Prévia do material em texto
Prova- 4 - Princípios e Fundamentos da Administração Pública Objetivo: Avaliar o entendimento dos princípios constitucionais e administrativos aplicáveis à Administração Pública, com foco nos fundamentos para a realização de atos administrativos no Brasil. Questões: 1. O princípio da legalidade na Administração Pública estabelece que a Administração: a) Pode agir conforme seu entendimento, desde que busque o interesse público. b) Deve seguir estritamente a lei, sem qualquer margem para interpretação. c) Deve agir dentro dos limites estabelecidos pela legislação, mas pode flexibilizá-los em situações excepcionais. d) Somente pode realizar atos administrativos quando houver uma lei que autorize expressamente. e) Pode agir com liberdade, desde que não prejudique os interesses privados. 2. De acordo com o princípio da impessoalidade, os atos administrativos devem: a) Ser praticados de maneira que favoreçam os servidores públicos, quando possível. b) Ser sempre realizados em nome de uma pessoa jurídica específica. c) Ser praticados sem envolvimento de interesses pessoais, considerando apenas o interesse público. d) Favorecer um grupo específico de cidadãos em situações excepcionais. e) Ser motivados por decisões pessoais de quem exerce o poder público. 3. O princípio da moralidade implica que a Administração Pública: a) Pode tomar decisões baseadas exclusivamente em normas jurídicas. b) Aja conforme os preceitos éticos, sempre respeitando a lei e os direitos fundamentais. c) Pode adotar atitudes que envolvem o uso de recursos públicos, mesmo que não atendam a padrões éticos. d) Precisa apenas observar os preceitos legais, sem a necessidade de considerar a ética em suas ações. e) Deve agir de maneira imoral quando isso favorecer o interesse público. 4. O princípio da publicidade exige que: a) Apenas os atos administrativos que envolvem grandes investimentos sejam divulgados. b) Todos os atos administrativos sejam divulgados de maneira ampla e acessível à sociedade. c) O sigilo de informações seja priorizado, principalmente em questões financeiras. d) Apenas atos administrativos de maior relevância para o governo sejam tornados públicos. e) As informações públicas sejam compartilhadas apenas com autoridades competentes. 5. O princípio da eficiência determina que a Administração Pública: a) Deve agir com rapidez, mesmo que isso prejudique a qualidade dos serviços prestados. b) Deverá buscar a maior eficácia nos serviços públicos, com o uso racional dos recursos. c) Pode adotar uma administração mais lenta, desde que todos os atos estejam legalmente fundamentados. d) Pode priorizar a qualidade do serviço em detrimento da quantidade. e) Deverá cumprir os seus atos de maneira burocrática, sem se preocupar com a eficiência. 6. O princípio da continuidade dos serviços públicos significa que: a) Os serviços podem ser interrompidos por necessidades políticas. b) Os serviços públicos essenciais não podem ser interrompidos, exceto por motivos de força maior. c) A Administração Pública pode parar os serviços sempre que o interesse público for prejudicado. d) A continuidade não é relevante para serviços não essenciais. e) Os serviços públicos podem ser suspensos caso o orçamento não seja suficiente. 7. O princípio da autotutela permite à Administração Pública: a) Rever seus próprios atos, especialmente quando estes forem ilegais ou causarem prejuízos ao interesse público. b) Modificar suas decisões apenas quando houver manifestação judicial sobre o ato. c) Cancelar qualquer ato sem justificativa legal, com base na conveniência administrativa. d) Alterar atos administrativos quando houver interesse privado, sem a necessidade de justificativas. e) Deixar de revisar seus atos administrativos, salvo quando houver expressa determinação judicial. 8. A discricionariedade na Administração Pública permite que: a) O administrador público tome decisões de acordo com critérios de conveniência e oportunidade, dentro dos limites legais. b) O gestor público tome decisões arbitrárias, sem necessidade de fundamentação. c) A Administração apenas tome decisões baseadas na norma legal, sem considerar fatores externos. d) A decisão administrativa seja completamente livre, sem a necessidade de analisar o contexto. e) A Administração sempre tenha liberdade de ação, sem se preocupar com os resultados. 9. O princípio da supremacia do interesse público estabelece que: a) O interesse privado deve prevalecer sempre que houver confronto entre os interesses públicos e privados. b) O interesse público deve ser observado, mesmo que isso gere prejuízos aos indivíduos ou entidades privadas. c) O interesse público é secundário em relação ao interesse privado. d) O interesse público só deve prevalecer em situações emergenciais. e) O interesse público deve ser respeitado apenas em casos de grande repercussão social. 10. O princípio da motivação exige que a Administração Pública: a) Justifique todos os seus atos administrativos, principalmente aqueles que afetem diretamente os direitos dos cidadãos. b) Apenas justifique atos de grande impacto financeiro ou econômico. c) Motive apenas os atos que envolvem concessões ou permissões. d) Não precise justificar suas ações, desde que esteja seguindo as leis pertinentes. e) Motive apenas as decisões tomadas por agentes de alta hierarquia. Respostas e Justificativas: 1. Alternativa (d): A Administração Pública só pode agir conforme a legislação vigente, ou seja, precisa de autorização expressa para realizar qualquer ato. 2. Alternativa (c): A impessoalidade exige que a Administração aja sem envolver interesses pessoais, considerando apenas o interesse público. 3. Alternativa (b): A moralidade envolve a necessidade de a Administração seguir princípios éticos, além da legalidade. 4. Alternativa (b): A publicidade garante que os atos administrativos sejam amplamente divulgados para garantir a transparência. 5. Alternativa (b): A eficiência determina que a Administração publique seus atos de forma eficaz e eficiente, utilizando racionalmente seus recursos. 6. Alternativa (b): A continuidade assegura que serviços públicos essenciais não sejam interrompidos sem justificativa adequada. 7. Alternativa (a): A autotutela permite à Administração rever seus atos quando estes forem ilegais ou prejudiciais. 8. Alternativa (a): A discricionariedade permite que a Administração tome decisões com base em conveniência e oportunidade dentro dos limites da lei. 9. Alternativa (b): O interesse público prevalece sobre os interesses privados, mesmo que isso traga prejuízos para os indivíduos. 10. Alternativa (a): A motivação exige que a Administração justifique suas decisões, especialmente quando afetam os direitos dos cidadãos.