Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Poder Representativo
Ou Sistema Representativo
Através do voto
Representantes nos poderes Executivo e Legislativo
CF Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos
ou diretamente, nos termos desta Constituição.
 
Art. 14 CF: A soberania popular será exercida pelo sufrágio
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos,
e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
Poder Representativo
 
Artigo 14 da CF: 
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
Referendo é uma forma de consulta popular a algo
posterior, visando ratificar ato existente. 
Ex.: O referendo sobre a proibição da
comercialização de armas de fogo e munições,
ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005,
não aprovou o artigo 35 do Estatuto do
Desarmamento (Lei 10.826 de 22 de dezembro
de 2003).
Plebiscito é também forma de consulta
popular, porém é prévia ao ato legislativo ou
administrativo.
Ex.: Em 21 de abril de 1993, foi realizado
plebiscito que demandava escolher monarquia
ou república e parlamentarismo ou
presidencialismo. Essa consulta consolidou a
forma e o sistema de governo atuais.
Iniciativa Popular é quando a população pode enviar ideias de projetos de lei para a Câmara dos
Deputados. 
A CF exige a assinatura de 1% dos eleitores, distribuídos por pelo menos 5 estados da Federação.
Em cada um deles, é preciso no mínimo três décimos dos eleitores.
Poder Representativo
Voto
Direto Secreto Universal Periódico
CF Art. 60. 
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;”
E o voto Obrigatório? não é cláusula pétrea, podendo ser modificado por EC 
Poder Representativo
Direitos Positivos Direitos Negativos
Capacidade
Eleitoral Ativa
Capacidade Eleitoral
Passiva
Inelegibilidades Perda ou
Suspensão
Votar
Ser eleitor
Alistabilidad
e.
Ser votado
Elegibilidade
Negação da
capacidade eleitoral
Passiva. 
Ela NÃO interfere na
Capacidade Ativa
Normalmente,
temporários, podendo
ser resgatados após
cumprimento de
algumas exigências.
As bancas gostam muito de confundir Direitos Políticos Negativos com a
Capacidade Eleitoral Passiva
Capacidade Eleitoral
Alistabilidade
A) Possuir alistamento eleitoral – ou o Título de Eleitor;
B) Ser maior de 16 anos;
C) Possuir nacionalidade brasileira (seja nato ou
naturalizado);
D) Não ser conscrito durante serviço militar obrigatório
Capacidade Eleitoral
El
eg
ib
ili
da
de
A) Alistamento Eleitoral (exercer capacidade eleitoral ativa);
B) Nacionalidade brasileira;
C) Pleno exercício dos direitos políticos (estar ‘em dia’);
D) Filiação Partidária (o Brasil não admite candidatura avulsa – CF art. 14, §3º, V;
E) Domicílio eleitoral (na circunscrição onde pretende ser candidato);
F) Idade mínima de acordo com o cargo * (o que mais cai).
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito
e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
Capacidade Eleitoral
Precisa ter 18anos completo até à data de registro da candidatura , art.11,parágrafo 2º, LE 9504/97
Inelegibilidade
Inelegibilidade ‘Absoluta’ – CF art. 14
§ 4º
a) Inalistáveis – O que não pode se
alistar/votar (estrangeiros e
conscritos) 
b) Analfabeto – Pode votar (possui
capacidade eleitoral ativa) mas não
pode ser votado (não possui
capacidade eleitoral passiva)
Inelegibilidade Relativa – CF art. 14 §5º, 6º e 8º.
Rol exemplificativo.
“O Presidente da República, os Governadores de Estado e
do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver
sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão
ser reeleitos para um único período subsequente.”
Reeleição somente 1x (executivo) 
Legislativo não tem limitação!
Capacidade Eleitoral
Inelegibilidade
Inelegibilidade Reflexa – CF Art. 14 §7º
São inelegíveis para a mesma base eleitoral (jurisdição do
titular):
a) Cônjuge do Presidente, Governador e Prefeito.
b) Parentes em 2º grau, inclusive por adoção, do Presidente,
Governador e Prefeito.
Atenção: NÃO gera se o parente já for titular de cargo
(mandato eletivo vigente) e se for candidato a reeleição!
Súm. Vinculante 18 STF: Separação no curso do mandato não
afasta a inelegibilidade reflexa.
Presidente – Gera
inelegibilidade para TODOS
os cargos.
Governador – Governador,
Dep. Est., Dep. Fed.,
Senador (pelo estado),
Prefeito e vereador.
Prefeito – Prefeito e
vereador.
Capacidade Eleitoral
Perda e Suspensão dos Direitos Políticos – Art. 15 CF
Perda:
a) Recusa de cumprir obrigação legal a todos
imposta ou prestação alternativa;
b) Perda da nacionalidade nos casos de:
b.1) Cancelamento da naturalização por sentença
transitada em julgado;
b.2) Brasileiro nato que opta por outra nacionalidade;
Vedação cassação
de Direitos Políticos
Capacidade Eleitoral
Art 12, § 4º, I - cf - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial em •
virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou atentado contra a 
ordem constitucional e o Estado democrático. 
Art 15, I , cf - cancelamento de naturalização por sentença transitada em julgado . •
EC 131/23 - art 12: essa emenda eliminou a 
perda automática de nacionalidade brasileira pela 
mera aquisição de outra nacionalidade, ou seja, 
não há mais que se falar de perda de direitos 
políticos. 
Art. 15, III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos•
II - Incapacidade Absoluta. 
V - improbidade administrativa, nos 
termos do Art.37, §4º
IV - termos do Art. 5 VIII cf " ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção •
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a 
cumprir prestação alternativa." 
Perda e Suspensão dos Direitos Políticos – Art. 15 CF
A suspensão poderá se dar nos casos
de:
a) Incapacidade civil absoluta;
b) Condenação criminal transitada em
julgado, enquanto durarem seus efeitos;
c) Improbidade administrativa – cfe Lei
8429/92 e art. 37 §4º CF
art. 37 § 4º Os atos de improbidade
administrativa importarão a
suspensão dos direitos políticos, a
perda da função pública, a
indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem
prejuízo da ação penal cabível.
Capacidade Eleitoral
Limitações decorrentes de descumprimento do dever eleitoral. 
Capacidade Eleitoral passiva –
Elegibilidade prejudicada.
O eleitor ou eleitora que não estiver em
dia com a Justiça Eleitoral não poderá:
Obter passaporte ou carteira de
identidade (essa restrição não se aplica
ao eleitor no exterior que requeira novo
passaporte para identificação e retorno
ao Brasil, nos termos do § 4º do art. 7º do
Código Eleitoral).
Receber vencimentos, remuneração, salário
ou proventos de função ou emprego público,
autárquico ou paraestatal, bem como
fundações governamentais, empresas,
institutos e sociedades de qualquer natureza,
mantidas ou subvencionadas pelo governo ou
que exerçam serviço público delegado,
correspondentes ao segundo mês
subsequente ao da eleição.
Participar de concorrência pública ou
administrativa da União, dos Estados, dos
Territórios, do Distrito Federal, dos Municípios
ou das respectivas autarquias.
Obter empréstimos nas autarquias,
sociedades de economia mista, caixas
econômicas federais ou estaduais, nos
institutos e caixas de previdência social,
bem como em qualquer estabelecimento
de créditopoderá participar do pleito suplementar?
Causador da nulidade poderá participar do pleito suplementar?
A eleição suplementar não é uma
simples repetição do escrutínio, mas um
novo processo eleitoral completo, com
registro de candidaturas, propaganda,
eleitoral, votação, etc. Novos eleitores
podem ser incorporados, devido a novas
inscrições ou transferências. 
REGISTRO DE CANDIDATURAS
Arts. 10 a 16-B da LE
Para concorrer, é necessário estar filiado e ser escolhido em convenção:
Art. 11, § 14, da LE: É vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o equerente
tenha filiação partidária.
Pedido de registro
de candidatura
Demonstrativo de Regularidade dos Atos partidários
(DRAP)
Requerimento de Registro de Candidatura (RRC)
Prazo para o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC):
Art. 11 da LE. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus
candidatos até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as
eleições.
(...)
§ 4º Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos,
estes poderão fazê-lo perante a Justiça Eleitoral, observado o prazo máximo de quarenta
e oito horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. 
Quem julga?
Eleições municipais
Eleição presidencial
Eleições estaduais e federais
Documentação exigida (art. 11, § 1º, da LE):
I - cópia da ata a que se refere o art. 8º (ata da convenção partidária na qual foram
escolhidos os candidatos);
II - autorização do candidato, por escrito;
III - prova de filiação partidária;
IV - declaração de bens, assinada pelo candidato;
V - cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o
candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de
domicílio no prazo previsto no art. 9º;
VI - certidão de quitação eleitoral;
(...)
Para fins de expedição da certidão,
consideram-se quites aqueles que
condenados ao pagamento de multa,
tenham, até a data da formalização
do seu pedido de registro de
candidatura, comprovado o pagamento
ou o parcelamento da dívida
regularmente cumprido (art. 11, § 8º)
Súmula 50 do TSE. O pagamento da multa eleitoral pelo candidato ou a comprovação do
cumprimento regular de seu parcelamento após o pedido de registro, mas antes do
julgamento respectivo, afasta a ausência de quitação eleitoral.
O magistrado eleitoral possui cognição limitada:
Súmula 41 do TSE. Não cabe à Justiça 
Eleitoral decidir sobre o acerto ou desacerto 
das decisões proferidas por outros órgãos do
Judiciário ou dos tribunais de contas que configurem
causa de inelegibilidade.
Súmula 52 do TSE: Em registro de candidatura, não
cabe examinar o acerto ou desacerto da decisão que
examinou, em processo específico, a filiação
partidária do eleitor.
Isonomia entre homens e mulheres:
Art. 10, § 3º, da Lei 9.504/97. Do número de vagas resultante
das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação
preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de
70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.
E se houver fraude?
Súmula 73 do TSE:
(...) configura-se com a presença de um ou alguns dos seguintes elementos:
(1) votação zerada ou inexpressiva; 
(2) prestação de contas zerada, padronizada ou ausência de movimentação
financeira relevante; e 
(3) ausência de atos efetivos de campanhas, divulgação ou promoção da
candidatura de terceiros. 
