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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB 
DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS SOCIAIS – DTCS 
CURSO DE ENGENHARIA AGRONÔMICA – CAMPUS III /JUAZEIRO-BA
INTRODUÇÃO
 A agroecologia é uma ciência que trata das interações entre a
agricultura e os ecossistemas. Na visão agroecológica, a terra é
considerada um sistema vivo e complexo, com diversidade das
plantas, animais e microrganismos que apresentam interrelações
ecológicas complexas. 
A agricultura de base ecológica coloca ênfase no uso de
fertilizantes obtidos através de resíduos animais (estercos), e da
adubação verde. Quanto à adubação mineral, a prioridade é dada
para o uso de adubos minerais obtidos diretamente das rochas
moídas, como os fosfatos naturais, que apesar de solubilidade
lenta, garantem um efeito mais prolongado da adubação. 
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https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
PRINCÍPIOS DO MANEJO
AGROECOLÓGICO DO SOLO
O manejo ecológico do solo é alcançado pela implementação de
um grupo de técnicas que promovem o enriquecimento da
plantação, utilizando-se, na maioria das vezes, de recursos
naturais presentes na própria propriedade, como a
compostagem, adubação verde e o plantio direto na palha.
O manejo recomendado compreende técnicas que conduzam ao
uso equilibrado do solo, que promovam um balanço adequado
entre as entradas e as saídas de nutrientes e que mantenham
uma fertilidade duradoura do sistema. 
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https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
https://ibramegalab.ag/blog/analise-de-solo-para-que-serve/
PRINCÍPIOS DO MANEJO
AGROECOLÓGICO DO SOLO
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Algumas técnicas ecológicas para o solo são:
Redução e reciclagem de resíduos: É importante evitar a
contaminação do solo, por isso é essencial reduzir, reciclar e
reutilizar o lixo. 
Compostagem: A compostagem é uma forma de diminuir a
geração de lixo e melhorar a qualidade do solo. 
Rotação de culturas: Alterna-se o que é plantado numa mesma
área, evitando o desgaste nutricional do solo. 
Adubação orgânica: É uma fonte de nutrientes lenta e
duradoura, que melhora a estrutura do solo e a sua capacidade
de reter água. 
Calagem: A aplicação de calcário corrige a acidez do solo,
tornando-o mais fértil e propício para a absorção de nutrientes.
https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
Os chineses têm um provérbio muito
antigo que diz: “O solo é a mãe de
todas as coisas”. 
ADUBAÇÃO NA AGROECOLOGIA 
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/ O manejo da fertilidade do solo nos sistemas agroecológicos se
baseia não apenas no aspecto químico, mas também nos
atributos físicos e biológicos, considerando, inclusive, os efeitos
em médio e longo prazo do manejo da matéria orgânica e dos
nutrientes.
 Para que se calculem doses de fertilizantes a serem utilizadas,
devem se levar em conta aspectos que são preconizados pela
fertilidade do solo clássica, como a análise química do solo, a
composição do adubo e a exigência das culturas em questão.
Outro ponto importante no manejo da correção e da adubação
em sistemas agroecológicos é a busca constante do equilíbrio.
Por isso, é necessário que se planeje o manejo da fertilidade do
sistema, levando em consideração o equilíbrio no solo e não os
teores e parâmetros máximos que se pode alcançar.
Os chineses têm um provérbio muito
antigo que diz: “O solo é a mãe de
todas as coisas”. 
ADUBAÇÃO NA AGROECOLOGIA 
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/ Adubos Orgânicos São materiais de origem animal ou vegetal,
alguns considerados resíduos ou rejeitos, que têm grande
utilização na agricultura orgânica ou ecológica. São
recomendados por sua capacidade de aumentar a fertilidade
de solos “pobres”. Sua riqueza nutricional promove a elevação
da atividade biológica do solo. 
Estercos: O esterco é a fonte de matéria orgânica mais
lembrada quando se fala em adubos orgânicos. É um dos
recursos naturais que o agricultor tem a sua disposição e a
sua utilização deve ser a mais otimizada possível.
 Esterco bovino e eqüino
Esterco suíno
Esterco de aves
Esterco líquido
Os chineses têm um provérbio muito
antigo que diz: “O solo é a mãe de
todas as coisas”. 
