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Design de Interiores 
Corporativo
Funcionalidade
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Tiago Azzi Collet e Silva
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Introdução;
• O Espaço;
• Programa de Necessidades;
• Estratégias de Ocupação do Espaço;
• Ergonomia/Mobiliário.
Fonte: Getty Im
ages
Objetivo
• Demonstrar quais são as principais premissas de funcionalidade em um projeto.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Funcionalidade
UNIDADE 
Funcionalidade
Contextualização
O Design de Interiores Corporativo é uma etapa fundamental no curso de Design de 
Interiores. Entendemos como ambiente corporativo os espaços onde as pessoas vão con-
viver durante um período do dia realizando tarefas profissionais, isto é, trabalhando.
As empresas cada vez mais solicitam projetos de alta qualidade onde o design tem a 
premissa de prever e projetar áreas internas com uma boa qualidade plástica e estética, 
sendo ao mesmo tempo impulsionadora na produtividade de seus funcionários.
Para compreendemos melhor como realizar um bom projeto de interiores, temos que 
compreender primeiramente qual é a problemática solicitada, ou seja, temos que entender 
qual é o perfil do cliente e da empresa para podermos realizar um projeto condizente. 
Além disso, consequentemente, precisamos propor uma boa ambientação espacial aos 
seus usuários, percebendo qual será a funcionalidade que o espaço terá quando for im-
plantado o projeto. Sendo assim, temos que compreender muito bem como o projeto irá 
funcionar, buscando uma boa ergonomia em sua organização com relação às áreas de cir-
culação entre os setores que existirão nesse lugar e com o posicionamento dos mobiliários 
que farão parte da empresa diariamente.
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Introdução
O projeto de interiores corporativo, cuja função é do designer de interiores idealizar, 
deve abranger os espaços necessários para uma empresa funcionar e a forma como 
organizá-los. Dessa maneira, um projeto de interiores sempre está relacionado a um 
cliente e às premissas de uma empresa.
Podemos entender melhor o que foi dito acima pela citação abaixo de Higgins (2015):
Antes de tudo, um projeto de interiores deve funcionar bem para a 
atividade à qual seu projeto se destina. Deve-se considerar como pres-
suposto fundamental que o designer de interiores profissional criará 
espaços que servirão em termos práticos para os usuários finais. Além 
disso, o papel do designer de interiores pode ser criar espaços que 
satisfaçam mais do que as exigências funcionais mais óbvias: espaços 
de grande beleza; espaços que atendam às necessidades emocionais 
e que envolvam e encantem os usuários; espaços que respondam à 
arquitetura existente de modo interessante e significativo; espaços que 
contenham uma história ou que reinventem o modo como os requi-
sitos funcionai são atendidos e mudem a maneira como as pessoas 
usam um interior ou realiza uma atividade. Um bom interior oferecerá 
mais do que uma solução prática objetiva; para isso, um projeto de 
design de interiores geralmente é conduzido por uma ideia principal 
que é chamada de “conceito”. (HIGGINS, 2015, p. 36)
Portanto, para um bom projeto de interiores, temos que entender por completo todas 
as premissas que o cliente quer para o seu espaço e ir além, entendendo todas as rela-
ções de funcionalidades entre os espaços, bem como a funcionalidade da organização 
do mesmo, de forma a criar um conceito plausível a uma empresa que deseja evidenciar 
seus ideais.
Assim, esta unidade irá discutir alguns conceitos sobre funcionalidade no design de 
interiores corporativo, abordando os seguintes itens:
• O espaço;
• Programa de necessidades;
• Estratégia de organização do espaço;
• Ergonomia/Mobiliário.
O Espaço
Para a realização de um projeto, o profissional deve obter algumas informações ne-
cessárias para começar a criar o espaço. Dentre essas informações, o espaço físico é 
fundamental para o desenvolvimento dos primeiros conceitos e a maneira como se dará 
a ambientação entre as áreas internas de uma empresa.
