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ná\ise 
Sintátiea· 
MÁRCIA ANGÉLICA DOS S ·. ANTOS 
6ª ed· -a . ,çao - 1999 
5- tiragem - 2008 
P• Editora Saraiva 
ISBN 978-85-02-00296-8 
ISBN 978-85-02-00297-5 (Livro do professor) 
Supervisão editorial: José Lino Fruet 
Copy-desk: Renoto Alberto Colombo Jr. 
Programação visual: Fátima Gilberti 
Produção gráfica: João Batista Ribeiro P­
Diagramação: Francisco Augusto do Costa Filho 
Arte-final: Cesor Montogno de Oliveira 
Revisão: Denise de Almeida, Lucilo B. Focchini, 
Isabel Rebelo 
Composição: Aldo Moutinho de Azevedo, Ano Maria Pionotto do Silvo 
Revisão de fotolito: Liberoto Verdile Junior 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
Santos, Márcia Angélica dos 
Aprenda Ânálise Sintática / Márcia Angélica dos Santos. - 6. ed. 
- São Paulo : Saraiva, 2003. 
ISBN 978-85-02-00296-8 (livro do aluno) 
ISBN 978-85-02-00297-5 (livro do professor) 
1. Português - Sintaxe 1. Título. 
03-02206 
Índice para catálogo sistemático: 
1. Análise sintática : Português : Lingüística 469.5 
(\1. Editora 
~ Saraiva 
CDD-469.5 
Av. Marquês de São Vicente, 1697 - CEP 01139-904 - Barra Funda - São Paulo-SP 
Tel.: PABX (0••11) 3613-3000- Fax: (0••11) 3611-3308 
Televendas: (0··11) 3613-3344 - Fax Vendas: (0••11) 3611-3268 
Atendimento ao Professor: (0··11) 3613-3030 Grande São Paulo - 0800-0117875 Demais localidades 
Endereço Internet: www.editorasaraiva.com.br - E-mail: atendprof.didatico@editorasaraiva.com.br 
-APRESENT AÇAO 
A palavra Anáiise tem sua origem no substantivo grego analy­
sis e significa decompor um todo. Partindo dessa definição, a 
Análise Sintática tem sido caracterizada como a decomposição dos 
enunciados de uma lingua, apontando cada um de seus membros. ·· 
Porque tem ocorrido ênfase no aspecto mecânico, o assunto 
vem sendo menosprezado e visto como um raciocínio inútil e com­
plicado. 
A .Análise Sintática é muito mais que dividir uma oração em 
termos ou um período em orações. A Análise Sintática é o relato 
sistematizado dos fenômenos do dia-a-dia. Por trás de cada defini­
ção está a organização de nosso universo, de nossa vida: um verbo 
é transitivo porque existe uma ação que "transita" de um elemen­
to a outro. A compreensão de mundo liga-se à compreensão da 
Análise Sintática. 
É desse fundamento que partimos para elaborar nossos con­
ceitos. Acreditamos que só se aprende algo quando se identificam 
o seu significado, o seu porquê. 
Objetivando o entendimento desses conceitos, empregamos 
uma linguagem despojada, um grande número de exemplos, co­
mentários, esquemas visuais em tipologia diferente. 
Nossos exemplos abrangem de Camões a Chico Buarque e até 
traduções livres, e são comentados de forma a evidenciar a teoria 
passo a passo. Todas as funções sintáticas que costumam gerar dú­
vidas foram confrontadas através da explicação dos exemplos, res­
saltando suas diferenças e, assim, eliminando os fatores de equí­
voco. 
É preocupação permanente não só apontar os procedimentos 
teórico-significativos como também os métodps práticos de reco­
nhecimento, e utilizá-los imediatamente, a fim de efetivar a assimi­
lação. Por isso, cada item é seguido de um bloco de exercícios es­
tritamente ligado ao que estiver sendo desenvolvido. 
Tal como os exemplos, os exercícios apresentam realizações 
dos mais variados autores, mostrando que os esquemas refletem 
ocorrências vivas da língua: é sobre eles que todos se expressam. A 
esses exercícios juntamos questões de vestibulares, pois, oficial­
mente, elas representam para o aluno médio o mais alto grau de 
exigências no assunto. As respostas dos exercícios, colocadas no 
fim do livro, foram detalhadas para evitar dúvidas. 
Por fim, queremos ressaltar que a organização de nosso estu­
do procurou evitar a fragmentação do raciocínio das condutas 
convencionais, geradora da falta de entendimento: em vez de de­
compormos a oração e a seguir o período, criamos uma unidade de 
apoio ao raciocínio, a oração, e a analisamos como elemento divi­
sível (os termos da oração) e como elemento uno (uma oração rela­
cionada a outra oração). 
Com esta obra, esperamos oferecer aos que a utilizem os pas­
sos de um conhecimento que capacita o raciocínio, desenvolve e 
aprimora os vários desempenhos lingüísticos, amplia a um grau ili­
mitado a análise do homem e do mundo. 
a autora 
, 
INDICE 
A ORAÇÃO ......................................................................................................... 7 
A ORAÇÃO E OS VERBOS (A Predicação Verbal) ............ 8 
Verbos Transitivos e Verbos Intransitivos, 8 - Verbos de Ligação, 12 -
Exercício Geral, 13 
A ORAÇÃO E SEUS COMPONENTES (Os Termos da 
Oração) ................................. ·................................................................................ 16 
TERMOS ESSENCIAIS, 16 
Sujeito, 16 - Núcleo do Sujeito, 17 - Sujeito Agente e Sujeito Pacien­
te, 17 - Classificação do Sujeito, 19 - Os Pronomes Indefinidos e a 
Classificação como Sujeito Determinado, 23 - Os Pronomes Pes­
soais e a Função de Sujeito, 23 - A Colocação do Sujeito na Oração, 
23 - Exercício Geral, 24 
Predicado, 26 - Classificação do Predicado, 27 - Exercido Geral, 33 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO, 36 
Objeto Direto, 36 - Os Pronomes Pessoais e a Função de Objeto Dire­
to, 37 - Objeto Direto Preposicionado, 38 - Objeto Direito Pleonás­
tico, 40 - Objeto Direto Interno, 40 
Objeto Indireto, 41 - Os Pronomes Obliquos e a Função de Objeto In­
direto, 42 - Objeto Indireto Pleonástico, 43 
Complemento Nominal, 44 - Os Pronomes Oblíquos e a Função de 
Complemento Nominal, 45 - Relação das Principais Palavras Regen­
tes do Complemento Nominal, 45 - Ó Complemento Nominal e o 
Objeto Indireto, 47 
Agente da Passiva, 48 - O Agente da Passiva, o Objeto Indireto e o 
Complemento Nominal, 48 
OS TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO, 49 
Aposto, 49 
Adjunto Adnominat 52 - Os Pronomes Obliquos Átonos e a Função de 
Adjunto Adnominal, 53 - O Adjunto Adnominal e o Complemento 
Nominal, 54 
Adjunto Adverbial, 56 
TERMO INDEPENDENTE, 58 
Vocativo, 58 - Distinção entre Aposto e Vocativo, 59 
QUESTÕES DE VESTIBULARES ..................................................... ;... 61 
A ORAÇÃO E O PERÍODO .................................................................... 68 
O Relacionamento das Orações no Período, 69 - A Oraçã_o Principal, 
70 - A Oração Subordinada, 70 - Classificação das Orações Subor­
dinadas, 71 
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA, 72 
Clas~ificação, 72 - Distinção entre Oração Predicativa e Subjetiva, 80 
- Exercício Geral, 81 
ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA, 83 
Classificação, 84 - Função Sintâtica dos Pronomes Relativos na Oração 
Adjetiva, 85 - Exercício Geral, 88 - Distinção entre Oração Subordi­
nada Adjetiva e Oração Subordinada Substantiva Completiva Nomi­
nal, 90 
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL, 91 
Classificação, 91 - A Polissemia Conjuntiva e a Oração Adverbial, 96 
- Exercício Geral, 98 
A ORAÇÃO COORDENADA, 101 
Classificação, 102 - A Oração Coordenada Reduzida, 103 - A Polisse­
mia Conjuntiva e a Oração Coordenada, 103 - Distinção entre Ora­
ção Coordenada Sindética Explicativa e Oração Subordinada Adver­
bial Causal, 104 
COORDENAÇÃO DE ORAÇÕES SUBORDINADAS, 105 
A ORAÇÃO INTERCALADA, 106 
A DUPLA FUNÇÃO DE UMA ORAÇÃO NO PERIODO, 106 
EXERCICIO FINAL, 107 . 
QUESTÕES DE VESTIBULARES ......................................................... 108 
RESPOSTAS ......................................................................................................... 117 
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 139 
A ORAÇÃO 
Oração é qualquer enunciado que apresenta verbo. Esse verbo pode 
estar flexionado nos tempos simples, nos tempos compostos, em locu­
ções verbais. Quanto à mensagem, a oração pode apresentá-la com senti­
do completo ou incompleto. 
"A roda de samba acabou." (Chico Buarque) 
O exemplo acima é uma oração, pois ocorreolhar foi um novo sol na minha existência." (Clarice Lispector) 
4. "O ônibus da excursão subia lentamente a serra." (Clarice Lispector) 
5. A dor rasga-me o peito. 
6. O medo da filha divertia-o. 
7. "A poeira da estrada meu passo levantava." (Castro Alves) 
8. "O caminho do exílio é só de abrolhos!" (Castro Alves) 
.9. "Você nem pode imaginar o meu estado de espírito." (Clarice Lispector) 
10. "Você me encheu a vida." (Clarice Lispector) · 
11. Que tristeza eu sinto neste momento. 
12. "Ouviram do Ipiranga as .margens plácidas 
De um povo heróicQ o brado retumbante ... " (Osório Duque Estrada) 
O ADJUNTO ADNOMINAL E O 
COMPLEMENTO NOMINAL 
Quando o adjunto adnominal é representado por uma locução adje­
tiva, pode confundir-se com o complemento nominal. Para distingui-los, 
faça o seguinte raciocínio: 
• Será ADJUNTO ADNOMINAL: 
- se o substantivo a que se liga for um substantivo concreto: 
~ 
"A casa da velha desapareceu ... " (Lygia Fagundes Telles) 
adjunto adnominal 
da velha só pode ser adjunto adnominal, pois o substantivo a que se liga, 
~. é concreto. 
- se indicar posse ou indicar o agente daquilo que expressa o substan­
tivo a que se. liga, quando esse substantivo for abstrato: 
,--....... ' 
A prefer~ncia do grupo não foi respeitada. 
adjunto adnominal 
54 
preferência é substantivo abstrato 
do grupo indica posse (a preferência pertence ao grupo) ou o agente (o 
grupo é quem prefere). 
• Será COMPLEMENTO NOMINAL: 
- se indicar o alvo daquilo que o substantivo expressa, quando esse 
substantivo for abstrato: 
~ 
A preferência pelos novos alojamentos não foi respeitada. 
complemento nominal 
pelos novos alojamentos indica o alvo, isto é, a que é dirigida a pr.efe­
rência. 
- se vier ligado a um adjetivo ou advérbio, uma vez que o adjunto ad­
nominal só se relaciona com o substantivo: 
~ 
Manteve-se firme em seus objetivos. 
complemento nominal 
em seus objetivos é complemento nominal, pois liga-se ao adjetivo firme. -Referentemente a seu pedido a resposta virá ainda hoje. 
complemento nominal 
a seu pedido - é complemento nominal, porque está ligado ao advérbio 
referentemente. 
Nota: o complemento nominal e o adjunto adnominal representado 
por locução não se excluem: 
A preferência do grupo pelos novos alojamentos não foi respeitada. 
adjunto complemento nominal 
adnominal 
, Agora, procure distinguir o adjunto adnominal e o complemento nominal 
nas seguintes orações: 
1. " ... iam cheios de si..." (Machado de Assis) 
2. "As fontes de minha terra são mãos em concha ... " (Francisco Karan) 
3. O novo regulamento originou a revolta dos funcionãrios. 
4. "O doutor possuía mil lembranças de suas viagens." (Machado de Assis) 
5. " ... quando avistamos as luzes de Benfica ... " (Fernando Sabino) 
6. A cada dia aumentava o respeito por seu irmão. 
7. Com sua atitude acabara perdendo o respeito dos seus. 
8. S~mpre conquista o amor ·de todos. 
9. Notava-se o amor ao seu trabalho. 
10. Tinha medo da descoberta. 
11. Conhecemos bem o medo de Pedro. 
55 
12. A explicação do orador a seus ouvintes não foi suficiente. 
13. A opção dos amigos ainda era um enigma. 
14. Todos acataram a sua opção pelo estudo profissionalizante. 
15. A revolta dos funcionários contra o novo regulamento surpreendeu a dire­
toria. 
ADJUNTO ADVERBIAL 
Termo representado por advérbios, locuções adverbiais ou adjetivos 
com valor adverbial, relaciona-se ao verbo ou a toda a oração para indi­
car, quanto ao significado, as mais variadas circunstâncias em que po­
dem ocorrer as ações, os estados, os fatos: 
• circunstincia ~e tempo - responde à pergunta - quando?: 
"Costa emprestou o dinheiro logo ... " (Machado de Assis) 
Quando emprestou o dinheiro?, logo, a·djuntd adverbial de tempo. 
--- -- 1 
• circunstincia de lugar - responde à pergunta - onde? - com suas 
variações, aonde, donde, para onde, por onde etc.: 
"A marcha alegre se espalhou na avenida ... " (Chico Buarque) 
Onde a marcha alegre se espalhou? na avenida . adjunto adverbial de tempo. 
• circunstincia de modo - responde à pergunta - como?: 
"O dia acabou alegremente." (Machado de Assis) 
Como acabou o dia? alegremente, adjunto adverbial de modo. 
• circunstincia de intensidade - responde à pergunta - quanto?: 
"Almoçou pouco." (Machado de Assis) 
Quanto almoçou? pouco, adjunto adverbial ele intensidade. 
• circunstincia de causa - responde à pergunta - por quê?: 
Eu tremia de medo. 
Por que eu tremia? de medo, adjunto adverbial de causa. 
56 
• circunstância de companhia - responde à pergunta - com quem?: 
Venha jantar comigo. 
Com quem virá jantar? comigo, adjunto adverbial de companhia. 
• circunstância de instrumento - responde à pergunta - com quê?: 
Com a máquina conseguiu Jazer todo o trabalho. 
Com que conseguiu fazer todo o trabalho? com a máquina adjunto adver­
bial de instru­
mento. 
• circunstância de dúvida - caracteriza o adjunto adverbial de dúvida 
Talvez ele chegue mais cedo. 
• circunstância de finalidade - responde às perguntas - para quê? -
ou - para quem?: 
Vivia para o trabalho. 
Para que vivia? para o trabalho, adjunto adverbial de finalidade. 
• circunstância de meio - indica o meio utilizado para desenvolver a 
ação, caracterizando o adjunto adverbial de meio: 
Viajou de avião devido à rapidez. 
Com sua meiguice alcançava todos os seus objetivos. 
• circunstância de assunto - caracteriza o adjunto adverbial de assunto: 
Falávamos sobre a amizade. 
• circunstância de negação - caracteriza o adjunto adverbial de nega­
ção: 
Não permitirei a sua dispensa. 
• circunstância de origem - caracteriza o adjunto adverbial de origem: 
Descendia de nobres. 
• circunstância de afirmação - caracteriza o adjunto adverbial de afir­
mação: 
Sairia sim, naquela manhã. 
57 
~ Agora, reconheça o adjunto adverbial: 
1. "A mucama correu instintivamente para a porta dos fundos." 
(Machado de Assis) 
2. "Subi a escada com cautela ... " (Machado de Assis) 
3. "O coração bateu-me muito ... " (Machado de Assis) 
4. "E comecei a chorar de raiva . .. " (Érico Veríssimo) 
5. "Eu fiquei aqui, de resto ... " (João Guimarães Rosa) 
6. "Para a esquina fomos." (Orígenes Lessa) 
7. "Damião suspirou alto e triste." (Machado de Assis) 
8. " ... fui à Tijuca duas vezes . .. " (Machado de Assis) 
9. "Angela recebeu-o com alegria infantil." (Machado de Assis) 
10. Levantou-se de repente. 
11. Venha conosco a Itaboraí. 
12. Falaram bastante sobre nossas origens. 
13 . Provavelmente o resultado será dado hoje. 
14. Pretende ir ao Nordeste de bicicleta. 
15. Todas as suas esculturas foram feitas com faca. 
16. Sinto-me à vontade. 
17. Os sonhos cresceram rápido. 
18. Prefiro sentar-me à direita. 
19. Com que pretendes descascar a fruta? 
20. "Morro todos os dias, de paixão, de saudades ... " (Machado de Assis) 
21. "Comeu pouco e sem vontade." (Machado de Assis) 
22. "E roeu as unhas com furor." (Graciliano Ramos) 
TERMO INDEPENDENTE 
VOCATIVO 
Quanto ao significado, expressa o sentimento do falante; sentimen­
to esse que se traduz numa invocação, num chamamento, riuma interpe­
lação, num apelo, reforçados ou não pela interjeição invocativa; 
Quanto ao aspecto sintático, é o· termo que não faz parte da estrutu-
ra da oração, daí ser chamado de independente: 
58 
"O' sono! Unge-me as pálpebras ... " (Castro Alves) 
"Anda, moleque. " (Machado de Assis) 
"Já rompe, Nise, a matutina aurora. ·~ (Cláudio Manuel da Costa) 
DISTINÇÃO ENTRE O APOSTO E O VOCATIVO 
Para distinguir o aposto do vocativo, lembre-se do seguinte: 
a) o aposto mantém ligação com um ou vários termos da oração, ou 
até com toda a oração, atuando dependentemente desses termos 
ou dessa oração: 
Vasco da Gama, um navegador português, conta a história de sua gen­
te em "OS LUS/ADAS". 
um navegador português identifica o sujeito da oração, Vasco da Ga­
ma, estabelecendo uma relação de dependência desse termo. 
b) o vocativo não mantém ligação com nenhum termo da oração; 
contrariamente, o vocativo poderá ter um termo ou umaoração 
dele dependente: 
Venha, navegador, sentar-se à minha direita. 
navegador - não se liga a nenhum termo, mantendo-se independente 
da oração Venha sentar-se à minha direita. 
O' tu, que iluminas o céu, vem alegrar-me este momento. 
O' tu - exerce a função de vocativo, mantendo-se independente da 
oração vem alegrar-me este momento. Entretanto, que iluminas o céu 
liga-se ao vocativo, estabelecendo uma relação de subordinação a es­
se termo. 
~ Agora, procure distinguir o aposto e o vocativo, nas seguintes orações: 
1. "E eu morro, o' Deus! na aurora da existência ... " (Castro Alves) 
2. Era ele, Tonico Serrano, o homem esperado. 
3. "Marília, escuta 
um triste pastor ... " (Tomás Antônio Gonzaga) 
4. "Cala a boca, besta." (Machado de Assis) 
S. "O menino, caminho de lembranças, 
bate bola do mundo pela rua ... " (Paulo Bonfim) 
6. "Carlota, a vida é um tecido de equívocos." (Cyro dos Anjos) 
7. "Acende, o' Viajor! a Fé no coração! ... " (Castro Alves) 
8. "Passado - mar ímenso! ... inunda-me em fragrância!" (Castro Alves) 
9. "Minha vida é curta, Oliveira;" (Machado de Assis) 
10. "Deixo, Deuses, atrás a fama antiga ... " (Camões) 
59 
QUESTÕES DE VESTIBULARES 
1. (FMU-FIAM-FAAM) Hino Nacional 
Ouviram do lpira_nga as margens plácidas 
De um povo heróico o brado retumbante, 
E o sol da liberdade em raios fúlgidos 
Brilhou no céu da Pátria nesse instante. 
60 
Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com braço forte, 
Em teu seio, ó liberdade, 
Desafia o nosso peito à própria morte! 
( ... ) 
Brasil, um sonho intenso, i1m ralo vívido 
De amor e de esperança à terra desce, 
Se em teu formoso céu, risonho e límpido, 
A Imagem do Cruzeír'o resplandece. 
( .. ,) 
Deitado eternamente em berço esplêndido, 
Ao som do mar e à luz do céu profundo, 
Fulguras, ó Brasil, florão da América, 
Iluminado ao Sol do Novo Mundo. 
Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos lindos campos têm mais flores. 
"Nossos bosques têm mais vida", 
"Nossa vida", no teu seio "mais amores". 
( .. ,) 
Brasil, de amor eterno seja símbolo 
O l_ábaro que ostentas estrelado, 
E diga o verde-louro dessa flâmula 
Paz no futuro e glória no passado. 
( .. ,) 
Para se entender um pensamento, o uso_ da ordem direta, muitas vezes, é 
fundamental. 
Coloque os dois primeiros versos nesta ordem: sujeito, verbo e-comple­
mento. 
2. (VUNESP-SP) "Ergueu a cabeça e contemplou o lugar onde tantas vezes se 
aprestara para os seus breves triunfos no trapézio. No dia seguinte, desar­
mariam o Circo - pensava; e na próxima cidade, quando o reerguessem, 
ele estaria longe. Nunca, porém, haveria de esquecer aquela frágil arma­
ção de lona e tabique, as cadeiras desconjuntadas, o quebra-luz sobre o es­
pelho partido e o modo como os aplausos e a música chegavam ali. 
Baixou os olhos, voltou a folhear a revista. Em algum ponto do corpo 
ou da alma, doía-lhe ver o lugar do qual se despedia e que lembrava, de 
certo modo, o aposento de um morto, semelhança esta que seria maior, 
não· fosse a indiferença quase rancorosa que rodeava; pois, a despedida 
iminente, só ele sentia. Os colegas - o equilibrista, aqueles dois que con­
versavam em voz baixa, todos enfim - sabiam de sua história e não ha­
viam preparado a mínima homenagem. Pelo contrário: fingiam desconhe­
cer tudo, procuravam irritá-lo. Ainda há pouco, quando entrara no cama­
rim dos homens, os que lá se encontravam tinham respondido friamente à 
saudação dele, como se fizessem um favor. Sentara-se então num banco, 
apanhara aquela velha revista-e começara a folheá-la, sem interesse, para 
fugir ao contato dessas pessoas que já o haviam excluído de seu mundo e 
que, desde alguns dias, raramente lhe dirigiam a palavra - com uma sim­
plicidade afetada, esforçando-se para dar a entender que sua ausência não 
seria sentida. Teriam inveja, talvez. Ou desprezo. Que lhe importava, po­
rém? Não precisava delas." 
(Osman da Costa Lins - "Conto de Circo", 
fragmento. ln: Os Gestos.) 
Observando-se, dentro do texto, as orações abaixo relacionadas, conclui­
se que ocorre sujeito indeterminado em: 
a) " No dia seguinte, desarmariam o Circo -" (a oração está no 1? §) 
b) "Nunca, porém, haveria de esquecer aquela frágil armação de lona e ta-
bique ( .. .)" (1? §) 
c) "(. .. ) fingiam desconhecer tudo ( ... )" (2? §) 
d) " Sentara-se então num banco ( .. .)" (2? §) 
e) "Teriam inveja, talvez." (final do 2? §) 
61 
3. (PUC0SP) Indique a alternativa correta no que se refere ao sujeito da ora­
ção "Da chaminé da usina subiam para o céu nuvens de fumaça.": 
a) simples, tendo por núcleo "chaminé" 
b) simples, tendo por núcleo "~" 
c) composto, tendo por núcleo "nuvens de fumaça" 
d) simples, tendo por núcleo "fumaça" 
e) simples, tendo por núcleo "usina" 
4. (PUC-SP) No trecho: 
"E dessa música e dessa cor, dessa harmonia e desse virginal azul vem en­
tão alvorando, através da penetrante, da sutil influência dós rubros Cânti­
cos altos do sol e das soluçadas lágrim·as noturnas da lua, a grande Flor ori­
ginal, maravilhosa e sensibilizada da Alma, mais azul que toda a irradia­
ção azul e em torno à qual as águiás e os astros, nas majestades e delicade­
zas das asas e das chamas, descrevem claros, largos giros ondeantes e sem­
piternos". 
as expressões sublinhadas têm, respectivamente, funções de: 
a) sujeito, sujeito; 
b) aposto, aposto; 
c) objeto direto, objeto direto; 
d) objeto direto, sujeito; 
e) sujeito, objeto direto. 
5. (PUC-SP) No período: 
"As águias e os astros amam esta região azul, vivem nesta região azul, pal­
pitam nesta região azul", 
temos: 
a) um predicado verbal e dois verbo-nominais, havendo, nos dois últimos, 
o complemento predicativo do objeto; 
b) três predicados verbais, sendo que, no primeiro, o complemento é o ob­
jeto direto, e, nos dois últimos, o objeto indireto; 
c) três predicados verbo-nominais, havendo, no último, o complemento 
predicativo do sujeito. 
d) três predicados verbais, havendo, em apenas um deles, o complemento 
objeto direto; · 
e) três predicados verbais formados por verbos intransitivos. 
6. (FUVES_T-SP) No texto - "Acho-me tranqüilo - sem desejos, sem espe­
ranças. Não me preocupa o futuro." - os termos sublinhados são respecti­
vamente: 
a) predicativo, objeto direto, sujeito; 
b) predicativo, sujeito, objeto direto; 
c) adjunto adnominal, objeto direto, sujeito; 
d) predicativo, objeto direto, objeto indireto; 
e) adjunto adnominal, objeto indireto, objeto direto. 
62 
7. (FUVEST-SP) "Sei que esperavas desde o início 
que eu te dissesse hoje o meu canto solene. 
Sei que a única alma que eu possuo 
é mais numerosa que os cardumes do mar." U. de Lima) 
Assinale a classificação correta de ~ (2? verso), única alma (3? verso) .!2!:!­
merosa (4? verso), nessa ordem: 
a) objeto direto, objeto direto, sujeito; 
b) objeto direto, sujeito, predicativo do sujeito; 
c) objeto indireto, sujeito, predicativo do sujeito; 
d) objeto direto, objeto direto, sujeito; 
e) objeto indireto, objeto direto, sujeito. 
8. (MACK-SP) "Apesar de vistosa, a construç·ão acelerada daquele edifício 
deixou-nos insatisfeitos novamente." 
Os termos grifados no período são respectivamente: 
a) cor:nplemento nominal, objeto direto, predicativo do objeto; 
b) adfunto adnominal, objeto indireto, adjunto adverbial; 
c) complemento nominal, objeto direto, adjunto adverbial; 
d) adjunto adnominal, objeto direto, predicativo do objeto; 
e) adjunto adnominal, objeto indireto, adjunto adnominal. 
9. (PUC-SP) Nos trechos: 
"E fui eu que .Q descobri," 
"Veja, murmurava Q mineiro ... " 
e 
"Vou-lhe mostrar ... " 
as palavras sublinhadas têm, respectivamente, funções de: 
a) objeto direto, adjunto adnominal, objeto indireto; 
b) objeto direto, objeto direto, objeto indireto; 
c) adjunto adnominal, adjunto adnominal, adjunto adverbial; 
d) adjunto adnominal, adjunto adnominal, objeto direto; 
e) objeto indireto, objeto direto, objeto indireto. 
10. (MACK-SP) Assinale a alternativa em que o lhe exerce a função sintática 
de adjuntoadnominal: 
a) Aquela dor fora ainda aumentada com a que lhe infligiram os homens. 
b) Dizia-me que, no fim de mais três semanas, podia dar-lhe mais_ dinheiro. 
c) Parece-me que André foi além, fazendo-lhe certas confidências. 
d) Quem lhe levou os amores e as aventuras secretas? 
e) Ao abnegado não lhe faltam bens nem dádivas extraordinárias. 
63 
11. (PUC-SP) No período: "ele me cobre de glórias e me faz magnífico, os ter­
mos sublinhados têm, respectivamente, as funçõessintáticas de: 
a) objeto direto, objeto indireto, objeto direto; 
b) objeto indireto, objeto indireto, predicativo do sujeito; 
c) adjunto adnominal, adjunto adnominal, objeto direto; 
d) objeto direto, objeto direto, predicativo do objeto; 
e) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto. 
12. (PUC-SP) Em relação ao período: 
"As águias e os astros abrem aqui, nesta doce, meiga e miraculosa clarida­
de azul, um raro rumor de asas e uma rara resplandecência solenemente 
imortais·", · · 
é incorreto afirmar que: 
a) há dois núcleos de sujeito ligados pela conjunção coordenativa aditiva 
"e"; 
b) há dois núcleos de objeto direto, ligados pela conjunção coordenativa 
aqitiva "e"; 
e) há dois núcleos de predicativo do sujeito, ligados pela conjunção coor­
denativa aditiva "e"; 
e) há mais de um adjunto adnominal. 
13. (SANTA CASA-SP) Chamei Maria e pedi ... não faltasse. 
a) -a para que; 
b) -lhe que; 
c) -a que; 
d) à ela para que; 
e) -Ih~ de que. 
14. (PUC-SP) No trecho: 
64 
"Corpos irreconhecíveis identificados pelo GRANDE RECONHECEDOR." 
eis termos sublinhados têm, respectivamente, funções sintáticas de: 
a) complemento nominal, objeto indireto; 
b) adjunto adnominal, agente da passiva; 
c) adjunto adnominal, complemento nominal; 
d) objeto direto, objeto indireto; 
e) adjunto adverbial, complemento nominal. 
15. (PUC-SP) Indique a alternativa que apresenta, respectivamente, as fun­
ções sintáticas das expressões sublinhadas nos versos: 
"Amo-te, o' rude e doloroso idioma," 
"És, a um tempo, esplendor e sepultura:" 
a) objeto direto, objeto direto; 
b) sujeito, vocativo; 
c) aposto, sujeito; 
d) vocativo, predicativo do sujeito; 
e) predicativo do objeto, predicativo do sujeito. 
16. (PUC-SP) Na oração: 
"O barulho da usina chegava ao barracão, com muita nitidez", a expressão 
sublinhada veicula uma idéia de: 
a) comparação; 
b) conseqüência; 
c) modo; 
d) lugar; 
e) origem. 
17. (UF.MG) O termo sublinhado está corretamente classificado, exceto em: 
a) Minha mãe era temente a Deus./complemento nominal; 
b) Expus a Capitu a idéia de José Dias./objeto indireto; 
c) A afeição crescente era manifesta por atos extraordinários./agente da 
passiva; 
d) Poucos teriam ânimo de confessar ·aquele pensamento./sujeito simples; 
e) 1-Íá ~ que não se ajustam nem combinam./objeto direto. 
