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Poder Representativo Ou Sistema Representativo Através do voto Representantes nos poderes Executivo e Legislativo CF Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Art. 14 CF: A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. Poder Representativo Artigo 14 da CF: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. Referendo é uma forma de consulta popular a algo posterior, visando ratificar ato existente. Ex.: O referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005, não aprovou o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826 de 22 de dezembro de 2003). Plebiscito é também forma de consulta popular, porém é prévia ao ato legislativo ou administrativo. Ex.: Em 21 de abril de 1993, foi realizado plebiscito que demandava escolher monarquia ou república e parlamentarismo ou presidencialismo. Essa consulta consolidou a forma e o sistema de governo atuais. Iniciativa Popular é quando a população pode enviar ideias de projetos de lei para a Câmara dos Deputados. A CF exige a assinatura de 1% dos eleitores, distribuídos por pelo menos 5 estados da Federação. Em cada um deles, é preciso no mínimo três décimos dos eleitores. Poder Representativo Voto Direto Secreto Universal Periódico CF Art. 60. § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: II - o voto direto, secreto, universal e periódico;” E o voto Obrigatório? não é cláusula pétrea, podendo ser modificado por EC Poder Representativo Direitos Positivos Direitos Negativos Capacidade Eleitoral Ativa Capacidade Eleitoral Passiva Inelegibilidades Perda ou Suspensão Votar Ser eleitor Alistabilidad e. Ser votado Elegibilidade Negação da capacidade eleitoral Passiva. Ela NÃO interfere na Capacidade Ativa Normalmente, temporários, podendo ser resgatados após cumprimento de algumas exigências. As bancas gostam muito de confundir Direitos Políticos Negativos com a Capacidade Eleitoral Passiva Capacidade Eleitoral Alistabilidade A) Possuir alistamento eleitoral – ou o Título de Eleitor; B) Ser maior de 16 anos; C) Possuir nacionalidade brasileira (seja nato ou naturalizado); D) Não ser conscrito durante serviço militar obrigatório Capacidade Eleitoral El eg ib ili da de A) Alistamento Eleitoral (exercer capacidade eleitoral ativa); B) Nacionalidade brasileira; C) Pleno exercício dos direitos políticos (estar ‘em dia’); D) Filiação Partidária (o Brasil não admite candidatura avulsa – CF art. 14, §3º, V; E) Domicílio eleitoral (na circunscrição onde pretende ser candidato); F) Idade mínima de acordo com o cargo * (o que mais cai). a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. Capacidade Eleitoral Precisa ter 18anos completo até à data de registro da candidatura , art.11,parágrafo 2º, LE 9504/97 Inelegibilidade Inelegibilidade ‘Absoluta’ – CF art. 14 § 4º a) Inalistáveis – O que não pode se alistar/votar (estrangeiros e conscritos) b) Analfabeto – Pode votar (possui capacidade eleitoral ativa) mas não pode ser votado (não possui capacidade eleitoral passiva) Inelegibilidade Relativa – CF art. 14 §5º, 6º e 8º. Rol exemplificativo. “O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente.” Reeleição somente 1x (executivo) Legislativo não tem limitação! Capacidade Eleitoral Inelegibilidade Inelegibilidade Reflexa – CF Art. 14 §7º São inelegíveis para a mesma base eleitoral (jurisdição do titular): a) Cônjuge do Presidente, Governador e Prefeito. b) Parentes em 2º grau, inclusive por adoção, do Presidente, Governador e Prefeito. Atenção: NÃO gera se o parente já for titular de cargo (mandato eletivo vigente) e se for candidato a reeleição! Súm. Vinculante 18 STF: Separação no curso do mandato não afasta a inelegibilidade reflexa. Presidente – Gera inelegibilidade para TODOS os cargos. Governador – Governador, Dep. Est., Dep. Fed., Senador (pelo estado), Prefeito e vereador. Prefeito – Prefeito e vereador. Capacidade Eleitoral Perda e Suspensão dos Direitos Políticos – Art. 15 CF Perda: a) Recusa de cumprir obrigação legal a todos imposta ou prestação alternativa; b) Perda da nacionalidade nos casos de: b.1) Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; b.2) Brasileiro nato que opta por outra nacionalidade; Vedação cassação de Direitos Políticos Capacidade Eleitoral Art 12, § 4º, I - cf - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial em • virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou atentado contra a ordem constitucional e o Estado democrático. Art 15, I , cf - cancelamento de naturalização por sentença transitada em julgado . • EC 131/23 - art 12: essa emenda eliminou a perda automática de nacionalidade brasileira pela mera aquisição de outra nacionalidade, ou seja, não há mais que se falar de perda de direitos políticos. Art. 15, III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos• II - Incapacidade Absoluta. V - improbidade administrativa, nos termos do Art.37, §4º IV - termos do Art. 5 VIII cf " ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção • filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa." Perda e Suspensão dos Direitos Políticos – Art. 15 CF A suspensão poderá se dar nos casos de: a) Incapacidade civil absoluta; b) Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; c) Improbidade administrativa – cfe Lei 8429/92 e art. 37 §4º CF art. 37 § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. Capacidade Eleitoral Limitações decorrentes de descumprimento do dever eleitoral. Capacidade Eleitoral passiva – Elegibilidade prejudicada. O eleitor ou eleitora que não estiver em dia com a Justiça Eleitoral não poderá: Obter passaporte ou carteira de identidade (essa restrição não se aplica ao eleitor no exterior que requeira novo passaporte para identificação e retorno ao Brasil, nos termos do § 4º do art. 7º do Código Eleitoral). Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição. Participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos Estados, dos Territórios, do Distrito Federal, dos Municípios ou das respectivas autarquias. Obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de créditopoderá participar do pleito suplementar? Causador da nulidade poderá participar do pleito suplementar? A eleição suplementar não é uma simples repetição do escrutínio, mas um novo processo eleitoral completo, com registro de candidaturas, propaganda, eleitoral, votação, etc. Novos eleitores podem ser incorporados, devido a novas inscrições ou transferências. REGISTRO DE CANDIDATURAS Arts. 10 a 16-B da LE Para concorrer, é necessário estar filiado e ser escolhido em convenção: Art. 11, § 14, da LE: É vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o equerente tenha filiação partidária. Pedido de registro de candidatura Demonstrativo de Regularidade dos Atos partidários (DRAP) Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) Prazo para o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC): Art. 11 da LE. Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. (...) § 4º Na hipótese de o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes poderão fazê-lo perante a Justiça Eleitoral, observado o prazo máximo de quarenta e oito horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. Quem julga? Eleições municipais Eleição presidencial Eleições estaduais e federais Documentação exigida (art. 11, § 1º, da LE): I - cópia da ata a que se refere o art. 8º (ata da convenção partidária na qual foram escolhidos os candidatos); II - autorização do candidato, por escrito; III - prova de filiação partidária; IV - declaração de bens, assinada pelo candidato; V - cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência de domicílio no prazo previsto no art. 9º; VI - certidão de quitação eleitoral; (...) Para fins de expedição da certidão, consideram-se quites aqueles que condenados ao pagamento de multa, tenham, até a data da formalização do seu pedido de registro de candidatura, comprovado o pagamento ou o parcelamento da dívida regularmente cumprido (art. 11, § 8º) Súmula 50 do TSE. O pagamento da multa eleitoral pelo candidato ou a comprovação do cumprimento regular de seu parcelamento após o pedido de registro, mas antes do julgamento respectivo, afasta a ausência de quitação eleitoral. O magistrado eleitoral possui cognição limitada: Súmula 41 do TSE. Não cabe à Justiça Eleitoral decidir sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas por outros órgãos do Judiciário ou dos tribunais de contas que configurem causa de inelegibilidade. Súmula 52 do TSE: Em registro de candidatura, não cabe examinar o acerto ou desacerto da decisão que examinou, em processo específico, a filiação partidária do eleitor. Isonomia entre homens e mulheres: Art. 10, § 3º, da Lei 9.504/97. Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. E se houver fraude? Súmula 73 do TSE: (...) configura-se com a presença de um ou alguns dos seguintes elementos: (1) votação zerada ou inexpressiva; (2) prestação de contas zerada, padronizada ou ausência de movimentação financeira relevante; e (3) ausência de atos efetivos de campanhas, divulgação ou promoção da candidatura de terceiros. Súmula 73 do TSE: (...) o reconhecimento do ilícito acarretará: (a) a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) da legenda e dos diplomas dos candidatos a ele vinculados, independentemente de prova de participação, ciência ou anuência deles; (b) a inelegibilidade daqueles que praticaram ou anuíram com a conduta, nas hipóteses de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE); (c) a nulidade dos votos obtidos pelo partido, com a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário (art. 222 do Código Eleitoral), inclusive para fins de aplicação do art. 224 do Código Eleitoral. A fraude à cota de gênero de candidaturas femininas representa afronta aos princípios da igualdade, da cidadania e do pluralismo político, na medida em que a “ratio” do art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997 é ampliar a participação das mulheres no processo político–eleitoral. [...]