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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Legislação aplicada à busca da eficiência energética, ao reconhecimento do processo de</p><p>etiquetagem como ferramenta de classificação energética para edificações, às fontes de</p><p>energia disponível e à busca por um planejamento energético sustentável.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Compreensão da legislação brasileira para a eficiência energética e das regulamentações e o</p><p>planejamento energético, que ajudam a gerenciar de forma mais eficaz as oportunidades e os</p><p>desafios de energia atuais e do futuro, bem como a importância da aplicação desses</p><p>conhecimentos para que o engenheiro possa se valer do uso sustentável das fontes</p><p>energéticas.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Reconhecer o papel da legislação brasileira em eficiência energética e as situações em que ela</p><p>é aplicável</p><p>MÓDULO 2</p><p>Reconhecer o processo de regulamentação para etiquetagem de edificações</p><p>MÓDULO 3</p><p>Analisar as principais formas para um planejamento energético sustentável</p><p>LEGISLAÇÃO APLICADA</p><p>AVISO: orientações sobre unidades de medida.</p><p>javascript:void(0)</p><p>AVISO: ORIENTAÇÕES SOBRE UNIDADES DE</p><p>MEDIDA.</p><p>Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por</p><p>questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um</p><p>espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais</p><p>materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos</p><p>números e das unidades.</p><p>MÓDULO 1</p><p> Reconhecer o papel da legislação brasileira em eficiência energética e as situações</p><p>em que ela é aplicável</p><p>A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA PARA</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA</p><p>CONSIDERAÇÕES INICIAIS</p><p>Para projetar e canalizar adequadamente o futuro da produtividade energética, devemos</p><p>primeiramente olhar para trás, para mais de quarenta anos da história do uso de energia no</p><p>país. Também precisamos examinar o papel desempenhado pelas políticas de eficiência</p><p>energética, incluindo seus sucessos e deficiências.</p><p>Os desafios de energia enfrentados nas décadas de 1970, 1980 e 1990 fornecem experiências</p><p>e lições prováveis de se aplicar nas próximas décadas. A história da eficiência energética no</p><p>país oferece uma referência na busca por estratégias para a eficiência energética futura.</p><p>PRINCIPAIS EVENTOS QUE DERAM INÍCIO</p><p>ÀS DISCUSSÕES EM TORNO DA</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO PAÍS</p><p>PRINCIPAIS EVENTOS DAS DÉCADAS DE 1970-1980</p><p>Para o Brasil, os programas e regulamentações para eficiência energética surgiram como</p><p>respostas às questões externas e crises internas. Não eram iniciativas bem planejadas ou bem</p><p>estruturadas e careciam de uma visão de longo prazo. Ao longo dos anos, ocorreram alguns</p><p>debates sobre o assunto, como veremos a seguir.</p><p></p><p>1970</p><p>Os debates sobre o abastecimento energético surgiram primeiramente na década de 1970,</p><p>devido ao choque do petróleo.</p><p>1980</p><p>O debate foi recorrente durante as crises financeiras internacionais, na década de 1980.</p><p></p><p></p><p>2001</p><p>Os debates reapareceram durante o apagão em 2001, que afetou o fornecimento de energia</p><p>elétrica em todo o país.</p><p>2021</p><p>Duas décadas depois, enfrentamos um cenário semelhante: estiagem, reservatórios</p><p>hidrelétricos em níveis baixos, acionamento de termelétricas, energia mais cara para o</p><p>consumidor e novos riscos de apagão.</p><p></p><p>Para entender o momento atual e buscarmos quais são as medidas urgentes para uma gestão</p><p>eficaz dos recursos energéticos do país, temos que entender o papel da eficiência energética e</p><p>os principais eventos que deram início às suas discussões no Brasil.</p><p>1973</p><p>As crises do petróleo na década de 1970 expuseram a vulnerabilidade global por causa da</p><p>instável oferta de energia e estimularam o estabelecimento de medidas de conservação de</p><p>energia no Brasil e no mundo.</p><p>O embargo do petróleo árabe levou ao aumento dos preços do petróleo, ao racionamento da</p><p>gasolina e, eventualmente, a esforços para reduzir a dependência do país do petróleo</p><p>estrangeiro. O Ministério de Minas e Energia (MME) organizou um seminário sobre a</p><p>conservação de energia.</p><p>1979</p><p>A crise energética de 1979, o segundo de dois choques no preço do petróleo nos anos 1970,</p><p>resultou em um pânico generalizado sobre a potencial escassez de gasolina e preços muito</p><p>mais altos para o petróleo bruto e produtos refinados.</p><p>A produção de petróleo diminuiu apenas 7% ou menos, mas a interrupção do fornecimento de</p><p>curto prazo levou a uma alta nos preços, pânico na compra e longas filas nos postos de</p><p>gasolina.</p><p>1981</p><p>No início da década de 1980, o Ministério da Indústria e do Comércio (MIC) criou o Programa</p><p>de Conservação de Energia do Setor Industrial (Conserve). Além de encorajar a indústria a</p><p>empreender esforços coordenados para reduzir seu consumo de energia, o programa dava</p><p>apoio financeiro para implementar métodos de economia de energia em suas operações e o</p><p>uso de fontes alternativas de energia com mais eficiência. Devido à crise financeira</p><p>internacional, o governo não pôde mais financiar o Conserve e o extinguiu no ano seguinte.</p><p>1982</p><p>O Decreto nº 87.079/1982 estabeleceu o Programa de Mobilização Energética (PME), que</p><p>tinha como objetivo a conservação da energia e a redução ou substituição dos derivados do</p><p>petróleo, sendo extinto em 1991.</p><p>1984</p><p>O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), juntamente com a</p><p>participação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Associação</p><p>Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), com cooperação do Ministério de Minas e</p><p>Energia (MME), estabeleceu o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). As etiquetas</p><p>mostram o desempenho energético (classe de energia) e consumos, com o objetivo de</p><p>incentivar a venda de mais modelos energeticamente eficientes.</p><p> Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE)</p><p>1985</p><p>Foi estabelecida a Portaria nº 1.877, de 10 de dezembro de 1985, por uma ação entre o MME e</p><p>o MIC, que instaurou o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL),</p><p>cujo objetivo inicial era o combate ao desperdício de energia elétrica e promoção da sua</p><p>eficiência.</p><p>1991</p><p>A partir de um decreto presidencial, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica</p><p>(PROCEL) passou a ser um programa de governo com ações integradas que incluem toda a</p><p>sociedade.</p><p>Nos últimos anos, as atividades do PROCEL se diversificaram em várias áreas de atuação,</p><p>como veremos a seguir.</p><p>EQUIPAMENTOS</p><p>Identificação da classificação energética de determinados eletrodomésticos e equipamentos</p><p>por meio do Selo PROCEL, que mostra o desempenho energético. O selo permite que os</p><p>consumidores entendam quanto custará para operar determinado aparelho eletroeletrônico e</p><p>quão eficiente em termos de energia ele pode ser em comparação com modelos semelhantes.</p><p>EDIFICAÇÕES</p><p>Desenvolvimento e implementação política de eficiência energética no setor de construção civil,</p><p>em edificações. Fornece as recomendações especializadas que podem ser usadas para</p><p>facilitar a implementação de eficiência energética em edifícios. Em associação com o Inmetro,</p><p>que certifica a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) para as edificações, a</p><p>Etiqueta PBE Edifica avalia a eficiência energética das edificações.