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Unidade I
Funções Essenciais à Justiça
Direito Constitucional I
Prof. Msc. Adriano Iurconvite
adriano.iurconvite@uninorteac.com.br
Com
Funções essenciais à Justiça
Sob essa rubrica, a CF vai tratar de:
1. MP;
2. advocacia pública;
3. defensoria pública;
4. advocacia privada.
Funções essenciais à Justiça
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009)
O CNJ é um órgão que foi criado para fiscalizar o Poder Judiciário, e não apenas os processos.
O CNJ não é um tribunal, não exerce jurisdição.
Inicialmente a ideia era de que o CNJ realizasse o controle externo do Poder Judiciário. Contudo, trata-se de um controle interno, pois é o próprio Poder Judiciário fazendo o controle interno sobre si mesmo.
Funções essenciais à Justiça
Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009)
I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 61, de 2009)
II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Funções essenciais à Justiça
V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
VI - um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
VIII - um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
X - um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da República; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Funções essenciais à Justiça
XI um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
XII - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Funções essenciais à Justiça
O CNJ é composto por 15 integrantes. Seus integrantes são chamados de Conselheiros.
Do inciso I ao IX, são todos magistrados. Do inciso X ao XIII são os membros que não são magistrados.
Funções essenciais à Justiça
1. MINISTÉRIO PÚBLICO
O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado.
Ao MP incumbe a defesa:
• da ordem jurídica;
• do regime democrático;
• dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
O MP é autônomo e independente, não estando subordinado a nenhum dos poderes da República, funcionando como fiscal dos poderes.
Ministério Público
1.1. Composição do MP
O Ministério Público abrange:
• MPU: compreende o MPF, MPDFT, MPT e MPM;
• MPE.
O MP possui um capítulo especial, fora dos demais poderes.
Ministério Público
1.2. Princípios do MP
A Constituição prevê como princípios:
• unidade: o MP é apenas um. Os membros do MP integram um só órgão, que está sob direção do PGR. Essa unidade é dentro de cada Ministério Público;
• indivisibilidade: quando um membro do MP atua, quem estaria atuando é o próprio MP, e não o membro, podendo, dessa forma, serem substituídos uns pelos outros;
Ministério Público
• independência funcional: o MP, no exercício de suas competências, não obedece à ordem de ninguém. No entanto, dentro do MP, o membro age de acordo com a sua convicção jurídica, havendo essa independência funcional. Existe hierarquia dentro do MP, sendo esta administrativa e não funcional, não podendo incidir sobre a convicção jurídica do membro; 
• o autonomia administrativa: consiste no poder do MP em propor ao Legislativo a criação extinção de órgãos. O PGR provê esses cargos por meio de concurso público que ele organiza. Com isso, o MP propõe a remuneração e o plano de carreira dos seus membros e servidores;
Funções essenciais à Justiça
• o autonomia financeira: é a competência para elaborar a sua proposta orçamentária, dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentárias, administrando os seus recursos. Essa autonomia não confere ao MP promover a iniciativa de sua proposta orçamentária diretamente ao Legislativo. O que ele faz é encaminhar a proposta orçamentária ao Poder Legislativo, por meio do chefe do Poder Executivo. Essa proposta do MP integrará o orçamento geral, que é encaminhado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo.
Funções essenciais à Justiça
1.2.1. Iniciativa concorrente da Lei de Organização do MP
O PGR tem competência para dar início à Lei de Organização do Ministério Público. 
Funções essenciais à Justiça
1.2.2. Princípio do promotor natural
Existe uma discussão sobre a existência do princípio do promotor natural. O princípio do promotor natural quer vedar a arbitrariedade de designações casuísticas.
Funções essenciais à Justiça
1.3. Funções do MP
Segundo o art. 129, são funções institucionais do Ministério Público:
• promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;
• zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia;
• promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;
Funções essenciais à Justiça
• promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos estados, nos casos previstos na Constituição;
• defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas;
• expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei complementar respectiva;
• exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior;
Funções essenciais à Justiça
• requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
• exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas.
Funções essenciais à Justiça
Cabe ressaltar que a legitimação do Ministério Público para as ações civis não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses.
Atente-se que as funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da instituição.
