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Nuno Gama de Oliveira Pinto
DruckDruckDruckDruckDrucker e os Novos Per e os Novos Per e os Novos Per e os Novos Per e os Novos Paradigmas e Estratégias Oraradigmas e Estratégias Oraradigmas e Estratégias Oraradigmas e Estratégias Oraradigmas e Estratégias Organizacionaisganizacionaisganizacionaisganizacionaisganizacionais
Nuno Gama de Oliveira PINTO
(Universidade Aberta)
Sobre Peter Drucker o mínimo que se poderia dizer é que os seus livros revolucionaram os
fundamentos da gestão. Nascido em Viena e naturalizado norte-americano, Drucker vive em
Claremont, perto de Los Angeles. Em Novembro de 2004 completou 95 anos. Ao longo da sua vida
publicou uma vastíssima obra sobre diferentes áreas funcionais da gestão, perspectivando, em
cerca de três dezenas de livros, novos desafios e novos paradigmas de uma disciplina de que é,
justamente, considerado um dos seus autores mais relevantes.
Um dos primeiros livros de Peter Drucker foi publicado em 1954 e ainda hoje, passados 51
anos, mantém uma inquestionável actualidade. The Pratice of Management, título da versão
original, é, na verdade, um excelente compêndio, onde Drucker chamava a atenção para um novo
quadro de desafios, substancialmente mais exigente, com que se iriam defrontar as empresas.
Propunha-lhes, então, uma profunda alteração em termos de procedimentos e métodos gestão,
sugerindo-lhes, nomeadamente, que investissem mais nas relações que estabeleciam com os seus
clientes, apostando no marketing e na inovação como factores estruturantes desse novo
relacionamento. É, também, neste livro que Peter Drucker enfatiza as vantagens da implementação
de um modelo de gestão por objectivos.
Para Drucker, as empresas, enquanto agregados de indivíduos, têm um comportamento
próprio que será tanto mais eficaz quanto mais orientado para metas claras e previamente fixadas.
Os objectivos individuais, quando integrados num conjunto de esforços comuns, coerentes entre
si, constituem uma força catalizadora, capaz de mobilizar e canalizar todos os recursos no sentido
de um objectivo único: as metas que a empresa se propôs atingir num determinado período.
Definida a missão da empresa, a sua estratégia e os grandes objectivos a atingir em cada
exercício, deverão, então, ser estabelecidos, de forma coerente entre si, os objectivos das diferentes
áreas funcionais ou de negócio, e a partir destes, estabelecer-se-ão, segundo um processo de
cascata, os objectivos individuais para os diferentes níveis de responsabilidade na empresa.
Trata-se, segundo Drucker, da criação de um quadro sinergético de tensões construtivas que visam
potenciar a energia da organização.
Antes de The Pratice of Management, Peter Drucker já havia escrito, em 1946, The Concept
of Corporation, livro que tem como pano de fundo a actividade da empresa norte-americana
General Motors, e, em 1951, o já marcadamente prospectivo The New Society. Alguns anos mais
tarde, em 1973, publica Management: Tasks, Responsibilities and Pratices, obra de grande relevo,
onde, entre muitos outros temas, discute o que considera ser as cinco principais funções dos
executivos: fixar objectivos, organizar a empresa, motivar e comunicar, medir o desempenho e
desenvolver as competências das pessoas.
Ainda no decurso da década de 70, Drucker volta a reflectir sobre questões de natureza
social, deixando já antever em The Unseen Revolution, publicado em 1975, o papel extremamente
relevante que nos EUA e na Europa iriam ter os fundos de pensões e a actividade das organizações
sem fins lucrativos, sobre a gestão das quais publicou, em 1994, Managing the Non Profit
Corporation.
Um ano antes, em 1993, Peter Drucker escrevera um livro que ainda hoje constitui uma
referência incontornável de uma sociedade em acelerada mutação. Dividido em três partes,
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sociedade, política e conhecimento, o livro, intitulado The Post Capitalist Society and the Effective
Executive, começa por abordar historicamente a passagem de uma sociedade capitalista, cujos
recursos principais são o capital, a terra e o trabalho, para uma sociedade que tem o conhecimento
como recurso base. Uma alteração de paradigma que, para Drucker, exige uma profunda mudança
de mentalidades e novas realidades económicas e sociais. «Um dos desafios é o de fazer com que
os reformados continuem a ser úteis à sociedade. Hoje o trabalho já não é tão desgastante como
o foi na era industrial. Com os avanços da medicina e das condições de vida, as pessoas em idade
de reforma mantêm-se em excelentes condições físicas e intelectuais. E têm um enorme capital de
experiência que não deve ser desperdiçado pelas empresas», salientou Peter Drucker, com a
clarividência que lhe é reconhecida, no decurso de uma entrevista que concedeu à revista Executive
Digest.
