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Alexandre Garrido ____ Atendimento a Pessoas Trans ____ / 7º Período - Turma 105 B 
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 Ginecologi�: Atendiment� � pessoa� Tran� 
 ▉ Sexo biológico ⇒ refere-se a genitália do nascimento (carió�po, endosexo e genitália); 
 ➵ Intersexo ⇒ distúrbios da genitália, genitália ambígua, alterações do carió�po (xo…) 
 ▉ Iden�dade de gênero ⇒ Iden�ficação de acordo com o gênero; 
 ➵ CIS: Se iden�fica com o sexo biólogico / TRANS: Se iden�fica com outro universo, que não o biológico 
 ➵ Traves�s: Termo usado por aspecto de luta, onde o endosexo masculino se iden�fica com o feminino 
 ➵ Não-binários: Não se iden�ficam com o gênero masculino ou feminino, 
 podendo transitar entre os dois universos 
 ▉ Expressão de gênero ⇒ como se expressa para outras pessoas 
 ➵ Mais masculino ou feminino? 
 ➵ Roupas, aspectos �sicos 
 ➵ Masculno, feminino, não binário 
 ▉ Orientação sexual : homossexual, bissexual, heterossexual, panssexual (inclui 
 todas as iden�dades de gênero), assexual; 
 ⧭ Processo de Transsexualização no Brasil ______ 
 ⥴ 1997: Transições de gênero em caráter 
 experimental — (princip. genitália masc. p/ 
 feminina); 
 ⥴ 2002: Neovulvovaginoplas�a ⇒ confecção da 
 vulva/vagina 
 ⥴ 2008: Dentro do SUS, criou-se o processo 
 transexualizador, com acompanhamento 
 mul�profissional, hormonização e cirurgia para 
 mulheres trans 
 ⥴ 2013: Incorporação dos homens trans e 
 traves�s, não mais focado apenas em mulheres 
 trans 
 ★ DSM-5 re�ra a transexualidade da sua 
 lista de doenças, apenas mantendo a 
 disforia de gênero. Transexualidade 
 deixou de ser considerada uma doença 
 mental 
 ⥴ 2019: CID-11 transgeneridade incluída como 
 condição de saúde. 
 ■ Metoidioplas�a (construção peniana) 
 ainda é considerada como algo 
 experimental, mais di�cil; 
 ⧭ Critérios para procedimento transexualizador – Requer acompanhamento psicológico 
 ⥴ Cirurgia : Para > 21 anos, requer acompanhamento especializado por 2 anos dento da rede 
 ⥴ Hormonioterapia (uso de estrogênio ou testosterona) : A par�r dos 18 anos, segundo o SUS 
 ■ Hormonioterapia com acompanhamento de qualquer médico, de qualquer especialidade 
 ■ UBS e generalistas ⇒ acolher e referenciar 
 Alexandre Garrido ____ Atendimento a Pessoas Trans ____ / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➤ Humanização : anamnese/exame �sico é�co e respeitosos garan�ndo confidencialidade, privacidade e sigilo; 
 ➠ Pacientes tendem a evitar o serviço de 
 saúde ⇒ violência, preconceito, 
 despreparo, experiências prévias 
 nega�vas; 
 ➠ Ainda há falta de polí�cas públicas 
 voltadas à população trans; 
 ➠ Vulnerabilidade ⇒ social, �sica e 
 emocional; 
 _________________________ — Homens Trans — ________________ _______ 
 ➽ Designados como gênero e sexo feminino ao nascimento, e com a iden�dade de gênero masculino; 
 ★ Nem todos os pacientes 
 necessariamente aderem a estas 
 caracterís�cas, mas é comum: 
 ⇛ Nome social: usar durante as consultas 
 ⇛ Mudanças de roupa 
 ⇛ Aspecto �sico: acessórios de 
 modificação corporal (próteses 
 penianas, compressão da mama, roupas 
 largas) 
 ⇛ Hormonioterapia: mudança da voz, 
 aumento do clitóris, aumento do 
 crescimento de pêlos 
 ⇛ Cirurgias de redesignação sexual ou 
 afirma�vas de gênero: mastectomia, 
 alteração da genitália, fechamento da 
 vagina 
 ⥹ Packers (próteses penianas) _____ 
 ➢ Conforto: aumento do volume da roupa, urinar em pé 
 ➢ Relações sexuais: simular ereção 
 ➢ Orientar a higiene e re�rada ocasional ⇒ evitar acúmulo de 
 urina, umidade local, fissuras 
 ⥹ Binders _____ 
 ➢ Compressão do volume mamário 
 ➢ Orientar a higiene e a re�rada ocasional ⇒ evitar umidade, 
 alterações de pele 
 ⇉ Evitar uso > 8-12h por dia, não usar para dormir e 
