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Questões resolvidas

Segundo os princípios contratuais discutidos, qual princípio garante que o contrato produza efeitos apenas para as partes que o celebraram, sem interferir na esfera jurídica de terceiros?
Princípio da boa-fé objetiva.
Princípio da relatividade dos efeitos do contrato (res inter alios acta).
Princípio da função social do contrato.
Princípio da força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
Princípio da liberdade contratual.

Em 2019, Adriana contratou promessa de compra e venda de uma unidade autônoma residencial em empreendimento imobiliário ainda em construção com a incorporadora Cadência Construções S/A, no valor de R$ 700.000,00, dos quais R$200.000,00 seriam pagos em parcelas com recursos próprios pela promitente-compradora e o valor restante seria financiado ao tempo da entrega da obra. A incorporação não seguia o regime de patrimônio de afetação. O contrato previa, ainda, que Adriana deveria pagar um valor específico como comissão de corretagem, devida pela intermediação do negócio, e estabelecia pena convencional, determinando a perda de 80% do montante do preço já quitado por Adriana na hipótese de inadimplemento absoluto de sua parte. Tais cláusulas foram redigidas com destaque, e Adriana prestou anuência específica quanto a tais pontos, assinando ao lado das cláusulas. Passados alguns meses e muito antes da época prevista para a entrega da obra, após pagar à incorporadora o valor da comissão de corretagem e quitar algumas parcelas do preço, Adriana ficou desempregada e concluiu que não conseguiria honrar seu compromisso. Assim, comunicou à incorporadora que desistia da aquisição e requereu a restituição de todos os valores pagos, nos termos da Lei nº 13.786/2018. A respeito do caso, é correto afirmar que Adriana faz jus:

a) à restituição de parte das quantias pagas referentes ao preço da unidade, devidamente atualizadas, das quais perderá percentual inferior ao previsto na pena convencional, mas não deve reaver a comissão de corretagem;
b) à restituição integral das quantias pagas referentes ao preço, devidamente atualizadas, mas não deve reaver a comissão de corretagem, já que esta remunerava um serviço efetivamente prestado;
c) à restituição integral das quantias pagas referentes ao preço, devidamente atualizadas, bem como deve reaver a integralidade da comissão de corretagem, sendo totalmente nula a pena convencional estipulada.
d) apenas à restituição de parte das quantias pagas referentes ao preço, devidamente atualizadas, das quais perderão exato percentual previsto na pena convencional, diante do seu inadimplemento absoluto;
e) à restituição integral da comissão de corretagem, na medida em que a finalidade última da intermediação não foi atingida, mas não deve reaver as quantias pagas referentes ao preço.

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Questões resolvidas

Segundo os princípios contratuais discutidos, qual princípio garante que o contrato produza efeitos apenas para as partes que o celebraram, sem interferir na esfera jurídica de terceiros?
Princípio da boa-fé objetiva.
Princípio da relatividade dos efeitos do contrato (res inter alios acta).
Princípio da função social do contrato.
Princípio da força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda).
Princípio da liberdade contratual.

Em 2019, Adriana contratou promessa de compra e venda de uma unidade autônoma residencial em empreendimento imobiliário ainda em construção com a incorporadora Cadência Construções S/A, no valor de R$ 700.000,00, dos quais R$200.000,00 seriam pagos em parcelas com recursos próprios pela promitente-compradora e o valor restante seria financiado ao tempo da entrega da obra. A incorporação não seguia o regime de patrimônio de afetação. O contrato previa, ainda, que Adriana deveria pagar um valor específico como comissão de corretagem, devida pela intermediação do negócio, e estabelecia pena convencional, determinando a perda de 80% do montante do preço já quitado por Adriana na hipótese de inadimplemento absoluto de sua parte. Tais cláusulas foram redigidas com destaque, e Adriana prestou anuência específica quanto a tais pontos, assinando ao lado das cláusulas. Passados alguns meses e muito antes da época prevista para a entrega da obra, após pagar à incorporadora o valor da comissão de corretagem e quitar algumas parcelas do preço, Adriana ficou desempregada e concluiu que não conseguiria honrar seu compromisso. Assim, comunicou à incorporadora que desistia da aquisição e requereu a restituição de todos os valores pagos, nos termos da Lei nº 13.786/2018. A respeito do caso, é correto afirmar que Adriana faz jus:

