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177 d) Marx e Engels escreveram o Manifesto Comunista após a observação atenta das iniciativas de organização do estado soviético sob o governo de Stalin. e) Marx descreveu, no Manifesto Comunista, o detalhamento de seus projetos políticos relativos aos anos em que governou a Rússia, tendo Engels no cargo de vice-chanceler. 493 - (FATEC SP/2018) Ao assumir o poder na França, Napoleão Bonaparte anunciou que o período conturbado da Revolução de 1789 chegaria ao fim. Em busca de conciliação nacional, ele afirmava estar acima dos interesses particulares e prometia que, a partir daquele momento, iria fazer da França a maior potência do mundo. Conhecido como Era Napoleônica, o período em que Napoleão Bonaparte governou a França ficou marcado a) pela promulgação de um novo Código Civil que, entre outras determinações, separou Igreja e Estado, legalizou o divórcio e consolidou a abolição dos direitos feudais da nobreza e do clero. b) pela manutenção dos laços de cooperação entre França e Inglaterra e pelo Tratado de Versalhes, que estabeleceu o princípio de autodeterminação dos povos. c) pela adoção do pluralismo religioso, ocasionado pela chegada à França de imigrantes oriundos das colônias francesas no Oriente Médio e na África. d) pela guerra contra os Estados Unidos e pela conquista dos territórios indígenas do oeste da América do Norte. e) pela criação da União Europeia, que unificou econômica e politicamente todos os países do continente. 494 - (Fac. Direito de Sorocaba SP/2016) A interpretação liberal do Estado era defendida pelos juristas da escola de São Paulo. Conformaram um modelo no qual democracia combinava com evolução, e em que o fenômeno das raças mistas – tão propagado pelos acadêmicos de Recife – incomodava, porém, fazia parte de um rol mais abrangente de preocupações. Reconhece-se no modelo paulista um “liberalismo conservador” mais próximo da reação posterior à Revolução Francesa, em que o conceito de liberdade aparecia condicionado à noção de ordem. Além do mais, apesar da influência anglo-saxônica, o liberalismo chega ao país “respirando bolor bragantino”, o que lhe conferiu uma imagem não só conservadora, como elitista e antipopular. Assim, assimilado com certas adaptações que o fariam conviver com a escravidão e o latifúndio durante o Império, e com a hipertrofia estatal e o autoritarismo político republicano, o liberalismo revelava claramente seu lado antidemocrático, no Brasil. (Lilia Moritz Schwarcz, O espetáculo das raças. Adaptado) A “reação posterior à Revolução Francesa” refere-se a) à defesa dos interesses das camadas ricas, para quem a manutenção da ordem social moldava a ideia de liberdade. b) às decisões do Congresso de Viena, que revogou o absolutismo e os privilégios sociais para atender à burguesia. c) aos vínculos políticos entre a burguesia e o proletariado, em função da necessidade de vencer o clero e a realeza. d) às propostas dos jacobinos, que impuseram um regime baseado no terror para assegurar a igualdade econômica. e) ao apoio popular dado ao Império Napoleônico, graças à aprovação de medidas de cunho social, como a reforma agrária. 495 - (Fac. Direito de Franca SP/2016) Napoleão Bonaparte deu continuidade ao momento revolucionário. Ele consolidou as conquistas fundamentais, em detrimento daquilo que era a principal conquista da Revolução Francesa. Michel Vovelle. A Revolução Francesa explicada à minha neta. São Paulo: Unesp, 2007, p. 97. Adaptado. Entre outros fatores, pode-se associar uma “conquista fundamental” da Revolução 178 Francesa e sua “principal conquista”, respectivamente, a) à ampliação da participação política da burguesia e à liberdade. b) ao fim dos ideais republicanos e ao retorno do absolutismo. c) à execução do rei e de seus familiares e à violência política. d) ao declínio do poder da Igreja e à derrocada da burguesia. 496 - (PUCCamp SP/2019) Logo após a Revolução de 1930 os trabalhadores tornaram-se interlocutores privilegiados do Estado. É necessário lembrar que as ideias dominantes na Primeira República não reconheciam o valor do trabalho e do trabalhador. Não havia relação entre trabalho e riqueza. O trabalhador era pobre e era bom que permanecesse nesse estado porque somente assim ele trabalharia. Também nenhuma relação existia com a questão da cidadania. Exatamente por viver do seu próprio trabalho, o operário não teria direitos. (FERREIRA, Jorge. “Os conceitos e seus lugares: trabalhismo, nacional-estatismo e populismo”. In: BASTOS, PedroP.Z e FONSECA, Pedro C.D (orgs). A Era Vargas. Desenvolvimentismo, economia e sociedade. São Paulo, Ed. Unesp, 2012, p. 298) O Movimento Operário europeu, ao longo do século XIX, desenvolveu várias formas de organização e luta por cidadania e direitos políticos e sociais. Nessa linha de atuação, a Carta do Povo, que deu origem ao Movimento Cartista, reivindicava o direito de voto a) secreto para operários sindicalizados, o direito à representação no Gabinete de governo e a proteção policial para os parlamentares eleitos. b) a todos os indivíduos independente da classe social, o fim da propriedade privada, e a instauração do Parlamentarismo nos moldes britânicos. c) com o devido reconhecimento oficial do conselho de trabalhadores eleitos, a legalização do partido socialista inglês e o fim da mecanização das fábricas têxteis. d) incluindo as mulheres e prisioneiros em campos de trabalho, a extinção da Câmara dos Lordes e a presença, no Parlamento, dos delegados sindicais eleitos em assembleias. e) por meio do sufrágio universal masculino, o direito à representação no Parlamento e a remuneração de parlamentares eleitos. 