 programar um dia livre 
 ⇉ Usar do tamanho adequado, arejar e lavar 
 ⇉ Orientar uso de camisa fina por baixo 
 ⇉ Evitar uso de fitas adesivas ou bandagens 
 ➤ Hormonioterapia ⇒ Testosterona _____ 
 ⥸ Aumento dos pêlos, acne, alopécia androgênica, hipertrofia de 
 clitóris ( não retrocede após o uso da testosterona – só sai com 
 cirurgia plás�ca ), ganho de musculatura, engrossamento da voz, 
 aumento da líbido, aumento da impulsividade/agressividade e 
 amenorreia (efeito muito desejado pelo cessamento da 
 menstruação); 
 ★ Riscos (medicação sistêmica) → Policitemia, eritrocitose, risco 
 moderado de disfunções hepá�cas, HAS, doenças CV 
 ⇉ Acompanhar com hemograma , avaliação trimestral no 
 1º ano e depois a cada 6 MESES ou ANUAL 
Avaliação a cada 3 meses no 1º ano e depois a cada 6meses ou anual
 Alexandre Garrido ____ Atendimento a Pessoas Trans ____ / 7º Período - Turma 105 B 
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 ★ Efeitos da Hormonioterapia _____ 
 ⤨ Amenorreia após 6 meses 
 ⇉ Atrofia endometrial e anovulação não 
 garante método contracep�vo 
 ⇉ Caso haja relação pênis-vagina → usar 
 método contracep�vo 
 ⇉ Sangramento uterino após esse período 
 ⇒ inves�gar 
 ⤨ Vaginite Atrófica – bloqueio do es�mulo do 
 estrogênio 
 ⇉ Lubrificantes 
 ⇉ Estrógenos tópicos 
 ➽ Prevenção de IST : epitélio fica mais susce�vel 
 ⇛ Poucas campanhas de saúde voltadas para a população trans ou homossexual 
 ⇛ Instruções sobre uso e higiene de acessórios sexuais e packers 
 ⇛ Atrofia genital com uso de testosterona pode levar a vaginites, cervicites, cis�tes e dispareunia 
 ⇛ Vias de transmissão não penetra�vas (boca-vulva e vulva-vulva) ou penetração não-peniana 
 ⇛ Vaginose bacteriana é comumente transmissível no sexo entre pessoas com vulva 
 ⇛ Sexo oral: saliva alcalina pode desencadear mais o quadro de vaginose 
 ⇛ Manipulação com os dedos: proliferação maior de bactérias, como a Gardnerella 
 ⧭ Meios de transmissão ______ 
 ⥱ Contato de pele lesionada, mucosa e 
 fluido genital, sangue menstrual 
 (sangue meio rico de bactérias, 
 passagem mais facilitada) 
 ⥱ Vaginose, HPV, herpes, hepa�te A 
 (contato anal-oral), hepa�te B e C 
 (transmissão sexual) 
 ⥱ Chlamydia trachoma�s e neisseria 
 gonorrhoeae; 
 ⧪ Orientação à prevenção ⇒ Uso de método de 
 barreira com placas de silicone ou camisinha 
 peniana, dedeiras; 
 ○ Se em período menstrual → usar 
 coletores sexuais e absorventes 
 internos (se boca-vulva); 
 ○ Barreiras mecânicas, higiene, inspeção 
 de lesões suspeitas, testes sorológicos 
 de ro�na e evitar contato com sangue 
 menstrual 
 ⧬ Prevenção Combinada ______ 
 ★ Pep até 72h após exposição e durante 21 dias; 
 ★ Prep pré-exposição para comportamentos de risco; 
 ★ Medicação para prevenir transmissão ver�cal; 
 ★ Imunizar para HPV e HBV; 
 ★ Prevenir transmissão ver�cal; 
 ★ Testagem regular para HIV, IST e HV; 
 ★ Tratar todas as pessoas vivendo com HIV/AIDS 
 ★ Usar preserva�vo masculino, feminino e gel lubrificante 
 ★ Diagnos�car e tratar pessoas com IST e HV (hepa�te viral) 
Highlight
Highlight
Highlight
 Alexandre Garrido ____ Atendimento a Pessoas Trans ____ / 7º Período - Turma 105 B 
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 ⦽ Contracepção — não é garan�da pela testosterona, e muitas vezes a paciente é resistente à ideia; 
 ↳ Menor acesso, falta de campanhas, medo de estragar tudo, acha que tem baixo risco de engravidar 
 devido relações sexuais pênis-vagina infrequentes; 
 ↳ Acesso irregular do uso da medicação pode não causar a amenorreia;? Está em uso de hormonização? 
 ? Realizou cirurgia de modificação corporal? 
 ? Tem contato sexual com pessoas com útero, ovário ou tes�culos? 
 ? Deseja filhos biológicos agora ou no futuro? 
 ? Já pensou em gestar? 