Funções essenciais à Justiça
1.3.1. Poder de investigação do MP
Segundo o STF, fundado na teoria dos poderes implícitos, o MP tem legitimidade para promover investigações de natureza penal, porém não pode instaurar inquérito policial, podendo, tão somente, requisitá-lo.
Funções essenciais à Justiça
1.4. Atuação do PGR
A CF dispõe várias atuações do PGR. Entre elas,está a indicação de que o PGR deve ser ouvido nas ações diretas de inconstitucionalidades e em todos os processos de competência do STF. 
Além disso, compete ao PGR:
• propor a representação interventiva;
• propor ADI, ADC, ADO e ADPF;
• oficiar perante o CNJ, mas não é membro;
• compor e presidir o CNMP;
• dirimir conflitos de atribuições entre membros do MPF e de Ministérios Públicos Estaduais (STF).
Funções essenciais à Justiça
1.5. Ingresso na carreira
O ingresso na carreira do MP depende de:
• concurso público de provas e títulos;
• assegurada a participação da OAB em sua realização;
• no mínimo três anos de atividade jurídica;
• nomeações na ordem de classificação.
Funções essenciais à Justiça
1.6. Nomeação dos procuradores-gerais
1.6.1. PGR
O MPU tem como chefe o procurador-geral da República. O PGR é nomeado pelo presidente da República entre os integrantes da carreira maiores de 35 anos, sendo que isso acorre após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal
Funções essenciais à Justiça
Atente-se que o mandato será de dois anos, permitida sucessivas reconduções.
O MPF é chefiado pelo PGR, chefe do MPU. Os demais, no entanto, têm um procurador-geral diverso, tal como o MPT, MPDFT e MPM:
• no MPT e no MPM: o procurador-geral é nomeado pelo procurador-geral da República;
• no MPDFT: não é nomeado pelo PGR, e sim pelo presidente da República, a partir de uma lista tríplice elaborada pelo MPDFT. Nesse caso, a recondução só pode se dar uma única vez.
Funções essenciais à Justiça
A destituição do procurador-geral da República, por iniciativa do presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.
Funções essenciais à Justiça
1.6.2. PGJ
Aqui a regra é diferente, pois a CF estabeleceu diferentemente.
A nomeação do procurador-geral de Justiça se dará pelo chefe do Poder Executivo, a partir de uma lista tríplice entre integrantes da carreira, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.
Atente-se que o PGR não tem limitação para recondução, enquanto o PGJ só poderá ser reconduzido uma única vez. Além disso, não há participação da Assembleia Legislativa. Essas são diferenças básicas.
Funções essenciais à Justiça
Apesar de a Assembleia Legislativa não participar da nomeação, deverá deliberar na hipótese de destituição do procurador-geral de Justiça do cargo, devendo se manifestar pela maioria absoluta.
Funções essenciais à Justiça
1.7. Garantias dos membros
São garantias dos membros do MP:
• vitaliciedade: após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado;
• inamovibilidade: salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa. Uma vez no cargo, o membro do MP só poderá ser removido se ele quiser. 
Funções essenciais à Justiça
Então, o membro só poderá ser removido por:
(i) decisão colegiada do órgão competente, dependendo da maioria absoluta;
(ii) determinação do CNMP, a título de sanção administrativa.
Funções essenciais à Justiça
• irredutibilidade de subsídio: fixado na forma do art. 39, § 4º, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III, 153, § 2º, I, todos da CF/88. Essa irredutibilidade é meramente nominal, não impedindo que tributos sejam majorados.
Funções essenciais à Justiça
1.8. Vedações ao membro
São vedações aos membros do MP:
• receber honorários, percentagens ou custas processuais;
• exercer a advocacia - não poderá exercer advocacia no juízo ou Tribunal que exercia a função pública antes de decorridos três anos de seu afastamento. É a denominada quarentena;
• participar de sociedade comercial, na forma da lei - não pode ser sócio-gerente, nem o administrador.
Funções essenciais à Justiça
• exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – em função disso, o STF decidiu que membros do Ministério Público não podem ocupar cargos públicos fora do âmbito da instituição, salvo cargo de professor e funções de magistério, de tal modo que a nomeação de membro do MP para o cargo de Ministro da Justiça viola o texto
constitucional;
• exercer atividade político-partidária;
• receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei.