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UNIDADE 
Funcionalidade
Sendo assim, podemos entender que as configurações físicas de um espaço inicial 
irão interferir na concepção do projeto, pois esse espaço pode ter diversas formas e as 
conformações elencadas abaixo: 
• Espaços celulares, ou seja, com compartimentações já existentes no espaço;
• Espaços confinados dentro de uma grelha estrutural de uma edificação;
• Espaços segregados, isto é, dois ou mais espaços contíguos articulados por áreas 
abertas, gerando “blocos” de ocupação de pessoas que auxiliam na organização
da empresa. 
Segundo Higgins (2015, p. 12), “O local ou sítio no qual um interior será criado 
geralmente oferecerá diversas oportunidades e condicionantes que podem ser fatores 
determinantes na abordagem de planejamento”. 
E também, de acordo com Gibbs (2009), sobre a temática “diagnóstico”, demonstra 
a grande importância de um bom levantamento técnico dos espaços (plantas e cortes) 
para o desenvolvimento de um projeto conforme podemos ver abaixo:
O diagnóstico é um aspecto fundamental no processo de levantamen-
to de dados de um projeto e divide-se em duas partes. Primeiramente, 
o espaço deve ser medido para que os desenhos em escala possam 
ser reproduzidos como base para o planejamento espacial e poste-
rior desenvolvimento do layout. Em seguida, uma análise rigorosa 
do espaço existente deve ser realizada. A medição detalhada do lo-
cal, incluindo todos os espaços e feita de forma sistemática, deve ser 
registrada em um esboço da planta do local, incluindo todo o mo-
biliário existente. É importante deixar espaço suficiente nas plantas 
para incluir as dimensões. O designer também deve marcar a posição 
das instalações existentes, como saídas de esgoto, encanamento de 
gás, entrada de antena e telefone, tomadas elétricas e interruptores. 
Devem constar do levantamento a profundidade e a altura de elemen-
tos como rodapés, frisos, sancas, assim como profundidade, altura 
e largura dos peitoris, esquadrias e caixilhos das janelas. Como as 
circulações podem ser afetadas pelas aberturas de janelas e portas, in-
clusive as de armários, elas também devem constar do levantamento.
A orientação solar e a qualidade e intensidade da iluminação natural 
são determinantes no projeto de interiores e sua decoração. Por esse 
motivo, a orientação dos cômodos deve ser indicada nas plantas.
A segunda parte do diagnóstico do espaço a ser trabalha-
do pelo designer de interiores consiste na análise do espaço 
existente. Essa análise inclui toda a informação relacionada 
ao espaço em questão e que não é mensurável. Desde que 
seja autorizado pelo cliente, o uso de câmera digital ou ví-
deo constitui um valioso suporte no processo de diagnóstico.
A estrutura da edificação a ser trabalhada deve estar em boas 
condições. Imóveis antigos, por exemplo, podem apresentar 
problemas de infiltração por não terem umtratamento de im-
permeabilização eficiente. Portanto, antes de qualquer trabalho 
de decoração ser iniciado, todos os possíveis problemas ocultos 
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devem ser solucionados. Qualquer trabalho desse tipo pode al-
terar os custos e o cronograma de um projeto. Em alguns casos, 
certos problemas preexistentes podem não parecer óbvios no 
início, mas o designer de interiores deve recorrer a especialistas 
para verificar elementos como vigamentos de madeira. (GIBBS, 
2009, p. 49)
Podemos entender com a citação acima que é de suma importância que o designer 
de interiores faça um bom levantamento das pré-existências do espaço para poder en-
tender as principais características de sua conformação; não só de perímetro, mas do 
posicionamento dos acessos, dos caixilhos, da rede hidráulica, da rede elétrica, da rede 
de esgoto, da orientação solar e demais fatores que poderão influenciar no desenvolvi-
mento de um bom projeto de interiores. 
Programa de Necessidades
O programa de necessidades é a relação dos espaços necessários para a idealização 
de um tema em um espaço específico que será fruto de uma intervenção, por meio de 
um projeto de interiores. 
Assim, para definir um programa e organizar os espaços pensados na comodidade 
que será trazida ao local através da distribuição dos ambientes e móveis, há a necessida-
de de saber qual tema será abordado em cada projeto, tendo em vista que o programa 
de necessidades será utilizado do começo ao fim de um pensamento de projeto.