18. (U .F.UBERL.-MG) Todos os períodos abaixo apresentam aposto, exceto: 
a) "Tenho as duas grandes _ lições do mundo: a da miséria e a da 
opulência." -' 
b) "Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste in­
dispensável às mulheres honestas." 
c) "E esse tempo já havia nascido também uma filha que chamou-se Auré­
lia, por ter sido o nome da mãe de Pedro Camargo, infeliz rapariga, que 
morrera de vergonha de seu erro." 
d) "Enquanto que Fernandinho alardeava nas salas e espetáculos, elas 
passavam o serão na sala de jantar, em volta do candeeiro, que alumia­
va a tarefa noturna_" 
e) "Mas que podia ela, frágil menina, em véspera de orfandade e abando­
no, contra a formidável besta de mil cabeças?" 
65 
19. (CESESP) 
1- A assistência ao jogo foi ótima. 
2- Este livro não é o que pedi. 
3- Vê bem Q que fazes. 
4- Faça-Q sair, por favor. 
5- O ó é a décima-quarta letra do nosso alfabeto. 
Nos períodos acima, as palavras sublinhadas exercem, respectiva e sucessi­
vamente, a função de: 
a) sujeito, sujeito, adjunto adnominal, objeto direto, predicativo; 
b) predicativo, sujeito, objeto direto, sujeito, adj. adnominal; 
c) adj . adnominal, predicativo, objeto direto, sujeito, sujeito; 
d) objeto direto, adjunto adnominal, sujeito, predicativo, sujeito; 
e) adj. adnominal, sujeito, objeto direto, sujeito, predicativo. 
20. (OBJ ETIVO-SP) Os testes de A a D referem-se ao seguinte fragmento de 
texto: 
66 
"Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E 
lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espoja­
riam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. 
O mundo ficaria todo che'io de preás gordos, enormes." 
(G racil iano ·Ramos) 
Assinale a-alternativa correta. 
A. Em "Acordaria ·feliz, num mundo cheio de preás.", temos: 
a) predicado verbal com verbo intransitivo; 
b) predicado nominal com predicativo do sujeito; 
c) predicado verbal com verbo transitivo e predicativo do sujeito; 
d) predicado verbo-nominal com verbo intransitivo e predicativo do su­
jeito; 
e) predicado verbo-nominal com verbo transitivo e predicativo do su­
jeito. 
B. Na passagem " .. . cheio de preás.", o termo "de preás" funciona sintati­
camente como: 
a) adjunto adnominal; 
b) complemento nominal; 
c) predicativo do objeto; 
d) objeto indireto; 
e) adjunto adverbial. 
C. Em "E lamberia as mãos .de Fabiano, um Fabiano enorme.", os termos 
"as mãos" e "de Fabiano" têm, respectivamente, função sintática de: 
a} objeto direto e adjunto adnominal; 
b} objeto direto e complemento nominal; 
c} adjunto adverbial e adjunto adnominal; 
d} adjunto adnominal e objeto indireto; 
e} predicativo do sujeito e objeto indireto. 
D. No último período do texto, temos predicado: 
a} verbal com verbo transitivo direto; 
b} nominal com verbo intransitivo; 
c} nominal com predicativo do sujeito; 
d} verbo-nominal com verbo intransitivo; 
e} verbo-nominal com verbo transitivo direto. 
67 
-A ORAÇAO , 
E O PER-IODO 
Uma única oração com sentido completo vai caracterizar o Periodo 
Simples, recebendo o nome de oração absoluta: 
A vida !El!!§S! a cada primavera. 
Em: 
A vida tem renascido a cada primavera. 
o verbo renascer está flexionado no pretérito perfeito composto, caracte­
rizando uma única oração. Temos igualmente período simples. 
Em: 
A vida há de renascer a cada primavera. 
a oração que caracteriza o exemplo acima como período simples apresen­
ta o verbo renascer em uma locução verbal. 
Duas ou mais orações reunidas vão compor o que se denomina Pe­
riodo Composto . . 
Em: 
"Mas, de lá pra cá, tenho visto muita coisa que me lembra a história 
dessa moça que queria negar suas origens." (Ferreira Gullar) 
o exemplo acima é período composto, pois desdobra-se em três orações 
identificáveis pelos verbos que assim se apresentam: 
1 
- tenho visto - pretérito perfeito composto do verbo ver, caracteriza a 
oração "Mas, de lá pra cá, tenho visto muita coisa ... " 
- lembra - presente do indicativo do verbo lembrar, caracteriza a ora­
ção" ... que me lembra a história dessa moça ... " 
- queria negar - locução verbal cujo verbo auxiliar é querer e o verbo 
prindpal é negar; caracteriza a oração "que queria negar suas 
origens." 
Para determinar com segurança o número de orações de um perío­
do, é preciso: 
1 ?) conhecer a flexão verbal: tempos simples e compostos, locuções 
verbais, formas nominais; . 
68 
2?) conhecer as conjunções, as locuções conjuntivas, os pronomes 
indefinidos, relativos e interrogativos, os advérbios interrogati­
vos, as preposições, pois estas palavras podem funcionar como 
marco de orações. Os verbos ajudam a determinar o número de 
orações, as palavras citadas ajudam a delimitar as orações: 
O menino começou a recuperar-se / desde que o irmão voltou. 
A locução conjuntiva desde que funciona como marco da oração 
desde que o irmão voltou. 
Quero saber / quem esteve aqui. 
O pronome interrogativo quem funciona como marco da oração 
quem esteve aqui. 
Os motivos/ a que me refiro/ não podem ·ser revelados. 
A preposição a que caracteriza a regência do verbo referir-se(referir­
se ~ algo) fun~iona como marco da oração a que me refiro. 
3?) não esquecer que pode ocorrer uma oração com verbo implícito: 
Ele so"ia / como uma criança. 
A oração como uma criança apresenta o verbo implícito (como uma 
criança sorri) por ser o mesmo da oração anterior. 
-, Agora, determine o número de orações dos períodos abaixo, separando-as a 
seguir: 
1. ''Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inú­
til, pergunto-me: se -eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, 
que lugar escolheria?" (Clarice Lispector) 
2. "Não farejava, não hesitava, não parava." (Orígenes Lessa) 
3. "O seu olhar· foi um novo sol na minha existência." (Orígenes Lessa) 
4. "Estamos certos de que nossos colegas aprovarão medidas que permitam a 
imediata normalização das opera1ões." "(Fernando Sabino) 
5. "Deve existir nos homens um sentimento profundo que corre~ponde a essa pa­
lavra LIBERDADE, pois sobre ela se tem escrito poemas e hinos, a ela se tem 
levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e fe­
licidade." (Cecília Meireles) 
O RELACIONAMENTO DAS ORAÇÕES NO PERÍODO 
As orações de um período podem relacionar-se como: 
a) oração principal e oração subordinada, caracterizando o Período 
Composto por Subordinação; 
69 
b) orações coordenadas, caracterizando o Periodo Composto por 
Coordenação; ·,. 
c) oração coordenada, oração principal e oração subordinada, ca­
racterizando o Periodo Composto por Coordenação e Subordi­
nação, também chamado de Periodo Misto. 
A ORAÇÃO PRINCIPAL 
Denomina-se oração principal aquela que apresenta um de seus ter­
mos desenvolvido sob forma de oração: 
"Voc2 verá que a emoção começa agora." 
(Guilherme Arantes, Jon Lucien) 
Na oração - Você verá - o verbo ver exig~ um objeto direto. 
Você verá O QU~? que a emoção começa agora. 
O objeto direto apresenta-se sob a forma de oração. Logo, Você verá é 
oração principal. 
A ORAÇÃO SUBORDINADA 
Denomina-se oração subordinada aquela que exerce uma função 
sintática em outra oração. 
70 
Em: 
"Voc2 verá que a emoção começa agora." 
(Guilherme Arantes, Jon Lucien) 
a oração que a emoção começa agora exercendo a função sintática de 
objeto direto transforma-se em oração subordinada. 
A oração subordinada pode apresentar-se como: 
a) desenvolvida: 
- apresenta conectivo; 
- os verbos aparecem flexionados nos tempos simples e com-
postos do modo indicativo e do subjuntivo, ou ainda em locu­
ções verbais; 
Observo que a manhil se inicia. 
b) justaposta: 
- não apresenta conectivo; 
- os verbos aparecem flexionados em tempos simples e compos-
tos do modo indicativo e do modo subjuntivo, ou ainda em 
locuções verbais. 
Observo a manhil se inicia. 
e) reduzida: 
- não apresenta conectivo; 
- os verbos aparecem nas formas nominais do infinitivo, do ge-
rúndio e do particípio. 
Observo a manhã !!1ÍfÍ!!!-se. 
Nota: as locuções verbais apresentam verbos no infinitivo, gerúndio, 
mas não se confundem com as formas nominais compostas ou com as lo­
cuções nominais, pois nas primeiras o verbo awciliar flexiona-se ·em tem­
po e modo, nas demais o verbo auxiliar flexiona-se em uma das formas 
nominais: 
Tendo encerrado os trabalhos, o ju~ deu por terminada a sessilo. 
Tendo encerrado: forma composta do gerúndio; o verbo auxiliar ter 
apresenta-se no gerúndio e o verbo principal no particípio. A oração ten­
do encerrado os trabalhos é reduzida de gerúndio. 
Por ter encerrado os trabalhos, o juiz levantou-se. 
ter encerrado: forma composta do infinitivo; o verbo auxiliar ter 
apresenta-se no infinitivo e o verbo principal no particípio. A oração por 
ter encerrado os trabalhos é reduzida de infinitivo. -
Por querer manter silêncio, o juiz levantou-se. 
querer manter: locução verbal em que o auxiliar querer apresenta-se no 
infinitivo; a oração é reduzida. --
Querendo manter silêncio, o juiz levantou-se. 
Querendo manter: locução verbal em que o verbo auxiliar querer apresen-
ta-se no gerúndio; ~ oração é reduzida. ---
Como queria manter silêncio, o juiz levantou-se. 
queria manter: locução verbal em que o verbo auxiliar está flexionado 
no pretérito imperfeito do modo indicativo; a oração não é reduzida. 
Além disso, nota-se a presença da conjunção~. o que caracteriza a 
oração desenvolvida. 
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS 
As orações subordinadas reúnem-se em três grupos: 
- Substantivas 
- Adjetivas 
- Adverbiais 
71 
ORAÇÃO SUBORDINADA 
SUBSTANTIVA 
A oração subordinada substantiva caracteriza-se por: 
- juntar-se a uma oração principal em que falta o sujeito, ou o ob­
jeto direto, ou o objeto indireto, ou o complemento nominal, ou 
o predicativo do sujeito, para exercer uma dessas funções; · 
- apresentar as conjunções integrantes que ou ~ quando desen­
volvida; 
- quando justaposta, não apresentar conjunção integrante; poden­
do ocorrer pronomes indefinidos ou interrogativos, advérbios in­
terrogativos; 
- quando reduzida ter o verbo no infi.nitivo pessoal ou impessoal e 
não apresentar a conjunção; 
- exercer também a função de aposto, o que torna esta oração dife­
rente das demais substantivas. 
CLASSIFICAÇÃO 
• oração subordinada substantiva subjetiva - exerce a função de sujei­
to. Ocorrerá toda vez que houver na oração principal: 
a) a composição do predicado nominal - verbo de ligação -t- predi­
cativo do sujeito: 
72 
VL P. Suj. 
t t 
É necessário 
Na oração acima falta o sujeito. 
É necessário que você tenha coragem. 
A oração quevotê tenha coragem funciona como sujeito do verbo ser; é 
o elemento ao qual se aplica a qualidade expressa pelo predicativo do 
sujeito. Invertendo a ordem, evidencia-se a relação de sujeito e predica­
do existente entre as duas. orações: 
sujeito predicado 
!·Que você tenha coragem!~ necessário. 
Logo: 
É necessário jque você tenha coragemj 
OP or. sub. subst. subjetiva 
,-----MtTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO ----. 
A oração subordinada substantiva permite a sua substituição 
por um pronome demonstrativo, artificio que auxilia o seu reco­
nhecimento e a sua classificação. 
Que você tenha coragem é necessário. 
\ sujeito / VL P. Suj. 
1 / S T O I é necessário. 
b) verbo na voz passiva pronominal - verbo transitivo direto ou 
verbo transitivo direto e indireto na terceira pessoa do singular e 
o pronome apassivador se: 
Sabe-se 
Na oração acima falta o sujeito paciente. 
Sabe-seque ele tem muita coragem. 
A oração que ele tem muita coragem é o sujeito com o qual o verbo 
saber concorda. Invertendo a ordem, obtém-se maior evidência na re­
lação de sujeito e predicado existente entre as duas orações: 
sujeito predicado 
!Que ele tem muita coragem! sabe-se. 
Substituindo a oração subordinada substantiva por um pronome de­
monstrativo, a mesma relação se evidencia: 
Que ele tem muita coragem sabe-se. 
sujeito 
s T sabe-se. 
Logo: 
Sab_f!-se jque ele tem muita coragem.j 
OP or. sub. subst. ·subjetiva 
c) verbo na voz passiva analítica - constituída de verbos auxiliares 
(ser, estar etc.) e o particípio do verbo principal: 
É sabido 
Na oração acima falta o sujeito paciente. 
73 
É sabido que ele tem muita ·coragem. 
A oração que ele tem muita coragem exerce a função de sujeito da ora­
ção .principal: 
Que ele tem muitá coragem é sabido. 
\ sujeito / 
1 / S T O I é sabido. 
Logo: 
É sabido Wue ele tem muita coragem.! 
OP or. sub. subst. subjetiva 
d) verbos intransitivos - tais e.orno acontecer, convir, suceder, ocor­
rer, cumprir, urgir, importar, parecer, constar, admirar, espantar, 
flexionados na 3! pessoa do singular: . 
Parece 
Na oração acima falta apenas o sujeito, já que o verbo não exige comple­
mento. 
Parece que ele tem muita coragem. 
A oração que ele tem muita coragem exerce a função de sujeito da ora­
ção principal. 
Que ele tem muita coragem parece. 
\ sujeito / 
l I S T O I parece. 
Parece !que ele tem muita coragem.! 
nr nr. ,uh, ,11hst. ,uhirti\':l 
Observação: é comum pensar que a oração acima funciona como 
complementoverbal (indevidamente é feita a pergunta - parece o 
quê?). Porém esses verbos, sendo intransitivos, p,ão exigem comple­
mento; esses verbos só podem exigir um sujeito. 
A,s orações subordinadas substantivas subjetivas podem apresentar­
se na forma: 
74 
a) desenvolvida: 
conectivo 
t 
É preciso que voei tenha coragem. 
b) justaposta: 
pronome 
indefinido 
t 
Quantos forem classificados ficarílo contentes. 
e) reduzida: 
É preciso ter coragem. 
A oração ter coragem denomina-se oração subordinada substantiva 
subjetiva, reduzida de infinitivo, pois o verbo ter apresenta-se no infi­
nitivo. 
~ Agora, exercite-se identificando a oração principal e seus componentes, 
bem como a oração subordinada substantiva subjetiva desenvolvida, reduzida ou 
justaposta: 
l. "É verdade que estamos morrendo todos os dias." (Cecília Meireles) 
2. "Não é preciso dramatizar." (Cecilia Meireles) 
3. Acontece que ele rejeitará o plano. 
4. Conta-se que muitas cidades foram dizimadas. 
5. "É bom passar uma tarde em Itapoã." (Toquinho, Vinicius de Moraes) 
6. Estava decidido que ele não seria indicado. 
7. "Não seria difícil cumprir esse mandamento." (O Globo) 
8. ''Quem rege a missa é mestre Romão." (Machado de Assis) 
• oração subordinada substantiva objetiva direta - exerce a função -sin­
tática de objeto direto da oração principal que, obrigatoriamente, de­
verá apresentar um verbo transitivo direto ou um verbo transitivo dire­
to e indireto sem o objeto direto: 
"Eu já lhe expliquei ... " 
A oração acima apresenta: 
sujeito - eu 
verbo transitivo direto e indireto - expliquei 
objeto indireto - lhe 
adjunto adverbial de tempo - já 
FALTA O OBJETO DIRETO 
"Eu já lhe expliquei O Qvt?" 
"Eu já lhe expliquei l que nílo vai dar! . " (Chico Buarque) 
OP or. sub. subst. objetiva direta 
0D 
(Eu já lhe expliquei !I S T Ol .) 
15 
,L orações subordinadas substantivas objetivas diretas podem apre­
/ar-se na forma: 
-1) desenvolvida: · 
conectivo 
~ 
"Eu já lhe expliquei que niio vai dar. " 
conectivo 
~ 
Diga-me se a proposta lhe interessa. 
Observação: às vezes, à maneira de objeto direto preposicionado, a 
oração apresenta preposição com valor enfático: 
Fez com que a entendessem. 
(fez O QUÊl que a entendessem.) 
b) justaposta: 
pronome 
interrogativo 
~ 
Quero saber quem vem lá. 
e) reduzida: 
Nilo vi anoitecer. 
or. sub. subst. objetiva direta, reduzida de infinitivo 
Observação: verbos causativos (mandar, deixar, fazer etc.) ou ver­
bos sensitivos (ouvir, sentir etc.) apresentam seus objetos diretos 
sob forma de oração reduzida em construções do seguinte tipo: 
Deixe-os ficar mais um dia. 
(que eles fiquem mais um dia) 
..,. Agora, exercite-se identificando a oração principal e seus componentes e a 
oração subordinada substantiva objetiva direta desenvolvida, reduzida ou justa­
posta: 
1. "Eu acho que o meu samba é uma corrente." (Chico Buarque) 
2. "Senti que meus olhos escureciam." (Érico Veríssimo) 
3. "Diziam que ele era mais velho .... " (Érico Veríssimo) 
4. Informe-lhe quem chegou atrasado. 
5. "Garanto que uma flor nasceu." (Carlos Drummond de Andrade) 
6. Não vi a escola desfilar. 
7. "Não sei se estou sofrendo ... " · (Carlos Drummond de Andrade) 
8. "Eu lhe contei como eu sou." (Josué Montello) 
9. "Vi-o telefonar para o distrito." (Orígenes Lessa) 
7-6 
• oração subordinada substantiva objetiva indireta - exerce a função 
sintática de objeto indireto da oração principal que; obrigatoriamente, 
deverá apresentar verbo transitivo indireto ou verbo transitivo direto e 
indireto sem o objeto indireto: 
Lembrou-se 
A oração acima apresenta: 
sujeito implícito - ele 
verbo transitivo indireto - lembrou-se 
FALTA O OBJETO INDIRETO 
Lembrou-se DE QUÊ? 
Lembrou-se Ide que me freqüentara a casa.j 
OP or. sub. subst. objetiva indireta 
objeto indireto 
(Lembrou-se IDISTOI .) 
As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas podem 
apresentar-se na forma: 
a) desenvolvida: 
conectivo 
' Lembrou-se de que me freqüentara a casa. 
b) justaposta: 
pronome 
indefinido 
' Resistiria a quem tentasse convencê-lo. 
e) reduzida: 
Esqueceu-se de tele/ onqr. 
or. sub. subst. objetiva indireta, reduzida de infinitivo 
Observação: muitas vezes a preposição regente do objeto indireto per­
manece implícita, o mesmo ocorrendo com a oração. 
Em: 
"... o fresco vento 
o convida que parta ... " (Camões) 
o verbo convidar é transitivo direto e indireto (quem convida, convida AL­
GUÉM A ALCO) 
o convida (A) que parta 
77 
"'W Agora, exercite-se. ideµtificando a oração principal, seus componentes.e a 
oração subordinada sub~tantiva objetiva indireta desenvolvida, reduzida ou jus­
taposta: 
1. Lembre-se de que a vida é um teatro. 
2. O beato prometia o reino dos céus a quem o seguisse. 
3. " ... mas eu desisto de fazer agora uma sátira contra o vil metal..." 
(Machado de Assis) 
4. "Eu gostava de ·visitar a oca do feiticeiro de nossa tribo." (Érico Veríssimo) 
5. Todos se esqueceram rapidamente de que era ele o benfeitor. 
6. Ninguém duvida de que há estranhos poderes na terr~. 
7. Oferecíamos a nossa amizade a quem pudesse favorecer-nos. 
8. Contentou-se em vê-la a distância. 
• oração subordinada substantiva completiva nominal ~ exerce a fun­
ção sintática de complemento nominal de um substantivo, adjetivo ou 
advérbio que se encontra na oração principal: 
Estamos certos 
A oração acima apresenta: 
sujeito implícito - nós 
verbo de ligação - estamos 
predfcativo do sujeito - representado. pelo adjetivo certo, que exige um 
complemento. 
Quem está certo, está certo DE ALGO; 
Estamos certos DE QUÊ? 
Estamos certos Ide que nossas reivindicações serão atendidas.! 
OP ~ or. sub. subst. completiva nominal 
CN 
(Estamos certos !DISTO! .) 
A oração subordinada substantiva completiva nominal pode apre­
sentar-se na forma: 
78 
a) desenvolvida: 
conectivo 
* ' Estamos certos de que nossas·reivindicações serão atendidas . . . ~ ' 
b) Justaposta: pronome. 
indefinido 
* Tinha medo de quantos lhe dirigissem a palavra. 
e) reduzida: ~ · 
" ... sou incapaz de fazer uma intimação. " .· (Machado de Assis) 
~or. sub. subst. completiva nominal 
reduzida de infinitivo 
-, Agora, separe a oração principal e a oração subordinada substantiva com­
pletiva nominal, e identifique o nome de que depende: 
1. "e a menina teve a impressão de que ele levava saudades." (Rachel-de Queiroz) 
2. " ... mas também já se fabricam correntemente computadores análogos, de ní­
vel muito superior, capazes de simular grande número de situações ... " 
(Rose Marie Muraro) 
3. Guardava lembranças de quantos o ajudaram no infortúnio. 
4. "Cada dia maís se espalhava a certeza de que ele tinha ouro ... " 
(Rachel de Queiroz) 
5. "Meu paí não teve ânimo de recusar-me o pedido." (Machado de Assis) 
6. " ... eu tinha medo de que você me esquecesse ... " (Machado de Assis) 
7. Era favorável a que mudassem todo o regimento interno. 
8. Vimos o seu interesse em comprar a velha casa. 
• oração subordinada substantiva predicativa - exerce a função sintáti­
ca de predicativo do sujeito da oração principal: 
O importante é 
A oração acima apresenta: 
sujeito - O importante 
verbo de ligação - é 
FALTA O PREDICATIVO DO SUJEITO, função sintática obrigatória em ora­
ções que apresentam verbo de ligação. 
O importante é jque todos ficaram satisfeitos.! 
OP or. sub. subst. predicativa 
P. Suj. 
(O importante é !ISTO!.) 
A oração subordinada substantiva predicativa pode apresentar-se 
na forma: 
a) desenvolvida: 
conectivo 
~ 
O importante éque todos ficaram satisfeitos. 
b) justaposta: 
pronome 
interrogativo 
Eu sou qutm você espera? 
e) reduzida: 
"Minha primeira reaçilo foi apressar a marcha." (Origenes Lessa) 
or. sub. subst. predicativa 
reduzida de infinitivo 
79 
DISTINÇÃO ENTRE ORAÇÃO 
PREDICATIVA E SUBJETIVA 
Para distinguir a predicativa da subjetiva, deve-se ter em mente o es­
quema abaixo, pois ele auxilia a determinar que função sintática falta na 
oração principal. 
G + + 
É importanteque todos fiquem satisfeitos. 
G + CD + 
A oração que todos fiquem satisfeitos é subjetiva. 
O importante é que todos ficaram satisfeitos. 
+ r::'\ 
~ 
+ 
A oração que todos ficaram satisfeitos é predicativa. 
CD o 
. 
® o 
. 
, Agora, exercite-se procurando distinguir a oração predicativa da oração 
subjetiva nos exemplos abaixo: 
1. "O certo é que a cartomante adivinhara tudo." (Machado de Assis) 
2. "O importante é proporcionar à criança a ampliação de seu espàço." 
(OGlobó) 
3. "O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida". (Machado de Assis) 
4. "É preciso que eu sinta alguma coisa." (Cecilia Meireles) 
5. "O mais impressionante é que todas essas conquistas são apenas as primeiras 
fases de uma ciência em seus balbucios." (Rose Marie Muraro) 
6. "A prova é que agora ela estava tranqüila e satisfeita." (Machado de Assis) 
7. "Seria melhor que não me visse mais viva." (Cecília Meireles) 
8. Ficou provado que ele nada sabia. 
80 
• oração subordinada substantiva apositiva - exerce a função de apos­
to; esclarecendo um termo da oração principal. Geralmente, coloca.-se 
entre vírgulas ou depois de dois pontos, ou ainda, precedida de expres­
sões como a saber, isto é, ou seja. A palavra que, introdutora da orà­
ção subordinada S\!bstantiva apositiva, não é considerada conjunção 
integrante e sim palavra expletíva, por ser desnecessãria ao relaciona­
mento das orações. A maioria das orações apositivas aparece sem essa 
palavra: 
Só lhe pediria isto: que não a abandonasse. 
A oração que não a abandonasse esclarece o termo isto que se encontra na 
oração principal; logo é oração subordinada substantiva apositiva. 
Aquele pedido, que não a abandonasse, atormentava-lhe a alma. 
A oração que não a abandonasse esclarece o termo pedido; logo, é oração 
subordinada substantiva apositiva. 
Uma única esperança restara, a saber: chegara um novo senhor das 
leis. 
A oração chegara um novo senhor das leis esclarece o termo esperança; lo­
go, é oração subordinada substantiva apositiva. 
Em todos os exemplos acima, a oração apositiva apresenta: a for­
ma desenvolvida. Quando reduzida, o verbo estarã flexionado no infi­
nitivo pessoal ou impessoal: 
Uma coisa o amedrontava: ser o sucessor do tio. 
EXERCICIO GERAL 
Para reconhecer a oração subordinada substantiva, observe a oração princi­
pal e veja o que falta: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento 
nominal, predicativo do sujeito. Lembre-se de que a oração apositiva é a úni­
ca que não se integra a uma estrutura incompleta. 
Separe e classifique as orações subord. substantivas nos períodos de 1 a 23: 
1. "É possível que o leitor me não creia." (Machado de Assis) 
2. "Parece que a agulha não disse nada." (Machado de Assis) 
3. "Jurou que lhe queria muito." (Machado de Assis) 
4. "Veja bem como se comporta." (Josué Montello) 
5. "Perguntava-se que amor estranho era aquele." (Machado de .Assis) 
6. 'Duvidei de que pudesse atender-me. 
81 
7. "Gostaria de lhe atirar uma flor." (Rachel de Queiroz) 
8. "Tenho a impressão de que estou cercado de inimigos." (Graciliano Ramos) 
9. Era fiel a quantos lhe pagassem. 
10. !'O pior é que era ~oxa." (Machado de Assis) 
11. "Quem sabe de mim sou eu." (Gilberto Gil) 
12. "Urgia fundar o jornal." (Machado de Assis) 
13. Tinha ainda um sonho: caminhar com o velho amigo pela trilha secreta. 
14. A jovem, em sua janela, observava-o passar apressado. 
15. Não creio em quem não crê. 
16. "Tive idéia de devolver o achado à praia." (Machado de Assis) 
17. Aquela afirmativa, que nunca mais voltaria ao rancho, martelava-lhe a alma. 
18. Você é quem resolve tudo. 
19. A verdadeira felicidade é ser livre. 
20. "Um poeta dizia que o menino é pai do homem." (Machado de Assis) 
21. "Dissera-se que a vida das coisas ficara estúpida diante do homem ... " 
(Machado de Assis) 
22. A cidade oferecia-lhe tudo: oferecia-lhe a paz! 
23. "Vai valer a pena ter amanhecido." (Ivan Lins, Victor Martins) 
24. Todas as alternativas abaixo apresentam oração reduzida, exceto: 
a) "Era um gosto subir a rua do Ouvidor." (M~chado de Assis) 
b) "Agradeci a Deus não me ter feito assim." (Machado de Assis) 
c) "Tinha eu ordem de demorar-me um ano na Corte." (Machado de Assis) 
d) "O meu projeto era ir buscar o consentimento de minha mãe." 
(Machado de Assis) 
e) "Perguntou se o vinham prender." (Machado de Assis) 
25. Em "Só pôde o que impossíbil parecia: 
Vencer o povo ingente de Castela." (Camões) 
A oração substantiva reduzida é: 
a) subjetiva 
b) predicativa 
c) objetiva direta 
d) apositiva 
e) completiva nominal 
26. Todas as orações subordinadas substantivas estão corretamente classificadas, 
exceto: 
82 
a) "Ignoro onde o vi." (Graciliailo Ramos) - objetiva direta; 
b) "Consta-me que se tornou bom homem." (Machado de Assis) - subje­
tiva; 
c) "Verdade é que não houve cartas ... " (Machado de Assis) - predica­
tiva; 
d) Só isso me importava: não perder a colheita. - apositiva; 
e) Deram o prêmio a quem não merecia. - objetiva indireta. 
27. "Viu ser cativo o santo irmão Fernando ... " (Camões) 
O mesmo tipo de oração do exemplo acima ocorre em: 
a) "Não quis Deus que fôssemos felizes." (Machado de Assis) 
b) " ... é peço a Deus que não perca só isso." (Machado de Assis) 
c) "Calculou que podia saltar o muro ... " ·(Machado de Assis) 
d) "Não poderia dizer porque me desvio para aqui e para ali." 
(Graciliano Ramos) 
e) Fê-los sair imediatamente. 
Distinguir, nos periodos de 28 a 33, a oração subordinada substantiva completiva 
nominal da oração subordinada substantiva objetiva indireta: 
28. "Ninguém pensava em cavalgar uma águia." (Rachel de Queiroz) 
29. " ... estava certo de que não podia ser bom padre ... " (Machado de Assis) 
30. " ... era capaz de lhe quebrar uma jarra na cara ... " (Machado de Assis) 
31. "Não se contentou a minha família em ter um quinhão anônimo no regozijo 
público." (Machado de Assis) 
32. Havia necessidade de que lhe dissessem tudo. 
33. Naquele momento, necessitavam de quem os apoiasse. 
Nos períodos seguintes, passe a oração reduzida para a forma desenvolvida ou 
vice-versa: 
34. Não era preciso vigiar-me. 
35. Era necessário que se desvendassem as circunstâncias de seu nascimento. 
36. "Sentiu que lhe doía um pouco a perna ... " (Darcy Azambuja) 
37. O rubor das faces denunciava o receio de ser reconhecida. 
38. O mais triste foi que desisti da Companhia. 
39. Não percebi que o tempo passava. 
40. O rapaz lembrou-se de que lhe mandaria a carta naquela manhã. 
41. Aquele projeto," deixar a pequenina cidade natal, não seria revelado a nin­
guém. 
ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA 
Exerce a função sintática de adjunto adnominal, apresentando as se-
guintes características: · 
- acompanha um substantivo ou pronome da oração principal; 
- traz alguma informação caracterizaclora do elemento expresso 
pelo substantivo ou pronome de que depende; 
- apresenta o pronome relativo como conectivo, isto é, o pronome 
que geralmente se liga a um termo antecedente cujo significado 
assume e representa. O termo antecedente do pronome relativo é 
o substantivo ou pronome de que a oração adjetiva depende. 
83 
"Iam bem os negócios que me trouxeram ao Rio ... " 
(Machado de Assis) 
No exemplo acima a oração que me trouxeram ao Rio acompanha o 
substantivo negócios, porque a ele se refere: 
INEGÓCl~ e me trouxeram ao Rio. 
No plano da significação, a oração que me trouxeram ao Rio caracteri­
za negócios. 
Que negócios são esses? Os que me trouxeram ao Rio. 
A palavra que é pronome relativo: possui um termo antecedente, negó­
cios, tornando a oração adjetiva dependente desse termo: --
. ~-------~ 
Iam bem os NEGÓCIOSlque ine trouxeram ao Rio ... l 
Enquanto pronome telativo, a palavra que pode ser substituída pelo 
termo antecedente, já que o representa dentro da oração adjetiva: 
que me trouxeram ao Rio 
• os negócios me trouxeram ao Rio 
CLASSIFICAÇÃO 
84 
A oração adjetiva classifica-se como: 
a) explicativa: traz uma informação genérica, desnecessária àcarac­
terização. Por isso, vem entre virgulas ou separada do termo ao 
qual se liga por uma virgula, podendo ser retirada do contexto 
sem que prejudique a significação: 
A ch,:;;;:;;,,e molha o mundo, poderia lavar a alma. 
A oração adjetiva acima está entre vírgulas e pode ser retirada do contex­
to sem que a informação se m_odifique: 
A chuva poderia lavar a alma. 
b) restritiva: traz uma informação particularizadora. Por isso, não 
pode ser separada por virgula, nem ser retirada do contexto, pois 
a sua ausência acarreta alteração no sentido: 
. ,,,,..--...__ 
Os sentunentos que nascem na alma elevam-na. 
A oração adjetiva acima não se apresenta entre vírgulas; além disso, é im­
prescindível ao contexto que, sem ela, sofre prejuízo quanto à significa­
ção: 
Os sentimentos elevam-na. 
As orações adjetivas já vistas apresentam-se na forma desenvolvida, 
isto é, com pronomes relativos e os verbos flexionados em tempo e mo­
do, número e pessoa. 
Existem ainda as orações adjetivas reduzidas, cujas características 
são: 
- verbos flexionados no infinitivo, gerúndio ou particípio; 
- ausência de pronomes relativos. 
Percebíamos o vapor subindo. 
equivale a: 
or. adjetiva restritiva 
reduzida de gerúndio 
Percebíamos o vapQ subia. 
Quanto às orações adjetivas justapostas, caracterizam-se por não se 
referirem a um I\Jltecedente claramente expresso e por indicarem posse: 
"Nilo vemos os defeitos de quem amamos, nem os primores dos que 
aborrecemos.,, (M. Maricá) 
(daq~uem amamos) 
FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES RELATIVOS 
NA ORAÇÃO ADJETIVA 
Ao representar o termo antecedente, os pronomes relativos vão 
exercer alguma função sintática na oração adjetiva de que fazem parte. 
Para reconhecer e classificar essa função, deve-se: 
a) isolar a oração adjetiva; , 
b) substituir o pronome relativo pelo termo antecedente; 
c) colocar a oração na ordem direta, quando for necessário; 
d) analisar. 
Os pronomes relativos podem atuar como: 
1. sujeito: 
" "Foi ele que me levou ao seminário ... ,, (Machado de Assis) 
a) Isolando a oração adjetiva, obtém-se: 
que me levou ao seminário 
b) substituindo o pronome relativo pelo termo antecedente, obtém-se: 
que me levou ao seminário 
' ele me levou ao seminário 
85 
c) como a oração apresenta-se na ordem direta, procede-se à análise da 
função sintática: 
ele me levou ao seminário 
sujeito 
A função é de sujeito do verbo levar; como o termo eleé representado pelo 
pronome r"elativo que essa é a função sintática por ele exercida. 
ele me levou ao seminário 
' que me levou ao seminário 
sujeito 
sujeito 
Foi ele / que me levou ao seminário. 
2. objeto direto: 
" Isto é tudo quanto quero. 
a) quanto quero 
' b) tudo quero 
c) quero tudo 
VT/0D 
quanto quero 
0D 
ODí"'fl'D 
Isto é tudo quanto quero. 
3. objeto indireto: 
86 
. ~ 
"Os acontecimentos a que me refiro eram relativos à minha famflia ... " 
a) a que me refiro 
b) aos ~ tecimentos me refiro 
c) refiro-me aos acontecimentos 
VT~ OI 
a que me refiro 
OI 
(Machado de Assis) 
OI~VTI · 
"Os acontecimentos a que me refiro erain relativos à minha familia ... " 
4. complemento nominal: 
A pe~ em sou grato receberá inúmeras homenagens. 
a) a quem sou grato 
' b) à pessoa sou grato 
c) sou grato à pessoa 
CN 
a qu~ grato 
CN 
CN~ 
A pessoa a quem sou grato receberá inúmeras homenagens. 
5. predicativo do sujeito: 
~ 
Conheço bem o desastrado que tu és. 
a) que tu és 
~ 
b) desastrado tu és 
c) tu és desastrado 
/P.Suj. 
que tu és 
p. Suj. predicativo do sujeito 
+ Conheço bem o desastrado que tu és. 
6. agente da passiva: ,--...._ . 
As máquinas pelasqua,s foram arados os campos ficarão no celeiro. 
a) pelas quais foram arados os campos 
-~ . 
b) pelas maquinas foram arados os campos 
c) os campos foram arados pelas máquinas 
Ag. Passiva l 
• ,llr 
pelas quais foram arados os campos 
Ag. Passiva 
Ag. da PaS$iva 
+ As máql,!inas pelasquais foram arados os campos ficarão no celeiro. 
87 
7. adjunto adverbial: 
Função sintática característica dos pronomes relativos onde e como: 
adj . adv. lugar 
~t 
O lugar por onde ando fica nas estrelas. 
adj. adv. de modo 
"A vida é o m~ol o morremos . ., (Pal Waaktaar) 
8. adjunto adnominal: 
Função sintática característica do pronome relativo cujo e suas fle­
xões, já que acompanha o termo conseqüente. Por isso, não pode ser 
substituído por nenhum termo, estabelecendo entre o antecedente e o 
conseqüente uma relação de posse: 
antecedente conseqüente 
~ ~ 
As casas cujos portões foram pintados estão à venda. 
I\ 
cujos portões foram pintados 
Adj. Adn. 
o pronome relativo cujos acompanha o termo ·portões; a sua f.unção é de 
adjunto adnominal · 
adj. adn. 
r-, 
As casas cujos portões/ oram pintados estão à V(!nda. 
EXERCICIO GERAL 
Lembre-se: 
Para determinar a oração adjetiva, procure uma oração que depende de um 
substantivo ou pronome. 
Nos períodos de 1 a 21, separe e classifique as orações adjetivas. 
A seguir, determine a função sintática do pronome relativo, quando houver. 
1. "Ardia aquela fogueira que me esquentava a vida inteira." 
(Moraes Moreira, Abel Silva) 
88 
2. " ... há um moleque morando sempre em meu coração ... " 
(Milton Nascimento, Fernando Brandt) 
3. "No quintal onde brincávamos juntas tudo está escuro e quieto.'; 
(Lygia Fagundes Telles) 
4. "Canta uma cigarra que ninguém ouve.'' (Carlos Drummond de Andrade) 
5. " ... é tudo quanto posso fazer por ele .. .'' (Machado de Assis) 
6. "A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses .. .'' 
(Machado de Assis) 
7. "Eu, que fui loura e lírica, 
não estou pictural.'' (Adélia Prado) 
8. Os locais dos quais guardas lembranças foram modificados pelo tempo. 
9. "Era um oficial dos farrapos cuja barba negra contrastava com a palidez es-
verdinhada do rosto.'' (Érico Veríssimo) 
10. Sou o que sou. 
1 1. Às vezes somos as folhas levadas pelo vento. 
12. As atitudes das quais te arrependes não podem ser modificadas. 
13. "A um canto da sala vi a mãe chorando;" (Machado de Assis) 
14. "Há cousas que se não dizem.'' (Machado de Assis) 
15. "E o Brito, a pedir dinheiro, estava se tomando insuportável." 
(Graciliano Ramos) 
16. "Sustentava contra ele Vênus bela, 
Afeiçoada à gente lusitana .. .'' (Camões) 
17. "Eu busquei qm derivativo na poesia, que era a paixão dele .. .'' 
(Machado de Assis) 
18. "Josias, que vinha atrás, distanciou-se.'' (Rachel de Queiroz) 
19. "Juca foi ao Paraná, onde entraria em contato com um tal Liberato, que lhe 
cederia as armas - três pistolas Mauser - com as quais trabalhariam.'' 
(Chico Anisio) 
20. " ... sinto na face 
Uma perdida lágrima rolando .• .'' (Álvares de Azevedo) 
21. Era o arrependimento de quem pretendia ser sincero. 
Nos períodos seguintes, transforme as orações reduzidas em desenvolvidas ou vi­
ce-versa: 
22. '' Aí se alguém segura o leme / Dessa nave incandescente / Que incendeia a 
minha vida/ .. .'' (Kleiton Ramil) 
23. " •.. Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo volteando no ar,, . .'' 
(João Felicio dos Santos) 
24 . . E a fonte a· cantar, desfaz o .silêncio da tarde. 
25. "Mas e a máquina de retrato dada sem eu pedir?" (José J. Veiga) 
26. " ... até meu pai que trabalhava com ele passava dias sem vê-lo.'' 
(JoséJ; Veiga) 
89 
DISTINÇÃO ENTRE ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA 
E ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA 
COMPLETIVA NOMINAL 
• adjetiva 
- depende do substantivo; 
- caracteriza elemento expresso pelo substantivo; 
- o pronome relativo exerce função sintática dentro da oração adjetiva. 
Em: 
A certeza que eu tenho dá-me alento. 
a oração que eu tenho caracteriza certeza (que certeza é · essa? 
a que eu tenho); ---
o pronome relativo que exerce a função sintática de objeto direto do verbo 
ter. 
• completiva nominal 
- completa o sentido do substantivo; 
- a conjunção não exerce função sintática, apenas integra ~s partes 
incompletas. · 
Em : 
Tenho certeza de que você virá. 
Tenho certeza DE QU~? de quevocê virá. 
a palavraque é conjunção, nã9 exerce função sintática; a estrutura .está 
completa (sujeito: você; predicado com verbo intransitivo: virá). 
'"W Agora, reconheça a adjetiva e a coinpletiva nominal nos seguintes exem­
plos: 
L O vilarejo tinha necessidades 9ue _todos podiam ver. 
i. Havia necessidade de que os assistissem. · .. 
3. A desconfiança que ele carrega n~o pode ser. desfeíta com paiavras. 
4. A desconfiança de que alguém lhe é desleal ·exige . provas. 
ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL 
Caracteriza-se por exercer a função sintática de adjunto adverbial 
da oração principal. Por isso: 
- a oração adverbial não se integra a uma estrutura incompleta; is­
so é função de quase todas as orações substantiyas; 
- a oração adverbial não depende de um substantivo ou pronome 
da oração principal; isso acontece com a oração adjetiva; 
- a oração adverbial é determinada pelo relacionamento semântico 
que mantém com a oração principal, informando em que cir­
cunstância se desenrola o fato expresso por essa mesma oração 
principal; 
- quando desenvolvidas, as orações adverbiais são introduzidas pe­
las conjunções e locuções conjuntivas adverbiais; 
- quando reduzidas, não apresentam conjunção ou locução con­
juntiva e o verbo aparece na forma do infinitivo, ou do gerúndio, 
ou do particípio. 
CLASSIFICAÇÃO 
• oração subordinada adverbial causal - expressa aquilo que origina o 
fato da oração principal, estabelecendo uma relação de causa e conse­
qüência ou causa e efeito entre as duas orações: 
a) desenvolvida - pode ser introduzida pelas conjunções ou locuções 
conjuntivas porque, como, pois que, por isso que, já que, uma vez 
que, visto que, visto como, que: 
" ... um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma 
colher de doce de coco ... " (Machado de Assis) 
causa - (or. sub. adv. causal) - porque me negara uma colher de doce 
de coco 
conseqüência - (or. principal) - um dia quebrei a cabeça de uma escrava 
b) reduzida: 
" ... traída por uma· aparência enganosa, mandara diariamente a tantos 
rapazes diversos as mais doces mensagens do seu coraçllo ... " 
(Rachel de Queiroz) 
traída por uma aparência enganosa -- or. sub. adv. causal, reduzida de 
particípio. 
91 
, · Agora, estabeleça relação de causa entre as orações dos exemplos abaixo: 
1. Não dera uma resposta. Não vira o bilhete. 
2. Não aceitarei o convite. Tenho um compromisso urgente. 
• oração subordinada adverbial comparativa - o pensamento compara­
tivo coloca dois elementos em confronto; a oração comparativa revela 
o segundo elemento desse confronto: 
desenvolvida - introduzida por como, assim como, bem como, que, 
do que, qual (depois de tal que aparece na oração principal): 
"Caminho como um cego.,, (Graciliano Ramos) 
Há um confronto entre o sujeito elíptico ~ da oração principal e o termo 
cego da oração subordinada. 
" ... as magnólias são menos inquietas do que eu era na minha infân-
cia ... ,, (Machado de Assis) 
Vive tal qual o pai viveu. 
, Agora, estabeleça a comparação entre as seguintes orações: 
1. A orquestra das matas é mais feliz. A orquestra dos homens é feliz. 
2. Atuamos na vida. Atuam no circo. 
• oração subordinada adverbial concessiva - expressa o que poderia 
impedir ou modificar o fato da oração principal, sem que o faça: 
a) desenvolvida - introduzida por embora, conquanto, ainda que, 
mesmo que, bem que, se bem que, posto que, nem que, que, apesar 
de que: 
92 
· ' \fr 111111 (/li(' você se escondesse com ele no .fi....m do mundo, eu ia atrás.,, 
(Josué Montello) 
concessiva intensiva - por mais que, por menos que: 
"Por mais que eu me esforçasse/eu não conseguiria." 
(Oswaldo Montenegro) 
b) reduzida: 
Mesmo perdendo, não larga a pose. 
, Agora, estabeleça a circunstância de concessão entre as seguintes orações: 
1. Não o perdoarei. Ele o peça. 
2. Chova. A terra não se tomará fértil. 
• oração subordinada adverbial condicional - expressa a condição para 
que o fato da principal aconteça: 
a) desenvolvida - introduzida por se, caso, contanto que, sem que, 
salvo se, dado que, desde que., a menos que, a não ser que, uma vez 
que: 
"Se houver perigo, atira a âncora para o alto." (Jornal do Brasil) 
b) reduzida: 
Você perderá o emprego, chegando sempre atrasado. 
, Agora, estabeleça a circunstância de condição: 
1. Aceitarei a oferta. Você faça uma promessa. 
2. Não recebermos notícias. Viajaremos ao amanhecer. 
• oração subordinada adverbial conformativa - o fato da oração prin­
cipal realiza-se de acordo com o que expressa a oração conformativa: 
desenvolvida - introduzida por conforme, como, consoante , segundo: 
Tudo será como queres. 
(de acordo com o que queres, conforme queres) 
:, Agora, estabeleça a circunstância de conformidade entre as orações abaixo: 
1. A barragem foi aberta. Instruíram-nos. 
2. Ele partiu ao amanhecer. Você previra. 
• oração subordinada adverbial consecutiva - expressa a conseqüência, 
o efeito, o resultado do fato relatado pela oração principal, ou o que 
acontece a seguir: · ' 
93 
a) desenvolvida - a conjunção que combinada com tal, tão, tanto ou 
tamanho presentes na oração principal: de modo que _ de maneira 
que , de sorte que ,.de forma que: 
"... tal foi o tabefe que recebeu na orelha, que não repetiu os af a­
gos ... " (Machado de Assis) 
or. principal - tal foi o tabefe 
qual a conseqüência disso? 
ou 
o que acontece a seguir? 
or. sub. adv. consecutiva - que não repetiu os afagos 
b) reduzida: 
É estranho de assustar a todos. 
, Agora, estabeleça a conseqüência: 
1. As ondas eram tão fortes. Os barcos viraram. 
2. A cidade estava silenciosa, Senti paz no coração. 
• oração subordinada adverbial final - expressa o objetivo, a meta, a 
finalidade daquilo que acontece na oração principal~ 
a) desenvolvida - introduzida por a fim de que, para que, que ( = pa­
ra que) porque ( = para que): 
" ... pegou-se com a Virgem Maria, a fim de que os poupasse." 
(Machado de Assis) 
or principal - pegou-se com a Virgem Maria 
· com que objetivo? ou qual a finalidade? 
a fim de que os poupasse 
b) recfüzida: 
Muitos safam mais tarde para evitar o trOnsito. 
, Agora, estabeleça a circunstância de finalidade: 
r. Os soldados não dormiam. O inimigo não os surpreendesse. 
2. Todos começaram a trabalhar mais cedo. O projeto acabasse logo. 
94 
• oração subordinada adverbial proporcional - expressa a dimensão 
proporcional entre os fatos: 
desenvolvida - introduzida por à medida que, à proporção que, ao 
passo que, quanto mais ... (mais), quanto menos ... (mais), quanto 
mais ... (menos), quanto inenos ... (menos) etc.: 
 medida que as vozes aumentavam, as janelas abriam-se. 
Quanto mais argumentava, menos o entendiam. 
, Agora, estabeleça a relação proporcional: 
1. Entristecia-me. A noite chegava. 
2. A tempestade aumentava. Sentíamos medo. 
• oração subordinada adverbial temporal - expressa o momento em 
que acontece ou começa a acontecer o fato da oração principal: 
a) desenvolvida - introduzida por quando, antes que, depois que, lo­
go que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, ape­
nas, mal, que, enquanto, sempre que, até que: 
"Quando voei foi embora/fez-se noite em meu viver ... ,, 
(Milton Nascimento, Fernando Brandt) 
(em que momento fez-se noite em meu viver? no momento em que 
você foi embora) 
· b) reduzida: 
"Chegando a noite, Manuela atira-se à cama.,, (Aníbal Machado) 
(quando chega a noite) 
, Agora, estabeleça a circunstãncia de tempo entre as orações: 
1. As bandeiras começaram a acenar. O navio ainda estava distante. 
2. Escreva-me. Você sentir saudades. 
Observações: 
• as orações comparativas, conformativas e proportjonais não apresen­
tam forma reduzida; 
95 
• as orações subordinadas adverbiais, quando justapostas, não apresen­
tam conjunção ou locução conjuntiva: 
"Eu não tinha arma ao alcance. Tivesse, também não adiantaria." 
condicional (João Guimarães Rosa) 
(Se tivesse) 
• existem ainda duas orações subordinadas adverbiais: locativa, modal.Entretanto, a NGB não as registrou: 
Os antigos sonhos ficaram onde não poderiam ser alcançados. 
Locativa ( = adj. adv. de lugar) 
Olhou-me demoradamente, sem nada dizer. 
Modal ( = adj. adv. de modo) 
A POLISSEMIA CONJUNTIVA E A ORAÇÃO ADVERBIAL 
Há conjunções e locuções conjuntivas adverbiais que, devido ao 
contexto, adquirem múltiplos significados (polissemia), caracterizando 
diferentes orações: 
1. A locução conjuntiva sem que pode introduzir as seguintes orações: 
• condicional: 
Nilo viajará sem que me peça autorizaçlJo. 
• consecutiva: 
a) expressa uma conseqüência esperada, costumeira: 
Não diz uma palavra sem que nos ofenda. 
b) expressa a negação de uma conseqüência lógica: 
Chorou sem que nos comovesse. 
• concessiva: 
Os trabalhos ganharam vários elogios, sem que merecessem. 
2. A locução conjuntiva uma vez que pode introduzir as seguintes orações: 
• causal - o verbo apresenta-se no modo indicativo: 
Nada reclamarei, uma vez que ele já o fez. 
• condicional - o verbo apresenta-se no modo subjuntivo: 
Uma vez que ele me trate educadamente, eu o atenderei. 
96 
3. A conjunção como pode introduzir as seguintes orações: 
• causal - permite a sua substituição pela conjunção porque: 
Como o vaso era vidro, o calor excessivo o trincou. 
(porque o vaso era vidro) 
Além disso, é evidente a relação de causa e conseqüência existente entre 
as orações: 
or. subordinada - (causa) - era vidro 
or. principal - (conseqüência) - o calor excessivo trincou-o. 
• comparativa - equivale a do mesmo modo que: 
Isolava-se como uma garça-solitária. 
(do mesmo modo que se isola uma garça-solitária) 
• conformativa - equivale a de acordo com: 
Distribuiu o dinheiro como lhe ordenaram. 
4. A locução conjuntiva desde que pode introduzir as seguintes orações: 
• temporal - indica o momento em que começa a acontecer o fato 
da oração principal: 
A vida perdera-se, desde que o filho partira. 
• condicional: 
Posso ajudar, desde que você queira. 
(se você quiser) 
• causal - pode ser substituída pela conjunção porque ou pela locu­
ção conjuntiva uma vez que; geralmente o verbo da oração princi­
pal aparece no futuro: 
Desde que insistes nisso, deverás apresentar as provas. 
(porque insistes nisso) 
5. A conjunção que pode introduzir as seguintes orações: 
• cónsecutiva: 
Estavas tão estranho, que causaste má impressqo. 
• compârativa: 
És mais feliz que eu. 
97 
• concessiva: 
Coma, um pouco que seja. 
(ainda que seja pouco) 
• temporal: 
Chegados que foram ao local, dirigiram-se a mim. 
(Assim que chegaram ao local) 
• final: 
Deu-lhes ordem que saíssem. 
(para que saíssem) 
• causal: 
"Quanto a Tenório, prepararia as máscaras, alfaiate que era. " 
(já que era alfaiate) 
(Chico Anísio) 
EXERCICIO GERAL 
Lembre,se: 
A oração subordinada adverbial deve ser determinada através do relacio­
namento semântico que mantém com a outra oração, expressando uma 
das nove circunstâncias: causa, comparação, concessão, condição, con­
formidade, conseqüência, finalidade, proporção e tempo. 
I - Orações Subordinadas Adverbiais Desenvolvidas. 
Agora, sublinhe e classifique as orações subordinadas adverbiais desenvolvidas: 
1. "Não existiria som se não houvesse silêncio." (Lulu Santos) 
2. "Já estanquei meu sangue quando fervia." (Chico Buarque) 
3. "Quanto mais me vejo rodeado. mais me isolo." (Graciliano Ramos) 
4. "... embora perdesse os carinhos maternais, vinha para uma capital desco­
nhecida ... " (Machado de Assis) 
5. " ... enquanto ela comia o ouro com seus olhos negros, o alienista fitava­
ª· .. " (Machado de Assis) 
6. " ... cresci naturalmente, como crescem as magnólias e os gatos." 
(Machado de Assis) 
7. " ... a semana santa na Corte é mais bonita que na roça ... " (Machado de Assis) 
8. "Por mais horrendo que fosse o espetáculo, havia uma vantagem de muito 
peso." (Machado de Assis) 
9. "Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos." (Machado de Assis) 
10. "- Como você vê, não esqueci o caminho." (Josué Montello) 
98 
11. '' ... revoltosos que fossem algum dia, agora não passavam de desertores e ·re-
negados." (Rachel de Queiroz) 
12. Não respondera ao meu aceno, porque não me vira. 
13. Tal foi o calor da minha recepção que ela finalmente sorriu. 
14. Não voltara mais ao roçado, desde que vira.uma onça na encosta. 
15. Sairás, desde que o fêitor o permita. 
16. "Tratei-a como tratei o latim." (Machado de Assis) 
17. Não poderão sair, sem que eu os veja. 
18. " ... bebi mais do que costumava ... " (Machado de Assis) 
19. "Logo que apareceu na chácara, fiz-lhe um gesto amigo." (Machado de Assis) 
20. Desde que não queres dar-me ouvidos, nada mais farei por ti. 
21. "Por mais que ele olhasse pela vida dentro, não achava igual obséquio do 
céu." (Machado de Assis) 
22. "Nenhum obséquio, por infimo que seja, esquece ao beneficiado." 
(Machado de Assis) 
23 . . "Antes que fosse tarde, cortei o mal pela raiz." (Josué Montello) 
24. "A resposta negativa, dado que Flora viesse a mudar de opinião, podia ser 
uma desgraça para esta." (Machado de Assis) 
25. "Tio Cosme vivia com minha mãe, desde que ela enviuvou." 
(Machado de Assis) 
26. Vai, se queres. 
27. "Mas seja como queres!" (Machado de Assis) 
28. " ... porque eu a sacudisse de novo, saiu dali. :." (Machado de Assis) 
29. "Quando as duas moças apareciam, todos voltavam-se para elas." 
(Machado de Assis) 
30. "As manchas nas roupas dos passageiros ninguém via porque não havia 
luz." (Alcântara Machado) 
31. "Agregou-se a vários grupos, segundo lhe. parecia acertado." 
(Machado de Assis) 
32. "Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra." (Machado de Assis) 
33. Seguramente o dono da sege, por muito mais tarde que chegasse a casa, não 
morreria de fome." (Machado de Assis) 
34. "Chovia que era um deus-nos-acuda." (Graciliano Ramos) 
35. "Pouco vai coração, astúcia e siso, 
Se lá dos Céus· não vem celeste aviso." (Camões) 
36. "Dai vós favor ao novo atrevimento 
Para que estes meús versos vossos sejam." (Camões) 
37. Tamanha foi a reação de todos, que ele recuou amedrontado. 
38. Honrado que era, não poderia aceitar aquela situação. 
39. "Alcancei mais do que esperava." (Graciliano Ramos) 
40. "O veneno da Gazeta não me atingia. Salvo se ela bulisse com os meus negó-
cios particulares." (Graciliano Ramos) 
41. Fiz-lhe sinal que descesse. 
42. "Mal iniciara o seu discurso, o deputado embatucou ... " (Fernando Sabipo) 
43. Encerradas que foram as conferências, dirigimo-nos ao saguão. 
99 
44. "Ficara a pobre menina tão· impressionada com o final da primeira entrevis-
ta, que, por alguns dias, mal saía do quarto." (Visconae de Taunay) 
45. " ... perito que era em assaltos, tinha achado perfeito tudo ... " l Chico Anisio) 
46. "Não falavam para que a voz não· os traisse." (Chico Anisio) 
47. "E o meu ódio por aquela gente cresceu tanto que explodiu no peito." 
(Paulo Dantas) 
48. Tudo resultou em cinzas, conforme a cigana previra. 
49. " ... não se colheria o fruto, ainda que enterrassem na lama todas as semen­
tes." (Gracíliano Ramos) 
50. "À medida que as suspeitas sobre as intenções do inocente Meyer iam to­
. mando vulto exagerado, nascia ilimitada confiança naquele outro homem ... " 
(Visconde de Taunay) 
II - Orações Subordinadas Adverbiais Reduzidas 
A oração adverbial pode ser reduzidá de infinitivo, de gerúndio ou de 
particípio: 
Ao c;hegares, avisa-nos. 
or. s1.1b. adv. temporal, reduzida de infinitivo 
Chegandc;,, avisa-nos. 
·or. sub. adv. _temporal, reduzida de gerúndio 
Ence"ados os trabalhos, o presidente deu por terminada a reunião 
or·. su~." adv. temporal, reduzida de participio extraordinária. 
As orações reduzidas não apresenta-m conjunção ou locução conjun­
tiva: 
A maioria das orações r~duzidas pode ser transformada em uma de­
senvolvida correspondente. Quando ho1,1ver dúvida quanto à classifica­
ção, a conversão pode auxiliar. Por· isso antes de classificar as orações, 
quando possível, passe-as para a forma desenvolvida, conforme se obser­
vano exemplo abaixo: 
Chegando, avisa-nos. 
or. -reduzida 
Quando chegares, avisa-nos. 
or. desenvolvida equivalente 
~ Agora, sublinhe-e classifique as orações subordinadas adverbiais reduzidas: 
1. " ... em se calando, coçava a cabeça." (Machaqo de Assis) 
2. " ... sendo ele ambicioso, o sacrifício devia ser sinc~ro." (Machado de Assis) 
100 
3. "Ao ouvir esta última palavra, recuei um pouco." (Machado de Assis) 
4. "Dada a hora, achou-se reunida uma sociedade seleta ... " (Machado de Assis) 
5. "Ditos os últimos adeuses, entramos." (Machado de Assis) 
6. " ... chamou um escravo para me servir o doce." (Machado de Assis) 
7. " ... e Capitu não saía, sem falar-me." (Machado de Assis) 
8. O lugar era triste de arrepiar. 
9. Por haver passado o dia inteiro ao sol, sentia estranhos calafrios. 
10. "O Nogueira está aí para atestar." (Graciliano Ramos) 
11. "Faltando lenha para o fogo, avise." (Graciliano Ramos) 
12. "Ocupado com esses empreendimentos, não alcancei a ciência de João No­
gueira." (Graciliano Ramos) 
13. "Ó caso nunca visto e milagroso! 
Que trema e ferva o mar, em calma estando." (Camões) 
14. "Da rua, ainda Rubião olhou para as janelas, com os dedos no chapéu, a fim 
de cumprimentar D. Tonica." (Machado de Assis) 
15. "O universo ainda não parou, por lhe faltarem alguns poemas ... " 
(Machado de Assis) 
16. "Sendo eu deputado, pude obter-lhe uns fornecimentos para o arsenal da 
marinha ... " (Machado de Assis) 
17. "Caindo o sol, a costureira dobrou a costura." (Machado de Assis) 
18. Camilo reclinou-se no tílburi, para não v~r nada." (Machado de Assis) 
19. " - mesmo. sendo juiz de paz, a majestade é uma só - " 
(Carlos Drummond de Andrade) 
20. A permitir tal abuso, protestarei. 
21. Ninguém me deu nada a fazer. 
22. Não tendo conseguido unanimidade entre os presentes, retirou o projeto. 
ORAÇÃO COORDENADA 
Caracteriza-se por não exercer nenhuma função sintática em outra 
oração, daí ser chamada também de oração independente. 
Em: 
"Ninguém matava, ninguém mo"ia. ,, (Moraes Moreira, Abel Silva) 
a oração sublinhada é independente porque: 
- não se integra à primeira para completar-lhe a estrutura; 
- não depende de um substantivo ou pronome da outra oração; 
- não expressa uma das nove circunstâncias que caracterizam as ora-
ções adverbiais. 