Súmula 73 do TSE:
(...) o reconhecimento do ilícito acarretará: 
(a) a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) da
legenda e dos diplomas dos candidatos a ele vinculados, independentemente de
prova de participação, ciência ou anuência deles; 
(b) a inelegibilidade daqueles que praticaram ou anuíram com a conduta, nas
hipóteses de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE); 
(c) a nulidade dos votos obtidos pelo partido, com a recontagem dos quocientes
eleitoral e partidário (art. 222 do Código Eleitoral), inclusive para fins de aplicação
do art. 224 do Código Eleitoral.
A fraude à cota de gênero de candidaturas femininas representa afronta aos
princípios da igualdade, da cidadania e do pluralismo político, na medida em que a
“ratio” do art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997 é ampliar a participação das mulheres no
processo político–eleitoral. [...]. Caracterizada a fraude e, por conseguinte,
comprometida a disputa, a consequência jurídica em sede de Ação de Investigação
Judicial Eleitoral é: i) a cassação dos candidatos vinculados ao Demonstrativo de
Regularidade de Atos Partidários (Drap), independentemente de prova da
participação, ciência ou anuência deles; ii) a inelegibilidade daqueles que
efetivamente praticaram ou anuíram com a conduta; e iii) a nulidade dos votos
obtidos pela Coligação, com a recontagem do cálculo dos quocientes eleitoral e
partidários, nos termos do art. 222 do Código Eleitoral. (TSE - Ac. de 12.8.2022 no
REspEl nº 060023973, rel. Min. Alexandre de Moraes.)
Idade mínima:
Art. 14, § 3º, da CF. São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito,
Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
E quando é verificada essa idade mínima?
E quando é verificada essa idade mínima?
Art. 11, § 2º, da LE. A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de
elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em
dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro. 
Substituição de candidatos:
O partido, coligação ou federação pode substituir candidato que (art. 13, caput, da LE):
for considerado inelegível;
renunciar;
falecer após o termo final do prazo do registro; ou
tiver seu registro indeferido ou cancelado.
Como se dará a escolha dos substitutos? Qual o prazo?
Art. 13 da LE. (...)
§ 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a
que pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados
do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição.
(...)
§ 3º Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se
efetivará se o novo pedido for apresentado até 20 (vinte) dias antes do pleito, exceto
em caso de falecimento de candidato, quando a substituição poderá ser efetivada após
esse prazo.
Prazo para análise do pedido de registro de candidatura:
Art. 16 da LE. Até vinte dias antes da data das eleições, os Tribunais Regionais
Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e
divulgação de dados, a relação dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais,
da qual constará obrigatoriamente a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem.
§ 1º Até a data prevista no caput, todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive
os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias
ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas. 
§ 2º Os processos de registro de candidaturas terão prioridade sobre quaisquer outros,
devendo a Justiça Eleitoral adotar as providências necessárias para o cumprimento do
prazo previsto no § 1º, inclusive com a realização de sessões extraordinárias e a
convocação dos juízes suplentes pelos Tribunais, sem prejuízo da eventual aplicação do
disposto no art. 97 e de representação ao Conselho Nacional de Justiça. 
Candidato “sub judice”:
Art. 16-A da Lei 9.504/97. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar
todos os atos relativos à campanhaeleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral
gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto
estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao
deferimento de seu registro por instância superior.
Art. 16-A, parágrafo único, da Lei 9.504/97. O cômputo,
para o respectivo partido ou coligação, dos votos
atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub judice no
dia da eleição fica condicionado ao deferimento do
registro do candidato (ADIs 4513 e 4542).
STF:
Candidaturas “sub judice” compreende três situações distintas: 
a) o registro indeferido com recurso pendente;
b) o registro deferido com recurso pendente; e 
c) o registro ainda não apreciado. 
Registro da candidatura foi negado pela instância inicial , mas o candidato 
recorreu da decisão e ainda está aguardando julgamento 
Registro ainda não foi analisado ou julgado pela justiça eleitoral . Aguarda decisão. 
Registro de candidatura negado, pela instância inicial , mas recorreu e o 
julgamento ainda não foi finalizado. 
Concluiu o STF que o parágrafo único
do art. 16 deve ser interpretado no
sentido de excluir do cômputo para o
respectivo partido apenas os votos
atribuídos ao candidato cujo registro
esteja indeferido sub judice no dia da
eleição (a), não se aplicando no caso
de candidatos com pedido de registro
deferido ou não apreciado (b e c). 
SISTEMAS
ELEITORAIS
Sistema majoritário
Sistema proporcional
Distribui as vagas com base na votação total do partido/federação , garantindo representação proporcional, usado para os cargos legislativos 
(vereador, deputado estadual/ distrital e deputado federal). Nesse caso, o legislativo reflete uma representação proporcional da população. 
Não é mais permitido coligação no proporcional, apenas majoritário. Emenda constitucional 97/2017, que passou a vigorar na eleição de 
2022, agora pode apenas federação, onde os partidos precisam atuar juntos durante todo mandato e durante a eleição, mínimo de 4 anos. 
Vence o candidato mais votado - eleições para 
cargos do executivo ( prefeito, governador e 
presidente e respectivos vices). 
É importante lembrar que existe uma exceção aqui, 
que é o senador, isso se dá pelo fato de que o 
senado representa o estado como unidade 
federativa e não a população. Aqui temos uma 
lógica de equilíbrio entre os estados, garantindo que 
todos tenha, o mesmo peso político, isso reflete o 
modelo federativo do Brasil, onde o senado 
funciona como uma casa de equilíbrio entre as 
unidades da federação. Portanto, apesar de estar 
no legislativo, concorre no sistema majoritário. --> 
No majoritário pode ter coligação. 
Art. 106 do CE. Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos
válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral,
desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior.
Art. 107 do CE. Determina-se para cada partido o quociente partidário dividindo-se pelo
quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda, desprezada a
fração.
Art. 108 do CE. Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido que
tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% (dez por cento) do quociente
eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação
nominal que cada um tenha recebido. 
Votação nominal: votos diretos em um candidato específico 
O partido precisa ter votos suficientes para alcançar o quociente •
partidário 
Cada candidato do partido precisa ter recebido ao menos 10% do •
quociente eleitoral para estar apto a ocupar uma vaga 
Distribuição das sobras eleitorais:
Art. 109. Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em
razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão
distribuídos de acordo com as seguintes regras:
I – dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de
lugares por ele obtido mais 1 (um), cabendo ao partido que apresentar a maior média um
dos lugares a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação
nominal mínima;
II – repetir-se-á a operação para cada um dos lugares a preencher;
III - quando não houver mais partidos com candidatos que atendam às duas exigências
do inciso I deste caput, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentarem as
maiores médias.
 
Distribuição das sobras eleitorais:
Art. 109. (...)
§ 2º Poderão concorrer à distribuição dos lugares todos os partidos que participaram do
pleito, desde que tenham obtido pelo menos 80% (oitenta por cento) do quociente
eleitoral, e os candidatos que tenham obtido votos em número igual ou superior a 20%
(vinte por cento) desse quociente.
Art. 111. Se nenhum partido alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até
serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados.
ADIs 7.228, 7.263 e 7.325: AÇÃO DECLARATÓRIA
DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL.
ELEITORAL. ART. 109, § 2º, E ART. 111 DO CÓDIGO
ELEITORAL. (...). INAPLICAÇÃO DA CLÁUSULA DE
DESEMPENHO PARTIDÁRIO, NA PROPORÇÃO DE 80% DO
QUOCIENTE ELEITORAL, À TERCEIRA FASE DE
DISTRIBUIÇÃO DAS CADEIRAS REMANESCENTES POR
DESCUMPRIMENTO AOS PRINCÍPIOS DO PLURALISMO
POLÍTICO, DA SOBERANIA POPULAR, DA
REPRESENTATIVIDADE E DA PROPORCIONALIDADE
PARTIDÁRIA.
Na aplicação da •
cláusula de 
desempenho apenas 
os partidos ou 
federações que 
alcançam 80% do 
quociente eleitoral 
podem disputar as 
cadeiras 
remanescentes. 
Objetivo é fortalecer 
partidos com maior 
representatividade, 
respeitando os 
princípios do 
pluralismo político, 
soberania popular, 
representatividade e 
proporcionalidade, 
evitando pulverização 
de cadeiras por 
legendas com votação 
insignificante. 
A exigência de desempenho mínimo se aplica aos suplentes?
A exigência de desempenho mínimo se aplica aos suplentes?
Art. 112. (...)
Parágrafo único. Na definição dos suplentes da representação
partidária, não há exigência de votação nominal mínima prevista
pelo art. 108.
CANCELAMENTO E EXCLUSÃO DO
ALISTAMENTO ELEITORAL
Arts. 71 a 81 do Código Eleitoral
Art. 71 do CE. São causas de cancelamento:
I – a infração dos arts. 5º e 42;
II – a suspensão ou perda dos direitos políticos;
III – a pluralidade de inscrição;
IV – o falecimento do eleitor;
V – deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas.
§ 1º A ocorrência de qualquer das causas enumeradas neste artigo acarretará a
exclusão do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado
de partido ou de qualquer eleitor.
(...)
5º Não podem alistar-se 
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: 
 
I - os analfabetos; (Vide art. 14, § 1º, II, a, da Constituição/88) 
 
II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional; 
 
III - os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos 
políticos. 
 
Parágrafo único - Os militares são alistáveis, desde que oficiais, 
aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou suboficiais, 
sargentos ou alunos das escolas militares de ensino superior para 
formação de oficiais
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor. 
Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de 
residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, 
considerar-se-á domicílio qualquer delas.
De ofício - justiça eleitoral toma a inciativa sem necessidade de 
solicitação
Art. 72 do CE. Durante o processo e até a exclusão pode o eleitor votar validamente.
Art. 74 do CE. A exclusão será mandada processar ex officio pelo juiz eleitoral, sempre
que tiver conhecimento de alguma das causas do cancelamento.
Art. 80 do CE. Da decisão do juiz eleitoral caberá recurso no prazo de 3 (três) dias,
para o Tribunal Regional, interposto pelo excluendo ou por delegado de partido.
Art. 81 do CE. Cessada a causa do cancelamento, poderá o interessado requerer
novamente a sua qualificaçãoe inscrição.