O tema para o projeto pode ser definido de algumas formas, conforme podemos 
ver abaixo:
• O cliente/contratante pode passar o programa básico para a realização desse projeto;
• Podemos realizar entrevistas com os futuros usuários a fim de elaborar uma lista 
de ideias de como ocupar o espaço fruto de um projeto, para que supram as ex-
pectativas de seus usuários, oferecendo uma boa qualidade de vida e sensação de 
pertencimento a esse lugar.
Sendo assim, a coleta de dados é interessante para ajudar a precisar e objetivar um 
projeto de interiores de forma a ter pleno conhecimento dos espaços a serem projetados 
e usufruídos pelos funcionários de uma empresa, a fim de demonstrar sua identidade, 
sempre com boas soluções de projeto relacionadas à sua temática. 
Como diz Higgins (2015):
A maioria dos trabalhos de design de interiores envolve a criação de 
espaços que ofereçam suporte a alguma forma de atividade profis-
sional ou comercial e, portanto, será promovida por um cliente. Em 
determinadas circunstâncias, o cliente pode simplesmente desejar a 
criação de um interior que seja apropriado ao uso particular e ao local 
em questão. Por exemplo, um fabricante de produtos farmacêuticos 
talvez queira instalar um escritório administrativo em sua indústria. 
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UNIDADE 
Funcionalidade
Nesse caso, a exigência pode ser uma solução de espaço interior que 
ofereça um local de trabalho que case os requisitos funcionais e o 
prédio existente. Todavia, há ocasiões em que um cliente pode uma 
solução interior que reflita sua identidade, etos ou aspirações e, nessas 
circunstâncias, o projeto provavelmente será conduzido pela identida-
de do cliente. (HIGGINS, 2015, p. 16)
Com essa citação, podemos compreender melhor o papel do cliente como principal 
agente influenciador num projeto de interiores, que ajudará o designer a entender como 
idealizar o projeto. 
Também segundo Higgins (2015), podemos entender melhor as relações sobre um 
programa de necessidades conforme citação abaixo:
A organização espacial da maioria dos projetos de design de interiores 
é ditada pela função do prédio ou pelo “programa de necessidades”. É 
fundamental que o esquema ofereça os espaços às atividades envolvi-
das e garanta que elas estejam distribuídas de modo apropriado, a fim 
de facilitar o uso particular. Embora seja importante que o esquema 
responda às oportunidades apresentadas pelo contexto do terreno e 
expresse o etos do cliente, em última análise o interior deve funcionar 
para as pessoas que usarão. Um único uso principal pode ser aco-
modado de várias maneiras, e isso resultará em plantas baixas muito 
diferentes, que oferecerão aos usuários experiências completamente 
distintas. Cabe ao designer de interiores fazer a coreografia do uso 
dos visitantes do interior a fim de proporcionar uma experiência ade-
quada. Os restaurantes, por exemplo, apresentam um programa de 
necessidades objetivo que pode ser organizado de vários modos, con-
forme as circunstâncias. Muitos fatores influenciam o planejamento de 
um restaurante: os restaurantes mais caros em geral oferecem mais 
espaço para cada cliente; os arranjos de mesa são manipulados para 
criar diferentes ambiências; e vários sistemas podem ser empregados 
para fazer os pedidos e servir os alimentos, como o uso de garçons, 
o autosserviço e o autosserviço com assistência. Cada estratégia para 
servir os alimentos requer um arranjo distinto, que é determinado pela 
natureza precisa do programa de necessidades específico. Acima de 
tudo, os restaurantes são ambientes interessantes, pois combinam 
com perfeição ambientes de lazer relaxados (para os clientes) com 
espaços de trabalho muito movimentados (para os funcionários). Para 
que um restaurante tenha sucesso, seu interior deve atender às neces-
sidades de ambos os grupos. (HIGGINS, 2015, p. 19) 
Levando a cabo, podemos entender que, para termos um bom projeto de interiores, 
deve haver anteriormente uma coleta de dados completa com relação à empresa que 
ocupará aquele espaço e como será a dinâmica funcional dessa ocupação, entendendo 
as relações entre as diversas áreas e setores dessa empresa. 
