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AFYA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE GARANHUNS 
CURSO DE BACHARELADO EM MEDICINA 
CLÍNICAS INTEGRADAS I – TICS 
 
 
 
 
FELIPE DA SILVA SANTOS 
 
 
 
 
 
 
LEUCEMIA E LINFOMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GARANHUNS- PE 
2024 
 
FELIPE DA SILVA SANTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEUCEMIA E LINFOMA 
 
Trabalho apresentado na Disciplina de Clínicas 
Integradas I como requisito de avaliação do 6º 
período do curso de Graduação em Medicina na 
Faculdade de Ciências Médicas de Garanhuns 
(Afya Garanhuns). 
G8 – Sala D 
 
Orientador: 
Prof. Dr. André Luiz Marques Marinho 
 
 
 
 
 
 
GARANHUNS- PE 
2024 
 
LEUCEMIA E LINFOMA 
 
1. Qual o que diferencia uma leucemia de um linfoma? 
A Leucemia origina-se na medula óssea, onde ocorre a produção das células 
sanguíneas. As leucemias envolvem a proliferação anormal de leucócitos (glóbulos 
brancos), o que afeta a produção de células normais do sangue, incluindo glóbulos 
vermelhos (hemácias), plaquetas e leucócitos maduros pela medula óssea. Pode 
causar sintomas sistêmicos, como fadiga, sangramentos, infecções frequentes e 
febre, devido à substituição das células normais do sangue por células cancerosas. 
O hemograma é um exame essencial, pois permite observar alterações nas 
contagens de células sanguíneas, enquanto a análise da medula óssea confirma o 
tipo específico de leucemia (Dutra et al., 2020; Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 
2023; Loscalzo et al., 2024). 
Já o Linfoma inicia-se no sistema linfático, que inclui linfonodos, baço, timo e 
vasos linfáticos. Este sistema é uma parte crucial do sistema imunológico para 
maturação e diferenciação dos linfócitos. Os Linfomas afetam os linfócitos, que são 
células imunológicas especializadas em combater infecções. As células linfáticas 
cancerosas podem se acumular nos linfonodos, formando massas palpáveis. 
Sintomas comuns incluem linfonodos aumentados, febre, suores noturnos, perda de 
peso e fadiga. A biópsia de linfonodo é a principal ferramenta diagnóstica, sendo 
muitas vezes complementada por exames de imagem (como tomografia 
computadorizada) e análises moleculares para determinar o tipo específico de 
linfoma (Dutra et al., 2020; Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 
2024). 
 
2. Quais os tipos de leucemia e linfoma? 
Tipos de Leucemia 
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) afeta as células precursoras dos linfócitos B 
ou T. É mais prevalente em crianças, mas também pode ocorrer em adultos. Na 
leucemia linfoblástica aguda (LLA), o clone maligno origina-se de progenitores 
hematopoiéticos na medula óssea ou no sistema linfático, resultando em aumento 
 
das células leucêmicas imaturas não funcionantes. A infiltração da medula óssea 
leva à anemia, à granulocitopenia e à trombocitopenia, com manifestações clínicas 
de fadiga, fraqueza, infecção e hemorragia. Esses são os sintomas que, com mais 
frequência, levam um paciente a procurar assistência médica, mais do que as 
consequências do volume do tumor, como aumento dos linfonodos, 
hepatoesplenomegalia causada por infiltração leucêmica ou sintomas do sistema 
nervoso central (meningeosis leukemica) O tratamento envolve quimioterapia 
intensiva, e em alguns casos, transplante de medula óssea (Dutra et al., 2020; 
Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 2024). 
A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) surge a partir das células precursoras dos 
mieloblastos, que são precursores dos granulócitos. LMA é uma neoplasia 
caracterizada por infiltração do sangue, da medula óssea e de outros tecidos por 
células proliferativas indiferenciadas e clonais do sistema hematopoiético. É mais 
comum em adultos e progride rapidamente. O tratamento inclui quimioterapia 
intensiva e, dependendo da resposta, transplante de medula óssea (Dutra et al., 
2020; Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 2024). 
A Leucemia Linfoide Crônica (LLC) envolve um crescimento lento de linfócitos 
maduros (principalmente linfócitos B). Predomina em pessoas com mais de 60 anos. 
Os pacientes podem ser assintomáticos no início e muitas vezes são monitorados 
antes de iniciar qualquer tratamento. A LLC é uma proliferação monoclonal de 
linfócitos B maduros definida por uma contagem absoluta aumentada de células 
malignas no sangue (5 × 109/L). A presença de células B malignas abaixo dessa 
contagem do sangue periférico, sem comprometimento de linfonodos, do baço ou do 
fígado e na ausência de citopenias, é um precursor dessa doença, denominado 
linfocitose monoclonal de células B (LMB), com probabilidade de cerca de 1 a 2% 
por ano de progressão para a LLC manifesta. Terapias-alvo e imunoterapias estão 
sendo cada vez mais utilizadas no tratamento (Dutra et al., 2020; Oliveira et al., 
2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 2024). 
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) caracteriza-se por um aumento de 
células mieloides maduras no sangue e medula. A fase inicial é lenta, mas pode 
progredir para uma fase acelerada ou uma crise blástica (similar à LMA). A LMC é 
uma neoplasia clonal de células-tronco mieloproliferativas hematopoiéticas. A 
doença é causada pelo produto do gene quimérico BCR/ABL1, que codifica uma 
 