101 
CLASSIFICAÇÃO 
As orações coordeQ.adas podem ou não contar com a presença de 
conjunção. Por isso, classificam-se em: 
a) assindéticas - coordenam-se umas às outras sem conjunção: 
"Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui ca­
lifa, nllo conheci o casamento. ,, (Machado de Assis) 
b)_ sindéticas - coordenam-se com auxílio de conjunção. Podem 
ser: 
- aditivas - e, nem, não só ... mas também, não só ... como tam­
bém, não só ... mas ainda. Acrescentam informações de igual 
valor: 
"Levantaram-se e passaram à sala ... ,, (Machado de Assis) 
- adversativas - mas, porém, todavia, contudo, entretanto; se­
não, no entanto. Expressam uma oposição em relação ao fato 
da outra oração: 
"Prosseguimos viagem, mas logo adiante o automóvel foi deti­
do ... ,, (Fernando Sabino) 
- alternativas - ou, ou ... ou, ora ... ora, já ... já, quer ... quer, se­
ja ... seja. Expressam a exclusão ou a alternância de situações: 
"Decifra-me ou devoro-te.,, (Machado de Assis) 
Ora ajeitava o cabelo, ora arrumava a gola do casaco. 
- conclusivas - logo, pois, portanto, por conseguinte, então, 
assim, por isso. Expressam a conclusão a que se chega em re­
lação ao fato da oração .anterior: 
Hoje, ele só teve contrariedades; não vamos, portanto, aborrecê­
/o mais. 
- explicativas - que, pois, porque, porquanto. Expressam a 
justificação dada ao fato indicado anteriormente, geralmente 
caracterizado pela atitude imperativa: 
"Súi de baixo, que eu sou professor.,, 
(Chico Buarque, Ruy Guerra) 
~ Agora, relacione as orações coordenadas abaixo por meio de conjunção: 
1 .. Ouviu-se o som dos tamborins. Os primeiros passistas surgiram. 
2. Quero retratar-me. Não consigo encontrá-los. 
102 
3. O sol deitou-se no horizonte. As primeiras estrelas iluminam o céu. 
4. Decida agora. Perderá a oportunidade. 
5. A nuvem escondia a lua. A lua escondia a nuvem. 
6. Sonhe sempre. Os sonhos podem tomar-se realidade. 
7. Há neblina na estrada. Deves ter cuidado. 
8. Não saia sem o agasalho. Há umidade no ar. 
9. O jogador prometeu um gol à torcida. Não conseguiu marcá-lo. 
10. O rádio emitiu sinais. Alguém deve estar perdido no mar. 
ORAÇÃO COORDENADA REDUZIDA 
A oração coordenada aditiva pode apresentar-se reduzida, com o 
verbo flexionado no gerúndio. Caracteriza-se por trazer a seqüência do 
acontecimento anterior: 
"Meu pai se abaixou, lavando as mãos na água clara." (Orígenes Lessa) 
( e lavou as milos na água clara) 
A POLISSEMIA CONJUNTIVA E A ORAÇÃO 
COORDENADA 
• A conjunção pois pode caracterizar as seguintes orações: 
a) conclu!iiva - não introduz a oração, aparece entre vírgulas ou se­
parada da oração por uma vírgula: 
O homem está doente; devemos, pois, visitá-lo. 
b) explicativa- introduz a oração; pode ser substituído pelas conjun~ 
ções explicativas porque e que: 
"Niio ouças mais, pois és juiz de direito." (Camões) 
(porque és juiz de direito) 
• A conjunção ~ pode assumir valor adversativo: 
"Chamei vários nomes e nenhum teve sentido." (Orígenes Lessa) 
(mas nenhum teve sentido) 
, Agora, classifique as orações coordenadas abaixo: 
1. "O tempo não pára no porto, não apita na curva, não espera ninguém." 
(Reginaldo Rossi) 
2. "Ele não mandava, senão estaria me obedecendo." (Clarice Lispector) 
3. "Nada se perde, tudo é ganho." (Graciliano Ramos) 
103 
4. "Persignou-se, mas não orou ... " (Machado de Assis) 
5. "Não sou alegre, nem sou triste." (Cecília Meireles) 
6. "Não venha, que mamãe está doente." (Anibal Machado) 
7. "Desta vez ou tomas juizo, ou ficas sem coisa nenhuma." 
(Machado de Assis) 
8. "Estendi os braços, procurando agarrar alguma coisa." (Érico Veríssimo) 
9. "Eu gosto muito de romances, mas leio pouco." (Machado de Assis) 
10. " ... as plantas torceram-se e um longo gemido quebrou a mudez das coisas ... " 
· (Machado de Assis) 
11. "Falta-nos uma bandeira; temos, porém, o céu, o grande céu." 
(Fernando Sabino) 
12. Vestiu-se rapidamente, saindo a seguir. 
13. Um dia, ele deu-me a mão; ,quero, pois, ajudá-lo agora. 
14. Todos já o avisaram; então, não fale mais nada. 
15. " ... quis, mas·não pôde atender a dois chamados, pois o coração e as pernas 
não ajudavam." (José Geraldo Vieira) 
16. "Ora, passeava pelo quarto rápida e inquietantemente; ora, media-o com 
passo lento em muitas direções ... " (Visconde de Taunay) 
DISTljl\JÇÃO ENTRE ORAÇÃO COQ.RDENADA 
SINDETICA EXPLICATIVA E ORAÇAO SUBORDINADA 
ADVERBIAL CAUSAL 
• Oração Coordenada Sindética Explicativa: 
Não beba, porque você se salvará. 
- é uma oração independente, por isso admite pausa forte na separação 
da coordenada anterior; 
- não permite a construção de uma forma reduzida iniciada pelo prepo­
sição por, sem que ocorra prejuízo sintático-semântico (Não bel:>a, por 
você se salvar?); 
- a oração ·anterior geralmente é caracterizada pela atitude imperativa;· 
no exemplo acima, o verbo beber apresenta-se no Imperativo. 
• Oração Subordinada Adverbial Causal: · 
104 
"Gra presença do verbo acabar 
flexionado no pretérito perfeito simples do modo indicativo. ---
A roda de samba havia acabado. 
Igualmente temos neste exemplo uma oração, pois ocorre a presença do 
verbo acabar, agora flexionado no pretérito mais-que-perfeito composto 
do modo indicativo. 
" ... que queria negar suas origens." (Ferreira Gullar) 
Embora a mensagem esteja incompleta, a locução verbal queria negar ca­
racteriza o exemplo acima como oração. 
ORAÇÃO 
É obrigatório: verbo 
Não é obrigatório: mensagem completa 
7 
-7 
A ORAÇÃO E OS VERBOS 
(A predicação verbal) 
Os verbos que caracterizam a oração podeni ser diferenciados, 
quanto ao que expressam, por relatarem o aspecto dinâmico ou retrata­
rem o lado estático de nosso universo, de nossa vida. 
VERBOS TRANSITIVOS E VERBOS INTRANSITIVOS 
Indicam qualquer processo dinâmico: o que depende da vontado do 
homem (ex.: guerrear) e o que não depende (ex.: chover); o que se passa 
em seu mundo interior (ex.; sonhar) e o que acontece no muqdo exterior 
(ex.: navegar). A ação contida no processo pode dirigir-se a um alvo, po­
de precisar de um elemento pelo qual se desenvolva, pode ter um destino. 
8 
Em: 
Eu acendi 
a ação contida em acender exige um alvo, pois quem acende, acende Al­
C UMA COISA. 
Eu acendi A LENHA. 
~ 
alvo 
Em: 
Recebi O A VISO tardiamente. 
o processo de receber desenvolve-se pelo AVISO. 
Em: 
Enviara poucas cartas AOS PAIS. 
o processo de enviar pede um destino, indicado por AOS PAIS. 
Quando a ação requer um alvo, um elemento, um destino, sob o 
ponto de vista da sintaxe ocorrem verbos que exigem complemento, de­
nominados VERBOS TRANSITIVOS. 
ALVO 
AÇÃO-mE:::::=:::::::=:ELEMENTO ! DESrNO 
VERBOS TRANSITIVOS COMPLEMENTO 
Os verbos transitivos compreendem: 
• verbo transitivo direto - não exige preposição, ligando-se diretamente 
ao seu complemento denominado objeto direto: 
ação alvo 
" ... paralisem os negócios, ... " (Carlos Drummond de Andrade) 
VTD 0D 
..---- MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO---. 
Para déterminar a ocorrência de verbo transitivo direto, basta 
perguntar O QUÊ? ou QUEM? depois do verbo. Com esse procedi­
mento, verifica-se a presença do complemento e a ausência de pre­
posição: 
Quem paralisa, paralisa ALGUMA COISA; 
. L--------sem preposição 
paralisem O QUÊ? os negócios. 
t_ _____ j__-&em preposição 
" ... paralisem os negócios, ... " (Carlos Drummond de Andrade) 
VTD 0D 
O senhor do engenho protegia os retirantes. 
Quem protegia, protegia ALGUÉM; 
t_ ________ .sem preposição 
protegia QUEM? os retirantes. 
L _____ i.sem preposição 
O senhor do engenho protegia os retirantes. 
VTD 0D 
9 
, . Agora, aplique o método prático nas seguintes orações: 
1. "O poeta desfolha a bandeira ... " (Gilberto Gil) 
2. "Pedro pedreiro esperava o carnaval..." (Chico Buarque) 
3. "As fotos não negam os fatos ... " (Mauro Mota, Eduardo Ribeiro) 
4. "Vi uma estrela tão alta!" (Manuel Bandeira) . 
5. Eu ainda tenho uma esperança. 
6. "Nunca entendi o livro de Jó ... " (Machado de Assis) 
• verbo transitivo indireto: - exige preposição, ligando-se indiretamen­
te ao seu complemento denominado objeto indireto: 
ação alvo 
"Mas d{!sconfio de muita coisa.,, (João Guimarães Rosa) 
VTI OI 
---MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO--­
O reconhecimento do verbo transitivo indiret9 também pode 
ser feito com as perguntas QUÊ? ou QUE . depois do verbo, pro­
cedimento esse que evidencia a preposição e o complemento: 
Quem desconfia, desconfia DE ALGUMA COISA; 
desconfio DE QUÊ? de muita coisa. 
"Mas desconfio de muita coisa. (João Guimarães_ Rosa) 
VTI OI 
Todos duvidavam de mana Maria. 
Quem duvidava, duvidava DE ALGUÉM; 
duvidavam DE QUEM? de mana Maria. 
Todos duvidavam de mana Maria. 
VTI OI 
, Agora, aplique o método prático nas seguintes orações: 
l. "Os ananases não gostam de Úm clima frio." (Aulete) 
2. Não simpatizaram com você. 
3. Às vezes, devemos. obedecer aos impulsos do coração. 
4. Todos assistiram ao debate. 
5. " ... ansiavam por uma oportunidade a mais ... " (Érico Veríssimo) 
6. Não conseguia acreditar em suas palavras. 
Observação: quando se trata de locução verbal, como acontece nos exemplos 3 e 
6, o verbo a ser analisado é sempre o principal; no exemplo 3 é o verbo obedecer, 
no exemplo 6 é o verbo acreditar. 
10 
• verbo transitivo direto e indireto - antigamente chamado de bitransi­
tivo, esse tipo de verbo exige objeto direto e objeto indireto ao mesmo 
tempo: 
ação elemento destino 
Os jagunços ofereciam seus serviços a o usineiro. 
VTDI 0D OI 
--- MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO--­
Quem oferecia, oferecia ALGUMA COISA A ALGUÉM; 
ofereciam O QUÊ? seus serviços 
A QUEM? ao usineiro. 
Pediu a bênção ao pai. 
Quem pediu, pediu ALGUMA COISA A ALGUÉM; 
Pediu O QUÊ? a bênção 
A QUEM? ao pai. 
Pediu a bênção ao pai. 
VTDI 0D OI 
, Agora, aplique o método prático nas seguintes orações: 
1. "Disse algumas palavras de consolo ao abade." (Alexandre Herculano) 
2. ·"José da Silva Lisboa aconselhou a D. João a Abertura dos Portos." (Aulete) 
3. Ninguém informou o novo regulamento ·aos alunos. 
4. Ninguém informou os alunos do novo regulamento. 
5. Pagarei todas as despesas ao congressista. 
6. Daremos uma nova oportunidade ao culpado .. 
Muitos verbos podem expressar uma ação que não requer um alvo, 
um elemento ou um destino. O processo dinâmico concentra-se no pró­
prio ser, transita com ele. Sob o ponto de vista da sintaxe, esses verbos 
n_ão exigem complemento e denominam-se INTRANSITIVOS: · 
VERBOS INTRANSITIVOS 
"Uma estrela caiu." (Chico Buarque) 
VI 
11 
São considerados intransitivos: 
• verbos que indicam movimento: ir, vir, partir, voltar, chegar, en­
trar, sair, andar, caminhar, correr, cair etc. 
• verbos que indicam ação: brincar, nadar:, ajoelhar, lutar etc. 
• verbos que indicam fenômenos da natureza: amanhecer, anoite­
cer; chover, trovejar, nevar, ventar, gear etc. 
• verbos que indicam fenômenos naturais: adormecer, dormir, 
acordar, nascer, crescer,· viver, morrer, tremer, brilhar etc. 
• verbos que indicam situação: estar, ficar, permanecer etc. 
VERBOS DE LIGAÇÃO 
Retratam o lado estático de nossa vida, indicando o estado dos ele­
mentos. Qualquer verbo poderá ser classificado como de ligação, se pu­
der expressar: 
12 
• estado permanente - retrata o que é eterno, o que é habitual, o 
que não se modifica; isso pode ser indicado pelos verbos ser, vi­
ver: 
" ... Que a dor!.. tão velha ... " (Chico Buarque) 
• estado transitório - retrata o que é momentâneo, o que é passa­
geiro; verbos estar, andar, achar-se, encontrar-se: 
"Manuela está triste." (Anibal Machado) 
• estado aparente -:-- indica a aparência; verbo parecer: 
Umbelino parecia satisfeito. 
• mudança de estado:_ revela transformação; verbos ficar, tornar­
se, virar, acabar, cair, fazer-se, converter-se, meter-se: 
"Tati ficou sozinha." (Anibal Machado) 
• continuação de estado - verbos permanecer, continuar: 
"O Rio de Janeiro continua lindo .... " (Gilberto Gil) 
~ Agora, reconheça os estados expressos pelos verbos de ligação das orações 
abaixo: 
1. "Eu ando louco de saudade ... " (Ary Barroso) 
2. "Forte eu sou, ... " (Milton Nascimento, Fernando Brandt) 
3. "Ele se tornara homem ... " (Clarice Lispector) 
4. Tudo permanecia escuro e quieto. 
5. O sertanejo continuava aborrecido em seu canto. 
6. "Eu estava só, na rua e no mundo." (Orígenes Lessa) 
7. A cidade parecia calma, sem vida. 
8. A noite está fria. 
9. O ateu virou padre. 
10. "Você é meu caminho ... " (Caetano Veloso) 
11 . . Ela vive cansada. · 
12. "Meu lar está deserto." (Castro Alves) 
13. O rapaz caíra doente. 
14. O vendedor convertera-se em diretor. 
15. O cristão acabou mártir. 
16. Ele se fez líder do grupo. 
17. Toda a família encontrava-se preocupada. 
18. Os funcionários achavam-se descontentes. 
EXERCICIO GERAL 
Para classificar um verbo, é preciso analisar a sua ocorrência no contexto. 
Nenhum verbo é coisa alguma, ele só o será no contexto e, em contextos,sentira estranhas sensações. 
2. João Felipe não tirou patente do invento porque estava sem dinheiro. 
3. Sorria, porque tristezas não pagam dívidas. 
4. "Mamãe diz que não vai ler os meus escritos porque não tem cabeça para lei­
tura ... " (José J. Veiga) 
5. "Bem-aventurados os que ficam, porque eles s·erão recompensados." 
(Machado de Assis) 
COORDENAÇÃO DE ORAÇÕES 
SUBORDINADAS 
As orações subordinadas podem vir coordenadas entre si: 
a) por meio de conjunção: 
A vise-lhe que um vulto passou rápido e que subiu a escada. 
oração principal - Avise-lhe 
orações subordinadas substantivas objetivas diretas - que um vulto 
passou rápido; que subiu a escada. 
As orações subordinadas estão coordenadas pela conjunção aditiva e 
b) sem conjunção: 
Diga que o açude lhe sente a ausência, que toda a natureza lhe pede o 
retorno. 
oração principal - Diga 
orações subordinadas substantivas objetivas diretas - que o açude 
lhe sente a ausência; que toda a natureza lhe pede o retorno, coorde­
nadas. 
105 
A ORAÇÃO INTERCALADA 
A oração intercalada caracteriza-se por: 
- não apresentar conectivo; 
- não influir na estrutura do período no qual se insere; 
- apresentar significação própria, acrescentando um comentário, 
uma opinião, uma observação, uma explicação, um esclareci­
mento, uma ressalva. 
Naquela tarde - era uma tarde sombria - senti-me vazio, estranho. 
A DUPLA FUNÇÃO DE UMA ORAÇÃO 
NO PERÍODO 
Uma oração pode ser coordenada e principal ou subordinada e prin­
cipal ao mesmo tempo: 
106 
OP 
"Sempre existia alguém I que possuía um ~nriquecera em São 
· '---=or. sub. adj. restritiva 
Paulo." (Jorge Amado) 
A araçao que possuía um parente é oração subordinada adjetiva restritiva 
em relação à Sempre existia alguém e é oração principal em relação à que 
enriquecera em São Paulo já que esta oração depende do termo parente. 
Í\ adversativa OP r--.... 
Tentou, mas não pôde ajudar aqueles que dele dependiam. 
A oração mas não pôde ajudar aqueles é coordenada sindética adversati­
va em relação à Tentou e oração principal em relação à subordinada ad­
jetiva restritiva que dele dependiam. 
EXERCÍCIO FINAL 
Classifique as orações dos períodos: 
1. "Você que inventou o pecado 
Esqueceu-se de inventar 
O perdão." (Chico Buarque) 
2. "Cada voz que canta o amor 
Não diz tudo que quer dizer." (Lulu Santos/Nélson Motta) 
3. "Chamado o primeiro par, rapaz e moça aproximam-se um tanto estúpidos, 
como acontece nessas ocasiões, e sentam-se." 
(Carlos Drummond de Andrade) 
4. "Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que 
está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, 
risse tanto que chegasse a chorar e dissesse - 'Ai meu Deus, que história 
mais engraçada!'" (Rubem Braga) 
5. "Nosso plano era descobrir um abrigo para a chuva, aguardar o amanhecer e ru­
mar diretamente para Santos, onde ia ter nossa unidade." (Fernando Sabino) 
6. "Ergui-me, guardei o livro, e fui para a mesa onde ficara a xícara." 
(Machado de Assis) 
7. "O fogo, detido em pontos, aqui, ali, a consumir com mais lentidão algum 
estorvo, vai aos poucos morrendo até se extinguir de todo, deixando como si­
nal da avassaladora passagem o alvacento lençol, que lhe foi seguindo os ve­
lozes passos." (Visconde de Taunay) 
8. Mais vale um pássaro na mão que dois voando. 
9. "Tão freqüentes e teimosos eram os casos de sezões ou maleitas, que a por­
ção de sulfato de quinina que trouxera em suas canastras estava toda esgota­
da ... " (Visconde de Taunay) 
10. "A renegociação da dívida externa brasileira com o comitê de assessoramen­
to dos bancos credores estrangeiros atravessa um momento extremamente di­
fícil, pois será necessário chegar rapidamente a um acordo sobre as questões 
de curto prazo, para que as autoridades monetárias norte-americanas não de­
cretem o rebaixamento de categoria dos créditos concedidos ao Brasil." 
(O Estado de S. Paulo) 
11. '' As crianças sentiam-se instintivamente atraídas para a companhia do velho, 
em cujas narrações pitorescas e vivamente coloridas achavam um encanto ir­
resistível." (Júlio Diniz) 
107 
QUESTÕES 
DE VESTIBULARES 
1 . (MACK-SP) 
108 
"A notícia do incêndio, apesar da hora, espalhara-se em grande parte 
da cidade. Nas ruas do arrabalde havia um movimento de festa. Grande 
número de alunos tinham concorrido a testemunhar. Alguns empenhavam­
se com bravura no serviço. Outros cercavam o d iretor, em silêncio, ou fa­
zendo exclamações sem nexo e manifestando os sintomas da mais perigo­
s·a desolação. 
Aristarco, que se desesperava a princípio, refletiu que ·o desespero 
não convinha à dignidade. Recebia com toda a calma às pessoas importan­
tes que o procuravam, autoridades, amigos, esforçados em minorar: lhe a 
mágoa .com o lenitivo profícuo dos oferecimentos. Afrontava a desgraça 
soberanamente, contemplando o aniquilamento de sua fortuna com a 
tranqüilidade das grandes vítimas. 
Aceitava o rigor da sorte." 
Assinale a única alternativa correta sobre a estruturação do primeiro perío­
do do segundo parágrafo do texto acima: 
a) período composto por subordinação com uma oração principal e duas 
subordinadas substantivas; 
b) período composto por subordinação e coordenaçã·o com uma coorde­
nada assindética e duas subordinadas: uma substantiva e uma adjetiva; 
c) período composto por subordinação com uma oração princip'al e duas 
subordinadas: uma substantiva e uma adjetiva; 
d) período misto, composto por uma oração principal e duas coordenadas, 
subordinadas entre si; 
e) período composto por subordinação com uma oração principal e duas 
subordinadas adjetivas. 
2. (PUC-SP) No período: 
"A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e 
punha-lhe um fartum acre de sabão ordinário", 
temos, respectivamente, as seguintes orações: 
a) principal, subordinada adjetiva explicativa, coordenada sindética adi­
tiva; 
b) inicial, subordinada adjetiva explicativa, coordenada assindética adi­
tiva; 
c) principal, subordinada substantiva completiva nominal, coordenada 
sindética aditiva; 
d) inicial, coordenada sindética explicativa, coordenada sindética aditiva; 
e) principal, subordinada adjetiva explicativa, subordinada adverbial cau­
sal. 
3. (FUVEST-SP) 
"Sei que esperavas desde o Início 
que eu te dissesse hoje o meu canto solene. 
Sei que a única alma que eu possuo 
é mais numerosa que os cardumes do mar." (Jorge de Lima) 
As orações grifadas são orações subordinadas, respectivamente: 
a) substantiva subjetiva - adjetiva - adverbial consecutiva; 
b) adjetiva - substantiva objetiva direta - adverbial comparativa; 
c) substantiva objetiva direta - adjetiva - adverbial comparativa; 
d) adjetiva - substantiva subjetiva - adverbial correlativa; 
e) substantiva predicativa - adjetiva - adverbial consecutiva. 
4. (VUNESP-SP) Observar as orações grifadas nas transcrições abaixo: 
1. "Ergueu a cabeça e contemplou o lugar onde tantas vezes se aprestara 
para os seus breves triunfos no trapézio." 
li. "Em algum ponto do corpo ou da alma, doía-lhe ver o lugar do qual se 
despedia (. . .)" 
111. "(. .. ) semelhança esta que seria maior, não fosse a indiferença quase 
rancorosa que o rodeava:" 
IV. "( ... )esforçando-separa dar a entender que sua ausência não seria sen­
tida." 
V. "Teriam inveja, talvez. Ou desprezo. Que lhe importava, porém?" 
109 
A respeito delas, é correto dizer: 
a) todas são subordinadas. adjetivas; 
b) com exceção da V, que. é uma oração absoluta, todas as outras são ad­
jetivas; 
c) com exceção da 1, que é subordinada adverbial de lugar, todas as res­
tantes são adjetivas; 
d) somente a li e a Ili são adjetivas; 
e) com exceção da IV e da V, as demais são adjetivas. 
5. (PUC-SP) No período: 
"Meyer, que estava sentado na soleira da porta com as compridas pernas 
encolhidas, ergueu-se precipitadamente ao avistar Cirino e correu ao seu 
encontro", 
temos, respectivamente, as seguintes orações: 
a) principal, subordinada adjetiva explicativa, ·subordinadaadverbial re­
duz.ida, coordenada sindética aditiva; 
b) inicial, subordinada adjetiva restritiva, principal, coordenada sindética 
aditiva; 
c) principal, subordinada substantiva completiva nominal, subordinada 
adverbial temporal, coordenada sindética aditiva; 
d) inicial, coordenada sindética explicativa, coordenada assindética, cóor- · 
denada sindética aditiva; 
e) principal, subordinada adjetiva explicativa, coordenada assindética, 
coordenada sindética aditiva. 
6. (FUVEST-SP) 
110 
"Na última !age (sic) de cimento armado, os trabalhadores cantavam 
a nostalgia da terra ressecada. 
De um lado era a cidade grande: de outro, o mar sem jangadas. O 
mensageiro subiu e gritou: 
- Verdejou, pessoal! 
Num átimo, os trabalhadores largaram-se das redes, desceram em de­
bandada, acertaram as contas e partiram. 
Parada a obra. 
Ao dia seguinte, o vigia solitário recolocou a tabuleta: "Precisa-se de 
operários", enquanto o construtor, de braços cruzados, amaldiçoava a 
chuva que devia estar caindo no Nordeste." 
(Anibal Machado, Cadernos de João) 
No último parágrafo do texto, as orações, cujos núcleos verbais são recolo­
~· amaldiçoava e ·devia estar caindo são, respectivamente: ---
a) principal, subordinada adverbial e subordinada adjetiva'; 
b) subordinada adverbial, subordinada adverbial e subordinada substantiva; 
c) coordenada, coordenada e subordinada adjetiva; 
d) principal, subordinada adverbial e subordinada substantiva; 
e) principal, coordenada e subordinada adverbial. 
7. (PUC-SP) Em relação ao período: 
"E, entrando na sala, voltou sem demora com uma caixinha quadrada de 
folha-de-flandres, que trazia com toda a reverência e cujo tampo abriu cui­
dadosa·mente", 
é incorreto afirmar que: 
a) há duas orações subordinadas adjetivas; 
b) há uma oração subordinada adverbial; 
c) a partícula "que" introduz uma oração subordinada substantiva; 
d) uma das orações é teduzida de gerúndio; 
e) a última oração é subordinada adjetiva. 
8. (MACK-SP) 
A - Sua palélivra foi a primeira a perder o significado naquele agitado con-
texto. 
B ·_ Tenho necessidade de me apoiares nesta complicada situação. 
C - Antes de repelir seus mestres, procure compreendê-los-. 
Analisando os períodos A - B - C, concluímos que as frases neles grifa­
das são três orações reduzidas. Desdobrando-se, obteremos, respectiva­
mente: 
a) uma adjetiva - uma adverbial - uma substantivai 
b) uma adjetiva - uma substantiva - uma adverbial; 
c) uma adjetiva - duas adverbiais; 
d) uma adverbial - duas adjetivas; 
e) três adverbiais. 
9. (PUC-SP) No período: 
"E há poetas míopes que pensam que é o arrebol", 
a partícula "que" introduz, respectivamente, orações: 
a) subordinada substantiva completiva nominal e subordinada substantiva 
objetiva direta; 
b) subordinada substantiva objetiva direta e subordinada substantiva pre­
dicativa; 
c) subordinada adjetiva restritiva e subordinada adjetiva explicativa; 
d) subordinada substantiva predicativa e subordinada substantiva objetiva 
direta; 
e) subordinada adjetiva restritiva e subordinada substantiva objetiva di­
reta. 
111 
10. (FUVEST-SP) No período: 
"Ainda que fosse bom jogador, não ganharia a partida.", 
a oração sublinhada encerra idéia de: 
a) causa; 
b) concessão; 
c) fim; 
d) condição; 
e) proporção. 
11. (PUC-SP) No período: 
"Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino acompanhou, 
embora com menos entusiasmo", 
a palavra sublinhada expressa uma idéia de: 
a) explicação; 
b) concessão; 
c) comparação; 
d) modo; 
e) conseqüência. 
12. (MACK-SP) Assinale a alternativa em que a palavra como assume valor de 
conjunção subordinativa conformativa: 
a) Indaguei-lhe apreensiva como papai tinha assumido aquela contínua 
postura de contemplação. 
b) Como ele mesmo afirmou, viveu sempre tropeçando nos embrulhos da 
vida. 
c) Como as leis eram taxativas naquele vilarejo, todos os moradores tenta­
vam um meio de obediência às normas morais. 
d) As frustrações caminhavam rápidas como as tempestades nas matas de­
vassadoras. 
e) Como não tivesse condições necessárias para competir, participou com 
muita insegurança das atividades esportivas. 
13. (PUC-SP) Em: 
112 
" ... ouviam-se amplos bocejos, fortes fQ!!!2 o marulhar das ondas .. . ", 
a partícula "como" expressa uma idéia de: 
a) causa; 
b) explicação; 
c) conclusão; 
d) proporção; 
e) comparação. 
14. (OBJETIVO-SP) No período: 
"Estou certo de que compreenderam bem o que lhes ensinei, porque fize­
ram bons exercícios." 
a) há quatro orações subordinadas; 
b) há uma oração sub. subst. objetiva direta; 
c) há duas orações sub. adjetivas; 
d) não há or. subord,; 
e) há uma or. sub. subst. completiva nominal. 
15. (FUVEST-SP) Na frase: 
"Entrando na faculdade, procurarei emprego.", a oração sublinhada pode 
indicar idéia de: 
a) concessão; 
b) oposição; 
c) condição; 
d) lugar; 
e) conseqüência. 
16. (PUC-SP) Sobre o trecho: 
"A questão era conseguir o Engenho Vertente, com o seu riacho que pode­
ria descer em nível para irrigação das terras que dariam flor-de-cuba para 
uma Catunda." 
é correto afirmar que: 
a) há duas orações subordinadas adjetivas, introduzidas pelo pronome re­
lativo "que"; 
b) há, respectivamente, uma oração subordinada substantiva, introduzida 
pela conjunção integrante "que", e uma oração subordinada adjetiva, 
introduzida pelo pronome relativo "que"; 
c) a primeira oração é sub. subst. predicativa; 
d) a última oração .é sub. adv. final; 
e) o verbo "descer" marca o início de uma oração subord. adv. reduz. de 
infinitivo. 
17. (FUVEST-SP) Classifique as oráções grifadas no período abaixo: 
"Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirma­
ram que os resultados eram bastante razoáveis, uma vez que a produção 
não aumentou, mas também não caiu." 
a) principal, subordinada adverbial final; 
b) subordinada adverbial temporal, subordinada adjetiva restritiva; 
c) principal, subordinada substantiva objetiva direta; 
d) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva objetiva di­
reta; 
e) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva subjetiva. 
