento de Escolha: 
� Indicação O órgão de classe OAB ou MP elabora uma lista sêxtupla com seis nomes.
� Seleção O tribunal escolhe três nomes dessa lista, formando uma lista tríplice.
� Nomeação A lista tríplice é encaminhada ao Executivo, que faz a nomeação:
Governador (para TJs);
Presidente da República (para TRFs, TRTs e TST.
Características Importantes: 
Vitaliciedade imediata O nomeado adquire vitaliciedade desde o momento da nomeação, sem necessidade de período probatório.
Proporcionalidade Em tribunais com número de membros não divisível por cinco, o número de vagas destinado ao quinto constitucional é 
arredondado para cima.
Alternância entre as categorias Quando há aposentadoria de um membro oriundo do MP ou da advocacia, a vaga é preenchida pela outra categoria, 
garantindo o equilíbrio na composição.
� Garantias
Institucionais (asseguram a autonomia do Poder Judiciário): 
Autonomia Orgânico-Administrativa Art. 96, CF O Poder Judiciário tem o direito de se organizar internamente, escolher seus órgãos diretivos e 
elaborar regimentos internos. Também é responsável pela promoção de juízes, concessão de licenças e férias aos seus membros, além de poder 
propor ao Poder Legislativo projetos de lei relativos à organização e divisão judiciárias, fixação dos subsídios dos magistrados, entre outros.
Autonomia Financeira Art. 99, CF O Judiciário tem autonomia para elaborar suas propostas orçamentárias, que devem ser respeitadas pelos demais 
Poderes. Essa autonomia é garantida pelo Art. 99 da Constituição, que também permite a participação do Judiciário na elaboração da Lei de Diretrizes 
Orçamentárias LDO.
Autonomia Funcional Relacionada ao poder do Judiciário de tomar decisões sem interferências externas, garantindo a independência no exercício da 
função jurisdicional.
Membros (assegurar a imparcialidade e a estabilidade dos magistrados):
Vitaliciedade Art. 95, I, CF A vitaliciedade só é adquirida após dois anos de exercício no cargo de juiz, e a perda do cargo durante esse período 
pode ocorrer apenas por deliberação do Tribunal ao qual o juiz está vinculado. Após a aquisição da vitaliciedade, o juiz só pode perder o cargo 
por sentença judicial transitada em julgado.
Exceção: A vitaliciedade não se aplica a juízes que ingressam diretamente no cargo de desembargador, seja por nomeação ou pelo quinto 
constitucional, adquirindo a vitaliciedade no momento da nomeação.
Resumo 2
Estabilidade Art. 95, II, CF A estabilidade é adquirida após três anos de exercício no cargo de juiz. Assim como a vitaliciedade, a perda do cargo só 
ocorrerá por sentença judicial transitada em julgado ou por processo administrativo (com ampla defesa). A estabilidade também pode ser retirada 
por avaliação periódica de desempenho.
Exemplo Juiz do Trabalho acusado de assédio sexual no gabinete: a conduta pode resultar na aposentadoria compulsória do magistrado, sendo 
uma das formas mais severas de punição.
Projeto de Lei Complementar 2020 Este projeto propõe a demissão de magistrados em casos graves de conduta incompatível com a função, 
como crimes praticados no exercício do cargo.
Inamovibilidade Art. 95, II, CF Os magistrados não podem ser removidos de suas funções ou transferidos para outra comarca sem 
seu consentimento, salvo por interesse público. Essa garantia assegura que os juízes tenham independência em suas decisões.
Exemplo O STF decidiu que a inamovibilidade se aplica a todos os juízes, incluindo os substitutos, e só pode ser violada quando o interesse 
público exige ou por deliberação do Tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça CNJ MS 27.958.
Irredutibilidade de Subsídios Art. 95, I, CF Os subsídios dos magistrados são irredutíveis, ou seja, não podem ser reduzidos, salvo se for para 
cumprir disposições legais em relação aos impostos. Essa proteção garante que o salário dos juízes não seja afetado por medidas políticas ou 
orçamentárias.
� Vedações do Judiciário 
 Exercício de outro cargo ou função, salvo magistério
Os magistrados não podem acumular a função jurisdicional com outro cargo ou função, com exceção da atividade docente. Esse tema foi regulamentado pela 
Resolução n. 34, de 2007, do Conselho Nacional de Justiça CNJ, que exige que o exercício da docência seja compatível com os horários de expediente 
forense. O juiz que exerce a docência deve comunicar formalmente o Tribunal, e qualquer atividade de coaching ou assessoria individual é vedada. Em 2020, o 
Tribunal de Justiça de São Paulo aplicou a pena de demissão a um juiz por descumprir essa vedação ao prestar serviços de coaching, caracterizando essa 
prática como incompatível com a magistratura.
Receber custas ou participação em processo
A Constituição veda que juízes recebam custas ou participações em processos judiciais, visando evitar qualquer possibilidade de interesse pessoal em 
processos em que atuem. O Supremo Tribunal Federal STF também se posicionou sobre essa vedação, estendendo-a aos juízes de paz, que, apesar de 
integrarem o Judiciário, não podem receber tais valores ADI 954.
Dedicar-se à atividade político-partidária
Os magistrados são proibidos de se filiar a partidos políticos, com o intuito de manter sua imparcialidade. Embora possam participar de debates políticos, não 
podem emitir opiniões políticas, apoiar candidatos ou partidos. A Resolução 305/2019 do CNJ limitou ainda mais a atuação dos juízes nas redes sociais, 
impedindo manifestações que sugiram apoio ou oposição a figuras políticas, candidatos ou partidos. No entanto, é permitido o posicionamento sobre questões 
de interesse público, como projetos de lei ou questões pertinentes ao Judiciário, desde que respeitada a dignidade da instituição.
Receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas
Acrescentada pela Emenda Constitucional n. 45/2004, essa vedação impede que magistrados recebam qualquer tipo de auxílio ou contribuição de entidades 
externas, sejam públicas ou privadas, a não ser nas situações previstas em lei. O STF ratificou essa vedação, declarando que os juízes devem manter uma 
conduta irrepreensível, respeitando os princípios constitucionais da probidade, moralidade e impessoalidade MS 32.040 MC, rel. Min. Celso de Mello).
Exercer a advocacia no juízo ou tribunal domas que precisem de 
defesa jurídica. Sua criação, no entanto, depende de um contexto específico, dado que territórios federais não existem mais desde 1988, quando foram 
transformados em estados ou extintos.
� Estatuto da Magistratura
Membros
Irredubilidade de subsídios 
Quarentena de saída - em 3 anos não pode atuar em processos
Para suspender 2/3 de de cada casa legislativa, Supremo pode derruba com 4/5 de votos
33 Ministros
1/3 Advocacia e MP
Der a lei federal interpretação diversa da atribuída ao Tribunal.
Ex: inseminação artificial
Art. 105, § 2º
2/3  não julgar o mérito
Juizados
Federal 
Art 118 a 121
TRE
Junta
Tipos de ações
Tribunal do Juri
Resumo 16
� Advogado
� Casos
CNJ
atribuições
Função Essenciais à Justiça 
Garantias
Vitaliciedade - prazo de 2 anos, perda apenas em sentença judicial transitada em julgado
Inamovibilidade - só pode ser removido em duas hipóteses, se concorda ou se justificar interesse publico
Irredubilidade de subsidio - não pode reduzir o subisidio
Advocacia Geral Publica da União AGU  Representa a União, especificadamente o poder executivo, não permite desvio de finalidade (representar um 
“amigoˮ)
PERDI ULTIMA AULA
Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil - regulamenta a profissão da advocacia, vinculado ao conselho da OAB
4. Defensoria Pública
assistência jurídica 1988  prestar consultoria, tirar duvida
 ≠
Hipossuficência
a� Unidade (unica Instituição)
b� Indivisibilidade
c� Irredutibilidade de vencimentos - do salarios
Estrutura
DPU  uniao (justiça federal e especiais)
DPDF  DF
DPE  Estados (justiça eleitoral)
DPT  pode ser criada se um dia tivermos territorios federaisqual se afastou antes de três anos
Essa vedação, conhecida como "quarentena de saída", estabelece que um magistrado que se afasta do cargo (por aposentadoria ou exoneração) não pode 
atuar como advogado no tribunal ou juízo de sua jurisdição por um período de três anos. O CNJ confirmou que essa regra vale não apenas para juízes 
estaduais, mas também para juízes federais e do trabalho. A ideia é evitar a circulação de influências indevidas entre os magistrados e advogados nas mesmas 
comarcas ou seções.