</p><p>ILUMINAÇÃO PÚBLICA</p><p>O programa PROCEL Reluz é executado pelas concessionárias de energia elétrica associadas</p><p>a prefeituras e governos estaduais, promovendo a melhoria e a eficiência de sistemas de</p><p>iluminação e sinalização semafórica dos espaços urbanos.</p><p>PODER PÚBLICO</p><p>Na gestão energética municipal com o Núcleo de Gestão Energética Municipal (PROCEL</p><p>GEM), nos prédios públicos com o Programa de Eficiência Energética em Prédios Públicos</p><p>(PROCEL EPP), no saneamento ambiental com o Programa de Eficiência Energética em</p><p>Saneamento Ambiental (PROCEL Sanear).</p><p>INDÚSTRIA E COMÉRCIO</p><p>Assistência técnica à indústria e ao comercio, por meio de treinamentos, manuais e</p><p>ferramentas computacionais que auxiliam na redução de desperdício de energia nos setores</p><p>industriais e comerciais, com a otimização dos sistemas produtivos.</p><p>CONHECIMENTO</p><p>Desenvolvimento e</p><p>divulgação de informação qualificada e de melhores práticas de eficiência</p><p>energética, e informações sobre normas e padrões aplicáveis a diferentes setores, por meio de</p><p>ações educacionais no ensino formal ou a partir de manuais e livros, entre outros.</p><p>PROGRAMA NACIONAL DA</p><p>RACIONALIZAÇÃO DO USO DOS</p><p>DERIVADOS (CONPET)</p><p>Algumas mudanças a partir do programa nacional da racionalização do uso dos derivados</p><p>(CONPET), veja quais foram abaixo:</p><p>1991</p><p>O CONPET, do governo federal, foi criado e executado pela Petrobras com o objetivo de</p><p>promover o uso racional dos recursos energéticos não renováveis.</p><p>1995</p><p>Fatores como a crise financeira, que impossibilitava os investimentos para a expansão da</p><p>oferta de eletricidade, juntamente com a preocupação com as possíveis mudanças climáticas,</p><p>levaram à realização da primeira reestruturação do setor elétrico.</p><p>A comunidade internacional tomou consciência da necessidade de cooperação a fim de</p><p>estabilizar as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa e mitigar os riscos</p><p>ambientais. As reformas do setor de energia se tornaram uma tendência global durante a</p><p>década de 1990. O Brasil começou um processo de reestruturação de seu setor elétrico com o</p><p>objetivo de melhorar a eficiência, governança e administração do setor, mantendo e</p><p>aprimorando a segurança do fornecimento de eletricidade e o incentivo ao crescimento de</p><p>tecnologias de baixo carbono.</p><p>O país enfrentou uma série de desafios em todos os elementos da cadeia de abastecimento de</p><p>eletricidade e isso levou à criação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 1996,</p><p>através da Lei nº 9.427.</p><p>A ANEEL é um órgão independente vinculado ao MME para regular o setor de energia,</p><p>fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica e fazer</p><p>cumprir regras sobre a infraestrutura de fornecimento de eletricidade, além de incentivar a</p><p>eficiência energética e o combate ao desperdício de energia em todo o ciclo de vida do uso de</p><p>energia elétrica.</p><p>2000</p><p>Desde 1995, o governo federal decidiu garantir que as concessionárias de distribuição de</p><p>energia elétrica recém-privatizadas investissem em eficiência energética, incluindo cláusulas</p><p>em contratos para esse fim. Mais tarde, em julho 2000, foi criada a Lei nº 9991, tornando a</p><p>ANEEL responsável pela gestão do Programa de Eficiência Energética (PEE).</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Essa lei prevê o investimento de um percentual mínimo da receita das concessionárias em</p><p>programas de pesquisa e desenvolvimento em eficiência energética.</p><p>2001</p><p>Um período de estiagem prolongado atingiu o país devido à escassez de chuvas, e problemas</p><p>como falta ou o atraso de obras de transmissão e geração de energia foram as principais</p><p>causas de uma crise instalada no setor elétrico brasileiro.</p><p>Para lidar com a crise, foi aprovada a Lei nº 10.295 sobre a Política Nacional de Conservação e</p><p>Uso Racional de Energia, em 17 de outubro de 2001. A lei, também conhecida como Lei de</p><p>Eficiência Energética, em seu art. 2º, dispõe que o governo deve determinar “níveis máximos</p><p>de consumo específico de energia ou níveis mínimos de eficiência energética de máquinas e</p><p>aparelhos consumidores de energia, fabricados e comercializados no país”.</p><p>O Decreto nº 4.059, de 19 de dezembro de 2001, estabeleceu o Comitê Gestor de Indicadores</p><p>e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) com atribuições, entre outras, de desenvolver</p><p>regulamentos específicos para cada consumidor de energia de eletrodomésticos e o</p><p>estabelecer metas do programa, mostrando a evolução dos níveis a ser alcançados por cada</p><p>equipamento regulado.</p><p>2004</p><p>Com o objetivo de administrar o programa de racionamento e a emergência energética, o</p><p>CGIEE estabeleceu um contrato de arrendamento de energia contratada de usinas</p><p>termelétricas com base em óleo combustível. O pagamento dessas usinas só foi possível com</p><p>a criação de tarifas emergenciais. Nessas circunstâncias, o novo modelo foi introduzido no</p><p>setor de energia, trazendo uma série de mudanças nas práticas adotadas.</p><p>O foco principal foi baseado na tarifa acessível, universalização do sistema e no retorno do</p><p>planejamento energético.</p><p>Em termos institucionais, o governo estabeleceu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE),</p><p>criada pela Lei nº 10.847/2004, e instituiu o Decreto nº 5.184 /2004, com a finalidade de realizar</p><p>estudos e pesquisas e fornecer subsídios para atividades de planejamento setorial da energia</p><p>brasileira, coordenar a execução do Plano Nacional de Energia (PNE), de longo prazo; Plano</p><p>Decenal de Expansão (PDE) – de médio prazo; e planos de Outorgas e Licitações e de</p><p>Empreendimentos.</p><p>Suas principais atribuições incluem:</p><p>O FORNECIMENTO DE ESTUDOS E PROJEÇÕES</p><p>SOBRE A MATRIZ ENERGÉTICA.</p><p>A EXECUÇÃO DE PESQUISAS PARA APOIAR O</p><p>PLANEJAMENTO INTEGRADO DE RECURSOS</p><p>ENERGÉTICOS.</p><p>PROMOVER PESQUISAS E PRODUZIR INFORMAÇÕES</p><p>A FIM DE APOIAR PLANOS E PROGRAMAS DE</p><p>DESENVOLVIMENTO DE ENERGIA AMBIENTALMENTE</p><p>SUSTENTÁVEL, BEM COMO PLANOS VOLTADOS</p><p>PARA METAS DE USO RACIONAL E CONSERVAÇÃO</p><p>DE ENERGIA.</p><p>2006</p><p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou o PROESCO, a</p><p>primeira linha de financiamento que visa apoiar a realização de projetos que contribuam para a</p><p>economia de energia, tendo como beneficiárias Empresas de Serviços de Conservação de</p><p>Energia (denominadas ESCOs) e usuários finais de energia interessados em financiar a</p><p>compra de equipamentos eficientes.</p><p>Entre os focos de ação possíveis, destacam-se iluminação, motores, otimização de processos,</p><p>ar comprimido, bombeamento, ar-condicionado e ventilação, refrigeração e resfriamento,</p><p>produção e distribuição de vapor, aquecimento, automação e controle, energia distribuição e</p><p>gestão de energia.</p><p>Em 2015, o BNDES melhorou as condições de financiamento com algumas flexibilizações,</p><p>tendo agora também como beneficiárias quaisquer empresas com sede e administração no</p><p>país, passando a se chamar BNDES Eficiência Energética.</p><p>2007</p><p>A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com a colaboração de técnicos de diversas</p><p>empresas do setor energético, realizou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2016 (PDE</p><p>2007/2016), que contempla o período de 2007 a 2016. O relatório do plano está organizado em</p><p>dez capítulos. O capítulo X apresenta um conjunto de ações de promoção da eficiência</p><p>energética em diversos setores.