Assim, o briefing ou programa de necessidades, como é denominada esta etapa, é 
muito importante e necessário, pois é improvável que um projeto seja bem resolvido sem 
total compreensão das necessidades do cliente.
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Entendendo a importância de um briefing, segue abaixo um exemplo de programa 
de necessidades para um escritório hipotético:
• Número de funcionários aproximadamente 600;
• Média de idade 35 anos, podendo ser de 25 nacionalidades diferentes;
• Atividade da empresa: banco digital;
• Tarefa: banco que se propõe a ser um banco digital que cuida de seus clientes indi-
vidualmente e que busca simplicidade e menos burocracia.
• Identidade da empresa: moderna e despojada, com caráter jovial e tecnológico.
• Setores e carreiras:
 » Tecnologia;
 » Design;
 » Data Science;
 » Costumer;
 » Experience.
• Áreas físicas:
 » Escritórios;
 » Staff;
 » Sala de reuniões;
 » Espaço para apresentações e contato com clientes;
 » Sala de treinamento;
 » Lounge;
 » Cafeteria;
 » Recepção – Social;
 » Recepção – Serviços;
 » Mesa de operação;
 » Data center;
 » Expedição;
 » Ambulatório;
 » Auditório;
 » Área de descompressão;
 » Áreas técnicas.
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UNIDADE 
Funcionalidade
Estratégias de Ocupação do Espaço
Ao ingressar em uma edificação, começamos a presenciar e sentir o espaço interior 
idealizado para um determinado uso, como, por exemplo, um escritório.
Planejar os espaços interiores é decorrência de um pedido ou exigência de um cliente re-
presentando uma empresa que contratará o designer de interiores para projetar o espaço.
Projetar o espaço é um jogo de organizar um programa de necessidades em uma 
área física, “o local”, de forma que suas partes, isto é, os setores de uma empresa, te-
nham uma relação coerente com o todo na implantação do espaço. Ou seja, o espaço 
geral que a empresa usufruirá deve alcançar os objetivos dos seus contratantes.
Para chegarmos aos objetivos idealizados, temos que entender o programa de neces-
sidades a fundo e, com o entendimento disso, criar um fluxograma junto ao organogra-
ma da empresa de forma a entender as relações dos espaços propostos num programa 
de necessidades e como eles podem ser organizados.
O fluxograma pode ser um ponto de partida para o desenvolvimento do projeto, já 
que visa organizar/relacionar as áreasentre si, seja por afinidade ou proximidade. A 
partir daqui, podemos começar a entender uma possível setorização dos espaços, ou 
seja, começa a etapa de concepção de projeto, em que, já com o levantamento da área 
em estudo, junto com o programa de necessidades e fluxograma, vamos desenhar as 
possibilidades de configuração espacial para uma empresa.
Higgins (2015) afirma:
O desenvolvimento de uma estratégia de planejamento para uma edi-
ficação envolve a consideração de três questões principais que serão, 
em última análise, combinadas a fim de criar um diagrama que de-
termine como o prédio funcionará. Em primeiro lugar, é importante 
pensar sobre como os espaços poderiam se relacionar uns com os 
outros em termos tanto de proximidade como de individualização. 
Esse aspecto da obra trata das relações espaciais. Em segundo lugar, 
é importante determinar como os espaços poderiam ser organizados 
entre si de modo que o prédio possa funcionar de maneira necessária. 
Uma política clara para a localização e organização dos espaços de 
um interior se chama de estratégia espacial. A terceira consideração 
trata de como os espaços se conectam e dos percursos que as pesso-
as podem escolher ou serem forçadas a adotar através de um prédio 
a fim de acessar os equipamentos oferecidos por ele. Isso implica a 
determinação de estratégia de circulação de um interior. (HIGGINS, 
2015, p. 48)
A citação acima nos demostrou como ocorre o entendimento de uma problemática, 
isto é, um briefing.