497 - (UEG GO/2018) Leia o texto a seguir. Na madrugada de 18 de Março, Paris acordou com o rebentamento do trovão vive lacommune! Que é a Comuna, essa esfinge que atormenta o espírito burguês? “Os proletários da capital – dizia o Comitê Central no seu manifesto do dia 18 de Março – no meio dos desfalecimentos e das traições das classes governantes, compreenderam que para eles tinham chegado a hora de salvar a situação tomando em mãos a direção dos negócios públicos.” MAX, Karl. Vive la Comune!In: MARQUES, A. BERUTTI, F. FARIA, R. História contemporânea através de textos.São Paulo: Contexto, 2010. p. 56. A citação refere-se à Comuna de Paris, movimento popular que controlou a capital francesa em 1871. O manifesto dos revolucionários acusou o governo francês de traição porque o mesmo a) obrigou os proletários a integrarem-se ao Exército para lutarem na guerra franco-prussiana. b) entregou as estratégicas regiões de Alsácia e Lorena para serem incorporadas à Prússia. c) coligou com a Inglaterra e Prússia contra os trabalhadores para evitar a revolução socialista. d) tentou desarmar a população de Paris, obedecendo às imposições do governo prussiano. e) autorizou a ocupação de Paris permanentemente pelo exército prussiano. 498 - (UFRGS/2018) Observe a imagem abaixo. 179 Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017. Considere as afirmações sobre a Comuna de Paris, que governou a cidade entre março e maio de 1871. I.O movimento foi iniciado como monarquista, conservador e católico e tentava reconduzir o Imperador Napoleão III, deposto por um golpe militar republicano em 1870, ao governo da França. II.A Comuna aboliu o serviço militar obrigatório e a pena de morte, decretou o direito dos trabalhadores de administrar empresas abandonadas e estabeleceu a separação plena entre Igreja e Estado na cidade. III.O exército francês, durante a chamada“Semana Sangrenta”, com o apoio da Assembleia Nacional e do governo republicano, invadiu a cidade e reprimiu duramente os sublevados. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 499 - (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública/2017) Pela força de sua economia, a Alemanha já havia assumido a liderança da Europa durante a crise de 2008 e a ameaça de quebradeira de países da zona do euro. Agora, além de pedra angular econômica, tornou-se baluarte dos valores de integração e democracia, enquanto os vizinhos vão derrapando no populismo nacionalista. A LIDERANÇA relutante da Alemanha. Veja. São Paulo: Abril, e. 2510, a. 40, n. 52, 28 dez. 2016, p.71. Adaptado. A liderança democrática exercida na atualidade pela Alemanha na Europa opõe-se a políticas autoritárias e agressivas vividas pelo país a) no século XIX, com a política de unificação territorial desenvolvida por Bismarck, ministro do Império Alemão. b) na I Grande Guerra, quando se aliou à França e dominou os territórios da península Ibérica. c) no período do Imperialismo Colonial, quando se aliou à Inglaterra para o domínio do tráfico de escravos no norte da África. d) na II Guerra Mundial, quando em luta contra a Itália para ocupar portos estratégicos no mar Mediterrâneo. e) durante a Guerra Fria, quando apoiou a União Soviética na dominação do seu próprio território, impedindo a participação dos Estados Unidos. 500 - (FGV/2016) “(...) os homens que naquele momento estavam encarregados de pôr termo à Revolução de 1848 eram precisamente os mesmos que fizeram a de 30. (...) O que a distinguia ainda, entre todos os acontecimentos que se sucederam nos últimos sessenta anos na França, foi que ela não teve por objetivo mudar a forma, mas alterar a ordem da sociedade. Não foi, para dizer a verdade, uma luta política (...), mas um embate de classe (...). Havia se assegurado às pessoas pobres que o bem dos ricos era de alguma maneira o produto de um roubo cujas vítimas eram elas (...). É preciso assinalar ainda que essa insurreição terrível não foi fruto da ação de certo número de conspiradores, mas a sublevação de toda uma população contra outra (...).” (Alexis de Tocqueville, Lembranças de 1848. 1991) A partir do texto, é correto afirmar que a) a revolução limitou-se, em 1848, a apelos políticos, no sentido de a classe burguesa, líder do movimento, atrair as classes populares para a luta,