</p><p>O Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030), desenvolvido ao longo de 2006 e concluído em</p><p>abril de 2007, visava ao planejamento a longo prazo do setor de energia do país. De acordo</p><p>com o PNE 2030, a Política Nacional de Eficiência Energética será construída com o objetivo</p><p>de orientar:</p><p>UM CONJUNTO DE PROJETOS PRIORITÁRIOS E</p><p>CONSISTENTES, A SEREM CONDUZIDOS SOB A</p><p>ORIENTAÇÃO DO MME, EM COORDENAÇÃO COM OS</p><p>DEMAIS AGENTES DO GOVERNO.</p><p>A INCLUSÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO</p><p>PLANEJAMENTO DO SETOR ENERGÉTICO,</p><p>CONSISTENTE COM A MATRIZ ENERGÉTICA</p><p>NACIONAL (MEN), O PLANO NACIONAL DE ENERGIA</p><p>(PNE) E O PLANO DECENAL DE ENERGIA ELÉTRICA</p><p>(PDEE).</p><p>O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E AS AÇÕES</p><p>PRIORITÁRIAS DO PROCEL, DO CONPET E DEMAIS</p><p>PROGRAMAS QUE VIEREM A SER DEFINIDOS PARA</p><p>ÁREAS ESPECÍFICAS.</p><p>A FORMULAÇÃO DE MECANISMOS REGULATÓRIOS</p><p>EFICAZES E INSTRUMENTOS DE INSPEÇÃO POR</p><p>AGÊNCIAS REGULADORAS DO SETOR DE ENERGIA,</p><p>ANEEL E AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS</p><p>NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS (ANP).</p><p>A DISPONIBILIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO PELOS</p><p>AGENTES FINANCEIROS OFICIAIS DE ACORDO COM</p><p>AS DIRETRIZES E LINHAS DA AÇÃO ESTABELECIDAS.</p><p>A POLÍTICA DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO</p><p>(P&D) NA ÁREA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA POR</p><p>MEIO DA COORDENAÇÃO DE RECURSOS E</p><p>INSTITUIÇÕES ENVOLVIDOS.</p><p>A CONCEPÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS DE</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NAS CONCESSIONÁRIAS,</p><p>EM CONFORMIDADE COM OS REGULAMENTOS</p><p>ESTABELECIDOS PELAS AGÊNCIAS REGULADORAS.</p><p>O ESTABELECIMENTO DE UMA ESTRUTURA</p><p>OPERACIONAL CAPAZ DE GERENCIAR A</p><p>IMPLEMENTAÇÃO DESSA POLÍTICA, DOTADO DE</p><p>RECURSOS HUMANOS E ORÇAMENTAIS</p><p>COMPATÍVEIS COM A IMPORTÂNCIA DA MISSÃO.</p><p>2011</p><p>O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, em 19 de outubro de 2011,</p><p>a Portaria nº</p><p>594/2011, que cria o Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf). O PNEf estabeleceu um</p><p>conjunto de ações para uma série de áreas como indústrias, edifícios, iluminação pública,</p><p>saneamento, aquecimento solar, P&D, medição e verificação (M&V), parcerias internacionais e</p><p>iniciativas de financiamento.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>O documento orienta as ações a serem implementadas para atingir as metas de economia de</p><p>energia, sendo um instrumento de detalhamento e operacionalização das estratégias traçadas</p><p>na política de eficiência e no PNE.</p><p>2012</p><p>A Lei nº 12.715/2012 institui o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento</p><p>da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar Auto), com o objetivo de aumentar a</p><p>competitividade do setor automotivo, estimulando a concorrência e buscando o aumento da</p><p>eficiência energética da cadeia automotiva. O programa teve sua vigência até 2017 e, devido à</p><p>condenação pela Organização Mundial do Comércio (OMC) por possuir mecanismos que</p><p>discriminavam os importados, foi substituído pelo Programa Rota 2030 (Mobilidade e</p><p>Logística), que visa à inovação tecnológica, à eficiência energética, à automatização dos</p><p>processos e aos investimentos em P&D e meio ambiente.</p><p>2016</p><p>Em substituição à Lei nº 9.991/2000, a Lei nº 13.280/2016 teve como intuito regular a</p><p>distribuição dos recursos para programas de eficiência energética, onde 80% serão destinados</p><p>às concessionárias e permissionárias de distribuição de energia e 20% ao PROCEL.</p><p>Foi criado o Programa Aliança, um convênio entre a Eletrobras e a Confederação Nacional da</p><p>Indústria (CNI), para a indústria brasileira aumentar sua competitividade com ações de</p><p>eficiência energética.</p><p>2018</p><p>O governo cria o Programa Brasil Mais Produtivo através do Decreto nº 9.547/2018, com o</p><p>objetivo de elevar os níveis de produtividade e eficiência na indústria brasileira, alterado em</p><p>2019 pelo Decreto nº 9.892, para designar o Comitê de Orientação Estratégica do Programa</p><p>Brasil Mais Produtivo.</p><p>2021</p><p>Uma parceria formada pela Eletrobras, o PROCEL e o Conselho Brasileiro de Construção</p><p>Sustentável (CBCS), lançou o benchmark de consumo energético para edificações em</p><p>operação e a nova plataforma de Desempenho Energético Operacional (DEO).</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>O benchmark é a prática de comparar o desempenho medido de dispositivo, processo,</p><p>instalação ou organização com ele mesmo, seus pares ou normas estabelecidas, com o</p><p>objetivo de informar e motivar a melhoria do desempenho.</p><p>Quando aplicado ao uso de energia de edifícios, o benchmark serve como mecanismo para</p><p>medir o desempenho energético de um único edifício ao longo do tempo, em relação a outros</p><p>edifícios semelhantes, ou a simulações modeladas de um edifício de referência construído de</p><p>acordo com um padrão específico.</p><p>VEM QUE EU TE EXPLICO!</p><p>Principais eventos das décadas de 70 e 80</p><p>Mudanças a partir do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>REGULAMENTAÇÃO BRASILEIRA PARA</p><p>ETIQUETAGEM DE EDIFICAÇÕES</p><p>MÓDULO 2</p><p> Reconhecer o processo de regulamentação para etiquetagem de edificações</p><p>REGULAMENTAÇÃO BRASILEIRA PARA</p><p>ETIQUETAGEM DE EDIFICAÇÕES</p><p>A crescente urbanização e industrialização contribuiu para um aumento global nas emissões de</p><p>carbono. Essa é uma situação sem precedentes, que fez com que o aquecimento global se</p><p>tornasse a ameaça mais significativa para a humanidade.</p><p>Os edifícios contribuem com uma boa parte das emissões globais de carbono. Como grandes</p><p>emissores de carbono, eles podem desempenhar um papel fundamental na mitigação dos</p><p>efeitos das mudanças climáticas, desde a fase de construção, ao longo de sua vida útil, até o</p><p>final do seu ciclo de vida.</p><p>Em 2020, segundo a EPE, o consumo final de eletricidade por setor no Brasil possuía a</p><p>seguinte distribuição:</p><p>SETOR INDUSTRIAL</p><p>6%</p><p>SETOR AGROPECUÁRIO</p><p>6%</p><p>SETOR ENERGÉTICO</p><p>6%</p><p>EDIFICAÇÕES</p><p>52%</p><p>As edificações residenciais foram responsáveis por metade do consumo gasto nas edificações.</p><p>Reduzir o uso de energia nas edificações não só garantirá a economia de custos a longo prazo</p><p>para governo, sociedade e empresas, mas também deve ser um componente central de</p><p>qualquer estratégia climática significativa.</p><p>Um grande passo em direção a uma maior eficiência energética no Brasil foi a criação da Lei</p><p>de Eficiência Energética que fortaleceu o PROCEL, e lançou sua ação de eficiência energética</p><p>com o plano de edificações (PROCEL Edifica).</p><p>Um dos resultados desse plano de ação, em atendimento à lei, foi a elaboração de</p><p>regulamentos técnicos para a etiquetagem voluntária, veja:</p><p>RTQ-C</p><p>Regulamento de Qualidade Técnica da Classificação de Eficiência Energética para Edifícios</p><p>Comerciais, de Serviços e Públicos.</p><p>RTQ-R</p><p>Regulamento para Edifícios Residenciais (RTQ-R).</p><p>RAC</p><p>Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC).</p><p>Esses regulamentos técnicos foram aprovados pelo Inmetro, sem dúvida um divisor de águas</p><p>para o setor civil da construção, uma vez que deram início a um novo conjunto de dinâmicas</p><p>que orientam a busca por soluções arquitetônicas de iluminação e projetos de ar-condicionado</p><p>que atualizam o desempenho dos sistemas térmicos e energéticos dos edifícios projetados.