Assim, temos algumas estratégias que auxiliam o designer de interiores a projetar 
os espaços, entendendo todos os quesitos embutidos em um programa de necessidades 
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e num fluxograma. Estamos falando de cinco possibilidades de organização do espaço 
interior de uma edificação. São eles:
• Organização Linear;
• Organização em Grelha;
• Organização Radial;
• Organização Centralizada;
• Organização em Grupo.
As organizações lineares consistem de uma distribuição dos espaços em um alinha-
mento geralmente organizados por meio da circulação horizontal do espaço, a fim de 
organizar um programa de necessidades. Essas áreas que gerarão a forma linear de 
ocupação do espaço não necessariamente têm que ter o mesmo tamanho.
A Figura 1 retrata o que foi dito acima.
Figura 1 – Esquema de organização linear
Fonte: Acervo do Conteudista
As organizações em formato de grelha consistem em uma malha que organizará o 
espaço construído. Isto é, uma quadrícula constituída por módulos que possibilitarão a 
organização dos espaços de forma ortogonal e harmônica. Isso quer dizer que os espa-
ços a serem projetados serão mais regulares e com as suas áreas proporcionais à área 
do módulo que compõe essa grelha.
Higgins (2015) afirma:
Quando o arranjo em grelha é empregado, um conjunto de espaços 
é organizado ao redor de uma rede formal de linhas (geralmente dis-
tribuídas de modo que formem uma malha ortogonal). Esta estratégia 
pode ser tanto bidimensional (usada em planta) como tridimensional 
(usada em volume). Em um arranjo tridimensional de espaços, a rede 
de linhas utilizadas para dar forma à configuração incluirá os eixos x, 
y e z. Essa abordagem muitas vezes envolve a distribuição de diver-
sos espaços ortogonais com dimensões idênticas ou trabalha com um 
módulo, fazendo com que todos os espaços individuais se relacionem 
com o tamanho da grelha organizadora (por exemplo, sendo formado 
por espaços de dois ou três módulos unidos). (HIGGINS, 2015, p. 56)
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UNIDADE 
Funcionalidade
A Figura 2 retrata o que foi dito a cima.
Figura 2 – Esquema de organização em grelha
Fonte: Acervo do Conteudista
A organização radial consiste em criar espaços a partir de um ponto de origem de 
onde se cria uma relação entre o posicionamento dos espaços contidos num programa 
de necessidades à medida que se afastam dessa origem.
Esses espaços podem estabelecer relações simétricas ou assimétricas com relação à 
organização do espaço e à sua origem de composição de forma.
A Figura 3 retrata o que foi dito a cima.
Figura 3 – Esquema de organização radial
Fonte: Acervo do Conteudista
As organizações centralizadas consistem em um modo de ocupar o espaço em que 
um setor do programa de necessidades ocupa o centro do espaço e os demais setores 
são organizados ao redor deste espaço central.
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Os espaços que estão organizados ao redor do espaço central podem ter as mais 
diversas configurações e áreas.
A Figura 4 abaixo retrata o que foi dito a cima.
Figura 4 – Esquema de organização centralizada
Fonte: Acervo do Conteudista
As organizações em grupo consistem em um modo de pensar o projeto de forma 
que diversos espaços diferentes, ou não, podem estar combinados entre si para chegar a 
uma espacialidade. Ou seja, sem o grande rigor das estratégias anteriores.
A Figura 5 retrata o que foi dito a cima.
Figura 5 – Esquema de organização em grupo
Fonte: Acervo do Conteudista
Na profissão de design de interiores, o desafio de resolver um espaço real para um 
cliente, muitas vezes, não permite adotar algumas das estratégias acima descritas. O que 
temos que entender é a existência delas e como podemos aplicá-las individualmente ou 
em conjunto para obter uma boa solução de projeto. 
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UNIDADE 
Funcionalidade
Ergonomia/Mobiliário
Para podermos discutir os espaços, precisamos pensar que eles serão utilizados por 
pessoas, e concebê-los de forma que sejam funcionais e bem dimensionados para a uni-
dade de medida que é o corpo humano.