→ PEC 28/24 - sustar decisões do STF
A PEC 28/24 permite que o Congresso Nacional suspenda decisões do STF que invadam sua competência legislativa, com a aprovação de dois terços de 
cada casa do Congresso. A suspensão pode durar até dois anos, renovável por mais dois, até que uma nova lei seja feita. O STF só poderá manter a 
decisão com 4/5 de votos dos ministros. A PEC também determina que liminares do STF sejam analisadas pelo colegiado dos tribunais, em vez de 
decisões individuais. O objetivo é reforçar o papel do Congresso na criação de leis, sem interferência indevida do Judiciário.
Supremo Tribunal Federal - STF
O Supremo Tribunal Federal STF foi criado pela Constituição de 1891 e é composto por 11 ministros, conforme o art. 101 da Constituição Federal de 1988.
Requisitos para ser Ministro do STF
Ser brasileiro nato.
Ter entre 35 e 70 anos de idade.
Ter notável saber jurídico e reputação ilibada.
Estar no gozo dos direitos políticos.
Processo de nomeação: O Presidente da República escolhe o ministro, que precisa ser aprovado pelo Senado Federal por maioria absoluta. Após essa 
aprovação, o Presidente faz a nomeação. 
Competências do STF A competência do STF está prevista no art. 102 da Constituição e se divide em competência originária (que trata dos casos que 
começam diretamente no STF e competência recursal (referente a recursos de decisões de outros tribunais).
Competência Originária:
� Controle de Constitucionalidade:
Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI e Ação Declaratória de Constitucionalidade ADC sobre leis federais ou estaduais.
� Crimes cometidos por autoridades:
Resumo 3
Julgar infrações penais cometidas pelo Presidente da República, Vice-Presidente, membros do Congresso Nacional, Ministros do STF, Procurador-
Geral da República, entre outros.
� Crimes de responsabilidade:
Julgar ministros de Estado, comandantes militares, e outras autoridades específicas.
� Habeas Corpus, Mandado de Segurança e Habeas Data:
Nos casos em que o coator for o Presidente da República, membros do Congresso, do STF, ou outras autoridades mencionadas.
� Litígios entre entes federativos:
Resolver disputas entre a União, Estados, Municípios e Distrito Federal, ou entre estes e entidades da administração indireta.
� Conflitos com Estados estrangeiros:
Julgar litígios entre a União e Estados estrangeiros ou organismos internacionais.
� Extradição:
Decidir sobre pedidos de extradição solicitados por outros países.
� Revisão Criminal e Ação Rescisória:
Realizar revisão criminal ou análise de ação rescisória de suas próprias decisões.
� Reclamações:
Julgar reclamações para preservar sua competência e a autoridade de suas decisões.
Competência Recursal:
� Recurso Ordinário Constitucional:
Contra decisões de Tribunais Superiores que neguem habeas corpus, mandado de segurança, habeas data, mandado de injunção, e crime 
político.
� Recurso Extraordinário:
Quando a decisão recorrida contrariar a Constituição ou declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal.
Súmula Vinculante 
A Súmula Vinculante foi introduzida pela Emenda Constitucional n. 45/2004, no artigo 103A da Constituição Federal, e tem o objetivo de garantir a 
uniformização da interpretação de normas constitucionais, especialmente em casos que envolvam insegurança jurídica e grande multiplicação de processos 
sobre a mesma questão. A sua regulamentação está a cargo da Lei nº 11.417/2006 e do Regimento Interno do STF.
Ela pode ser editada exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal STF 
1. Quem pode solicitar a edição de uma Súmula Vinculante?
A Súmula Vinculante pode ser proposta por legitimados específicos, conforme o art. 103A, § 2º da Constituição e o art. 3º da Lei nº 11.417/2006. Os 
principais legitimados são:
Os nove legitimados da Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI (como o Presidente da República, Governadores, Procurador-Geral da República, 
Conselho Federal da OAB, partidos políticos, entre outros).
Defensor Público-Geral da União.
Tribunais Superiores e Regionais (como os Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais, etc.).
Município, mas apenas incidentalmente, ou seja, durante o processo em que seja parte.
2. Quórum para a edição da Súmula Vinculante
O Supremo Tribunal Federal STF pode editar a Súmula Vinculante de ofício ou mediante provocação, mas é necessário que haja uma decisão de dois 
terços dos membros do STF (mínimo de 8 ministros).
3. Requisitos para a criação da Súmula Vinculante
A Súmula Vinculante só pode ser criada após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, conforme o art. 103A, caput. Ou seja, deve haver consenso 
nos tribunais sobre a interpretação de uma norma, quando esta causar insegurança jurídica ou a multiplicação de processos idênticos.
4. Efeitos da Súmula Vinculante
A partir da sua publicação, a Súmula Vinculante tem efeito vinculante e erga omnes, ou seja, vincula todos os órgãos do Poder Judiciário e a administração 
pública, em todas as esferas (federal, estadual e municipal).
No entanto, o Poder Legislativo não é vinculado nas suas funções típicas de legislar, mas sim nas suas funções atípicas (como a administrativa).
A Súmula Vinculante pode ter efeitos ex nunc (a partir de sua publicação) ou em outro momento determinado pelo STF, por meio de uma decisão de dois 
terços dos ministros, com o objetivo de garantir segurança jurídica ou por excepcional interesse público.
5. Procedimento de Edição da Súmula Vinculante
O procedimento para a edição da Súmula Vinculante está previsto na Lei nº 11.417/2006 e no Regimento Interno do STF. Após o requerimento, o presidente 
do STF apreciará a adequação formal em até 5 dias e publicará o início do procedimento para manifestação dos interessados.
O procedimento envolve a participação do Procurador-Geral de Justiça e ministros da Comissão de Jurisprudência do STF. Também existe a possibilidade 
de amicus curiae, que é uma manifestação de terceiros interessados, como no processo de controle de constitucionalidade.
6. Cancelamento e Revisão da Súmula Vinculante
Resumo 4
A revisão ou cancelamento de uma Súmula Vinculante segue o mesmo procedimento de sua criação e também requer a aprovação de dois terços dos 
membros do STF. O STF já decidiu que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ADPF não é o meio adequado para pleitear o 
cancelamento de uma Súmula Vinculante.
7. Reclamação
A reclamação é a via processual utilizada quando houver decisão que contrariar a Súmula Vinculante. O STF, ao julgar a reclamação, poderá anular o ato 
administrativo ou cassar a decisão judicial que contrariar a súmula. Porém, a reclamação não é cabível para súmulas não vinculantes ou para decisões que 
contrariem apenas o entendimento das súmulas em geral.
É importante observar que, para atos administrativos ou decisões judiciais que contrariarem a Súmula Vinculante, a reclamação será admissível somente 
após o esgotamento das vias administrativas.
Superior Tribunal de Justiça - STJ 
Art. 104, CF 
Composição 33 Ministros, sendo:
1/3 Juízes dos Tribunais Regionais Federais TRF.
1/3 Desembargadores dos Tribunais de Justiça TJ.
1/3 Advogados e membros do Ministério Público MP com 10 anos de experiência (não aplicação do quinto constitucional).
Nomeação Realizada pelo Presidente da República, com aprovação pela maioria absoluta do Senado.
Competências - art. 105
Competência Originária: A competência originária do STJ refere-seàs matérias que ele pode julgar diretamente, sem que haja recurso anterior de 
outro tribunal. O STJ tem a responsabilidade de julgar, entre outras questões:
� Crimes cometidos por autoridades de alta hierarquia:
Governadores de Estados e do Distrito Federal.
Desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal.
Membros dos Tribunais Regionais Federais, Tribunais Regionais Eleitorais, Tribunais do Trabalho e Tribunais de Contas.
� Mandados de segurança e habeas data:
Nos casos que envolvem Ministros de Estado, Comandantes das Forças Armadas Marinha, Exército e Aeronáutica) ou até mesmo membros 
do próprio STJ.
� Habeas Corpus:
Quando a prisão ou a liberdade de qualquer pessoa envolva autoridades de alto escalão, como Ministros de Estado ou Comandantes da 
Marinha, Exército e Aeronáutica.
Quando o coator (quem está causando a prisão ilegal) for algum tribunal ou ministro sujeito à jurisdição do STJ.
� Conflitos de Competência:
O STJ resolve disputas sobre a competência entre tribunais ou entre tribunais e juízes de diferentes esferas, sempre respeitando as regras de 
competência da Constituição.
� Revisão de processos e decisões:
Revisões criminais de sentenças já julgadas.
Ações rescisórias, quando se busca anular uma decisão transitada em julgado do próprio STJ.
� Reclamação:
Quando se busca garantir a preservação da competência do STJ ou assegurar a autoridade das suas decisões.
� Conflitos de Atribuições:
O STJ também resolve disputas sobre as atribuições entre autoridades judiciais e administrativas da União ou entre Estados e o Distrito 
Federal.
� Mandado de Injunção:
Quando a norma regulamentadora de um direito depende de ação de uma autoridade federal e o prazo para regulamentar é descumprido.