PENAL E PROCESSO PENAL ELEITORAL
O CPP é aplicado apenas subsidiariamente às ações penais eleitorais:
Art. 364. No processo e julgamento dos crimes eleitorais e dos comuns que lhes forem
conexos, assim como nos recursos e na execução, que lhes digam respeito, aplicar-
se-á, como lei subsidiária ou supletiva, o Código de Processo Penal.
Todos os crimes do Código Eleitoral são de ação pública incondicionada:
Art. 355. As infrações penais definidas neste código são de ação pública.
Institutos despenalizadores são aplicados aos crimes eleitorais?
Sim,lei 9099/95 podem ser aplicados aos crimes eleitorais de menor pertenciam 
ofensivo ( pena máxima de 2 anos), como transação penal e suspensão condicional 
do processo, isso se preencher os requisitos. Crimes mais graves não. Depende da 
natureza do crime e das penas previstas. 
 
Sim : propaganda irregular 
Não: Art 344, inscrição fraudulenta de eleitores. Os crimes eleitoreiras possuem 
um sistema punitivo especial, como aqueles que, além de pena privativa de liberdade, 
preveem a cassação do registro de candidatura. 
A competência dos juízes eleitorais é somente para crimes eleitorais?
Art. 35 do CE. Compete aos juízes:
(...)
II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos,
ressalvada a competência originária do Tribunal Superior e dos tribunais regionais;
Geralmente relacionadas a autoridades com foro 
privilegiado ou especial (foro por prerrogativa de 
função). Ex: governador ou deputado federal 
Todos os crimes eleitorais são dolosos
Sim. Todos têm dolo, não há modalidade culposa 
Em alguns crimes, não há previsão da pena mínima:
Art. 284 do CE. Sempre que este Código não indicar o grau mínimo, entende-se que
será ele de quinze dias para a pena de detenção e de um ano para a de reclusão.
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEPLAG-CE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 -
SEPLAG-CE - Analista de Gestão Pública - Área de Atuação: Gestão e Desenvolvimento de
Pessoas 
A respeito de aspectos atinentes à democracia e à cidadania na sociedade contemporânea,
julgue o item a seguir, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e do entendimento
jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF).
É incompatível com a amplitude e a universalidade do sufrágio estabelecido pela CF o
cancelamento do título de eleitor do cidadão que, convocado por edital, não compareça ao
procedimento de revisão do alistamento eleitoral para fins de cadastro biométrico.
( ) Certo
( ) Errado
STF - ADPF 541
DIREITO CONSTITUCIONAL ELEITORAL. CANCELAMENTO DE TÍTULO DECORRENTE DA SUA
NÃO APRESENTAÇÃO AO PROCEDIMENTO DE REVISÃO ELEITORAL. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO E AO DIREITO DE VOTO. INOCORRÊNCIA.
1. O exercício do direito de voto é componente essencial da democracia representativa. O
alistamento eleitoral e sua revisão periódica são indispensáveis para que esse direito seja
exercido de maneira ordenada e segura.
2. A revisão eleitoral é estabelecida em lei e se destina a atualizar o alistamento eleitoral
previsto na Constituição. Também o cancelamento de título não apresentado à revisão tem
base legal. Inexiste qualquer elemento que sugira ter havido direcionamento, quer na revisão
eleitoral, quer no cancelamento de títulos. 
(...)
Tese de julgamento: “É válido o cancelamento do título do eleitor que, convocado por edital,
não comparecer ao processo de revisão eleitoral, em virtude do que dispõe o art. 14, caput e
§1º, da Constituição de 1988”
.
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEPLAG-CE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 -
SEPLAG-CE - Analista de Gestão Pública - Área de Atuação: Gestão e Desenvolvimento de
Pessoas 
A respeito de aspectos atinentes à democracia e à cidadania na sociedade contemporânea,
julgue o item a seguir, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e do entendimento
jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF).
É incompatível com a amplitude e a universalidade do sufrágio estabelecido pela CF o
cancelamento do título de eleitor do cidadão que, convocado por edital, não compareça ao
procedimento de revisão do alistamento eleitoral para fins de cadastro biométrico.
( ) Certo
( ) Errado
Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TC-DF Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF -
Procurador
No que diz à inelegibilidade regulada pela Lei Complementar n.º 64/1990, julgue o item
subsequente, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores.
Situação hipotética: José, condenado por comercializar CDs falsificados, o que foi
configurado crime de violação a direito autoral, cumpriu fielmente as penas, tendo a restritiva
de direitos sido cumprida integralmente em 26/3/2020. Ele pretendia se candidatar para o
cargo de prefeito nas eleições de 2020. 
Assertiva: Para as eleições de 2020, José encontrava-se inelegível pela prática de crime
contra o patrimônio privado.
( ) Certo
( ) Errado
Art. 1º da LC 64/90. São inelegíveis:
I - para qualquer cargo:
(...)
e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial
colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o
cumprimento da pena, pelos crimes: 
1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; 
2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na
lei que regula a falência; 
3. contra o meio ambiente e a saúde pública; 
4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;
5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à
inabilitação para o exercício de função pública; 
6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; 
7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; 
(...)
Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TC-DF Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF -
Procurador
No que diz à inelegibilidade regulada pela Lei Complementar n.º 64/1990, julgue o item
subsequente, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores.
Situação hipotética: José, condenado por comercializar CDs falsificados, o que foi
configurado crime de violação a direito autoral, cumpriu fielmente as penas, tendo a restritiva
de direitos sido cumprida integralmente em 26/3/2020. Ele pretendia se candidatar para o
cargo de prefeito nas eleições de 2020. 
Assertiva: Para as eleições de 2020, José encontrava-se inelegível pela prática de crime
contra o patrimônio privado.
( ) Certo
( ) Errado
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Considerando as disposições legais e doutrinárias acerca do alistamento eleitoral, julgue o
seguinte item.
Admite-se como domicílio eleitoral qualquer lugar onde o eleitor possua vínculo específico,
seja ele familiar, econômico, social ou político, uma vez que esse domicílio é definido como o
local, permanente ou não, de residência do eleitor.
( ) Certo
( ) Errado
Art. 23 da Res.-TSE 23.659/2021. Para fins de fixação do domicílio eleitoral no alistamento e na
transferência, deverá ser comprovada a existência de vínculo residencial, afetivo, familiar,
profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município.
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Considerando as disposições legais e doutrinárias acerca do alistamento eleitoral, julgue o
seguinte item.
Admite-se como domicílio eleitoral qualquer lugar onde o eleitor possua vínculo específico,
seja ele familiar, econômico, social ou político, uma vez que esse domicílio é definido como o
local, permanente ou não, de residência do eleitor.
( ) Certo
( ) Errado
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Tendo em vista as inovações legislativas feitas no Brasil, desde 1995, com o objetivo de
incrementar a participação feminina na política, julgue o próximo item.
A comprovação de fraude na quota de gênero terá como consequência eleitoral a cassação de
diplomas ou mandatos não apenas das candidaturas fictícias, mas de todosos candidatos
vinculados a elas, seguida de retotalização dos resultados.
( ) Certo
( ) Errado
Art. 10, § 3º, da Lei 9.504/97. Do número de vagas resultante das regras previstas neste
artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo
de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Tendo em vista as inovações legislativas feitas no Brasil, desde 1995, com o objetivo de
incrementar a participação feminina na política, julgue o próximo item.
A comprovação de fraude na quota de gênero terá como consequência eleitoral a cassação de
diplomas ou mandatos não apenas das candidaturas fictícias, mas de todos os candidatos
vinculados a elas, seguida de retotalização dos resultados.
( ) Certo
( ) Errado
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEE-PE Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-
PE - Assistente Administrativo Educacional
Considerando os direitos políticos e as regras constitucionais relativas aos servidores
públicos, julgue o item seguinte.
Caso um candidato ao cargo de presidente da República não se identifique com a ideologia de
um dos partidos políticos existentes no Brasil, ele pode lançar candidatura avulsa, ou seja,
independentemente de filiação partidária.
( ) Certo
( ) Errado
Art. 14, § 3º, da CF. São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de:
Art. 9º da Lei 9.504/97. Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio
eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida
pelo partido no mesmo prazo.
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEE-PE Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-
PE - Assistente Administrativo Educacional
Considerando os direitos políticos e as regras constitucionais relativas aos servidores
públicos, julgue o item seguinte.
Caso um candidato ao cargo de presidente da República não se identifique com a ideologia de
um dos partidos políticos existentes no Brasil, ele pode lançar candidatura avulsa, ou seja,
independentemente de filiação partidária.
( ) Certo
( ) Erradomantido pelo governo ou de
cuja administração este participe, além
de com essas entidades celebrar
contratos.
Inscrever-se em concurso ou prova para
cargo ou função pública, investir-se ou
empossar-se neles.
Renovar matrícula em estabelecimento
de ensino oficial ou fiscalizado pelo
governo.
Praticar qualquer ato para o qual se exija
quitação do serviço militar ou do
imposto de renda.
Obter Certidão de Quitação Eleitoral,
(cfe art. 11, § 7º, da Lei nº 9.504/1997)
Limitações decorrentes de descumprimento do dever eleitoral. 
Partidos Políticos
Garantir a pluralidade política, o direito de escolha.
Em sua essência, é um fragmento do pensamento político da nação, cujos adeptos
ou simpatizantes se vinculam a ideologias por afinidade, buscando o exercício do
poder (situação) ou a fiscalização dos detentores desse poder (oposição), sem
prejuízo de atividades administrativas e institucionais.
Por isso temos tantos partidos com ideais diferentes, tentando assim representar
ao máximo o eleitor e seus próprios ideais, suas filosofias Democracia.
Partidos Políticos
Bipartidarismo (ou sistema bipartidário)
Existência de dois partidos principais (não necessariamente proíbe a existência de
outros, porém somente dois podem disputar o poder)
EUA, Austrália, NZ utilizam este sistema.
Pluripartidarismo /multipartidarismo (ou sistema multipartidário)
Existente no Brasil, com vários partidos com condições de alçarem o poder.
Único Partido
Comumente utilizado em regimes totalitários, onde somente um partido existe e disputa
o poder.
Sistemas Partidários
Partidos Políticos
Lei 9.096/97 - Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
Parágrafo único. O partido político não se equipara às entidades paraestatais.