</p><p> Programa Brasileiro de Etiquetagem em Edificações</p><p>RTQ-C</p><p>As edificações que se enquadram no RTQ-C são edificações como instituições de ensino,</p><p>hospitais, lojas de mercadorias em geral, escritórios, edifícios empresariais, de prestação de</p><p>serviços, instituições e organizações públicas, meios de hospedagem, edifícios comerciais de</p><p>serviços e públicos com área útil superior a 500m² ou atendidos por alta tensão no grupo</p><p>tarifário A. O RTQ-C é aplicado para edifícios condicionados, parcialmente condicionados e não</p><p>condicionados.</p><p>As exigências contidas no RTQ-C devem ser avaliadas por um laboratório de inspeção</p><p>acreditado pelo Inmetro, de forma a verificar as características projetadas e construídas do</p><p>edifício para indicar qual nível de eficiência alcançado por ele, sempre como referência para o</p><p>alcance de classificação do nível A de eficiência.</p><p>A classificação é baseada em cálculos que levam em consideração os seguintes itens:</p><p>Para sua obtenção, dois métodos devem ser seguidos:</p><p>PRESCRITIVO</p><p>Utiliza equações e tabelas para o cálculo da classificação de eficiência energética da</p><p>edificação.</p><p>SIMULAÇÃO</p><p>Utiliza a modelagem computacional para tal classificação (utiliza-se o zoneamento bioclimático</p><p>da NBR 15220:2005, que divide o território em oito zonas bioclimáticas).</p><p>Além das pontuações obtidas pelos métodos de simulação ou prescritivo, iniciativas que</p><p>aumentem a eficiência energética da edificação podem aumentar em até um ponto ou um nível</p><p>a classificação final da edificação. Essas iniciativas são chamadas de bonificações, tal como</p><p>racionalização de água, sistemas de fontes renováveis de energia e sistemas de cogeração em</p><p>inovações técnicas.</p><p>RTQ-R</p><p>O RTQ-R apresenta conceitos, definições e requisitos para as edificações residenciais dos</p><p>tipos:</p><p>UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS.</p><p>EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES.</p><p>EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES.</p><p>ÁREAS DE USO COMUM.</p><p>RAC</p><p>Além desses regulamentos para a avaliação da conformidade em eficiência energética, existe</p><p>também a necessidade de se consultar o RAC. Ele se aplica a edificações novas ou existentes</p><p>e é obtida por meio da inspeção de projeto e ou da inspeção de edificação construída.</p><p>INSTRUÇÃO NORMATIVA INMETRO PARA O NÍVEL DE</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE EDIFICAÇÕES (INI)</p><p>Com início em 2014, o PROCEL Edifica e o Centro Brasileiro de Eficiência Energética em</p><p>Edificações (CB3E) planejavam uma mudança na metodologia de avaliação do PBE Edifica.</p><p>Desde quando o processo de etiquetagem foi implementado, vários estudos acadêmicos foram</p><p>realizados e todos apontavam para limitações nos requisitos do RTQ-C.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Foram observados nesses estudos divergências de resultados e imprecisões, devido ao RTQ-C</p><p>não ser tão abrangente, necessitando de outros parâmetros relacionados com a eficiência</p><p>energética de edificações, como a orientação da edificação, transmitância térmica de paredes e</p><p>envoltória, entre outros.</p><p>Com a intenção de uma maior abrangência, tendo em vista atender os estudos que mostravam</p><p>tal necessidade de sua atualização, propiciou o desenvolvimento de um novo método de</p><p>avaliação.</p><p>A nova versão do regulamento foi aprovada em 9 de março de 2021, pelo Ministério da</p><p>Economia/Inmetro, sendo intitulada Instrução Normativa Inmetro para a classificação de</p><p>Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicos (INI-C).</p><p>Para aperfeiçoar as limitações observadas no método antigo e ter uma resposta mais precisa, a</p><p>INI-C considera as questões de aberturas e proteções solares, tipo de condicionamento de ar-</p><p>condicionado utilizado, o entorno da edificação, padronização da carga térmica e o uso e</p><p>ocupação da edificação. São consideradas as diferentes tipologias, onde é padronizada a</p><p>questão da ocupação e de equipamento, conseguindo então, comparar ações reais com uma</p><p>de referência.</p><p>Uma das principais mudanças é a apresentação do consumo de energia primária do edifício,</p><p>assim como acontece em Portugal e vários países da União Europeia, considerando todas as</p><p>fontes provenientes de fontes renováveis por não renováveis.</p><p>A INI-C é composta por um total de oito capítulos, com sete anexos, e apresenta dois métodos:</p><p>o simplificado e o de simulação.</p><p>MÉTODO SIMPLIFICADO</p><p>Substitui o método prescritivo. Trata-se de uma equação desenvolvida através de redes</p><p>neurais, onde são embutidos dados de entrada, e assim é possível avaliar a edificação, sem a</p><p>necessidade de estar realizando uma simulação computacional. É considerado um modelo de</p><p>fácil aplicação, porém menos flexível.</p><p>É realizado um cálculo do consumo anual energético da edificação e esse valor é comparado</p><p>com uma edificação de referência. São avaliados a envoltória, o condicionamento de ar, a</p><p>iluminação, os equipamentos instalados, o aquecimento de água e, apenas como dados</p><p>informativos na forma percentual, a economia obtida pelo uso racional de água.</p><p>MÉTODO SIMULAÇÃO</p><p>Como o nome já diz, é um método de simulação computacional, com maior flexibilidade que o</p><p>método simplificado, porém mais demorado. Pode ser utilizado por qualquer edificação, sendo</p><p>obrigatório para aquelas que não atendam às condições definidas nos parâmetros pelo método</p><p>simplificado, assim como para as edificações que possuam soluções inovadoras de</p><p>desempenho e com formas mais complexas e detalhadas. Apesar de não impor um programa</p><p>específico de simulação, a norma traz características necessárias que esse programa de</p><p>simulação deve ter para que seja utilizado e para que torne possível a classificação da</p><p>eficiência da edificação.</p><p>O programa tem que atender alguns requisitos exigidos, como possibilidade de modelar as</p><p>trocas de calor entre a edificação e o solo; a modelagem de multizonas térmicas; de simular a</p><p>ventilação cruzada entre um ou mais ambientes, estabelecendo a capacidade requerida do</p><p>sistema de condicionamento de ar.</p><p>Outro requisito do método de simulação é possuir dados de entrada com os arquivos</p><p>climáticos. Deve-se utilizar o arquivo climático daquela região onde a edificação está sendo</p><p>construída. Caso a cidade onde a edificação está sendo construída não possua arquivo</p><p>climático, pode ser considerado o clima de uma cidade próxima semelhante.</p><p>De forma reduzida, podemos dizer que o método de simulação nada mais é que tentar trazer</p><p>toda a realidade da edificação para dentro do programa de simulação, para que ele consiga</p><p>representar a sua realidade e compará-la com uma edificação de referência. A edificação de</p><p>referência vai ter a mesma modelagem da edificação real, sendo que os dados de entrada vão</p><p>se basear na INI.</p><p>PROCESSO DE ETIQUETAGEM</p><p>O processo de etiquetagem de edificações tem como objetivo avaliar a qualidade de consumo</p><p>de energia e eficiência energética com base nos regulamentos e indicadores técnicos</p><p>específicos.</p><p>Inicialmente, o processo era voluntário, mas o PNEf determinou níveis mínimos de eficiência e</p><p>desempenho em novas edificações. Assim, desde 2014, a etiquetagem é compulsória para</p><p>prédios públicos, mantendo o processo voluntário para edificações comerciais e de serviços até</p><p>2025 e residenciais até 2030.</p><p>ETIQUETA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE</p><p>ENERGIA (ENCE)</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A etiqueta de eficiência energética de edifícios é conhecida como etiqueta PROCEL, mas, na</p><p>verdade, o nome correto dela é etiqueta PBE Edifica. É a junção dos dois programas, o</p><p>programa PBE e o PROCEL Edifica, que é um programa de governo junto com a Eletrobras,</p><p>para classificação de eficiência energética das edificações.