. Caracterizada a fraude e, por conseguinte, comprometida a disputa, a consequência jurídica em sede de Ação de Investigação Judicial Eleitoral é: i) a cassação dos candidatos vinculados ao Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap), independentemente de prova da participação, ciência ou anuência deles; ii) a inelegibilidade daqueles que efetivamente praticaram ou anuíram com a conduta; e iii) a nulidade dos votos obtidos pela Coligação, com a recontagem do cálculo dos quocientes eleitoral e partidários, nos termos do art. 222 do Código Eleitoral. (TSE - Ac. de 12.8.2022 no REspEl nº 060023973, rel. Min. Alexandre de Moraes.) Idade mínima: Art. 14, § 3º, da CF. São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. E quando é verificada essa idade mínima? E quando é verificada essa idade mínima? Art. 11, § 2º, da LE. A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro. Substituição de candidatos: O partido, coligação ou federação pode substituir candidato que (art. 13, caput, da LE): for considerado inelegível; renunciar; falecer após o termo final do prazo do registro; ou tiver seu registro indeferido ou cancelado. Como se dará a escolha dos substitutos? Qual o prazo? Art. 13 da LE. (...) § 1º A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez) dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. (...) § 3º Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo pedido for apresentado até 20 (vinte) dias antes do pleito, exceto em caso de falecimento de candidato, quando a substituição poderá ser efetivada após esse prazo. Prazo para análise do pedido de registro de candidatura: Art. 16 da LE. Até vinte dias antes da data das eleições, os Tribunais Regionais Eleitorais enviarão ao Tribunal Superior Eleitoral, para fins de centralização e divulgação de dados, a relação dos candidatos às eleições majoritárias e proporcionais, da qual constará obrigatoriamente a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem. § 1º Até a data prevista no caput, todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas. § 2º Os processos de registro de candidaturas terão prioridade sobre quaisquer outros, devendo a Justiça Eleitoral adotar as providências necessárias para o cumprimento do prazo previsto no § 1º, inclusive com a realização de sessões extraordinárias e a convocação dos juízes suplentes pelos Tribunais, sem prejuízo da eventual aplicação do disposto no art. 97 e de representação ao Conselho Nacional de Justiça. Candidato “sub judice”: Art. 16-A da Lei 9.504/97. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanhaeleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior. Art. 16-A, parágrafo único, da Lei 9.504/97. O cômputo, para o respectivo partido ou coligação, dos votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja sub judice no dia da eleição fica condicionado ao deferimento do registro do candidato (ADIs 4513 e 4542). STF: Candidaturas “sub judice” compreende três situações distintas: a) o registro indeferido com recurso pendente; b) o registro deferido com recurso pendente; e c) o registro ainda não apreciado. Registro da candidatura foi negado pela instância inicial , mas o candidato recorreu da decisão e ainda está aguardando julgamento Registro ainda não foi analisado ou julgado pela justiça eleitoral . Aguarda decisão. Registro de candidatura negado, pela instância inicial , mas recorreu e o julgamento ainda não foi finalizado. Concluiu o STF que o parágrafo único do art. 16 deve ser interpretado no sentido de excluir do cômputo para o respectivo partido apenas os votos atribuídos ao candidato cujo registro esteja indeferido sub judice no dia da eleição (a), não se aplicando no caso de candidatos com pedido de registro deferido ou não apreciado (b e c). SISTEMAS ELEITORAIS Sistema majoritário Sistema proporcional Distribui as vagas com base na votação total do partido/federação , garantindo representação proporcional, usado para os cargos legislativos (vereador, deputado estadual/ distrital e deputado federal). Nesse caso, o legislativo reflete uma representação proporcional da população. Não é mais permitido coligação no proporcional, apenas majoritário. Emenda constitucional 97/2017, que passou a vigorar na eleição de 2022, agora pode apenas federação, onde os partidos precisam atuar juntos durante todo mandato e durante a eleição, mínimo de 4 anos. Vence o candidato mais votado - eleições para cargos do executivo ( prefeito, governador e presidente e respectivos vices). É importante lembrar que existe uma exceção aqui, que é o senador, isso se dá pelo fato de que o senado representa o estado como unidade federativa e não a população. Aqui temos uma lógica de equilíbrio entre os estados, garantindo que todos tenha, o mesmo peso político, isso reflete o modelo federativo do Brasil, onde o senado funciona como uma casa de equilíbrio entre as unidades da federação. Portanto, apesar de estar no legislativo, concorre no sistema majoritário. --> No majoritário pode ter coligação. Art. 106 do CE. Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, se superior. Art. 107 do CE. Determina-se para cada partido o quociente partidário dividindo-se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda, desprezada a fração. Art. 108 do CE. Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um partido que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% (dez por cento) do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido. Votação nominal: votos diretos em um candidato específico O partido precisa ter votos suficientes para alcançar o quociente • partidário Cada candidato do partido precisa ter recebido ao menos 10% do • quociente eleitoral para estar apto a ocupar uma vaga Distribuição das sobras eleitorais: Art. 109. Os lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em razão da exigência de votação nominal mínima a que se refere o art. 108 serão distribuídos de acordo com as seguintes regras: I – dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de lugares por ele obtido mais 1 (um), cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima; II – repetir-se-á a operação para cada um dos lugares a preencher; III - quando não houver mais partidos com candidatos que atendam às duas exigências do inciso I deste caput, as cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias. Distribuição das sobras eleitorais: Art. 109. (...) § 2º Poderão concorrer à distribuição dos lugares todos os partidos que participaram do pleito, desde que tenham obtido pelo menos 80% (oitenta por cento) do quociente eleitoral, e os candidatos que tenham obtido votos em número igual ou superior a 20% (vinte por cento) desse quociente. Art. 111. Se nenhum partido alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados. ADIs 7.228, 7.263 e 7.325: AÇÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL. ELEITORAL. ART. 109, § 2º, E ART. 111 DO CÓDIGO ELEITORAL. (...). INAPLICAÇÃO DA CLÁUSULA DE DESEMPENHO PARTIDÁRIO, NA PROPORÇÃO DE 80% DO QUOCIENTE ELEITORAL, À TERCEIRA FASE DE DISTRIBUIÇÃO DAS CADEIRAS REMANESCENTES POR DESCUMPRIMENTO AOS PRINCÍPIOS DO PLURALISMO POLÍTICO, DA SOBERANIA POPULAR, DA REPRESENTATIVIDADE E DA PROPORCIONALIDADE PARTIDÁRIA. Na aplicação da • cláusula de desempenho apenas os partidos ou federações que alcançam 80% do quociente eleitoral podem disputar as cadeiras remanescentes. Objetivo é fortalecer partidos com maior representatividade, respeitando os princípios do pluralismo político, soberania popular, representatividade e proporcionalidade, evitando pulverização de cadeiras por legendas com votação insignificante. A exigência de desempenho mínimo se aplica aos suplentes? A exigência de desempenho mínimo se aplica aos suplentes? Art. 112. (...) Parágrafo único. Na definição dos suplentes da representação partidária, não há exigência de votação nominal mínima prevista pelo art. 108. CANCELAMENTO E EXCLUSÃO DO ALISTAMENTO ELEITORAL Arts. 71 a 81 do Código Eleitoral Art. 71 do CE. São causas de cancelamento: I – a infração dos arts. 5º e 42; II – a suspensão ou perda dos direitos políticos; III – a pluralidade de inscrição; IV – o falecimento do eleitor; V – deixar de votar em 3 (três) eleições consecutivas. § 1º A ocorrência de qualquer das causas enumeradas neste artigo acarretará a exclusão do eleitor, que poderá ser promovida ex officio, a requerimento de delegado de partido ou de qualquer eleitor. (...) 5º Não podem alistar-se Art. 5º Não podem alistar-se eleitores: I - os analfabetos; (Vide art. 14, § 1º, II, a, da Constituição/88) II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional; III - os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direitos políticos. Parágrafo único - Os militares são alistáveis, desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor. Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas. De ofício - justiça eleitoral toma a inciativa sem necessidade de solicitação Art. 72 do CE. Durante o processo e até a exclusão pode o eleitor votar validamente. Art. 74 do CE. A exclusão será mandada processar ex officio pelo juiz eleitoral, sempre que tiver conhecimento de alguma das causas do cancelamento. Art. 80 do CE. Da decisão do juiz eleitoral caberá recurso no prazo de 3 (três) dias, para o Tribunal Regional, interposto pelo excluendo ou por delegado de partido. Art. 81 do CE. Cessada a causa do cancelamento, poderá o interessado requerer novamente a sua qualificaçãoe inscrição. PENAL E PROCESSO PENAL ELEITORAL O CPP é aplicado apenas subsidiariamente às ações penais eleitorais: Art. 364. No processo e julgamento dos crimes eleitorais e dos comuns que lhes forem conexos, assim como nos recursos e na execução, que lhes digam respeito, aplicar- se-á, como lei subsidiária ou supletiva, o Código de Processo Penal. Todos os crimes do Código Eleitoral são de ação pública incondicionada: Art. 355. As infrações penais definidas neste código são de ação pública. Institutos despenalizadores são aplicados aos crimes eleitorais? Sim,lei 9099/95 podem ser aplicados aos crimes eleitorais de menor pertenciam ofensivo ( pena máxima de 2 anos), como transação penal e suspensão condicional do processo, isso se preencher os requisitos. Crimes mais graves não. Depende da natureza do crime e das penas previstas. Sim : propaganda irregular Não: Art 344, inscrição fraudulenta de eleitores. Os crimes eleitoreiras possuem um sistema punitivo especial, como aqueles que, além de pena privativa de liberdade, preveem a cassação do registro de candidatura. A competência dos juízes eleitorais é somente para crimes eleitorais? Art. 35 do CE. Compete aos juízes: (...) II – processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos, ressalvada a competência originária do Tribunal Superior e dos tribunais regionais; Geralmente relacionadas a autoridades com foro privilegiado ou especial (foro por prerrogativa de função). Ex: governador ou deputado federal Todos os crimes eleitorais são dolosos Sim. Todos têm dolo, não há modalidade culposa Em alguns crimes, não há previsão da pena mínima: Art. 284 do CE. Sempre que este Código não indicar o grau mínimo, entende-se que será ele de quinze dias para a pena de detenção e de um ano para a de reclusão. Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEPLAG-CE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - SEPLAG-CE - Analista de Gestão Pública - Área de Atuação: Gestão e Desenvolvimento de Pessoas A respeito de aspectos atinentes à democracia e à cidadania na sociedade contemporânea, julgue o item a seguir, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e do entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF). É incompatível com a amplitude e a universalidade do sufrágio estabelecido pela CF o cancelamento do título de eleitor do cidadão que, convocado por edital, não compareça ao procedimento de revisão do alistamento eleitoral para fins de cadastro biométrico. ( ) Certo ( ) Errado STF - ADPF 541 DIREITO CONSTITUCIONAL ELEITORAL. CANCELAMENTO DE TÍTULO DECORRENTE DA SUA NÃO APRESENTAÇÃO AO PROCEDIMENTO DE REVISÃO ELEITORAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO E AO DIREITO DE VOTO. INOCORRÊNCIA. 1. O exercício do direito de voto é componente essencial da democracia representativa. O alistamento eleitoral e sua revisão periódica são indispensáveis para que esse direito seja exercido de maneira ordenada e segura. 2. A revisão eleitoral é estabelecida em lei e se destina a atualizar o alistamento eleitoral previsto na Constituição. Também o cancelamento de título não apresentado à revisão tem base legal. Inexiste qualquer elemento que sugira ter havido direcionamento, quer na revisão eleitoral, quer no cancelamento de títulos. (...) Tese de julgamento: “É válido o cancelamento do título do eleitor que, convocado por edital, não comparecer ao processo de revisão eleitoral, em virtude do que dispõe o art. 14, caput e §1º, da Constituição de 1988” . Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEPLAG-CE Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - SEPLAG-CE - Analista de Gestão Pública - Área de Atuação: Gestão e Desenvolvimento de Pessoas A respeito de aspectos atinentes à democracia e à cidadania na sociedade contemporânea, julgue o item a seguir, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e do entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF). É incompatível com a amplitude e a universalidade do sufrágio estabelecido pela CF o cancelamento do título de eleitor do cidadão que, convocado por edital, não compareça ao procedimento de revisão do alistamento eleitoral para fins de cadastro biométrico. ( ) Certo ( ) Errado Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TC-DF Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF - Procurador No que diz à inelegibilidade regulada pela Lei Complementar n.º 64/1990, julgue o item subsequente, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores. Situação hipotética: José, condenado por comercializar CDs falsificados, o que foi configurado crime de violação a direito autoral, cumpriu fielmente as penas, tendo a restritiva de direitos sido cumprida integralmente em 26/3/2020. Ele pretendia se candidatar para o cargo de prefeito nas eleições de 2020. Assertiva: Para as eleições de 2020, José encontrava-se inelegível pela prática de crime contra o patrimônio privado. ( ) Certo ( ) Errado Art. 1º da LC 64/90. São inelegíveis: I - para qualquer cargo: (...) e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes: 1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; 2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; 3. contra o meio ambiente e a saúde pública; 4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; 5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; 6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; 7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; (...) Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TC-DF Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - TC-DF - Procurador No que diz à inelegibilidade regulada pela Lei Complementar n.º 64/1990, julgue o item subsequente, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores. Situação hipotética: José, condenado por comercializar CDs falsificados, o que foi configurado crime de violação a direito autoral, cumpriu fielmente as penas, tendo a restritiva de direitos sido cumprida integralmente em 26/3/2020. Ele pretendia se candidatar para o cargo de prefeito nas eleições de 2020. Assertiva: Para as eleições de 2020, José encontrava-se inelegível pela prática de crime contra o patrimônio privado. ( ) Certo ( ) Errado CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023 Considerando as disposições legais e doutrinárias acerca do alistamento eleitoral, julgue o seguinte item. Admite-se como domicílio eleitoral qualquer lugar onde o eleitor possua vínculo específico, seja ele familiar, econômico, social ou político, uma vez que esse domicílio é definido como o local, permanente ou não, de residência do eleitor. ( ) Certo ( ) Errado Art. 23 da Res.-TSE 23.659/2021. Para fins de fixação do domicílio eleitoral no alistamento e na transferência, deverá ser comprovada a existência de vínculo residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município. CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023 Considerando as disposições legais e doutrinárias acerca do alistamento eleitoral, julgue o seguinte item. Admite-se como domicílio eleitoral qualquer lugar onde o eleitor possua vínculo específico, seja ele familiar, econômico, social ou político, uma vez que esse domicílio é definido como o local, permanente ou não, de residência do eleitor. ( ) Certo ( ) Errado CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023 Tendo em vista as inovações legislativas feitas no Brasil, desde 1995, com o objetivo de incrementar a participação feminina na política, julgue o próximo item. A comprovação de fraude na quota de gênero terá como consequência eleitoral a cassação de diplomas ou mandatos não apenas das candidaturas fictícias, mas de todosos candidatos vinculados a elas, seguida de retotalização dos resultados. ( ) Certo ( ) Errado Art. 10, § 3º, da Lei 9.504/97. Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023 Tendo em vista as inovações legislativas feitas no Brasil, desde 1995, com o objetivo de incrementar a participação feminina na política, julgue o próximo item. A comprovação de fraude na quota de gênero terá como consequência eleitoral a cassação de diplomas ou mandatos não apenas das candidaturas fictícias, mas de todos os candidatos vinculados a elas, seguida de retotalização dos resultados. ( ) Certo ( ) Errado Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEE-PE Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE- PE - Assistente Administrativo Educacional Considerando os direitos políticos e as regras constitucionais relativas aos servidores públicos, julgue o item seguinte. Caso um candidato ao cargo de presidente da República não se identifique com a ideologia de um dos partidos políticos existentes no Brasil, ele pode lançar candidatura avulsa, ou seja, independentemente de filiação partidária. ( ) Certo ( ) Errado Art. 14, § 3º, da CF. São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: Art. 9º da Lei 9.504/97. Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEE-PE Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE- PE - Assistente Administrativo Educacional Considerando os direitos políticos e as regras constitucionais relativas aos servidores públicos, julgue o item seguinte. Caso um candidato ao cargo de presidente da República não se identifique com a ideologia de um dos partidos políticos existentes no Brasil, ele pode lançar candidatura avulsa, ou seja, independentemente de filiação partidária. ( ) Certo ( ) Erradomantido pelo governo ou de cuja administração este participe, além de com essas entidades celebrar contratos. Inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles. Renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo. Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou do imposto de renda. Obter Certidão de Quitação Eleitoral, (cfe art. 11, § 7º, da Lei nº 9.504/1997) Limitações decorrentes de descumprimento do dever eleitoral. Partidos Políticos Garantir a pluralidade política, o direito de escolha. Em sua essência, é um fragmento do pensamento político da nação, cujos adeptos ou simpatizantes se vinculam a ideologias por afinidade, buscando o exercício do poder (situação) ou a fiscalização dos detentores desse poder (oposição), sem prejuízo de atividades administrativas e institucionais. Por isso temos tantos partidos com ideais diferentes, tentando assim representar ao máximo o eleitor e seus próprios ideais, suas filosofias Democracia. Partidos Políticos Bipartidarismo (ou sistema bipartidário) Existência de dois partidos principais (não necessariamente proíbe a existência de outros, porém somente dois podem disputar o poder) EUA, Austrália, NZ utilizam este sistema. Pluripartidarismo /multipartidarismo (ou sistema multipartidário) Existente no Brasil, com vários partidos com condições de alçarem o poder. Único Partido Comumente utilizado em regimes totalitários, onde somente um partido existe e disputa o poder. Sistemas Partidários Partidos Políticos Lei 9.096/97 - Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. Parágrafo único. O partido político não se equipara às entidades paraestatais. As entidades paraestatais são entidades fomentadas pelo Estado, embora não façam parte da administração pública indireta. A elas compete o desenvolvimento de tarefas de interesse social, razão pela qual se justifica o fomento pelo Poder Público, que em contrapartida deve exercer certo controle. Ex.: o Sistema S: SESI, SENAI, SESC Partidos Políticos Lei PP - Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. CF Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I - caráter nacional; II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. Criação e Registro Partidos Políticos Lei PP - Art. 3º É assegurada ao partido político autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento Art 17 CF §4º e LPP Art. 6º: É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros. Criação e Registro Lei PP e Res. 23.571- Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil, registra seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral. § 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles. Partidos Políticos Criação e Registro Apoiamento mínimo para que seja registrado estatuto depois de criado o partido com cnpj, a personalidade jurídica • Fusão: Dois partidos se juntam, se extinguindo para formar um novo A + B = C Necessário órgãos de direção nacional dos partidos elaborem projetos comuns de estatuto e programa devem ser aprovados em reunião conjunta. Não é necessário apoiamento mínimo. Incorporação: Um partido se junta a outro, vinculando sua existência, restando somente um A + B = A OU B. Cabe ao partido que vai deixar de existir deliberar pela MAIORIA ABSOLUTA de votos do órgão de deliberação nacional sobre adoção de estatuto e programa de outro Partido. STF veda fusão e incorporação de partidos que tenham menos de 5 anos. Extinção: Partido deixa de existir, sendo excluído. Dissolução, na forma do seu estatuto ou após decisão transitada em julgado no TSE registro civil cancelado. Hipóteses legais do cancelamento art. 28 Lei PP I – ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira; II – estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros; III – não ter prestado, nos termos desta lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral; IV – que mantém organização paramilitar. Partidos Políticos Fusão, Incorporação e Extinção Art. 11-A. Dois ou mais partidos políticos poderão reunir-se em federação, a qual, após sua constituição e respectivo registro perante o Tribunal Superior Eleitoral, atuará como se fosse uma única agremiação partidária. § 3º A criação de federação obedecerá às seguintes regras: II – os partidos reunidos em federação deverão permanecer a ela filiados por, no mínimo, 4 (quatro) anos; IV – a federação terá abrangência nacional e seu registro será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral. § 4º O descumprimento do disposto no inciso II do § 3º deste artigo acarretará ao partido vedação de ingressar em federação, de celebrar coligação nas 2 (duas) eleições seguintes e, até completar o prazo mínimo remanescente, de utilizar o Fundo Partidário. § 5º Na hipótese de desligamento de 1 (um) ou mais partidos, a federação continuará em funcionamento, até a eleição seguinte, desde que nela permaneçam 2 (dois) ou mais partidos. Partidos Políticos Federações Na CF, Art. 14 §3º é requisito para elegibilidade ser filiado a partido político. Ou seja, a CF veda candidatura sem filiação partidária. LPP Art. 16: Só pode se filiar aquele que se encontra no pleno gozo dos seus direitos políticos. Eleitor considerado INELEGÍVEL pode se filiar a partido político. (TSE Res 23.596/19 Art. 1§.) Vedações de atividade político-partidária: (militares); (membros do MP); (magistrados); (membros do TCU); (membros da Defensoria Pública); (servidor da J. Eleit). Art 17. Considera-se deferida a filiação que atende as regras do estatuto do partido. Art 22 - Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. Partidos Políticos Filiação Partidária LPP Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: I – morte; II – perda dos direitos políticos; III – expulsão; IV – outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo de quarenta e oito horas da decisão; V – filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva zona eleitoral. Lei das Eleições Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado no caput, será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato ao partido de origem. É um prazo mínimo, podendo o partido na sua autonomia exigir prazo maior de filiação para que um filiado possa concorrer à eleição. Partidos Políticos Filiação PartidáriaFidelidade é um instituto de direito público, já que relaciona não só o mandatário do cargo, mas sim ao eleitor que apostou nesse mandatário. Um ato de infidelidade ocasiona a perda do MANDATO eletivo pelo candidato que foi eleito. LPP Art. 26. Perde automaticamente a função ou cargo que exerça, na respectiva Casa Legislativa, em virtude da proporção partidária, o parlamentar que deixar o partido sob cuja legenda tenha sido eleito. Partidos Políticos Fidelidade Partidária Entendimento justiça eleitoral • Vale apenas para eleição • proporcional Sum. 67 TSE: cargos de eleições majoritárias não perdem o mandato por infidelidade partidária. LPP Art. 22-A Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito. Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária somente as seguintes hipóteses: I – mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; II – grave discriminação política pessoal; e III – mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente. Partidos Políticos Fidelidade Partidária Apenas pode sair do partido com uma das justas • causas elencadas na lei 30 dias + 6meses nesse caso • LPP Art. 30. O partido político, através de seus órgãos nacionais, regionais e municipais, deve manter escrituração contábil, de forma a permitir o conhecimento da origem de suas receitas e a destinação de suas despesas. LPP Art. 31. É vedado ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive através de publicidade de qualquer espécie, procedente de: Entidade ou governo estrangeiros; Entes públicos e pessoas jurídicas de qualquer natureza; Entidade de classe ou sindical; Pessoas físicas que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, ou cargo ou emprego público temporário, ressalvados os filiados a partido político. Partidos Políticos Financiamento dos partidos políticos, controle de arrecadação e prestação de contas. Justiça eleitoral recebe para prestação de contas• LPP Art. 39. Ressalvado o disposto no art. 31, o partido político pode receber doações de pessoas físicas e jurídicas para constituição de seus fundos. Ac.-STF, de 17.9.2015, na ADI nº 4650: declara a inconstitucionalidade da expressão “e jurídicas”, com eficácia ex tunc. Fundo Partidário serve para colaborar financeiramente para o funcionamento dos partidos políticos. Obrigatoriedade de prestação de contas Recebe o Fundo para custas anuais normais (água, aluguel, luz, funcionários, passagens, etc), além de custeamento de programas partidários, na propaganda doutrinária e política, alistamento e campanhas eleitorais, na contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia entre outros. Desaprovação das contas não gera impedimento de participar do pleito. Partidos Políticos Financiamento dos partidos políticos, controle de arrecadação e prestação de contas. A lei está ali ainda, mas não tem eficácia , conforme • Multa • LE Art. 6º É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária. Vedada celebração em eleições proporcionais! A coligação terá denominação própria, que poderá ser a junção de todas as siglas dos partidos que a integram, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações de partido político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários. Coligação Partidária LE Art. 7º As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido. LE Art. 8º, §1º § Aos detentores de mandato de deputado federal, estadual ou distrital, ou de vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer período da legislatura que estiver em curso, é assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. Convenções LE Art. 10. Cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no total de até 100% (cem por cento) do número de lugares a preencher mais 1 (um). LE Art. 11, § 2º A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de elegibilidade é verificada tendo por referência a data da posse, salvo quando fixada em dezoito anos, hipótese em que será aferida na data-limite para o pedido de registro. LE Art. 11 § 14. É vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o requerente tenha filiação partidária. Registro de Candidatura vereador Código Eleitoral Art. 234 a 239 (Porém muito mais amplo) Art. 234. Ninguém poderá impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio. Art. 235. O juiz eleitoral, ou o presidente da mesa receptora, pode expedir salvo-conduto com a cominação de prisão por desobediência até 5 (cinco) dias, em favor do eleitor que sofrer violência, moral ou física, na sua liberdade de votar, ou pelo fato de haver votado. Parágrafo único. A medida será válida para o período compreendido entre 72 (setenta e duas) horas antes até 48 (quarenta e oito) horas depois do pleito.. Garantia de não sofrer violência Garantias eleitorais Proteção do voto e até física CE Art. 236. Nenhuma autoridade poderá, desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito) horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. § 1º Os membros das mesas receptoras e os fiscais de partido, durante o exercício de suas funções, não poderão ser detidos ou presos, salvo o caso de flagrante delito; da mesma garantia gozarão os candidatos desde 15 (quinze) dias antes da eleição. § 2º Ocorrendo qualquer prisão o preso será imediatamente conduzido à presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a relaxará e promoverá a responsabilidade do coator. Resolução n. 23.740, de 7 de maio de 2024 Juiz das Garantias Garantias eleitorais Art. 238. É proibida, durante o ato eleitoral, a presença de força pública no edifício em que funcionar mesa receptora, ou nas imediações, observado o disposto no art. 141. Manter distância mínima de cem metros, só podendo entrar em caso de ordem do presidente da mesa receptora. Evitar o caráter intimidador da presença da força armada dentro dos locais de votação, como evitar que esse aparato seja indevidamente utilizado. Garantias eleitorais Criminalização de condutas e repressão à violência política Direito Penal como último recurso, após falhas de todas as demais disposições legislativas - Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio (art. 