Em Management Challenges for the 21st Century, publicado em 1999, Peter Drucker
volta a chamar a atenção para diversas questões emergentes que se colocam actualmente à gestão:
«O novo paradigma no qual se deve basear a gestão, tanto enquanto disciplina como enquanto
prática, é que a gestão deve definir os resultados que espera alcançar e depois organizar os
recursos internos, visando obter esses resultados». E, mais à frente, faz questão de sublinhar: «O
centro da sociedade moderna é a organização. E a gestão é a ferramenta, a função e o instrumento
específico para tornar as organizações capazes de gerar resultados. Em suma: a organização não
existe simplesmente dentro da sociedade para reagir à sociedade. Ela existe para produzir
resultados no interior da sociedade e para a modificar… para melhor».
A globalização dos m ercados
O conceito de globalização poderá ser sucintamente definido como o processo pelo qual
os mercados e a produção de diferentes países se tornam crescentemente interdependentes em
consequência do desenvolvimento dos fluxos de comércio internacional de bens e de serviços,
dos fluxos de capital e das transferências de tecnologia.
Ao analisar o comércio internacional, Hirsh explica a localização da produção,
essencialmente, pelos chamados “plurifactores” nos padrões de intensidade de utilização dos
factores produtivos entre produtos novos, em crescimento e maduros, a que acrescenta a
importância da publicidade associada e, em particular, a diferença existente entre os custos de
lançamento de um produto no mercado interno e no externo, os quais aumentam inversamente
com a maturidade dos produtos.
A abordagem de Vernon parte da necessidade de reformular estas premissas,
nomeadamente as relativas ao crescimento pelo processo de substituição de importações e às
consequências que o processo de integração europeia provocara nos padrões de localização do
investimento directo estrangeiro.
Vernon confere especial importância à cronologia da inovação, às economias de escala e
ao papel da incerteza nas trocas, procurando, por um lado, explicar as origens das vantagens
monopolistas das empresas norte-americanas, e por outro, responder, através do ciclo do produto,
enquadrado na circulação do investimento intra-empresa multinacional, à questão que havia sido
posta por Hymer, ou seja, determinar as causas que actuam sobre a deslocalização dos
investimentos de países desenvolvidos para países subdesenvolvidos ou em vias de
desenvolvimento. Este autor parte do pressuposto de que as empresas nos países mais
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desenvolvidos não se diferenciam em termos de acesso ao conhecimento científico, mas antes
pela sua capacidade para assumirem os riscos inerentes à aplicação desse conhecimento na
produção de novos produtos.
Em 1979, Vernon reformula algumas das suas posições, pois considera que certas premissas
alteraram-se significativamente, apresentando como motivos principais:
- um aumento na extensão geográfica de muitas empresas que estão envolvidas na
introdução de novos produtos, como consequência do estabelecimento de relações
subsidiárias entre empresas de diversas nacionalidades, através,nomeadamente, da
actividade de pequenas e médias empresas que se destacam pela inovação de processos,
mas que ainda não possuem uma posição de relevo na produção industrial;
- uma mudança verificada nos mercados nacionais dos países mais desenvolvidos que
permitiu atenuar algumas diferenças anteriormente existentes entre os níveis de
rendimento per capita e os salários.
Na continuidade das posições de Hirsh e Vernon, ganha, então, ênfase o paradigma da
convergência tecnológica, apoiando-se, essencialmente, na difusão da informação e da imitação
em ramos de forte crescimento e elevados investimentos em I&D, como é o caso, por exemplo, da
indústria electrónica.
A teoria da convergência encontra expressão nas análises e formalizações de Soete e Perez,
e de Krugman, entre outros. Soete e Perez sustentam que a difusão ocorre a partir da aquisição da
capacidade de participar na criação e no aperfeiçoamento das tecnologias, por oposição à sua
simples utilização. Com perspectivas mais matizadas, Krugman argumenta, em sintonia com o
ciclo do produto, que a difusão decorre, essencialmente, pela transferência de processos de
produção que atingiram a maturidade.