</p><p>Possui cinco categorias de classificação em faixas multicoloridas, que vão de A, mais eficiente,</p><p>a E, menos eficiente. Cada categoria de classificação de eficiência equivale a um número de</p><p>pontos correspondentes. A imagem abaixo indica a relação entre a pontuação e sua</p><p>classificação.</p><p>O PBE considera três requisitos para edifícios:</p><p>SISTEMA DE ILUMINAÇÃO</p><p>SISTEMA DE AR-CONDICIONADO</p><p>EXTERIOR DO EDIFÍCIO (ENVOLTÓRIA)</p><p>A obtenção da ENCE poderá ser adquirida em duas fases: uma durante a fase de projeto, na</p><p>qual as maiores decisões da edificação são tomadas, e a outra após a edificação construída.</p><p>Levando em consideração os três sistemas da edificação avaliados no processo de</p><p>etiquetação, envoltória, iluminação e condicionamento de ar, as etiquetas podem ser solicitadas</p><p>como uma ENCE Geral, que leva em consideração os três sistemas, ou por sistemas</p><p>separados, a ENCE Parcial.</p><p>A ENCE Parcial pode ser adquirida nas seguintes formas:</p><p>APENAS A ENVOLTÓRIA.</p><p>A ENVOLTÓRIA E O SISTEMA DE ILUMINAÇÃO.</p><p>A ENVOLTÓRIA E O CONDICIONAMENTO DE AR.</p><p>A ILUMINAÇÃO E O CONDICIONAMENTO DE AR,</p><p>SOMENTE PARA UMA PARCELA DO EDIFÍCIO.</p><p>No caso das edificações, existem etiquetas para edificações residenciais, comerciais, de</p><p>serviços e públicas que variam de acordo com os critérios analisados. Para as edificações</p><p>públicas, existe a obrigatoriedade dos projetos desenvolvidos e/ou contratados de adquirir a</p><p>ENCE Geral da edificação com classificação “A. Para as etiquetas residenciais existem quatro</p><p>tipos de etiquetas, como veremos a seguir.</p><p>ENCE DAS UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS</p><p>São avaliados o desempenho térmico (envoltória) para o verão, para o inverno e o sistema de</p><p>aquecimento de água. Essas três avaliações são ponderadas de acordo com a região onde se</p><p>insere a unidade habitacional e gera uma pontuação numérica que é convertida em uma</p><p>classificação geral entre A e E.</p><p>ENCE DAS EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES</p><p>Segue-se o mesmo procedimento das edificações autônomas.</p><p>ENCE DAS EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES</p><p>A classificação é realizada a partir da análise das pontuações obtidas por todas as unidades</p><p>habitacionais a partir de suas áreas úteis.</p><p>ENCE DAS ÁREAS DE USO COMUM</p><p>Nas ENCEs, as áreas de uso comum são classificadas em eficiência energética a partir da</p><p>característica de cada sistema individual avaliado e das pontuações obtidas nas bonificações.</p><p>As quatro etiquetas compartilham o mesmo cabeçalho, que indica as características da</p><p>inspeção e os dados da edificação, como identificação e localização.</p><p>A obtenção da ENCE é realizada a partir da admissão de um Organismo de Inspeção</p><p>Acreditado (OIA), que consiste em pessoas jurídicas de direito público ou privado, cuja</p><p>atribuição é reconhecida pelo Inmetro.</p><p>As ENCEs também apresentam no seu rodapé a validação da etiqueta, a identificação do</p><p>PROCEL, do Inmetro e do OIA.</p><p>VEM QUE EU TE EXPLICO!</p><p>Processo de etiquetagem</p><p>Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE)</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>MÓDULO 3</p><p> Analisar as principais formas para um planejamento energético sustentável</p><p>PLANEJAMENTO ENERGÉTICO</p><p>SUSTENTÁVEL</p><p>EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS ENERGÉTICOS</p><p>Nas fases mais recentes da história, o consumo de energia no mundo quase quadruplicou.</p><p>Para satisfazer esse consumo, a humanidade tem se voltado para a exploração em grande</p><p>escala de recursos</p><p>basicamente não renováveis. Nas culturas modernas, o vínculo entre</p><p>energia e sociedade aparece em todos os estratos, da política à economia, e a atuação do</p><p>setor energético é fundamental, na medida em que gera os insumos básicos para o</p><p>funcionamento do processo produtivo e, por conseguinte, constitui um objetivo econômico</p><p>fundamental.</p><p>A evolução da complexidade dos sistemas energéticos, de acordo com suas dimensões</p><p>técnica, social e cultural, geopolítica, econômica e ambiental, tem implicado a necessidade de</p><p>maior intervenção governamental sobre esses sistemas.</p><p>Um referencial histórico recente que pode ser considerado um ponto de ruptura é constituído</p><p>pelo choque dos preços do petróleo. Antes da crise do petróleo na década de 1970, a atividade</p><p>política e o planejamento energético concentravam-se na preparação para garantir o</p><p>abastecimento como resposta ao crescimento da demanda, sem ações a ele relacionadas que</p><p>constituíssem parte da política de intervenção e planificação.</p><p>A indústria de energia e suas diferentes cadeias produtivas, consideradas como um setor,</p><p>foram objeto exclusivo de uma análise que deveria dar resposta às exigências do sistema</p><p>econômico e social em análise. Uma notória incorporação na conceituação da análise</p><p>energética constitui a definição de um sistema energético, entendido como um estudo dos</p><p>processos sociais de produção, transformação, transporte ou transmissão, distribuição e</p><p>consumo de energia, em toda a sua conformação multidimensional.</p><p>O centro das atenções não está mais fixo em recursos escassos e necessidades ilimitadas,</p><p>mas também nos agentes sociais que têm poder de administração sobre os recursos e aqueles</p><p>que os incorporam.</p><p>Ter uma visão centrada na indústria de energia permite introduzir novas dimensões na</p><p>articulação entre energia e sistema social-econômico-ambiental. Assim, busca alcançar maior</p><p>eficiência e processos de substituição entre fontes, reconhecendo a necessidade de atuação</p><p>sobre diretrizes e padrões de consumo de energia e incorpora a componente de consumo à</p><p>análise energética e às políticas de intervenção pública.</p><p>Além disso, o desenvolvimento das atividades relacionadas com os sistemas energéticos</p><p>possui características que reforçam a ideia de que a energia não pode ser considerada de</p><p>forma fragmentada (ou seja, sem abordagem sistêmica), e dadas também suas características</p><p>intrínsecas, é notória a necessidade de intervenção por meio de políticas públicas.</p><p>Mais ainda, o planejamento energético, como instrumento de tais políticas, evolui para um</p><p>conjunto de estratégias que contribui para o alcance de um desenvolvimento sustentável e</p><p>seus objetivos contemplarão diferentes aspectos de uma sociedade, como sua atividade</p><p>política, econômica e cultural. Assim, o planeamento energético adquire um carácter</p><p>multidisciplinar e complexo.</p><p> RESUMINDO</p><p>Cabe ao Estado a responsabilidade incontornável de desenhar e pôr em prática uma política</p><p>energética ativa. Isso não pode ser deixado nas mãos das partes interessadas no sistema, para</p><p>que possam tomar decisões descentralizadas para a alocação de recursos. Ou seja, uma</p><p>progressiva intrusão de governos locais e setores da sociedade deve se envolver no</p><p>planejamento integral do setor de energia.</p><p>Assim, os estilos de desenvolvimento que se estabeleceram historicamente implicaram uma</p><p>gestão depredadora do ambiente natural: extinção de espécies, desmatamento, contaminação</p><p>do ar e da água em consequência do acelerado processo de urbanização e de contaminação</p><p>industrial, com graves repercussões sobre a saúde e a qualidade de vida da população</p><p>humana. Uma parte considerável desses problemas tem se expressado na forma de impactos</p><p>sobre o meio ambiente local e, em muitos casos, agravando as condições de pobreza nas</p><p>regiões de menor desenvolvimento.