� Homologação de Sentenças Estrangeiras:
O STJ também é responsável por homologar sentenças de tribunais estrangeiros e conceder exequatur a cartas rogatórias, permitindo que 
decisões estrangeiras tenham efeito no Brasil.
Competência Recursal: A competência recursal do STJ refere-se à capacidade do Tribunal de revisar decisões proferidas por outros tribunais, por 
meio de recurso especial. Esse recurso é utilizado em situações específicas, como:
Contrariedade a tratados ou leis federais:
Se um tribunal inferior decidir de forma que contrarie um tratado internacional ou uma lei federal, a decisão pode ser revista pelo STJ.
Validação de ato de governo local contestado por lei federal:
Caso um tribunal inferior considere válido um ato de um governo estadual ou local que contrarie uma lei federal, o STJ pode revisar e alterar essa 
decisão.
Interpretação divergente de lei federal:
Quando dois tribunais interpretam uma mesma lei federal de formas diferentes, o STJ pode ser chamado a uniformizar essa interpretação.
Ex: inseminação artificial
Resumo 5
Juizados Especiais e Justiça de Paz
Juizados Especiais
O art. 98 da Constituição Federal estabelece que a União, os Estados e o Distrito Federal devem criar juizados especiais, com competência para conciliação, 
julgamento e execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. Esses juizados devem ser compostos por 
juízes togados ou, eventualmente, por juízes leigos. O dispositivo prevê ainda a utilização de procedimentos orais e sumaríssimos, com a possibilidade de 
transação penal e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.
As inovações trazidas pelo art. 98, inciso I, da Constituição incluem:
Juízes leigos Possibilidade de juízes não togados atuarem nos juizados.
Competência Julgamento de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo.
Princípio da oralidade Prioridade para procedimentos orais, visando a celeridade.
Procedimento sumaríssimo Simplificação do processo judicial para casos de menor complexidade.
Transação penal Possibilidade de acordo entre as partes para a resolução de infrações penais de menor potencial ofensivo.
Julgamento de recursos por turmas de juízes Recursos podem ser analisados por turmas de juízes de primeiro grau, promovendo uma maior 
celeridade.
Os juizados especiais estaduais são regulamentados pela Lei nº 9.099/95, enquanto os juizados especiais federais pela Lei nº 10.259/2001.
Justiça de Paz
O art. 98, inciso II, da Constituição Federal também prevê a criação da justiça de paz, composta por cidadãos eleitos pelo voto direto, com mandato de quatro 
anos. Os juízes de paz têm como principais atribuições celebrar casamentos, verificar processos de habilitação e exercer atividades conciliatórias, sem caráter 
jurisdicional. Suas funções são regulamentadas conforme a legislação específica.
De acordo com o STF, os juízes de paz são agentes públicos remunerados de forma fixa, não podendo ser remunerados por participação nos valores 
arrecadados nos processos. Eles integram o Poder Judiciário e estão sujeitos às normas do art. 95, parágrafo único, II, da Constituição, que proíbe a cobrança 
de custas ou participação em processos judiciais.
Nomeação de Juízes de Paz: No estado do Paraná, a nomeação para o cargo de juiz de paz é realizada pelo Tribunal de Justiça TJ, com indicação 
dos cartórios. Para ser nomeado, o candidato deve atender aos seguintes requisitos:
Ser brasileiro
Ter mais de 18 anos
Residir na comarca onde exercerá suas funções
Ter bons antecedentes
Não ser afiliado a partidos políticos
Justiça Comum
Justiça Estadual
A Justiça Estadual é composta por juízes estaduais em primeira instância e pelos Tribunais de Justiça (TJs) em segunda instância, conforme previsto no art. 
125 da Constituição Federal CF. Os juízes estaduais ingressam por concurso público, enquanto os desembargadores dos TJs são selecionados, em parte, 
pelo quinto constitucional: um quinto das vagas é destinado a advogados e membros do Ministério Público com mais de dez anos de atuação.
Cada estado possui autonomia para organizar sua Justiça Estadual por meio de suas Constituições e leis específicas, respeitando a CF. Por exemplo, o 
Tribunal de Justiça do Paraná possui 130 desembargadores, organizados em dois turnos.
A competência da Justiça Estadual é residual, ou seja, abrange todas as matérias que não sejam de competência das Justiças Especializadas Militar, do 
Trabalho e Eleitoral) ou da Justiça Federal. 
Exemplo: crimes praticados pela internet, em regra, são processados e julgados pela Justiça Estadual, desde que os efeitos do crime não ultrapassem 
as fronteiras nacionais STF, HC 121.283.
Justiça Federal
A Justiça Federal é composta por:
� Juízes Federais, em primeira instância.
� Tribunais Regionais Federais TRFs), em segunda instância, que aplicam o quinto constitucional na composição de seus membros.
Os TRFs possuem competência originária e recursal, conforme o art. 108 da CF. A competência originária inclui:
Processar e julgar juízes federais e membros do Ministério Público da União em crimes comuns e de responsabilidade.
Revisões criminais e ações rescisórias de decisões proferidas por juízes federais ou pelo próprio TRF.
Conflitos de competência entre juízes federais subordinados ao mesmo tribunal.
Já os juízes federais, conforme o art. 109 da CF, processam e julgam causas em que figurem:
A União, autarquias ou empresas públicas federais, salvo exceções como falências ou acidentes de trabalho.
Estados estrangeiros ou organismos internacionais contra municípios ou pessoas residentes no Brasil.
Crimes políticos ou infrações contra bens e serviços da União.
Eles também têm competência para julgar crimes previstos em tratados internacionais que envolvam efeitos no exterior, questões indígenas, disputas 
relacionadas à nacionalidade e causas de grave violação de direitos humanos, podendo haver deslocamento para a Justiça Federal por iniciativa do 
Procurador-Geral da República (art. 109, §5º).
Resumo 6
Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral é regulada pelos artigos 118 a 121 da Constituição Federal. Trata-se de umramo especializado do Poder Judiciário, responsável pela 
organização, fiscalização e julgamento de questões relacionadas ao processo eleitoral no Brasil.
Estrutura da Justiça Eleitoral
1. Órgãos da Justiça Eleitoral:
Conforme o art. 118 da Constituição, os órgãos que compõem a Justiça Eleitoral são:
Tribunal Superior Eleitoral TSE Instância máxima da Justiça Eleitoral.
Tribunais Regionais Eleitorais TREs): Atuam em âmbito estadual.
Juízes Eleitorais: Exercem suas funções em zonas eleitorais.
Juntas Eleitorais: Responsáveis pela apuração dos votos em eleições.
2. Composição do TSE Art. 119
O TSE é composto por pelo menos sete ministros:
Três ministros eleitos pelo STF.
Dois ministros eleitos pelo STJ.
Dois advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, nomeados pelo Presidente da República, com base em lista tríplice indicada pelo STF.
O Presidente e o Vice-Presidente do TSE são eleitos dentre os ministros do STF, enquanto o Corregedor Eleitoral é escolhido dentre os ministros do STJ.
3. Composição dos TREs Art. 120, § 1º):
Os Tribunais Regionais Eleitorais estão presentes em cada estado e no Distrito Federal e são formados por:
Dois juízes escolhidos entre os desembargadores do Tribunal de Justiça.
Dois juízes de direito escolhidos pelo Tribunal de Justiça.
Um juiz do Tribunal Regional Federal ou, na ausência, um juiz federal.
Dois advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, nomeados pelo Presidente da República com base em lista tríplice indicada pelo Tribunal de 
Justiça.
Mandatos e Recursos
Mandatos dos juízes eleitorais Art. 121, § 2º):
Os juízes dos tribunais eleitorais exercem mandatos de dois anos, com a possibilidade de uma recondução, não podendo exceder dois biênios consecutivos.
Recursos Eleitorais Art. 121, § 4º):
Das decisões dos TREs cabe recurso ao TSE nos seguintes casos:
Violação expressa à Constituição ou à lei.
Divergência na interpretação de lei entre tribunais eleitorais.
Decisões relacionadas à inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais.
Anulação de diplomas ou perda de mandatos eletivos federais ou estaduais.
Denegação de habeas corpus, mandado de segurança, habeas data ou mandado de injunção.
Conforme o STF, apenas acórdãos do TSE podem ser impugnados perante o STF por recurso extraordinário (art. 121, § 3º, CF.
Ações Eleitorais e Casos Relevantes
Tipos de Ações Eleitorais:
Ação de Investigação Judicial Eleitoral AIJE Destinada a apurar abuso de poder econômico ou político, captação ilícita de sufrágio e outros atos que 
possam comprometer a lisura do pleito.
Ação de Impugnação de Mandato Eletivo AIME Aplicada em casos de corrupção eleitoral, com prazo de até 15 dias após a diplomação para sua 
propositura.