As entidades paraestatais são entidades fomentadas pelo Estado, embora não façam
parte da administração pública indireta. A elas compete o desenvolvimento de tarefas
de interesse social, razão pela qual se justifica o fomento pelo Poder Público, que em
contrapartida deve exercer certo controle.
Ex.: o Sistema S: SESI, SENAI, SESC
Partidos Políticos
Lei PP - Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos
programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os
direitos fundamentais da pessoa humana.
CF Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I - caráter nacional;
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes;
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Criação e Registro
Partidos Políticos
Lei PP - Art. 3º É assegurada ao partido político autonomia para definir sua estrutura
interna, organização e funcionamento
Art 17 CF §4º e LPP Art. 6º:  É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou
paramilitar, utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus
membros. 
Criação e Registro
Lei PP e Res. 23.571- Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade
jurídica na forma da lei civil, registra seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter
nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois
anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a,
pelo menos, 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um
terço, ou mais, dos estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja
votado em cada um deles.
Partidos Políticos
Criação e Registro
Apoiamento mínimo para que seja registrado estatuto depois de criado o partido com cnpj, a personalidade jurídica •
Fusão: Dois partidos se juntam, se extinguindo para formar um novo A + B = C
Necessário órgãos de direção nacional dos partidos elaborem projetos comuns de estatuto e
programa devem ser aprovados em reunião conjunta.
Não é necessário apoiamento mínimo.
Incorporação: Um partido se junta a outro, vinculando sua existência, restando somente um 
A + B = A OU B.
Cabe ao partido que vai deixar de existir deliberar pela MAIORIA ABSOLUTA de votos do
órgão de deliberação nacional sobre adoção de estatuto e programa de outro Partido.
STF veda fusão e incorporação de partidos que tenham menos de 5 anos.
Extinção: Partido deixa de existir, sendo excluído.
Dissolução, na forma do seu estatuto ou após decisão transitada em julgado no TSE registro
civil cancelado.
Hipóteses legais do cancelamento art. 28 Lei PP
I –  ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira;
II –  estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros;
III –  não ter prestado, nos termos desta lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral;
IV –  que mantém organização paramilitar.
Partidos Políticos
Fusão, Incorporação e Extinção
Art. 11-A. Dois ou mais partidos políticos poderão reunir-se em federação, a qual, após sua
constituição e respectivo registro perante o Tribunal Superior Eleitoral, atuará como se
fosse uma única agremiação partidária.
§ 3º A criação de federação obedecerá às seguintes regras:
II – os partidos reunidos em federação deverão permanecer a ela filiados por, no mínimo, 4
(quatro) anos;
IV – a federação terá abrangência nacional e seu registro será encaminhado ao Tribunal
Superior Eleitoral.
§ 4º O descumprimento do disposto no inciso II do § 3º deste artigo acarretará ao partido
vedação de ingressar em federação, de celebrar coligação nas 2 (duas) eleições seguintes
e, até completar o prazo mínimo remanescente, de utilizar o Fundo Partidário.
§ 5º Na hipótese de desligamento de 1 (um) ou mais partidos, a federação continuará em
funcionamento, até a eleição seguinte, desde que nela permaneçam 2 (dois) ou mais
partidos.
Partidos Políticos
Federações
Na CF, Art. 14 §3º é requisito para elegibilidade ser filiado a partido político. Ou seja,
a CF veda candidatura sem filiação partidária.
LPP Art. 16: Só pode se filiar aquele que se encontra no pleno gozo dos seus direitos
políticos.
Eleitor considerado INELEGÍVEL pode se filiar a partido político. (TSE Res 23.596/19
Art. 1§.)
Vedações de atividade político-partidária: (militares); (membros do MP);
(magistrados); (membros do TCU); (membros da Defensoria Pública); (servidor da J.
Eleit).
Art 17. Considera-se deferida a filiação que atende as regras do estatuto do partido.
Art 22 - Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá
a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais.
Partidos Políticos
Filiação Partidária
LPP Art. 22.  O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de:
I –  morte;
II –  perda dos direitos políticos;
III – expulsão;
IV – outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo de
quarenta e oito horas da decisão;
V – filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva zona
eleitoral.
Lei das Eleições Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral
na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido
no mesmo prazo.
Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado no caput,
será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato ao partido de
origem.
É um prazo mínimo, podendo o partido na sua autonomia exigir prazo maior de filiação para que
um filiado possa concorrer à eleição.
Partidos Políticos
Filiação PartidáriaFidelidade é um instituto de direito público, já que relaciona não só o mandatário do
cargo, mas sim ao eleitor que apostou nesse mandatário. Um ato de infidelidade
ocasiona a perda do MANDATO eletivo pelo candidato que foi eleito.
LPP Art. 26. Perde automaticamente a função ou cargo que exerça, na respectiva Casa
Legislativa, em virtude da proporção partidária, o parlamentar que deixar o partido sob
cuja legenda tenha sido eleito.
Partidos Políticos
Fidelidade Partidária
Entendimento justiça eleitoral • Vale apenas para eleição •
proporcional 
Sum. 67 TSE: cargos de eleições majoritárias não perdem o mandato por infidelidade
partidária.
LPP Art. 22-A Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa
causa, do partido pelo qual foi eleito.
Parágrafo único.  Consideram-se  justa causa  para a desfiliação partidária somente as
seguintes hipóteses:
I –  mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;
II –  grave discriminação política pessoal; e
III –  mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo
de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término
do mandato vigente.
Partidos Políticos
Fidelidade Partidária
Apenas pode sair do partido com uma das justas •
causas elencadas na lei 
30 dias + 6meses nesse caso •
LPP Art. 30. O partido político, através de seus órgãos nacionais, regionais e municipais,
deve manter escrituração contábil, de forma a permitir o conhecimento da origem de suas
receitas e a destinação de suas despesas.
LPP Art. 31. É vedado ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou
pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive através de
publicidade de qualquer espécie, procedente de:
Entidade ou governo estrangeiros; Entes públicos e pessoas jurídicas de qualquer natureza;
Entidade de classe ou sindical; Pessoas físicas que exerçam função ou cargo público de livre
nomeação e exoneração, ou cargo ou emprego público temporário, ressalvados os filiados
a partido político.
Partidos Políticos
Financiamento dos partidos políticos, controle de arrecadação e prestação de
contas. 
Justiça eleitoral recebe para prestação de contas•
LPP Art. 39. Ressalvado o disposto no art. 31, o partido político pode receber doações de
pessoas físicas e jurídicas para constituição de seus fundos.
Ac.-STF, de 17.9.2015, na ADI nº 4650: declara a inconstitucionalidade da expressão “e
jurídicas”, com eficácia ex tunc.
Fundo Partidário serve para colaborar financeiramente para o funcionamento dos partidos
políticos.
Obrigatoriedade de prestação de contas Recebe o Fundo para custas anuais normais (água,
aluguel, luz, funcionários, passagens, etc), além de custeamento de programas partidários, na
propaganda doutrinária e política, alistamento e campanhas eleitorais, na contratação de
serviços de consultoria contábil e advocatícia entre outros.
Desaprovação das contas não gera impedimento de participar do pleito.
Partidos Políticos
Financiamento dos partidos políticos, controle de arrecadação e prestação de
contas. 
A lei está ali ainda, mas não tem eficácia , conforme •
Multa •
LE Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar
coligações para eleição majoritária.
Vedada celebração em eleições proporcionais!
A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas dos
partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações de partido
político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido
no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários.
Coligação Partidária
LE Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação
de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido.
LE Art. 8º, §1º § Aos detentores de mandato de deputado federal, estadual ou distrital,
ou de vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da
legislatura que estiver em curso, é assegurado o registro de candidatura para o
mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados.
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na
respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo
partido no mesmo prazo.
Convenções
LE Art. 10. Cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, a
Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no total de até
100% (cem por cento) do número de lugares a preencher mais 1 (um).
LE Art. 11, § 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de
elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em
dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro.
LE Art. 11 § 14. É vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o requerente tenha
filiação partidária. 
Registro de Candidatura
vereador
Código Eleitoral
Art. 234 a 239 (Porém muito mais amplo)
Art. 234. Ninguém poderá impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio.
Art. 235. O juiz eleitoral, ou o presidente da mesa receptora, pode expedir salvo-conduto com a
cominação de prisão por desobediência até 5 (cinco) dias, em favor do eleitor que sofrer
violência, moral ou física, na sua liberdade de votar, ou pelo fato de haver votado.
Parágrafo único. A medida será válida para o período compreendido entre 72 (setenta e duas)
horas antes até 48 (quarenta e oito) horas depois do pleito..
Garantia de não
sofrer violência
Garantias eleitorais
Proteção do voto e até física 
CE Art. 236. Nenhuma autoridade poderá, desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta
e oito) horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor,
salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime
inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.
§ 1º Os membros das mesas receptoras e os fiscais de partido, durante o
exercício de suas funções, não poderão ser detidos ou presos, salvo o caso
de flagrante delito; da mesma garantia gozarão os candidatos desde 15
(quinze) dias antes da eleição.
§ 2º Ocorrendo qualquer prisão o preso será imediatamente conduzido à
presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a
relaxará e promoverá a responsabilidade do coator.
Resolução n. 23.740,
de 7 de maio de 2024
Juiz das Garantias
Garantias eleitorais
Art. 238. É proibida, durante o ato eleitoral, a presença de força
pública no edifício em que funcionar mesa receptora, ou nas
imediações, observado o disposto no art. 141.
Manter distância mínima de cem metros, só podendo entrar em caso de ordem do presidente da mesa
receptora. 
Evitar o caráter intimidador da presença da força armada dentro dos locais de votação, como evitar que
esse aparato seja indevidamente utilizado.
Garantias eleitorais
Criminalização de condutas e repressão à violência política
Direito Penal como último recurso, após falhas de todas as demais
disposições legislativas
- Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio (art. 297, CE); 
- Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar (art. 301, CE);
- Não observar a ordem em que os eleitores devem ser chamados para votar (art. 306, CE); 
- Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar de outra pessoa (art. 309, CE); 
- Violar ou tentar violar o sigilo do voto (art. 312, CE); 
- Usar, no dia da eleição, alto-falante e amplificadores de som ou promover comício ou carreata
(art. 39, § 5º, I, Lei das Eleições); 
- Arregimentar eleitor ou realizar propaganda de boca de urna (art. 39, § 5º, II, Lei das Eleições); 
- Presidente da mesa receptora deixar de entregar cópia do boletim de urna aos partidos e às
coligações que a solicitarem (art. 68, § 2º, Lei das Eleições); 
- Fornecer transporte gratuito a eleitor no dia das eleições (Lei nº 6.091/1974)
Garantiaseleitorais
Serão utilizados veículos de órgãos públicos (União, estados, territórios,
municípios, autarquias, SEM.