</p><p>No entanto, a preocupação predominante com o meio ambiente deriva e vai além dos</p><p>problemas de caráter global: os impactos potenciais sobre a atmosfera devido às emissões de</p><p>gases de efeito estufa. No entanto, é evidente que há uma consciência crescente quanto à</p><p>progressiva deterioração do meio ambiente que está produzindo mudanças, que, em muitos</p><p>casos, são irreversíveis e podem afetar seriamente o desenvolvimento futuro da sociedade.</p><p>Isso implica um questionamento da sustentabilidade no tempo de certos estilos de</p><p>desenvolvimento. Por estar ligada à natureza dinâmica de um sistema complexo, considerando</p><p>o conjunto variado de dimensões em interação, a noção de sustentabilidade não é suscetível a</p><p>definições simples. Qualquer definição que venha a ser feita deve estabelecer com clareza as</p><p>notas essenciais que caracterizam um processo de desenvolvimento para que se qualifique</p><p>como sustentável.</p><p>O conceito de desenvolvimento sustentável abrange três pilares: social, econômico e</p><p>ambiental, ligado por instituições de governo eficazes.</p><p> Desenvolvimento sustentável.</p><p>O planejamento energético não é um evento circunstancial, mas sim um processo contínuo. O</p><p>plano de energia, como entrega final desse processo, perde valor se as estratégias não forem</p><p>efetivamente executadas e monitoradas, conduzindo o andamento do plano, para que possa</p><p>alinhar os recursos disponíveis e implementar os ajustes necessários. Além disso, levando em</p><p>consideração as entradas de todo o planejamento energético, há certo grau de incerteza no</p><p>momento da elaboração do plano, o que requer revisões periódicas à medida que novas</p><p>informações são recebidas, adaptando o plano para, pelo menos, uma resolução parcial das</p><p>variáveis incertas.</p><p>É importante planejar o sistema de energia; porém, ainda mais importante é que o sistema de</p><p>energia opere de acordo com o estabelecido no plano.</p><p>Um plano de energia tem benefícios importantes para orientar atividades e recursos de um</p><p>sistema de energia, especialmente durante aqueles momentos de profunda incerteza. Diante</p><p>de grandes incertezas, a flexibilidade é fundamental. O planejamento não se limita apenas a</p><p>estabelecer decisões presentes, mas também estima o futuro das decisões presentes, bem</p><p>como prepara as decisões futuras diante de possíveis mudanças nas condições do nosso meio</p><p>ambiente.</p><p>Portanto, é necessário ter uma estrutura interinstitucional do setor de energia para definir</p><p>claramente as responsabilidades e os papéis vinculados às tarefas de planejamento</p><p>energético, além de não economizar recursos para não só garantir a execução, mas, além</p><p>disso, cumprir integralmente o plano desenvolvido.</p><p>O QUE É PLANEJAMENTO ENERGÉTICO</p><p>SUSTENTÁVEL?</p><p>Trata-se de uma metodologia sistemática e analítica que processa convenientemente a</p><p>informação de procura, transformação e fornecimento de energia e, a partir disso, gera</p><p>estratégias para atingir os objetivos de longo prazo que foram definidos.</p><p>O processo sistemático de planejamento energético pode incluir várias etapas:</p><p>DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS DE LONGO PRAZO</p><p>(NORMALMENTE DETERMINADOS PELA POLÍTICA</p><p>ENERGÉTICA).</p><p>DETERMINAÇÃO DO FOCO DO PLANEJAMENTO A</p><p>SER UTILIZADO, DURANTE O PROCESSO DE</p><p>PLANEJAMENTO PARA IDENTIFICAR OS INSUMOS</p><p>NECESSÁRIOS.</p><p>SELECIONAR A METODOLOGIA DE ANÁLISE</p><p>ADEQUADA.</p><p>SOCIALIZAR OS RESULTADOS ENTRE OS</p><p>RESPONSÁVEIS PELO PLANEJAMENTO E OS</p><p>AGENTES DO SETOR ENERGÉTICO.</p><p>ELABORAR O PLANO ENERGÉTICO E ATUALIZÁ-LO</p><p>PERIODICAMENTE EM FUNÇÃO DA EVOLUÇÃO DAS</p><p>CONDIÇÕES DO MEIO AMBIENTE.</p><p>O planejamento energético é o processo de imaginar um estado futuro desejado de</p><p>fornecimento e consumo de energia, considerando, com base nas preocupações e realidades</p><p>existentes, os três pilares da sustentabilidade:</p><p>A RESPONSABILIDADE SOCIAL</p><p>A QUESTÃO ECONÔMICA</p><p>A QUESTÃO AMBIENTAL</p><p>Também precisa projetar as medidas apropriadas para implementar esse futuro energético.</p><p>Não se trata de um exercício único, mas um processo contínuo e interativo, em que os</p><p>resultados são continuamente revisados e novas informações levam a novas análises.</p><p>O planejamento energético é extremamente relevante para os países em desenvolvimento,</p><p>pois pode ser usado para superar as limitações</p><p>que inibem as estratégias de energia</p><p>sustentável. Essas limitações podem surgir de uma série de fatores, como a complexa relação</p><p>entre a necessidade de fornecer melhores serviços de energia e a necessidade de limitar o</p><p>consumo total de energia e a falta de know-how tecnológico para mitigar problemas ambientais</p><p>associados à produção e ao uso de energia.</p><p>O planejamento energético ajuda a criar uma imagem da situação energética atual e</p><p>estimativas de mudanças futuras, com base em planos e padrões de crescimentos</p><p>populacionais e econômicos esperados ou prováveis, disponibilidade de recursos,</p><p>industrialização, necessidade de energia agrícola etc. Deve ser projetado para garantir o bem-</p><p>estar social, como melhorar a qualidade de vida, e objetivos ambientais tais como proteção</p><p>climática e metas de sustentabilidade.</p><p>Considerando que o planejamento energético tradicional é focado na oferta e demanda de</p><p>energia setorial, cada vez mais ênfase está sendo dada às questões ambientais, ao</p><p>desenvolvimento e crescimento econômico saudável. Um crescimento constante na demanda</p><p>por energia não é mais considerado sinônimo de desenvolvimento e pode revelar-se</p><p>insustentável a longo prazo.</p><p>Novas abordagens para o planejamento energético evoluíram como uma resposta ao aumento</p><p>dos significativos custos econômicos, ambientais e sociais associados com os padrões atuais</p><p>de desenvolvimento em áreas urbanas e rurais. Estes incluem questões como:</p><p>USO INSUSTENTÁVEL DE RECURSOS</p><p>EXPANSÃO URBANA</p><p>CONGESTIONAMENTO DE TRÁFEGO</p><p>POLUIÇÃO DA ÁGUA E DO AR</p><p>PERDA DE MORADIAS POPULARES</p><p>CONSERVAÇÃO DE ENERGIA</p><p>PERDA DE ÁREAS DE ALTA SENSIBILIDADE</p><p>AMBIENTAL (POR EXEMPLO, FLORESTAS, RESERVAS)</p><p>FALTA DE DESENVOLVIMENTO NAS ÁREAS RURAIS</p><p>POBREZA ENERGÉTICA RURAL</p><p>As abordagens atuais para o planejamento energético visam fornecer serviços de energia para</p><p>a sociedade com o menor custo e com mínimos impactos, sociais e ambientais, negativos.</p><p> EXEMPLO</p><p>Em vez de exigir mais eletricidade ou mais gasolina, devemos olhar para a questão da</p><p>prestação de serviços como iluminação, aquecimento, refrigeração, máquinas e aparelhos em</p><p>execução, mobilidade, conforto etc.</p><p>O planejamento energético permite que os formuladores de políticas e tomadores de decisão</p><p>examinem de forma integrada as relações críticas entre oferta e demanda, uso da terra</p><p>(ocupação), questões de recursos biológicos, sustentabilidade ambiental, desenvolvimento</p><p>econômico e compartilhamento de recursos.</p><p>O planejamento energético integrado leva em consideração:</p><p>ASPECTOS TÉCNICO-ECONÔMICOS</p><p>Como variação espacial e sazonal na disponibilidade de recursos, demanda de energia e</p><p>tecnologias, relacionando o consumo a fatores macroeconômicos como produto interno bruto</p><p>(PIB) e população.</p><p>ASPECTOS SOCIAIS</p><p>Como estruturas de decisão, níveis de tomada de decisão e estratégias de implementação que</p><p>garantem a participação de todas as partes interessadas.</p><p>No paradigma de planejamento energético atual, uma análise sistemática de todas as possíveis</p><p>estratégias para atender às necessidades de energia leva em consideração todos os cenários.