tirosina-cinase constitutivamente ativa, que resulta de uma translocação balanceada 
recíproca entre os braços longos dos cromossomos 9 e 22, t(9;22)(q34.1;q11.2), 
conhecida como cromossomo Philadelphia (Ph). O tratamento mais comum inclui 
inibidores da tirosina-quinase, que têm revolucionado o manejo da LMC (Dutra et al., 
2020; Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 2024). 
Tipos de Linfoma 
O linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia maligna de linfócitos B maduros. 
Representa cerca de 10% de todos os linfomas diagnosticados a cada ano. A 
maioria dos diagnósticos de LH consiste em LH clássico (LHc); entretanto, existe um 
segundo subtipo, o LH nodular com predomínio linfocítico (LHNPL). O LH 
caracterizado pela presença de células de Reed-Sternberg, que são grandes células 
anormais derivadas de linfócitos B. Geralmente se espalha de um linfonodo para 
outro de forma ordenada. Sintomas incluem linfonodos inchados, especialmente no 
pescoço, febre, suores noturnos e perda de peso. O tratamento é altamente eficaz, 
com altos índices de cura utilizando quimioterapia e radioterapia (Dutra et al., 2020; 
Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 2024). 
Os linfomas não Hodgkin (LNH) são cânceres de células B, T e natural killer 
(NK) maduras. Distinguem-se do linfoma de Hodgkin (LH) pela identificação da 
célula de Reed-Sternberg (RS) e diferem do LH quanto à sua biologia e às suas 
características clínicas. Enquanto cerca de 80 a 85% dos pacientes com LH são 
curados por meio de quimioterapia, com ou sem radioterapia, o prognóstico e a 
história natural do LNH tende a ser mais variável. O LNH pode ser classificado em 
LNH de células B maduras ou LNH de células T/NK maduras, dependendo de se o 
linfócito maligno é uma célula B, T ou NK, respectivamente. Em cada uma dessas 
categorias, existem linfomas que crescem rapidamente e que se comportam de 
modo agressivo, bem como linfomas que são mais indolentes e de crescimento lento 
(Dutra et al., 2020; Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 2023; Loscalzo et al., 2024). 
Os subtipos mais comuns de LNH são: 
1. Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB): O tipo mais comum de 
linfoma não-Hodgkin. É agressivo, mas responsivo ao tratamento com 
quimioterapia. 
 
2. Linfoma Folicular: Um linfoma de crescimento lento, derivado de linfócitos B. 
Pode permanecer indolente por muitos anos antes de requerer tratamento. 
3. Linfoma de Burkitt: Altamente agressivo e associado ao vírus Epstein-Barr. A 
quimioterapia intensiva é o tratamento principal. 
4. Linfoma de Células do Manto: Um tipo raro e agressivo de linfoma B. 
5. Linfoma de Células T Periféricas: Afeta os linfócitos T e é mais raro, comprognóstico variável (Dutra et al., 2020; Oliveira et al., 2021; Bueno et al., 
2023; Loscalzo et al., 2024). 
 
REFERÊNCIAS: 
BUENO, J. V. M. et al. O Diagnóstico Precoce Em Pacientes Portadores De Linfoma 
De Hodgkin e Não Hodgkin: Uma Revisão De Literatura. Revista Ibero-Americana 
de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 9, n. 5, p. 1035–1045, 2023. DOI: 
10.51891/rease.v9i5.9846. Disponível em: 
https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/9846. 
 
DUTRA, R. A. et al. A importância do hemograma no diagnóstico precoce da 
leucemia. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 12, n. 7, p. e3529-e3529, 2020. 
DOI: 10.25248/reas.e3529.2020. Disponível em: 
https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/3529. 
 
LOSCALZO, J. et al. Medicina Interna de Harrison. 21ª ed. Porto Alegre: AMGH, 
2024. E-book. p.841. ISBN 9786558040231. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040231/. Acesso em: 
23 out. 2024. 
 
OLIVEIRA, L. S. et al. Aspectos clínicos e histopatológicos dos linfomas Hodking e 
não Hodking: uma revisão sistemática. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 
7, n. 2, p. 15808–15815, 2021. DOI: 10.34117/bjdv7n2-280. Disponível em: 
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/24750.

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