Não sendo suficiente, a JE requisitará os particulares (preferência para os
de aluguel)
Vedação aos veículos de uso militar
Art. 6º A indisponibilidade ou as deficiências do transporte de que trata
esta lei não eximem o eleitor do dever de votar.
Garantias eleitorais
Transporte de eleitores de zonas rurais – Lei nº 6.091/74
Transporte de eleitores para o local de votação é proibido, podendo ocorrer
apenas nas seguintes ocasiões: 
a) veículos disponibilizados pela Justiça Eleitoral;
b) coletivos de linhas regulares e não fretados; 
c) uso individual do proprietário, para o exercício de seu voto e de sua família, 
d) serviço normal, sem finalidade eleitoral, de veículos de aluguel. 
Os partidos políticos e os candidatos, com a finalidade de não interferirem no
exercício do voto, ficam impedidos de oferecer qualquer tipo de transporte
aos eleitores. Se fizerem, estarão cometendo crime eleitoral. Podem, porém,
indicar onde existe disponibilidade de veículos ou embarcações para
requisição.
Garantias eleitorais
Transporte de eleitores de zonas rurais – Lei nº 6.091/74
Campanha eleitoral Fundão Eleitoral
Lei 9504/97 Art. 16-D. Os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha
(FEFC), para o primeiro turno das eleições, serão distribuídos entre os partidos políticos,
obedecidos os seguintes critérios:
2% divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no
Tribunal Superior Eleitoral;
35% divididos entre os partidos que tenham pelo menos um representante na
Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos por eles obtidos na
última eleição geral para a Câmara dos Deputados;
48% divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes na
Câmara dos Deputados, consideradas as legendas dos titulares;
15% divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no
Senado Federal, consideradas as legendas dos titulares. 
Campanha eleitoral Fundão Eleitoral
Cabe a cada legenda estabelecer os critérios para a distribuição interna dos
recursos que receber do Fundo Eleitoral, desde que cumpridos todos os
requisitos definidos pela legislação eleitoral, como, por exemplo, a cota de
gênero de 30% dos recursos destinados a candidatas. 
ATENÇÃO!
Em 2015 o stf proibiu as doações de pessoas jurídicas nas eleições, com intenção de reduzir financiamento injusto. Em 2017 foi 
criado então o fefc, um recurso público destinado a financiar campanhas eleitorais, mas com a ideia central de trazer uma maior 
igualdade na disputa para grupos historicamente marginalizados, como as mulheres. 
Lei 9504/97 Art. 17. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a
responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e financiadas na forma desta lei.
Art 18-A P.Ú. gastos advocatícios e de contabilidade referentes a consultoria, assessoria e
honorários, relacionados à prestação de serviços em campanhas eleitorais e em favor destas,
bem como em processo judicial decorrente de defesa de interesses de candidato ou partido
político, não estão sujeitos a limites de gastos ou a limites que possam impor dificuldade ao
exercício da ampla defesa.
Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele
designada, a administração financeira de sua campanha usando recursos repassados pelo
partido, inclusive os relativos à cota do Fundo Partidário, recursos próprios ou doações de
pessoas físicas, na forma estabelecida nesta lei. 
Campanha eleitoral 
Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para
campanhas eleitorais:
As doações e contribuições ficam limitadas a 10% (dez por cento) dos rendimentos
brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. 
O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o total de 10% (dez
por cento) dos limites previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer. 
Pode ser feito por financiamento coletivo, as famosas vaquinhas.
É necessário fornecer recibo para a doação feita.
Pode ser feito mediante comercialização de bens/serviços ou ainda eventos de
arrecadação, realizados pelo candidato ou partido.
§5º Candidato não pode fazer nenhuma doação, dar premio ou qualquer tipo de
benefício para PF ou PJ, entre o registro e as eleições.
Campanha eleitoral 
Campanha eleitoral 
Partidos e Candidatos não podem receber recursos de:
I – entidade ou governo estrangeiro;
II – órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos
provenientes do poder público;
III – concessionário ou permissionário de serviço público;
IV – entidade de direito privado que receba, na condição de beneficiária, contribuição
compulsória em virtude de disposição legal; 
V – entidade de utilidade pública;
VI – entidade de classe ou sindical; 
VII – pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior;
VIII – entidades beneficentes e religiosas; 
IX – entidades esportivas; 
X – organizações não-governamentais que recebam recursos públicos;
XI – organizações da sociedade civil de interesse público; 
Partido que descumprir as normas sobre arrecadação e aplicação de
recursos perderá o direito ao recebimento do Fundo Partidário do ano
seguinte, respondendo os candidatos por abuso do poder econômico. 
Campanha eleitoral 
São considerados gastos eleitorais:
confecção de material impresso de qualquer natureza e tamanho, observado o
disposto no § 3º do art. 38 desta lei; 
propaganda e publicidade direta ou indireta, por qualquer meio de divulgação,
destinada a conquistar votos;
aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral;
despesas com transporte ou deslocamento de candidato e de pessoal a serviço
das candidaturas, observadas as exceções previstas no § 3º deste artigo;
correspondência e despesas postais;
despesas de instalação, organização e funcionamento de comitês e serviços
necessários às eleições;
remuneração ou gratificação de qualquer espécie a pessoal que preste serviços às
candidaturas ou aos comitês eleitorais; 
Campanha eleitoral 
São considerados gastos eleitorais:
montagem e operação de carros de som, de propaganda e assemelhados;
a realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura; 
produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, inclusive os destinados à
propaganda gratuita;
custos com a criação e inclusão de sítios na Internet e com o impulsionamento de
conteúdos contratados diretamente com provedor da aplicação de Internet com sede e
foro no país;
multas aplicadas aos partidos ou candidatos por infração do disposto na legislação
eleitoral;
produção de jingles, vinhetas e slogans para propaganda eleitoral. 
Campanha eleitoral 
NÃO são gastos eleitorais:
combustível e manutenção de veículo automotor usado pelo candidato na
campanha; 
remuneração, alimentação e hospedagem do condutor do veículo; 
alimentação e hospedagem própria; 
uso de linhas telefônicas registradas em seu nome como pessoa física, até o limite
de três linhas.
- As despesas com consultoria, assessoria e pagamento de honorários realizadas em
decorrência da prestação de serviços advocatícios e de contabilidade no curso das
campanhas eleitorais serão consideradas gastos eleitorais, mas serão excluídas do limite de
gastos de campanha.
Para fins de pagamento dessas despesas, poderão ser utilizados recursos da campanha, do
candidato, do Fundo Partidário ou do FEFC.
Do art 17 a 27 na LE arrecadação e aplicação (ou gastos) nas campanhas
eleitorais
Quem deve prestar contas à JE:
I – Candidato
II – órgãos partidários (ainda que provisórios) nacionais, estaduais, distritais e
municipais
Federações Partidárias corresponderá aquela apresentada à Justiça Eleitoral
pelos partidos que a integram e em todos os níveis de direção partidária.
É obrigatório constituir advogado/a para prestação de contas.
Prestação de Contas
A prestação de contas deve ser elaborada e transmitidapor meio do Sistema de
Prestação de Contas de Campanha Eleitoral (SPCE). As informações serão
disponibilizadas na página da Justiça Eleitoral na internet.
A prestação de contas parcial de campanha é definida por Res. do TSE (23.607/2019). 
O TSE divulgará a prestação de contas parcial de campanha de candidatos e partidos
políticos com a indicação dos nomes, do CPF ou CNPJ dos doadores e dos respectivos
valores doados.
As prestações de contas finais referentes ao primeiro turno de todos os candidatos e de
partidos políticos em todas as esferas devem ser prestadas até o 30° dia posterior à
realização das eleições. Havendo segundo turno, as contas referentes aos dois turnos
deverão ser prestadas até o vigésimo dia posterior a sua realização.
Prestação de Contas
A prestação de contas será feita:
No caso dos candidatos às eleições majoritárias, na forma disciplinada pela Justiça
Eleitoral;
Serão feitas pelo próprio candidato, devendo ser acompanhadas dos extratos das
contas bancárias referentes à movimentação dos recursos financeiros usados na
campanha e da relação dos cheques recebidos, com a indicação dos respectivos
números, valores e emitentes.
No caso dos candidatos às eleições proporcionais, de acordo com os modelos
constantes no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), que está em
conformidade com a instrução de prestação de contas de cada eleição. 
As prestações de contas dos candidatos às eleições proporcionais serão feitas pelo
próprio candidato. 
Prestação de Contas
LE Art. 30. A Justiça Eleitoral verificará a regularidade das contas de campanha,
decidindo: . 
I –  pela aprovação, quando estiverem regulares; 
II –  pela aprovação com ressalvas, quando verificadas falhas que não lhes
comprometam a regularidade; 
III –  pela desaprovação, quando verificadas falhas que lhes comprometam a
regularidade; 
IV –  pela não prestação, quando não apresentadas as contas após a notificação
emitida pela Justiça Eleitoral, na qual constará a obrigação expressa de prestar as
suas contas, no prazo de setenta e duas horas. 
§ 4º Havendo indício de irregularidade na prestação de contas, a Justiça Eleitoral
poderá requisitar do candidato as informações adicionais necessárias, bem como
determinar diligências para a complementação dos dados ou o saneamento das
falhas.
Prestação de Contas
LE Art. 30 
§ 1º  A decisão que julgar as contas dos candidatos eleitos será publicada em  sessão até
três dias antes da diplomação.  §5° dessa decisão cabe recurso especial em 3 dias para o
órgão superior da JE.
§ 2º  Erros formais e materiais corrigidos ou irrelevantes NÃO autorizam a rejeição das
contas e a cominação de sanção a candidato ou partido.
Decisão como conta não prestada: 
I – o candidato fica impedido de obter certidão de quitação eleitoral, até que se apresente
as contas.