113 
18. (PUC-SP) Em: 
''Considerei, por fim, que assim é o amor ... ", a oração sublinhada tem, em 
relação à oração não sublinhada: 
a) valor de adjetivo e função sintática de predicativo do sujeito; 
b) valor de advérbio e função sintática de adjunto adverbial de modo; 
c) valor de substantivo e função sintática de objeto direto; 
d) valor de substantivo e função sintática de sujeito; 
e) valor de adjetivo e função sintática de adj. adn. 
19. (U.F. UBERL.-MC) Numere as orações sublinhadas nos períodos abaixo de 
acordo com sua classificação: 
1) oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo; 
2) oração coordenada sindética alternativa; 
3) oração coordenada sindética aditiva; 
4) oração subordinada substantiva predicativa; 
5) oração subordinada adverbial conformativa; 
6) oração subordinada substantiva subjetiva; 
7) oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. 
( ) "A convicção geral era que o futuro da moça dependia exclusivamente 
de suas inclinações ou de seus caprichos." 
( ) "Constava também que Aurélia tinha úm tutor." 
• ( ) "Não valia a pena ter tanto dinheiro." 
( ) "Ao proferir estas palavras sentiu-se um fugaz tremor na voz sempre 
tão-límpida da moça ... " 
( ) "Ora dava a entender que a moça tinha um olho de vidro;.ora inculca­
va que era uma perfeita roceira ... " 
( ) "Fernando percebeu o sorriso e corou." 
( ) "O Lemos enxugou no canto do olho uma lágrima que ele conseguira 
espremer, se é que não a tinha inventado como parece mais provável." 
A seqüência correµ· é: 
a) 4, 6, 1, 7, 5, .3, 2. 
b) 4, 6, 1, 7, 2, 3, 5. 
c) 6, 4, 1, 7, 2, 3, 5. 
d) 6, 4, 7, 1, 2, 3, 5. 
e) 4, 6, 1, 2, 7, 3, 5. 
20. (U.F. UBERL.-MC) Todos os itens abaixo apresentam o pronome relativo 
com função de objeto direto, exceto: 
114 
a) "Aurélia não se deixava inebriar pelo culto que lhe rendiam." 
b) "Estáfatigada de ontem? perguntou a viúva com a expressão de afeta­
da ternura que exigia o seu cargo." 
c) " ... coma riqueza que lhe deixou seu avô, sozinha no mundo, por força 
que havia de ser enganada." 
d) " ... o Lemos não estava de todo restabelecido do atordoamento que so­
frera." 
e) "Não o entendiam assim aquelas três criaturas, que se desviviam pelo 
ente querido." 
21 . (U.F.-MC) A oração sublinhada está corretamente classificada, exceto em: 
a) Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa. / oração subordina­
da adverbial condicional; 
b) Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa. / oração su­
bordinada substantiva objetiva _direta; 
c) Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis./ oração subordinada 
adjetiva restritiva; 
d) Via-se muito bem que D. Glória era alcoviteira. / oração subordinada 
substantiva subjetiva; 
e) A idéia é tão santa que não está mal no santuário./ oração subordinada 
adverbial consecutiva. 
22. (FUVEST-SP) No período: 
"É possível discernir no seu percurso momentos de r.ebeldia contra a estan­
dardização- e o consumismo", a oração grifada é: 
a) subordinada adverbial causal, reduzida de particípio; 
b) subordinada objetiva direta, reduzida de infinitivo; 
c) subordinada objetiva direta, reduzida de particípio; 
d) súbordinada substantiva subjetiva, reduzida de infinitivo; 
e) subordinada substantiva predicativa, reduzida de infinitivo. 
23. (OBJETIVO-SP) Em "E, por mais que forcejasse, não se convencia de que o 
soldado amarelo fosse governo.", a oração" ... por mais que forcejasse" in­
dica circunstância adverbial de: 
a) condição; 
b) modo; 
c) conseqüência; 
d) causa; 
e) concessão. 
24. (OBJETIVO-SP) Em" ... não se convencia de que o soldado amarelo fosse 
governo.", temos óração subordinada substantiva: 
a) subjetiva; 
b) objetiva direta; 
c) apositiva; 
d) objetiva indireta; 
e) completiva nominal. 
115 
25. (OBJETIVO-SP) Em "Fariscavam o cheiro enjoativo de melado que lhes 
exacerbava os estômagos jejunos.", a palavra que é: 
a) conjunção integrante sem função sintática; 
b) pronome relativo com função sintática de sujeito; 
c) pronome relativo com função sintática de objeto direto; 
d) pronome relativo com ful)ção sintática de predicativo do sujeito; 
e) conjunção integrante com função sintática de objeto direto. 
26. (Exercício baseado em questão da FUVEST-SP) 
"As máquinas são adoradas porque são belas, e apreciadas porque confe­
rem poder; são odiadas porque são feias, e detestadas por imporem a es­
cravidão." (Bertrand Russell) 
Reescreva a oração reduzida, desenvolvendo-a. 
27. (FUVEST-SP) - Observe a seguinte passagem: 
ll6 
"Voltemos à casinha. Não seria capaz de lá entrar hoje, curioso leitor; 
envelheceu, enegreceu, apodreceu, e o proprietário deitou-a abaixo para 
substituí-la por outra, três vezes maior, mas juro-te que muito menor que a 
primeira. O -mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado é o 
infinito para as andorinhas." 
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas) 
Observe a seguinte passagem do texto: 
" ... mas juro-te que muito menor que a primeira ... " 
Cite a oração ou as orações de que é formado o período. 
RESPOSTAS 
PÁG. 10 - VERBO TRANSITIVO DIRETO 
1. Quem desfolha, desfolha alguma coisa; 
desfolha o quê? a bandeira. 
+ t sem preposição 
O poeta desfolha a bandeira. 
"°vTI> 0D 
2. Quem esperava, esperava aguma coisa; 
esperava o quê? o carnaval. 
L_jsem preposição 
Pedro pedreiro esperava o carnaval. 
VTD 0D 
3. O que nega, nega alguma coisa; 
não negam o quê? os fatos. 
+ t sem preposição 
As fotos ni1o negam os Jatos. 
VTD ~ 
4. Quem viu, viu alguma coisa; 
vi o quê? uma estrela tão alta. 
t t sem preposição 
Vi uma estrela. 
VTD 0D 
5. Quem tem, tem alguma coisa; 
tenho o quê? uma esperança. 
t t sem preposição 
Eu ainda tenho uma esperança. 
VTD 0D 
6. Quem entendeu, entendeu alguma coisa; 
nunca entendi o quê? o livro de Jó. 
t t sem preposição 
Nunca entendi o livro de Jó. 
VTD 0D 
117 
PÁG. 10- VERBO TRANsmvo INDIRETO 
1. O que gosta, gosta de algo; 
não gostam de quê? de um clima frio. 
Os ananases não gostam de um clima frio. 
---v=n- OI 
2. Quem simpatizou, simpatizou com alguém; 
não simpatizaram com quem? com você. 
Não simpatizaram com você. 
VTI OI 
3. Quem obedece, obedece a algo; 
devemos obedecer a quê? aos impulsos do coração. 
Às vezes devemos obedecer aos impulsos do coração. 
VTI OI 
4. Quem assistiu, assistiu a algo; 
assistiram a quê? ao debate. 
Todos assistiram ao debate. 
VTI OI 
5. Quem ansiava, ansiava por algo; 
ansiavam por que coisa? por uma oportunidade a mais . 
. . . ansiavam por uma oportunidade a mais ... 
VTI OI 
6. Quem acredita, acredita em algo; 
não conseguia acreditar em quê? em suas palavras. 
Não conseguia acreditar em suas palavras. 
VTI OI 
PÁG. 11-VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO 
1. Quem disse, disse Alguma Coisa A Alguém; 
Disse o quê? algumas palavras de consolo; 
A quem? ao abade. 
Disse algumas palavras de consolo a o abade. 
VTDI OD OI 
2. Quem aconselhou, aconselhou Alguma Coisa, A Alguém; 
Aconselhou o quê? A Abertura dos Portos; 
A quem? a D. João. 
José da Silva Lisboa aconselhou a D. João a Abertura dos Portos. 
VTDI OI OD 
118 
3. Quem informou, informou Alguma Coisa A Alguém; 
Ninguém informou o quê? o novo regulamento; 
A quem? aos alunos. 
Ninguém informou o novo regulamento a os alunos. 
VTDI OD OI 
4. Quem informou, informou Alguém De Alguma Coisa; 
Ninguém informou quem? os alunos; 
De quê? do novo regulamento. 
Ninguém informou os alunos do novo regulamento. 
VTDI OD OI 
S. Quem paga, paga Alguma Coisa A Alguém; 
Pagarei o quê? todas as despesas; 
A quem? ao congressista. 
Pagarei todas as despesas a o congressista. 
VTDI OD OI 
S. Quem dá, dá Alguma Coisa A Alguém; 
Daremos o quê? uma nova oportunidade; 
A quem? ao culpado. 
Daremos uma nova oportunidade a o culpado. 
VTDI OD OI 
PÁG. 13 - VERBOS DE LIGAÇÃO 
1. estado transitório 
2. estado permanente 
3. mudança de estado 
4. continuação de estado 
S. continuação de estado 
6. estado transitório 
7. aparência de estado 
8. estado transitório 
9. mudança de estado 
10. estado permanente 
11. estado permanente 
12. estado transitório 
13. 14 - IS - 16 - 17 - 18 mudança de estado 
PÁG. 13 - CLASSmCAÇÃO DOS VERBOS - EXERCÍCIO GERAL 
1. ser - VL - indica estado permanente 
2. ver - VTD; núcleo do 0D - começo 
3. voar - VI 
4. oferecer - VTDI; núcleo do 0D - sonhos; núcleo do OI - jovens 
S. estar - VL - indica estado transitório 
6. estar - VI 
7. trazer - VTDI - núcleo do 0D _, ação; núcleo do OI - coração 
8. pensar - VTI; núcleo do OI - seminário 
119 
9. ouvir - VTD; 0D - passos 
10. viver - VL, indica estado permanente 
11. viver - VI 
12. mandar - VTDI; 0D - recado; núcleo do OI - mãe 
13. c 
14. e 
15. e 
16. estar - VL 
encontrar - VTD 
pensar - VTI 
vagar- VI 
17. e 
18. c 
19. VI 
VL 
VTDI 
VTD 
PÁG. 19 - SUJEITO 
L João da Mata - Ele parou à beira da calçada - suj. agente 
núcleo 
2. Os encantos da gentil cantora - Eles eram ainda realçados pela singelez.a - suj. paciente 
núcleo 
3. O clarão do sol poente - Ele por tal sorte abraseava as vidraças - suj. agente 
núcleo 
4. A baronesa - Ela a ninguém participou, além de Jorge, a sua partida para Lisboa. -
núcleo suj. agente 
5. As folhas e as flores - Elas eram levadas pela correnteza - suj. paciente 
núcleo núcleo 
6. Ele - suj. agente 
PÁGS. 24 A 26 - SUJEITO - EXERCÍCIO GERAL 
1. capitão - suj. determinado simples 
2. suj. implicito (eu) 
3. rancho, cordão, bloco - suj. determinado composto 
4. suj. inexistente ou oração sem sujeito 
S. eu - suj. determinado simples 
6. suj. inexistente ou oração sem sujeito 
7. ninguém - suj. determinado simples 
8. passos - suj. determinado simples 
9. eu, passos - suj. determinado composto 
10. suj. inexistente 
11. suj. indeterminado 
12. suj. implicito (tu) 
13. suj. indeterminado 
14. zíper - suj. determinado simples 
15. suj. inexistente 
16. rumor - suj.determinado simples 
1'20 
17. suj. indeterminado 
18. suj. implícito (você) 
19. c 
20. d 
21. d 
22. c 
23. d 
24. d 
25. d 
26. a 
27. c 
28. a 
PÁG. 26 - PREDICADO 
1. arrumou a capa da cadeira 
2. era inteiramente nova 
3. é o grotesco a sério 
4. chegou a ser preso a duzentos passos da vila 
5. Não entendo 
6. Nevava somente no alto da montanha 
7. Exibiam-se nas barracas 
8. apontou ao longe 
PÁG. 21 - PREDICADO NOMINAL 
1. ficou aterrada 
ficou - VL 
aterrada - pred. do sujeito 
2. Não estarei apenas nervosa? 
estarei - VL 
nervosa - pred. do sujeito 
3. é um vago de acalanto 
é-VL 
um vago de acalanto - pred: do sujeito 
4. tornara-se insuportável 
tornara-se - VL 
insuportável - pred. do sujeito 
5. É de pedra. 
é-VL 
de pedra - pred. do sujeito 
6. continuavam vermelhas 
continuavam - VL 
vermelhas - pred. do sujeito 
7. és absurda 
és-VL 
absurda - pred. do sujeito 
8. parecia um ano 
parecia -, VL 
um ano - pred. do sujeito 
121 
PÁG. 29- PREDICADO.VERBAL 
1. morre - pred. verbal 
morre- VI 
2. Haverá.no meu rosto algum indício? - pred. verbal 
haverá-VTD 
algum indício - OD 
3. Expliquei o novo procedimento ao colega - pred. verbal 
expliquei - VTDI 
o novo procedimento - OD 
ao colega - OI 
4. tem as suas pêndulas 
tem-VTD 
as suas pêndulas - OD 
S. não cuidou mais do coche 
cuidou - VTI 
do coche- OI 
6. A tarde, pagaria ao Juvenal - pred. verbal 
pagaria - VTI 
ao Juvenal - OI 
7. entrou afoitamente no gabinete - pred. verbal 
entrou- VI 
8. recorda as jogadas felizes - pred. verbal 
recorda - VTD 
as jogadas felizes - OD 
PÁG. 33 - PREDICADO VERBO-NOMINAL 
1. saiu dali fascinado 
saiu - VI 
fascinado - pred. do sujeito 
2. encontrou o irmão indignado 
encontrou - VTD 
oirmão-OD 
indignado - pred. do objeto 
3. acharam-no triste 
achar-VTD 
no-OD 
triste - pred. do objeto 
4. adotou um novo comportamento esperançosa 
adotou -VTD 
um novo comportamento - OD 
esperançosa - pred. do sujeito 
5. Concordarei com o novo regulamento um pouco contrariado 
concordarei - VTI 
com o novo regulamento - OI 
um pouco contrariado - pred. do sujeito 
122 
6. o fez um rude 
fez-VTD 
o-OD 
um rude - pred. do objeto 
7. tornara mais rosado o seu rosto 
tornara - VTD 
o seu rosto - OD 
mais rosado - pred. do objeto 
8. Chamaram ao povo de inconseqüente 
chamaram - VTI 
ao povÕ-OI 
de inconseqüente - pred. do objeto 
9. sorri, orgulhoso 
sorri- VI 
orgulhoso - pred. do sujeito 
1 O. se voltaram, estupefatos 
se voltaram - VI 
estupefatos - pred. do sujeito 
11. deu por encerrados os trabalhos 
deu-VTD 
os trabalhos - OD 
por encerrados - .pred. do objeto 
12. Já o tenho como amigo 
tenho -VTD 
o-OD 
como amigo - pred. do objeto 
13. havia sido vista chorosa pelas ruas 
havia sido vista· - const. de voz passiva em que o verbo ver é verbo principal; é verbo 
transitivo direto 
chorosa - predicativo do sujeito 
14. Nomeou-me seu assistente 
nomeou-VTD 
me-OD 
seu assistente - pred. do objeto 
15. Até agora, o acusou de traidor 
acusou-VTD 
o-OD 
de traidor - pred. do objeto 
16. Este dia, considerei proveitoso 
considerei - VTD 
este dia - OD 
proveitoso - pred. do objeto 
17. Sempre achara triste e agourento o canto do galo 
achara-VTD 
o canto do galo - OD 
triste e agourento - pred. do objeto 
18. Havia caixões cheios de niqueis - pred. verbo-nominal 
Havia - VTD; caixões - OD; cheios de niqueis - pred. do objeto 
123 
PÁGS. 33 A 35 - CLASSIHCAÇÃO DO PREDICADO - EXERCÍCIO GERAL 
1. Jà sou fã do comercial - pred. nominal 
2. mal entrava ali - pred. verbal 
3. gostava de mim - pred. verbal 
4. imobilizou o farmacêutico - pred. verbal 
5. é uma carícia de dedos longos - pred. nominal 
6. curvou a cabeça, obediente e chorosa - pred. verbo-nominal 
7. estava inconveniente - pred. nominal 
8. Chegou a casa cansado e triste - pred. verbo-nominal 
9. deu-me a pratinha sorrateiramente - pred. verbal 
10. Amanhecia - pred. verbal 
11. era um pimentão - pred. nominal 
12. julgaram-no inocente - pred. verbo-nominal 
13. vou colher avencas, 
lirios, rosas, dãlias, 
pelos campos verdes - pred. verbal 
14. é traição - pred. nominal 
15. tornou-o um déspota - pred. verbo-nominal 
16. Olho a rosa na janela - pred. verbal 
17. cuida do normal - pred. verbal 
18. queria muito ao pobrezinho - pred. verbal 
19. Achei a reunião satisfatória - pred. verbo-nominal 
20. Estàvamos na esquina à sua espera - pred. verbal 
21. desmaia pensativo - pred. verbo-nominal 
22. se esqueceu da· dàdiva de Deus - pred. verbal 
23. Levei aos lábios o dourado pomo - pred. verbal 
24. permanecia imóvel - pred. nominal 
25. Permaneceremos aqui - pred. verbal 
26. fora totalmente destruído pelo soldado amarelo - pred. verbal 
27. dos quinze aos vinte chamavam-me poeta - pred. verbo-nominal 
28. piou - pred. verbal 
29. Fiquei resfriado - pred. nominal 
30. me daria indicação - pred. verbal 
31. acabara de entrar espavorido - pred. verbo-nominal 
32. tornei-me sério - pred. verbo-nominal 
33. e 
34. c 
35. c 
36. c 
37. b 
38. e 
PÁG. 40 - OBJETO DIRETO 
1. a-0D 
2. amendoim - 0D 
3. te - 0D; a um fantasma - 0D Preposicionado 
4. a mulher - 0D 
S. o-0D 
6. um pernil de porco - 0D 
124 
7. a ela - OD Preposicionado; a - OD Pleonástico 
8. desta água - OD Preposicionado 
9. a mão-OD 
10. a iiiã"°gnanimidade do alienista - OD 
11. ao infeliz companheiro - OD Preposicionado 
12. uma solução - OD 
13. a sua paciência - OD 
14. me - objeto direto 
15. da~ - OD Preposicionado 
16. se - objeto direto; uns aos outros - OD Pleonástico 
17. os restos do banquete - OD 
18. , la - objeto direto 
19. a si - OD Preposicionado; se - OD Pleonástico 
20. a ti - OD Preposicionado 
21. esta honra - OD; a - OD Pleonástico 
22; a sua idéia - OD 
23. o seu gesto - OD 
24. das pontas dos cintos - OD Preposicionado 
25. que-OD 
26. morte - OD Interno 
27. A Marcelo - OD Preposicionado; no - OD Pleonástico 
28. sonho - OD Interno 
PÁG. 43 - OBJETO INDIRETO 
1. a uma vasta classificação - OI 
2. lhe-ÕI 
3. te- OI 
4. A ele - OI; lhe - OI Pleonástico 
5. ao jovem doutor - OI L 
6. à sua ~ - OI 
7. me-OI 
8. de uma grande desgraça - OI 
9. de tudo - OI ---
10. com você - OI 
11. por nós - OI 
12. A mim - OI; me - OI Pleonástico 
13. da mensagem - OI 
14. A quem - OI 
15. a uma lei inalterável - OI 
16. ao casamento - OI 
17. nisso - OI 
18. lhe- OI 
PÁG. 45 - COMPLEMENTO NOMINAL 
1. a essas idéias - CN do adj. indiferente 
2. à história - CN do adj. fiel 
3. do último castigo - CN do subst. lembrança 
4. às aulas - CN do subst. falta 
5. lhe - CN do adj. grato 
6. a seus colegas - CN do advérbio contrariamente 
125 
7. a ti - CN do adj. dedicado 
8. contra a minha proposta - CN do subst. investida 
9. à família da namorada - CN do adv. relativamente 
10. a outros ]aços - CN do adj. preso 
PÁG. 47 - O COMPLEMENT9 NOMINAL E O OBJETO INDIRETO 
1. de minha terra natal - OI 
2. de minha terra natal - CN 
3. aos vanguardistas - OI 
4. aos vanguardistas - CN 
S. pelo luxo - CN 
6. do luxo - OI 
7. com o inimigo - CN 
8. de sua cõiiii,reensão - OI 
9. aos nossos apelos - CN 
10. de dados - CN:· para pesquisa - CN 
11. a seus inimigos - OI 
12. à taxa de serviços - CN 
13. com os nosso~ planos - CN 
14. por uma cidadeiiriiiã modesta - OI 
IS. de qualquer responsabilidade - CN 
16. pelo curso técnico - CN 
PÁG. 48 - AGENTE DA PASSIVA, O OBJETO INDIRETO 
E O COMPLEMENTO NOMINAL 
l. por violentas geadas - ag. da passiva 
2. à plantação - CN 
3. por jacar~ - ag. da passiva 
4. de todos - ag. da passiva 
S. por gentes estrangeiras - ag. da passiva 
6. a ren~ag. da passiva 
7. pelo abade - ag. da passiva 
8. às nossas dúvidas - CN 
9. a nós-OI 
10. de sua bondade - OI 
11. pela agulha - ag. da passiva 
12. pela platéia - ag. da passiva 
13. pelo vendaval - ag. da passiva 
14. de cães - ag. da passiva 
15. por toda a gente - ag. da passiva 
16. pelas ondas brancas - ag. da passiva 
17. pela incompreensão - ag. da passiva 
PÁG. 51 - APOSTO 
l. o grande deus da humanidade - aposto explicativo 
2. do Lavradio- aposto-especificativo 
3. Natividade e eu - aposto explicativo 
4. o sol, o mar, um dia de preguiça - aposto enumerativo 
5. Bastos - aposto especificativo 
126 
6. todos - aposto recapitulativo ou resumidor 
7. um caminhão de madeira com apenas tres rodas, um resto de biscoito, uma chave -
aposto enumerativo 
8. Como amigo - aposto circunstancial 
9. em rapaz - aposto circunstancial 
10. o - aposto da oração 
11. fato surpreendente - aposto da oração 
12. uma para os quartos, outra para a cozinha - aposto distributivo 
13. ao amigo, ao oponente - aposto enumerativo 
14. uma segunda-feira do mês de maio - aposto explicativo 
1 S. o Quincas Borba - aposto explicativo 
16. coisa - aposto da oração 
17. Capistrano, João Ribeiro - aposto especificativo 
18. tudo - aposto recapitulativo 
19. Dr. Samuel - aposto explicativo 
20. a nomeação de João Teodoro para delegado - aposto explicativo 
PÁG. 54 - ADJUNTO ADNOMINAL 
1. o, antigo, de nossos olhos infantis - ·adj. adn. de encantamento; nossos, infantis -
adj. adn. de olhos 
2. me (minha) - adj. adn. de ansiedade 
3. o, seu - adj. adn. de olhar; um novo - adj. adn. de sol; a, minha - adj. adn. de exis-
tência 
4. o, da excursão - adj. adn. de ônibus; a - adj. adn. de excursão; a - adj. adn. de serra 
S. me (meu) - adj. adn. de peito, a - adj. adn. de dor 
6. o, da filha - adj. adn. de medo; a - adj. adn. de filha 
7. a, da estrada-adj. adn. de poeira; a- adj. adn. de estrada; meu-adj. adn. de passo 
8. o, do exilio - adj. adn. de caminho; o - adj. adn. de exilio 
9. o, meu, de espírito - adj. adn. de estado 
. 10. me (minha) - adj. adn. de vida 
11. que - adj. adn. de tristeza; este - adj. adn. de momento 
12. as plácidas - adj. adn. de margens; o - adj. adn. de lpiranga; um, heróico - adj. 
adn. de povo; o, retumbante - adj. adn. de brado 
PÁG. 55 - ADJUNTO ADNOMINAL E COMPLEMENTO NOMINAL 
1. de si- CN 
2. de minha terta - adj. adn. 
3. dos funcionários - adj . adn. 
4. de suas viagens - CN 
S. de Benfica - adj. adn. 
6. por seu irmão - CN 
7. dos seus - adj. adn. 
8. de todos - adj. adn. 
9. ao seu trabalho - CN 
10. da descÕberta- CN 
11. de Pedro - adj. adn. 
12. do orador - adj. adn.; a seus ouvintes - CN 
13. dos amigos -adj. adn. ---
127 
. 14. pelo estudo - CN 
IS. dos funcionários - adj. adn.; contra o novo regulamento - CN 
PÁG. 58 - ADJUNTO ADVERBIAL 
1. instintivamente - adj. adv. de modo; para a porta dos fundos - adj. adv. de lugar_ 
(para onde) 
2. com cautela - adj. adv. de modo 
3. muito - adj. adv. de intensidaae 
4. de raiva - adj. adv. de causa 
5. aqui - adj. adv. de lugar 
6. para a esquina - adj. adv. de lugar (para onde) 
7. alto e triste - adj. adv. de modo 
8. à Tijuca - adj. adv. de lugar (aonde) 
9. com alegria infantil - adj. adv. de modo 
10. de repente - adj. adv. de tempo 
11. conosco - adj. adv. de companhia; a Itaborai - adj. adv. de lugar (aonde) 
12. bastante - adj. adv. de intensidade/ sobre nossas origens - adj. adv. de assunto 
13. provavelmente - adj. adv. de dúvida; hoje - adj. adv. de tempo 
14. de bicicleta - adj. adv. de meio; ao Nordeste - adj. adv. de lugar 
15. com faca - adj. adv. de instrumento 
16. à vontade - adj. adv. de inodo. 
17. rápido - adj. adv '. de modo 
18. à direita - adj. adv. de lugar 
19. com que - adj. adv. de instrumento 
20. de paixão, de saudades - adj. adv. de causa; todos os dias - adj. adv. de tempo 
21. pouco - adj. adv. de intensidade; sem vontade - adj. adv. de modo 
22. com furor - adj. adv. de modo 
PÁG. 59 - APOSTO E VOCATIVO 
1. ó Deus! - vocativo 
2. Tonico Serrano - aposto 
3. M;u:ilia - vocativo 
4. besta_ - vocativo 
S. caminho de lembranças - aposto 
6. Carlota - vocativo 
7. ó Viajar - vocativo 
8. mar Imenso - aposto / Passado - vocativo 
9. Oliveira - vocativo 
10. Deuses - vocativo 
P'ÁGS. ~ A 67 - QUF.STÕES DE VESTIBULARES 
J. as margens plácidas do lpiranga ouviram o brado retumbante de uin povo heróico 
2. a 10. d 18: .d 
3. b i 1. d 19. b 
4. a i2. c 20. A. d 
5. d 13. b B. b 
6. a 14. b e. a 
7. c 15. d D. c 
8. a 16. c 
9. a 17. b 
128 
PAG. 69 - ORAÇÃO E PERÍODO 
1. 8 orações: 
Quando não sei 
onde guardei um papel importante 
e a prÕciirase revela inútil 
pergunto-me 
se eu fosse eu 
e tives~m papel importante 
páraguardar 
que lugar escolheria? 
2. 3 orações: 
Não farejava, 
não hesitava, 
não parava. 
3, Uma oração: 
o seu olhar foi um novo sol na minha existeitcia. 