</p><p>Também ajudam no desenvolvimento de cenários alternativos premissas como:</p><p>TRANSFORMAÇÃO (POR EXEMPLO, ATRAVÉS DA</p><p>INTRODUÇÃO DE DISPOSITIVOS DE EFICIÊNCIA</p><p>ENERGÉTICA, CALDEIRAS, BOMBAS, MOTORES,</p><p>SECADORES, LÂMPADAS ELETRÔNICAS OU LED,</p><p>DIODOS EMISSORES DE LUZ ETC.).</p><p>USO DE SISTEMAS E RECURSOS DE CONTROLE</p><p>AVANÇADOS.</p><p>AUMENTO DA INTENSIDADE ENERGÉTICA.</p><p>AUMENTO DA DEMANDA DE ENERGIA NOS SETORES</p><p>DOMÉSTICOS, INDUSTRIAIS, AGRÍCOLAS E</p><p>COMERCIAIS.</p><p>EXPANSÃO DE TECNOLOGIAS DE ENERGIA</p><p>RENOVÁVEL (COMO EÓLICA, SOLAR, HIDRELÉTRICA,</p><p>COMBUSTÍVEIS À BASE DE BIOMASSA).</p><p>Isso ajuda a fornecer uma gama de alternativas de políticas ideais em uma estrutura</p><p>socioeconômica comum. A análise de oportunidades e ameaças e a participação das partes</p><p>interessadas em todas as etapas são essenciais no planejamento energético.</p><p>A energia está ligada a quase todas as áreas da sociedade, como agricultura, indústria,</p><p>comércio, transporte e telecomunicações. Portanto, o planejamento energético também requer</p><p>a cooperação entre as partes integrantes desses setores para o planejamento ser eficaz.</p><p> RESUMINDO</p><p>O planejamento energético é uma das tarefas mais desafiadoras que os governos e as</p><p>sociedades enfrentam hoje.</p><p>O planejamento energético pode ser realizado em diferentes níveis:</p><p>NÍVEL MACRO (OU NACIONAL)</p><p>O planejamento em nível macro cobre períodos mais longos e considera mais setores e</p><p>processos. No entanto, os exercícios de planejamento energético de nível macrocentralizado</p><p>não podem compensar as variações nos fatores socioeconômicos e ecológicos de uma região</p><p>particular.</p><p>NÍVEIS REGIONAIS OU LOCAIS</p><p>Descentralizar esse planejamento com base na avaliação das necessidades locais ou regionais</p><p>e os recursos disponíveis pode levar a uma utilização mais eficiente dos recursos.</p><p>Também pode ser realizado como um projeto, que se concentra em um ou mais aspectos</p><p>específicos, por exemplo, reduzindo os custos de energia de uma empresa, aumentando a</p><p>eficiência do uso de energia em um município ou introduzindo opções de energia renovável</p><p>para atender às necessidades de aquecimento e/ou refrigeração de um edifício.</p><p>A implementação de projetos específicos requer preparar propostas concretas e ter um sistema</p><p>eficaz e eficiente de monitoramento, avaliação e controle de desempenho.</p><p>OBJETIVOS DO PLANEJAMENTO</p><p>ENERGÉTICO SUSTENTÁVEL</p><p>Dependendo da conjuntura e das necessidades de cada país ou região, o planejamento</p><p>energético pode perseguir diversos objetivos de longo prazo.</p><p>Os objetivos básicos são geralmente identificados na maioria dos casos enquadrados nas</p><p>principais linhas de ação do planejamento energético:</p><p>GARANTIA E SEGURANÇA DO ABASTECIMENTO.</p><p>DESENVOLVIMENTO COORDENADO DOS MERCADOS</p><p>DE ENERGIA.</p><p>EQUILÍBRIO ADEQUADO COM O AMBIENTE NATURAL</p><p>PARA EVITAR MUDANÇAS IRREVERSÍVEIS.</p><p>ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS QUE OCORREM NO</p><p>AMBIENTE NATURAL.</p><p>CONTRIBUIÇÃO PARA OBJETIVOS SOCIAIS,</p><p>ESPECIALMENTE O ALÍVIO DA POBREZA.</p><p>CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO</p><p>SUSTENTÁVEL DO SISTEMA PRODUTIVO.</p><p>A seguir, veremos os objetivos gerais do planejamento energético:</p><p>FORNECER A BASE PARA O QUADRO DE POLÍTICAS</p><p>E AJUDAR AS AGÊNCIAS GOVERNAMENTAIS E</p><p>OUTRAS ORGANIZAÇÕES RELACIONADAS À</p><p>ENERGIA NA DEFINIÇÃO DAS METAS E DECISÕES NA</p><p>PRODUÇÃO DE ENERGIA, QUE IRÃO CONTRIBUIR</p><p>PARA UMA ECONOMIA EM CRESCIMENTO DE FORMA</p><p>SUSTENTÁVEL E DE MANEIRA AMBIENTALMENTE</p><p>CORRETA.</p><p>AJUDAR A ENCONTRAR E ALOCAR RECURSOS</p><p>(FUNDOS, TECNOLOGIAS, PROFISSIONAIS) PARA</p><p>ATENDER AOS REQUISITOS ESPECÍFICOS DE</p><p>ENERGIA E DEMANDA DE TODOS OS SETORES DE</p><p>MANEIRA ÓTIMA.</p><p>MINIMIZAÇÃO DE CUSTOS TOTAIS DE ENERGIA E DE</p><p>RECURSOS NÃO LOCAIS E MAXIMIZAÇÃO DO</p><p>SISTEMA GERAL DE EFICIÊNCIA.</p><p>AUMENTAR O USO DE FILOSOFIAS DE DESIGN E</p><p>RECURSOS QUE MELHORAM O DESEMPENHO</p><p>ENERGÉTICO E MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA.</p><p>PROMOVER O DESENVOLVIMENTO E O USO DE</p><p>PRODUTOS NOVOS, DE ALTA EFICIÊNCIA E “MAIS</p><p>LIMPOS” COMO OPÇÕES DE FORNECIMENTO.</p><p>PROMOVER O USO DE TECNOLOGIAS DE EFICIÊNCIA</p><p>ENERGÉTICA OU OPÇÕES DE SERVIÇO EM</p><p>INFRAESTRUTURA.</p><p>Metas mais específicas de nível local (com base na área) ou planejamento de energia baseado</p><p>em projeto podem incluir:</p><p>AÇÕES DE ENCORAJAMENTO DE REDUÇÕES NO</p><p>CONSUMO DE ENERGIA E CUSTOS POR MEIO DE</p><p>AUDITORIAS DE ENERGIA E INVESTIMENTOS EM</p><p>OPORTUNIDADES DE EFICIÊNCIA.</p><p>INCENTIVO AO PLANEJAMENTO, AO PROJETO E À</p><p>CONSTRUÇÃO COM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE</p><p>EDIFÍCIOS EM ÁREAS URBANAS.</p><p>EXPLORAÇÃO DO POTENCIAL DE</p><p>DESENVOLVIMENTO DE ENERGIA RENOVÁVEL</p><p>LOCAL.</p><p>MELHORIA NA HABITABILIDADE DA COMUNIDADE,</p><p>REDUZINDO AS FONTES LOCAIS DE POLUIÇÃO E A</p><p>NECESSIDADE DE TRANSPORTE, POR MEIO DE</p><p>PROJETO URBANO ADEQUADO.</p><p>AUMENTO DO USO DE ALTERNATIVAS DE ENERGIA</p><p>MAIS LIMPA.</p><p>FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES E AJUDA A</p><p>USUÁRIOS A FIM DE IMPLEMENTAR A UTILIZAÇÃO DA</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA.</p><p>BENEFÍCIOS DO PLANEJAMENTO</p><p>ENERGÉTICO SUSTENTÁVEL</p><p>O planejamento energético tem muitos benefícios:</p><p>PODE SER USADO COMO FERRAMENTA DE</p><p>PREVISÃO PARA</p><p>FAZER PROJEÇÕES DE</p><p>FORNECIMENTO DE ENERGIA E DEMANDA EM</p><p>INTERVALOS DE MÉDIO E LONGO PRAZO.</p><p>FERRAMENTA DE ANÁLISE DE POLÍTICAS QUE</p><p>SIMULA E AVALIA OS EFEITOS TÉCNICOS,</p><p>ECONÔMICOS E AMBIENTAIS DOS PROGRAMAS DE</p><p>ENERGIA ALTERNATIVA.</p><p>MODELOS DE SIMULAÇÃO E FERRAMENTAS PODEM</p><p>SER UTILIZADOS PARA DECIFRAR AS PRÁTICAS DE</p><p>PLANEJAMENTO ENERGÉTICO DE UMA MANEIRA</p><p>MUITO MELHOR, FORNECENDO INFORMAÇÕES</p><p>ABRANGENTES SOBRE O POTENCIAL DE ENERGIA</p><p>RENOVÁVEL, STATUS DE FORNECIMENTO DE</p><p>FONTES COMERCIAIS DE ENERGIA (ELETRICIDADE,</p><p>PETRÓLEO, QUEROSENE ETC.) E ESTIMATIVA DA</p><p>DEMANDA DE ENERGIA DE VÁRIOS SETORES.</p><p>PODE SER USADO PARA PROMOVER O USO</p><p>EFICIENTE DOS RECURSOS, INCLUINDO USO DA</p><p>TERRA, ENERGIA E CAPITAL — ASSIM, PODEM</p><p>AJUDAR A PROTEGER OS RECURSOS NATURAIS E</p><p>ÁREAS AMBIENTALMENTE SENSÍVEIS.</p><p>O planejamento energético ajuda a reduzir os gastos com energia de governos e contribuintes,</p><p>economiza capital não energético e evita despesas operacionais. Uma transição para a</p><p>eficiência e opções de energia renovável podem resultar em enormes quantias de capital</p><p>financeiro liberados para outros investimentos, novos empregos, um ambiente mais saudável e</p><p>maior conforto e produtividade.</p><p>Quando as famílias, empresas e governos cortam gastos com energia, eles têm mais dinheiro</p><p>disponível para gastar com outras prioridades. Como pode ser visto abaixo:</p><p>ESCOLAS PODEM GASTAR MAIS DINHEIRO EM</p><p>EDUCAÇÃO EM VEZ DE ILUMINAR SALAS DE AULA,</p><p>UTILIZANDO TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO DIURNA NOS</p><p>PRÉDIOS DA ESCOLA PARA ECONOMIZAR</p><p>ELETRICIDADE.</p><p>AS EMPRESAS PODEM AUMENTAR A</p><p>PRODUTIVIDADE EM VEZ DE GASTAR DINHEIRO COM</p><p>ENERGIA INEFICIENTE.</p><p>E AS FAMÍLIAS PODEM AUMENTAR SUA QUALIDADE</p><p>DE VIDA EM VEZ DE SE PREOCUPAR COM ALTAS</p><p>CONTAS DE ENERGIA.</p><p>Um bom planejamento de energia pode reduzir os efeitos das mudanças climáticas, devido às</p><p>emissões de gases de efeito estufa, diminuindo a dependência exclusiva da combustão de</p><p>combustíveis fósseis. Outras reduções podem ser feitas por meio da captura e do uso de</p><p>metano de aterro sanitário, para o fornecimento de energia.