II – PP perde o direito ao recebimento da quota do FP, FEFC além da suspensão do
registro ou anotação do órgão partidário.
Prestação de Contas
LPP Art. 34. A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a prestação de contas do partido e
das despesas de campanha eleitoral, devendo atestar se elas refletem adequadamente a real
movimentação financeira, os dispêndios e os recursos aplicados nas campanhas eleitorais,
exigindo a observação das seguintes normas:
I – obrigatoriedade de designação de dirigentes partidários específicos para movimentar
recursos financeiros nas campanhas eleitorais;
III – relatório financeiro, com documentação que comprove a entrada e saída de dinheiro ou
de bens recebidos e aplicados;
IV – obrigatoriedade de ser conservada pelo partido, por prazo não inferior a cinco anos, a
documentação comprobatória de suas prestações de contas;
V – obrigatoriedade de prestação de contas pelo partido político e por seus candidatos no
encerramento da campanha eleitoral, com o recolhimento imediato à tesouraria do partido
dos saldos financeiros eventualmente apurados.
Prestação de Contas
LPP Art. 32 § 5º  A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará
sanção alguma que o impeça de participar do pleito eleitoral
LPP Art. 37. A desaprovação das contas do partido implicará exclusivamente a
sanção de devolução da importância apontada como irregular, acrescida de multa de
até 20% (vinte por cento).
LPP Art. 37-A. A falta de prestação de contas implicará a suspensão de novas cotas
do Fundo Partidário enquanto perdurar a inadimplência e sujeitará os responsáveis
às penas da lei.
Prestação de Contas
A propaganda eleitoral, que começa a ser veiculada em agosto do ano
eleitoral, busca, por meio das ferramentas publicitárias permitidas na
legislação eleitoral, influenciar no processo decisão do eleitorado, com a
divulgação do currículo dos candidatos, respectivas realizações,
propostas e mensagens, durante a campanha. 
Na propaganda eleitoral, o objetivo é conquistar o voto do eleitor.
Previsto na legislação eleitoral (CE e LE) e Resolução 23.610/2019 ->
atualizada em 2024. 
Propaganda eleitoral
LE Art. 36-A. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido
explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-
candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social,
inclusive via Internet:
 I – a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas,
encontros ou debates no rádio, na televisão e na Internet
II – a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos
partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas
públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser
divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária
III – a realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a
divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-
candidatos; 
Propaganda eleitoral
DA PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL
DA PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL
IV – a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de
votos; 
V – a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais; 
VI – a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de
veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar
ideias, objetivos e propostas partidárias; 
VII – campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade prevista no inciso IV do § 4º do
art. 23 desta lei.
§ 2º Não será permitido qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão.
Propaganda eleitoral
DA PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL
LE Art. 36-B. Será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte do
presidente da República, dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do
Supremo Tribunal Federal, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem
propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições. 
LE Art 39. § 7º É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para
promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a
finalidade de animar comício e reunião eleitoral. 
§ 8º É vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive eletrônicos, sujeitando-se a
empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da
propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais) a
R$15.000,00 (quinze mil reais). 
Propaganda eleitoral
Showmício é para exaltar um candidato ou partido. Já um evento para fins de
arrecadação (no qual pode haver um show de um artista) é um instrumento
de financiamento de campanha. Isso é permitido pela Lei das Eleições (art.
23, § 4º, inciso V) e o STF fez uma interpretação conforme à CF desse
dispositivo.Propaganda eleitoral
CAPTAÇÃO ILÍCITA 
LE Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada
por esta lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o
voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde
o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil
Ufirs, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei
Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990. 
§ 1º Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando
a evidência do dolo, consistente no especial fim de agir. 
§ 2º As sanções previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a
pessoa, com o fim de obter-lhe o voto.
Propaganda eleitoral
DA PROPAGANDA ELEITORAL NA IMPRENSA ESCRITA, NO RÁDIO E NA TELEVISÃO
LE Art. 43. São permitidas, até a antevéspera das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita, e a
reprodução na Internet do jornal impresso, devendo constar o valor pago no anúncio.
LE Art. 44. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito definido
nesta lei, vedada a veiculação de propaganda paga. 
§ 1º A propaganda eleitoral gratuita na televisão deverá utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou o
recurso de legenda, que deverão constar obrigatoriamente do material entregue às emissoras. 
§ 2º No horário reservado para a propaganda eleitoral, não se permitirá utilização comercial ou propaganda
realizada com a intenção, ainda que disfarçada ou subliminar, de promover marca ou produto. 
LE Art. 46. facultada pelas emissoras a realização de debates sobre eleições 
Propaganda eleitoral
DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET
LE Art. 57-A. É permitida a propaganda eleitoral na Internet, nos termos desta lei, após o dia 15 de agosto do
ano da eleição.
Art. 57-B. A propaganda eleitoral na Internet poderá ser realizada nas seguintes formas:
I – em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou
indiretamente, em provedor de serviço de Internet estabelecido no país;
II – em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado,
direta ou indiretamente, em provedor de serviço de Internet estabelecido no país;
III – por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou
coligação;
IV – por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e aplicações de Internet assemelhadas
cujo conteúdo seja gerado ou editado por:
a) candidatos, partidos ou coligações; ou 
b) qualquer pessoa natural, desde que não contrate impulsionamento de conteúdos.
Art. 57-C. É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na Internet, excetuado o
impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado
exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes.
Propaganda eleitoral
DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET
LE Art. 57-C. § 1º É vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na Internet, em
sítios:
I – de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos; 
II – oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. 
Art. 57-D. É livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por
meio da rede mundial de computadores – Internet, assegurado o direito de resposta, nos termos das
alíneas a, b e c do inciso IV do § 3º do art. 58 e do 58-A, e por outros meios de comunicação interpessoal
mediante mensagem eletrônica. 
Art. 57-H. Sem prejuízo das demais sanções legais cabíveis, será punido, com multa de R$5.000,00 (cinco
mil reais) a R$30.000,00 (trinta mil reais), quem realizar propaganda eleitoral na Internet, atribuindo
indevidamente sua autoria a terceiro, inclusive a candidato, partido ou coligação. 
§ 1º Constitui crime a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas com a finalidade específica de emitir
mensagens ou comentários na Internet para ofender a honra ou prejudicar a imagem de candidato, partido ou
coligação, punível com detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa de R$15.000,00 (quinze mil reais) a
R$50.000,00 (cinquenta mil reais). 
DO DIREITO DE RESPOSTA
LE Art. 58. A partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado o direito de
resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por
conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente
inverídica, difundidos por qualquer veículo de comunicação social. 
Prazos solicitação de resposta perante à JE (contados a partir da veiculação):
- 24h quando for horário eleitoral gratuito;
- 48h, quando for programação normal de emissoras de rádio e tv;
- 72h, quando for imprensa escrita;
- A qualquer tempo, quando for conteúdo divulgado na internet ou 72h após a retirada.
Propaganda eleitoral
Propaganda eleitoral
PESQUISAS E TESTES PRÉ-ELEITORAIS
LE Art. 33. As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos
candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça
Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes informações
I – quem contratou a pesquisa;
II – valor e origem dos recursos despendidos no trabalho;
III – metodologia e período de realização da pesquisa;
IV – plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de
realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro;
V – sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de
campo;
VI – questionário completo aplicado ou a ser aplicado;
VII – nome de quem pagou pela realização do trabalho e cópia da respectiva nota fiscal. 
§ 3º A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações de que trata este artigo sujeita os
responsáveis a multa no valor de cinquenta mil a cem mil Ufirs. 
§ 4º A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e
multa no valor de cinquenta mil a cem mil Ufirs. 
Permissões e vedações no dia da eleição
RES 23.610/19 
Art. 82. É permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da
preferência da eleitora ou do eleitor por partido político, coligação, federação,
candidata ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches,
dísticos, adesivos e camisetas ( Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, caput ). (Redação dada
pela Resolução nº 23.671/2021)
§ 1º Para fins do disposto no caput, é vedado, no dia da eleição, até o término do
horário de votação, com ou sem utilização de veículos (Lei nº 9.504/1997, art. 39, §
5º, III e art. 39-A, § 1º) :
I - aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou os instrumentos de
propaganda referidos no caput deste artigo;
II - caracterização de manifestação coletiva e/ou ruidosa;
III - abordagem, aliciamento, utilização de métodos de persuasão ou convencimento;
IV - distribuição de camisetas.
Propaganda eleitoral
Permissões e vedações no dia da eleição
RES 23.610/19 
§ 2º No recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras, é proibido às servidoras e
aos servidores da Justiça Eleitoral, às mesárias e aos mesários e às escrutinadoras e
aos escrutinadores o uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda
de partido político, coligação, federação, candidata ou candidato ( Lei nº 9.504/1997,
art. 39-A, § 2º ). (Redação dada pela Resolução nº 23.671/2021)
§ 3º À fiscalização partidária, nos trabalhos de votação, só é permitido que, de seus
crachás, constem o nome e a sigla do partido político, da federação ou da coligação a
que sirvam, vedadaa padronização do vestuário ( Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, § 3º ).
(Redação dada pela Resolução nº 23.671/2021)
§ 4º No dia da eleição, serão afixadas cópias deste artigo em lugares visíveis nos
locais de votação (Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, § 4º) .
§ 5º A violação dos §§ 1º a 3º deste artigo configurará divulgação de propaganda, nos
termos do inciso III do § 5º do art. 39 da Lei nº 9.504/1997 .
Propaganda eleitoral
 
Crimes
É considerado crime, no dia da eleição, o uso de alto-falantes e amplificadores
de som; a realização de comício ou carreata; a persuasão do eleitorado; a
propaganda de boca de urna; a divulgação de propaganda de partido ou
candidato; e a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento,
podendo ser mantidos em funcionamento aplicativos e conteúdos que já
tenham sido publicados anteriormente.
Transporte de eleitores
O transporte de eleitores também não pode ser feito, exceto em veículos da
Justiça Eleitoral, coletivos de linhas regulares e veículos particulares de
transporte familiar. Além disso, servidores, mesários e responsáveis pelo
procedimento eleitoral são impedidos de usar vestuário ou objetos que
caracterizem propaganda de partido político, federação, coligação e candidata
ou candidato.