Casos Recentes:
� Deltan Dallagnol:
Envolvido em questionamentos sobre sua candidatura à Câmara dos Deputados com base na Lei da Ficha Limpa. Apesar de seu mandato ter sido 
cassado pelo TSE por irregularidades, ele não foi declarado inelegível.
� Sergio Moro:
Enfrentou uma AIJE por supostos gastos abusivos em campanha. O TSE manteve a decisão do TRE, julgando improcedente o pedido de cassação por 
falta de provas.
� Live de Bolsonaro:
O TSE entendeu que a gravação de live nas dependências do Palácio do Planalto não configurou abuso de poder político.
� Bolsonaro  Inelegibilidade:
Foi declarado inelegível por oito anos devido a abuso de poder político em reunião oficial no Palácio do Planalto com fins pessoais.
� Lula  Inelegibilidade 2018
Sua candidatura foi indeferida pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. Posteriormente, decisões judiciais anularam as condenações, tornando-o 
elegível novamente.
Justiça do Trabalho
Art 111 CF
Resumo 7
TST
↓
TRT
↓
Juízes do trabalho
Estrutura:
3ª Instância: Tribunal Superior do Trabalho TST.
Composto por 27 ministros, brasileiros entre 35 e 65 anos, com notável saber jurídico e reputação ilibada.
Escolha: 1/5 entre advogados e membros do MP, os demais juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho TRTs).
2ª Instância: Tribunais Regionais do Trabalho TRTs).
Composição mínima de 7 juízes recrutados preferencialmente na região, nomeados pelo Presidente da República.
Requisitos: brasileiros entre 30 e 65 anos; 1/5 de advogados e membros do MP com mais de 10 anos de atividade; os demais por promoção 
alternada entre antiguidade e merecimento.
1ª Instância: Juízes do Trabalho.
Competências Art. 114, CF
Ações decorrentes da relação de trabalho, abrangendo entidades públicas e privadas.
Ações sobre direito de greve e representação sindical.
Mandados de segurança, habeas corpus e habeas data em matéria trabalhista.
Conflitos de competência entre órgãos da Justiça do Trabalho.
Indenizações por dano moral ou patrimonial provenientes da relação de trabalho.
Penalidades administrativas impostas por fiscalização trabalhista.
Execução de contribuições sociais decorrentes de sentenças.
Outras controvérsias relacionadas ao trabalho.
Justiça Militar
Art. 122
STM  art 123
Tribunais e juízes 
Competencia - art 124
Tribunal do Juri
� Justiça Militar da União 
Organização
Forças Armadas
� Justiça Militar dos Estados
Organização
Julga apenas Policia Militar e Bombeiros
Justiça Especial – Justiça Militar
1. Introdução e Estrutura Constitucional
Conforme o art. 122 da Constituição Federal, a Justiça Militar compõe-se dos seguintes órgãos:
Superior Tribunal Militar STM;
Tribunais e Juízes Militares, instituídos por lei.
O Superior Tribunal Militar STM é composto por 15 Ministros vitalícios, que são nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado 
Federal.
militares: 3 da Marinha, 4 do Exército, 3 da Aeronáutica
civis: 3 advogados, 2 juízes ou membros do Ministério Público da Justiça Militar
2. Competência da Justiça Militar
A competência da Justiça Militar está prevista no art. 124 da Constituição Federal, que dispõe que cabe a ela processar e julgar crimes militares definidos 
em lei.
2.1. Crimes Militares em Tempo de Paz
Conforme o art. 9º do Código Penal Militar CPM, os crimes militares são aqueles:
� Previstos exclusivamente no CPM ou definidos de forma diferente na legislação penal comum.
� Praticados nas seguintes condições:
https://symbl.cc/pt/2193/
https://symbl.cc/pt/2193/
Resumo 8
Entre militares em serviço ativo ou assemelhados, mesmo fora de locais militares.
Por militar ativo ou assemelhado em lugar sujeito à administração militar contra militares da reserva, reformados ou civis.
Durante o exercício da função militar, em comissões de natureza militar ou formaturas, ainda que fora de local sujeito à administração militar.
Exceção: Crimes que não estejam previstos no CPM não serão julgados pela Justiça Militar.
Exemplo: Segundo o entendimento do STF HC 92.912, Rel. Min. Cármen Lúcia), o crime de abuso de autoridade, por não estar previsto no CPM, é julgado 
pela Justiça Comum.
2.2. Crimes Dolosos Contra a Vida de Civis
De acordo com o art. 9º, parágrafo único, do CPM, os crimes dolosos contra a vida praticados por militares contra civis são, como regra, julgados 
pelo Tribunal do Júri.
Exceção: A competência será da Justiça Militar quando o crime doloso contra a vida for praticado durante ação militar no contexto da "Lei do Abate" (art. 303 
do Código Brasileiro de Aeronáutica  Lei nº 7.565/1986.
Esse dispositivo regula situações em que aeronaves hostis invadem o espaço aéreo brasileiro, e sua destruição ocorre sob ordens militares.
3. Organização da Justiça Militar
3.1. Justiça Militar da União
Responsável por julgar crimes militares das Forças Armadas Marinha, Exército e Aeronáutica).
Atua na proteção de valores como hierarquia e disciplina dentro das Forças Armadas.
Composta pelo STM e pelas auditorias militares de primeira instância.
3.2. Justiça Militar dos Estados
Julga exclusivamente crimes cometidos por policiais militares e bombeiros militares.
Está presente em todos os estados, mas apenas São Paulo, MinasGerais e Rio Grande do Sul possuem Tribunais de Justiça Militar.
Casos que envolvam crimes dolosos contra a vida de civis praticados por policiais militares são encaminhados ao Tribunal do Júri, conforme previsão 
constitucional.
4. Casos Relevantes e Interpretações
Atuação da Justiça Comum em Crimes Militares
Quando um crime não está previsto no Código Penal Militar (ex.: abuso de autoridade), a competência será da Justiça Comum.
Exceções e Normas Específicas
A Lei do Abate (art. 303 do Código Brasileiro de Aeronáutica) estabelece que, em situações excepcionais de defesa do espaço aéreo, crimes dolosos 
contra a vida de civis podem ser processados pela Justiça Militar.
Policia Militar e Bombeiro
� Civil
� MP
� Advogado
� Casos
Conselho Nacional de Justiça - CNJ
Origem e Constitucionalidade
O Conselho Nacional de Justiça CNJ foi criado pela Emenda Constitucional nº 45/2004, inserido no artigo 103B da Constituição Federal, com a missão 
de controlar a atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário, além de garantir o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, conforme disposto 
no art. 103A, §4º. A criação do CNJ foi questionada na ADI 3.367, ajuizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros AMB, que alegava ser 
inconstitucional o CNJ, defendendo duas teses principais:
� Controle externo do Judiciário: alegando que isso reduziria a autonomia do Poder Judiciário.
� Composição do CNJ: a inclusão de membros externos ao Judiciário violaria a separação dos poderes.
O Supremo Tribunal Federal STF, ao julgar a ADI, concluiu que o CNJ é constitucional. O STF entendeu que o CNJ não exerce controle externo, mas 
sim controle interno, sendo um órgão integrante do próprio Judiciário, conforme o art. 92 da CF. Além disso, o STF destacou que a participação de pessoas 
externas ao Judiciário, como advogados e membros do Ministério Público, fortalece a natureza democrática e republicana do Conselho.
Composição
O CNJ é composto por 15 membros, com mandato de dois anos, admitida 1 recondução. Desses, 9 são do Poder Judiciário e 6 são externos, sendo esses: 
9 membros do Judiciário:
Presidente do STF (preside o CNJ.
Ministro do STJ.
Ministro do TST.
Desembargador de Tribunal de Justiça.
Juiz estadual.
Juiz de Tribunal Regional Federal.
Juiz federal.
Resumo 9
Juiz de Tribunal Regional do Trabalho.
Juiz do Trabalho.
6 membros externos:
2 membros do Ministério Público 1 da União e 1 estadual).
2 advogados, indicados pela OAB.
2 cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada 1 indicado pela Câmara dos Deputados e 1 pelo Senado Federal).
O Presidente do CNJ é, obrigatoriamente, o Presidente do STF, e, em sua ausência, o Vice-Presidente do STF assume suas funções. A nomeação dos 
demais membros é feita pelo Presidente da República, com aprovação de maioria absoluta pelo Senado Federal.
Atribuições
Conforme o art. 103B, §4º, da Constituição Federal, o CNJ possui diversas atribuições:
� Controle da Atuação Administrativa e Financeira O CNJ zela pela autonomia do Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo 
expedir atos regulamentares e recomendar providências.
Exemplo: O CNJ já editou diversas resoluções regulamentando o ingresso na magistratura (como a Resolução nº 75/2009), que, em 2021, foi alterada 
para incluir novas disciplinas obrigatórias, como direito digital e direito antidiscriminação.