Em 1990, Michael Porter, na sequência dos trabalhos desenvolvidos pelo The Boston
Consulting Group, sistematiza o que considera ser as causas determinantes da criação das vantagens
competitivas nacionais para os países industrializados.
Partindo da análise das estratégias empresariais, Porter procura definir os critérios que
conferem aos países uma vantagem competitiva, considerando que «através do aumento da
competitividade global, as nações tornam-se mais importantes no espectro da economia
mundial»1 .
A premissa fundamental do seu estudo está associada à abordagem de Schumpeter, «a
competitividade de uma nação depende da capacidade das suas indústrias para inovarem»2 , a
que alia a perspectiva de Linder, ao conferir um papel relevante às características do mercado
interno.
As determinantes das vantagens competitivas de um país estão condicionadas, segundo
Porter, a quatro atributos que criam o “meio ambiente” de suporte da competitividade
internacional.
Um primeiro atributo envolve às condições relativas aos factores de produção. Numa
perspectiva contrária à teoria da produção de factores, Porter considera que um país não “herda”
os seus factores de produção. Pelo contrário, a maior parte deles são “criados”, como o trabalho
qualificado e as infra-estruturas necessárias ao apoio da concorrência industrial. A vantagem
competitiva resulta da existência de instituições que assegurem a formação permanente de factores
produtivos especializados, dado que, para que a inovação tenha lugar, as empresas necessitam de
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Homenagem a Maria Emília Ricardo Marques
recrutar trabalho qualificado e aceder às redes de informação que sirvam de “sinais certos” na sua
conduta.
Um segundo atributo envolve as condições relativas à natureza da procura interna para
um produto industrial ou serviço. Porter considera que os países adquirem competitividade
externa em indústrias onde a procura interna cria “necessidades” que permitem desenvolver uma
oferta mais sofisticada do que a dos seus concorrentes estrangeiros. As características da procura
interna são mais importantes do que o volume dessa procura. A natureza dos compradores
nacionais inclui, para além do nível de rendimento, aspectos culturais, conduzindo as empresas
a produções em segmentos estratégicos.
Um terceiro atributo pressupõe a existência de indústrias de suporte conexas e
internacionalmente competitivas. A competitividade internacional deverá basear-se em
fornecedores nacionais que saibam criar uma vantagem competitiva, uma vez que, por um lado,
poderão proporcionar os inputs de forma mais eficiente e rápida. Por outro, porque pela procura
as empresas poderão influenciar os seus fornecedores nos esforços de investigação,
desenvolvimento e inovação, verificando-se uma interdependência dos fluxos dos inputs, das
técnicas e da inovação.
Finalmente, a quarta e última condição, está relacionada com a estrutura da concorrência
e da estratégia empresarial, a qual é traduzida pela forma como se manifesta, no âmbito das suas
competências, a intervenção governamental, nomeadamente em relação à concorrência e ao
processo de criação de empresas. A presença de poderosos concorrentes nacionais constitui, na
análise de Porter, um estímulo persistente da vantagem competitiva.
Cada um destes quatro atributos define um dos pontos do “diamante” das vantagens
competitivas, cujos efeitos têm influências recíprocas, reforçando-se e constituindo um sistema.
Desta forma, o “diamante” traduz-se, segundo Porter, por um meio ambiente que promove a
existência de clusters3 de competitividade industrial, sendo a sua representação sistémica a
seguinte:
Dada a crescente globalização dos mercados e a significativa mobilidade dos factores de
produção, não é possível abordar o conceito de competitividade somente pela existência, ou não,
de recursos, já que o que determina a competitividade a prazo é, essencialmente, a forma como
esses recursos são utilizados, nomeadamente em termos da obtenção de valor acrescentado. A
diferenciação de produtos e de serviços adquire, assim, compreensivelmente uma importância
 
Indústrias de Suporte 
Condições 
da Procura 
Factores 
de Produção 
Ambiente Empresarial, 
Estratégia e Concorrência 
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cada vez maior. Os próprios conceitos de produto e de serviço tornam-se, aliás, substancialmente
mais abrangentes, não significando apenas o objecto ou o serviço comercializado, mas, também,
o que lhe está associado, por exemplo, em termos de garantia, exclusividade, inovação, assistência
técnica, apoio ao cliente, etc.