 ↳ Não há contra-indicação quanto aos diversos métodos contracep�vos 
 ★ Sempre realizar métodos de barreira – previne IST 
 ↳ DIU pode ser um bom método → muitas vezes não tolerado/aceito pois tem necessidade de 
 manipulação média do órgão genital, além do aumento da menstruação inicial ser desconfortável (se 
 ausência de amenorreia, ausência do uso de testosterona) 
 ↳ Progestágenos → boa por causar amenorreia 
 ↳ An�concepção combinada → muito associada à imagem feminina, ocasiona mastalgia 
 ↳ Esterilização defini�va 
 ⧬ Gravidez ______ 
 ➢ Suspende a hormonioterapia no momento da descoberta da gravidez por efeitos lesantes do feto 
 ➢ Seguimento com pré-natal igual a mulheres cis 
 ➢ Suspender testosterona → se descoberta da gravidez ou se desejo de gestar 
 ➢ Es�mular preservação de gametas (congelamento), se desejo → serviço privado no RJ 
 ➥ Reprodução assis�da 
 ➢ Gestação compar�lhada ⇒ mulheres cis lésbicas / homens trans 
 ⇉ Um do casal gesta e o outro doa o óvulo 
 ➢ Útero de subs�tuição ⇒ homens cis gays / mulheres trans ⇒ necessitam de alguém para gestar 
 ⇉ Barriga de aluguel não é legalizado no brasil, 
 ★ Regras do CFM: requer parente de 1º grau, sem ganho econômico, não pode ser a primeira 
 gestação da gestante (geralmente é mais risco na 1ª gestação) 
 ➥ Desejo de amamentação ⇒ indução à lactação 
 para os dois pacientes poderem alimentar 
 ★ Retorno da hormonioterapia 4-6 
 semanas após parto, na ausência de 
 lactação 
 ➥ Aborto legal → se ví�mas de estupro 
 ➥ Adoção 
 Alexandre Garrido ____ Atendimento a Pessoas Trans ____ / 7º Período - Turma 105 B 
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 ➧ Rastreio do CA de Colo ______ 
 ↳ Mesmas orientações habituais de rastreio; 
 ➢ 25 aos 64 anos, com intervalo de 1 ano, se normal de 3 em 3 anos 
 ↳ Histerectomia não requer rastreio; 
 ↳ Neovagina → não é necessário rastreamento devido ausência do colo de útero 
 ➠ Medidas de Redução de Desconforto no Exame – geralmente são atróficas: 
 ↪ Usar espéculo menor, usar anestésico tópico (atrofia), posicionamento confortável na mesa, 
 autonomia da pessoa para introdução do espéculo, uso de lubrificantes à base de água 
 ➧ Rastreio do CA de Mama ______ 
 ➠ Homens trans: mesmas orientações que mulheres cis, exceto se mamoplas�a masculinizadora 
 ➔ Se alto risco (hf + marcadores posi�vos) → rastrear, mesmo se mamoplas�a masculina 
 ➔ Se necessário inves�gar por US de mamas ou RM 
 ➠ Mulheres Trans e Traves�s: que fizeram uso de hormonioterapia por > 10 anos aumentam o risco, 
 devendo fazer mamografia caso aja volume suficiente da mama, se não fazer USG 
 ➠ Mulheres CIS lésbicas e bissexuais – risco aumentado por falha de procura/rastreio ao sistema de saúde 
 ➔ Maior obesidade, nuliparidade e tabagismo; 
 ➔ Menor aderência ao rastreio; 
 ★ Hormonização não aumenta o risco de CA de mama 
 ➧ CA de Endométrio/Ovário ______ 
 ➠ Endométrio: Não aumenta risco de CA 
 ➔ Não há necessidade de rastreio 
 ➔ Sangramento após longo 
 período de amenorreia deve ser 
 inves�gado 
 ➔ Testosterona atrofia o 
 endométrio ( protege ) 
 ➠ Ovário: Não se sabe o risco 
 ➔ Inves�gar por USG se risco 
 pessoal ou familiar 
 ➔ Se vaginectomizada, avaliar via 
 abomindal ou transretal 
 ➤ Mulheres Trans/traves�s subme�das à cirurgia de Vulvoplas�a e Vaginoplas�a 
 ⇉ Vaginoplas�a = Inversão peniana mais comum cirurgia 
 ➔ Não possui pH ácido ou mucosa, logo vulvovaginites são pouco frequentes 
 ➔ Higiene interna com duchas, água e sabonete – contrário da indicação à mulheres cis 
 ⇉ Acompanhamento anual após pós operatório 
 ➔ Sintomas? Sangramento, dispareunia, corrimentos, sintomas urinários, infecções, IST 
 ➧ Corrimento com odor? 
 ★ Solução de vinagre ou iodo 
 povidine 25% + Água 2-3 dias 
 ★ Metronidazol creme vaginal 5 
 dias 
 ★ Inves�gar �stulas ou tecido de 
 granulação 
 ➧ Sangramento vaginal? 
 ➔ Lesão de mucosa, �stulas, 
 infecção, neoplasias, pólipos 
 intes�nais, colite inflamatóri

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