� Zelar pela Legalidade dos Atos Administrativos O CNJ pode atuar, de ofício ou por provocação, para assegurar a legalidade dos atos administrativos 
praticados no âmbito do Judiciário. Também pode revogar ou revisar esses atos, se necessário, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da 
União.
O STF tem decidido que o CNJ pode agir de forma concorrente, sem necessidade de esgotamento da instância administrativa ordinária (MS 28.620, 
rel. Min. Dias Toffoli, 2014.
� Receber e Conhecer Reclamações O CNJ tem competência para receber reclamações contra membros ou órgãos do Judiciário, incluindo serviços 
auxiliares, e pode aplicar sanções administrativas, como remoção, disponibilidade ou aposentadoria com subsídios proporcionais, respeitando a 
ampla defesa.
� Representar ao Ministério Público O CNJ pode representar ao MP em casos de crime contra a administração pública ou abuso de autoridade.
� Revisar Processos Disciplinares O CNJ pode revisar, de ofício ou por provocação, processos disciplinares de juízes e membros de tribunais, desde 
que julgados há menos de um ano.
Jurisprudência 
Ação Direta de Inconstitucionalidade ADI 4.145 O STF declarou a inconstitucionalidade de parte da Resolução nº 59/2008 do CNJ, que impedia a 
prorrogação de interceptações telefônicas durante o plantão judiciário.
O STF também tem reafirmado que qualquer pessoa pode apresentar reclamações ao CNJ, considerando seu interesse público (MS 28.620, 2014.
Função Essenciais à Justiça 
MP, Advocacia Publica, Advocacia e Defensoria
1. Ministerio Público 
Origem e Evolução Histórica do Ministério Público
O Ministério Público surgiu com o Estado Moderno e a separação das funções estatais, com antecedentes no Egito Antigo e na Idade Média, como 
os procureurs du roi (procuradores do Rei) na França do século XIII. No Brasil, menções ao Ministério Público remontam ao Regimento da Primeira Relação 
1609, que instituía os cargos de Procurador dos Feitos da Coroa e Promotor de Justiça.
 A partir da Constituição de 1988, o Ministério Público ganhou autonomia e foi reconhecido como essencial ao Estado Democrático de Direito.
Previsão Constitucional: Artigo 127 da CF
O Ministério Público é definido como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, responsável pela defesa da ordem jurídica, do regime 
democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
Autonomias do Ministério Público
� Orgânico-Administrativa:
Conforme o art. 127, §2º, da CF, o Ministério Público tem autonomia para propor a criação ou extinção de cargos e serviços auxiliares, organizando-se por 
meio de leis específicas. O STF reconhece que essa iniciativa legislativa cabe ao Procurador-Geral da República no âmbito federal e aos Procuradores-
Gerais de Justiça nos estados ADI 1.757.
� Financeira:
Segundo o art. 127, §3º, da CF, o Ministério Público elabora sua proposta orçamentária dentro dos limites legais. Caso não a apresente no prazo, o Poder 
Executivo pode usar os valores da lei orçamentária vigente, ajustados conforme a LDO (art. 127, §4º).
� Funcional:
Garantida pelo art. 127, §1º, da CF, a autonomia funcional assegura a independência dos membros do Ministério Público em seus atos processuais e 
extraprocessuais, protegendo sua liberdade de atuação.
Princípios Institucionais do Ministério Público (Art. 127, § 1º, da CF)
Unidade
O Ministério Público é uno, composto por órgãos diversos que integram a mesma instituição.
A divisão é meramente funcional, estando sob direção de um único Procurador-Geral.
Decisão do STF ADPF 482/2020 não há unidade entre os MPs dos estados, do DF e dos ramos do MPU, sendo vedada a remoção nacional por permuta 
entre membros de diferentes MPs.
Resumo 10
Indivisibilidade
A manifestação de qualquer membro representa a manifestação da instituição como um todo.
Os membros não se vinculam aos processos e podem ser substituídos dentro do mesmo ramo (ex.: procuradores da República podem substituir outros do 
MPF, mas não promotores estaduais).
A substituição de membros não altera a relação jurídica processual no processo.
Independência Funcional
Os membros do MP atuam de forma independente, sem subordinação a terceiros ou superiores hierárquicos.
Proteção contra pressões externas e internas (agentes estatais, econômicos ou superiores administrativos).
Limites:
Não se admite atuação contra legem ou pautada em interesses pessoais.
Controle pelo CNMP em casos de violações graves (ex. Processos 582/2013 e 628/2010.
STF ADI 5.434/2018 a independência funcionaldeve respeitar a Constituição e as leis.
Decisão do STF ADI 5.424/2018 resolução que submete decisões de membros do MP a referendo de órgão competente não viola a independência 
funcional, sendo compatível com os princípios da unidade e independência.
Promotor Natural
É uma garantia implícita no ordenamento jurídico brasileiro, embora não esteja expressamente prevista na Constituição. Ele está relacionado à ideia de que os 
casos atribuídos ao Ministério Público devem ser distribuídos previamente e de maneira objetiva, seguindo critérios claros e impessoais. Isso evita que a 
escolha do membro responsável por um caso específico seja manipulada por interesses políticos, administrativos ou outros fins arbitrários.
O fundamento do princípio está no art. 5º, inciso LIII, da Constituição Federal, que assegura o direito de ser processado por uma autoridade competente, 
garantindo imparcialidade e segurança jurídica no exercício da função acusatória.
Embora não esteja expresso na Constituição, é considerado corolário do art. 5º, LIII (autoridade competente).
Proíbe designações casuísticas pelo Chefe do MP para evitar "acusadores de exceção".
STF reconhece o princípio, mas admite mitigação pela Lei Orgânica Nacional do MP Lei n. 8.625/93
O Procurador-Geral pode designar membros para suprir vacâncias, afastamentos ou com consentimento do titular.
STF ADI 2.854/2020 a avocação de atribuições pelo Procurador-Geral só é válida com anuência do promotor natural, evitando prejuízo à independência 
funcional.
Organização do Ministério Público
Ministério Público da União MPU
Ministério Público Federal MPF
Ministério Público do Trabalho MPT
Ministério Público Militar MPM
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios MPDFT
Ministério Público dos Estados MPE
Abrange os Ministérios Públicos organizados por estados da Federação.
Chefias do Ministério Público
Procurador-Geral da República (PGR)
Responsável pela chefia do Ministério Público da União (abrange MPF, MPT, MPM e MPDFT.
Nomeação: realizada pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal (maioria absoluta, em votação secreta).
Mandato: 2 anos, com possibilidade de reconduções ilimitadas.
Critérios: membro do MPU, maior de 35 anos.
Observação: lista tríplice da ANPR é sugestiva, mas não obrigatória.
Iniciativa: Presidente da República.
Requisito: aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal.
Procurador-Geral de Justiça (PGJ)
Chefia os Ministérios Públicos dos Estados, Distrito Federal e Territórios.
Nomeação: baseada em lista tríplice formada pela carreira, na forma da lei respectiva, submetida ao chefe do Poder Executivo Governador ou Presidente 
da República).
Mandato: 2 anos, com possibilidade de uma única recondução.
Iniciativa: Colégio de Procuradores de Justiça, por voto de dois terços dos membros.
Deliberação: maioria absoluta do Poder Legislativo estadual ou do DF.
1. Garantias:
a) Vitaliciedade
Resumo 11
Os membros do Ministério Público possuem vitaliciedade, similar à dos magistrados, sendo uma proteção mais robusta do que a estabilidade.
Aquisição: A vitaliciedade é obtida após dois anos de exercício no cargo (diferente dos três anos exigidos para estabilidade no serviço público, conforme 
art. 41, CF.
Perda do Cargo: Após adquirirem a vitaliciedade, os membros só podem perder o cargo por meio de sentença judicial transitada em julgado.
STF O Conselho Nacional do Ministério Público CNMP não pode impor a perda de cargo a membros vitalícios, dado seu caráter administrativo MS 
31.523 AgR, STF.
Regras Específicas:
MP da União: A Lei Complementar nº 75/93 LOMPU prevê que, em caso de processo para perda de cargo proposto pelo Conselho Superior, o 
membro será afastado, perdendo vencimentos e vantagens pecuniárias. O STF já considerou essa punição constitucional MS 30.493, STF.
MP Estadual: A Lei nº 8.625/93 LONMP estabelece que o membro vitalício só pode perder o cargo por sentença judicial em casos como prática de 
crime incompatível, exercício da advocacia e abandono do cargo por mais de 30 dias. A ação deve ser proposta pelo Procurador-Geral de Justiça 
perante o Tribunal de Justiça, após autorização do Colégio de Procuradores.
b) Inamovibilidade
Os membros do Ministério Público não podem ser removidos contra sua vontade, salvo nas hipóteses constitucionais, garantindo autonomia no exercício da 
função.