a) à restituição de parte das quantias pagas referentes ao preço da unidade, devidamente atualizadas, das quais perderá percentual inferior ao previsto na pena convencional, mas não deve reaver a comissão de corretagem;
b) à restituição integral das quantias pagas referentes ao preço, devidamente atualizadas, mas não deve reaver a comissão de corretagem, já que esta remunerava um serviço efetivamente prestado;
c) à restituição integral das quantias pagas referentes ao preço, devidamente atualizadas, bem como deve reaver a integralidade da comissão de corretagem, sendo totalmente nula a pena convencional estipulada.
d) apenas à restituição de parte das quantias pagas referentes ao preço, devidamente atualizadas, das quais perderão exato percentual previsto na pena convencional, diante do seu inadimplemento absoluto;
e) à restituição integral da comissão de corretagem, na medida em que a finalidade última da intermediação não foi atingida, mas não deve reaver as quantias pagas referentes ao preço.

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QUESTIONÁRIO 
 
 
1.Segundo os princípios contratuais discutidos, qual princípio garante que o 
contrato produza efeitos apenas para as partes que o celebraram, sem interferir 
na esfera jurídica de terceiros? 
 
a) Princípio da boa-fé objetiva. 
b) Princípio da função social do contrato. 
c) Princípio da força obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda). 
d) Princípio da liberdade contratual. 
e) Princípio da relatividade dos efeitos do contrato (res inter alios acta). 
 
 
2. Em relação aos contratos de adesão, é correto afirmar que: 
 
a) Exigem que todas as cláusulas sejam redigidas e assinadas individualmente pelas 
partes para garantir a personalização do contrato. 
b) São contratos em que uma das partes define previamente as cláusulas, e a outra 
adere a elas sem possibilidade de alteração. 
c) São sempre considerados contratos atípicos, visto que não seguem um modelo ou 
forma previamente estabelecida em lei. 
d) São caracterizados pela igualdade de condições e pelo equilíbrio na formulação 
das cláusulas contratuais. 
e) Permitem ampla negociação de cláusulas entre as partes antes da celebração do 
contrato. 
 
 
3. Quando um contrato estabelece um benefício ou vantagem para um terceiro, 
que não faz parte da relação contratual, estamos diante de: 
 
a) Um contrato com pessoa a declarar, onde uma das partes pode posteriormente 
indicar outra pessoa para assumir os direitos e obrigações do contrato. 
b) Um contrato aleatório, onde os efeitos do contrato dependem da ocorrência de um 
evento incerto. 
c) Uma estipulação em favor de terceiro, onde o benefício do contrato é destinado a 
um terceiro que pode exigir o cumprimento da obrigação. 
d) Uma promessa de fato de terceiro, onde o promitente assume a obrigação de obter 
de um terceiro a realização de determinada prestação. 
e) Um contrato preliminar, onde se estabelece a promessa de celebração de um 
contrato definitivo em momento futuro. 
 
4. Qual das seguintes opções melhor caracteriza a anulabilidade de um 
contrato? 
 
a) Decorre exclusivamente de atos ilícitos praticados por uma das partes, visando à 
fraude contra terceiros. 
b) Configura-se em contratos onde há ausência de um dos elementos essenciais para 
sua formação, como objeto ou consentimento. 
Mobile User
c) Verifica-se em contratos celebrados sem a observância da forma prescrita em lei, 
sendo passível de ratificação pelas partes. 
d) Aplica-se em situações onde um dos contratantes estava sob coação, dolo, erro 
ou qualquer vício de consentimento no momento da celebração. 
e) Ocorre quando o contrato é celebrado por um agente incapaz absoluto, sem a 
devida representação legal. 
 