4. 3 orações: 
Estamos certos 
de que nossos colegas aprovarão medidas 
que permitam a imediata normalização das operações 
S. S oraçê)es: 
Deve existir nos homens um sentimento profundo 
que corresponde a essa palavra LIBERDADE 
pois sobre ela se tem escrito poemas e hinos, 
a ela se tem levantado estátuas e monumentos, 
por ela se tem até morrido com alegria e felicidade 
PÁG. 75 - SUBJETIVAS 
1. É verdade - or.principal; é. - VL; verdade - pred. do sujeito; 
que estamos morrendo todos os dias - or.sub.subst.subjetiva 
2. Não é preciso - or.principal; não -adj.adv.de negação; é- VL; preciso -pred. do 
sujeito; 
dramatizar - or.sub.subst.subjetiva, reduz. de infinitivo 
3. Acontece - or.principal; acontece - VI; 
que ele rejeitará o plano - or .sub.subst.subjetiva 
4. Conta-se - or.principal; conta-se - verbo na voz passiva pronominal; 
que muitas cidades foram dizimadas - or.sub.subst.subjetiva 
S. É bom - or.principal; é - VL; bom - pred. do sujeito; 
passar uma tarde em Itapol - or.sub.subst.subjetiva reduz.de inímitivo 
6. Estava decidido - or.principal; estava decidido - voz passiva anal.; 
que ele não seria indicado - or .sub.subst.subjeti"va 
7. Não seria dificil - or.principal; não - adj.adv .de negação; seria - VL; dificil - pred. 
do sujeito; . 
cumprir esse mandamento - or .sub.subst.subjetiva reduz. de inímitivo 
8. é Mestre Ronião - or .principal; é - VL; Mestre Romão - pred. do sujeito; Quem rege 
a missa - or.sub.subst.subjetiva, justaposta 
129 
PÁG. 76- OBJETIVA DIRETA 
1. Eu acho - or.principal / eu - sujeito determinado simples; acho - VTD; 
que o meu samba é uma corrente - or.sub.subst.obj.direta 
2. Senti - or.principal / (eu) sujeito implícito; senti - VTD; 
que meus olhos escureciam - or.sub.subst.obj.direta 
3. Diziam - or,principal / sujeito indeterminado; diziam - VTD; 
que ele era mais velho - or.sub.subst.obj.direta 
4. Informe-lhe - or.principal / (você) - sujeito implícito; informe - VTDI; 
lhe - OI; quem chegou atrasado - or.sub.subst.obj.direta, justaposta 
S. Garanto - or.principal / (eu) - sujeito implícito; garanto - VTD; 
que uma flor nasceu - or.sub.subst.obj.direta 
6. Não vi - ar.principal/ (eu) - sujeito implícito; não - adj.adv.de negação; 
vi-VTD; 
a escola d~filar - or.sub.subst.obj.direta, reduzida de infinitivo 
7. Não sei - or.principal / (eu) - sujeito implícito; não - adj.adv.de negação; 
sei-VTD; · 
se estou sofrendo --, or .sub.subst.obj .direta 
8. Eu lhe contei - or.principal / eu - sujeito determinado simples; contei - VTDI; 
~-00 . 
como eu sou - or.Sub.subsLobj.direta, justaposta 
9. Vi - or.principal / (eu) sujeito implícito; vi - VTD; 
o telefonar para o distrito - or.sub,subst.obj.direta, reduzida de infinitivo 
PÁG. 78- OBJETIVA INDIRETA 
1. Lembre-se - or.principal / (você) sujeito implícito; lembre-se - VTI; 
de que a vida é um teatro - or.sub.subst.obj.indireta · 
2. O beato prometia o reino dos céus - or .principal / o beato - sujeito determinado sim­
ples: prometia - VTDI; 
o reino dos céus - ÓD; 
a quem o seguisse - or.sub.subst.obj.indireta justaposta 
3. Mas eu desisto - or.principal / mas - conjunção coordenativa adversativa; eu - su­
jeito determinado simples; desisto - VTI; 
de fazer agora uma sátira contra o vil metal - or .sub.subst.obj .indireta, reduzida de in­
finitivo 
4. Eu gostava - or.principal / eu - sujeito determinado simples;. gostava - VTI; 
de visitar a oca do· feiticeiro de nossa tribo- or.sub.subst.obj.indireta, reduzida de infi­
nitivo 
S. Todos se esqueceram rapidamente - or. principal / Todos - sujeito determinado ~im: 
pies; se esquéceram- VTI; rapidamente_.: adj.adv.de modo; 
de que era ele o benfeitor - or.sub.subst.obj.indireta 
6. Ninguém duvida - ar.principal /Ninguém - sujeito determinado simples; 
duvida - VTI; • 
de que há estranhos poderes na terra - or.sub.subst.obj.indireta 
7. Ofereciamos a nossa amizade - or.principal / (nós) - sujeito implicito; 
ofereciamos - VTDI; a nossa amizade - 0D; · 
a quem pudesse favorecer-nos - or.sub.subst.obj.indireta 
130 
8. Contentou-se - or.principal / (ele) - sujeito
0
iinplicito; contentou-se - VTI; 
em·ve-la a distância - or.sub.subst.obj.indireta, reduzida de infinitivo 
PÁG. 79 - COMPLEDV A NOMINAL 
1. e a menina teve a ünpressão - or.principal; 
de que ele levava saudades - or.sub.subst.compl.nominal, completa o substantivo ün­
pressão 
2. " ... mas também já se fabricam correntemente computadores análogos, de nível muito 
superior, capazes - or. principal; 
de simular grande número de situações - or.sub.subst. compleiiva nominal, reduzida 
de infinitivo, completa o adjetivo capazes 
3. Guardava lembranças - or.principal; 
de quantos o ajudaram no infortúnio - or .sub.subst.compl.nominal, justaposta, com­
pleta o substantivo lembranças 
4. Cada dia mais se espalhava a certeza - or.principal; 
de que ele tinha ouro - or.sub.subst.compl.nominal, completa o substantivo certeza 
S. Meu pai não teve ãnüno - or.principal; 
de recusar-me o pedido - or.sub.subst.compl.nominal, reduzida de infinitivo, comple-· 
ta o substantivo ãnüno 
6. eu tinha medo - or.principal; 
de que .você me esquecesse - or .sub.subst.compl.nominal, completa o subst.medo 
7. Era favorável - or.principal; 
a que mudassem todo o regiinento interno - or.sub.subst.compl.nominal, completa o 
adjetivo favorável 
8. Vimos o seu interesse - or.principal; 
em comprar a velha casa - or.sub.subst.compl.nominal, reduz.de inf"mitivo, co~pleur 
o substantivo interesse 
PÁG. 80- PREDICATIVA E SUBJETIVA 
1. O certo é - or.prilicipal; 
que a cartomante adivinhara tudo - or.sub.subst.predicativa 
2. O importante é - or.principal; 
proporcionar à criança a ampliação de seu espaço - or.sub.subst.predicativa, reduz. de 
infinitivo 
3. O meu fim evidente era - or.principal; 
atar as duas pontas da vida - predicativa, reduz. de infinitivo 
4. É preciso - or.principal; 
que eu·sinta alguma coisa - or.sub.subst.subjetiva 
S. O mais impressionante é - or.principal; 
que todas essas conquistas são apenas as primeiras fases de uma ciência em seus balbu-
cios - or.sub.subst.predicativa · 
6. A prova é - or.principal; 
que agora ela estava tranqüila e satisfeita - or.sub.subst.predicativa 
7. Seria melhor - or.principal; 
que não me vissem mais viva - or.sub.subst.subjetiva 
8. Ficou provado - or.principal; 
que ele nada sabia - or.sub.subst.subjetiva 
131 
PÁGS. 81 A 83 - ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSrANTIV A 
- EXERciCIO GERAL 
1. que o leitor me não creia - subjetiva 
2. que a agulha não disse nada - subjetiva 
3. que lhe queria muito - objetiva direta 
4. como se comporta - objetiva direta, justaposta 
S. que amor estranho era aquele - subjetiva 
6. de que pudesse atender-me - objetiva indireta 
7. de lhe atirar uma flor - objetiva indireta, reduzida 
8. de que estou cercado de inimigos - completiva nominal 
9. a quantQs lhe pagassem - completiva nominal, justaposta 
10. que era coxa - predicativa 
11. Quem sabe de mim - subjetiva, justaposta 
12. fundar o jornal - subjetiva, reduzida 
13. caminhar com o velho amigo pela trilha secreta - apositiva, reduzida 
14. o passar apressado - objetiva direta, reduzida 
IS. em quem não crê - objetiva indireta, justaposta 
16. de devolver o achado à_praia - completiva nominal, reduzida 
17. que nunca mais voltaria ao rancho - apositiva 
18. quem resolve tudo - predicativa, justaposta 
19. ser livre - predicativa, reduzida 
20. que o menino é pai do homem - objetiva direta 
· 21. que a vida das coisa ficara estúpida diante do homem - subjetiva 
22. oferecia-lhe a paz - apositiva 
23. ter amanhecido - subjetiva, reduzida 
24. e 
25. d 
26. c 
27. e 
28. objetiva indireta 
29. completiva nominal 
30. completiva nominal 
31. objetiva indireta 
32. completiva nominal 
33; objetiva indireta 
34. Não era preciso que me vigiasse. 
35. Era necessário desvendarem-se as circunstâncias de seu nascimento. 
36. Sentiu doer-lhe um pouco a perna. 
37. O rubor das faces denunciava e;, receio de que fosse reconhecida. 
38. O mais triste foi desistir da Companhia. 
39. Não percebi o tempo passar. 
40. O rapaz lembrou-se de mandar-lhe a carta naquela manhã. 
41. Aquele projeto, que deixaria a pequenina cidade natal, não seria revelado a ninguém. 
PÁGS. UE 89-ADJETIVA - EXERciCIO GERAL 
1. que me esquentava a vida inteira - adj.restritiva; que - sujeito 
2. morando sempre em meu coração - adj.restritiva reduzida de gerúndio 
3. onde brincávamos·juntas - adj.restritiva; onde - adj.adv. de lugar 
132 
4. que ninguém ouve - adj.restritiva; que - objeto direto 
5. quanto posso fazer por ele - adj.restritiva; quanto - objeto direto 
6. em que eu estava hospedado - adj.restritiva; que - adj.adv. de lugar 
7. que fui loura e lirica - adj.explicativa; que - sujeito 
8. dos quais guardas lembranças - adj.restritiva; dos quais - completiva nominal 
9. cuja barba negra contrastava com a palidez esverdinhada do rosto - adj .restritiva; 
cuja - adj.adnominal de barba 
10. que sou - adj.restritiva; que - predicativo do sujeito 
11. levadas pelo vento - or.sub.adj.restritiva reduzida de particípio 
12. das quais te arrependes - adj.restritiva; quais - objeto indireto 
13. chorando - adj.restritiva reduzida de gerúndio 
14. que se não dizem - adj.restritiva; que - sujeito 
15. a pedir dinheiro - adj.restritiva reduz. de infinitivo 
16. Afeiçoada à gente lusitana - adj.explicativa reduz. de particípio 
17. que era a paixão dele - adj.explicativa; que - sujeito 
18. que vinha atrás - adj.explicativa; que - sujeito 
19. onde entraria em contato com um tal Libetato - explicativa; onde - adj.adv.lugar; 
que lhe cederia as armas - explicativa; que - sujeito; com as quais trabalhariam -
restritiva; as quais - adj.adv. de instrumento 
20. rolando - adj. restritiva, reduzida de gerúndio 
21. de quem pretendia ser sincero - restritiva justaposta 
22. Aí se alguém· segura o leme / Dessa nave incandescente / Incendiando a minha vida. 
23. Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo que volteava no ar. 
24. E a fonte que canta, desfaz o silêncio da tarde. 
25. · Mas e a mãquina de retrato que fora dada sem eu pedir? 
26. Até meu pai trabalhando com ele passava os dias sem vê-lo. 
PÁG. 90 - DISTINÇÃO ENTRE A ADJETIVA E A COMPLETIVA NOMINAL 
1. oração sub.adj.restritiva 
·2. oração sub.subst.completiva nominal 
3. oração sub.adj.restritiva 
4. oração sub.subst.completiva nominal 
PÁG. 92 - PÁGS. 92 A 95 - RELAOONAMENTO DAS ORAÇÕFS ADVERBIAIS: 
CAUSAIS 
1. Não dera uma resposta porque não vira o bilhete. 
2. Não aceitarei o convite porque tenho um compromisso urgente. 
PÁG. 92 - COMPARATIVAS 
1. A orquestra das matas é mais feliz que a orquestra dos homens. 
2. Atuamos na vida~-atuam no circo. 
PÁG. 93 - CONCFSSIV AS 
1. Não o perdoarei, ainda que ele o peça. 
2. Por mais que chova, a terra não se tomará fértil. 
PÁG. 93 - CONDIOONAIS 
1. Aceitarei a oferta desde que você me faça uma promessa. 
2. Se não recebermos noticias, viajaremos ao amanhecer. 
133 
PÁG. 93-CONFORMATIVAS 
1. A barragem foi aberta conforme nos instruíram. 
2. Ele partiu ao amanhecer,~ você previra. 
PÁG. 94 - CONSECUTIVAS 
1. As ondas eram tão fortes que os barcos viraram. 
2. A cidade estava silenciosa:Te modo que senti paz no coração. 
PÁG. 94 - FINAIS 
1. Os soldados não dormiam para que o inimigo não os surpreendesse. 
2. Todos começaram a trabalhar mais cedo a fim de que o projeto acabasse logo. 
PÁG. 95 - PROPORCIONAIS 
1. ·Entristecia-me, à medida que a. noite chegava. 
2. Quanto mais a tempestade aumentava, mais sentíamos medo. 
PÁG. 95 - TEMPORAIS 
1. Quando as bandeiras começaram a acenar, o navio ainda estavadistante. 
2. Escreva-me, sempre que vqcê sentir saudades. 
PÁGS. 98 A 100 - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS DESENVOLVIDAS 
- EXERciCIO GERAL 
1. se não houvesse silêncio ..:.... condicional 
2. quando fervia - temporal 
3. quanto mais me vejo rodeado - proporcional 
4. enquanto ela comia o ouro com seus olhos negros - temporal 
5. embora perdesse os carinhos maternais - concessiva 
6. como crescem as magnólias e os gatos - comparativa 
7. que na roça - comparativa 
8. por mais horrendo que fosse o espetáculo - concessiva 
9. como era muito seco de maneiras - causal 
10. como você vê - confonnativa 
11. revoltosos que fossem algum dia - concessiva 
12. porque não me vira - causal 
13. que ela finalmente sorriu - consecutiva 
14. desde que vira uma onça na encosta - temporal 
15. desde que o feitor o permita - condicional 
16. como tratei o latim - comparativa 
17. sem que eu os veja - condicional 
18. do que costumava - comparativa 
19. Logo que apareceu na chácara - temporal 
20. Desde que não queres dar-me· ouvidos - causal 
21. Por mais que ele olhasse pela vida dentro - concessiva 
22. por ínfimo que seja - concessiva 
23. Antes que fosse tarde - temporal 
24. dado que Flora viesse a mudar de opinião - condicional 
25. desde que ela enviuvou - temporal 
26. se queres - condicional 
134 
27. como queres - conformativa 
28. porque eu a sacudisse de novo - causal 
29. Quando as duas moças apareciam - temporal 
30. porque não havia luz - causal 
31. segundo lhe parecia acertado - conformativa 
32. Se eu destruir o meu exemplar - condicional 
33. por muito mais tarde que chegasse a casa - concessiva 
34. que era um deus-nos-acuda - consecutiva 
35. Se lá do céu não vem celeste aviso - condicional 
36. Para que estes meus versos vossos sejam - final 
37. que ele recuou amedrontado - consecutiva 
38. Honrado que era - causal 
39. do que esperava - comparativa 
40. Salvo se ela bulisse com meus negócios particulares - condicional 
41. que descesse - final 
42. Mal iniciara o seu discu,rso - temporal 
43. Encerradas que foram as conferências - temporal 
44. que, por alguns dias, mal saia do quarto - consecutiva 
45. perito que era em assaltos - causal 
46. para que a voz não os traísse - adv. final 
47. que explodiu no peito - adv. consecutiva 
48. conforme a cigana previra - adv. conformativa 
49. ainda que enterrassem na lama todas as sementes - concessiva 
50. À medida que as suspeitas sobre as intenções do inocente Meyer iam tomando vulto 
exagerado - proporcional 
PÁGS. 100 E 101 - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS REDUZIDAS 
- EXERCÍCIO GERAL 
1. quando se calava, em se calando - temporal, reduz. de gerúndio 
2. como ele era ambicioso, sendo ele ambicioso - causal, reduz. de gerúndio 
3. quando ouvi esta última palavra, ao ouvir esta última palavra - temporal, reduz. de 
infinitivo · 
4. Assim que deu a hora, dada a hora - temporal, reduz. de particípio 
5. Depois que dissemos os últimos adeuses, ditos os últimos adeuses - temporal, reduz. 
de particípio 
6. para que me servisse o doce, para me servir o doce - final, reduz. de infinitivo 
7. sem que me falasse, sem falar-me - condicional, reduz. de infinitivo 
8. que arrepiava, de arrepiar - consecutiva, reduz. de infmitivo 
9. Porque havia passado o dia inteiro ao sol, por haver passado o dia inteiro ao sol -
causal, reduz. de infinitivo 
10. para que ateste, para atest11r - final, reduz. de infinitivo 
11. Se faltar lenha para o fogo; Faltando lenha para o fogo -:- condicional, reduz. de ge­
rúndio 
12. Porque me ocupara com esses empreendimentos; Ocupado com esses empreendimen­
tos - causal, reduz. de particípio 
13. ainda que esteja em calma, em calma estando - concessiva, reduz. de gerúndio 
14. a fim de que cumprimentasse D. Tonica, a fim de cumprimentar D. Tonica- final, re­
duz. de infinitivo 
135 
15. porque lhe faltam alguns poemas, por lhe faltarem alguns poemas - causal, reduz. de 
infinitivo 
16. como eu era d~putado, sendo eu deputado - causal, reduz. de gerúndio 
17. Quando caiu o sol; Caindo o sol - temporal, reduz. de gerúndio 
18. para que não visse nada, para não ver nada - final, reduzida de infinitivo 
19. mesmo que seja juiz de paz, mesmo sendo juiz de paz - concessiva, reduz; de gerúndio 
20. Se permitir tal abuso; A permitir tal abuso - condicional, reduz. de infinitivo 
21. para que eu fizesse, a fazer - final, reduz. de infinitivo 
22. Como não tinha conseguido unanimidade entre os presente; Não tendo conseguido 
unanimidade entre os presentes - causal, reduz. de gerúndio 
PÁG. 102 - ORAÇÕES COORDENADAS 
1. Ouviu-se o som dos tamborins, e os primeiros passistas surgiram. 
2. Quero retratar-me, mas não consigo encontrá-los. 
3. O sol deitou-se no horizonte, e as primeiras estrelas iluminam o céu. 
4. Decida agora ou perderá a oportunidade. 
5. Ora a nuvem escondia a lua, ora a lua escondia a nuvem. 
6. Sonhe. sempre, que os sonhos podem tornar-se realidade. 
7. Há neblina ·na estrada; logo, deves ter cuidado. 
8. Não saia sem o agasalho, pois há umidade no ar. 
9. O jogador prometeu um gol à torcida, mas não conseguiu marcá-lo. 
10. O rádio emitiu sinais; logo, alguém deve estar perdido no mar. 
PÁG~. 103 E 104 - CLASSIFICAÇÃO DAS COORDENADAS 
1. coordenadas assindéticas 
2. Senão estaria me obedecendo - adversativa 
3. coordenadas assindéticas 
4. mas não orou - adversativa 
5. nem .sou triste -, aditiva 
6. que mamãe está doente - explicativa 
7. ou ficas sem coisa nenhuma - alternativa 
8. procurando agarrar alguma coisa (e procurei agarrar) - aditiva reduz. de gerúndio 
9. mas leio pouco - adversativa 
10. e um longo gemido quebrou a mudez das coisas - aditiva 
11. temos, porém, o céu, o grande céu - adversativa 
12. saindo a seguir (e saiu) - aditiva reduz. de gerúndio 
13. quero, pois, ajudá-lo agora.:... conclusiva 
14. então, não fale mais nada - conclusiva 
15. mas não pôde atender a dois chamados - coordenada sindética adversativa; pois oco-
ração e as pernas não ajudavam - coord. sind. explicativa 
16. ora media-o com passo lento em muitas direções ... - coordenada sindética alternativa 
PÁG. 105 - COORDENADAS EXPLICATIVAS E SUB8RDINADAS 
ADVERBIAIS CAUSAIS 
1. sub. adv. causal 4. sub. adv. causal 
2. sub. adv. causal 5. coord. explicativa 
3. coord. explicativa 
136 
PÁGS. 107 A 136 - EXERCÍOO FINAL 
1. Você esqueceu-se - or. principal/ que inventou o pecado - or. sub. adj. restritiva/ de 
inventar o perdão - or. sub. subst. objetiva indireta 
2. Cada voz não diz tudo - or. principal/ que canta o amor - or. sub. adj. restritiva/ 
que quer dizer - or. sub. adj. restritiva 
3. chamado o primeiro par-or. sub. adv. temporal, reduz. de particípio/ rapaz e moça 
aproximam-se um tanto estúpidos - or. principal/ como acontece nessas ocasiões -
or. sub. adv. conformativa/ e sentam-se - or. coord. sind. aditiva 
4. Meu ideal seria - or. principal/ escrever uma história tão engraçada - or. sub. subst. 
predicativa, reduzida de infinitivo e oração principal/ que aquela moça risse - or. sub. 
adv. consecµtiva e or. principal/ que está doente naquela casa cinzenta- or. sub. adj. 
restritiva/ quando lesse minha história no jornal - or. sub. adv. temporal/_ risse tanto 
- or. coord. assindética e or. principal/ que chegasse a chorar - or. sub. adv. conse­
cutiva/ e dissesse - or. coord. sind. aditiva/ '' Ai meu Deus, que história mais engraça­
da!" - or. sub. subst. objetiva direta 
S. Nosso plano-era - or. principal/ descobrir um abrigo para a chuva; aguardar o ama­
nhecer e rumar diretamente para Santos - or. sub. subst. predicativas, coordenadas 
entre si, sendo que a última também é or. principal/ onde ia ter nossa unídade - or. 
sub. adj. explicativa 
6. Ergui-me - or. coord. assindética inicial/ guardei o livro - or. coord. assindética/ e 
fui para a mesa - or. coord. sindética aditiva e or. principal/ onde ficara a xicara -
or. sub. adj. restritiva 
7. O fogo vai aos poucos morrendo - or. principal/ detido em pontos, aq\li, ali - or. 
sub. adj. explicativa, reduz. de particípio/a consumir._com mais lentidão algum estor­
vo - or. sub. adj. explicativa, reduzidade infinitivo/ até se extinguir de todo - or. 
sub. adv. temporal, reduz. de inf"mitivo/ deixando como sinal da avassaladora passa­
gem o alvacento lençol - or. coord. aditiva, reduz. de gerúndio e or. principal/. que lhe 
foi seguindo os velozes passos - or. sub. adj. explicativa 
8. Mais vale um pássaro na mão - or. principal/ que dois - or. sub. adv. comparativa e 
or. principal/ voando - or. sub. adjetiva restritiva, reduzida de gerúndio 
9. Tão freqüentes e teimosos eram os casos de sezões ou maleitas - or. principal/ que a 
porção de sulfato de quinina estava toda esgotada - or. sub. adv. consecutiva e or. 
principal/ que trouxera em suas canastras - or. sub. adj. restritiva 
10. A renegociação da divida externa brasileira com o comitê de assessoramento dos ban­
cos credores estrangeiros atravessa um momento extremamente difícil - or. coord. as­
sindética inicial/ pois será necessário - or. coord. sindética explicativa e or. principal/ 
chegar rapidamente a um acordo sobre as questões de curto prazo - or. sub. subst. 
subjetiva, reduz. de inf"mitivo e or. principal/ para que as autoridades monetárias nor­
te-americanas não decretem o rebaixamento de categoria dos créditos concedidos ao 
Brasil - or. sub, adv. final 
11. As crianças sentiam-se instintivamente atraídas para a companhia do velho - or. prin­
cipal/ em cujas narrações pitorescas e vivamente coloridas achavam um encanto irre­
sistível - or. sub. adj. explicativa 
137 
PÁG. 108 - QUESTÕF.S DE VESTIBULARES 
1. c 
2. a 
3. c 
4. e· 
5. a 
6. a 
7. c 
8. b 
9. e 
10. b 
li. b 
12. b 
13. e 
14: e 
IS . c 
138 
16. a 
17. d 
18. c 
19. b 
20. e 
21. a 
22. d 
23. e 
24. d 
25. b 
26. porque impõem a escravidão. 
27. mas juro-te - or. coord. sindética adversativa 
que muito menor - or. sub, subst. objetiva direta 
que .a primeira - or. sub. adv. comparativa 
BIBLIOGRAFIA 
CONSULTA TEÓRICA 
ALMEIDA, José de. Problemas da llngua. 2. ed. São Paulo, Nacional, 1985. 
ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática metódica da língua portuguesa. 
33. ed. São Paulo, Saraiva, 1985. 
BECHâ.RA, Evanildo. Lições de Português pela análise sintática. 13. ed. Rio de 
Janeiro, Padrão, 1985. 
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da llngua portuguesa. 
27. ed. São Paulo, Nacional, 1985. 
CORREA, G. Guimarães. Através de OS LUSÍADAS. Rio de Janeiro, Francisco 
Alves, 1957. 
COSTA, Fernando dos Santos; ARRAIS, Telmo Correia. Português através de 
exercfcios. 2. ed. São Paulo, Ática, 1975. 
CUNHA, Celso Ferreira da. Gramática da lfngua portuguesa. 5. ed. Rio de Janei­
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GARCIA, Othon M. ComunicaçDo em prosa moderna. 12. ed. Rio de Janeiro, 
Getúlio Vargas, 1985. 
GOES, Prof. Carlos. Método de análise. 26. ed. Rio de Janeiro, Francisco Alves. 
KURY, Adriano da Gama. Lições de análise sintática. 1. ed. São. Paulo, Lisa, 1973. 
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neiro, Tecnoprint. 
MAIA, J. D. Gramática teórica e exercfcios. São Paulo, Ática, 1982. 
MARTINS, José Perea. As 27 Junções da palavra que. Rio de Janeiro, Tecnoprint. 
OLÍVIA, Madre. Termos da oraçDo. 8. ed. Petrópolis, Vozes, 1982. 
____ . Relacionamento entre orações. 7. ed. Petrópolis, Vozes, 1981. 
____ . Treinamento em análise sem0ntica. 5. ed. Petrópolis, Vozes, 1984. 
ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. 
22. ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1982. 
SANTOS, Gelson Clemente dos. Métodos de análise sintática. 1. ed. Rio de Ja­
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SANTOS, Volnir; MOTTA, Adir de Souza. Português contempor0neo. 2. ed. 
Porto Alegre, Sagra, 1982. 
SP ALDING, Tassilo Orpheu. Guia prático de análise sintática. São Paulo, Cul­
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DICIONÁRIOS 
AULETE, Caldas. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa. 5. ed. Rio 
de Janeiro, Delta, 1970. 
FERNANDES, Francisco. Dicionário de verbos e regimes. 4. ed. Porto Alegre, 
Globo, 1974. 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da língua portugue­
sa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira. 
EXEMPLIFICAÇÃO 
140 
Autores da literatura brasileira e portuguesa 
Adélia Prado 
Adolfo Caminha 
Alberto · de Oliveira 
Alêxandre Herculano 
Anibal Machado 
Bernardo Guimarães 
Camões 
Carlos Drununond de Andrade 
Carlos Eduardo Novaes 
Castro Alves 
Cecília Meir~les 
Chico Anísio 
Clarice Lispector 
Cláudio Manuel da Costa 
Cyro dos Anjos 
Darcy Azambuja 
Doe Comparato 
Érico Veríssimo 
Fernando Sabino 
Ferreira Gullar 
Francisco Karan 
Francisco Rodrigues Lobo 
Gonçalves Dias 
Graciliano Ramos 
lgnácio de Loyola Brandão 
João Clímaco Bezerra 
João Felício dos Santos 
João Guimarães Rosa 
José Geraldo Vieira 
José J. Veiga 
José Lins do Rego 
Josué Montello 
Júlio Diniz 
Lygia Fagundes Telles 
Machado de Assis 
Manuel Bandeira 
Monteiro Lobato 
Orígenes Lessa 
Paulo Mendes Campos 
Rachel de Queiroz 
Raimundo Correa 
Rubem Braga 
Tomás Antônio Gonzaga 
Tristão de Athaíde 
Visconde de Taunay 
Autores da MPB 
Ary Barroso 
Caetano Veloso 
Chico Buarque 
Claudio Nucci, Paulinho Tapajós, Mu 
Édson Alencar, Hélio Matheus 
Flávio Venturini, Vermelho, Márcio Borges 
Gilberto Gil 
Guilherme Arantes, Jon Lucien 
Ivan Lins, Victor Martins 
João Donato, Baby Consuelo 
João de Aquino, Paulo César Pinheiro 
Kleiton Ramil 
Lulu Santos 
Mauro Mota, Eduardo Ribeiro 
Milton Nascimento, Fernando Brandt 
MoacirFranco 
Moraes Moreira, Abel Silva 
141 
142 
Oswaldo Montenegro 
Reginaldo Rossi 
Roberto e Erasmo Carlos 
Ruy Guerra 
Sérgio Bittencourt 
Toquinho, Vinicius de Moraes 
Zé Ramalho 
Jornais 
O Estado de S. Paulo 
O Globo 
Jornal do Brasil 
Outras fontes 
John Lennon 
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Fone: PABX (11) 3613-3000 - Sào Pauloqualquer verbo pode ser tudo: 
"Manuela está triste." (Anibal Machado) 
O verbo estar indica estado transitório: é verbo de ligação. 
Manuela está em São Paulo. 
O verbo estar não indica estado, indica o processo de situar-se em al­
gum lugar: é verbo intransitivo. 
Classifique, quanto à predicação, os verbos das orações de 1 a 12: 
1. "A dissonância será bela." (Flávio Venturini, Vermelho, Márcio Borges) 
2. "Eu vejo um novo começo de era." (Lulu Santos) 
3. "Hoje o tempo voa, amor." (Lulu Santos) 
4. A noite oferece todos os sonhos aos jovens. 
5. A natureza estava tão triste. 
13 
6. "O bicho estava perto." (Orígenes Lessa) 
1. "O tempo trouxe a sua ação benéfica ao meu coração." (Machado de Assis) 
8. "... pensei no seminário ... " (Machado de Assis) 
9. "Ouvimos passos no corredor; ... " (Macbado de Assis) 
10. Todos viviam muito cansados naquela época. 
11. "Vivo à margem- da vida." (Ary Barroso) 
12. "Mandei recado a sua mãe agora mesmo,_ ... " (Machado de Assis) 
13. Em: "Vasabarros era feio a qualquer hora." (José J. Veiga) temos: 
a) verbo intransitivo; d) verbo transitivo direto; 
b) verbo transitivo indireto; e) verbo transitivo direto e indireto. 
c) verbo de ligação; 
14. "Hoje não colho mais as flores de maio ... " 
(Clãudio Nucci, Paulinho Tapajós, Mu) 
Quanto à predicação, o verbo acima sublinhado recebe a mesma classificação de: 
a) O magistrado não resistiria ao seu apelo. 
b) Os fiéis atiravam suas oferendas· ao mar. 
c) O céu vive nublado. 
d) Todos viveriam na casa grande. 
e) "Os automóveis ouvem a notícia ... " (Zé Ramalho) 
15. A classificação do verbo estã incorreta em: 
a) "Broto tem que usar monoquini ... " (Roberto Carlos, Erasmo Carlos) 
- verbo transitivo direto; 
b) Dedicara toda a sua vida aos irmãos. - verbo transitivo direto e indireto; 
c) "O dia estava esplêndido." (Machado de Assis) - verbo de ligação; 
d) "Rubião precisava de um pedaço de corda ... " (Machado de Assis) -
verbo transitivo indireto; 
e) "E partiu a comitiva." (Machado de Assis) - verbo transitivo direto. 
16. (VUNESP-SP) "( ... ) e o largo do jardim estava deserto na noite fria." 
"( ... ) não encontro nada." 
"( ... ) não pensei mais nem nela nem no altar,( ... )" 
"( ... ) vagou petas ruas e becos ( ... )" 
Classifique, quanto à predicação, os verbos dos fragmentos acima. 
17. (U.F.UBERL.-MG) Todos os períodos abaixo apresentam verbo transitivo 
direto e indireto ao mesino tempo, exceto em: 
14 
a) "Fernando opôs à pretensão da noiva a razão de estado." 
b) " ... essa palavra proferida, sem intenção pelo velho, inflingiu-lhe a mais 
acerba das humilhações." 
c) "Deus a destinara à opulência." 
d) "Vou confiar-lhe meu segredo, um segredo que a ninguém neste mundo 
foi revelado, e que só Deus sabe." 
e) "Estas últimas palavras, a moça proferiu-as com uma indefinível expres­
são." 
18. Ocorre verbo de ligação em:· 
a) Acabei de chegar. 
b) "O sonho acabou." (John Lennon) 
c) Todos acabaram exaustos. 
d) Acabe com isso! 
e) Já acabamos todo o serviço. 
19. Classifique, quanto à predicação, as ocorrências do verbo passar nas seguin­
tes orações: 
"O primeiro amor passou." (Carlos Drummond de Andrade) 
Severino passou a chefe do bando. 
O pároco passou a noticia aos fiéis. 
Os mais jovens passaram os mais velhos. 