Exceção: Remoção por interesse público, com decisão do órgão colegiado do MP e quórum de maioria absoluta, assegurada ampla defesa (art. 128, § 5º, I, 
CF.
Competência: A remoção é de competência do Conselho Superior do MP, conforme a LONMP e a LOMPU.
c) Irredutibilidade de Subsídios
Os subsídios dos membros não podem ser reduzidos nominalmente. No entanto, isso não garante correção monetária automática.
2. Vedações:
a) Recebimento de Honorários
Os membros do MP são proibidos de receber honorários advocatícios, percentagens ou custas processuais, salvo em caso de má-fé da outra parte 
b) Exercício da Advocacia
Os membros do MP são impedidos de exercer advocacia, mesmo em causa própria.
c) Participação em Sociedade Comercial
A Constituição veda a participação de membros do MP em sociedades comerciais.
Exceção: Podem atuar como cotistas ou acionistas, sem assumir funções de direção ou gerência (art. 44, III, LONMP; art. 237, III, LOMPU.
d) Exercício de Outra Função Pública
Os membros do MP não podem exercer outras funções públicas, salvo nas seguintes exceções:
� Magistério: Permitido ser professor, desde que compatível com a função. Atividades de coaching ou similares são vedadas, conforme Resolução nº 
222/2021 do CNMP.
� Administração Interna do MP Podem ocupar cargos administrativos dentro da própria instituição ADI 3.574, STF.
e) Atividade Político-Partidária
Antes CF/88
Era permitida atividade político- partidária. Se o 
membro do MP ingressou na carreira antes da 
CF/88 poderá continuar a exercer a atividade 
político partidária, se fez a opção pelo regime 
jurídico anterior 
CF/88 
Era permitida a licença do cargo para se filiar a 
partido político e concorrer às eleições.
EC45/2004
Passa a ser totalmente proibida a atividade 
político-partidária de todos os membros do 
Ministério Público. Segundo o TSE, essa norma se 
aplica a todos os ingressos na carreira após 1988, 
caso queria participar, pedir exoneração do cargo
f) Receber auxilio e Contribuições: aplicando-se a essas atividades a natureza de “magistérioˮpoderá o membro do MP ser remunerado por essas atividades 
g) Quarentena de saída: não poderá advogar na comarca ou no Tribunal do qual se afastou pelo prazo de 3 anos
Os subsídios dos membros não podem ser reduzidos nominalmente. No entanto, isso não garante correção monetária automática.
Funções Institucionais
Ação Penal Pública O Ministério Público é responsável por promover a ação penal pública, podendo a vítima, em caso de omissão, apresentar a denúncia. 
Em situações específicas, como crimes vagos, a ação pode ser iniciada pela vítima, conforme a ação penal privada subsidiária.
Zelar pelos Direitos Fundamentais O Ministério Público deve garantir o respeito aos direitos assegurados pela Constituição, incluindo a fiscalização dos 
serviços públicos e o controle da atividade policial.
Inquérito Civil e Ação Civil Pública Tem legitimidade para promover ações visando a proteção do patrimônio público, do meio ambiente e de direitos 
difusos e coletivos.
Ação de Inconstitucionalidade e Intervenção O Ministério Público pode propor ações diretas de inconstitucionalidade e representar para a intervenção 
federal ou estadual.
Defesa das Populações Indígenas Atua na defesa judicial dos direitos dos povos indígenas, incluindo ações para acelerar processos de demarcação de 
terras.
Notificações e Requisições O Ministério Público tem o poder de requisitar documentos e informações em processos administrativos, incluindo dados 
bancários de contas públicas.
Controle Externo da Atividade PolicialExerce supervisão sobre a investigação criminal, garantindo que a atividade policial seja realizada adequadamente 
e sem omissões.
Resumo 12
Instauração de Inquérito Policial Pode requisitar diligências e a abertura de inquéritos, com a obrigatoriedade de cumprimento por parte da autoridade 
policial, exceto em casos de ilegalidade.
1.1 Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - Emenda Constitucional nº 45/2004
Composição
O Conselho Nacional do Ministério Público CNMP foi criado pela Emenda Constitucional nº 45/2004, com o objetivo de exercer controle sobre a atuação 
administrativa, financeira e funcional do Ministério Público. Sua composição inclui 14 membros, com mandatos de dois anos (renováveis uma vez), sendo:
� Procurador-Geral da República, que preside o CNMP.
� Quatro membros do Ministério Público da União, representando suas diversas carreiras.
� Três membros do Ministério Público dos Estados.
� Dois juízes, um indicado pelo STF e outro pelo STJ.
� Dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil OAB.
� Dois cidadãos de notável saber jurídico, um indicado pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.
Além disso, a escolha dos membros do CNMP é regulada pela Lei nº 11.372/2006, que define critérios para a seleção, como idade mínima de 35 anos e 
experiência de, pelo menos, 10 anos na carreira do Ministério Público.
Atribuições
As atribuições do CNMP, conforme o art. 130A, § 2º, da Constituição Federal, são amplas e visam assegurar a autonomia do Ministério Público e a legalidade 
dos atos administrativos. Entre as principais funções do CNMP estão:
� Zelar pela autonomia do Ministério Público, podendo expedir atos regulamentares e recomendar providências.
� Controlar a legalidade dos atos administrativos dos membros do Ministério Público da União e dos Estados, podendo desconstituí-los ou revê-los.
� Receber reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público, podendo aplicar sanções administrativas, incluindo a remoção ou a 
disponibilidade de membros.
� Revisar processos disciplinares de membros do Ministério Público, desde que sejam recentes (menos de um ano).
� Elaborar relatórios anuais, propondo providências relacionadas à situação do Ministério Público.
O CNMP não tem competência para controlar a constitucionalidade das leis, uma vez que é um órgão administrativo. Da mesma forma, sua competência para 
revisar processos disciplinares é limitada aos membros do Ministério Público, não se estendendo aos servidores.
O CNMP também possui um Corregedor Nacional, que é eleito entre os membros do Ministério Público e exerce funções de inspeção e correição geral, além 
de receber denúncias e reclamações.
2 Advocacia Pública
2.1 Advocacia-Geral da União (AGU)
A AGU, conforme o art. 131 da Constituição Federal, representa a União, tanto judicial quanto extrajudicialmente, e realiza atividades de consultoria e 
assessoramento jurídico ao Poder Executivo.
Papel e Limites da AGU:
A AGU representa judicialmente membros e titulares dos Poderes da República, ministros e demais autoridades, no que se refere aos atos praticados no 
exercício de suas funções, conforme a Lei nº 9.028/95.
A AGU pode também representar ex-ministros, desde que os atos questionados tenham sido praticados enquanto estavam no cargo, em cumprimento de 
deveres constitucionais, legais ou regulamentares, e haja interesse público.
Em 2021, o Tribunal de Contas da União afirmou que a representação de ex-ministros pela AGU é permitida, desde que atendidos os três requisitos 
essenciais: o requerente deve estar incluído na lista de contemplados, o ato deve ter sido praticado no exercício da função pública e deve existir interesse 
público.
Prerrogativas do Advogado-Geral da União AGU
O Advogado-Geral da União ocupa o cargo de Ministro de Estado, o que lhe confere foro privilegiado em algumas situações, como no julgamento por crimes 
de responsabilidade. Contudo, o STF esclareceu que o AGU não tem foro privilegiado para crimes comuns, embora o status de Ministro de Estado seja 
reconhecido pela Lei nº 13.844/2019, que visa garantir o foro privilegiado até que uma emenda constitucional o inclua diretamente no texto da Constituição.
Além disso, a advocacia pública no Brasil compreende a defesa e representação dos interesses do Estado, sendo a AGU a instituição responsável por atuar 
em nome da União
2.3 Procuradoria do Estado
A Procuradoria do Estado é um órgão integrante da Advocacia Pública Estadual, responsável por defender os interesses do Estado e suas entidades, atuando 
judicial e extrajudicialmente. Sua função essencial é representar o Estado nas questões jurídicas que envolvem interesses públicos, promovendo a defesa do 
patrimônio público e a proteção dos direitos do Estado e suas autarquias.
Composição e Organização
A Procuradoria do Estado é composta por procuradores públicos que são selecionados por meio de concurso público de provas e títulos. Eles devem possuir 
formação em Direito e cumprir os requisitos previstos em lei para assumir o cargo.
Atribuições
De acordo com o art. 132 da Constituição Federal, compete à Procuradoria do Estado:
� Representação Judicial e Extrajudicial Defesa do Estado e de suas entidades, incluindo a representação judicial em ações e a orientação jurídica 
extrajudicial. Isso inclui a elaboração de pareceres jurídicos, a consultoria a órgãos administrativos e a formulação de defesas em litígios que envolvam o 
Estado.