5. Em 2019, Adriana contratou promessa de compra e venda de uma unidade 
autônoma residencial em empreendimento imobiliário ainda em construção 
com a incorporadora Cadência Construções S/A, no valor de R$ 700.000,00, dos 
quais R$200.000,00 seriam pagos em parcelas com recursos próprios pela 
promitente-compradora e o valor restante seria financiado ao tempo da entrega 
da obra. A incorporação não seguia o regime de patrimônio de afetação. O 
contrato previa, ainda, que Adriana deveria pagar um valor específico como 
comissão de corretagem, devida pela intermediação do negócio, e estabelecia 
pena convencional, determinando a perda de 80% do montante do preço já 
quitado por Adriana na hipótese de inadimplemento absoluto de sua parte. Tais 
cláusulas foram redigidas com destaque, e Adriana prestou anuência 
específica quanto a tais pontos, assinando ao lado das cláusulas. Passados 
alguns meses e muito antes da época prevista para a entregada obra, após 
pagar à incorporadora o valor da comissão de corretagem e quitar algumas 
parcelas do preço, Adriana ficou desempregada e concluiu que não conseguiria 
honrar seu compromisso. Assim, comunicou à incorporadora que desistia da 
aquisição e requereu a restituição de todos os valores pagos, nos termos da 
Lei nº 13.786/2018.A respeito do caso, é correto afirmar que Adriana faz jus: 
 
a) à restituição de parte das quantias pagas referentes ao preço da unidade, 
devidamente atualizadas, das quais perderá percentual inferior ao previsto na pena 
convencional, mas não deve reaver a comissão de corretagem; 
b) à restituição integral das quantias pagas referentes ao preço, devidamente 
atualizadas, mas não deve reaver a comissão de corretagem, já que esta remunerava 
um serviço efetivamente prestado; 
c) à restituição integral das quantias pagas referentes ao preço, devidamente 
atualizadas, bem como deve reaver a integralidade da comissão de corretagem, 
sendo totalmente nula a pena convencional estipulada. 
d) apenas à restituição de parte das quantias pagas referentes ao preço, devidamente 
atualizadas, das quais perderão exato percentual previsto na pena convencional, 
diante do seu inadimplemento absoluto; 
e) à restituição integral da comissão de corretagem, na medida em que a finalidade 
última da intermediação não foi atingida, mas não deve reaver as quantias pagas 
referentes ao preço. 
 
6. Com base na classificação dos contratos assinale a alternativa correta: 
 
a) Contrato oneroso é o que prevê sacrifício apenas de uma das partes. 
b) Contrato gratuito é aquele em que há sacrifício patrimonial de ambas as partes; 
c) Nos contratos onerosos comutativos, ambas as partes sabem com exatidão suas 
prestações e contraprestações; 
d) Os contratos não solenes são aqueles em que a forma é determinada pela lei; 
Mobile User
e) Os contratos de direito comum são os contratos celebrados entre consumidor e 
fornecedor; 
 
7. Sobre os contratos e sua formação, é correto afirmar que: 
 
a) a aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará 
nova proposta. 
b) não é lícito às partes estipular contratos atípicos. 
c) nos contratos de adesão, são válidas as cláusulas que estipulem a renúncia 
antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio. 
d) não deixa de ser obrigatória a proposta se e, antes dela, ou simultaneamente, 
chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. 
e) não se considera como inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar 
ao proponente a retratação do aceitante. 
 
8. José contrata com Rafael a compra da futura safra de soja da plantação 
deste. José se compromete a pagar R$ 100.000,00(Cem mil reais) pelo que 
Rafael colher, independemente da quantidade que for colhida, desde que Rafael 
não tenha contribuído culposamente pela pequena quantidade colhida, 
comparada ao que normalmente colhe. Assinale o que for correto. 
 
a) Trata-se de um contrato nulo e excessivamente oneroso 
b) Trata-se de um contrato comutativo. 
c) Trata-se de uma cláusula abusiva, por isso o contrato é nulo 
d) Trata-se de contrato aleatório, sendo válida a obrigação assumida por José 
e) Trata-se de um contrato bilateral imperfeito 
 
9. Se João celebra um contrato de compra e venda da casa com Maria e se 
compromete a declarar a pessoa que assumirá a sua posição jurídica, no prazo 
de 5 dias, mas não o faz: 
 
a) Ele deixa de gerar efeitos para João, embora continue a gerá-los para Maria. 
b) O contrato deixa de existir, e, portanto, nem mais se questiona se ele é válido ou 
eficaz. 
c) Torna-se inválido o contrato porque ofende a ordem jurídica um contrato sem uma 
das partes contratantes. 
d) O contrato continua gerando seus efeitos regularmente entre as partes 
contratantes, João e Maria. 
e) Ele continua a gerar efeitos para Maria, embora não gere mais nenhum efeito para 
João.

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