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ENEM Brasil Colonial Capitanias, Economia e Escravidão H1052 - (Enem) TEXTO I TEXTO II Os santos tornaram-se grandes aliados da Igreja para atrair novos devotos, pois eram obedientes a Deus e ao poder clerical. Contando e es�mulando o conhecimento sobre a vida dos santos, a Igreja transmi�a aos fiéis os ensinamentos que julgava corretos e que deviam ser imitados por escravos que, em geral, traziam outras crenças de suas terras de origem, muito diferentes das que preconizava a fé católica. OLIVEIRA; A. J. Negra devoção. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 20, maio 2007 (adaptado). Posteriormente ressignificados no interior de certas irmandades e no contato com outra matriz religiosa, o ícone e a prá�ca mencionada no texto es�veram desde o século XVII relacionados a um esforço da Igreja Católica para a) reduzir o poder das confrarias. b) cris�anizar a população afro-brasileira. c) espoliar recursos materiais dos ca�vos. d) recrutar libertos para seu corpo eclesiás�co. e) atender a demanda popular por padroeiros locais. H0149 - (Enem) TEXTO I E pois que em outra cousa nesta parte me não posso vingar do demônio, admoesto da parte da cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem, que deem a esta terra o nome que com tanta solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela. BARROS, J. In: SOUZA, L M. Inferno atlân�co: demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993. TEXTO II E deste modo se hão os povoadores, os quais, por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhes houveram de ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá. SALVADOR. F. V In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no Brasil: co�diano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997. As crí�cas desses cronistas ao processo de colonização portuguesa na América estavam relacionadas à 1@professorferretto @prof_ferretto a) u�lização do trabalho escravo. b) implantação de polos urbanos. c) devastação de áreas naturais. d) ocupação de terras indígenas. e) expropriação de riquezas locais. H0179 - (Enem) Outra importante manifestação das crenças e tradições africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como “bolsas de mandinga”. A insegurança tanto �sica como espiritual gerava uma necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das brigas, dos male�cios de fei�ceiros etc. Também para trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras décadas do século XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também homens brancos. A prá�ca histórico-cultural de matriz africana descrita no texto representava um(a) a) expressão do valor das fes�vidades da população pobre. b) ferramenta para submeter os ca�vos ao trabalho forçado. c) estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa. d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano. e) instrumento para minimizar o sen�mento de desamparo social. H1089 - (Enem) TEXTO I TEXTO II A repugnante tarefa de carregar lixo e os dejetos da casa para as praças e praias era geralmente des�nada ao único escravo da família ou ao de menor status ou valor. Todas as noites, depois das dez horas, os escravos conhecidos popularmente como “�gres” levavam tubos ou barris de excremento e lixo sobre a cabeça pelas ruas do Rio. KARASCH. M. C. A vida dos escravos no Rio de Janeiro, 1808-1950. Rio de Janeiro: Cia. das Letras, 2000. A ação representada na imagem e descrita no texto evidencia uma prá�ca do co�diano nas cidades no Brasil nos séculos XVIII e XIX caracterizada pela a) valorização do trabalho braçal. b) reiteração das hierarquias sociais. c) sacralização das a�vidades laborais. d) superação das exclusões econômicas. e) ressignificação das heranças religiosas. H1051 - (Enem) A África Ocidental é conhecida pela dinâmica das suas mulheres comerciantes, caracterizadas pela perícia, autonomia e mobilidade. A sua presença, que fora atestada por viajantes e por missionários portugueses que visitaram a costa a par�r do século XV, consta também na ampla documentação sobre a região. A literatura é rica em referências às grandes mulheres como as vendedoras ambulantes, cujo jeito para o negócio, bem como a autonomia e mobilidade, é tão �pico da região. HAVIK, P. Dinâmicas e assimetrias afro-atlân�cas: a agência feminina e representações em mudança na Guiné (séculos XIX e XX). In: PANTOJA. S. (Org.). Iden�dades, memórias e histórias em terras africanas. Brasília: LGE; Luanda: Nzila, 2006. A abordagem realizada pelo autor sobre a vida social da África Ocidental pode ser relacionada a uma caracterís�ca marcante das cidades no Brasil escravista nos séculos XVIII e XIX, que se observa pela a) restrição à realização do comércio ambulante por africanos escravizados e seus descendentes. b) convivência entre homens e mulheres livres, de diversas origens, no pequeno comércio. c) presença de mulheres negras no comércio de rua de diversos produtos e alimentos. d) dissolução dos hábitos culturais trazidos do con�nente de origem dos escravizados. e) entrada de imigrantes portugueses nas a�vidades ligadas ao pequeno comércio urbano. 