A ergonomia é o estudo das dimensões do corpo humano e as suas relações com o 
desenho dos ambientes internos, desde as discussões de passagens (circulação de pesso-
as), até a discussão da altura de uma mesa com relação ao seu usuário.
Podemos entender melhor o que foi dito acima pela citação de Panero e Zelnik (2010):
[...] a interface entre usuário e ambiente projetado, ou adaptado ao 
homem, deve garantir conforto, segurança e uma vivência eficiente 
e alegre daquele ambiente. As alturas das superfícies de trabalho de 
uma cozinha, escritório ou estúdio; os espaços livres para cadeiras ao 
redor de uma mesa de jantar ou de reuniões; as alturas de prateleiras 
em apartamentos ou bibliotecas; tudo isso deve refletir as configura-
ções humanas das dimensões corporais. Em geral, por vários moti-
vos, somos solicitados a projetar para um grupo de usuários bastante 
variados. No outro extremo, podemos desenvolver projetos para um 
único usuário, ou então, a população usuária pode constituir-se num 
grupo específico – crianças, idosos, universitários, deficientes físicos, 
etc. É óbvio que se quisermos responder de forma adequada às ne-
cessidades desses usuários seremos obrigados a reconhecer o estudo 
das dimensões corporais e suas implicações ergonômicas. (PANERO 
e ZELNIK, 2010, p. 19)
Também podemos entender a ergonomia segundo Miriam Gurgel (2017, p. 141): 
“Nossa altura, largura, nosso alcance, a altura de nossos olhos, nosso campo de visão, 
enfim, nossa relação com o meio em que vivemos pode ser traduzida por algumas me-
didas referenciais básicas”. 
Podemos entender com essas duas citações de autores distintos que o espaço interior 
de uma edificação a ser utilizado por uma empresa necessita de uma boa atenção do 
designer, pois ele deverá compreender tudo relacionado ao espaço e a empresa que 
usará o local; desde a funcionalidade com relação aos usos propostos num programa 
de necessidades até como organizar estes usos através de um fluxograma. Além disso, 
há a necessidade de que o projeto contemple também as questões funcionais vinculadas 
à materialização do espaço construído em relação à ergonomia, isto é, tendo como 
referência as medidas do corpo humano na configuração tridimensional dos espaços a 
serem executados, por exemplo, nas circulações e nos mobiliários.
A ergonomia estuda as dimensões com relação às medidas do corpo humano e se 
preocupa com a postura adequadapara a realização de cada atividade com menor
esforço possível, ou em que o esforço físico requerido seja o menos danoso à saúde física 
do indivíduo.
As imagens a seguir podem exemplificar um pouco as principais medidas a serem 
resolvidas em projeto.
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• Circulação comum: A Figura 6 retrata as dimensões mínimas para que as pessoas 
se movimentem livremente sem interferência de obstáculos.
Figura 6 – dimensões para circulação horizontal (dimensões em centímetro)
Fonte: GURGEL, Mirian; 2017
A Figura 7 retrata as dimensões mínimas para que as pessoas com mobilidade redu-
zida consigam se movimentar livremente no espaço sem interferência de obstáculos;
Figura 7 – dimensões para circulação horizontal (dimensões em centímetro)
Fonte: GURGEL, Mirian; 2017
• Ângulos de visão.: A Figura 8 retrata os ângulos de visão que uma pessoa tem em 
pé e sentada. Nessa imagem, temos como referência a linha do horizonte (LH), que 
demarca o posicionamento dos olhos e, a partir dela, medimos os possíveis ângulos 
decorrentes das movimentações dos olhos, caracterizando, assim, o cone visual que 
uma pessoa tem.
Figura 8 – Cone visual
Fonte: GURGEL, Mirian; 2017
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UNIDADE 
Funcionalidade
A Figura 9 retrata os ângulos de visão que uma pessoa tem em pé e sentada. Esta 
imagem, além de ter todos os requisitos da imagem 8, serve para demonstrar o 
alcance visual com nitidez para uma distância de até 3,00m; 
Figura 9 – Cone visual
Fonte: GURGEL, Mirian; 2017
• Dimensões adequadas para executar tarefas (Mobiliário): Para a realização de 
diferentes tarefas e atividade que uma empresa tem, devemos pensar no posiciona-
mento e nas alturas dos mobiliários que irão auxiliar o trabalho do funcionário para 
que ele possa executá-lo da melhor maneira possível.