Funções essenciais à Justiça
1.9. Conselho Nacional do Ministério Público
O CNMP tem 14 membros, nomeados pelo presidente da República, após aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução, sendo:
• procurador-geral da República, que o presidirá;
• quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a representação de cada uma de suas carreiras (MPF, MPDFT, MPT e MPM);
• três membros do Ministério Público dos Estados;
• dois juízes, indicados um pelo STF outro pelo STJ;
Funções essenciais à Justiça
• dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da OAB;
• dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.
Então, pela composição, oito são representantes do MP (quatro do MPU, três dos MPE’s e o PGR).
Os outros seis são: dois juízes (STF e STJ), dois advogados (OAB) e dois cidadãos (Câmara e Senado).
Funções essenciais à Justiça
A função do CNMP é controlar a atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros. Nesse âmbito, compete ao CNMP:
• zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;
• zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos estados, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas;
Funções essenciais à Justiça
• receber e conhecer as reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correcional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
• rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos estados julgados há menos de um ano;
• elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias sobre a situação do Ministério Público no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no art. 84, XI.
Funções essenciais à Justiça
O presidente do CNMP é o PGR, sendo que o corregedor nacional do CNMP deverá ser escolhido dentre os integrantes do Ministério Público, sendo vedada a sua recondução. Essa votação é secreta. Compete, então, ao corregedor nacional do CNMP:
• receber reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos membros do Ministério Público e dos seus serviços auxiliares;
• exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e correição geral;
• requisitar e designar membros do Ministério Público, delegando-lhes atribuições, e
• requisitar servidores de órgãos do Ministério Público.
O presidente do Conselho Federal da OAB oficiará junto ao Conselho, mas não integrará o CNMP.
Funções essenciais à Justiça
Caso os membros do Conselho Nacional do MP cometam crime de responsabilidade, esses serão julgados pela Senado Federal. 
No entanto, havendo crime comum, dependerá da sua própria função.Havendo ação contra o CNMP, competirá ao STF o processo e julgamento originário.
Funções essenciais à Justiça
1.11. Prerrogativa de foro
O PGR, caso cometa crime comum, será julgado pelo STF. Sendo crime de responsabilidade, será julgado pela Senado Federal. No entanto, sendo membros do MPU, irá depender do local em que atuam:
• se atuam perante os TRF’s, serão julgados perante o STJ;
• se atuam em 1ª instância, serão julgados pelo TRF, visto que são autoridades federais, salvo se cometerem crime eleitoral, pois serão julgados pelo TRE.
Já os membros dos MPE’s são julgados pelos Tribunais de Justiça, salvo a competência da Justiça Eleitoral, em que serão julgados pelo TRE.
Funções essenciais à Justiça
1.12. Atuação perante o STF
O PGR atua em todos os processos perante o STF. Essa legitimidade é privativa do PGR. 
Com base nisso, em relação ao Ministério Público Estadual, este também tem legitimidade processual para atuar diretamente no STF, pois não existe relação de dependência entre o MPE e o MPU. Isso porque estamos em um estado federal, não havendo hierarquia entre União e Estado.
Funções essenciais à Justiça
Nesse mesmo sentido, o STJ decidiu que o MPE possui legitimidade para atuar diretamente no STJ nos processos em que figurar como parte, de modo que, nessa situação, o MPE possui legitimidade para exercer todos os meios inerentes à defesa de sua pretensão. A função de fiscal da lei no âmbito do STJ será exercida exclusivamente pelo Ministério Público Federal, por meio dos subprocuradores-gerais da República designados pelo procurador-geral da República.
Segundo o STF, o Ministério Público do Trabalho não possui legitimidade para atuar diretamente perante o STJ, uma vez que ele integra a estrutura do MPU.
Funções essenciais à Justiça
2. ADVOCACIA PÚBLICA
2.1 ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO
A advocacia pública, na esfera da União, compete à AGU, que é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente. A AGU também presta consultoria e assessoramento jurídico ao Poder Executivo.
Funções essenciais à Justiça
A AGU tem como chefe o advogado-geral da União, de livre nomeação e exoneração pelo presidente da República. 
O advogado-geral da União tem status de ministro de Estado e deve possuir os seguintes requisitos para ser nomeado:
• ser cidadão maior de 35 anos;
• ter notável saber jurídico e reputação ilibada;
• não precisa ser integrante da carreira.