É através da análise da cadeia de valor que Porter procura identificar as vantagens
competitivas de uma organização. Distingue, com esse objectivo, as áreas consideradas
estrategicamente importantes, ou área funcionais, nas quais poderão ser obtidas mais-valias,
dividindo as actividades de valor em actividades primárias (logística, produção, marketing, vendas
e serviços) e actividades de apoio (infra-estruturas, gestão de recursos humano, I&D). Tendo por
base uma análise sectorial deverão, então, avaliar-se os custos de desenvolvimento e as
possibilidades de diferenciação, em comparação com as organizações concorrentes.
Refira-se, neste âmbito, o papel extremamente relevante que poderá ser desempenhado
pelo benchmarking enquanto porta aberta aos melhores desempenhos e melhores práticas de
gestão. Por um lado, procura ajudar as organizações concentrarem-se mais na obtenção de
melhorias significativas e não apenas no simples crescimento, facilitando a identificação dos
objectivos a atingir, por outro, propõe-lhes um sistema de avaliação dos próprios processos,
tendo em vista uma optimização dos recursos disponíveis e a obtenção de ganhos de produtividade.
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Notas
1 Por ter, Michael, The Com pet it ive Advantage of Nat ions, Londres, MacMillan Press, 1990.
2 Schum peter, Joseph, A Teor ia do Desenvolv im ento Económ ico, São Paulo, Abr il Cultural, 1982.
3 Um cluster poderá ser, gener icam ente, definido com o um a área geográfica que concent ra
vár ias em presas com act iv idades sem elhant es, relacionadas ou com plem ent ares, que par t i lham
infra- est rut uras, m ercados de t rabalho e de serv iços.
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	DES(A)FIANDO DISCURSOS Homenagem à Professora Maria Emília Ricardo Marques
	INTRODUÇÃO
Maria Emília Ricardo Marques: um espírito, uma presença
	Colaboradores
	“Não foi pela arbitragem que o Boavista perdeu”: a construção do sentido numa interacção conversacional com três participantes – Carla Aurélia de Almeida
	A Importância Estratégica dos Fluxos Comunicacionais e de Conhecimento na Gestão da Formação a Distância – Maria do Rosário Alves de Almeida
	O universo feminino na obra deMatilde Rosa Araújo – Maria Vanda Almeida
	Uma língua, uma identidade – Filipa Amendoeira
	A língua vernacular como instrumento de poder no Portugal de Quinhentos – Ana Paula Avelar
	Distance Learning in a Shifting Paradigm – Mário Avelar
	O poder da palavra – dizer e fazer na literatura para crianças – Glória Bastos
	Em torno da GUERRA e da PAZ: uma despedida com regresso anunciado – Hanna Jakubowicz Batoréo
	A Comunicação Educacional Multimédia na Viragem do Milénio – José BIDARRA
	As várias vozes da escrita poética de José Craveirinha – Glória de Brito
	Der Beitrag der Suggestopädie und der neuen Medien zurMehrsprachigkeitsdidaktik: Saarbrücker Erfahrungen mit der Vermittlungromanischer Sprachen – Waltraud Bufe & Wolfgang Bufe
	A História da Arte em Portugal: um balanço – Maria Alexandra Trindade Gago da Câmara
	Para a unificação dos valores do Perfeito e do Mais-que-Perfeito em Português – Maria Henriqueta Costa Campos
	As cores do nosso espelho — a co-construção socio-discursiva das 
identidades em contexto de telenovela portuguesa – Maria Filomena Capucho 
	As cerâmicas campaniformes do povoado pré-histórico de Leceia (Oeiras): uma proposta de interpretação do fenómeno campaniforme na região do Estuário do Tejo – João Luís Cardoso
	Multiculturalidade e educação a distância: o desafio da diversidade – Hermano Carmo
	Abordagens linguísticas de usos literários da linguagem – Maria Helena de Araújo Carreira
	A ficção medieval, uma linguagem à flor da pele – Carlos F. Clamote Carreto
	Lexicometria e normalização – Dulce Carvalho
	Especificidades de um Discurso – Dulce Carvalho; Isabel Rego Santos; Isabel Saraiva, Maria de Fátima F. Silva
	Timor Lorosa’e, características das Línguas Crioulas e do Português conservado na zona — Contribuição para a Língua oficial – Maria José Albarran de Carvalho
	Georges Rodenbach (1835-1898) e Roberto de Mesquita (1869-1923):da “ofelização” ao complexo de “Caronte – Paula Mendes Coelho