Permissões e vedações no dia da eleição
Propaganda eleitoral
Votação
Proibido entrar com celular na cabine de votação, assim como tirar
máquinas fotográficas etc. É autorizado entrar na cabine de votação com o
lembrete eleitoral ou o “santinho político”.
Quem estiver votando pode pedir ajuda aos mesários sobre a ordem de
votação, mas nunca sobre o voto. 
A pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida pode ser auxiliada por
alguém de sua confiança, desde que não esteja a serviço da Justiça Eleitoral,
partido político, federação ou coligação. O auxiliar deverá se identificar
perante a mesa receptora de votos.
Aos eleitores com deficiência visual é permitido utilizar alfabeto comum ou
do sistema braile para assinar o caderno de votação, e usar qualquer
instrumento mecânico que portar ou lhe for fornecido pela mesa para votar. 
Permissões e vedações no dia da eleição
Propaganda eleitoral
DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS
LE Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a
igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:
ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes
à administração direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal, dos territórios e dos municípios,
ressalvada a realização de convenção partidária;
nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou
por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar
servidor público, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob
pena de nulidade de pleno direito, ressalvados a nomeação dos aprovados em concursos públicos
homologados até o início daquele prazo;
nos três meses que antecedem o pleito realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e
municípios, e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos
destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com
cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública
Ac.-TSE, de 7.4.2022, no AgR-AREspE nº 060093020: as condutas deste artigo se configuram com a mera
prática de atos, os quais, por presunção legal, são tendentes a afetar a isonomia entre os candidatos, sendo
desnecessário comprovar a potencialidade lesiva.
Propaganda eleitoral
DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS
LE Art. 75. Nos três meses que antecederem as eleições, na realização de inaugurações é vedada a
contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos.
Parágrafo único. Nos casos de descumprimento do disposto neste artigo, sem prejuízo da
suspensão imediata da conduta, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à
cassação do registro ou do diploma. 
LE Art. 76. O ressarcimento das despesas com o uso de transporte oficial pelo presidente da
República e sua comitiva em campanha eleitoral será de responsabilidade do partido político ou
coligação a que esteja vinculado.
§ 1º O ressarcimento de que trata este artigo terá por base o tipo de transporte usado e a respectiva tarifa
de mercado cobrada no trecho correspondente, ressalvado o uso do avião presidencial, cujo ressarcimento
corresponderá ao aluguel de uma aeronave de propulsão a jato do tipo táxi aéreo.
Propaganda eleitoral
DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS
LE Art. 77. É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que
precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas. 
Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator à cassação
do registro ou do diploma.
Ac.-TSE, de 31.8.2017, no AgR-AI nº 49997 e, de 9.6.2016, no AgR-REspe nº 126025:
afasta-se a cassação do diploma quando a presença do candidato em inauguração de
obra pública ocorre de forma discreta e sem participação ativa na solenidade, não
acarretando a quebra de chances entre os players.
Propaganda eleitoral
Ação de Impugnação de Registro de Candidatura - AIRC
Impedir que o candidato escolhido em convenção partidária seja REGISTRADO, por não
atender algum requisito legal ou constitucional: 
Previsão legal: LC64/90 Prazo decadencial: 5 dias da publicação do registro passou,
perdeu.
Legitimidade Ativa: Aut. Jud. no registro ou MPE, candidato, PP ou coligação/federação (eleitor
poderá somente denunciar)
Competência:
JUIZ Pref e vice, Vereadores. 
TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD.
TSE Pres e vice.
Ações eleitorais
Ações eleitorais
Impedir e apurar a prática de atos que possam afetar a igualdade dos candidatos nos casos de abuso do
poder econômico, abuso do poder político ou de autoridade e utilização indevida dos meios de
comunicação social, penalizando com a declaração de inelegibilidade quantos hajam contribuído para a
prática do ato.
Permite inclusão de provas no curso do processo.
Previsão legal: LC64/90 Art. 22 
Prazo: Não existe na legislação prazo sobre a propositura da AIJE. Doutrina divergente, mas majoritária
diz que se inicia após registro da candidatura. TSE entende que pode se iniciar antes mesmo de começar
o período eleitoral já que, pela gravidade dos fatos, pode influenciar a legitimidade das eleições. Se
encerra na diplomação dos eleitos, ocorrendo a decadência após esse período.
Legitimidade Ativa: MPE, candidato, PP ou coligação/federação
Competência:
JUIZ Eleições municipais
Corregedor-Regional Eleitoral Gov e vice, Senador, DF, DE, DD.
Corregedor-Geral Eleitoral Pres e vice.
Ação de Investigação Judicial Eleitoral - AIJE
Ações eleitorais
Garantia da normalidade e legitimidade do exercício do sufrágio
Invalidação do diploma por meio de abuso de poder econômico, corrupção ou fraude, durante o
procedimento eletivo.
Necessária instrução com provas (pré-constituídas)
Previsão: Art. 14 § 10 e 11 CF Prazo: 15 dias da diplomação.
TSE entende que não cabe em casos de abuso de poder político ou de autoridade, exceto se tiverem
conexão com o abuso econômico.
Legitimidade Ativa: MPE, partido, coligação e candidatos (eleitor isolado NÃO tem legitimidade segundo o
TSE)
Coligação somente após o final do pleito, por partido isolado final do pleito é final da coligação, quando
inicia a AIME
Competência:
JUIZ Pref e vice, Vereadores. 
TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD.
TSE Pres e vice.
Ação de Impugnação de Mandado Eletivo
- AIME
Representação Propaganda Irregular -
Lei das Eleições (propaganda eleitoral) e
Res. 23.608/2019
Durante acampanha eleitoral, qualquer partido político, coligação, federação partidária, candidata e
candidato e o Ministério Público Eleitoral (inclusive que contenham notícias falsas e desinformação). 
Na representação, os autores devem incluir, obrigatoriamente:
a prova da autoria ou do prévio conhecimento da beneficiária ou do beneficiário da conduta
irregular;
a informação de dia e horário de exibição da propaganda no rádio e na televisão, com a respectiva
transcrição da propaganda ou trecho impugnado;
a identificação do endereço de postagem na internet (URL, URI ou URN) e a prova de que a pessoa
indicada para figurar como representada ou representado é a autora ou o autor da conduta, sem
prejuízo de inclusão, nos autos, de arquivo contendo o áudio, a imagem ou o vídeo da propaganda
impugnada.
Competência:
JUIZ Pref e vice, Vereadores. 
TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD.
TSE Pres e vice.
Ações eleitorais
Representação por Captação Ilícita de Sufrágio
Visa combater práticas que violam a liberdade do voto, compra de voto acrescida pela Lei 9840/99
(“Lei Contra a Compra de Votos”) 
Legitimidade ativa: Qualquer Partido, coligação, candidato e o MPE partido isolado, se tiver em
coligação não pode, enquanto durar a coligação
Constitui captação de sufrágio o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o
fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função
pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição.
Desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial fim
de agir
Prazo: da candidatura até 15 dias após diplomação.
A compra de um único voto é suficiente para configurar captação ilícita de sufrágio (TSE – REspe
nº5452/SP – Dje 18-10-2016, p. 85-86).
Competência:
JUIZ Pref e vice, Vereadores. 
TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD.
TSE Pres e vice.
Ações eleitorais
Representação para Apuração de Arrecadação e Gasto Ilícitos
Captação Ilícita de Recursos art. 30-A da Lei das Eleições
O bem jurídico protegido é a “higidez” das normas relativas à arrecadação e gastos eleitorais.
A lei exclui o MP e os candidatos TSE entende que o MP tem legitimidade mas
candidatos não. 96-B §1° MPE tem legitimidade.
Provas pré-constituídas.
Prazo: da candidatura até 15 dias após diplomação.
Competência:
JUIZ Pref e vice, Vereadores. 
TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD.
TSE Pres e vice.
LE Art. 30-A.  Qualquer partido político ou coligação
poderá representar à Justiça Eleitoral, no  prazo de
15 (quinze) dias da diplomação, relatando fatos e
indicando provas, e pedir a abertura de
investigação judicial para apurar condutas em
desacordo com as normas desta lei, relativas à
arrecadação e gastos de recursos. 
Ações eleitorais
Ação de impugnação de registro ou divulgação de pesquisas eleitorais. 
A Res. TSE 23.600/2019 determina diversas regras para as pesquisas eleitorais, sobre
seu registro e divulgação.
Legitimidade ativa: Ministério Público Eleitoral, os candidatos, os partidos políticos e
as coligações.
O pedido de impugnação do registro de pesquisa deve ser autuado no Processo
Judicial Eletrônico (PJE), na classe Representação (Rp), a qual será processada na
forma da resolução do Tribunal Superior Eleitoral que dispõe sobre as
representações, as reclamações e os pedidos de direito de resposta.
Considerando a relevância do direito invocado e a possibilidade de prejuízo de difícil
reparação, poderá ser determinada a suspensão da divulgação dos resultados da
pesquisa impugnada ou a inclusão de esclarecimento na divulgação de seus
resultados.
A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis
meses a um ano e multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00.
Ações eleitorais
Fraude à cota de gênero – Será uma AIJE
A denúncia poderá ser feita por qualquer pessoa à Justiça Eleitoral ou através do MP, ainda
candidatos, partidos e federações.
A Súmula 73 do TSE apresenta o seguinte enunciado:
A fraude à cota de gênero, consistente no que diz respeito ao percentual mínimo de 30% de
candidaturas femininas, nos termos do art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997, configura-se com a
presença de um ou alguns dos seguintes elementos, quando os fatos e as circunstâncias do
caso concreto assim permitirem concluir:
- votação zerada ou inexpressiva;
- prestação de contas zerada, padronizada ou ausência de movimentação financeira
relevante;
- ausência de atos efetivos de campanha, divulgação ou promoção da candidatura de
terceiros.
Ações eleitorais
O reconhecimento do ilícito acarretará as seguintes consequências:
cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da legenda e
dos diplomas dos candidatos a ele vinculados, independentemente de prova de
participação, ciência ou anuência deles;
inelegibilidade daqueles que praticaram ou anuíram com a conduta, nas hipóteses de
Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE);
nulidade dos votos obtidos pelo partido, com a recontagem dos quocientes eleitoral e
partidário (artigo 222 do Código Eleitoral), inclusive para fins de aplicação do artigo
224 do Código Eleitoral, se for o caso.