Resumo 13
� Consultoria Jurídica ao Executivo Além da atuação judicial, a Procuradoria do Estado exerce funções de consultoria e assessoramento jurídico ao Poder 
Executivo estadual, ajudando a garantir que as ações do governo estejam dentro da legalidade.
Instrução Legal
A atuação da Procuradoria do Estado está regulamentada por leis estaduais, com destaque para o concurso público como exigência para o ingresso na 
carreira e a autonomia para a atuação em defesa do Estado, sem desvio de finalidade. A atuação é restrita à defesa do interesse público, sem permitir que a 
Procuradoria atue em benefício pessoal, como a defesa de "amigos" ou de interesses particulares.
Distinção da Advocacia-Geral da União
A diferença entre a Advocacia-Geral da União AGU e a Procuradoria do Estado reside no ente federativo que cada uma representa. A AGU defende o 
Governo Federal, enquanto a Procuradoria do Estado é responsável pela defesa dos interesses dos Estados e de suas entidades, como autarquias e 
fundações.
Competências Exclusivas
Além das funções gerais, a Procuradoria do Estado possui competências específicas para atuar nas ações judiciais que envolvem os interesses estaduais, 
como, por exemplo, ações de cobrança, defesa de direitos fundamentais e litígios que envolvem o patrimônio público estadual. Ela também é responsável pela 
elaboração de pareceres que orientam as políticas públicas e decisões do governo estadual.
Autonomia e Prerrogativas
Assim como a Advocacia-Geral da União, a Procuradoria do Estado possui autonomia funcional e administrativa, o que significa que seus membros atuam de 
maneira independente, sem interferência do Poder Executivo ou de outras autoridades. No entanto, essa autonomia é limitada pela necessidade de observar a 
legalidade e o interesse público nas ações que realiza
Fiscalização e Controle
Embora a Procuradoria do Estado atue de forma independente, seus membros devem estar sujeitos à fiscalização e controle, especialmente no que tange ao 
cumprimento das normas que regem a Advocacia Pública, tanto por órgãos internos de controle como o Tribunal de Contas do Estado, quanto por órgãos 
externos como o Conselho Nacional do Ministério Público CNMP, quando for o caso. A observância da legalidade dos atos administrativos e a ética na 
representação do Estado são princípios que devem ser seguidos rigorosamente pelos procuradores.
3. Advocacia
A advocacia é uma profissão essencial para a administração da justiça e estáregulamentada pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Ordem dos 
Advogados do Brasil Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994. O papel do advogado vai além da simples representação de clientes, sendo considerado um serviço 
público e exercendo uma função social, como destacado no artigo 2º do Estatuto da OAB.
Prerrogativas do Advogado
O advogado possui diversas prerrogativas que garantem a sua atuação livre e sem restrições. Essas prerrogativas são essenciais para a defesa da liberdade e 
da dignidade do indivíduo, e incluem:
� Imunidade Profissional
O advogado tem imunidade em relação a seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Isso significa que o advogado não 
pode ser acusado de injúria ou difamação por suas palavras, seja no âmbito judicial ou fora dele, desde que esteja exercendo sua função de maneira 
legítima e regular.
No entanto, o Supremo Tribunal Federal STF já se manifestou em relação à imunidade profissional, excluindo o desacato da proteção. Ou seja, o 
advogado não pode desacatar a autoridade de um magistrado, pois isso prejudica a ordem da atividade jurisdicional, mesmo que o desacato ocorra no 
contexto da sua defesa.
A imunidade refere-se, portanto, à injúria e difamação, mas não protege atitudes abusivas ou que atentem contra a dignidade da profissão.
� Lei Julia Matos Advogada Gestante)
Um exemplo de prerrogativa específica é a Lei Julia Matos, que garante o direito da advogada gestante de pedir o adiantamento de sustentação 
oral em uma audiência, caso essa coincida com o período do seu parto. Esse direito é importante para que a advogada possa exercer sua função sem 
comprometer a saúde e o bem-estar de seu filho.
Um caso concreto ilustra essa prerrogativa: uma advogada gestante solicitou o adiamento de sua sustentação oral porque a audiência foi marcada para 
a data de seu parto. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região TRT4 negou o pedido, alegando que a audiência seria virtual e, portanto, a 
advogada poderia ser substituída por outro colega. A OAB, então, interveio, promovendo um processo disciplinar contra as autoridades que negaram 
o direito da advogada, reafirmando a proteção da Lei Julia Matos.
Abuso de Autoridade
O advogado também possui proteção contra abusos de autoridade, sendo inviolável seu escritório e sua comunicação com o cliente. A violação da 
inviolabilidade do escritório ou a prisão indevida de um advogado sem a devida comunicação à OAB configura crime de abuso de autoridade. Outro 
exemplo de abuso seria impedir a comunicação do advogado com seu cliente durante o processo, o que prejudica a defesa do acusado e fere o direito 
constitucional à ampla defesa.
Imunidade Profissional e Limites
A imunidade do advogado é um direito constitucional, mas não é absoluta. A imunidade é garantida apenas quando o advogado está exercendo sua 
função de forma legítima e dentro dos limites da legalidade. Qualquer ato que ultrapasse esses limites, como ofensas ou atitudes que desrespeitem a 
dignidade da profissão, pode levar a sanções disciplinares por parte da OAB.
O Supremo Tribunal Federal, em diversas decisões, destacou que a imunidade profissional não abrange o desacato a autoridades judiciais e não se aplica 
a práticas abusivas que comprometam a ordem pública ou as normas ético-jurídicas da advocacia.
4. Defensoria Pública
A Defensoria Pública é uma instituição essencial à função jurisdicional do Estado, conforme o artigo 134 da Constituição Federal de 1988. Sua principal função 
é garantir a assistência jurídica integral e gratuita aos necessitados, ou seja, àqueles que não têm condições financeiras de arcar com os custos de um 
advogado particular.
1. Diferença entre Assistência Judiciária e Assistência Jurídica
Resumo 14
Embora os termos possam parecer semelhantes, há uma distinção fundamental entre eles:
Assistência Judiciária 1967 Relacionada ao acesso gratuito ao Poder Judiciário, ou seja, garantir a utilização dos instrumentos necessários para que o 
indivíduo possa se valer do Judiciário sem custos.
Assistência Jurídica 1988 Vai além da assistência judiciária. Engloba auxílio pré-processual, endoprocessual e pós-processual, incluindo consultoria e 
orientação jurídica, e estende-se para além do campo judicial, abrangendo também atos extrajudiciais, como o envio de ofícios, elaboração de contratos e 
defesa em processos administrativos.
A Constituição de 1988 inovou ao introduzir o conceito de assistência jurídica integral e gratuita (art. 5º, LXXIV, garantindo que os necessitados possam 
acessar todos os serviços jurídicos, não apenas dentro do processo judicial, mas também em questões administrativas e outros atos jurídicos.
2. Gratuidade de Justiça x Assistência Jurídica Gratuita
É importante não confundir os conceitos:
Gratuidade de Justiça Refere-se à isenção de taxas e custos judiciais, como custas processuais, despesas com diligências, entre outras, concedida à 
pessoa que comprovar sua insuficiência de recursos para arcar com tais despesas.
Assistência Jurídica Gratuita Envolve a orientação, defesa e patrocínio da causa por um advogado, preferencialmente membro da Defensoria Pública, 
sem custos ao beneficiário, e vai além da gratuidade de justiça, incluindo serviços extrajudiciais.
3. Função da Defensoria Pública
A Defensoria Pública tem um papel central na concretização da assistência jurídica gratuita, conforme o art. 134 da Constituição. Sua função é promover a 
orientação jurídica e a defesa dos direitos individuais e coletivos, tanto em nível judicial quanto extrajudicial, garantindo a acessibilidade da população carente 
aos serviços jurídicos.
Além disso, a Defensoria Pública deve atuar como instrumento de promoção dos direitos humanos e ser responsável pela defesa de direitos essenciais, 
como saúde, educação e assistência social, que fazem parte do conceito de mínimo existencial.
A importância da Defensoria Pública é reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou sobre sua essencialidade, afirmando que é 
uma instituição permanente e imprescindível à concretização de direitos fundamentais. Em diversos julgados, o STF determinou a obrigatoriedade da 
implementação da Defensoria Pública em estados que ainda não a tinham, sob pena de multa.
4.Clausula Pétrea
A Defensoria Pública é considerada uma cláusula pétrea, ou seja, não pode ser suprimida da Constituição, pois é essencial para garantir o direito à assistência 
jurídica gratuita. Sua remoção configuraria retrocesso ao direito fundamental de acesso à justiça, protegendo a população necessitada. Essa proteção é 
reconhecida pelo STF, que a considera parte do núcleo essencial dos direitos constitucionais.