ADUBAÇÃO NA AGROECOLOGIA 
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Húmus : É um adubo bastante estável, utilizado como
fonte de nutrientes para as lavouras. É um insumo muito
rico que pode ser produzido em grande quantidade e com
baixo custo pelos agricultores. É obtido através da
compostagem ou vermicompostagem do esterco, que
poderá ser agregado a outros materiais orgânicos, como
palha e restos de culturas.
Vermicomposto 
Composto fermentado
 Húmus enriquecido
ADUBAÇÃO NA AGROECOLOGIA 
Adubação verde: é a planta, cultivada ou não, que tem como
finalidade elevar a produtividade do solo através do melhoramento
da fertilidade causado pela massa vegetal incorporada ao solo ou
mantida na superfície. 
 A prática proporciona o aumento da matéria orgânica, o
fornecimento, a mobilização e a disponibilização de nutrientes,
ajudando no combate a nematóides, invasoras e na diminuição de
doenças e pragas. 
É importante destacar que na adubação verde deve-se trabalhar
com vários tipos de plantas, pertencentes a diversas famílias
botânicas, como gramíneas, leguminosas e crucíferas, para desta
forma dispor de grande diversidade de sistemas radiculares.Além de
contribuir para o aumento da biodiversidade no sistema de
produção
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https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
https://blog.aegro.com.br/adubacao-verde/
ADUBAÇÃO NA AGROECOLOGIA 
Adubação Suplementar com Biofertilizantes Líquidos
O uso de biofertilizantes pode ser realizado por meio da
pulverização foliar ou aplicação via solo, preferencialmente,
soluções preparadas com insumos locais;
 O uso de biofertilizantes enriquecidos com minerais e de
biofertilizantes preparados apenas com esterco bovino
fresco e água são opções bastante eficientes para a
nutrição e desenvolvimento das plantas; Além deles,
biofertilizantes líquidos enriquecidos com vegetais e cinzas,
e chorumes preparados à base de composto orgânico
podem ser utilizados.
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https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
https://blog.aegro.com.br/adubacao-verde/
Adubação Mineral na Agroecologia 
Adubos minerais : Todos os minerais utilizados em agroecologia
possuem baixa solubilidade e a presença da matéria orgânica no
solo permite a liberação destes elementos de forma lenta, para que
a planta possa absorvê-los de acordo com suas necessidades.
 Calcários : O calcário tem a função de neutralizar o excesso de
acidez do solo, contribuindo para disponibilizar seus nutrientes,
que serão absorvidos pelas raízes das plantas. 
Dolomítico (bastante magnésio) e calcítico (bastante cálcio);
Calcário de conchas.
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
https://www.minerali.com.br/2023/07/27/calcario-agricola-a-chave-da-produtividade-do-solo/
Adubação Mineral na Agroecologia 
Pó de rocha: É o resultado da moagem de rochas chamadas de
silicáticas, para utilização como um conjunto de nutrientes
essenciais para bons desenvolvimentos das culturas agrícolas. Ele
tem a função de melhorar as qualidades físicas e químicas do solo e
atua como fertilizante, porém, possui diferenciaçãoquanto à
solubilidade dos nutrientes e concentração.
Fosfatos naturais: São rochas naturais moídas e muito ricas em
fósforo. As mais conhecidas são:
Fosfato de Arade - possuí 32% de P2O5 (fósforo). 
Fosfato de Daoui - possuí 32% de P205, sendo 9% assimilável; 36%
de Ca assimilável; 0,5% de Mg (magnésio); 0,1% de K (potássio).
além dos elementos citados apresenta outros microelementos
como silício, cobre, cobalto e manganês. 
Fosfatos de Minas Gerais (Araxá e Patos de Minas) - possuem 28%
de P205 sendo 5% assimilável e 42% de Ca.
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
Adubação Mineral na Agroecologia 
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
Cinzas: Todos os minerais que constituíam a planta que originou a
cinza, estão presentes nela. É uma grande fonte de potássio e muito
utilizada na agricultura orgânica e na agroecologia. 
A composição química das cinzas é bastante variável e está
relacionada diretamente com o tipo de material que foi
queimado. As cinzas têm cerca de 8 a 15% de potássio.
Comumente são usadas de uma a duas toneladas por hectare. As
cinzas de casca de arroz possuem aproximadamente 2% de
potássio e podem ser utilizadas até cinco toneladas por hectare.
