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AULA 1 - Leitura complementar: DIREITO DO CUNSUMIDOR, MANUAL, BRUNO MIRAGEM, Pag. 1 a 93. DIREITO DO CONSUMIDOR TEM MATRIZ CONSTITUCIONAL SENDO UM PRINCÍPIO ECONÔMICO VULNERABILIDADE TÉCNICA · Quando o consumidor não tem conhecimento da totalidade e das informações técnicas do produto VULNERABILIDADE JURÍDICA · O consumidor não sabe do direito VULNERABILIDADE FÁTICA · Mercado monopolista, o cliente não possui escolha ao escolher o serviço VULNERABILIDADE INFORMACIONAL · consiste na ausência, ou na complexidade da informação prestada que não permite o entendimento do consumidor. MICROSSISTEMA DE CONSUMO · Capítulo I - Disposições Gerais · Capítulo II - Da Política Nacional de Relações de Consumo · Capítulo III - Dos Direitos Básicos do Consumidor · Capítulo IV - Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos · Capítulo V - Das Práticas Comerciais · Capítulo VI - Da Proteção Contratual INSTRUMENTOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA TUTELA CONSUMIDOR · Art. 2º Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. · Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. · Não é só definido pela ótica individual, mas também pela ótica meta ou transindividual ou de grupo (art. 81) · O consumidor é uma definição também ampla em seu alcance material · O consumidor não é uma definição meramente contratual (o adquirente), mas visa proteger as vítimas de atos ilícitos pré-contratuais, como publicidade enganosa, e das práticas comerciais abusivas, sejam elas ou não compradoras, sejam elas ou não destinatárias finais. · É uma definição para relação de consumo contratuais e extracontratuais, individuais ou coletivas; · NOÇÃO SUBJETIVA DO “CONSUMIDOR” · Quando se fala em proteção do consumidor, pensa-se, inicialmente, na proteção do não profissional que contrata ou se relaciona com um profissional, comerciante, empresário, industrial ou profissional liberal. · É o que se costuma denominar de noção subjetiva de consumidor, a qual excluiria totalmente do âmbito de proteção das normas de defesa dos consumidores todos os contratos concluídos entre dois profissionais e entre duas pessoas jurídicas comerciais, pois estes estariam agindo com o fim de lucro · TEORIA FINALISTA · Os finalistas propõem, então, que se interprete a expressão “destinatário final” do art. 2.° de maneira restrita, como requerem os princípios básicos do CDC, expostos nos arts. 4.° e 6. · Logo, segundo esta interpretação teleológica, não basta ser destinatário fático do produto, DEVE-SE retirá-lo da cadeia de produção. · É necessário ser destinatário final econômico do bem, não adquiri-lo para revenda, não adquiri-lo para uso profissional, pois o bem seria novamente um instrumento de produção cujo preço será incluído no preço final do profissional que o adquiriu. · TEORIA MAXIMALISTA · Consideram que a definição do art. 2.° é puramente objetiva, não importando se a pessoa física ou jurídica tem ou não fim de lucro quando adquire um produto ou utiliza um serviço. · FINALISMO MITIGADO ou APROFUNDADO · É a teoria aplicada no território brasileiro, que visa o público consumidor final e consumidores de produção mais vulneráveis. Tornando-se a teoria mais abrangente. · o STJ manifestou-se pelo finalismo e criou inclusive um “finalismo aprofundado” ou “finalismo mitigado”, baseado na utilização da noção maior de vulnerabilidade, exame in concreto e uso das equiparações a consumidor conhecidas pelo CDC; · Ao consagrar o critério finalista para interpretação do conceito de consumidor, a jurisprudência deste STJ também reconhece a necessidade de, em situações específicas, abrandar o rigor do critério subjetivo do conceito de consumidor, para admitir a aplicabilidade do CDC nas relações entre fornecedores e consumidores empresários em que fique evidenciada a relação de consumo. São equiparáveis a consumidor todas as pessoas, determináveis ou não, expostas às práticas comerciais abusivas” (STJ, REsp 476.428-SC, j. 19.04.2005, rel. Min. Nancy Andrighi) · Mesmo nas relações entre pessoas jurídicas, se da análise da hipótese concreta decorrer inegável vulnerabilidade entre a pessoa jurídica consumidora e a fornecedora, deve-se aplicar o CDC na busca do equilíbrio entre as partes. CONSUMIDOR EQUIPARADO · São consumidores equiparados, ”a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo” (art. 2º, § único); ◦ Consumidor coletivo · Comumente conhecido como consumidor coletivo; · Art. 29, CDC - são consumidores equiparados todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas comerciais de oferta, de contratos de adesão, de publicidade, de cobrança de dívidas, de bancos de dados, sempre que vulneráveis in concreto; · O ponto de partida dessa extensão do campo de aplicação do CDC é a observação de que muitas pessoas, mesmo não sendo consumidores stricto sensu, podem ser atingidas ou prejudicadas pelas atividades dos fornecedores no mercado; · Consumidor Stricto Sensu É DIFERENTE DE Consumidor Equiparado; FORNECEDOR · O art. 3.° do CDC traz a definição de fornecedor stricto sensu · Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. · A definição de fornecedor do art. 3.° do CDC é tão ampla, para que um maior número de relações possa estar no campo de aplicação do CDC, uma vez que decisiva é mesmo – por mandamento constitucional – a presença de um consumidor. image4.png image1.png image2.png image3.png