297, CE); - Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar (art. 301, CE); - Não observar a ordem em que os eleitores devem ser chamados para votar (art. 306, CE); - Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar de outra pessoa (art. 309, CE); - Violar ou tentar violar o sigilo do voto (art. 312, CE); - Usar, no dia da eleição, alto-falante e amplificadores de som ou promover comício ou carreata (art. 39, § 5º, I, Lei das Eleições); - Arregimentar eleitor ou realizar propaganda de boca de urna (art. 39, § 5º, II, Lei das Eleições); - Presidente da mesa receptora deixar de entregar cópia do boletim de urna aos partidos e às coligações que a solicitarem (art. 68, § 2º, Lei das Eleições); - Fornecer transporte gratuito a eleitor no dia das eleições (Lei nº 6.091/1974) Garantiaseleitorais Serão utilizados veículos de órgãos públicos (União, estados, territórios, municípios, autarquias, SEM. Não sendo suficiente, a JE requisitará os particulares (preferência para os de aluguel) Vedação aos veículos de uso militar Art. 6º A indisponibilidade ou as deficiências do transporte de que trata esta lei não eximem o eleitor do dever de votar. Garantias eleitorais Transporte de eleitores de zonas rurais – Lei nº 6.091/74 Transporte de eleitores para o local de votação é proibido, podendo ocorrer apenas nas seguintes ocasiões: a) veículos disponibilizados pela Justiça Eleitoral; b) coletivos de linhas regulares e não fretados; c) uso individual do proprietário, para o exercício de seu voto e de sua família, d) serviço normal, sem finalidade eleitoral, de veículos de aluguel. Os partidos políticos e os candidatos, com a finalidade de não interferirem no exercício do voto, ficam impedidos de oferecer qualquer tipo de transporte aos eleitores. Se fizerem, estarão cometendo crime eleitoral. Podem, porém, indicar onde existe disponibilidade de veículos ou embarcações para requisição. Garantias eleitorais Transporte de eleitores de zonas rurais – Lei nº 6.091/74 Campanha eleitoral Fundão Eleitoral Lei 9504/97 Art. 16-D. Os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), para o primeiro turno das eleições, serão distribuídos entre os partidos políticos, obedecidos os seguintes critérios: 2% divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral; 35% divididos entre os partidos que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos por eles obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; 48% divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados, consideradas as legendas dos titulares; 15% divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado Federal, consideradas as legendas dos titulares. Campanha eleitoral Fundão Eleitoral Cabe a cada legenda estabelecer os critérios para a distribuição interna dos recursos que receber do Fundo Eleitoral, desde que cumpridos todos os requisitos definidos pela legislação eleitoral, como, por exemplo, a cota de gênero de 30% dos recursos destinados a candidatas. ATENÇÃO! Em 2015 o stf proibiu as doações de pessoas jurídicas nas eleições, com intenção de reduzir financiamento injusto. Em 2017 foi criado então o fefc, um recurso público destinado a financiar campanhas eleitorais, mas com a ideia central de trazer uma maior igualdade na disputa para grupos historicamente marginalizados, como as mulheres. Lei 9504/97 Art. 17. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e financiadas na forma desta lei. Art 18-A P.Ú. gastos advocatícios e de contabilidade referentes a consultoria, assessoria e honorários, relacionados à prestação de serviços em campanhas eleitorais e em favor destas, bem como em processo judicial decorrente de defesa de interesses de candidato ou partido político, não estão sujeitos a limites de gastos ou a limites que possam impor dificuldade ao exercício da ampla defesa. Art. 20. O candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha usando recursos repassados pelo partido, inclusive os relativos à cota do Fundo Partidário, recursos próprios ou doações de pessoas físicas, na forma estabelecida nesta lei. Campanha eleitoral Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais: As doações e contribuições ficam limitadas a 10% (dez por cento) dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o total de 10% (dez por cento) dos limites previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer. Pode ser feito por financiamento coletivo, as famosas vaquinhas. É necessário fornecer recibo para a doação feita. Pode ser feito mediante comercialização de bens/serviços ou ainda eventos de arrecadação, realizados pelo candidato ou partido. §5º Candidato não pode fazer nenhuma doação, dar premio ou qualquer tipo de benefício para PF ou PJ, entre o registro e as eleições. Campanha eleitoral Campanha eleitoral Partidos e Candidatos não podem receber recursos de: I – entidade ou governo estrangeiro; II – órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes do poder público; III – concessionário ou permissionário de serviço público; IV – entidade de direito privado que receba, na condição de beneficiária, contribuição compulsória em virtude de disposição legal; V – entidade de utilidade pública; VI – entidade de classe ou sindical; VII – pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior; VIII – entidades beneficentes e religiosas; IX – entidades esportivas; X – organizações não-governamentais que recebam recursos públicos; XI – organizações da sociedade civil de interesse público; Partido que descumprir as normas sobre arrecadação e aplicação de recursos perderá o direito ao recebimento do Fundo Partidário do ano seguinte, respondendo os candidatos por abuso do poder econômico. Campanha eleitoral São considerados gastos eleitorais: confecção de material impresso de qualquer natureza e tamanho, observado o disposto no § 3º do art. 38 desta lei; propaganda e publicidade direta ou indireta, por qualquer meio de divulgação, destinada a conquistar votos; aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral; despesas com transporte ou deslocamento de candidato e de pessoal a serviço das candidaturas, observadas as exceções previstas no § 3º deste artigo; correspondência e despesas postais; despesas de instalação, organização e funcionamento de comitês e serviços necessários às eleições; remuneração ou gratificação de qualquer espécie a pessoal que preste serviços às candidaturas ou aos comitês eleitorais; Campanha eleitoral São considerados gastos eleitorais: montagem e operação de carros de som, de propaganda e assemelhados; a realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura; produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, inclusive os destinados à propaganda gratuita; custos com a criação e inclusão de sítios na Internet e com o impulsionamento de conteúdos contratados diretamente com provedor da aplicação de Internet com sede e foro no país; multas aplicadas aos partidos ou candidatos por infração do disposto na legislação eleitoral; produção de jingles, vinhetas e slogans para propaganda eleitoral. Campanha eleitoral NÃO são gastos eleitorais: combustível e manutenção de veículo automotor usado pelo candidato na campanha; remuneração, alimentação e hospedagem do condutor do veículo; alimentação e hospedagem própria; uso de linhas telefônicas registradas em seu nome como pessoa física, até o limite de três linhas. - As despesas com consultoria, assessoria e pagamento de honorários realizadas em decorrência da prestação de serviços advocatícios e de contabilidade no curso das campanhas eleitorais serão consideradas gastos eleitorais, mas serão excluídas do limite de gastos de campanha. Para fins de pagamento dessas despesas, poderão ser utilizados recursos da campanha, do candidato, do Fundo Partidário ou do FEFC. Do art 17 a 27 na LE arrecadação e aplicação (ou gastos) nas campanhas eleitorais Quem deve prestar contas à JE: I – Candidato II – órgãos partidários (ainda que provisórios) nacionais, estaduais, distritais e municipais Federações Partidárias corresponderá aquela apresentada à Justiça Eleitoral pelos partidos que a integram e em todos os níveis de direção partidária. É obrigatório constituir advogado/a para prestação de contas. Prestação de Contas A prestação de contas deve ser elaborada e transmitidapor meio do Sistema de Prestação de Contas de Campanha Eleitoral (SPCE). As informações serão disponibilizadas na página da Justiça Eleitoral na internet. A prestação de contas parcial de campanha é definida por Res. do TSE (23.607/2019). O TSE divulgará a prestação de contas parcial de campanha de candidatos e partidos políticos com a indicação dos nomes, do CPF ou CNPJ dos doadores e dos respectivos valores doados. As prestações de contas finais referentes ao primeiro turno de todos os candidatos e de partidos políticos em todas as esferas devem ser prestadas até o 30° dia posterior à realização das eleições. Havendo segundo turno, as contas referentes aos dois turnos deverão ser prestadas até o vigésimo dia posterior a sua realização. Prestação de Contas A prestação de contas será feita: No caso dos candidatos às eleições majoritárias, na forma disciplinada pela Justiça Eleitoral; Serão feitas pelo próprio candidato, devendo ser acompanhadas dos extratos das contas bancárias referentes à movimentação dos recursos financeiros usados na campanha e da relação dos cheques recebidos, com a indicação dos respectivos números, valores e emitentes. No caso dos candidatos às eleições proporcionais, de acordo com os modelos constantes no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), que está em conformidade com a instrução de prestação de contas de cada eleição. As prestações de contas dos candidatos às eleições proporcionais serão feitas pelo próprio candidato. Prestação de Contas LE Art. 30. A Justiça Eleitoral verificará a regularidade das contas de campanha, decidindo: . I – pela aprovação, quando estiverem regulares; II – pela aprovação com ressalvas, quando verificadas falhas que não lhes comprometam a regularidade; III – pela desaprovação, quando verificadas falhas que lhes comprometam a regularidade; IV – pela não prestação, quando não apresentadas as contas após a notificação emitida pela Justiça Eleitoral, na qual constará a obrigação expressa de prestar as suas contas, no prazo de setenta e