Funções essenciais à Justiça
Se o advogado-geral da União cometer crime de responsabilidade, será julgado pelo Senado Federal; se cometer crime comum, será julgado pelo STF.
Em se tratando de dívida de natureza tributária, quem representa a União é a Procuradoria da Fazenda Nacional. A PFN é órgão do Ministério da Fazenda, fazendo parte da advocacia pública da União.
Funções essenciais à Justiça
2.2 PROCURADORIA DOS ESTADOS
Com relação aos procuradores dos estados e do DF, o art. 132 estabelece que estes são organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. Eles exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas.
Funções essenciais à Justiça
Aos procuradores é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias. Não há vitaliciedade, mas há estabilidade. 
O STF firmou o entendimento de que os procuradores, quando emitem um parecer, e o administrador vai no sentido desse parecer, isto não implica responsabilidade solidária do advogado público por eventual erro, salvo se for decorrente de culpa grave, erro grosseiro e inescusável.
Funções essenciais à Justiça
3. ADVOCACIA
O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
A partir desse dispositivo, resta consagrado o Princípio da indispensabilidade do advogado e o princípio da imunidade do advogado.
A indispensabilidade significa que, para promover a ação, deve se dar por meio de advogado, salvo nos casos dos Juizados Especiais Cíveis, da Justiça do Trabalho, do habeas corpus, da revisão criminal, entre outros.
Funções essenciais à Justiça
Quanto ao princípio da imunidade, essa inviolabilidade é em relação aos atos e às manifestações no exercício da profissão. Não legitima o abuso! O STF entendeu que é constitucional a previsão de que os advogados terão direito à sala de estado-maior. Após a condenação, o advogado deverá ser encaminhado para a prisão comum.
Segundo o STF, é constitucional a isenção do pagamento de contribuição sindical, eis que ele já paga a contribuição anual para a OAB. 
Funções essenciais à Justiça
4. DEFENSORIA PÚBLICA
A CF consagra como direito individual que o necessitado, que apresenta insuficiência de recursos, terá uma prestação estatal jurídica gratuita e integral, conforme art. 5º, LXXIV.
A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo a ela:
• orientação jurídica;
• promoção dos direitos humanos;
• defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados.
Funções essenciais à Justiça
As Defensorias Públicas são organizadas em carreira, providas, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade, sendo vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.
Funções essenciais à Justiça
Os princípios institucionais da Defensoria Pública são basicamente os mesmos do MP:
- unidade: quem atua é o órgão, e não apenas o membro;
- indivisibilidade: o defensor público não se vincula ao processo no qual atua;
- independência funcional: atua com convicção jurídica, não estando subordinado a quaisquer poderes com relação a esta atuação. A hierarquia existente é meramente administrativa.
Funções essenciais à Justiça
o art. 134, §2, e o art. 96, II, permite concluir que às Defensorias Públicas é assegurada a autonomia administrativa para propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de cargos e a remuneração dos serviços auxiliares, inclusive para propor como serão fixados os subsídios de seus membros.
Às Defensorias Públicas Estaduais é assegurada a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 
Veja que não há apenas a autonomia administrativa, havendo também autonomia financeira da Defensoria Pública.
Funções essenciais à Justiça
Essa autonomia administrativa e a independência funcional asseguram o direito de o Poder Judiciário não interferir nas escolhas e nos critérios de atuação dos defensores públicos. 
Em face disso, não configura crime de desobediência a conduta do defensor público-geral que deixa de atender à requisição judicial de nomeação de defensor público para atuar em determinada ação penal, sob alegação de que não há efetivo para tanto, havendo outras comarcas prioritárias para atendimento. Esse foi o entendimento do STJ (Inf. 586).
A CF determina que os membros da Defensoria Pública sejam remunerados por meio de subsídios.
Funções essenciais à Justiça
Com relação à ação civil pública, a Defensoria Pública também possui legitimidade para tanto, razão pela qual o STF ratificou esse entendimento, mesmo que atinja excepcionalmente pessoas não necessitadas.
O STJ já decidiu que a Defensoria Pública tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos de consumidores idosos que tiveram plano de saúde reajustado em razão da mudança de faixa etária, ainda que os titulares não sejam carentes de recursos econômicos (Inf. 573).
Funções essenciais à Justiça
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