15 
-A ORAÇAO 
E SEUS COMPONENTES 
(Os termos da oração) 
- Termos Essenciais 
- Termos Integrantes 
- Termos Acessórios 
- Termo Independente 
TERMOS ESSENCIAIS 
São aqueles que compõem a estrutura básica da oração. Dividem-se 
em Sujeito e Predicado. 
SUJEITO 
i6 
O sujeito pode ser: 
- o .elemento sobre o qual se declara alguma coisa; 
- o elemento que pratica ou recebe a ação expressa pelo verbo; 
- o termo com -o qual o verbo concorda; 
- o termo que pode ser substituído por um pronome do caso reto 
(eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas). 
"O povo pediu uma providência ao prefeito. " 
(lgnácio de Loyola Brandão) 
No exemplo acima o povo é: 
- o elemento sobre o qual se declarou algo (pediu uma providência 
ao prefeito); 
- o elemento que pratica a ação de pedir; 
- o termo com o qual o verbo concorda; o verbo pedir está flexiona-
do na 3!1 pessoa do singular; 
- o termo que pode ser substituído por um pronome do caso 
reto: 
O povo pediu uma providência ao prefeito . 
• ELE pediu uma providência ao Prefeito. 
----MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO----. 
Para determinar o sujeito da oração, colocam-se as expressões in­
terrogativas QUEM? ou O QUÊ? antes do verbo. 
QUEM pediu uma providência ao prefeito? 
O povo. 
"O pêndulo iria de um lado para o outro, ... " 
(Machado de Assis 
O QUÊ iria de um lado para o outro? 
O pêndulo. 
NÚCLEO DO SUJEITO 
Núcleo indica a palavra que realmente está exercendo uma determi­
nada função sintática. Em se tratando de sujeito, o núcleo apresentará 
substantivo, ou palavra com valor de substantivo, ou pronome: 
núcleo 
"Os meus !acordes! vão terminar ... " 
sujeito (Flávio Venturini, Vermelho, Márcio Borges) 
SUJEITO AGENTE E SUJEITO .PACIENTE 
Em: 
"O povo pediu uma providência ao prefeito. " 
(lgnácio de Loyola Brandão) 
o sujeito povo pratica a ação expressa pelo verbo, por isso denomjna-se 
sujeito agente. 
Em: 
Uma providência foi pedida ao prefeito pelo povo. 
o sujeito providência não pratica a ação, não é o centro irradiador do 
processo dinâmico; é o receptor. Por isso, denomina-se sujeito paciente. 
17 
Quando ocorre sujeito paciente, o verbo apresenta-se:. 
• na voz passiva analitica - construída com os verbos auxiliares ser, es- · 
tar, ficar, ir, vir, e verbos transitivos diretos ou verbos transitivos dire­
tos e indiretos como verbo principal: 
verbo verbo 
,---.,...,.,,--,,-;auxiliar principal 
Uma!providência! foi pedida ao prefeito pelo povo. 
sujeito paciente 
Além do auxiliar formador da voz passiva, pode ocorrer um verbo 
auxiliar dos tempos compostos ou locuções verbais: 
verbo 
auxiliar 
Uma providência deve ser pedida ao prefeito. 
• na voz passiva sintética·- o verbo transitivo direto ou verbo transitivo 
direto e indireto flexionado na 3 ~ pessoa, acompanhado do pronome 
apassivador se: ~-------Pediu-se uma jprovidêncial ao prefeito. 
sujeito paciente 
equivale a: 
Uma providência foi pedida ao prefeito. 
Se houver um verbo auxiliar na voz passiva sintética, ele aparecerá 
flexionado na 3~ pessoa, concordando com o sujeito paciente: 
--------.-'-· --~ Deve-se pedir umajprovidêncialao prefeito. 
sujeito paciente 
equivale a: 
Uma. providência deve ser pedida ao prefeito. 
18 
.,. Agora: · 
- aponte o sujeito da oração, procurando identificar o termo com o 
qual o verbo concorda; 
- substitua-o, quando possível, por um pronome do caso reto; 
- indique se o sujeito é agente ou paciente. 
1. "João da Mata parou à beira da calçada ... " (Adolfo Caminha) 
2. "Os encantos da gentil cantora eram ainda realçados pela singeleza ... " 
(Bernardo Guimarães) 
3. "O clarão do sol poente por tal sorte abraseava as vidraças ... " 
(Bernardo Guimarães) 
4. "A baronesa a ninguém participou, além de Jorge, a sua partida para 
Lisboa." (Júlio Diniz) 
5. As folhas e as flores eram levadas pela correnteza do rio. 
6. "Pensava ele uma noite no seu leito." (Júlio Diniz) 
CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO 
Nem sempre o sujeito pode ser identificado na estrutura da oração. 
Por isso, classifica-se em: determinado, indeterminado e inexistente. 
• sujeito determinado - é facilmente apontado; divide-se em: 
a) simples - apresenta um único núcleo: 
núcleo 
"A ~ médica confabulava em torno do leito." 
(Doe Comparato) 
QUEM confabulava em torno do leito? A equipe médica, cujo núcleo 
equipe é único. 
Logo, há sujeito determinado simples: equipe. 
b) composto - apresenta dois ou mais núcleos: 
núcleo núcleo núcleo 
"!Fabiano! , Sinha W@nãl e os !meninos! iam à festa de Natal na cidade." 
(Graciliano Ramos) 
QUEM ia à festa de Natal na cidade? Fabiano, Sinha Vitória e os meni­
nos. Há três núcleos; logo, o sujeito é determinado composto. 
19 
e) implicito - tambêmchamado de eliptico, desinencial e, antigamen­
te de sujeito oculto. Identifica-se pela desinência número-pessoa do 
verbo: 
"Alguns anos vivi em Itabira ... " (Carlos Drummond de Andrade) 
QUEM viveu em ltabira alguns anos? Eu. 
O sujeito é indicado pela flexão verbal na 1 !' pessoa do singular - vivi. 
Logo, há· sujeito determinado implícito: eu. 
• sujeJto indeterminado - é aquele que existe, mas que não pode ser 
identificado. Quando o sujeito for indeterminado, Obrigatoriamente, 
a oração apresentará uma das seguintes ocorrências: 
- qualquer verbo flexionado na 3! pessoa do plural, sem o pronome 
pessoal do caso reto ou sem qualquer outro elemento que obrigue o 
verbo a essa flexão: 
'!Querem acabar comigo." (Roberto Carlos, Erasmo Carlos) 
QUEM quer acabar comigc;>? Não se consegue apontar. 
Quanto à estrutura, não há na oração o termo que obriga o verbo a fle­
xionar-se na 3!' pessoa do plural; 
Quanto à significação, sabe-se que existe alguém. a praticar o processo 
dinâmico expres~o pela locução verbal, mas não se conseg·ue identificar; 
Logo, ocorre oração com sujeito indeterminado. 
- verbos intransitivos, verbos transitivos indiretos ou verbos de liga., 
ção flexionados na 3! pessoa do singular e acompanhados da pala­
vra se, que vai funcionar como indiçe de indeterminação do sujeito: 
20 
la-se por este caminho diariamente .. 
QUEM ia por este caminho diariamente? Não se consegue apontar. 
O verbo ir é verbo intransitivo, está flexionado na 3!' pessoa do singular e 
acompanhado da ·palavra se; não há nenhum termo que obriga o verbo a 
essa flexão; 
Quanto à significação, sabe-se que existe alguém à desenvolver o proces­
so dinâmico expresso pelo verbo, mas não se consegue identifi.car. 
Logo, ocorre oração com sujeito indeterminado. 
Confia-se pouco no próximo. 
QUEM confia pouco no próximo? Não se consegue apontar. 
O verbo confiar é verbo transitivo indireto (quem confia, confia em ai-
guém ou em algo), está flexionado na 3!1 pesso~ do singular e acompanha­
do da.palavra se; não há nenhum termo com o qual o verbo esteja concor­
dando; 
Quanto à signifiêação, sabe-se que existe alguém a desenvolver o proces­
so dinâmico expresso pelo verbo, mas não se consegue identificar. 
Logo, ocorre sujeito indeterminado. 
Era-se mais feliz antigamente. 
QUEM era mais feliz antigamente? Não se consegue apontar. 
O verbo ser é verbo de ligação (indica estado), está flexionado na 3!1 pes­
soa do singular e acompanhado da palavra se, não há nenhum termo que 
obriga o verbo a essa flexão; 
Quanto à significação, sabe-se que alguém era mais feliz antigamente 
mas· não se consegue identificar. 
Logo, ocorre sujeito indeterminado. 
Nota: não há sujeito indeterminado com verbo transitivo direto flexio­
nado na 3~ pessoa do singular e acompanhado da palavra se, pois esse 
tipo de ocorrência apresenta sujeito determinado: 
Via-se uma luz na neblina. 
O QUE se via na neblina? 
Uma [iüz]. 
Além disso: 
- o verbo ver concorda com o termo luz; logo, luz é sujeito determinado 
simples; - -
- é um sujeito paciente, já que não pode desenvolver o processo expres­
so pelo verbo: a luz não pode ver, só pode ser vista. Assim, a palavra se 
é pronome apassivador. 
Via-se uma luz na neblina. 
equivale a: 
Uma luz era vista na neblina. 
O mesmo não ocorre em: 
Nilo se vê com a neblina. 
O QUE não se vê com a neblina? 
Não se consegue apontar. 
21 
Além disso: 
- o verbo ver não concorda com nenhum termo da oração: 
não é advérbio de negação, atua como adjunto adverbial; . 
com a neblina, caracterizada pela preposição fQ!!!, só poderá exercer 
funções sintáticas que permitam á regência dessa preposição (adjunto 
ou complemento); 
- se não há um termo com o qual o verbo concorda, a sua atuação é co­
mo intransitivo: é apenas a possibilidade de ver com a neblina; logo, a 
palavra se é índice de indeterminação do sujeito e o sujeito é indeter­
minado. 
• sujeito inexistente - ocorre em orações cujo processo expresso pelo 
verbo não pode ser desenvolvido ou recebido por nenhum sujeito. As­
sim, não haverá nenhum termo com o qual o verbo concorda e que 
possa ser substituído por um pronome do caso reto. Essas orações de-
nominam-se Orações sem Sujeito e apresentam: · 
- verbos que indicam fenômenos da natureza: 
Geia no extremo sul do Paraná. 
- verbo haver significando existir ou em indicações de tempo decorrido: 
it, . 
Havia muitos bois na rua_. 
Houve desentendimentos durante a reúniiio. 
Há tr~ semanas, encontrei-o na praia. 
Poderá haver protestos. 
- verbo fazer indicando tempo cronológico ou temperatura: 
Fez muito frio nesse alio. 
Faz cinco dias. 
Deve fazer quatro anos. 
- verbo ir indicando tempo: 
Vai para três meses que niio recebe noticias. 
- verbo estar indicando tempo (temperatura): 
22 
Está muito frio; 
- os verbos bastar e chegar na acepção de ser suficiente: 
Basta de confusilo. 
Chega de encrenca. 
OS PRONOMES INDEFINIDOS E A CLASSIFICAÇÃO 
COMO SUJEITO DETERMINADO 
Os pronomes indefinidos, especificamente alguém e ninguém, de­
vem ser classificados como sujeito determinado, já que essa denomina­
ção é atribuida ao termo que se consegue apontar como sujeito, indepen­
dente do seu significado: 
Ninguém chegara até aquele momento. 
QUEM chegara até aquele momento? 
Ninguém, sujeito determinado simples. 
OS PRONOMES PESSOAIS E A FUNÇÃO DE SUJEITO 
A função sintática de sujeito é especifica dos pronomes do caso. reto: 
eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas: 
"Eu sou um arco-íris na tarde.,, (João Donato, Baby Consuelo) 
Entretanto, os pronomes obliquos átonos podem exercer essa fun­
ção_ toda vez que se apresentarem entre um verbo causativo (mandar, dei­
xar, fazer etc.) ou.um verbo sensitivo (ver, ouvir, sentir etc.) e um verbo 
na forma nominal do infinitivo: 
verbo 
sensitivo infinitivo 
Vi-o sair apressado. 
sujeito 
QUEM saiu apressado? Ele, representado pelo pronor:ne oblíquo átono Q. 
Vi-o sair apressado. 
equivale~ 
Vi que ~iu apressado. 
-sujeito 
A COLOCAÇÃO DO SUJEITO NA ORAÇÃO 
A ordem lógica da oração é sujeito e predicado, isto é, o sujeito ini­
cia a oração: 
"A [diüvãl cessara de todo.,, (Machado de Assis) 
sujeito 
23 
Pedro
Destacar
Entretanto, essa posição não é obrigatória: 
"BrillÍalJI estrelas de São João. ,, (Moraes Moreira, Abel Silva) 
O QUE brilha? estrelas de São João. 
Logo, estrelas é o sujeito, embora colocado depois do verbo. 
EXERCICIO GERAL 
Classifique o sujeito das orações de 1 a 18: 
1. "Um capitão médico rile examinou o olho." (Fernando Sabino) 
2. "Sigo pela rua principal..." (Lygia Fagundes Télles) 
3. "O rancho do novo dia 
O cordão da liberdade 
e o bloco da mocidade 
vão sair no carnaval ..... " (Gilberto Gil) 
4. "Lá fora faz uin tempo confortá~el..." (Zé Ramalho) 
5. "Forte eu sou ... " (Milton Nascimento, Fernando Brandt) 
6. "Há silêncios eloqüentes ... " (Tristão de Athaíde) 
7. "Ninguém quer brincar ... " (Anibal Machado) 
8. "Vinham passos do fundo ... " (Orígenes Lessa) 
9. "Estávamos na rua eu e aqueles passos cada vez mais próximos ... " 
(Origenes Lessa) 
10. Chuviscou durante a madrugada. 
11. Bateram na porta. 
12. Crê na vida! 
-13. Do alto do edifício, assistia-se a tudo. 
14. Troca-se zíper. 
15. Basta de reclamações. 
16. Ouviu~se um rumor na folliagem. 
17. Não se ouvia bem na galeria do teatro. 
18. Maria, traga-me as frutas. 
19. Em: "Não passava pela minha càbeça nenhuma neblina." (Cecília Meire­
les) o sujeito é: 
a) indeterminado; d) cabeça; 
b) inexistente; e) cqmposto: cabeça e neblina. 
c) neblina; 
20. "Cortou-se a dificuldade facilmente." (Machado de Assis) 
A oração que recebe a mesma classificação de sujeito do exemplo acima é: 
a) "\'.'ivia-se ali." (Machado de Assis) 
b) Não o vejo faz algum tempo. 
c) "Os dois garotos brincam nà praia." (Orígenes Lessa) 
d) "Expediram-sé logo várias ordens importantes." (Machado de Assis) 
e) Com o calor, chega-se cansado ao trabalho. 
24 
21. Há dias eu o~ passar. 
Os sujeitos dos verbos sublinhados classificam-secomo: 
a) indeterminado, determinado; 
b) inexistente, inexistente; 
c) implícito, implícito; 
d) inexistente, determinado; 
e) inexistente, implícito. 
22. (MACK-SP) No período: "Saíram a passeio pÔrque fazia anos que não anda­
vam a cavalo", os sujeitos dos verbos sair, fazer e andar são, respectivamente: 
a) indeterminado, anos, indeterminado; 
b) desinencial (eles), inexistente,_ desinencial (eles); 
c) indeterminado, inexistente, indeterminado; 
d) desinencial (eles), desinencial (eles), desinencial (eles); 
e) desinencial (eles), indeterminado, indeterminado. 
23. (MACK-SP) No período: "Que houve de fascinante nas sensações misterio­
sas que Denise sentia?", os sujeitos dos verbos haver e sentir são, respectiva­
mente: 
a) que, que; d) inexistente, Denise; 
b) sensações misteriosas, Denise; e) elíptico, que. 
c) que, Denise; 
24. A classificação do sujeito está incorreta em: 
a) "ltaguaí e o universo ficavam à beira do abismo." (Machado de Assis) 
- sujeito determinado composto; 
b) Venha jantar comigo. - oração com sujeito elíptico; 
c) ·'Ninguém mais me procurará hoje." (Machado de Assis) - sujeito de­
terminado; 
d) "Muitas coisas se dizem." (Carlos Drummond de Andrade) - sujeito 
indeterminado; 
e) Apareceram no horizonte estranhos objetos luminosos. - sujeito deter­
minado simples. 
25. Em: "Quem vem lá?", o sujeito é: 
a) indeterminado; d) quem; 
b) inexistente; e) implícito. 
c) indefinido; 
26. Qual a oração cujo sujeito não é agente? 
a) "Esperava-se a hora do chá." (Machado de Assis) 
b) "Esqueça-se de mim." (Machado de Assis) 
c) Assistia-se ao filme. 
d) "Escrevo·sem assunto." (Machado de Assis) 
e) "Vai-se a primeira pomba ... " (Raimundo Correa) 
25 
27. O sujeito é representado por um pronome oblíquo átono em: 
a) Feriu-se ao consertar a janela. 
b) Devo-lhe chamar pelo nome de batismo. 
c) Faça-o ficar quieto! 
d) Quero-lhe dizer o que sinto. 
e) Venha-lhe contar tudo o que sabe. 
28. Em: "Morre-se um pouco todos os dias", o sujeito é: 
a) indeterminado; d) um pouco; 
b) inexistente; e) ele. 
c) implícito; 
PREDICADO 
O predicado pode ser: 
- aquilo que se declara sobre o sujeito: 
"O povo pediu uma providência ao prefeito. ,. 
predicado (lgnácio de Loyola Brandão) 
- uma declaração que não se refere a nenhum sujeito (oração sem 
sujeito): 
Chove pouco no sertão do Nordeste. 
predicado 
---MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO ---
Para determinar o predicado, basta separar o sujeito. Ocorrendo 
uma oração sem sujeito, o predicado abrangerá toda a declaração. A 
presença do verbo é obrigatória, seja de forma explícita ou implícita: 
"Nossos bosques têm mais vida.,. (Gonçalves Dias) 
predicado com verbo explicito 
"Nossa vida mais amores." (Gonçalves Dias) 
(tem) predicado com verbo implicito 
~ Agora, aplique o método prático nas seguintes orações: 
1. "Maria Rosa arrumou a capa da cadeira. (Clarice Lispector) 
2. "A vida era inteiramente nova." (Clarice Lispector) . 
3. "A ferocidade, Sr. Soares, é o grotesco a sério!" (Machado.de Assis) 
26 
4. "Um desses fugitivos chegou a ser preso a duzentos passos da vila." 
(Machado de Assis) 
S. "- Não entendo." (Machado de Assis) 
6. Nevava somente no alto da montanha. 
7. Exibiam-se nas barracas lindas toalhas bordadas. 
8. "Uma camioneta apontou ao longe." (Fernando Sabino) 
CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO 
A classificação do predicado depende do significado e do tipo de 
verbo que apresenta. Há: 
- predicado nominal 
- predicado verbal 
- predicado verbo-nominal 
• predicado nominal: 
Quanto ao significado, retrata o estado do sujeito, atribuindo-lhe uma 
condição ou qualidade; 
Quanto ao aspecto sintático apresenta: 
- verbo de ligação; 
- predicativo do sujeito, função exercida por substantivos, adjetivos, 
pronomes e locuções que atribuem uma condição ou qualidade. 
QUALIDADE 
EST f DO + CONDIÇÃO 
' - ' VERBO DE LIGAÇAO + PREDICATIVO DO SUJEITO 
Predicado Nominal 
"O poeta está melancólico. " (Carlos Drummond) 
está melancólico é predicado nominal, pois indica o estado transitório do 
sujeito poeta. 
está - é verbo de ligação. 
melancólico - é predicativo do sujeito. 
VL P .Suj. 
"O poeta está !melancólico!." (Carlos Drummond de Andrade) 
núcleo , 
No predicado nominal, o núcleo é sempre o predicativo do sujei­
to, porque a principal mensagem é a qualidade ou condição. 
27 
Predicativ.õ do sujeito pleonástico. 
É a dupla ocorrência dessa função sintática na mesma oração, a 
fim de enfatizar o significado que é único: 
Medr~era. 
predicativo predicativo do sujeito pleonãstico 
do sujeito 
, Agora, separe o predicado nominal das orações abaixo, aponte o verbo de 
ligação e o predicativo do sujeito: 
1. "D. Evarista ficou aterrada." (Machado de Assis) 
2. "Não estarei apenas nervosa?" (Cecília Meireles) 
3. "Meu coração é um vago de acalanto." (Vinicius de Moraes) 
4. O dia tornara-se insuportável. 
5. É de pedra a minha estrada. 
6. As faces continuavam vermelhas. 
7. " ... tu és absurda ... " (Machado de Assis) 
8. Cada minuto parecia um ano. 
• predicado verbal: 
Quanto ao significado - relata os processos dinâmicos praticados ou 
recebidos pelo sujeito, bem como os que não dependem de um sujeito; 
Quanto ao aspecto sintático - apresenta verbos intransitivos e transi­
tivos. 
28 
- predicado verbal com verbo intransitivo: 
VI 
"Os trens de subúrbio n0o lpassavaml ali." (Anibal Machado) 
núcleo 
- predicado verbal com verbo transitivo direto: 
VTD 0D 
"i Examinei! a rua." (Orígenes Lessa) 
1 núcleo 
- predicado verbal com verbo transitivo indireto: 
VTI OI 
O movimento das marés !obedecei aos ciclos lunares. 
núcleo 
- predicado verbal com verbo- transitivo direto e indireto: 
0D OI 
l.Dedicaral toda a sua vida aos filhos. 
núcleo · 
No predicado verbal o núcleo é sempre o verbo porque sua mensagem 
principal é a ação. 
, Agora, separe o predicado verbal das orações abaixo e classifique os ver­
bos: 
1. "E a cidade morre." · (Fernando Sabino) 
2. "Haverá no meu rosto algum indício?" (Cecília Meireles) 
3. Expliquei o novo procedimento ao colega. 
4. "A eternidade tem as suas pêndulas." (Machado de Assis) 
5. "Rubião não cuidou mais do coche ... " (Machado de Assis) 
6. A tarde, pagaria ao Juvenal. 
7. "Oliveira entrou afoitamente no gabinete." (Machado de Assis) 
8. "O velho atleta recorda as jogadas felizes ... " (Moacir Franco) 
• predicado verbo-nominal: 
Quanto ao significado, relata um processo ativo e retrata um estado 
(ação + estado); 
Quanto ao aspecto sintático, apresenta: 
- verbos transitivos e intransitivos; 
- predicativo do sujeito, se o estado atribui uma qualidade ou condi-
ção ao sujeito; 
- predicativo do objeto, se o estado atribui uma qualidade ou condi­
ção ao que desempenha a função de objeto direto ou indireto. 
O predicado verbo-nominal é a reunião do ·predicado verbal com o 
predicado nominal: 
Os fiéis partiram. - indica ação, é predicado verbal. 
Os fiéis estavam felizes. - indica· estado, é predicado nominal. 
Os fiéis [PartiramU felizes j • - indica ação e estado, é predicado ver- · 
1 núcleo núcleo, bo-nominal. 
partiram é verbo intransitivo 
felizes é predicativo do sujeito, indica o estado do elemento que funcio­
na como sujeito da oração - fiéis -. 
29 
No predicado verbo-nominal há dois núcleos, o verbo e o predicativo, 
pois as informações por eles expressas possuem igual importância. 
- predicado verbo-nominal com verbo transitivo direto e predicativo 
do sujeito: 
(nós) VTD 0D P. Suj. 
[sujeito implícito] !Ouvimos! seu relato incrédulos . 
núcleo núcleo 
- predicado verbo-nominal com verbo transitivo direto e predicativo 
do objeto: 
VTD OD P. Ob'. 
!Achamo~ seu relato interessante : 
núcleo núcleo 
- predicado verbo-nominal com verbo transitivo indireto e predicati­
vo do sujeito: 
VTI OI P. Suj. 
Os ilhéus !assistiam I ao desfile entusiasmados . 
núcleo núcleo 
- predicado verbo-nominal com verbo transitivo indireto e predicati­
vo do objeto: 
VTI OI P. Obj. 
!Chamavam! ao pobre rapaz de ignorante .núcleo núcleo 
Os verbos intransitivos só admitem predicativo do sujeito; os verbos 
transitivos admitem predicativo do sujeito ou predicativo do objeto. 
30 
Verbos que admitem predicativo do objeto 
- os que expressam um julgamento, pois, quando se avalia algo ou 
alguém., automaticamente, atribui-se um estado: 
00 ~0bj. 
achar - Achávamos sua atitude incorreta. 
00 P. 0b_t--
acusar - Acusaram o colegã'ditiaidor. 
t ~ (-
Q.. r 
,:;I" o 
P. 0bj. 00 
considerar ~ Considerei fmprópri~ decisllo. 
P.0bj. 00 
crer - Creio justÓSÕs!eus motivos. 
P. 0bj.----.... 00 
dar - A comissllo deu por concluidos os trabalhos. 
00 ,,,,,..---...._P. 0bj. 
haver - Haviam a minha presença como indesejável. 
00 .-----!· 0bj. 
julgar - Todos julgavam as suas atitudes interesseiras. 
00 P. 0bj. 
reputar - Reputam o ra~o herói. 
00 ..-----!· 0bj. 
ter - Todos têm esse senhor como amigo. 
00 ...,...---.,.._ P. 0bj. 
Todos têm esse senhor na conta de amigo. 
- os que expressam uma transformação: 
00.-----!'. 0bj. 
fazer - Os passeios fizeram o menino mais alegre. 
00 P. 0bj. 
tornar - As circunstâncias tornaram o jov~ltado. 
00 ,.,----.?· 0bj. 
transformar - O poder transforma qualquer homem em amoral. 
31 
- os que expressam uma denominação: 
0D ~ P. Obj. 
apelidar - A classe apelidou o novo aluno de caçula. 
· OD.,..--P. Obj. 
chamar - Chamam esses grupos de punks. 
01....---P. Obj. 
Chamam a esses grupos de punks. 
OD,.---....._ P. Obj. 
denominar - Denomino esta obra de pós-modernista. 
OD~P.Obj. 
tachar - Tacharam o diretor de ignorante. 
- os que expressam uma atribuição: 
0D ~ P. Obj . 
coroar - Coroaram o filho mais novo príncipe deste reino. 
32 
OD~P. Obj. 
designar - Designaram o vereador prefeito-substituto. 
OD~ P.Obj. 
eleger - Elegeram tr& alunos seus representantes. 
OD~ P.Obj. 
escolher - Os homens escolheram a primavera como símbolo da vida. 
OD.---f. Obj . 
nomear - Nomeou o tio seu procurador. 
- os que expressam uma declaração: 
,' oo_P. Obj. 
aclamar - O mundo aclamou Pelé rei do futebol. 
OD,-..P. Obj. 
declarar - O júri declarou o réu inocente. 
0D ...----.!'· Obj. 
proclamar - Procl°'maram o mais jovem seu lfder. 
- deixar, encontrar, querer, saber e ver, em contextos do seguinte 
tipo: 
OD __.!'. Obj. 
A noticia deixou o rapaz arrasado. 
OD P. Obj. 
Encontraram-nó'abatido. 
oo •. : .. f Obj . 
Queria o filho deputado. 
ODr,:--.,P, Obj. 
Sabia-o falso amigo. 
OD~P. Obj. 
Viu-me tllo f e/iz. 
~ Agora, separe o predicado verbo-nominal das orações abaixo e identifique 
todos os seus componentes: verbos intransitivos ou transitivos, complementos 
verbais, predicativos~ 
1. "Batista saiu dali fascinado." (Machado de Assis) 
2. Mariana encontrou o irmão indignado. 
3. "Os amigos acharam-no triste." (Machado de Assis) 
4. A população adotou um novo comportamento esperançosa. 
5. Concordarei com o novo regulamento um pouco contrariado. 
6. A vida o fez ~m rude. 
7. "O calor do fogão tomara mais rosado o seu rosto." (Josué Montello) 
8. Chamaram ao povo de inconseqüente. 
9. "Paulinho sorri, orgulhoso." (Origenes Lessa) 
10. "Os·outros diretores se voltaram, estupefatos." (Fernando Sabino) 
11. O diretor deu por encerrado os trabalhos. 
12. Já o tenho como amigo. 
13. Madalena havia sido vista chorosa pelas ruas. 
14. Nomeou-me seu assistente. 
15. Até agora, ninguém o acusou de traidor. 
16. Este dia, considerei proveitoso. 
17. "Sempre achara triste e agourento o canto do galo." (Érico Veríssimo) 
18. "Havia caixões cheios de niqueis." (José Lins do Rego) 
EXERCICIO GERAL 
Reconheça e classifique o predicado nas orações de 1 a 32: 
1. "Já sou fã do comercial." (Edson Alencar, Hélio Matheus) 
2. "O sol mal entrava ali." (Érico Veríssimo) 
3. "O pajé gostava de mim." (Érico Veríssimo) 
33 
4. "A palavra imobilizou o farmacêutico." (João Clímaco Bezerra) 
5. "A chuva é uma caricia de dedos longos." (Francisco Karan) 
6. "A infeliz dama curvou a cabeça, obediente e chorosa." 
(Machado de Assis) 
7. "Ele estava inconveniente." (Fernando Sabino) 
8. Chegou a casa cansado e triste. 
9. "Raimundo deu-me a pratinha, sorrateiramente." (Machado de Assis) 
10. Amanhecia. 
11. "A cara era um pimentão." (Machado de Assis) 
12. Todos julgaram-no inocente: 
13. " ... vou colher avencas, 
lirios, rosas, dálias 
pelos campos verdes," (João de Aquino, Paulo César Pinheiro) 
14. "A vida é traição." (Manuel Bandeira) 
15. O dinheiro tornou-o um déspota. 
16. "Olho a rosa na janela." (Sérgio Bittencourt) 
17. "A vigilância cuida dp normal!" (Zé Ramalho) 
18. Todo o arraial queria muito ao pobrezinho. 
19. Achei a reunião satisfatória. 
20. Estávamos na esquina à sua espera. 
21. "Meu coração desmaia pensativo·." (Castro Alves) 
22. "O pego se esqueceu da dádiva de Deus." (Castro Alves) 
23. "Levei aos lábios o dourado pomo!" (Castro Alves) 
24. A criancinha permanecia imóvel. • 
25. Permaneceremos aqui. 
26. O esconderijo fora totalmente destruído pelo soldado amarelo. 
27. " ... dos quinze aos vinte chamavam-me poeta ... " (Machado de Assis) 
28. "Um pássaro piou." (Érico Veríssimo) 
29. Fiquei resfriado. 
30. "Ele me daria indicação." (Origenes Lessa) 
31. "Damião acabara de entrar espavorido!" (Machado de Assis) 
32. " ... tomei-me sério ... " (Mac:hàdo de Assis) 
33. (MACK-SP) "Na manhã seguinte desci um pouco amargurado, outro pouco 
satisfeito." 