duas horas. § 4º Havendo indício de irregularidade na prestação de contas, a Justiça Eleitoral poderá requisitar do candidato as informações adicionais necessárias, bem como determinar diligências para a complementação dos dados ou o saneamento das falhas. Prestação de Contas LE Art. 30 § 1º A decisão que julgar as contas dos candidatos eleitos será publicada em sessão até três dias antes da diplomação. §5° dessa decisão cabe recurso especial em 3 dias para o órgão superior da JE. § 2º Erros formais e materiais corrigidos ou irrelevantes NÃO autorizam a rejeição das contas e a cominação de sanção a candidato ou partido. Decisão como conta não prestada: I – o candidato fica impedido de obter certidão de quitação eleitoral, até que se apresente as contas. II – PP perde o direito ao recebimento da quota do FP, FEFC além da suspensão do registro ou anotação do órgão partidário. Prestação de Contas LPP Art. 34. A Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a prestação de contas do partido e das despesas de campanha eleitoral, devendo atestar se elas refletem adequadamente a real movimentação financeira, os dispêndios e os recursos aplicados nas campanhas eleitorais, exigindo a observação das seguintes normas: I – obrigatoriedade de designação de dirigentes partidários específicos para movimentar recursos financeiros nas campanhas eleitorais; III – relatório financeiro, com documentação que comprove a entrada e saída de dinheiro ou de bens recebidos e aplicados; IV – obrigatoriedade de ser conservada pelo partido, por prazo não inferior a cinco anos, a documentação comprobatória de suas prestações de contas; V – obrigatoriedade de prestação de contas pelo partido político e por seus candidatos no encerramento da campanha eleitoral, com o recolhimento imediato à tesouraria do partido dos saldos financeiros eventualmente apurados. Prestação de Contas LPP Art. 32 § 5º A desaprovação da prestação de contas do partido não ensejará sanção alguma que o impeça de participar do pleito eleitoral LPP Art. 37. A desaprovação das contas do partido implicará exclusivamente a sanção de devolução da importância apontada como irregular, acrescida de multa de até 20% (vinte por cento). LPP Art. 37-A. A falta de prestação de contas implicará a suspensão de novas cotas do Fundo Partidário enquanto perdurar a inadimplência e sujeitará os responsáveis às penas da lei. Prestação de Contas A propaganda eleitoral, que começa a ser veiculada em agosto do ano eleitoral, busca, por meio das ferramentas publicitárias permitidas na legislação eleitoral, influenciar no processo decisão do eleitorado, com a divulgação do currículo dos candidatos, respectivas realizações, propostas e mensagens, durante a campanha. Na propaganda eleitoral, o objetivo é conquistar o voto do eleitor. Previsto na legislação eleitoral (CE e LE) e Resolução 23.610/2019 -> atualizada em 2024. Propaganda eleitoral LE Art. 36-A. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré- candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via Internet: I – a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na Internet II – a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária III – a realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré- candidatos; Propaganda eleitoral DA PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL DA PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL IV – a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos; V – a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais; VI – a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias; VII – campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade prevista no inciso IV do § 4º do art. 23 desta lei. § 2º Não será permitido qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão. Propaganda eleitoral DA PROPAGANDA ELEITORAL EM GERAL LE Art. 36-B. Será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte do presidente da República, dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições. LE Art 39. § 7º É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral. § 8º É vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive eletrônicos, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais) a R$15.000,00 (quinze mil reais). Propaganda eleitoral Showmício é para exaltar um candidato ou partido. Já um evento para fins de arrecadação (no qual pode haver um show de um artista) é um instrumento de financiamento de campanha. Isso é permitido pela Lei das Eleições (art. 23, § 4º, inciso V) e o STF fez uma interpretação conforme à CF desse dispositivo.Propaganda eleitoral CAPTAÇÃO ILÍCITA LE Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil Ufirs, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990. § 1º Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial fim de agir. § 2º As sanções previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com o fim de obter-lhe o voto. Propaganda eleitoral DA PROPAGANDA ELEITORAL NA IMPRENSA ESCRITA, NO RÁDIO E NA TELEVISÃO LE Art. 43. São permitidas, até a antevéspera das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na Internet do jornal impresso, devendo constar o valor pago no anúncio. LE Art. 44. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito definido nesta lei, vedada a veiculação de propaganda paga. § 1º A propaganda eleitoral gratuita na televisão deverá utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou o recurso de legenda, que deverão constar obrigatoriamente do material entregue às emissoras. § 2º No horário reservado para a propaganda eleitoral, não se permitirá utilização comercial ou propaganda realizada com a intenção, ainda que disfarçada ou subliminar, de promover marca ou produto. LE Art. 46. facultada pelas emissoras a realização de debates sobre eleições Propaganda eleitoral DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET LE Art. 57-A. É permitida a propaganda eleitoral na Internet, nos termos desta lei, após o dia 15 de agosto do ano da eleição. Art. 57-B. A propaganda eleitoral na Internet poderá ser realizada nas seguintes formas: I – em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de Internet estabelecido no país; II – em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de Internet estabelecido no país; III – por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação; IV – por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e aplicações de Internet assemelhadas cujo conteúdo seja gerado ou editado por: a) candidatos, partidos ou coligações; ou b) qualquer pessoa natural, desde que não contrate impulsionamento de conteúdos. Art. 57-C. É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na Internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes. Propaganda eleitoral DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET LE Art. 57-C. § 1º É vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na Internet, em sítios: I – de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos; II – oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Art. 57-D. É livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores – Internet, assegurado o direito de resposta, nos termos das alíneas a, b e c do inciso IV do § 3º do art. 58 e do 58-A, e por outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica. Art. 57-H. Sem prejuízo das demais sanções legais cabíveis, será punido, com multa de R$5.000,00 (cinco mil reais) a R$30.000,00 (trinta mil reais), quem realizar propaganda eleitoral na Internet, atribuindo indevidamente sua autoria a terceiro, inclusive a candidato, partido ou coligação. § 1º Constitui crime a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na Internet para ofender a honra ou prejudicar a imagem de candidato, partido ou coligação, punível com detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa de R$15.000,00 (quinze mil reais) a R$50.000,00 (cinquenta mil reais). DO DIREITO DE RESPOSTA LE Art. 58. A partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, difundidos por qualquer veículo de comunicação social. Prazos solicitação de resposta perante à JE (contados a partir da veiculação): - 24h quando for horário eleitoral gratuito; - 48h, quando for programação normal de emissoras de rádio e tv; - 72h, quando for imprensa escrita; - A qualquer tempo, quando for conteúdo divulgado na internet ou 72h após a retirada. Propaganda eleitoral Propaganda eleitoral PESQUISAS E TESTES PRÉ-ELEITORAIS LE Art. 33. As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes informações I – quem contratou a pesquisa; II – valor e origem dos recursos despendidos no trabalho; III – metodologia e período de realização da pesquisa; IV – plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro; V – sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo; VI – questionário completo aplicado ou a ser aplicado; VII – nome de quem pagou pela realização do trabalho e cópia da respectiva nota fiscal. § 3º A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações de que trata este artigo sujeita os responsáveis a multa no valor de cinquenta mil a cem mil Ufirs. § 4º A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de cinquenta mil a cem mil Ufirs. Permissões e vedações no dia da eleição RES 23.610/19 Art. 82. É permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da preferência da eleitora ou do eleitor por partido político, coligação, federação, candidata ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos, adesivos e camisetas ( Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, caput ). (Redação dada pela Resolução nº 23.671/2021) § 1º Para fins do disposto no caput, é vedado, no dia da eleição, até o término do horário de votação, com ou sem utilização de veículos (Lei nº 9.504/1997, art. 39, § 5º, III e art. 39-A, § 1º) : I - aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou os instrumentos de propaganda referidos no caput deste artigo; II - caracterização de manifestação coletiva e/ou ruidosa; III - abordagem, aliciamento, utilização de métodos de persuasão ou convencimento; IV - distribuição de camisetas. Propaganda eleitoral Permissões e vedações no dia da eleição RES 23.610/19 § 2º No recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras, é proibido às servidoras e aos servidores da Justiça Eleitoral, às mesárias