</p><p>O planejamento energético atinge muitos objetivos socioeconômicos, como aumento da</p><p>geração de empregos por meio de investimentos em energia, queda anual das contas de</p><p>energia, melhores condições de trabalho interno por meio do uso de edifícios eficientes,</p><p>tecnologias de aquecimento, refrigeração e iluminação.</p><p>Muitos desses benefícios sociais também geram benefícios financeiros.</p><p> EXEMPLO</p><p>Um ar mais limpo leva a menos problemas de saúde, o que economiza em despesas médicas;</p><p>um melhor ambiente de trabalho leva a uma maior produtividade e economia de custos.</p><p>As práticas de energia sustentável também podem gerar diretamente novos empregos e</p><p>negócios. Por exemplo, elas exigem um investimento em novas tecnologias, isolamento,</p><p>lâmpadas eficientes, aquecedores solares de água, janelas supereficientes etc., bem como</p><p>novas habilidades e serviços. As empresas locais podem oferecer esses produtos e serviços e</p><p>se beneficiar do aumento da demanda por eles. Se tais produtos e serviços não estiverem</p><p>disponíveis localmente, empreendedores comunitários podem criar empregos e negócios para</p><p>atender tal demanda.</p><p>O planejamento energético, como foi visto, deve primeiro avaliar os requisitos de energia</p><p>consistentes com o objetivo de um desenvolvimento humano sustentável de toda a população.</p><p>Esses objetivos devem ser buscados por meio de um sistema de abastecimento autônomo,</p><p>seguro e justo, que limita (na medida do possível) seus custos socioeconômicos.</p><p>Os sistemas de abastecimento e consumo devem tentar maximizar os efeitos positivos sobre o</p><p>meio ambiente e os sistemas sociais e econômicos, e minimizar os negativos.</p><p>Um esforço de planejamento energético em grande escala, portanto, envolve a compilação de</p><p>uma base de dados de energia e o exame das relações críticas entre oferta e demanda,</p><p>levando em consideração as questões de uso sustentável de recursos e de desenvolvimento</p><p>de uma sustentabilidade ambiental e econômica, estimulando a consciência energética local,</p><p>examinando as metas de energia existentes e os objetivos para seus efeitos na produção e o</p><p>uso de energia, além de sugerir mecanismos institucionais para todas as etapas do plano. As</p><p>seguintes atividades podem ser identificadas como parte do processo de planejamento de</p><p>energia:</p><p>DESENVOLVIMENTO DE BANCO DE DADOS.</p><p>ANÁLISE DE OFERTA E DEMANDA.</p><p>AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E</p><p>AMBIENTAIS.</p><p>CRIAÇÃO DE INSTALAÇÕES DE PESQUISA E</p><p>DESENVOLVIMENTO.</p><p>CRIAÇÃO DE MECANISMOS INSTITUCIONAIS DE</p><p>PARTICIPAÇÃO DE TODAS AS PARTES</p><p>INTERESSADAS NO PROCESSO DE PLANEJAMENTO</p><p>E IMPLEMENTAÇÃO.</p><p>ESQUEMAS DE IMPLEMENTAÇÃO, INCLUINDO</p><p>CONSCIENTIZAÇÃO, CAPACITAÇÃO E PROGRAMAS</p><p>EDUCACIONAIS.</p><p>ESTABELECIMENTO DE MECANISMOS DE</p><p>MONITORAMENTO, ACOMPANHAMENTO E</p><p>AVALIAÇÃO.</p><p>A vinculação aos indicadores de sustentabilidade permite identificar os eixos e desafios que</p><p>podem ser enfrentados por políticas e estratégias e, consequentemente, o planejamento e a</p><p>intervenção no sistema. Nesse sentido, o processo de planejamento deve dar uma resposta ou</p><p>levar em consideração alguns aspectos, tais como:</p><p>EFICIÊNCIA ENERGÉTICA.</p><p>O PAPEL DAS FONTES NOVAS E RENOVÁVEIS.</p><p>O DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO.</p><p>O ACESSO À ENERGIA.</p><p>A GARANTIA DE INVESTIMENTOS.</p><p>A DIVERSIFICAÇÃO DAS FONTES E/OU A</p><p>MINIMIZAÇÃO DOS EFEITOS AMBIENTAIS NEGATIVOS.</p><p>OU A RESILIÊNCIA DO SISTEMA ENERGÉTICO EM</p><p>RELAÇÃO ÀS MUDANÇAS NO AMBIENTE NATURAL.</p><p>As demandas de sustentabilidade impostas ao planejamento requerem uma visão de longo</p><p>prazo; um equilíbrio adequado entre todas as dimensões para determinar as prioridades de</p><p>acordo com as circunstâncias nacionais para identificar questões críticas e relevantes; ter</p><p>objetivos claros e acordados, para desenvolver uma estratégia viável e eficaz com os</p><p>instrumentos; e meios adequados e com um quadro jurídico e regulamentar correspondente.</p><p>Essa é a busca por um desenvolvimento energético sustentável e constitui a razão da</p><p>necessidade de planejamento, considerando as trajetórias atuais, que, na maioria dos casos,</p><p>não estão seguindo os verdadeiros caminhos da sustentabilidade.</p><p>Por isso, as entidades encarregadas do planejamento energético devem estar cientes de que</p><p>seus objetivos se inserem nos objetivos nacionais, considerando que o sistema energético é</p><p>um elemento especialmente determinante do plano integral de desenvolvimento econômico e</p><p>progresso social de um Estado.</p><p>As etapas ou atividades necessárias para a elaboração de um plano nacional de energia</p><p>devem incluir os seguintes componentes:</p><p>ELABORAÇÃO DE UM DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO.</p><p>CONFIGURAÇÃO DE UMA AGENDA ENERGÉTICA QUE</p><p>IDENTIFIQUE E ATRIBUA PRIORIDADES AOS</p><p>OBJETIVOS, COM BASE NOS PROBLEMAS</p><p>IDENTIFICADOS NO DIAGNÓSTICO.</p><p>ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS SOCIAIS, ECONÔMICOS</p><p>E ENERGÉTICOS.</p><p>FORMULAÇÃO DE UMA POLÍTICA ENERGÉTICA,</p><p>RELATIVA A OBJETIVOS, ESTRATÉGIAS E</p><p>INSTRUMENTOS.</p><p>DEFINIÇÃO DE METAS DE CURTO, MÉDIO E LONGO</p><p>PRAZO.</p><p>ELABORAÇÃO DE MODELOS PELO USO DA TÉCNICA</p><p>DE CENÁRIOS PARA REDUZIR O GRAU DE INCERTEZA</p><p>NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO.</p><p>ESTRATÉGIAS E PLANOS DE AÇÃO DE MÉDIO E</p><p>LONGO PRAZO.</p><p>INVESTIMENTOS E FINANCIAMENTOS.</p><p>AVALIAÇÃO DE IMPACTOS.</p><p>REVISÃO E AJUSTES NA ESTRATÉGIA.</p><p>VEM QUE EU TE EXPLICO!</p><p>O que é Planejamento Energético Sustentável?</p><p>Objetivos do planejamento energético sustentável</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Ao longo deste conteúdo foram estudados os principais eventos que deram início às</p><p>discussões sobre segurança e conservação energética, em resposta às crises enfrentadas pelo</p><p>país.</p><p>O Brasil começou a formular sua política nacional para promover o uso de medidas de</p><p>eficiência energética a partir de vários programas e leis. Essas iniciativas possibilitaram incluir</p><p>CONCLUSÃO</p><p>estimativas de economias futuras em energia por meio de planejamento energético,</p><p>normalmente estudos de médio e longo prazo.</p><p>O objetivo principal para a realização desses estudos é nortear o desenvolvimento do setor</p><p>energético e garantir uma prestação</p><p>eficiente do serviço público, não só na área de energia</p><p>elétrica, mas também em toda a área energética, subsidiar o governo para a implementação de</p><p>políticas públicas eficazes e proporcionar crescimento, com a adoção de algumas premissas,</p><p>sendo a primeira delas a sustentabilidade como forma de garantir o bem-estar social.</p><p> PODCAST</p><p>Agora, a(o) especialista Thalita Negreiros encerra o tema falando sobre os principais tópicos</p><p>abordados.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Lei no 10.295, de 17 de outubro de 2001. Lei de Eficiência Energética. Dispõe sobre</p><p>a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia e dá outras providências.</p><p>Brasília, DF: Senado Federal, 2001.</p><p>BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Guia prático de eficiência energética. Brasília, DF:</p><p>MMA, 2014.</p><p>PROCEL – PROGRAMA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. Qual a</p><p>diferença entre Selo PROCEL edificações e Etiqueta PBE Edifica? [s.l.]: PROCEL, 2017.</p><p>EXPLORE+</p><p>Ao longo deste estudo, vimos as principais regulamentações para a eficiência energética em</p><p>edifícios. Para além da temática, sugerimos que você pesquise na Internet e acesse os sites do</p><p>PROCER Info e da Empresa de Pesquisa Energética.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Renildes Matos</p>