Também é necessário o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário (por se tratar
de eleição pelo sistema proporcional). Além disso, em alguns casos, é declarada a
inelegibilidade das pessoas envolvidas na fraude.
Ações eleitorais
Recurso contra diplomação – RCD
Chamado recurso mas tem caráter de ação tenta afastar o eleito do mandato.
Prazo: 3 dias da diplomação
Leg. Ativa: MPE, PP, col/fed, candidatos (TSE entende que somente o que possa ser
beneficiado diretamente);
Competência:
Eleições mun. TRE
Eleiçõs gerais TSE (interposto no TRE para conhecimento, TSE julga)
Eleições Pres. TSE 
Ações eleitorais
CE art 257 a 282 
Via de regra recursos não tem efeito suspensivo;
Recurso Ordinário contra decisão de juiz/TRE sobre cassação de registro,
afastamento de titular ou perda de mandato terá ef. Susp.
Celeridade processual, prazos de 3 dias (regra) a contar de acórdão, sentença,
despacho, ato, resolução... (dias corridos)
Prazos preclusivos (passou, perdeu) exceto sobre matéria const.
Necessita advogada(o), sempre.
Gratuitos (sem preparo).
Recursos eleitorais
Principais recursos que a CESPE cobrou:
Juiz TRE (CE Art. 266 e 267 - recurso de decisão de juiz sobe pro TRE)
TRE TSE 
Recurso Especial Eleitoral contra expressa disposição de lei OU divergência de
interpretação entre 2 ou mais TREs.
Agravo de Instrumento quando negado o Respe
Recurso Ordinário Contra negação de HC ou MS/Decisão que versa sobre inelegibilidade
ou expedição de diplomas federais e estaduais.
Recursos eleitorais
Principais recursos que a CESPE cobrou:
Contra decisões do TSE STF
Irrecorríveis, exceto quando:
 negarem HC ou MS Rec. Ordinário 
 CF art 102, III contrariar a CF, declarar lei federal inconstitucional ou julgar
válida lei ou ato de governo contra a CF Rec. Extraordinário 
Recursos eleitorais
Ação de Impugnação de
Registro de Candidatura
Prazo
5 DIAS da publicação do registro
Hipóteses
Afastar o candidato que não cumpra
requisito legal
Características
Leg. Ativa
Autoridade Judiciária no registro ou MPE,
Candidato;
Partido Político; 
Coligação/federação.
Candidato que não cumpra
condições de elegibilidade
Causas de
Inelegibilidade
Competência
LC 64/90, artigos 3º ao 16
ONDE?
Juiz: Prefeito e vice, Vereadores.
TRE: Governador e vice, Senador,
Deputado Federal, Deputado Estadual,
DD.
TSE: Presidente e vice
Ex: de não cabimento é partido não ter candidato próprio ao cargo majoritário 
( eleições municipais), o partido não poderá falar em infidelidade partidária e afins 
para impedir que candidato ao proporcional concorra ao cargo caso apoie outro 
candidato, que não aqueleescolhido, para o cargo majoritário. (meu caso m 2020)
Ação de Investigação
Judicial Eleitoral
Prazo
AUSENTE NA LEI
TSE entende desde pré eleição
até diplomação
Hipóteses
Abuso de poder político,
econômico;
Abuso de autoridade;
Uso indevido dos meios de
comunicação;
Conduta contra Lei das Eleições.
Características
Leg. Ativa
MPE;
Candidato; 
Partido Político;
Coligação/Federação
Permite provas no curso do
processo
Competência
LC 64/90, artigo 22
ONDE?
Corregedor Geral: Presidente e vice.
Corregedor Regional: Governador e vice, Senador,
Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado
Distrital.
Juiz: Prefeito e vice, Vereadores.
Ação de impugnação
de Mandado Eletivo
Prazo
ATÉ 15 DIAS 
da DIPLOMAÇÃO
Hipóteses
Cassação do mandato,
Fraude,
Corrupção,
Abuso de poder econômico.
Características
Leg. Ativa
MPE;
Candidato; 
Partido Político;
Coligação/Federação
Segredo de Justiça MAS
com JULGAMENTO
PÚBLICO
Competência
CF. Artigo 14, §§ 10 e 11
ONDE?
Juiz: Prefeito e vice, Vereadores.
TRE: Governador e vice, Senador, Deputado Federal,
Deputado Estadual, Deputado Distrital.
TSE: Presidente e vice.
Provas pré-constituídas
VedadaInscrição CNPJ, registra estatuto
no TSE, âmbito nacional, necessita
assinatura de eleitores
previamente ao registro.
6 meses para filiação ao
concorrer (mesmo prazo
do domicílio)
PRAZO
Em eleições
proporcionais o cargo é
do partido 
(via de regra);
A+B =C
A+B = A ou B
 (um deixa de existir)
Deixa de existir
EXTINÇÃOObrigatoriedade de prestação de contas,
recebe Fundo Partidário para custas
anuais normais
(água, aluguel, luz, funcionários,
passagens, etc). 
Desaprovação das contas não
gera impedimento de participar
do pleito.
instrução
militar/paramilitar, uso de
uniformes etc.
Fusão
Incorporação
Partidos Políticos
Campanha Eleitoral
Pessoa Física
não é doação, criado em 2017
após proibição de doação de PJ
Art. 23 em diante
ARRECADAÇÃO
Prestação de contas
deve ser feita pelo
candidato
Art. 26 em diante
GASTOS PREVISTOS
Os recursos $$ podem ser administrados
pelo candidato ou representante
Pode usar 10% dos limites
previstos para o cargo que
concorrer (não é 10% do
rendimento)
Pode doar no limite de 10%
do rendimento bruto
declarado no ano anterior
FEFC - Fundo Especial de
Financiamento de Campanha
- Fundão Eleitoral
FEFC usado somente para
campanhas, deve ser
devolvido se sobrar
Candidato
Se não prestar, não é diplomado;
Partido perde direito a quota de
Fundo Partidário e FEFC
Comprovados captação ou gastos
ilícitos de recursos, será negado
diploma ao candidato, ou cassado, se
já houver sido outorgado.
Financiamento público para campanhas eleitorais, objetivo central é uma 
maior igualdade de disputa para maio representatividade com foco nos 
grupos historicamente excluídos , como mulheres e pessoas negras. Este 
surgiu após o STF proibir em 2015 doações de pessoas jurídicas, com 
objetivo de evitar abusos e desigualdades entre os concorrentes. 
Recursos Eleitorais
Gratuito
Recurso Ordinário contra decisão
de juiz/TRE sobre cassação de
registro, afastamento de titular ou
perda de mandato terá 
EFEITO SUSPENSIVO
Necessita advogada(o),
SEMPRE Prazos preclusivos
 --> passou, perdeu --> exceção: matéria constitucional.
Prazos de 3 dias CORRIDOS
(regra) a contar de acórdão,
sentença, despacho, ato,
resolução...
Sem preparo
CELERIDADE
PROCESSUAL
Via de regra recursos não tem efeito
suspensivo
EXCETO
Recurso Especial Eleitoral --> contra expressa disposição de lei OU
divergência de interpretação entre 2 ou mais TREs
Recurso Ordinário --> Contra negação de HC ou MS/Decisão que versa
sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas federal e estadual.Juiz sobe
pro TRE
TRE sobe
pro TSE
Decisões do TSE são
irrecorríveis (regra)
 Sobem pro STF
EXCEÇÃO
Se contrariar a CF, declarar
inconstitucionalidade de lei federal ou julgar
valida lei ou ato de governo contra a CF.
cabe Recurso
ordinário
cabe Recurso
Extraordinário
SE NEGAREM HC ou MS
Recurso contra Diplomação
Prazo
3 dias
da DIPLOMAÇÃO
Legitimidade
Ativa
RCD
Chamado recurso mas tem caráter
de ação --> tenta afastar o eleito
do mandato.
Ministério Público Eleitoral
Partido Político
Coligação/Federação
Candidatos (TSE entende que somente o que
possa ser beneficiado diretamente);
Eleições
Eleições municipais --> TRE
Eleições gerais --> Interposto no TRE para
conhecimento, porém TSE julga
Eleições Presidenciais --> TSE
Perda do mandato e eleições suplementares
Art. 222 do CE. É também anulável a votação, quando viciada de
falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237, ou
emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios
vedado por lei.
Art. 237 do CE. A interferência do poder econômico e o desvio ou
abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto,
serão coibidos e punidos.
Arts. 219 a 224 do Código Eleitoral tratam de nulidade
Ainda...
Art. 175 do CE. (...)
§ 3º Serão nulos, para todos os efeitos, os votos dados a candidatos inelegíveis ou não
registrados.
Consequência pode ser convocação de um novo pleito.
Art. 224 do CE. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições
presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições
municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia
para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.
(...)
§ 3º A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação
do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta,
após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do
número de votos anulados.
Como isso pode ocorrer por:
AIRC
RCED
AIJE
AIME
Representação do art. 30-A da Lei das Eleições
Representação por captação ilícita de sufrágio (art. 41-A da Lei das Eleições)
Representação por conduta vedada (arts. 73 a 77 da Lei das Eleições)
Recurso contra expedição de diploma 
Art. 41-A da LE. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de
sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao
eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza,
inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da
eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e cassação do registro
ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no
64, de 18 de maio de 1990. 
Art. 75 da LE. Nos três meses que antecederem as eleições, na realização de
inaugurações é vedada a contratação de shows artísticos pagos com recursos
públicos.
 Parágrafo único. Nos casos de descumprimento do disposto neste artigo, sem prejuízo
da suspensão imediata da conduta, o candidato beneficiado, agente público ou não,
ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma. 
Violação a regra da cota de gênero: 
Art. 10, § 3º, da LE. Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo,
cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo
de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.
Art. 224 do CE. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições
presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições
municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia
para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.
(...)
§ 3º A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação
do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta,
após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do
número de votos anulados.
Voto nulo que decorre da
vontade ou erro do eleitor 
Voto anulável que advém
de decisão judicial que
reconhece o ato ilícito
Causador da nulidade

Mais conteúdos dessa disciplina