e aos mesários e às escrutinadoras e aos escrutinadores o uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, coligação, federação, candidata ou candidato ( Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, § 2º ). (Redação dada pela Resolução nº 23.671/2021) § 3º À fiscalização partidária, nos trabalhos de votação, só é permitido que, de seus crachás, constem o nome e a sigla do partido político, da federação ou da coligação a que sirvam, vedadaa padronização do vestuário ( Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, § 3º ). (Redação dada pela Resolução nº 23.671/2021) § 4º No dia da eleição, serão afixadas cópias deste artigo em lugares visíveis nos locais de votação (Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, § 4º) . § 5º A violação dos §§ 1º a 3º deste artigo configurará divulgação de propaganda, nos termos do inciso III do § 5º do art. 39 da Lei nº 9.504/1997 . Propaganda eleitoral Crimes É considerado crime, no dia da eleição, o uso de alto-falantes e amplificadores de som; a realização de comício ou carreata; a persuasão do eleitorado; a propaganda de boca de urna; a divulgação de propaganda de partido ou candidato; e a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento, podendo ser mantidos em funcionamento aplicativos e conteúdos que já tenham sido publicados anteriormente. Transporte de eleitores O transporte de eleitores também não pode ser feito, exceto em veículos da Justiça Eleitoral, coletivos de linhas regulares e veículos particulares de transporte familiar. Além disso, servidores, mesários e responsáveis pelo procedimento eleitoral são impedidos de usar vestuário ou objetos que caracterizem propaganda de partido político, federação, coligação e candidata ou candidato. Permissões e vedações no dia da eleição Propaganda eleitoral Votação Proibido entrar com celular na cabine de votação, assim como tirar máquinas fotográficas etc. É autorizado entrar na cabine de votação com o lembrete eleitoral ou o “santinho político”. Quem estiver votando pode pedir ajuda aos mesários sobre a ordem de votação, mas nunca sobre o voto. A pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida pode ser auxiliada por alguém de sua confiança, desde que não esteja a serviço da Justiça Eleitoral, partido político, federação ou coligação. O auxiliar deverá se identificar perante a mesa receptora de votos. Aos eleitores com deficiência visual é permitido utilizar alfabeto comum ou do sistema braile para assinar o caderno de votação, e usar qualquer instrumento mecânico que portar ou lhe for fornecido pela mesa para votar. Permissões e vedações no dia da eleição Propaganda eleitoral DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS LE Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal, dos territórios e dos municípios, ressalvada a realização de convenção partidária; nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo; nos três meses que antecedem o pleito realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública Ac.-TSE, de 7.4.2022, no AgR-AREspE nº 060093020: as condutas deste artigo se configuram com a mera prática de atos, os quais, por presunção legal, são tendentes a afetar a isonomia entre os candidatos, sendo desnecessário comprovar a potencialidade lesiva. Propaganda eleitoral DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS LE Art. 75. Nos três meses que antecederem as eleições, na realização de inaugurações é vedada a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento do disposto neste artigo, sem prejuízo da suspensão imediata da conduta, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma. LE Art. 76. O ressarcimento das despesas com o uso de transporte oficial pelo presidente da República e sua comitiva em campanha eleitoral será de responsabilidade do partido político ou coligação a que esteja vinculado. § 1º O ressarcimento de que trata este artigo terá por base o tipo de transporte usado e a respectiva tarifa de mercado cobrada no trecho correspondente, ressalvado o uso do avião presidencial, cujo ressarcimento corresponderá ao aluguel de uma aeronave de propulsão a jato do tipo táxi aéreo. Propaganda eleitoral DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS LE Art. 77. É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas. Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator à cassação do registro ou do diploma. Ac.-TSE, de 31.8.2017, no AgR-AI nº 49997 e, de 9.6.2016, no AgR-REspe nº 126025: afasta-se a cassação do diploma quando a presença do candidato em inauguração de obra pública ocorre de forma discreta e sem participação ativa na solenidade, não acarretando a quebra de chances entre os players. Propaganda eleitoral Ação de Impugnação de Registro de Candidatura - AIRC Impedir que o candidato escolhido em convenção partidária seja REGISTRADO, por não atender algum requisito legal ou constitucional: Previsão legal: LC64/90 Prazo decadencial: 5 dias da publicação do registro passou, perdeu. Legitimidade Ativa: Aut. Jud. no registro ou MPE, candidato, PP ou coligação/federação (eleitor poderá somente denunciar) Competência: JUIZ Pref e vice, Vereadores. TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD. TSE Pres e vice. Ações eleitorais Ações eleitorais Impedir e apurar a prática de atos que possam afetar a igualdade dos candidatos nos casos de abuso do poder econômico, abuso do poder político ou de autoridade e utilização indevida dos meios de comunicação social, penalizando com a declaração de inelegibilidade quantos hajam contribuído para a prática do ato. Permite inclusão de provas no curso do processo. Previsão legal: LC64/90 Art. 22 Prazo: Não existe na legislação prazo sobre a propositura da AIJE. Doutrina divergente, mas majoritária diz que se inicia após registro da candidatura. TSE entende que pode se iniciar antes mesmo de começar o período eleitoral já que, pela gravidade dos fatos, pode influenciar a legitimidade das eleições. Se encerra na diplomação dos eleitos, ocorrendo a decadência após esse período. Legitimidade Ativa: MPE, candidato, PP ou coligação/federação Competência: JUIZ Eleições municipais Corregedor-Regional Eleitoral Gov e vice, Senador, DF, DE, DD. Corregedor-Geral Eleitoral Pres e vice. Ação de Investigação Judicial Eleitoral - AIJE Ações eleitorais Garantia da normalidade e legitimidade do exercício do sufrágio Invalidação do diploma por meio de abuso de poder econômico, corrupção ou fraude, durante o procedimento eletivo. Necessária instrução com provas (pré-constituídas) Previsão: Art. 14 § 10 e 11 CF Prazo: 15 dias da diplomação. TSE entende que não cabe em casos de abuso de poder político ou de autoridade, exceto se tiverem conexão com o abuso econômico. Legitimidade Ativa: MPE, partido, coligação e candidatos (eleitor isolado NÃO tem legitimidade segundo o TSE) Coligação somente após o final do pleito, por partido isolado final do pleito é final da coligação, quando inicia a AIME Competência: JUIZ Pref e vice, Vereadores. TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD. TSE Pres e vice. Ação de Impugnação de Mandado Eletivo - AIME Representação Propaganda Irregular - Lei das Eleições (propaganda eleitoral) e Res. 23.608/2019 Durante acampanha eleitoral, qualquer partido político, coligação, federação partidária, candidata e candidato e o Ministério Público Eleitoral (inclusive que contenham notícias falsas e desinformação). Na representação, os autores devem incluir, obrigatoriamente: a prova da autoria ou do prévio conhecimento da beneficiária ou do beneficiário da conduta irregular; a informação de dia e horário de exibição da propaganda no rádio e na televisão, com a respectiva transcrição da propaganda ou trecho impugnado; a identificação do endereço de postagem na internet (URL, URI ou URN) e a prova de que a pessoa indicada para figurar como representada ou representado é a autora ou o autor da conduta, sem prejuízo de inclusão, nos autos, de arquivo contendo o áudio, a imagem ou o vídeo da propaganda impugnada. Competência: JUIZ Pref e vice, Vereadores. TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD. TSE Pres e vice. Ações eleitorais Representação por Captação Ilícita de Sufrágio Visa combater práticas que violam a liberdade do voto, compra de voto acrescida pela Lei 9840/99 (“Lei Contra a Compra de Votos”) Legitimidade ativa: Qualquer Partido, coligação, candidato e o MPE partido isolado, se tiver em coligação não pode, enquanto durar a coligação Constitui captação de sufrágio o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição. Desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial fim de agir Prazo: da candidatura até 15 dias após diplomação. A compra de um único voto é suficiente para configurar captação ilícita de sufrágio (TSE – REspe nº5452/SP – Dje 18-10-2016, p. 85-86). Competência: JUIZ Pref e vice, Vereadores. TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD. TSE Pres e vice. Ações eleitorais Representação para Apuração de Arrecadação e Gasto Ilícitos Captação Ilícita de Recursos art. 30-A da Lei das Eleições O bem jurídico protegido é a “higidez” das normas relativas à arrecadação e gastos eleitorais. A lei exclui o MP e os candidatos TSE entende que o MP tem legitimidade mas candidatos não. 96-B §1° MPE tem legitimidade. Provas pré-constituídas. Prazo: da candidatura até 15 dias após diplomação. Competência: JUIZ Pref e vice, Vereadores. TRE Gov e vice, Senador, DF, DE, DD. TSE Pres e vice. LE Art. 30-A. Qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias da diplomação, relatando fatos e indicando provas, e pedir a abertura de investigação judicial para apurar condutas em desacordo com as normas desta lei, relativas à arrecadação e gastos de recursos. Ações eleitorais Ação de impugnação de registro ou divulgação de pesquisas eleitorais. A Res. TSE 23.600/2019 determina diversas regras para as pesquisas eleitorais, sobre seu registro e divulgação. Legitimidade ativa: Ministério Público Eleitoral, os candidatos, os partidos políticos e as coligações. O pedido de impugnação do registro de pesquisa deve ser autuado no Processo Judicial Eletrônico (PJE), na classe Representação (Rp), a qual será processada na forma da resolução do Tribunal Superior Eleitoral que dispõe sobre as representações, as reclamações e os