5.Hipossuficência
a Constituição garante assistência jurídica a "necessitados". O critério para definir quem são os necessitados varia, com algumas Defensorias Públicas 
adotando parâmetros de renda familiar (geralmente até 3 salários mínimos). O conceito de "necessitado" foi ampliado por decisões judiciais, que incluiram os 
"hipervulneráveis" – pessoas socialmente excluídas, como crianças e idosos.
6. Ação Civil Pública
Tem legitimidade para ajuizar ações civis públicas, protegendo direitos difusos e coletivos. No entanto, em ações que envolvam interesses individuais 
homogêneos ou coletivos, a atuação da Defensoria deve ser restrita aos beneficiários da assistência jurídica gratuita, ou seja, aos necessitados.
Autonomia
A Defensoria Pública, conforme estabelecido pela Constituição Federal, possui garantias de autonomia funcional, administrativa e financeira. Esses princípios 
asseguram sua independência em relação a outros órgãos do Poder Público, possibilitando o cumprimento de sua missão institucional: a defesa dos direitos 
dos necessitados, sem subordinação aos Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário.
1. Autonomia Funcional A autonomia funcional assegura que a Defensoria Pública não se subordina a qualquer outro poder ou instituição (como o Ministério 
Público ou oPoder Executivo). Esse princípio é fundamental, pois a Defensoria muitas vezes atua contra o Estado, defendendo cidadãos em situações de 
vulnerabilidade. O STF tem reafirmado essa desvinculação, como no caso das leis estaduais que vinculavam a Defensoria à Secretaria do Estado, o que foi 
considerado inconstitucional.
Internamente, a autonomia funcional também implica a independência funcional dos defensores públicos. Cada defensor tem a prerrogativa de seguir suas 
convicções jurídicas e a lei, desde que isso não contrarie a função institucional da Defensoria. Contudo, a independência funcional não dá liberdade irrestrita 
ao defensor, devendo estar sempre orientada pela missão de assistência integral aos necessitados.
2. Autonomia Administrativa A autonomia administrativa permite à Defensoria Pública se autogerir, ou seja, administrar seus próprios recursos humanos e 
financeiros. Isso inclui a distribuição de pessoal e a gestão do orçamento, garantindo que a assistência jurídica seja prestada com eficiência e excelência.
Antes de 2014, a Defensoria Pública não podia criar cargos ou estabelecer políticas remuneratórias, dependente da iniciativa do chefe do Executivo estadual. A 
Emenda Constitucional 80/2014, porém, garantiu que a Defensoria possa propor a criação de cargos e outras modificações administrativas, tal como já ocorre 
com o Poder Judiciário e o Ministério Público.
3. Autonomia Financeira A autonomia financeira está relacionada à iniciativa orçamentária da Defensoria Pública. A Constituição assegura que a Defensoria 
tenha autonomia para propor seu orçamento dentro dos limites estabelecidos pela lei de diretrizes orçamentárias. Além disso, as Defensorias Públicas da 
União, Distrito Federal e Estados têm direito aos “duodécimos ,ˮ ou seja, repasses mensais para garantir a continuidade de suas atividades.
A EC 45/2004 ampliou a autonomia financeira das Defensorias Públicas, permitindo que elas, assim como o Judiciário e o Ministério Público, tenham um 
tratamento orçamentário isonômico. Caso a Defensoria não encaminhe sua proposta orçamentária dentro do prazo, os valores aprovados na lei orçamentária 
vigente serão considerados para o ano seguinte.
Princípios 
 Os princípios da Defensoria Pública garantem a unidade, a indivisibilidade, a independência funcional e a atuação do defensor natural.
Unidade A Defensoria Pública é considerada uma instituição única, e suas divisões são operacionais, buscando efetivar a função institucional de 
assistência aos necessitados. A atuação da Defensoria é subsidiária, com a Defensoria Pública da União atuando nos Tribunais Superiores quando a 
estrutura estadual não permite. A unidade também permite convênios entre as Defensorias de diferentes estados.
Indivisibilidade Este princípio indica que a atuação da Defensoria Pública é exercida em nome da instituição, não de forma individualizada pelo defensor 
público. Isso possibilita que um defensor inicie o processo, outro realize a audiência e outro ainda interponha recurso, sem a necessidade de qualquer 
procedimento específico.
Independência Funcional Garantia interna que permite aos defensores públicos agirem conforme suas convicções jurídicas, respeitando sempre a função 
institucional da Defensoria.
Resumo 15
Defensor Natural Embora não expressamente mencionado no art. 134 da Constituição, o princípio do defensor natural é relacionado à garantia de que o 
cidadão seja assistido por um defensor designado de acordo com as normas e critérios estabelecidos, assim como ocorre com o princípio do juiz natural 
no âmbito judicial.
Garantias
� Inamovibilidade A inamovibilidade é a garantia de que os defensores públicos não podem ser removidos de sua lotação contra sua vontade. Essa garantia 
está prevista na Constituição (art. 134, § 1º) e na Lei Complementar nº 80/94 (art. 43, II. Embora a Constituição não permita exceções para a remoção, a 
legislação infraconstitucional pode prever situações específicas, como em caso de interesse público, com critérios proporcionais e razoáveis.
� Independência Funcional Os defensores públicos são assegurados pela independência funcional para exercer suas atividades sem interferência externa, 
conforme o art. 134, § 4º, da Constituição Federal e art. 43, I, da LC 80/94. A independência se refere à liberdade para escolher a estratégia jurídica sem 
subordinação a outras autoridades, exceto em questões administrativas e disciplinares.
� Irredutibilidade de Vencimentos Embora a Constituição não trate especificamente da irredutibilidade de vencimentos, a LC 80/94 assegura que os 
salários dos defensores públicos não podem ser reduzidos. A discussão se refere ao valor nominal ou real dos vencimentos, com a jurisprudência 
destacando que a garantia se refere ao valor nominal, sem a obrigação de reajustes automáticos para manter o poder de compra.
� Estabilidade Os defensores públicos adquirem estabilidade após três anos de efetivo exercício, conforme o art. 41 da Constituição e art. 43, IV, da LC 
80/94. A estabilidade é distinta da vitaliciedade dos juízes, pois o defensor público só pode ser demitido por sentença transitada em julgado ou processo 
administrativo com ampla defesa. O STF já declarou inconstitucional a garantia de vitaliciedade para defensores públicos.
� Prerrogativa de Foro A Constituição Federal não prevê foro por prerrogativa de função para defensores públicos, diferente do que ocorre para membros 
do Ministério Público e da magistratura. Em 2021, o STF declarou inconstitucional a previsão de foro privilegiado para defensores públicos nas 
Constituições Estaduais, entendendo que apenas a Constituição Federal pode estabelecer tal prerrogativa.
� Promoção A promoção dos defensores públicos é garantida por meio de plano de carreira, com base em critérios de antiguidade e merecimento (art. 31, 
76 e 116 da LC 80/94. A promoção é decidida pelo Defensor Público-Geral, tanto da União quanto dos Estados e do Distrito Federal.
Defensores Dativos: 
Os Defensores Dativos são advogados nomeados pelo juiz para defender pessoas que não podem pagar um advogado particular e quando a Defensoria 
Pública não pode atuar no caso. Sua nomeação ocorre em situações excepcionais, como falta de estrutura da Defensoria ou em locais com grande demanda.
A atuação do defensor dativo é temporária e remunerada, com os honorários pagos pelo Estado ou, em alguns casos, pela parte assistida. Eles garantem o 
direito à defesa, especialmente para aqueles que não têm recursos financeiros para contratar um advogado particular.
Estrutura das Defensorias Públicas:
DPU Defensoria Pública da União) Responsável pela atuação em matérias de interesse da União, incluindo a Justiça Federal e as questões de 
competência da Justiça Especializada, como a Justiça Militar, Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, entre outras. Atua também em ações que envolvem a 
defesa de direitos fundamentais em instâncias federais e interage com a administração pública federal.
DPDF Defensoria Pública do Distrito Federal) A Defensoria Pública do DF desempenha funções análogas à DPU, mas no âmbito do Distrito Federal, 
atendendo a população local, defendendo os interesses e direitos dos cidadãos no DF, principalmente em casos que envolvem a Justiça Estadual e a 
Justiça Eleitoral, entre outros.
DPE Defensoria Pública dos Estados) São as Defensorias presentes em cada unidade da federação (exceto no DF, com a função de defender os direitos 
e interesses dos cidadãos nos estados. Elas atuam principalmente na Justiça Estadual, mas também têm competência para atuar na Justiça Eleitoral. As 
DPEs são fundamentais para garantir o acesso à Justiça de pessoas em situação de vulnerabilidade.
DPT Defensoria Pública Territorial) Embora ainda não exista, o DPT seria uma Defensoria Pública criada para atuar em territórios federais, caso o Brasil 
venha a criar novos territórios ou em áreas que não se enquadrem como unidades da federação tradicionais (estados ou municípios),

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