34 
Indique a alternativa que contém o predicado do mesmo tipo que do período 
açima: 
a) Naquele dia, eram tantos os cas~elos e tantos os sonhos esboroados. 
b) Na tarde de uma segunda-feira, anunciei-lhe um pouco de minha tristeza, 
outro pouco de minha satisfação. 
c) Esta injúria merecia ser lavada com o sangue dos inimigos. 
d) Mas eu era moço à semelhança de meu tio Neves. 
e) Recebeu convicto e com certa afeição as verdade~ do filósofo. 
34. (PUC-SP) Nas orações: 
"O pavão é um arco-íris de pluma." 
e 
"De água e luz ele faz seu esplendor." 
temos, respectivamente: 
a) dois predicados nominais, cujos predicativos dos sujeitos são "arco-íris" 
e "esplendor"; 
b) um predicado nominal, cujo predicativo do sujeito é "arco-íris", e um 
predicado verbal, cujo predicativo do objeto é "esplendor"; 
c) um predicado nominal, cujo predicativo do sujeito é "arco-íris" e um pre­
dicado verbal, cujo objeto direto é "esplendor"; 
d) dois predicados verbais, cujos objetos diretos são "arco-íris" e "esplendor"; 
e) um predicado nominal, cujo verbo é de ligação e um predicado verbal, 
cujo verbo é intransitivo. 
35. Em: 
"Que gente será esta?" (Camões) 
O termo sublinhado exerce a função sintática de: 
a) objeto direto; d) predicativo do objeto; 
b) objeto indireto; e) sujeito. 
c) predicativo do sujeito; 
36. Escolha a correta classificação dos termos sublinhados em: 
" ... que têm por mestra a longa experiência ... " (C~mões) 
a) objeto direto; 
b) objeto indireto; 
' c) predicativo do objeto; 
d) predicativo do sujeito; 
e) sujeito. 
37. Em: 
"quantas naus esta viagem 
fizerem de atrevidas ... " (Camões) 
temos: 
a ) predicado verbal com verbo transitivo direto e indireto; 
b) predicado verbo-nominal com predicativo do sujeito; 
c) predicado verbal com verbo transitivo indireto; 
d) predicado verbo-nominal com predicativo do objeto; 
e) predicado verbal com verbo transitivo direto . 
38. Há predicativo do sujeito pleonástico em: 
a) As sombras ... elas estavam por toda parte. 
b) b recibo, encontrei-o dentro do livro. 
c) Convidou-me; a mim somente. 
d) Feliz. já não me sinto. 
e) Feliz já não o sou. 
35 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO 
São aqueles que se juntam a determinadas estruturas para torná-las 
completas. Consideram-se termos integrantes: 
- Objeto Direto 
.:_ Objeto Indireto 
- Complemento Nominal 
- Agente da Passiva 
OBJETO DIRETO 
Quanto ao significado, revela o alvo da ação ou o elemento pelo 
qual se desenvolve o processo dinâmico; 
Quanto ao aspecto sintático, é complemento verbal não regido de 
preposição, ligando-se diretamente a verbos transitivos diretos e verbos 
transitivosdiretos e indiretos. 
ALVO 
"Examinei 
1
o !relógi~ de pulsi.,, (Origenes Lessa) 
VTD t I núcleo 1 
Objeto direto 
- sem preposição 
.---- MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO ----. 
Para determinar o objeto direto, basta perguntar QUEM? ou O 
QUÊ? depois do verbo: 
Examinei O QUÊ? O relógio de pulso. 
A possibilidade de se transformar em sujeito da voz passiva também 
caracteriza a maioria dos objetos diretos: 
36 
"Examinei o lrelógiol de pulso.,, (Origenes Lessa) - voz ativa, o su-
de examinar. 7
D jeito implícito eu pratica a ação 
oi relógio! de pulso foi examinado por mim. - voz passiva, o sujei-
sujeito 
paciente 
to relógio é receptor 
da ação. 
Distribuiu sorrisos a todos os presentes. 
VTDI 00 OI 
Distribuiu O QU Ê? 
sorrisos. 
Distribuiu sorrisos a todos os presentes. - voz ativa 
/ºº 
Sorrisos foram distribuídos a todos os presentes. - voz passiva 
sujeito 
paciente 
OS PRONOMES PESSOAIS E A FUNÇÃO 
DE OBJETO DIRETO 
A função sintática de objeto direto é específica dos pronomes oblí­
quos, já que se caracterizam por representar os complementos. Por isso, 
não podemos empregar um pronome pessoal do caso reto em seu lugar. 
Deve-se construir: 
Encontrei-~ ao passar pela ponte. 
00 
Não se deve construir: 
Encontrei ele ao passar pela ponte. 
ele é pronome do caso reto, não pode atuar como complemento verbal, já 
que a sua função característica é de sujeito. 
ôs pronomes oblíquos átonos que podem atuar como objeto direto 
são: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as. 
Somente lhe, lhes não vão exercer essa função sintática. 
Os pronomes oblíquos tônicos resultarão no objeto direto preposi­
cionado, ocorrência estudada a seguir. 
37 
OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO 
Embora o verbo transitivo direto não exija preposição para ligar-se 
a seu complemento, muitas vezes o tipo de palavra ou a mensagem que 
exerce a função sintática de objeto direto necessita de uma preposição: 
38 
a) as palavras Deus, Cristo, Jesus: 
Os cristãós louvam g_ Jesus. 
O verbo louvar continua sendo verbo transitivo direto: 
quem louva, louva ALGUÉM ~u louva ALGUMA COISA. A palavra Je­
sus que aparece no objeto direto exige destaque, que é dado pela pre­
posição~-
b) a palavra ambos: 
Não reconheci a ambos. 
c) o pronome relativo quem com termo antecedente expresso: 
antecedente 
expresso 
i d . Quero conhecer o mestre a quem tanto a m,ras. 
~ ____.,. VTD 
OD Prep. 
d) os pronomes oblíquos tônicos, já que esse tipo de pronome só 
ocorre acompanhado de preposição: 
Convidou ª mim e não ª ti. 
e) pronomes demonstrativos, indefinidos e de tratamento: 
Elogiei g_ este. 
Observávamos g_ todos. 
Admiramos muito a Vossa Senhoria. 
f) substantivos próprios ou que indicam pessoas: 
Amava!!. Pedro sem restrições. 
g) construções comparativas em que o verbo se encontra implícito: 
Idolatrava-o como g_ um deus. 
(como idolatraria a um deus) 
h) objeto direto, composto de pronome oblíquo átono e de substan­
tivo: 
Estimava-51. e g_os fiéis seguidores. 
0D o substantivo transforma-se em OD Preposicionado 
i) para realça,r a mensagem: 
Cumprir a promessa. --Cumprir com a promessa. 
0D ODPrep. 
Sacar o revólver. Sacar do revólver. 
0D ODPrep. 
Puxar a faca. Puxar ç!_a faca. 
0D 0D Prep. 
Usar violência. Usar de violência. 
0D 0D Prep. 
Tomar a palavra. Tomar da palavra. 
0D 0D Prep. 
Pegar a enxada. Pegar da enxada. 
0D OD Prep. 
j) para indicar a parte de um todo: 
Comeremos gesta torta. 
em vez de Comeremos esta torta. 
A preposição de que aparece contraída com o pronome demonstra­
tivo esta indica parte. 
1) para desfazer ambigüidade, quando há inversão dos termos: 
- o sujeito coloca-se depois do verbo: 
No primeiro tempo, vencia o Palmeiras o Santos. 
Nesse exemplo, não se consegue distinguir o sujeito e o objeto dire-
39 
to, ou seja, não se sabe quem vencia .e quem era vencido. Ao se 
preposicionar o objeto direto, a ambigüidade se desfaz: 
No primeiro tempo, vencia o Palmeiras f!O Santos. 
- o objeto direto coloca-se antes do verbo: 
A João feriu José. 
OD Sujeito 
Prep. 
OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO 
É a dupla ocorrência dessa função sintática na mesma oração, a fim 
de enfatizar o significado que é único: 
" ... e eu nilo [! engano a ti.,, (Carlos Drummond de Andrade) 
OD OD pleonástico 
OBJETO DIRETO INTERNO 
Denominação atribuída ao complemento representado por uma pa­
lavra que possui o mesmo radical do verbo ou apresenta a mesma carac.;. 
teristica significativa: 
Riu um riso aterrador. 
Ventava o vento da morte. 
Os jovens revolucionários mo"em morte vã. 
Dormiu o sono dos justos e corajosos. 
Chorava lágrimas de.felicidade . 
.,. Agora, reconheça as ocorrências de objeto direto. 
A seguir, transforme o objeto direto em sujeito paéiente, quando possivel. 
Substitua alguns objetos diretos por pronomes obliquos correspondentes: 
1. "A raiva a sufocava." (Clarice Lispector) 
2. "Jorginho vende amendoim na boca da noite." (Origenes Lessa) 
3. "Olho-te como a um fantasma." (Alberto de Oliveira) 
4. "Crispim amava a mulher." (Machado de Assis) 
40 
5. "Oliveira admirava-o." (Machado de Assis) 
6. "Vi um pernil de porco." (Orígenes Lessa) 
7. A ela somente, nunca a deixaria. 
8. Desta âgua não beberei. 
9. "O menino me dâ a mão." (Milton Nascimento, Fernando Brandt) 
10. " ... e apreciou muito a magnanimidade do alienista ... " (Machado de Assis) 
11. Julgou a Corte Marcial ao infeliz companheiro. 
12. Haveria uma solução? 
13. Eu não tenho a sua paciência. 
14. A multidão esperou-me por mais de duas horas. 
15. Com o ruído cada vez mais próximo, sacou da arma. 
16. Ajudavam-se, uns aos outros. 
17. "Não queiras os restos do banquete!" (Castro Alves) 
18. ·" ... guarda-la-ia em casa ... " (Machado de Assis) 
19. A si apenas ferira-se. 
20. Admirava a ti com sinceridade. 
21. "Esta honra, tive-a eu." (Machado de Assis) 
22. "Depois, explicou compridamente a sua idéia." (Machado de Assis) 
23. O seu gesto ainda entenderíamos. 
24. "Pegou das pontas dos cintos." (Machado de Assis) 
25. Que queres aqui? 
26. "Morrerâs morte vil da mão de um forte." (Gonçalves Dias) 
27. A Marcelo, viram-no à beira do cais. 
28. "Um sonho presente 
um dia sonhei." (Manuel Bandeira) 
OBJETO INDIRETO 
Quanto ao significado, indica o alvo ou o destino da ação, ou ainda 
o elemento pelo qual se desenvolve o processo dinâmico; 
Quanto ao aspecto sintático, é complemento verbal regido de prepo­
sição obrigatória, ligando-se indiretamente a verbos transitivos indiretos 
ou verbos transitivos diretos e indiretos: 
DESTINO 
"Jamais perdoou ~ um velho! amigq seu:" (Sérgio Porto) 
VTI/ núcleo 
objeto indireto 
preposição 
41 
.----MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO---­
Para apontar o objeto indireto, basta perguntar QUEM? ou 
QU~? depois do verbo + preposição: 
Perdoou a QUEM? 
a um velho amigo seu, cujo núcleo 
amigo atua como objeto indireto. 
O objeto indireto não pode transformar-se em sujeito da voz passi­
va, com as seguintes exceções: 
- verbo pagar: exige objeto indireto de pessoa; quem paga, 
paga a alguém: 
Pagaram ao ltabe/iãol. - voz ativa 
/OI 
O !~ta-b-el-iã...;,olfoi pago. - voz passiva 
sujeito paciente 
- verbo perdoar: exige objeto indireto de pessoa, quem perdoa, 
perdoa a alguém: 
Não perdoarei ao lculpadol. - voz ativa 
..--..... / 
OI 
O lcu(padol não será perdoado por mim. 
sujeito paciente 
- voz passiva 
- verbo obedecer: exige objeto indireto regido pela preposição != 
Todos obedeceram ao novo lregulamentol . - voz ativa 
/ OI 
O novol ~,,-eg-u-la_'m_e_n_to~lfoi obedecido por todos. - voz passiva 
sujeito paciente 
OS PRONOMES OBLÍQUOS E A FUNÇÃO 
DE OBJETO INDIRETO 
O objeto indireto pode ser representado pelos seguintes pronomes 
oblíquos átonos: me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Os pronomes Q, ª' os, as 
não exercerão essa função sintática: 
42 
Confiar-lhe-ei todo o meu segredo. 
OI 
Todos os pronomes oblíquos tônicos podem funcionar como objeto 
indireto, já que sua característica é a ocorrência acompanhada de prepo­sição: 
Simpatizei contigo'. 
~ 
OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO 
É a dupla ocorrência dessa função sintática na mesma oração, a fim 
de enfatizar o significado que é único: 
"Ao pobre não lhe devo." (Francisco Rodrigues Lobo) 
OI OTpleonástico 
, Agora, separe o objeto indireto das seguintes orações: 
1. " ... o alienista procedeu a uma vasta classificação de seus enfermos ... " 
(Machado de Assis) 
2. " ... estendeu-lhe a mão polidamente ... " (Machado de Assis) 
3. "Nunca te pedi dinheiro." (Machado de Assis) 
4. A ele, sem reservas, supliquei-lhe ajuda. 
5. A chance proporcionaria ao jovem doutor um caminho desconhecido. 
6. O filho dera muitas alegrias à sua velhice. 
7. Conte-me a sua aflição. 
8. "Trata-se de uma grande desgraça." (Machado de Assis) 
9. "Manuela se esquece também de tudo ... " (Anibal Machado) 
10. Concordo com você. 
11. Senhor, rogai por nós. 
12. A mim, dissera-me tudo. 
13. Em algum momento, da mensagem em seus oíhos lembrar-se-ia. 
14. A quem deste meu recado? 
15. "Mas o telefone obedece a uma lei inalteràvel." (Clarice Lispector) 
16. "Fernando não assistiu ao casamento." (Machado de Assis) 
17. "Mas não deves consentir nisso ... " (Machado de Assis) 
18. "Sinha Rita·não lhe negaria o perdão ... " (Machado de Assis) 
43 
COMPLEMENTO NOMINAL 
Quanto ao significado, completa o sentido de substantivos, adjeti­
vos e advérbios, indicando o alvo do processo expresso por essas pala­
vras; 
Quanto ao aspecto sintático, é função sintática regida de preposi­
ção, servindo de complemento a nomes. 
a) complemento nominal de um substantivo: 
Tenho a cert~nsideração. 
Quem tem certeza, tem certeza de ALGO; 
certeza de QUÊ? de sua consideração, 
o núcleo consideração é complemento nominal 
do substantivo certeza, indicando seu alvo. 
b) complemento nominal de um adjetivo: 
,----..___ 
Estou certo de sua lealdade. 
Quem está certo, está certo de ALGO; 
certo de QUÊ? de sua lealdade, 
o núcleo lealdade é complemento nominal 
do adjetivo certo. 
c) complemento nominal de um advérbio: 
,,.---__ . .----.... 
A vida está longe das grandes cidades e perto da natureza. 
O que está longe, está longe de ALGO; 
longe de QUÊ? d as grandes cidades, cujo núcleo cidades é 
complemento nominal do advérbio longe. 
O que está perto, está perto de ALG~ 
perto de QUÊ?d a natureza, cujo núcleo natureza é complemento 
nominal do advérbiQ perto. · 
---MÉTODO PRÁTICO DE RECONHECIMENTO·----. 
Para determinar o complemento nominal basta elaborar a per­
gunta abaixo, conforme se observa nos exemplos dados: 
nome + preposição + QUEM? 
QU~? 
44 
OS PRONOMES OBLÍQUOS E A FUNÇÃO 
DE COMPLEMENTO NOMINAL 
Os pronomes oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vós; lhes, bem como 
os tônicos mim, ti, ele, ela, si, nós, vós, eles, elas podem atuar como 
çomplemento nominal: 
-------Os seus conselhos foram muito úteis f!...!!!.!!!!.· 
Os seus conselhos foram-m~eis. 
~ Agora, identifique o complemento nominal e o substantivo, adjetivo ou ad­
vérbio a que está ligado: 
1. " ... ela pareceu indiferente a essas idéias ... " (Machado de Assis) 
2. " .. . mas por ser fiel à história ... " (Machado de Assis) 
3. "Ora, foi a lembrança do último castigo ... " . (Machado de Assis) 
4. A sua falta às aulas foi notada. 
5. Todo o vilarejo era-lhe grato. 
6. O comentarista opinou contrariamente a seus colegas. 
7. Parecia tão dedicado a ti. 
8. A sua investida contra a minha proposta nada resolverá. 
9. "As palavras deste relativamente à família da namorada fizeram-lhe grave 
impressão no espírito." (Machado de Assis) 
10. " ... meu coração está preso a outros laços ... " (Machado de Assis) 
RELAÇÃO DAS PRINCIPAIS PALAVRAS REGENTES 
DO COMPLEMENTO NOMINAL 
aceito a, acostumado a, adequado a, afável com, agradável a, agradeci­
do a, alheio a, amante de, amor a, amigo de, amoroso com, análogo a, 
ansioso por, anterior a, aparentado com, apto para ou a, assistência a, 
atento a ou em, avaro de, avesso a, ávido de, analogia com, acusação 
contra, antídoto contra, abstenção de, apoiado em, apaixonado por, 
abundante em; 
benéfico a, bom para; 
capaz de, caritativo com, caro a, cego a, cheio de, compatível com, co­
mum a, confiança em, constante em, contíguo a, contrário a, convenien­
te a, conformado com, contente com, certo de, certeza de, ciente de, ce­
do para, convite para, carinho por; 
45 
desagradável a, desatento a, desconfiado de, desconfiança d_e, desejoso 
de, desleal a, devoto de, diferente de, dificil de, digno de, ditoso com, dj- _ 
verso de, doce a, dócil a, doente de, dotado de, duro de, devido a, depen­
dente de, doido por, decidido a, desejo de; 
equivalente a, escasso de, erudito em, essencial para, estranho a, exato 
em, encontro com; 
fácil de, favorável a, fiel a, firme em, forte de ou em_, fraco de ou em, fu­
rioso com ou de, fértil em, farto de, formado em; 
generoso com, grato a, guerra a, gosto por; 
hábil em, horror a, hostil a~ 
ida a, idêntico a, imediato a, impossível de, inacessível a, incapaz de, in­
certo d~ ou em, inconstante em, indigno de, infatigável em, inferior a, in­
fiel a, inimigo de, inocente de, insensível ~. intolerante com, inútil para, 
investida contra, igual a, injusto com, intimidade com, intercessão por; 
justo com, jeito para; 
leal a, lento em, liberal com, livre· de, longe de, louco com ou de, lem­
brança de; lembrado de, licença para, luto por; 
mau com ou para, molesto a , medo de, morto por, mudança para; 
nocivo a, necessidade de, necessário a, necessitado de, notícia de, notável 
por; 
obediente a, odioso a, oposto a, orgulhoso com ou de, obrigado a, obje­
ção contra; 
parecido a ou com, paralelo a, perito em, pernicioso a, piedade de-, pesa­
do a, pobre de, possível de, possuído de, posterior a, prejudicial a, pres­
tes a ou para, primeiro de ou dentre ou a, pronto para, propício a, pro­
veitoso a, próximo a ou de, parentesco com, pacto com, pecado contra, 
· proveniente de, perito em, permanência em, partida para, predileção 
por, preferência por, paixão por, pleno de; 
quite com, queixa contra; 
46 
rebelde a, referente a, rente com ou a ou de, respeito a ou pQr, responsá­
vel por, revolta contra, receio de, repleto de; 
sedento de ou por, seguro de ou em, semelhante a, severo com ou em, só­
brio de ou em, solícito com, superior a, suspeito de, sensível a; 
temeroso de, temente a, temível a, triste com; 
útil a, uso de; 
vizinho a, viagem a, vexado com, vinda de, -viagem para, virado para, 
voltado para, veneração por; 
zangado com, zelo de ou por. 
O COMPLEMENTO NOMINAL E O OBJETO INDIRETO 
Tanto o complemento nomínal quanto o objeto indireto são funções 
sintáticas regidas de preposição. Entretanto o complemento nominal só 
pode ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios, enquanto o objeto in­
direto deve completar verbos. Quando houver dúvida, é preciso observar 
a palavra a que se ligam os termos: 
verbo 
Naquela época, só obedecia ao meu coraçfio. 
~indireto 
substantivo 
Naquela época, a obediência ao meu coraçfio prevalecia. 
' ~mplemento 
~nominal 
, Agora, faça a distinção entre o objeto indireto e o complemento nominal 
nas seguintes orações: 
1. Com essa cantiga, lembrei-me de minha terra natal. 
2. Com essa cantiga, acordaram as lembranças de minha terra natal. 
3. Sempre resisti aos vanguardistas. 
4. Sempre fui resistente aos vanguardistas. 
5. Ele manteve seu gosto pelo luxo. 
6. Ele sempre gostou do luxo. 
7. Mostrou-se generoso com o inimigo. 
47 
8. Vou precisar de sua compreensão. 
9. Portou-se indiferentemente aos noi;sos apelos. 
10. A coleta de dados é essencial para a pesquisa. 
11. O bilhete referia-se a seus inimigos. 
12. A quantia era refere1;1te à taxa de serviços. 
13. Os seus métodos eram incompatíveis com os nossos planos. 
14. Ele optou por uma cidadezinha modesta. 
15. Sentia-se livre de qualquer responsabilidade . 
.16. A sua opção pelo curso técnico revela senso prático. 
AGENTE DA PASSIVA 
Estrutura caracterizada pelas preposições a, de, por e pela contração 
pelo(il,s), ocorre em orações cujo verbo se apresenta na voz passiva, a 
fim de indicar, quanto à significação, quem age sobre o sujeito paciente: 
~ Terra será invadida por seres de outras galáxias. 
sujeito paciente agente da passiva 
Atualment.e, essa função sintática aparece em orações cuja voz pas­
siva é analítica. Entretanto, pode ocorrer na voz passiva sintética: 
"Toda essa te"a se habita dessa gente sem lei." (Camões) 
agente da passiva 
equivale a: 
Toda essa terra é habitada por essa gente sem lei. 
O AGENTE DA PASSIVA, O OBJETO INDIRETO 
E O COMPLEM~NTO NOMINAL 
Por serem funções regidas de preposição, muitas vezes há dúvida na 
distinção de suas ocorrências. Quando acontecer, basta observar o sujei­
to da oração. Para ser agente da passiva, é preciso haver um sujeito pa­
ciente. 
, Faça um treino, procurando diferenciar as três funções nas orações abai­
xo: 
1. As plantações foram prejudicadas por violentas geadas . . 
2. A geada foi prejudicial ~ plantação. 
3. Os ilhéus estavam cercados por jacarés. 
4. O grande segredo era, realmente, conhecido de todos. 
48 
5. "Aqui se escreverão novas histórias por gentes estrangeiras." (Camões) 
6. O trênó era puxado a rena. 
7. As nossas dúvidas serão esclarecidas pelo abade. 
8. Foram claras as respostas às nossas dúvidas. 
9. O abade respondeu a nós com clareza. 
10. Não estou duvidando de sua bondade. 
11. "Buraco aberto pela agulha ... " (Machado de Assis) 
12. O artista fora mal recebido pela platéia. 
13. Os trastes iam "carregados pelo vendaval. 
14. "Não vedes a Divina Sepultura possuída de cães ... " (Camões) 
15. Sempre fora querido por toda a gente. 
16. A jangada havia sido levada pelas ondas brancas. 
17. Uma grande amizade estava sendo destruída pela incompreensão. 
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 
São aqueles que vão acompanhar substantivos, pronomes ou ver­
bos, informando alguma característica ou circunstância. São considera­
dos termos acessórios: 
-Aposto 
- Adjunto Adnominal 
- Adjunto Adverbilµ 
APOSTO 
Quanto ao aspecto sintático, são estruturas ligadas a substantivos, 
pronomes ou orações; 
Quanto ao significado, essas estruturas objetivam explicar, identifi­
car, esclarecer, especificar, comentar ou simplesmente apontar algo, al­
guém ou um fato. 
,---...._ 
Maria, a sobrinha do capitDo Lemos, ruborizou-se com a minha en-
trada. aposto 
No exemplo acima, a estrutura a sobrinha do capitão Lemos liga-se ao ter­
mo Maria com a finalidade de identificar. 
49 
Pode ocorrer: 
a) aposto explicativo - geralmente aparece entre vírgulas ou sepa­
rado do termo a que se liga por uma vírgula, identificando-o de 
maneira factitiva, pejorativa, antonomástica, hipocorística: 
~ 
Marllia e Dirceu, os noivos da Inconfidência, eram Maria Dorotéia 
apo_sto 
Joaquina de Seixas e Tomás Antônio Gonzaga. 
b) aposto enumerativo - desdobra os elementos contidos em um 
único termo: 
,---..._ 
Víamos somente isto: vales, montanhas, campinas. 
aposto 
O aposto enumerativo pode vir antecedido das expressões a saber, 
isto é, ou seja e similares: 
~ 
Víamos somente três coisas, a saber: vales, montanhas, campinas. 
aposto 
e) aposto recapitulativo ou resumidor - condensa uma série de ele­
mentos citados na oração: 
....----_ 
Os pais, os avós, os tios, todos se preocupavam com a sua situação. 
aposto 
d) aposto comparativo - estabelece uma comparação implícita: ..----...... 
Meu coração, uma nau ao vento, está sem rumo. 
aposto 
No exemplo acima, coração é comparado à nau de forma implícita 
(meu coração, como uma nau ao vento). · 
e) aposto circunstancial: 
,,...----..-.., 
Em criança, Mozart fora considerado um prodígio. 
aposto 
No exemplo acima, em criança exprime uma característica circuns­
tancial (época) de MozarL ---
50 
O aposto de especificação - individualiza um termo genérico: 
~ 
O poeta Carlos Drummond de Andrade. 
~. 
A rua do Ouvidor. 
aposto 
_,,,,---_ 
O no Amazonas. 
aposto 
,,..---......., 
O mês de março. 
aposto 
~ 
Meu primo José. 
aposto 
aposto 
g) aposto da oração - é um comentário sobre o fato expresso pela 
oração, ou uma palavra que condensa uma oração: 
Após a notícia, ficara calado, sinal de sua preocupação. 
aposto 
A sua presença nllo era esperada, Q que nos causou estranheza. 
aposto 
h) aposto distributivo - dispõe os elementos eqüitativamente: 
Separe duas folhas: uma para o texto e a outra para as perguntas. 
aposto 
, Agora, identifique o aposto: 
1. O poder, o grande deus da humanidade, não possui rival. 
2. "Despediram-se na esquina da rua do Lavradio." (Machado de Assis) 
3. " ... mas ambos nós, Natividade e eu, acabamos ... " (Machado de Assis) 
4. Ansiava por estas coisas: o sol, o mar, um dia de preguiça. 
5. O primo Bastos acabara de chegar da Europa. 
6. "A mãe, os tios, os avós, todos a cercavam ... " (Fernando Sabino) 
7. "Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um 
resto de biscoitos, uma chave ... " (Fernando Sabino) 
8. Como amigo, não poderia abandoná-los neste momento. 
9. " .. . em rapaz, ·foi aceito de muitas damas .. . " (Machado de Assis) 
10. Notara a sua indiferença, o que muito a magoou. 
1 J. Conseguira aprender rápido toda a tabuada, fato surpreendente. 
51 
12. Tinham-lhe sugerido duas criadas: uma para os quartos e outra para a co­
zinha. 
13 . Naquela noite tentaria reunir a ambos: ao amigo e ao oponente. 
14. "Naquele dia-'-- uma segunda-feira do mês de maio - deixei-me estar alguns 
instantes." (Machado de Assis) 
15. "Um de nós, o Quincas Borba, esse então era cruel com o pobre homem." 
(Machado de Assis) 
16. As suas roupas eram de tecido barato, coisa que o humilhava. 
17. " ... conversar com o amigo Capistrano e o inimigo João Ribeiro." 
(José Geraldo Vieira) 
18. "Peças de fazenda, carretéis de linha, chapéus, mantas de carne, sacos de fa­
rinha, latas de querosene, fogos de ar, candeeiros, tudo distribuído como por 
encanto." (José Lins do Rego) 
19. " ... ; o juiz Municipal, Dr. Samuel, se escondera na casa do padre." 
(José Lins do Rego) 
20. "Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para 
delegado." (Monteiro Lobato) 
ADJUNTO ADNOMINAL 
Quanto ao aspecto sintãtico, são palavras que acompanham o subs­
tantivo, núcleo de uma outra função para, quanto ao significado, quali­
ficar, quantificar, especificar o elemento representado pelo substantivo: 
52 
adjetivos ~ 
artigos~" ~ ões 
numerais ~substantivo adjetivas 
pronomes (núcleo) 
~r=-.. ~,,,,---.......--. 
Aqueles dois antigos lsoldadinhosjde chumbo ficaram esquecidos 
1 núcleo / 
no. sótiio da casa. 
- adjetivo - palavra cuja função básica é a de acompanhar um 
substantivo: 
~ 
"Senta nessa nuvem clara ... " 
(João de Aquino, Paulo César Pinheiro) 
- artigos - definidos e indefinidos: 
~ 
"Q animal devia estar com fome.,, (Orígenes Lessa) 
"Eu sou um~ia." (João Donato, Baby Consuelo) 
- numerais adjetivos - isto é, numerais que podem acompanhar 
um substantivo: 
DoQltos vinham ao longe. 
- pronomes adjetivos - isto é, pronomes que podem acompanhar 
um substantivo: 
~ 
"Estávamos na rua eu e aqueles passos ... " (Qrígenes Lessa) 
- locução adjetiva - construção geralmente composta de preposi­
ção e substantivo, equivalente a um adjetivo: 
Um hom~ juízo não Jaz promessas vãs . 
• ajuizado 
OSPRONOMESOB~QUOSÁTONOSEAFUNÇÃO 
DE ADJUNTO ADNOMINAL 
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos, lhes exercem a função sintática 
de adjunto adnominal quando assumem o valor de pronomes possessivos 
em contextos do seguinte tipo: 
Puxaram-me os cabelos. 
O pronome oblíquo átono~ revela a quem pertencem os cabelos, equi-
vale a: · 
..---... 
Puxaram meus cabelos. 
Desse modo, assume a função de acompanhante e determinante de um 
substantivo, exercendo, portanto, função de adjunto adnominal: 
.,..---..,,. 
Puxaram-me os cabelos. 
53 
, Agora, identifique o adjunto adnominal: 
1. "Amemos o antigo encantamento de nossos olhos infantis." 
(Clarice Lispector) 
2. "Cala-me a ansiedade." (Castro Alves) 
3. "O seu

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