As imagens a seguir retratam um pouco essa relação entre as distâncias necessárias 
e as medidas-base para os mobiliários.
A Figura 10 demonstra as principais alturas que podemos idealizar para prateleiras e 
bancas, com relação às medidas do corpo humano.
Figura 10 – Relação de alturas para mobiliário (dimensões em centímetro).
Fonte: GURGEL, Mirian; 2017
A Figura 11 demonstra a relação do posicionamento de objetos baixos com as medi-
das do corpo humano.
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Figura 11 – Relação de alturas para melhor possibilidade de
movimentação de pessoas (dimensões em centímetro)
Fonte: GURGEL, Mirian; 2017
As Figuras 12, 13, 14 e 15 retratam algumas premissas relacionadas às medidas so-
bre cadeiras, com o foco voltado para projetos corporativos (escritórios).
As Figuras 12 e 13 retratam um esquema ideal de posicionamento do corpo humano 
numa estação de trabalho. Pode-se entender este esquema como uma diretriz ergonô-
mica voltada aos mobiliários.
Figura 12 – Esquema ergonômico
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
Figura 13 – Esquema ergonômico
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
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Funcionalidade
As Figuras 14 e 15 retratam um esquema ideal de posicionamento do corpo humano 
em uma cadeira já com referências de medidas, sendo a imagem 14 um esquema para 
uma cadeira de uso geral e a imagem 15 um esquema ideal para uma cadeira de escritório.
Figura 14 – Esquema para uma cadeira de uso comum (dimensões em milímetros)
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
Figura 15 – Esquema para uma cadeira de uso comum (dimensões em milímetros)
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
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As Figuras 16 e 17 demonstram as medidas para uma estação de trabalho, sendo 
que na imagem 16 é demostrada prioritariamente as principais alturas de um posto de 
trabalho e a Figura 17 retrata em perspectiva as principais distâncias que um usuário 
deve ter para trabalhar com conforto.
Figura 16 – Esquema para uma estação de trabalho (dimensões em milímetros)
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
Figura 17 – Esquema de movimentação de uma pessoa em uma estação de trabalho
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
As Figuras 18 e 19 retratam as principais medidas para mesas, tanto com formato 
retangular como circulares. 
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UNIDADE 
Funcionalidade
Figura 18 – Mesas retangulares (dimensões em centímetro), o ideal é termos
uma circulação ao redor da mesa em utilização de aproximadamente 60 cm
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
Figura 19 – Mesas circulares (dimensões em centímetro), o ideal é termos
uma circulação ao redor da mesa em utilização de aproximadamente 60 cm
Fonte: CHING, Francis D. K.; 2013
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT
É interessante sempre consultar as Normas Brasileiras (NBR) editadas pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas.
http://www.abnt.org.br
 Livros
A Poética do Espaço
BACHELARD, G. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
Projetando Espaços: Design de Interiores
GURGEL, M. Projetando espaços: design de interiores. 6. ed. São Paulo: SENAC São 
Paulo, 2017.
Um a Um: Arquitetura de Betty Birger
GRUNOW, E. Um a um: arquitetura de Betty Birger. São Paulo: Olhares, 2010.
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UNIDADE 
Funcionalidade
Referências
CHING, F. D. K. Arquitetura de interiores ilustrada. Tradução: Alexandre Salvaterra. 
3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. 
GIBBS, J. Design de interiores: guia útil para estudantes e profissionais: guia útil para 
estudantes e profissionais. 2. ed. Londres: Gustavo Gili, 2009.
GURGEL, M. Projetando espaços: guia de arquitetura de interiores para áreas comer-
ciais. 6. ed. São Paulo: Senac, São Paulo, 2017.
HIGGINS, I. Planejar espaços para o design de interiores. Tradução Alexandre
Salvaterra São Paulo: Gustavo Gili, 2015. 
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Mais conteúdos dessa disciplina