POTENCIAL AGRONÔMICO
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
Vargas et al. (2011), estudando o efeito da adubação verde com
crotalária e feijão-de-porco sob a nutrição de plantas de repolho,
puderam observar o efeito residual promovido pelos adubos. 
 No segundo cultivo da hortaliça, plantas que receberam
tratamento com adubação verde apresentaram produtividade
superior àquelas que receberam adubação química com
nitrogênio, mostrando que o efeito da adubação verde é positivo,
também, ao longo dos cultivos subsequentes, em detrimento à
adubação inteiramente química, cujos benefícios, na maior parte
das vezes, se restringem ao primeiro cultivo, principalmente em
solos mais arenosos com menor teor de matéria orgânica e
argila.
POTENCIAL AGRONÔMICO
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
Ramalho et al. (2016) realizaram um trabalho com três espécies
espontâneas comumente encontradas na regiãoda Caatinga: a jitirana
(Merremia aegyptia), o mata-pasto (Senna uniflora) e a flor-de-seda
(Calotropis procera).
 Os benefícios foram avaliados por meio do efeito residual da
adubação verde na cultura do rabanete, refletidos em maior altura de
planta (média de 9,9 cm planta-1na quantidade de 30 t ha-1, acréscimo
médio de 8,1 cm entre a maior e menor quantidade de adubo verde
aplicado),maior número de folhas por planta(média de 7folhas planta-
1na quantidade de 30 t ha-1) e aumento na produtividade média de
raízes (1,5 kg m-2de canteiro na quantidade de 27,6 t ha-1, valor
superior ao encontrado por Linhares et al. (2010) que chegaram a uma
produção média de 0,959 kg m-2de canteiro).
POTENCIAL AGRONÔMICO
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
 Klein (2020) testou doses crescentes de pó de basalto em dois
Latossolos Distroférricos Vermelhos e constatou melhorias
significativas nos atributos químicos do solo de textura média,
enquanto o solo de textura argilosa, por ter maior fertilidade
natural, não apresentou respostas significativas.
 Alovisi et al. (2020) afirmam que o pó de basalto pode ser
considerado uma fonte alternativa de fertilizante e corretivo de solo
de baixo custo, embora sua baixa solubilidade indique que não pode
ser a principal fonte de nutrientes para as plantas. Rochas finamente
moídas também podem aumentar o número de cargas elétricas nos
solos, como demonstrado por Gillman (1980) e Anda et al. (2015), que
observaram um aumento na capacidade de troca catiônica após a
aplicação de basalto moído.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Além dos benefícios agronômicos, o manejo da fertilidade do
solo dentro dos princípios agroecológicos contribui para a
construção de sistemas alimentares mais justos e
sustentáveis. A redução da dependência de insumos
externos diminui os custos de produção, melhora a
viabilidade econômica das pequenas propriedades rurais e
fortalece a soberania alimentar das comunidades.
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https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
REFERÊNCIAS
Fonte:https://www.rodoxisto.com.br/sistemas-de-preparo-do-solo/
DE OLIVEIRA ABRANCHES, Mikaela et al. Contribuição da adubação verde nas características químicas, físicas e biológicas
do solo e sua influência na nutrição de hortaliças. Research, Society and Development, v. 10, n. 7, p. e7410716351-
e7410716351, 2021.
FINATTO, Jordana et al. A importância da utilização da adubação orgânica na agricultura. Revista destaques
acadêmicos, v. 5, n. 4, 2013.
ALFAIA, Sonia Sena et al. Princípios agroecológicos para o manejo ecológico do solo e a saúde das áreas
produtivas: cartilha para produtores rurais. 2018.
PAULUS, G. Agroecologia aplicada: práticas e métodos para uma agricultura de base ecológica. EMATER-RS, 2001.
Alovisi, alessandra mayumi tokura et al. Atributos químicos do solo e componentes agronômicos na cultura da soja
pelo uso do pó de basalto. In: j. C. Ribeiro (org.). Impacto, excelência e produtividade das ciências agrárias no brasil 3.
Ponta grossa, pr: atena, 2020. Cap.2, p.13-26).
https://www.minerali.com.br/2023/07/27/calcario-agricola-a-chave-da-produtividade-do-solo/

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