	Termos em discurso – Manuel Célio Conceição
	A negação do Tempo – Clara Nunes Correia
	O discurso político dos concelhos portugueses na Baixa Idade Média:convergências e especificidades – O caso de Elvas – Adelaide Pereira Millán da Costa
	Fala, literatura e norma – Maria de Lourdes Crispim
	Sentidos do diálogo intertextual n’O primo Basílio – Maria do Rosário da Cunha Duarte
	Para uma terminografia de aprendizagem: o Dicionário Electrónico de Gestão de Recursos Humanos – Isabel Desmet
	O Milenarismo do Beato Amadeu da Silva – Domingos Dias
	Aprendizagem de uma língua nova: Estratégias de diversidade na preparação de materiais – Helena Bárbara Marques Dias
	“In hoc signo…” – Isabel de Barros Dias
	Comunicar: tatuagem de afectos – Isabel Falé; Susana Mântua; Isabel Seara
	Alguns elementos sobre a natureza e características do verbo e a origem da preposição em Chinês – Mário Filipe
	Novas identidades: Portugal e a Lusofonia – José Fontes
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	Sistemas Educativos: princípios orientadores – Maria Ivone Gaspar
	Vergílio Ferreira e a descrença no presente – Helder Godinho
	Enquête de lecture de Madame Bovary – Luís Pimenta Gonçalves
	EuroComRom. O que é? Como é? Para quem é? – Katja Göttsche
	Ensinar e aprender a distância: algumas questões – Maria de Fátima Goulão
	As Naturezas Linguísticas dos Sistemas Computacionais – Nuno M. Guimarães
	Sagres, lugar mítico da memória – Maria Isabel João
	A palavra dada não se olha o sentido – Nuno Júdice
	«Repartição» e «perfil das palavras»: a questão da presença/ausência nos estudos de vocabulário – 
Carlos Maciel 
	O Mar como Viagem Iniciática: Do «Bateau Ivre» de Arthur Rimbaud às«Navegações» de Sophia de Mello Breyner Andresen – Helena Malheiro
	Terminologia e tradução de textos especializados: da equivalência conceptual às convenções fraseológicas – Helena Manuelito e Isabel Rego Santos
	A metáfora como instrumento de comunicação educacional – Amílcar Martins
	A propósito de uma política de língua – Maria Helena Mira Mateus
	Representações sociais da União Europeia em jovens portugueses – Joana Miranda
	A violação do Protocolo do Contrato Comunicacional Narrativo – Armindo José Baptista de Morais
	Júlio Dinis revisitado: uma homenagem de Egas Moniz – Ana Rita Navarro
	L’impact des outils technologiques sur le langage – Ana Maria Nobre
	Mário de Sá-Carneiro: poète de la multiplicité et de l’unicité esthétiques? – Ana Nascimento Piedade
	Drucker e os Novos Paradigmas e Estratégias Organizacionais – Nuno Gama de Oliveira Pinto
	Memória da obra de Eiffel em Portugal A Maria Emília Ricardo Marques – Paulo Oliveira Ramos
	Variações linguísticas no comportamento oral e escrito – Dulce Rebelo
	Formação de professores de Português Língua Estrangeira nas Tecnologias de 
Informação e Comunicação: uma experiência em Macau – Leonel Melo Rosa 
	Aquisição dos clíticos por falantes de Português língua não materna – M. Joana Pimentel do Rosário
	As palavras que Portugal não ouviu – Maria Helena Saianda
	O estudo da civilização helenística. Conceitos, temas e tendências – José das Candeias Sales
	Escolas, prisões e aulas de língua estrangeira… becos sem saída? – Rosa Maria Sequeira
	Contributos para o estudo da expressão do tempo em textos de instruções:o exemplo da receita de culinária – Paulo Nunes da Silva
	Um estudo comparativo da Imprensa, Rádio e Televisão com os modelos PHIMA e ICDT – Ivo Dias de Sousa e Nuno M. Guimarães
	Et maintenant que vais-je faire… Avec l’approche actionnelle? – Clara Ferrão Tavares
	Os outros olhares com que nos viram…A Natureza: entre a paleta das cores e o ramo de flores – Maria José Ferro Tavares
	“Mayombe”, de Pepetela, e “Jornada de África”, de Manuel Alegre: aproximações e afastamentos — uma interleitura – Rui de Azevedo Teixeira
	Peuple chansonnier, Peuple chansonné A Paris, en 1848 – Maurice Tournier
	A propósito de Patrício – Ana Isabel Vasconcelos
	Literatura, leitura e figuração do imaginário (e Uma carta…) – Dionísio Vila Maior
	A caminho de um Dicionário do Português Medieval – Maria Francisca Xavier
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