pedidos de direito de resposta. Considerando a relevância do direito invocado e a possibilidade de prejuízo de difícil reparação, poderá ser determinada a suspensão da divulgação dos resultados da pesquisa impugnada ou a inclusão de esclarecimento na divulgação de seus resultados. A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. Ações eleitorais Fraude à cota de gênero – Será uma AIJE A denúncia poderá ser feita por qualquer pessoa à Justiça Eleitoral ou através do MP, ainda candidatos, partidos e federações. A Súmula 73 do TSE apresenta o seguinte enunciado: A fraude à cota de gênero, consistente no que diz respeito ao percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas, nos termos do art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997, configura-se com a presença de um ou alguns dos seguintes elementos, quando os fatos e as circunstâncias do caso concreto assim permitirem concluir: - votação zerada ou inexpressiva; - prestação de contas zerada, padronizada ou ausência de movimentação financeira relevante; - ausência de atos efetivos de campanha, divulgação ou promoção da candidatura de terceiros. Ações eleitorais O reconhecimento do ilícito acarretará as seguintes consequências: cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da legenda e dos diplomas dos candidatos a ele vinculados, independentemente de prova de participação, ciência ou anuência deles; inelegibilidade daqueles que praticaram ou anuíram com a conduta, nas hipóteses de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE); nulidade dos votos obtidos pelo partido, com a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário (artigo 222 do Código Eleitoral), inclusive para fins de aplicação do artigo 224 do Código Eleitoral, se for o caso. Também é necessário o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário (por se tratar de eleição pelo sistema proporcional). Além disso, em alguns casos, é declarada a inelegibilidade das pessoas envolvidas na fraude. Ações eleitorais Recurso contra diplomação – RCD Chamado recurso mas tem caráter de ação tenta afastar o eleito do mandato. Prazo: 3 dias da diplomação Leg. Ativa: MPE, PP, col/fed, candidatos (TSE entende que somente o que possa ser beneficiado diretamente); Competência: Eleições mun. TRE Eleiçõs gerais TSE (interposto no TRE para conhecimento, TSE julga) Eleições Pres. TSE Ações eleitorais CE art 257 a 282 Via de regra recursos não tem efeito suspensivo; Recurso Ordinário contra decisão de juiz/TRE sobre cassação de registro, afastamento de titular ou perda de mandato terá ef. Susp. Celeridade processual, prazos de 3 dias (regra) a contar de acórdão, sentença, despacho, ato, resolução... (dias corridos) Prazos preclusivos (passou, perdeu) exceto sobre matéria const. Necessita advogada(o), sempre. Gratuitos (sem preparo). Recursos eleitorais Principais recursos que a CESPE cobrou: Juiz TRE (CE Art. 266 e 267 - recurso de decisão de juiz sobe pro TRE) TRE TSE Recurso Especial Eleitoral contra expressa disposição de lei OU divergência de interpretação entre 2 ou mais TREs. Agravo de Instrumento quando negado o Respe Recurso Ordinário Contra negação de HC ou MS/Decisão que versa sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas federais e estaduais. Recursos eleitorais Principais recursos que a CESPE cobrou: Contra decisões do TSE STF Irrecorríveis, exceto quando: negarem HC ou MS Rec. Ordinário CF art 102, III contrariar a CF, declarar lei federal inconstitucional ou julgar válida lei ou ato de governo contra a CF Rec. Extraordinário Recursos eleitorais Ação de Impugnação de Registro de Candidatura Prazo 5 DIAS da publicação do registro Hipóteses Afastar o candidato que não cumpra requisito legal Características Leg. Ativa Autoridade Judiciária no registro ou MPE, Candidato; Partido Político; Coligação/federação. Candidato que não cumpra condições de elegibilidade Causas de Inelegibilidade Competência LC 64/90, artigos 3º ao 16 ONDE? Juiz: Prefeito e vice, Vereadores. TRE: Governador e vice, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, DD. TSE: Presidente e vice Ex: de não cabimento é partido não ter candidato próprio ao cargo majoritário ( eleições municipais), o partido não poderá falar em infidelidade partidária e afins para impedir que candidato ao proporcional concorra ao cargo caso apoie outro candidato, que não aqueleescolhido, para o cargo majoritário. (meu caso m 2020) Ação de Investigação Judicial Eleitoral Prazo AUSENTE NA LEI TSE entende desde pré eleição até diplomação Hipóteses Abuso de poder político, econômico; Abuso de autoridade; Uso indevido dos meios de comunicação; Conduta contra Lei das Eleições. Características Leg. Ativa MPE; Candidato; Partido Político; Coligação/Federação Permite provas no curso do processo Competência LC 64/90, artigo 22 ONDE? Corregedor Geral: Presidente e vice. Corregedor Regional: Governador e vice, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital. Juiz: Prefeito e vice, Vereadores. Ação de impugnação de Mandado Eletivo Prazo ATÉ 15 DIAS da DIPLOMAÇÃO Hipóteses Cassação do mandato, Fraude, Corrupção, Abuso de poder econômico. Características Leg. Ativa MPE; Candidato; Partido Político; Coligação/Federação Segredo de Justiça MAS com JULGAMENTO PÚBLICO Competência CF. Artigo 14, §§ 10 e 11 ONDE? Juiz: Prefeito e vice, Vereadores. TRE: Governador e vice, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital. TSE: Presidente e vice. Provas pré-constituídas VedadaInscrição CNPJ, registra estatuto no TSE, âmbito nacional, necessita assinatura de eleitores previamente ao registro. 6 meses para filiação ao concorrer (mesmo prazo do domicílio) PRAZO Em eleições proporcionais o cargo é do partido (via de regra); A+B =C A+B = A ou B (um deixa de existir) Deixa de existir EXTINÇÃOObrigatoriedade de prestação de contas, recebe Fundo Partidário para custas anuais normais (água, aluguel, luz, funcionários, passagens, etc). Desaprovação das contas não gera impedimento de participar do pleito. instrução militar/paramilitar, uso de uniformes etc. Fusão Incorporação Partidos Políticos Campanha Eleitoral Pessoa Física não é doação, criado em 2017 após proibição de doação de PJ Art. 23 em diante ARRECADAÇÃO Prestação de contas deve ser feita pelo candidato Art. 26 em diante GASTOS PREVISTOS Os recursos $$ podem ser administrados pelo candidato ou representante Pode usar 10% dos limites previstos para o cargo que concorrer (não é 10% do rendimento) Pode doar no limite de 10% do rendimento bruto declarado no ano anterior FEFC - Fundo Especial de Financiamento de Campanha - Fundão Eleitoral FEFC usado somente para campanhas, deve ser devolvido se sobrar Candidato Se não prestar, não é diplomado; Partido perde direito a quota de Fundo Partidário e FEFC Comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos, será negado diploma ao candidato, ou cassado, se já houver sido outorgado. Financiamento público para campanhas eleitorais, objetivo central é uma maior igualdade de disputa para maio representatividade com foco nos grupos historicamente excluídos , como mulheres e pessoas negras. Este surgiu após o STF proibir em 2015 doações de pessoas jurídicas, com objetivo de evitar abusos e desigualdades entre os concorrentes. Recursos Eleitorais Gratuito Recurso Ordinário contra decisão de juiz/TRE sobre cassação de registro, afastamento de titular ou perda de mandato terá EFEITO SUSPENSIVO Necessita advogada(o), SEMPRE Prazos preclusivos --> passou, perdeu --> exceção: matéria constitucional. Prazos de 3 dias CORRIDOS (regra) a contar de acórdão, sentença, despacho, ato, resolução... Sem preparo CELERIDADE PROCESSUAL Via de regra recursos não tem efeito suspensivo EXCETO Recurso Especial Eleitoral --> contra expressa disposição de lei OU divergência de interpretação entre 2 ou mais TREs Recurso Ordinário --> Contra negação de HC ou MS/Decisão que versa sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas federal e estadual.Juiz sobe pro TRE TRE sobe pro TSE Decisões do TSE são irrecorríveis (regra) Sobem pro STF EXCEÇÃO Se contrariar a CF, declarar inconstitucionalidade de lei federal ou julgar valida lei ou ato de governo contra a CF. cabe Recurso ordinário cabe Recurso Extraordinário SE NEGAREM HC ou MS Recurso contra Diplomação Prazo 3 dias da DIPLOMAÇÃO Legitimidade Ativa RCD Chamado recurso mas tem caráter de ação --> tenta afastar o eleito do mandato. Ministério Público Eleitoral Partido Político Coligação/Federação Candidatos (TSE entende que somente o que possa ser beneficiado diretamente); Eleições Eleições municipais --> TRE Eleições gerais --> Interposto no TRE para conhecimento, porém TSE julga Eleições Presidenciais --> TSE Perda do mandato e eleições suplementares Art. 222 do CE. É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei. Art. 237 do CE. A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos. Arts. 219 a 224 do Código Eleitoral tratam de nulidade Ainda... Art. 175 do CE. (...) § 3º Serão nulos, para todos os efeitos, os votos dados a candidatos inelegíveis ou não registrados. Consequência pode ser convocação de um novo pleito. Art. 224 do CE. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. (...) § 3º A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados. Como isso pode ocorrer por: AIRC RCED AIJE AIME Representação do art. 30-A da Lei das Eleições Representação por captação ilícita de sufrágio (art. 41-A da Lei das Eleições) Representação por conduta vedada (arts. 73 a 77 da Lei das Eleições) Recurso contra expedição de diploma Art. 41-A da LE. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990. Art. 75 da LE. Nos três meses que antecederem as eleições, na realização de inaugurações é vedada a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento do disposto neste artigo, sem prejuízo da suspensão imediata da conduta, o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma. Violação a regra da cota de gênero: Art. 10, § 3º, da LE. Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. Art. 224 do CE. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. (...) § 3º A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados. Voto nulo que decorre da vontade ou erro do eleitor Voto anulável que advém de decisão judicial que reconhece o ato ilícito Causador da nulidade