2@professorferretto @prof_ferretto H1313 - (Enem PPL) Alguns escravos morreram em consequência da violência essencial à sua captura na África, muitos outros nas jornadas entre os lugares que habitavam no interior e os portos dos oceanos Atlân�co e Índico, ou enquanto aguardavam o embarque, muito mais ainda no mar, outros nos mercados de escravos brasileiros, e mais ainda durante o processo de ajustamento �sico e mental ao sistema escravista no Brasil. CONRAD, R. E. Tumbeiros: o tráfico de escravos para o Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1985. As formas de violência relacionadas ao tráfico negreiro no Brasil colonial destacadas no texto derivam da a) intensificação do expansionismo ultramarino. b) exploração das a�vidades indígenas. c) supressão da catequese jesuí�ca. d) ex�nção dos contratos comerciais. e) contração da economia ibérica. H1321 - (Enem PPL) Tão bem há muito pau-brasil nestas Capitanias de que os mesmos moradores alcançam grande proveito: o qual pau se mostra claro ser produzido da quentura do Sol, e criado com a influência de seus raios, porque não se acha se não debaixo da tórrida Zona, e assim quando mais perto da linha Equinocial, tanto é mais fino e de melhor �nta; e esta é a causa porque o não há na Capitania de São Vicente nem daí para o Sul. GÂNDAVO, P. M. Tratado da Terra do Brasil: História da Província Santa Cruz. Belo Horizonte: Ita�aia, 1980 (adaptado). O registro efetuado pelo cronista nesse texto harmoniza- se com a seguinte inicia�va do período inicial da colonização portuguesa: a) Introdução da lavoura monocultura para efe�var a ocupação do território americano. b) Implantação de feitorias litorâneas para garan�r a extração de recursos naturais. c) Regulamentação do direito de posse para enfrentar os interesses espanhóis. d) Subs�tuição da escravidão indígena para apoiar a rede do comércio europeu. e) Restrição da a�vidade missionária para sufocar a penetração protestante. H1329 - (Enem PPL) A originalidade do Absolu�smo português talvez esteja no fato de ter sido o regime polí�co europeu que melhor sinte�zou a ideia do patrimonialismo estatal: os recursos materiais da nação se confundindo com os bens pessoais do monarca. LOPES, M. A. O Absolu�smo: polí�ca e sociedade na Europa moderna. São Paulo: Brasiliense, 1996 (adaptado). Na colonização do Brasil, o patrimonialismo da Coroa portuguesa ficou evidente a) nas capitanias hereditárias. b)na catequização indígena. c) no sistema de planta�on. d) nas reduções jesuítas. e) no tráfico de escravos. H1331 - (Enem PPL) Ao longo de uma evolução iniciada nos meados do século XIV, o tráfico lusitano se desenvolve na periferia da economia metropolitana e das trocas africanas. Em seguida, o negócio se apresenta como uma fonte de receita para a Coroa e responde à demanda escravista de outras regiões europeias. Por fim, os africanos são usados para consolidar a produção ultramarina. ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes. São Paulo: Cia. das Letras, 2000 (adaptado). A a�vidade econômica destacada no texto é um dos elementos do processo que levou o reino português a a) u�lizar o clero jesuíta para garan�r a manutenção da emancipação indígena. b) dinamizar o setor fabril para absorver os lucros dos inves�mentos senhoriais. c) aceitar a tutela papal para reivindicar a exclusividade das rotas transoceânicas. d) fortalecer os estabelecimentos bancários para financiar a expansão da exploração mineradora. e) implementar a agromanufatura açucareira para viabilizar a con�nuidade da empreitada colonial. H1338 - (Enem PPL) Lembro, a propósito, uma cerimônia religiosa a que assis� na noite de Santo Antônio de 1975 quando presente a uma festa em honra do padroeiro. Ia a coisa assim bonita e simples, até que, recitadas as cinco dezenas de ave-marias e os seus padre-nossos, chegou a hora do remate com o canto da salve-rainha. O capelão começou a entoar nesse instante hino à Virgem, em la�m “Salve Regina, mater misericordiae”, e, o que eu estranhei, foi seguido de pronto sem qualquer hesitação pelos presentes. Depois veio o espantoso para mim: a reza, também entoada, de toda a extensa ladainha de 3@professorferretto @prof_ferretto Nossa Senhora igualmente em la�m. Eu olhava e não acabava de crer: aqueles caboclos que eu via mourejando de serventes nas obras do bairro estavam agora ali acaipirando lindamente a poesia medieval do responso. BOSI, A. Dialé�ca da colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992. O estranhamento do autor diante da cerimônia relaciona- se ao encontro de temporalidades que a) ques�onam ritos católicos. b) evidenciam prá�cas ecumênicas. c) eli�zam manifestações populares. d) valorizam conhecimentos escolares. e) revelam permanências culturais. H1348 - (Enem PPL) Na África, os europeus morriam como moscas; aqui eram os índios que morriam: agentes patogênicos da varíola, do sarampo, da coqueluche, da catapora, do �fo, da di�eria, da gripe, da peste bubônica, e possivelmente da malária, provocaram no Novo Mundo o que Dobyns chamou de “um dos maiores cataclismos biológicos do mundo”. No entanto, é importante enfa�zar que a falta de imunidade, devido ao seu isolamento, não basta para explicar a mortandade, mesmo quando ela foi de origem patogênica. CUNHA, M. C. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. São Paulo: Claro Enigma, 2012. Uma ação empreendida pelos colonizadores que contribuiu para o desastre mencionado foi o(a) a) desqualificação do trabalho das populações na�vas. b) abertura do mercado da colônia às outras nações. c) interdição de Portugal aos saberes autóctones. d) incen�vo da metrópole à emigração feminina. e) es�mulo dos europeus às guerras intertribais. H1359 - (Enem PPL) Os próprios senhores de engenho eram uns gulosos de doce e de comidas adocicadas. Houve engenho que ficou com o nome de “Guloso”. E Manuel Tomé de Jesus, no seu Engenho de Noruega, an�go dos Bois, vivia a encomendar doces às doceiras de Santo Antão; vivia a receber presentes de doces de seus compadres. Os bolos feitos em casa pelas negras não chegavam para o gasto. O velho capitão-mor era mesmo que menino por alfenim e cocada. E como estava sempre hospedando frades e padres no seu casarão de Noruega, �nha o cuidado de conservar em casa uma opulência de doces finos. FREYRE, G. Nordeste: aspectos da influência da cana sobre a vida e a paisagem do Nordeste do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985 (adaptado). O texto relaciona-se a uma prá�ca do Nordeste oitocen�sta que está evidenciada em: a) Produção familiar de bens para festejar as datas religiosas. b) Fabricação escrava de alimentos para manter o domínio das elites. c) Circulação regional de produtos para garan�r as trocas metropolitanas. d) Criação artesanal de iguarias para assegurar as redes de sociabilidade. e) Comercialização ambulante de quitutes para reproduzir a tradição portuguesa. H1395 - (Enem PPL) Sabe-se o que era a mata do Nordeste, antes da monocultura da cana: um arvoredo tanto e tamanho e tão basto e de tantas prumagens que não podia homem dar conta. O canavial desvirginou todo esse mato grosso do modo mais cru: pela queimada. A fogo é que foram se abrindo no mato virgem os claros por onde se estendeu o canavial civilizador, mas ao mesmo tempo devastador. FREYRE, G. Nordeste. São Paulo: Global, 2004 (adaptado). Analisando os desdobramentos da a�vidade canavieira sobre o meio �sico, o autor salienta um paradoxo, caracterizado pelo(a) a) demanda de trabalho, que favorecia a escravidão. b) modelo civilizatório, que acarretou danos ambientais. c) rudimento das técnicas produ�vas, que eram ineficientes. d) natureza da a�vidade econômica, que concentrou riqueza. e) predomínio da monocultura, que era voltada para exportação. H1405 - (Enem PPL) Áreas em estabelecimento de a�vidades econômicas sempre se colocaram como grande chamariz. Foi assim no litoral nordes�no, no início da colonização, com o pau- brasil, a cana-de-açúcar, o fumo, as produções de alimentos e o comércio. O enriquecimento rápido exacerbou o espírito de aventura do homem moderno. FARIA, S. C. A Colônia em movimento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado). O processo descrito no texto trouxe como efeito o(a) 4@professorferretto @prof_ferretto a) acumulação de capitais na Colônia, propiciando a criação de um ambiente intelectual efervescente. b) surgimento de grandes cidades coloniais, voltadas para o comércio e com grande concentração monetária. c) concentração da população na região litorânea, pela facilidade de escoamento da produção. d) favorecimento dos naturais da Colônia na concessão de �tulos de nobreza e fidalguia pela Monarquia. e) construção de relações de trabalho menos desiguais que as da Metrópole, inspiradas pelo empreendedorismo. H1411 - (Enem PPL) Quando Deus confundiu as línguas na torre de Babel, ponderou Filo Hebreu que todos ficaram mudos e surdos, porque, ainda que todos falassem e todos ouvissem, nenhum entendia o outro. Na an�ga Babel, houve setenta e duas línguas; na Babel do rio das Amazonas, já se conhecem mais de cento e cinquenta. E assim, quando lá chegamos, todos nós somos mudos e todos eles, surdos. Vede agora quanto estudo e quanto trabalho serão necessários para que esses mudos falem e esses surdos ouçam. VIEIRA, A. Sermões pregados no Brasil. In: RODRIGUES, J. H. História viva. São Paulo: Global, 1985 (adaptado). No decorrer da colonização portuguesa na América, as tenta�vas de resolução do problema apontado pelo padre Antônio Vieira resultaram na a) ampliação da violência nas guerras intertribais. b) desistência da evangelização dos povos na�vos. c) indiferença dos jesuítas em relação à diversidade de línguas americanas. d) pressão da Metrópole pelo abandono da catequese nas regiões de di�cil acesso. e) sistema�zação das línguas na�vas numa estrutura grama�cal facilitadora da catequese. 5@professorferretto @prof_ferretto